º ANO
Exercícios resolvidos
João – Coldplay.
Joana – O quê?
R.: Há duas proposições: 1. Coldplay é um grupo musical. e 2. Os Coldplay fazem boa música.
Das frases a seguir apresentadas indique, se for o caso, as que exprimem proposições.
Justifique a sua resposta.
R.: Proposição. Responde-se à pergunta dizendo que Portugal nunca foi campeão do mundo de
futebol.
R.: Proposição. Afirma-se que o Brasil é um país tropical, o que é uma frase declarativa, neste
caso, verdadeira.
e) Ser rico é ser poderoso.
R.: Proposição. Apesar da partícula «implica» não ser um argumento, diz-se simplesmente que
as coisas artísticas são belas.
R.: Trata-se de uma promessa e não de uma frase que declare algo que pode ser verdadeiro ou
falso.
R.: Apesar das exclamações, o que se quer dizer é isto: Os impostos são um roubo. É portanto
uma proposição.
R.: Apesar de mais uma vez surgir um tom exclamativo, as aparências iludem. Trata-se de uma
proposição porque se declara implicitamente que a escolaridade obrigatória é errada.
II
III
Clarifique e reconstrua argumentos
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1. 2. As mulheres grávidas não deviam fumar, dado que o tabaco pode prejudicar o
desenvolvimento do feto.
R.: Não temos neste argumento indicador de conclusão, mas indicador de premissa («dado
que…») . O que está depois deste indicador é a premissa e o que está antes é a conclusão.
Esquematizando:
1. 3. Trezentas mil pessoas foram ao Rock in Rio, e isso leva-me a pensar que não há crise
económica em Portugal.
R.: «Isso leva-me a pensar» pode traduzir-se pela expressão «Por conseguinte», o que nos indica
que a conclusão é «Não há crise económica em Portugal». Uma das premissas está presente e é
«300 mil pessoas foram ao Rock in Rio». A outra premissa (subentendida) será «Se 300 mil
pessoas foram ao Rock in Rio, então Portugal não está em crise económica». Esta premissa pode
formular-se também do seguinte modo: «Um país em que 300 mil pessoas foram ao Rock in Rio
não é um país em crise económica».
b) Apresente o argumento.
R.: P1 – Se 300 mil pessoas foram ao Rock in Rio em Lisboa, então não há crise económica em
Portugal.
R.: O indicador «porque» é um indicador de premissa, ou seja, a seguir vem uma premissa, a
saber: Portugal não soube aproveitar o dinheiro que veio da Europa. O que se pretende
justificar? Que Portugal está em crise económica. Há uma premissa subjacente. Qual? Esta: Se
Portugal tivesse sabido aproveitar o dinheiro que veio da Europa, então não estaria em crise
económica.
b) Apresente o argumento.
P1 – Se Portugal tivesse sabido aproveitar o dinheiro que veio da Europa, então não estaria em
crise económica.
R.: A conclusão deste argumento é a proposição que está a ser justificada, ou seja, Estou a
prejudicar a minha saúde. Justifica-se esta proposição mediante outra: Fumo muito. Esta é a
premissa explicitamente apresentada e está colocada imediatamente depois de porque, que é
o indicador de premissa.
R.: A premissa subentendida é: Quem fuma muito está a prejudicar a sua saúde.
P2 – Fumo muito.
a) Identifique a tese.
b) Identifique as premissas.
R.: A premissa explícita é Tens um Mercedes. A premissa subentendida ou implícita é: Se
tens um Mercedes, então és rico.
c) Apresente o argumento.
P2 – Tens um Mercedes.
C – Logo, és rico.
IV
b) Não podemos construir argumentos válidos a não ser com premissas e conclusão de facto
verdadeiras. F
A conclusão de um argumento pode ser uma consequência lógica das premissas, mesmo que as
premissas sejam falsas.
g) Quando dizemos que a validade de um argumento dedutivo não depende do conteúdo das
proposições que o constituem, estamos a dizer que há argumentos válidos com premissas
verdadeiras, argumentos válidos com premissas falsas e argumentos inválidos com premissas
verdadeiras. V
h) Para determinar se um argumento é ou não válido, não é relevante que as premissas e a
conclusão sejam de facto verdadeiras, mas se, imaginando que as premissas são verdadeiras,
se pode ou não deduzir dessas premissas uma conclusão falsa. Se pode, é inválido. Se não
pode, não é. V
R.: Não. Os argumentos são válidos ou inválidos, bons ou maus, fracos ou fortes, mas nunca
verdadeiros ou falsos. Falsas ou verdadeiras podem ser as premissas ou a conclusão, ou seja, as
proposições que constituem o argumento.
R.: A validade de um argumento tem a ver com a relação entre o valor de verdade das premissas
e o valor de verdade da conclusão. Em termos gerais, a validade de um argumento significa que
as premissas sustentam e apoiam logicamente a conclusão.
R.: Há, em termos gerais, dois tipos de validade: a validade própria dos argumentos dedutivos e
a validade caraterística dos argumentos não dedutivos.
R.: São argumentos cuja validade depende exclusivamente da sua forma lógica.
R.: São argumentos cuja validade não depende unicamente da sua forma lógica.
Por outras palavras, se, por exemplo, for verdade que todos os portugueses gostam de cerveja
e se for verdade que Miguel é português, então segue-se necessariamente das premissas
apresentadas que é verdade que Miguel gosta de cerveja.
2.9. Um argumento dedutivo pode ser inválido tendo premissas e conclusão verdadeiras?
R.: Sim. Ex: Pavarotti é um cantor.
Todos os tenores são cantores.
Logo, Pavarotti é italiano .
Todos os nativos do signo «Peixes» nasceram em março. Miguel é nativo do sigo «Peixes». Logo,
Miguel nasceu em março.
3. 2. As estatísticas revelam que 86% das pessoas que se vacinam contra a gripe não a
contraem. João vacinou-se contra a gripe há dois meses. Logo, João ficará imune à gripe que
agora atinge tanta gente.
R.: Este argumento não é dedutivamente válido porque parte-se da premissa de que algumas
(muitas, mas não todas) pessoas que se vacinam contra a gripe não a contraem. Do facto de
João se ter vacinado pode inferir-se que provavelmente não será afetado por essa doença, mas
as premissas não garantem absolutamente a verdade da conclusão. Só seria dedutivamente
válido se a premissa inicial dissesse: «Todo aquele que se vacina contra a gripe não a contrai».
3. 3. Esta caixa registadora contém mais de 50 moedas. Dez moedas tiradas ao acaso tinham
datas anteriores a 1945. Logo, as moedas da caixa terão datas anteriores a 1945.
R.: É provável que as moedas tenham datas anteriores a 1945, mas pode também haver nessa
caixa moedas posteriores a 1945. O que é verdade no que respeita a dez moedas não é
necessariamente verdadeiro para as restantes. O raciocínio generaliza uma observação que
nada garante não poder ser desmentida por observações posteriores. Não há qualquer
necessidade lógica na passagem das premissas à conclusão. As premissas não obrigam a aceitar
a conclusão. Por isso, não é um raciocínio dedutivamente válido.
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José Saramago e António Lobo Antunes José Saramago e António Lobo Antunes são
são escritores famosos. arquitetos famosos.
R.: Os dois argumentos são válidos. A validade do segundo não é afetada pelo facto de, ao
contrário do primeiro, ser constituído por proposições falsas. Imaginando um mundo em que
Saramago e Lobo Antunes fossem arquitetos, a premissa seria verdadeira e daí seguir-se-ia que
a conclusão teria de ser verdadeira. Tendo a mesma forma dedutivamente válida, os dois
argumentos são válidos ou as duas formas argumentativas são válidas.
V – Classificação de proposições
ATIVIDADE 1
Na coluna da direita, escreva, por cada caixa, as proposições a que as da direita equivalem.
3. Classifique cada uma das proposições que escreveu do lado direito da caixa.
R.: Alguns homens não são belos é particular negativa. Representa-se pela letra O.
ATIVIDADE 2
R.: Uma proposição é todo o enunciado que tem a propriedade de ser verdadeiro ou falso.
R.: Uma proposição simples é aquela que não possui conetiva ou operador lógico, ou seja, é a
proposição que não é abrangida pela negação, conjunção, disjunção, pelo condicional ou pelo
bicondicional.
3. O que é uma proposição composta?
R.: Uma proposição composta é a proposição que possui pelo menos uma conectiva ou
operador lógico.
PQ
Proposição simples: P
Proposição simples: Q
1. 1. A lógica formal e a lógica informal podem contradizer-se: a segunda pode aprovar o que
a primeira rejeita.
Não se trata de contradição, mas de complementação. Se a lógica dedutiva diz que o argumento
é inválido, diz apenas que ele nunca poderá garantir a sua conclusão; dizer se, apesar de inválido,
o argumento pode apoiar a conclusão é tarefa da lógica informal.
Só a lógica formal, dedutiva, pode garantir que as ideias estão bem relacionadas (supondo que
estamos a falar de relações lógicas e não, por exemplo, de «boas relações estéticas») .
Argumentos baseados na experiência poderão fortalecer relações entre ideias, mas não as
garantem. A necessidade da lógica informal tem de ser explicada de outra maneira, referindo a
necessidade de abranger todo o campo da argumentação, considerando também os
argumentos que de um ponto de vista dedutivo são ditos inválidos, mas que podem dar razões
plausíveis para aceitar a conclusão.
1. 3. A lógica forma é inútil por ser abstrata, não se ocupa de contextos práticos.
A lógica dedutiva não se ocupa de contextos práticos particulares porque se ocupa das regras
gerais da validade que se aplicam… a todos os contextos práticos. É nesse sentido que é abstrata.
Mesmo em contextos em que a lógica informal é mais relevante, o raciocínio dedutivo é
indispensável. Basta notar que o raciocínio ou argumento com que aplicamos uma regra ou
padrão informal a um argumento é ele mesmo um modus ponens. A analogia com a aritmética
pode ser esclarecedora: a matemática não se ocupa de maçãs porque se ocupa de operações
que fazemos com maçãs, laranjas, moedas…
2. Apresente um caso de argumento que possa ser usado para refutar a ideia de que a lógica
formal esgota o domínio da argumentação.
Pode apresentar-se um argumento que, apesar de dedutivamente inválido, é bom de um ponto
de vista indutivo. A resposta pode ser dada na base de uma crença simples como a de que
«beber esta água não me vai fazer mal» desde que se faça acompanhar de razões (indícios) de
que a situação em que a água vai ser bebida nada tem de anormal.
a) Argumentos em que a conclusão pode ser falsa, apesar de as premissas serem verdadeiras,
denominam-se argumentos dedutivos. (F) . Esta é uma forma de caraterizar os argumentos
indutivos.
b) Damos o nome de argumentos indutivos aos argumentos cujas premissas podem tornar
provável a conclusão, mas não asseguram a sua verdade. (V)
c) Apesar de não serem dedutivamente válidos, os argumentos indutivos podem ser bons. Um
bom argumento indutivo bom é aquele em que as razões apresentadas (premissas) dão força
à nossa crença de que a conclusão é verdadeira. Quando as premissas tornam pouco provável
a verdade da conclusão, não estamos perante um bom argumento indutivo. (V)
f) Os argumentos indutivos são uma espécie de argumentos informais porque a verdade das
premissas (ou da premissa) e a sua forma lógica não são suficientes para assegurar a verdade
da conclusão. (V)
g) No caso dos argumentos indutivos, a validade não se baseia numa ligação necessária entre
as premissas e a conclusão, pelo que a verdade desta é apenas provável. (V)