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Instituto Denizard Rivail

TRABALHO DE LITERATURA

DISCIPLINA: LITERATURA
PROFESSORA: RAFAELA MENDES
ALUNO: JOÃO GUILHERME
TURMA: PZ 3 ANO

Manaus
2019
JOÃO GUILHERME

TRABALHO DE LITERATURA

​TRABALHO DE LITERATURA
AVALIADO DE 0 A 10,
PARA A OBTENÇÃO DE
NOTA DO 4 BIM
PROFESSOR:RAFAELA
MENDES

Manaus
2019
INTRODUÇÃO

Poesia é a própria forma de arte, podendo ser expressa pela pintura,


fotografia, músicas e textos. Então, todo poema é considerado poesia, porém
nem toda poesia precisa ser um poema. A poesia existia muito antes de as
pessoas se tornarem alfabetizadas, sendo memorizada e repassada oralmente
de geração em geração.

A poesia é definida como a forma literária da arte, expressa por meio da


linguagem. Mas em sentido figurado, a poesia é a própria forma de arte, sendo
aquilo que comove e desperta sentimentos.

Na literatura, ela se distingue das outras formas de escrita pelo uso da


repetição, do verso, da rima e da estética, como o drama poético, a poesia
lírica e a poesia em prosa.
A Poesia Marginal foi uma nova concepção artística que surgiu na
década de setenta, durante um período de forte repressão e censura imposta
pela ditadura militar. Esse período cultural, também chamado de Geração
Mimeógrafo, foi marcado pelo inconformismo com a considerada "cultura
oficial", alterando o comportamento do poeta face à sociedade.

O poeta passou a ser totalmente responsável pela criação, reprodução e


divulgação da sua poesia. Fora dos meios habituais de edição e divulgação das
obras, usavam os seus próprios meios para reproduzir e divulgar os seus
poemas. Utilizavam mimeógrafos para copiar seus textos e realizar pequenas
tiragens que eram comercializadas a baixo custo, de mão em mão.

Principais características da Poesia Marginal

•Inconformismo com “cultura oficial” brasileira;

•Inconformismo com os moldes literários impostos pela academia;

•Inconformismo com a censura imposta pela ditadura;

•Proposta de uma constante inovação poética, pautada pela inventividade


artística e a vitalidade criativa;

•Inspiração nos movimentos de contracultura;

•Elogio de uma produção cultural que estivesse fora dos padrões;

•Busca de uma nova forma de divulgação da arte e da cultura brasileira;

•Organização da poesia em estruturas rápidas que aliassem texto e elementos


visuais;

•Promoção de leituras imediatas, com conteúdos facilmente assimiláveis;

•Utilização de uma linguagem coloquial, revestida de sarcasmo, ironia, humor,


gírias e, inclusivamente, palavrões.

Principais poetas da Poesia Marginal

•Chacal;
•Cacaso;

•Ana Cristina César;

•Paulo Leminski;

•Francisco Alvim;

•Torquato Neto

Alguns poemas da Poesia Marginal

Tenho uma folha branca

e limpa à minha espera:

mudo convite

tenho uma cama branca

e limpa à minha espera:

mudo convite

tenho uma vida branca

e limpa à minha espera.

(Ana Cristina César)

Rápido e rasteiro

vai ter uma festa

que eu vou dançar

até o sapato pedir pra parar.

aí eu paro

tiro o sapato

e danço o resto da vida.

(Chacal)
Amor bastante

quando eu vi você

tive uma ideia brilhante

foi como se eu olhasse

de dentro de um diamante

e meu olho ganhasse

mil faces num só instante

basta um instante

e você tem amor bastante

(Paulo Leminski)
A Poesia-Práxis, cunhada de “vanguarda velha”, representou um
movimento literário fundado pelo crítico e poeta Mário Chamie.

Essa denominação surgiu em crítica ao movimento de vanguarda


concretista, de forma que uma dissidência de poetas, insatisfeitos com o rigor
formal e o academicismo, resolvem romper com o concretismo ao propor uma
nova estética poética. Com isso, em 1962, liderado pelo poeta Mário Chamie,
nasce a Poesia-Práxis, que apresenta como marco inicial, a publicação do livro
“Lavra-Lavra” (1962), de Chamie, no qual apresenta o jogo sonoro, visual e
semântico proposto pela sua poesia. Com essa obra, Mário ganhou o Prêmio
Jabuti, em 1963.

Assim, os poetas desse período propunham a “palavra-energia” (matéria


prima transformável) em detrimento da “palavra-objeto” dos concretistas. Além
disso, os teóricos do movimento criticavam o academicismo dos concretistas e
sugerem uma “atitude práxis”, inspirada numa postura crítica e no abuso da
criatividade.

A “Revista Práxis” foi o veículo primordial para a divulgação dos ideais


sugeridas por esse novo estilo, dos quais, além de Chamie colaboraram:
Cassiano Ricardo, José Guilherme Merquior, Cacá Diegues, Jean-Claude
Bernardet e Maurice Capovilla.

As principais características da poesia práxis:

•Produção de múltiplas interpretações

•Rejeição ao formalismo e academicismo concretista

•Maior valorização do conteúdo em detrimento da forma

•Poesia Visual e Social


Os dois principais representantes desse movimento foram:

Mário Chamie

Considerado o precursor da poesia-práxis, Chamie nasceu em Cajobi,


interior de São Paulo, no dia 01 de abril de 1933. Foi professor, advogado,
crítico e poeta brasileiro, sendo o que mais se destacou na poesia-práxis.

Chegou a participar do movimento concreto, porém, em 1967 se afasta


desse modelo e cria uma nova proposta: a poesia-práxis, engajada nos temas
sociais e políticos. Segundo ele: “Práxis: fazer e refazer constantemente as
coisas, os signos, as pessoas, as emoções, os sentimentos, as palavras, em
busca de novos, surpreendentes e contraditórios significados, porque o mundo
não é uma inércia adormecida, o mundo não é uma lesma que tomou Lexotan,
o mundo é uma coisa vigorosa”.

Faleceu em São Paulo, dia 03 de julho de 2011, com 78 anos. Chamie


escreveu ensaios e cerca de 15 livros; suas obras foram traduzidas em 12
línguas: Espaço Inaugural (1955), O Lugar (1957), Os Rodízios (1958), Now
Tomorrow Mau (1963), Planoplenário (1974), Objeto Selvagem (1977),
Horizonte de Esgrimas (2002), dentre outras.

Cassiano Ricardo

Junto à Chamie, o poeta e jornalista Cassiano Ricardo Leite (1895-1974)


se destacou nos movimentos da poesia brasileira de vanguarda nas décadas
de 50 e 60. De acordo com o poeta, “Toda arte fala; mas a poesia é a única
que fala a linguagem das palavras”. Fez parte da Semana de Arte Moderna, em
1922, donde participou dos grupos “Verde Amarelo” e “Anta”.

Quarto ocupante da Cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras (ABL),


eleito em 9 de setembro de 1937.

A obra que mais se destaca a partir de suas poesias visuais vanguardistas é


“Jeremias sem-chorar”, publicada em 1964, a qual recebeu o Prêmio Jorge
Lima, em 1965. Outras obras que se destacaram: A flauta de Pã (1917), Jardim
das Hespérides (1920), Vamos caçar papagaios (1926), Borrões de verde e
amarelo (1927), O sangue das horas (1943), O arranha-céu de vidro (1956),
Montanha russa (1960), A difícil manhã (1960), dentre outras.

Exemplos de Poesia-Práxis

A fim de exemplificar a proposta da Poesia-práxis, segue abaixo dois


poemas de Mario Chamie ("Agiotagem" e "Siderurgia S.O.S.") e dois de
Cassiano Ricardo ("Campanário de São José" e "Rotação"):

Agiotagem

Um

Dois

Três

o juro: o prazo

o pôr / o cento / o mês / o ágio

p o r c e n t a g i o.

dez

cem

mil

o lucro: o dízimo

o ágio / a mora / a monta em péssimo

e m p r é s t i m o.

muito

nada

tudo

a quebra: a sobra

a monta / o pé / o cento / a quota


hajanota

agiota.

Siderurgia S.O.S.

Se der o ouro sidéreo opus horáriO

Sem sol o sal do erário saláriO

Ser der orgia semistério o empresáriO

Siderurgia do opus o só do eráriO

Se der a via do pus opus erradO

Se der o certo no errado o empregadO

Se der errado no certo o emprecáriO

Campanário de São José

Quem

Não

Tem

Seu

Bem

Que

Não

Vem?

Ou

Vem

Mas

Em
Vão?

Quem?
O poema processo foi um movimento artístico de vanguarda que ocorreu
no Brasil entre 1967 a 1972, em plena Ditadura Militar.

Surgiu em duas capitais do país simultaneamente: Rio de Janeiro (RJ) e


em Natal (RN), se espalhando pelo Brasil.

Foi fundado por diversos poetas dos quais se destacam: Wlademir Dias
Pino, Moacy Cirne, Neide de Sá e Álvaro de Sá.

Esse movimento visava apresentar uma nova forma de fazer poesia a


partir de uma nova linguagem. Com um espírito revolucionário, o grupo de
poetas do movimento inovaram os poemas visuais, já explorados anteriormente
pelo movimento concretista.

Note que ele está relacionado com a poesia concreta uma vez que
surgiu dela, no entanto, apresentam diferenças.

Assim, enquanto na poesia concreta as palavras eram as principais


ferramentas, o poema processo vem rejeitar seu uso, empregando além delas,
símbolos e, portanto, extrapolando os limites do poema.

A exploração desses signos não verbais no poema processo é mediada


por figuras geométricas, perfurações no papel e gráficos. Assim, o poema
processo é um poema semiótico e visual para ser visto antes de ser lido.

Segundo um dos fundadores e expoentes do movimento, Moacy Cirne


(1943-2014): “E aqui estamos diante de uma diferença radical em relação à
poesia concreta, por exemplo: toda poesia concreta é acabada, “fechada”,
monolítica; já o poema/processo, para ser de fato um poema/processo, implica
trans/formações.”

Muitos artistas do movimento rejeitavam alguns escritores brasileiros


como Carlos Drummomd, Vinícius de Moraes João Cabral de Mello Neto. Isso
porque eles se posicionavam contra a estrutura tradicional da poesia, desde os
formalismos e academicismos.
Principais características do poema processo

•Linguagem não verbal;

•Espírito revolucionário e inovador;

•Poema experimental e visual;

•Uso de símbolos visuais.

Os principais representantes do poema processo no Brasil foram:

•Moacy Cirne

•Neide Dias de Sá

•Álvaro de Sá

•Ariel Tecla

•José Cláudio

•Ronaldo Werneck

•Aquiles Branco

•Dailor Varela

•Anabela Cunha

Para exemplificar a produção do poema processo segue abaixo o


“Poema da Picotagem” (1968) de Moacy Cirne: “Três folhas brilhosas
(meio-ofício) em cores diferentes: vermelho, amarelo e preto. Distribuídas no
interior de um envelope, como partes de um mesmo poema. Em traçados
retilíneos, mas não paralelos, sete cortes repicados. O leitor é "convidado" a
picotar, criando possibilidades formais sempre novas e diferenciadas a cada
parte do poema "jogada" fora. O leitor também poderia embaralhar as folhas,
aumentando assim as possibilidades criativas do poema.”
O concretismo foi um movimento artístico e cultural que surgiu na
Europa em meados do século XX, o qual visava a criação de uma nova
linguagem, uma arte abstrata.

Esse movimento de vanguarda influenciou as artes literárias, musicais e


figurativas.

As principais características do Concretismo na literatura são:

•Valorização do conteúdo visual e sonoro

•Sintaxe visual em detrimento da discursiva

•Banimento da estrutura formal, como os versos e as estrofes

•Utilização de efeitos gráficos

•O papel torna-se a tela e o artista aproveita todo o espaço

•Defesa da racionalidade

•Aversão ao Expressionismo

•Rejeição ao acaso e a abstração lírica

Concretismo no Brasil

No Brasil, esse movimento vanguardista chegou por volta de 1950, através do


Suíço, Max Bill (1908-1994), um dos precursores do movimento, ao lado do
russo Vladimir Maiakovski (1893-1930).

Bill popularizou as concepções dessa nova tendência na Exposição Nacional


de Arte Concreta, em 1956.

Grupo Concretista de São Paulo

O movimento concreto se constituiu, primeiramente, na cidade de São


Paulo, em meados da década de 50, sendo liderado pelos poetas e irmãos
Augusto e Haroldo de Campos, conhecido como os "irmãos Campos”, e Décio
Pignatari.
O grupo concretista de São Paulo foi fundador da Revista “Noigandres”
(1952), divulgadora das ideias atreladas ao concretismo.

Poesia Concreta

A poesia concreta inaugurou um novo estilo que norteou a poesia


brasileira pós-modernista, a partir de uma poesia visual, com utilização de
efeitos gráficos, de forma que a palavra concreta representa o objeto real
(palavra-objeto).

Dessa forma, a poesia concreta absorve somente a palavra, ou seja, “a


palavra-objeto”, sem que haja preocupação com estruturas literárias, desde
estrofes, versos e rimas.

A partir disso, há o predomínio de imagens em detrimento ao caráter


discursivo da poesia.

A despeito de o concretismo não se preocupar com a temática, uma vez


que o objetivo principal era criar uma nova linguagem ao mesclar a forma e o
conteúdo, alguns temas prevaleceram na poesia concreta, desde as críticas
feitas à sociedade capitalista e ao consumo exacerbado.

Exemplo de Poesia Concreta

COCA-COLA

BEBACOCACOLA

BABECOLA

BEBACOCA

BABECOLACACO

CACO

COLA

CLOACA
CONCLUSÃO

Face ao exposto, a reviravolta na arte foi aspecto positivo pois os


artistas puderam expressar os seus sentimentos e aumentar a variedade da
qualidade da arte. O poema moderno, permitiu a denúncia das injustiças
sociais.
REFERÊNCIAS

www.pt.slideshare.net/poesiasmodernas​ acesso 22/11/2019

www.brasilescola.uol.com.br​ acesso 22/11/2019

www.todamateria.com.br​ acesso 22/11/2019

www.recantodasletras.com.br​ acesso 22/11/2019

www.normaculta.com.br​ acesso 22/11/2019