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PÓS-MODERNIDADE E EDUCAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES PARA O DEBATE

SOBRE CRISE DE VALORES NA ESCOLA

1
Jussara Santana Bortoluzzi
2
Orientador: Prof. Ms. Adnilson José da Silva

RESUMO
O presente artigo procura abordar algumas considerações sobre a crise
paradigmática em relação aos ideais da Modernidade e a dimensão dessa crise
na conjuntura atual, se ela supõe uma mudança em relação aos valores até
então presentes no período moderno.
Faz referência também a pós-modernidade e sua influência na educação
fazendo um contraponto em relação a algumas afirmações de Saviani e Morin.
Conclui com admoestações referentes aos enfrentamentos presentes na sala
de aula entre professores e alunos, fruto da mudança de paradigma.

PALAVRAS CHAVE: Modernidade. Pós-modernidade. Educação.

ABSTRACT
This article discusses some considerations on the paradigmatic crisis in relation
to the ideals of modernity and the extent of it’s crisis in the current situation,
whether it suposes a change in relation to the values previously present in the
modern period.
Also refers to post-modernity and its influence in education making a
counterpoint in relation to some affirmations from Saviani and Morin.
It concludes with warnings referent to the clashes present in the classroom
between teachers and students, the result of the paradigm shift.

KEY WORDS: Modernity. Post-modernity. Education.

1
Pedagoga. Especialista em Supervisão Escolar e Orientação Educacional e em
Psicopedagogia Professora PDE. Atua na Equipe Pedagógica da Escola Estadual Laranjeiras
do Sul – EF, Laranjeiras do Sul (PR).
2Pedagogo. Mestre em Educação. Professor do Departamento de Pedagogia da Universidade
Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, em Guarapuava (PR).
INTRODUÇÃO

Há um impasse sobre a questão do que venha a ser a pós-modernidade,


entretanto, não há um consenso sobre a resposta ideal para o conceito do que
seja o pós-moderno, abrindo com um debate do que afinal é modernidade e o
que é pós-moderno.
A princípio, deve-se tomar como ponto de partida a modernidade para
aposteriori o que é pós-moderno, pois o prefixo pós pode significar “o que vem
depois” em relação ao que veio antes, o qual denominamos de “modernidade.”
Não convêm enveredar nas várias vertentes, mas sim, tentar esclarecer o que
venha a ser modernidade já que é um conceito de contraste, ou seja, pode-se
retirar o significado tanto do que está sendo negado quanto do que se está
afirmando, desse modo a palavra aparece em diferentes épocas com
significados diversos.
Como ponto de partida, Santo Agostinho no século V d.C., cujo
pensamento foi basilar na orientação da visão do homem medieval sobre a
relação entre a fé cristã e o estudo da natureza, menciona que a palavra
modernus expressava a inauguração da nova era cristã se contrapondo ao
paganismo. Mas, os pensadores do Renascimento, recuperando o humanismo
clássico fundiram-na com a cristandade para fazer a distinção entre estados e
sociedades que seria “antigos” e “modernos”. Essa interposição entre
“medieval”, entre ”antigo” e “moderno” e a identificação do moderno com o aqui
e agora, acrescentou fluidez ao conceito, portanto a sociedade moderna se
tornou a sociedade em que vivemos distintamente do século que se está, ou
seja, modernizar torna-se sinônimo de ocidentalizar.

O CENÁRIO DA MODERNIDADE

Historicamente inscreve-se um novo contexto social chamado de


modernidade ou idade moderna, que tem seu início nos meados do século XVII
onde se deu o nascimento do pensamento moderno com a ascensão de uma
classe opositora ao pensamento e ao modo de produção feudal, com uma
sociedade impulsionada pela racionalidade humana, pelo desenvolvimento de
novas técnicas, aprimoramento das artes e pelo avanço das ciências. A
racionalidade humana foi despida de mitos, crendices e superstições ancorada
no domínio da natureza pelo homem, iniciando um sistema de trabalho
baseado na cooperação que mais tarde, nos meados do século XX, foi
precursor do trabalho em série que sustentou o sistema fordista.
Esse quadro em que se ergueu a modernidade emergiu da burguesia
capitalista, nos ideais de liberdade, no método científico de Galileu, Kepler e
Newton e na filosofia de Descartes, Comênio, Locke e Bacon possibilitando
assim, uma verdadeira revolução científica e tecnológica onde o formalismo
humano substituiu o domínio do mundo interior pelo exterior e o novo contexto
se deu na supremacia das coisas sobre a palavra.
Estudos revelam que a modernidade teve como fatores determinantes o
Renascimento que se originou na Itália, a Reforma Protestante na Alemanha e
a Revolução Industrial na Inglaterra, que teve como precursor Martinho Lutero,
mas foi com a revolução científica sustentada pelos pensadores, cientistas e
filósofos da época que emergiu a ciência e o reposicionamento do homem em
sua cultura com uma nova visão do mundo, visão do universo e uma visão de
si mesmo fundamentada nas descobertas significativas, sendo inegável que foi
dentro de um contexto social e cultural ancorado na matemática que se deu o
renascimento das ciências.
Foi sem dúvida um processo de desencantamento do mundo em relação
à organização religiosa, onde a função integradora que outrora era
desempenhada pela religião passa para a política e a atitude passiva e
contemplativa cede lugar à atividade racional que avança pelo mundo físico e
social, na busca de novas formas de entendimento e de organização.
Ao abordar aspectos relevantes do contexto histórico constata-se que foi
com o advento da modernidade que o homem passou a se conscientizar de
suas capacidades racionais para o desvendamento dos segredos da natureza
buscando soluções para os seus problemas, substituindo dessa forma a cultura
teocêntrica e metafísica que era dependente da verdade revelada e da
autoridade da igreja, por uma cultura antropocêntrica e secular que teve sua
gênese no humanismo renascentista.
O advento da modernidade não coincide apenas com o surgimento de
uma ciência livre dos ensinamentos bíblicos e de uma cultura política e jurídica,
sustentados pelas vontades humanas, mas com a afirmação de uma moral livre
da autoridade da Igreja e das verdades reveladas estabelecidas, portanto,
numa base humana racional.
Dessa forma, esses movimentos no campo epistêmico e ético trouxeram
mudanças no campo educacional, onde a educação que antes era destinada a
aperfeiçoar a conformidade do ser humano com os desígnios divinos passa a
ser concebida como instrumento de emancipação e do aprimoramento da
racionalidade que vai desvendar os segredos da natureza tanto humana como
material contribuindo para melhorar a vida das pessoas.
Segundo Harvey (1992, p.23)

O pensamento iluminista abraçou a idéia do progresso e


buscou ativamente a ruptura com a história e a tradição
esposada pela modernidade. Foi, sobretudo, um movimento
secular que procurou desmistificar e dessacralizar o
conhecimento e a organização social para libertar os seres
humanos de seus grilhões.

O movimento intelectual iluminista teve em seu ideário de modernidade


a valorização da razão, da ciência e da tecnologia que acalentavam os sonhos
de liberdade e progresso. Como havia um método capaz de assegurar à
verdade de forma objetiva, a humanidade estaria liberta do conhecimento
baseado na subjetividade. Mas, a compreensão da realidade como sendo
única, objetiva, e do progresso como garantia de uma vida com benesses
começa a ser questionada ao se perceber que a grande narrativa de um futuro
perfeito seria uma grande ilusão.
Desta forma o ideário da Modernidade foi ancorado na razão que era a
garantia absoluta da verdade fazendo com que as ciências humanas
seguissem o rigor metodológico das ciências naturais, uma vez que estavam
ancoradas na eficácia dos resultados, colocando assim, o conhecimento
baseado nas tradições, cujo fundamento era as narrativas tradicionais e antigas
num campo duvidoso e errôneo.
O pensamento moderno teve como característica marcante o imaginário
de uma sociedade ideal, cujas instituições político-econômicas estivessem
realmente comprometidas com o bem-estar da coletividade baseada no avanço
da ciência sustentada pela razão, rompendo com a ordem tradicional vigente.
Nessa perspectiva, “ser moderno” significa se contrapor ao “velho” e a
razão na medida em que se liberta do discurso da religião e da tradição elege
como verdade o método científico, e sendo assim, a razão substitui a fé e o
progresso a Lei Divina.
No entanto, a modernidade entrou em crise, pois o sonho de um mundo
melhor ancorado na ciência também não se revelou como verdadeiro, pois o
mundo se tornou melhor para algumas pessoas que puderam pagar o preço do
avanço e novamente mergulha-se na exclusão social, onde o culto exacerbado
da razão faz com que as pessoas percam a noção do bem-estar coletivo e
desse modo busquem o sucesso independente da condição do outro.
O avanço da ciência, de fato, tornou o mundo melhor, mas o
desenvolvimento tecnológico trouxe consigo as guerras e a matança de
milhões de pessoas em todos os continentes e eventos como a segunda guerra
mundial deixaram traumas difíceis de absorver e devido a esse contexto
apareceram vários movimentos contraculturais e antimodernos.
A crise da modernidade começa com a crítica a este racionalismo
cientifico desmedido, pois filósofos como Kant, Hegel, Schopenhauer e
Nietzsche atestam que na passagem do pensamento mítico, fundamentado nos
mitos e nas superstições para o pensamento lógico-científico se perdeu a
proximidade com a natureza e com a emergência da razão, ficando reprimido o
desejo, as emoções e os sentimentos.
Os princípios da modernidade começam a ser questionados por alguns
filósofos entre eles, Nietzsche e Heidegger, afirmando que o homem ao
preocupar-se apenas com a ciência e com a razão, acabou se esquecendo de
preocupar-se também com o conhecimento do ser e com a sua realidade, uma
vez que as pessoas são seres inacabados, a ciência não pode delimitar o seu
presente e o seu futuro, portanto, nem todo conhecimento se dá pela razão ao
passo que existe diversas áreas do saber na humanidade.
É indiscutível a evolução que a ciência teve, portanto, a crítica que se
faz em relação à modernidade no que tange a ciência é quanto ao significado
dos resultados para a humanidade, pois magníficas descobertas científicas
foram usadas para o mal, desencadeando um sentimento de decepção em
relação ao progresso científico que por si só não era garantia da melhoria da
vida, muito pelo contrário, acabou impulsionando a exclusão de muitos e a
destruição devido às guerras gerou uma profunda desconfiança em relação à
razão e ao conhecimento científico como transformador da realidade, se
distanciando dos ideários de emancipação da modernidade.
Desta forma abre-se com frontalidade o debate devido a uma profunda
crise paradigmática que se instaurou nas ciências, uma vez que a modernidade
teve em seu ideário um projeto de sociedade ancorada no conhecimento
sistêmico, na razão e na tecnologia como esperança de progresso e bem-estar
social emergindo a partir dessa crise um novo paradigma científico, a pós-
modernidade.
Inscreve-se um novo contexto social que tem como sustentáculo a pós-
modernidade que surgiu no cenário artístico e se expandiu para as demais
áreas das ciências, alavancado na síntese dos conteúdos da
contemporaneidade que é marcada por transformações profundas e
contraditórias influenciadas pelo avanço das forças produtivas e pelas
transformações tecnológicas, tendo em sua base as vicissitudes ocasionadas
pelo processo de mundialização do capital ancorado nas políticas neoliberais
predominante no campo da economia, das políticas públicas, das ciências e da
cultura.
Um dos grandes desafios contemporâneos está na compreensão do
curso da história, que possibilita o entendimento do contexto sócio, político,
econômico e cultural que se desvenda, configurando novas formas de pensar e
construindo novas formas de luta e resistência contra as políticas neoliberais
excludentes. As transformações peculiares deste século perpassam as
concepções de mundo que se expressam nas idéias de modernidade e pós-
modernidade causando um impasse e uma crise de paradigma fixada a partir
do antagonismo entre as posições modernas e pós-modernas, em que o novo
paradigma científico, tido como pós-modernidade é anunciador de rupturas e
transformações significativas ao ideário moderno.
Para Goergen (2001, p.11) “na modernidade o homem se conscientiza
de suas capacidades racionais para o desvendamento dos segredos da
natureza e busca empregá-las no sentido de encontrar soluções para os seus
problemas”.
Goergen (2001, p.5), se apropriou do discurso de outros filósofos para
definir a Modernidade:
Max Weber definiu a modernidade como o “desencantamento”
do mundo. Nietzsche, Heidegger, Adorno, Horkheimer e
Foucault, tratam cada um à sua maneira, do
“desencantamento” da modernidade. Em particular Lyotard
(1985), com base nas teses foucaultianas, radicaliza a leitura
dos traços centrais da contemporaneidade, por ele
diagnosticada como pós-modernidade, ao reconhecer nela
elementos que, a seu ver, configuram uma nova fase da
história que substitui a modernidade.

A modernidade é o processo de desencantamento da organização


religiosa do mundo, em que a função integradora exercida pela religião passa
para a política e a atitude passiva e contemplativa cede lugar à atividade
racional que emerge no mundo físico e social.
A análise do momento histórico contemporâneo, como se revela o
debate entre modernos e pós-modernos é uma tarefa complexa, uma vez que
as transformações afetam o modo de pensar, de sentir e de agir das pessoas,
sendo que, estes movimentos no campo epistêmico e ético também trouxeram
mudanças na educação que outrora era destinada a aprimorar a conformidade
do ser humano com os desígnios divinos e agora passa a ser concebida como
instrumento do aprimoramento de uma racionalidade, desvendando os
segredos da natureza humana e material.
A crítica dos pós-modernos em relação a razão é que esta transformou o
ideal da formação do cidadão, emancipado e livre, no homem submisso à
ordem burguesa e aos seus interesses, disposto a aceitar as regras do
mercado.
Goergen (2001, p. 63), apropria-se do discurso de Levinas ao afirmar
que “a essência da pós-modernidade é não ter essência e sua identidade é
carecer de identidade”, deixando transparecer a contradição existente no
discurso pós-moderno.
A reflexão sobre a perda da identidade fundamenta-se no
posicionamento diante dos problemas enfrentados pela sociedade, tendo como
uma reação de pessimismo e de impotência em relação à busca de soluções
para superar ou evitar os rumos dos acontecimentos.
Para Harvey (1992, p.19)
O pós-modernismo uma legítima reação à monotonia da visão
de mundo do modernismo universal. Geralmente percebido
como positivista, tecnocêntrico e racionalista, o modernismo
universal tem sido identificado com a crença no progresso
linear, nas verdades absolutas, no planejamento racional de
ordens sociais, ideais, e com padronização do conhecimento e
da produção. O pós-moderno, em contraste, privilegia a
heterogeneidade e a diferença como forças libertadoras na
redefinição do discurso cultural. A fragmentação, a
indeterminação e a intensa desconfiança de todos os discursos
universais ou “totalizantes” são o marco do pensamento pós-
moderno.

As identidades se tornam desvinculadas de seu tempo e de sua história


devido ao mercado globalizado, ao consumismo exacerbado e ao turbilhão de
imagem, lugares e estilos que bombardeiam cotidianamente a vida das
pessoas tornando-as homogêneas culturalmente e as distinções culturais que
outrora definiam a identidade de cada um, acabam por desaparecer.
À medida que as culturas nacionais tornam-se mais expostas as
influências externas fica difícil conservar as identidades culturais intactas ou
impedir que as mesmas se tornem enfraquecidas pela infiltração cultural
globalizante. Esse quadro de uma sociedade contemporânea que tem sua
identidade alterada devido às transformações acaba por abalar a idéia que o
sujeito faz de si causando, segundo Hall (1992, p.9) “uma descentração dos
indivíduos tanto de seu lugar no mundo social e cultural quanto de si mesmos”.
A descentração traz como consequência a fragmentação cultural de
classe, gênero, sexualidade, etnia, raça e nacionalidade e devido a está ruptura
acaba por resultar em identidades inacabadas e contraditórias próprias do
sujeito pós-moderno; dessa forma, o sujeito que possuía uma identidade bem
definida e localizada no mundo social e cultural, hoje se encontra com
fronteiras menos definidas provocando uma crise de identidade.
A crise epistêmica e ética marcam o momento cultural contemporâneo
onde são rejeitadas as metanarrativas, as tradições epistemológicas e a
centralidade do sujeito é uma nova era da história da humanidade e tem
reflexos sobre os valores e as normas que norteiam a vida das pessoas.
Essa crise de identidade e de valores influencia na educação, pois ela
está intrinsecamente relacionada com o tipo de sociedade que se quer formar,
o que acaba por refletir no Projeto Político-Pedagógico que sustenta a
organização escolar e as formas de conduzir o ensino, de forma a repensar as
práticas pedagógicas para a superação da fragmentação curricular e do ensino
fundamentado na memorização.
Há um cenário de crise na educação com a desestabilização dos
principais alicerces do pensamento moderno sobre os quais se funda a prática
educativa e a instituição escolar e se as teses defendidas pelos pós-modernos
estiverem corretas, haverá uma profunda ruptura na tradição educacional
responsável pela formação dos sujeitos.
Pensar o papel político e pedagógico que a escola cumpre no interior de
uma sociedade historicamente situada, dividida em classes, dentro de um
modo de produção capitalista, implica em reconhecer a educação como um ato
político, que possui uma intencionalidade e um compromisso social e que
certamente não é neutro.

COMO SE CONFIGUROU E SE CONSOLIDOU A EDUCAÇÃO ESCOLAR


MODERNA:

Os pensamentos filosóficos influenciaram o ensino no início da


educação moderna e, ainda hoje essas idéias e pensamentos perduram. Ao
abordar a modernidade e o pensamento moderno consideramos os diversos
avanços, principalmente na educação, uma vez que Francis Bacon propôs a
distinção entre a fé e a razão para que não houvesse a distorção da realidade
por influência dos preceitos religiosos criando o método indutivo de
investigação, opondo-se ao método aristotélico de dedução, passando a ser
considerado o fundador do método científico moderno. Outro filósofo estudioso
da época que propôs a criação de um método científico que substituísse a fé
pela razão e pela ciência foi Descartes, uma vez que estava convencido do
potencial da razão humana.
Segundo Gadotti (2005, p. 77),

Descartes, o pai da filosofia moderna, escreveu sua obra


principal em francês, a língua popular, possibilitando o acesso
de maior número de pessoas. Até então, o latim medieval
representava a língua da religião, da filosofia, da diplomacia, da
literatura. O comércio já se utilizava das novas línguas
vernáculas (italiano, espanhol, holandês, francês, inglês e
alemão). O século XVI assistiu a uma grande revolução
linguística: exigia-se dos educadores o bilinguísmo: o latim
como língua culta e o vernáculo como língua popular, através
do Concílio de Trento (1562), que as pregações ocorressem
em vernáculo.

Na Idade Moderna com a crescente industrialização surge o conceito de


escolarização, com espaços próprios, organização do tempo, estruturação de
programas, separação por idade, avaliação de desempenho e a orientação do
desenvolvimento individual do aluno. Essa mudança, entretanto, era
intencional, pois visou a maximização da produtividade do processo ensino-
aprendizagem dentro de uma filosofia caracteristicamente fabril.
As primeiras escolas para as classes populares surgem no século XVII,
instigados pelo discurso dos pensadores iluministas, pois até esse momento a
democratização da educação não era prioridade. Somente no século XVIII é
que acontece a obrigatoriedade escolar, quando o controle da educação passa
das mãos da Igreja para o Estado.
Os grandes pensadores iluministas pregavam uma educação que fosse
laica e gratuita para todos, inspirada nos princípios da democracia, onde o
controle da educação passa para o Estado. Dessa forma, o iluminismo
procurou libertar o pensamento da repressão monárquica e do clero
fundamentando a noção de liberdade; mas os burgueses entendiam como
liberdade a exploração econômica e vantajosa em relação ao outro e não a
liberdade em relação a essência do humana, como era o ideário moderno.
Gadotti (2005, p. 77) afirma,

Daí a chamada “livre iniciativa” sempre associar a idéia de


liberdade no sentido liberal, com a idéia de propriedade. Para
os liberais basta ter talento e riqueza. Por isso, de acordo com
esta doutrina, como os homens não são individualmente iguais,
não podem ser iguais em riqueza. A igualdade social seria
nociva pois provocaria a padronização. A uniformização entre
os indivíduos era considerada um desrespeito à individualidade

A educação proposta pelo liberalismo, teoria política e econômica que


sustenta o capitalismo, estabelece um novo modo de pensar ao valorizar o
individualismo, incentivando a competição entre os sujeitos para garantir seu
espaço no mercado de trabalho.
Os conflitos sociais e político configuram a educação moderna, segundo Arroyo
(1987, p. 36), “ora como instrumento de conquista da liberdade, da participação
e da cidadania (....), ora como um dos mecanismos para controlar e dosar os
graus de liberdade, de civilização, de racionalidade, de submissão”.
Manacorda (2006, p.335) apropriou-se do discurso de Einstein que
denunciava o fato de que, “o bom senso dos povos é sistematicamente
corrompido pelos especuladores do mundo político e do mundo econômico, os
quais, para isto, se servem da escola e da imprensa”, dessa forma denunciava
que a classe dominante é um perigo para a sociedade, pois para seus fins
fazem uso da escola como instrumento de domínio.
Manacorda (2006, p.361):

Somente o homem quebrou os vínculos da unilateralidade


natural e inventou sua possibilidade de tornar-se outro e
melhor, e até onilateral; considerando, outrossim, que esta
possibilidade, dada apenas pela vida em sociedade, foi até
agora negada pela própria sociedade à maioria, ou melhor,
negada a todos em menor ou maior grau, o imperativo
categórico da e educação do homem pode ser assim
anunciado: Apesar de o homem lhe parecer, por natureza e de
fato, unilateral, eduque-o com todo empenho em qualquer parte
do mundo para que se torne onilateral. (grifo do autor)

COMO SE CONFIGURA A EDUCAÇÃO NA PÓS-MODERNIDADE

A pós-modernidade configura-se por mudanças ocorridas nas artes,


ciências e no cotidiano. Ganhou impulso com a crítica à filosofia ocidental no
século XX.
O termo Pós-modernidade surgiu com Lyotard, quando este questiona a
modernidade, dizendo que a mesma entrou em crise causando uma série de
rupturas com a tradição realista européia nos idos do século XIX e muitos
valores e ideais que até então orientavam a vida humana, pelo menos nos
últimos séculos entram em descrédito.
A Modernidade possuía uma estrutura rigorosamente objetiva ancorada
na razão, no domínio da técnica e no progresso. Esta confiança absoluta na
razão instrumental científica supunha o mundo como um conjunto interligado
por relações de causas e efeitos garantindo à humanidade o conhecimento
para o bem-estar dos sujeitos.
Não se pode afirmar se o pós-modernismo significa decadência ou
renascimento cultural, mas o paradigma Pós-moderno é, de fato, ancorado na
contradição, no niilismo que é a ausência de valores, no hedonismo, no
efêmero, no consumismo e no individualismo exacerbado. Um mundo
consubstanciado pelos signos, pelo status que algo representa, pelo poder
sustentado pelo sistema econômico; são características típicas de uma
sociedade pós-industrial baseada na informação, na tecnologia e na
automação.
Ao enveredar pelo pós-modernismo percebe-se que o consumo e a
produção são o ancoradouro deste ideário, o sujeito é bombardeado por um
turbilhão de informações midiáticas e nesse percurso acaba se despolitizando
perdendo a sua capacidade de reflexão em relação aos grandes temas
sociais, econômicos ou políticos.
Sobressai a antiarte com a ausência de compromisso social ou
intelectual sem apresentar propostas definidas e onde o pluralismo e o
ecletismo são a regra. Há uma desconstrução do discurso filosófico ocidental,
associado a idéia de decadência das grandes verdades, metanarrativas,
valores , família, negação do absoluto tendo como mote o niilismo. A
tecnociência invade o cotidiano das pessoas sem nenhum valor moral além do
consumismo, por meio da comunicação de massa, causando um efeito
maléfico, diluidora e anti-humana. A decadência das instituições tidas como
sólidas que já não orientam mais a vida das pessoas, entre elas a família e a
escola e a derrocada dos valores que foram trocados por modismos, como a
liberação sexual, a educação permissiva, a busca pelo efêmero, pelo
narcisismo, pelo hedonismo e pelo hiper-realismo da mídia, torna o sujeito
sincrético, de natureza confusa, indefinida, descartável e fragmentado.
A educação desempenha um papel importante neste contexto, pois pode
tentar reproduzir ou tentar transformar a realidade que se apresenta, pois a
formação de massa se dá por meio da escola e da mídia.
Um grande paradoxo se constata, uma vez que as novas tecnologias ao
tornarem o mundo mais simples, criaram novas necessidades que não
resolvem as inquietações do sujeito que cada vez necessita da família, da
escola e da sociedade para descobrir seu rumo e ao mesmo tempo em que
nega esses valores, também precisa deles para viver e muitas vezes, acaba
por recorrer a drogatização como válvula de escape.
Para o pós-modernismo, apenas o presente conta, não há perspectiva
de futuro e sim uma deserção do passado e da História, do político, do
ideológico, do trabalho, da família e da religião; o sujeito pós-moderno é
indiferente à política, não crê no valor moral nem na realização pessoal
relacionada ao trabalho. Todas essas questões situam a pós-modernidade,
como um momento de reação da cultura ao modo como foram desenvolvidos
historicamente os ideais da Modernidade.
Segundo Morin (2009, p.80):
As civilizações tradicionais viviam na certeza de um
tempo cíclico cujo funcionamento devia ser assegurado por
sacrifícios às vezes humanos. A civilização moderna viveu com
a certeza do progresso histórico. A tomada de consciência da
incerteza histórica acontece hoje com a destruição do mito do
progresso. O progresso é certamente possível, mas é incerto.
A isso acrescentam-se todas as incertezas devido à velocidade
e à aceleração dos, que nem a mente humana, nem um
supercomputador, nem um d processos complexos e aleatórios
de nossa era planetária.

Vislumbrando esse panorama de incertezas é que a educação pós-


moderna se consolida em defesa de uma educação para o futuro voltada para
as incertezas, uma educação permanente no sentido de humanização,
indispensável para o progresso, onde o sujeito possa explorar princípios de
estratégias que possibilitem o enfrentamento das incertezas, dos imprevistos,
do inesperado, modificando seu comportamento em virtude das informações
adquiridas ao longo do tempo.
Esse paradigma não possui uma identidade própria e se fundamenta na
negação da modernidade, desencadeando uma crise de paradigma, pois a falta
de referências concretas e sólidas para o sujeito acarreta em uma diversidade
cultural e a educação por sua vez, torna-se uma educação multicultural,
resistindo à homogeneidade da cultura e formando um mosaico cultural de
diversidade étnica.
Para os pós-modernos a educação deve valorizar o que é imediato,
priorizando os objetivos e não a finalidade da educação, sendo assim, o
conteúdo deve ser significativo para o aluno e a escola precisa ser autônoma,
ousada e multicultural, buscando dialogar com as diversas culturas e
concepções de mundo.
Para POURTOIS e DESMET (1999, p.41):

A pedagogia será pós-moderna quando deixar de ver seus


mestres identificar-se com um modelo particular e permitir um
diálogo fecundo entre suas diversas orientações de
pensamento (....) . Dessa forma, o processo de pensamento e
ação pós-modernos procura uma unidade, real, por certo, mas
que sempre permanecerá inacabada (....) sem cair no “desejo
de totalidade”.

A educação pós-moderna tem a condição humana como essência e se


abre para a compreensão do sujeito nas suas diversas dimensões.
Portanto para, POURTOIS e DESMET (1999, p.14):

A função educativa assume maior importância nessa nova


sociedade; terá uma meta: formas sujeitos com identidade
sólida que, embora possam encontra-se em situação difícil, se
definirão como pessoas autônomas, responsáveis, capazes de
engajar-se e respeitar os compromissos, inventivos, com
autoimagem positiva e aptos a assumir papéis sociais. Essa
perspectiva de uma exigência implica que a educação e o
desenvolvimento não estejam mais reduzidos estrita dimensão
escolar.

Dessa forma, pensar em uma educação pós-moderna é confrontar


desafios psicológicos, culturais, econômicos, sociais, simbólicos cujos
componentes são contraditórios, tendo como premissa a busca da liberdade e
do bem-estar na sociedade moderna pós-industrial.

UM CONTRAPONTO ENTRE SAVIANI E MORIN SOBRE EDUCAÇÃO

Saviani (2007, p.88), defende que “a importância política da educação


reside na sua função de socialização do conhecimento. É realizando-se na
especificidade que lhe é própria que a educação cumpre a sua função.”
Dessa forma, ao se reconhecer que o sujeito faz parte e está inserido
dentro de um contexto social cheio de contradições e desigualdades, a tomada
de consciência desse fato é de suma importância para orientar as ações
pedagógicas da escola que passa a ser vista, como um local de socialização
do conhecimento elaborado para as camadas populares.
Morin (2007, p.11), entretanto afirma categoricamente que “uma
educação só pode ser viável se for uma educação integral.”
Ora, se o objetivo da educação é o desenvolvimento integral da pessoa, há que
se fazer uma linha de frente em relação à ruptura entre trabalho intelectual e
trabalho manual que sustentou o dualismo educacional. A escola tem negado
às camadas pobres da sociedade o acesso, permanência e sucesso na escola
que oferece uma educação onde há uma dissociação entre a teoria e a prática
por meio de um ensino profissionalizante e para os abastados socialmente, à
formação intelectual e à formação superior.
Para a superação dessa dicotomia tanto da educação humanista
tradicional, quanto a supressão da cultura erudita aos pobres, a educação
progressista defendida por Saviani tem a intencionalidade de formar o homem
pelo e para o trabalho, uma escola cujo saber estaria vinculado ao vivido e não
ao abstrato, inserida na prática social global sempre a partir da situação
histórica.
Enquanto que Morin (2007, p.11) apropria-se do discurso de Jacques
Delors ao estabelecer os quatro pilares da educação contemporânea:
“aprender a ser, a fazer, a viver juntos e a conhecer constituem aprendizagens
indispensáveis que devem ser perseguidas de forma permanente pela política
educacional” e defende esse ideário; Saviani por outro lado, defende que o
objetivo da educação é a compreensão do fazer utilizado nas técnicas e crítica
o “aprender a aprender” como sendo um lema da orientação dominante que
acaba sendo reproduzida nas políticas educativas, resgatando idéias do
construtivismo piagetiano da pedagogia escolanovistas que vem à tona pelos
pós-modernos dentro de um contexto da política neoliberal concebendo que
todo ambiente é educativo, e que a pessoa aprende em qualquer lugar e
também na escola. Como, para os pós-modernos o futuro é incerto, a escola
não pode pensar em um ensino a longo prazo, sendo assim a escola não deve
ensinar, mas aprender de forma a adaptar-se ao mercado de trabalho e
preparando o aluno psicologicamente para a mudança de emprego e
desemprego.
Para Saviani (2007, p.162), “o conceito de politecnia implica a união
entre escola e trabalho ou, mais especificamente, entre instrução intelectual e
trabalho produtivo. Dessa forma, sustenta que trabalho e educação são
atividades especificamente humanas, e a relação entre trabalho e educação se
dá quando o homem necessita de conhecimento para agir sobre a natureza
para transformá-la suprindo assim suas necessidades e ao transformar a
natureza transforma-se a si próprio, pois o homem não nasce homem, ele se
forma homem, portanto, a produção do homem é ao mesmo tempo a formação
do homem e isto, é um processo educativo.
O currículo escolar deve priorizar conteúdo historicamente produzido e
acumulado pela humanidade de forma crítica, articulando educação e trabalho
sendo então, a base do currículo o trabalho como principio educativo.
Aprender a ler, escrever, contar e a dominar os rudimentos das ciências
naturais e sociais são imprescindíveis para que o sujeito possa compreender o
mundo em que vive, inclusive a própria incorporação dos conhecimentos
científicos no âmbito da vida e da sociedade.
Mas, para Morin, o currículo da educação do futuro deverá ser o ensino
primeiro e universal, centrado na condição humana, multicultural,
reconhecendo a diversidade cultural inerente a tudo que é humano.
Morin (2007, p.12) considera que há sete saberes fundamentais
necessários à educação do futuro para a sociedade contemporânea: “as
cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão, os princípios do conhecimento
pertinente, ensinar a condição humana, ensinar a identidade terrena, enfrentar
as incertezas, ensinar a compreensão e a ética do gênero humano.” Afirma que
se trata de um pensamento desprovido de certezas e verdades científicas,
dessa forma a lógica tradicional aristotélica não pode mais responder aos
anseios da sociedade moderna e a lógica da complexidade assume novas
probabilidades e possibilidades.
Saviani, entretanto, diz que a educação liberal se torna
descomprometida ao permitir ao indivíduo manipular em proveito próprio as
diversas situações podendo justificar por esse caminho, atitudes arbitrárias do
ponto de vista humano. Uma educação competitiva, atendendo a lógica do
mercado, onde a pessoa pode vir a ser considerada como meio, como
instrumento a serviço de determinado fim que interessam aos mais fortes e
inevitáveis vencedores da competição.
A educação sempre possui uma dimensão política, baseado no principio
aristotélico de que o homem é um ser político, portanto assume um caráter
educativo e político e este só cumpre seu papel quando permite a formação
integral do sujeito.
Dentro desse contexto, a educação escolar é instrumento básico para o
exercício da cidadania nas diversas instâncias o que não ocorre sem o
preenchimento do requisito de acesso à cultura letrada e ao domínio do saber
sistematizado desenvolvido historicamente pelo homem, que constituem a
razão de ser da escola.
Sendo assim, ao contrário de Morin, Saviani crítica a pós-modernidade
como um período de fragmentação e superficialidade e tem na educação seu
ideário de transformação social para combater as atrocidades do capitalismo e
das políticas neoliberais do estado mínimo que reduz o sujeito à mão de obra a
serviço da exploração do capital e o coloca na condição social de explorado,
roubando as esperanças de uma condição de vida digna e lançando o sujeito
em um mar de incertezas.
Para isso é necessário a compreensão de que toda a prática pedagógica
está embasada em uma teoria que tem uma concepção de educação, de
mundo, de sociedade e de sujeito que se pretende formar e desta forma, antes
de se definir quais os objetivos que se pretende com a educação, ter clareza da
teoria que vai embasar tais objetivos, para que não ocorra a contradição entre
o fazer pedagógico e o discurso teórico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao se fazer considerações é necessário um recuo histórico para


conhecer o contexto social, econômico, político e cultural de cada época.
A pós-modernidade não é uma forma de superação do moderno, mas o
aprofundamento, sob outras bases, das formas de exploração do homem e se
utiliza dos currículos escolares para consubstanciar sua proposta.
Nesses tempos difíceis de pós-modernidade um debate aprofundado
sobre o agir pedagógico se faz urgente, pois as mudanças estão presentes em
nosso cotidiano e estão se realizando em diversos níveis e campos do
conhecimento humano.
Uma política neoliberal, de flexibilização do trabalho e da promoção do
estado mínimo, rouba a dignidade e a segurança dos cidadãos que outrora
eram confiantes na perenidade das coisas passando a viver com a incerteza do
futuro. Pais e mães saem para o mercado de trabalho buscando sobreviver ao
turbilhão pós-moderno o que acaba causando uma instabilidade na construção
da identidade dos jovens e os papéis que eram sólidos e estáveis passam a ser
flexíveis e instáveis.
A religião, a família, a escola e a tradição que centrava a vida dos jovens
e ancorava seu comportamento perde seu valor e dia a dia é minada com o
bombardeio de informações que modificam desde hábitos sexuais e
alimentares até a construção de estilos de vida e os sentimentos de segurança
são substituídos por incertezas que levam o descrédito em relação ao futuro
tornando o jovem uma pessoa imediatista, vivendo numa sociedade do
“descartável”.
Na esteira desse processo a própria instituição escolar teve seus
alicerces abalados pela fluidez da pós-modernidade, pois a sala de aula que é
uma criação da modernidade reproduz o contexto social e sem o alicerce das
instâncias tradicionais, os professores passam a depender do apoio do
discurso dos familiares e da sociedade para sustentar suas práticas. Os
professores se deparam com alunos que no lugar de comportamentos
previsíveis e de fácil manejo pedagógico possuem condutas difíceis e
resistentes ao controle e disciplinamentos, ocorrendo, muitas vezes, o
enfrentamento na sala de aula de duas posturas opostas: a discursividade
moderna, da qual a maior parte dos docentes são herdeiros e a discursividade
pós-moderna que permeia a identidade dos alunos que trazem para a sala de
aula novas demandas baseadas no imediatismo, na busca do prazer e na
intencionalidade de viver o momento presente, desprezando o futuro, rejeitando
os modelos pré-estabelecidos, as verdades absolutas, buscando respostas
para suas vidas no discurso grupal e passando o tempo entregue à internet, à
televisão e a todo tipo de bombardeio midiático.
Os sintomas resultantes são ausência dos sentidos dos conteúdos
escolares, desinteresse manifesto pela prática pedagógica dos professores e
seus objetivos, a reinvenção do espaço da sala de aula para brincadeiras e a
resistência à figura do professor e às salas de aulas que ainda estão
organizadas em torno do ideário da escola moderna, especialmente aquelas
formadas por adolescente, acabam se tornando, muitas vezes, um lugar de
conflito em vez de um espaço de aprendizagem.
À luz das considerações apresentadas o panorama é de colapso
educacional, uma vez que os paradigmas apresentados dentro da sala de aula,
muitas vezes, são opostos e conflitantes.
Resta a esperança na construção de um novo contexto social que permita ao
sujeito se reconciliar com sua essência e com sua existência, resgatando seus
princípios e valores concretos mediados por uma educação que objetive a
emancipação humana.

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