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Passo a Passo Entendendo um Projeto de Instalação Elétrica Residencial.

Sem dúvida, uma das preocupações em construir uma moradia é a execução correta das instalações elétricas, que
privilegiem durabilidade, bom funcionamento, conforto e segurança. Vamos entender aqui a quem são os
envolvidos em projeto de instalação elétrica bem como a preocupação com cada detalhe seguindo a norma
NBR5410.
Ter todas as tomadas no lugar apropriado, interruptores suficientes e um disjuntor bem dimensionado que não
desarme fora das situações de risco são os requisitos mínimos para o bom funcionamento da instalação elétrica, e
só podem ser alcançados, em sua plenitude, através de um planejamento prévio, o Projeto de Instalações Elétricas
Residenciais. O projeto prevê não só o conforto como também obedece a um padrão rígido de normas de segurança
da NBR5410.

Projeto Elétrico Residencial Modelo Completo


Confira Agora Como interpretar um projeto de Instalações Elétricas Residenciais Passo a Passo
Profissionais de nível técnico ou superior da área de elétrica que possuem o certificado CREA já estão habilitados a
assinar projetos elétricos residenciais.
Confira abaixo a simbologia mais geral utilizada nesse tipo de diagrama.
Vale Lembrar que a simbologia pode variar dependendo do projetista. Projetos que fogem desse padrão necessitam
de legenda no diagrama elétrico. O diagrama elétrico é representado na forma unifilar, ou seja, todos os
condutores envolvidos dão representados num único fio, o que pode confundir a interpretação. Para entender o
diagrama, é necessário primeiramente conhecer as ligações elétricas mais comuns e seus equivalentes na forma
unifilar.

Representação dos quatro condutores básicos na notação unifilar

Ligações mais comuns: Diagrama de instalação de lampadas


Para a instalação de uma lâmpada, condutor fase é energizado, conectando-se com o neutro para completar o
circuito quando um interruptor é fechado. Tanto a fase como o neutro são condutores longos que precisam sair do
quadro geral da instalação. O pedaço de fio que fica apenas entre a lâmpada e o interruptor é denominado retorno.
Confira baixo uma ligação simples de uma lâmpada:
Na lâmpada, temos que o 120W representa a potência elétrica nominal, o número 1 é o circuito elétrico e a letra a
identifica o interruptor de acionamento.

Para ligar a mesma lâmpada por dois interruptores diferentes, é necessária a ligação em paralelo:

São necessários mais retornos para uma ligação em paralelo.

Caso se queira um interruptor intermediário entra os dois paralelos, há ainda outra ligação:

É comum usar paralelo intermediário em escadarias de prédio

Para Tomadas de Uso Geral (TUG), utiliza-se apenas uma fase, um neutro e um terra nos seus terminais.

Interpretando um diagrama elétrico


O principal documento utilizado para a execução Projeto Elétrico é o Diagrama Elétrico, onde ficam estão
detalhadas as posições dos eletrodutos, assim como os fios que passam por eles. Vamos analisar cada etapa da
criação do diagrama.

1) Planta Baixa
É necessário possuir a planta baixa da residência com todas as cotas (medidas) necessárias para o cálculo de área
e perímetro.
Usaremos como exemplo essa planta baixa de uma residência de 70m² de área interna

2) Pontos de Iluminação e Tomadas.


Baseado nos cálculos de área e perímetro, determinamos o número mínimo de lâmpadas, interruptores e
tomadas de cada dependência da casa. Esses elementos são divididos em circuitos numerados. Essa numeração é
importante para a orientação dentro do diagrama e serve também para realizar a instalação correta dos
disjuntores da casa.
Utiliza-se um circuito separado para a iluminação, circuitos apenas para TUG (tomadas de uso geral) e um circuito
dedicado para cada TUE (tomadas de uso específico) da residência. São alocados na planta esses elementos.
Apesar de possuir um valor mínimo calculado, nada impede o projetista de adicionar lâmpadas, tomadas e
interruptores que considerar necessários na instalação

3) Definir locais
Definidos os locais dos elementos, devemos conectá-los por uma tubulação de eletrodutos.

Devemos garantir um número suficiente de eletrodutos que não permita acumular muitos condutores passando
pela mesma via, evitando sobreaquecimento.

4) Diagrama e simbologia
Finalmente, representam-se os condutores seguindo a simbologia padrão em diagrama unifilar.
O diagrama unifilar é caracterizado por representar todos os condutores num único segmento, que no caso
representa o eletroduto

5) Condutores e Eletrodutos
O tamanho dos condutores e eletrodutos é previsto no projeto, levando em conta a corrente calculada para cada
um e o agrupamento de condutores dentro do mesmo eletroduto. A norma exige bitola mínima de 1,5mm² para
iluminação e 2,5mm² para tomadas. Além disso, condutores devem ocupar sempre menos de 40% da área interna
de um eletroduto. Esses valores aumentam conforme a necessidade do projeto.
O diagrama unifilar é caracterizado por representar todos os condutores num único segmento, que no caso
representa o eletroduto

5) Condutores e Eletrodutos
O tamanho dos condutores e eletrodutos é previsto no projeto, levando em conta a corrente calculada para cada
um e o agrupamento de condutores dentro do mesmo eletroduto. A norma exige bitola mínima de 1,5mm² para
iluminação e 2,5mm² para tomadas. Além disso, condutores devem ocupar sempre menos de 40% da área interna
de um eletroduto. Esses valores aumentam conforme a necessidade do projeto.

Condutores sem indicação serão de 2,5mm² e eletrodutos sem indicação serão de 20mm²
Conclusão
A execução correta de uma instalação elétrica é importante para garantir o conforto e segurança na moradia.
Construir casas sem um projeto de elétrica prévio é um risco que se assume, assim como contratar eletricista
profissionais que não saibam interpretar corretamente um diagrama elétrico, pode acarretar em futuras dores de
cabeça.
Confira como são realizadas as ligações no quadro de distribuição da residência, bem como os dispositivos de
proteção necessários em uma instalação elétrica residencial.

Entendendo o Projeto Elétrico Passo a Passo: Diagrama do Quadro de Distribuição


Depois de entender o diagrama elétrico mostrado em nosso artigo anterior, já sabemos como se distribuem os
condutores elétricos pela residência, respeitando as determinações do projetista. No entanto, é importante
também ter atenção aos detalhes do quadro de distribuição que possui seu próprio diagrama. Nesse quadro
estão instalados todos os dispositivos de proteção, separados para proteger cada grupo de condutores, ou seja,
cada circuito conforme numerado no projeto.

Cada circuito da casa, (Ex: Iluminação 1, TUG 1, Chuveiro, etc.) tem seu próprio dispositivo de proteção. Assim,
caso ocorra alguma irregularidade, apenas uma parte da fiação será desligada.

Dispositivos de proteção
Numa instalação elétrica, a proteção é essencial para evitar acidentes como incêndios ou choques elétricos.
Confira abaixo os dispositivos mais comuns para proteção dos circuitos numa instalação residencial.

IDR – Interruptor Diferencial Residual


Esse tipo de dispositivo serve principalmente para evitar choques elétricos ou o desgaste de equipamentos pela
corrente de fuga. Ele funciona com um sensor que detecta a fuga da corrente, e “desarma”, ou seja, interrompe o
circuito em que está ligado nas situações em que essa corrente ultrapassa seu valor nominal.

Uma corrente de fuga ocorre quando uma parte da corrente que entra no circuito se perde em sua trajetória,
podendo ser desviada graças a um choque elétrico ou por falta de isolação.

Numa residência, em geral utiliza-se IDR com sensibilidade de 30mA, recomendada para proteger contra choques
elétricos. IDR’s com sensibilidade superior a essa são usados para proteger o patrimônio, úteis em indústrias. É
importante destacar que esse dispositivo não detecta curto-circuitos, sendo necessário um disjuntor para
complementar a segurança.
Interruptor Diferencial Residual quadripolar (3 Fases + Neutro). Possui a chave azulpara ativação do dispositivo e
um botão branco para testar seu funcionamento

DTM – Disjuntor Termo Magnético


Como o nome sugere, esse dispositivo monitora a temperatura do condutor em que está ligado, e caso ultrapasse
seu valor nominal, ele interrompe o circuito no qual está instalado. É usado na proteção contra curto-circuito,
pois caso ocorra contato entre uma fase e um neutro ou entre fases, a corrente que flui nos condutores é muito
alta e passa a aquecer a fiação. A ausência de disjuntores, nesse caso, pode levar de danos à instalação elétrica
até incêndios domésticos.

Disjuntores Termomagnéticos do tipo unipolar, bipolar e tripolar

Diagrama do Quadro de Distribuição


O quadro de distribuição é a origem de todos os circuitos que passam pela residência, ele recebe a fiação do
padrão de entrada que vem da rua e distribui os condutores de cada circuito, devidamente protegidos por DTM e
IDR.

Exemplo ilustrativo de uma instalação residencial bifásica. Foram usados IDR e DTM em todos os circuitos

Levando em conta que um IDR chega a custar centenas de reais, a norma NBR 5410 permite usar um único
dispositivo como proteção geral contra fuga de corrente, atuando diretamente nos condutores fase e no neutro
da entrada, reduzindo assim o custo da instalação.
O projeto, no entanto, deve ser bem executado, pois falhas na isolação podem levar a desarmar esse dispositivo,
desligando toda a instalação elétrica desnecessariamente, o que pode ser um transtorno para o consumidor.
Instalação utilizando um único dispositivo IDR

Veja abaixo o diagrama do quadro de força de um projeto elétrico residencial.

Diagrama do Quadro de Distribuição de uma residência com padrão de entrada bifásico e um único IDR para
proteção contra choques.

No diagrama, representam-se todos os diâmetros da fiação, e as especificações de corrente para cada disjuntor
dos circuitos.
São previstos ainda espaços para circuitos adicionais.
Note que os disjuntores marcados com uma barra correspondem aos monopolares, protegendo cada fase. Os
disjuntores com duas barras são bipolares e protegem duas fases. O IDR foi marcado como tripolar, e protege as
duas fases e o neutro.

Conclusões
Aprendemos a interpretar de forma prática os diagramas do quadro de distribuição, levando em conta os
dispositivos de proteção IDR e DTM.

Como Fazer a Montagem de um Quadro de Distribuição


Não importa qual serviços que iremos desenvolver na área elétrica, ele deve sempre estar nos conformes e
seguindo as normas, como a NBR 5410 – Instalações elétrica em baixa tensão – e NR-10 – Segurança em
instalações e serviços em eletricidade.
Com a energia fornecida pela concessionária até que chegue em nossas residências. Antes de se alocar nos
aparelhos elétricos contidos em nossa casa, ela passa pela pelo quadro de medição, que está associado ao quadro
de distribuição.
Este quadro de medição é onde é medido o consumo mensal, que é ligado através de um ramal de entrada ao
painel de distribuição do circuito geral denominado QDG .
Por vez, este quadro é o responsável pelo ponto de partida para a alimentação de pontos elétricos espelhada pela
casa, em que são divididos em circuitos.
Podem ser divididos em circuitos de iluminação, de tomada de uso geral, tomadas de uso especifico, etc.

Montagens de Quadro de Distribuição Geral

Montagem do quadro de distribuição Monofásico com Disjuntor Termomagnético (DTM)

Montagem do quadro de distribuição Monofásico com Disjuntor Diferencial Residual (DR)


Montagem do quadro de distribuição Bifásico ou Trifásico com Disjuntor Termomagnético (DTM)

Montagem do quadro de distribuição Bifásico ou Trifásico com Disjuntor Diferencial Residual (DR)

Disjuntores
São dispositivos extremamente necessários para o auxílio da proteção de um circuito. Este circuito alimenta as
cargas do ambiente.

Analisando os exemplos de montagens dos quadros anteriores, observa-se a existência de barramentos, que
contem condutores de proteção e neutro. O primeiro deve estar acoplado ao segundo que deve estar,
obrigatoriamente, isolado eletricamente do quadro em questão.
Dessa forma, pode-se obter a segurança contra descargas elétricas no contato indevido com superfícies
condutoras.

Como montar um quadro de distribuição elétrica residencial passo a passo


Se você possui dúvidas para se fazer uma montagem de um quadro de distribuição que seja eficiente, confira a
seguir algumas dicas.

1 – Divisão de circuitos
Qualquer instalação elétrica eficiente deve possuir, de acordo com cada necessidade apresentada, a divisão de
circuitos e, de acordo com a norma, devem estar identificados para a segurança de quem for fazer uma
manutenção, ensaios, inspeções e para se evitar defeitos no circuito.
Deve ser lembrado também que a chave geral do circuito deve estar isolada para uma melhor visualizada,
principalmente em casos de acidentes onde as pessoas precisam ir rapidamente até o quando e desligar mesmo
estando desesperadas.

2 – Previsões
Todo e qualquer circuito de distribuição distinto deve ser previsto, afim de pensar nas futuras necessidades de
controle especifico, não deixando esses circuitos serem afetados por falhas de outros circuitos.
Deve ser analisada também a possibilidade de ampliações, que também afeta no grau de ocupação dos
condutores e nos quadros de distribuição.

3 – Circuitos individuais
Nesta etapa, deve ser observada as funções dos equipamentos de utilização a serem alimentados. Algumas
máquinas necessitam de circuitos individuais, sendo distintos dos circuitos de tomadas e de iluminação.
Levando em considerações as resistências e locais de acomodação (hotéis, motéis etc), os circuitos com
equipamentos de necessidade de corrente nominal igual ou acima de 10A, devem ser separados em circuitos
individuais.

4 – Equilíbrio de cargas
As cargas devem ser distribuídas de tal forma nas instalações alimentadas com 2 ou 3 fases, de modo a se obter o
maior nível de equilíbrio possível entre elas.

5 – Dimensionamentos
Para que não ocorram falhas de queda de energia, curtos-circuitos, queima de equipamentos e outros problemas
mais, se faz necessário o dimensionamento das cargas a serem instaladas no circuito de acordo com todos os
equipamentos a serem utilizados.

Se você não possui o conhecimento para tal dimensionamento, recorra a um eletricista profissional gabaritado.
Uma questão importante para aqueles clientes que necessitam de projetos, vale lembrar que apenas pessoas de
nível superior completo, com autorização do CREA podem desenvolver tais projetos.

SPDA – Elaborando Um Projeto De Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas


Já ouviu falar sobre projetos de Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas, o famoso SPDA? Para
elaborar um SPDA, além de observar nas normas técnicas como a ABNT 5419 (referente a proteção de
estruturas), ABNT 5410 (referente a instalação de baixa tensão) e, também, as prescrições da norma NR-10.
Em um projeto de SPDA, também necessitamos interagir com os responsáveis pelos projetos estruturais e
arquitetônicos, afim de sempre buscar a melhor solução técnica que atenda também os padrões estéticos.
Ao finalizar essas soluções, aconselha-se fazer uma análise crítica, em que será verificada, principalmente, se a
solução apresentada é exequível, se permitirá facilidade nas inspeções e manutenções do sistema, se atende a
necessidade do cliente e se o detalhamento é suficiente para não permitir dúvidas na hora da execução.
Para a elaboração do projeto do Sistema contra descargas atmosférica, deve escolher qual tipo melhor se adéqua
a edificação em questão. Os tipos mais comuns são o tipo Franklin e, principalmente, o tipo Gaiola de Faraday.

Projeto de SPDA Tipo Franklin


O método de proteção por para-raios tipo Franklin, consiste na utilização de um ou mais mastros com captores de
modo que todo volume da edificação a ser protegido fique dentro de uma zona espacial de proteção do sistema,
no interior do cone de proteção criado pelo para-raios.
O exemplo mostra uma vista lateral de uma edificação de quatro pavimentos. Em que o ângulo do cone de
proteção é de 45º.

1. O cone de proteção está protegendo todo volume, incluindo todas as partes da edificação, como também
dos equipamentos instalados sobre ela. O cone de proteção criado pelo para-raios Franklin deve envolver
a estrutura também nas demais vistas, garantindo que toda ela esteja protegida.

PROJETO DE SPDA TIPO GAIOLA DE FARADAY


O projeto de SPDA tipo Gaiola de Faraday se baseia na planta de cobertura da edificação. Neste local será
demonstrado a disposição dos fios nos subsistemas como:

 Subsistemas de captação com captores horizontais;


 Subsistemas de captação com captores verticais;
 Subsistemas de decidas;
 Subsistema de aterramento com eletrodos horizontais e verticais.

Algumas edificações se fazem necessário utilizar o sistema tipo Franklin com captação vertical juntamente ao tipo
Gaiola de Faraday para garantir a proteção lateral da edificação, se sobressaindo em relação a última.
Após esses detalhes, deve-se identificar a localização da caixa de equalização de potenciais. É nesta caixa que é
feita interação entre sistemas que necessitam de aterramento. São interligados os subsistemas elétricos, de
telecomunicações, de gás e qualquer outro sistema que necessite de um terra de referência.
Após esses dados estarem de acordo com todas as necessidades e normas vigentes, é necessário fazer os
detalhamentos da forma construtiva.

Detalhamento da Instalação da Malha de Aterramento do SPDA


Ou, ainda, anel principal, que seriam os eletrodos horizontais.

Decidas
Ou ainda eletrodo de terra, que são os eletrodos verticais, juntamente a forma de conexão entre os eletrodos
horizontais e verticais.
Em casos de descidas embutidas, também deverá ser representada no aterramento. Descidas como estas são
advindas de questões estéticas.

Detalhamento da Caixa de Inspeção Tipo Solo


Detalhe do sistema de liberação do anel de aterramento para medição das decidas do aterramento
Fixação do Captor Horizontal
Fixação dos cabos dos captores horizontais sobre a cobertura.

Travamento do Captor para Mudança de Direção


As formas da mudança de direção e curvaturas.

Conexão em “X” dos Captores


A fixação nas telhas e o cruzamento das malhas em “x”.
Terminais Aéreos

Captores Verticais

Notas Construtivas
Local onde deverá apresentar as premissas necessárias, resguardando de informações que não foram prestadas
ao projetista juntamente a recomendações sobre a dúvida se há, por exemplo, uma estação de gás.
Independente do projeto que você fará, seja ele simples ou não, procure não deixar dúvidas sobre a execução.
Para isso, o detalhamento é fundamental.
Além do projeto de desenhos, também é grande valia o fornecimento do memorial descritivo, da relação de
fornecimentos, planilha orçamentária e da lista de documentos.
Tudo isso deve ser avaliado e assinado por uma pessoa habilitada demonstrando que o projeto, cálculos,
materiais e detalhes que ali estão fornecidos são de informações válidas.

Como Calcular a Quantidade de Tomadas por Comodo


Um projeto elétrico residencial requer mais do que formação técnica, demanda experiência e credibilidade, afinal
toda uma família estará utilizando de algo sob sua responsabilidade, dessa forma fazer o serviço com sabedoria,
precisão e padrão de qualidade é muito importante, tanto para segurança quanto para o conforto.
Dessa maneira vamos abordar nesse artigo o tópico sobre as tomadas e como dimensiona-las em uma residência.
Aqui falaremos como calcular e como de maneira segura e dentro das normas realizar a instalação com plena
confiança de entregar um serviço de qualidade e profissional.
Iremos assim levantar os pontos para as tomadas de uso geral conhecidas como TUG e tomadas de uso especifico
que são as TUE. Vamos entender os pontos importantes a serem considerados na instalação e quantidade mínima
que deve ser instalada em cada cômodo e residência.

Diferenças e pontos importantes para uma tomada.


Já podemos perceber que existem dois tipos de tomadas para uso em residências, esses dois grupos as gerais e as
especificas possuem ainda algumas variações dentro de suas classificações, principalmente quando falamos das
tomadas de uso específicos, essas quando em nível industrial possuem mais classificações para cada uso que
terão.
Traduzindo a NBR5410 norma brasileira que aborda as instalações elétricas em baixa tensão, as tomadas de uso
geral (TUG) são aquelas que irão conectar equipamentos moveis ou portáteis comuns, como são os casos de
televisores, aspiradores de pó, luminárias, etc.

Já as tomadas especificas (TUE) são destinadas à alimentação de aparelhos que possuem uma potência maior, um
trabalho de força eletromotriz, como são os casos de chuveiros, microondas, e claro o aparelho de ar
condicionado.

Condições técnicas para instalação das tomadas


Independente da categoria da tomada que está se empregando na residência, deve-se seguir alguns padrões
técnicos também contidos na NB5410, sendo assim vamos tratar as condições separadas para melhor
entendimento e esclarecimentos:

 Condições da rede para TUG: Tomadas de uso geral devem ser dimensionadas com 600W no mínimo e
caso o cômodo tenha mais que 3 tomadas você deve instalar 3 em 600w e as demais com 100w, bem
como locais de pouco equipamento.
 Condições da rede para TUE: É obrigatório que as tomadas especificas possuam redes separadas das
demais tomadas, isso é essencial. Já a potência da tomada deve ser superior ao equipamento que nela
será ligado, lembrando que essas tomadas irão receber equipamentos que solicitam corrente superior ou
igual a 10 amperes.
Lembrando que ambos os circuito elétricos instalados devem possuir um aterramento próprio, ou seja, fazer o
aterramento do quadro de distribuição.

Determinando as quantidades de tomadas


Além de estabelecer um padrão da rede elétrica existe ainda as quantidades mínimas que cada local ira
necessitar. É recomendado, ou seja, não é regra, que após executar os cálculos de cada local e obter o número
mínimo de tomadas que faça a instalação de uma quantidade maior que a calculada, isso deve-se para evitar o
uso de benjamins, “T’s”, réguas e etc. Confira abaixo como deve-se efetuar os cálculos:
 Locais com área ≤ 6m²: Ao menos 1 tomada;
 Locais com área > 6m²: 1 tomada a cada 5m ou fração do perímetro, com tomadas bem espaçadas e
uniformemente de acordo com o projeto;
 Cozinhas, copas, e áreas de serviço: 1 tomada a cada 3,5m ou perímetro fracionado, lembrando que deve-
se haver ao menos 1 TUG em cima de cada pia;
 Subsolos, varandas e garagens: 1 tomada ao menos;
 Banheiros: 1 tomada ao menos junto ao lavatório e afastada 60cm do box;

Sendo assim o cálculo das tomadas TUG para cada local será feita pelo cálculo:

formula-calcular-tomadas-uso-geral
Ou seja, um local com 6 metros de perímetro que for uma área de serviço terá a seguinte quantidade de tomadas:

Sendo assim essa área de serviços devemos prever ao menos 2 tomadas, ou seja, sempre arredondados os
valores para o próximo acima.

Por fim, devemos sempre lembrar que as TUE são colocadas de acordo com a necessidade não havendo cálculos
para quantidades, mas sim para as potencias ideias de cada tomada. Todo equipamento de ar-condicionado deve
ter uma tomada TUE dimensionada. Boas instalações e projetos.

Como fazer aterramento – Aterramento Elétrico Eficiente


Elemento fundamental na hora da instalação elétrica, veja aqui como fazer aterramento elétrico. Vamos primeiro
entender qual a definição do aterramento elétrico e sua importância.
O que é aterramento?
O aterramento elétrico ou “Aterramento” começou originalmente como uma medida de segurança usada para
ajudar a impedir que pessoas entrem acidentalmente em contato com a eletricidade causando desde pequenos
acidentes á danos irreparáveis no corpo, e num caso mais extremo a morte.
Embora o aterramento elétrico possa ter sido originalmente considerado apenas como uma medida de
segurança, o aterramento elétrico tornou-se uma parte essencial da eletricidade diária.
Devido à grande quantidade de aparelhos eletroeletrônicos como computadores, televisões, fornos de
microondas, lâmpadas fluorescentes e muitos outros dispositivos elétricos gerarem muitos “ruído elétrico” que
pode danificar o próprio equipamento e fazer com que ele funcione com menos eficiência.
O aterramento adequado pode não apenas remover esse “ruído” indesejado, mas pode até mesmo fazer com que
os dispositivos de proteção contra surtos funcionem melhor.
Com três funções principais do aterramento elétrico.
1. A primeira função é descarregar as cargas acumuladas na máquina (em suas carcaças) para a terra.
2. A segunda é facilitar o funcionamento dos dispositivos de proteção, como disjuntores, chaves, fusíveis,
entre outros).
3. A terceira e mais importante função, é a proteção que ele traz ao usuário, como quando ocorre uma
descarga atmosférica; aqui o aterramento elétrico transfere essa energia para um caminho alternativo
até chegar a terra.

O aterramento elétrico também possui outras funções, como, por exemplo, eliminar interferências
eletromagnéticas (EMI).
Não basta apenas ter um aterramento elétrico instalado em sua casa ou em sua empresa. É necessário que este
aterramento esteja em vigor com as normas regulamentadoras e seja, lógico, eficiente.
6 Dicas de como fazer aterramento eficiente
Antes de iniciar o procedimento, você deve estar atento as exigências da Associação Brasileira de Normas
Técnicas (ABNT) e nas Normas Brasileiras Regulamentadores (NBR).
Dentre várias normas, atente-se as especificações da NBR 5410 – Instalações Elétricas em Baixa Tensão. Na
seguinte subseção, 6.3.3.1, você pode encontrar os possíveis sistemas de aterramentos que podem ser feitos.
Qual aterramento a ser utilizado, depende do tipo de serviço.
Ao instalar um aterramento a um aparelho específico, geralmente o próprio fabricante já especifica qual tipo de
sistema de aterramento utilizar.
Quando não for especificado, opte por utilizar o sistema TT sempre que possível. Caso não seja tente o sistema
TN-S e, em último caso, o sistema TNC.
Alguns cálculos, como o de dimensionamento de um aterramento, muitas vezes são considerados um assunto
para ser resolvidos por um engenheiros eletricista. Fatores como quantidade de hastes, valor da resistividade do
solo influenciam o valor da resistência na hora do aterramento elétrico.
Aqui vão algumas dicas, mas caso ainda haja dúvidas, procure um engenheiro da área para estar solucionando e,
quando necessário, estar fazendo um projeto para você apenas executar. Neste projeto o engenheiro lhe dará
onde instalar as hastes, a distância, a quantidade e a lista de material.

1ª dica
Na hora de escolher hastes de aterramento, procure optar por hastes de 2,5m, pois estas conseguem diminuir o
risco de atingir dutos subterrâneos na hora de sua instalação.
As hastes são feitas de aço e revestida de cobre com comprimentos de 1,5 a 4,0m. analise bem sua instalação e
veja qual comprimento melhor de adapta ao seu projeto.

2ª dica
O valor da resistência medida para um aterramento ideal, deve ser abaixo de 5 Ω (ohms). Porém, em caso de
fábricas, por exemplo, é aceitado até 10 Ω.
A umidade da umidade do solo e outras químicas ajudam a influencia no valor desta resistência.
É necessário inserir hastes a tal ponto de a resistência ser igual ou inferior a 5Ω. Caso você se depare com esse
tipo de situação, verifique qual das opções é mais indicada: o agrupamento de barras em paralelo (com a regra do
polígono) ou o tratamento do solo.

3ª dica
O eletrodo de cobre que você havia selecionado na 1ª dica, deverá ser enterrado no solo deixando cerca de 10 cm
para fora. Lembrando que os sistemas de eletrodos mais utilizados são: hastes, chapas, cabos e malhas, em que
qualquer um deles são sempre feitos de cobre.

4ª dica
Em seguida, conecta-se um cabo ao eletrodo de cobre que será levado até o quadro central. Esse cabo deve ser
ligado a barra de terra, de tal forma a distribuir os fios, colocando um em cada eletroduto. Em outras palavras,
cada circuito deve possuir o seu fio terra que será, então, conectado as tomadas.

5ª dica
Na hora de colocar o fio terra, a bitola dele deve acompanhar a bitola do fio fase, regra válida até cabos de
16mm². A partir disso, a bitola do fio terra pode apresentar a metade da dimensão do fio fase.
Como padrão, utilize para as cores do fio terra verde e/ou amarelo.

6ª dica
Após a instalação de seu fio terra, substitua as tomadas antigas, de dois polos, pelas de 3 polos, ligando-a no
terceiro fio da tomada.
O uso do fio terra é de extrema importância, mas vale lembrar que só ele não garante a nossa segurança contra
correntes elétricas.
Então, para se ter um sistema de aterramento elétrico eficiente e seguro se faz necessário a instalação de um
Dispositivo Diferencial Residual (DR).
Seguindo essas dicas de como fazer aterramento de acordo com a norma NBR 5410 e fazendo uso adequado dos
disjuntores trará mais segurança pra sua instalação. Gostaria de aprender mais sobre eletricidade fique por
dentro com saber elétrica!

A Importância Do Balanceamento de Cargas


As concessionárias de energia elétrica geram, transmitem, distribuem e fornecem tensão elétrica (CA) a seus
clientes que, quando acionam um equipamento, que passaremos a chamar de carga, irá produzir corrente elétrica
que voltará para o Sistema Elétrico de Potência – SEP pela mesma fase que foi entregue a tensão.
Se a carga for monofásica, ou seja, alimentada por fase e neutro, a corrente elétrica por ela produzida retornará
para o SEP pela mesma fase que alimenta esta carga, e não pelo condutor neutro.

Saiba como é feito o balanceamento de Cargas


É convencional denominarmos as fases por R, S, T , o condutor neutro por N e o condutor de aterramento por PE.
Para que as concessionárias consigam manter o SEP balanceado, existe a necessidade de que seus clientes
também mantenham suas instalações elétricas balanceadas.

O balanceamento de cargas da instalação deve ser previsto e calculado na fase da elaboração do projeto elétrico
da edificação, e a sua execução deve obedecer fidedignamente o que foi projetado. Em caso de execução em
desacordo com o projeto, deve ser elaborado “As Built” – alteração de projeto – e encaminhado para o setor
competente providenciar as alterações no projeto original.

O projeto elétrico é elaborado dentro de situações ideais, mas o que encontramos na prática são situações reais e
muitas vezes há necessidade de refazer o balanceamento de carga por conta de remanejamento de máquinas,
acréscimo de cargas – o que resulta em revisão da instalação elétrica e reprojeto.

Toda instalação elétrica deve sofrer manutenção preventiva periódica a fim de verificar se os níveis de tensão
estão dentro dos parâmetros admissíveis pela ANEEL, se as correntes elétricas por fase estão balanceadas – caso
contrário haverá necessidade de refazer o balanceamento de carga, condições gerais das instalações elétricas,
equipamentos de proteção e manobra, estado geral dos fios e cabos, se não há aquecimento de fios, cabos e
disjuntores.

Uma pergunta clássica a respeito de balanceamento de fases: uma carga ligada em 220V – fase fase consome
menos energia elétrica que as cargas ligadas em 127V – fase neutro?
Mito! Quem determina o consumo a ser registrado pelo medidor de watthora não é a tensão de alimentação,
nem a corrente gerada pela carga, mas sim a potência do equipamento.

Vamos tomar como exemplo um chuveiro de 5 600W de potência.

Pela lei de OHM, P=E x I


onde P = Potência, E = Tensão e I = Corrente.

Se ligarmos o chuveiro em fase neutro – 127V, teremos: I = 5600/127 ; I = 44A , o que exige uma proteção de 50A
e fio fase, neutro e terra de bitola 10 mm².

Se ligarmos em fase fase – 220V, teremos: I = 5600/220 ; I = 25A, o que exige proteção de 32A e fios fase e terra
de bitola 6 mm². Não podemos utilizar fio 4 mm² pois sua capacidade de condução é 28A, inferior à proteção de
32ª

A principal diferença entre os dois exemplos é que o condutor neutro não conduz corrente elétrica, e a I = 44A
será conduzida pela fase, o que exige proteção de capacidade de corrente maior e condutor de bitola maior, em
relação ao segundo exemplo, onde irá fluir apenas 25A por cada fase, uma diferença muito significativa em
matéria de custo com material na construção, manutenção do sistema e balanceamento de cargas.

Quando se diz que a instalação em sistema bifásico ou trifásico são mais econômicos em relação ao monofásico,
isso não se refere ao registro do consumo de energia elétrica pelo medidor de watthora, mas sim na economia
que se tem na execução da obra e manutenção do sistema, pois utiliza-se proteções de menor corrente e
consequentemente menor custo, o mesmo acontecendo com os fios e cabos.
Outro aspecto muito importante é que trabalhando no sistema bi ou trifásico, a possibilidade de se conseguir um
balanceamento de cargas mais eficaz é infinitamente maior.

As concessionárias de energia elétrica frequentemente elaboram e executam projetos de balanceamento de


cargas no SEP devido ao grande desbalanceamento de carga gerado pelas residências, comércios e indústrias.
Podemos concluir que somente haverá tensão e corrente elétrica nas fases. O condutor neutro e o de
aterramento não conduzem corrente elétrica, exceto em casos específicos, como corrente de curto circuíto,
corrente de fuga, descarga atmosférica, desbalanceamento de cargas, entre outros.