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INTRODUÇÃO
À ECONOMIA
ANÁLISE MACROECONÓMICA
MEDIÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA

ANO LECTIVO: 2019/2020


1. O objeto e génese da Macroeconomia

• A macroeconomia é o ramo da teoria económica que estuda o comportamento da


economia como um todo.

• Debruça-se sobre os problemas macroeconómicos: Desemprego, Inflação, Crescimento


económico, Défice das contas públicas (Saldo Orçamental) e a Dívida pública, Défice das
contas externas, entre outros.

• Estuda o comportamento de indicadores económicos globais como o produto total


(PIB), o emprego/desemprego e a taxa de inflação e as políticas que as autoridades
podem adotar para melhorar o seu desempenho.

• Três variáveis macroeconómicas são objeto de especial atenção:

− a produção (PIB) e a sua taxa de crescimento;


− a taxa de desemprego;
− a taxa de inflação.

• Outros indicadores revelam-se centrais para avaliar equilíbrios/desequilíbrios


macroeconómicos, como:

− o saldo das contas públicas (Saldo Orçamental);


− o saldo das contas com o exterior.

• A Macroeconomia estuda o comportamento global da economia, enquanto a


Microeconomia se preocupa com os comportamentos dos agentes económicos
individuais.

• A macroeconomia tem a sua génese no seguimento da Grande Depressão dos anos 30,
do século XX desenvolvendo-se a partir do trabalho pioneiro de John Maynard Keynes –
“The General Theory of Employment, Interest and Money” – em 1936.

• Evolução subsequente:

− Fundamentação microeconómica;

− Integração do crescimento económico (interação ciclos / crescimento);

− Sofisticação dos modelos com a introdução de expectativas e dinâmica;

− Sofisticação da política económica (políticas do lado da oferta).


2. Contabilidade Nacional

• Medição dos principais agregados macroeconómicos (Ex: PIB, inflação, poupanças,


desemprego…) e representação simplificada das relações existentes entre eles (Ex:
relação poupança/investimento, relações entre os vários agentes económicos –
famílias, empresas, Estado, exterior…).

• Ajuda a fornecer evidência empírica no sentido de:

– verificar/validar a teoria económica;


– definir políticas económicas e avaliar a sua eficácia;
– estabelecer comparações

1. O PRODUT0

O PIB (Produto Interno Bruto) é valor monetário de todos os bens e serviços finais
produzidos num território (dentro das fronteiras de um país) durante um determinado
período, normalmente um ano.

– “valor monetário” → dada a natureza muito diversa dos bens e serviços


produzidos (laranjas/computadores…) é necessária uma medida que
uniformize.

– “bens e serviços finais” → necessidade de evitar a dupla contagem. Os Produtos


Finais são bens ou serviços consumidos pelo utilizador final. Já os Produtos
Intermédios são bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou
serviços. No valor dos Produtos Finais já está incluído o valor dos Produtos
Intermédios.

Taxa de crescimento real do PIBpm (%)


12,5

10

7,5

2,5

0
2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020
-2,5

-5

-7,5

-10

China Euro area Germany Greece


Portugal Spain United States
Produto Interno Bruto a preços correntes (PIBpm)

 Produto Bruto (PB) versus Produto Líquido (PL)

Uma economia produz bens de capital fixo, duradouros, que vão sofrendo um desgaste
ao longo do tempo. À medida que isso acontece, as empresas têm necessidade de
proceder à sua substituição, no sentido de manterem intacta a sua capacidade
produtiva. O consumo de capital fixo (depreciações (D)/amortizações (A)) representa
o desgaste dos bens de capital, como instalações, máquinas ferramentas. As
depreciações podem ser, então, encaradas como Investimento de substituição.

O PB considera, assim, tudo o que é produzido, não tendo em conta que uma parte
da produção de bens de capital fixo se destina a substituir bens semelhantes que se
encontram desgastados ou obsoletos.
O PL considera apenas as novas adições de bens de capital fixo que se destinam a
aumentar a capacidade produtiva das empresas.

Assim:

PB = PL + D

PL = PB – D

D = PB – PL

Podemos, então, concluir que a única diferença entre um agregado bruto e um


agregado líquido são as depreciações.

 Exemplo

Dados para a economia portuguesa (valores em milhões de euros)

2017
PIBpm 194 613,5
Depreciações (Consumo de Capital Fixo) 33 505,0

Calcule o valor do PILpm

PIBpm = PILpm – D

PIBpm = 194 613,5 – 33,505,0 = 161 108,5

 Produto a preços de mercado (Ppm) versus Produto a custo de fatores (Pcf)

A intervenção do Estado na economia, e o seu efeito sobre os preços de venda, faz


com que seja necessário distinguir o Produto a preços do mercado do Produto a custo
de fatores.

O Estado cobra impostos sobre a produção, produtos e importação, que são


designados de Impostos indiretos (Ti), e, por vezes, concede Subsídios à produção e
produtos (Z).

Se os Impostos indiretos (Ti) têm como efeito aumentar o preço pago no mercado
pelos consumidores, os Subsídios à produção e produtos têm o efeito oposto,
contribuindo para uma diminuição do preço a pagar pelos consumidores.

A diferença entre os Impostos indiretos e os Subsídios é designada por Impostos


indiretos líquidos de subsídios (Ti – Z).
Assim, o Produto pode estar avaliado a custo de fatores ou avaliado a preços de
mercado.

O Produto a custo de fatores representa o valor que os produtores pagam aos


detentores dos fatores produtivos que contribuíram para a produção. Estes fatores são
o Trabalho, cuja remuneração é designada por Salários (S), a Terra, que engloba todos
os recursos naturais, cuja remuneração se designa por Rendas (R), o Capital, em
sentido técnico, isto é, os bens de capital, infraestruturas, entre outros, e cuja
remuneração são os Juros (J) e a Iniciativa Empresarial, que é remunerada por Lucros
(L). Assim, o custo dos fatores corresponde à soma dos Salários, Rendas, Juros e Lucros
(S + R + J + L).

O Produto a custo de fatores corresponde, assim, ao Produto avaliado à saída da


fábrica, depois de remunerados todos os fatores de produção.

Contudo, no mercado, devido à Intervenção do Estado, o Produto é transacionado a


preços do mercado. Sobre o Produto incidem Ti que vão aumentar o preço do mercado
em relação ao custo dos fatores e Z que têm o efeito contrário, isto é, diminuem o
preço do mercado em relação ao custo dos fatores.

O Produto a preços de mercado corresponde, assim, ao valor da produção depois da


intervenção do Estado através dos impostos indiretos (Ti) e subsídios (Z).

Ppm = Pcf + Ti – Z Ppm = Pcf + (Ti – Z)

Pcf = Ppm – (Ti – Z)

(Ti – Z) = Ppm – Pcf

Podemos, então, concluir que a única diferença entre um agregado a preços de


mercado e um agregado a custo de fatores são os (Ti – Z).

 Exemplo

Dados para a economia portuguesa (valores em milhões de euros)

2017
PIBpm 194 613,5
Impostos indiretos líquidos de subsídios 27 038,6

Calcule o valor do PIBcf

PIBcf = PIBpm – (Ti – Z)

PIBpm = 194 613,5 – 27 038,6= 173 574,9


 Produto Interno (PI) versus Produto Nacional (PN)

Considera-se como residente habitual todo aquele que desenvolve a sua atividade
económica principal ou tem o seu centro de interesses no país há pelo menos um ano.

O Produto Interno (PI) representa o valor da produção final de bens e serviços


atribuível aos fatores produtivos localizados no território nacional,
independentemente desses fatores pertencerem ou não a residentes habituais do
país. Interessa, assim, saber onde foi produzido o Produto critério do território

O Produto Nacional (PN) representa o valor da produção final de bens e serviços


gerada ou produzida por residentes habituais do país (um ou mais anos),
independentemente desses fatores estarem ou não localizados no território nacional.
Interessa, assim, quem produz o Produto critério da residência

Quando os fatores produtivos, residentes habituais no país, participam na atividade


produtiva no exterior e, por esse facto, são remunerados, isto é, recebem um
Rendimento, esse rendimento é designado por Rendimento recebido do exterior (por
exemplo, um professor no ISCAP, residente no Porto há mais de um ano, que, durante
15 dias, vai lecionar um curso de curta duração na Alemanha e, por isso, recebe uma
remuneração).

Quando são os fatores produtivos não residentes habituais que participam na


atividade produtiva realizada no nosso país é-lhes pago um Rendimento, designado
por Rendimento pago ao exterior (por exemplo, um técnico superior alemão, que
desenvolve a sua atividade na sede da Bosch, na Alemanha, vem durante uma semana
ao Porto dar formação, recebe, como pagamento, um rendimento).

A diferença entre os Rendimentos recebidos do exterior e os Rendimentos pagos ao


exterior é designada por Rendimentos líquidos do exterior (RLE) ou Balança de
Rendimentos

RLE = Rendimentos recebidos do exterior – Rendimentos pagos ao exterior

PN = PI + RLE

PI = PN – RLE

RLE = PN – PI

Assim, podemos concluir que a única diferença entre um agregado nacional e um


agregado interno são os RLE.
 Exemplo

Dados para a economia portuguesa (valores em milhões de euros)

2017
PIBpm 194 613,5
Rendimentos recebidos do resto do mundo 7 646,7
Rendimentos pagos ao resto do mundo 11 896,7

Calcule o valor do PNBpm

PNBpm= PIBpm – RLE

RLE = Rends recebidos do RM – Rends pagos ao RM


PNBpm= PIBpm + RLE
RLE = 7 646,7 – 11 896,7 = - 4250
PNBpm=194 613,5 – 4250 = 190 363,5

2. A MEDIÇÃO DO PRODUTO

A atividade económica pode ser analisada do ponto de vista da produção, rendimento


e despesa:

PRODUZEM-SE bens e serviços,


Geram-se RENDIMENTOS que são distribuídos
Os rendimentos são utilizados na AQUISIÇÃO dos bens e serviços produzidos.

Desta forma, o resultado da atividade económica pode ser avaliado por três óticas:

a) Ótica da produção
b) Ótica do rendimento
c) Ótica da despesa
Como se viu anteriormente, na quantificação ou medição do produto da economia é
necessário evitar o erro da dupla contagem que inflacionaria artificialmente o valor do
produto.

Um dos métodos de evitar a dupla contagem é o Método dos Valores Acrescentados


(VA), sendo o valor acrescentado o valor efetivamente criado por uma empresa. Assim,
o Produto Interno pode ser visto como o somatório dos VA pelos diferentes setores (i)
da economia,

PI =  VAi

a) Método do Valor Acrescentado – Ótica da Produção

Através desta ótica podemos saber qual a contribuição de cada um dos setores (i) de
atividade para o valor da produção (agregando as empresas por setores).

PIBpm =  VABpmi

O Valor Acrescentado Bruto a preços de mercado pela empresa i não é mais do que a
diferença entre tudo aquilo que a empresa produz, o Valor Bruto de Produção (VBP)
e todos os Consumos Intermédios (CI) que teve de fazer para tornar possível essa
produção:

VABpmi = VBP – CI
Nota: De acordo com o Sistema Europeu de Contas Nacionais (SEC95 e SEC2010):
VAB calculado pela ótica da produção é definido a preços de base (pb), significando que apenas
inclui os impostos indiretos líquidos de subsídios sobre a produção.
VABpm = VABpb + (Ti – Z) s/ produtos e importação
VABpb = VABcf + (Ti-Z) s/ produção

Fonte: INE

ÓTICA DA PRODUÇÃO
b) Método do Valor Acrescentado – Ótica do Rendimento

Esta ótica evidencia a repartição primária dos rendimentos gerados na atividade


produtiva (quem fica com o rendimento?).

Rendimento Interno (RI) = Sal + R + J + L = PILcf

RI  rendimentos gerados pelos fatores produtivos localizados no país remunerações


atribuídas aos titulares dos fatores de produção)

Sal  inclui vencimento da função pública

NOTA: De acordo com o Sistema Europeu de Contas Nacionais,

PIBcf = remunerações do fator trabalho + excedente bruto de exploração (EBE)=

= Sal + (R + J + L + D)

Ótica do Rendimento

INE 2019, Contas Nacionais, SEC2010


O erro da dupla contagem pode ser, igualmente, evitado se, para o cálculo do Produto,
for utilizado o Método dos Produtos Finais, isto é, se para o cômputo do Produto apenas
se considerar o valor dos Produtos Finais (bens ou serviços consumidos pelo utilizador
final) uma vez que no seu valor já está incluído o valor dos Produtos Intermédios (bens
ou serviços na produção de outros bens ou serviços) utilizados na produção.

c) Método dos Produtos Finais – Ótica da Despesa

Esta ótica analisa o produto na perspetiva da sua utilização final.

Caracterização das despesas:

Consumo Privado (C)  despesas das famílias em bens e serviços finais que se
destinam à satisfação das suas necessidades

Consumo Público (G)  despesa efetuada pelo Sector Público Administrativo ( SPA)
para fornecer bens e serviços

Investimento Bruto (I)  despesa efetuada na aquisição de bens duradouros que


serão usados por um período superior a um ano nos
processos produtivos (FBCF) e variação de bens que se
encontram armazenados e ainda não vendidos (Stocks).
Ao Investimento Bruto também se chama Formação
Bruta de Capital (FBC)

I = FBC = FBCF + Stocks

 FBCF
 bens duradouros (duração > 1 ano) que servirão futuros
processos produtivos (novas instalações, infraestruturas,
equipamentos,…)
 uma parcela da produção toma a forma de substituições
(D) e outra toma a forma de adições (FLCF) de meios
produtivos reais, através das quais a capacidade
produtiva do país é, respetivamente, mantida e
expandida

FBCF = FLCF + D
 FLCF

 representa um acréscimo na capacidade produtiva do


país (despesa realizada em aumento de instalações,
equipamentos, material de transporte ou outro capital
produtivo).

 D

 representa um investimento de substituição da


capacidade produtiva do país (por exemplo, repor o
equipamento entretanto desgastado).

 Stocks

 A diferença entre o stock final e o inicial de bens no final e


no início do ano. (Stocks ou Variação de Existências).

I = FBC = FBCF + Stocks = [ FLCF + D ] + Stocks

IL  Investimento Líquido ou Formação Líquida de Capital (FLC)

IL = FLC = I – D = FBC – D

Exportações (X)  despesa efetuada por não residentes em bens e serviços


vendidos pela nossa economia.

Importações (Q)  despesa efetuada por residentes em bens e serviços vendidos


pelos outros países.

O saldo entre as Exportações e as Importações de bens e serviços é designado por


Balança de Bens e Serviços (BBS)

BBS = X - Q
Assim, a Oferta Global é constituída pela Oferta Interna e pela Oferta Externa (produto
produzido pelos outros países):

Oferta Interna = PIBpm

Oferta Externa = Q

OFERTA GLOBAL = Oferta Interna + Oferta Externa

OFERTA GLOBAL = PIBpm + Q

Pelo lado da procura, a Procura Global é constituída pela Procura Interna (procura
efetuada pelos agentes económicos nacionais) e pela Procura Externa (procura
efetuada pelos outros países).

Procura Interna = C + G + I

Procura Externa = X

PROCURA GLOBAL = Procura Interna + Procura Externa

PROCURA GLOBAL = C + G + I + X

Verifica-se a igualdade

OFERTA GLOBAL = PROCURA GLOBAL

PIBpm + Q = C + G + I + X

PIBpm = C + G + I + X – Q

DESPESA INTERNA (DI)  Despesa em bens e serviços finais produzidos internamente

DI = C + G + I + X – Q = PIBpm
Ótica da Despesa

INE 2019, Contas Nacionais, SEC2010

 Exemplo
Constata-se que, qualquer que seja a ótica utilizada, o valor do PIBpm é o mesmo,
como se pode constatar através dos dados para Portugal para o ano de 2017.