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INSTRUÇÃO TÉCNICA

PARA O PRODUTOR DE LEITE


ISSN NO 1518-3254

Sustentabilidade da Atividade Leiteira

17 Formação e utilização de pastagem


de capim-elefante
Fermino Deresz, Antonio Carlos Cóser e Otto Luiz Mozzer
Embrapa Gado de Leite

O capim-elefante é uma gramínea que apresenta elevadas produções de forragem de alta qualidade desde
que manejado e adubado convenientemente. É palatável, apresentando boa resistência à seca, a doenças e a
pragas (exceto ataque de cigarrinhas) e adapta-se à maioria dos solos e climas do Brasil. É utilizado com muito
sucesso para pastejo rotativo. Devido à alta produção de forragem, proporciona elevadas produções de leite
ou carne por animal e por área. Sob condições de pastejo pode suportar de quatro a sete vacas por hectare,
com suplementação volumosa na época seca do ano e suplementação concentrada quando a produção de
leite por vaca/dia for acima de 10 a 12 kg/dia, desde que haja disponibilidade de pasto à vontade. Para que
haja um bom estabelecimento da pastagem de capim-elefante, deve-se considerar os seguintes pontos:

FORMAÇÃO DE PASTAGEM: Pasto deve ser cultivado, como se cultiva milho, soja etc. Quanto maior os
cuidados na formação e manutenção de uma pastagem, maior o retorno em produtividade.
ESCOLHA DA ÁREA: O capim-elefante deve ser plantado em áreas planas bem drenadas ou em meia-encosta
mecanizável, de preferência próximo ao curral de manejo. Quando for utilizado para vacas em lactação, ele
deve ficar próximo do curral. Solos muito argilosos ou rasos devem ser evitados.
ANÁLISE DO SOLO: Fazer amostragem representativa da área a uma profundidade de 0 a 20 cm. Os resultados
obtidos permitirão recomendar calagem e adubação racionalmente.
CALAGEM: Se necessário, o calcário deve ser distribuído e incorporado por meio de gradagem com 60 a 120
dias de antecedência ao plantio.
PLANTIO: Deve ser feito em sulcos espaçados de 50-70 cm e com profundidade de 20-30 cm. Colocar
sempre que possível duas fileiras de colmos e cobrir com 10 cm de terra. Ex.:

ADUBAÇÃO DE PLANTIO: O adubo fosfatado deve ser aplicado de uma só vez no fundo dos sulcos por
ocasião do plantio. O nitrogênio e o potássio serão aplicados em cobertura após o pastejo de uniformização
ou, se for preciso, quando a planta atingir em torno de 60 cm de altura.
MUDAS: As melhores mudas devem ser maduras, bem desenvolvidas e terem acima de 120 dias de idade, as
quais vão gerar plantas vigorosas. Com 1 ha de mudas, em geral, formam-se 6 ha de pasto com espaçamento
de O,5-0,7 m.
CÁLCULO DA ÁREA: A área da pastagem a ser formada é em função do número de vacas ou garrotes (UA/
ha) e da taxa de lotação recomendada.
PIQUETES: A Embrapa Gado de Leite recomenda dividir a pastagem em 11 piquetes de área semelhante, de
forma a permitir um período de ocupação de três dias em cada piquete, com descanso de 30 dias.

Piquetes 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Período de ocupação/piquete 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias 3 dias
CERCAS: As divisões internas podem ser feitas com cerca elétrica, com um só fio de arame liso na altura de
1 m com suportes distanciados de 10 a 15 m, ou com cerca fixa. Os esticadores são colocados a 50 m ou
mais um do outro. As cercas de contorno devem ser de arame farpado. A fonte de energia pode ser a elétrica,
por meio de bateria ou energia solar. Caso haja necessidade de corredor, este deve ter uma largura em torno
de 4 m com cerca fixa.
MANEJO DA PASTAGEM: Começa com o pastejo de uniformização visando formar um gradiente de crescimento
diferenciado dos piquetes, o que deve ser feito quando o capim atingir 1,00 m de altura, rebaixando-o até 60-
70 cm. Evitar o superpastejo.
ALTURA DO PASTO NA ENTRADA: Os animais devem entrar no piquete quando o capim estiver com altura
de 1,70 a 1,80 m.
SAÍDA DO PASTO: Os animais devem sair do piquete quando este atingir em torno de 1,00 m de altura do
capim, levando-se em conta o desfolhamento da pastagem. Deve-se deixar um resíduo de 15 a 20% de folhas,
para permitir uma rebrota mais rápida. Normalmente não há necessidade de podar o capim após a saída dos
animais dos piquetes. Se sobrar capim após os três dias de pastejo, recomenda-se fazer um repasse.
ÁGUA E SOMBRA: Não há, obrigatoriamente, necessidade de água e sombra em todos os piquetes. O
bebedouro, o sal mineral e a sombra devem ficar, de preferência, no curral de manejo.
SUPLEMENTAÇÃO NA SECA: A pastagem de capim-elefante reduz sua produção de forragem na época seca,
sendo necessário suplementar os animais com volumoso. Silagem de milho ou sorgo, feno, cana-de-açúcar
com 1% de uréia e forrageiras de inverno, como aveia e azevém, são alternativas utilizadas, além do concentrado
quando necessário.
OUTRAS GRAMÍNEAS: Além das cultivares de capim-elefante, como Napier, Pioneiro e Taiwan, outras
forrageiras, como Colonião, Tanzânia, Mombaça, Vencedor, Estrela Africana, Pangola, Setária, Tifton, Braquiárias
etc., podem ser utilizadas sob pastejo rotativo.
PRODUÇÃO: Resultados de pesquisa têm mostrado produções de leite entre 12 e 14 kg/vaca/dia, na época
chuvosa, sem suplementação concentrada, com uma taxa de lotação de cinco vacas por hectare. Ganhos de
peso de O,7 a 1,0 kg/cabeça/dia, podem ser obtidos durante a época das chuvas usando-se animais de recria.
CUSTO DE FORMAÇÃO: Para formar 1 ha de pasto, gasta-se o equivalente a 3.000 a 3.500 litros de leite.
Esse valor inclui preparo da área, aração, gradagem, calagem, adubação e cercas.
RETORNO ECONÔMICO: Considerando-se uma produção de 12 kg/vaca/dia e diferentes taxas de lotação nas
pastagens, durante a época chuvosa, pode-se chegar a diferentes produtividades por área, como no exemplo
abaixo:
3 vacas/ha x 6 kg/dia x 180 dias = 3.240 kg/ha
3 vacas/ha x 12 kg/dia x 180 dias = 6.480 kg/ha
4 vacas/ha x 12 kg/dia x 180 dias = 8.640 kg/ha
5 vacas/ha x 12 kg/dia x 180 dias = 10.800 kg/ha
6 vacas/ha x 12 kg/dia x 180 dias = 12.960 kg/ha
CONCLUSÃO: Como se vê no exemplo acima, a produção de três vacas/ha de 6 kg/dia, durante 180 dias, é
suficiente para pagar o custo de formação de 1 ha do pasto já nos primeiros 180 dias, considerando o
equivalente a 3.000 kg de leite para a formação do pasto. Usualmente, o custo de 1 kg de matéria seca neste
sistema de produção é de R$0,04. Admitindo-se um consumo de 12 kg/vaca/dia de matéria seca, isto significa
um custo de R$0,48. Da mesma forma, a produção de 12 kg de leite a R$0,30/kg resulta em uma receita
diária de R$3,60/vaca.

Embrapa Gado de Leite


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Dezembro/2000 – Tiragem: 5.000 exemplares