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RESEÑAS

N O A M C H O M S K Y , Estructuras sintácticas. I n t r o d . , notas, a p é n d i c e y t r a d .


de C . P . O t e r o . Siglo X X I , M é x i c o , 1 9 7 4 ; l v i + 1 7 7 p p .

L a t r a d u c c i ó n de Syntactic structures, que ahora p u b l i c a Siglo X X I ,


llega m u y tarde: el o r i g i n a l i n g l é s a p a r e c i ó hace 1 7 a ñ o s . Sin embargo,
n o llega con demasiado retraso. E n l a " I n t r o d u c c i ó n " q u e N o a m
C h o m s k y e s c r i b i ó especialmente p a r a esta p r i m e r a e d i c i ó n e s p a ñ o l a ,
confiesa que, de haber t e n i d o q u e corregir el l i b r o , e s t a r í a poco ten-
t a d o a i n t r o d u c i r cambios fundamentales en él. Y es c o m p r e n s i b l e : p o r
supuesto que l a g r a m á t i c a generativa-transformacional —de l a cual
Syntactic structures constituye u n a especie de resumen de su p r i m e r a
etapa— h a e v o l u c i o n a d o bastante e n los ú l t i m o s a ñ o s ; pero l a f r a g i l i -
d a d de las t e o r í a s recientes que a b a n d o n a n , al menos en parte, algunos
p r i n c i p i o s enunciados desde 1 9 5 7 (como p o r e j e m p l o l a necesidad de
m u l t i p l i c a r los niveles de r e p r e s e n t a c i ó n o l a p r i m a c í a de l a f o r m a
frente al sentido en l a i n v e s t i g a c i ó n l i n g ü í s t i c a ) hacen suficientemente
p e r t i n e n t e l a o b s e r v a c i ó n de C h o m s k y .
Esta " I n t r o d u c c i ó n " apenas p r o p o n e ideas m u y nuevas, pero n o
deja, a pesar de e l l o , de tener i n t e r é s . T o d o s se a l e g r a r á n de tener
entre las manos veinte p á g i n a s dedicadas p o r el m i s m o " p a d r e " de l a
g r a m á t i c a generativa-transformacional a presentar el c o n t e n i d o con-
c e p t u a l de Syntactic strucures a l a luz t a n t o de las investigaciones que
este l i b r o resume (es decir, sobre todo de The logical structure of
linguistic theory, cuya p u b l i c a c i ó n h a sido p o r f i n a n u n c i a d a ) c o m o de
los avances posteriores m á s i m p o r t a n t e s : l a t e o r í a l l a m a d a " s t a n d a r d "
y l a " t e o r í a s t a n d a r d e x t e n d i d a " . P o r su c l a r i d a d y fuerza de convic-
ción, este breve p e r o denso ensayo —que constituye u n balance, u n
i n f o r m e preciso y puesto al d í a de l a g r a m á t i c a t r a n s f o r m a c i o n a l y de
su historia— j u s t i f i c a l a a d q u i s i c i ó n del l i b r o ; desgraciadamente, es l o
único que la justifica.
Conocemos el e n o r m e y l o a b l e entusiasmo que Carlos-Peregrin O t e r o
h a puesto e n l a i n t r o d u c c i ó n y d i f u s i ó n d e l evangelio c h o m s k i a n o en
el m u n d o de l e n g u a e s p a ñ o l a ; pero, p o r l o menos en este caso, n o le
h a bastado el entusiasmo al a p ó s t o l p a r a preservarlo del e r r o r e incluso
de l a h e r e j í a . L a t r a d u c c i ó n y l a " I n t r o d u c c i ó n a C h o m s k y " presentan
confusiones suficientes c o m o p a r a obligarnos —dejando, sin d u d a al-
g u n a , demasiado r á p i d o de l a d o los m é r i t o s d e l t r a d u c t o r y comenta-
dor— a dedicar l a p a r t e m e d u l a r de esta r e s e ñ a a p r e v e n i r al p r o f a n o .
Comencemos p o r l a t r a d u c c i ó n , que h a suscitado ya varias críticas.
NRFH, X X V RESEÑAS 119

A l g u n o s le r e p r o c h a n que n o se haya c i r c u n s c r i t o a u n dialecto d e l


e s p a ñ o l y q u e haya mezclado los estilos: se t r a t a de u n pecado v e n i a l ,
en vista de que el m i s m o t e x t o de C h o m s k y n o d a muestras en n i n -
g u n a p a r t e de u n a v o l u n t a d de estilo. O t r o s le r e p r o c h a n que n o haya
copiado e l v o c a b u l a r i o técnico o r i g i n a l c u a n d o eso era posible ( p o r
e j e m p l o , phrase-structure es t r a d u c i d o c o m o ahormacional, performan-
ce c o m o actuación, deep structure como estructura latente), pero sin
t o m a r e n cuenta q u e los t é r m i n o s inventados o adoptados p o r Otero,
a veces m á s expresivos que sus correspondientes e n i n g l é s ( c o m p á r e s e
las oposiciones ahormacional/transformacional, estructura latenteIestruc-
tura patente), t e n í a n que conformarse a ser t é r m i n o s de uso fácil;
aparte de q u e todas las palabras en i n g l é s se e n c u e n t r a n registradas
y d e f i n i d a s en u n a b u n d a n t e "registro-glosario" al f i n a l d e l l i b r o . Des-
graciadamente las definiciones de este glosario son u n poco apresura-
das: es u n a l á s t i m a , p o r e j e m p l o , q u e l a d e f i n i c i ó n de deep structure
n o m e n c i o n e n i las reglas ahormacionales, n i e l p a p e l q u e d e s e m p e ñ a n
las transformaciones en la d e t e r m i n a c i ó n de las estructuras profundas
e n t r e los Indicadores generalizados. Pero es necesario s e ñ a l a r q u e O t e r o
n o deja de ser consecuente c o n su t e r m i n o l o g í a y q u e , p o r l o general,
se atiene a l a s o l u c i ó n adoptada desde e l p r i n c i p i o .
P o r nuestra parte, h u b i é r a m o s q u e r i d o detenernos en otros dos tipos
de observaciones. E n p r i m e r l u g a r , O t e r o c r e y ó p e r t i n e n t e "reemplazar
algunos t é r m i n o s d e l o r i g i n a l (con anuencia d e l a u t o r ) p o r los q u e
el uso subsiguiente h a f i j a d o para el uso q u e t i e n e n en sus contextos"
(p. x ) . D e esta manera, por e j e m p l o , el t í t u l o d e l segundo c a p í t u l o
" T h e indepenclence of g r a m m a r " se c o n v i e r t e en " L a independencia
de l a s i n t a x i s " . A u t o r i z a d o o n o p o r el a u t o r , l a m e n t a m o s el empleo de
ese p r o c e d i m i e n t o : con notas a l pie de p á g i n a se h u b i e r a resuelto
m e j o r e l p r o b l e m a , ya que estas correcciones (que t e n d r í a n que ser
renovadas en todas las etapas de l a t e o r í a ) , a l b o r r a r diferencias a veces
significativas, p r i v a n a l lector interesado e n l a e v o l u c i ó n de la g r a m á -
tica t r a n s f o r m a c i o n a l de u n a fuente preciosa de i n f o r m a c i ó n . E n se-
g u n d o l u g a r , para c u a l q u i e r a q u e haya m a n e j a d o a l g u n a vez el t e x t o
i n g l é s , es evidente q u e l a v e r s i ó n e s p a ñ o l a n o g u a r d a el t o n o p r u d e n t e
y c a l m a d o d e l a u t o r , el cual, en l a t r a d u c c i ó n , parece tener y m a n i -
festar relaciones casi pasionales con e l o b j e t o de su ciencia. U n exa-
m e n m i n u c i o s o q u i z á r e v e l a r í a q u e esta i m p r e s i ó n n o es i n f u n d a d a :
el t r a d u c t o r cae c o n frecuencia en el uso de t é r m i n o s demasiado fuer-
tes (cf. p. 24: the search es t r a d u c i d o c o m o el afanarse, expose como
desenmascarar, with no attempt to avoid c o m o sin tratar de eludir en
absoluto); pero, sobre t o d o , el t r a d u c t o r altera el significado de los ver-
bos modales d e l t e x t o (dos ejemplos entre otros m u c h o s : we should
certainly want se convierte e n no cabe duda de que queremos (p. 50)
y can be shown e n ha sido demostrado ( p . 5 2 ) . Pero este examen
revela a su vez u n a t a l c a n t i d a d de errores y de omisiones q u e r e n u n -
ciamos a t r a t a r d e t e n i d a m e n t e estos dos p u n t o s .
E n t r e los errores que hemos encontrado, he a q u í los que, nos parece,
p u e d e n i n d u c i r a u n lector n o avisado a l l e g a r a conclusiones inexac-
tas: More positively (p. 24) es t r a d u c i d o c o m o Más aún e n u n con-
t e x t o d o n d e l a o p o s i c i ó n positivo ¡negativo es m u y i m p o r t a n t e : d e s p u é s
120 RESEÑAS NRFH, XXV

de este (p. 30) se o m i t e t o d o u n m i e m b r o de frase (will read (1) with


a normal sentence intonation, but...); less elementary (p. 40, n o t a 4)
se convierte en más elementales; en l a p . 42, ( v i ) , el s í m b o l o Verbal
se reescribe sin que n i n g u n a de las reglas anteriores l o haya i n t r o d u -
cido, l o que hace suponer que se puede i n t r o d u c i r u n a x i o m a e n el
transcurso de u n a d e r i v a c i ó n ( ! ) . (De hecho, hay que corregir 13 ( i i i )
reemplazando V p o r Verbal). E n p. 47, se o m i t e el f i n a l de l a frase
(unless the rules embody contextual restrictions) y se reemplaza p o r
u n a n o t a del t r a d u c t o r ( q u i e n de esta m a n e r a presenta l a o b s e r v a c i ó n
c o m o suya). E n p. 48, There is a one-one correspondence se traduce
c o m o No hay una correspondencia una-a-una; powerful (p. 51) se tra-
duce como adecuado (dos conceptos bastante diferentes en l a g r a m á t i c a
g e n e r a t i v a ) . E n la p. 51 ((10 iii) es una) es u n agregado, i n ú t i l y poco
exacto, del t r a d u c t o r (se t r a t a de u n e r r o r que proviene d i r e c t a m e n t e
de l a l i b e r t a d q u e éste se t o m ó e n p. 4 7 ) ; p. 56, 29 (i) el s í m b o l o
past se traduce como pasado a pesar de q u e en la p. 49 n o h a b í a sido
t r a d u c i d o : ¿ p o r q u é estos cambios e n el meta-lenguaje? E n la p. 57
f a l t a u n " b o u n d a r y s y m b o l " (#) d e s p u é s de book al f i n a l de l a ú l t i m a
l í n e a de la d e r i v a c i ó n ( 3 0 ) ; p . 58, (29i) debe ser sustituido p o r ( 2 9 i i ) ;
p . 61 NP2 — is + V en — by + NP se convierte e n FN2 — is — V¡
en — by + FN, l o que q u i e r e decir que la cadena fue analizada e q u i -
vocadamente y que a d e m á s se i n t r o d u j o u n nuevo s í m b o l o (/) sin
n i n g u n a e x p l i c a c i ó n . E n p. 63, l a segunda vez que aparece (29) tiene
q u e ser c a m b i a d a p o r ( 2 9 i ) . E n p . 65, tal como la hemos formulado
y l a n o t a del t r a d u c t o r [cf. 4.2, n o t a 6] que aparece d e n t r o del t e x t o
es t r a d u c c i ó n de with context-free rules, l o cual representa o t r a con-
secuencia d i r e c t a de l a l i b e r t a d que el t r a d u c t o r se t o m ó en p. 47. E n
p . 66, l a frase que t e r m i n a con mencionada t e n d r í a que completarse
c o n l a t r a d u c c i ó n de since it has apparently led to some misunderstand-
ing; ibid., el t r a d u c t o r agrega sin n i n g u n a advertencia relativamente
conocida. E n p . 69, se o m i t i ó t o d a la frase But there is also no circularity
in this conception. E n l a p. 73, C h o m s k y e s c r i b i ó certain external con-
ditions y el t r a d u c t o r o l v i d ó external. E n p . 74, se r e d u j o ajxy reasonable
definition a cualquier definición. E n p. 76, el t e x t o se vuelve i n c o m -
p r e n s i b l e a causa de u n a e n o r m e o m i s i ó n ; he a q u í el o r i g i n a l : to
consider morphemes as classes of sequences of phonemes, i.e., as having
actual phonemic "content".. . E n l a m i s m a p á g i n a , We can avoid se
convierte e n No podemos evitar. E n p . 82, ninguna regla morf of ané-
mica pretende ser l a t r a d u c c i ó n de no new morphophonemic rules;
ibid., l a p r o p o s i c i ó n c o n d i c i o n a l es n e g a t i v a en el o r i g i n a l y p o r l o
t a n t o t e n d r í a que haber d a d o : si el sujeto no es de la...; ibid., for d o
to bear (es decir " q u e do l l e v e " ) es t r a d u c i d o c o m o para portar do (!).
E n p . 84, 49 ( i i i ) , l a t r a d u c c i ó n conserva e l v e r b o arrive del o r i g i n a l
a pesar de que antes l o h a s u s t i t u i d o siempre p o r speak; ibid., traduce
as negatives, questions and emphatic affirmatives como que las ora-
ciones afirmativas enfáticas. E n p . 93, phrase structure rule es t r a d u c i d o
c o m o frase ahormacional (!); ibid., e n l a p e n ú l t i m a l í n e a , de las pala-
bras es u n agregado que c a m b i a el sentido d e l t e x t o o r i g i n a l . E n p. 96,
n o t a 4: todas es t r a d u c c i ó n de most of. P á g i n a 100, n o t a 6, John es el
sujeto de has been reading. E n p . 102, in some other way da a enten-
NRFH, XXV RESEÑAS 121

der algo m á s que de algún modo, y l o m i s m o sucede e n p. 103, c o n


los criterios p o r the basic criteria. E n p. 115, antes de Supóngase se h a
o m i t i d o t o d a la o r a c i ó n : It may now be the case that certain different
tokens will be identically transcribed in this phonetic transcription.
E n p. 127, Descubrimos también que muchas oraciones son asignadas
representaciones duales en algún nivel, y que muchos pares de oracio-
nes son asignados representaciones similares o idénticas en algún nivel
es t r a d u c c i ó n de We also find that many sentences are assigned dual
representations on sorne level, and many pairs of sentences are assigned
similar or identical representations on some level. E n p. 132, regla 5,
5 debe ser s u s t i t u i d o p o r s'.
Esta larga lista, que p o d r í a ser a ú n m á s larga, es sin d u d a bastante
molesta; pero esperamos que sea ú t i l . De todos modos, u n o espera que
l a t r a d u c c i ó n de u n l i b r o que nos presentan como " c l á s i c o " , y q u e l o
es, sea m u c h o m á s cuidadosa que ésta.
Pasemos a h o r a a l a " I n t r o d u c c i ó n a C h o m s k y " , compuesta de dos
partes. D i r e m o s poco de l a p r i m e r a ( " L a r e v o l u c i ó n c h o m s k i a n a " ) e n
l a cual O t e r o desea situar l a o b r a de C h o m s k y d e n t r o de l a h i s t o r i a de
las ideas ( p r á c t i c a m e n t e desde P l a t ó n y a u n desde el G é n e s i s ) . Esta
i n m e n s a perspectiva n o d e j a de asustarnos. E n r e a l i d a d , h u b i é r a m o s
p r e f e r i d o u n estudio menos ambicioso y m á s riguroso, y sobre t o d o
m á s c r i t i c o . L a a d m i r a c i ó n sin l í m i t e q u e O t e r o m a n i f i e s t a y siente
p o r l a t e o r í a l i n g ü í s t i c a , f i l o s ó f i c a y p o l í t i c a , y p o r l a persona, de q u i e n
l l a m a el " p r í n c i p e de los nuevos h u m a n i s t a s " h a r á s o n r e í r a unos,
i r r i t a r á a otros y c o n m o v e r á a otros tantos (poco i m p o r t a ) ; p e r o el
hecho es que c u a l q u i e r a que sea sensato n o p e r m i t i r í a que p a r a salva-
g u a r d a r este c u l t o se le escondan al lector ciertos medios p a r a evaluar
(no necesariamente condenar) e l o b j e t o de este c u l t o , como, p o r ejem-
p l o , el f i n a l d e l prefacio del o r i g i n a l i n g l é s , que O t e r o o m i t i ó , d o n d e
el m i s m o C h o m s k y declara que el E j é r c i t o , l a Fuerza A é r e a y l a M a -
r i n a de los E. U . (sin contar K o d a k ) c o n t r i b u y e r o n a l f i n a n c i a m i e n t o
de Syntactic structures.
Dejemos pues esta parte sin m a y o r c o m e n t a r i o y pasemos a l a t i t u -
lada " E v o l u c i ó n de l a g r a m á t i c a g e n e r a t i v a " y m á s e s p e c í f i c a m e n t e al
f i n a l de esta parte. O t e r o tiene l a b u e n a idea de t e r m i n a r su i n t r o d u c -
c i ó n t r a t a n d o de a d a p t a r al e s p a ñ o l las reglas que r i g e n los a u x i l i a r e s
d e l inglés. B i e n realizado, u n e s t u d i o de este t i p o sería, sin d u d a alguna,
u n i n s t r u m e n t o bastante adecuado para vencer las reticencias de los
lectores que n o conocen i n g l é s q u e estuvieran poco interesados e n las
discusiones t e ó r i c a s y que n o p u d i e r a n apreciar l o novedoso de los aná-
lisis de C h o m s k y . Pero, p o r desgracia, al q u e r e r i m i t a r a éste "creativa-
m e n t e " (cf. p. x l v i i i ) , O t e r o r e s u l t a bastante i n f e r i o r a su m o d e l o ; y
p o r desgracia, t a m b i é n , c o n sus argumentos (sobre los que n o parece
haber t r a b a j a d o suficientemente) existe el riesgo de q u e u n lector
p u e d a d u d a r d e l v a l o r d e l o b j e t o de su elogio: l a g r a m á t i c a trans-
formacional.
Y a se sabe q u e Syntactic structures da u n análisis del A u x i l i a r i n -
g l é s al que descompone en c u a t r o c a t e g o r í a s , l a p r i m e r a (el t i e m p o )
o b l i g a t o r i a y las otras (en este o r d e n : el M o d a l , el Perfecto y el Pro-
gresivo) facultativas. L a t r a n s p o s i c i ó n a l e s p a ñ o l es casi l a m i s m a :
122 RESEÑAS NRFH, XXV

A u x —> T (Modal) (haber + do) (estar + ndo)

L a i n n o v a c i ó n " c r e a d o r a " de O t e r o consiste, p r i m e r o , en s u p r i m i r


dos de estas c a t e g o r í a s , el M o d a l y estar + ndo, las cuales, s e g ú n él,
s e r í a n Verbos.
Por l o que entendemos (ya que l a a r g u m e n t a c i ó n q u e d a i m p l í c i t a ) ,
h a b r í a cuatro razones que a p o y a r í a n l a segunda de estas exclusiones:
a) al c o n t r a r i o de l a de los A u x i l i a r e s , la presencia de estar i m p e d i r í a
l a t r a n s f o r m a c i ó n pasiva; b) l a n e g a c i ó n p o d r í a preceder inmediata-
m e n t e al g e r u n d i o g o b e r n a d o p o r estar pero n o p o d r í a nunca ocupar
esta p o s i c i ó n antes de o t r o elemento a u x i l i a d o ; c) ciertos elementos
que n o a p a r e c e r í a n n u n c a entre u n a u x i l i a n t e y u n a u x i l i a d o aparece-
r í a n entre estar y el g e r u n d i o ; d) las reglas que r i g e n l a p o s i c i ó n de
los p r o n o m b r e s " c l í t i c o s " se a p l i c a r í a n como si estar y el g e r u n d i o
pertenecieran a dos Sintagmas Verbales distintos.
Si por su parte estos argumentos son irrefutables, las observaciones
que los sustentan n o l o son t a n t o :
a) L a i m p o s i b i l i d a d de l a t r a n s f o r m a c i ó n pasiva en presencia de
estar se deduce de la diferencia de sentido de las siguientes oraciones
(sigo l a n u m e r a c i ó n o r i g i n a l ) :

E. 29 a. los malhechores han estado planeando los crímenes


b. los crímenes han estado planeados (*por los malhechores)

c o m o si el ú n i c o r e s u l t a d o posible de l a a p l i c a c i ó n de l a t r a n s f o r m a c i ó n
pasiva de E. 29 a. n o fuera: ? los crímenes han estado siendo planeados
por los malhechores.
Si l a regla inglesa debe ser transpuesta, estar + ndo f o r m a enton-
ces, al i g u a l que be + ing, u n constituyente d i s c o n t i n u o que n o hay
p o r q u é c o n f u n d i r con estar e n su uso c o p u l a t i v o . Por supuesto que l a
frase t r a n s f o r m a d a a p a r t i r de E. 29 a. es bastante dudosa en su gra-
m a t i c a l i d a d ; pero esta semi-gramaticalidad n o surge de la i n c o m p a t i -
b i l i d a d de estar + ndo con l a t r a n s f o r m a c i ó n pasiva: basta con po-
n e r l a en presente para hacerla perfectamente g r a m a t i c a l .
b) Para i l u s t r a r el segundo p u n t o , O t e r o e m p l e a l a siguiente pare-
j a , d o n d e , con l a n e g a c i ó n E. 31 a., a l c o n t r a r i o de E. 31 b., sería
gramatical:

E. 31 a. Los malhechores los h a n ( * n o ) i r r i t a d o


b. Los malhechores e s t á n (no) i r r i t á n d o l o s .

Es fácil de r e f u t a r esta p r e s e n t a c i ó n de los hechos: E. 31 b. n o parece


ser g r a m a t i c a l m á s que en ciertos contextos contrastivos, p o r ejemplo,
si se agrega: " s i n o h a c i é n d o l e s c o s q u i l l a s " ; y entonces, en ese t i p o de
c o n t e x t o , E. 31 a. e s t á lejos de ser t o t a l m e n t e inaceptable. Cf.: Los
malhechores los han no irritado, sino matado.
c) De l a d i f e r e n c i a de a c e p t a b i l i d a d de las frases siguientes:

E. 34 a. *Los han también los malhechores irritado.


b. Están también los malhechores irritándolos.
NRFH, XXV RESEÑAS 123

parece que O t e r o saca l a idea de que l a i n v e r s i ó n del sujeto, posible


c o n estar + g e r u n d i o , n o l o s e r í a ya con haber + p a r t i c i p i o pasado.
Sin embargo, b a s t a r í a con usar parejas (quasi-) m í n i m a s para descartar
esta h i p ó t e s i s y a t r i b u i r correctamente, l a a g r a m a t i c a l i d a d de E. 34 a.
a l a p o s i c i ó n del p r o n o m b r e " c l í t i c o " ; cf.:

*Los están también los malhechores irritando.


Han también los malhechores irritado a ellos.

d). N o hay d u d a de que los p r o n o m b r e s " c l í t i c o s " n o se c o m p o r t a n


f r e n t e al g e r u n d i o i n t r o d u c i d o p o r estar de l a m i s m a m a n e r a que fren-
te al p a r t i c i p i o pasado regido p o r haber. Pero esto s e r í a u n p r i n c i p i o
de a r g u m e n t o en favor de l a e x c l u s i ó n de estar + ndo del A u x i l i a r
s ó l o si se excluye de él t a m b i é n al M o d a l , ya que el c o m p o r t a m i e n t o
de los " c l í t i c o s " frente al i n f i n i t i v o i n t r o d u c i d o p o r u n M o d a l se parece
m u c h o m á s a su c o m p o r t a m i e n t o f r e n t e a l g e r u n d i o r e g i d o p o r estar.
A h o r a b i e n , ¿ c u á l e s son los a r g u m e n t o s de O t e r o c o n t r a l a presen-
cia de verbos modales en el i n t e r i o r del A u x i l i a r ? Son tres:
a) A l c o n t r a r i o de los verbos modales ingleses, los modales espa-
ñ o l e s n o se p u e d e n c o n j u g a r c o m o los otros verbos, b) C o m o en cada
S i n t a g m a V e r b a l n o puede haber sino u n a n e g a c i ó n , h a b r í a que espe-
r a r que, si los verbos modales pertenecieran al A u x i l i a r , c a t e g o r í a que
es i n c l u i d a d e n t r o d e l S i n t a g m a V e r b a l e n l a t e r m i n o l o g í a de Syntactic
structures, en el g r u p o v e r b o m o d a l + i n f i n i t i v o apareciera s ó l o u n a
n e g a c i ó n , cosa q u e e n r e a l i d a d n o sucede, c) H a b r í a que esperar tam-
b i é n q u e s ó l o u n M o d a l p u d i e r a d e t e r m i n a r u n verbo p r i n c i p a l , l o
c u a l s e r í a falso.
R e t o m e m o s estos a r g u m e n t o s u n o p o r u n o :
a) E n l a base del p r i m e r o h a y dos confusiones: 1) en p r i m e r l u -
gar, l a regla a h o r m a c i o n a l q u e desarrolla el A u x i l i a r predice ú n i c a -
m e n t e (al ordenar M o d a l antes de Perfecto) que los Modales n o p u e d e n
aparecer e n u n t i e m p o compuesto. P o r l o q u e se refiere a los f e n ó m e -
nos de concordancia, éstos pertenecen al d o m i n i o de las transformacio-
nes y n o es n a d a asombroso, entonces, que e n este n i v e l p u e d a n existir
diferencias entre e l i n g l é s y el e s p a ñ o l . A s í pues, l a p r e d i c c i ó n se rea-
liza c o n ciertos verbos que casi siempre se h a catalogado como modales.
P o r e j e m p l o , s e r á difícil decir: *Juan ha solido hacer eso. De esta ma-
nera, el p r i m e r a r g u m e n t o se vu el ve c o n t r a su a u t o r : ¿ c ó m o p o d r í a
éste e x p l i c a r el hecho de que u n " v e r b o " c o m o soler sea defectivo?
2) a c o n t i n u a c i ó n s e r í a ú t i l observar con a t e n c i ó n l a sintaxis p o r sí
m i s m a , de cada c a n d i d a t o a e n t r a r a l a c a t e g o r í a de M o d a l , t e n i e n d o
e n c u e n t a el hecho evidente (cf. el caso antes c i t a d o de estar) q u e u n a
f o r m a puede, s e g ú n sus usos, pertenecer a c a t e g o r í a s diferentes. Reco-
nocer l a existencia de u n a c a t e g o r í a n o q u i e r e decir que d e s p u é s deba-
mos m e t e r a h í t o d o l o que antes p o n í a e n esa m i s m a c a t e g o r í a l a
g r a m á t i c a " t r a d i c i o n a l " (por l o d e m á s bastante insegura en l o que
respecta a las " p e r í f r a s i s verbales").
T o m e m o s s ó l o u n e j e m p l o , e l de poder. U n e x a m e n r á p i d o de sus
usos basta para ver que este " v e r b o " c o n frecuencia es m u y a m b i g u o .
L a o r a c i ó n Juan puede ser policía, significa grosso modo, e n t r e otras
124 RESEÑAS NRFH, XXV

posibilidades, o que Juan posee ciertas c a r a c t e r í s t i c a s necesarias p a r a


c u m p l i r l a f u n c i ó n de g u a r d i á n del o r d e n o q u e n o es i m p o s i b l e q u e
él sea ya g u a r d i á n del o r d e n . Es bastante n o t a b l e que, trasladada a u n
t i e m p o compuesto (cf. Juan ha podido ser policía), u n a o r a c i ó n de
este t i p o s ó l o conserve, p a r a ciertos hablantes al menos, este sentido:
" J u a n ha sido capaz de ser p o l i c í a " . Por o t r o lado, si, c o m o sucede con
otros hablantes, l a frase puede tener dos sentidos ("ha sido capaz de
ser p o l i c í a " y " t a l vez h a sido p o l i c í a " ) , q u e d a entonces p o r e x p l i c a r
p o r q u é en l a segunda a c e p c i ó n , y s ó l o e n ésta, existe u n a p a r á f r a s i s
entre Juan ha podido ser policía y Juan puede haber sido policía. En
otras palabras, ¿ p o r q u é el perfecto, que s e m á n t i c a m e n t e n o afecta
a q u í sino a ser, puede, desde u n p u n t o de vista m o r f o l ó g i c o , afectar
t a n t o a ser como a poder} Si resolvemos este p r o b l e m a con u n a trans-
f o r m a c i ó n , s o l u c i ó n e n l a c u a l se piensa i n m e d i a t a m e n t e , entonces
poder en el sentido de " t a l vez" q u e d a como u n b u e n c a n d i d a t o a l a
c a t e g o r í a de M o d a l .
b) Los p r o b l e m a s que p l a n t e a l a g r a m á t i c a de l a n e g a c i ó n son ex-
t r e m a d a m e n t e complejos. Basar en e l l a u n a a r g u m e n t a c i ó n presupon-
d r í a resultados q u e e s t á n bastante lejos de haber sido logrados. D e
todas maneras, resulta d i f í c i l a d m i t i r que u n Sintagma V e r b a l p u e d a
contener s ó l o u n a n e g a c i ó n (cf. no dio nada a nadie), a menos q u e
sostengamos que l a e s t r u c t u r a p r o f u n d a ( " l a t e n t e " ) se aleja de l a
estructura de superficie ( " p a t e n t e " ) m u c h o m á s de l o que el m i s m o
C h o m s k y e s t a r í a dispuesto a aceptar.
c) ¿ E x i s t e n o n o casos en los cuales varios Modales se suceden unos
d e t r á s de otros? Es u n a p r e g u n t a que n o podemos responder. Y p o r
o t r o l a d o n o es n a d a i m p o s i b l e que l a c a t e g o r í a M o d a l se p u e d a subdi-
v i d i r en varias s u b c a t e g o r í a s . Sin e m b a r g o retomemos nuestros dos
candidatos a esta c a t e g o r í a : soler y poder. Antes, u n a o b s e r v a c i ó n sobre
poder. Si el i n f i n i t i v o que rige este " v e r b o " e s t á en l a f o r m a progre-
siva, entonces, s e g ú n nuestros informantes, es el significado m o d a l el
q u e p r e d o m i n a . D e esta m a n e r a l a fiase: Juan puede estar luchando
s i g n i f i c a r í a " p u e d e ser q u e J u a n e s t é l u c h a n d o " m á s b i e n q u e " J u a n
es capaz de estar l u c h a n d o " . A h o r a b i e n , si soler y poder (en el sen-
t i d o de " t a l vez", de " p u e d e ser") pertenecen a l a m i s m a c a t e g o r í a , es
de esperarse que Juan suele poder estar luchando, a pesar d e l predo-
m i n i o del sentido m o d a l de poder ante u n a f o r m a progresiva, s ó l o
p u e d a significar que " J u a n suele ser capaz de estar l u c h a n d o " . Y en
efecto es eso l o q u e parece suceder.
Estamos lejos de pensar que hemos d a d o argumentos irrefutables:
p e r o l a s o l u c i ó n que p r o p o n e O t e r o , d i s t i n g u i r los diversos tipos de
verbos, a u x i l i a r e s y principales, s ó l o con l a ayuda de su e s p e c i f i c a c i ó n
e n rasgos s i n t á c t i c o s (en " m o ñ o n e s " ) cae, si nos f i j a m o s b i e n , e n el
a n á l i s i s d e l A u x i l i a r p r o p u e s t o hace t i e m p o p o r J. R. Ross, a n á l i s i s
q u e C h o m s k y ha rechazado con t o d a r a z ó n (cf. Studies on semantics
in generative grammar, p p . 122 y 123) p o r ser u n a simple v a r i a n t e
n o t a c i o n a l de l a suya. D e todas maneras podemos seguir pensando que
l a s o l u c i ó n i m a g i n a d a p o r C h o m s k y en Syntactic structures tiene posi-
b i l i d a d e s de ser t a m b i é n aplicada, mutatis mutandis, al e s p a ñ o l .
L a i n n o v a c i ó n de O t e r o n o se reduce a l a p r o p o s i c i ó n de simplifi-
NRFH, XXV RESEÑAS 125

car l a c o m p o s i c i ó n d e l A u x i l i a r . Para i n i c i a r al lector en l a e v o l u c i ó n


de l a d o c t r i n a c h o m s k i a n a d e s p u é s de 1957, O t e r o hace t o d o l o posible
p o r aplicar al a n á l i s i s de los verbos a u x i l i a r e s y d e l S i n t a g m a V e r b a l
dos avances recientes: l a e s p e c i f i c a c i ó n en rasgos de las c a t e g o r í a s sin-
tácticas (acabamos de hacer a l u s i ó n a u n fracasado i n t e n t o e n ese sen-
t i d o ) y l a i n t e r v e n c i ó n de ciertas reglas de i n t e r p r e t a c i ó n s e m á n t i c a .
Nos g u s t a r í a insistir sobre el segundo p u n t o : s e r v i r á p a r a p r o l o n -
gar u n poco esta r e f l e x i ó n sobre los modales. O t e r o s e ñ a l a , con m u c h a
r a z ó n , que l a c a t e g o r í a del T i e m p o se puede describir c o n ayuda de
sólo tres rasgos d i s t i n t i v o s : [ ± pasado], [ ± perfectividad] y [ ± subse-
cuencia]. Pero el ú n i c o a r g u m e n t o que da en apoyo de esta des-
c r i p c i ó n es el hecho de q u e e q u i v a l e a la d e s c r i p c i ó n de B e l l o . Sin
embargo, C h o m s k y ha r e p e t i d o que n o basta con que u n a n á l i s i s " f u n -
c i o n e " p a r a que tengamos que aceptarlo. L a " a d e c u a c i ó n observacio-
n a l " debe estar c o r r o b o r a d a a l menos p o r l a " a d e c u a c i ó n d e s c r i p t i v a " :
u n a g r a m á t i c a debe dar cuenta de las i n t u i c i o n e s de los hablantes.
A h o r a b i e n , e n el presente caso l a i n t u i c i ó n nos i n v i t a r í a a colocar los
futuros, d e l presente y d e l pasado, del lado de los modales. A l m i s m o
t i e m p o , s e r á difícil que a l g u i e n acepte que el sentido m o d a l de estos
" t i e m p o s " provenga, como se a f i r m a en l a " I n t r o d u c c i ó n " (cf. p. l i v ,
n o t a 3 2 ) , de u n a tendencia t o d a v í a n o m u y clara de ciertas reglas
gramaticales a ser violadas.
Para a m p l i a r esta d i s c u s i ó n , r e c u r r i m o s a c o n t i n u a c i ó n a algunas
observaciones bastante precisas de M . Gross sobre el f u t u r o f r a n c é s :
a) L a c o n s t r u c c i ó n ir a + i n f i n i t i v o se analiza, s e g ú n el caso, de
dos maneras diferentes. Ir puede ser u n v e r b o de m o v i m i e n t o , y en
este caso su sujeto debe ser u n ser a n i m a d o y el i n f i n i t i v o que le sigue
debe ser el de u n v e r b o de a c c i ó n q u e n o sea u n v e r b o de m o v i m i e n t o .
Pero al m i s m o t i e m p o puede aparecer en c u a l q u i e r c o n t e x t o con el
sentido de u n f u t u r o p r ó x i m o . D e esa manera, Juan va a asustarse y
Juan va a venir s ó l o t i e n e n , al c o n t r a r i o de Juan va a trabajar, el sen-
t i d o de f u t u r o p r ó x i m o .
b) E n esta ú l t i m a a c e p c i ó n ir a es b u e n c a n d i d a t o a l a c a t e g o r í a
de M o d a l : n o se puede c o n j u g a r en los tiempos compuestos (cf. *Juan
ha ido a venir) y n o e n t r a e n c o m b i n a c i ó n con los otros modales (cf.
*Juan suele ir a venir y *Juan va a soler a venir).
c) H a y varias s i m i l i t u d e s s i n t á c t i c a s que u n i f i c a n el c o m p o r t a m i e n -
t o s i n t á c t i c o de ir a m o d a l y el del f u t u r o : n i n g u n o de los dos aparece
en las proposiciones condicionales (cf. *Si Juan vendrá, yo vendré tam-
bién y *Si Juan va a venir, yo voy a vejiir también) . N i n g u n o de los
dos parece tener l a p o s i b i l i d a d de aparecer en el i m p e r a t i v o , en el
i n f i n i t i v o , n i , en r e a l i d a d , en el s u b j u n t i v o (cf. * ¡ V e a v e n i r ! , * T u a n
q u i e r e i r a v e n i r , * Q u i e r o que J u a n vaya a v e n i r ) . Estas c a r a c t e r í s t i c a s
nos l l e v a n a pensar q u e el f u t u r o pertenece a la m i s m a c a t e g o r í a sin-
t á c t i c a que ir a en el sentido de u n f u t u r o p r ó x i m o , y que esta cate-
g o r í a es precisamente el M o d a l ( s e ñ a l e m o s de paso, s ó l o a m a n e r a de
c o n f i r m a c i ó n s u p l e m e n t a r i a , q u e el f u t u r o n o puede, c o m o t a m p o c o
ir Ü, combinarse con soler. Cf. *Juan va a soler venir y *Juan solerá
venir).
d) L a i m p o s i b i l i d a d de e n c o n t r a r a los dos al m i s m o t i e m p o en
126 RESEÑAS NRFH, XXV

u n a m i s m a o r a c i ó n simple (no se dice *Juan irá a venir) confirma


t o t a l m e n t e esta idea. C o m o p o r o t r o l a d o l a c o n f i r m a l a m o r f o l o g í a
del f u t u r o , q u e u n a g r a m á t i c a generativa c o n f o r m e a l a e t i m o l o g í a
r e p r e s e n t a r á como representa a los otros Modales, p o r u n constituyen-
te d i s c o n t i n u o cuyo segundo elemento s e r í a l a t e r m i n a c i ó n d e l i n -
finitivo.
U n o de los logros m á s asombrosos de las t e o r í a s de C h o m s k y es el
de q u e p e r m i t e llegar, p o r e n c i m a de las diferencias superficiales que
las separan, a las convergencias p r o f u n d a s q u e u n e n a las lenguas:
a q u é l l a s d e b e r í a n dar, para h a b l a r e s p e c í f i c a m e n t e , l a p o s i b i l i d a d de
c o m p l e t a r l a g r a m á t i c a comparada t r a d i c i o n a l a t r a v é s de la sintaxis
c o m p a r a d a q u e t a n t a f a l t a l e hace. Las respectivas sintaxis del A u x i l i a r
e s p a ñ o l y d e l A u x i l i a r i n g l é s m u e s t r a n claramente ese p u n t o de u n i ó n ,
ya q u e , acabamos de ver, hay buenos argumentos para colocar t a n t o
el f u t u r o e s p a ñ o l como el f u t u r o i n g l é s (cf. shall, will) entre los mo-
dales. E n r a z ó n de esto, n o se ve m u y c l a r o p o r q u é u n l i n g ü i s t a que
dice pertenecer a la o r t o d o x i a chomskiana escoge, para i l u s t r a r l a doc-
t r i n a de Chomsky, l a h i p ó t e s i s m á s d é b i l y l a menos interesante: la de
u n a d i f e r e n c i a r a d i c a l en dos lenguas g e n é t i c a m e n t e cercanas, para
practicar u n a " c r e a t i v i d a d " q u e altera todas las reglas perfectamente
establecidas.
Esto n o q u i e r e decir q u e t o d o l o q u e O t e r o p r o p o n e carezca de
i n t e r é s . N o hemos h a b l a d o d e l p r i n c i p i o de l a segunda parte de su
i n t r o d u c c i ó n (pp. x x i - x l v i i i ) en d o n d e e x p l i c a en f o r m a bastante
coherente y convincente los principales conceptos t é c n i c o s que apare-
cen e n Syntactic structures. D e l a m i s m a m a n e r a , esto n o q u i e r e decir
t a m p o c o q u e hay q u e rechazar t o d o d e l a n á l i s i s q u e hace del Sintag-
ma Verbal.
T o m e m o s p o r e j e m p l o l a idea (cf. p. x l i x ) de que los p r o n o m b r e s
" c l í t i c o s " son generados desde l a base y q u e ciertas reglas s e m á n t i c a s
de correferencia d e t e r m i n a n a c o n t i n u a c i ó n los Sintagmas N o m i n a l e s
a los cuales r e m i t e n . Esta h i p ó t e s i s p e r m i t i r á , sin d u d a , aclarar u n
p r o b l e m a —que n o por m e n o r deja de ser molesto— de la sintaxis
e s p a ñ o l a . Es b i e n sabido que todos los se n o son r e f l e x i v o s : se lo puso
puede ser c o m p l e t a d o t a n t o p o r a Juan o a Usted como p o r a sí
mismo. E n general se piensa —lo c u a l desde el p u n t o de vista h i s t ó r i c o
es c i e r t o sin que q u e p a duda— que e n esos casos estamos en presencia
de dos morfemas d i s t i n t o s q u e r e u n i e r o n los avatares de l a e v o l u c i ó n
f o n é t i c a . L a sugerencia de O t e r o p e r m i t e decir, p o r el c o n t r a r i o , que
n o hay sino u n m o r f e m a se i n t e r p r e t a d o p o r varias reglas de correfe-
rencia. Se puede o b j e t a r q u e esta s o l u c i ó n resuelve p o r u n l a d o las
cosas m i e n t r a s las c o m p l i c a p o r o t r o . Pero esta supuesta o b j e c i ó n n o
es d e l t o d o exacta: l a nueva e x p l i c a c i ó n , a l a inversa de la a n t e r i o r ,
p o d r í a e x p l i c a r al m i s m o t i e m p o l a a m b i g ü e d a d d e l p r o n o m b r e pose-
sivo de la tercera persona (su amigo = " a m i c u s suus" "amicus e j u s " ) .
A d e m á s , esta o b s e r v a c i ó n abre a su vez c a m p o a u n estudio comparado
de los p r o n o m b r e s " c l í t i c o s " y de los d e t e r m i n a n t e s d e l n o m b r e , de
los a r t í c u l o s y de los posesivos.
Pero, aparte de proposiciones t a n sugerentes, ¡ c u á n t o s errores! Y en
especial esto ú l t i m o : la regla E. 35 (cf. p. x l i x ) reescribe el Sintagma
NRFH, XXV RESEÑAS 127

V e r b a l c o n u n a secuencia de s í m b o l o s todos facultativos, l o que puede


hacer creer al lector que u n a regla a h o r m a c i o n a l puede b o r r a r el sím-
b o l o q u e ella debe reescribir ( I ) .
A s í , c o n c l u i m o s esta r e s e ñ a c o n u n a n o t a m e l a n c ó l i c a , l a m e n t a n d o
q u e u n t r a b a j o apresurado y u n c u i d a d o m u y i r r e g u l a r nos hayan i m -
p e d i d o r e c i b i r como se debe l a a p a r i c i ó n en e s p a ñ o l de este " c l á s i c o "
de g r a n a c t u a l i d a d t o d a v í a : Syntactic structures.

MARC PLENAT

Université de Toulouse.

R O G E R J. STEINER, TWO centuries of Spanish and English bilingual lexico¬


graphy, 1590-1800. M o u t o n , T h e Hague-Paris, 1970; 130 p p .

E n t r e las contribuciones que se h a n hecho en los ú l t i m o s a ñ o s al


c a m p o de l a l e x i c o g r a f í a , este l i b r o de Roger J. Steiner tiene el m é r i t o
de presentar p o r p r i m e r a vez u n a h i s t o r i a crítica y c o m p l e t a de los
diccionarios e s p a ñ o l - i n g l é s que se p u b l i c a r o n e n I n g l a t e r r a y E s p a ñ a
d u r a n t e los siglos x v n y x v m .
E n l a i n t r o d u c c i ó n , el a u t o r r e s e ñ a todos los trabajos anteriores
q u e g u a r d a n alguna r e l a c i ó n c o n su i n v e s t i g a c i ó n : s ó l o l a o b r a del
a l e m á n W O L F G A N G SCHLIPS, " E i n i g e B e m e r k u n g e n zur Entwicklungsge-
schichte des Spanischen W ö r t e r b u c h s i n D e u t s c h l a n d " (BFCh, 10, 1958)
puede considerarse como l a q u e m á s se asemeja al t r a b a j o de Steiner
(salvo p o r el hecho de que Schlips se ocupa de los diccionarios e s p a ñ o l -
a l e m á n ) . E n c u a n t o al l i b r o de S O F Í A M A R T Í N - G A M E R O , La enseñanza
del inglés en España, M a d r i d , 1961, se o c u p a m á s de las relaciones
c u l t u r a l e s h i s p a n o - b r i t á n i c a s que d e l a n á l i s i s de las técnicas empleadas
p o r los autores de diccionarios b i l i n g ü e s .
E l profesor Steiner, estudioso e x p e r t o en su c a m p o (es a u t o r de u n
d i c c i o n a r i o francés-inglés [ B a n t a m , 1972] y d i s c í p u l o del conocido l e x i -
c ó g r a f o E d w i n B. W i l l i a m s ) , e x a m i n a en o r d e n c r o n o l ó g i c o unas
q u i n c e ediciones de diez diccionarios b i l i n g ü e s de c u a t r o autores i n -
gleses, tres irlandeses, dos e s p a ñ o l e s y u n i t a l i a n o . Su i n v e s t i g a c i ó n
comienza c o n el glosario de J o h n T h o r i u s , i m p r e s o en L o n d r e s en
1590, y concluye con el e x a m e n de los 4 tomos del d i c c i o n a r i o e s p a ñ o l -
i n g l é s del d o m i n i c o T h o m a s C o n n e l l y y d e l c a r m e l i t a T h o m a s H i g g i n s ,
p u b l i c a d o e n M a d r i d e n dos ediciones sucesivas d u r a n t e los a ñ o s de
» 1797 y 1798.
Steiner e x p o n e en detalle c ó m o l a m a y o r í a de estos compiladores
se v e í a n forzados a seguir las huellas de sus antecesores. Por u n lado
se lograba, a pesar de e l l o —o d e b i d o a ello—, m e j o r a s en l a ortogra-
fía, p u n t u a c i ó n , a c e n t u a c i ó n y, en general, m é t o d o s diferentes para
e x p o n e r de la m e j o r f o r m a posible el m a t e r i a l b i l i n g ü e . Por o t r o , se-
g u í a n p e r p e t u á n d o s e , con frecuencia, errores anteriores que sólo p o d í a n
subsanarse c o n el t i e m p o . Steiner r e p r o d u c e , con m á x i m a f i d e l i d a d ,
las p á g i n a s titulares de cada u n o de estos diccionarios, sn t i p o g r a f í a ,