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A FILOSOFIA 10.

º ANO

Exercícios resolvidos

Distinga proposições de não proposições

Descubra as proposições presentes no diálogo que se segue.

João – Coldplay.

Joana – O quê?

João – Aquele grupo musical.

Joana – Ah, sim. Fazem boa música.

João – Quim Barreiros.

Joana – Pára com isso.

R.: Há duas proposições: 1. Coldplay é um grupo musical. e 2. Os Coldplay fazem boa música.

Das frases a seguir apresentadas indique, se for o caso, as que exprimem proposições.
Justifique a sua resposta.

a) Ó Madonna, não cantas nada!

R.: Proposição. Declara-se que Madonna é má cantora.

b) Portugal já foi alguma vez campeão do mundo de futebol? Não. Nunca.

R.: Proposição. Responde-se à pergunta dizendo que Portugal nunca foi campeão do mundo de
futebol.

c) Basta ir ao Brasil uma semana para saber que é um país tropical.

R.: Proposição. Afirma-se que o Brasil é um país tropical, o que é uma frase declarativa, neste
caso, verdadeira.
e) Ser rico é ser poderoso.

R.: Proposição. Declara-se que os ricos são poderosos.

g) Ser artístico implica ser belo.

R.: Proposição. Apesar da partícula «implica» não ser um argumento, diz-se simplesmente que
as coisas artísticas são belas.

h) Podes crer que esta noite vou contigo ao cinema.

R.: Trata-se de uma promessa e não de uma frase que declare algo que pode ser verdadeiro ou
falso.

i) Impostos não! São um roubo!

R.: Apesar das exclamações, o que se quer dizer é isto: Os impostos são um roubo. É portanto
uma proposição.

j) Eu digo: Abaixo a escolaridade obrigatória!

R.: Apesar de mais uma vez surgir um tom exclamativo, as aparências iludem. Trata-se de uma
proposição porque se declara implicitamente que a escolaridade obrigatória é errada.

m) A fachada deste prédio é colorida por ser azul e branca.

R.: Trata-se de um argumento.

P1 – Tudo o que tem cor é colorido.

P2 – A fachada deste prédio é colorida.

P3 – Azul e branco são cores.

C – Logo, a fachada deste prédio é colorida.

II

Distinga argumentos de não argumentos

1. Que enunciados contêm um argumento?


a) César é meu aluno há três anos. Nestes três anos, nada evoluiu. Continua a cometer os
mesmos erros.
b) Não somos livres porque algumas vezes não fazemos o que queremos.
c) A maioria dos jovens portugueses pratica sexo sem preservativo. Esse é o resultado de um
estudo recente sobre hábitos sexuais dos nossos adolescentes. Não se conhece ainda a reação
de entidades governamentais e não-governamentais.
R.: A alínea c) é uma descrição de um facto. A alínea a) é um argumento porque se justifica a
não evolução de César, dizendo que continua a cometer os mesmos erros. A alínea b) é também
um argumento porque se justifica a ausência de liberdade, afirmando que esta consiste em fazer
o que queremos e isso nem sempre acontece.

III
Clarifique e reconstrua argumentos
1

Clarifique os argumentos seguintes:


1. 1. Porque todos os crimes são violações da lei, o roubo é uma violação da lei.
R.: Neste argumento, não temos indicador de conclusão, mas um indicador de premissa
(«Porque») . A partir desta indicação, podemos reconstituir o argumento na forma clássica ou
padrão:
Premissa: Todos os crimes são violações da lei.
Premissa: O roubo é um crime.
Conclusão: Logo, o roubo é uma violação da lei.

1. 2. As mulheres grávidas não deviam fumar, dado que o tabaco pode prejudicar o
desenvolvimento do feto.
R.: Não temos neste argumento indicador de conclusão, mas indicador de premissa («dado
que…») . O que está depois deste indicador é a premissa e o que está antes é a conclusão.
Esquematizando:

Premissa: O tabaco pode prejudicar o desenvolvimento do feto.


Conclusão: Logo, as mulheres grávidas não deviam fumar.

1. 3. Trezentas mil pessoas foram ao Rock in Rio, e isso leva-me a pensar que não há crise
económica em Portugal.

a) Qual é a conclusão deste argumento?

R.: «Isso leva-me a pensar» pode traduzir-se pela expressão «Por conseguinte», o que nos indica
que a conclusão é «Não há crise económica em Portugal». Uma das premissas está presente e é
«300 mil pessoas foram ao Rock in Rio». A outra premissa (subentendida) será «Se 300 mil
pessoas foram ao Rock in Rio, então Portugal não está em crise económica». Esta premissa pode
formular-se também do seguinte modo: «Um país em que 300 mil pessoas foram ao Rock in Rio
não é um país em crise económica».

b) Apresente o argumento.

R.: P1 – Se 300 mil pessoas foram ao Rock in Rio em Lisboa, então não há crise económica em
Portugal.

P2 – 300 mil pessoas foram ao Rock in Rio em Lisboa.

C – Logo, não há crise económica em Portugal.


1. 6. Portugal está em crise económica porque não soube aproveitar o dinheiro que veio da
Europa.

a) Identifique a premissa explícita, a conclusão e a premissa implícita deste argumento.

R.: O indicador «porque» é um indicador de premissa, ou seja, a seguir vem uma premissa, a
saber: Portugal não soube aproveitar o dinheiro que veio da Europa. O que se pretende
justificar? Que Portugal está em crise económica. Há uma premissa subjacente. Qual? Esta: Se
Portugal tivesse sabido aproveitar o dinheiro que veio da Europa, então não estaria em crise
económica.

b) Apresente o argumento.

Podemos reconstituir o argumento assim:

P1 – Se Portugal tivesse sabido aproveitar o dinheiro que veio da Europa, então não estaria em
crise económica.

P2 – Portugal não soube aproveitar o dinheiro que veio da Europa.

C – Logo, Portugal está em crise económica.

1. 9. Porque fumo muito, estou a prejudicar a minha saúde.

a) Qual é a conclusão deste argumento?

R.: A conclusão deste argumento é a proposição que está a ser justificada, ou seja, Estou a
prejudicar a minha saúde. Justifica-se esta proposição mediante outra: Fumo muito. Esta é a
premissa explicitamente apresentada e está colocada imediatamente depois de porque, que é
o indicador de premissa.

b) Que premissa está subentendida?

R.: A premissa subentendida é: Quem fuma muito está a prejudicar a sua saúde.

c) Reconstitua o argumento apresentando premissas e conclusão.

R.: P1 – Quem fuma muito está a prejudicar a saúde.

P2 – Fumo muito.

C – Logo, estou a prejudicar a minha saúde.

1. 10. Tens um Mercedes? Então és rico.

a) Identifique a tese.

R.: A tese ou conclusão que se pretende justificar é És rico.

b) Identifique as premissas.
R.: A premissa explícita é Tens um Mercedes. A premissa subentendida ou implícita é: Se
tens um Mercedes, então és rico.

c) Apresente o argumento.

R.: P1 – Se tens um Mercedes, então és rico.

P2 – Tens um Mercedes.

C – Logo, és rico.

IV

Validade dedutiva e validade não dedutiva

Assinale com V ou F as seguintes afirmações:

a) A conclusão de um raciocínio válido tem de ser verdadeira. F

b) Não podemos construir argumentos válidos a não ser com premissas e conclusão de facto
verdadeiras. F

c) O objetivo da lógica formal é determinar se entre as premissas e a conclusão há uma relação


de consequência lógica e de que depende essa relação. V

d) Um raciocínio pode ser correto, apesar de partir de premissas falsas. V

A conclusão de um argumento pode ser uma consequência lógica das premissas, mesmo que as
premissas sejam falsas.

e) O conceito de validade diz respeito à relação que se estabelece entre as proposições do


argumento e a realidade factual. F

Falso, porque isto é o que carateriza o conceito de verdade.

f) A verdade ou a falsidade de uma proposição depende da sua relação com a realidade. O


mesmo acontece com a validade de um argumento dedutivo. F

g) Quando dizemos que a validade de um argumento dedutivo não depende do conteúdo das
proposições que o constituem, estamos a dizer que há argumentos válidos com premissas
verdadeiras, argumentos válidos com premissas falsas e argumentos inválidos com premissas
verdadeiras. V
h) Para determinar se um argumento é ou não válido, não é relevante que as premissas e a
conclusão sejam de facto verdadeiras, mas se, imaginando que as premissas são verdadeiras,
se pode ou não deduzir dessas premissas uma conclusão falsa. Se pode, é inválido. Se não
pode, não é. V

2. 1. Podemos dizer que os argumentos são verdadeiros ou falsos?

R.: Não. Os argumentos são válidos ou inválidos, bons ou maus, fracos ou fortes, mas nunca
verdadeiros ou falsos. Falsas ou verdadeiras podem ser as premissas ou a conclusão, ou seja, as
proposições que constituem o argumento.

2. 2. Em que consiste a validade de um argumento?

R.: A validade de um argumento tem a ver com a relação entre o valor de verdade das premissas
e o valor de verdade da conclusão. Em termos gerais, a validade de um argumento significa que
as premissas sustentam e apoiam logicamente a conclusão.

2. 3. Em termos gerais, de que tipos de validade podemos falar?

R.: Há, em termos gerais, dois tipos de validade: a validade própria dos argumentos dedutivos e
a validade caraterística dos argumentos não dedutivos.

2. 4. O que são argumentos dedutivos?

R.: São argumentos cuja validade depende exclusivamente da sua forma lógica.

2. 5. O que são argumentos não dedutivos?

R.: São argumentos cuja validade não depende unicamente da sua forma lógica.

2. 6. O que carateriza um argumento dedutivamente válido?

R.: Um argumento dedutivamente válido é um argumento com a seguinte caraterística:

• Se as premissas forem verdadeiras, então a conclusão também tem de ser verdadeira.

Por outras palavras, se, por exemplo, for verdade que todos os portugueses gostam de cerveja
e se for verdade que Miguel é português, então segue-se necessariamente das premissas
apresentadas que é verdade que Miguel gosta de cerveja.

Para avaliar a validade de um argumento dedutivo, não importa saber se as premissas ou a


conclusão são de facto verdadeiras. O que importa é saber se, supondo ou imaginando que as
premissas são verdadeiras, a conclusão pode ser considerada uma consequência necessária das
premissas.

2. 7. O que é a validade dedutiva?


R.: É a qualidade de um argumento em que é logicamente impossível as premissas serem
verdadeiras e a conclusão ser falsa.

2. 8. Um argumento pode ser dedutivamente válido tendo premissas e conclusão falsas?


R.: Sim. Ex: Um mês tem 365 dias.
Um ano tem 31 dias.
Logo, um mês é maior do que um ano.

2.9. Um argumento dedutivo pode ser inválido tendo premissas e conclusão verdadeiras?
R.: Sim. Ex: Pavarotti é um cantor.
Todos os tenores são cantores.
Logo, Pavarotti é italiano .

2. 10. Será que o argumento seguinte dedutivamente válido? Justifique.


Todos os portugueses são filósofos.
Barak Obama é português.
Logo, Barak Obama é filósofo.
R.: É válido. Apesar de as premissas e de a conclusão serem falsas, verificamos que as premissas
implicam a conclusão, ou seja, esta segue-se daquelas. Dadas as premissas, a conclusão só pode
ser esta. Deriva necessariamente das premissas. Se assumirmos que não há português que não
seja filósofos, assumir que Barak Obama é português implica que é filósofo.

Mostre se os seguintes argumentos são dedutivamente válidos, ou seja, se as premissas


obrigam a aceitar a conclusão.

3. 1. Dado que Miguel é «Peixes», segue-se que nasceu em março.

R.: Argumento dedutivamente válido porque a conclusão é suportada pelas premissas,


seguindo-se dela sem margem para dúvidas.

Todos os nativos do signo «Peixes» nasceram em março. Miguel é nativo do sigo «Peixes». Logo,
Miguel nasceu em março.

3. 2. As estatísticas revelam que 86% das pessoas que se vacinam contra a gripe não a
contraem. João vacinou-se contra a gripe há dois meses. Logo, João ficará imune à gripe que
agora atinge tanta gente.

R.: Este argumento não é dedutivamente válido porque parte-se da premissa de que algumas
(muitas, mas não todas) pessoas que se vacinam contra a gripe não a contraem. Do facto de
João se ter vacinado pode inferir-se que provavelmente não será afetado por essa doença, mas
as premissas não garantem absolutamente a verdade da conclusão. Só seria dedutivamente
válido se a premissa inicial dissesse: «Todo aquele que se vacina contra a gripe não a contrai».

3. 3. Esta caixa registadora contém mais de 50 moedas. Dez moedas tiradas ao acaso tinham
datas anteriores a 1945. Logo, as moedas da caixa terão datas anteriores a 1945.

R.: É provável que as moedas tenham datas anteriores a 1945, mas pode também haver nessa
caixa moedas posteriores a 1945. O que é verdade no que respeita a dez moedas não é
necessariamente verdadeiro para as restantes. O raciocínio generaliza uma observação que
nada garante não poder ser desmentida por observações posteriores. Não há qualquer
necessidade lógica na passagem das premissas à conclusão. As premissas não obrigam a aceitar
a conclusão. Por isso, não é um raciocínio dedutivamente válido.

3. 6. Os dois argumentos seguintes são ambos dedutivamente válidos?

1 2

José Saramago e António Lobo Antunes José Saramago e António Lobo Antunes são
são escritores famosos. arquitetos famosos.

Logo, José Saramago é um escritor Logo, José Saramago é um arquiteto famoso.


famoso.

R.: Os dois argumentos são válidos. A validade do segundo não é afetada pelo facto de, ao
contrário do primeiro, ser constituído por proposições falsas. Imaginando um mundo em que
Saramago e Lobo Antunes fossem arquitetos, a premissa seria verdadeira e daí seguir-se-ia que
a conclusão teria de ser verdadeira. Tendo a mesma forma dedutivamente válida, os dois
argumentos são válidos ou as duas formas argumentativas são válidas.
V – Classificação de proposições

ATIVIDADE 1

Na coluna da direita, escreva, por cada caixa, as proposições a que as da direita equivalem.

Há homens que não são belos.


Nem todos os homens são belos.
Há seres que são homens, mas não são belos.
Há pelo menos um homem que não é belo.
Existem homens que não são belos.
Alguns homens não são belos. (O)

Existem homens inteligentes.


Há homens que são inteligentes.
Pelo menos há um homem que é inteligente.
Certos seres são homens e também são
Alguns homens são inteligentes. (I)
inteligentes.

Ser réptil não é uma caraterística do ser


humano.
Não há ser humano que seja réptil.
Não existem homens que sejam répteis.
Nenhum homem é réptil. (E)
Há coisas que são répteis, mas nenhum
homem é uma delas.
Tudo o que é humano não é réptil.

Os homens são inteligentes.


Não há homem que não seja inteligente.
Tudo o que é homem é também inteligente.
Só os homens são inteligentes.
Todos os homens são alguns dos seres
dotados de inteligência. Todos os homens são inteligentes. (A)
Qualquer homem é inteligente.

3. Classifique cada uma das proposições que escreveu do lado direito da caixa.

R.: Alguns homens não são belos é particular negativa. Representa-se pela letra O.

Alguns homens são inteligentes é particular afirmativa. Representa-se pela letra I.

Nenhum homem é réptil é universal negativa. Representa-se pela letra E.

Todos os homens são inteligentes é universal afirmativa. Representa-se pela letra A.

4. O que distingue as proposições de tipo A das proposições de tipo E?

R.: Nas proposições de tipo E – universais negativas – nega-se um determinado predicado a


todos os membros da classe representada pelo sujeito. Nas proposições de tipo A – universais
afirmativas – atribui-se um determinado predicado a todos os membros da classe representada
pelo sujeito, ou seja, afirma-se que esse predicado convém a toda a classe representada pelo
sujeito.

5. O que distingue as proposições de tipo O das proposições de tipo I?

R.: Nas proposições de tipo O – particulares negativas –, nega-se um determinado predicado a


alguns membros da classe representada pelo sujeito. Nas proposições de tipo I – particulares
afirmativas –, atribui-se um determinado predicado a alguns membros da classe representada
pelo sujeito.

6. O que significa colocar as proposições do silogismo categórico na forma-padrão?


R.: Colocar as proposições do silogismo categórico na forma padrão significa dar às proposições
a seguinte estrutura:
Quantificador. . . . . . sujeito. . . . . . . cópula . . . . . . predicado.
7. Dê um exemplo.
Ex.: A – Proposição que não se encontra na forma-padrão:
Não há português que não seja patriota.
B – Proposição colocada na forma-padrão:
Todos os portugueses são patriotas.
Todos é o quantificador. Portugueses é o sujeito. São é a cópula. Patriotas é o predicado.

ATIVIDADE 2

2. Coloque as proposições seguintes na forma-padrão do silogismo categórico e explicite a


extensão do predicado.

2. 1. Não há português que seja espanhol.


R.: Forma-padrão: Nenhum português é espanhol. Predicado de uma negativa é universal. Se
nenhum português é espanhol todos os espanhóis são excluídos da classe dos portugueses.

2. 2. O que é cetáceo é igualmente mamífero.


R.: Forma-padrão: Todos os cetáceos são mamíferos. O termo predicado – mamíferos – é
particular porque predicado de afirmativa é particular. Alguns dos mamíferos são cetáceos, mas
nem todos os mamíferos o são, como é o caso dos seres humanos.

2. 3. Ser europeu não é uma caraterística de quem nasceu no Canadá.


R.: Forma-padrão: Nenhum canadiano é europeu. O termo predicado – europeu – é universal
porque predicado de negativa é universal. Se nenhum canadiano é europeu, todos os europeus
são excluídos da classe dos canadianos.
2. 4. Pelo menos alguns médicos não são simpáticos.
R.: Forma-padrão: Alguns médicos não são simpáticos. Todas as pessoas simpáticas não são
alguns dos médicos. Enquanto predicado de uma negativa, o termo simpáticos tem extensão
universal ou está distribuído.
2. 8. Só há gatos que não têm asas.
R.: Forma-padrão: Nenhum gato é alado. O termo predicado – alado – é universal porque
predicado de negativa é universal. Se nenhum gato é alado todos os animais que têm asas –
alados – são excluídos da classe dos gatos.
Operadores verofuncionais
Os operadores verofuncionais são operadores de formação de frases que têm a propriedade
de alterar o valor de verdade das frases que ligam mas que não são frases. No cálculo
proposicional destacam-se cinco operadores verofuncionais:
Designação Símbolo Uso Leitura Exemplo
Negação  P Não se dá que P. É falso que Descartes seja
empirista.
Conjunção  PQ PeQ Descartes é racionalista e
Hume é empirista.
Disjunção  PQ P ou Q Descartes é racionalista ou
Hume é empirista.
Condicional → P→Q Se P, então Q. Se Descartes é racionalista,
então Hume é empirista.
Bicondicional  PQ P se e só se Q. Descartes é racionalista se e
só se Hume for empirista.

Negação: A negação inverte o valor de verdade de uma proposição.

Conjunção: Uma conjunção é verdadeira se e só se ambas as conjuntas são verdadeiras. É suficiente


que uma das proposições conjuntas seja falsa para que a conjunção seja falsa.
Disjunção inclusiva: Para que uma disjunção inclusiva seja verdadeira, basta que uma das suas
disjuntas seja verdadeira.

Disjunção exclusiva: A disjunção exclusiva é falsa se e só se as fórmulas que a constituem têm


o mesmo valor de verdade.

Condicional: A condicional só é falsa se e só se o antecedente for verdadeiro e o consequente


falso.

Bicondicional: A bicondicional é verdadeira se e só se as fórmulas que a constituem têm o


mesmo valor de verdade.

1. O que é uma proposição?

R.: Uma proposição é todo o enunciado que tem a propriedade de ser verdadeiro ou falso.

2. O que é uma proposição simples?

R.: Uma proposição simples é aquela que não possui conetiva ou operador lógico, ou seja, é a
proposição que não é abrangida pela negação, conjunção, disjunção, pelo condicional ou pelo
bicondicional.
3. O que é uma proposição composta?

R.: Uma proposição composta é a proposição que possui pelo menos uma conectiva ou
operador lógico.

4. Forme uma proposição composta com duas proposições simples.


R.:

PQ

Proposição simples: P

Proposição simples: Q

Considere as afirmações seguintes e justifique se são verdadeiras ou falsas.

1. 1. A lógica formal e a lógica informal podem contradizer-se: a segunda pode aprovar o que
a primeira rejeita.

Não se trata de contradição, mas de complementação. Se a lógica dedutiva diz que o argumento
é inválido, diz apenas que ele nunca poderá garantir a sua conclusão; dizer se, apesar de inválido,
o argumento pode apoiar a conclusão é tarefa da lógica informal.

1. 2. A lógica informal é necessária porque só o concreto, a experiência, pode garantir que as


ideias estão bem relacionadas.

Só a lógica formal, dedutiva, pode garantir que as ideias estão bem relacionadas (supondo que
estamos a falar de relações lógicas e não, por exemplo, de «boas relações estéticas») .
Argumentos baseados na experiência poderão fortalecer relações entre ideias, mas não as
garantem. A necessidade da lógica informal tem de ser explicada de outra maneira, referindo a
necessidade de abranger todo o campo da argumentação, considerando também os
argumentos que de um ponto de vista dedutivo são ditos inválidos, mas que podem dar razões
plausíveis para aceitar a conclusão.

1. 3. A lógica forma é inútil por ser abstrata, não se ocupa de contextos práticos.

A lógica dedutiva não se ocupa de contextos práticos particulares porque se ocupa das regras
gerais da validade que se aplicam… a todos os contextos práticos. É nesse sentido que é abstrata.
Mesmo em contextos em que a lógica informal é mais relevante, o raciocínio dedutivo é
indispensável. Basta notar que o raciocínio ou argumento com que aplicamos uma regra ou
padrão informal a um argumento é ele mesmo um modus ponens. A analogia com a aritmética
pode ser esclarecedora: a matemática não se ocupa de maçãs porque se ocupa de operações
que fazemos com maçãs, laranjas, moedas…

2. Apresente um caso de argumento que possa ser usado para refutar a ideia de que a lógica
formal esgota o domínio da argumentação.
Pode apresentar-se um argumento que, apesar de dedutivamente inválido, é bom de um ponto
de vista indutivo. A resposta pode ser dada na base de uma crença simples como a de que
«beber esta água não me vai fazer mal» desde que se faça acompanhar de razões (indícios) de
que a situação em que a água vai ser bebida nada tem de anormal.

Assinale com verdadeiro (V) ou falso (F)

a) Argumentos em que a conclusão pode ser falsa, apesar de as premissas serem verdadeiras,
denominam-se argumentos dedutivos. (F) . Esta é uma forma de caraterizar os argumentos
indutivos.

b) Damos o nome de argumentos indutivos aos argumentos cujas premissas podem tornar
provável a conclusão, mas não asseguram a sua verdade. (V)

c) Apesar de não serem dedutivamente válidos, os argumentos indutivos podem ser bons. Um
bom argumento indutivo bom é aquele em que as razões apresentadas (premissas) dão força
à nossa crença de que a conclusão é verdadeira. Quando as premissas tornam pouco provável
a verdade da conclusão, não estamos perante um bom argumento indutivo. (V)

d) Ao contrário dos argumentos dedutivos, os argumentos indutivos são argumentos de risco


ou em que o risco de erro ou engano não pode ser completamente eliminado, mas unicamente
controlado. Com efeito, a conclusão baseia-se em premissas que lhe conferem simplesmente
um maior ou menor grau de probabilidade. (V)

f) Os argumentos indutivos são uma espécie de argumentos informais porque a verdade das
premissas (ou da premissa) e a sua forma lógica não são suficientes para assegurar a verdade
da conclusão. (V)

g) No caso dos argumentos indutivos, a validade não se baseia numa ligação necessária entre
as premissas e a conclusão, pelo que a verdade desta é apenas provável. (V)