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DIREITO CONSTITUCIONAL

AULA 01 – PROFº RENATA ABREU

ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988


A Constituição Federal é dividida em três partes. A primeira é o preâmbulo, a segunda
parte é a parte dogmática (corpo fixo – art. 1º ao 250º da CF) e a última parte chamada
de transitória (1º ao 100º, ADCT)

1) PREÂMBULO
a) Teoria da Irrelevância Jurídica (MAJORITÁRIA): o preâmbulo não se situa no domínio
do Direito, mas sim no da política.
O preâmbulo não possui força normativa, ou seja, não é parâmetro para o Controle de
Constitucionalidade.
Não é norma de reprodução obrigatória nas Constituições Estaduais (Essa discussão
surgiu com a Constituição do Acre – ADI 2076/AC, que não continha no seu texto a
expressão “sob a proteção de Deus”).
Para essa teoria, o preâmbulo faz parte da política, e não do campo do direito. É como
se fosse uma carta de intenções do legislador constituinte.
STF: O preâmbulo não se situa no âmbito do Direito, mas no domínio da política,
refletindo posição ideológica do constituinte.

O preâmbulo:
- Não se situa no âmbito do Direito Constitucional, mas no domínio da política;
- Não possui valor normativo (não possui relevância jurídica e nem força cogente);
- Não é norma de observância obrigatória pelos estados-membros, Distrito Federal e
Municípios;
- Não serve de parâmetro para a declaração de inconstitucionalidade das leis, ou seja,
não há inconstitucionalidade por violação do preâmbulo;
- Não constitui limitação à atuação do poder constituinte derivado, ao modificar do texto
constitucional.

A doutrina pátria reconhece ao preâmbulo da CF/88 a função de diretriz interpretativa


do texto constitucional, por auxiliar na identificação dos princípios e valores primordiais
que orientaram o constituinte originário na sua elaboração.

b) Teoria da Relevância Jurídica Direta ou da Plena Eficácia: o preâmbulo possui a mesma


eficácia jurídica de quaisquer outras disposições constitucionais.
Para essa teoria, o preâmbulo deve ser obedecido como qualquer outra norma
constitucional (ADI-2646).

c) Teoria da Relevância Jurídica Indireta: o preâmbulo desempenha papel orientador na


identificação das características da Constituição, mas não se confunde com suas normas,
ou seja, preâmbulo realmente não tem força normativa, mas serve como critério
interpretativo.
2) PARTE DOGMÁTICA (corpo fixo – art. 1º ao 250º, CF)
(I) Dos Princípios Fundamentais
(II) Dos Direitos e Garantias Fundamentais
(III) Da Organização do Estado
(IV) Da Organização dos Poderes
(V) Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas
(VI) Da Tributação e do Orçamento
(VII) Da Ordem Econômica e Financeira
(VIII) Da Ordem Social
(IX) Das Disposições Constitucionais Gerais

 NORMAS CONSTITUCIONAIS
Do Art. 1º ao 250º são Normas Formalmente Constitucionais, normas essas que
não se importam com o conteúdo, mas sim, com o seu processo de elaboração, que foi
mais solene, rico, dificultoso, e por isso, são dotadas de supremacia, ou seja, são
parâmetro para Controle de Constitucionalidade.
No Brasil, quando se refere a parâmetro para Controle de Constitucionalidade,
refere-se ao Bloco de Constitucionalidade:
- Normas Constitucionais (Explícitas e Implícitas)
- Tratados Internacionais sobre Direitos Humanos (aprovados por 3/5 dos
membros nas duas Casas e em dois turnos)

Existem dois tipos de normas constitucionais:

a) Normas Constitucionais Originárias:


São fruto do Poder Constituinte Originário, ou seja, fazem parte da redação original
da Constituição Federal. Possuem presunção absoluta de constitucionalidade.
Não há hierarquia entre normas originárias.
Não adotamos a teoria das normas constitucionais e inconstitucionais.
Ex: O Art. 45, §1º CF não é inconstitucional tendo como parâmetro o Art. 19, III, CF.

b) Normas Constitucionais Derivadas:


São fruto do Poder Constituinte Derivado Reformador, que tem o papel de
promover alterações no texto constitucional, através de emendas constitucionais. Não
tem presunção absoluta, mas sim, meramente relativa de constitucionalidade.
Ex: Emenda Constitucional para instituir eleições indiretas no Brasil, por violar
cláusula pétrea.
Podem ser objeto de controle de constitucionalidade, por exemplo, por meio de
ADI. Enquanto é PEC também pode ser objeto de Controle de Constitucionalidade
Preventivo, através de Mandado de Segurança, interposto por parlamentares no STF
com o objetivo de obstaculizar o processo legislativo.
 APLICABILIDADE DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS
Todas as normas constitucionais possuem eficácia, mas se admite que elas se
diferenciem quanto ao grau dessa eficácia e quanto a sua aplicabilidade.

a) Teoria Americana (Thomas Cooley) = final do século XIX, início do séc. XX


Dividia as normas constitucionais em dois tipos:
-Self-executing provisions (autoexecutáveis): normas autoexecutáveis tem
autoaplicabilidade, produzem plenamente seus efeitos jurídicos desde o seu
nascimento, sem necessidade de regulamentação, ou seja, são preceitos constitucionais
completos, que produzem seus plenos efeitos com a simples entrada em vigor da
Constituição.
-Not self-executing provisions (não autoexecutáveis): normas não autoexecutáveis,
somente produzirão efeitos jurídicos após a atuação do legislador ordinário, ou seja,
necessitam de atuação legislativa posterior, que lhes dê plena aplicação.

b) Teoria Brasileira (José Afonso da Silva): meados dos anos 60, 70.
José Afonso da Silva criticava a teoria americana, pois entende que não existe norma
constitucional que não seja capaz de produzir algum efeito jurídico. Todas as normas
constitucionais são capazes de produzir no mínimo dois efeitos jurídicos:
- Revogar o ordenamento anterior;
- Condicionar o legislador ordinário a não produzir normas que estejam em
desacordo com a Constituição.

Aplicabilidade é aplicar a Norma e para que isso ocorra, é necessário o


preenchimento de três requisitos: Vigência (existência jurídica da norma), Validade
(compatibilidade com a Constituição) e Eficácia (jurídica – a capacidade de produção de
efeitos jurídicos).
Eficácia Jurídica é diferente de Eficácia Social. Eficácia social é produção efetiva de
efeitos concretos, a materialização no mundo real dos preceitos normativos.

 CLASSIFICAÇÃO DAS NORMAS CONSTITUCIONAIS


a) Normas Constitucionais de Eficácia Plena:
São normas que possuem aplicabilidade DIRETA, IMEDIATA E INTEGRAL, assim, desde a
entrada em vigor da Constituição, produzem, ou têm possibilidade de produzir, todos
os efeitos essenciais.
Ex: Art, 1º, CF.

b) Normas Constitucionais de Eficácia Contida:


São normas que possuem aplicabilidade DIRETA, IMEDIATA E POSSIVELMENTE NÃO
INTEGRAL (pois pode ser que uma norma venha a restringir), ou seja, o legislador
constituinte regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria,
mas deixou margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do
Poder Público, nos termos que a lei estabelecer ou nos termos de conceitos gerais nelas
enunciados.
Ex: Art. 5º, XII, CF (Liberdade de Profissão) – só serão advogados aqueles aprovados no
Exame de Ordem dos Advogados do Brasil, e, portanto, é uma limitação ao livre exercício
de profissão. Músico: Não exige o registro no conselho profissional.

c) Normas Constitucionais de Eficácia Limitada:


São normas que possuem aplicabilidade INDIRETA E MEDIATA. Deve ter uma norma
regulamentando tal direito.
Ex: Art. 37, VII, CF

c.1) Do princípio institutivo: apresenta esquema gerais de estruturação de órgãos,


instituições, entidade.
Ex: Art. 33, CF.

c.2) Do princípio programático: estabelece metas a serem alcançadas pelo estado


brasileiro.

CONSTITUIÇÃO DIRIGENTE: contém em seu bojo normas programáticas.

 PODER CONSTITUINTE
Com o movimento constitucionalista começaram a surgir constituições formais,
e a se preocupar com o Poder Constituinte.

a) Poder Constituinte Originário:


É o responsável pela elaboração de um Estado, representando sempre um
movimento de ruptura com a ordem jurídica anterior, pois a cada vez que surge uma
nova constituição inaugura-se uma nova ordem jurídica naquele Estado.
Pode ser Fundacional ou Pós-Fundacional. Fundacional é o responsável pela
primeira Constituição daquele Estado. Pós-Fundacional que são todas demais
Constituições daquele Estado.
Pode ainda ser Material ou Formal. Material é um conjunto de forças políticos
sociais que vai eleger os valores que irão integrar o conteúdo da nova Constituição.
Formal é o responsável pela formalização dessas matérias, a elaboração da Constituição.

O titular do Poder Constituinte Originário é o Povo.


Doutrina Clássica (Emmanuel Siyés) escreveu “O que é o Terceiro Estado?” e que
a titularidade pertencia à nação. Porém, nação não é um conceito que interessa ao
Direito, interessa a Sociologia.
Nação: é o conjunto de pessoas unidas por um laço de culturas, etc.
Não confundir Titularidade com Exercício. O Exercício pode ser Democrático
Indireto (Assembleia Nacional Constituinte) ou Autocrático (constituição imposta,
elaborada sem participação popular).

Características:
- Inicial: com a chegada de uma Constituição inaugura-se uma nova ordem
jurídica do Estado, rompendo-se com a ordem jurídica anterior. OBS: nem mesmo o
direito adquirido resiste ao Poder Constituinte Originário.
- Ilimitado(ou Autônomo): não sofre limitações.
De acordo com a Corrente Juspositivista, o poder constituinte originário é
ilimitado. Já a Corrente Jusnaturalista, o poder constituinte sofre limitações impostas
pelo direito natural.
Modernamente, temos teorias em que o Poder Constituinte Originário
sofre sim limitações:
a) Limitações de ordem geográfica: a Constituição é para o Estado Brasileiro.
b) Limitações impostas pelos valores sociais e políticos que levaram a sua deflagração
(Luiz Roberto Barroso)
c) Limitações impostas pelos Direitos Humanos: ideia do Poder Constituinte Originário
Supranacional.
-Incondicionado: não está sujeito a qualquer procedimento prefixado.
-Permanente: depois que a constituição é elaborada, o Poder Constituinte
Originário permanece em estado de latência, aguardando um novo momento
constituinte.

Natureza:
a) Escola Jusnaturalista: é um poder de direito, pois admite um direito natural.
b) Escola Juspositivista: é um poder de fato e poder político. Não tem poder jurídico. É um
poder de fato, pois se funda em si mesmo. É um poder político, porque é fruto das forças
políticas sociais que o criam.
Possui Natureza Híbrida: pois é dotado de feições de Poder de Fato e de um Poder
Político (no momento da ruptura com a ordem jurídica anterior), mas no momento de
elaborar o novo documento constitucional é um poder de direito.
ADOTAMOS A TEORIA JUSPOSITIVISTA!!

ASPECTOS PRÁTICOS RELACIONADOS COM O PODER CONSTITUINTE


ORIGINÁRIO
3) PARTE TRANSITÓRIA (1º ao 100º, ADCT)
CLASSIFICAÇÃO E ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988

1)PREÂMBULO
2)PARTE DOGMÁTICA