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O PRIVILÉGIO DA PARTICIPAÇÃO

“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa
obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! Se o faço de livre vontade,
tenho galardão; mas, se constrangido, é, então, a responsabilidade de despenseiro que
me está confiada. Nesse caso, qual é o meu galardão? É que, evangelizando, proponha,
de graça, o evangelho, para não me valer do direito que ele me dá.

Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número
possível. Procedi, para com os judeus, como judeu, a fim de ganhar os judeus; para os
que vivem sob o regime da lei, como se eu mesmo assim vivesse, para ganhar os que
vivem debaixo da lei, embora não esteja eu debaixo da lei. Aos sem lei, como se eu mesmo
o fosse, não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo, para ganhar
os que vivem fora do regime da lei. Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar
os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.
Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.

Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva
o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. Todo atleta em tudo se domina; aqueles,
para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível. Assim corro também
eu, não sem meta; assim luto, não como desferindo golpes no ar. Mas esmurro o meu
corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a
ser desqualificado” (1Coríntios 9.15-27).

Por que é baixo o grau de participação dos membros da igreja nas suas atividades,
especialmente naquelas fora das celebrações litúrgicas ou dos cultos regulares? Para a
maioria das funções que ela desenvolve, há escassez de recursos humanos, embora
sobrem membros nas listas e nos bancos durante os cultos. Chego a pensar que seria bom
se não houvesse igreja. Estaríamos todos em casa ou em alguma atividade de lazer,
fruindo a vida que Deus nos deu, em lugar do compromisso de frequentar cultos. Afinal,
nossa salvação já está garantida mesmo, desde o momento em que passamos a fazer parte
do reino de Deus, quando nos arrependemos e cremos no Evangelho! Quando esta visão
começa a nos seduzir, precisamos parar e refletir sobre a natureza da vida cristã, mesmo
que precisemos ir às últimas consequências. É o que faremos, com a ajuda do belo texto
que Paulo escreveu aos Coríntios.
A IGREJA COMO PROJETO DE JESUS

Paulo ensina que temos a obrigação de pregar o Evangelho (v.16). A palavra é muito dura
para os termos modernos. A ideia soa ainda mais estranha quando o apóstolo diz que lhe
era um encargo (v.17; conferir 4.1). Este termo ("encargo"; "responsabilidade de
despenseiro") lembra o intendente romano, que era um escravo que não recebia
qualquer salário por seu trabalho. Se somos escravos, não há pagamento a reclamar. O
salário de Paulo era não receber nenhum salário! Esta obrigação decorre da nossa própria
salvação. O "ai de mim" é menos medo do castigo e mais um ardor que vem de dentro.
O peso é para quem já experimentou o Evangelho. Fazer conhecida a graça é uma tarefa
de todos que já a conheceram. Afinal, o que está em jogo é o destino eterno das pessoas
(v.22).

Na obra da salvação, somos cooperadores de Deus (v.23). A coroa é a salvação dos outros,
a mesma que a ação de outros permitiu que alcançássemos. O apóstolo faz uma
comparação entre o atleta dos jogos ístmicos (realizados nas cidades costeiras do mar
Egeu), disputados três vezes ao ano, e o atleta cristão. Aquele corria por uma medalha,
que era uma coroa de pinho, que não durava até a próxima competição. Este corria por
uma coroa eterna. Muitos de nós preferimos as medalhas humanas, que são corroídas
pelo tempo, em lugar de medalhas divinas, feitas para durar a duração da eternidade.
Esta é a tarefa da igreja, sobre a qual devemos fazer um necessário interlúdio. A igreja
é o projeto de Jesus para ligar e desligar pessoas no céu (Mateus 16.19). Liga-se no
céu quem ouve o Evangelho e responde ao seu convite.

No entanto, como as pessoas vão ouvir o Evangelho se ninguém lhes anunciar? A geração
dos pós-igreja (desigrejados) dirá que a tarefa da proclamação do Evangelho é pessoal e
que cada um de nós a fará sem a igreja. Em teoria, o raciocínio está correto. Na prática,
mesmo ouvindo dominicalmente que precisamos evangelizar, quantos o fazemos? Sem a
igreja, Deus não teria com quem contar para arrebatar pessoas para o seu regaço. A igreja
é, portanto, o lugar onde somos lembrados de nossa missão pessoal e intransferível. A
igreja é o projeto de Jesus para manter as pessoas ligadas no alvo da vida, que é crescer
em direção à perfeição, ter a mente de Cristo, pensar nas coisas que são de cima e ter a
estatura de Jesus Cristo. Neste mister, ela compete com uma série de outras organizações,
formais e informais, que buscam nos seduzir com a mensagem contrária: o ser humano
é a medida de si mesmo, deve viver para realizar seus desejos e sua liberdade é o seu
maior bem (liberdade que, sabemos, somente Jesus torna plena).
A igreja, portanto, é o projeto de Jesus para permitir que as pessoas sejam estimuladas a
viver da sua Palavra no caminho da maturidade doutrinária e emocional. A igreja é o
projeto de Jesus para sustentar as pessoas, por meio do interesse de uns pelos outros,
interesse esse manifesto no amor fraternal e na oração intercessória. Eu não saberia viver
num mundo em que ninguém orasse por mim e que eu não orasse por ninguém. Esse é o
mundo sem igreja. Não consigo imaginar um cristianismo em que eu orasse apenas por
mim ou, no máximo, por minha família. Isso não seria cristianismo. A igreja é um projeto
de Jesus. Ou será que Ele estava errado? Paulo achava que não. Sua vida foi
transformada por um encontro pessoal com Jesus. Inserido na igreja, foi por ela
ensinado. A ela dedicou toda a sua vida, com a fúria típica dos visionários.

Paulo não era apenas um homem. Era um homem-com-uma-visão. Sua visão era o mundo
todo alcançado pelo Evangelho, dobrando seus joelhos diante de Deus, confessando que
Jesus Cristo é o Senhor. Por esta visão, Paulo combateu ao longo de sua vida. O apóstolo
sentia que se não vivesse de modo coerente com sua visão e deixasse de anunciar o
Evangelho, ele seria um miserável.

POR QUE NÃO PARTICIPAMOS?

Esta seção de 1Coríntios é sobre o modo como Paulo via o exercício do seu ministério.
Inscreve-se numa dimensão autobiográfica, mas é, ao mesmo tempo, a biografia daquela
e da nossa Igreja. Ao falar de si, Paulo falava de nós. Paulo participava do projeto de
Jesus, chamado igreja, de um modo apaixonado. Há entre nós apaixonados e
desinteressados. Aos apaixonados, cabe apenas desafiar: prossigamos, mesmo porque ai
de nós se não continuarmos aquilo que começamos.

Aos desinteressados, cabe advertir: ai de quem não anuncia o Evangelho. Ou perguntar:


sabe como você veio a ser salvo? É porque algum apaixonado o anunciou a você. Quantos,
por seu intermédio, têm alcançado a salvação que o alcançou? Os desinteressados de hoje,
um dia, mesmo que por pouco tempo, foram apaixonados pela causa de Cristo. Por que
hoje mudaram de lado? Quero apresentar algumas respostas. Talvez uma delas se encaixe
na sua biografia.

Há alguns que estão cansados das lutas da vida. A vida de muitos cristãos, por
circunstâncias diversas, é uma sucessão de problemas. Falta-lhes tempo para lutar por
Cristo. Falta-lhes disposição para anunciar o Evangelho. A estes quero recordar que a
vida de Paulo era muito atribulada. Para começar, não tinha família. Por causa de sua
fidelidade a Cristo, foi preso, acorrentado, açoitado. Enfrentou até naufrágios. Sua vida
era tão dura que orou muitas vezes para que Deus lhe tirasse um sofrimento (o espinho
na carne de 1Coríntios 12, cuja natureza é ignorada).

Há alguns que estão cansados das críticas que recebem precisamente por servirem a
Cristo. Só não é criticado quem não faz nada. Quem passa os anos lustrando os bancos
da Igreja não é criticado. Quem se dispõe a fazer, seja cantando, regendo, tocando,
ensinando, pregando, aconselhando, evangelizando, introduzindo, liderando, este é
criticado. Sempre tem alguém que faria melhor, embora nunca tenha feito nada. A
estes recordo que Paulo escreveu esta seção para se defender. Ele era um missionário de
tempo integral. Em Corinto, como conhecia aqueles crentes, não quis receber nada. Ele
queria evitar a crítica de que estava sendo "pesado" para a igreja. Até mesmo esta
disposição era objeto de crítica. Em lugar de desistir de fazer, receba a crítica, peça
orientação a Deus. Talvez haja alguma maneira melhor de fazer. Se houver, melhore. Se
não houver, continue fazendo o seu trabalho. Ele não é feito para agradar aos homens,
mas àquele que o chamou.

Há alguns que estão desinteressados por um entendimento inadequado do que seja a vida
e o trabalho cristãos. No versículo 26, Paulo nos lembra que a vida com Cristo exige
decisão e empenho. Temos que esmurrar nosso corpo, fazendo-o caminhar contra sua
própria vontade ou contra nossa preguiça. Muitos querem fazer o trabalho do Senhor,
desde que não dê muito trabalho. A estes Paulo insiste que vale a pena o esforço, porque
a meta é a conquista de uma coroa incorruptível, a salvação das pessoas. Este é o nosso
galardão: ver pessoas sendo tiradas das trevas e lançadas no centro do foco da luz do reino
de Deus. Este é o prêmio do cristão: ver pessoas experimentando a graça de Deus. Deus
nos usou para levar sua graça aos outros. Há recompensa maior?

Há alguns que estão desinteressados em anunciar o Evangelho porque descobriram que


não podem controlar a obra do Senhor. É desanimador pregar quando não há resposta.
É doloroso trabalhar quando não há progresso. O apóstolo Paulo disse que tudo fazia,
inclusive contra si mesmo, para "salvar alguns". Seu desejo era que todos fossem salvos.
Ele sabia, no entanto, que isto não dependia dele. Quando tentamos controlar a obra do
Senhor, é menos pelo Senhor, é menos pelos alcançados e mais por nós mesmos. No
final do capítulo (v.27), Paulo disse que não queria ser desqualificado; isto é, ele não
queria fazer a obra de Deus com recursos próprios e para a glória própria. O primeiro
grande equívoco de quem serve a Deus é pensar que pode fazer por si mesmo, prevendo
até os resultados da obra que é dele. O segundo grande erro é querer tirar proveito
próprio da obra do Senhor, em termos de poder, dinheiro ou prestígio. Se você acha que
se pode esconder atrás dos seus problemas, saiba que Deus quer você assim mesmo.
Ele precisa de você assim mesmo. Mesmo com suas limitações, você pode participar do
projeto de Jesus, que é a Sua Igreja.

 Se você acha que não pode conviver com as críticas, saiba que é melhor ser
criticado por fazer do que se esconder e ficar privado das bênçãos de servir
ao Senhor.
 Se você não quer encarar o fato de que o trabalho cristão é, por vezes, pesado,
saiba que Jesus já pagou o preço maior.
 Nossas tarefas estão dentro de nossas possibilidades.
 Além disso, a causa vale a pena, porque os resultados da participação são
visíveis e invisíveis, mas sempre incorruptíveis.
 Se você quer ser reconhecido pelo que vier a fazer na igreja, continue sem
fazer nada.
 Antes, peça a Deus que converta o seu coração. Dobre perante Jesus os seus
joelhos e venha para a sua seara.
 Se você tem feito a obra esperando retorno humano, pare com isso. Importe-
se apenas com o galardão que Deus dá. Mesmo sem saber qual é, o certo é
que grande alegria inunda a terra e os céus quando mais um filho entra na
igreja de Deus.

COMO DEVEMOS PARTICIPAR

O apóstolo Paulo nos ensina como deve ser feito o trabalho do Senhor, que
genericamente chama de anúncio do Evangelho. Nossa participação no reino de Deus
deve ser feita de livre vontade (v. 17). Paulo sentia um alto grau de satisfação e conforto
por pregar o Evangelho. O aplauso não lhe importava. Sua glória era promover o
Evangelho. Quando deixava de pregar, deixava de ser ele mesmo. O exercício desta tarefa
encontrará uma graciosa recompensa de Deus, desde que feita com prazer, sem relutância.
É um dever que devemos desenvolver com prazer. Um missionário médico entre
enfermos, que viviam em péssimas condições, contava aos irmãos de sua igreja como era
seu ministério. Uma pessoa, então, comentou:
– Você deve amar demais aquela gente. A resposta foi: – Não. Isto não é amor. É muito
difícil amar alguém que sofre dores assim tão horríveis. – Então, o que é? – É
compromisso. Nossa participação no reino de Deus deve ser desenvolvida com a
consciência de que fazemos para Deus (v.19) e não para os homens. Sucumbimos diante
das críticas, quando nos esquecemos de que nossa participação é para Deus, não para
aqueles que procuram defeitos naquilo que fazemos.

Nossa participação no reino de Deus deve contar com a nossa inteligência / criatividade
/envolvimento (v.20). Esta consciência fez Paulo fazer-se judeu entre os judeus, escravo
entre os escravos, livre entre os livres. O maior desafio para os cristãos de hoje é falar
aos homens de hoje. Como fazê-lo? O conteúdo é o mesmo. No entanto, como iremos
comunicar este conteúdo? Este é um desafio que requer inteligência. A igreja, por
exemplo, não é o melhor lugar para o exercício da obra da evangelização. As pessoas não
gostam de igreja. Nós temos que ir aonde elas estão. Fácil? Não, porque a maioria das
pessoas também não nos quer receber onde está. Temos preferido ficar em nossos
templos, lamentando o fato que o mundo não nos quer ouvir, em lugar de buscar
estratégias de alcance. Como podemos alcançar os vizinhos de nossas igrejas? Acho
que não sabemos, mas precisamos buscar as respostas, tentando o melhor, partindo do
pressuposto que nós os queremos alcançar para Deus. Nossa participação no Reino de
Deus deve ser cheia de flexibilidade (v.22), visando a um fim claro: a salvação. Há
muitas pessoas, que, esquecendo o alvo do seu trabalho, tornam-se inflexíveis,
apropriando-se de uma inadequada ideia: se o trabalho não for feito do "seu jeito",
também não o fará de "jeito nenhum".

Como ensina o apóstolo em sua comparação final (v.25), o envolvimento na vida da


igreja implica aprendizagem, que nos leva a mudar o que deve ser mudado. Se a
mensagem para o mundo não muda, o mundo da mensagem muda; se queremos mudar o
mundo, temos que entender a forma de alcançá-lo.