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CRIMES CONTRA A VIDA

Juiz da 1ª fase do Júri deve examinar se o agente que conduzia o veículo embriagado praticou
homicídio doloso ou culposo
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

Na primeira fase do Tribunal do Júri, ao juiz togado cabe apreciar a existência de dolo eventual ou
culpa consciente do condutor do veículo que, após a ingestão de bebida alcoólica, ocasiona
acidente de trânsito com resultado morte. STJ. 6ª Turma. REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério
Schietti Cruz, julgado em 21/11/2017 (Info 623).

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O simples fato do condutor do veículo estar embriagado não gera a presunção de que tenha havido
dolo eventual
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

A embriaguez do agente condutor do automóvel, por si só, não pode servir de premissa bastante
para a afirmação do dolo eventual em acidente de trânsito com resultado morte. A embriaguez do
agente condutor do automóvel, sem o acréscimo de outras peculiaridades, não pode servir como
presunção de que houve dolo eventual. STJ. 6ª Turma. REsp 1689173-SC, Rel. Min. Rogério
Schietti Cruz, julgado em 21/11/2017 (Info 623).

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Dirigir alcoolizado na contramão: reconhecimento de dolo eventual


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STF

Verifica-se a existência de dolo eventual no ato de dirigir veículo automotor sob a influência de
álcool, além de fazê-lo na contramão. Esse é, portanto, um caso específico que evidencia a
diferença entre a culpa consciente e o dolo eventual. O condutor assumiu o risco ou, no mínimo,
não se preocupou com o risco de, eventualmente, causar lesões ou mesmo a morte de outrem.
STF. 1ª Turma. HC 124687/MS, rel. Min. Marco Aurélio, red. p/ o ac. Min. Roberto Barroso, julgado
em 29/5/2018 (Info 904).

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Motivo torpe e feminicídio: inexistência de bis in idem


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

1
Não caracteriza bis in idem o reconhecimento das qualificadoras de motivo torpe e de feminicídio
no crime de homicídio praticado contra mulher em situação de violência doméstica e familiar. Isso
se dá porque o feminicídio é uma qualificadora de ordem OBJETIVA - vai incidir sempre que o crime
estiver atrelado à violência doméstica e familiar propriamente dita, enquanto que a torpeza é de
cunho subjetivo, ou seja, continuará adstrita aos motivos (razões) que levaram um indivíduo a
praticar o delito. STJ. 6ª Turma. HC 433898-RS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 24/04/2018
(Info 625).

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Lesão corporal contra irmão configura o § 9º do art. 129 do CP não importando onde a agressão
tenha ocorrido
Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STJ

Não é inepta a denúncia que se fundamenta no art. 129, § 9º, do CP – lesão corporal leve –,
qualificada pela violência doméstica, tão somente em razão de o crime não ter ocorrido no ambiente
familiar. Ex: João agrediu fisicamente seu irmão na sede da empresa onde trabalham, causando-
lhe lesão corporal leve. O agente deverá responder pelo art. 129, § 9º do CP. Sendo a lesão corporal
praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, deverá incidir a
qualificadora do § 9º não importando onde a agressão tenha ocorrido. STJ. 5ª Turma. RHC 50026-
PA, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 3/8/2017 (Info 609).

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Interrupção da gravidez no primeiro trimestre da gestação


Direito Penal Crimes contra a vida Aborto
Origem: STF

A interrupção da gravidez no primeiro trimestre da gestação provocada pela própria gestante (art.
124) ou com o seu consentimento (art. 126) não é crime. É preciso conferir interpretação conforme
a Constituição aos arts. 124 a 126 do Código Penal – que tipificam o crime de aborto – para excluir
do seu âmbito de incidência a interrupção voluntária da gestação efetivada no primeiro trimestre. A
criminalização, nessa hipótese, viola diversos direitos fundamentais da mulher, bem como o
princípio da proporcionalidade. STF. 1ª Turma. HC 124306/RJ, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/
o ac. Min. Roberto Barroso, julgado em 29/11/2016 (Info 849).

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Perda de dois dentes configura lesão grave (e não gravíssima)


Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STJ

A lesão corporal que provoca na vítima a perda de dois dentes tem natureza grave (art. 129, § 1º,
III, do CP), e não gravíssima (art. 129, § 2º, IV, do CP). A perda de dois dentes pode até gerar uma
debilidade permanente (§ 1º, III), ou seja, uma dificuldade maior da mastigação, mas não configura
deformidade permanente (§ 2º, IV). § 1º Se resulta: III - debilidade permanente de membro, sentido
2
ou função; § 2º Se resulta: IV - deformidade permanente; STJ. 6ª Turma. REsp 1620158-RJ, Rel.
Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/9/2016 (Info 590).

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Qualificadora do § 9º do art. 129 do CP aplica-se também quando a vítima for homem


Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STJ

A qualificadora prevista no § 9º do art. 129 do CP aplica-se também às lesões corporais cometidas


contra HOMEM no âmbito das relações domésticas. STJ. 5ª Turma. RHC 27622-RJ, Rel. Min. Jorge
Mussi, julgado em 7/8/2012.

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Lesão corporal qualificada pelo resultado morte e nexo de causalidade


Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STJ

De acordo com o art. 13 do CP, o resultado do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa.
Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido. Este art. 13,
contudo, deve ser interpretado em conjunto com o art. 18, segundo o qual a responsabilidade
somente pode ser imputada ao agente quando o resultado puder ser atribuível a ele ao menos
culposamente. “A” desfere chutes e joelhadas contra a região abdominal de “B”, fazendo com que
este caia, bata a cabeça e morra. O laudo prova que a causa mortis foi a ruptura de um aneurisma
cerebral e não o choque da cabeça no meio-fio. Neste caso, “A” não responderá pelo resultado
morte porque este não lhe pode ser atribuído nem mesmo culposamente. STJ. 6ª Turma. AgRg no
REsp 1094758-RS, Rel. originário Min. Sebastião Reis Júnior, Rel. para acórdão Min. Vasco Della
Giustina (Desembargador convocado do TJ-RS), julgado em 1º/3/2012.

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Reconhecimento da gravidade da lesão corporal pode ser feito por outros meios além da perícia
Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STF

A ausência do laudo pericial não impede que a materialidade do delito de lesão corporal de natureza
grave seja reconhecida por outros meios, como testemunhas e relatórios de atendimento hospitalar.
STF. 2ª Turma. HC 114567/ES, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 16/10/2012 (Info 684).

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Qualificadora da deformidade permanente e posterior cirurgia plástica reparadora


Direito Penal Crimes contra a vida Lesões corporais (art. 129)
Origem: STJ

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A qualificadora “deformidade permanente” do crime de lesão corporal (art. 129, § 2º, IV, do CP) não
é afastada por posterior cirurgia estética reparadora que elimine ou minimize a deformidade na
vítima. Isso porque, o fato criminoso é valorado no momento de sua consumação, não o afetando
providências posteriores, notadamente quando não usuais (pelo risco ou pelo custo, como cirurgia
plástica ou de tratamentos prolongados, dolorosos ou geradores do risco de vida) e promovidas a
critério exclusivo da vítima. STJ. 6ª Turma. HC 306677-RJ, Rel. Min. Ericson Maranho
(Desembargador convocado do TJ-SP), Rel. para acórdão Min. Nefi Cordeiro, julgado em 19/5/2015
(Info 562).

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Interrupção de gravidez de feto anencéfalo é conduta atípica


Direito Penal Crimes contra a vida Aborto
Origem: STF

É inconstitucional a interpretação segundo a qual a interrupção da gravidez de feto anencéfalo seria


conduta tipificada nos arts. 124, 126 e 128, I e II, do CP. A interrupção da gravidez de feto
anencéfalo é atípica. STF. Plenário. ADPF 54/DF, rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 11 e
12/4/2012.

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Homicídio pode ser provado por outros meios além do exame de corpo de delito direto
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

A materialidade do crime de homicídio pode ser demonstrada por meio de outras provas, além do
exame de corpo de delito, como a confissão do acusado e o depoimento de testemunhas. Assim,
nos termos do art. 167 do CPP, a prova testemunhal pode suprir a falta do exame de corpo de
delito, caso desaparecidos os vestígios. STJ. 6ª Turma. HC 170507-SP, Rel. Min. Maria Thereza
de Assis Moura, julgado em 16/2/2012.

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Morte instantânea da vítima nem sempre irá afastar a majorante do § 4º do art. 121 do CP
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 se o agente deixa de prestar imediato socorro à
vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante
(§ 4º do art. 121 do CP). Se a vítima tiver morte instantânea, tal circunstância, por si só, é suficiente
para afastar a causa de aumento de pena prevista no § 4º do art. 121? NÃO. No homicídio culposo,
a morte instantânea da vítima não afasta a causa de aumento de pena prevista no art. 121, § 4º,
do CP, a não ser que o óbito seja evidente, isto é, perceptível por qualquer pessoa. STJ. 5ª Turma.
HC 269038-RS, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 2/12/2014 (Info 554).

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Homicídio culposo cometido por médico e causa de aumento do art. 121, § 4º do CP


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

É possível a aplicação da causa de aumento de pena prevista no art. 121, § 4º, do CP no caso de
homicídio culposo cometido por médico e decorrente do descumprimento de regra técnica no
exercício da profissão. Nessa situação, não há que se falar em bis in idem. STJ. 5ª Turma. HC
181847-MS, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Rel. para acórdão Min. Campos Marques
(Desembargador convocado do TJ/PR), julgado em 4/4/2013 (Info 520).

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Ceifar a vida do feto após iniciado o trabalho de parto


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

Iniciado o trabalho de parto, não há falar mais em aborto, mas em homicídio ou infanticídio,
conforme o caso, pois não se mostra necessário que o nascituro tenha respirado para configurar o
crime de homicídio, notadamente quando existem nos autos outros elementos para demonstrar a
vida do ser nascente. STJ. 5ª Turma. HC 228998-MG, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em
23/10/2012.

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Dolo eventual não é compatível com qualificadora de traição, emboscada, dissimulação


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STF

O dolo eventual não se compatibiliza com a qualificadora do art. 121, § 2º, IV (traição, emboscada,
dissimulação). STF. 2ª Turma. HC 111442/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 28/8/2012
(Info 677).

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A qualificadora do motivo fútil é compatível com o homicídio praticado com dolo eventual
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

A qualificadora do motivo fútil (art. 121, § 2º, II, do CP) é compatível com o homicídio praticado com
dolo eventual? SIM. O fato de o réu ter assumido o risco de produzir o resultado morte (dolo
eventual), não exclui a possibilidade de o crime ter sido praticado por motivo fútil, uma vez que o
dolo do agente, direto ou indireto, não se confunde com o motivo que ensejou a conduta. STJ. 5ª

5
Turma. REsp 912.904/SP, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 06/03/2012. STJ. 6ª Turma. REsp
1601276/RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 13/06/2017.

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Homicídio qualificado pelo meio cruel e reiteração de golpes na vítima


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

O juiz, na decisão de pronúncia, só pode fazer o decote (retirada) da qualificadora imputada se ela
for manifestamente improcedente, ou seja, se estiver completamente destituída de amparo nos
elementos cognitivos dos autos. Isso porque o verdadeiro julgador dos crimes dolosos contra a vida
são os jurados. O juiz togado somente deve atuar em casos excepcionais em que a pretensão
estatal estiver claramente destituída de base empírica idônea. O fato de o agente ter praticado o
crime com reiteração de golpes na vítima, ao menos em princípio e para fins de pronúncia, é
circunstância indiciária do “meio cruel”, previsto no art. 121, § 2º, III, do CP. STJ. 6ª Turma. REsp
1241987-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 6/2/2014 (Info 537).

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Hipótese de inexistência de motivo fútil em homicídio decorrente da prática de "racha"


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

Não incide a qualificadora de motivo fútil (art. 121, § 2°, II, do CP), na hipótese de homicídio
supostamente praticado por agente que disputava "racha", quando o veículo por ele conduzido —
em razão de choque com outro automóvel também participante do "racha" — tenha atingido o
veículo da vítima, terceiro estranho à disputa automobilística. STJ. 6ª Turma. HC 307617-SP, Rel.
Min. Nefi Cordeiro, Rel. para acórdão Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 19/4/2016 (Info 583).

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Homicídio qualificado por motivo fútil e fato que surgiu como uma bobagem, mas virou uma
briga
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

Se o fato surgiu por conta de uma bobagem, mas depois ocorreu uma briga e, no contexto desta,
houve o homicídio, tal circunstância pode vir a descaracterizar o motivo fútil. Vale ressaltar, no
entanto, que a discussão anterior entre vítima e autor do homicídio, por si só, não afasta a
qualificadora do motivo fútil. Assim, é preciso verificar a situação no caso concreto. STJ. 5ª Turma.
AgRg no REsp 1113364-PE, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 06/08/2013 (Info 525).

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Incidência da qualificadora do motivo torpe em relação ao mandante de homicídio
mercenário
Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STJ

O reconhecimento da qualificadora da "paga ou promessa de recompensa" (inciso I do § 2º do art.


121) em relação ao executor do crime de homicídio mercenário não qualifica automaticamente o
delito em relação ao mandante, nada obstante este possa incidir no referido dispositivo caso o
motivo que o tenha levado a empreitar o óbito alheio seja torpe. STJ. 6ª Turma. REsp 1209852-PR,
Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 15/12/2015 (Info 575). Obs: existem julgados em sentido
contrário.

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Entrega de veículo automotor a pessoa embriagada e inexistência de homicídio doloso


Direito Penal Crimes contra a vida Homicídio (art. 121)
Origem: STF

Se houver incorreto enquadramento fático-jurídico na capitulação penal, que repercuta na


competência do órgão jurisdicional, admite-se, excepcionalmente, a possibilidade de o magistrado,
antes da pronúncia e submissão do réu ao júri popular, efetuar a desclassificação para outro tipo
penal e encaminhar o feito ao órgão competente. No caso, o STF considerou que não havia
homicídio doloso na conduta de um homem que entregou o seu carro a uma mulher embriagada
para que esta dirigisse o veículo, tendo havido acidente por conta do excesso de velocidade e da
embriaguez, resultando na morte da mulher (condutora). STF. 2ª Turma. HC 113598/PE, Rel. Min.
Gilmar Mendes, julgado em 15/12/2015 (Info 812).

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CRIMES CONTRA A SAÚDE PÚBLICA

Venda de substâncias que estão na Portaria SVS/MS 344/98 e princípio da consunção


Direito Penal Crimes contra a saúde pública Geral
Origem: STJ

Se o agente criou farmácia de fachada para vender produtos falsificados destinados a fins
terapêuticos ou medicinais, ele deverá responder pelo delito do art. 273 do CP (e não por este crime
em concurso com tráfico de drogas), ainda que fique demonstrado que ele também mantinha em
depósito e vendia alguns medicamentos e substâncias consideradas psicotrópicas no Brasil por
estarem na Portaria SVS/MS nº 344/1998. Assim, mesmo tendo sido encontradas algumas
substâncias que podem ser classificadas como droga, o crime do art. 33 da Lei nº 11.343/2006
ficará absorvido pelo delito do art. 273 do CP, que possui maior abrangência. Aplica-se aqui o
princípio da consunção. STJ. 6ª Turma. REsp 1537773-SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Rel.
para acórdão Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 16/8/2016 (Info 590).

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Inconstitucionalidade do preceito secundário do art. 273, § 1º-B, V, do CP
Direito Penal Crimes contra a saúde pública Geral
Origem: STJ

O § 1º-B foi inserido no art. 273 do CP por força da Lei 9.677/98. O objetivo do legislador foi o de
punir pessoas que vendem determinados “produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais”
e que, embora não se possa dizer que sejam falsificados, estão em determinadas condições que
fazem com que seu uso seja potencialmente perigoso para a população. A pena prevista pelo
legislador para o § 1º-B foi de 10 a 15 anos de reclusão. Ocorre que essa pena é muito alta e, por
conta disso, começou a surgir entre os advogados que militam na área a constante alegação de
que essa reprimenda seria inconstitucional por violar o princípio da proporcionalidade. A tese foi
acolhida pelo STJ? SIM. O STJ decidiu que o preceito secundário do art. 273, § 1º-B, inciso V, do
CP é inconstitucional por ofensa aos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Então,
neste caso, qual pena será aplicada em substituição? O STJ autorizou a aplicação analógica das
penas previstas para o crime de tráfico de drogas, sem vedar expressamente a incidência da
minorante do § 4º do art. 33, da Lei nº 11.343/2006. Além disso, será possível aplicar para o réu
que praticou o art. 273, § 1º-B do CP a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei
11.343/2006. O que o STF entende a respeito? O Plenário do STF ainda não se manifestou sobre
o tema. No entanto, existem precedentes da Corte em sentido contrário ao que decidiu o STJ, ou
seja, acórdãos sustentando que o § 1º-B do art. 273 é CONSTITUCIONAL (RE 829226 AgR, Rel.
Min. Luiz Fux, julgado em 10/02/2015; RE 844152 AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em
02/12/2014). Para fins de concurso, você deve estar atento para o modo como a pergunta será
formulada. Se indagarem a posição do STJ, é pela inconstitucionalidade. Se perguntarem sobre o
STF, este possui precedentes sustentando que o art. 273, § 1º-B, do CP é constitucional. Caso o
enunciado não diga qual dos dois entendimentos está sendo exigido, assinale a posição STJ
porque esta foi divulgada em Informativo e é mais conhecida. STJ. Corte especial. AI no HC
239363-PR, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 26/2/2015 (Info 559). STJ. 5ª Turma. AgRg
no AREsp 1192979/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 13/12/2018.

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Crimes do art. 273, §§ 1º e 1ºB do CP: não é necessária perícia


Direito Penal Crimes contra a saúde pública Geral
Origem: STJ

Para a configuração do crime previsto no art. 273, §§ 1º e 1º B, I, não se exige perícia, bastando a
ausência de registro na ANVISA, obrigatório na hipótese de insumos destinados a fins terapêuticos
ou medicinais. STJ. 5ª Turma. HC 177972-BA, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 28/8/2012.

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CRIMES CONTRA A HONRA

Esposa tem legitimidade para propor queixa-crime contra autor de postagem que sugere relação
extraconjugal do marido
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STF

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A esposa tem legitimidade para propor queixa-crime contra autor de mensagem que insinua que o
seu marido tem uma relação extraconjugal com outro homem. Se alguém alega que um indivíduo
casado mantém relação homossexual extraconjugal com outro homem, a esposa deste indivíduo
tem legitimidade para ajuizar queixa-crime por injúria, alegando que também é ofendida. Caso
concreto: Roberto insinuou que Weverton teria um relacionamento homossexual extraconjugal com
outro homem. A mulher de Weverton tem legitimidade para ajuizar queixa-crime contra Roberto
pela prática do crime de injúria. STF. 1ª Turma. Pet 7417 AgR/DF, Rel. Min. Luiz Fux, red. p/ o ac.
Min. Marco Aurélio, julgado em 9/10/2018 (Info 919).

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Não deve ser punido Deputado Federal que profere palavras injuriosas contra adversário político
que também o ofendeu imediatamente antes
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STF

Determinado Governador afirmou, em rede social, que certo Deputado Federal estava financiando,
com a utilização de “dinheiro sujo”, a produção de injúrias contra ele e que o parlamentar estava
sendo processado pelos crimes de tortura, corrupção e estupro. No dia seguinte, o Deputado, em
resposta, afirmou, também em uma rede social, que o Governador era acusado de corrupção
eleitoral, que tinha como costume fazer acusações falsas para tentar incriminar seus desafetos
políticos, que costumava espancar seu pai e que era desequilibrado mental. O STF entendeu que
o Deputado Federal praticou fato típico, antijurídico e culpável, mas que não deveria ser punido,
com base no art. 140, § 1º, II, do CP. O Deputado postou as mensagens ofensivas menos de 24
horas depois de o Governador publicar a manifestação também injuriosa. Dessa forma, as
mensagens do parlamentar foram imediatamente posteriores às veiculadas pelo ofendido e
elaboradas em resposta a elas. Ao publicá-las, o acusado citou parte do conteúdo da mensagem
postada pelo ofendido, comprovando o nexo de pertinência entre as condutas. Dessa maneira, o
ofendido não só, de forma reprovável, provocou a injúria, como também, em tese, praticou o mesmo
delito, o que gerou a retorsão imediata do acusado. Logo, o STF entendeu que não havia razão
moral para o Estado punir o Deputado. STF. 1ª Turma. AP 926/AC, Rel. Min. Rosa Weber, julgado
em 6/9/2016 (Info 838).

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Difamação pode ser praticada mediante a publicação de vídeo no qual o discurso da vítima seja
editado
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STF

Configura, em tese, difamação a conduta do agente que publica vídeo de um discurso no qual a
frase completa do orador é editada, transmitindo a falsa ideia de que ele estava falando mal de
negros e pobres. A edição de um vídeo ou áudio tem como objetivo guiar o espectador e, quando
feita com o objetivo de difamar a honra de uma pessoa, configura dolo da prática criminosa. Vale
ressaltar que esta conduta do agente, ainda que praticada por Deputado Federal, não estará
protegida pela imunidade parlamentar. STF. 1ª Turma. Pet 5705/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em
5/9/2017 (Info 876).

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Prática de calúnia, difamação e injúria por meio de uma única carta


Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STJ

É possível que se impute, de forma concomitante, a prática dos crimes de calúnia, de difamação e
de injúria ao agente que divulga, em uma única carta, dizeres aptos a configurar os referidos delitos,
sobretudo no caso em que os trechos utilizados para caracterizar o crime de calúnia forem diversos
dos empregados para demonstrar a prática do crime de difamação. Ex: João, síndico do prédio,
brigou com Pedro em virtude de desavenças quanto à prestação de contas. Pedro escreveu, então,
uma carta, distribuída a todos os demais condôminos, na qual dizia que João, no mês de 09/2014,
desviou R$ 10 mil da conta do condomínio em proveito próprio (calúnia); que, no dia da assembleia
ocorrida em 22/10/2014, estava tão bêbado que não conseguia parar em pé (difamação) e que ele
era um gordo, feioso e burro (injúria). STJ. 5ª Turma. RHC 41527-RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado
em 3/3/2015 (Info 557).

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Diferença entre a injúria comum (art. 140 do CP) e a injúria prevista no art. 326 do CE
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STJ

Compete à Justiça Comum Estadual, e não à Eleitoral, processar e julgar injúria cometida no âmbito
doméstico e desvinculada, direta ou indiretamente, de propaganda eleitoral, embora motivada por
divergência política às vésperas da eleição. STJ. 3ª Seção. CC 134005-PR, Rel. Min. Rogerio
Schietti Cruz, julgado em 11/6/2014 (Infos 543 e 545).

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Deputado que, em entrevista à imprensa, afirma que determinada Deputada "não merece ser
estuprada" pratica, em tese, injúria (art. 140 do CP)
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STF

O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) afirmou que a também Deputada Federal Maria do
Rosário (PT-RS), “não merece ser estuprada por ser muito ruim, muito feia, não faz meu gênero”.
E acrescentou que, se fosse estuprador, "não iria estuprá-la porque ela não merece". O STF
entendeu que a conduta do parlamentar configura, em tese, para fins de recebimento de denúncia,
o crime de injúria: "Art. 140. Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro: Pena -
detenção, de um a seis meses, ou multa." As declarações do Deputado atingiram a honra subjetiva
da Deputada porque rebaixaram sua dignidade moral, expondo sua imagem à humilhação pública,
além de associar as características da mulher à possibilidade de ser vítima de estupro. STF. 1ª
Turma. Inq 3932/DF e Pet 5243/DF, Rel. Min. Luiz Fux, julgados em 21/6/2016 (Info 831).

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Crimes contra a honra e imunidade profissional do advogado
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STJ

Em regra, o advogado tem imunidade profissional, não constituindo injúria ou difamação puníveis
a sua manifestação, no exercício de sua atividade, em juízo ou fora dele, ainda que contra o
magistrado. STJ. 5ª Turma. HC 202059-SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 16/2/2012
(Info 491).

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Advogado não comete calúnia se não ficar provada sua intenção de ofender a honra
Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STJ

A manifestação do advogado em juízo para defender seu cliente não configura crime de calúnia se
emitida sem a intenção de ofender a honra. STJ. 3ª Seção. Rcl 15574-RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti
Cruz, julgado em 9/4/2014 (Info 539).

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Pena da injúria qualificada não é desproporcional


Direito Penal Crimes contra a honra Geral
Origem: STF

A pena prevista para o crime de injúria qualificada (art. 140, § 3º do CP) NÃO é desproporcional,
sendo compatível com a CF/88, considerando que tem por objetivo proteger a dignidade da pessoa
humana. STF. 1ª Turma. HC 109676/RJ, rel. Min. Luiz Fux, julgado em 11/6/2013 (Info 710).

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Crimes contra a liberdade individual

Réu constrangeu a vítima a ficar no porta-malas de seu veículo por 30 minutos, tempo no qual o
agente utilizou o carro como meio de transporte para a prática de roubo
Direito Penal Crimes contra a liberdade individual Geral
Origem: STJ

Caso concreto: João abordou a vítima quando esta entrava em seu carro. Mediante grave ameaça
com emprego de arma de fogo, ele obrigou a vítima a entrar no porta-malas do veículo. A vítima
ficou lá por cerca de 30 minutos. Durante esse tempo, João utilizou o veículo para fazer um assalto,
abandonando em seguida o carro. A defesa alegou que a conduta praticada contra a vítima foi
constrangimento ilegal (art. 146 do CP), e não sequestro (art. 148), uma vez que a finalidade do
delito não foi em si a privação de sua liberdade. O STJ não concordou e afirmou que houve o delito

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do art. 148 do CP. O crime de sequestro/cárcer privado, tipificado no art.148 Código Penal, exige
para a sua configuração a restrição da liberdade de ir e vir da vítima, sendo, assim, um crime
permanente. Por outro lado, o delito de constrangimento ilegal, descrito no art. 146 possui a
natureza de crime instantâneo. A conduta do réu extrapolou o mero constrangimento ilegal, tendo
havido cárcere privado. STJ. 5ª Turma. HC 395.978/SC, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca,
julgado em 19/04/2018.

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Invasão de domicílio (art. 150 do CP)


Direito Penal Crimes contra a liberdade individual Geral
Origem: STJ

Configura o crime de violação de domicílio (art. 150 do CP) o ingresso e a permanência, sem
autorização, em gabinete de Delegado de Polícia, embora faça parte de um prédio ou de uma
repartição públicos. No caso concreto, dezenas de manifestantes foram até a Delegacia de Polícia
Federal cobrar agilidade na conclusão de um inquérito policial. Como não foram recebidos,
decidiram invadir o gabinete do Delegado. STJ. 5ª Turma. HC 298763-SC, Rel. Min. Jorge Mussi,
julgado em 7/10/2014 (Info 549).

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Redução a condição análoga à de escravo (art. 149 do CP)


Direito Penal Crimes contra a liberdade individual Geral
Origem: STJ

Para configurar o delito do art. 149 do Código Penal (redução a condição análoga à de escravo)
NÃO É imprescindível a restrição à liberdade de locomoção dos trabalhadores. O delito pode ser
praticado por meio de outras condutas como no caso em que os trabalhadores são sujeitados a
condições degradantes, subumanas. STJ. 3ª Seção. CC 127937-GO, Rel. Min. Nefi Cordeiro,
julgado em 28/5/2014 (Info 543).

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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

O pagamento do débito oriundo de furto de energia elétrica antes do recebimento da denúncia não
é causa de extinção da punibilidade
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

No caso de furto de energia elétrica mediante fraude, o adimplemento do débito antes do


recebimento da denúncia não extingue a punibilidade. O furto de energia elétrica não pode receber
o mesmo tratamento dado ao inadimplemento tributário, de modo que o pagamento do débito antes
do recebimento da denúncia não configura causa extintiva de punibilidade, mas causa de redução
de pena relativa ao arrependimento posterior (art. 16 do CP). Isso porque nos crimes contra a ordem
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tributária, o legislador (Leis nº 9.249/1995 e nº 10.684/2003), ao consagrar a possibilidade da
extinção da punibilidade pelo pagamento do débito, adota política que visa a garantir a higidez do
patrimônio público, somente. A sanção penal é invocada pela norma tributária como forma de
fortalecer a ideia de cumprimento da obrigação fiscal. Já nos crimes patrimoniais, como o furto de
energia elétrica, existe previsão legal específica de causa de diminuição da pena para os casos de
pagamento da “dívida” antes do recebimento da denúncia. Em tais hipóteses, o Código Penal, em
seu art. 16, prevê o instituto do arrependimento posterior, que em nada afeta a pretensão punitiva,
apenas constitui causa de diminuição da pena. Outrossim, a jurisprudência se consolidou no
sentido de que a natureza jurídica da remuneração pela prestação de serviço público, no caso de
fornecimento de energia elétrica, prestado por concessionária, é de tarifa ou preço público, não
possuindo caráter tributário. Não há como se atribuir o efeito pretendido aos diversos institutos
legais, considerando que o disposto no art. 34 da Lei nº 9.249/1995 e no art. 9º da Lei nº
10.684/2003 fazem referência expressa e, por isso, taxativa, aos tributos e contribuições sociais,
não dizendo respeito às tarifas ou preços públicos. STJ. 3ª Seção. RHC 101299-RS, Rel. Min. Nefi
Cordeiro, Rel. Acd. Min. Joel Ilan Paciornik, julgado em 13/03/2019 (Info 645).

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Abolitio criminis promovida pela Lei 13.654/2018 no roubo


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

O emprego de arma branca deixou de ser majorante do crime de roubo com a modificação operada
pela Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do § 2º do art. 157 do Código Penal. Diante disso,
constata-se que houve abolitio criminis, devendo a Lei nº 13.654/2018 ser aplicada retroativamente
para excluir a referida causa de aumento da pena imposta aos réus condenados por roubo
majorado pelo emprego de arma branca. Trata-se da aplicação da novatio legis in mellius, prevista
no art. 5º, XL, da Constituição Federal. STJ. 5ª Turma. REsp 1519860/RJ, Rel. Min. Jorge Mussi,
julgado em 17/05/2018 (Info 626). STJ. 6ª Turma. AgRg no AREsp 1249427/SP, Rel. Min. Maria
Thereza de Assis Moura, julgado em 19/06/2018.

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Sistema de vigilância em estabelecimento comercial não constitui óbice para a consumação do


furto
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STF

A existência de sistema de vigilância em estabelecimento comercial não constitui óbice para a


tipificação do crime de furto. STF. 1ª Turma.HC 111278/MG, rel. orig. Min. Marco Aurélio, red. p/ o
ac. Min. Luiz Roberto Barroso, julgado em 10/4/2018 (Info 897). Súmula 567-STJ: Sistema de
vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência de segurança no interior de
estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a configuração do crime de furto.

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Furto de “cofrinho” contendo R$ 4,80 de uma instituição de combate ao câncer, mediante
induzimento de filho de 9 anos
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

Não se aplica o princípio da insignificância ao furto de bem de inexpressivo valor pecuniário de


associação sem fins lucrativos com o induzimento de filho menor a participar do ato. STJ. 6ª Turma.
RHC 93472-MS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 15/03/2018 (Info 622).

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As causas de aumento de pena do § 2º do art. 157 não se aplicam para o § 3º


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

As causas de aumento de pena do § 2º do art. 157 do CP não se aplicam para o roubo qualificado
pela lesão corporal grave nem para o latrocínio, previstos no § 3º do art. 157. STJ. 6ª Turma. HC
330831/RO, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 03/09/2015.

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A extorsão pode ser praticada mediante a ameaça feita pelo agente de causar um "mal espiritual"
na vítima
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Extorsão (art. 158)
Origem: STJ

O crime de extorsão consiste em "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e


com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se
faça ou deixar fazer alguma coisa" A ameaça de causar um "mal espiritual" contra a vítima pode
ser considerada como "grave ameaça" para fins de configuração do crime de extorsão? SIM.
Configura o delito de extorsão (art. 158 do CP) a conduta do agente que submete vítima à grave
ameaça espiritual que se revelou idônea a atemorizá-la e compeli-la a realizar o pagamento de
vantagem econômica indevida. STJ. 6ª Turma. REsp 1299021-SP, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz,
julgado em 14/2/2017 (Info 598).

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O que fazer se foi atingido um único patrimônio, mas houve pluralidade de mortes?
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF e STJ

Carlos e Luiza estão entrando no carro quando são rendidos por João, assaltante armado, que
deseja subtrair o veículo. Carlos acaba reagindo e João atira contra ele e Luiza, matando o casal.
João foge levando o carro. Haverá dois crimes de latrocínio em concurso formal de ou um único
crime de latrocínio? STJ: concurso formal impróprio. STF e doutrina majoritária: um único crime de

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latrocínio. STJ. 5ª Turma. HC 336680/PR, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 17/11/2015. STF. 1ª
Turma. RHC 133575/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em 21/2/2017 (Info 855).

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Agente que participou do roubo pode responder por latrocínio ainda que o disparo que matou a
vítima tenha sido efetuado pelo corréu
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF

Aquele que se associa a comparsa para a prática de roubo, sobrevindo a morte da vítima, responde
pelo crime de latrocínio, ainda que não tenha sido o autor do disparo fatal ou que sua participação
se revele de menor importância. Ex: João e Pedro combinaram de roubar um carro utilizando arma
de fogo. Eles abordaram, então, Ricardo e Maria quando o casal entrava no veículo que estava
estacionado. Os assaltantes levaram as vítimas para um barraco no morro. Pedro ficou responsável
por vigiar o casal no cativeiro enquanto João realizaria outros crimes utilizando o carro subtraído.
Depois de João ter saído, Ricardo e Maria tentaram fugir e Pedro atirou nas vítimas, que acabaram
morrendo. João pretendia responder apenas por roubo majorado (art. 157, § 2º, I e II) alegando que
não participou nem queria a morte das vítimas, devendo, portanto, ser aplicado o art. 29, § 2º do
CP. O STF, contudo, não acatou a tese. Isso porque João assumiu o risco de produzir resultado
mais grave, ciente de que atuava em crime de roubo, no qual as vítimas foram mantidas em cárcere
sob a mira de arma de fogo. STF. 1ª Turma. RHC 133575/PR, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em
21/2/2017 (Info 855). Atenção: vide STF. 1ª Turma. HC 109151/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, julgado
em 12/6/2012 (Info 670).

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Incide a majorante do § 1º do art. 158 do CP no caso da extorsão qualificada pela restrição da


liberdade da vítima (§ 3º)
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Extorsão (art. 158)
Origem: STJ

O § 1º do art. 158 do CP prevê que se a extorsão é cometida por duas ou mais pessoas, ou com
emprego de arma, a pena deverá ser aumentada de um terço até metade. Essa causa de aumento
prevista no § 1º do art. 158 do CP pode ser aplicada tanto para a extorsão simples (caput do art.
158) como também para o caso de extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima (§ 3º).
Assim, é possível que o agente seja condenado por extorsão pela restrição da liberdade da vítima
(§ 3º) e, na terceira fase da dosimetria, o juiz aumente a pena de 1/3 até 1/2 se o crime foi cometido
por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma (§ 1º). STJ. 5ª Turma. REsp 1353693-RS,
Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 13/9/2016 (Info 590).

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Súmula 582-STJ
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

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Súmula 582-STJ: Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem mediante
emprego de violência ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida à perseguição
imediata ao agente e recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica
ou desvigiada. STJ. 3ª Seção. Aprovada em 14/09/2016, DJe 19/09/2016 (Info 590).

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Receptação de bens dos Correios: incide a majorante do art. 180, § 6º do CP


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Receptação (art. 180)
Origem: STF e STJ

A ECT é empresa pública, é pessoa jurídica de direito privado, prestadora de serviço postal, de
natureza pública e essencial (art. 21, X, da CF). O art. 180, § 6º, CP prevê, expressamente, a
incidência da majorante quando o crime for praticado contra "bens e instalações do patrimônio da
(...) empresa concessionária de serviços públicos", estando, dessa forma, abrangida a ECT na sua
tutela, não havendo falar em interpretação extensiva desfavorável ao conceito de bens da União.
Assim, no delito de receptação, os bens pertencentes aos Correios (ECT) recebem o mesmo
tratamento que os da União e, por isso, caso a receptação envolva tais bens, é cabível a majoração
da pena prevista no § 6º do art. 180 do CP. STF. 1ª Turma. HC 105542/RS, Rel. Min. Rosa Weber,
julgado em 17/4/2012 (Info 662). STJ. 5ª Turma. REsp 894730/RS, Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. p/
Acórdão Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 17/06/2010 (Info 439).

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Constitucionalidade do § 1º do art. 180 do CP


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Receptação (art. 180)
Origem: STF

O STF entende que o § 1º do art. 180 do CP é CONSTITUCIONAL. O objetivo do legislador ao criar


a figura típica da receptação qualificada foi justamente a de punir de forma mais gravosa o
comerciante ou industrial que, em razão do exercício de sua atividade, pratica alguma das condutas
descritas no referido § 1°, valendo-se de sua maior facilidade para tanto devido à infraestrutura que
lhe favorece. O crime foi qualificado pelo legislador em razão da condição do agente que, por sua
atividade profissional, merece ser mais severamente punido com base na maior reprovabilidade de
sua conduta. Para o STF, o § 1º do art. 180 pune tanto o agente que atua com dolo eventual como
também no caso de dolo direto. STF. 1ª Turma. RHC 117143/RS, rel. Min. Rosa Weber, 25/6/2013
(Info 712).

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Agente emite duplicata que não corresponde à efetiva transação comercial: duplicata simulada
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Duplicata simulada (art. 172)
Origem: STJ

O delito de duplicata simulada, previsto no art. 172 do CP (redação dada pela Lei 8.137/1990),
configura-se quando o agente emite duplicata que não corresponde à efetiva transação comercial,
sendo típica a conduta ainda que não haja qualquer venda de mercadoria ou prestação de serviço.
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STJ. 6ª Turma. REsp 1267626-PR, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 5/12/2013
(Info 534).

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Estelionato e competência no caso em que o prejuízo ocorreu em local diferente da obtenção da


vantagem
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

Nos termos do art. 70 do CPP, a competência é, em regra, determinada pelo lugar em que se
consuma a infração penal ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de
execução. O delito de estelionato consuma-se no local em que ocorre o efetivo prejuízo à vítima,
ou seja, na localidade da agência onde a vítima possuía a conta bancária. Assim, a competência
para o processo e julgamento do estelionato deve ser o local em que a vítima mantém a conta
bancária. Ex: João, famoso estelionatário que mora em Belo Horizonte (MG), ligou para a casa de
Maria, uma senhora que reside em Campo Grande (MS). Na conversa, João afirmou que trabalhava
no Governo e que Maria tinha direito de receber de volta R$ 10 mil de impostos pagos a mais. Para
isso, no entanto, ela precisaria apenas depositar previamente R$ 1 mil a título de honorários
advocatícios em uma conta bancária cujo número ele forneceu. Maria, toda contente, depositou o
valor na conta bancária, pertencente a João, que no dia seguinte, foi até a sua agência, em Belo
Horizonte (MG) e sacou a quantia. João praticou o crime de estelionato (art. 171 do CP). A
competência para processar e julgar o crime será da vara criminal de Campo Grande (lugar onde
ocorreu o dano efetivo). STJ. 3ª Seção. CC 147811/CE, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em
14/09/2016. STJ. 3ª Seção. AgRg no CC 146524/SC, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 22/03/2017.

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Hipótese de inaplicabilidade do princípio da consunção com o furto/roubo


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

O delito de estelionato não será absorvido pelo de roubo na hipótese em que o agente, dias após
roubar um veículo e os objetos pessoais dos seus ocupantes, entre eles um talonário de cheques,
visando obter vantagem ilícita, preenche uma de suas folhas e, diretamente na agência bancária,
tenta sacar a quantia nela lançada. A falsificação da cártula não é mero exaurimento do crime
antecedente. Isso porque há diversidade de desígnios e de bens jurídicos lesados. Dessa forma,
inaplicável o princípio da consunção. STJ. 5ª Turma. HC 309939-SP, Rel. Min. Newton Trisotto
(Desembargador convocado do TJ-SC), julgado em 28/4/2015 (Info 562).

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Aumento de pena-base fundado na confiança da vítima no autor de estelionato


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

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O cometimento de estelionato em detrimento de vítima que conhecia o autor do delito e lhe
depositava total confiança justifica a exasperação da pena-base em razão da consideração
desfavorável das circunstâncias do crime. Existe um plus de reprovabilidade pelo fato de o agente
ter escolhido para ser vítima do delito uma pessoa conhecida que lhe depositava total confiança.
STJ. 6ª Turma. HC 332676-PE, Rel. Min. Ericson Maranho (Desembargador convocado do TJ/SP),
julgado em 17/12/2015 (Info 576).

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Estelionato e devolução da vantagem antes do recebimento da denúncia


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

O art. 9º da Lei 10.684/2003 prevê que o pagamento integral do débito fiscal realizado pelo réu é
causa de extinção de sua punibilidade. Imagine que determinado indivíduo tenha praticado
estelionato contra o INSS, conhecido como estelionato previdenciário (art. 171, § 3º do CP). Antes
do recebimento da denúncia, o agente paga integralmente o prejuízo sofrido pela autarquia. Isso
poderá extinguir sua punibilidade, com base no art. 9º da Lei 10.684/2003? NÃO. Não extingue a
punibilidade do crime de estelionato previdenciário (art. 171, § 3º, do CP) a devolução à Previdência
Social, antes do recebimento da denúncia, da vantagem percebida ilicitamente. O art. 9º da Lei
10.684/2003 menciona os crimes aos quais são aplicadas suas regras: a) arts. 1º e 2º da Lei nº
8.137/90; b) art. 168-A do CP (apropriação indébita previdenciária); c) Art. 337-A do CP (sonegação
de contribuição previdenciária). Repare, portanto, que o estelionato previdenciário (art. 171, § 3º do
CP) não está listado nessa lei. Mesmo sem o estelionato previdenciário estar previsto, não é
possível aplicar essas regras por analogia em favor do réu? NÃO. O art. 9º da Lei 10.684/2003
somente abrange crimes tributários materiais, delitos que são ontologicamente distintos do
estelionato previdenciário e que protegem bens jurídicos diferentes. Dessa forma, não há lacuna
involuntária na lei penal a demandar analogia. O fato de o agente ter pago integralmente o prejuízo
trará algum benefício penal? SIM. O agente poderá ter direito de receber o benefício do
arrependimento posterior, tendo sua pena reduzida de 1/3 a 2/3 (art. 16 do CP). STJ. 6ª Turma.
REsp 1380672-SC, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 24/3/2015 (Info 559).

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Pessoa que, após a morte do beneficiário, passa a receber mensalmente o benefício em seu lugar:
estelionato em continuidade delitiva
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

Se a pessoa, após a morte do beneficiário, passa a receber mensalmente o benefício em seu lugar,
mediante a utilização do cartão magnético do falecido, pratica o crime de estelionato previdenciário
(art. 171, § 3º, do CP) em continuidade delitiva. Segundo o STJ, nessa situação, não se verifica a
ocorrência de crime único, pois a fraude é praticada reiteradamente, todos os meses, a cada
utilização do cartão magnético do beneficiário já falecido. Assim, configurada a reiteração criminosa
nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução, tem incidência a regra da
continuidade delitiva prevista no art. 71 do CP. A hipótese, ressalte-se, difere dos casos em que o
estelionato é praticado pelo próprio beneficiário e daqueles em que o não beneficiário insere dados
falsos no sistema do INSS visando beneficiar outrem; pois, segundo a jurisprudência do STJ e do
STF, nessas situações, o crime deve ser considerado único, de modo a impedir o reconhecimento
18
da continuidade delitiva. STJ. 6ª Turma. REsp 1282118-RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis
Moura, julgado em 26/2/2013 (Info 516).

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Estelionato previdenciário (art. 171, § 3º do CP): crime permanente ou instantâneo?


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STF e STJ

O estelionato previdenciário é crime “permanente” ou “instantâneo de efeitos permanentes”? •


Quando praticado pelo próprio beneficiário: é PERMANENTE. • Quando praticado por terceiro
diferente do beneficiário: é INSTANTÂNEO de efeitos permanentes. STF. 1ª Turma. HC 102049,
Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 22/11/2011. STJ. 6ª Turma. HC 190071/RJ, Rel. Min. Maria Thereza
de Assis Moura, julgado em 02/05/2013.

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O chamado “estelionato judicial” é conduta atípica


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

O estelionato judicial consistiria no uso do processo judicial para auferir lucros ou vantagens
indevidas, mediante fraude, ardil ou engodo, ludibriando a Justiça. A jurisprudência entende que
esta conduta é penalmente atípica e não configura o delito do art. 171 do CP. Assim, não configura
crime de “estelionato judicial” a conduta de fazer afirmações possivelmente falsas, com base em
documentos também tidos por adulterados, em ação judicial. Isso porque a Constituição Federal
assegura à parte o acesso ao Poder Judiciário. O processo tem natureza dialética, possibilitando o
exercício do contraditório e a interposição dos recursos cabíveis, não se podendo falar, no caso,
em “indução em erro” do magistrado. Desse modo, verifica-se atipicidade penal da conduta de
invocar causa de pedir remota inexistente para alcançar consequências jurídicas pretendidas,
mesmo que a parte ou seu procurador tenham ciência da ilegitimidade da demanda. A deslealdade
processual é combatida por meio do Código de Processo Civil, que prevê a condenação do litigante
de má-fé ao pagamento de multa, e ainda passível de punição disciplinar no âmbito do Estatuto da
Advocacia. Assim, o chamado “estelionato judicial” pode ensejar infrações civil e administrativa,
mas não configura crime. Vale ressaltar que o indivíduo poderá responder por eventual ilicitude dos
documentos que embasaram o pedido judicial, sendo isso, contudo, um crime autônomo (ex:
falsidade documental), que não se confunde com a imputação de estelionato judicial. STJ. 5ª
Turma. HC 435.818/SP, Rel. Min. Ribeiro Dantas, julgado em 03/05/2018. STJ. 6ª Turma. RHC
88.623/PB, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 13/03/2018.

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Cola eletrônica
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

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A “cola eletrônica”, antes do advento da Lei nº 12.550/2011, era uma conduta atípica, não
configurando o crime de estelionato. STJ. 5ª Turma. HC 245039-CE, Rel. Min. Marco Aurélio
Bellizze, julgado em 9/10/2012.

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A Súmula 554 do STF não se aplica ao estelionato no seu tipo fundamental (art. 171, caput)
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STJ

A jurisprudência afirma que a Súmula 554 do STF aplica-se unicamente para o crime de estelionato
na modalidade de emissão de cheque sem fundos (art. 171, § 2º, VI). Assim, a referida súmula não
se aplica ao estelionato no seu tipo fundamental (art. 171, caput). Dessa forma, não configura óbice
ao prosseguimento da ação penal — mas sim causa de diminuição de pena (art. 16 do CP) — o
ressarcimento integral e voluntário, antes do recebimento da denúncia, do dano decorrente de
estelionato praticado mediante a emissão de cheque furtado sem provisão de fundos. STJ. 5ª
Turma. HC 280089-SP, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 18/2/2014 (Info 537).

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Advogado que cobra honorários de cliente beneficiado pela justiça gratuita não pratica crime
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Estelionato (art. 171)
Origem: STF

Advogado pode cobrar honorários contratuais de seu cliente no caso de êxito da ação, ainda que
este seja beneficiário da justiça gratuita. Não há qualquer ilegalidade ou crime nessa conduta. STF.
1ª Turma. HC 95058/ES, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 4/9/2012.

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Efeitos da suspensão da exigibilidade de crédito tributário na prescrição da pretensão punitiva


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A)
Origem: STJ

A prescrição da pretensão punitiva do crime de apropriação indébita previdenciária (art. 168-A do


CP) permanece suspensa enquanto a exigibilidade do crédito tributário estiver suspensa em razão
de decisão de antecipação dos efeitos da tutela no juízo cível. Isso porque a decisão cível acerca
da exigibilidade do crédito tributário repercute diretamente no reconhecimento da própria existência
do tipo penal, visto ser o crime de apropriação indébita previdenciária um delito de natureza
material, que pressupõe, para sua consumação, a realização do lançamento tributário definitivo.
STJ. 5ª Turma. RHC 51596-SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 3/2/2015 (Info 556).

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Apropriação indébita de contribuição previdenciária não exige "dolo específico"


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Apropriação indébita previdenciária (art. 168-A)

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Origem: STJ

Para a caracterização do crime de apropriação indébita de contribuição previdenciária (art. 168-A


do CP), não há necessidade de comprovação do “dolo específico” de se apropriar de valores
destinados à previdência social. STJ. 6ª Turma. AgRg no Ag 1083.417-SP, Rel. Min. Og Fernandes,
julgado em 25/6/2013 (Info 526). STJ. 3ª Seção. EREsp 1296631-RN, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado
em 11/9/2013 (Info 528).

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O síndico mencionado no inciso II do § 1º, do art. 168, do CP não é o síndico de condomínio edilício
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Apropriação indébita (art. 168)
Origem: STJ

O "síndico" mencionado no inciso II do § 1º, do art. 168, do Código Penal é o síndico da massa
falida (atualmente denominado "administrador judicial" da falência ou recuperação judicial - Lei nº
11.101/2005), e não o síndico de condomínio edilício. Por essa razão, não se aplica esta causa de
aumento para o caso de um síndico de condomínio edilício que se apropriou de valores
pertencentes ao condomínio para efetuar pagamento de contas pessoais. STJ. 5ª Turma. REsp
1552919-SP, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 24/5/2016 (Info 584).

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Descumprimento de obrigação contratual não consiste, como regra, em crime


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Apropriação indébita (art. 168)
Origem: STJ

O simples descumprimento de uma obrigação contratual, sem que ocorra a indicação de elementos
concretos do ilícito penal, não pode ensejar uma ação penal contra o inadimplente. Assim, o STJ
considerou atípica a conduta do advogado que, contratado para patrocinar os interesses de
determinada pessoa em juízo, não cumpriu o pactuado, apesar do recebimento de parcela do valor
dos honorários contratuais. STJ. 6ª Turma. HC 174013-RJ, Rel. Min. Og Fernandes, julgado em
20/6/2013 (Info 527).

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Ressarcimento em acordo homologado no juízo cível e sua repercussão no criminal


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Apropriação indébita (art. 168)
Origem: STF

A advogada ficou com o dinheiro recebido pelo cliente e só devolveu a quantia após ser demandada
judicialmente e fazer acordo em ação de cobrança. Vale ressaltar que, a esta altura, já havia um
inquérito policial instaurado para apurar eventual crime de apropriação indébita. O STF, com base
em peculiaridades do caso concreto, decidiu trancar a ação penal por falta de justa causa.
Salientou-se que o acordo firmado no juízo cível que colocou fim à pendência ocorreu em novembro
de 2012 e a denúncia só foi formalizada quase um ano após. Além disso, o juiz do processo cível

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determinou a comunicação à Delegacia de Polícia sobre o acordo. Diante desses fatos, a 1ª Turma
entendeu que a situação seria excepcional e suficiente para se trancar a ação penal. Entendeu-se
que a relação jurídica cível repercute porque o acerto de contas se deu em data anterior à
propositura da ação penal. STF. 1ª Turma. RHC 125283/SP, Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em
4/8/2015 (Info 793).

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Dano contra o patrimônio do Distrito Federal


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Dano (art. 163)
Origem: STJ

O art. 163, parágrafo único, III, do CP prevê que o dano será qualificado no caso de ter sido
praticado contra o patrimônio da União, Estado, Município, empresa concessionária de serviços
públicos ou sociedade de economia mista. Como o inciso III não falava no “Distrito Federal”, o STJ
entendia que a conduta de destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio do DF não configurava, por
si só, o crime de dano qualificado, subsumindo-se, em tese, à modalidade simples do delito. É
inadmissível a realização de analogia in malam partem a fim de ampliar o rol contido no art. 163,
III, do CP, incluindo o Distrito Federal. STJ. 6ª Turma. HC 154051-DF, Rel. Min. Maria Thereza de
Assis Moura, julgado em 4/12/2012 (Info 515). Atenção. O julgado acima está superado. A Lei nº
13.531/2017 corrigiu essa falha e incluiu o “Distrito Federal”, as “autarquias”, as “fundações” e as
“empresas públicas” no rol do inciso III do parágrafo único do art. 163 do CP.

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Crime de dano praticado contra a Caixa Econômica


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Dano (art. 163)
Origem: STJ

O STJ entendia que dano doloso praticado contra a Caixa Econômica Federal era considerado
como crime de dano simples (art. 163, caput, do CP), não podendo ser caracterizado como dano
qualificado (art. 163, parágrafo único, III). Isso porque o legislador, ao prever a redação do referido
inciso III não incluiu neste rol as empresas públicas. Logo, não estando expressamente prevista a
empresa pública no art. 163, parágrafo único, III, do CP, não é possível incluí-la por meio de
interpretação uma vez que isso seria realizar analogia em prejuízo ao réu, o que não é permitido
no Direito Penal. STJ. 5ª Turma. RHC 57544-SP, Rel. Min. Leopoldo de Arruda Raposo
(Desembargador convocado do TJ-PE), julgado em 6/8/2015 (Info 567). Atenção. O julgado acima
está superado. A Lei nº 13.531/2017 corrigiu essa falha e incluiu o “Distrito Federal”, as “autarquias”,
as “fundações” e as “empresas públicas” no rol do inciso III do parágrafo único do art. 163 do CP.

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Destruição de acessões feitas em terras indígenas pode configurar dano qualificado


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Dano (art. 163)
Origem: STF

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Se um indivíduo que tinha uma fazenda em uma terra indígena, ao receber ordem para desocupar
o local, destrói as acessões (construções e plantações) que havia feito no local, ele pratica, em
tese, o delito de dano qualificado (art. 163, parágrafo único, III, do CP). Isso porque essas terras
pertencem à União (art. 20, XI, da CF/88), de forma que, consequentemente, as acessões também
são patrimônio público federal. STF. 2ª Turma. Inq 3670/RR, Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em
23/9/2014 (Info 760).

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Consumação do crime de extorsão


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Extorsão (art. 158)
Origem: STJ

Não se consuma o crime de extorsão quando, apesar de ameaçada, a vítima não se submete à
vontade do criminoso, ou seja, não assume o comportamento exigido pelo agente. Nesse caso,
haverá tentativa de extorsão. STJ. 6ª Turma. REsp 1094888-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior,
julgado em 21/8/2012 (Info 502).

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Ameaça de causar prejuízo econômico à vítima pode configurar extorsão


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Extorsão (art. 158)
Origem: STJ

Se o agente ameaça causar um prejuízo econômico à vítima, ainda assim haverá extorsão? A grave
ameaça prevista no art. 158 pode ser econômica? SIM. O STJ decidiu que a extorsão pode ser feita
mediante ameaça de causar um prejuízo econômico. Assim, não se exige que a ameaça se dirija
apenas contra a integridade física ou moral da vítima. No caso concreto julgado, o agente estava
com o carro da vítima e exigiu que ela fizesse o pagamento a ele de determinada quantia em
dinheiro. Caso o pedido não fosse atendido, ele prometeu destruir o veículo. Dessa forma, o STJ
decidiu que pode configurar o crime de extorsão a exigência de pagamento em troca da devolução
do veículo furtado, sob a ameaça de destruição do bem. STJ. 5ª Turma. REsp 1207155-RS, Rel.
Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 7/11/2013 (Info 531).

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Prostituta que arranca cordão de cliente que não quis pagar o programa responde por exercício
arbitrário das próprias razões
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

A prostituta maior de idade e não vulnerável que, considerando estar exercendo pretensão legítima,
arranca cordão do pescoço de seu cliente pelo fato de ele não ter pago pelo serviço sexual
combinado e praticado consensualmente, pratica o crime de exercício arbitrário das próprias razões
(art. 345 do CP) e não roubo (art. 157 do CP). STJ. 6ª Turma. HC 211888-TO, Rel. Min. Rogerio
Schietti Cruz, julgado em 17/5/2016 (Info 584).

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Latrocínio e cooperação dolosamente distinta


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF

Em regra, o coautor que participa de roubo armado responde pelo latrocínio ainda que o disparo
tenha sido efetuado só pelo comparsa. Essa é a jurisprudência do STJ e do STF. Entretanto, se
um dos agentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena deste. Logo, se o
coautor que não atirou não queria participar do latrocínio, não responderá por esse crime mais
grave. STF. 1ª Turma. HC 109151/RJ, Rel. Min. Rosa Weber, julgado em 12/6/2012 (Info 670).

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Consumação do latrocínio
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF

Súmula 610-STF: Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o
agente a subtração de bens da vítima.

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Caracterização do latrocínio independentemente do grau das lesões


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

Latrocínio é o crime de roubo qualificado pelo resultado, em que o dolo inicial é o de subtrair coisa,
sendo que as lesões corporais ou a morte são decorrentes da violência empregada. Embora haja
divergência, prevalece no STJ que, se o agente consegue subtrair o bem da vítima, mas não tem
êxito em matá-la, há tentativa de latrocínio, desde que fique comprovado que havia dolo de subtrair
e dolo de matar. Por esta razão, a jurisprudência do STJ pacificou-se no sentido de que o crime de
latrocínio tentado se caracteriza independentemente da natureza das lesões sofridas pela vítima
(se leves, graves, gravíssimas), bastando que o agente, no decorrer do roubo, tenha agido com o
desígnio de matá-la. Assim, como a gravidade das lesões experimentadas pela vítima não
influencia para a caracterização da tentativa de latrocínio, pouco importa que o laudo pericial que
atestou as lesões tenha irregularidades. STJ. 5ª Turma. HC 201175-MS, Rel. Min. Jorge Mussi,
julgado em 23/4/2013 (Info 521).

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Aumento decorrente da existência de pluralidade de majorantes


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF

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Se houver pluralidade de causas de aumento no crime de roubo (art. 157, § 2º do CP), o juiz não
poderá incrementar a pena aplicada com base unicamente no número de majorantes nem se valer
de tabelas com frações matemáticas de aumento. Para se proceder ao aumento, é necessário que
o magistrado apresente fundamentação com base nas circunstâncias do caso concreto (Súmula
443-STJ). STF. 2ª Turma. RHC 116676/MG, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, julgado em 20/8/2013
(Info 716).

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Grave ameaça/violência contra mais de uma pessoa, mas subtração de um só patrimônio


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

No delito de roubo, se a intenção do agente é direcionada à subtração de um único patrimônio,


estará configurado apenas um crime, ainda que, no modus operandi (modo de execução), seja
utilizada violência ou grave ameaça contra mais de uma pessoa para a obtenção do resultado
pretendido. Ex: Maria estava saindo do banco, acompanhada de seu segurança. João, de arma em
punho, deu uma coronhada no segurança, causando lesão leve, e subtraiu a mala que pertencia a
Maria. O agente praticou um único roubo majorado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º, I
do CP), considerando que somente um patrimônio foi atingido. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp
1490894-DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 10/2/2015 (Info 556).

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Roubo praticado no interior de ônibus sendo que o sujeito rouba apenas o dinheiro que estava com
o cobrador
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

O sujeito entra no ônibus e, com arma em punho, subtrai apenas os bens que estavam na posse
do cobrador de ônibus: R$ 30,00 e um aparelho celular, pertencentes ao funcionário, e R$ 70,00
que eram da empresa de transporte coletivo. Quantos crimes ele terá praticado? Um único crime
(art. 157, § 2º, I, do CP). Em caso de roubo praticado no interior de ônibus, o fato de a conduta ter
ocasionado violação de patrimônios distintos (o da empresa de transporte coletivo e o do cobrador)
não descaracteriza a ocorrência de crime único se todos os bens subtraídos estavam na posse do
cobrador. No voto, o Ministro relembrou que a jurisprudência do STJ e do STF entende que o roubo
perpetrado com violação de patrimônios de diferentes vítimas, ainda que em um único evento,
configura concurso formal de crimes, e não crime único (vimos isso acima). Todavia, para ele, esse
mesmo entendimento não pode ser aplicado ao caso em que os bens subtraídos, embora
pertençam a pessoas distintas, estavam sob os cuidados de uma única pessoa, que sofreu a grave
ameaça ou violência. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1396144-DF, Rel. Min. Walter de Almeida
Guilherme (Desembargador Convocado do TJ/SP), julgado em 23/10/2014 (Info 551).

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Roubo praticado no interior de ônibus atingindo patrimônios distintos


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)

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Origem: STJ

Imagine a seguinte situação: o sujeito entra no ônibus e, com arma em punho, subtrai os pertences
de oito passageiros. Quantos crimes ele terá praticado? O agente irá responder por oito roubos
majorados (art. 157, § 2º, I, do CP) em concurso formal (art. 70). Atenção: não se trata, portanto,
de crime único. Confira: (...) É entendimento desta Corte Superior que o roubo perpetrado contra
diversas vítimas, ainda que ocorra num único evento, configura o concurso formal e não o crime
único, ante a pluralidade de bens jurídicos tutelados ofendidos. (...) (STJ. 5ª Turma. AgRg no AREsp
389.861/MG , Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 18/06/2014) Nesse caso, o concurso
formal é próprio ou impróprio? Segundo a jurisprudência majoritária, consiste em concurso formal
PRÓPRIO. Veja: (...) Praticado o crime de roubo mediante uma só ação contra vítimas distintas, no
mesmo contexto fático, resta configurado o concurso formal próprio, e não a hipótese de crime
único, visto que violados patrimônios distintos. (...) STJ. 6ª Turma. HC 197684/RJ, Rel. Min.
Sebastião Reis Júnior, julgado em 18/06/2012. STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp 1189138/MG , Rel.
Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 11/06/2013. STJ. 5ª Turma. HC 455.975/SP, Rel.
Min. Ribeiro Dantas, julgado em 02/08/2018.

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Causa de aumento incidente no caso de a vítima estar em serviço de transporte de valores


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

O inciso III do § 2º do art. 157 do Código Penal prevê que a pena do delito de roubo é majorada se
a vítima estava em serviço de transporte de valores e o agente conhecia essa circunstância.
Quando o dispositivo fala em “transporte de valores” não se restringe a dinheiro em espécie,
abrangendo outros bens e produtos que possuam expressão econômica. No caso concreto, o STJ
reconheceu que incide a majorante prevista no inciso III do § 2º do art. 157 do CP na hipótese em
que o autor praticou o roubo ciente de que as vítimas, funcionários dos Correios, transportavam
grande quantidade de produtos cosméticos de expressivo valor econômico e liquidez. STJ. 5ª
Turma. REsp 1309966-RJ, Min. Rel. Laurita Vaz, julgado em 26/8/2014 (Info 548).

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Roubo circunstanciado pelo concurso de pessoas e participação de inimputável


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF e STJ

Se um maior de idade pratica o roubo juntamente com um inimputável, esse roubo será majorado
pelo concurso de pessoas (art. 157, § 2º do CP). A participação do menor de idade pode ser
considerada com o objetivo de caracterizar concurso de pessoas para fins de aplicação da causa
de aumento de pena no crime de roubo. STF. 1ª Turma. HC 110425/ES, rel. Min. Dias Toffoli,
5/6/2012. STJ. 6ª Turma. HC 150849/DF, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 16/08/2011.

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Além do roubo circunstanciado, o agente responderá também pelo porte ilegal de arma de fogo
(art. 14 ou 16, da Lei nº 10.826/2003)?
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF e STJ

Em regra, não. Geralmente, o crime de porte ilegal de arma de fogo é absorvido pelo crime de
roubo circunstanciado. Aplica-se o princípio da consunção, considerando que o porte ilegal de arma
de fogo funciona como crime meio para a prática do roubo (crime fim), sendo por este absorvido. A
conduta de portar arma ilegalmente é absorvida pelo crime de roubo, quando, ao longo da instrução
criminal, restar evidenciado o nexo de dependência ou de subordinação entre as duas condutas e
que os delitos foram praticados em um mesmo contexto fático, incidindo, assim, o princípio da
consunção (STJ HC 178.561/DF). No entanto, poderá haver condenação pelo crime de porte em
concurso material com o roubo se ficar provado nos autos que o agente portava ilegalmente a arma
de fogo em outras oportunidades antes ou depois do crime de roubo e que ele não se utilizou da
arma tão somente para cometer o crime patrimonial. Ex: “Tício”, às 13h, mediante emprego de um
revólver, praticou roubo contra “Caio”, que estava na parada de ônibus (art. 157, § 2º-A, I, CP). No
mesmo dia, por volta das 14h 30min, em uma blitz de rotina da polícia (sem que os policiais
soubessem do roubo ocorrido), “Ticio” foi preso com os pertences da vítima e com o revólver
empregado no assalto. Em um caso semelhante a esse, a 5ª Turma do STJ reconheceu o concurso
material entre o roubo e o delito do art. 14, da Lei nº 10.826/2003, afastando o princípio da
consunção. STJ. 5ª Turma. HC 199031/RJ, Rel. Ministro Jorge Mussi, 5ª Turma, julgado em
21/06/2011. STF. 1ª Turma. RHC 106067, Rel. Min. Rosa Weber, 1ª Turma, julgado em 26/06/2012.

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Se, após o roubo, foi constatado que a arma estava desmuniciada no momento do crime, incide
mesmo assim a majorante?
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF e STJ

STJ: NÃO. O emprego de arma de fogo desmuniciada tem o condão de configurar a grave ameaça
e tipificar o crime de roubo, no entanto NÃO É suficiente para caracterizar a majorante do emprego
de arma, pela ausência de potencialidade lesiva no momento da prática do crime (STJ. 5ª Turma.
HC 449.697/SP, Rel. Min. Felix Fischer, julgado em 21/06/2018; STJ. 6ª Turma. AgRg no REsp
1536939/SC , Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 15/10/2015). STF: SIM. É irrelevante o
fato de estar ou não municiada para que se configure a majorante do roubo (STF. 2ª Turma. RHC
115077 , Rel. Min. Gilmar Mendes, julgado em 06/08/2013).

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Se a arma é apreendida e periciada, sendo constatada a sua inaptidão, não se aplica a majorante
do art. 157, § 2º-A, I, do CP
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

Se a arma é apreendia e periciada, sendo constatada a sua inaptidão para a produção de disparos,
neste caso, não se aplica a majorante do art. 157, § 2º-A, I, do CP, sendo considerado roubo
simples (art. 157, caput, do CP). O legislador, ao prever a majorante descrita no referido dispositivo,
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buscou punir com maior rigor o indivíduo que empregou artefato apto a lesar a integridade física do
ofendido, representando perigo real, o que não ocorre na hipótese de instrumento notadamente
sem potencialidade lesiva. Assim, a utilização de arma de fogo que não tenha potencial lesivo afasta
a mencionada majorante, mas não a grave ameaça, que constitui elemento do tipo “roubo” na sua
forma simples. STJ. 6ª Turma. HC 247669-SP, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em
4/12/2012.

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Roubo circunstanciado pelo emprego de arma e desnecessidade de perícia


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STF e STJ

É necessário que a arma utilizada no roubo seja apreendida e periciada para que incida a majorante
do art. 157, § 2º-A, I, do Código Penal? NÃO. O reconhecimento da referida causa de aumento
prescinde (dispensa) da apreensão e da realização de perícia na arma, desde que o seu uso no
roubo seja provado por outros meios de prova, tais como a palavra da vítima ou mesmo de
testemunhas. STF. 1ª Turma. HC 108034/MG, rel. Min. Rosa Weber, julgado em 05/06/2012. STJ.
5ª Turma. AgRg no AREsp 1076476/RO, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 04/10/2018. STJ. 6ª
Turma. AgRg no HC 449102/MS, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 09/10/2018.

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Roubo de uso é crime


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

Furto de uso: NÃO é crime (fato atípico). Roubo de uso: É crime (configura o art. 157 do CP). STJ.
5ª Turma. REsp 1323275-GO, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 24/4/2014 (Info 539).

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Momento consumativo do roubo


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Roubo (art. 157)
Origem: STJ

Consuma-se o crime de roubo com a inversão da posse do bem, mediante emprego de violência
ou grave ameaça, ainda que por breve tempo e em seguida a perseguição imediata ao agente e
recuperação da coisa roubada, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou desvigiada. STJ.
3ª Seção. REsp 1499050-RJ, Rel. Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado em 14/10/2015 (recurso
repetitivo) (Info 572).

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Causa de aumento do § 1º pode ser aplicada tanto para furto simples como qualificado
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)

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Origem: STF e STJ

É legítima a incidência da causa de aumento de pena por crime cometido durante o repouso noturno
(art. 155, § 1º) no caso de furto praticado na forma qualificada (art. 155, § 4º). Não existe nenhuma
incompatibilidade entre a majorante prevista no § 1º e as qualificadoras do § 4º. São circunstâncias
diversas, que incidem em momentos diferentes da aplicação da pena. Assim, é possível que o
agente seja condenado por furto qualificado (§ 4º) e, na terceira fase da dosimetria, o juiz aumente
a pena em 1/3 se a subtração ocorreu durante o repouso noturno. A posição topográfica do § 1º
(vem antes do § 4º) não é fator que impede a sua aplicação para as situações de furto qualificado
(§ 4º). STF. 2ª Turma. HC 130952/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 13/12/2016 (Info 851).
STJ. 6ª Turma. HC 306450-SP, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 4/12/2014
(Info 554).

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Art. 102 do Estatuto do Idoso


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

Se o funcionário do banco recebe o cartão e a senha da idosa para auxiliá-la a sacar um dinheiro
do caixa eletrônico e, aproveitando a oportunidade, transfere quantias para a sua conta pessoal,
tal conduta configura o crime previsto no art. 102 do Estatuto do Idoso. STJ. 6ª Turma. REsp
1358865-RS, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 4/9/2014 (Info 547).

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Furto e imunidade patrimonial


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

A coabitação, de que trata o art. 182, III do CP, significa residência conjunta quando da prática do
crime, o que não se confunde com a mera hospedagem, a qual tem caráter temporário. STJ. 6ª
Turma. REsp 1065086-RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, julgado em 16/2/2012.

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Furto qualificado mediante escalada pode ser provado por outras provas além da perícia
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

Para que seja configurado o furto qualificado mediante escalada é dispensável a realização de
perícia, desde que existam outras provas que demonstrem a ocorrência da escalada (exs:
filmagem, fotos, testemunhos etc.). STJ. 5ª Turma. REsp 1392386-RS, Rel. Min. Marco Aurélio
Bellizze, julgado em 3/9/2013 (Info 529).

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Destreza e excepcional habilidade sem ser descoberto
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

No crime de furto, não deve ser reconhecida a qualificadora da “destreza” (art. 155, § 4º, II, do CP)
caso inexista comprovação de que o agente tenha se valido de excepcional — incomum —
habilidade para subtrair a coisa que se encontrava na posse da vítima sem despertar-lhe a atenção.
Destreza, para fins de furto qualificado, é a especial habilidade física ou manual que permite ao
agente subtrair bens em poder direto da vítima sem que ela perceba o furto. É o chamado
“punguista”. STJ. 5ª Turma. REsp 1478648-PR, Rel. para acórdão Min. Newton Trisotto
(desembargador convocado do TJ/SC), julgado em 16/12/2014 (Info 554).

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Subtrair objeto do interior do automóvel mediante quebra do vidro: furto qualificado


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

A conduta de violar o automóvel, mediante a destruição do vidro para que seja subtraído bem que
se encontre em seu interior — no caso, um aparelho de som automotivo — configura o tipo penal
de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo à subtração da coisa, previsto no art. 155, § 4º,
inciso I, do CP. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1364606-DF, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em
22/10/2013 (Info 532). STJ. 3ª Seção. EREsp 1079847/SP, Rel. Min. Jorge Mussi, Terceira Seção,
julgado em 22/05/2013.

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É possível o furto híbrido se a qualificadora for objetiva


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

Súmula 511-STJ: É possível o reconhecimento do privilégio previsto no § 2º do art. 155 do CP nos


casos de crime de furto qualificado, se estiverem presentes a primariedade do agente, o pequeno
valor da coisa e a qualificadora for de ordem objetiva. STJ. 3ª Seção. Aprovada em 11/06/2014.

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Furto de estabelecimento comercial equipado com mecanismo de vigilância e de segurança


Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STF

Súmula 567-STJ: Sistema de vigilância realizado por monitoramento eletrônico ou por existência
de segurança no interior de estabelecimento comercial, por si só, não torna impossível a
configuração do crime de furto.

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Momento consumativo
Direito Penal Crimes contra o patrimônio Furto (art. 155)
Origem: STJ

Consuma-se o crime de furto com a posse de fato da res furtiva, ainda que por breve espaço de
tempo e seguida de perseguição ao agente, sendo prescindível a posse mansa e pacífica ou
desvigiada. STJ. 3ª Seção. REsp 1524450-RJ, Rel. Min. Nefi Cordeiro, julgado em 14/10/2015
(recurso repetitivo) (Info 572).

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