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FPP – Aula 5 – 27/03/2017

A Política como Vocação


(Referência Bibliográfica: A Política como Vocação – Max Weber)

1) Revisão da última aula: vimos como Bobbio enfrenta a questão do Estado, das
formas de Estado e das formas de Governo.

2) Contexto da obra: Conferência proferida na Universidade de Munich, em


1918. Ao fim da 1ª Guerra Mundial e início da República de Weimar (a república
democrática alemã que durou até a ascensão do nazismo, em 1933).

3) Política é toda atividade diretiva autônoma (liderança independente). Sentido


estrito de política (adotado no texto): a direção do Estado ou a influência que se
exerce em tal sentido. Conjunto de esforços feitos com vistas a participar do pode
ou a influenciar a divisão do poder, seja entre Estados ou no interior de um deles.
“Todo homem que se entrega à política aspira ao poder” (Ulisses: é afrodisíaco!).

4) O que é o Estado? “Todo Estado se funda na força” (Trotsky). “É a


comunidade humana (ou agrupamento político) que reivindica o monopólio do uso
legítimo da violência física”. Esta não é o único instrumento de que se vale o
Estado, mas é seu instrumento específico e normal de poder! Relação de dominação
do homem sobre o homem fundada no instrumento da violência legítima! Exige
consentimento dos dominados!

5) Fundamentos de legitimidade da dominação (formas de dominação/autoridade


legítimas):

a) Tradicional: baseada nos costumes enraizados nos homens (“passado


eterno”). Autoridade derivada de status herdado; força do costume e da
tradição (ex. Patriarca, Rei, Senhor Feudal).

b) Carismática: fundada em dons pessoais extraordinários de um


indivíduo. Autoridade derivada do carisma puramente pessoal do líder;
crença dos seguidores em seus poderes extraordinários, mágicos ou
heróicos (ex. guerreiro e soberano eleitos, demagogo, chefe partidário).
c) Racional-legal (o tipo mais puro a Burocrática): autoridade baseada
em normas legais e impessoais (ex. todas as autoridades legais
modernas, especialmente, os servidores públicos – polícia, receita).

6) Toda dominação organizada precisa de um estado-maior administrativo


(organização da dominação política) e de meios materiais de gestão. A obediência
do estado-maior administrativo se consegue por retribuição material e prestígio
social.

7) Duas categorias de administração (gestão da dominação política) pré-


modernas:

a) estado-maior e funcionários são proprietários dos meios de gestão:


impostos, justiça, polícia, exército (ex. feudalismo) → aristocracia
independente;

b) meios de gestão são domínio pessoal do chefe (líder): poder patriarcal,


estados despóticos patrimoniais e Estado burocrático de modo geral.

8) Desenvolvimento do Estado Moderno começa com desejo do príncipe de


expropriar os poderes privados de administração da aristocracia independente
(moeda, impostos, justiça e exércitos nacionalmente unificados). O Estado moderno
privou completamente seus funcionários de meios materiais privados de gestão. O
Estado moderno é o agrupamento de dominação institucional que monopoliza,
nos limites do seu território, a violência física legítima, como instrumento de
domínio, e concentra nas mãos dos dirigentes os meios materiais de gestão.

9) Surgimento dos políticos profissionais: clérigos, letrados humanistas (ex.


mandarim), nobreza da corte, pequena nobreza/rendeiros das aldeias ( gentry =
patriciado), juristas. = burocracia moderna!!!

10) Recrutamento plutocrático da camada dirigente no início do Estado

Moderno: Há duas maneiras de fazer política: ou se vive “para” a política; ou se


vive “da” política! Causa x renda. Para viver para a política precisa-se de
independência econômica das vantagens que a política possa proporcionar e de
disponibilidade de tempo (coisa para “capitalista” = rentista (e advogados); não
para operário ou empresário).

11) Início dos partidos políticos: funcionários remunerados → cargos e

empregos públicos, que viraram principais objetivos dos partidos políticos (inclusive
nos EUA): “transformaram-se em organizações que só se dedicam à caça aos
empregos e que modificam seu programa concreto em função dos votos que haja
por captar”. “Lutas partidárias não são apenas para consecução de metas, mas
sobretudo para controlar a distribuição de empregos!!! Na Alemanha, todas giram
em torno desse ponto!!!!” Partidos como trampolim para garantir o futuro.

12) Em oposição a essa tendência, o Desenvolvimento moderno da função

pública: exige corpo de trabalhadores intelectuais especializados e altamente


qualificados (os burocratas e a burocracia moderna), preparados ao longo da vida
(carreira) e com sentimento de honra corporativa (integridade) → freio à corrupção
generalizada e ao colapso do Estado! (ex. da Civil Service Reform nos EUA).
Exigências técnicas de profissionalização partiram das finanças, exército e
justiça, em que funcionários de carreira (técnicos especialistas/eficientes)
triunfaram nos Estados mais evoluídos a partir do Séc. XVI!!!

13) Transformação da política em empresa: soberano (acionistas ou povo) não

influi na gestão dos negócios (tarefa dos funcionários especializados); apenas elege
os dirigentes que os comandarão. Funcionários políticos (recrutamento político)
x funcionários de carreira (recrutamento meritocrático: diploma, concurso,
exame, estágio). Emergência dos advogados no moderno sistema de partidos
políticos (que, afinal, nada mais são que grupos de defesa de interesses
particulares) e dos jornalistas (= demagogos, no sentido de Péricles – discurso!!).
Empresa política: empresa de interesses!!!

14) O funcionário e o político e suas duas éticas (pág 78!): a do funcionário, não

partidária: administrar sem preconceitos nem ressentimentos (ética das


convicções); a do político, partidária: tomar partido e combater pelas suas
causas (ética da responsabilidade). Funcionários que têm visão moralmente
elevada se suas funções são, necessariamente, maus políticos!

15) Democratização (sufrágio universal) e emergências das massas na política

puseram partidos políticos no centro da vida política: necessidade de recrutar e


organizar eleitores, conquistar seus votos = democracia interna dos partidos se
torna plebiscitária e o demagogo (capaz de angariar apoio pelo apelo emotivo aos
eleitores) tem sido o chefe político típico do Ocidente.

16) A evolução do sistema partidário na Inglaterra (election agent e caucus), nos

EUA (spoil sistem e boss) e na Alemanha (impotência do parlamento, importância


do funcionário de carreira e partidos com doutrina política arraigada) = dominação
dos funcionários (“instintos burocráticos”): a famosa “lei de ferro” da oligarquia
partidária, de Robert Michels (Sociologia dos Partidos Políticos).

17) Dilema da democracia partidária de massas: ou admite, como dirigente,

um verdadeiro chefe e, consequentemente, aceita a existência da “maquina”


partidária, ou renega os chefes e cai sob o domínio dos “políticos profissionais”, sem
vocação e o carisma dos chefes!

18) Ética e Política: a ética absoluta (ética das convicções; ex: Sermão da

Montanha) não se preocupa com as consequências das ações, apenas com sua
dignidade. Já a ética da responsabilidade assume as consequências de cada ato.
Ex. da publicação de todos os documentos x segredos de Estado. Dilema
“maquiavélico” entre meios e fins: a história da humanidade (e a das religiões)
desmente que só se possa alcançar o bem por meio do bem, e o mal por meio do
mal (ex. da justificação da violência nas guerras de religião – “guerras santas”!).

19) A originalidade própria dos problemas éticos no campo da política reside em

sua relação com o instrumento específico da violência legítima. Todo homem que
pactua com aquele instrumento – e o homem político o faz necessariamente – se
expõe às consequências que ele acarreta: tarefas da política não se realizam sem
violência e se afastam da “salvação da alma”, buscada pelos adeptos da ética das
convicções!