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A IMPORTÂNCIA DA CONSERVAÇÃO DO SOLO

Simone Scherer 1 , Clarice Fröhlich 2

A acidez do solo promove o aparecimento de elementos tóxicos para as plantas,

afetando negativamente a lavoura e dificultando o aproveitamento, pelas plantas, dos elementos nutritivos que existem no solo. As conseqüências são os prejuízos causados pelo baixo rendimento produtivo das culturas. Portanto, a correção da acidez dos solos, através da calagem, é fundamental para uma agropecuária de alta produtividade.

O calcário é o principal produto que corrige a acidez do solo, sendo que a sua

constituição é formada por uma rocha moída, contendo carbonato de cálcio e magnésio. De acordo com a legislação brasileira os teores de carbonato de cálcio e de magnésio dos calcários são expressos na forma de óxidos. Para poder ser comercializado, o calcário deve ter no mínimo 38% de óxido de cálcio (CaO) e óxido de magnésio (MgO).

A qualidade do calcário depende principalmente do teor, do tipo de elementos que

diminuem a acidez e do tempo que leva para fazer efeito no solo. Esta qualidade depende

da quantidade, que é medida por um índice de porcentagem conhecido como “Poder Relativo de Neutralização Total” - PRNT.

A atual legislação do Ministério da Agricultura reconhece quatro faixas de PRNT

para efeito de classificação e comercialização de calcário, apresentado a seguir:

Faixa

A:

com

PRNT

entre

45,0

e

60,0%;

Faixa

B:

com

PRNT

entre

60,1

e

75,0%;

Faixa

C:

com

PRNT

entre

75,1

e

90,0%;

Faixa

D:

com

PRNT

maior

que

90,0%

Assim, para se corrigir a acidez do solo, deve-se usar tanto mais calcário quanto menor for o seu PRNT. Ou seja, para se corrigir a mesma acidez de um solo que uma tonelada de calcário com PRNT = 100% corrige, são necessárias 1,25 toneladas de calcário com PRNT = 80% ou 1,67 toneladas de calcário com PRNT = 60%. Com base nisso, é importante que o agricultor conheça o PRNT do calcário que está comprando. Esta informação poderá ser dada pelo vendedor ou por um engenheiro agrônomo. Para a escolha do calcário não se pode definir o melhor corretivo apenas pelas suas características, deve-se fazê-lo também quanto ao aspecto econômico. Considerando-se o produto e o transporte (frete), é mais econômico aquele que apresentar o menor custo por unidade de PRNT. Somente através da análise química do solo realizada através de amostras, pode-se chegar à quantidade de calcário a ser aplicada. Existem locais que necessitam de 4 à 7 toneladas de calcário por hectare, até aqueles que nada necessitam. Tanto a falta quanto o excesso de calcário prejudicam as plantas. Para se obter resultados mais eficientes, a época ideal para a aplicação do calcário deveria ser feita seis meses antes do plantio de leguminosas como o feijão e a soja, e três meses antes do plantio de gramíneas e culturas como o milho e o trigo. Para a distribuição do calcário recomenda-se efetuar o mais uniforme possível, prática que muito depende das máquinas disponíveis. Atualmente uma alternativa recomendada é a distribuição através de espalhadeiras, que aplicam o calcário em linhas próximas sobre o solo, havendo uma incorporação mais eficiente do produto. Quando utilizadas as doses

recomendadas, o efeito da calagem é igual ou superior a 5 anos. Isto quer dizer que novas aplicações de calcário só deverão ser feitas após este período, mediante nova análise de solo. No entanto, alguns desconsideram as recomendações técnicas e aplicam calcário a cada ano, levando o solo a uma condição de "supercalagem" que resultará em prejuízos pela ocorrência de desequilíbrios de nutrição nas plantas e de nutrientes no solo. Em áreas de uso do sistema de plantio direto, é fundamental que o agricultor corrija totalmente a acidez, para a adequação do solo ao plantio direto. Com o passar do tempo, neste sistema, ocorre acidez na camada superficial do solo, que é prejudicial às culturas. Esta acidez se deve à decomposição da palha na superfície e ao uso de adubos. Nestas condições, poderão surgir situações que necessitam aplicações mais freqüentes de calcário do que o normalmente esperado, ou seja, antes dos 5 anos. Portanto, recomenda-se neste caso a aplicação de calcário sobre a superfície, em pequenas quantidades em intervalos de 2 a 3 anos. A quantidade a aplicar e o intervalo a ser observado, dependerão do tipo de solo e da adubação. Senhor Agricultor, a obtenção do máximo retorno econômico no uso da prática da calagem vai depender da atuação integrada com os outros fatores que influenciam na produção das culturas, principalmente os fertilizantes usados, o manejo adequado do solo e as condições climáticas adequadas.

1 Aluna bolsista do PIIC/URI no Projeto Forma de Exploração Sustentável de uma Propriedade Rural no Município de Cerro Largo.

2 Professora do DCET - URI Extensão de Cerro Largo - Orientadora do Projeto.