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10. Sistemas sensoriais

Sumário
1. Sistema sensorial somático
2. Receptores
3. Nervos periféricos
4. Vias da sensibilidade
5. Dor
6. Placebo

A sensibilidade, a visão, a audição, o gosto e o olfacto são os cinco sentidos


tradicionais. Nos sistemas sensoriais inclui-se o estudo do tacto, da temperatura e da
dor. Aristóteles não considerava a dor como uma sensação mas sim como uma emoção.

1. Sistema sensorial somático


A sensação é um meio de conhecer e avaliar o mundo. Resulta da consciencialização de
um estímulo. O sistema sensorial transporta não só informação do meio externo (calor,
frio, tacto) como do interior do organismo (posição de uma articulação). Esta
informação é captada por receptores especializados e caminha através dos nervos
periféricos que a levam até à medula. Da medula ascende até ao tronco cerebral, passa
no tálamo e é sujeita a uma análise no córtex cerebral. Pode também entrar directamente
para o tronco cerebral ou cérebro através dos nervos cranianos. A informação sensorial
pode ser dividida em várias categorias: somática, visual, gustativa, olfactiva, auditiva e
equilíbrio. Por sua vez a informação somática pode ser subdivida em: dor, temperatura,
propriocepção (posição de uma articulação) e tacto.

2. Receptores
Os receptores são estruturas destinadas a detectar estímulos específicos. Transformam o
estímulo num sinal eléctrico que percorre o sistema nervoso. A pele possui vários
receptores que são específicos na detecção de determinados estímulos. Muitos destes
receptores têm o nome da pessoa que os descreveu em primeiro lugar (Fig. 1).
2.1. Os corpúsculos de Meissner (George Meissner, 1829-1905, histologista, Alemão)
estão relacionados com as sensações tácteis finas e são muito numerosos na polpa dos
dedos.
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2.2. Os corpúculos de Merkel (Friedrich Merckel 1845-1911, anatomo-fisiologista


Alemão) são sensíveis a estímulos tácteis fracos.
2.3 Os corpúsculos de Pacini (Filippo Pacini, 1812- 1883, anatomista Italiano) situados
no tecido subcutâneo são sensíveis à pressão profunda e vibração, situam-se nas mãos,
pés, glândulas mamárias e genitais.
2.4. Receptores dos folículos pilosos que envolvem a base do pêlo e respondem a
qualquer estímulo que deforme o pêlo.
2.5. Os corpúsculos de Ruffini (Ângelo Ruffinni, 1864-1929, anatomista Alemão) são
receptores para detectar grandes pressões, estiramento da pele e movimento das
articulações.

Fig. 1 – Receptores cutâneos

2.6. Terminações nervosas livres localizam-se na epiderme e no tecido conjuntivo e


reagem ao calor, frio e dor.
Os receptores não se distribuem de forma homogénea. Há zonas como a face e os dedos
em que são muito mais numerosos.

3. Nervos periféricos
A informação captada pelos receptores é transportada pelos nervos raquidianos que
contêm fibras nervosas sensoriais e motoras. O nervo periférico está ligado à medula
através das raízes. A raiz anterior ou motora e raiz posterior ou sensitiva. Os neurónios
motores têm o corpo celular no interior da medula espinhal a nível do corno anterior.
Pelo contrário os neurónios sensitivos têm o corpo celular fora da medula espinhal, no
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gânglio que é uma dilatação da raiz posterior. Os neurónios que conduzem a informação
sensitiva podem ter diâmetros diferentes e ser ou não mielinizados. As fibras C não são
mielinizadas e transportam a informação de dor e temperatura. As fibras Aδ são
mielinizadas e transportam informação referente a dor e temperatura. As sensações de
tacto são transmitidas pelas fibras Aβ. Quanto ao diâmetro as fibras C são as mais finas
0,2 a 1,5 μm, seguido das Aδ com 1 a 5 μm e por fim as Aβ com 6 a 12 μm (Tabela -1).

Receptor Axónio associado Localização Função


C. de Meissner Aβ Pele sem pelos Tacto
C. de Merkel Aβ Toda a pele Tacto e pressão
C. de Pacini Aβ Tecido subcutâneo Tacto e vibração
R. folículos pilosos Aβ Pele com pelos Pressão no pelo
T. Ruffini Aβ Toda a pele Pressão
T. nervosas livres Aδ e C Toda a pele Temperatura e dor

Tabela 1 – Principais receptores cutâneos e axónios associados

Cada uma das raízes sensitivas está ligada a um nervo raquidiano que por sua vez é
responsável pela sensibilidade num determinado território cutâneo a que se chama
dermatoma. O conhecimento destes territórios é fundamental para perceber qual o nível
de uma lesão medular. (Fig. 2).

Fig. 2 – À esquerda estão representados os territórios cutâneos (dermatomas) que correspondem a cada
nervo raquidiano. Os mamilos situam-se no dermatoma do 5º nervo dorsal. No caso de uma lesão medular
a nível da quinta vértebra dorsal pode haver uma perda de todas as sensibilidades abaixo dos mamilos.
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4. Vias da sensibilidade
A informação sensorial atinge o córtex na área sensitiva que fica na região anterior do
córtex parietal atrás do sulco central. A distribuição das várias zonas sensitivas é
semelhante à do córtex motor que se situa à frente do sulco central (Fig. 3). Existem
duas vias principais que conduzem a informação sensorial até à área sensitiva que fica
na região anterior do córtex parietal: feixe dos cordões posteriores e feixe espino-
talâmico. Estas duas vias passam no tálamo e cruzam a linha média a níveis diferentes.

Fig. 3 – O córtex sensitivo situa-se atrás do sulco central e na porção anterior do lobo parietal. Cada
região do córtex recebe informação sensitiva de uma zona do corpo. A distribuição das diferentes zonas é
semelhante à do córtex motor.

Feixe dos cordões posteriores – Os impulsos proprioceptivos, tácteis e vibratórios


entram na medula e ascendem ao longo dos cordões posteriores mantendo-se do mesmo
lado (Fig. 4). A nível do tronco cerebral cruzam para o lado oposto, atingem o tálamo e
terminam no córtex cerebral. Uma lesão a nível dos cordões posteriores leva a uma
perda da sensibilidade proprioceptiva, táctil e vibratória, ipsilateral, abaixo da lesão.
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Fig. 4 – O feixe dos cordões posteriores transmite as informações proprioceptivas, tácteis e vibratórias.
Cruza a linha média no tronco cerebral.

Feixe espino-talâmico - Os impulsos nervosos referentes à dor e temperatura entram na


medula espinhal ascendem um ou dois níveis e cruzam-na para o lado oposto. Mantêm-
se do lado oposto até atingirem o tálamo e depois o córtex cerebral.

Fig. 5 – O feixe espino-talâmico transmite as informações da dor e temperatura. Cruza a linha média na
medula.

Uma lesão da medula que envolva a via espino-talâmica leva a uma perda contralateral
da sensação dolorosa e térmica abaixo do nível da lesão.
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Fig. 6 – Representação conjunta do feixe espino-talamico e feixe dos cordões posteriores. Ambos passam
no tálamo e atingem o córtex sensitivo na região parietal anterior do lado contrário ao que entraram na
medula.

5. Dor
A dor não é apenas uma estimulação excessiva dos receptores sensoriais. Existem
receptores específicos para a dor. Embora estes receptores estejam espalhados por todo
o corpo não existem no encéfalo e medula espinal. A dor tem a vantagem de nos
proteger de situações perigosas. As fibras que transportam a informação dolorosa
podem ser de grande diâmetro e mielinizadas. Neste caso transportam uma informação
de dor imediata à velocidade de 10 a 30 m/sec. No caso de serem de pequeno diâmetro e
não mielinizadas transportam uma informação de dor difusa à velocidade 0,5 a 2 m/sec.
A intensidade da dor não é só função da extensão de uma lesão. O sistema nervoso
central pode modular essa dor. O ópio, a morfina e a heroína são semelhantes aos
opióides endógenos. Estes são produzidos pelo organismo durante o parto ou durante
esforços violento para reduzir a intensidade da dor.
A dor referida consiste na percepção da dor numa região diferente daquela onde existe
a lesão. É o caso da isquemia cardíaca que pode desencadear uma dor no membro
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superior esquerdo. Esta situação tem a ver com o desenvolvimento embrionário que
levou a uma enervação comum das duas estruturas.
A dor fantasma surgem em cerca de 10% das amputações. O doente refere dor numa
parte do membro que foi amputado. Pode dever-se a uma reacção a nível do nervo
seccionado que é interpretada pelo cérebro como um processo doloroso.

6. Placebo
O placebo é uma substância sem acção farmacológica. É usado para o doente pensar que
está a tomar um medicamento real. Emprega-se em ensaios clínicos para testar a
eficácia de um medicamento novo. Após consentimento os doentes são divididos em
dois grupos, um que toma o placebo e outro que toma o medicamento real. Se os
resultados forem semelhantes significa que o medicamento não é eficaz.
Sabe-se que o placebo pode levar à libertação de mediadores cerebrais que combatem a
dor. O doente ao pensar que está a tomar um medicamento analgésico acaba por levar o
seu cérebro a produzir substâncias que combatem a dor.

Leitura recomendada:
-Bear, M.F., Connors, B.W., & Paradiso, M.A. (2002) Neurociências: desvendando o
sistema nervoso. São Paulo: Artmed Editora SA
-Brteton, D.L. (2007) Compreender a dor. Lisboa, Estrela Polar.
-Habbib, M. (2000). Bases neurológicas dos comportamentos. Portugal: Climepsi
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