Sunteți pe pagina 1din 14

FORMULÁRIO

U.C. Análise Económica e Financeira

 Balança Funcional
Aplicação de Fundos Origem de Fundos
ATIVOS FIXOS

ATIVO CAPITAL PRÓPRIO


Ativo não corrente/Médio Longo Prazo  Capital Social

CAPITAIS PERMANETES
 AFT  Reservas
 Investimentos  Resultados Transitados
 …  Resultados Líquidos
 …
Ativo Corrente/Circulante
(Ativo de Curto Prazo) PASSIVO
NECESSIDADES CÍCLICAS Passivo não corrente/Capital Alheio Estável
 Inventários (Passivo Médio/Longo Prazo)
 Clientes  Empréstimos Medio Longo Prazo
 Adiantamento Fornecedores  …
ATIVO CORRENTE

 Estado
 …. Passivo Corrente/ Capital Alheio Circulante
(Passivo de Curto Prazo)
TESOURARIA ATIVA / RECURSOS CÍCLICOS

PASSIVO CORRENTE
NECESSIDADES ACÍCLICAS  Fornecedores
 Disponibilidades  Adiantamento Clientes
 Caixa  Estado
 Depóstitos Bancários
 Títulos Negociaveis TESOURARIA PASSIVA / RECURSOS ACÍCLICOS
 …  Fornecedores de investimento
 Empréstimos Bancários de C.prazo
(descobertos,etc..)
 …

Total Ativo Total CP+Passivo

 Demonstração de resultados

Resultados
Económicos
Resultados
Financeiros
 Equilíbrio Financeiro de Curto Prazo
Uma empresa está financeiramente equilibrada quando, de forma estável e continuada, os meios
financeiros de que dispõe são suficientes para liquidar as dívidas que se vão vencendo.

 Fundo de Maneio: É uma margem de segurança.


É um indicador sobre a solvabilidade atual (capacidade de pagamento atual).

 Otíca da liquides/exigibilidade: FM= AC- PC


Excedente do Ativo de curto prazo sobre o Passivo de curto prazo.

 Ótica das origens/aplicações: FM=CPER-AF


Excedente dos Capitais Permanentes sobre o Ativo de medeio/longo prazo.

 Equilíbrio financeiro mínimo (Não é condição suficiente mas é necessária para haver equilíbrio a CP)
Regra: FM  0
Ou seja, os ativos circulantes deverão, regra geral, ser pelo menos iguais à responsabilidades
exigíveis (passivo) no CP.
Ou outra forma de enunciar: Liquidez Geral (LG)  1

 Rácios de liquidez: Avaliam a capacidade de solver compromissos no c.prazo (pagar PC)

 Liquides Geral (LG): Aprecia o equilíbrio entre recursos e obrigações de curto prazo, avaliando a
aptidão da empresa para fazer face aos compromissos de curto prazo (Passivo corrente)

LG = Ativo Curto Prazo (Circulante)


Passivo Curto prazo (Circulante)

 Liquidez Reduzida (LR): Permite verificar se a empresa tem capacidade de solver os seus
compromissos de CP através da transformação dos ativos correntes em meios monetários, não
considerando os de menor grau de liquidez (Inventários).

LR = Ativo Curto Prazo (Circulante) – Inventários


Passivo Curto prazo (Circulante)

 Necessidades de Fundo de Maneio (NFM): Corresponde ao valor de fundo de maneio


associado ao ciclo de exploração- necessidades de financiamento do ciclo de exploração.

NFM= Necessidades Cíclicas (NC) – Recursos Cíclicos ou

NFM= Ativos Cíclicos (Curto Prazo) – Passivos Cíclicos (Curto Prazo)

 Tesouraria: Indicador relacionado com o ciclo de financiamento de CP. Componente acíclica dos
A e P de CP, ou seja, que não depende diretamente do ciclo de exploração.
Necessidades Cíclicas= Tesouraria Ativa (TA)
Recursos Acíclicos=Tesouraria Passiva (TP)
 Tesouraria Líquida
Diferença entre Tesouraria Ativa (Necessidades Acíclicas) e T.Passiva (Recursos Acíclicos).

Tesouraria= TA – TP ou Tesouraria= NA – RA ou Tesouraria = FM – NFM


 A Tesouraria diz-se deficitária quando: FM < NFM
 A Tesouraria diz-se excedentária quando: FM > NMF

 Equilíbrio Financeiro de médio e longo prazo


Para analisar o equilíbrio financeiro a MLP é comum recorrer a rácios de estrutura de capital e
solvabilidade. Avaliam a capacidade da empresa para solver os seus compromissos de MLP. Que
depende: do grau de cobertura do ativo por CP e da capacidade da empresa de gerar resultados.

 RACIOS DE EDIVIDAMENTO E ESTRURUTA DE CAPITAL (rácios de MLP)

 Rácio de Autonomia Financeira (AF): Determina a independência da empresa face ao capital


alheio/representa a parte do ativo total que é financiada com CP. AF= Capital Próprio
Ativo Total
 Rácio de endividamento:
Complementar da autonomia financeira. Endividamento = Passivo l
Determina a dependência da empresa face ao capital alheio. Capital Total (CP+Passivo)

 Rácio de Solvabilidade: Avalia a capacidade de solver (pagar) compromissos de MLP (reflete o risco
que os credores correm). Determina o grau de cobertura do passivo por CP.
Solvabilidade= Capital Próprio
Passivo Total
 Rácios que avaliam o grau de dependência do setor financeiro

 Peso relativo passivo bancário = Endividamento Bancário (ou equiparado)=Passiv(Empréstimos)


Ativo Total Ativo Total
Este rácio dá-nos parte do ativo financeiro por endividamento bancário.

 Rácios que avaliam a capacidade de reembolso dos passivos financeiros não cíclicos

 Período de reembolso = Passivo Remunerado = Passivo (Empréstimos)


Resultados Suscetíveis EBITDA
Este rácio dá-nos o número de anos que a empresa levará a pagar o atual passivo bancário.

 Rácios de funcionamento/rotação e eficiência (rácios de CP)


 Rotação de Inventários = Volume de Negócios ou Custo dos Produtos Vendidos
Inventários (média do período) Inventários (média do período)
Representa o nº de vezes que os inventários são renovados durante o exercício económico.

 Duração média de inventários= Inventários (média do período)  365


Custo dos Produtos
Indica o tempo médio de cada rotação.

 Prazo médio de recebimento (PMR) = Saldo de clientes (média do período)  365


Volume de negócios  (1+ taxa IVA)
Mede a eficiência da política de crédito concedida. Indica o tempo médio que os clientes demoram a liquidar
as suas dívidas.

 Prazo médio de pagamento (PMP) = Saldo de fornecedores (média do período)  365


Compras  (1 + taxa IVA)
Indica o tempo médio que a empresa demora a liquidar as suas dívidas.

 Duração líquida do ciclo de exploração

DLCE= Prazo médio inventários + Prazo médio de clientes – Prazo médio de fornecedores
 RACIOS DE FUNCIONAMENO (ATIVIDADE) DE MLP (rácios de MLP)
 Rotação do Ativo = Volume de Negócios l
Ativo Total (média do período)
Mede o nível de vendas gerado pelo investimento realizado (aplicações de fundos).

 Rotação do Capital Próprio = Volume de negócios l


Capital Próprio (média do período)
Mede o nível de vendas gerado pelo investimento realizado pelos sues sócios ou acionistas.

 Rácios de Rendibilidade
Rendibilidade é a relação entre resultados obtidos e meios utilizados. É a avaliação de eficiência na utilização
dos meios e origem dos fundos.
Rendibilidades económicas independentes da estrutura/origem de capitais e do seu custo.
Rendibilidade Financeiras influenciada pela estrutura de capitais (utilizam resultados após a influencia do
custo dos capitais alheios – gastos financeiros).

 RACIOS DE RENDIBILIDADE ECONÓMICAS


 Rendibilidade Económica do Ativo (REA) = EBIT(RAJI)100
Ativo
Avalia o retorno dos capitais totais investidos, independentemente de serem próprios ou alheios a suportar a
aplicação de fundos.

Custo médio Capital Alheio (i) = Gastos Financeiros


Passivo Total
REA > i  Rendibilidade obtida antes de gastos financeiros permite cobrir o custo do capital alheio – há
criação de valor para sócios.
REA < i  Rendibilidade obtida antes de gastos financeiros não cobrem o custo do capital alheio utilizado –
não há criação de valor para sócios – uma parte da rendibilidade gerada pelos fundos próprios é transferida para
os credores.

 Rendibilidade Operacional do Ativo (ROA) = Resultado Operacional


Ativo
Avalia o retorno obtido, em termos operacionais, por cada unidade monetária investida pela empresa.

 Margem Bruta de Vendas (MB) = Margem Bruta m


Volume de Negócios
Avalia, numa primeira linha, a capacidade de observação dos gastos de estrutura, mas também permite concluir
sobre a margem de comercialização média das vendas.

 Rendibilidade Operacional das Vendas (ROV) = Resultado Operacional


Volume de Negócios
Avalia a capacidade de absorção dos gastos financeiros.

 Margem EBITDA = EBITDA m


Volume de Negócios
Avalia a capacidade da empresa em gerar cash-flow a partir da atividade operacional.
Indicador de eficiência, ajuda a mensurar qual a real produtividade e eficiência de um negócio.

 RACIOS DE RENDIBILIDADE FINANCEIRA


 Rendibilidade dos Capitais Próprios (RCP/ROE) = Resultado Liquido 0
Capital Próprio (Corrigido do resultado do período)

Avalia a nível de eficiência na utilização dos fundos próprios, isto é, avalia o retorno de investimento
proporcionado aos detentores de capital.
 Rendibilidade líquida das Vendas (RLV) = Resultado Líquido
Volume de Negócios
Avalia a capacidade de gerar resultados a partir das vendas (volume de negócios).

 Rácios de Mercado
 Price Earning Ratio (PER) = Cotação 5
Resultado (Anual) Sustentável Futuro
Representa o número de anos de recuperação de um investimento (seja uma ação ou uma empresa).

 Price Book Value (PBV) = Cotação 7


Valor Contabilístico
Indica quantas vezes a cotação está acima do valor patrimonial da empresa.

 Payput Ratio (POR) ou Taxa de Distribuição de Resultados ( TDR)= Resultados distribuídos


Resultados líquidos
Identifica a percentagem de resultados distribuídos e por diferença a taxa de retenção.
 Modelo Multiplicativo da Análise da Rendibilidade
A rendibilidade dos capitais próprios (RCP) é influenciada por múltiplos fatores como:

 Estrutura de gastos (variáveis e de estrutura);


 Nível e rendimento das vendas (volume de negócios);
 Eficiência na gestão dos ativos;
 Operações extraordinárias (face à exploração corrente);
 Nível de gastos financeiros;
 Estrutura de capitais;
 Fiscalidade (impostos sobre resultados).

(Neste capitulo para facilitar saltamos o passo do EBITDA na construção da demostração de resultados)

Resultados
Económicos

Resultados
Financeiros

RCP = mede a rendibilidade atribuída as acionista- quando rende cada euro investido pelos sócios.

Pela DR Pelo Balanço

𝐑𝐋 𝐑𝐀𝐈 𝐑𝐀𝐉𝐈 𝐑𝐎 𝐌𝐁 𝐕𝐍 𝐀𝐓 𝑹𝑳
𝐑𝐂𝐏 = × × × × × × (=) 𝑹𝑪𝑷 =
𝐑𝐀𝐈 𝐑𝐀𝐉𝐈 𝐑𝐎 𝐌𝐁 𝐕𝐍 𝐀𝐓 𝐂𝐏 𝑪𝑷
1 2 3 4 5 6 7

𝑅𝑂
Área Fiscal Área Operacional𝑅𝑂𝐴 = 𝐴𝑇

Área extraexploração

𝑅𝐴𝐼 𝐴𝑇
Área Financeira  𝑅𝐴𝐽𝐼  𝐶𝑃
𝐑𝐋
1  mede o efeito fiscal (nível de eficiência fiscal) - o efeito que a fiscalidade tem sobre os CP
𝐑𝐀𝐈
 Quanto menos impostos eu pagar mais favorável é o rácio para a rendibilidade dos C.Próprios.
 Normalmente este rácio é <1, o que não favorece a RCP. Só se o imposto for zero é que o rácio  1.
 Este rácio esta dependente de fatores como:
o Taxa nominal de imposto (aquele que a autoridade tributaria define)
o Dos gastos que são aceites para efeitos fiscais – tributações autónomas; derramas municipais e estatuais
o Das decisões da própria empresa – existência ou não de viaturas para os colaboradores; despesas de
representação; ajudas de custo para viagens; …

𝐑𝐀𝐈
2
 mede o efeito dos gastos financeiros líquidos sobre os CP
𝐑𝐀𝐉𝐈

 Este rácio esta dependente de fatores como:


o Taxa de juro do mercado (pois quando maior a taxa de juro maiores os gastos financeiros)
o Enquadramento das instituições financeiras e restrições ao crédito
o Na perspetiva da empresa esta pode condicionar este rácio pela forma como estrutura as origens dos fundos
( mais ou menos CP vs Alheios), mas também por opções de gestão financeira:
pelo tipo de credito que utilizam, tipo de garantias e planeamento adequado da tesouraria, ciclo de
exploração.

𝐑𝐀𝐉𝐈
3  mede o efeito que os gastos/rendimentos da área extraexploração tem sobre os CP
𝐑𝐎
 Este rácio esta dependente de fatores como:
o Desinvestimentos em AFT;
o Desinvestimentos em investimentos financeiros;
o Da política de reduções de pessoal;
o Resultados de áreas de negócios descontinuadas
o Racionalização de instalações excedentárias;

𝐑𝐎
4  mede o efeito dos gastos de estrutura totais no CP
𝐌𝐁
 Este rácio também se pode chamar Margem de segurança das Vendas.
RO
 Sendo o valor máximo que pode ter 1. Se os G.Estrutura forem zero, =1
MB
 Se o rácio for negativo significa que o R.Operacional é negativo, que a M.Bruta não cobre os gastos de
estrutura, ficando as vendas ficam abaixo do ponto crítico/ponto morto operacional.
 Este rácio esta dependente de fatores como: Forma como a empresa gere a atua sobre os custos de estrutura

A flexibilização e a redução dos gastos de estrutura (fixos) é muito difícil de se concretizar, é provavelmente um
dos maiores desafios da gestão das empresas de hoje em dia. Contudo a contratação de outsorsing e uma boa
forma. Esta medida pode ou não reduzir os gastos, mas fara aumentar a flexibilidade uma vez que permite
transformar gastos fixos em gastos variáveis.

𝐌𝐁
5
 mede a rendibilidade bruta das vendas, a capacidade de absorção dos custos de estrutura
𝐕𝐍
 Normalmente este rácio é <1.
MB
 Sendo o valor máximo que pode ter 1. Se os G.Variaveis forem zero, VN = 1
 Este rácio esta dependente de fatores como:
o Custo das mercadorias vendidas;
o Custo das MP consumidas;
o Custos de distribuição/logística
o Comissões sobre as vendas;
 Podemos otimizar este rácio ao adotar medidas como:
o Redução de desperdícios na indústria;
o Otimizar o tipo de embalagem e logística;
o Redução do preço de custos de algumas mercadorias/MP através de processos de renegociação.
𝐕𝐍
6  mede a rotação do ativo total – mede o volume de negocio por cada euro de AFT
𝐀𝐓
investido, ou seja, mede o nível de eficiência da empresa na utilização dos recursos.

 O desejado é que este rácio seja o mais elevado possível.

4 + 5 + 6  o conjunto dos três últimos indicadores avalia o peso da área ou rendibilidade


operacional dos ativos(ROA):
𝐑𝐎 𝐌𝐁 𝐕𝐍 𝑹𝑶
Á𝒓𝒆𝒂 𝑶𝒑𝒆𝒓𝒂𝒄𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 = × 𝐕𝐍 × 𝐀𝐓 = 𝑹𝑶𝑨 =
𝐌𝐁 𝑨𝑻
 Através deste modelo podemos avaliar/estabelecer:
o Condicionantes de rendibilidade;
o Bases de comparação (temporal, entre empresas);
o Padrões/objetivos utilizáveis em termos de controlo de gestão.

𝐀𝐓
7  rácio de estrutura de financiamento- avalia a estrutura das origens de fundos
𝐂𝐏
relacionando o ativo total(AT) com o capital próprio (CP).

 Este rácio é o inverso da autonomia financeira.


 Quanto mais próximo de 1 < é o endividamento .

2 + 7  O conjunto do último rácio com o rácio RAI/RAJI(EBIT) analisa o efeito da área


financeira na rendibilidade dos capitais próprios:
𝐑𝐀𝐈 𝐀𝐓
Á𝒓𝒆𝒂 𝑭𝒊𝒏𝒂𝒏𝒄𝒆𝒊𝒓𝒂 = × 𝐂𝐏
𝐑𝐀𝐉𝐈

 Modelo Aditivo (Subtrativo) da Análise da Rendibilidade


O modelo aditivo considera que a rendibilidade atribuída aos sócios resulta da rendibilidade económica do ativo,
adicionada ou subtraída de ganhos ou perdas associados ao capital alheio. Tudo isto deduzido do imposto.

Se o custo medio do C.alheio (i) for inferior à Rendibilidade Económica do Ativo  o modelo é aditivo .
Se o custo medio do C.alheio (i) for superiro à Rendibilidade Económica do Ativo  o modelo é subtrativo.

𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐕𝐎𝐓𝐎𝐓𝐀𝐋
𝐑𝐂𝐏 = [𝐑𝐄𝐀 ± (𝑹𝑬𝑨 − 𝒊)] × (𝟏 − 𝒕)
𝐂. 𝐏𝐑𝐎𝐏𝐑𝐈𝐎
Alavancagem Área Fiscal
da taxa
EFA (Efeito financeiro da alavanca)
Em que:
𝐑𝐀𝐉𝐈 𝐨𝐮 𝐄𝐁𝐈𝐓
𝐑𝐄𝐀 =  Rendibilidade económica do ativo (rendibilidade por cada € de A investido)
𝐀𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐓𝐨𝐭𝐚𝐥

𝐏𝐓 𝐃
ou  “Deb to equity” - Rácio de estrutura das origens de fundos. Relaciona o P.total e o C.Próprio.
𝐂𝐏𝐫 𝐄

𝐆.𝐅𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬
𝒊=  Custo medio do capital alheio
𝐏𝐚𝐬𝐬𝐢𝐯𝐨 𝐓𝐨𝐭𝐚𝐥

𝐈𝐦𝐩𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 𝐑𝐞𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬


𝒕=  Taxa de imposto efetiva
𝐑𝐀𝐈
𝐏𝐀𝐒𝐒𝐈𝐕𝐎𝐓𝐎𝐓𝐀𝐋
(𝑹𝑬𝑨 − 𝒊)  O efeito financeiro de alavancagem associado à utilização de capital alheio.
𝐂.𝐏𝐑𝐎𝐏𝐑𝐈𝐎
[Diz-nos se compensa ou não o uso de capital alheio]
(𝑹𝑬𝑨 − 𝒊)  Alavancagem da taxa - diferença entre REA e i (quanto “custa” um euro de passivo em media
e qual o ganho associado a esse capitat alheio, ou seja, a REA).

Se 𝑹𝑬𝑨 < 𝒊 > Alavancagem negativa


Pelo que cada euro de passivo utilizado representará uma perda a subtrair à rendibilidade económica (anterior
ao efeito da estrutura de capitais e ao custo desses capitias). Existirá neste caso um incentivo ao aumento
(utilização) de capitais próprios (solvabilidade), como forma de reduzir as consequências negativas.

Se 𝑹𝑬𝑨 > 𝒊 > Alavancagem positiva


Existirá eventual incentivo ao aumento do passivo. Um incentivo à utilização de C.Alheios. Uma vez que a REA
é maior que o seu custo.

Nota: Efeito financeiro de Alavancagem ≠ Graus de alavancagem como indicadores de risco

𝐑𝐋
(𝟏 − 𝐭) =  é efetivamente a RCP.
𝐑𝐀𝐈

Podendo servir para remunerar o capital próprio (distribuindo ou não resultados), aumentar solvabilidade,
capitais permanentes, fundo de maneio, capacidade de suportar investimentos.

A RCP servirá como medida de avaliação de investimentos, pelo que quanto maior a taxa efetiva de imposto
sobre resultados (t) , menor será a rendibilidade e provavelmente o investimento (e consequente criação de
riqueza, emprego,...).
 Quanto mais próximo (1-t) de 1 melhor! Quanto mais próximo de 0 pior!

 Restruturação Económica
Reestruturação termo associado a mudanças + ou  profundas na forma como as empresas estão organizadas.
Cada vez mais as empresas são obrigadas a repensar o seu modelo de negócio – a realizar os ajustamentos
necessários à sua sobrevivência, em termos: Comerciais; de Produção; Recursos humanos, etc

 Porque não são afetadas da mesma maneira todas as empresas do setor, inseridas em contextos similares?
As empresas sobreviventes em contextos adversos e as empresas ganhadoras distinguem-se devido:
• à flexibilidade ou capacidade de reagir
• aos sistemas de controlo e gestão do risco – resolver os problemas idealmente na fase em que são apenas
um risco
• à rapidez de reação - resolver os problemas na sua fase inicial e rapidamente
• à qualidade da equipa dirigente
• à forma como estão estruturados os recursos
• à capacidade de tratar as causas dos problemas e não os sintomas

 Indicadores de alarme
Muitas empresas entram frequentemente em insolvência sem terem passado por longos períodos de prejuízos. Há
que estar atento a eventuais sinais ou riscos de manipulação contabilística:

• Redução significativa das depreciações do exercício;


• Crescimento do prazo médio de recebimentos sem evidência de imparidades;
• Incremento significativo do nível de inventários (face a elementos históricos ou setoriais);
• Investimentos financeiros com baixas rendibilidade (ou mesmo prejuízo) e sem imparidades;
• Transações extraordinárias sem que se verifique encaixe financeiro – saldos levados a contas a receber em
rúbricas acíclicas;
• Crescimentos do passivo a um ritmo muito mais elevado que o volume de negócios;
• Rácio de recebimentos operacionais/volume de negócios inferior à unidade;
• Crescimento sistemático do fundo de maneio em simultâneo com problemas de tesouraria e/ou degradação
do prazo médio de pagamento a fornecedores (há overtrading? Riscos de incobrabilidade não cobertos por
imparidades?)
 Condicionantes ao sucesso da restruturação

 Economias de escala vs fusões

A fusão, enquanto instrumento de reestruturação, passará por um dos vários objetivos associados:
 Obtenção de economias de escala – que implica normalmente redução de custos (despedimentos,
encerramentos de instalações e/ou departamentos);
 Redução do risco por meio da diversificação;
 Aproveitamento de prejuízos fiscais reportáveis;
 Aumento da massa crítica, notoriedade e quota de mercado,

Das fusões podem resultar vantagens e inconvenientes que é preciso analisar com rigor:
• Pela análise de casos reais verifica-se que grande parte das economias de escala não se concretizam ou são
absorvidas por alguns custos do gigantismo - pirâmide de funções dirigentes, sistemas de controlo,
diminuição da flexibilidade e capacidade de resposta
• O processo de aquisição que precede algumas fusões é suportado por crédito ou sucessivos aumentos de
capital:
o Crédito – risco da subida de taxa de juro e redução de alavancagem poderão reduzir a rendibilidade
após fusão
o Sucessivos aumentos de capital não proporcionais aos aumentos de rendibilidade – confirmam a
diferença entre os objetivos/visões e interesses dos gestores e dos acionistas das grandes empresas

 Anestesia contabilística e sistema de gestão ineficazes


Conjunto de processos que permitem manter um resultado aparentemente inalterável perante degradação da
situação real.

 Orçamentos de vendas e resultados que não se concretizam – porque um diretor comercial, por exemplo, nunca
estima quedas nas vendas… orçamentos de base histórica, atualizando o passado à taxa de inflação esperada
 O sistema de controlo de gestão e a contabilidade deverão assumir um papel relevante, identificando áreas e
atividades com reduzido valor acrescentado ou mesmo geradores de prejuízos
 Muitas vezes a ineficácia dos sistemas de informação de gestão leva a que resultados departamentais positivos
encubram ou compensem outros resultados negativos, diluindo os sintomas e atrasando o diagnóstico

 Outsourcing e Downsizing

Em tempos de crise, a necessidade de mudança rápida – respostas adequadas e flexíveis – poderá estabelecer a
diferença entre empresas sobreviventes e as insolventes Outsourcing e downsizing surgem como reações a ondas
de expansionismo, fusões e gigantismo

Outsourcing - terceirização - uma empresa procura uma fonte no exterior que possa trabalhar uma área do
negócio de forma mais eficiente, obtendo desta forma mais tempo para se concentrar nos aspetos fulcrais da
gestão empresarial.
Concentre-se no que faz melhor do que os rivais e entregue o restante a especialistas (ideia-chave do
outsourcing).

Vantagens:
• Subcontratação de serviços que se poderão dispensar em caso de decréscimo atividade – flexibilização
• Concentração nas atividades essenciais (críticas) do negócio
• Tornar uma empresa mais rentável, porque a contratação de empresas externas especializadas pode representar
uma grande vantagem para a empresa contratadora
• Acesso a tecnologias e a especialistas não existentes dentro da organização

Desvantagens:
• Perda de controlo da execução das atividades e maior necessidade de controlo;
• Perda de confidencialidade;
• Custos do outsourcing podem ser maiores do que os previstos;
• Pressupõe um certo nível de dependência de pessoas que não conhecem o negócio e por esse motivo podem
não apresentar um compromisso e motivação - negócio prejudicado;
Exemplos de Outsourcing:
 Operações de logística - distribuição, gestão de armazéns
 Vendas – agentes, distribuidores, comissionistas externos
 Gestão de clientes - call centres
 Cobranças
 Gestão da frota automóvel
 Outros serviços de apoio – informática, contabilidade

Downsizing - redução de estruturas, instalações, departamentos, atividade. Desenvolve-se na sequência de


crises e situações recessivas – geralmente após vagas de fusões e crescimento explosivo e nem sempre suportado.

 O Controlo dos Gastos de Estrutura


A gestão dos gastos de estrutura (overhead cost management) assume um papel fundamental na sustentabilidade
das empresas.

Algumas das questões que normalmente se colocam em relação a este tema:

São os gastos de estrutura elevados?


• Um gasto é elevado quando é superior ao eventual benefício obtido
• Um desperdício é sempre muito!
Quais os gastos a reduzir? Como e quanto reduzir?
• Deverão identificar-se os fatores críticos face aos objetivos, tendo em vista os níveis de materialidade
• Analisar quais as áreas, produtos, departamentos ou clientes geradores de gastos e resultados associados
• Deverão ser comparados gastos com soluções de outsourcing
• Comparar os nossos gastos com os melhores entre os nossos concorrentes

O que deve ser feito e quando deve ser feito?

Atitude correta – Em tempos de “fartura”, quando a organização está “saudável”:


• Desenvolver autofinanciamento – reter resultados;
• Rever as estruturas organizacionais – é mais fácil reduzir pessoal e provoca menos danos na imagem pública;
da empresa reduzir trabalhadores quando a taxa de desemprego é baixa;
• Reequacionar investimentos.

Atitude errada:
• “Equipa que ganha não mexe” – ignorando que muitas vezes se pode ganhar mais e de forma mais sustentável;
• Deixar que alguns gastos cresçam mais rápido do que as vendas, deixando que a “obesidade” se instale;
• Distribuir prémios e resultados excessivos – muitas vezes com origem em resultados extraordinários, não
sustentáveis – não investindo no essencial de forma a garantir a sustentabilidade;
• Aumentar o endividamento, de forma descontrolada, com base na alavancagem atual, ignorando os riscos
futuros associados aos gastos financeiros incomportáveis

 RISCO
Conceito genérico de risco, usado quer em termos financeiros, quer contabilístico  Possibilidade de ocorrerem
variações positivas ou negativas relevantes nos fluxos de caixa futuros.
Com base na DR e nos Fluxos de Caixa associados podemos agrupar o risco em:
 Risco do Negócio – associado à probabilidade de variação de fluxos operacionais e dos fluxos de caixa respetivos.

o Risco Económico – relacionado com as condicionantes exógenas à organização - enquadramento


macroeconómico e setorial
o Risco operacional – condicionantes endógenas – ligadas à estrutura da organização da empresa e aos seus
recursos

 Risco Financeiro – inerente ou consequência da estrutura de capital e efeitos associados: variação da taxa de juro,
restrições de crédito, diferenças de câmbio (no caso de empréstimos em moeda estrangeira)
 Risco Operacional
O risco operacional abrange aspetos associados à estrutura/organização dos recursos comerciais, produção,
administrativos, níveis de subcontratação, estrutura e tipologia de gastos.

4 Indicadores para analisar o risco operacional (em articulação com teoria CVR):
• Coeficiente de absorção dos gastos variáveis (%MB)
• Ponto morto operacional (PMO) ou ponto crítico ou break even point ou ponto morto económico
• Grau de alavanca operacional (GAO) ou grau económico de alavanca (GEA)
• Margem de segurança (MS)

 Coeficiente de absorção de gastos variáveis - representa a percentagem remanescente das vendas após
dedução dos gastos variáveis.
𝐕𝐞𝐧𝐝𝐚𝐬 − 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐕𝐚𝐫𝐢á𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐞,𝐦 𝐁𝐫𝐮𝐭𝐚
• 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐞𝐦 𝐁𝐫𝐮𝐭𝐚 = 𝐕𝐞𝐧𝐝𝐚𝐬
𝐨𝐮 𝐕𝐞𝐧𝐝𝐚𝐬
Desvantagens:
• Não fornece qualquer indicação sobre gastos de estrutura;
• Representa apenas a capacidade das vendas (após dedução dos gastos variáveis) para absorver os gastos de estrutura;
• Uma margem bruta razoavelmente elevada de 60% pode não ser suficiente para cobrir os gastos de estrutura;
Vantagens:
• Indicador útil para comparar com o do sector;
• Margens Brutas (%) muito reduzidas poderão tornar as empresas muito dependentes das flutuações de mercado,
tornando-as mais vulneráveis a crises económicas. Avalia o “sistema imunológico” da empresa face a variações
relevantes do mercado.

 Análise custo-volume-resultado – combina informação de comportamento dos custos com informação de


proveitos para projetar proveitos, custos e resultados para diferentes níveis de volume de atividade.
• Ponto crítico de vendas (Break even point)  Determinado em quantidade e/ou valor é um indicador
estático, apenas informa as quantidades a produzir e a vender e/ou o volume de vendas, no qual o resultado é
igual a 0, ou seja, os proveitos igualam o total dos custos. Determina o nível de atividade em que o resultado é
nulo. O ponto morto operacional (break even point) em valor – determina o volume de negócios necessário para
cobrir os gastos operacionais (fixos e variáveis). É considerado o “ponto de viragem”, dos resultados
operacionais – o volume de vendas que marca a fronteira entre os resultados operacionais negativos e positivos.

Ponto crítico = Proveitos - custos variáveis - custos fixos = Resultado

P𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐫í𝐭𝐢𝐜𝐨 (valor) = V’ = Kf / % MB

P𝐨𝐧𝐭𝐨 𝐜𝐫í𝐭𝐢𝐜𝐨 (𝐪𝐮𝐚𝐧𝐭𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬) = Q’ = Kf / (pv – cvunit.) ou Q’ = Kf / MB unit.

• Ponto Morto Total (PMT) – que considera como fixos não apenas os G.Operacionais, mas também os
financeiros.
PMT = 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐮𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐎𝐩𝐞𝐫𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐢𝐬 + 𝐆𝐚𝐬𝐭𝐨𝐬 𝐅𝐢𝐧𝐚𝐧𝐜𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬
% 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐞𝐦 𝐁𝐫𝐮𝐭𝐚

 Grau de alavanca operacional (GAO) – avalia o efeito no resultado operacional de uma variação
percentual das vendas.
• Quanto mais elevado o GAO, maior o risco operacional
• Indicador importante para avaliar o grau de flexibilidade e do peso relativo dos gastos de estrutura
• O grau de flexibilidade depende não só dos gastos de estrutura, mas da sua composição, envolvente legal,
equipa de gestão e sistemas de controlo

GAO= ?  significa que uma variação de 1 nas vendas terá um impacto de ? no R.Operacional.

∆RO
MC 1 RO + KF ∆%Resultados RO
GAO = 𝐨𝐮 GAO = 𝐨𝐮 GAO = 𝐨𝐮 GAO = 𝐨𝐮 GAO =
RO %MS RO ∆%Vendas ∆Vendas
Vendas
 Margem de segurança (MS) – diferença entre o volume de negócios (VN) registado e o ponto morto
operacional (PMO). Indicador de risco que mede a proximidade maior ou menor das vendas atuais
relativamente às vendas do ponto crítico. Quanto> a margem de segurança < o risco operacional.

• MS (valor absoluto/unidades monetárias): MS = V-V´


• MS (quantidades físicas produto) : MS = Qv – Q´v
• Em percentagem:
V − V´ RO 1
%MS = 𝐨𝐮 %MS = 𝐨𝐮 %MS =
v MB GAO

MS  Identifica a queda máxima percentual do volume de negócios que a empresa pode registar sem ficar abaixo
do limiar do PMO (indica quanto as vendas podem baixar percentualmente sem que a empresa tenha RO negativo).

 Risco Financeiro
Representa a probabilidade empresa não conseguir resultados (EBIT) suficientes para fazer face aos gastos
financeiros. Risco financeiro, em sentido lato, cobre diversos aspetos:
• Risco de subida taxa juro, podendo reduzir a alavancagem financeira RCP= [REA + PT/CP (REA - i)] (1-t)
i – custo medio dos capitais alheios
(REA – i) – alavancagem [diferença entre a rendibilidade económica dos capitais totais e o custo das
origens Alheias]
• Risco de restrições na obtenção ou renovação de crédito (especialmente relevante em empresas com reduzida
autonomia financeira).
• Numa ótica de tesouraria, recebimentos e meios monetários líquidos insuficientes para fazer face aos
compromissos assumidos – Risco de Liquidez.

 Grau de Alavanca Financeiro (GAF) – indicador tradicionalmente utilizado para análise risco financeiro.
Avalia a capacidade da empresa em fazer face aos compromissos com os custos financeiros.
Avalia o risco financeiro na perspetiva da cobertura dos CFF (custos financeiros de financiamento) pelo RO.
Se GFF=0 então GAF=1. Quanto > GFF, então > será o GAF. Se GFF > RO, então GAF poderá ser negativo.
Quanto maior o GAF, maior o risco financeiro da empresa associado a reduções do resultado operacional.

GAF= ?  significa que uma variação de 1 no RO terá um impacto de ? no R.Corrente.

RO ∆%R. Correntes ∆%RAI


GAF = 𝐨𝐮 GAF = =
RC ∆%R. Ooeracionais ∆%RO
(RAI ou RL)

 Risco Global
 Grau de Alavanca Combinado (GAC) – resulta da conjugação do risco operacional com o financeiro –
avalia a sensibilidade dos resultados antes de impostos à variação do volume de negócios (vendas)

GAC= ?  significa que uma variação de 1 nas vendas terá um impacto de ? no R.Corrente(RAI ou RL)

MC 1 ∆%R. Corrente
GAC = 𝐨𝐮 GAC = 𝐨𝐮 GAO = GAO × GAF 𝐨𝐮 GAO =
RC %MS ∆%Vendas
(RAI ou RL)

 Risco-rendibilidade-sustentabilidade
Diferentes perspetivas do risco, segundo o ponto de vista do analista e da qualidade e diversidade da informação:
Credores
• Risco falência do devedor durante o período de vida do crédito
• Agravamento, no futuro, da situação financeira e, consequentemente, do risco de crédito
Sócios/Acionistas
• Acionistas de empresas cotadas com intenções de controlo – ênfase na rendibilidade capitais próprios. O risco
relevante será sustentabilidade/estabilidade dos resultados e o período de retorno associado;
• Acionistas de empresas cotadas com objetivos de curto prazo – privilegiam os dividendos e as mais valias
potenciais. Risco associado a alterações na política de dividendos;
• Sócios de empresas não cotadas com alguma dimensão – o crescimento/dimensão face aos rankings nacionais
levam muitas vezes a situações de overtrading e elevado financiamento com capitais alheios. Pode levar a
agravamento de risco financeiro em caso de instabilidade, restrições e subidas do custo do crédito;
• Sócios de empresas familiares de pequena e média dimensão – falta de estratégia (gestão de curto prazo), falta
de quadros, sistemas de informação deficientes (orientados para prestar contas à Administração fiscal). O risco
é encarado essencialmente numa perspetiva de negócio, risco operacional pelo atraso na tomada de medidas de
reestruturação, risco financeiro potenciado pela falta de capacidade negocial das empresas;
• Gestores – o risco é frequentemente assumido numa perspetiva de curto prazo, associado a formas de
remuneração demasiado focadas nos resultados líquidos.

 Nalgumas circunstâncias as decisões que maximizam a rendibilidade aumentam o risco potencial.


Ex: aumento da alavancagem com recurso a capitais alheios
A ênfase nos resultados distribuíveis hoje, poderá:
• Reduzir a rendibilidade futura
• Colocar em causa alguns investimentos
• Descapitalizar a empresa e levá-la a contrair empréstimos a taxas que poderão levar a alavancagens
financeiras baixas ou mesmo negativas

 O crescimento das vendas é sempre positivo?


Overtrading  Acréscimo do volume de negócios sem suporte dos recursos financeiros adequados. Muitas
vezes citado como “salto em frente”. Crescimento excessivamente suportado com recursos alheios (grave em
situações de fortes restrições de credito e subida das taxas de juro)
Algumas causas do Overtrading:
• Prejuízos significativos
• Distribuição “excessiva” de lucros
• Predomínio, na gestão , de critérios essencialmente comerciais

A situação de Overtrading agravada quando o acréscimo do volume de negócios e feito com base em clientes
com prazos médios de pagamento elevados (ex: sector público)

Alguns “sintomas” de Overtrading:


•acréscimo relevante do prazo médio de pagamento a fornecedores
•situações de incumprimento / atraso de pagamentos e consequentes dificuldades de negociação ou rotura de
aprovisionamento
•baixos níveis de liquidez
•maior peso relativo dos gastos financeiros (face as vendas)
•Leitura articulada de várias grandezas: evolução do passivo/vendas; variação de clientes/variação das vendas;
variação dos resultados/variação das vendas