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Contabilidade Avançada

Teoria + Questões

Aula 06 (CPC 18 + CPC 15)


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E aí manada, como foram os estudos em relação ao CPC 16 – Estoques? Trata-se de um Pronunciamento


Técnico fundamental para qualquer prova de Contabilidade Avançada! Desta forma, não deixe dúvidas para
trás! Qualquer dúvida é só gritar no fórum do site.

Além disso, sinta-se à vontade para me procurar através das redes sociais.

Esta semana analisaremos o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e


em Empreendimento Controlado em Conjunto, que despenca em provas de Contabilidade Avançada!

Para finalizar a aula analisaremos os principais tópicos do Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de
Negócios.

Então vamos ao que interessa!

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Sumário
CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento Controlado em Conjunto ... 3
Definições ..........................................................................................................................................................3
Influência Significativa .....................................................................................................................................5
Método de Equivalência Patrimonial (MEP) ................................................................................................. 15
Exceções à Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial ................................................................. 36
Classificação como Mantido para Venda....................................................................................................... 37
Descontinuidade do Uso do Método de Equivalência Patrimonial ............................................................ 38
Mudança na Participação Societária............................................................................................................. 39
Transações “Intragrupo” – Lucro Não Realizado ........................................................................................ 42
Ágio na Aquisição de Investimentos Avaliados pelo MEP ........................................................................... 55
CPC 15 – COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS ..........................................................................................................85
DEFINIÇÕES .................................................................................................................................................... 85
ALCANCE ......................................................................................................................................................... 86
IDENTIFICAÇÃO DE COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS....................................................................................... 87
MÉTODO DE AQUISIÇÃO (PURCHASE METHOD) .......................................................................................... 87
RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO ........................................................................................................... 88
MEMÓRIA DE ELEFANTE ............................................................................................................................... 101
LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS ......................................................................................................... 104
GABARITO ...................................................................................................................................................... 140

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CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e em


Empreendimento Controlado em Conjunto
O objetivo do CPC 18 é estabelecer a contabilização de investimentos em coligadas e em controladas e definir
os requisitos para a aplicação do método da equivalência patrimonial quando da contabilização de
investimentos em coligadas, em controladas e em empreendimentos controlados em conjunto (joint
ventures).
Deve ser aplicado por todas as entidades que sejam investidoras com o controle individual ou conjunto de
investida ou com influência significativa sobre ela.
Como de costume vamos analisar algumas das definições deste Pronunciamento Técnico, mas antes disso
vamos iniciar a aula com a resolução de um exercício!

Definições
Os termos a seguir são utilizados no Pronunciamento Técnico CPC 18 com os seguintes significados:

Coligada

Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência significativa.

Influência Significativa

Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma
investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.

Demonstrações Consolidadas

Demonstrações consolidadas são as demonstrações contábeis de um grupo econômico, em que ativos,


passivos, patrimônio líquido, receitas, despesas e fluxos de caixa da controladora e de suas controladas são
apresentados como se fossem uma única entidade econômica.

Método de Equivalência Patrimonial

Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o investimento é


inicialmente reconhecido pelo custo e, a partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-aquisição na
participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do investidor
incluem sua participação nos lucros ou prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes do
investidor incluem a sua participação em outros resultados abrangentes da investida.
Vamos resolver uma questão!

Negócio em Conjunto

Negócio em conjunto é um negócio do qual duas ou mais partes têm controle conjunto.

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Controle Conjunto

Controle conjunto é o compartilhamento, contratualmente convencionado, do controle de negócio, que


existe somente quando decisões sobre as atividades relevantes exigem o consentimento unânime das partes
que compartilham o controle.

Empreendimento Controlado em Conjunto

Empreendimento controlado em conjunto (joint venture) é um acordo conjunto por meio do qual as partes,
que detêm o controle em conjunto do acordo contratual, têm direitos sobre os ativos líquidos desse acordo.

Investidor Conjunto

Investidor conjunto (joint venture) é uma parte de um empreendimento controlado em conjunto (joint
venture) que tem o controle conjunto desse empreendimento.

Controlada

Apesar do CPC 18 não definir o que são controladas, considera-se a sociedade na qual a controladora,
diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
O controle é adquirido se a investidora tem, direta ou indiretamente, mais de 50% das ações com direito a
voto da investida.
Segundo o CPC 36 o investidor controla a investida quando está exposto a, ou tem direitos sobre, retornos
variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida e tem a capacidade de afetar esses retornos por
meio de seu poder sobre a investida.
Assim, o investidor controla a investida se, e somente se, o investidor possuir todos os atributos seguintes:
(a) poder sobre a investida;
(b) exposição a, ou direitos sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida; e
(c) a capacidade de utilizar seu poder sobre a investida para afetar o valor de seus retornos.
Vamos fazer algumas questões!

1. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


A existência de influência, mesmo que significativa, de uma entidade em relação a outra não é condição
suficiente para se concluir que as referidas empresas sejam coligadas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18 coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência
significativa. Assim, a existência de influência significativa é condição suficiente para se concluir que as
referidas empresas sejam coligadas.

Com isso, incorreta a afirmativa.

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Zé Curioso: “Professor, você poderia falar mais um pouco a respeito da influência significativa?”
Zé, influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de
uma investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.

Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento ou
mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa
ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por
meio de controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida, presume-se
que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que
um investidor tenha influência significativa sobre ela.

Enfim, o importante é lembrar que se o enunciado mencionar que há influência significativa (sem controle),
certamente trata-se de uma coligada!

GABARITO: E

2. (CS UFG – Analista – SANEAGO – 2018)


O poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais em uma empresa investida,
sem que haja o controle individual ou o conjunto dessas políticas, é denominado:

a) negócio em conjunto.
b) influência significativa.
c) participação direta.

d) empreendimento indireto.
RESOLUÇÃO:

Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma
investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.

Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

Vamos analisar o conceito de influência significativa, que é muito cobrado em provas de concursos públicos.

Influência Significativa
Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento ou
mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa
ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por
meio de controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida, presume-se

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que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que
um investidor tenha influência significativa sobre ela.

PRESUNÇÃO
INFLUÊNCIA 20% OU MAIS DO
SIGNIFICATIVA CAPITAL VOTANTE
Já vimos estes conceitos, mas não custa repetir! Segundo o CPC 18, a existência de influência significativa
por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das seguintes formas:

(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;

(c) operações materiais entre o investidor e a investida;

(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;

(e) fornecimento de informação técnica essencial.

REPRESENTAÇÃO NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO OU DIRETORIA

PARTICIPAÇÃO NOS PROCESSOS DE ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS,


INCLUSIVE DIVIDENDOS E OUTRAS DISTRIBUIÇÕES

INFLUÊNCIA
OPERAÇÕES MATERIAIS
SIGNIFICATIVA

INTERCÂMBIO DE DIRETORES OU GERENTES

FORNECIMENTO DE INFORMAÇÃO TÉCNICA ESSENCIAL

Isso é muito cobrado em concursos! Tenha atenção!

3. (FUNDATEC – Controlador – CIGA/SC – 2018)


A empresa “A” possui pouco mais de trinta por cento do capital da empresa “B”, mas possui significativa
influência na sua administração. Essa participação é mantida em caráter permanente, ou seja, sem a
intenção de vender a terceiros, mas como uma fonte permanente de renda. Considerando essas
informações, assinale a alternativa correta.
a) Os valores aplicados na empresa “B” são classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo na empresa “A”.

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b) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Coligada, no Ativo Permanente.
c) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Controlada, no Ativo Permanente.

d) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Controlada, no Ativo Realizável a
Longo Prazo.
e) Os valores aplicados na empresa “B” são classificados no Ativo Intangível da empresa “A”.

RESOLUÇÃO:

Segundo o enunciado a investidora (A) possui influência significativa na investida (B). Assim, conclui-se que
se trata de sua coligada. Visto que o investimento possui caráter permanente a investidora deverá classificar
o item em seu Ativo Não Circulante Investimentos.

Interessante que não há alternativa mencionando o Ativo Não Circulante.

Muitas vezes você terá que assinalar a alternativa “menos incorreta”. Neste caso é a alternativa B, que cita
o antigo Ativo Permanente, existente até a edição da Lei n° 11.941/09. Antes da citada lei o ativo permanente
era composto pelo imobilizado, investimentos, diferido e intangível.

GABARITO: B

4. (IADES – Profissional – CFM – 2018)


De acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei n° 6.404/1976), as participações permanentes no
capital de outras sociedades registradas nas contas Ações de Coligadas e Ações de Controlada serão
classificadas no ativo, no subgrupo
a) Circulante.
b) Realizável a longo prazo.

c) Imobilizado.

d) Intangível.
e) Investimentos.
RESOLUÇÃO:

Segundo o art. 179 da Lei n° 6.404/76, serão classificadas no Ativo Não Circulante Investimentos as
participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no
ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia ou da empresa.
Com isso, correta a alternativa E.
GABARITO: E

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5. (CESPE – Perito Criminal – PC/PE – 2016)


A propósito de investimento em sociedade coligada, assinale a opção correta.
A) A participação de membro da investidora no conselho de administração da investida não representa uma
influência significativa.
B) Sociedade com investimento em coligada deve consolidar as demonstrações contábeis.
C) A influência significativa da investidora sobre a investida pode ser verificada pela participação nos
processos de criação de políticas, até em decisões sobre dividendos e outras distribuições.
D) Um investidor que detiver, direta ou indiretamente, até 20% do poder de voto de uma investida será
detentor de influência significativa sobre esta.
E) O investimento em sociedade coligada deve ser avaliado pelo método do custo amortizado.
RESOLUÇÃO:
Vamos analisar as alternativas apresentadas.
a) Incorreta. A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais
das seguintes formas:
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;
(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;
(e) fornecimento de informação técnica essencial.
b) Incorreta. A entidade que seja controladora deve apresentar demonstrações consolidadas.
c) Correta. Vide comentários à alternativa A.
d) Incorreta. Se o investidor mantém direta ou indiretamente, vinte por cento ou mais do poder de voto da
investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado
o contrário.
e) Incorreta. O investimento em coligadas é avaliado pelo método de equivalência patrimonial.

GABARITO: C

6. (FGV – Contador – Paulínia-SP – 2016)


A Cia Alfa possui participação de 12% no capital social da Cia Beta. O presidente da Cia Alfa integra o
conselho de administração da Cia Beta.

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Com base nas informações acima e de acordo com a Lei nº 11.638/2007 e com os pronunciamentos técnicos
do CPC, assinale a opção que indica como a participação societária da Cia Alfa na Cia Beta deve ser
considerada.

(A) Associada
(B) Coligada

(C) Controlada

(D) Conjugada

(E) Subsidiária

RESOLUÇÃO:

O Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e em Empreendimento


Controlado em Conjunto define Coligada como a entidade sobre a qual o investidor tem influência
significativa.

Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma
investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.
Se o investidor mantém direta ou indiretamente, vinte por cento ou mais do poder de voto da investida,
presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente demonstrado o
contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente, menos de vinte por cento do poder
de voto da investida, presume-se que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa
ser claramente demonstrada. A propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não
necessariamente impede que um investidor tenha influência significativa sobre ela.

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das
seguintes formas:

(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;

(c) operações materiais entre o investidor e a investida;

(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;

(e) fornecimento de informação técnica essencial.

Assim, apesar ada Cia. Alfa possuir apenas 12% do Capital Social de Beta, o que indicaria falta de influência
significativa, esta é evidenciada pela representação do Presidente da Cia. Alfa no Conselho de Administração
de Beta.

Desta maneira, a influência significativa fica evidenciada. Beta, portanto, é considerada uma Coligada de Alfa.

GABARITO: B

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7. (FGV – ISS Cuiabá – 2016)


A Cia. A possui participação societária na Cia B, investida com participação de 18% do capital social. O
diretor financeiro da Cia. A é membro do conselho de administração da Cia B.
De acordo com a Lei nº 6.404/76, o investimento na Cia. B deve ser avaliado no balanço patrimonial da Cia.
A, pelo
(A) valor justo.

(B) valor de saída.

(C) método do custo.

(D) método da reavaliação.

(E) método da equivalência patrimonial.

RESOLUÇÃO:
O Método da equivalência patrimonial é aplicado ao investimento em coligada, em empreendimento
controlado em conjunto e em controlada.

Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência significativa.

Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma
investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.

Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento ou
mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser
claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por
meio de controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida, presume-se
que ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que
um investidor tenha influência significativa sobre ela.

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das
seguintes formas:

(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;

(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;

(e) fornecimento de informação técnica essencial.

Perceba, portanto, que aparentemente não se trata de uma coligada, pois a influência significativa não é
presumida pela participação ser inferior a 20%. No entanto, o enunciado diz que o diretor financeiro da Cia.

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A é membro do conselho de administração da Cia B. Com isso, a influência significativa fica evidenciada e
este investimento deve ser avaliado pelo método da equivalência patrimonial.

Assim, correta a alternativa E.

GABARITO: E

O Pronunciamento Técnico CPC 18 diz em seu item 7 que a entidade pode ter em seu poder direitos de
subscrição, opções não padronizadas de compras de ações (warrants), opções de compra de ações,
instrumentos de dívida ou patrimoniais conversíveis em ações ordinárias ou outros instrumentos
semelhantes com potencial de, se exercidos ou convertidos, conferir à entidade poder de voto adicional ou
reduzir o poder de voto de outra parte sobre as políticas financeiras e operacionais da investida (isto é,
potenciais direitos de voto). A existência e a efetivação dos potenciais direitos de voto prontamente
exercíveis ou conversíveis, incluindo os potenciais direitos de voto detidos por outras entidades, devem ser
consideradas na avaliação de a entidade possuir ou não influência significativa ou controle. Os potenciais
direitos de voto não são exercíveis ou conversíveis quando, por exemplo, não podem ser exercidos ou
convertidos até uma data futura ou até a ocorrência de evento futuro.

Ao avaliar se os potenciais direitos de voto contribuem para a influência significativa ou para o controle, a
entidade deve examinar todos os fatos e circunstâncias (inclusive os termos do exercício dos potenciais
direitos de voto e quaisquer outros acordos contratuais considerados individualmente ou em conjunto) que
possam afetar os direitos potenciais, exceto a intenção da administração e a capacidade financeira de exercê-
los ou convertê-los.

Então veja que interessante! A existência destes direitos com potencial de conferir à investidora poder de
voto adicional devem ser considerados na análise da influência significativa ou do controle.

A entidade perde a influência significativa sobre a investida quando ela perde o poder de participar nas
decisões sobre as políticas financeiras e operacionais daquela investida. A perda da influência significativa
pode ocorrer com ou sem mudança no nível de participação acionária absoluta ou relativa. Isso pode ocorrer,
por exemplo, quando uma coligada torna-se sujeita ao controle de governo, tribunal, órgão administrador
ou entidade reguladora. Isso pode ocorrer também como resultado de acordo contratual.

Vamos ver questões que exploram exatamente estes pontos?


8. (CESPE – Analista – Contabilidade – SE/DF – 2017)
A posse de instrumento que conceda potencial direito de voto prontamente exercível ou conversível deve
ser considerada para fins de avaliação de influência significativa de uma entidade em outra e, em
decorrência, de consolidação de demonstrações contábeis.

( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimentos em Controladas, em Coligadas e em


Empreendimento Controlado em Conjunto, a entidade pode ter em seu poder direitos de subscrição, opções
não padronizadas de compras de ações (warrants), opções de compra de ações, instrumentos de dívida ou

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patrimoniais conversíveis em ações ordinárias ou outros instrumentos semelhantes com potencial de, se
exercidos ou convertidos, conferir à entidade poder de voto adicional ou reduzir o poder de voto de outra
parte sobre as políticas financeiras e operacionais da investida (isto é, potenciais direitos de voto). A
existência e a efetivação dos potenciais direitos de voto prontamente exercíveis ou conversíveis, incluindo
os potenciais direitos de voto detidos por outras entidades, devem ser consideradas na avaliação de a
entidade possuir ou não influência significativa ou controle. Os potenciais direitos de voto não são
exercíveis ou conversíveis quando, por exemplo, não podem ser exercidos ou convertidos até uma data
futura ou até a ocorrência de evento futuro.

Ao avaliar se os potenciais direitos de voto contribuem para a influência significativa ou para o controle, a
entidade deve examinar todos os fatos e circunstâncias (inclusive os termos do exercício dos potenciais
direitos de voto e quaisquer outros acordos contratuais considerados individualmente ou em conjunto) que
possam afetar os direitos potenciais, exceto a intenção da administração e a capacidade financeira de
exercê-los ou convertê-los.

Assim, correta a afirmativa.

GABARITO: C

9. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


A intenção da administração e a capacidade financeira de exercer ou converter os potenciais direitos de
voto são elementos essenciais para se avaliar se tais direitos contribuem para a influência significativa ou
para o controle de uma entidade sobre outra.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e em
Empreendimento Controlado em Conjunto, a entidade pode ter em seu poder direitos de subscrição, opções
não padronizadas de compras de ações (warrants), opções de compra de ações, instrumentos de dívida ou
patrimoniais conversíveis em ações ordinárias ou outros instrumentos semelhantes com potencial de, se
exercidos ou convertidos, conferir à entidade poder de voto adicional ou reduzir o poder de voto de outra
parte sobre as políticas financeiras e operacionais da investida (isto é, potenciais direitos de voto).

A existência e a efetivação dos potenciais direitos de voto prontamente exercíveis ou conversíveis, incluindo
os potenciais direitos de voto detidos por outras entidades, devem ser consideradas na avaliação de a
entidade possuir ou não influência significativa ou controle. Os potenciais direitos de voto não são exercíveis
ou conversíveis quando, por exemplo, não podem ser exercidos ou convertidos até uma data futura ou até a
ocorrência de evento futuro.

Ao avaliar se os potenciais direitos de voto contribuem para a influência significativa ou para o controle, a
entidade deve examinar todos os fatos e circunstâncias (inclusive os termos do exercício dos potenciais
direitos de voto e quaisquer outros acordos contratuais considerados individualmente ou em conjunto) que

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possam afetar os direitos potenciais, exceto a intenção da administração e a capacidade financeira de


exercê-los ou convertê-los.

Assim, incorreta a afirmativa.

GABARITO: E

10. (AOCP – Analista – UFSCAR – 2015)


Serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos em coligadas cuja
administração tenha influência significativa, ou de que participe com
(A) 5% do capital votante.
(B) 8% do capital votante.
(C) 11% do capital votante.
(D) 15% do capital votante.
(E) 20% do capital votante.
RESOLUÇÃO:
Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento ou
mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa
ser claramente demonstrado o contrário.
Com isso, correta a alternativa E.
GABARITO: E

11. (CESPE – Analista – TCE/PE – 2017)


Embora seja responsável pela nomeação de quatro dos cinco diretores da companhia Beta, a companhia
Gama possui apenas 15% das ações com direito a voto da companhia Beta. Nessa situação, a companhia
Gama deverá avaliar sua participação na companhia Beta pelo método de custo.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado em


conjunto e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo custo
e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos
lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição.
Segundo o art. 243, §§ 1° e 2°, são coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência
significativa. Considera-se controlada a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 13


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controladas, é titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas
deliberações sociais e o poder de eleger a maioria dos administradores.
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 36 ”o investidor controla a investida quando está exposto a, ou tem
direitos sobre, retornos variáveis decorrentes de seu envolvimento com a investida e tem a capacidade de
afetar esses retornos por meio de seu poder sobre a investida.”
Por outro lado, o Pronunciamento Técnico CPC 18 diz que a existência de influência significativa por
investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das seguintes formas:
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;
(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;
(e) fornecimento de informação técnica essencial.
No caso em tela não há dados suficientes para se afirmar se trata-se de uma controlada ou coligada, mas
certamente será um investimento avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial.
Assim, incorreta a afirmativa.
GABARITO: E

12. (AOCP – Contador – Pref. Angra dos Reis – 2015)


Com relação aos investimentos em coligada, em controlada e em empreendimento controlado em
conjunto, a existência de influência significativa por investidor, geralmente, é evidenciada por qual das
seguintes situações?
(A) Participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições.
(B) Representação no conselho de administração ou na diretoria da investidora.
(C) Representação na diretoria de controladoria da investida.
(D) Fornecimento de informação técnica essencial da investidora.
(E) Participação nos processos de elaboração e implantação de controles de estoque.
RESOLUÇÃO:

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das
seguintes formas:
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 14


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(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;
(e) fornecimento de informação técnica essencial.
Com isso, correta a alternativa A.
GABARITO: A

Vamos analisar os aspectos do Método de Equivalência Patrimonial dispostos no CPC 18.

Método de Equivalência Patrimonial (MEP)


Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado
em conjunto e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo
custo e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor
nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição. A participação do investidor no
lucro ou prejuízo do período da investida deve ser reconhecida no resultado do período do investidor. As
distribuições recebidas da investida reduzem o valor contábil do investimento. Ajustes no valor contábil do
investimento também são necessários pelo reconhecimento da participação proporcional do investidor nas
variações de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes da investida, reconhecidos
diretamente em seu patrimônio líquido. Tais variações incluem aquelas decorrentes da reavaliação de ativos
imobilizados, quando permitida legalmente, e das diferenças de conversão em moeda estrangeira, quando
aplicável. A participação do investidor nessas mudanças deve ser reconhecida de forma reflexa, ou seja, em
outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio líquido do investidor, e não no seu resultado.

Zé Curioso: “Professor, tem como mastigar o parágrafo acima pra mim? Estou um tanto quanto confuso!”

Zé, o que o CPC 18 diz é que o inicialmente um Investimento (em coligada, empreendimento controlado em
conjunto e em controlada) deve ser avaliado pelo custo (veremos mais a frente que há uma exceção).

Perceba que neste momento inicial o valor reconhecido pela Investidora no Ativo Não Circulante –
Investimentos está coerente com o valor do patrimônio líquido da Investida. No entanto, a Investida irá
apurar lucros (ou prejuízos) futuramente, e isso faria com que o valor reconhecido pela Investidora já não
seja mais coerente com o valor do patrimônio líquido da Investida. É aí que entra a figura do Método de
Equivalência Patrimonial! É este instituto que faz este ajuste!

Vimos no parágrafo acima que a base de cálculo do Método de Equivalência Patrimonial (MEP) é o lucro (ou
prejuízo) do exercício apurado pela Investida. Assim:

EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL = LUCROINVESTIDA x % de Participação

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Com este ajuste o valor do investimento (no Balanço Patrimonial da Investidora) estará consistente com o
valor do patrimônio líquido da investida, que sofreu uma variação em decorrência deste lucro apurado no
exercício. O lançamento do Método de Equivalência Patrimonial na Investidora será o seguinte:

D – Investimentos em Coligadas ou Controladas (ANC – Investimentos)


C – Resultado de Equivalência Patrimonial (Resultado)

Além disso, vimos que “as distribuições recebidas da investida reduzem o valor contábil do investimento”.
Um caso clássico disso, e que despenca em concursos públicos, é a distribuição de dividendos pela investida.
Esta distribuição provocará uma redução no patrimônio líquido da investida, não é? Temos, portanto, que
realizar o ajuste, assim como fizemos no Método de Equivalência Patrimonial!

Quando houver uma distribuição de dividendos pela Investida o seguinte lançamento deverá ser realizado
pela Investidora:

D – Dividendos a Receber (Ativo Circulante)


C – Investimentos em Coligadas ou Controladas (ANC – Investimentos)

Perceba que o lançamento provoca uma redução no valor contabilizado deste investimento. Isso é
totalmente lógico, afinal a distribuição de dividendos provoca uma variação negativa no patrimônio líquido
da Investida. Não está visualizando? Lembre-se que lançamento que a Investida realiza quando distribui
dividendos diminui seu patrimônio líquido, veja:

D – Lucros Acumulados (Patrimônio Líquido)


C – Dividendos a Pagar (Passivo Circulante)

Por fim, vimos que as variações de saldo dos componentes dos outros resultados abrangentes da investida
são reconhecidas diretamente em seu patrimônio líquido a participação do investidor nessas mudanças deve
ser reconhecida de forma reflexa, ou seja, em outros resultados abrangentes diretamente no patrimônio
líquido do investidor, e não no seu resultado. Este é o caso dos lançamentos realizados pela Investida em seu
patrimônio líquido a título de Ajustes de Avaliação Patrimonial e Ajustes Acumulados de Conversão.

Tais lançamentos não são apropriados ao resultado do exercício pela Investida. Com isso, perceba que o
Método de Equivalência Patrimonial não é capaz de realizar o ajuste destas variações ocorridas. Com isso, a
Investidora deve realizar tal ajuste de forma reflexa, diretamente em seu Patrimônio Líquido (este
lançamento tem como contrapartida o próprio valor do investimento no ANC – Investimentos).

Fique tranquilo que iremos analisar vários exercícios com calma na sequência e tudo ficará mais claro! Aliás,
posso afirmar com tranquilidade que 80% dos exercícios sobre o Pronunciamento Técnico CPC 18 cobram os
conceitos vistos até aqui! É de extrema importância que não haja dúvidas!

13. (VUNESP – Controlador – PAULIPREV – 2018)


As participações societárias permanentes, classificadas no subgrupo Investimentos do Ativo Não
Circulante, são avaliadas pelo método da equivalência patrimonial quando efetuadas
a) em quaisquer tipos de sociedades.

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b) em todas as coligadas e controladas.


c) nas controladas e nas coligadas em que a sociedade investidora tenha pelo menos 10% do capital social.

d) em sociedades controladas, apenas.

e) somente em controladas e coligadas domiciliadas no exterior.


RESOLUÇÃO:

Segundo o art. 248 da Lei n° 6.404/76 no balanço patrimonial da companhia os investimentos em coligadas
ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle
comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial.

Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

14. (FCC – Técnico – SEGEP-MA – 2016)


A empresa Nordestina S.A. possui 40% de participação da empresa Maranhense S.A. e exerce influência
significativa na administração desta empresa investida. Durante o exercício de 2015, ocorreram as
seguintes movimentações na empresa Maranhense S.A.:

− Lucro Líquido do Exercício: R$ 300.000,00


− Distribuição de Dividendos: R$ 90.000,00
As movimentações no Patrimônio Líquido da Maranhense S.A. geraram o seguinte lançamento na empresa
Nordestina S.A.:
(A) Débito – Resultado de Equivalência Patrimonial
Crédito – Investimentos R$ 90.000,00
(B) Débito – Investimentos
Crédito – Receita de Dividendos R$ 36.000,00

(C) Débito – Investimentos


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 120.000,00

(D) Débito – Dividendos a Receber


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 36.000,00

(E) Débito – Investimentos


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 84.000,00

RESOLUÇÃO:
Considerando que há influência significativa na administração desta empresa investida conclui-se que tal
investimento será avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial.

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Assim o Lucro Líquido apurado pela investida será reconhecido pela investidora de acordo com seu
percentual de participação.

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 300.000,00 × 40% = 𝑹$ 𝟏𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Assim:

D – Investimentos em Coligadas R$ 120.000,00 (ANC – Investimento)


C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 120.000,00 (Resultado)

Com isso, correta a alternativa C.

Salienta-se que, de forma semelhante, a investidora reconhece a distribuição de dividendos realizada pela
coligada de acordo com seu percentual de participação.

D – Dividendos a Receber R$ 36.000,00 (Ativo Circulante)


C – Investimentos em Coligadas R$ 36.000,00 (ANC – Investimento)

Com isso, correta a alternativa C.

GABARITO: C

15. (FCC – Contador – ELETROSUL – 2016)


A empresa Controla S.A. detém 20% da empresa Controlada S.A. e possui um acordo de acionistas que
permite a investidora eleger diretores e membros do Conselho de Administração da Controlada S.A.
Considere as informações contábeis fornecidas pela empresa investida, com vistas ao encerramento do
exercício social de 2015 da empresa Controla S.A. abaixo.

Pode-se afirmar que o valor do

(A) resultado de equivalência patrimonial, apurado em 2014 é de R$ 9.316,80.

(B) investimento avaliado por equivalência patrimonial, em 2015 é de R$ 9.361,80.


(C) resultado de equivalência patrimonial, em 2015 é de R$ 13.320,20.
(D) investimento avaliado por equivalência patrimonial é de R$ 6.803,20.

(E) resultado de equivalência patrimonial é de R$ 4.003,20.

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RESOLUÇÃO:
Vamos aproveitar esta questão para relembrar alguns conceitos do Pronunciamento Técnico CPC 18 sobre
Influência Significativa.
Influência significativa
5. Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento
ou mais do poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa
ser claramente demonstrado o contrário. Por outro lado, se o investidor detém, direta ou indiretamente (por
meio de controladas, por exemplo), menos de vinte por cento do poder de voto da investida, presume-se que
ele não tenha influência significativa, a menos que essa influência possa ser claramente demonstrada. A
propriedade substancial ou majoritária da investida por outro investidor não necessariamente impede que
um investidor tenha influência significativa sobre ela.
6. A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das
seguintes formas:
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;
(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;
(e) fornecimento de informação técnica essencial.
Considerando que a Investidora possui 20% do Capital Social da Investida, conclui-se que há influência
significativa e tal investimento será avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial. Assim:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 20.016,00 × 20% = 𝑹$ 𝟒. 𝟎𝟎𝟑, 𝟐𝟎
Com isso, correta a alternativa E.
GABARITO: E

16. (FCC – ISS Teresina – 2016)


No dia 30/04/2015, a empresa Sempre Comprando S.A. adquiriu 80% das ações da empresa Perspectiva
S.A. por R$ 80.000.000,00 e passou a deter controle sobre esta. O valor pago corresponde a 80% do valor
justo líquido dos ativos e passivos adquiridos pela empresa Sempre Comprando S.A. No ano de 2015, a
empresa Perspectiva S.A. apurou um lucro líquido de R$ 24.000.000,00. Os valores evidenciados no
Balanço Patrimonial de 31/12/2015 e na Demonstração do Resultado do ano de 2015, nas demonstrações
contábeis individuais da empresa Sempre Comprando S.A., foram, respectivamente, em reais,
(A) Investimentos = 80.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 0.
(B) Dividendos a Receber = 19.200.000,00 e Resultado de Participação Societária = 19.200.000,00.

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(C) Investimentos = 99.200.000,00 e Resultado de Participação Societária = 19.200.000,00.


(D) Dividendos a Receber = 24.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 24.000.000,00.
(E) Investimentos = 104.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 24.000.000,00.
RESOLUÇÃO:
Inicialmente o investimento será reconhecido no ativo da empresa Sempre Comprando S.A. pelo custo de
aquisição, pois o valor pago foi igual ao valor justo líquido dos ativos e passivos adquiridos (ou seja, não há
goodwill nem ganho por compra mais vantajosa). Assim, na data da aquisição a investidora lançará:
D – Investimentos em Controladas R$ 80.000.000,00 (ANC)
C – Caixa R$ 80.000.000,00 (AC)
Como se trata de controlada, a investidora deverá aplicar o método de equivalência patrimonial sobre o lucro
apurado pela investida. Assim:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 24 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 × 80% = 𝑹$ 𝟏𝟗. 𝟐𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Deste modo, a investidora realizará o seguinte lançamento:
D – Investimentos em Controladas R$ 19.200.000,00 (ANC)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 19.200.000,00 (AC)
Com isso, correta a alternativa C.

GABARITO: C

17. (FCC – Auditor Fiscal – SEFAZ-PE – 2014)


A empresa Integral Holding S.A. adquiriu em 31/08/2012 uma participação societária na empresa Start-Up
S.A. O Patrimônio Líquido contábil da empresa Start-Up S.A. era R$ 150.000.000,00 e foram adquiridas 40%
das suas ações pelo valor de R$ 80.000.000,00, valor este correspondente ao percentual de participação
sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos adquiridos. Com este percentual adquirido, a empresa
Integral Holding S.A. passou a deter o controle da empresa Start-Up S.A. e, no período entre a compra e o
final de 2012, a empresa Start-Up S.A. apurou um lucro líquido de R$ 30.000.000,00. Com relação ao
investimento efetuado, nas demonstrações contábeis individuais da empresa Integral Holding S.A.,
deverão ser apresentados os seguintes valores na Demonstração do Resultado do ano de 2012 e no
Balanço Patrimonial de 31/12/2012, em reais:
(A) Resultado de Equivalência Patrimonial = 12.000.000,00; Investimentos = 72.000.000,00.
(B) Resultado de Equivalência Patrimonial = 12.000.000,00; Investimentos = 92.000.000,00.
(C) Resultado de Equivalência Patrimonial = 30.000.000,00; Dividendos a Receber = 30.000.000,00.
(D) Resultado de Equivalência Patrimonial = 30.000.000,00; Investimentos = 110.000.000,00.
(E) Resultado de Equivalência Patrimonial = 0; Investimentos = 60.000.000,00.

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RESOLUÇÃO:
O enunciado diz que com o percentual adquirido a empresa Integral Holding S.A. passou a ter controle sobre
a empresa Start-Up S.A.. Tal investimento, portanto, será avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial.

Inicialmente o investimento será avaliado pelo Custo de aquisição das ações, ou seja, por R$ 80.000.000,00.
Não precisamos disso para resolver a questão mas saiba que parte deste valor é representado pelo ágio mais-
valia (R$ 20 milhões).

A contabilização na empresa Integral Holding S.A. do Lucro apurado pela sua controlada será realizado
proporcionalmente à sua participação. Assim:

D – Investimentos em Controladas R$ 12 milhões (40% de R$ 30 milhões)


C – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 12 milhões

Conclui-se, portanto, que após a contabilização do Resultado de Equivalência Patrimonial de R$ 12 milhões


a conta “Investimentos em Controladas” apresentará um saldo de R$ 92 milhões.

GABARITO: B

18. (FGV – Contador – SEFIN/RO – 2018)


A Cia. XYZ, que atua no ramo de alimentos, possui 60% do capital votante e total da Cia. M, sobre a qual
exerce controle, e 5% do capital da Cia. P, na qual exerce influência significativa. Ela tem a intenção de
vender as ações da Cia. P, quando o preço de mercado atingir um valor que gere lucro.

Em 31/12/2015, os patrimônios líquidos da Cia. M e da Cia. P eram de R$ 50.000.


No ano de 2016, a Cia. M apresentou lucro de R$ 10.000 e distribuiu R$ 2.000 em dividendos. Já a Cia. P
apresentou lucro de R$ 20.000 e distribuiu R$ 4.000 em dividendos.

Assinale a opção que indica o valor reconhecido como Resultado por Equivalência Patrimonial na
Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. XYZ, em 31/12/2016, referente às suas participações
acionárias.
(A) R$ 4.800.

(B) R$ 5.600.

(C) R$ 6.000.

(D) R$ 7.000.
(E) R$ 10.000.

RESOLUÇÃO:
A grande sacada desta questão era perceber que o investimento da Cia. XYZ na Cia. P não tem intenção de
permanência. Com isso, sobre tal investimento não será aplicado o Método de Equivalência Patrimonial
(trata-se, pois, de mero instrumento financeiro).

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 21


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Assim, apenas o investimento na Cia. M será avaliado pelo Método de Equivalência Patrimonial. Como tal
entidade apurou um lucro de R$ 10.000, a investidora reconhecerá:

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 10.000 × 60% = 𝑹$ 𝟔. 𝟎𝟎𝟎
Com isso, o valor reconhecido como Resultado de Equivalência Patrimonial será de R$ 6 mil, o que torna
correta a alternativa C.

GABARITO: C

Zé Curioso: “Professor, todos os exercícios que resolvemos envolveram lucro na investida. E se houver
prejuízo, a investidora irá contabilizar uma Perda por Equivalência Patrimonial?”

Isso Zé! Perfeito. No exercício anterior, por exemplo, se a investida tivesse um Prejuízo de R$ 100,00, a
investidora iria contabilizar uma redução no seu Ativo – Investimentos com o registro:

D – Perda de Equivalência Patrimonial R$ 90,00 (Despesa)


C – Investimentos em Controladas R$ 90,00 (Ativo)

Zé Curioso: “Professor, e se houver um Prejuízo na investida, superior a própria participação da investidora


na investida, de R$ 900,00? Muda alguma coisa?”

Ótima pergunta Zé! Isso caiu na prova de Auditor da Receita Federal em 2012! Neste caso o prejuízo irá
reduzir o valor do investimento até seu valor contábil zerar. A parte excedente será apresentada em conta
específica do passivo. Veja o que diz o CPC 18 sobre o tema:

“Quando a participação do investidor nos prejuízos do período da coligada ou do empreendimento


controlado em conjunto se igualar ou exceder o saldo contábil de sua participação na investida, o investidor
deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em perdas futuras. (...)

Após reduzir, até zero, o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais devem ser
consideradas, e um passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o investidor tiver incorrido
em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da investida. Se
a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor deve retomar o reconhecimento de sua participação
nesses lucros somente após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se igualar à sua
participação nas perdas não reconhecidas.

O disposto acima não é aplicável a investimento em controlada no balanço individual da controladora,


devendo ser observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio
líquido para a controladora que são obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo econômico,
para atendimento ao requerido quanto aos atributos de relevância e de representação fidedigna”

Vamos ver como isso foi cobrado em prova recente!

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 22


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19. (VUNESP – Contador – PAULIPREV – 2018)


A empresa Investe em Tudo S/A (Investidora) participa em 100% do capital social de uma investida
denominada ABCD Ltda. (Investida). Tal investimento é considerado como relevante e está avaliado pelo
método de equivalência patrimonial. Em 31 de dezembro de 2017, a Investidora recebeu as seguintes
informações para a referida contabilização da equivalência do exercício:
• Saldo da conta do Patrimônio Líquido da Investida em 31.12.2016: R$ 158.000,00
• Prejuízo apurado no exercício de 2017, pela Investida: R$ 210.000,00
• Durante o exercício de 2017, não ocorreram transações entre as empresas.
• No exercício de 2017, a Investida perdeu diversos clientes, ocasionando um prejuízo de R$ 150.000,00.
• No exercício de 2017, a Investidora adquiriu várias outras empresas do mesmo porte da referida
Investida, com detalhe de que todas são do mesmo segmento dessa empresa.
• A Investidora responde legal e civilmente pela Investida em todas as suas obrigações.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que demonstra a correta contabilização da variação
de equivalência ocorrida no exercício de 2017 com a Investida ABCD Ltda.
a) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00
Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00
Crédito: Passivo – R$ 52.000,00.
b) Débito: Investimentos – R$ 52.000,00
Crédito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 52.000,00.

c) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 210.000,00.
d) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 158.000,00
Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00.

e) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00
Crédito: Perdas Prováveis – R$ 52.000,00.

RESOLUÇÃO:

Inicialmente vamos aplicar o Método de Equivalência Patrimonial, visto que se trata de Controlada.

𝑀𝐸𝑃 = 𝑅𝑒𝑠𝑢𝑙𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑖𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = −210.000 × 100% = (𝑹$ 𝟐𝟏𝟎. 𝟎𝟎𝟎)
Sendo assim, em tese o seguinte lançamento deveria ter sido realizado pela investidora.
D – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 210.000 ( ↓ Resultado)
C – Investimentos em Controladas R$ 210.000 ( ↓ ANC Investimentos)

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 23


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Perceba que se a investida realizasse tal lançamento o valor de seu investimento, contabilizado no ANC
Investimentos, ficaria negativo! Não existe Ativo negativo. No máximo poderá existir uma conta retificadora
de um ativo, mas não com saldo total negativo (conta principal deduzida da conta retificadora).
Investimentos em Controladas
158.000 210.000
52.000

Para resolver este “problema” o CPC 18 menciona se a participação do investidor nos prejuízos do período
da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se igualar ou exceder o saldo contábil de sua
participação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em perdas
futuras. (...)

Após reduzir, até zero, o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais devem ser
consideradas, e um passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o investidor tiver incorrido
em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da investida. Se
a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor deve retomar o reconhecimento de sua
participação nesses lucros somente após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se
igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas.

O enunciado menciona que a Investidora responde legal e civilmente pela Investida em todas as suas
obrigações. Sendo assim, um Passivo deve ser constituído e o seguinte lançamento será realizado:

D – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 210.000 ( ↓ Resultado)


C – Investimentos em Controladas R$ 158.000 ( ↓ ANC Investimentos)
C – Obrigações a Pagar R$ 52.000 ( ↑ Passivo Exigível)
Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

20. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


Reduzido a zero o saldo contábil do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial,
nenhuma perda adicional proporcionada pelo investimento será reconhecida nas demonstrações
contábeis do investidor.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18 – Investimento em Coligada, em Controlada e em
Empreendimento Controlado em Conjunto, após reduzir, até zero, o saldo contábil da participação do
investidor, perdas adicionais devem ser consideradas, e um passivo deve ser reconhecido, somente na
extensão em que o investidor tiver incorrido em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) ou
tiver feito pagamentos em nome da investida. Se a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 24


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deve retomar o reconhecimento de sua participação nesses lucros somente após o ponto em que a parte
que lhe cabe nesses lucros posteriores se igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas.
Assim, incorreta a afirmativa.
GABARITO: E

21. (FGV – Analista – DPE-RO – 2015)


Uma empresa controladora possui uma controlada com patrimônio líquido negativo. A prática contábil
aplicável nesse caso é:
(A) deve reconhecer passivos contingentes e outras obrigações cabíveis nas demonstrações separadas;
(B) nas demonstrações consolidadas, as controladas com patrimônio líquido igual a zero ou negativo não
devem ser consolidadas por terem efeito nulo;
(C) nas demonstrações individuais, deverá ser refletido o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio
líquido que são obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo econômico;
(D) quando a participação do investidor nos prejuízos do período se igualar ou exceder o saldo contábil de
sua participação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em
perdas futuras;
(E) reduzir o investimento até zero e um passivo deve ser reconhecido somente na extensão em que o
investidor tiver incorrido em obrigações legais.
RESOLUÇÃO:
Questão interessante da FGV. Segundo o CPC 18, quando a participação do investidor nos prejuízos do
período da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto se igualar ou exceder o saldo contábil
de sua participação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em
perdas futuras. A participação na investida deve ser o valor contábil do investimento nessa investida, avaliado
pelo método da equivalência patrimonial, juntamente com alguma participação de longo prazo que, em
essência, constitui parte do investimento líquido total do investidor na investida.
Após reduzir, até zero, o saldo contábil da participação do investidor, perdas adicionais devem ser
consideradas, e um passivo deve ser reconhecido, somente na extensão em que o investidor tiver incorrido
em obrigações legais ou construtivas (não formalizadas) ou tiver feito pagamentos em nome da investida. Se
a investida subsequentemente apurar lucros, o investidor deve retomar o reconhecimento de sua
participação nesses lucros somente após o ponto em que a parte que lhe cabe nesses lucros posteriores se
igualar à sua participação nas perdas não reconhecidas.
No entanto, o enunciado é claro ao dizer que se trata de uma controlada. O próprio CPC diz que o disposto
acima não é aplicável a investimento em controlada no balanço individual da controladora, devendo ser
observada a prática contábil que produzir o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio líquido para
a controladora que são obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo econômico, para
atendimento ao requerido quanto aos atributos de relevância e de representação fidedigna (o que já inclui a

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 25


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primazia da essência sobre a forma), conforme dispõem o Pronunciamento Conceitual Básico – Estrutura
Conceitual para Elaboração e Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro e o Pronunciamento Técnico CPC
26 – Apresentação das Demonstrações Contábeis.
Assim, correta a alternativa C.

GABARITO: C

22. (IBFC – Perito – PC/PR – 2017)


Assinale a alternativa correta. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou
em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle
comum serão avaliados pelo:
a) Método de Custo
b) Valor Justo
c) Valor Atual
d) Método de Custeio
e) Método de Equivalência Patrimonial
RESOLUÇÃO:

Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado


em conjunto e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo
custo e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor
nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição.

Assim, correta a alternativa E.

GABARITO: E

23. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


O investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial deve compor o ativo não circulante no
balanço patrimonial, exceto se esse investimento for classificado como mantido para venda.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:
Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o investimento é
inicialmente reconhecido pelo custo e, a partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-aquisição na
participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do investidor
incluem sua participação nos lucros ou prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes do
investidor incluem a sua participação em outros resultados abrangentes da investida.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 26


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Os investimentos avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial são evidenciados no Ativo Não
Circulante – Investimentos da investidora. No entanto, se o investimento for mantido para venda, deve
compor o Ativo Circulante da entidade.
Assim, correta a afirmativa.

GABARITO: C

24. (VUNESP – Contador – Pref. SBC/SP – 2018)


O método de equivalência patrimonial é utilizado para
a) equivaler o patrimônio da empresa investidora.
b) avaliar estoques de uma coligada ao valor justo.
c) reavaliar ativos de uma empresa.
d) avaliar um investimento em uma empresa controlada.
e) calcular o ganho ou perda na tradução de uma investida no exterior.
RESOLUÇÃO:

Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado


em conjunto e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo
custo e o seu valor contábil será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor
nos lucros ou prejuízos do período, gerados pela investida após a aquisição.

Assim, correta a alternativa D.

GABARITO: D

25. (FEPESE – Contador – CIASC – 2017)


A investidora Alcoa possui 18% das ações com direito a voto da empresa Aluminium, além de ser a
responsável pela nomeação de dois dos seis membros do conselho de Administração, o que significa
influência significativa.
A Alcoa deverá avaliar sua participação na empresa Aluminium pelo:
a) método de custo.
b) método do valor justo.
c) método do custo amortizado.
d) método do valor realizável líquido.
e) método da equivalência patrimonial.
RESOLUÇÃO:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 27


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O enunciado afirma que há influência significativa. Assim, independente do percentual de participação da


investidora na investida, conclui-se que trata-se de uma coligada. Com isso, tal investimento deverá ser
mensurado pelo Método de Equivalência Patrimonial.
Com isso, correta a alternativa E.

GABARITO: E

26. (AOCP – Contador CM Maringá/PR – 2017)


A empresa alegorias S/A adquiriu 7% das ações ordinárias da empresa eventos S/A, em 01/01/2016, por
R$ 100.000,00. A empresa investidora possui influência significativa sobre a investida. A intenção da
investidora é permanecer com esse investimento, ou seja, não há intenção de venda futura. Considerando
a legislação societária, a contabilização do investimento na empresa alegorias S/A será classificada no ativo
a) não circulante e avaliada pelo custo corrigido.
b) não circulante e avaliada pelo método da equivalência patrimonial.
c) circulante e avaliada pelo custo de aquisição.
d) não circulante e avaliada pelo custo de aquisição.
e) circulante e avaliada pelo custo corrente.
RESOLUÇÃO:

Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado em


conjunto e em controlada deve ser inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil será
aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do
período, gerados pela investida após a aquisição.
O enunciado menciona expressamente que a investidora possui influência significativa sobre a investida.
Assim, independente do percentual de participação, há que se aplicar o método de equivalência patrimonial.
Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

27. (FCC – Especialista – ARTESP – 2017)


A empresa Potiguar S.A. adquiriu, em 31/12/2014, 40% de participação na empresa Pernambucana S.A.
por R$ 400.000,00, passando a ter influência na administração desta. O Patrimônio Líquido da empresa
Pernambucana S.A. era composto apenas pelo Capital Social, o qual era formado apenas por ações
ordinárias. Sabendo-se que a empresa Pernambucana S.A. obteve lucro líquido de R$ 50.000,00 durante
2016 e distribuiu dividendos no valor de R$ 10.000,00, a empresa Potiguar S.A., em 2016, reconheceu
(A) Receita de Dividendos no valor de R$ 4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo
método de custo.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 28


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(B) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 16.000,00 e Receita de Dividendos no valor de R$


4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo método da equivalência patrimonial.
(C) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 20.000,00, em função de avaliar a empresa
Pernambucana S.A. pelo método da equivalência patrimonial.
(D) Receita de Dividendos no valor de R$ 4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo
método da equivalência patrimonial.
(E) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 20.000,00, em função de avaliar a empresa
Pernambucana S.A. pelo método de custo.
RESOLUÇÃO:

Segundo o enunciado há influência significativa. Deste modo, este investimento será avaliado pelo Método
da Equivalência Patrimonial (MEP).
Considerando que a coligada obteve lucro líquido de R$ 50.000,00 durante 2016 e distribuiu dividendos no
valor de R$ 10.000,00, a empresa Potiguar S.A. deverá aplicar o método de equivalência patrimonial, da
seguinte forma:
𝑴𝑬𝑷 = 40% × 𝐿𝐿𝐸 = 40% × 𝑅$ 50.000 = 𝑹$ 𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Vamos aproveitar e verificar como é realizado, pela investidora, o lançamento referente ao Resultado de
Equivalência Patrimonial.
D – Investimentos em Coligadas R$ 20.000 (ANC – Investimentos)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 20.000 (Resultado)
Além disso a investidora deverá reconhecer o direito a receber dividendos, de acordo com seu percentual de
participação na investida. A contrapartida será o ajuste no investimento, que está sendo realizado. Assim, a
investidora reconhecerá:
D – Dividendos a Receber R$ 4.000 (Ativo Circulante)
C – Investimentos em Coligadas R$ 4.000 (ANC – Investimentos)
Com isso, correta a alternativa C.
Perceba que a distribuição de dividendos das entidades avaliadas pelo Método de Equivalência Patrimonial
não afeta o resultado da investidora. Isso é um tanto quanto lógico, não é? Vamos raciocinar! Ora, a base de
cálculo do MEP é o lucro apurado pela investida, correto? Conclui-se, portanto, que o valor dos dividendos a
serem distribuídos já foram considerados quando da aplicação do MEP. Ou seja, ao aplicar o MEP o valor
total do lucro já foi considerado, afetando o resultado da investidora.
É exatamente por isso que a distribuição de dividendos não afeta o resultado da investidora, pois este valor
já foi considerado quando da aplicação do MEP.
Por fim, é importante observar que os dividendos recebidos de investimentos avaliados pelo custo afetam o
resultado da investidora.

GABARITO: C

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28. (VUNESP – Analista – CM SJC/SP – 2018)


A Cia. Ciclista apresentava em 31.12.2017 as seguintes participações societárias:
Percentual de Resultado da Dividendos Propostos e
Empresa Critério de Avaliação Participação no Capital Investida em 2017 Distribuídos em 31.12.17
Total da Investida (R$) (R$)
Rodas Equivalência 30% (300.000) -
Patrimonial
Aros Equivalência 70% 600.000 150.000
Patrimonial
Correntes Método do Custo 10% 200.000 50.000

Sabendo que não existiam resultados não realizados entre a Cia. Ciclista e suas investidas, o impacto total
reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Ciclista, referente a essas participações societárias em conjunto,
foi de
a) R$ 440.000,00.

b) R$ 420.000,00.

c) R$ 350.000,00.
d) R$ 335.000,00.
e) R$ 330.000,00.

RESOLUÇÃO:

O enunciado deseja saber qual é o impacto total reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Ciclista, referente
a essas participações societárias.
Sabe-se que o lucro apurado pelas investidas avaliadas pelo Custo não tem impacto nas demonstrações
contábeis da investidora. Os dividendos distribuídos, no entanto, serão reconhecidos pela investidora de
acordo com seu percentual de participação. Assim, considerando que a empresa Correntes distribuiu
dividendos no valor de R$ 50 mil, a investidora realizará o seguinte lançamento:

D – Caixa R$ 5.000 (Ativo Circulante)


C – Receita de Dividendos R$ 5.000 (Resultado)

Em relação aos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial, a investidora deve aplicar
seu percentual de participação sobre o resultado apurado pelas investidas. Assim:

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷𝑹𝑶𝑫𝑨𝑺 = −𝑅$ 300.000 × 30% = (𝑹$ 𝟗𝟎. 𝟎𝟎𝟎)
𝑴𝑬𝑷𝑨𝑹𝑶𝑺 = 𝑅$ 600.000 × 70% = 𝑹$ 𝟒𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Desta forma, a investidora realizará o seguinte lançamento:

D – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 90.000 (Resultado)


C – Investimentos (Rodas) R$ 90.000 (ANC Investimentos)

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 30


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C – Investimentos (Aros) R$ 420.000 (ANC Investimentos)


C – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 420.000 (Resultado)

Com isso, o impacto total no resultado apropriado ao período foi de R$ 335.000 (R$ 5 mil – R$ 90 mil + R$
420 mil).

GABARITO: D

29. (FCC – ICMS/SC – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Participativa adquiriu 30% de participação na Cia. Iluminada por R$ 800.000,00 e
passou a ter influência significativa sobre a investida. O Patrimônio Líquido da Cia. Iluminada era composto
apenas pelo Capital Social, o qual era formado por 5.000 ações ordinárias. Durante o ano de 2017, a Cia.
Iluminada apurou lucro líquido de R$ 200.000,00 e distribuiu dividendos no valor de R$ 80.000,00.

A Cia. Participativa, em 2017, reconheceu Receita de


a) Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da equivalência
patrimonial.

b) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 36.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método de
custo.

c) Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método de custo.

d) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 60.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da
equivalência patrimonial.
e) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 36.000,00 e Receita de Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em
função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da equivalência patrimonial.
RESOLUÇÃO:
Segundo o enunciado a Cia. Participativa adquiriu 30% de participação na Cia. Iluminada e passou a ter
influência significativa sobre a investida. Isso quer dizer, que tal investimento será avaliado pelo método de
equivalência patrimonial.

Desta forma, considerando que a Cia. Iluminada apurou lucro líquido de R$ 200.000,00:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 200.000 × 30% = 𝑹$ 𝟔𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Com isso, correta a alternativa D.
GABARITO: D

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30. (VUNESP – Auditor – CGM-SP – 2015)


A empresa Investimentos Ativos S.A. apresentava, em 31.12.2014, uma participação societária em uma
determinada empresa, denominada Empresa B. Sua participação equivalia a 85% do capital Empresa B,
cujo valor do patrimônio líquido era de R$ 315.500,00. Distribuído da seguinte forma na mesma data:
Capital R$ 100.000,00
Reservas capital R$ 150.000,00
Reservas de lucro R$ 65.500,00
PL R$ 315.500,00
Ademais, trata-se de uma participação relevante para a Investimentos Ativos S.A., principalmente porque
ela tem influência na administração e na tomada de decisões. Em 30 de junho de 2015, a Empresa B
apresentou um lucro líquido, após todas as participações, de R$ 120.000,00. Com base nesse resultado, a
Empresa B pagou antecipadamente dividendos, que foram na ordem de 25% do lucro líquido apresentado.
Com base nessas informações, assinale a alternativa que demonstra corretamente o valor, em reais, do
investimento da Investimentos Ativos S.A. na Empresa B em 30 de junho de 2015.
(A) 335.575,00.
(B) 268.175,00.
(C) 344.675,00.
(D) 370.175,00.
(E) 315.500,00.
RESOLUÇÃO:

Ao adquirir 85% do capital da Empresa B, cujo Patrimônio Líquido é de R$ 315.500,00, a empresa


Investimentos Ativos S.A. irá realizar o seguinte lançamento:
D – Investimentos em Controladas R$ 268.175,00 (ANV – Investimentos)
C – Caixa R$ 268.175,00 (AC)
O reconhecimento do lucro apurado pela Empresa B se dará na investidora por meio do Método de
Equivalência Patrimonial, na proporção de participação que esta possui em sua investida. Assim:
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 120.000,00 × 85% = 𝑹$ 𝟏𝟎𝟐. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
O lançamento contábil a ser realizado pela investidora será:
D – Investimentos em Controladas R$ 102.000,00 (ANV – Investimentos)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 102.000,00 (Resultado)
Como houve distribuição (e pagamento) de dividendos, no valor de 25% sobre o lucro, a Investidora deverá
realizar o seguinte lançamento:
D – Caixa R$ 25.500,00 (AC)
C – Investimentos em Controladas R$ 25.500,00 (ANV – Investimentos)

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 32


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Em 30/06/2015, portanto, o valor da conta “Investimentos em Controladas” será de R$ 344.675,00, o que


torna a alternativa C correta.

GABARITO: C

31. (FCC – ACE – TCM-GO – 2015)


A empresa Participa em Tudo S.A. adquiriu, em 02/01/2013, uma participação societária de 60% na Cia.
Vendida S.A., passando a deter o seu controle. O Patrimônio Líquido contábil da Cia. Vendida S.A. era R$
50.000.000,00 na data da aquisição e a Participa em Tudo S.A. pagou R$ 36.000.000,00 pela participação
adquirida. O valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Cia. Vendida S.A., em 02/01/2013,
era R$ 60.000.000,00 e a diferença para o seu Patrimônio Líquido contábil se referia ao valor justo de um
terreno que estava registrado pelo valor de custo. No ano de 2013, a Cia. Vendida S.A. apurou um lucro
líquido de R$ 8.000.000,00 e sabe-se que o terreno não foi vendido. Nas demonstrações contábeis
individuais da empresa Participa em Tudo S.A., o valor do Resultado de Participação apresentado na
Demonstração do Resultado do ano de 2013 e o valor do investimento apresentado no Balanço Patrimonial
de 31/12/2013 foram, respectivamente, em reais,
(A) 8.000.000,00 e 38.000.000,00.
(B) 4.800.000,00 e 40.800.000,00.
(C) 4.800.000,00 e 34.800.000,00.
(D) 8.000.000,00 e 44.000.000,00.
(E) 0,00 e 30.000.000,00.
RESOLUÇÃO:
Inicialmente cabe observar que se há o controle sobre a investida, tal investimento será avaliado pelo
Método de Equivalência Patrimonial (MEP). Com isso, o valor do Resultado de Participação apresentado na
Demonstração do Resultado do ano de 2013 será de:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑛𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 8 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 × 60% = 𝑹$ 𝟒. 𝟖𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
O lançamento contábil será:
D – Investimentos em Controladas R$ 4,8 milhões (ANV Investimentos)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 4,8 milhões (Resultado)
Com isso, o valor do investimento apresentado no Balanço Patrimonial de 31/12/2013 será de R$ 40,8
milhões (custo de aquisição + resultado de equivalência patrimonial).
Assim, correta a alternativa B!

GABARITO: B

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32. (FCC – Analista Legislativo – ALESE – 2018)


A tabela a seguir apresenta as participações societárias que a Cia. Investe em Tudo detém das empresas
investidas, Cias. A, B e C, bem como o resultado líquido que cada uma destas empresas investidas apurou
em 2017, em reais:
Cia. Relação das investidas com a Percentual de participação no Resultado das investidas
Cia. Investe em Tudo Capital Total de cada investida no ano de 2017
A Coligada 40% 200.000,00
B Controlada 60% (400.000,00)
C Sem influência significativa 5% 100.000,00
As Cias. A, B e C possuíam apenas ações ordinárias e não existiam resultados não realizados entre a Cia.
Investe em Tudo e suas investidas. Com base nestas informações, o Resultado de Equivalência Patrimonial
apurado pela Cia. Investe em Tudo, em 2017, foi, em reais,
(A) 85.000,00 positivo.
(B) 80.000,00 positivo.
(C) 160.000,00 negativo.
(D) 155.000,00 negativo.
(E) 320.000,00 positivo.
RESOLUÇÃO:

Os investimentos permanentes em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que façam parte de


um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência
patrimonial.
Assim:
𝑴𝑬𝑷𝑨 = 40% × 𝐿𝐿𝐸 = 40% × 𝑅$ 200.000 = 𝑹$ 𝟖𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝑴𝑬𝑷𝑩 = 60% × 𝐿𝐿𝐸 = 60% × (𝑅$ 400.000) = (𝑹$ 𝟐𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎)
Com isso, o Resultado de Equivalência Patrimonial apurado pela Cia. Investe em Tudo foi de R$ 160.000
negativo.

GABARITO: C

33. (FCC – Analista – SEGEP/MA – 2018)


A Cia. Bolo de Arroz, apresentou, em 31/12/2017, as seguintes informações a respeito das participações
societárias:
Relação das investidas Percentual de participação Dividendos
Resultado da
Empresa com a Cia. Investe em no capital total da distribuídos e pagos
investida em 2017
Tudo investida em 2017
A Equivalência Patrimonial 40% (200.000) -

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 34


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B Equivalência Patrimonial 60% 400.000 100.000


C Método do Custo 10% 100.000 10.000

Sabendo que não existiam resultados não realizados entre a Cia. Bolo de Arroz e suas investidas, o impacto
total reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Bolo de Arroz, referente a essas participações societárias,
foi, em reais,

a) 101.000,00.

b) 160.000,00.
c) 170.000,00.

d) 161.000,00.

e) 240.000,00

RESOLUÇÃO:

O enunciado deseja saber qual é o impacto total reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Bolo de Arroz
referente a essas participações societárias.

Sabe-se que o lucro apurado pelas investidas avaliadas pelo Custo não tem impacto nas demonstrações
contábeis da investidora. Os dividendos distribuídos, no entanto, serão reconhecidos pela investidora de
acordo com seu percentual de participação. Assim, considerando que a empresa C distribuiu dividendos no
valor de R$ 10 mil, a investidora realizará o seguinte lançamento:
D – Caixa R$ 1.000 (Ativo Circulante)
C – Receita de Dividendos R$ 1.000 (Resultado)
Em relação aos investimentos avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial, a investidora deve aplicar
seu percentual de participação sobre o resultado apurado pelas investidas. Assim:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷𝑨 = −𝑅$ 200.000 × 40% = (𝑹$ 𝟖𝟎. 𝟎𝟎𝟎)
𝑴𝑬𝑷𝑩 = 𝑅$ 400.000 × 60% = 𝑹$ 𝟐𝟒𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Desta forma, a investidora realizará o seguinte lançamento:
D – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 80.000 (Resultado)
C – Investimentos (A) R$ 80.000 (ANC Investimentos)
C – Investimentos (B) R$ 240.000 (ANC Investimentos)
C – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 240.000 (Resultado)
Com isso, o impacto total no resultado apropriado ao período foi de R$ 161.000 (R$ 1 mil – R$ 80 mil + R$
240 mil).
GABARITO: D

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 35


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Exceções à Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial


Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18, a entidade não precisa aplicar o método da equivalência
patrimonial aos investimentos em que detenha o controle individual ou conjunto (compartilhado), ou exerça
influência significativa, se a entidade for uma controladora, que, se permitido legalmente, estiver dispensada
de elaborar demonstrações consolidadas, ou se todos os seguintes itens forem observados:
(a) a entidade é controlada (integral ou parcial) de outra entidade, a qual, em conjunto com os demais
acionistas ou sócios, incluindo aqueles sem direito a voto, foram informados a respeito e não fizeram objeção
quanto à não aplicação do método da equivalência patrimonial;
(b) os instrumentos de dívida ou patrimoniais da entidade não são negociados publicamente (bolsas de
valores domésticas ou estrangeiras ou mercado de balcão, incluindo mercados locais e regionais);
(c) a entidade não arquivou e não está em processo de arquivamento de suas demonstrações contábeis na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou outro órgão regulador, visando à emissão e/ou distribuição
pública de qualquer tipo ou classe de instrumentos no mercado de capitais; e
(d) a controladora final ou qualquer controladora intermediária da entidade disponibiliza ao público suas
demonstrações contábeis consolidadas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos,
Interpretações e Orientações do CPC.

34. (CESPE – Contador – TELEBRAS – 2013)


O método da equivalência patrimonial deve ser aplicado quando a entidade possuir investimentos com
controle individual ou compartilhado, ou exercer influência significativa sobre uma controlada que esteja
dispensada de elaborar demonstrações.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

Vamos aproveitar para analisar alguns aspectos do CPC 18, iniciando pelo item 16 que trata da aplicação do
método de equivalência patrimonial.

16. A entidade com o controle individual ou conjunto (compartilhado), ou com influência significativa sobre
uma investida, deve contabilizar esse investimento utilizando o método da equivalência patrimonial, a menos
que o investimento se enquadre nas exceções previstas nos itens 17 a 19 deste Pronunciamento.

Logo em seguida, nos itens 17 a 19, o CPC 18 dispõe acerca das exceções à aplicação do método ode
equivalência patrimonial.

17. A entidade não precisa aplicar o método da equivalência patrimonial aos investimentos em que detenha
o controle individual ou conjunto (compartilhado), ou exerça influência significativa, se a entidade for uma
controladora, que, se permitido legalmente, estiver dispensada de elaborar demonstrações consolidadas por
seu enquadramento na exceção de alcance do item 4 (a) do CPC 36, ou se todos os seguintes itens forem
observados:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 36


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(a) a entidade é controlada (integral ou parcial) de outra entidade, a qual, em conjunto com os demais
acionistas ou sócios, incluindo aqueles sem direito a voto, foram informados a respeito e não fizeram objeção
quanto à não aplicação do método da equivalência patrimonial;

(b) os instrumentos de dívida ou patrimoniais da entidade não são negociados publicamente (bolsas de
valores domésticas ou estrangeiras ou mercado de balcão, incluindo mercados locais e regionais);

(c) a entidade não arquivou e não está em processo de arquivamento de suas demonstrações contábeis na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou outro órgão regulador, visando à emissão e/ou distribuição pública
de qualquer tipo ou classe de instrumentos no mercado de capitais; e

(d) a controladora final ou qualquer controladora intermediária da entidade disponibiliza ao público suas
demonstrações contábeis consolidadas, elaboradas em conformidade com os Pronunciamentos,
Interpretações e Orientações do CPC.

Com isso, incorreta a afirmativa, pois no caso em tela a entidade não precisa aplicar o método de equivalência
patrimonial.

GABARITO: E

Classificação como Mantido para Venda


Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18, a entidade deve aplicar o Pronunciamento Técnico CPC 31 em
investimento, ou parcela de investimento, em coligada ou em controlada, ou em empreendimento
controlado em conjunto que se enquadre nos critérios requeridos para sua classificação como “mantido para
venda”.
Qualquer parcela retida de investimento em coligada ou em controlada, ou em empreendimento controlado
em conjunto, que não tenha sido classificada como “mantido para venda”, deve ser contabilizada por meio
do uso do método da equivalência patrimonial até o momento da baixa efetiva da parcela classificada como
mantido para venda.
Após a baixa efetiva, a entidade deve contabilizar qualquer interesse remanescente no investimento em
coligada, em controlada, ou em empreendimento controlado em conjunto, em consonância com o
Pronunciamento Técnico CPC 48, a menos que o interesse remanescente qualifique-se para a aplicação do
método da equivalência patrimonial, o qual deverá ser adotado nesse caso.
Quando o investimento, ou parcela de investimento, em coligada, em controlada ou em empreendimento
controlado em conjunto, previamente classificado como “mantido para venda”, não mais se enquadrar nas
condições requeridas para ser classificado como tal, a ele deve ser aplicado o método da equivalência
patrimonial de modo retrospectivo, a partir da data de sua classificação como “mantido para venda”. As
demonstrações contábeis para os períodos abrangidos desde a classificação do investimento como “mantido
para venda” deverão ser ajustadas de modo a refletir essa informação.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 37


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Descontinuidade do Uso do Método de Equivalência


Patrimonial
A entidade deve descontinuar o uso do método da equivalência patrimonial a partir da data em que o
investimento deixar de se qualificar como coligada, controlada, ou como empreendimento controlado em
conjunto, conforme a seguir orientado:
(a) (Eliminado).
(b) Se o interesse remanescente no investimento, antes qualificado como coligada, controlada, ou
empreendimento controlado em conjunto, for um ativo financeiro, a entidade deve mensurá-lo ao valor
justo. O valor justo do interesse remanescente deve ser considerado como seu valor justo no
reconhecimento inicial tal qual um ativo financeiro, em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC
38. A entidade deve reconhecer na demonstração do resultado do período, como receita ou despesa,
qualquer diferença entre:
(i) o valor justo de qualquer interesse remanescente e qualquer contraprestação advinda da alienação
de parte do interesse no investimento; e
(ii) o valor contábil líquido de todo o investimento na data em que houve a descontinuidade do uso
do método da equivalência patrimonial.
(c) Quando a entidade descontinuar o uso do método da equivalência patrimonial, deve contabilizar todos
os montantes previamente reconhecidos em seu patrimônio líquido em rubrica de outros resultados
abrangentes, e que estejam relacionados com o investimento objeto da mudança de mensuração
contábil, na mesma base que seria requerido caso a investida tivesse diretamente se desfeito dos ativos
e passivos relacionados.
Desse modo, assim como a receita ou a despesa previamente reconhecida em outros resultados abrangentes
pela investida seria reclassificada para a demonstração do resultado do período como receita ou despesa
quando da baixa e da liquidação de ativos e passivos relacionados, a entidade deve reclassificar a receita ou
a despesa reconhecida no seu patrimônio líquido para a demonstração do resultado (como um ajuste de
reclassificação) quando o método da equivalência patrimonial for descontinuado. Por exemplo, se a coligada,
controlada, ou o empreendimento controlado em conjunto tiver diferenças de conversão acumuladas
relacionadas à entidade no exterior e a investidora decidir descontinuar o uso do método da equivalência
patrimonial, a investidora deve reclassificar para a demonstração do resultado do período, como receita ou
despesa, a receita ou despesa previamente reconhecida de forma reflexa em outros resultados abrangentes
relacionada à entidade no exterior.
Se o investimento em coligada tornar-se investimento em controlada ou em controlada em conjunto (de
modo compartilhado), a entidade deve continuar adotando o método da equivalência patrimonial e não
proceder à remensuração do interesse retido.

35. (FCC – ICMS/RJ – 2014)


Em 31/12/2012, a Cia. Paulista possuía influência significativa na administração da Cia. Mineira por possuir
30% das ações desta empresa. O saldo contábil referente a esta investida, em 31/12/2012, era R$

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2.100.000,00. Em 31/12/2012, a Cia. Paulista vendeu 2/3 (dois terços) de sua participação na Cia. Mineira
por R$ 2.600.000,00 à vista e a participação remanescente nesta Cia., ou seja, 1/3 (um terço), passou a ser
considerada um ativo financeiro, uma vez que a Cia. Paulista perdeu a influência significativa na investida.
O valor justo avaliado da participação remanescente na data da venda foi R$ 1.300.000,00. Com base
nestas informações, o resultado que a Cia. Paulista reconheceu em sua Demonstração de Resultados, com
a alienação de parte do investimento e a perda de influência significativa sobre o saldo remanescente,
consideradas em conjunto, foi

(A) R$ 1.800.000,00.

(B) R$ 500.000,00.

(C) R$ 1.200.000,00.

(D) R$ 1.300.000,00.

(E) R$ 600.000,00.
RESOLUÇÃO:

A Cia. Paulista vendeu, em 31/12/2012, dois terços do seu investimento por R$ 2,6 milhões. Nesta data o
valor contábil do investimento era de R$ 2,1 milhões. Dois terços deste valor, portanto, valem R$ 1,4 milhão.
Assim, conclui-se que houve um Lucro nesta alienação de R$ 1.200.000,00 (R$ 2.600.000,00 – R$
1.400.000,00).

O enunciado diz que o restante do investimento, cujo valor contabilizado é de R$ 700.000,00, passou a ser
considerado como um ativo financeiro, devendo, portanto, ser avaliado pelo valor justo. Como o valor justo
na data da venda é de R$ 1.300.000,00, a empresa deverá reconhecer a diferença, de R$ 600.000,00, da
seguinte forma:

D – Ativo Financeiro R$ 600.000,00


C – Receita Financeira R$ 600.000,00

Tais fatos contábeis geram, portanto, uma Receita de R$ 1.800.000,00 (R$ 1.200.000,00 do Lucro na
alienação + R$ 600.000,00 de ajuste a valor justo).

GABARITO: A

Mudança na Participação Societária


Se a participação societária de entidade em coligada, controlada, ou empreendimento controlado em
conjunto for reduzida, porém a investidora continuar a aplicar o método da equivalência patrimonial, a
investidora deve reclassificar para a demonstração do resultado, como receita ou despesa, a proporção da
receita ou despesa previamente reconhecida em outros resultados abrangentes que esteja relacionada com
a redução na participação societária, caso referido ganho ou perda tivesse que ser reclassificado para a
demonstração do resultado, como receita ou despesa, na eventual baixa e liquidação dos ativos e passivos
relacionados.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 39


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36. (FGV – Analista Judiciário – Contador – TJ-GO – 2014)


A Cia Brasil possui 50% das ações da Cia Americana e avalia esse investimento por equivalência
patrimonial. O Patrimônio Líquido da Cia Americana em 1º/01/2013 era composto por:
Capital = $6.000 (6.000 ações)
Reservas de capital = $2.000
Reservas de lucro = $2.000

Tendo por base apenas tais informações, sabe-se que em seu Balanço Patrimonial final de 2012 a Cia Brasil
reconheceu um total de $5.000 em relação aos seus investimentos na Cia Americana.

Durante 2013 a Cia Americana não registrou nenhuma transação em suas atividades, exceto o aporte de
mais $6.000 de capital, sendo emitidas 6.000 novas ações de $1,00 cada. Sabe-se que a Cia Brasil
permaneceu com a participação demonstrada no Balanço Patrimonial final de 2012, dado que não
dispunha de caixa para novos investimentos em 2013.
Destarte, em decorrência exclusivamente dos eventos narrados sobre sua participação acionária na Cia
Americana, ao final de 2013 a Cia Brasil:

(A) contabilizou $1.000 a crédito em outros resultados abrangentes;


(B) evidenciou um passivo continente de $3.000;
(C) contabilizou $1.000 a débito em outros resultados abrangentes;

(D) evidenciou $5.000 de investimentos na Cia Americana;


(E) contabilizou um passivo não circulante de $3.000.

RESOLUÇÃO:

O ganho ou a perda decorrente da variação do percentual de participação da Investidora sobre a Investida


deve ser contabilizado diretamente no Patrimônio Líquido, na conta Ajustes de Avaliação Patrimonial.
Perceba que a Cia. Brasil possui 3.000 ações da Cia. Americana, o que em 2012 representava 50% do total de
ações. Assim, seu investimento é reconhecido por:

𝑰𝒏𝒗𝒆𝒔𝒕𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝟓𝟎% × 𝑃𝐿𝐼𝑁𝑉𝐸𝑆𝑇𝐼𝐷𝐴 = 50% × $ 10.000 = $ 𝟓. 𝟎𝟎𝟎


Ocorre que durante 2013 a Cia. Americana registrou o aporte de mais 6.000 ações a $ 1,00 cada, totalizando,
portanto, 12 mil ações. Assim, conclui-se que o novo percentual de participação da Cia. Brasil será de:
3.000 𝑎çõ𝑒𝑠
% 𝒅𝒆 𝒑𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐 = = 𝟐𝟓%
12.000 𝑎çõ𝑒𝑠
Após este aporte, o Patrimônio Líquido da Cia. Americana passou a ser de $ 16.000 (saldo inicial de $ 10.000
+ aporte de novas ações no valor de $ 6.000). Assim, o valor do Investimento passará a ser de:

𝑰𝒏𝒗𝒆𝒔𝒕𝒊𝒎𝒆𝒏𝒕𝒐 = 𝟐𝟓% × 𝑃𝐿𝐼𝑁𝑉𝐸𝑆𝑇𝐼𝐷𝐴 = 25% × $ 16.000 = $ 𝟒. 𝟎𝟎𝟎


Ou seja, houve uma perda de $ 1.000 decorrente da variação do percentual de participação da Cia. Brasil na
Cia. Americana, e o registro contábil será:

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D – Ajustes de Avaliação Patrimonial $ 1.000 (PL)


C – Investimentos $ 1.000 (ANC Investimentos)

Lembre-se que tais valores serão considerados na Demonstração do Resultado Abrangente como Outros
Resultados Abrangentes, que são itens de receita e despesa (incluindo ajustes de reclassificação) que não são
reconhecidos na demonstração do resultado do exercício.

Assim, correta a alternativa C.

GABARITO: C

37. (CESGRANRIO – Auditor – PETROBRAS – 2018)


A companhia V, que adquiriu uma participação acionária no capital votante da companhia G, apresentou
as seguintes informações referentes a esse investimento, em reais:

2015: aquisição inicial da participação na companhia G


Aquisição de 8% do capital votante da companhia G 135.000,00
Dados da investida: companhia G
Patrimônio líquido na data da operação 1.687.500
Lucro em 2015 37.500,00
Dividendos em 2015 15.000,00

2016: aumento da participação na companhia G


Aquisição: mais 52% do capital votante da companhia G 889.200,00
Lucro em 2016 67.500,00
Dividendos 2016 52.500,00

Considerando-se as informações apresentadas pela companhia V sobre seu investimento na companhia G;


considerando-se que o investimento avaliado pelo método de custo em 2015 passou a ser avaliado pelo
método de equivalência patrimonial em 2016 e considerando-se, ainda, que a participação no capital
votante da companhia G passou de 8% para 60%, verifica-se que o valor do ajuste do investimento a ser
contabilizado no patrimônio líquido da companhia V, em 2016, em reais, é de

a) 1.800,00

b) 7.800,00
c) 9.000,00

d) 10.800,00
e) 15.000,00

RESOLUÇÃO:

Perceba que em 2015 o Investimento era avaliado pelo custo de aquisição, visto que o percentual de
participação era de 8%. Sendo assim, ao final de 2015 o razonete “Investimentos na Cia. G” era o seguinte:

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Investimentos na Cia. G
135.000

Posteriormente, em 2016, com a aquisição de mais 52% das ações com direito a voto, o investimento passou
a ser avaliado pelo método de equivalência patrimonial, visto que a participação da investidora na investida
passou a ser de 60%.

Desta forma, vamos analisar qual era o valor do Patrimônio Líquido da investida no momento da aquisição.
Patrimônio líquido (início de 2015) 1.687.500
( + ) Lucro em 2015 37.500,00
( – ) Dividendos em 2015 (15.000,00)
( = ) Patrimônio Líquido (final de 2015) 1.710.000

Desta forma, conclui-se que o investidor deve ter seu investimento mensurado ao valor de R$ 1.026.000 (60%
de R$ 1.710.000). Veja este valor no razonete:

Investimentos na Cia. G
Valor Pago em 2015 135.000
Valor Pago em 2016 889.200

Valor Final do Investimento 1.026.000

Veja que falta um ajuste para “transformar” o valor de R$ 1.024.200 (135.000 + 889.200) em R$ 1.026.000.
É exatamente o Ajuste que a questão se refere!
D – Investimento na Cia. G R$ 1.800 ( ↑ ANC Investimentos)
C – Ajuste de Avaliação Patrimonial R$ 1.800 ( ↑ PL)

Investimentos na Cia. G
Valor Pago em 2015 135.000
Valor Pago em 2016 889.200
Ajuste de Aval. Patrimonial 1.800
Valor Final do Investimento 1.026.000

Com isso, correta a alternativa A.

Os dados a respeito do lucro apurado em 2016, bem como os dividendos distribuídos em 2016, não
influenciam tal ajuste. A partir daqui basta aplicar o Método de Equivalência Patrimonial sobre os resultados
futuros, bem como considerar eventuais dividendos distribuídos.

GABARITO: A

Transações “Intragrupo” – Lucro Não Realizado


Inicialmente vamos analisar a redação do inciso I do artigo 248 da Lei 6.404/76 diz sobre os investimentos
em coligadas e controladas:

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Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em


controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle
comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes
normas:
I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em
balanço patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta
Lei, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da
companhia; no valor de patrimônio líquido não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia,
ou por ela controladas;

Desta maneira, o resultado não realizado é decorrente, por exemplo, de venda de ativo envolvendo uma
investidora e uma investida (controlada, coligada ou empreendimento controlado em conjunto). O Lucro será
realizado quando tais ativos forem revendidos para terceiros.
Segundo o CPC 18, os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) e descendentes
(downstream) entre o investidor (incluindo suas controladas consolidadas) e a coligada ou o
empreendimento controlado em conjunto devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis do
investidor somente na extensão da participação de outros investidores sobre essa coligada ou
empreendimento controlado em conjunto, desde que esses outros investidores sejam partes independentes
do grupo econômico a que pertence a investidora. As transações ascendentes são, por exemplo, vendas de
ativos da coligada ou do empreendimento controlado em conjunto para o investidor. As transações
descendentes são, por exemplo, vendas de ativos do investidor para a coligada ou para o empreendimento
controlado em conjunto. A participação do investidor nos resultados resultantes dessas transações deve ser
eliminada.
Os resultados decorrentes de transações descendentes (downstream) entre a controladora e a controlada
não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da controladora enquanto os ativos
transacionados estiverem no balanço de adquirente pertencente ao mesmo grupo econômico. O disposto
neste item deve ser aplicado inclusive quando a controladora for, por sua vez, controlada de outra entidade
do mesmo grupo econômico.
Os resultados decorrentes de transações ascendentes (upstream) entre a controlada e a controladora e de
transações entre as controladas do mesmo grupo econômico devem ser reconhecidos nas demonstrações
contábeis da vendedora, mas não devem ser reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da
controladora enquanto os ativos transacionados estiverem no balanço de adquirente pertencente ao grupo
econômico.
Para entender melhor as transações ascendentes (upstream) e descendentes (downstream) veja o quadro
abaixo.

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Em outras palavras: a investidora deve eliminar, quando da aplicação do método de equivalência


patrimonial, os resultados não realizados em operações com coligadas.

Zé Curioso: “Professor, mas todo o Resultado Não Realizado será eliminado?

Não! Será eliminado na proporção da participação da investidora na investida (coligada).

Vamos analisar alguns exemplos para que fique mais claro!

Exemplo 1: No exercício de 2015 a Investida “Coligada Chimarrão S/A” apurou um Lucro Líquido de R$
100.000,00. Sabe-se que a “Investidora Picanha S/A” possui 20% das ações daquela, que é sua coligada.
Assim, qual é o valor do Resultado de Equivalência Patrimonial apurado pela “Investidora Picanha S/A”?

Até aqui não há novidades! Você já sabe apurar o Resultado de Equivalência Patrimonial, não é? Vamos lá!

O Resultado de Equivalência Patrimonial será calculado pelo percentual de participação sobre o Lucro
apurado na investida (coligada). Assim:

𝑮𝑬𝑷 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒍𝒊𝒈𝒂𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐

𝑮𝒂𝒏𝒉𝒐 𝒅𝒆 𝑬𝒒𝒖𝒊𝒗𝒂𝒍ê𝒏𝒄𝒊𝒂 𝑷𝒂𝒕𝒓𝒊𝒎𝒐𝒏𝒊𝒂𝒍 = 𝑅$ 100 𝑚𝑖𝑙 × 20% = 𝑹$ 𝟐𝟎 𝒎𝒊𝒍

O lançamento contábil na “Investidora Picanha S/A” será:

D – Investimentos em Coligadas R$ 20 mil (Ativo)


C – Ganho de Equivalência Patrimonial R$ 20 mil (Resultado)

Agora vamos analisar a mesma situação, mas considerando que tenha havido no exercício de 2013 vendas
de ativos entre as empresas!

Exemplo 2: No exercício de 2015 a Investida “Coligada Chimarrão S/A” apurou um Lucro Líquido de R$
100.000,00. Sabe-se que a “Investidora Picanha S/A” possui 20% das ações daquela, que é sua coligada.
Além disso, verificou-se que a “Coligada Chimarrão S/A” vendeu mercadorias no valor de R$ 10.000,00 à
“Investidora Picanha S/A”, obtendo um lucro nesta operação de 30% sobre o valor de venda. Toda a

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mercadoria comprada pela “Investidora Picanha S/A” permanece em seu estoque. Assim, qual é o valor do
Resultado de Equivalência Patrimonial apurado pela “Investidora Picanha S/A”?

Perceba que agora teremos que ajustar o Resultado de Equivalência Patrimonial, pois a investidora deve
eliminar os resultados não realizados em operações com coligadas.

Como é realizado o ajuste do lucro não realizado? Mediante a aplicação do percentual do estoque que
permanece na entidade compradora. Simples assim! Vamos desenhar a situação do enunciado para ficar
bacana!

Perceba que houve lucro de 30% sobre o valor de venda. No entanto, todas as mercadorias compradas
continuam estocadas na Investidora. Neste caso, 100% do Lucro desta venda, de R$ 3.000,00, não foram
realizados! Vimos que a investidora deve eliminar os resultados não realizados em operações com coligadas.
Guarde que:

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 3 𝑚𝑖𝑙 × 100% = 𝑹$ 𝟑. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎

Assim, o Ganho de Equivalência Patrimonial (GEP) será de:

𝑮𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒍𝒊𝒈𝒂𝒅𝒂 – 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐) × (% 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐)

𝐺𝐸𝑃 = (𝑅$ 100 𝑚𝑖𝑙 – 𝑅$ 3 𝑚𝑖𝑙) × 20%

𝑮𝑬𝑷 = 𝑅$ 97.000,00 × 20% = 𝑹$ 𝟏𝟗. 𝟒𝟎𝟎, 𝟎𝟎

Percebeu a diferença? O Lucro Não Realizado, de R$ 3.000,00, foi eliminado somente na proporção da
participação da investidora na investida (coligada).

Vejamos agora um terceiro exemplo!

Exemplo 3: No exercício de 2015 a Investida “Coligada Chimarrão S/A” apurou um Lucro Líquido de R$
100.000,00. Sabe-se que a “Investidora Picanha S/A” possui 20% das ações daquela, que é sua coligada.
Além disso, verificou-se que a “Coligada Chimarrão S/A” vendeu mercadorias no valor de R$ 10.000,00 à
“Investidora Picanha S/A”, obtendo um lucro nesta operação de 30% sobre o valor de venda. Metade das
mercadorias compradas pela “Investidora Picanha S/A” permanece em seu estoque, a outra metade foi
vendida a terceiros por R$ 7.000,00. Assim, qual é o valor do Resultado de Equivalência Patrimonial
apurado pela “Investidora Picanha S/A”?

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A diferença aqui é que metade das mercadorias já foi vendida a terceiros! Veja o esquema:

Neste caso, qual é o Lucro Não Realizado? Vamos lá!

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 3 𝑚𝑖𝑙 × 50% = 𝑹$ 𝟏. 𝟓𝟎𝟎, 𝟎𝟎

Assim, o Ganho de Equivalência Patrimonial (GEP) será de:

𝑮𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒍𝒊𝒈𝒂𝒅𝒂 – 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐) × (% 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐)

𝐺𝐸𝑃 = (𝑅$ 100 𝑚𝑖𝑙 – 𝑅$ 1,5 𝑚𝑖𝑙) × 20%

𝑮𝑬𝑷 = 𝑅$ 98.500,00 × 20% = 𝑹$ 𝟏𝟗. 𝟕𝟎𝟎, 𝟎𝟎

Zé Curioso: “Professor, e se tratar de uma operação com controlada?”

Zé, neste caso os Lucros Não Realizados são totalmente eliminados, e não proporcionalmente à participação,
como visto no caso das Coligadas. Isso ocorre tanto nas vendas ascendentes e descendentes.

Assim, os resultados decorrentes destas transações entre a controladora e a controlada não devem ser
reconhecidos nas demonstrações contábeis individuais da controladora enquanto os ativos transacionados
estiverem no balanço de adquirente pertencente ao mesmo grupo econômico.

A eliminação é realizada deduzindo-se 100% do lucro contido no ativo ainda em poder do grupo econômico.
Assim:

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆


𝑮𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐𝒍𝒂𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐) – 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐
Perceba que houve uma mudança sutil na fórmula de Cálculo do GEP!
Vamos a outro exemplo?

Exemplo 4: No exercício de 2015 a Investida “Controlada Farroupilha S/A” apurou um Lucro Líquido de R$
200.000,00. Sabe-se que a “Investidora Fogo de Chão S/A” possui 70% das ações daquela, que é sua
controlada. Além disso, verificou-se que a “Controlada Farroupilha S/A” vendeu mercadorias no valor de
R$ 10.000,00 à “Investidora Fogo de Chão S/A”, obtendo um lucro nesta operação de 30% sobre o valor de
venda. Sabe-se que 70% das mercadorias compradas pela “Investidora Fogo de Chão S/A” permanecem
em seu estoque, sendo o restante foi vendida a terceiros por R$ 5.500,00. Assim, qual é o valor do
Resultado de Equivalência Patrimonial apurado pela “Investidora Fogo de Chão S/A”?

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 46


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Para facilitar veja o esquema:

Neste caso, qual é o Lucro Não Realizado? Vamos lá!


𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆
𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 3 𝑚𝑖𝑙 × 70% = 𝑹$ 𝟐. 𝟏𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Assim, o Ganho de Equivalência Patrimonial (GEP) será de:
𝑮𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐𝒍𝒂𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐) – 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐
𝐺𝐸𝑃 = (𝑅$ 200 𝑚𝑖𝑙 × 70%) – 𝑅$ 2.100,00
𝑮𝑬𝑷 = 𝑅$ 140 𝑚𝑖𝑙 – 𝑅$ 2.100,00 = 𝑹$ 𝟏𝟑𝟕. 𝟗𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Antes de partirmos para os exercícios vamos comparar as fórmulas de cálculo do Ganho de Equivalência
Patrimonial (o cálculo do Lucro Não Realizado é sempre igual)!

OPERAÇÃO COM COLIGADA

MEP = (Lucro da Coligada – Lucro Não Realizado) x (% de Participação)

OPERAÇÃO COM CONTROLADA

MEP = (Lucro da Controlada x % de Participação) – Lucro Não Realizado

Em outras palavras, o que as fórmulas acima estão dizendo é que 100% do Lucro Não Realizado serão
eliminados nas operações entre investidoras e controladas. No caso de operações entre investidora e
coligada a eliminação será apenas proporcional.

Antes dos exercícios lá vai uma dica em relação às fórmulas acima, que são bem parecidas, semelhante
àquelas utilizadas por professores de cursinho (ensino médio). Para não ter nenhuma dúvida e não se
confundir na hora da prova faça a pergunta:

Na comparação entre as fórmulas, onde o Lucro Não Realizado aparece primeiro?

Agora faça a comparação abaixo e veja onde a letra “L” aparece primeiro:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 47


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L
CO IGADA X CONTRO ADA L
Percebeu? Agora você nunca mais esquece! Na fórmula de cálculo do Ganho de Equivalência Patrimonial
envolvendo operações com coligadas o Lucro Não Realizado aparece primeiro!

Vamos, enfim, praticar!


38. (CESPE – Perito Criminal – PC/PE – 2016)
Acerca de investimento em sociedade controlada, assinale a opção correta.
A) Os lucros não realizados entre controlada e controladora não afetam o resultado da equivalência
patrimonial reconhecido pela investidora.

B) O intercâmbio de diretores ou gerentes entre investidora e investida caracteriza o controle sobre as


operações da investida.

C) Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em sociedade controlada deve ser inicialmente
reconhecido pelo custo no balanço da investidora e posteriormente deve ser ajustado pelas variações do
patrimônio líquido da investida.
D) O lançamento contábil de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da investida não é
reconhecido no balanço patrimonial da investidora.
E) Os dividendos distribuídos pela investidora reduzem o valor do investimento na controlada.

RESOLUÇÃO:
Vamos analisar as alternativas apresentadas.

a) Incorreta. Os lucros não realizados entre controlada e controladora afetam o resultado da equivalência
patrimonial reconhecido pela investidora, pois devem ser totalmente desconsiderados. Quando da existência
de lucros não realizados o método ode equivalência patrimonial será dado por:

𝑴𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐𝒍𝒂𝒅𝒂 × % 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐) − 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐


b) Incorreta. A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais
das seguintes formas:

(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;

(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;

(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;


(e) fornecimento de informação técnica essencial.

c) Correta. O método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o


investimento é inicialmente reconhecido pelo custo e, a partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 48


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aquisição na participação do investidor sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do


investidor incluem sua participação nos lucros ou prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes
do investidor incluem a sua participação em outros resultados abrangentes da investida.

d) Incorreta. O lançamento contábil de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da investida é


reconhecido de forma reflexa no balanço patrimonial da investidora.

e) Incorreta. Os dividendos distribuídos pela investida reduzem o valor do investimento na controladora.

GABARITO: C

39. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


A Cia. Industrial Iota tem uma participação de 25% no capital social da Comercial Kapa S.A., que é composto
exclusivamente por ações ordinárias. Os demais investidores da Comercial Kapa S.A. são independentes
do grupo econômico ao qual a Cia. Industrial Iota pertence. Em 30/11/x1, a Cia. Industrial Iota vendeu
produtos à Comercial Kapa S.A. por um total de R$1.000.000. Esses produtos tiveram um custo para a Cia.
Industrial Iota de R$800.000. Até 31/12/x1, a Comercial Kapa S.A. havia vendido metade desses produtos
a clientes que não eram partes relacionadas nem dela nem da Cia. Industrial Iota. Sabendo que essas
transações não são tributadas, que não houve outras operações entre ambas as companhias durante x1, e
que ao final desse exercício a Comercial Kapa S.A. obteve um lucro líquido de R$1.200.000, o efeito líquido
no resultado da Cia. Industrial Iota de sua participação nos resultados de x1 da Comercial Kapa S.A. será
de:
(A) R$100.000;
(B) R$200.000;
(C) R$250.000;
(D) R$275.000;
(E) R$300.000.
RESOLUÇÃO:
Pelo enunciado percebe-se que a Cia. Kapa é uma coligada da Cia. Iota, pois a influência significativa é
presumida quando a investidora for titulas de 20% ou mais do capital votante da investida, sem controla-la.
Sabe-se que os investimentos em coligadas devem ser avaliados pelo Método de Equivalência Patrimonial.
No entanto, não devem ser computados os resultados não realizados decorrentes de transações intragrupo.
Assim:
𝑀𝐸𝑃 = (𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 − 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜) × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
Sabe-se que a venda intragrupo gerou um lucro de R$ 200.000,00 (R$ 1.000.000,00 – R$ 800.000,00). No
entanto, nem todos os produtos adquiridos pela Cia. Kapa foram repassados a terceiros, evidenciando um
lucro não realizado de:
𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝑂𝑝𝑒𝑟𝑎çã𝑜 𝐼𝑛𝑡𝑟𝑎𝑔𝑟𝑢𝑝𝑜 × % 𝑒𝑚 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒

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𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 200 𝑚𝑖𝑙 × 50% = 𝑹$ 𝟏𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎


Com isso podemos calcular o resultado de equivalência patrimonial!
𝑴𝑬𝑷 = (𝑅$ 1.200.000,00 − 𝑅$ 100.000,00) × 25% = 𝑹$ 𝟐𝟕𝟓. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
O lançamento contábil será:
D – Investimentos em Coligadas R$ 275.000,00 (ANC – Investimentos)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 275.000,00 (Resultado)
Assim, correta a alternativa D.

GABARITO: D

40. (FCC – ICMS/SP – 2013)


A Cia. Global (controladora) possui 100% das ações da Cia. Marítima (controlada). No exercício de 2012, a
Cia. Marítima vendeu produtos de sua industrialização para a controladora por R$ 480.000,00, obtendo
um lucro de 20% sobre o custo das mercadorias vendidas. A Cia. Global vendeu para terceiros 80% do lote
comprado, no mesmo exercício, por R$ 441.600,00. A parcela de lucros não realizados, remanescente nos
estoques da controladora, a ser eliminada na consolidação das Demonstrações Financeiras do grupo,
referentes ao exercício social de 2012 é, em R$,
a) 7.680,00.

b) 16.000,00.
c) 19.500,00.

d) 80.000,00.
e) 96.000,00.

RESOLUÇÃO:
A maior dificuldade da questão é descobrir qual o valor do Lucro da operação. O enunciado diz que a Cia.
Marítima vendeu produtos de sua industrialização para a controladora por R$ 480.000,00, obtendo um lucro
de 20% sobre o custo das mercadorias vendidas. Assim:
Vendas R$ 480.000,00
( – ) CMV (X)
( = ) Lucro 20% de X
Então:
𝑅$ 480 𝑚𝑖𝑙 – 𝑋 = 0,2𝑋
1,2 𝑋 = 𝑅$ 480 𝑚𝑖𝑙 → 𝑿 = 𝑹$ 𝟒𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Para facilitar veja o esquema:

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Vimos que:
𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆
𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 80 𝑚𝑖𝑙 × 20% = 𝑹$ 𝟏𝟔. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
GABARITO: B

41. (FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009)


A Cia. Solar detém 80% das ações da Cia. Crepúsculo. Em dezembro de 2007, foram levantadas as seguintes
informações sobre a empresa investida:

No balanço de 2007, o ativo da Cia. Solar evidencia um saldo de R$ 80.000.000,00 na conta Participação
Societária - Cia. Crepúsculo.
Se ao final de 2007 a investidora tivesse repassado a terceiros 90% dos estoques pelo valor de R$
11.000.000,00, na Demonstração de Resultado consolidada deve ser feito um lançamento de
a) R$ 480.000,00 a débito da conta Participação Societária - Cia. Crepúsculo.
b) R$ 480.000,00 a débito de conta de Resultado de Equivalência Patrimonial.
c) R$ 80.000,00 a débito de conta de Resultado Não-Operacional.
d) R$ 80.000,00 a crédito da conta Resultado de Equivalência Patrimonial.

e) R$ 80.000,00 a crédito da conta Participação Societária - Cia. Crepúsculo.


RESOLUÇÃO:

Para facilitar vejam como ficou o esquema do enunciado:

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Verifica-se, pela diferença entre o Patrimônio Líquido final de 2007 e 2006 que houve Lucro na Cia.
Crepúsculo de R$ 600.000,00. Antes de calcular o Resultado de Equivalência Patrimonial vamos apurar o
Lucro Não Realizado, derivado das vendas de mercadorias da controlada para a controladora:

𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆


𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 4 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 × 10% = 𝑹$ 𝟒𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Assim, o Ganho de Equivalência Patrimonial (GEP) será de:

𝑮𝑬𝑷 = (𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒅𝒂 𝑪𝒐𝒏𝒕𝒓𝒐𝒍𝒂𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑷𝒂𝒓𝒕𝒊𝒄𝒊𝒑𝒂çã𝒐) – 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐


𝐺𝐸𝑃 = (𝑅$ 600 𝑚𝑖𝑙 × 80%) – 𝑅$ 400.000,00
𝑮𝑬𝑷 = 𝑅$ 480 𝑚𝑖𝑙 – 𝑅$ 400 𝑚𝑖𝑙 = 𝑹$ 𝟖𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Obs.: Percebeu que utilizamos a fórmula das operações com controladas?
O lançamento contábil na controladora será:

D – Participações Societárias – Cia. Crepúsculo R$ 80 mil (Ativo)


C – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 80 mil (Resultado)

GABARITO: D

42. (CESPE – Perito – Polícia Federal – 2018)


O valor do investimento obtido pelo método da equivalência patrimonial consiste na aplicação da
porcentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da empresa coligada ou
controlada, vedada qualquer dedução.
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Na aplicação do Método de Equivalência Patrimonial não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela
controladas.

Com isso, incorreta a afirmativa.

GABARITO: E

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43. (FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015)


A Cia. Comercial Beta tem uma participação de 80% no capital social da Industrial Gama S.A., que é
composto exclusivamente por ações ordinárias. Durante x1, a Industrial Gama S.A. produziu 250.000
unidades do Produto X, a um custo unitário de R$ 1,70, tendo vendido, ao todo, 200.000 unidades do
produto durante o período. Dessas 200.000 unidades, 100.000 foram adquiridas pela Cia. Comercial Beta,
a um preço de R$ 2,00 cada, que revendeu 60.000 unidades a terceiros independentes do grupo econômico
ao qual a Cia. Comercial Beta pertence, por R$ 2,50 cada. Essas transações não são tributadas, a Industrial
Gama S.A. é fornecedora exclusiva dos Produtos X à Cia. Comercial Beta, e no início de x1 nenhuma das
companhias possuía estoques desse produto. Desse modo, a menos que seu valor realizável líquido seja
menor, no balanço patrimonial consolidado da Cia. Comercial Beta, em 31/12/x1, o estoque de Produtos
X estará registrado pelo custo de:
(A) R$ 68.000;
(B) R$ 80.000;
(C) R$ 153.000;
(D) R$ 165.000;
(E) R$ 180.000.
RESOLUÇÃO:
Segundo o enunciado a empresa Gama (controlada) vendeu 200 mil unidades do Produto X, sendo 100 mil
unidades para a empresa Beta (controladora).
O enunciado ainda diz que a empresa Beta revendeu 60 mil unidades a terceiros. Com isso, conclui-se que
permaneceram em seu estoque 40 mil unidades (ou 40% das mercadorias adquiridas de sua controlada).

Percebe-se que houve um Lucro na operação “intragrupo” de R$ 30.000,00. No entanto, nem toda
mercadoria adquirida nesta operação “intragrupo” foi repassada a terceiro (vimos que 40% das mercadorias
adquiridas pela Beta permanecem em seu estoque). Com isso conclui-se que o Lucro Não Realizado é de R$
12.000,00 (40% x R$ 30.000,00).
Com isso, percebe-se que o valor do estoque final da Gama é de R$ 85.000,00 (50 mil unidades x R$ 1,70). O
estoque final da Beta, por sua vez, é de R$ 80.000,00.
Zé Curioso: “Professor, então quer dizer que a soma dos estoques é de R$ 165.000,00 e a alternativa D é a
resposta?”
Não Zé, cuidado! A questão pede o valor do estoque no Balanço Consolidado! Temos, neste caso, que
desconsiderar os lucros não realizados do estoque de Beta. Assim, o estoque consolidado será de:

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𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑜𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑜 = 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝐺𝑎𝑚𝑎 + 𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒𝐵𝑒𝑡𝑎 − 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜


𝐸𝑠𝑡𝑜𝑞𝑢𝑒 𝐶𝑜𝑛𝑠𝑜𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑜 = 𝑅$ 85.000,00 + 𝑅$ 80.000,00 − 𝑅$ 12.000,00
𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆 𝑪𝒐𝒏𝒔𝒐𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒐 = 𝑹$ 𝟏𝟓𝟑. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Com isso, correta a alternativa C.
Outra forma de chegar ao resultado é pensar na quantidade de unidades do Produto X em poder do grupo.
Sabe-se que há 50 mil unidades na Gama e 40 mil unidades na Beta. O grupo, portanto, possui em seus
estoques 90 mil unidades ao custo unitário de R$ 1,70. Assim, o estoque consolidado será de R$ 153.000,00
(90 mil unidades x R$ 1,70).
Veja que neste caso devemos utilizar o custo de produção do Produto X contabilizado pela Gama (e não o
custo de aquisição dos estoques para a empresa Beta, que foi de R$ 2,00).

GABARITO: C

44. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


A Cia. Industrial Lambda tem uma participação de 75% no capital social da Comercial Mi S.A., que é
composto exclusivamente por ações ordinárias. Os demais investidores da Comercial Mi S.A. são
independentes do grupo econômico ao qual a Cia. Industrial Lambda pertence. Em 30/11/x1, a Cia.
Industrial Lambda vendeu produtos à Comercial Mi S.A. por um total de R$1.000.000. Esses produtos
tiveram um custo para a Cia. Industrial Lambda de R$800.000. Até 31/12/x1, a Comercial Mi S.A. havia
vendido metade desses produtos, por R$750.000, a clientes que não eram partes relacionadas nem dela
nem da Cia. Industrial Lambda. Sabendo que essas transações não são tributadas e que não houve outras
operações entre ambas as companhias durante x1, o efeito líquido das transações descritas no resultado
consolidado do exercício de x1 da Cia. Industrial Lambda será de:
(A) R$100.000;
(B) R$200.000;
(C) R$250.000;
(D) R$350.000;
(E) R$450.000.
RESOLUÇÃO:
Para analisar o efeito destas transações no Balanço Consolidado basta pensar que as transações intragrupo
não existiram. Temos a seguinte situação:

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Perceba que você deve tentar imaginar apenas as transações do grupo com terceiros (compra e venda). Ou
seja, eu sei que houve uma venda do grupo (Comercial Mi) com terceiros de R$ 750.000,00. Sei também que
tais mercadorias custaram para o grupo (Industrial Labda) R$ 400.000,00 (metade do CMV da venda entre
Lambda e Mi).
Com isso, o efeito das transações descritas no resultado consolidado será de R$ 350.000,00 (R$ 750.000,00
– R$ 400.000,00).
GABARITO: D

Vamos passar ao estudo do ágio na aquisição de investimentos avaliados pelo Método de Equivalência
patrimonial, que é um assunto que despenca em provas da Fundação Carlos Chagas!

Ágio na Aquisição de Investimentos Avaliados pelo MEP


Segundo o CPC 18, o investimento em coligada, em controlada e em empreendimento controlado em
conjunto deve ser contabilizado pelo método da equivalência patrimonial a partir da data em que o
investimento se tornar sua coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto. Na aquisição
do investimento, quaisquer diferenças entre o custo do investimento e a participação do investidor no valor
justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida devem ser contabilizadas como segue:
(a) o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) relativo a uma coligada, a uma controlada ou a
um empreendimento controlado em conjunto (neste caso, no balanço individual da controladora) deve ser
incluído no valor contábil do investimento e sua amortização não é permitida;
(b) qualquer excedente da participação do investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos
identificáveis da investida sobre o custo do investimento (ganho por compra vantajosa) deve ser incluído
como receita na determinação da participação do investidor nos resultados da investida no período em que
o investimento for adquirido.
Em resumo, portanto, temos que o ágio (ou deságio, se for o caso) é a diferença entre o valor pago e o valor
patrimonial do investimento. Existem duas razões para que isso ocorra: “ágio por mais-valia de ativos
líquidos” e “ágio por expectativa de rentabilidade futura”. O ágio é reconhecido:
• “ágio por expectativa de rentabilidade futura” (Goodwill): representa a diferença, positiva, entre o valor
pago pelo investimento e seu valor justo;
• “ágio mais-valia”: representa a diferença entre o PL calculado a valor justo e o PL pelo seu valor contábil.
Assim:

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GOODWILL Valor Pago – Valor Justo

ÁGIO MAIS-VALIA Valor Justo – Valor Contábil


O valor justo dos ativos líquidos da investida (PL calculado a valor justo) deve representar o caixa que seria
recebido pela realização (venda) dos ativos e dos passivos. Em outras palavras, o caixa que seria recebido
pela venda dos ativos e pelo pagamento dos passivos. Com isso, temos que considerar eventual ganho de
capital tributável. Sendo assim, esse caixa deve ser apresentado líquido dos tributos sobre o lucro, como o
Imposto de Renda e a CSLL.
Caso o valor pago seja inferior ao valor patrimonial do investimento haverá a figura do “ganho por compra
mais vantajosa” (antigo deságio ou goodwill negativo) que será contabilizada como receita do resultado do
exercício do investidor.
O goodwill negativo (ou deságio por expectativa de rentabilidade negativa) é obtido pela diferença entre o
valor pago pelo investimento e o valor justo dos ativos líquidos (ativos – passivos) da investida. É importante
saber que ao contrário do ágio, o deságio deve ser reconhecido imediatamente como Receita no Resultado
do Exercício.
Fique atento, pois isso despenca em provas de concursos, principalmente nas provas da Fundação Carlos
Chagas! Resolva os próximos exercícios.
45. (FCC – ICMS/SC – 2018)
Em 31/12/2016, a Cia. Rosa adquiriu 90% das ações da Cia. Colorida pelo Valor de R$ 15.000.000,00 à vista.
Na data da aquisição, o patrimônio líquido contabilizado da Cia. Colorida era R$ 9.000.000,00 e o valor
justo líquido dos seus ativos e passivos identificáveis era R$ 13.000.000,00, sendo a diferença decorrente
de um ativo imobilizado adquirido anteriormente e avaliado pelo custo.
O valor que a Cia. Rosa reconheceu no Balanço Patrimonial individual, na conta Investimentos em
Controladas, na data da aquisição, foi, em reais,
a) 8.100.000,00.
b) 11.700.000,00.
c) 15.000.000,00.
d) 13.500.000,00.
e) 13.000.000,00.
RESOLUÇÃO:
Regra geral o investimento é mensurado, incialmente, pelo custo de aquisição (R$ 15 milhões).

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No entanto, tenha cuidado, pois há uma exceção: quando há ganho por compra mais vantajosa na aquisição
(ou goodwill negativo), quando o investimento é avaliado inicialmente por seu valor justo.
A forma mais fácil de verificar os valores do ágio mais-valia e goodwill é elaborar uma tabela, levando em
consideração o percentual adquirido pela investidora.
Cia. Colorida PL100% PL90%
Valor Contábil R$ 9 milhões R$ 8,1 milhões
Valor Justo R$ 13 milhões R$ 11,7 milhões

A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 11,7 − 8,1 = 𝑹$ 𝟑, 𝟔 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔


𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 15,0 − 11,7 = 𝑹$ 𝟑, 𝟑 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔
Como não há a figura do goodwill negativo (ou ganho por compra mais vantajosa), o reconhecimento inicial
se dará pelo custo, o que torna a alternativa C correta.
Apenas para finalizar os comentários, vamos verificar o lançamento contábil desta aquisição.

D – Investimentos em Controladas R$ 15 milhões (ANC – Investimentos)


C – Caixa R$ 15 milhões (Ativo Circulante)

Parte do investimento, de 15 milhões, é representado pelo Ágio Mais-Valia (R$ 3,6 milhões) e pelo Goodwill
(R$ 3,3 milhões). Tal Fato é evidenciado em Nota Explicativa.

GABARITO: C

46. (FCC – ICMS/SC – 2018)


O valor do ágio pago pela Cia. Rosa na aquisição do investimento na Cia. Colorida foi, em reais,
a) 2.000.000,00.

b) 3.300.000,00.

c) 6.000.000,00.
d) 6.900.000,00.

e) 4.000.000,00.

RESOLUÇÃO:

Vimos que há duas explicações para o ágio na aquisição do investimento: Ágio Mais-Valia, de R$ 3,6 milhões,
e Goodwill, de R$ 3,3 milhões. Com isso certamente muitos candidatos assinalaram a alternativa D.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 57


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No entanto, em questões como esta, onde a Fundação Carlos Chagas questiona o valor do ágio, sem
especificar, na realidade a banca quer que você assinale a alternativa que indica o valor do Goodwill, o que
torna correta a alternativa B!

Zé Curioso: “Professor, mas como eu saberia isso no dia da prova?”


Zé, apenas de uma forma: conhecendo o histórico de cobrança de questões semelhantes desta banca!

Enfim, leve este entendimento para sua prova.

GABARITO: B

Tenha, portanto, muito cuidado!

Se a FCC questionar o valor do ágio, sem maiores detalhes, você deverá


Atenção! assinalar a alternativa que indica o valor do Goodwill.

Vamos prosseguir com análise de questões.

47. (FCC – ICMS/SC – 2018)


No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Colorida reconheceu as seguintes mutações em seu
patrimônio líquido:

− Lucro líquido: R$ 500.000,00.


− Distribuição de dividendos: R$ 100.000,00.
− Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 50.000,00 (saldo devedor).

Sabendo que a vida útil remanescente do ativo imobilizado que originou a diferença entre o patrimônio
líquido contábil e o patrimônio líquido avaliado pelo valor justo dos ativos e passivos identificáveis da Cia.
Colorida era 20 anos, o impacto total reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2017 da
Cia. Rosa, decorrente do investimento na Cia. Colorida, foi, em reais,

a) 450.000,00.
b) 270.000,00.

c) 360.000,00.

d) 315.000,00.

e) 250.000,00.
RESOLUÇÃO:

Primeiramente vamos verificar o resultado de equivalência patrimonial, pois há impacto no resultado da


investidora.

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 500.000 × 90% = 𝑹$ 𝟒𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎

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Para reconhecer o resultado de equivalência patrimonial positivo a investidora realizará o seguinte


lançamento:

D – Investimentos em Controladas R$ 450.000 (ANC Investimentos)


C – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 450.000 (Resultado)
Adicionalmente, a entidade deve amortizar o ágio mais-valia, pois o enunciado dispõe que a vida útil
remanescente do ativo imobilizado que a originou era 20 anos. Assim, a amortização anual da mais-valia será
calculada da seguinte forma:
𝑅$ 3.600.000
𝑨𝒎𝒐𝒓𝒕𝒊𝒛𝒂çã𝒐 𝑨𝒏𝒖𝒂𝒍 = = 𝑹$ 𝟏𝟖𝟎. 𝟎𝟎𝟎
20 𝑎𝑛𝑜𝑠
Tal amortização é reconhecida da seguinte forma:

D – Amortização da Mais-Valia R$ 180.000 (Resultado)


C – Investimentos em Controladas R$ 180.000 (ANC Investimentos)

Com isso, o impacto total no resultado foi de R$ 270.000 (R$ 450 mil de resultado de equivalência patrimonial
deduzido da amortização da mais-valia, de R$ 180 mil).

Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

48. (FCC – ICMS/GO – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Brasileira adquiriu, à vista, 40% das ações da Cia. Francesa. O valor pago pela
aquisição foi R$ 7.000.000,00 e a Cia. Brasileira passou a ter influência significativa na administração. Na
data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Francesa era R$ 10.000.000,00 e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis era R$ 15.000.000,00, sendo esta diferença decorrente da
avaliação a valor justo de um ativo intangível com vida útil indefinida que a Cia. Francesa detinha.

No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Francesa apurou lucro líquido de R$ 500.000,00. Sabe-se
que, em 2017, a Cia. Francesa realizou uma venda no valor de R$ 100.000,00 para a Cia. Brasileira com
margem de lucro de 50% sobre as vendas, e estas mercadorias adquiridas da Cia. Francesa ainda estão no
estoque da Cia. Brasileira. A alíquota de imposto de renda para a Cia. Francesa é 34% e esta distribuiu
dividendos totais no valor de R$ 150.000,00.

Com base nestas informações, o valor que a Cia. Brasileira reconheceu na conta Investimentos em
Coligadas, no Balanço Patrimonial individual de 31/12/2016, e o valor do ágio que foi pago na aquisição
foram, respectivamente, em reais,

a) 7.000.000,00 e 1.000.000,00.
b) 4.000.000,00 e 3.000.000,00.
c) 6.000.000,00 e 1.000.000,00.

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d) 7.000.000,00 e 3.000.000,00.
e) 4.000.000,00 e 1.000.000,00.

RESOLUÇÃO:

Lembre-se de que a Fundação Carlos Chagas considera a palavra “ágio” apenas o valor do Goodwill. Sendo
assim, vamos elaborar a tabela de comparação de valores!

Cia. Francesa PL100% PL40%


Valor Contábil R$ 10 milhões R$ 4 milhões
Valor Justo R$ 15 milhões R$ 6 milhões

A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 6,0 − 4,0 = 𝑹$ 𝟐 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔


𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 7,0 − 6,0 = 𝑹$ 𝟏 𝒎𝒊𝒍𝒉ã𝒐
Desta forma, o valor reconhecido, na data da aquisição, na conta Investimentos em Coligadas foi de R$ 7
milhões (custo de aquisição) e o valor do ágio (goodwill) é de R$ 1 milhão.
Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

49. (FCC – ICMS/GO – 2018)


O impacto reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2017 da Cia. Brasileira, referente ao
investimento na Cia. Francesa, foi, em reais,

a) 120.000,00.

b) 180.000,00.

c) 186.800,00.

d) 167.000,00.

e) 126.800,00.
RESOLUÇÃO:

Segundo o enunciado, no período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Francesa apurou lucro líquido de R$
500.000,00. Considerando que houve uma venda “intragrupo” no valor de R$ 100.000,00 com margem de
lucro de 50%, e que todas as mercadorias transacionadas ainda estão em poder do grupo:

𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝐼𝑛𝑡𝑟𝑎𝑔𝑟𝑢𝑝𝑜 × % 𝐼𝑡𝑒𝑛𝑠 𝑒𝑚 𝑃𝑜𝑑𝑒𝑟 𝑑𝑜 𝐺𝑟𝑢𝑝𝑜

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𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑅$ 50.000 × 100% = 𝑹$ 𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎


No entanto, para fins de aplicação do Método de Equivalência Patrimonial temos que considerar o Lucro Não
Realizado líquido dos tributos. O enunciado afirma que a alíquota de imposto de renda para a Cia. Francesa
é 34%. Assim:

𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜 − (34% × 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜)
𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 𝑳í𝒒𝒖𝒊𝒅𝒐 = 𝑅$ 50.000 − (34% × 𝑅$ 50.000) = 𝑹$ 𝟑𝟑. 𝟎𝟎𝟎
A partir disso vamos apurar o resultado de equivalência patrimonial, usando a fórmula referente à coligada.

𝑀𝐸𝑃 = (𝐿𝐿𝐸 − 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑁ã𝑜 𝑅𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑎𝑑𝑜) × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = (500.000 − 33.000) × 40% = 𝑹$ 𝟏𝟖𝟔. 𝟖𝟎𝟎
Com isso, correta a alternativa C.
Perceba que não é necessário analisar o efeito da distribuição de dividendos, pois não afeta o resultado da
investidora.

GABARITO: C

50. (FCC – Especialista – ARTESP – 2017)


A Cia. ColorMaq adquiriu, em 31/12/2016, 70% das ações da Cia. ColorRed por R$ 6.000.000,00 à vista. Na
data da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. ColorRed era R$ 4.500.000,00 e o valor justo líquido dos
ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 7.000.000,00. A diferença entre o valor justo líquido dos
ativos e passivos identificáveis e o valor do Patrimônio Líquido contábil era devido à valorização de um
terreno.

O valor reconhecido na conta Investimentos, no Balanço Patrimonial individual da Cia. ColorMaq, em


31/12/2016, foi, em reais,

(A) 4.500.000,00.
(B) 7.000.000,00.

(C) 3.150.000,00.

(D) 4.900.000,00.

(E) 6.000.000,00.

RESOLUÇÃO:
Regra geral o investimento é mensurado, incialmente, pelo custo de aquisição (R$ 6 milhões). No entanto,
tenha cuidado, pois há uma exceção: quando há ganho por compra mais vantajosa na aquisição (ou goodwill
negativo), quando o investimento é avaliado inicialmente por seu valor justo.
A forma mais fácil de verificar os valores do ágio mais-valia e goodwill é elaborar uma tabela, levando em
consideração o percentual adquirido pela investidora.

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A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.


Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙
Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 4,90 − 3,15 = 𝑹$ 𝟏, 𝟕𝟓 𝒎𝒊𝒍𝒉ã𝒐
𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 6,0 − 4,9 = 𝑹$ 𝟏, 𝟏 𝒎𝒊𝒍𝒉ã𝒐
Como não há a figura do goodwill negativo (ou ganho por compra mais vantajosa), o reconhecimento inicial
se dará pelo custo, o que torna a alternativa E correta.
Apenas para finalizar os comentários, vamos verificar o lançamento contábil desta aquisição.

D – Investimentos em Controladas R$ 6 milhões (ANC – Investimentos)


C – Caixa R$ 6 milhões (Ativo Circulante)
Obs.: parte do investimento, de 6 milhões, é representado pelo Ágio Mais-Valia (R$ 1.750.000) e pelo Goodwill
(R$ 1.100.000).

GABARITO: E

51. (FCC – Analista Judiciário – TRT – 2017)


Em 31/12/2015, a Cia. BMW adquiriu 90% das ações da Cia. Voyage por R$ 8.500.000,00 à vista. Na data
da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Voyage era R$ 6.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e
passivos identificáveis dessa Cia. Era R$ 9.000.000,00, cuja diferença foi decorrente de um ativo intangível
com vida útil indefinida que a Cia. Voyage havia adquirido em 2014. Com base nestas informações, o valor
que a Cia. BMW reconheceu no Balanço Patrimonial em Investimentos em Controladas, na data da
aquisição, foi, em reais,

(A) 6.000.000,00.

(B) 8.500.000,00.

(C) 9.000.000,00.

(D) 8.100.000,00.
(E) 5.400.000,00.

RESOLUÇÃO:

Como eu disse anteriormente, via de regra os investimentos são avaliados inicialmente pelo custo de
aquisição, o que torna a alternativa B correta. Então de forma muito rápida o aluno já acertaria esta questão!

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 62


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Só peço que tenha cuidado com a figura do goodwill negativo. Neste caso, por exemplo, percebe-se que o
valor pago (R$ 8,5 milhões) é superior a 90% do valor justo do patrimônio líquido da investida (90% x R$ 9
milhões = R$ 8,2 milhões). Isso indica, portanto, que o goodwill é positivo, no valor de R$ 300.000.

Imagine, por exemplo, que a investidora tivesse adquirido 90% das ações por R$ 8.100.000. Neste caso, o
valor pago será inferior a 90% do valor justo, indicando um goodwill negativo (ou ganho por compra mais
vantajosa) de R$ 100.000. Neste caso, o reconhecimento inicial será pelo valor justo, e não pelo custo de
aquisição! Tenha, então, muita cautela ao assinalar o valor de custo, ok?

GABARITO: B

52. (FCC – Analista Judiciário – TST – 2017)


Em 31/01/2016, o valor registrado no Patrimônio Líquido da empresa Refrigerantes Adocicados S.A. era
R$ 90.000.000,00. Nesta data, a empresa Todas Bebidas S.A. adquiriu 70% das ações com direito a voto da
Refrigerantes Adocicados S.A. e passou a controlá-la. O preço pago pela aquisição foi R$ 65.000.000,00 e o
valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Refrigerantes Adocicados S.A. era, nesta mesma
data, R$ 100.000.000,00. A diferença entre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis e o
Patrimônio Líquido registrado da empresa Refrigerantes Adocicados S.A. é decorrente da avaliação a valor
justo de um terreno registrado no Balanço Patrimonial da empresa.

Sabendo-se que no ano de 2016 a empresa Refrigerantes Adocicados S.A. apurou lucro líquido de R$
10.000.000,00, o efeito total evidenciado no resultado de 2016 da empresa Todas Bebidas S.A., decorrente
exclusivamente da aquisição da participação societária foi, em reais,
a) 7.000.000,00.

b) 12.000.000,00.
c) 14.000.000,00.

d) 5.000.000,00.
e) 11.900.000,00.

RESOLUÇÃO:

O enunciado diz que a investidora adquiriu 70% do Patrimônio Líquido da investida, pagando R$ 65 milhões.

Vamos comparar, com o auxílio da tabela abaixo, o valor de compra com o valor contábil e o valor justo da
empresa Refrigerantes S.A..

Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:

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Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 − 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑃𝐿𝑉𝐴𝐿𝑂𝑅 𝐽𝑈𝑆𝑇𝑂 – 𝑃𝐿𝐶𝑂𝑁𝑇Á𝐵𝐼𝐿

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 − 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑅$ 70 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 – 𝑅$ 63 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 = 𝑅$ 7 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠


Através do valor pago e do PLVALOR JUSTO calcularemos o Goodwill.

𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 – 𝑃𝐿𝑉𝐴𝐿𝑂𝑅 𝐽𝑈𝑆𝑇𝑂


𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑅$ 65 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 – 𝑅$ 70 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 = (𝑅$ 5 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠)
O goodwill negativo é apropriado como receita diretamente no resultado (chamado de ganho por compra
mais vantajosa).

Portanto, a entidade realizará o seguinte lançamento contábil na data da aquisição:

D – Investimentos em Controladas R$ 70.000.000 (ANC – Investimentos)


C – Caixa R$ 65.000.000 (Ativo Circulante)
C – Ganho por Compra Mais Vantajosa R$ 5.000.000 (Resultado)

Além disso, o enunciado informa que houve a apuração, pela investida, de lucro no valor de R$ 10 milhões.
Como este investimento é avaliado, pela investidora, pelo método de equivalência patrimonial temos que:

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜


𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 10 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 × 70% = 𝑹$ 𝟕 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔
Assim, a investidora realizará o seguinte lançamento contábil:

D – Investimentos em Controladas R$ 7.000.000 (ANC – Investimentos)


C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 7.000.000 (Resultado)
Conclui-se, portanto, que o efeito total evidenciado no resultado de 2016 da empresa investidora foi de R$
12 milhões, dos quais R$ 5 milhões se referem ao ganho por compra mais vantajosa e R$ 7 milhões pelo
resultado de equivalência patrimonial.

GABARITO: B

53. (FCC – Analista – TRE/PR – 2017)


O valor contábil do Patrimônio Líquido da Lavanderia Molhada S.A., em 31 de dezembro de 2015, era R$
120.000.000,00. A Lavanderia a Seco S.A. adquiriu, nesta data, 80% das ações com direito a voto da
Lavanderia Molhada S.A. pelo preço de R$ 120.000.000,00 e passou a deter o seu controle. O valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis da Lavanderia Molhada S.A. que foram adquiridos era, nesta
data, R$ 135.000.000,00.

Os valores totais reconhecidos nas demonstrações individuais da empresa Lavanderia a Seco S.A. foram,
em reais:

(A) Investimentos = 96.000.000,00 e Intangíveis = 24.000.000,00.


(B) Investimentos = 108.000.000,00 e Intangíveis = 12.000.000,00.

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(C) Investimentos = $120.000.000,00, apenas.


(D) Investimentos = 96.000.000,00 e Perda por compra desvantajosa = 24.000.000,00.

(E) Investimentos = 108.000.000,00 e Perda por compra desvantajosa =12.000.000,00.

RESOLUÇÃO:
O enunciado diz que a investidora adquiriu 80% do Patrimônio Líquido da investida, pagando R$ 120 milhões.

Vamos comparar, com o auxílio da tabela abaixo, o valor de compra com o valor contábil e o valor justo da
empresa Lavanderia Molhada.

Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 − 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑃𝐿𝑉𝐴𝐿𝑂𝑅 𝐽𝑈𝑆𝑇𝑂 – 𝑃𝐿𝐶𝑂𝑁𝑇Á𝐵𝐼𝐿

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 − 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑅$ 108 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 – 𝑅$ 96 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 = 𝑹$ 𝟏𝟐 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔


Através do valor pago e do PLVALOR JUSTO calcularemos o Goodwill.

𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 – 𝑃𝐿𝑉𝐴𝐿𝑂𝑅 𝐽𝑈𝑆𝑇𝑂

𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 𝑅$ 120 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 – 𝑅$ 108 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 = 𝑹$𝟏𝟐 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔


Assim, na data da aquisição a investidora realizará o seguinte lançamento:
D – Investimentos em Controladas R$ 96 milhões (ANC – Investimentos)
D – Ágio Mais-Valia R$ 12 milhões (ANC – Investimentos)
D – Goodwill R$ 12 milhões (ANC – Investimentos)
C – Caixa R$ 120 milhões (Ativo Circulante)

Perceba, portanto, que todo custo de aquisição é apropriado ao Ativo Não Circulante – Investimentos da
entidade.

Com isso, correta a alternativa C.

GABARITO: C

54. (FCC – Analista – DPE/RS – 2017)


Em 31/12/2015 a Cia. Grampo adquiriu 80% das ações da Cia. das Pedras por R$ 20.000.000,00 que foram
pagos à vista. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. das Pedras era R$ 12.000.000,00
e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 30.000.000,00. A diferença entre
o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis e o valor do Patrimônio Líquido contábil era
decorrente da variação entre o valor de custo contabilizado e o valor justo de um terreno.

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No período de 1/1/2016 a 31/12/2016, a Cia. das Pedras reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
• Lucro líquido de 2016: R$ 2.000.000,00
• Distribuição e pagamento de dividendos em 2016: R$ 500.000,00
Com base nestas informações, é correto afirmar:
(A) O valor reconhecido em Investimentos pela Cia. Grampo, na data da aquisição, foi R$ 20.000.000,00
(B) O resultado de equivalência patrimonial do ano de 2016 foi R$ 1.200.000,00
(C) O valor reconhecido em Investimentos pela Cia. Grampo, na data da aquisição, foi R$ 9.600.000,00
(D) O valor reconhecido no resultado, na data da aquisição, foi um ganho de R$ 4.000.000,00
(E) O valor do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura foi R$ 10.400.000,00
RESOLUÇÃO:
Inicialmente vamos verificar o valor do reconhecimento da aquisição das participações societárias.
Com o auxílio da tabela abaixo podemos comparar o valor de compra com o valor contábil e o valor justo da
empresa Cia. das Pedras.

Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:


Ágio Mais-Valia = PLVALOR JUSTO – PLCONTÁBIL
Ágio Mais-Valia = R$ 24 milhões – R$ 9,6 milhões = R$ 14,4 milhões
Através do valor pago e do PLVALOR JUSTO calcularemos o Goodwill.
Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO
Goodwill = R$ 20 milhões – R$ 24 milhões = (R$ 4 milhões)
O goodwill negativo é apropriado como receita diretamente no resultado (chamado de ganho por compra
mais vantajosa).
Portanto, a entidade realizará o seguinte lançamento contábil na data da aquisição:
D – Investimentos em Controladas R$ 24.000.000 (ANC – Investimentos)
C – Caixa R$ 20.000.000 (Ativo Circulante)
C – Ganho por Compra Mais Vantajosa R$ 4.000.000 (Resultado)
Com isso, correta a alternativa D.
Vamos continuar com a análise da questão calculando o resultado de equivalência patrimonial.
𝑴𝑬𝑷 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜 = 2 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 × 80% = 𝑹$ 𝟏. 𝟔𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎

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Com isso, a investidora efetuará o seguinte lançamento:


D – Investimentos em Controladas R$ 1.600.000 (ANC)
C – Resultado de Equiv. Patrimonial R$ 1.600.000 (Resultado)
Em relação aos dividendos distribuídos pela coligada, no valor de R$ 500 mil, a investidora irá reconhecer seu
direito de acordo com seu percentual de ações. Assim:
D – Dividendos a Receber R$ 400.000 (AC)
C – Investimentos em Coligadas R$ 400.000 (ANC)

GABARITO: D

55. (FCC – Contador – DPE/AM – 2018)


Em 31/12/2016 a Cia. Calacrada adquiriu 60% das ações da Cia. Topa Tudo por R$ 9.000.000,00 à vista. Na
data da aquisição o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Topa Tudo era R$ 14.000.000,00 e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 18.000.000,00, sendo que a diferença era
decorrente da avaliação a valor justo de um terreno que a Cia. Topa Tudo havia adquirido dois anos antes.

No período de 01/01/2017 a 31/12/2017 a Cia. Topa Tudo reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
− Lucro líquido: R$ 500.000,00
− Distribuição de dividendos: R$ 100.000,00
− Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (valor negativo)

O valor reconhecido no Balanço Patrimonial individual da Cia. Calacrada, na conta Investimentos em


Controladas, em 31/12/2016 e 31/12/2017 foram, respectivamente,

(A) R$ 9.000.000,00 e R$ 9.240.000,00.


(B) R$ 8.400.000,00 e R$ 8.700.000,00.

(C) R$ 10.800.000,00 e R$ 10.980.000,00.


(D) R$ 9.000.000,00 e R$ 9.180.000,00.

(E) R$ 10.800.000,00 e R$ 11.040.000,00.

RESOLUÇÃO:

Regra geral o investimento é mensurado, incialmente, pelo custo de aquisição (R$ 9 milhões). No entanto,
tenha cuidado, pois há uma exceção: quando há ganho por compra mais vantajosa na aquisição (ou goodwill
negativo), quando o investimento é avaliado inicialmente por seu valor justo.

A forma mais fácil de verificar os valores do ágio mais-valia e goodwill é elaborar uma tabela, levando em
consideração o percentual adquirido pela investidora.

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A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 10,8 − 8,4 = 𝑹$ 𝟐, 𝟒 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔


𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 9,0 − 10,8 = (𝑹$ 𝟏, 𝟖 𝒎𝒊𝒍𝒉ã𝒐)
Como há a figura do goodwill negativo (ou ganho por compra mais vantajosa), o reconhecimento inicial se
dará pelo valor justo, de R$ 10,8 milhões.

D – Investimentos em Controladas R$ 10.800.000 (ANC)


C – Caixa R$ 9.000.000 (AC)
C – Ganho por Compra Mais Vantajosa R$ 1.800.000 (Resultado)

Vamos verificar os lançamentos contábeis referentes aos fatos contábeis ocorridos ao longo de 2017.

− Lucro líquido: R$ 500.000,00

A entidade investidora deverá aplicar o Método de Equivalência Patrimonial, de acordo com o lucro apurado
pela investida e seu percentual de participação.

𝑴𝑬𝑷 = 60% × LLE = 60% × R$ 500.000 = 𝐑$ 𝟑𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎


D – Investimentos em Controladas R$ 300.000 (ANC)
C – Caixa R$ 300.000 (Resultado)

− Distribuição de dividendos: R$ 100.000,00

A entidade investidora deverá reconhecer os dividendos a receber de acordo com seu percentual de
participação.

𝑫𝒊𝒗𝒊𝒅𝒆𝒏𝒅𝒐𝒔 𝒂 𝑹𝒆𝒄𝒆𝒃𝒆𝒓 = 60% × R$ 100.000 = 𝐑$ 𝟔𝟎. 𝟎𝟎𝟎


D – Dividendos a Receber R$ 60.000 (AC)
C – Investimentos em Controladas R$ 60.000 (ANC)

− Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (valor negativo)


A entidade investidora deverá reconhecer de forma reflexa em seu próprio patrimônio líquido, também de
acordo com seu percentual de participação.

𝑨𝑨𝑪 = 60% × R$ 100.000 = 𝐑$ 𝟔𝟎. 𝟎𝟎𝟎


D – Ajustes Acumulados de Conversão R$ 60.000 (PL)

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C – Investimentos em Controladas R$ 60.000 (ANC)


Assim, após todos os lançamentos a débito e a crédito na conta Investimentos em Controladas conclui-se
que o saldo final do investimento será de R$ 10.980.000.

GABARITO: C

56. (CESPE – ICMS/RS – 2019)


Determinada sociedade anônima adquiriu 90% das ações de uma companhia, por $ 11 milhões. Os dados
patrimoniais (em $ milhões) da companhia são mostrados a seguir. A alíquota de imposto de renda sobre
contribuição social sobre o lucro líquido (IR/CSLL) vigente é de 34%.
valor contábil valor justo
ativos totais 10 13
passivos totais 1,98 1,98

Nessas condições, o goodwill apurado pela referida sociedade anônima na combinação de negócios é um
valor
A) inferior a $ 0,5 milhão.
B) superior a $ 0,5 milhão e inferior a $ 1,0 milhão.
C) superior a $ 1,0 milhão e inferior a $ 1,5 milhão.
D) superior a $ 1,5 milhão e inferior a $ 2,5 milhões.
E) superior a $ 2,5 milhões.
RESOLUÇÃO:
O valor justo dos ativos líquidos da investida (PL calculado a valor justo) deve representar o caixa que seria
recebido pela realização (venda) dos ativos e dos passivos. Em outras palavras, o caixa que seria recebido
pela venda dos ativos e pelo pagamento dos passivos. Com isso, temos que considerar eventual ganho de
capital tributável. Sendo assim, esse caixa deve ser apresentado líquido dos tributos sobre o lucro, como o
Imposto de Renda e a CSLL.
A questão em tela menciona que a alíquota de imposto de renda sobre contribuição social sobre o lucro
líquido (IR/CSLL) vigente é de 34%. Sendo assim, vamos calcular a mais-valia líquida dos tributos.
𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = (𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙 𝑑𝑜 𝑃𝐿) × 90%
O Valor Contábil do PL é dado por:
𝑃𝑎𝑡𝑟𝑖𝑚ô𝑛𝑖𝑜 𝐿í𝑞𝑢𝑖𝑑𝑜 = 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 − 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜 𝐸𝑥𝑖𝑔í𝑣𝑒𝑙
𝑷𝒂𝒕𝒓𝒊𝒎ô𝒏𝒊𝒐 𝑳í𝒒𝒖𝒊𝒅𝒐 = 10.000.000 − 1.980.000 = 𝑹$ 𝟖. 𝟎𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Por sua vez, o Valor Justo do PL é dado por:
𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝐴𝑡𝑖𝑣𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝑎𝑠𝑠𝑖𝑣𝑜

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 69


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𝑽𝒂𝒍𝒐𝒓 𝑱𝒖𝒔𝒕𝒐 𝒅𝒐 𝑷𝑳 = 13.000.000 − 1.980.000 = 𝑹$ 𝟏𝟏. 𝟎𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎


Com isso podemos calcular o valor da Mais Valia (antes de considerada a tributação).
𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = (𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙 𝑑𝑜 𝑃𝐿) × 90%
𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = (11.020.000 − 8.020.000) × 90% = 𝑹$ 𝟐. 𝟕𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
No entanto, vimos que temos que desconsiderar eventuais tributos sobre ganhos de capital. Assim:
𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 𝑳í𝒒𝒖𝒊𝒅𝒂 = 𝑅$ 2.700.000 − (34% × 𝑅$ 2.700.000) = 𝑹$ 𝟏. 𝟕𝟖𝟐. 𝟎𝟎𝟎
Desta forma, ao adquirir 90% das ações de uma companhia, por $ 11 milhões, a entidade realizará o seguinte
lançamento contábil:
D – Investimento em Controladas R$ 7.218.000 (ANC Investimentos)
D – Ágio Mais Valia R$ 1.782.000 (ANC Investimentos)
D – Goodwill R$ 2.000.000 (ANC Investimentos)
C – Caixa R$ 11.000.000 (Ativo Circulante)
Com isso, correta a alternativa D.
GABARITO: D

57. (FCC – Analista – SEGEP/MA – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Ano Novo adquiriu, à vista, 70% das ações da Cia. Carros Velhos pelo valor de R$
10.000.000,00, passando a deter o seu controle. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contabilizado
da Cia. Carros Velhos era R$ 8.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa
Cia. era R$ 12.000.000,00, sendo que a diferença se refere à avaliação de um ativo intangível com vida útil
indefinida adquirido em 2014.
No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Carros Velhos reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
− Lucro líquido: R$ 500.000,00.
− Pagamento de dividendos: R$ 200.000,00.
Com base nestas informações, o valor que a Cia. Ano Novo apresentou no Balanço Patrimonial individual
na conta Investimentos em Controladas, em 31/12/2017, foi, em reais,
a) 10.210.000,00.
b) 8.610.000,00.
c) 5.810.000,00.
d) 10.350.000,00.
e) 5.950.000,00.
RESOLUÇÃO:

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Regra geral o investimento é mensurado, incialmente, pelo custo de aquisição (R$ 10 milhões). No entanto,
tenha cuidado, pois há uma exceção: quando há ganho por compra mais vantajosa na aquisição (ou goodwill
negativo), quando o investimento é avaliado inicialmente por seu valor justo.

A forma mais fácil de verificar os valores do ágio mais-valia e goodwill é elaborar uma tabela, levando em
consideração o percentual adquirido pela investidora.

Cia. Carros Velhos PL100% PL70%


Valor Contábil R$ 8 milhões R$ 5,60 milhões
Valor Justo R$ 12 milhões R$ 8,40 milhões
A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 8,40 − 5,60 = 𝑹$ 𝟐. 𝟖𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎

𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜

𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 10,00 − 8,40 = 𝑹$ 𝟏. 𝟔𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎

Como não há a figura do goodwill negativo (ou ganho por compra mais vantajosa), o reconhecimento inicial
se dará pelo custo, de R$ 10 milhões.

D – Investimentos em Controladas R$ 10.0000.000 (ANC)


C – Caixa R$ 10.000.000 (AC)

Segundo o enunciado a Cia. Carros Velhos reconheceu em seu Patrimônio Líquido um lucro líquido de R$
500.000,00. A Cia. Ano Novo deve aplicar o MEP sobre tal lucro! Assim:

𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜

𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 500.000,00 × 70% = 𝑹$ 𝟑𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎

D – Investimentos R$ 350.000,00 (Ativo – Investimentos)


C – Res. de Equiv. Patrimonial R$ 350.000,00 (Resultado)

A distribuição dos dividendos de R$ 200 mil pela Cia. Carros Velhos gera um ajuste de R$ 140 mil (70% do
valor distribuído) no valor do investimento reconhecido na Cia. Ano Novo. Assim:

D – Dividendos a Receber R$ 140.000,00 (Ativo Circulante)


C – Investimentos R$ 140.000,00 (Ativo – Investimentos)

Assim, o valor final apresentado pela Cia. Ano Novo na conta Investimento será de R$ 10.210.000,00
(10.000.000 + 350.000 – 140.000).

Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

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Atenção: Com base nas informações a seguir responda às próximas questões.

Em 31/12/2016, a Cia. Xadrez adquiriu 70% das ações da Cia. Listrada por R$ 7.200.000,00 à vista. Na data
da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Listrada era R$ 8.500.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e
passivos identificáveis dessa Cia. Era R$ 9.000.000,00, cuja diferença foi decorrente de um ativo intangível
com vida útil indefinida que a Cia. Listrada havia adquirido em junho de 2014.
No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Listrada reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
• Lucro líquido: R$ 800.000,00
• Distribuição de dividendos: R$ 300.000,00
• Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (negativo)
58. (FCC – Analista – SABESP – 2018)
No ano de 2017, o impacto reconhecido na Demonstração do Resultado da Cia. Xadrez referente ao
Investimento na Cia. Listrada foi, em reais,
(A) 560.000,00.
(B) 490.000,00.
(C) 350.000,00.
(D) 210.000,00.
(E) 280.000,00.
RESOLUÇÃO:
Em relação aos fatos contábeis apresentados ao longo de 2017 apenas o Lucro Líquido apurado pela investida
afetará o resultado da investidora, através da aplicação do Método de Equivalência Patrimonial.
𝑴𝑬𝑷 = 70% × LLE = 70% × R$ 800.000 = 𝐑$ 𝟓𝟔𝟎. 𝟎𝟎𝟎
D – Investimentos em Controladas R$ 560.000 (ANC)
C – Caixa R$ 560.000 (Resultado)
Assim, correta a alternativa A.
GABARITO: A

59. (FCC – Analista – SABESP – 2018)


O valor que a Cia. Xadrez reconheceu na conta Investimentos em Controladas, no seu balanço individual
na data da aquisição das ações, foi, em reais,
(A) 9.000.000,00.
(B) 7.200.000,00.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 72


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(C) 5.950.000,00.
(D) 6.300.000,00.
(E) 8.500.000,00.
RESOLUÇÃO:

Regra geral o investimento é mensurado, incialmente, pelo custo de aquisição (R$ 7,2 milhões). No entanto,
tenha cuidado, pois há uma exceção: quando há ganho por compra mais vantajosa na aquisição (ou goodwill
negativo), quando o investimento é avaliado inicialmente por seu valor justo.
A forma mais fácil de verificar os valores do ágio mais-valia e goodwill é elaborar uma tabela, levando em
consideração o percentual adquirido pela investidora.
Cia. Listrada PL100% PL70%
Valor Contábil R$ 8,5 milhões R$ 5,95 milhões
Valor Justo R$ 9 milhões R$ 6,30 milhões
A partir disso conseguimos calcular facilmente o valor do ágio mais-valia e do goodwill.

Á𝑔𝑖𝑜 𝑀𝑎𝑖𝑠 𝑉𝑎𝑙𝑖𝑎 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙


Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 6,30 − 5,95 = 𝑹$ 𝟑𝟓𝟎. 𝟎𝟎𝟎
𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 7,20 − 6,30 = 𝑹$ 𝟗𝟎𝟎. 𝟎𝟎𝟎
Como não há a figura do goodwill negativo (ou ganho por compra mais vantajosa), o reconhecimento inicial
se dará pelo custo, de R$ 7,2 milhões.
D – Investimentos em Controladas R$ 7.2000.000 (ANC)
C – Caixa R$ 7.200.000 (AC)
Assim, correta a alternativa B.

GABARITO: B

60. (CESPE – Auditor – TCE/PE – 2017)


Na aquisição de uma coligada por uma empresa investidora, eventual ágio fundamentado em
rentabilidade futura (goodwill) surgido nessa aquisição deverá ser tratado contabilmente junto com o valor
do investimento.
( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 18:


32. O investimento em coligada, em controlada e em empreendimento controlado em conjunto deve ser
contabilizado pelo método da equivalência patrimonial a partir da data em que o investimento se tornar

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 73


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sua coligada, controlada ou empreendimento controlado em conjunto. Na aquisição do investimento,


quaisquer diferenças entre o custo do investimento e a participação do investidor no valor justo líquido
dos ativos e passivos identificáveis da investida devem ser contabilizadas como segue:
(a) o ágio fundamentado em rentabilidade futura (goodwill) relativo a uma coligada, a uma
controlada ou a um empreendimento controlado em conjunto (neste caso, no balanço individual da
controladora) deve ser incluído no valor contábil do investimento e sua amortização não é permitida;
(b) qualquer excedente da participação do investidor no valor justo líquido dos ativos e passivos
identificáveis da investida sobre o custo do investimento (ganho por compra vantajosa) deve ser
incluído como receita na determinação da participação do investidor nos resultados da investida no
período em que o investimento for adquirido.
Assim, considerando que a afirmativa está se referindo ao Balanço Patrimonial Individual, correta a
afirmativa.

GABARITO: C

Instruções: Para responder às próximas questões, considere as informações abaixo.


Em 01/01/2015 a Cia. Olímpica adquiriu, à vista, 80% das ações da Cia. Atlética pelo valor de R$
10.000.000,00. Na data da aquisição, o valor do Patrimônio Líquido constante do Balanço Patrimonial da
Cia. Atlética era R$ 5.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Cia. Atlética
que foram adquiridos, de acordo com o laudo de avaliação, era R$ 9.000.000,00. A Participação dos Não
Controladores foi avaliada pela parte que lhes cabe no valor justo líquido dos ativos e passivos
identificáveis da adquirida. Sabe-se que a diferença entre o patrimônio líquido contábil e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis era decorrente de um ativo intangível com vida útil indefinida.
Durante o ano de 2015, a Cia. Atlética reconheceu em seu Patrimônio Líquido as seguintes mutações:
− Lucro líquido de 2015: R$ 400.000,00
− Dividendos distribuídos: R$ 150.000,00
− Ajustes de avaliação patrimonial: R$ 50.000,00 (saldo credor).
61. (FCC – ISS Teresina – 2016)
O valor apresentado pela Cia. Olímpica na conta Investimento, no Balanço Patrimonial individual de
31/12/2015, e o valor reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2015 referente a este
investimento foram, respectivamente, em reais,
(A) 10.240.000,00 e 320.000,00.
(B) 10.320.000,00 e 320.000,00.
(C) 10.200.000,00 e 200.000,00.
(D) 7.440.000,00 e 320.000,00.
(E) 10.240.000,00 e 360.000,00.
RESOLUÇÃO:

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O enunciado diz que a empresa Cia. Olímpica adquiriu 80% das ações da Cia. Cia. Atlética por R$ 10 milhões.
Vamos comparar, com o auxílio da tabela abaixo, este valor de compra com o valor contábil e o valor justo
da Cia. Bom Sabor.
Cia. Atlética PL100% PL80%
Valor Contábil R$ 5 milhões R$ 4 milhões
Valor Justo R$ 9 milhões R$ 7,2 milhões
Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:
Ágio Mais-Valia = PLVALOR JUSTO – PLCONTÁBIL
Ágio Mais-Valia = R$ 7,2 milhões – R$ 4,0 milhões = R$ 3,2 milhões
Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO
Goodwill = R$ 10 milhões – R$ 7,2 milhões = R$ 2,8 milhões
Assim, o lançamento na aquisição será:
D – Investimentos R$ 10 milhões (Ativo – Investimentos)
C – Caixa R$ 40 milhões (Ativo)
Segundo o enunciado a Cia. Atlética reconheceu em seu Patrimônio Líquido um lucro líquido de R$
400.000,00. A Cia. Olímpica deve aplicar o MEP sobre tal lucro! Assim:
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝑢𝑐𝑟𝑜 𝑑𝑎 𝐼𝑛𝑣𝑒𝑠𝑡𝑖𝑑𝑎 × 𝑃𝑒𝑟𝑐𝑒𝑛𝑡𝑢𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 400.000,00 × 80% = 𝑹$ 𝟑𝟐𝟎. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
D – Investimentos R$ 320.000,00 (Ativo – Investimentos)
C – Res. de Equiv. Patrimonial R$ 320.000,00 (Resultado)
A distribuição dos dividendos de R$ 150 mil pela Cia. Atlética gera um ajuste de R$ 120 mil (80% do valor
distribuído) no valor do investimento reconhecido pela Cia. Olímpica, já que parte do valor que foi
reconhecido pelo MEP está sendo realizado. Assim:
D – Dividendos a Receber R$ 120.000,00 (Ativo Circulante)
C – Investimentos R$ 120.000,00 (Ativo – Investimentos)
Por fim, o enunciado ainda diz que a Cia. Atlética reconheceu em seu Patrimônio Líquido um Ajuste de
Avaliação Patrimonial (credor) de R$ 50.000,00. A investidora reconhecerá tal valor de forma reflexa de
acordo com o seu percentual de participação:
D – Investimentos R$ 80.000,00 (Ativo – Investimentos)
C – Ajuste de Avaliação Patrim. R$ 80.000,00 (PL)
Assim, o valor final apresentado pela Cia. Olímpica na conta Investimento será de R$ 10.240.000,00, ao passo
que o valor reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2015 será de R$ 320.000,00, resultante
do método de equivalência patrimonial.
Com isso, correta a alternativa A.
GABARITO: A

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62. (FCC – ISS Teresina – 2016)


Sabendo que durante o ano 2015 não foi reconhecida nenhuma perda por impairment (teste de
recuperabilidade do ativo), relacionada com o investimento efetuado na Cia. Atlética, o valor reconhecido
como Intangível correspondente ao Ágio pago por Expectativa de Rentabilidade Futura na aquisição de
Controladas, no Balanço Consolidado da Cia. Olímpica de 31/12/2015, foi, em reais,
(A) 1.800.000,00.
(B) 2.800.000,00.
(C) 6.000.000,00.
(D) 1.000.000,00.
(E) 5.000.000,00.
RESOLUÇÃO:

Vimos na resolução da questão anterior que o Goodwill na aquisição foi de R$ 2.800.000,00.


Perceba que tal goodwill é classificado no balanço individual da empresa Alimentação para Todos no grupo
Investimentos. Já no Balanço Consolidado, o Goodwill é reclassificado para o grupo Intangível.
Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

63. (FCC – Analista – TRF – 2016)


A empresa Alimentação para Todos S.A. adquiriu 80% das ações com direito a voto da Cia. Bom Sabor S.A.
O preço pago pela aquisição foi R$ 40.000.000,00 e a Alimentação para Todos S.A. passou a deter o controle
da Cia. Bom Sabor S.A. Sabe-se que o valor registrado no Patrimônio Líquido da Cia. Bom Sabor S.A. era,
na data da aquisição, R$ 40.000.000,00 e que o valor justo líquido dos seus ativos e passivos identificáveis
era, nesta data, R$ 45.000.000,00.
Os valores totais reconhecidos no grupo Investimentos do balanço individual da empresa Alimentação para
Todos S.A. e no grupo Intangíveis no seu balanço consolidado, na data da aquisição, foram,
respectivamente, em reais,
(A) 40.000.000,00 e 4.000.000,00.
(B) 32.000.000,00 e 8.000.000,00.
(C) 40.000.000,00 e 0,00 (zero).
(D) 32.000.000,00 e 0,00 (zero).
(E) 32.000.000,00 e 4.000.000,00.
RESOLUÇÃO:

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O enunciado diz que a empresa Alimentação para Todos S.A. adquiriu 80% das ações da Cia. Bom Sabor S.A.
por R$ 40 milhões. Vamos comparar, com o auxílio da tabela abaixo, este valor de compra com o valor
contábil e o valor justo da Cia. Bom Sabor.
Cia. Bom Sabor PL100% PL80%
Valor Contábil R$ 40 milhões R$ 32 milhões
Valor Justo R$ 45 milhões R$ 36 milhões
Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:
Ágio Mais-Valia = PLVALOR JUSTO – PLCONTÁBIL
Ágio Mais-Valia = R$ 36 milhões – R$ 32 milhões = R$ 4 milhões
Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO
Goodwill = R$ 40 milhões – R$ 36 milhões = R$ 4 milhões
Assim, o lançamento na aquisição será:
D – Investimentos R$ 32 milhões (Ativo – Investimentos)
D – Ágio Mais-Valia R$ 4 milhões (Ativo – Investimentos)
D – Goodwill R$ 4 milhões (Ativo – Investimentos)
C – Caixa R$ 40 milhões (Ativo)
Veja que o Goodwill é classificado no balanço individual da empresa Alimentação para Todos no grupo
Investimentos. Já no Balanço Consolidado, o Goodwill é reclassificado para o grupo Intangível.
Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

64. (CESPE – Analista Judiciário – TRT/CE – 2017)


Uma empresa adquiriu 100% das ações de outra empresa, a qual apresentava passivo a descoberto. Após
ter sido realizada a avaliação a valor justo, constatou-se que a investida possuía um capital social de R$ 70
milhões e prejuízos acumulados de R$ 140 milhões. A compra se deu por R$ 10 milhões em dinheiro.
Nessa situação hipotética, a investidora deverá contabilizar um goodwill de
A) R$ 140 milhões.
B) R$ 80 milhões.
C) R$ 10 milhões.
D) R$ 150 milhões.
RESOLUÇÃO:
O goodwill, ou ágio por expectativa de rentabilidade futura, é calculado pela diferença entre o valor pago e
os ativos líquidos da investida calculados a valor justo.

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Segundo o enunciado o valor justo resultou num PL negativo de R$ 70 milhões (capital social – prejuízos
acumulados). Assim:
𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 𝑅$ 10 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 − (−70 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠) = 𝑹$ 𝟖𝟎 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔
Com isso, correta a alternativa B.
Aliás, interessante notar que neste cenário, de aquisição de entidade com passivo a descoberto, o seguinte
lançamento é realizado.
D – Goodwill R$ 80 milhões (ANC Investimentos)
C – Caixa R$ 10 milhões (Ativo Circulante)
C – Investimentos em Controladas R$ 70 milhões (ANC Investimentos)
Perceba, portanto, que o valor do Investimento fica contabilizado no ANC por R$ 10 milhões, que foi o custo
de aquisição.

GABARITO: B

65. (CESGRANRIO – Profissional – LIQUIGÁS – 2018)


No dia 2 de março de 2017, a companhia B, de capital fechado, por uma questão operacional estratégica,
decidiu adquirir uma participação de 60% das ações ordinárias representativas do Capital Social da
companhia Z, também de capital fechado, que só emite ações ordinárias, pelo valor firmado entre as partes
de R$980.000,00.

Nesse mesmo dia, a companhia Z apresentou as seguintes informações parciais devidamente firmadas e
aprovadas pelas partes, de acordo com todas as determinações contábeis normativas e legais.

– Patrimônio líquido: 850.000,00

Ativos com diferença entre preço justo e valor contábil

Ativo Valor Justo (a) Valor contábil (b) Diferença (a–b)


Estoque de mercadorias 650.000,00 400.000,00 250.000,00
Terreno de uso 1.650.000,00 1.300.000,00 350.000,00

Utilizando, exclusivamente, as informações apresentadas, e considerando os aspectos legais, normativos


e técnico-conceituais dos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial, o valor
registrado no ativo pela investidora companhia B, a título de ágio, em reais, é

a) 110.000,00

b) 200.000,00
c) 260.000,00

d) 320.000,00

e) 470.000,00

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 78


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RESOLUÇÃO:
Pela tabela fornecida no enunciado percebe-se que o valor justo dos Ativos supera em R$ 600.000 seu valor
contábil. Sendo assim, o Patrimônio Líquido calculado a valor justo é de R$ 1.450.000 (R$ 850.000 + R$
600.000). Com isso vamos realizar nossa tabela de comparação entre o valor contábil e valor justo,
devidamente proporcionalizado.

Cia. Z PL100% PL60%


Valor Contábil R$ 850.000 R$ 510.000
Valor Justo R$ 1.450.000 R$ 870.000
Através do PLCONTÁBIL e do PLVALOR JUSTO conseguimos calcular o “ágio mais-valia”:
Ágio Mais-Valia = PLVALOR JUSTO – PLCONTÁBIL
Ágio Mais-Valia = R$ 870.000– R$ 510.000 = R$ 360.000
Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO
Goodwill = R$ 980.000 – R$ 870.000 = R$ 110.000
Assim, o lançamento na aquisição será reconhecido inicialmente pelo custo, de R$ 980.000, de acordo com
o seguinte lançamento:
D – Investimentos R$ 510.000 (Ativo – Investimentos)
D – Ágio Mais-Valia R$ 360.000 (Ativo – Investimentos)
D – Goodwill R$ 110.000 (Ativo – Investimentos)
C – Caixa R$ 980.000 (Ativo)
Desta forma, o ágio (goodwill) reconhecido é de R$ 110.000.
Tenha cuidado, pois quando as bancas questionam o valor do ágio, sem especificar, temos que responder o
valor do goodwill (ágio por expectativa de rentabilidade futura).

GABARITO: A

66. (FGV – Controlador – MPU/AL – 2018)


A Cia. A tem participação de 40% na Cia. B e exerce influência significativa nela.

Em 2017, os seguintes fatos ocorreram na Cia. B:


• Receitas operacionais à vista: R$ 24.000;
• Receitas operacionais a prazo: R$ 4.000;
• Despesas operacionais à vista: R$ 8.000.
• Reconhecimento e pagamento de imposto sobre a renda e contribuição social: R$ 6.800;
• Declaração de dividendos: R$ 5.000.
Com base nas informações acima, assinale a opção que indica o lucro líquido da Cia. A, em 31/12/2017.
a) R$ 3.280,00.

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b) R$ 5.280,00.
c) R$ 8.200,00.
d) R$ 10.280,00.
e) R$ 13.200,00.
RESOLUÇÃO:
Sabe-se que a base de cálculo do método de equivalência patrimonial é o resultado apurado pela investida.
Sendo assim, a partir dos dados do enunciado vamos apura-lo!
Receitas R$ 28.000
( – ) Despesas (R$ 8.000)
( – ) IR/CSLL (R$ 6.800)
( = ) Lucro R$ 13.200
Com isso podemos, enfim, aplicar o Método de Equivalência Patrimonial.
𝑀𝐸𝑃 = 𝐿𝐿𝐸 × % 𝑑𝑒 𝑃𝑎𝑟𝑡𝑖𝑐𝑖𝑝𝑎çã𝑜
𝑴𝑬𝑷 = 𝑅$ 13.200 × 40% = 𝑹$ 𝟓. 𝟐𝟖𝟎
Assim, correta a alternativa B.
GABARITO: B

67. (CFC – Exame de Suficiência – Bacharelado – 2017)


A Sociedade “A” adquiriu 100% da Sociedade “B” e obteve o seu controle, operação enquadrada como
Combinação de Negócios.
A Sociedade “A” obteve, ao final de suas avaliações, definida como sua data de aquisição, as seguintes
informações:
Descrição Valor
Diferença positiva entre os Ativos Identificáveis mensurados
R$ 3.000.000,00
a Valor Justo e o seu Valor Contábil na data da Aquisição
Patrimônio Líquido contábil da Sociedade “B” R$ 10.000.000,00
Valor total do pagamento pela aquisição da Sociedade “B” R$ 14.000.000,00
Considerando-se as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 15 (R3) – COMBINAÇÃO DE
NEGÓCIOS e desconsiderando-se os aspectos tributários, o valor do Ágio por Expectativa de Rentabilidade
Futura (goodwill) a ser reconhecido na data de aquisição é de:
a) R$7.000.000,00.
b) R$4.000.000,00.
c) R$3.000.000,00.
d) R$1.000.000,00.

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RESOLUÇÃO:
Segundo o enunciado a diferença positiva entre os Ativos Identificáveis mensurados a Valor Justo e o seu
Valor Contábil na data da Aquisição é de R$ 3 milhões. Considerando que Patrimônio Líquido contábil da
Sociedade “B” é de R$ 10 milhões, conclui-se que o Patrimônio Líquido calculado ao Valor Justo é de R$ 13
milhões. Assim:

Ágio Mais-Valia = PLVALOR JUSTO – PLCONTÁBIL

Ágio Mais-Valia = R$ 13.000.000 – R$ 10.000.000 = R$ 3.000.000

Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO

Goodwill = R$ 14.000.000 – R$ 13.000.000 = R$ 1.000.000

Desta forma, correta a alternativa D.

GABARITO: D

68. (AOCP – Analista – HDT-UFT – 2015)


A Sociedade Investidora BETA adquiriu 100% do Capital da Sociedade Investida ALFA, por R$ 3.000.000,00
pagos em dinheiro (moeda correte). Na data da aquisição, o valor líquido dos ativos identificáveis
adquiridos e dos passivos assumidos da Sociedade Investida ALFA, mensurados de acordo com a NBC TG
15 – Combinações de Negócios, somava R$ 3.300.000,00. Na mesma data, o saldo contábil do Patrimônio
Líquido da Sociedade Investida ALFA era de R$ 1.000.000,00. Como resultado dessa combinação de
negócios, a Sociedade Investidora BETA deverá registrar
(A) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, em conta do Ativo Não
Circulante.
(B) uma compra vantajosa de R$ 300.000,00 em conta do Ativo Não Circulante.
(C) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, no resultado do período.
(D) uma compra vantajosa de R$ 300.000,00 no resultado do período.
(E) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, no Patrimônio Líquido.
RESOLUÇÃO:

A Investidora pegou R$ 3 milhões pela aquisição de 100% das ações da Investida. Sabe-se que o valor líquido
dos ativos identificáveis adquiridos e dos passivos assumidos é de R$ 3,3 milhões. Assim:
Goodwill = Valor Pago – PLVALOR JUSTO
Goodwill = R$ 3 milhões – R$ 3,3 milhões = – R$ 300.000,00
Veja, portanto, que o goodwill é negativo. É o que chamamos de Ganho por Compra Mais Vantajosa, que
deve ser apropriado ao resultado do período.

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Além disso, segundo o enunciado o Patrimônio Líquido da investida era de R$ 1 milhão. Com isso, vamos
calcular o valor do ágio mais-valia.

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙


Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑅$ 3 𝑚𝑖𝑙ℎõ𝑒𝑠 − 𝑅$ 1 𝑚𝑖𝑙ℎã𝑜 = 𝑹$ 𝟐 𝒎𝒊𝒍𝒉õ𝒆𝒔
Vamos efetuar o lançamento contábil da adquirente!
D – Investimentos em Controladas R$ 3.300.000,00 (ANC – Investimentos)
C – Ganho por Compra Mais Vantaj. R$ 300.000,00 (Resultado)
C – Caixa R$ 3.000.000,00 (Ativo Circulante)
Com isso, correta a alternativa D.

GABARITO: D

69. (CESGRANRIO – Profissional Junior – Petrobrás – 2015)


A companhia I adquiriu por R$ 350.000,00, 35% das ações da companhia J, que só emite ações ordinárias
e tem Patrimônio Líquido de R$ 800.000,00.
Na complementação da operação, foi feita a avaliação de ativos e passivos a valor justo, nos termos das
normas vigentes, sendo apurada, em reais, a seguinte situação:

Balanço Justo valor


ATIVO
Ativo Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 500.000,00 500.000,00
Clientes 120.000,00 110.000,00
Estoques 400.000,00 440.000,00
Ativo Não Circulante
Imobilizado 600.000,00 650.000,00
(-) Depreciação Acumulada (240.000,00) (260.000,00)
PASSIVO
Passivo Circulante 400.000,00 400.000,00
Passivo Não Circulante 180.000,00 180.000,00
Considerando somente as informações apresentadas, as determinações dos procedimentos técnicos,
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis em vigor, aprovados pela CVM, e desconsiderando
qualquer efeito tributário, o valor do ágio por rentabilidade futura, apurado pela investidora, a companhia
I, em reais, é
(A) 24.500,00
(B) 31.500,00
(C) 49.000,00
(D) 60.000,00

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(E) 70.000,00
RESOLUÇÃO:
O enunciado diz que a companhia I adquiriu por R$ 350.000,00, 35% das ações da companhia J, que tem
Patrimônio Líquido de R$ 800.000,00. Vamos calcular o patrimônio líquido da adquirida a valor justo (ativos
líquidos da investida).
O Ativo calculado a valor justo é de R$ 1.440.000,00. O valor justo do Passivo, por sua vez, é de R$ 580.000,00.
Com isso, conclui-se que o Patrimônio Líquido a valor justo é de R$ 860.000,00.
A partir disso vamos fazer nossa tabela de comparação!
Cia. J PL100% PL35%
Valor Contábil R$ 800 mil R$ 280 mil
Valor Justo R$ 860 mil R$ 301 mil
Como o valor pago foi de R$ 350.000,00, conclui-se que o goodwill (ágio por rentabilidade futura) será de:
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 = 𝑅$ 350 𝑚𝑖𝑙 − 𝑅$ 301 𝑚𝑖𝑙 = 𝑹$ 𝟒𝟗. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Com isso, correta C.
O enunciado não pediu, mas vamos aproveitar e calcular também o valor do Ágio Mais-Valia!

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙


Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑅$ 301 𝑚𝑖𝑙 − 𝑅$ 280 𝑚𝑖𝑙 = 𝑹$ 𝟐𝟏. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
GABARITO: C

70. (FGV – Contador – DPE-MT – 2015)


Em 01/01/2013, a Cia. “X” comprou 100% da Cia. ”Z” pagando R$100.000,00 à vista. O balanço patrimonial
da Cia. “Z” na data da compra era o seguinte:

Ativos Passivos + PL
Caixa R$ 20.000,00 Capital Social R$ 60.000,00
Terrenos R$ 50.000,00 Reserva de Lucros R$ 10.000,00
Total R$ 70.000,00 Total R$ 70.000,00
Na elaboração do laudo sobre a Cia. “Z”, na data da compra, foram apurados os seguintes fatos:
O valor de mercado do terreno era de R$ 55.000,00.
A empresa possuía uma carteira de clientes com grande rentabilidade, avaliada por R$ 12.000,00.
A empresa possuía uma equipe muito motivada que havia sido treinada recentemente.
O custo do treinamento foi de R$ 3.000,00.
Com base nas informações acima, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 - Combinação de
Negócios, o valor do goodwill que deve ser reconhecido no processo de alocação do preço de compra, é de

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(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 13.000,00.
(C) R$ 25.000,00.
(D) R$ 30.000,00.
(E) R$ 40.000,00.
RESOLUÇÃO:

Para calcular o valor do Goodwill devemos comparar o preço de compra, de R$ 100.000,00, com o Valor Justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis da investida.
Veja que o valor contábil do investimento é de R$ 70.000,00. O valor justo, por sua vez, será de R$ 87.000,00.
Esta diferença de R$ 17.000,00 é explicada pelo valor de mercado do terreno (R$ 5 mil superior ao seu valor
contábil) e pela carteira de clientes, de R$ 12.000,00.
O Custo de Treinamento não faz parte do custo de Ativo intangível!
Lembre-se que mesmo com a ausência de direitos legais de proteção ou de outro tipo de controle sobre as
relações com os clientes a entidade pode reconhecer um Ativo Intangível. A capacidade de realizar operações
com esses clientes ou similares por meio de relações não contratuais fornece evidências de que a entidade
é, mesmo assim, capaz de controlar os eventuais benefícios econômicos futuros gerados pelas relações com
clientes. Uma vez que tais operações também fornecem evidências que esse relacionamento com clientes é
separável, ele pode ser definido como ativo intangível.
Bem, com isso o valor do Goodwill será de:
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 = 𝑅$ 100 𝑚𝑖𝑙 − 𝑅$ 87 𝑚𝑖𝑙 = 𝑹$ 𝟏𝟑. 𝟎𝟎𝟎, 𝟎𝟎
Com isso, correta B.
O enunciado não pediu, mas vamos aproveitar e calcular também o valor do Ágio Mais-Valia!

Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐶𝑜𝑛𝑡á𝑏𝑖𝑙


Á𝒈𝒊𝒐 𝑴𝒂𝒊𝒔 𝑽𝒂𝒍𝒊𝒂 = 𝑅$ 87 𝑚𝑖𝑙 − 𝑅$ 70 𝑚𝑖𝑙 = 𝑹$ 𝟏𝟕 𝒎𝒊𝒍
GABARITO: B

Pessoal, reforço a necessidade de você dominar a maneira de calcular o Resultado de Equivalência


Patrimonial, bem como a distribuição de dividendos de investimentos avaliados pelo MEP. Não deixe de fazer
todos os exercícios, especialmente aqueles que você teve mais dificuldade, ok?
Com estes exercícios que analisamos vocês matam boa parte das questões envolvendo os investimentos
avaliados pelo método de equivalência patrimonial.
Vamos passar ao estudo dos aspectos mais importantes do Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação
de Negócios.

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CPC 15 – COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS


O objetivo do Pronunciamento Técnico CPC 15 é aprimorar a relevância, a confiabilidade e a comparabilidade
das informações que a entidade fornece em suas demonstrações contábeis acerca de combinação de
negócios e sobre seus efeitos. Para esse fim, este Pronunciamento estabelece princípios e exigências da
forma como o adquirente:
(a) reconhece e mensura, em suas demonstrações contábeis, os ativos identificáveis adquiridos, os
passivos assumidos e as participações societárias de não controladores na adquirida;
(b) reconhece e mensura o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill adquirido) advindo da
combinação de negócios ou o ganho proveniente de compra vantajosa; e
(c) determina quais as informações que devem ser divulgadas para possibilitar que os usuários das
demonstrações contábeis avaliem a natureza e os efeitos financeiros da combinação de negócios.

DEFINIÇÕES
O Apêndice A do CPC 15 – Combinação de Negócios cita alguns termos utilizados neste pronunciamento.
Vamos analisar alguns deles!
Negócio

Negócio é um conjunto integrado de atividades e ativos capaz de ser conduzido e gerenciado para gerar
retorno, na forma de dividendos, redução de custos ou outros benefícios econômicos, diretamente a seus
investidores ou outros proprietários, membros ou participantes.
Combinação de Negócios

Combinação de negócios é uma operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle
de um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação. Neste Pronunciamento, o
termo abrange também as fusões que se dão entre partes independentes.
Vamos ver como isso pode cair em sua prova!
71. (CESGRANRIO – Contador – BNDES – 2009)
Nos estritos termos do Apêndice A do Pronunciamento Técnico CPC 15 do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis que trata de combinação de negócios, aprovado pela Deliberação CVM nº 580 de 31 de julho de
2009, entende-se por combinação de negócios a(o)
a) operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle de um ou mais negócios,
independente da forma jurídica da operação.
b) negócio ou conjunto de negócios que são efetivamente controlados por uma entidade, independente da
forma jurídica utilizada para tal.
c) conjunto integrado de atividades e ativos capaz de ser conduzido e gerenciado para gerar retorno, na
forma de dividendos, redução de custos ou outros benefícios econômicos, diretamente a seus investidores
ou outros proprietários, membros ou participantes.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 85


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d) poder para governar a política financeira e operacional de outra entidade de forma a obter benefícios de
suas atividades.
e) valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e
independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que
caracterizem uma transação compulsória.
RESOLUÇÃO:
Vimos que Combinação de Negócios é uma operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém
o controle de um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação. Neste
Pronunciamento, o termo abrange também as fusões que se dão entre partes independentes.
Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

ALCANCE
O CPC 15 é aplicável às operações ou a outros eventos que atendam à definição de combinação de negócios.
Este Pronunciamento não se aplica:
(a) na formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures), sujeitos ao disposto no
Pronunciamento Técnico CPC 19 (R1) – Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint
Venture);
(b) na aquisição de ativo ou grupo de ativos que não constitua negócio nos termos deste
Pronunciamento. Nesse caso, o adquirente deve identificar e reconhecer os ativos identificáveis
adquiridos individualmente (incluindo aqueles que atendam à definição de ativo intangível e o critério
para seu reconhecimento de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 04 – Ativo Intangível) e os
passivos assumidos. O custo do grupo deve ser alocado individualmente aos ativos identificáveis e aos
passivos que o compõem com base em seus respectivos valores justos na data da compra. Operações e
eventos desse tipo não geram ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill);
(c) em combinação de entidades ou negócios sob controle comum.
Vamos analisar como isso pode cair em prova!
72. (IBFC – Contador – PC-RJ – 2013)
A NBC TG 15 – Combinação de Negócios NÃO se aplica:
I. À formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures), sujeitos ao disposto na NBC
TG 19 – Negócios em Conjunto.
II. Às combinações de entidades ou negócios, sob controle comum.

III. À aquisição de ativos que não constituem um negócio nos termos desta norma (NBC TG 15).
Assinale abaixo a opção correta:

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a) Somente I.
b) Somente II e III.

c) I, II, e III.

d) Somente I e III.
e) Somente II.

RESOLUÇÃO:

Acabamos de verificar que o Pronunciamento Técnico CPC 15 não se aplica:

(a) na formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures);

(b) na aquisição de ativo ou grupo de ativos que não constitua negócio nos termos deste Pronunciamento. ;

(c) em combinação de entidades ou negócios sob controle comum.

Com isso, correta a alternativa C.

GABARITO: C

IDENTIFICAÇÃO DE COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS


A entidade deve determinar se uma operação ou outro evento é uma combinação de negócios pela aplicação
da definição utilizada neste Pronunciamento, a qual exige que os ativos adquiridos e os passivos assumidos
constituam um negócio. Se os ativos adquiridos não constituem um negócio, a entidade deve contabilizar a
operação ou o evento como aquisição de ativos.

MÉTODO DE AQUISIÇÃO (PURCHASE METHOD)


A entidade deve contabilizar cada combinação de negócios pela aplicação do método de aquisição.
A aplicação do método de aquisição exige:
(a) identificação do adquirente;
(b) determinação da data de aquisição;
(c) reconhecimento e mensuração dos ativos identificáveis adquiridos, dos passivos assumidos e das
participações societárias de não controladores na adquirida; e
(d) reconhecimento e mensuração do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) ou do ganho
proveniente de compra vantajosa.
Ou seja, para cada combinação de negócios, uma das entidades envolvidas na combinação deve ser
identificada como o adquirente, que deve identificar a data de aquisição, que é a data em que o controle da
adquirida é obtido.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 87


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A data em que o adquirente obtém o controle da adquirida geralmente é a data em que o adquirente
legalmente transfere a contraprestação pelo controle da adquirida, adquire os ativos e assume os passivos
da adquirida – a data de fechamento do negócio. Contudo, o adquirente pode obter o controle em data
anterior ou posterior à data de fechamento. Por exemplo, a data de aquisição antecede a data de fechamento
se o contrato escrito determinar que o adquirente venha a obter o controle da adquirida em data anterior à
data de fechamento. O adquirente deve considerar todos os fatos e as circunstâncias pertinentes na
identificação da data de aquisição.

RECONHECIMENTO E MENSURAÇÃO
A partir da data de aquisição, o adquirente deve reconhecer, separadamente do ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill), os ativos identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e quaisquer
participações de não controladores na adquirida.
Para se qualificarem para reconhecimento, como parte da aplicação do método de aquisição, os ativos
identificáveis adquiridos e os passivos assumidos devem atender, na data da aquisição, às definições de ativo
e de passivo dispostas no Pronunciamento Conceitual Básico - Estrutura Conceitual para a Elaboração e
Apresentação das Demonstrações Contábeis.
O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos
valores justos da data da aquisição.
Atenção à mensuração dos ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos, pois isso é basicamente
o que você necessita saber deste Pronunciamento Técnico!
Em cada combinação de negócios, o adquirente deve mensurar, na data da aquisição, os componentes da
participação de não controladores na adquirida que representem nessa data efetivamente instrumentos
patrimoniais e confiram a seus detentores uma participação proporcional nos ativos líquidos da adquirida
em caso de sua liquidação, por um dos seguintes critérios:
(a) pelo valor justo, ou
(b) pela participação proporcional atual conferida pelos instrumentos patrimoniais nos montantes
reconhecidos dos ativos líquidos identificáveis da adquirida.
Todos os demais componentes da participação de não controladores devem ser mensurados ao valor justo
na data da aquisição, a menos que outra base de mensuração seja requerida pelos Pronunciamentos,
Interpretações e Orientações do CPC.
Vamos resolver mais exercícios?

73. (CESPE – TTRE – SEFAZ/RS – 2018)


De acordo com a legislação vigente, em uma combinação de negócios sem a presença de transações
forçadas, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos

a) pelos custos correntes corrigidos na data da operação.

b) pelos valores justos na data da aquisição.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 88


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c) com base na correção integral das demonstrações contábeis.


d) pelos valores de liquidação.

e) pelos custos históricos.

RESOLUÇÃO:
O Pronunciamento Técnico CPC 15 dispõe que o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos
e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.

Com isso, correta a alternativa B.

GABARITO: B

74. (FCC – ISS São Paulo/SP – 2012)


Na combinação de negócios, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos pelos seus
respectivos
a) valores justos da data de aquisição.
b) valores justos do último balanço patrimonial anterior à aquisição.

c) valores de liquidação.

d) custos históricos.

e) custos históricos corrigidos na data de aquisição.


RESOLUÇÃO:

Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 15, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos
e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.
Assim, correta a alternativa A.

GABARITO: A

75. (FGV – Contador – Câmara Municipal – Recife-PE – 2014)


Desde 2010, a parcela relativa à participação dos não controladores integra o Patrimônio Líquido
consolidado e não mais figura entre o passivo e o patrimônio líquido na estrutura do Balanço Patrimonial.
Numa combinação de negócios, tal participação pode ser mensurada pelo:

a) método de equivalência patrimonial;


b) método de custo ou pelo método do valor justo;

c) valor justo ou com base no que lhes cabe no valor justo dos ativos líquidos;

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d) método do valor justo;


e) método de equivalência patrimonial ou com base no que lhes cabe no valor justo dos ativos líquidos.

RESOLUÇÃO:

Segundo o Pronunciamento Técnico CPC 15, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos
e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.

Assim, correta a alternativa C.

GABARITO: C

76. (CESPE – Contador – FUB – 2013)


Bens intangíveis adquiridos em uma combinação de negócios e que possam ser tecnicamente identificados
de modo confiável devem ser registrados pelo seu valor justo.

( ) CERTO ( ) ERRADO
RESOLUÇÃO:

Segundo o CPC 04 – Ativo Intangível, se um ativo intangível for adquirido em uma combinação de negócios,
o seu custo deve ser o valor justo na data de aquisição, o qual reflete as expectativas dos participantes do
mercado na data de aquisição sobre a probabilidade de que os benefícios econômicos futuros incorporados
no ativo serão gerados em favor da entidade.
Se um ativo intangível adquirido em uma combinação de negócios for separável ou resultar de direitos
contratuais ou outros direitos legais, considera-se que o seu valor justo pode ser mensurado com
confiabilidade. Quando, para as estimativas utilizadas na avaliação do valor justo de ativo intangível, existir
uma gama de resultados possíveis, com diferentes probabilidades, a incerteza passa a fazer parte da
determinação do valor justo. Se um ativo intangível adquirido em uma combinação de negócios tiver vida
útil definida, haverá a presunção de que o valor justo possa ser estimado com segurança.
Um ativo intangível adquirido em combinação de negócios pode ser separável, mas apenas em conjunto com
um contrato a ele relacionado, ativo ou passivo identificável. Nesses casos, a adquirente deve reconhecer o
ativo intangível separadamente do ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura (goodwill), mas em
conjunto com o item relacionado.

Com isso, correta a afirmativa.

GABARITO: C

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 90


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77. (FGV – ISS-Niterói-RJ – 2015)


A Cia. Gama adquiriu, em 31/03/x1, o controle da Linhas Aéreas Épsilon S.A., que era titular de direitos de
operação em aeroportos das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Ao contabilizar a aquisição da
Linhas Aéreas Épsilon S.A., a Cia. Gama deverá reconhecer esses direitos:

(A) como ativo intangível, mensurado pelo valor justo na data de aquisição;
(B) como ativo intangível, se sua concessão for por um prazo limitado;

(C) como ativo intangível, se puderem ser separados da Linhas Aéreas Épsilon S.A. e vendidos, transferidos,
licenciados, alugados ou trocados;

(D) como ativo intangível, se a Linhas Aéreas Épsilon S.A. assim os tiver reconhecido em suas demonstrações
financeiras anteriores à aquisição;

(E) como parte do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) dessa aquisição.
RESOLUÇÃO:
Combinação de negócios é uma operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle
de um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação.

Segundo o CPC 15 – Combinação de Negócios, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos
e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.
O adquirente deve reconhecer, separadamente do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill),
os ativos intangíveis identificáveis em uma combinação de negócios. Um ativo intangível é identificável se
ele atender ao critério de separação ou ao critério legal-contratual.

Com isso, correta a alternativa A.

Apenas ressalto que a parte da controladora nesse intangível comporá o saldo contábil do investimento no
Balanço Individual (ou seja, será evidenciado pela investidora no Ativo Não Circulante – Investimentos).
No entanto, lembre-se que no Balanço Consolidado o ativo intangível correspondente será reclassificado,
separadamente, para o subgrupo Ativo Não Circulante – Intangível.

GABARITO: A

78. (CESPE – Contador – CADE – 2014)


A combinação de negócios abrange a fusão e a incorporação, mas não a cisão.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:
Segundo o CPC 15, combinação de negócios uma operação ou outro evento por meio do qual um adquirente
obtém o controle de um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação.

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Segundo Manual FIPECAFI (2ª Edição, pg 479):


De forma geral, a expressão “combinação de negócio” não era comumente empregada no Brasil para
representar a obtenção de controle mas sim “fusões e aquisições”. Entretanto, não podem ser literalmente
tomadas como sinônimas essas expressões. Isso porque os termos “fusão”, “incorporação”, “cisão” são
operações de natureza jurídica, pelas quais sociedades são modificadas formalmente, conforme
regulamentação dada pela Lei n° 6.40/76, mas que podem ser realizadas independentemente de aquisição
de controle.

Veja, portanto, que a combinação de negócio envolve a obtenção de controle de um negócio, podendo
envolver reorganizações societárias (incorporação, fusão ou cisão).

Assim, incorreta a afirmativa.

GABARITO: E

79. (UFES – Técnico – UFES – 2015)


Analise as afirmações a seguir com base no que prevê a NBC TG 15 – COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS.
I. A NBC TG 15 não se aplica à formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures).

II. O adquirente deve registrar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos
valores contábeis da data da aquisição.
III. As incorporações e as fusões realizadas entre partes independentes são exemplos de combinação de
negócios.
É CORRETO o que se afirma em:
a) I apenas.

b) II apenas.

c) I e II apenas.
d) I e III apenas.
e) I, II e III.

RESOLUÇÃO:

Vamos analisar as afirmativas apresentadas.

a) Correto. Vimos que o CPC 15 não se aplica na formação de empreendimentos controlados em conjunto
b) Incorreto. O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos
respectivos valores justos da data da aquisição.
c) Correto. Segundo o CPC 15, combinação de negócios uma operação ou outro evento por meio do qual um
adquirente obtém o controle de um ou mais negócios, independentemente da forma jurídica da operação.

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Com isso, a combinação de negócio envolve a obtenção de controle de um negócio, podendo envolver
reorganizações societárias (incorporação, fusão ou cisão).

GABARITO: D

80. (CESPE – Analista – TJ-SE – 2014)


Caso ocorra uma combinação de negócios que gere o reconhecimento do ágio pago por expectativa de
rentabilidade futura, a entidade adquirente deverá testar anualmente esse ativo, independentemente de
existir indício de redução ao valor recuperável.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

O CPC 01 dispõe que, independentemente de existir, ou não, qualquer indicação de redução ao valor
recuperável, a entidade deve:
(a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de um ativo intangível com vida útil
indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível para uso, comparando o seu valor contábil com seu
valor recuperável. Esse teste de redução ao valor recuperável pode ser executado a qualquer momento no
período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período. Ativos intangíveis diferentes
podem ter o valor recuperável testado em períodos diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram
inicialmente reconhecidos durante o ano corrente, devem ter a redução ao valor recuperável testada antes
do fim do ano corrente; e
(b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) em combinação de
negócios.

Com isso, correta a afirmativa.

GABARITO: C

81. (CESPE – Analista – MPU – 2013)


Se, em virtude de combinação de negócios, for gerada participação recíproca, esta deve ser mencionada
nos relatórios e nas demonstrações financeiras de ambas as sociedades.
( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Segundo o § 5° do art. 244 da Lei n° 6.404/76, a participação recíproca, quando ocorrer em virtude de
incorporação, fusão ou cisão, ou da aquisição, pela companhia, do controle de sociedade, deverá ser
mencionada nos relatórios e demonstrações financeiras de ambas as sociedades, e será eliminada no prazo
máximo de 1 (um) ano; no caso de coligadas, salvo acordo em contrário, deverão ser alienadas as ações ou

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quotas de aquisição mais recente ou, se da mesma data, que representem menor porcentagem do capital
social.

Com isso, correta a afirmativa.

GABARITO: C

82. (CESPE – Analista – MPU – 2013)


Em uma combinação de negócios, uma companhia aberta poderá ser sucedida por uma companhia
fechada.

( ) CERTO ( ) ERRADO

RESOLUÇÃO:

Segundo o § 2° do art. 223 da Lei n° 6.404/76, se a incorporação, fusão ou cisão envolverem companhia
aberta, as sociedades que a sucederem serão também abertas, devendo obter o respectivo registro e, se
for o caso, promover a admissão de negociação das novas ações no mercado secundário, no prazo máximo
de cento e vinte dias, contados da data da assembleia-geral que aprovou a operação, observando as normas
pertinentes baixadas pela Comissão de Valores Mobiliários.

Com isso, incorreta a afirmativa.

GABARITO: E

83. (FUNCAB – ISS-Salvador – 2014)


Como será tratado o patrimônio de uma empresa submetida a um processo de incorporação, quando as
partes envolvidas nesse processo forem interdependentes?
A) Os itens do ativo serão submetidos ao valor de mercado.

B) Os ativos e passivos da sociedade incorporada deverão ser avaliados a valor justo.

C) Deverão ser identificadas as contingências passivas não registradas.

D) Os ativos e passivos da sociedade incorporada deverão ser avaliados ao valor de reposição.


E) Pelo menos o imobilizado deverá ser reavaliado.

RESOLUÇÃO:

Segundo o artigo 226 da Lei n° 6.404/76, as operações de incorporação, fusão e cisão somente poderão ser
efetivadas nas condições aprovadas se os peritos nomeados determinarem que o valor do patrimônio ou
patrimônios líquidos a serem vertidos para a formação de capital social é, ao menos, igual ao montante do
capital a realizar.

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A Lei n° 11.638/2007 incluiu o § 3° a este artigo, dispondo que nestas operações, realizadas entre partes
independentes e vinculadas à efetiva transferência de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser
incorporada ou decorrente de fusão ou cisão serão contabilizados pelo seu valor de mercado.

No entanto, tal parágrafo foi revogado pela Medida Provisória n° 449/08, convertida posteriormente na Lei
n° 11.941/09, modificando a redação do § 3°, conforme destacado a seguir:

§ 3° A Comissão de Valores Mobiliários estabelecerá normas especiais de avaliação e contabilização aplicáveis


às operações de fusão, incorporação e cisão que envolvam companhia aberta.

Com isso, as regras sobre incorporação, fusão e cisão devem ser editadas pela CVM, que através da
Deliberação CVM n° 580/09 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios.

Este pronunciamento diz que o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos
assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.

Assim, correta a alternativa B.

GABARITO: B

84. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


Os capitais sociais da Cia. Digama e da Zeta S.A. eram compostos integralmente por ações ordinárias,
distribuídas conforme indicado pelo diagrama abaixo.

Em 5 de maio de 2015 foi celebrado um contrato entre os acionistas de ambas as companhias, nos
seguintes termos:

A Zeta S.A. incorporou a Cia. Digama;

As 30.000 ações da Zeta S.A. que a Cia. Digama possuía foram canceladas;
A Zeta S.A. emitiu 90.000 novas ações, que foram distribuídas aos acionistas da Cia. Digama na proporção
das participações que detinham nessa companhia antes da celebração do contrato.

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Sabendo que após a celebração desse contrato não houve qualquer acordo entre os acionistas da Zeta S.A.
que impusesse restrições a seus direitos de voto, para que essa combinação de negócios seja contabilizada,
é necessário que:

(A) seja mensurado o valor justo ou a participação proporcional conferida pelos instrumentos patrimoniais
dos antigos controladores no montante dos ativos líquidos identificáveis da Cia. Digama na data da
incorporação;

(B) seja mensurado o valor justo ou a participação proporcional conferida pelos instrumentos patrimoniais
dos antigos controladores no montante dos ativos líquidos identificáveis da Zeta S.A. na data da
incorporação;

(C) sejam reconhecidos e mensurados os ativos líquidos identificáveis da Cia. Digama na data da
incorporação;

(D) sejam reconhecidos e mensurados os ativos e passivos da Zeta S.A. pelos seus valores contábeis pré-
combinação;

(E) seja mensurado o valor justo das ações emitidas pela Zeta S.A.
RESOLUÇÃO:
Segundo o CPC 15 – Combinação de Negócios, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos
e os passivos assumidos pelos respectivos valores justos da data da aquisição.

Em cada combinação de negócios, o adquirente deve mensurar, na data da aquisição, os componentes da


participação de não controladores na adquirida que representem nessa data efetivamente instrumentos
patrimoniais e confiram a seus detentores uma participação proporcional nos ativos líquidos da adquirida
em caso de sua liquidação, por um dos seguintes critérios:

(a) pelo valor justo, ou

(b) pela participação proporcional atual conferida pelos instrumentos patrimoniais nos montantes
reconhecidos dos ativos líquidos identificáveis da adquirida.

Zé Curioso: “Professor, então a alternativa A está correta, não é?”

Zé, perceba que trata-se de incorporação reversa (Cia. Digama detinha 30% da Cia. Zeta, que incorporou
aquela), o que torna a alternativa B correta!

GABARITO: B

85. (FUNCAB – Analista de Contabilidade – PRODAM/AM – 2014)


Para uma dada combinação de negócios, uma das entidades envolvidas na combinação deve ser
identificada como o adquirente. Nesse caso, as Demonstrações Consolidadas devem ser utilizadas para
identificar o adquirente, que é a entidade que obtém o controle da adquirida. Com relação à combinação
de negócios, é correto afirmar:

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A) A adquirida deve identificar a data de aquisição, que é a data em que o controle do adquirente é obtido.
B) Em cada combinação de negócios, o adquirente deve ignorar qualquer participação de não controladores
na adquirida para evitar dupla contagem dessa participação.

C) A partir da data de aquisição, a adquirida deve reconhecer, separadamente do ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill), os ativos identificáveis adquiridos e quaisquer participações de não
controladores no adquirente.

D) O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos
valores originais, independente da data da aquisição.

E) A aplicação do princípio contábil correspondente e as condições de reconhecimento pelo adquirente


podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos que não tenham sido anteriormente
reconhecidos como tais nas demonstrações contábeis da adquirida.

RESOLUÇÃO:
Questão que pediu conceitos do CPC 15 – Combinação de Negócios. Vamos analisar as alternativas.

a) Incorreta. A alternativa inverteu os conceitos para iludir o candidato. O adquirente deve identificar a data
de aquisição, que é a data em que o controle da adquirida é obtido.
b) Incorreta. Muito pelo contrário! Em cada combinação de negócios, o adquirente deve mensurar, na data
da aquisição, os componentes da participação de não controladores na adquirida que representem nessa
data efetivamente instrumentos patrimoniais e confiram a seus detentores uma participação proporcional
nos ativos líquidos da adquirida em caso de sua liquidação, pelo valor justo, ou pela participação proporcional
atual conferida pelos instrumentos patrimoniais nos montantes reconhecidos dos ativos líquidos
identificáveis da adquirida.

c) Incorreta. Novamente a alternativa inverteu os conceitos para iludir o candidato. A partir da data de
aquisição, o adquirente deve reconhecer, separadamente do ágio por expectativa de rentabilidade futura
(goodwill), os ativos identificáveis adquiridos, os passivos assumidos e quaisquer participações de não
controladores na adquirida.

d) Incorreta. O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos
respectivos valores justos da data da aquisição.

e) Correta. Cópia literal do item 13 do CPC 15.

GABARITO: E

86. (FGV – Contador – Paulínia-SP – 2016)


A Cia. ABC apresentava o seguinte balanço patrimonial em 31/12/15:

Terrenos 1.000
Ativo Total 1.000

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Financiamentos 1.500
Capital Social 2.000
Prejuízos Acumulados -2.500
Passivo + PL 1.000
Nesta data a Cia. X adquiriu 100% da Cia. ABC por R$ 1,00, à vista.

De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios, assinale a opção que indica
o lançamento correto feito pela Cia. X no momento da compra, admitindo que a Cia. ABC tem perspectiva
de lucros futuros e que os ativos e os passivos estavam mensurados a valor justo.

(A) D- Goodwill 1
C- Caixa 1

(B) D- Investimento 1
C- Caixa 1
(C) D- Investimento 501
C- Caixa 501
(D) D- Investimento 501
C- Ganho em compra vantajosa 500
C- Caixa 1

(E) D- Goodwill 501


C- Investimentos 500
C- Caixa 1
RESOLUÇÃO:
Percebe-se, pelo Balanço Patrimonial apresentado, que o Patrimônio Líquido da Cia. ABC é negativo (R$
500,00). Sabe-se que o Goodwill é dado pela diferença entre o valor pago e o valor justo do patrimônio
líquido. Assim:
𝐺𝑜𝑜𝑑𝑤𝑖𝑙𝑙 = 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝑃𝑎𝑔𝑜 − 𝑉𝑎𝑙𝑜𝑟 𝐽𝑢𝑠𝑡𝑜 𝑑𝑜 𝑃𝐿
𝑮𝒐𝒐𝒅𝒘𝒊𝒍𝒍 = 1 − (−500) = 𝑹$ 𝟓𝟎𝟏
Desta forma, o registro desta aquisição será:
D – Goodwill R$ 501,00 (ANC)
C – Investimentos em Controladas R$ 500,00 (Retif. do ANC)
C – Caixa R$ 1,00 (AC)
Este lançamento encontra amparo no Ofício Circular CVM nº 01/2007, que diz em seu item 2.1.10:
“se, no momento da aquisição do investimento, o valor do Patrimônio Líquido da investida já for negativo, o
saldo inicial da equivalência patrimonial deve ser negativo, com o ágio representando a diferença entre esse
resultado e o custo de aquisição. O investimento total inicial, é claro, será positivo, representando o valor
efetivo pago. Esse ágio deve ser registrado e amortizado de acordo com o seu fundamento econômico (mais
valia de ativos, expectativa de rentabilidade futura ou recuperação de prejuízo e direitos de

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exploração/concessão). Essa prática permite um reconhecimento melhor dos resultados futuros da investida,
através da combinação do resultado da equivalência patrimonial se contrapondo à amortização do ágio com
base no seu fundamento econômico, bem como permite uma melhor apresentação do patrimônio líquido
consolidado.”
Assim, correta a alternativa E.
Evidentemente que no Balanço Patrimonial da Cia. X (adquirente), o Ativo Não Circulante evidenciará, na
verdade, um saldo líquido na conta Investimento em Controladas de R$ 1,00. O desdobramento do custo de
aquisição, de R$ 1,00, é realizado em Notas Explicativas (onde haverá o detalhamento sobre o valor do
Goodwill e do Patrimônio Líquido negativo da entidade adquirida).
Isso é um problema, pois o aluno com este conhecimento poderia ter assinalado a alternativa B. Enfim, são
situações de prova que temos que nos deparar...

GABARITO: E

COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS REALIZADA EM ESTÁGIOS


O adquirente pode obter o controle de uma adquirida na qual ele mantinha uma participação de capital
imediatamente antes da data da aquisição. Por exemplo, em 31 de dezembro de 20X1, a entidade “A” possui
35% de participação no capital (votante e total) da entidade “B”, sem controlá-la. Nessa data, a entidade “A”
compra mais 40% de participação de capital (votante e total) na entidade “B”, obtendo o controle sobre ela.
Este Pronunciamento denomina essa operação como combinação de negócios realizada em estágios,
algumas vezes refere-se também como sendo uma aquisição passo a passo (step acquisition).
Em combinação de negócios realizada em estágios, o adquirente deve mensurar novamente sua participação
anterior na adquirida pelo valor justo na data da aquisição e deve reconhecer no resultado do período o
ganho ou a perda resultante, se houver, ou em outros resultantes abrangentes, conforme apropriado. Em
períodos contábeis anteriores, o adquirente pode ter reconhecido ajustes no valor contábil de sua
participação anterior na adquirida, cuja contrapartida tenha sido contabilizada como outros resultados
abrangentes (em ajustes de avaliação patrimonial), em seu patrimônio líquido. Nesse caso, o valor
contabilizado pelo adquirente, em outros resultados abrangentes, deve ser reconhecido nas mesmas bases
que seriam exigidas, caso o adquirente tivesse alienado sua participação anterior na adquirida (ou seja, deve
ser reclassificado para a demonstração do resultado do período).
87. (FGV – ICMS/RO – 2018)
Em 02/01/2017, a Cia. A possuía 50% das ações totais e votantes da Cia. B, exercendo controle
compartilhado com a Cia. C. Na data, o patrimônio líquido da investida era de R$ 100.000.
Em 03/01/2017, a Cia. A comprou da Cia. C, à vista, o equivalente a 50% das ações totais e votantes
remanescentes da Cia. B, pagando R$ 70.000 à vista.
Assinale a opção que indica o impacto da operação, se existente, na Demonstração do Resultado do
Exercício da Cia. A.
a) Receita de R$ 20.000.

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b) Reserva de lucro de R$ 20.000.


c) Goodwill de R$ 20.000.
d) Ajuste a valor patrimonial de R$ 20.000.
e) Não há impacto.
RESOLUÇÃO:
O enunciado afirma que em 02/01/2017, a Cia. A possuía 50% das ações totais e votantes da Cia. B, exercendo
controle compartilhado com a Cia. C. Na data, o patrimônio líquido da investida era de R$ 100.000. Sendo
assim, o Investimento está contabilizado pela investidora pelo valor de R$ 50.000.

Segundo o enunciado em 03/01/2017, a Cia. A comprou da Cia. C, à vista, o equivalente a 50% das ações
totais e votantes remanescentes da Cia. B, pagando R$ 70.000 à vista. Tal operação, portanto, indica que o
Valor Justo de 100% das ações da Cia. C valem R$ 140.000. Sendo assim, o valor do Investimento na Cia. B
deve ser mensurado por tal valor (visto que a Cia. A possui 100% das ações da Cia. B). Assim:

Perceba que para “fechar” o razonete resta um lançamento de ajuste, de R$ 20.000. Tal ajuste deve ser
realizado de acordo com o seguinte lançamento:
D – Investimentos Cia. B R$ 20.000 ( ↑ ANC Investimentos)
C – Res. Equivalência Patrimonial R$ 20.000 ( ↑ Resultado)
Com isso, correta a alternativa A.

GABARITO: A

Pessoal, acredito que estas são as disposições que as bancas podem cobrar a respeito do Pronunciamento
Técnico CPC 15. Além disso, cobram com muita frequência o reconhecimento do ágio mais-valia e do
goodwill!
Não se esqueça de refazer as questões que você apresentou dificuldade e de mandar eventuais dúvidas ao
fórum do site.
Além disso, sinta-se à vontade para me procurar através das redes sociais.
Grande abraço e até a próxima!

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 100


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MEMÓRIA DE ELEFANTE
CPC 18 – Investimentos em Coligada, em Controlada em Empreendimento Controlado em Conjunto

• Coligada é a entidade sobre a qual o investidor tem influência significativa;


• Influência significativa é o poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais de uma
investida, mas sem que haja o controle individual ou conjunto dessas políticas.
• Método da equivalência patrimonial é o método de contabilização por meio do qual o investimento é inicialmente
reconhecido pelo custo e, a partir daí, é ajustado para refletir a alteração pós-aquisição na participação do investidor
sobre os ativos líquidos da investida. As receitas ou as despesas do investidor incluem sua participação nos lucros
ou prejuízos da investida, e os outros resultados abrangentes do investidor incluem a sua participação em outros
resultados abrangentes da investida.
• Controlada é a sociedade na qual a controladora, diretamente ou através de outras controladas, é titular de direitos
de sócio que lhe assegurem, de modo permanente, preponderância nas deliberações sociais e o poder de eleger a
maioria dos administradores. O controle é adquirido se a investidora tem, direta ou indiretamente, mais de 50%
das ações com direito a voto da investida.

Influência Significativa

Se o investidor mantém direta ou indiretamente (por meio de controladas, por exemplo), vinte por cento ou mais do
poder de voto da investida, presume-se que ele tenha influência significativa, a menos que possa ser claramente
demonstrado o contrário.

A existência de influência significativa por investidor geralmente é evidenciada por uma ou mais das seguintes formas:
(a) representação no conselho de administração ou na diretoria da investida;
(b) participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições;
(c) operações materiais entre o investidor e a investida;
(d) intercâmbio de diretores ou gerentes;
(e) fornecimento de informação técnica essencial.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 101


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Método de Equivalência Patrimonial

Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em coligada, em empreendimento controlado em conjunto


e em controlada (neste caso, no balanço individual) deve ser inicialmente reconhecido pelo custo e o seu valor contábil
será aumentado ou diminuído pelo reconhecimento da participação do investidor nos lucros ou prejuízos do período,
gerados pela investida após a aquisição.

Contabilização do Resultado de Equivalência Patrimonial:


D – Investimentos (ANC – Investimentos)
C – Resultado de Equivalência Patrimonial (Resultado)

Contabilização do Recebimento de Dividendos de Investimentos avaliados pelo MEP


D – Dividendos a Receber (Ativo Circulante)
C – Investimentos (ANC – Investimentos)

Ágio na Aquisição de Investimentos

Contabilização da Aquisição com Goodwill Positivo

D – Investimentos em Controladas (ANC – Investimentos)


C – Caixa (Ativo Circulante)

Contabilização da Aquisição com Goodwill Negativo (Ganho por Compra Mais Vantajosa)

D – Investimentos em Controladas (ANC – Investimentos)


C – Caixa (Ativo Circulante)
C – Ganho por Compra Mais Vantajosa (Resultado)

Resultado Não Realizado

Art. 248. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou em controladas e em


outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados
pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 102


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I - o valor do patrimônio líquido da coligada ou da controlada será determinado com base em balanço
patrimonial ou balancete de verificação levantado, com observância das normas desta Lei, na mesma data,
ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data do balanço da companhia; no valor de patrimônio
líquido não serão computados os resultados não realizados decorrentes de negócios com a companhia,
ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas;

Fórmula do MEP ajustada por Resultados Nãos Realizados

𝑨𝒕𝒆𝒏çã𝒐! 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝑵ã𝒐 𝑹𝒆𝒂𝒍𝒊𝒛𝒂𝒅𝒐 = 𝑳𝒖𝒄𝒓𝒐 𝒏𝒂 𝑽𝒆𝒏𝒅𝒂 × % 𝒅𝒆 𝑴𝒆𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐𝒓𝒊𝒂𝒔 𝒆𝒎 𝑬𝒔𝒕𝒐𝒒𝒖𝒆

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 103


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LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS


1. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)
A existência de influência, mesmo que significativa, de uma entidade em relação a outra não é condição
suficiente para se concluir que as referidas empresas sejam coligadas.

( ) CERTO ( ) ERRADO

2. (CS UFG – Analista – SANEAGO – 2018)


O poder de participar das decisões sobre políticas financeiras e operacionais em uma empresa investida,
sem que haja o controle individual ou o conjunto dessas políticas, é denominado:

a) negócio em conjunto.
b) influência significativa.

c) participação direta.

d) empreendimento indireto.

3. (FUNDATEC – Controlador – CIGA/SC – 2018)


A empresa “A” possui pouco mais de trinta por cento do capital da empresa “B”, mas possui significativa
influência na sua administração. Essa participação é mantida em caráter permanente, ou seja, sem a
intenção de vender a terceiros, mas como uma fonte permanente de renda. Considerando essas
informações, assinale a alternativa correta.

a) Os valores aplicados na empresa “B” são classificados no Ativo Realizável a Longo Prazo na empresa “A”.
b) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Coligada, no Ativo Permanente.

c) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Controlada, no Ativo Permanente.

d) A empresa ”A” deve classificar o valor referido como Investimento em Controlada, no Ativo Realizável a
Longo Prazo.

e) Os valores aplicados na empresa “B” são classificados no Ativo Intangível da empresa “A”.

4. (IADES – Profissional – CFM – 2018)


De acordo com a Lei das Sociedades por Ações (Lei n° 6.404/1976), as participações permanentes no
capital de outras sociedades registradas nas contas Ações de Coligadas e Ações de Controlada serão
classificadas no ativo, no subgrupo

a) Circulante.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 104


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b) Realizável a longo prazo.


c) Imobilizado.

d) Intangível.

e) Investimentos.

5. (CESPE – Perito Criminal – PC/PE – 2016)


A propósito de investimento em sociedade coligada, assinale a opção correta.
A) A participação de membro da investidora no conselho de administração da investida não representa uma
influência significativa.
B) Sociedade com investimento em coligada deve consolidar as demonstrações contábeis.
C) A influência significativa da investidora sobre a investida pode ser verificada pela participação nos
processos de criação de políticas, até em decisões sobre dividendos e outras distribuições.
D) Um investidor que detiver, direta ou indiretamente, até 20% do poder de voto de uma investida será
detentor de influência significativa sobre esta.
E) O investimento em sociedade coligada deve ser avaliado pelo método do custo amortizado.

6. (FGV – Contador – Paulínia-SP – 2016)


A Cia Alfa possui participação de 12% no capital social da Cia Beta. O presidente da Cia Alfa integra o
conselho de administração da Cia Beta.
Com base nas informações acima e de acordo com a Lei nº 11.638/2007 e com os pronunciamentos técnicos
do CPC, assinale a opção que indica como a participação societária da Cia Alfa na Cia Beta deve ser
considerada.

(A) Associada

(B) Coligada

(C) Controlada

(D) Conjugada
(E) Subsidiária

7. (FGV – ISS Cuiabá – 2016)


A Cia. A possui participação societária na Cia B, investida com participação de 18% do capital social. O
diretor financeiro da Cia. A é membro do conselho de administração da Cia B.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 105


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De acordo com a Lei nº 6.404/76, o investimento na Cia. B deve ser avaliado no balanço patrimonial da Cia.
A, pelo

(A) valor justo.

(B) valor de saída.


(C) método do custo.

(D) método da reavaliação.

(E) método da equivalência patrimonial.

8. (CESPE – Analista – Contabilidade – SE/DF – 2017)


A posse de instrumento que conceda potencial direito de voto prontamente exercível ou conversível deve
ser considerada para fins de avaliação de influência significativa de uma entidade em outra e, em
decorrência, de consolidação de demonstrações contábeis.
( ) CERTO ( ) ERRADO

9. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


A intenção da administração e a capacidade financeira de exercer ou converter os potenciais direitos de
voto são elementos essenciais para se avaliar se tais direitos contribuem para a influência significativa ou
para o controle de uma entidade sobre outra.

( ) CERTO ( ) ERRADO

10. (AOCP – Analista – UFSCAR – 2015)


Serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial os investimentos em coligadas cuja
administração tenha influência significativa, ou de que participe com
(A) 5% do capital votante.
(B) 8% do capital votante.
(C) 11% do capital votante.
(D) 15% do capital votante.
(E) 20% do capital votante.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 106


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11. (CESPE – Analista – TCE/PE – 2017)


Embora seja responsável pela nomeação de quatro dos cinco diretores da companhia Beta, a companhia
Gama possui apenas 15% das ações com direito a voto da companhia Beta. Nessa situação, a companhia
Gama deverá avaliar sua participação na companhia Beta pelo método de custo.
( ) CERTO ( ) ERRADO

12. (AOCP – Contador – Pref. Angra dos Reis – 2015)


Com relação aos investimentos em coligada, em controlada e em empreendimento controlado em
conjunto, a existência de influência significativa por investidor, geralmente, é evidenciada por qual das
seguintes situações?
(A) Participação nos processos de elaboração de políticas, inclusive em decisões sobre dividendos e outras
distribuições.
(B) Representação no conselho de administração ou na diretoria da investidora.
(C) Representação na diretoria de controladoria da investida.
(D) Fornecimento de informação técnica essencial da investidora.
(E) Participação nos processos de elaboração e implantação de controles de estoque.

13. (VUNESP – Controlador – PAULIPREV – 2018)


As participações societárias permanentes, classificadas no subgrupo Investimentos do Ativo Não
Circulante, são avaliadas pelo método da equivalência patrimonial quando efetuadas
a) em quaisquer tipos de sociedades.
b) em todas as coligadas e controladas.

c) nas controladas e nas coligadas em que a sociedade investidora tenha pelo menos 10% do capital social.
d) em sociedades controladas, apenas.

e) somente em controladas e coligadas domiciliadas no exterior.

14. (FCC – Técnico – SEGEP-MA – 2016)


A empresa Nordestina S.A. possui 40% de participação da empresa Maranhense S.A. e exerce influência
significativa na administração desta empresa investida. Durante o exercício de 2015, ocorreram as
seguintes movimentações na empresa Maranhense S.A.:

− Lucro Líquido do Exercício: R$ 300.000,00


− Distribuição de Dividendos: R$ 90.000,00

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 107


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As movimentações no Patrimônio Líquido da Maranhense S.A. geraram o seguinte lançamento na empresa


Nordestina S.A.:

(A) Débito – Resultado de Equivalência Patrimonial


Crédito – Investimentos R$ 90.000,00
(B) Débito – Investimentos
Crédito – Receita de Dividendos R$ 36.000,00

(C) Débito – Investimentos


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 120.000,00

(D) Débito – Dividendos a Receber


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 36.000,00

(E) Débito – Investimentos


Crédito – Resultado de Equivalência Patrimonial R$ 84.000,00

15. (FCC – Contador – ELETROSUL – 2016)


A empresa Controla S.A. detém 20% da empresa Controlada S.A. e possui um acordo de acionistas que
permite a investidora eleger diretores e membros do Conselho de Administração da Controlada S.A.
Considere as informações contábeis fornecidas pela empresa investida, com vistas ao encerramento do
exercício social de 2015 da empresa Controla S.A. abaixo.

Pode-se afirmar que o valor do

(A) resultado de equivalência patrimonial, apurado em 2014 é de R$ 9.316,80.

(B) investimento avaliado por equivalência patrimonial, em 2015 é de R$ 9.361,80.

(C) resultado de equivalência patrimonial, em 2015 é de R$ 13.320,20.


(D) investimento avaliado por equivalência patrimonial é de R$ 6.803,20.

(E) resultado de equivalência patrimonial é de R$ 4.003,20.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 108


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16. (FCC – ISS Teresina – 2016)


No dia 30/04/2015, a empresa Sempre Comprando S.A. adquiriu 80% das ações da empresa Perspectiva
S.A. por R$ 80.000.000,00 e passou a deter controle sobre esta. O valor pago corresponde a 80% do valor
justo líquido dos ativos e passivos adquiridos pela empresa Sempre Comprando S.A. No ano de 2015, a
empresa Perspectiva S.A. apurou um lucro líquido de R$ 24.000.000,00. Os valores evidenciados no
Balanço Patrimonial de 31/12/2015 e na Demonstração do Resultado do ano de 2015, nas demonstrações
contábeis individuais da empresa Sempre Comprando S.A., foram, respectivamente, em reais,
(A) Investimentos = 80.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 0.
(B) Dividendos a Receber = 19.200.000,00 e Resultado de Participação Societária = 19.200.000,00.
(C) Investimentos = 99.200.000,00 e Resultado de Participação Societária = 19.200.000,00.
(D) Dividendos a Receber = 24.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 24.000.000,00.

(E) Investimentos = 104.000.000,00 e Resultado de Participação Societária = 24.000.000,00.

17. (FCC – Auditor Fiscal – SEFAZ-PE – 2014)


A empresa Integral Holding S.A. adquiriu em 31/08/2012 uma participação societária na empresa Start-Up
S.A. O Patrimônio Líquido contábil da empresa Start-Up S.A. era R$ 150.000.000,00 e foram adquiridas 40%
das suas ações pelo valor de R$ 80.000.000,00, valor este correspondente ao percentual de participação
sobre o valor justo líquido dos ativos e passivos adquiridos. Com este percentual adquirido, a empresa
Integral Holding S.A. passou a deter o controle da empresa Start-Up S.A. e, no período entre a compra e o
final de 2012, a empresa Start-Up S.A. apurou um lucro líquido de R$ 30.000.000,00. Com relação ao
investimento efetuado, nas demonstrações contábeis individuais da empresa Integral Holding S.A.,
deverão ser apresentados os seguintes valores na Demonstração do Resultado do ano de 2012 e no
Balanço Patrimonial de 31/12/2012, em reais:
(A) Resultado de Equivalência Patrimonial = 12.000.000,00; Investimentos = 72.000.000,00.

(B) Resultado de Equivalência Patrimonial = 12.000.000,00; Investimentos = 92.000.000,00.


(C) Resultado de Equivalência Patrimonial = 30.000.000,00; Dividendos a Receber = 30.000.000,00.
(D) Resultado de Equivalência Patrimonial = 30.000.000,00; Investimentos = 110.000.000,00.

(E) Resultado de Equivalência Patrimonial = 0; Investimentos = 60.000.000,00.

18. (FGV – Contador – SEFIN/RO – 2018)


A Cia. XYZ, que atua no ramo de alimentos, possui 60% do capital votante e total da Cia. M, sobre a qual
exerce controle, e 5% do capital da Cia. P, na qual exerce influência significativa. Ela tem a intenção de
vender as ações da Cia. P, quando o preço de mercado atingir um valor que gere lucro.
Em 31/12/2015, os patrimônios líquidos da Cia. M e da Cia. P eram de R$ 50.000.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 109


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No ano de 2016, a Cia. M apresentou lucro de R$ 10.000 e distribuiu R$ 2.000 em dividendos. Já a Cia. P
apresentou lucro de R$ 20.000 e distribuiu R$ 4.000 em dividendos.

Assinale a opção que indica o valor reconhecido como Resultado por Equivalência Patrimonial na
Demonstração do Resultado do Exercício da Cia. XYZ, em 31/12/2016, referente às suas participações
acionárias.

(A) R$ 4.800.

(B) R$ 5.600.

(C) R$ 6.000.

(D) R$ 7.000.

(E) R$ 10.000.

19. (VUNESP – Contador – PAULIPREV – 2018)


A empresa Investe em Tudo S/A (Investidora) participa em 100% do capital social de uma investida
denominada ABCD Ltda. (Investida). Tal investimento é considerado como relevante e está avaliado pelo
método de equivalência patrimonial. Em 31 de dezembro de 2017, a Investidora recebeu as seguintes
informações para a referida contabilização da equivalência do exercício:
• Saldo da conta do Patrimônio Líquido da Investida em 31.12.2016: R$ 158.000,00
• Prejuízo apurado no exercício de 2017, pela Investida: R$ 210.000,00
• Durante o exercício de 2017, não ocorreram transações entre as empresas.
• No exercício de 2017, a Investida perdeu diversos clientes, ocasionando um prejuízo de R$ 150.000,00.
• No exercício de 2017, a Investidora adquiriu várias outras empresas do mesmo porte da referida
Investida, com detalhe de que todas são do mesmo segmento dessa empresa.
• A Investidora responde legal e civilmente pela Investida em todas as suas obrigações.

Com base nessas informações, assinale a alternativa que demonstra a correta contabilização da variação
de equivalência ocorrida no exercício de 2017 com a Investida ABCD Ltda.

a) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00
Crédito: Passivo – R$ 52.000,00.
b) Débito: Investimentos – R$ 52.000,00
Crédito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 52.000,00.

c) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 210.000,00.

d) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 158.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 110


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e) Débito: DRE – Resultado de Equivalência – R$ 210.000,00


Crédito: Investimentos – R$ 158.000,00
Crédito: Perdas Prováveis – R$ 52.000,00.

20. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


Reduzido a zero o saldo contábil do investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial,
nenhuma perda adicional proporcionada pelo investimento será reconhecida nas demonstrações
contábeis do investidor.
( ) CERTO ( ) ERRADO

21. (FGV – Analista – DPE-RO – 2015)


Uma empresa controladora possui uma controlada com patrimônio líquido negativo. A prática contábil
aplicável nesse caso é:
(A) deve reconhecer passivos contingentes e outras obrigações cabíveis nas demonstrações separadas;
(B) nas demonstrações consolidadas, as controladas com patrimônio líquido igual a zero ou negativo não
devem ser consolidadas por terem efeito nulo;
(C) nas demonstrações individuais, deverá ser refletido o mesmo resultado líquido e o mesmo patrimônio
líquido que são obtidos a partir das demonstrações consolidadas do grupo econômico;
(D) quando a participação do investidor nos prejuízos do período se igualar ou exceder o saldo contábil de
sua participação na investida, o investidor deve descontinuar o reconhecimento de sua participação em
perdas futuras;
(E) reduzir o investimento até zero e um passivo deve ser reconhecido somente na extensão em que o
investidor tiver incorrido em obrigações legais.

22. (IBFC – Perito – PC/PR – 2017)


Assinale a alternativa correta. No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas ou
em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle
comum serão avaliados pelo:
a) Método de Custo
b) Valor Justo
c) Valor Atual
d) Método de Custeio
e) Método de Equivalência Patrimonial

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 111


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23. (CESPE – Analista – FUNPRESP-JUD – 2016)


O investimento avaliado pelo método da equivalência patrimonial deve compor o ativo não circulante no
balanço patrimonial, exceto se esse investimento for classificado como mantido para venda.
( ) CERTO ( ) ERRADO

24. (VUNESP – Contador – Pref. SBC/SP – 2018)


O método de equivalência patrimonial é utilizado para
a) equivaler o patrimônio da empresa investidora.
b) avaliar estoques de uma coligada ao valor justo.
c) reavaliar ativos de uma empresa.
d) avaliar um investimento em uma empresa controlada.
e) calcular o ganho ou perda na tradução de uma investida no exterior.

25. (FEPESE – Contador – CIASC – 2017)


A investidora Alcoa possui 18% das ações com direito a voto da empresa Aluminium, além de ser a
responsável pela nomeação de dois dos seis membros do conselho de Administração, o que significa
influência significativa.
A Alcoa deverá avaliar sua participação na empresa Aluminium pelo:
a) método de custo.
b) método do valor justo.
c) método do custo amortizado.
d) método do valor realizável líquido.
e) método da equivalência patrimonial.

26. (AOCP – Contador CM Maringá/PR – 2017)


A empresa alegorias S/A adquiriu 7% das ações ordinárias da empresa eventos S/A, em 01/01/2016, por
R$ 100.000,00. A empresa investidora possui influência significativa sobre a investida. A intenção da
investidora é permanecer com esse investimento, ou seja, não há intenção de venda futura. Considerando
a legislação societária, a contabilização do investimento na empresa alegorias S/A será classificada no ativo
a) não circulante e avaliada pelo custo corrigido.
b) não circulante e avaliada pelo método da equivalência patrimonial.
c) circulante e avaliada pelo custo de aquisição.

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d) não circulante e avaliada pelo custo de aquisição.


e) circulante e avaliada pelo custo corrente.

27. (FCC – Especialista – ARTESP – 2017)


A empresa Potiguar S.A. adquiriu, em 31/12/2014, 40% de participação na empresa Pernambucana S.A.
por R$ 400.000,00, passando a ter influência na administração desta. O Patrimônio Líquido da empresa
Pernambucana S.A. era composto apenas pelo Capital Social, o qual era formado apenas por ações
ordinárias. Sabendo-se que a empresa Pernambucana S.A. obteve lucro líquido de R$ 50.000,00 durante
2016 e distribuiu dividendos no valor de R$ 10.000,00, a empresa Potiguar S.A., em 2016, reconheceu
(A) Receita de Dividendos no valor de R$ 4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo
método de custo.
(B) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 16.000,00 e Receita de Dividendos no valor de R$
4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo método da equivalência patrimonial.
(C) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 20.000,00, em função de avaliar a empresa
Pernambucana S.A. pelo método da equivalência patrimonial.
(D) Receita de Dividendos no valor de R$ 4.000,00, em função de avaliar a empresa Pernambucana S.A. pelo
método da equivalência patrimonial.
(E) Receita de Equivalência Patrimonial no valor de R$ 20.000,00, em função de avaliar a empresa
Pernambucana S.A. pelo método de custo.

28. (VUNESP – Analista – CM SJC/SP – 2018)


A Cia. Ciclista apresentava em 31.12.2017 as seguintes participações societárias:
Percentual de Resultado da Dividendos Propostos e
Empresa Critério de Avaliação Participação no Capital Investida em 2017 Distribuídos em 31.12.17
Total da Investida (R$) (R$)
Rodas Equivalência 30% (300.000) -
Patrimonial
Aros Equivalência 70% 600.000 150.000
Patrimonial
Correntes Método do Custo 10% 200.000 50.000

Sabendo que não existiam resultados não realizados entre a Cia. Ciclista e suas investidas, o impacto total
reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Ciclista, referente a essas participações societárias em conjunto,
foi de
a) R$ 440.000,00.

b) R$ 420.000,00.

c) R$ 350.000,00.

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d) R$ 335.000,00.
e) R$ 330.000,00.

29. (FCC – ICMS/SC – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Participativa adquiriu 30% de participação na Cia. Iluminada por R$ 800.000,00 e
passou a ter influência significativa sobre a investida. O Patrimônio Líquido da Cia. Iluminada era composto
apenas pelo Capital Social, o qual era formado por 5.000 ações ordinárias. Durante o ano de 2017, a Cia.
Iluminada apurou lucro líquido de R$ 200.000,00 e distribuiu dividendos no valor de R$ 80.000,00.

A Cia. Participativa, em 2017, reconheceu Receita de

a) Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da equivalência
patrimonial.
b) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 36.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método de
custo.

c) Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método de custo.

d) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 60.000,00, em função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da
equivalência patrimonial.
e) Equivalência Patrimonial no valor de R$ 36.000,00 e Receita de Dividendos no valor de R$ 24.000,00, em
função de avaliar a Cia. Iluminada pelo método da equivalência patrimonial.

30. (VUNESP – Auditor – CGM-SP – 2015)


A empresa Investimentos Ativos S.A. apresentava, em 31.12.2014, uma participação societária em uma
determinada empresa, denominada Empresa B. Sua participação equivalia a 85% do capital Empresa B,
cujo valor do patrimônio líquido era de R$ 315.500,00. Distribuído da seguinte forma na mesma data:
Capital R$ 100.000,00
Reservas capital R$ 150.000,00
Reservas de lucro R$ 65.500,00
PL R$ 315.500,00
Ademais, trata-se de uma participação relevante para a Investimentos Ativos S.A., principalmente porque
ela tem influência na administração e na tomada de decisões. Em 30 de junho de 2015, a Empresa B
apresentou um lucro líquido, após todas as participações, de R$ 120.000,00. Com base nesse resultado, a
Empresa B pagou antecipadamente dividendos, que foram na ordem de 25% do lucro líquido apresentado.
Com base nessas informações, assinale a alternativa que demonstra corretamente o valor, em reais, do
investimento da Investimentos Ativos S.A. na Empresa B em 30 de junho de 2015.
(A) 335.575,00.

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(B) 268.175,00.
(C) 344.675,00.
(D) 370.175,00.
(E) 315.500,00.

31. (FCC – ACE – TCM-GO – 2015)


A empresa Participa em Tudo S.A. adquiriu, em 02/01/2013, uma participação societária de 60% na Cia.
Vendida S.A., passando a deter o seu controle. O Patrimônio Líquido contábil da Cia. Vendida S.A. era R$
50.000.000,00 na data da aquisição e a Participa em Tudo S.A. pagou R$ 36.000.000,00 pela participação
adquirida. O valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Cia. Vendida S.A., em 02/01/2013,
era R$ 60.000.000,00 e a diferença para o seu Patrimônio Líquido contábil se referia ao valor justo de um
terreno que estava registrado pelo valor de custo. No ano de 2013, a Cia. Vendida S.A. apurou um lucro
líquido de R$ 8.000.000,00 e sabe-se que o terreno não foi vendido. Nas demonstrações contábeis
individuais da empresa Participa em Tudo S.A., o valor do Resultado de Participação apresentado na
Demonstração do Resultado do ano de 2013 e o valor do investimento apresentado no Balanço Patrimonial
de 31/12/2013 foram, respectivamente, em reais,
(A) 8.000.000,00 e 38.000.000,00.
(B) 4.800.000,00 e 40.800.000,00.
(C) 4.800.000,00 e 34.800.000,00.
(D) 8.000.000,00 e 44.000.000,00.
(E) 0,00 e 30.000.000,00.

32. (FCC – Analista Legislativo – ALESE – 2018)


A tabela a seguir apresenta as participações societárias que a Cia. Investe em Tudo detém das empresas
investidas, Cias. A, B e C, bem como o resultado líquido que cada uma destas empresas investidas apurou
em 2017, em reais:
Cia. Relação das investidas com a Percentual de participação no Resultado das investidas
Cia. Investe em Tudo Capital Total de cada investida no ano de 2017
A Coligada 40% 200.000,00
B Controlada 60% (400.000,00)
C Sem influência significativa 5% 100.000,00
As Cias. A, B e C possuíam apenas ações ordinárias e não existiam resultados não realizados entre a Cia.
Investe em Tudo e suas investidas. Com base nestas informações, o Resultado de Equivalência Patrimonial
apurado pela Cia. Investe em Tudo, em 2017, foi, em reais,
(A) 85.000,00 positivo.

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(B) 80.000,00 positivo.


(C) 160.000,00 negativo.
(D) 155.000,00 negativo.
(E) 320.000,00 positivo.

33. (FCC – Analista – SEGEP/MA – 2018)


A Cia. Bolo de Arroz, apresentou, em 31/12/2017, as seguintes informações a respeito das participações
societárias:
Relação das investidas Percentual de participação Dividendos
Resultado da
Empresa com a Cia. Investe em no capital total da distribuídos e pagos
investida em 2017
Tudo investida em 2017
A Equivalência Patrimonial 40% (200.000) -
B Equivalência Patrimonial 60% 400.000 100.000
C Método do Custo 10% 100.000 10.000

Sabendo que não existiam resultados não realizados entre a Cia. Bolo de Arroz e suas investidas, o impacto
total reconhecido no resultado de 2017 da Cia. Bolo de Arroz, referente a essas participações societárias,
foi, em reais,

a) 101.000,00.

b) 160.000,00.
c) 170.000,00.
d) 161.000,00.

e) 240.000,00

34. (CESPE – Contador – TELEBRAS – 2013)


O método da equivalência patrimonial deve ser aplicado quando a entidade possuir investimentos com
controle individual ou compartilhado, ou exercer influência significativa sobre uma controlada que esteja
dispensada de elaborar demonstrações.

( ) CERTO ( ) ERRADO

35. (FCC – ICMS/RJ – 2014)


Em 31/12/2012, a Cia. Paulista possuía influência significativa na administração da Cia. Mineira por possuir
30% das ações desta empresa. O saldo contábil referente a esta investida, em 31/12/2012, era R$
2.100.000,00. Em 31/12/2012, a Cia. Paulista vendeu 2/3 (dois terços) de sua participação na Cia. Mineira
por R$ 2.600.000,00 à vista e a participação remanescente nesta Cia., ou seja, 1/3 (um terço), passou a ser

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considerada um ativo financeiro, uma vez que a Cia. Paulista perdeu a influência significativa na investida.
O valor justo avaliado da participação remanescente na data da venda foi R$ 1.300.000,00. Com base
nestas informações, o resultado que a Cia. Paulista reconheceu em sua Demonstração de Resultados, com
a alienação de parte do investimento e a perda de influência significativa sobre o saldo remanescente,
consideradas em conjunto, foi

(A) R$ 1.800.000,00.

(B) R$ 500.000,00.

(C) R$ 1.200.000,00.

(D) R$ 1.300.000,00.

(E) R$ 600.000,00.

36. (FGV – Analista Judiciário – Contador – TJ-GO – 2014)


A Cia Brasil possui 50% das ações da Cia Americana e avalia esse investimento por equivalência
patrimonial. O Patrimônio Líquido da Cia Americana em 1º/01/2013 era composto por:

Capital = $6.000 (6.000 ações)


Reservas de capital = $2.000
Reservas de lucro = $2.000

Tendo por base apenas tais informações, sabe-se que em seu Balanço Patrimonial final de 2012 a Cia Brasil
reconheceu um total de $5.000 em relação aos seus investimentos na Cia Americana.

Durante 2013 a Cia Americana não registrou nenhuma transação em suas atividades, exceto o aporte de
mais $6.000 de capital, sendo emitidas 6.000 novas ações de $1,00 cada. Sabe-se que a Cia Brasil
permaneceu com a participação demonstrada no Balanço Patrimonial final de 2012, dado que não
dispunha de caixa para novos investimentos em 2013.

Destarte, em decorrência exclusivamente dos eventos narrados sobre sua participação acionária na Cia
Americana, ao final de 2013 a Cia Brasil:

(A) contabilizou $1.000 a crédito em outros resultados abrangentes;

(B) evidenciou um passivo continente de $3.000;

(C) contabilizou $1.000 a débito em outros resultados abrangentes;


(D) evidenciou $5.000 de investimentos na Cia Americana;

(E) contabilizou um passivo não circulante de $3.000.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 117


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37. (CESGRANRIO – Auditor – PETROBRAS – 2018)


A companhia V, que adquiriu uma participação acionária no capital votante da companhia G, apresentou
as seguintes informações referentes a esse investimento, em reais:
2015: aquisição inicial da participação na companhia G
Aquisição de 8% do capital votante da companhia G 135.000,00
Dados da investida: companhia G
Patrimônio líquido na data da operação 1.687.500
Lucro em 2015 37.500,00
Dividendos em 2015 15.000,00

2016: aumento da participação na companhia G


Aquisição: mais 52% do capital votante da companhia G 889.200,00
Lucro em 2016 67.500,00
Dividendos 2016 52.500,00
Considerando-se as informações apresentadas pela companhia V sobre seu investimento na companhia G;
considerando-se que o investimento avaliado pelo método de custo em 2015 passou a ser avaliado pelo
método de equivalência patrimonial em 2016 e considerando-se, ainda, que a participação no capital
votante da companhia G passou de 8% para 60%, verifica-se que o valor do ajuste do investimento a ser
contabilizado no patrimônio líquido da companhia V, em 2016, em reais, é de
a) 1.800,00
b) 7.800,00
c) 9.000,00
d) 10.800,00
e) 15.000,00

38. (CESPE – Perito Criminal – PC/PE – 2016)


Acerca de investimento em sociedade controlada, assinale a opção correta.
A) Os lucros não realizados entre controlada e controladora não afetam o resultado da equivalência
patrimonial reconhecido pela investidora.
B) O intercâmbio de diretores ou gerentes entre investidora e investida caracteriza o controle sobre as
operações da investida.
C) Pelo método da equivalência patrimonial, o investimento em sociedade controlada deve ser inicialmente
reconhecido pelo custo no balanço da investidora e posteriormente deve ser ajustado pelas variações do
patrimônio líquido da investida.
D) O lançamento contábil de ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio líquido da investida não é
reconhecido no balanço patrimonial da investidora.

E) Os dividendos distribuídos pela investidora reduzem o valor do investimento na controlada.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 118


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39. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


A Cia. Industrial Iota tem uma participação de 25% no capital social da Comercial Kapa S.A., que é composto
exclusivamente por ações ordinárias. Os demais investidores da Comercial Kapa S.A. são independentes
do grupo econômico ao qual a Cia. Industrial Iota pertence. Em 30/11/x1, a Cia. Industrial Iota vendeu
produtos à Comercial Kapa S.A. por um total de R$1.000.000. Esses produtos tiveram um custo para a Cia.
Industrial Iota de R$800.000. Até 31/12/x1, a Comercial Kapa S.A. havia vendido metade desses produtos
a clientes que não eram partes relacionadas nem dela nem da Cia. Industrial Iota. Sabendo que essas
transações não são tributadas, que não houve outras operações entre ambas as companhias durante x1, e
que ao final desse exercício a Comercial Kapa S.A. obteve um lucro líquido de R$1.200.000, o efeito líquido
no resultado da Cia. Industrial Iota de sua participação nos resultados de x1 da Comercial Kapa S.A. será
de:
(A) R$100.000;
(B) R$200.000;
(C) R$250.000;
(D) R$275.000;
(E) R$300.000.

40. (FCC – ICMS/SP – 2013)


A Cia. Global (controladora) possui 100% das ações da Cia. Marítima (controlada). No exercício de 2012, a
Cia. Marítima vendeu produtos de sua industrialização para a controladora por R$ 480.000,00, obtendo
um lucro de 20% sobre o custo das mercadorias vendidas. A Cia. Global vendeu para terceiros 80% do lote
comprado, no mesmo exercício, por R$ 441.600,00. A parcela de lucros não realizados, remanescente nos
estoques da controladora, a ser eliminada na consolidação das Demonstrações Financeiras do grupo,
referentes ao exercício social de 2012 é, em R$,
a) 7.680,00.
b) 16.000,00.
c) 19.500,00.
d) 80.000,00.
e) 96.000,00.

41. (FCC – AFR – SEFAZ-SP – 2009)


A Cia. Solar detém 80% das ações da Cia. Crepúsculo. Em dezembro de 2007, foram levantadas as seguintes
informações sobre a empresa investida:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 119


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No balanço de 2007, o ativo da Cia. Solar evidencia um saldo de R$ 80.000.000,00 na conta Participação
Societária - Cia. Crepúsculo.
Se ao final de 2007 a investidora tivesse repassado a terceiros 90% dos estoques pelo valor de R$
11.000.000,00, na Demonstração de Resultado consolidada deve ser feito um lançamento de
a) R$ 480.000,00 a débito da conta Participação Societária - Cia. Crepúsculo.
b) R$ 480.000,00 a débito de conta de Resultado de Equivalência Patrimonial.
c) R$ 80.000,00 a débito de conta de Resultado Não-Operacional.
d) R$ 80.000,00 a crédito da conta Resultado de Equivalência Patrimonial.
e) R$ 80.000,00 a crédito da conta Participação Societária - Cia. Crepúsculo.

42. (CESPE – Perito – Polícia Federal – 2018)


O valor do investimento obtido pelo método da equivalência patrimonial consiste na aplicação da
porcentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da empresa coligada ou
controlada, vedada qualquer dedução.

( ) CERTO ( ) ERRADO

43. (FGV – Contador – SMF Niterói-RJ – 2015)


A Cia. Comercial Beta tem uma participação de 80% no capital social da Industrial Gama S.A., que é
composto exclusivamente por ações ordinárias. Durante x1, a Industrial Gama S.A. produziu 250.000
unidades do Produto X, a um custo unitário de R$ 1,70, tendo vendido, ao todo, 200.000 unidades do
produto durante o período. Dessas 200.000 unidades, 100.000 foram adquiridas pela Cia. Comercial Beta,
a um preço de R$ 2,00 cada, que revendeu 60.000 unidades a terceiros independentes do grupo econômico
ao qual a Cia. Comercial Beta pertence, por R$ 2,50 cada. Essas transações não são tributadas, a Industrial
Gama S.A. é fornecedora exclusiva dos Produtos X à Cia. Comercial Beta, e no início de x1 nenhuma das
companhias possuía estoques desse produto. Desse modo, a menos que seu valor realizável líquido seja
menor, no balanço patrimonial consolidado da Cia. Comercial Beta, em 31/12/x1, o estoque de Produtos
X estará registrado pelo custo de:
(A) R$ 68.000;
(B) R$ 80.000;
(C) R$ 153.000;
(D) R$ 165.000;
(E) R$ 180.000.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 120


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44. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


A Cia. Industrial Lambda tem uma participação de 75% no capital social da Comercial Mi S.A., que é
composto exclusivamente por ações ordinárias. Os demais investidores da Comercial Mi S.A. são
independentes do grupo econômico ao qual a Cia. Industrial Lambda pertence. Em 30/11/x1, a Cia.
Industrial Lambda vendeu produtos à Comercial Mi S.A. por um total de R$1.000.000. Esses produtos
tiveram um custo para a Cia. Industrial Lambda de R$800.000. Até 31/12/x1, a Comercial Mi S.A. havia
vendido metade desses produtos, por R$750.000, a clientes que não eram partes relacionadas nem dela
nem da Cia. Industrial Lambda. Sabendo que essas transações não são tributadas e que não houve outras
operações entre ambas as companhias durante x1, o efeito líquido das transações descritas no resultado
consolidado do exercício de x1 da Cia. Industrial Lambda será de:
(A) R$100.000;
(B) R$200.000;
(C) R$250.000;
(D) R$350.000;
(E) R$450.000.

45. (FCC – ICMS/SC – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Rosa adquiriu 90% das ações da Cia. Colorida pelo Valor de R$ 15.000.000,00 à vista.
Na data da aquisição, o patrimônio líquido contabilizado da Cia. Colorida era R$ 9.000.000,00 e o valor
justo líquido dos seus ativos e passivos identificáveis era R$ 13.000.000,00, sendo a diferença decorrente
de um ativo imobilizado adquirido anteriormente e avaliado pelo custo.
O valor que a Cia. Rosa reconheceu no Balanço Patrimonial individual, na conta Investimentos em
Controladas, na data da aquisição, foi, em reais,
a) 8.100.000,00.
b) 11.700.000,00.
c) 15.000.000,00.
d) 13.500.000,00.
e) 13.000.000,00.

46. (FCC – ICMS/SC – 2018)


O valor do ágio pago pela Cia. Rosa na aquisição do investimento na Cia. Colorida foi, em reais,
a) 2.000.000,00.

b) 3.300.000,00.
c) 6.000.000,00.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 121


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d) 6.900.000,00.
e) 4.000.000,00.

47. (FCC – ICMS/SC – 2018)


No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Colorida reconheceu as seguintes mutações em seu
patrimônio líquido:

− Lucro líquido: R$ 500.000,00.


− Distribuição de dividendos: R$ 100.000,00.
− Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 50.000,00 (saldo devedor).

Sabendo que a vida útil remanescente do ativo imobilizado que originou a diferença entre o patrimônio
líquido contábil e o patrimônio líquido avaliado pelo valor justo dos ativos e passivos identificáveis da Cia.
Colorida era 20 anos, o impacto total reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2017 da
Cia. Rosa, decorrente do investimento na Cia. Colorida, foi, em reais,

a) 450.000,00.

b) 270.000,00.
c) 360.000,00.
d) 315.000,00.

e) 250.000,00.

48. (FCC – ICMS/GO – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Brasileira adquiriu, à vista, 40% das ações da Cia. Francesa. O valor pago pela
aquisição foi R$ 7.000.000,00 e a Cia. Brasileira passou a ter influência significativa na administração. Na
data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Francesa era R$ 10.000.000,00 e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis era R$ 15.000.000,00, sendo esta diferença decorrente da
avaliação a valor justo de um ativo intangível com vida útil indefinida que a Cia. Francesa detinha.
No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Francesa apurou lucro líquido de R$ 500.000,00. Sabe-se
que, em 2017, a Cia. Francesa realizou uma venda no valor de R$ 100.000,00 para a Cia. Brasileira com
margem de lucro de 50% sobre as vendas, e estas mercadorias adquiridas da Cia. Francesa ainda estão no
estoque da Cia. Brasileira. A alíquota de imposto de renda para a Cia. Francesa é 34% e esta distribuiu
dividendos totais no valor de R$ 150.000,00.
Com base nestas informações, o valor que a Cia. Brasileira reconheceu na conta Investimentos em
Coligadas, no Balanço Patrimonial individual de 31/12/2016, e o valor do ágio que foi pago na aquisição
foram, respectivamente, em reais,
a) 7.000.000,00 e 1.000.000,00.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 122


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b) 4.000.000,00 e 3.000.000,00.
c) 6.000.000,00 e 1.000.000,00.

d) 7.000.000,00 e 3.000.000,00.

e) 4.000.000,00 e 1.000.000,00.

49. (FCC – ICMS/GO – 2018)


O impacto reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2017 da Cia. Brasileira, referente ao
investimento na Cia. Francesa, foi, em reais,

a) 120.000,00.
b) 180.000,00.

c) 186.800,00.

d) 167.000,00.
e) 126.800,00.

50. (FCC – Especialista – ARTESP – 2017)


A Cia. ColorMaq adquiriu, em 31/12/2016, 70% das ações da Cia. ColorRed por R$ 6.000.000,00 à vista. Na
data da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. ColorRed era R$ 4.500.000,00 e o valor justo líquido dos
ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 7.000.000,00. A diferença entre o valor justo líquido dos
ativos e passivos identificáveis e o valor do Patrimônio Líquido contábil era devido à valorização de um
terreno.
O valor reconhecido na conta Investimentos, no Balanço Patrimonial individual da Cia. ColorMaq, em
31/12/2016, foi, em reais,

(A) 4.500.000,00.
(B) 7.000.000,00.

(C) 3.150.000,00.

(D) 4.900.000,00.

(E) 6.000.000,00.

51. (FCC – Analista Judiciário – TRT – 2017)


Em 31/12/2015, a Cia. BMW adquiriu 90% das ações da Cia. Voyage por R$ 8.500.000,00 à vista. Na data
da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Voyage era R$ 6.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e
passivos identificáveis dessa Cia. Era R$ 9.000.000,00, cuja diferença foi decorrente de um ativo intangível

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 123


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com vida útil indefinida que a Cia. Voyage havia adquirido em 2014. Com base nestas informações, o valor
que a Cia. BMW reconheceu no Balanço Patrimonial em Investimentos em Controladas, na data da
aquisição, foi, em reais,

(A) 6.000.000,00.
(B) 8.500.000,00.

(C) 9.000.000,00.

(D) 8.100.000,00.

(E) 5.400.000,00.

52. (FCC – Analista Judiciário – TST – 2017)


Em 31/01/2016, o valor registrado no Patrimônio Líquido da empresa Refrigerantes Adocicados S.A. era
R$ 90.000.000,00. Nesta data, a empresa Todas Bebidas S.A. adquiriu 70% das ações com direito a voto da
Refrigerantes Adocicados S.A. e passou a controlá-la. O preço pago pela aquisição foi R$ 65.000.000,00 e o
valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Refrigerantes Adocicados S.A. era, nesta mesma
data, R$ 100.000.000,00. A diferença entre o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis e o
Patrimônio Líquido registrado da empresa Refrigerantes Adocicados S.A. é decorrente da avaliação a valor
justo de um terreno registrado no Balanço Patrimonial da empresa.

Sabendo-se que no ano de 2016 a empresa Refrigerantes Adocicados S.A. apurou lucro líquido de R$
10.000.000,00, o efeito total evidenciado no resultado de 2016 da empresa Todas Bebidas S.A., decorrente
exclusivamente da aquisição da participação societária foi, em reais,

a) 7.000.000,00.
b) 12.000.000,00.
c) 14.000.000,00.

d) 5.000.000,00.

e) 11.900.000,00.

53. (FCC – Analista – TRE/PR – 2017)


O valor contábil do Patrimônio Líquido da Lavanderia Molhada S.A., em 31 de dezembro de 2015, era R$
120.000.000,00. A Lavanderia a Seco S.A. adquiriu, nesta data, 80% das ações com direito a voto da
Lavanderia Molhada S.A. pelo preço de R$ 120.000.000,00 e passou a deter o seu controle. O valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis da Lavanderia Molhada S.A. que foram adquiridos era, nesta
data, R$ 135.000.000,00.

Os valores totais reconhecidos nas demonstrações individuais da empresa Lavanderia a Seco S.A. foram,
em reais:

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 124


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(A) Investimentos = 96.000.000,00 e Intangíveis = 24.000.000,00.


(B) Investimentos = 108.000.000,00 e Intangíveis = 12.000.000,00.

(C) Investimentos = $120.000.000,00, apenas.

(D) Investimentos = 96.000.000,00 e Perda por compra desvantajosa = 24.000.000,00.


(E) Investimentos = 108.000.000,00 e Perda por compra desvantajosa =12.000.000,00.

54. (FCC – Analista – DPE/RS – 2017)


Em 31/12/2015 a Cia. Grampo adquiriu 80% das ações da Cia. das Pedras por R$ 20.000.000,00 que foram
pagos à vista. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contábil da Cia. das Pedras era R$ 12.000.000,00
e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 30.000.000,00. A diferença entre
o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis e o valor do Patrimônio Líquido contábil era
decorrente da variação entre o valor de custo contabilizado e o valor justo de um terreno.
No período de 1/1/2016 a 31/12/2016, a Cia. das Pedras reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
• Lucro líquido de 2016: R$ 2.000.000,00
• Distribuição e pagamento de dividendos em 2016: R$ 500.000,00
Com base nestas informações, é correto afirmar:
(A) O valor reconhecido em Investimentos pela Cia. Grampo, na data da aquisição, foi R$ 20.000.000,00
(B) O resultado de equivalência patrimonial do ano de 2016 foi R$ 1.200.000,00
(C) O valor reconhecido em Investimentos pela Cia. Grampo, na data da aquisição, foi R$ 9.600.000,00
(D) O valor reconhecido no resultado, na data da aquisição, foi um ganho de R$ 4.000.000,00
(E) O valor do ágio pago por expectativa de rentabilidade futura foi R$ 10.400.000,00

55. (FCC – Contador – DPE/AM – 2018)


Em 31/12/2016 a Cia. Calacrada adquiriu 60% das ações da Cia. Topa Tudo por R$ 9.000.000,00 à vista. Na
data da aquisição o Patrimônio Líquido contábil da Cia. Topa Tudo era R$ 14.000.000,00 e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa Cia. era R$ 18.000.000,00, sendo que a diferença era
decorrente da avaliação a valor justo de um terreno que a Cia. Topa Tudo havia adquirido dois anos antes.

No período de 01/01/2017 a 31/12/2017 a Cia. Topa Tudo reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:

− Lucro líquido: R$ 500.000,00


− Distribuição de dividendos: R$ 100.000,00
− Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (valor negativo)

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 125


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O valor reconhecido no Balanço Patrimonial individual da Cia. Calacrada, na conta Investimentos em


Controladas, em 31/12/2016 e 31/12/2017 foram, respectivamente,

(A) R$ 9.000.000,00 e R$ 9.240.000,00.

(B) R$ 8.400.000,00 e R$ 8.700.000,00.


(C) R$ 10.800.000,00 e R$ 10.980.000,00.

(D) R$ 9.000.000,00 e R$ 9.180.000,00.

(E) R$ 10.800.000,00 e R$ 11.040.000,00.

56. (CESPE – ICMS/RS – 2019)


Determinada sociedade anônima adquiriu 90% das ações de uma companhia, por $ 11 milhões. Os dados
patrimoniais (em $ milhões) da companhia são mostrados a seguir. A alíquota de imposto de renda sobre
contribuição social sobre o lucro líquido (IR/CSLL) vigente é de 34%.
valor contábil valor justo
ativos totais 10 13
passivos totais 1,98 1,98

Nessas condições, o goodwill apurado pela referida sociedade anônima na combinação de negócios é um
valor
A) inferior a $ 0,5 milhão.
B) superior a $ 0,5 milhão e inferior a $ 1,0 milhão.
C) superior a $ 1,0 milhão e inferior a $ 1,5 milhão.
D) superior a $ 1,5 milhão e inferior a $ 2,5 milhões.
E) superior a $ 2,5 milhões.

57. (FCC – Analista – SEGEP/MA – 2018)


Em 31/12/2016, a Cia. Ano Novo adquiriu, à vista, 70% das ações da Cia. Carros Velhos pelo valor de R$
10.000.000,00, passando a deter o seu controle. Na data da aquisição, o Patrimônio Líquido contabilizado
da Cia. Carros Velhos era R$ 8.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis dessa
Cia. era R$ 12.000.000,00, sendo que a diferença se refere à avaliação de um ativo intangível com vida útil
indefinida adquirido em 2014.
No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Carros Velhos reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
− Lucro líquido: R$ 500.000,00.
− Pagamento de dividendos: R$ 200.000,00.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 126


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Com base nestas informações, o valor que a Cia. Ano Novo apresentou no Balanço Patrimonial individual
na conta Investimentos em Controladas, em 31/12/2017, foi, em reais,
a) 10.210.000,00.
b) 8.610.000,00.
c) 5.810.000,00.
d) 10.350.000,00.
e) 5.950.000,00.

Atenção: Com base nas informações a seguir responda às próximas questões.


Em 31/12/2016, a Cia. Xadrez adquiriu 70% das ações da Cia. Listrada por R$ 7.200.000,00 à vista. Na data
da aquisição, o Patrimônio Líquido da Cia. Listrada era R$ 8.500.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e
passivos identificáveis dessa Cia. Era R$ 9.000.000,00, cuja diferença foi decorrente de um ativo intangível
com vida útil indefinida que a Cia. Listrada havia adquirido em junho de 2014.
No período de 01/01/2017 a 31/12/2017, a Cia. Listrada reconheceu as seguintes mutações em seu
Patrimônio Líquido:
• Lucro líquido: R$ 800.000,00
• Distribuição de dividendos: R$ 300.000,00
• Ajustes acumulados de conversão de investida no exterior: R$ 100.000,00 (negativo)
58. (FCC – Analista – SABESP – 2018)
No ano de 2017, o impacto reconhecido na Demonstração do Resultado da Cia. Xadrez referente ao
Investimento na Cia. Listrada foi, em reais,
(A) 560.000,00.
(B) 490.000,00.
(C) 350.000,00.
(D) 210.000,00.
(E) 280.000,00.

59. (FCC – Analista – SABESP – 2018)


O valor que a Cia. Xadrez reconheceu na conta Investimentos em Controladas, no seu balanço individual
na data da aquisição das ações, foi, em reais,
(A) 9.000.000,00.
(B) 7.200.000,00.
(C) 5.950.000,00.

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(D) 6.300.000,00.
(E) 8.500.000,00.

60. (CESPE – Auditor – TCE/PE – 2017)


Na aquisição de uma coligada por uma empresa investidora, eventual ágio fundamentado em
rentabilidade futura (goodwill) surgido nessa aquisição deverá ser tratado contabilmente junto com o valor
do investimento.
( ) CERTO ( ) ERRADO

Instruções: Para responder às próximas questões, considere as informações abaixo.


Em 01/01/2015 a Cia. Olímpica adquiriu, à vista, 80% das ações da Cia. Atlética pelo valor de R$
10.000.000,00. Na data da aquisição, o valor do Patrimônio Líquido constante do Balanço Patrimonial da
Cia. Atlética era R$ 5.000.000,00 e o valor justo líquido dos ativos e passivos identificáveis da Cia. Atlética
que foram adquiridos, de acordo com o laudo de avaliação, era R$ 9.000.000,00. A Participação dos Não
Controladores foi avaliada pela parte que lhes cabe no valor justo líquido dos ativos e passivos
identificáveis da adquirida. Sabe-se que a diferença entre o patrimônio líquido contábil e o valor justo
líquido dos ativos e passivos identificáveis era decorrente de um ativo intangível com vida útil indefinida.
Durante o ano de 2015, a Cia. Atlética reconheceu em seu Patrimônio Líquido as seguintes mutações:
− Lucro líquido de 2015: R$ 400.000,00
− Dividendos distribuídos: R$ 150.000,00
− Ajustes de avaliação patrimonial: R$ 50.000,00 (saldo credor).
61. (FCC – ISS Teresina – 2016)
O valor apresentado pela Cia. Olímpica na conta Investimento, no Balanço Patrimonial individual de
31/12/2015, e o valor reconhecido na Demonstração do Resultado individual de 2015 referente a este
investimento foram, respectivamente, em reais,
(A) 10.240.000,00 e 320.000,00.
(B) 10.320.000,00 e 320.000,00.
(C) 10.200.000,00 e 200.000,00.
(D) 7.440.000,00 e 320.000,00.
(E) 10.240.000,00 e 360.000,00.

62. (FCC – ISS Teresina – 2016)


Sabendo que durante o ano 2015 não foi reconhecida nenhuma perda por impairment (teste de
recuperabilidade do ativo), relacionada com o investimento efetuado na Cia. Atlética, o valor reconhecido

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como Intangível correspondente ao Ágio pago por Expectativa de Rentabilidade Futura na aquisição de
Controladas, no Balanço Consolidado da Cia. Olímpica de 31/12/2015, foi, em reais,
(A) 1.800.000,00.
(B) 2.800.000,00.
(C) 6.000.000,00.
(D) 1.000.000,00.
(E) 5.000.000,00.

63. (FCC – Analista – TRF – 2016)


A empresa Alimentação para Todos S.A. adquiriu 80% das ações com direito a voto da Cia. Bom Sabor S.A.
O preço pago pela aquisição foi R$ 40.000.000,00 e a Alimentação para Todos S.A. passou a deter o controle
da Cia. Bom Sabor S.A. Sabe-se que o valor registrado no Patrimônio Líquido da Cia. Bom Sabor S.A. era,
na data da aquisição, R$ 40.000.000,00 e que o valor justo líquido dos seus ativos e passivos identificáveis
era, nesta data, R$ 45.000.000,00.
Os valores totais reconhecidos no grupo Investimentos do balanço individual da empresa Alimentação para
Todos S.A. e no grupo Intangíveis no seu balanço consolidado, na data da aquisição, foram,
respectivamente, em reais,
(A) 40.000.000,00 e 4.000.000,00.
(B) 32.000.000,00 e 8.000.000,00.
(C) 40.000.000,00 e 0,00 (zero).
(D) 32.000.000,00 e 0,00 (zero).
(E) 32.000.000,00 e 4.000.000,00.

64. (CESPE – Analista Judiciário – TRT/CE – 2017)


Uma empresa adquiriu 100% das ações de outra empresa, a qual apresentava passivo a descoberto. Após
ter sido realizada a avaliação a valor justo, constatou-se que a investida possuía um capital social de R$ 70
milhões e prejuízos acumulados de R$ 140 milhões. A compra se deu por R$ 10 milhões em dinheiro.
Nessa situação hipotética, a investidora deverá contabilizar um goodwill de
A) R$ 140 milhões.
B) R$ 80 milhões.
C) R$ 10 milhões.
D) R$ 150 milhões.

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65. (CESGRANRIO – Profissional – LIQUIGÁS – 2018)


No dia 2 de março de 2017, a companhia B, de capital fechado, por uma questão operacional estratégica,
decidiu adquirir uma participação de 60% das ações ordinárias representativas do Capital Social da
companhia Z, também de capital fechado, que só emite ações ordinárias, pelo valor firmado entre as partes
de R$980.000,00.
Nesse mesmo dia, a companhia Z apresentou as seguintes informações parciais devidamente firmadas e
aprovadas pelas partes, de acordo com todas as determinações contábeis normativas e legais.

– Patrimônio líquido: 850.000,00

Ativos com diferença entre preço justo e valor contábil

Ativo Valor Justo (a) Valor contábil (b) Diferença (a–b)


Estoque de mercadorias 650.000,00 400.000,00 250.000,00
Terreno de uso 1.650.000,00 1.300.000,00 350.000,00
Utilizando, exclusivamente, as informações apresentadas, e considerando os aspectos legais, normativos
e técnico-conceituais dos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial, o valor
registrado no ativo pela investidora companhia B, a título de ágio, em reais, é
a) 110.000,00
b) 200.000,00

c) 260.000,00
d) 320.000,00

e) 470.000,00

66. (FGV – Controlador – MPU/AL – 2018)


A Cia. A tem participação de 40% na Cia. B e exerce influência significativa nela.
Em 2017, os seguintes fatos ocorreram na Cia. B:
• Receitas operacionais à vista: R$ 24.000;
• Receitas operacionais a prazo: R$ 4.000;
• Despesas operacionais à vista: R$ 8.000.
• Reconhecimento e pagamento de imposto sobre a renda e contribuição social: R$ 6.800;
• Declaração de dividendos: R$ 5.000.

Com base nas informações acima, assinale a opção que indica o lucro líquido da Cia. A, em 31/12/2017.

a) R$ 3.280,00.

b) R$ 5.280,00.
c) R$ 8.200,00.

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d) R$ 10.280,00.
e) R$ 13.200,00.

67. (CFC – Exame de Suficiência – Bacharelado – 2017)


A Sociedade “A” adquiriu 100% da Sociedade “B” e obteve o seu controle, operação enquadrada como
Combinação de Negócios.
A Sociedade “A” obteve, ao final de suas avaliações, definida como sua data de aquisição, as seguintes
informações:
Descrição Valor
Diferença positiva entre os Ativos Identificáveis mensurados a
R$ 3.000.000,00
Valor Justo e o seu Valor Contábil na data da Aquisição
Patrimônio Líquido contábil da Sociedade “B” R$ 10.000.000,00
Valor total do pagamento pela aquisição da Sociedade “B” R$ 14.000.000,00

Considerando-se as informações apresentadas e de acordo com a NBC TG 15 (R3) – COMBINAÇÃO DE


NEGÓCIOS e desconsiderando-se os aspectos tributários, o valor do Ágio por Expectativa de Rentabilidade
Futura (goodwill) a ser reconhecido na data de aquisição é de:
a) R$7.000.000,00.
b) R$4.000.000,00.
c) R$3.000.000,00.
d) R$1.000.000,00.

68. (AOCP – Analista – HDT-UFT – 2015)


A Sociedade Investidora BETA adquiriu 100% do Capital da Sociedade Investida ALFA, por R$ 3.000.000,00
pagos em dinheiro (moeda correte). Na data da aquisição, o valor líquido dos ativos identificáveis
adquiridos e dos passivos assumidos da Sociedade Investida ALFA, mensurados de acordo com a NBC TG
15 – Combinações de Negócios, somava R$ 3.300.000,00. Na mesma data, o saldo contábil do Patrimônio
Líquido da Sociedade Investida ALFA era de R$ 1.000.000,00. Como resultado dessa combinação de
negócios, a Sociedade Investidora BETA deverá registrar
(A) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, em conta do Ativo Não
Circulante.
(B) uma compra vantajosa de R$ 300.000,00 em conta do Ativo Não Circulante.
(C) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, no resultado do período.
(D) uma compra vantajosa de R$ 300.000,00 no resultado do período.
(E) um Ágio por expectativa de rentabilidade futura – goodwill – de R$ 300.000,00, no Patrimônio Líquido.

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69. (CESGRANRIO – Profissional Junior – Petrobrás – 2015)


A companhia I adquiriu por R$ 350.000,00, 35% das ações da companhia J, que só emite ações ordinárias
e tem Patrimônio Líquido de R$ 800.000,00.

Na complementação da operação, foi feita a avaliação de ativos e passivos a valor justo, nos termos das
normas vigentes, sendo apurada, em reais, a seguinte situação:

Balanço Justo valor


ATIVO
Ativo Circulante
Caixa e equivalentes de caixa 500.000,00 500.000,00
Clientes 120.000,00 110.000,00
Estoques 400.000,00 440.000,00
Ativo Não Circulante
Imobilizado 600.000,00 650.000,00
(-) Depreciação Acumulada (240.000,00) (260.000,00)
PASSIVO
Passivo Circulante 400.000,00 400.000,00
Passivo Não Circulante 180.000,00 180.000,00
Considerando somente as informações apresentadas, as determinações dos procedimentos técnicos,
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis em vigor, aprovados pela CVM, e desconsiderando
qualquer efeito tributário, o valor do ágio por rentabilidade futura, apurado pela investidora, a companhia
I, em reais, é
(A) 24.500,00
(B) 31.500,00
(C) 49.000,00
(D) 60.000,00
(E) 70.000,00

70. (FGV – Contador – DPE-MT – 2015)


Em 01/01/2013, a Cia. “X” comprou 100% da Cia. ”Z” pagando R$100.000,00 à vista. O balanço patrimonial
da Cia. “Z” na data da compra era o seguinte:

Ativos Passivos + PL
Caixa R$ 20.000,00 Capital Social R$ 60.000,00
Terrenos R$ 50.000,00 Reserva de Lucros R$ 10.000,00
Total R$ 70.000,00 Total R$ 70.000,00
Na elaboração do laudo sobre a Cia. “Z”, na data da compra, foram apurados os seguintes fatos:
O valor de mercado do terreno era de R$ 55.000,00.

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A empresa possuía uma carteira de clientes com grande rentabilidade, avaliada por R$ 12.000,00.
A empresa possuía uma equipe muito motivada que havia sido treinada recentemente.
O custo do treinamento foi de R$ 3.000,00.
Com base nas informações acima, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 - Combinação de
Negócios, o valor do goodwill que deve ser reconhecido no processo de alocação do preço de compra, é de
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 13.000,00.
(C) R$ 25.000,00.
(D) R$ 30.000,00.
(E) R$ 40.000,00.

71. (CESGRANRIO – Contador – BNDES – 2009)


Nos estritos termos do Apêndice A do Pronunciamento Técnico CPC 15 do Comitê de Pronunciamentos
Contábeis que trata de combinação de negócios, aprovado pela Deliberação CVM nº 580 de 31 de julho de
2009, entende-se por combinação de negócios a(o)
a) operação ou outro evento por meio do qual um adquirente obtém o controle de um ou mais negócios,
independente da forma jurídica da operação.
b) negócio ou conjunto de negócios que são efetivamente controlados por uma entidade, independente da
forma jurídica utilizada para tal.
c) conjunto integrado de atividades e ativos capaz de ser conduzido e gerenciado para gerar retorno, na
forma de dividendos, redução de custos ou outros benefícios econômicos, diretamente a seus investidores
ou outros proprietários, membros ou participantes.
d) poder para governar a política financeira e operacional de outra entidade de forma a obter benefícios de
suas atividades.
e) valor pelo qual um ativo pode ser negociado entre partes interessadas, conhecedoras do negócio e
independentes entre si, com ausência de fatores que pressionem para a liquidação da transação ou que
caracterizem uma transação compulsória.

72. (IBFC – Contador – PC-RJ – 2013)


A NBC TG 15 – Combinação de Negócios NÃO se aplica:
I. À formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures), sujeitos ao disposto na NBC
TG 19 – Negócios em Conjunto.
II. Às combinações de entidades ou negócios, sob controle comum.
III. À aquisição de ativos que não constituem um negócio nos termos desta norma (NBC TG 15).

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 133


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Assinale abaixo a opção correta:


a) Somente I.

b) Somente II e III.
c) I, II, e III.
d) Somente I e III.
e) Somente II.

73. (CESPE – TTRE – SEFAZ/RS – 2018)


De acordo com a legislação vigente, em uma combinação de negócios sem a presença de transações
forçadas, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos
a) pelos custos correntes corrigidos na data da operação.
b) pelos valores justos na data da aquisição.
c) com base na correção integral das demonstrações contábeis.
d) pelos valores de liquidação.
e) pelos custos históricos.

74. (FCC – ISS São Paulo/SP – 2012)


Na combinação de negócios, o adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos pelos seus
respectivos
a) valores justos da data de aquisição.
b) valores justos do último balanço patrimonial anterior à aquisição.
c) valores de liquidação.
d) custos históricos.
e) custos históricos corrigidos na data de aquisição.

75. (FGV – Contador – Câmara Municipal – Recife-PE – 2014)


Desde 2010, a parcela relativa à participação dos não controladores integra o Patrimônio Líquido
consolidado e não mais figura entre o passivo e o patrimônio líquido na estrutura do Balanço Patrimonial.
Numa combinação de negócios, tal participação pode ser mensurada pelo:
a) método de equivalência patrimonial;
b) método de custo ou pelo método do valor justo;
c) valor justo ou com base no que lhes cabe no valor justo dos ativos líquidos;

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 134


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d) método do valor justo;


e) método de equivalência patrimonial ou com base no que lhes cabe no valor justo dos ativos líquidos.

76. (CESPE – Contador – FUB – 2013)


Bens intangíveis adquiridos em uma combinação de negócios e que possam ser tecnicamente identificados
de modo confiável devem ser registrados pelo seu valor justo.

( ) CERTO ( ) ERRADO

77. (FGV – ISS-Niterói-RJ – 2015)


A Cia. Gama adquiriu, em 31/03/x1, o controle da Linhas Aéreas Épsilon S.A., que era titular de direitos de
operação em aeroportos das regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Ao contabilizar a aquisição da
Linhas Aéreas Épsilon S.A., a Cia. Gama deverá reconhecer esses direitos:
(A) como ativo intangível, mensurado pelo valor justo na data de aquisição;

(B) como ativo intangível, se sua concessão for por um prazo limitado;

(C) como ativo intangível, se puderem ser separados da Linhas Aéreas Épsilon S.A. e vendidos, transferidos,
licenciados, alugados ou trocados;

(D) como ativo intangível, se a Linhas Aéreas Épsilon S.A. assim os tiver reconhecido em suas demonstrações
financeiras anteriores à aquisição;

(E) como parte do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) dessa aquisição.

78. (CESPE – Contador – CADE – 2014)


A combinação de negócios abrange a fusão e a incorporação, mas não a cisão.
( ) CERTO ( ) ERRADO

79. (UFES – Técnico – UFES – 2015)


Analise as afirmações a seguir com base no que prevê a NBC TG 15 – COMBINAÇÃO DE NEGÓCIOS.
I. A NBC TG 15 não se aplica à formação de empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures).

II. O adquirente deve registrar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos
valores contábeis da data da aquisição.

III. As incorporações e as fusões realizadas entre partes independentes são exemplos de combinação de
negócios.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 135


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É CORRETO o que se afirma em:


a) I apenas.

b) II apenas.

c) I e II apenas.
d) I e III apenas.

e) I, II e III.

80. (CESPE – Analista – TJ-SE – 2014)


Caso ocorra uma combinação de negócios que gere o reconhecimento do ágio pago por expectativa de
rentabilidade futura, a entidade adquirente deverá testar anualmente esse ativo, independentemente de
existir indício de redução ao valor recuperável.

( ) CERTO ( ) ERRADO

81. (CESPE – Analista – MPU – 2013)


Se, em virtude de combinação de negócios, for gerada participação recíproca, esta deve ser mencionada
nos relatórios e nas demonstrações financeiras de ambas as sociedades.
( ) CERTO ( ) ERRADO

82. (CESPE – Analista – MPU – 2013)


Em uma combinação de negócios, uma companhia aberta poderá ser sucedida por uma companhia
fechada.

( ) CERTO ( ) ERRADO

83. (FUNCAB – ISS-Salvador – 2014)


Como será tratado o patrimônio de uma empresa submetida a um processo de incorporação, quando as
partes envolvidas nesse processo forem interdependentes?
A) Os itens do ativo serão submetidos ao valor de mercado.

B) Os ativos e passivos da sociedade incorporada deverão ser avaliados a valor justo.

C) Deverão ser identificadas as contingências passivas não registradas.


D) Os ativos e passivos da sociedade incorporada deverão ser avaliados ao valor de reposição.

E) Pelo menos o imobilizado deverá ser reavaliado.

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84. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015)


Os capitais sociais da Cia. Digama e da Zeta S.A. eram compostos integralmente por ações ordinárias,
distribuídas conforme indicado pelo diagrama abaixo.

Em 5 de maio de 2015 foi celebrado um contrato entre os acionistas de ambas as companhias, nos
seguintes termos:

A Zeta S.A. incorporou a Cia. Digama;


As 30.000 ações da Zeta S.A. que a Cia. Digama possuía foram canceladas;

A Zeta S.A. emitiu 90.000 novas ações, que foram distribuídas aos acionistas da Cia. Digama na proporção
das participações que detinham nessa companhia antes da celebração do contrato.

Sabendo que após a celebração desse contrato não houve qualquer acordo entre os acionistas da Zeta S.A.
que impusesse restrições a seus direitos de voto, para que essa combinação de negócios seja contabilizada,
é necessário que:
(A) seja mensurado o valor justo ou a participação proporcional conferida pelos instrumentos patrimoniais
dos antigos controladores no montante dos ativos líquidos identificáveis da Cia. Digama na data da
incorporação;

(B) seja mensurado o valor justo ou a participação proporcional conferida pelos instrumentos patrimoniais
dos antigos controladores no montante dos ativos líquidos identificáveis da Zeta S.A. na data da
incorporação;

(C) sejam reconhecidos e mensurados os ativos líquidos identificáveis da Cia. Digama na data da
incorporação;

(D) sejam reconhecidos e mensurados os ativos e passivos da Zeta S.A. pelos seus valores contábeis pré-
combinação;

(E) seja mensurado o valor justo das ações emitidas pela Zeta S.A.

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85. (FUNCAB – Analista de Contabilidade – PRODAM/AM – 2014)


Para uma dada combinação de negócios, uma das entidades envolvidas na combinação deve ser
identificada como o adquirente. Nesse caso, as Demonstrações Consolidadas devem ser utilizadas para
identificar o adquirente, que é a entidade que obtém o controle da adquirida. Com relação à combinação
de negócios, é correto afirmar:
A) A adquirida deve identificar a data de aquisição, que é a data em que o controle do adquirente é obtido.

B) Em cada combinação de negócios, o adquirente deve ignorar qualquer participação de não controladores
na adquirida para evitar dupla contagem dessa participação.

C) A partir da data de aquisição, a adquirida deve reconhecer, separadamente do ágio por expectativa de
rentabilidade futura (goodwill), os ativos identificáveis adquiridos e quaisquer participações de não
controladores no adquirente.

D) O adquirente deve mensurar os ativos identificáveis adquiridos e os passivos assumidos pelos respectivos
valores originais, independente da data da aquisição.

E) A aplicação do princípio contábil correspondente e as condições de reconhecimento pelo adquirente


podem resultar no reconhecimento de alguns ativos e passivos que não tenham sido anteriormente
reconhecidos como tais nas demonstrações contábeis da adquirida.

86. (FGV – Contador – Paulínia-SP – 2016)


A Cia. ABC apresentava o seguinte balanço patrimonial em 31/12/15:
Terrenos 1.000
Ativo Total 1.000
Financiamentos 1.500
Capital Social 2.000
Prejuízos Acumulados -2.500
Passivo + PL 1.000
Nesta data a Cia. X adquiriu 100% da Cia. ABC por R$ 1,00, à vista.
De acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 15 – Combinação de Negócios, assinale a opção que indica
o lançamento correto feito pela Cia. X no momento da compra, admitindo que a Cia. ABC tem perspectiva
de lucros futuros e que os ativos e os passivos estavam mensurados a valor justo.

(A) D- Goodwill 1
C- Caixa 1

(B) D- Investimento 1
C- Caixa 1
(C) D- Investimento 501
C- Caixa 501

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 138


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(D) D- Investimento 501


C- Ganho em compra vantajosa 500
C- Caixa 1

(E) D- Goodwill 501


C- Investimentos 500
C- Caixa 1

87. (FGV – ICMS/RO – 2018)


Em 02/01/2017, a Cia. A possuía 50% das ações totais e votantes da Cia. B, exercendo controle
compartilhado com a Cia. C. Na data, o patrimônio líquido da investida era de R$ 100.000.

Em 03/01/2017, a Cia. A comprou da Cia. C, à vista, o equivalente a 50% das ações totais e votantes
remanescentes da Cia. B, pagando R$ 70.000 à vista.

Assinale a opção que indica o impacto da operação, se existente, na Demonstração do Resultado do


Exercício da Cia. A.

a) Receita de R$ 20.000.
b) Reserva de lucro de R$ 20.000.

c) Goodwill de R$ 20.000.

d) Ajuste a valor patrimonial de R$ 20.000.

e) Não há impacto.

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 139


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GABARITO
01 – E 11 – E 21 – C 31 – B 41 – D 51 – B 61 – A 71 – A 81 – C
02 – B 12 – A 22 – E 32 – C 42 – E 52 – B 62 – B 72 – C 82 – E
03 – B 13 – B 23 – C 33 – D 43 – C 53 – C 63 – A 73 – B 83 – B
04 – E 14 – C 24 – D 34 – E 44 – D 54 – D 64 – B 74 – A 84 – B
05 – C 15 – E 25 – E 35 – A 45 – C 55 – C 65 – A 75 – C 85 – E
06 – B 16 – C 26 – B 36 – C 46 – B 56 – D 66 – B 76 – C 86 – E
07 – E 17 – B 27 – C 37 – A 47 – B 57 – A 67 – D 77 – A 87 – A
08 – C 18 – C 28 – D 38 – C 48 – A 58 – A 68 – D 78 – E
09 – E 19 – A 29 – D 39 – D 49 – C 59 – B 69 – C 79 – D
10 – E 20 – E 30 – C 40 – B 50 – E 60 – C 70 – B 80 – C

Contabilidade Avançada – Teoria e Questões – 2019 140


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