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ALESSANDRO CASCARDO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR MINISTRO PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL


FEDERAL

PARTIDO PROGRESSISTA, com representação no Congresso Nacional, representado


por seu Presidente..., CNPJ nº..., com sede na..., bairro..., cidade..., por seu advogado
infra-assinado, com endereço profissional na..., bairro..., cidade..., endereço que indica para
fins do artigo 106, do C PC/2015, devidamente constituído, conforme procuração com
poderes especiais em anexo (Lei nº 9.868/99), vem, respeitosamente, perante Vossa
Excelência, com fulcro no artigo 103, § 2º, da CRFB/88, sendo também disciplinada nos
artigos 12-A a 12-H da Lei nº 9.868/99, alterada pela Lei nº 12.063/2009 que acrescentou
à lei nº 9.868, de 10 de novembro de 1999, o Capítulo II-A, propor:

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO

com base no artigo 103, §2º, da CRFB/88 e na Lei nº 9.868/99, por omissão do EXMO. SR.
GOVERNADOR DO ESTADO DE SANTA CATARINA em face do descumprimento e da falta
de emissão de norma regulamentadora do disposto no artigo 37, X, , da Constituição
Federal, esperando que seja recebida e seguindo as formalidades de estilo, seja distribuída
e ao final declarada a mora do Poder competente, que inviabiliza a aplicação da norma
constitucional, conforme será demonstrado ao longo da presente petição, nos termos e
motivos que passa a expor.
DA LEGITIMIDADE

A legitimidade ativa do partido político para a propositura da presente encontra


assento no artigo 103, VIII, da CRFB/88, e conforme pacificado por esta corte, segundo
o Ministro Celso de Mello, independe de pertinência temática “... os partidos políticos têm
legitimidade para ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, independentemente da
matéria versada na norma atacada”. “O reconhecimento da legitimidade ativa das agremiações
partidárias para a instauração de controle normativo abstrato, sem as restrições decorrentes do
vínculo de pertinência, constitui natural derivação da própria natureza e dos fins
institucionais, que justificam a existência em nosso sistema normativo, dos partidos
políticos.” (STF – ADI 1396). Portanto, o Requerente por ser considerado Autor Neutro e
Universal encontra-se dispensado de demonstrar Pertinência Temática.

DA COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Na forma do artigo 102, I, “a”, CRFB/88 é de competência originária do S TF o


processamento e julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão. É certo
que frente a omissão legislativa federal que se discute no caso em questão, a competência
originária do Supremo Tribunal Federal resta evidenciada.

DO CABIMENTO

A competência legislativa dos Órgãos Estatais é um poder-dever, porquanto o princípio


fundamental d o Estado de Direito Republicano exige que o poder político deve ser
exercido para a realização não de interesses particulares, mas do bem comum do povo
(res publica). Segue-se daí que toda competência dos órgãos públicos, em lugar de simples
faculdade ou direito subjetivo, representa incontestavelmente um poder-dever. Assim, ao
dispo r a Constituição da República que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário são
“Poderes da União, independentes e harmônicos entre si” (artigo 2°), reforça o princípio
que se acaba de lembrar, pois quando os órgãos estatais constitucionalmente dotados de
competência exclusiva deixam de exercer seus pode res-deveres, o Estado de Direito
desaparece.

Sabe-se ser imprescindível, para o cabimento da ação direta de inconstitucionalidade


por omissão a existência de um direito previsto na Constituição Federal que não possa
ser exercido por ausência de lei especifica e, no caso em tela, tal direito, pode ser
encontrado no artigo 37, X da CRFB/1988.

DOS FATOS E FUNDAMENTOS

Trata-se de ação declaratória de inconstitucionalidade por omissão, proposta pelo


Partido Progressista com representação n o Congresso Nacional, considerando o
descumprimento e da falta de emissão de norma regulamentadora do disposto no artigo
37, X, da Constituição Federal, o qual prevê a revisão geral anual dos servidores público
s, na mesma data e com índices idênticos, para reajuste anual dos servidores públicos do
Estado de Santa Catarina.

É nítida a omissão do Governador do Estado de Santa Catarina, do dever de


encaminhar ao Poder Legislativo projeto de lei que regulamente a revisão geral anual, na
mesma data e sem distinção de índices, da remuneração dos servidores públicos dessa
unidade da Federação, conforme o disposto no art. 37, X, da Constituição Federal.

Cabe salientar que a última revisão remuneratória ocorrida nesse Estado-membro


se deu com a edição da Lei xxx, de 10/10/2003, assim os servidores acumulam, desde
então, sucessivas perdas salariais geradas pela inflação, e mesmo após decorrido todo esse
tempo, não há qualquer sinal de que o Executivo Estadual pretenda cumprir o ditame
ora destacado.

Assim, configurado o comportamento omissivo do Chefe do Poder Executivo


catarinense, corroborado tanto pelos reajustes pontuais concedidos a determinadas
carreiras estaduais como pela ausência, nas leis orçamentárias dos últimos anos, de dotações
visando restituir as perdas salariais dos servidores, pretende a presente ação para ver
declarada a omissão, tendo em vista a inexistência de norma regulamentadora do art.
37, X, da Carta Magna, pretendendo-se também o estabelecimento do prazo de trinta dias
para que o Exmo. Sr. Governador do Estado de Santa Catarina encaminhe ao Poder
Legislativo projeto de lei específico, destinado a fixar ou manter a periodicidade máxima
de 12 meses para reajuste dos vencimentos.

Considerando os fatos acima expedidos, é nítido o direito que ora se pleiteia,


dado o caráter obrigatório da revisão geral anual prevista no inc. X, do artigo 37, da CF/88,
sendo certo que deve ser fixado um prazo razoável para que o Governado r proponha a
lei reclamada, prazo este de acordo com art. 103, § 2º, da Lei Maior, ou ao menos
qualquer outro prazo razoável que faça r espeitar as garantias constitucionais dos
servidores públicos catarinenses.

Não restam dúvidas o direito a revisão geral anual dos índices de remuneração e
subsídios dos servidores públicos estaduais, sendo esse direito um fortalecer da Garantia
de irredutibilidade, sendo certo que a mora do Poder Executivo em propor a lei revisora
para cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica, vem
gerando sérios prejuízos aos servidores, violando de forma clara a garantia de
irredutibilidade, pois o texto Constitucional assegura a anu alidade e a igualdade de
condições de todos os servidores, sem distinção, devendo ocorrer por intermédio de l ei
específica, sob pena de violar o princípio constitucional da igualdade (artigo 5º da
CRFB/88).

“CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO - SERVIDOR PÚBLICO -


REVISÃO GERAL DE REMUNERAÇÃO - PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA
IRREDUTIBILIDADE DE VENCIMENTOS - ART. 37, X E XV, DA CF/88 C/C
ART. 1º DA LEI Nº 7.706/88 - GARANTIA CONTRA A REDUÇÃO DE SEU
VALOR NOMINAL - PRECEDENTES DO STF. I - O Plenário do colendo ST F
- anteriormente ao advento da E.C. nº 19/88 - "ao apreciar a questão
da data -base prevista no artigo 1º da Lei nº 7.706, de 21 de dezembro
de 1988 (MS nº 22.439, julgado em 15/05/96), para a revisão de
vencimentos dos servi dores públicos, assentou que a norma contida
no artigo 37, inciso X, da Constituição Federal (na redação anterior à
E.C. nº 19/98), não é por aquela lei regulamentada, senão que expressa
que esses reajustes não podem ser discriminatórios, aplicando -se a
todos indistintamente, na mesma data", daí porque a Lei nº 7.706/88
- e outras que a repetem - não são auto-aplicáveis, dependendo o
reajuste de vencimentos/proventos/soldos dos servidores públicos
federais de lei específica, cuja iniciativa é exclusiva do Presidente da
República, a teor do art. 61, § 1º, II, a, da C F/88 (MS nº 22.468 -
1/DF, Rel. Min. Maurício Corrêa, Pleno do ST F, maioria, in DJU de
20/09/96, pág. 34.539).II - Constitui entendimento pacífico do STF que
o princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos -
consagrado no art. 37, XV, da CF/88 - representa garantia de
irredutibilidade de seu valor nominal, dele não exsurgindo direito a
reajuste automático de vencimentos, em decorrência de desvalorização
da moeda, provocada pela inflação. III - A Corte Suprema "sempre
encarou o princípio da irredutibilidade como um conceito jurídico, não
simplesmente econômico, ficando o dir eito à majoração do vencimento
nominal a depender de indispensável autorização legislativa" (RMS nº
21.774 -3/DF, Rel. Min. Paulo Brossard, in DJU de 02/12/94, pág.
33.199). Em igual sentido decidiu aquela Corte, no RE nº 100.818/SP,
Rel. Min. Néri da Silveira (in DJ U de 16/06/95, pág. 18.267/8). IV - A
E. C. nº 19/98 deu nova redação ao art. 37, X , da CF/88, assegurando
revisão geral anual de remuneração aos servidores públicos, sempre na
mesma data e sem distinção de índices, mediante lei específica e
observada a iniciativa privativa, em cada caso. V - Analisando a nova
redação do art. 37, X, da CF/88, introduzida pela E.C. nº 19/98, o STF,
no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão
ajuizada pelo Partido Democrático Trabalhista - PDT e pelo Partido dos
Trabalhadores - PT, visando tornar efetiva a norma constitucional que
assegura a revisão geral anual da remuneração dos servidores públicos,
"julgou procedente, em parte, o pedido formulado na ação direta, para
as sentar a mora do Poder Executivo no encaminhamento do projeto
previsto no inciso X do artigo 37 da Constituição Federal, e determinar
a ciência àquele a quem cabe a iniciativa do projeto, ou seja, ao Chefe
do Poder Executivo" (ADin nº 2.061-7/DF, Rel. Min. Il mar Galvão, pleno
STF, unânime, julgamento em 25/04/01, i n DJU de 29/06/01, pág. 33),
concluindo, pois, que ao Judiciário não é dado suprir a omissão
legislativa.VI - Inexistindo lei, de iniciativa do Chefe do Poder Executivo,
que autorize aumento de remuneração do servidor público, nos termos
do art. 61, § 1°, II, a, da CF/88, não é dado ao Poder Judiciário
concedê-lo, a título de suprir omissão legislativa (Súmula nº 339 do
STF).VII - Apelação improvida. – sem grifo no original.” (TRF/PRIMEIRA
REGIÃO – AC:APELAÇÃO C IVEL 200041000051048 – Órgão Julgador:
SEGUNDA TURMA - Relator(a) DESEMBARGADORA F EDERAL ASSUSETE
MAGALHÃES - DJ DATA: 18/4/2005 PAGINA: 66.).
Ademais, a omissão perpetrada p elo Excelentíssimo Sr. Governador afronta
também, ainda que indiretamente, os preceitos constitucionais estribados no artigo 6º,
caput, da CRFB, direitos sociais do cidadão como educação, saúde, lazer etc, não apenas
para per si, mas também para sua família, pois a ausência de reajuste priva diretamente
o servidor do exercício de tais direitos, considerando a baixa do poder aquisitivo.

Por fim, e não menos importante, cabe ressaltar que se esta a incorrer em crime
de responsabilidade, posto que tal omissão atenta contra o cumprimento da Constituição
Federal, situação que se enquadra no artigo 85, inciso, VII, da CRFB/88, p elo que deve
ser reconhecida e declarada a inconstitucionalidade por omissão.

DA CONCESSÃO DA MEDIDA CAUTELAR

Torna-se imprescindível, in casu, a concessão de medida cautelar inaudita altera


pars (com fulcro na Lei Federal nº 9.868/ 99), para que seja concedido a fixação de prazo
para a edição da Lei Complementar, considerando os requisitos ensejadores para o
deferimento d a medida, já que o fumus boni iuris reside na omissão legislativa de
norma garantidora do direito revisão geral anual dos servidores públicos, na mesma data
e com índices idênticos, para reajuste anual dos servidores públicos do Estado de Santa
Catarina, e o periculum in mora no fato de que os servidores encontram-se desemparados
em sua regulamentação, restando impedidos de exercer direito constitucional.

DO PEDIDO

Pelo exposto, requer a V.Exª.:

1. com fulcro no artigo 12-F da Lei nº 9.868/99, o deferimento de medida cautelar para,
fixar prazo na forma do artigo 103, § 2º, da CR FB/88 ou qualquer outro prazo entendido
por razoável para que o Chefe do Poder Executivo providencie a lei Complementar de
forma a atender o artigo 37, X, da CRFB/88;

2. a notificação do Exmo. Sr. Governador do Estado..., para que como órgão/autoridade


responsável pela elaboração da Lei, manifeste-se, querendo, no prazo legal;

3. a notificação, caso Vossa Excelência entenda pertinente, do Exmo. Sr. Advogado -Geral
da União p ara se manifestar sobre o mérito da presente ação, no prazo de 15 (quinze)
dias, nos termos do artigo 12-E, § 2º, da Lei nº 9.868/99;

4. a oitiva do Exmo. Sr. Procurador Geral da República para que emita o seu parecer,
nos termos do artigo 12-E, § 3º, da Lei nº 9.868/99;

5. a procedência do pedido para que seja declarada a mora legislativa do Exmo. Sr.
Governador do Estado na elaboração da Lei específica do artigo 37, X, da CRFB/88.
DAS PROVAS

Requer a produção de todas as provas admitidas em direito na forma do artigo


14, parágrafo único, da Lei 9.868/99, em especial documental (em anexo cópia das decisõe s
judiciais).

DO VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ .... (valor por extenso) artigo 291, do CPC/2015.

Nestes termos, pede deferimento.

Local..., data...

Advogado...

OAB/UF n.º...