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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO- UFOP

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS- ICHS


DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA- DEHIS

Docente: Luisa Rauter


Discente: Pedro H. Falci 19.1 3972

A descoberta da América, a circunavegação da África e a globalização desses e


outros episódios históricos, são alguns dos acontecimentos que possibilitaram o homem
estarem de frente para um novo universo de possibilidades temporais. Segundo o
pensamento koselleckiano, a relação do homem com a história passa por profundas
mudanças com o início do período moderno, reconfigurando alguns aspectos que
delineiam esse novo momento.

O conceito de progresso pode ser visto como ponto chave para essa mudança,
pois ele consegue abarcar a diferenciação que passa a existir entre o espaço de
experiência e o horizonte de expectativas. Isso se dá devido a acontecimentos que
fundam o período moderno e consequentemente alteram o modo do sujeito se relacionar
com as experiências e as expectativas do seu cotidiano.

Essa (re) organização, temporal, segundo Koselleck, só é permitida pela falência


da doutrina cristã em guardar dentro de si o futuro, que se dava no além, em outro
mundo, fazendo com que os acontecimentos no plano terreno ficassem bem amarrados e
estruturados entre si. O rompimento desse plano acarretado pelos novos acontecimentos
e aprofundada pela Reforma e pelo Renascimento realoca um sentido que antes era
empregado para se atingir o reino de reino de Deus.

Pode-se dizer que “perfeito”, era algo que indicasse alguma forma de comunhão
com o plano de Deus, mais tarde essa relação passa a se tornar progresso, pois dessa
maneira, a experiência terrena e o plano terreno são os delineadores de um futuro, de
um horizonte de expectativas não definido antecipadamente e não engessado pela
profecia. Agora passado e futuro atuam de maneira distinta, o que é a característica que
permite a alvora da era moderna, segundo Koselleck.
Além desse futuro aberto permitido através dessa restruturação do tempo
histórico com o advento da modernidade, o espaço de experiência também é alterado
devido ao surgimento do desenvolvimento técnico cientifico, permitindo a abertura de
portas que acabavam por intensificar e pluralizar a abertura do futuro. Essas novas
técnicas então viabilizaram cada vez mais expectativas, pois com elas sugerem novos
métodos de lidar com questões que habitam o presente e que projetam no futuro. Isso se
dá com maior intensidade a partir de meados do século XVIII, proporcionando também
a emergência de conceitos subsequentes, que, por meio desse futuro aberto, são
disseminados com intuito de se resguardar ou evitar alguma possível situação que venha
a se desdobrar.

Inseridos nesse panorama, diversos autores tecem suas obras e suas


interpretações de mundo, podendo hoje ser vistos como verdadeiros “documentos”
dessa estrutura de pensamento do homem moderno. Hegel e Marx não fogem dessa
classificação, são expoentes de conceitos modernos como progresso e futuro aberto, que
que guiam as suas respectivas obras.

Sendo assim, comecemos a identificar os pormenores dessas características


nesses autores, iniciando por Hegel, em que o caminhar da história desagua
inevitavelmente no sentido do progresso. Esse traço fundamental se daria, segundo
Hegel, devido ao “Espirito Universal que habita a existência” e que assim acaba fazendo
com que o drama histórico seja guiado pela razão, desabrochando no desenvolvimento
da consciência humana.

Isso não impede que haja movimentos retrógados, entretanto devido ao fato que
as ações humanas são guiadas pela vontade, pelas paixões e pela razão, os
acontecimentos com o passar do tempo, por causa de uma característica que Hegel vem
a chamar de “astúcia da razão”, acabam estabelecendo uma conjectura e estrutura de
maior desenvolvimento. Tal natureza do pensamento hegeliano permite então que se
equipare diferentes sociedades e se meça em qual “patamar” cada uma se encontra no
caminhar da história. Isso deixa claro também a natureza moderna que Kosseleck
ilustra, onde há um futuro aberto, em que um “estar por vir” não está definido pelo
espaço de experiências por meio principalmente das condicionantes nas ações humanas,
reforçando ainda a ideia de busca pelo progresso.
No caso de Marx, a burguesia pode realizar uma revolução. Além disso, no
Manifesto Comunista é possível perceber o autor falando de um abalo do sistema social
através da dissolução de relações antigas e cristalizadas, gerando uma agitação e uma
falta de segurança no futuro, e promovendo também o surgimento de novas
necessidades.

Em Marx, a sociedade é tida por uma conjectura que é delineada pela luta de
classes entre burgueses e proletariados, e assim como em Hegel, tem a perspectiva de
que as engrenagens da história se movimentam pela relação entre os indivíduos,
contudo agora inseridos no processo de desenvolvimento econômico, principalmente
porque no pensamento marxiano as bases fundamentais da sociedade são econômicas.

Assim, para Marx há um telos que conduz a sociedade: a relação entre


proletariados e burgueses. O trabalho determina as relações de produção e seguinte às
forças produtivas se desenvolve incessantemente, devida à dependência de capital.
Importante ainda ressaltar que esse caminhar da história pautada em um
desenvolvimento econômico se dá por um relacionamento desigual a partir da
exploração dos proletariados por parte dos burgueses. As experiências agora mais uma
vez, permitem que um novo horizonte seja visualizado, possibilitando uma ação no
presente que transformem o futuro.

Por fim o que podemos perceber é que tais fenômenos históricos modernos
moldaram a representação de mundo do homem, e no campo da História não foi
diferente. Os processos de cientifização e disciplinarização, puseram abaixo o conceito
de historia magistral vitae e consequentemente novas epistemologias a serem
trabalhadas surgiram no campo da História dando início a uma busca do homem pela
compreensão e pela ênfase de seu próprio tempo.