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ROPE SKIPPING: MANOBRAS COM CORDAS, TRABALHANDO COM UMA

NOVA MODALIDADE ESPORTIVA NA ESCOLA

Franciane A. dos Santos Rizinesk1


Carlos Eduardo da Costa Schneider2

RESUMO

O presente artigo apresenta um trabalho de investigação do Rope Skipping, sendo este um novo
esporte com cordas, em que propõe aos alunos a uma prática prazerosa na disciplina de
Educação Física, realizado no Colégio Estadual Heráclito Fontoura Sobral Pinto, localizado no
município de Colombo no estado do Paraná. O trabalho tem como objetivo despertar o interesse
por uma nova modalidade esportiva, utilizando para isto metodologias adequadas, respeitando os
limites dos educandos, como também buscando instigar o professor em sua prática
apresentando-lhe uma variedade de atividades direcionadas com este material. Dessa forma a
proposta propiciou aprendizagens significativas, desafiando os educandos por meio do esporte
Rope Skipping, superando barreiras, preconceitos e quebrando paradigmas vivenciando relações
motoras e autoconhecimentos. A pesquisa ocorreu nas aulas de Educação Física, utilizando-se
do procedimento metodológico da observação no decorrer do cotidiano escolar objetivando
verificar os resultados através da participação dos alunos, detectar as dificuldades do esporte
tanto para o educador quanto para o educando, sendo realizados semanalmente. Para efetuar a
proposta utilizou-se referências bibliográficas que reconheceram a modalidade como esporte
inovador, proporcionando assim por meio do PDE 2016 uma futura proposta didática pedagógica
nas aulas de Educação Física.

Palavra Chave: Rope Skipping. Corda. Educação Física.

1 INTRODUÇÃO
Sendo a Educação Física uma área do conhecimento que no contexto
escolar, contempla os elementos da linguagem corporal, isto é, o conhecimento
acerca dos movimentos historicamente construídos e socialmente transmitidos e
necessário planejar aulas que contemple estes.
Pois é por meio de atividades físicas e esportivas que os alunos desenvolvem
competências, capacidades e habilidades, associadas às dimensões afetivas,
cognitivas, sociais, psicomotoras sendo que a Educação Física Escolar tem o valor
inestimável no processo educativo ao oferecer a oportunidade de vivenciar
1
Professora PDE com lotação no Colégio Estadual Heráclito Fontoura Sobral Pinto - Ensino
Fundamental e Médio do município de Colombo – PARANÁ. Licenciada em Educação Física pela
Universidade Tuiuti do Paraná – UTP, 2002. Com Especialização em Educação Física Escolar –
UFPR e Dança e Educação Física ISEPE Universidade do Litoral Paranaense.
2
Mestre em Recreação e Lazer pela Universidade do Porto - Portugal. Especialista em Magistério
Superior pela Universidade Tuiuti do Paraná. Licenciatura Plena em Educação Física pela
Universidade Católica do Paraná - PUCPR. Professor de Educação Física e Orientador da
Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
diferentes esportes que possibilitam a socialização, o desenvolvimento físico e a
coordenação motora. (GALLARDO, 1997).
Entre as várias atividades de Educação Física o pular corda é muito
conhecida pelo mundo, seja em forma de brincadeiras populares, de rua ou nos
exercícios de preparo de condicionamento físico para atletas. A utilização da corda é
importante na educação corporal, sendo ela um dos mais antigos materiais
pedagógicos utilizados. Tendo em vista o pular corda também virou uma modalidade
esportiva conhecida internacionalmente como ROPE SKIPPING, porém pouco
conhecido no Brasil. Este esporte tem duas vertentes uma é a quantidade de saltos
num determinado tempo e velocidade com cordas duplas e a outra utilizando de
cordas pequenas e grandes para a realização de saltos e manobras possuindo
músicas para repertório coreográfico. O diferencial está na sincronia entre
movimentos e quanto maior a sintonia entre os atletas mais apreciativa é a
apresentação, podendo ser praticado por pessoas de qualquer idade, peso ou sexo.
O projeto de Rope Skipping desenvolvido na escola foi de forma cooperativa,
ressaltando que é um esporte competitivo no entanto os alunoscom esta forma
aprenderam brincando com a corda, sem que tivessem frustrações no decorrer da
atividade, procurando sempre superar seus limites.

“Essa proposta não pretende simplesmente substituir a competição pela


cooperação e sim demonstrar de uma outra forma de jogo, mais
democrática e flexível em que o interesse está na participação, na diversão,
na criação. Sem a pressão de ter que vencer sempre.” (BROWN, 1994).

Segundo as Diretrizes Curriculares da Educação Básica (2008) 3:

“O esporte é entendido como uma atividade teórico-prática e um fenômeno


social que, em suas várias manifestações e abordagens, pode ser uma
ferramenta de aprendizagem para o lazer, para o aprimoramento da saúde
e para integrar o sujeito em suas relações sociais.”

Como o Rope Skipping é uma modalidade nova e diferente nas escolas, o


processo de ensino-aprendizagem necessita ainda de uma investigação
aprofundada na fundamentação científica, havendo poucos estudos e publicações
sobre este esporte. Dessa forma surgiu o interesse em aplicar este projeto, pois
observamos que nossos alunos necessitam conhecer novos esportes, jogos e

3
(DCE) Referencial-Didático-Pedagógico elaborado pela Secretaria de Estado da Educação do
Paraná.
brincadeiras, obtendo assim novas experiências nos quais não é praticado no seu
convívio escolar e na sua comunidade.
Segundo Ukachenski, (2014), “O professor deve trazer para dentro de suas
aulas novidades que possam despertar o interesse aos estudantes, através do
diferente e do novo”.
Baseado nestes princípios priorizou realizar este projeto com alunos dos 7os
(sétimos) anos do Ensino Fundamental anos finais, com faixa etária de 12 (doze) a
15 (quinze) anos, tendo como objetivo em despertar o interesse de uma nova
modalidade esportiva Rope Skipping, utilizando metodologias adequadas de forma
gradativa como também respeitando os seus limites.
Sendo assim o presente artigo traz uma breve reflexão sobre este novo
esporte na escola, apresentando-o em forma de relato sua a aplicação no Caderno
Pedagógico que foi dividido em seis 6 (seis) unidades, abordando seus desafios-
dificuldades e resultados alcançados.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 UM POUCO DE HISTÓRIA


Entre os vários esportes desenvolvidos nas práticas da Educação Física, cita-
se o pular corda é uma atividade física muito conhecida em todo o mundo, seja ela
em forma de brincadeiras ou nos exercícios de condicionamento físico para atletas,
este ato já é referenciado em pinturas egípcias com datas de 3.000 A.C. Em 1.600
apareceram as primeiras referências ao Double Dutch “brincadeiras com cordas” nos
Estados Unidos, mas com origem nos emigrantes holandeses que chegavam àquele
continente. Nos anos 1940 e 1950 pulavam a corda crianças negras e pobres dos
Estados Unidos, esta brincadeira de pular cordas grandes, as quais eram utilizadas
aos pares e batidas alternadamente por duas pessoas e a terceira pulava.
(SCHNEIDER, 2013). Porém, até a década de 1960, ninguém havia pensado em
tornar esta pratica em esporte.
As duas mais importantes manifestações dessa modalidade ocorreu no final dos
anos 1960 e no início dos anos 1970, com a fundamentação do Rope Skipping e da
modalidade Double Dutch. Embora o Double Dutch é uma atividade física orientada
para o lazer, foi pesquisado e sistematizado por professores de Educação Física
juntamente com os oficiais de polícia, dando início ao processo de esportivização,
desta prática, além disso é uma modalidade integrante do Rope Skipping, em
diversos momentos da sua história, percorreu caminhos distintos, principalmente nos
Estados Unidos (SATO, 2002).
No ano de 1969, o norte-americano Richard Cendali, nesta época jogador de
futebol americano ao cumprir parte de seu treinamento onde deveria pular corda por
um longo período de tempo, achando isso muito monótono e cansativo, começou a
inventar novas formas de tornar seus treinos mais agradáveis, explorando diferentes
manejos para brincar e saltar a corda.
Como professor de Educação Física, Cendali decidiu ensinar as suas ideias na
própria aula, aplicando o conteúdo Rope Skipping e usando diferentes saltos e
truques também deixando os seus alunos criarem formas de saltar a corda,
utilizando cordas grandes e pequenas.
Com excelente resultado obtido nas aulas, decidiu investir na formação de um
grupo para realizar apresentações em seu próprio país e por todo o mundo. Depois
de três anos foi fundado o primeiro grupo de Rope Skipping, “Skip Its”.
Em 1973 foi fundado a American Double Dutch League – ADDL(Liga Americana
de Double Dutch), uma liga formada por negros que divulga somente a prática da
modalidade Double Dutch.
Em 1983 foi criada a primeira organização internacional denominada
International Rope Skipping Organization–IRSO (Organização Internacional de Rope
Skipping) a qual incentivou a divulgação deste esporte para outros países, Suécia,
Inglaterra e Hungria foram os primeiros países fora da América a conhecerem o
esporte, seguidos pela Alemanha, Bélgica, França que se integraram ao esporte.
(SATO 2002).

2.2 O QUE É ROPE SKIPPING


O Rope Skipping é uma modalidade esportiva que nasceu nos Estados Unidos a
partir da sistematização da brincadeira de pular corda (MENDES, 2004), Foi uma
brincadeira do povo infantil tornando-se esporte hoje em dia. É muito praticado em
vários países da Europa, por crianças e adultos de diferentes sexos.
Está prática esportiva caracteriza-se pela realização de acrobacias, giros, saltos
e diversos movimentos da ginástica, tudo isso conciliado com saltos à corda, são
inclusos normalmente elementos de difícil execução por parte do praticante, é
também realizados truques com a corda tanto grande como pequena para
impressionar o público, em que coloca-se também uma música para que os alunos
executem os movimentos, realizando assim uma coreografia.
Existem várias manobras nos saltos seguindo uma sequência escolhida pelo
praticante e buscando melhorar a velocidade conforme conseguir. Também a forma
como a corda é batida e saltada no Rope skipping também varia muito, (Sato 2002,
p.10 apud Medes 2004 p. 12) descreve as três formas mais encontrada que são:

“Single Rope (Corda simples- quando a pessoa salta com apenas uma
corda), Chinese Wheel (roda chinesa – quando duas ou mais pessoas, cada
uma com uma corda , executam saltos combinados sobre a sua própria
corda, entretanto com uma ponta batida por ela mesma e a outra ponta por
outra pessoa), Double Dutch (Corda dupla holandesa – quando uma ou
mais pessoas saltam entre duas cordas normalmente grandes, batidas
alternadamente por outras pessoas que se defrontam”.

A partir dessas formas de batidas de corda e dependendo do nível da


criatividade e habilidade dos praticantes é possível desenvolver diversos saltos
combinados com os movimentos.
Na competição de Rope Skipping é avaliado alguns aspectos de criatividade,
sincronismo, ritmo e combinação de elementos executados durante a apresentação
denominando-se de performance, podendo ser individual ou em equipe, utilizando-
se apresentações a músicas assim formando uma composição coreográfica.
Para Sato (2002), na forma de competição individual ou em equipe há várias
provas específicas, nas provas individuais é avaliada a velocidade, dificuldade e
precisão de saltos e nas provas em equipes é valorizada a coordenação,
sincronismo e a criatividade. No Brasil ainda somos carentes para colocar em prática
de competição neste esporte, como ocorrem nos Estados Unidos e a Europa, mas
podemos citar brevemente algumas provas:
Segundo Mendes (2004), na prova de velocidade do individual, dentro de um
tempo estipulado o atleta salta a própria corda impulsionando-se alternadamente
com cada pé, como estivesse correndo no próprio lugar, como o atleta é muito veloz,
dificultando a contagem dos juízes, ficou permitido que para haver pontuação são
contados somente os toques que são realizados com o pé direito, facilitando o
trabalho dos árbitros, costuma-se fazer essa contagem eletronicamente por meio de
aparelhos que são colocados junto ao solo.
Existem outras provas de velocidade no individual que são saltos duplos ou
triplos; nos saltos duplos a corda precisa passar duas vezes debaixo do competidor,
cada vez que ele sai do solo, é também contado quantos saltos duplos são
realizados no período de trinta segundos e nos saltos triplos três vezes, sendo que
não importa o tempo e sim a quantidade de saltos realizados em seguida de erros.
São várias formas de saltar com corda individual e duas cordas longas;
(Double Dutch), uma delas é a partilha das cordas na Roda Chinesa, onde dois
participantes partilham a mesma corda para que todos pulem a corda longa. Como
efeito de competição apenas se contabilizam duas formas: corda individual (provas
de velocidade, resistência, potência, e freestyl4e5) e duas cordas Double Dutch
(provas de velocidade e freestyle).
Existem provas de velocidade em equipes, mas são realizadas com cordas
grandes6 (Double Dutch7), estas provas em equipes o que mais chamam a atenção
do público são as performances das apresentações, utilizando tanto as cordas
pequenas8 como as grandes9, acompanhada com músicas, estas apresentações o
que mais atraem são os movimentos acrobáticos e as demais manobras de difícil
execução com a corda, comparada a ginástica rítmica a avaliação assemelha-se
com a criatividade dos saltos e a perfeição dos movimentos e sincronismo da
equipe.
Em relação ao espaço físico pode praticar a modalidade em qualquer terreno
plano, livre sem saliências para evitar lesões, e de teto que seja alto para que a
corda não bata. Já o erro na execução de movimentos, manobras, truques e
acrobacias mais complexos torna o Rope Skipping um desafio a ser constantemente
superado. Em contrapartida, essa liberdade de movimentos presentes no universo
do brincar torna esta brincadeira democrática. A mistura da ingenuidade com o
desafiador, o tradicional com as (re)construções, faz com que o Rope Skipping seja
uma fascinante brincadeira e ao mesmo tempo, uma encantadora e complexa
modalidade esportiva e acima de tudo uma manifestação cultural. (PROJETO PÉ DE
MOLA, 2016).
Variações da modalidade: Corda Individual (Solo, Single Rope), Roda
Chinesa (Chinese Wheels), Corda Longa ou Corda Grande (Flor, Travel, Rainbow e
x), Corda Dupla (Double Dutch).

5
Freestyle: palavra derivada do inglês que significa estilo livre.
6
Cordas com comprimento aproximado 6m.
7
Double Dutch: palavra derivada do inglês que significa cordas duplas.
8
Cordas pequenas com comprimento aproximado 1.5 a 2.0 metros.
9
Cordas grandes com comprimento aproximado 3.0 a 6.0 metros
2.3 ROPE SKIPPING NO BRASIL
No Brasil o Rope Skipping surgiu através de uma Confederação Brasileira de
Double Dutch e Rope Skipping CBDDRS (cbddrs.org). Após o lançamento de um
filme americano, que aborda sobre o esporte double dutch, começou a aparecer
equipes da modalidade, e a qual podemos citar a equipe DDBR, formada em julho
de 2007 por nadadores, que praticavam double dutch antes e após os treinos. Em
outubro esse grupo se apresentou em um quadro do programa de televisão de
entretenimento, os quais foram premiados pela apresentação. Em janeiro de 2008 o
grupo “DDBR” apresentou junto aos atletas da Federação Americana de Rope
Skipping, nas convenções de uma empresa de refrigerantes, divulgando uma
promoção com a modalidade. Nas conversas e curiosidades sobre a modalidade, a
diretora executiva do Rope Skipping e o publicitário da empresa, falaram da
possibilidade do desenvolvimento do esporte no Brasil, da necessidade de uma
Confederação que regularizasse e organizasse as modalidades de corda no país. O
que despertou o interesse de Iara Ito, atleta do grupo “DDBR”. Em março de 2009 a
Confederação Brasileira de Double Dutch e Rope Skipping foi reconhecida pelo
Ministério do Esporte como a entidade organizadora das modalidades de corda no
país.
Atualmente no nosso país surgiram novos grupos que praticam o Rope
Skipping um dos mais renomados é o PÉ DE MOLA localizado em São Paulo
capital, sendo uma empresa que surgiu em 2008 é uma das equipes mais ativas e
conhecidas, que tem por objetivo a modalidade não somente para o esporte
competitivo e sim a forma cooperativa. As atividades desse grupo é divulgado por
meio das redes sociais, facebook, Twitter, Instagram, Google Plus e Youtube. O
público alvo dessa empresa são crianças até 12 (doze) anos e situação
socioeconômica, o projeto enfrenta uma certa resistência de aceitação entre
adolescentes e adultos, a melhor idade também adere à modalidade.

2.4 BENEFÍCIOS DA PRÁTICA ROPE SKIPPING


Tanto a pratica de Salto com corda quanto o ato de pular corda são
excelentes métodos para aptidão física, os quais são denominados de atividade
física mais completa. Um bom treino sistematizado leva ao desenvolvimento
cardiovascular e esquelético. Sendo assim numerosas organizações de saúde ,
como a American Heart Fundation, reconhecem os benefícios e o desenvolvimento
do salto com corda. Para Kalbyfleisch, numa referência ao médico Norte-Americano,
(Dr. Coper, 1992) a prática desta modalidade queima o triplo das calorias que uma
corrida (ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ROPE SKIPPING, 2013). Estudos
comprovam que dez minutos saltando corda correspondem a trinta minutos de
corrida e como é feita de forma aeróbica, contribui para a queima de gorduras. A
modalidade Rope Skipping ajuda também no combate de doenças do coração,
obesidade, osteoporose, e a diabetes do tipo II, ajuda ainda a desenvolver a
resistência cardiorrespiratória, agilidade, coordenação, resistência muscular,
aumenta o tônus muscular, flexibilidade, ritmo, equilíbrio, melhora a tomada de
decisão, o reconhecimento de talentos e dons como também desenvolve e propicia
uma melhor capacidade de trabalhar em equipe.

2.5 A CORDA OU ROPE SKIPPING COMO CONTEÚDO NA EDUCAÇÃO


FÍSICA ESCOLAR
Ao preparar o currículo da disciplina da Educação Física é necessário
preocupar-se na escolha dos conteúdos pois conforme os programas da disciplina e
os objetivos curriculares propiciam o desenvolvimento das capacidades dos alunos,
provavelmente lhes proporcionará o maior leque possível de experiências motoras.
A área das atividades rítmicas e expressivas é uma das quais assume especial
relevância, não só pela associação da música com movimentos motores, como
também pelo elevado teor estético e expressivo que esta modalidade proporciona.
Atualmente os jogos eletrônicos lideram na preferência entre crianças, jovens
e adultos, essa era digital resulta em muitas doenças crônicas e degenerativas,
como AVC, acidente vascular cerebral, a obesidade, osteoporose, problemas
cardiovasculares, diabetes, hipertensão entre outros doenças que estão cada vez
mais frequentes sendo fatores considerados responsáveis por problemas que
ameaçam a ser a grande epidemia do século XXI.
Dessa forma no pensar pedagógico deve ser um ato criativo e contextualizado
para atender às necessidades das crianças e adolescentes, embasado por uma
fundamentação teórica que possibilite promover a construção de aprendizagens
significativas, partindo de experiências praticas e objetivando o melhoramento da
socialização do mundo em que o aluno vive. Sendo assim essa intervenção
pedagógica apresentada está inserida dentro da proposta curricular, pois vem
contemplar a todos que atuam com as populações infantis, contribuindo para a
sistematização de atividades semanais nas próprias aulas de Educação Física.
Logo as atividades de corda são inseridas nas Diretrizes Curriculares
Nacionais, garantem a igualdade de acesso dos alunos em suas atividades,
proporcionando-lhes unidade e maior qualidade das ações pedagógicas na
preocupação com a formação destes. Em consonância deste contexto as
abordagens realizadas estão de acordo com as expectativas de aprendizagem pré-
estabelecidas, pois contém práticas educativas que favorecem a aquisição de
conhecimentos e atitudes para que o aluno presencie e apresente posturas
participativas.
Conforme Piccolo (1995), O principal papel do professor, através de suas
propostas participativas, é o de criar condições aos alunos para tornarem
independentes, participativos e com autonomia de pensamento e ação. Para que a
Educação Física faça parte deste cotidiano escolar ela deve considerar o aluno
como um ser social e visar seu desenvolvimento global.
Antes de começarmos a trabalhar o Rope Skipping na Escola, precisamos
entender as brincadeiras de corda que são populares difundidas na cultura
brasileira. A Educação Física pode aproveitar-se como ponto de partida o acervo
cultural adquirido pelos alunos, facilitando o desenvolvimento de atividades mais
elaboradas com cordas. Para Freire (1989), é preciso entender que as habilidades
motoras desenvolvidas num contexto de jogo (brincadeira), no universo da cultura do
aluno, de acordo com o conhecimento que ele já possui, poderá se desenvolver
melhor, pois o professor não precisa impor uma linguagem corporal estranha ao
grupo.
Corroborando o Rope Skipping é uma atividade com desafios intrínsecos, de
fácil acessibilidade pelo seu baixo custo operacional, como também a não
necessidade do uso de grandes espaços, logo esta modalidade pode ser incluída no
conteúdo escolar, visto que provavelmente contribuirá para o aumento do acervo
cultural do aluno, assim como integrar-se o conteúdo programático das aulas de
Educação Física para o Ensino Fundamental e Médio.

3 METODOLOGIA

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA


O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de caráter
qualitativo/exploratório/ pesquisa-ação onde foi utilizada metodologias estratégicas,
alcançando seus objetivos como a motivação e a apreciação de um esporte
diferente e inovado na escola. De acordo com MINAYO (1994), a metodologia
qualitativa, possibilita que se entenda a forma de vida das pessoas, não sendo
apenas um inventário sobre a vida de um grupo. As técnicas utilizadas permitem,
entre outras coisas, o registro do comportamento não verbal e o recebimento de
informações não esperadas, pois não seguem necessariamente um roteiro fechado,
percebendo como bem-vindos os dados novos, não previstos anteriormente,
pesquisa-ação segundo Cordeiro, (1999) apud Motta Roth; Hendges (2010, p. 114)
“A participação dos alunos, na análise e interpretação dos dados, que os resultados
podem influenciar a comunidade escolar, causando resultados solucionando
problemas detectados”. Já para VICTORA, (2000) essa abordagem também pode
ser integrada através da citação de Cauduro (2004, p.20) onde afirma que a
pesquisa qualitativa, são explorados “a fundo conceitos e atitudes, comportamentos,
opiniões e atributos do universo pesquisado, avaliando aspectos emocionais e
intencionais, implícitos nas opiniões dos sujeitos da pesquisa”, proporcionando, a
analise de todas as questões que envolvem a participação da família e escola no
projeto social esportivo. Levando em consideração o caráter dessa pesquisa,
podemos afirmar que houve a possibilidade de produzir nesse estudo, dados
relacionados à observação de comportamentos e atitudes dos alunos partindo e
respeitando suas opiniões em relação ao trabalho proposto.
No mundo globalizado hoje, e analisando a atual conjuntura da sociedade
percebe-se em nossa região que os alunos estão se desenvolvendo na inatividade,
nas vulnerabilidades e fatores de risco presente no dia a dia, mesmo com tantos
projetos existentes no colégio, podemos citar como exemplo: Projeto 5 e meia que
possui, Atletismo, futsal e Basquetebol ainda não atendem a todos que precisam,
havendo sim uma carência em atividade diferenciadas que os estimulem a relações
equilibradas e à busca de uma vida mais saudável.
É notório inicialmente que os alunos não demonstraram interesse e nem
muito contato com o material que foi utilizado na pesquisa, que pretendeu-se
promover a inclusão de um esporte que a grande maioria desconhecia nas aulas de
Educação Física para alunos do 7º (sétimo) ano do ensino fundamental, objetivando
motiva-los à prática de atividades físicas e motoras, a fim que adquirissem
consciência corporal e ainda proporcionando-lhes aos mesmos vivencias e
valorização de atividades culturais.
Com o decorrer do desenvolvimento do trabalho, os alunos perceberam a
importância dessa vivencia em utilizar um material que não é exorbitante, de fácil
acesso acima de tudo trabalhando com uma cultura corporal diferente entre eles
alunos, este objetivo foi a base deste projeto, fazendo com que estes tivessem a
autonomia, na emancipação e na igualdade das atividades realizadas com este
novo esporte na escola.

3.2 INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS


Em razão da aplicação de todo trabalho foi utilizada entrevista estruturada
para coletar informações sobre o conhecimento do aluno no esporte ROPE
SKIPPING. Dessa forma:

Entrevista Estruturada consiste em perguntas determinadas, isto é,


apresenta uma série de perguntas conforme um roteiro preestabelecido.
Este roteiro deverá ser aplicado a todos os entrevistados, sem alteração
do teor da ordem das perguntas, a fim de que se possam comparar as
diferenças entre as respostas dos vários entrevistados. (FONSECA, p.47).

Dado ao exposto para a autora, esse tipo de entrevista pode revelar


informações de forma mais livre e as respostas não estão condicionadas a uma
padronização de alternativas.

3.3 UNIVERSO DA PESQUISA


O Projeto de Intervenção: Rope Skipping: Manobras com cordas,
Trabalhando com uma nova modalidade esportiva na Escola, abrangeu 49
alunos com faixa etária de 12 (doze) a 15 (quinze) anos do 7º (sétimos) anos
divididos em duas turmas D e E, do Ensino Fundamental anos finais, do Colégio
Estadual Heráclito Fontoura Sobral Pinto – Ensino Fundamental e Médio,
localizado no município de Colombo, região metropolitana de Curitiba,. Todos os
participantes do Projeto foram informados preliminarmente da realização deste e
autorizadas pelos pais e responsáveis para participarem. Foi utilizada a quadra
poliesportiva, cordas de vários tamanhos, celular para música e filmagem, aparelho
de som e pendrives.
As informações foram coletadas em um período de aproximadamente 4
(quatro) meses, sendo 2 (dois) bimestres nas próprias aulas de educação física,
durante a implementação da produção didático-pedagógica desenvolvida pela
autora. Esta foi trabalhada com 6 (seis) unidades que abordam várias atividades
propostas para os professores da Rede Pública do Estado do Paraná.
Como instrumento de observação e coleta de dados foram utilizadas fotos,
filmagens, questionário, diálogos após as atividades sobre as dificuldades
encontradas durante as ações nas aulas. Esta pesquisa teve com o auxílio dos
exercícios planejados em forma diversificada na Produção Didática que foi o
Caderno Pedagógico, sendo que com cada uma, os alunos vivenciaram um novo
desafio de maneira cooperativa ao mesmo tempo socializando-os.

4 RESULTADO E DISCUSSÃO
Analisando o decorrer do desenvolvimento do projeto percebemos que os
alunos, tiveram uma estruturação nos movimentos motores e uma organização nas
coreografias definidas pelos próprios. Notou-se no rosto deles a satisfação em
conseguir fazer a ação, sendo que o pular ou saltar a corda é acompanhado por um
entusiasmo contagiante e ao mesmo tempo uma sensação de vitória pela conquista
do novo aprendizado e a satisfação em criação das atividades, sempre envolvendo a
cooperação e a solidariedade perante eles. Como diz SCHNEIDER, 2013:

“O aluno encontra tempo e oportunidades de buscar respostas e entender o


que passa no mundo perto e longe da sua realidade, através do
reconhecimento da sua cultura corporal, esses momentos no Projeto de
Intervenção servem de meio para a construção criativa e coletiva do
educando e constitui-se num importante dispositivo pedagógico para a
dinamização do processo ensino-aprendizagem” [...]

Após o período de coleta de dados das entrevistas estruturadas e das


observações realizadas através das atividades previstas, as práticas foram
digitalizadas e analisadas. Perante essas questões priorizou-se em trabalhar com a
análise de conteúdo, onde qualificou o retorno da coleta de dados para melhor
entendimento do pesquisador. BARDIN, 2002.
Diante das semelhanças das respostas, foi possível relatar através de
TABELAS o número (N) e a porcentagem (%) de respostas similares para cada
questionamento, separando as discussões dos resultados por questão analisada.
O projeto foi realizado como já citado com duas turmas de 7º (sétimos) anos,
7º Ano D com 26 alunos e 7º Ano E com 25 alunos.
Ficou explícito que a corda foi um grande fator motivacional do aluno na
participação do projeto Rope Skipping. Percebeu-se que a corda não é uma
atividade inserida nos anos finais dentro dos planejamentos das aulas dos
professores de Educação Física, mas a atividade com cordas é muito popular
perante aos alunos, pois fazem parte da cultura regional e além do mais fazem parte
do conteúdo programático do ensino fundamental anos iniciais. Na apresentação do
Projeto de Intervenção em que na primeira aula a maioria dos alunos relataram que:
“Nunca viram ou ouviram falar deste esporte”. Na I Unidade foi apresentada a
história do esporte, o esporte no Brasil, vídeos, imagens, assistiram o filme JUMPI’N
(2007) e, além disso, construíram a sua corda com material reciclável. Realizou-se
um pequeno questionário, para iniciar o projeto e para conhecimento das turmas.

TABELA 1 – QUESTÃO 1
VOCÊ TEM ALGUM CONHECIMENTO DO ESPORTE ROPE N %
SKIPPING?
7º ANO D
SIM 01 04
NÃO 25 96
7º ANO E
SIM 02 08
NÃO 23 92
Fonte: Dados coletados das entrevistas realizadas com os alunos/as durante a implementação da
produção didático-pedagógica nas aulas de educação física no período de fevereiro a julho de 2017.

Na II Unidade TRABALHANDO COM A COORDENÇÃO MOTORA, conteúdo:


pulando com cordas pequenas (Individual), foi trabalhado o ritmo, orientação espaço
temporal lateralidade e coordenação motora, sempre valorizando a experiência e a
criatividade do aluno. Os alunos realizaram as atividades com cordas pequenas,
trabalhando manobras individuais, em duplas e trios bem como em pequenos
grupos. Nas atividades com cordas pequenas os alunos ficaram mais próximos,
ajudando uns aos outros, deixando de lado a exclusão social, dessa forma não
conseguir fazer estava eliminado nestas atividades.
Relato de aluno: “Adorei fazer manobras com cordas pequenas, nunca me imaginei pulando
em grupo com cada um utilizando a sua corda”. (aluno integrante do projeto de intervenção).
Como a avaliação nesta atividade foi designado que cada grupo de alunos
realizassem as manobras com cordas pequenas as mais desafiadoras, finalizando
com uma pequena coreografia. Neste momento percebi que modificou o
relacionamento entre eles, os alunos que tinham mais facilidade ao diálogo, a
convivência no grupo buscavam o aluno mais quito e tímido para fazer parte do
grupo para realizar as atividades propostas, pois:
Segundo SCHNEIDER, 2013: “A corda apresenta uma qualidade diferente de
outras modalidades, pois consagram os indivíduos de todas as condições de vida,
principalmente aqueles que são marcados a uma exclusão social”.
Entretanto os aspectos sociais são estimulados e as atividades em grupos
cooperam para os desenvolvimentos relacionados à interação social.

TABELA 2 – QUESTÃO 2
COMO ERA O SEU RELACIONAMENTO COM OS COLEGAS N %
ANTES DO PROJETO?
7º ANO D
BOM 23 88
LIMITADO AO DIÁLOGO – ALUNO TÍMIDO 03 12
7º E
BOM 22 88
LIMITADO AO DIÁLOGO – ALUNO TÍMIDO 03 12
Fonte: Dados coletados das entrevistas realizadas com os alunos/as durante a implementação da
produção didático-pedagógica nas aulas de educação física no período de fevereiro a julho de 2017

Nesta questão, podemos notar a importância da socialização nas atividades


de Rope Skipping, o diálogo e o companheirismo são elementos fundamentais
dentro do desenvolvimento das aulas e cada atividade durante o processo de
evolução do projeto.
Levando em consideração este fato é de suma importância os professores de
Educação Física refletirem e aplicarem essas atividades colocando-as como
componente curricular, já que a corda é um simples objeto que pode ser importante
nas nossas aulas, pois ao termino do projeto percebeu-se que a falta de respeito, as
agressões verbais começaram ficar mais distantes, resultando uma maior e melhor
aproximação dos professores com os alunos.
Para Vygotsky, o conceito de interação social e de mediação é ponto central
do processo educativo. Segundo o autor, esses dois elementos estão intimamente
relacionados ao processo de constituição e desenvolvimento dos sujeitos. O trabalho
do professor é de suma importância já que ele exerce o papel de mediador da
aprendizagem do aluno. Claro que é muito importante para o aluno a qualidade de
intervenção exercida pelo professor, pois desse processo dependerão os avanços e
as conquistas do aluno em relação à aprendizagem na escola.
Já na III Unidade TRABALHANDO COM CORDAS GRANDES – VOLTANDO
À INFÂNCIA: Nesta ação vivenciamos diversos ritmos de pular com a corda
grande; foram desenvolvidas atividades folclóricas, utilizando músicas conhecidas
por gerações de brincadeiras cantadas e brincadeiras de cordas. Trabalhamos com
as capacidades de concentração na criação de movimentos nos saltos. Nossos
alunos estão na fase da pré-adolescência, na puberdade, no entanto não devemos
esquecer que estão saindo da infância portanto:

“Adolescência é o período de transição entre a infância e a vida adulta,


caracterizado pelos impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional,
sexual e social e pelos esforços do indivíduo em alcançar os objetivos
relacionados às expectativas culturais da sociedade em que vive. A
adolescência se inicia com as mudanças corporais da puberdade e termina
quando o indivíduo consolida seu crescimento e sua personalidade, obtendo
progressivamente sua independência econômica, além da integração em
seu grupo social.” (EISENSTEIN 1999).

Realmente os alunos lembraram muito das brincadeiras com cordas, que


realizavam no Ensino Fundamental dos anos iniciais e brincadeiras que faziam com
seus colegas em casa e na rua, foi uma volta ao passado, em consonância a ideia
de pular corda é umas das brincadeiras mais populares e divertidas da infância.
Pular corda é um enorme exercício físico, ideal para a saúde e os momentos de
diversão das crianças. SCHNEIDER, 2013.
Nesta unidade os alunos também realizaram as atividades relembrando e
criando novas brincadeiras com cordas, sendo que a avaliação foi a criatividade e
organização dos grupos envolvidos no projeto.
Relato de alunos: “Como eu gostava de pular corda;” “Como foi bom lembrar dessas
brincadeiras;” “Lembrei-me de quase todas as brincadeiras com cordas;” “Foi um máximo passar
zerinho” (alunos integrantes do projeto de intervenção).
No quadro a seguir mostra como as brincadeiras com cordas estão esquecidas entre
os nossos alunos:

TABELA 3 – QUESTÃO 3
VOCÊ COSTUMA A BRINCAR DE PULAR CORDA? N %
7º ANO D
SIM 06 23
NÃO 20 77
7º E
SIM 10 40
NÃO 15 60
Fonte: Dados coletados das entrevistas realizadas com os alunos/as durante a implementação da
produção didático-pedagógica nas aulas de educação física no período de fevereiro a julho de 2017

Acredita-se que é dever e de suma importância o professor resgatar


brincadeiras antigas, pois nossos alunos estão na vulnerabilidade da Era da
informatização, deixando de lado as atividades que realmente trabalha com o corpo.
Com avanços da modernidade, atualmente as brincadeiras e os brinquedos infantis
estão cada vez mais voltados à tecnologia, sabemos da necessidade da
aprendizagem do uso de tais aparelhos tecnológicos, porém, gostaria de enfatizar
sobre a importância de resgatar estas atividades que muitas vezes no Ensino
Fundamental anos finais não são trabalhadas mais, caindo no esquecimento.
Na IV Unidade - TRABALHANDO EM GRUPO - CORDA PEQUENA X
CORDA LONGA GRANDE - os alunos aprenderam de forma cooperativa de como
pular corda pequena juntamente com a corda grande trabalhando em duplas, trios
ou em pequenos grupos; desenvolvendo as capacidades de concentração na
criação de movimentos nos saltos, foram realizados muitos desafios, pulando com
várias pessoas dentro com várias cordas ao mesmo tempo, chamados de arco-íris.
Relato de alunos: “Nossa como é show pular várias cordas ao mesmo tempo, adorei.” “Pensei
que não fosse conseguir fazer essas manobras.” “A professora foi bem paciente com o nosso grupo.”
“Nunca pensei que poderia pular com tantas cordas ao mesmo tempo”. “Nunca vi isso”. (alunos
integrantes do projeto de intervenção)
Como avaliação desta atividade foi analisada a criatividade, ritmo e a
cooperação dos alunos de cada grupo. Todos conseguiram realizar as atividades
propostas.
Na V Unidade - TRABALHANDO EM GRUPO - Corda Longa (grande), foi a
unidade mais desafiadora, trabalhamos somente com desafios de cordas grandes,
cordas em forma de X, onde os alunos pulavam ao meio deste X, várias cordas
batendo ao mesmo tempo e ritmo, na qual os alunos tiveram que passar correndo
entre elas, outra manobra muito chamativa é o triângulo, 3 (três) alunos batendo 2
(duas) cordas cada um ao mesmo tempo, cada grupo de alunos entrariam na corda,
pulavam e sairiam para pular a outra corda seguinte, dando voltas, entre outras
atividades com cordas grandes, percebeu que mais chamou a atenção deles foi a
corda dupla, a famosa double dutch, estes tiveram o prazer de saber o bater as
cordas com as duas mãos ao mesmo tempo e no mesmo sentido.
Relato de alunos: “Nunca me imaginei pulando 2 ou mais cordas grandes ao mesmo tempo.” “Que
show essa atividade.” “Sou quase um atleta do Rope Skipping.” “Amei esta atividade”. “Nunca mais
vou esquecer isso”. (Alunos integrantes do projeto de intervenção).

TABELA 4 – QUESTÃO 4
JÁ PULOU COM DUAS OU MAIS CORDAS AO MESMO TEMPO, A N %
CORDA DUPLA A DOUBLE DUTCH?
7º ANO D
SIM 00 00
NÃO 26 100
7º E
SIM 00 00
NÃO 25 100
Fonte: Dados coletados das entrevistas realizadas com os alunos/as durante a implementação da
produção didático-pedagógica nas aulas de educação física no período de fevereiro a julho de 2017

Ao analisar o quadro acima podemos notar que ninguém conhecia essas


atividades, foi muito bom fazer essa intervenção com estes alunos a aceitação foi
100%. Por estas razões acredito que o projeto de Intervenção Rope Skipping:
Manobras com cordas, trabalhando com uma nova modalidade esportiva na
escola foi um sucesso, tanto para os alunos como para a escola em geral.
E na VI Unidade - CHEGOU A HORA DA APRESENTAÇÃO - “O GRANDE
FESTIVAL” - Conteúdo: Escolhendo as manobras, aprendidas nas aulas de
Educação Física em que fizeram a própria coreografia, com muita motivação para a
criação das manobras. Após a escolha os alunos se apresentaram para a família,
alunos, professores e funcionários do Colégio Heráclito, comunidade escolar em
geral
Em razão do sucesso da apresentação fica claro que o esporte nas aulas de
Educação Física deve estar segundo KUNZ apud DARIDO E RANGEL (2005)
pedagogicamente transformado, esporte escolar tem como pressuposto o aspecto
de servir ao desenvolvimento cognitivo, afetivo e motor, e à construção do
conhecimento. Nós educadores precisamos permitir que os alunos encontrem novos
métodos de diversão e aprendizagem, por esse fator precisamos inovar os
conteúdos da Educação Física escolar.
Como finalização, do processo da participação dos alunos a tabela seguinte é
sobre os sentimentos, qual foi o sentimento que o aluno teve no final do projeto?
Podemos notar que o resultado abaixo equivale de alunos do colégio de uma
periferia do município de Colombo, onde o lazer é escasso na região, o sentimento
medo ficaram para os alunos que não acreditavam no seu potencial, pois saltar ou
pular corda dupla ou até mesmo em 3 cordas ao mesmo tempo era impossível para
eles.

TABELA 5 – QUESTÃO 5
SOBRE O ESPORTE TEVE ALGUM SENTIMENTO A SUPERAR? N %

7º ANO D 26
MEDO 07 27
TIMIDEZ 14 54
OS DOIS 03 12
NENHUM 02 07
7º ANO E 25
MEDO 00 00
TIMIDEZ 00 00
OS DOIS 23 92
NENHUM 02 08
Fonte: Dados coletados das entrevistas realizadas com os alunos/as durante a implementação da
produção didático-pedagógica nas aulas de educação física no período de fevereiro a julho de 2017.

Para Axia, 2003. “O medo apresenta reações que são acompanhadas de


modificações fisiológicas claras. Por outro lado, o medo ativa a expressão motora
das emoções”.
Segundo Bichels, 2014: “A timidez está acompanhada de emoções como o
medo e o embaraço. É considerada como uma espécie de vergonha com base em
certas características do comportamento”.
Alguns relatos dos alunos/as: “Meu maior medo era errar na frente da turma inteira, ou da
escola inteira e passar muita vergonha na frente deles”... “Nunca fiz atividades com cordas desse
jeito, pensei que não iria pular com 3 cordas ao mesmo tempo, sendo a corda dupla e outra no meio.
“Medo eu nunca tive, mas ficava apreensivo quando vinham outras turmas ver a gente pular as
cordas na quadra”. “Gostaria realmente de praticar esse esporte, competindo e ganhando medalhas”.
”. Alunos integrantes do projeto de intervenção. (Alunos integrantes do projeto de
intervenção) Corroborando para AXIA.
A timidez está acompanhada de emoções como o medo e o embaraço. É
considerada como uma espécie de vergonha com base em certas características do
comportamento. BICHELS 2014.
Acredito que essa atividade alterou os comportamentos dos alunos que
tinham medo e vergonha, primeiramente precisamos perceber que eles estão na
fase da pré-adolescência e adolescência e neste período o ser humano está numa
modificação no corpo notório e relevante, por este motivo cabe a nós professores
trabalharmos com estes sentimentos, sempre motivando-os, que são capazes de
realizar as atividades propostas do esporte ROPE SKIPPING.
Dado ao exposto espera que este estudo possa contribuir para os
profissionais de Educação Física que experimentem trabalhar com projetos
diversificados dentro da disciplina. O Rope Skipping é uma nova modalidade
esportiva, que pode ser trabalhada em forma competitiva ou cooperativa, ficando a
critério do professor, sendo a corda é um material simples e barato e todos podem
ter acesso a este material. Pressuponho que novos estudos nesta área poderá
corroborar no que diz respeito em alterar o cotidiano escolar, nos conteúdos que são
trabalhados com nossos alunos que certamente propiciarão novos desafios
resultando em uma aprendizagem significativa que provavelmente despertará o
interesse dos educandos.
Portanto a principal contribuição neste trabalho é promover discussões do
redirecionamento das aulas de Educação Física. Espera-se que a partir deste
repensem em suas práticas e seus enfoques, trazendo novas ideias para conteúdo
nas aulas de Educação Física.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente projeto Rope Skipping: Manobras com cordas, trabalhando
com uma nova modalidade esportiva na escola, desafia professores de Educação
Física do Estado do Paraná à modificar em seus planejamentos, trabalhando com
outros projetos para que não tenham assim receio de elaborar atividades que
desafiem educandos a novas práticas e assim transmitir conhecimento novo e
diferente, promovendo em suas aulas aprendizagens significativas .
Esta proposta defende a ideia que atualmente é preciso oportunizar dentro do
ambiente escolar um meio de criar e recriar diferentes situações de aprendizagens e
ainda proporcionar uma atividade de qualidade que seja atrativa dentro do conteúdo
escolar.
Dessa forma o Projeto de Intervenção apresenta diferentes atividades com
cordas pequenas e grandes, onde os alunos vivenciaram e experimentaram
benefícios decorrentes da cultura do movimento, percebendo o significado das
diversas manifestações culturais dos movimentos, como também resgataram a
prática do passado do pular corda, uma brincadeira praticada por muitos e
esquecida atualmente.
Portanto entende-se que este trabalho contribuiu e irá contribuir com a
aprendizagem dos alunos de forma significativa, levando em conta seus interesses,
necessidades e características específicas. No contexto da Educação Física, os
conhecimentos construídos fortaleceram valores e ampliaram o significado da
disciplina.
Ao analisar o decorrer de todo trabalho é possível afirmar o quanto é
importante a pesquisa, a leitura e o intercâmbio com outros colegas de profissão,
para que possamos realizar um excelente projeto, onde resulta em grande
envolvimento e aceitação perante os alunos.
Levando em consideração esse aspectos, propõe-se que sejam tomadas
novas condutas perante aos professores para que possam aplicar este projeto, sem
receio de não conseguir demonstrar o movimento, obtendo sim uma nova visão das
ações pedagógicas e educativas deste material com o objetivo de difundir valores
positivos aos seus alunos e ofertar oportunidades de se desenvolverem e
compreenderem as suas habilidades acreditando na aprendizagem significativa por
meio deste novo esporte Rope Skipping: Manobras com cordas, trabalhando
com uma nova modalidade esportiva na escola e que como educadores
possamos ser capazes de buscar e transmitir novos conhecimentos.

6 REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE ROPE SKIPPING, 2012; www.aprs.pt.
Acesso em 21 de abril de 2016 às 15:30 horas.

AXIA, Giovanna. A timidez: um dote precioso do patrimônio genético humano.


São Paulo: Paulinas: Loyola, 2003. – (Coleção para saber mais; 3).

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2002.

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Produção PDE 2014.

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Sinodal, 1994.

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MINAYO, Maria Cecília de Souza (Org.). Pesquisa Social: teoria, método e


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