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De início, cumpre considerar que o contrato de trabalho mantido

entre o autor e o reclamado transcorreu em ambiente de absoluta


normalidade.

As práticas inapropriadas e imputadas aos funcionários do


reclamado devem ser comprovadas, eis que não há nada que desabone
a conduta dos gestores do reclamante durante todo o período em
que exerceu funções no âmbito da reclamada.

O comportamento inadequado por parte de prepostos do reclamado


alegado pela reclamante demanda prova efetiva e robusta, cujo ônus
é do reclamante, pois não há qualquer precedente que macule a
imagem dos gestores do reclamante dentro das dependências da
empresa.

Aliás, importante frisar que os gestores do reclamante ocupam


cargo de destaque dentre da estrutura da empresa, razão pela qual
são submetidos à constante atualização profissional, inclusive no
que tange às suas habilidades como gestor de pessoal, razão pela
qual soa como inacreditáveis as assertivas obreiras.

Nesse aspecto, faz-se possível impugnar o tratamento e


comportamento atribuído pelo reclamante a seus gestores, Sra.
Heloisa Tobias, pois jamais ela ou qualquer outro preposto do
reclamado atuaram na forma narrada.

Assim, restam impugnados os fatos narrados na inicial, pois esse


não era o tratamento empregado pelos gestores da reclamada em
relação a seus subordinados. De igual modo ficam impugnadas as
expressões, frase e palavras de baixo calão descritas na petição
inicial eis que jamais foram proferidas no ambiente de labor.

Também resta impugnada a alegação de que a cobrança de metas era


feita publicamente, inclusive veiculadas por e-mail ou pela
intranet, tornando o reclamante motivo de chacota, bem como que
era realizada de forma prolongada, agressiva, excessiva ou mesmo
de forma ofensiva, com ameaças de demissão seja ao reclamante,
seja em relação a qualquer empregado da reclamada.

Impugnada, ainda, a alegação que a gestora Sra. Heloisa tinha por


hábito proferir palavras de baixo calão e frases desabonadoras
sobre o reclamante em reuniões, bem como que proferiam frases no
sentido de que os resultados produzidos pelo reclamante eram tão
ruins que significava que ele não tinha comparecido ao trabalho,
visto que totalmente inverídica.

Diante do narrado, não é possível verificar qualquer elemento que


venha a corroborar com a tese de dano moral, tanto no que se
refere às condutas do empregador, que em momento algum afligiram
o reclamante, como também no que se refere aos sofrimentos
alegados, já que não se verifica o abalo psíquico ensejador da
reparação pleiteada.

Assim, restam totalmente impugnadas as absurdas alegações da


inicial, tendo em vista que, como visto, inexistiu qualquer
conduta do reclamado que pudesse ser classificada como causadora
de dano moral.
De igual forma impugna-se a alegação de que havia exposição da
produção dos empregados feita em um quadro branco com letras
garrafais ou na intranet, destacando aqueles que não cumpria as
metas exigidas eis que jamais houve exposição dos empregados,
muito menos de modo ofensivo.

Na empresa jamais houve qualquer situação apta a gerar


constrangimentos aos empregados, vez que política adotada pelo
Banco para com os seus empregados é a de incentivo e respeito,
não havendo qualquer atitude contrária.

Não houve qualquer conduta, por qualquer preposto da empresa, que


pudesse ser caracterizada como dano moral.

No mais, é certo que o contrato de trabalho mantido entre as


partes sempre transcorreu em ambiente de absoluta normalidade,
especialmente quanto às metas, que eram fixadas e cobradas de
forma respeitosa, pois, por Lei, o empregador tem a assegurado o
direito de gerir o negócio e a obrigação de assumir o risco da
atividade econômica.

De qualquer forma, a estipulação de metas, a cobrança por bons


resultados, mormente entre aqueles que trabalham na área comercial
de uma empresa, não se constituem em atos ilícitos e não enseja o
alegado assédio moral, não podendo as frágeis alegações
contribuírem com a condenação da reclamada na indenização por
reparação civil, a qual somente tem lugar diante do efetivo abalo
psíquico sofrido pelo empregado por condutas ilícitas, a qual não
se enquadra o exercício legal do poder diretivo.

De se avaliar, ainda, que a cobrança de metas está inserida no


poder diretivo do empregador, não ensejando indenização por
assédio/dano moral.

Na verdade, o autor sempre foi tratado de maneira igualitária,


seja com relação às obrigações contratuais ou trato pelos
superiores hierárquicos.

Não obstante a absurda narrativa dos fatos, diferentemente do


alegado pela reclamante, este sempre foi tratado com o máximo de
civilidade e respeito pela Reclamada e por todos os seus
prepostos.

Jamais a parte obreira foi desrespeitada ou humilhada como


mencionado na inaugural. Sempre foi tratada com extremo respeito
e educação, pelos gestores e por todos os colaboradores da
reclamada.

Impugna-se também a alegação descabida da peça exordial de que a


gestora do Reclamante teria dito frase de conotação pejorativa
contida às fls.52/53 da peça exordial, que teria se referido a
conduta supostamente feita por ela em razão dos péssimos
resultados do autor e para garantir-lhe o emprego, cujos termos o
reclamado pede vênia para não repetir. Nunca o Reclamado por seus
prepostos teria tal tipo de comentário ou comportamento
desrespeitoso e inadequado para com seus empregados.

Vale ressaltar, de toda sorte, que o ônus de provar todas as suas


alegações é do autor, nos moldes dos artigos 818 da CLT e 373, I
do CPC, do qual não se desincumbiu.

Impende salientar que a parte autora e seus colegas sempre foram


orientados a seguir o melhor caminho, em busca de alcance de
metas, sendo que jamais as cobranças de metas se deram de forma
desrespeitosa ou com desdém, razão pela qual restam impugnadas
todas as alegações da inicial.

Cabe ainda mencionar que a alegada cobrança – dentro da


normalidade - exercida não configura o assédio moral, já que este
é configurado pela utilização de reiteradas condutas
discriminatórias, vexatórias, que visem a degradação do empregado.

Outrossim, o fato de sentir-se o empregado pressionado em razão


da existência de metas inerentes à função no trabalho, por si só,
não justifica o pagamento da indenização por assédio/dano moral.

De toda a sorte, vale pontuar ainda que se faz necessária a análise


do contexto e do ambiente de trabalho, sendo certo que, ainda que
se comprovem as alegações iniciais – o que se admite apenas para
argumentar – necessário comprovar-se que referido tratamento foi
dispensado única e exclusivamente ao reclamante.

Cumpre salientar que meros dissabores ou aborrecimentos sofridos


ao longo do pacto laboral são inerentes à condição humana, não
ensejando qualquer hipótese de pagamento de danos morais. Nesse
sentido, segue entendimento da jurisprudência:

ASSÉDIO MORAL. NÃO CARACTERIZAÇÃO. MERO DISSABOR


COMUM AO AMBIENTE DE TRABALHO. O assédio moral no
ambiente de trabalho caracteriza-se pela prática
constante de atos que visem atingir o trabalhador no
seu âmbito psicológico. Trata-se de conduta abusiva
reiterada praticada pelo empregador que expõe o
empregado a situações incômodas e humilhantes, com
vistas a atingir o trabalhador em sua dignidade e
integridade psíquica. O fato de o empregado sentir-
se ofendido em sua honra e dignidade não implica dizer
que os fatos praticados pelo empregador, tidos pelo
empregado como ensejadores de seu dissabor, sejam
ilícitos. Há que se diferir o dano moral do mero
dissabor a fim de se coibir injustiças. O instituto
da reparação do dano decorrente de assédio moral não
se presta a indenizar pequenos aborrecimentos e
contrariedades comuns ao ambiente de trabalho. Mero
aborrecimento, dissabor, mágoa, irritação ou
sensibilidade exacerbada estão fora da órbita do dano
moral. TRT/2 - TIPO: RECURSO ORDINÁRIO – DATA DE
JULGAMENTO: 18/06/2013 - RELATOR(A): RIVA FAINBERG
ROSENTHAL - REVISOR(A): THAIS VERRASTRO DE ALMEIDA -
ACÓRDÃO Nº: 20130653920 - PROCESSO Nº:
00029228820115020085 A28 ANO: 2013 TURMA: 17ª - DATA
DE PUBLICAÇÃO: 24/06/2013. (GRIFO NOSSO).
Assim, não merecem acolhidas as alegações obreiras, já que não
houve qualquer conduta do reclamado a gerar o alegado dano/assédio
moral.

Válido ressaltar que o reclamante trabalhou por 11 anos junto ao


banco reclamado, jamais tendo apresentado qualquer queixa e tendo
sempre cumprido com suas obrigações, inclusive no que se refere
as metas impostas, assim, questionáveis todas as alegações tecidas
por ele no sentido de que havia cobrança desenfreada de metas e
ambiente de trabalho com ofensas e humilhações. Se assim fosse
não teria o reclamante trabalhado durante todos esses anos,
ingressando com a presente ação apenas agora.

Improcede, pois, o pleito obreiro de indenização por danos morais.