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GABARITO DE EXERCÍCIOS G2 – DIREITO CONSTITUCIONAL I / MONITORA MELL BEZENOVER

1. A afirmação está incorreta, visto que é possível sim transformar a antiga constituição em lei
complementar, a qual estará vigente a partir da promulgação da nova constituição. Isto porque, o poder
constituinte originário é supremo e ilimitado (princípios da supremacia e ilimitação do poder constituinte
originário), de modo que caso a Assembléia Nacional Constituinte assim entenda, a Constituição anterior
poderá transformar a antiga constituição – no todo ou em parte – em lei complementar, acarretando o
que chamamos de fenômeno de DESCONSTITUCIONALIZAÇÃO. Vale ressaltar, que, na prática, tal
fenômeno raramente ocorre, visto que a idéia de se criar uma nova constituição é justamente inaugurar
uma ordem jurídica, política e social que rompa completamente com os ditames da constituição anterior.

2. O fenômeno da mutação constitucional é alteração da interpretação do texto constitucional, sem


alterar-se o texto constitucional propriamente dito. Tal técnica é de prerrogativa exclusiva do STF, sendo
certo que o limite para sua utilização é a interpretação gramatical do texto constitucional em questão. Ou
seja, não é permitido, via mutação constitucional, dar à norma constitucional interpretação
completamente divergente do enunciado gramaticalmente pelo texto constitucional.

3. A fundamentação está incorreta, visto que o art. 5º, XIII, da CF, trata-se de norma constitucional de
eficácia contida, ou seja, é possível (não obrigatório) que norma infra-constitucional (Estatuto da
Advocacia) venha a restringir e regular os seus efeitos. Isto porque, seria completamente inviável que
qualquer pessoa se tornasse advogado, dentre outras profissões, sem o mínimo de regulamentação, o que
torna o referido artigo uma norma de eficácia contida que permite a sua restrição e regulamentação.

4. O referido artigo se trata de Norma de Eficácia Limitada Institutiva (ou de princípio institutivo). Assim,
a norma em questão não produz todos os seus efeitos assim que a CF é promulgada, uma vez que para
tanto é necessária a aprovação de lei que a regulamente. O art. 32, §6º, em específico, além de ser uma
Norma de Eficácia Limitada, possui o caráter institutivo, visto que através dele o poder constituinte instituiu
algo – no caso a utilização pelos estados e DF de suas polícias militar e civil e corpo de bombeiros militar –
tomando uma decisão política. Dessa forma, o constituinte por meio do artigo em referenciam tomou uma
decisão política de instituir as polícias militar e civil e corpo de bombeiros militar, dos estados e DF, no
entanto deixou a sua regulamentação para ser feita pelo legislador ordinário.

5. O erro de Flavinho B. está justamente em sua afirmativa de que o poder publico estaria omisso
quanto a criação de um Tribunal. Isto porque, o art. 125 § 3º se trata de uma norma eficácia limitada
institutiva facultativa, de modo que o poder constituinte tomou a decisão política de facultar aos estados
a criação de uma justiça militar, na qual o segundo grau de jurisdição poderia ser exercidos tanto pelo
Tribunal de Justiça do estado, quanto por um Tribunal Militar. Ou seja, o estado do Rio de Janeiro não
possui a obrigação de criar um Tribunal Militar, ele pode ou não cria-lo, de acordo com a norma
constitucional, de maneira que o poder píblico carioca não pode ser chamado de omisso quanto a esse
aspecto.

6. C

7. Questão mal formulada - no entanto, há de se dizer que a hermenêutica constitucional ganhou nova
roupagem após os horrores da 2a Guerra Mundial, pois percebeu-se que os métodos de interpretação
baseados na análise fria da lei dava ensejo para que atos de extrema violação à dignidade humana fossem
praticados dentro de um Estado de modo completamente legítimo (no sentido stritu de legitimidade, de
atuação nos limites da lei). Assim, após a 2ª GM foram criados os métodos de hermenêutica pós-
positivistas, os quais não apenas buscavam a simples subsunção da lei ao caso concreto, mas que
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inauguram uma interpretação preocupada com a realidade social e política do país em consonância com
os princípios universais que resguardam a dignidade humana e os direitos fundamentais como um todo.

8. Para Dworking, a diferença entre regra e princípio é qualitativa. Assim, regra é uma norma que
incorpora um comando do tipo "tudo ou nada", a qual tem aplicação em sua totalidade quando ocorrer a
hipótese de sua incidência no caso concreto, ou as situações que excepcionam a sua aplicação. Já os
princípios possuem natureza muito diversa, os quais são uma "dimensão de peso" que incide em cada caso
concreto de uma forma diferente, não sendo possível prever como os princípios serão aplicados. Ou seja,
em relação aos princípios é necessário a análise do caso em si para que se identifique como será feita sua
aplicabilidade e a sua eventual ponderação - em caso de choque entre princípios - e as regras são comandos
que terão sempre previstas a hipótese do caso concreto na qual ela incidirá.

9. O preâmbulo da constituição federal não tem força normativa, o qual apenas serve como introdução
ao texto constitucional propriamente dito, o qual se trata de mera instrução de como interpretar a CRFB.

10. Para Peter Häberle a sociedade fechada é composta pelos doutores da lei, os quais seriam os juízes,
doutrinadores e juristas no geral.

11. Para Peter Häberle um Estado democrático é composto por duas sociedades, pois nele todos podem
interpretar a constituição: tanto os integrantes da sociedade fechada (juízes e juristas no geral) quanto os
componentes da sociedade aberta (pessoas leigas e sociedade no geral). Assim, a hermenêutica
constitucional não está adstrita aos “conhecedores do direito”, de modo que o povo como um todo pode
interpretar a constituição a fim de ser ouvida e influenciar a sociedade fechada, antes que esta interprete
definitivamente a constituição, nos momentos de tomada de decisão jurídica.

12. O método americano não interpretativista, se trata de método de interpretação constitucional que
enxerga a constituição como uma obra viva que muda com a sociedade e com o tempo. Ou seja, de acordo
com esta vertente, a constituição, sem romper com suas bases fundamentais, deve ser interpretada de
forma consoante com as mudanças sociais, sem deixar a hermenêutica constitucional eternamente com
olhos do passado.

13. De acordo como o posicionamento do STF, não há hierarquia entre normas constitucionais, visto que
a constituição federal é suprema e una, de modo que todas as normas constitucionais – sejam emendas ou
normas originárias – estão, em princípio, dispostas igualmente e harmonicamente dentro da constituição.
Veja-se, é possível declarar a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional, o que indica um conflito
aparente entre normas constitucionais, no entanto, tal fator não indica uma hierarquia entre normas
constitucionais originárias e emendas, visto que a norma considerada inconstitucional (emenda) desde sua
criação já era nula, sendo certo que a declaração de inconstitucionalidade, como o próprio nome diz,
apenas declara a inconstitucionalidade e nulidade que sempre existiu junto àquela norma. Ou seja, a
constituição sempre será suprema e una, o que não impede que algumas de suas emendas nasçam eivadas
de nulidade.

14. A decisão do STF, no caso em tela, feriu o princípio da proporcionalidade (razoabilidade), visto que a
ponderação entre direitos fundamentais realizada no âmbito do referido julgado foi completamente
desproporcional. Veja-se, no presente caso estamos falando em suma do direito à informação e dos
direitos de liberdade de expressão, de modo que a disseminação frequente de fake news fere o direito à
informação dos indivíduos, visto que essas mentiras propulsionadas em massa geram uma verdadeira
desinformação geral da população, muitas vezes distorcendo a realidade. No entanto, suspender
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completamente o uso de uma das maiores plataformas virtuais de comunicação seria uma verdadeira
pecha ao direito da liberdade de expressão e, até mesmo, do próprio direito à informação, visto que a o
whatsapp não é por si só uma “máquina de fake news”, sendo também utilizado para a promoção de
informações e notícias verdadeiras. Assim, a decisão do para que tivesse sido razoável, ela deveria ter
seguido os 3 subprincípios da razoabilidade/proporcionalidade, de modo que deveria ter sido indicada a)
a necessidade de se sacrificar um princípio em detrimento de outro para que o problema fosse sanado, b)
a adequação ao caso concreto, demonstrando que a solução dada na decisão se adequa da melhor forma
possível ao caso concreto e a c) proporcionalidade em sentido estrito, de modo que a decisão deixasse
claro e explicasse o porquê naquele caso concreto foi fundamental que um principio teve de prevalecer
perante um segundo princípio (ambos igualmente importante e merecedores de proteção).

15. Está incorreta dizer que a União é soberana, pois ela é apenas um ente federativo do Estado
Brasileiro, que não está acima hierarquicamente dos demais entes federativos (estados e municípios), de
modo que a União apenas representa a federação no campo internacional. Veja-se, quem é soberano é o
Estado Brasileiro, sendo certo que esta soberania do Estado não está presente em nenhum dos entes
federados que dele fazem parte. A união, estados e municípios tem uma parcela de autonomia, visto que
possuem auto-organização, auto-governo e auto-administração, que jamais se confundem com a soberania
do Brasil (país).

16. A afirmação não procede, visto que o DF é um ente federativo que conjuga a autonomia interna que
possuem os estados e municípios, de modo que tanto questões de caráter local – competência municipal
–, como questões de caráter residual – competência estadual – estão dentro da sua seara de auto-
organização. Afinal, o DF está a apto a legislar tanto em relação as questões de direito local – como é o
caso em tela, que se legislou a respeito da pesca no rio localizado no DF – quanto em relação às questões
residuais, uma vez que cumula a competência de atuação dos estados e municípios.

17. Não seria possível que o estado de Pernambuco legislasse a respeito dessa matéria, uma vez que de
acordo com a repartição de competências legislativas prevista constitucionalmente, a União é o ente
federativo responsável por legislar em matéria de direito penal (art. 22, I, CRFB).