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PROCESSO CONSTITUCIONAL

Aluna: Letícia Maria Lima


Matrícula: 2016010022
Professor: Pedro Rafael Deoclecio

1- As normas que nasceram com a Constituição de 1988 não podem ser declaradas
inconstitucionais por gozarem de presunção absoluta de constitucionalidade,
iure et de iure. Para confirmar tal posicionamento, disciplinou o STF na ADI
815 contra tal possibilidade, mantendo o entendimento de impossibilidade de
declaração de inconstitucionalidade de normas originárias. Quanto às demais
normas, aquelas que ingressam no ordenamento jurídico através de emenda
constitucional, é possível que ela seja considerada inconstitucional, por conta de
sua presunção de constitucionalidade relativa, portanto, uma norma
constitucional nasce gozando de tal presunção, porém, por ser iuris tantum,
poderá ser declarada inconstitucional.

2- A diferença entre inconstitucionalidade e não-recepção toca diversos pontos.


Primeiramente, apenas normas posteriores a Constituição de 1998 podem ser
declaradas inconstitucionais, pois seu parâmetro é a própria constituição, porém,
normas anteriores a Carta Magna ou a emendas constitucionais que alteraram a
Constituição, não podem ser declaradas inconstitucionais e sim não
recepcionadas. Na inconstitucionalidade, é verificada a compatibilidade material
ou formal de ato normativo com o texto constitucional enquanto que na
recepção, há apenas uma verificação de coadunabilidade material com o texto
constitucional. Por fim, na inconstitucionalidade de lei, declara-se a nulidade da
norma enquanto que na não-recepção, haverá a revogação desta. Não é possível
de declaração de inconstitucionalidade de direito pré-constitucional,
posicionamento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal, pois ocorrendo
incompatibilidade entre o ato normativo infraconstitucional e a Constituição
superveniente, fica ele revogado, não havendo sentindo em buscar, por via de
controle abstrato, interromper a aplicação de norma que já não integra
validamente o ordenamento.

3- O sistema europeu, idealizado por Kelsen, chamado de acredita que a lei


inconstitucional era válida até que uma decisão da corte viesse a pronunciar sua
inconstitucionalidade. Por isso, antes disso os juízes e tribunais não poderiam
deixar de aplicá-la. Por consequência, a lei inconstitucional não seria nula, mas
meramente anulável, ou seja, não há o que se falar em nulidade na norma, mas
tão somente a anulabilidade do ato e por conta disso, a decisão que reconhecesse
a inconstitucionalidade produziria efeitos ex nunc, em razão da natureza
constitutiva negativa da decisão. Já o sistema norte-americano, defendido por
Marshall, acredita que a norma inconstitucional será apenas declarada como tal,
tendo a decisão que proferiu a inconstitucionalidade da norma tem caráter
apenas declaratório, limitando-se a reconhecer situação preexiste. Portanto, os
efeitos da decisão produzem retroativamente devendo todas as relações jurídicas
constituídas com base nela voltar ao status quo ante. Segundo doutrina
majoritária e a jurisprudência do STF, adota o modelo americano, porém o já
referido tribunal, embora lentamente, vem flexibilizando a modelo adotada
através, principalmente da técnica de modulação dos efeitos da decisão, prevista
no art. 27 da Lei n 9.868/99, onde o tribunal, respeitando alguns requisitos,
poderá “restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha
eficácia a partir de seu transito em julgado ou de outro momento que venha a ser
fixado”.

4- Por força do princípio da reserva do plenário, a inconstitucionalidade de uma lei


somente pode ser declarada pela maioria absoluta dos membros do tribunal ou
de seu órgão especial, onde exista. Essa norma, instituída pela primeira vez com
a Constituição de 1934, e reproduzida nas subsequentes, aplicava-se, por força
de sua origem, apenas ao controle incidental e difuso. Com a criação do controle
por via principal e concentrado, estendeu-se também a ele, não havendo
qualquer distinção na norma materializada no art. 97 da Carta em vigor 248. A
reserva de plenário espelha o princípio da presunção de constitucionalidade das
leis, que para ser infirmado exige um quórum qualificado do tribunal.

5- A súmula vinculante é o instituto que confere ao Supremo Tribunal Federal o


poder de determinar à Administração Pública e aos demais órgãos do Poder
Judiciário a observância compulsória da jurisprudência da Corte em matéria
constitucional. Os requisitos para edição de súmula vinculante encontram-se
dispostos no art. 103-A da CF/88 e são: a) aprovado mediante dois terço dos
seus membros; b) só poderá versar sobre matéria que foi objeto de reiteradas
decisões do tribunal; c) deve se tratar de matéria constitucional. Quando a
possibilidade da súmula vinculante ser objeto de ADI, é necessário entender sob
duas óticas: quanto ao plano material: Partindo dessas premissas, não é possível
o controle de constitucionalidade das súmulas vinculantes, sob o seu aspecto
material, sendo somente cabível a revisão e o cancelamento, por meio de
procedimento próprio, tendo como fundamento a alteração legislativa, social ou
o fenômeno da mutação constitucional, haja vista o pressuposto de que as
súmulas vinculantes sempre nascem constitucionais. Quanto ao aspecto formal:
é possível o controle de constitucionalidade concentrado das súmulas
vinculantes. Isso porque o procedimento a ser adotado se pauta num critério
objetivo. Logo, se for aprovado um enunciado de súmula vinculante pelo
quórum menor do que o estabelecido na constituição ou não sendo atendidos os
pressupostos constitucionais contidos no art. 103-A, será cabível a propositura
de ação direta de inconstitucionalidade. De outro lado, enquanto não for
declarada inconstitucional, a aludida súmula vinculante poderá ser levada a
efeito como se fosse uma súmula nos moldes ordinários.