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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

POLITICAS SOCIAIS INTEGRADAS

FERNANDA DE SOUZA FERREIRA

TRABALHO DA DISCIPLINA DE

Goiânia-GO
2017
O presente trabalho visa sintetizar de forma sucinta e analítica o
artigo “As desigualdades no Brasil “do autor Aldo Musacchio, publicado por:
Harvard Business Publicado em 2011.Versão: 12 de maio de 2011 .Este artigo foi
autorizado para uso com fins educacionais somente para Universidade Estácio
de Sá. O tema da desigualdade no Brasil só pode ser compreendido à luz da
especificidade de nosso processo de modernização. Isso significa dizer que a
determinação do peso específico da variável desigualdade social exige um
quadro de referência teórico amplo, inclusivo e totalizador. A construção, ainda
que tentativa, dessa síntese, exige resgatar o debate brasileiro acerca dessa
questão em meados do século passado. Defende-se aqui que o problema da
classe social tem sido injustamente relegado no contexto do debate acerca da
singularidade de nossa desigualdade.

AS DESIGUALDADES NO BRASIL
O Brasil entrou no século vinte, primeiro com uma economia estável
e um regime democrático testado. Poucos brasileiros estavam satisfeitos, mas
a maioria estava inspirada nos triunfos e perspectivas de seus países. O
governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) domesticou a
inflação na década de 1990, mas o estado da moeda nacional ainda estava
sujeito a choques externos e continua a convidar um forte debate político duas
décadas depois. Os brasileiros preocupam-se com a economia, a taxa de
inflação e a volatilidade do real. Eles continuam a ser segregados por um
legado notório de renda e desigualdades raciais, juntamente com a corrupção
flagrante que prejudicava o estado de direito.
A esperança era fortalecida com projetos onde o país sediaria a
Copa do Mundo de futebol de 2014, os Jogos Olímpicos de 2016.A
participação desde 2003 ao grupo de mercados emergentes de grande
desempenho que Goldman Sachs chamou de “BRIC” (Brasil, Rússia, Índia e
China). Goldam previra que o BRIC seria o maior bloco econômico do mundo
até 2050. O que une o Brasil é o futuro, mas os brasileiros estão divididos
sobre a melhor maneira de chegar lá.
2010 foi um ano de avanços sociais no Brasil. Foram tomadas
medidas para diminuir a desigualdade de renda na classe mais pobre da
população, crescimento do mercado de trabalho, controle da taxa de inflação,
andamento de programas de reforma agrária que julgavam ser necessários
para que o Coeficiente de Gini1 atingisse um patamar aceitável dentro do
contexto social e econômico mundial.
Para estudiosos, a desigualdade brasileira era uma consequência de
longo prazo das estratégias de colonização adotadas pelos portugueses que ao
colonizar o Brasil em 1500, criou as capitanias hereditárias com o objetivo de
ocupar e explorar as terras brasileiras evitando invasões ou qualquer
comprometimento de seus interesses lucrativos no Brasil colônia. E para isso,
dominaram os indígenas e importaram escravos negros que construíram uma
história de dor, trabalho e luta pela liberdade em nossas terras. Ao fim, os
1
O Coeficiente de Gini é uma medida padrão de desigualdade de renda. Ele varia de 0 a 1, onde 0
representa uma igualdade perfeita e 1 representa uma completa desigualdade (i.e. aqueles no topo do
percentual recebem toda a renda).
negros foram libertos, porém, uma grande massa de libertos sem perspectiva
alguma de um futuro melhor. Tinham apenas as mãos calejadas do trabalho e
o olhar distante de quem luta pela sobrevivência. Este sistema criou uma
distribuição desigual de terra, bens e direitos políticos.
A partir de 1990, o governo brasileiro seguiu uma estratégia
para reduzir a pobreza baseada na transferência de renda: aumento do
salário mínimo; programa de aposentadoria não contributiva, que fornecia
uma renda vitalícia para trabalhos idosos rurais e informais; benefício de
Prestação Continuada, que transferia mais de $150 mensais para famílias cujo
principal provedor possuía alguma deficiência física ou tinha mais de 65 anos
sem aposentadoria; programa Bolsa Escola de transferência de renda
condicional e o renomeou para Bolsa Família; bolsa escola e incentivos a
educação e ao acompanhamento da saúde das crianças e adolescentes. Isso
alavancou o Brasil como uma economia emergente e as desigualdades e a
pobreza caíram havendo um rápido aumento na renda dos menos favorecidos
e uma redução na renda dos brasileiros mais ricos.
O crescimento econômico também foi acompanhado pela queda das
taxas de desemprego e da desigualdade de renda, aumentando ainda mais a
demanda por produtos salariais e abrindo a porta para uma grande expansão
no crédito ao consumidor.
A disparidade econômica em elevação acaba tendo outros reflexos
importantes na vida de toda a sociedade. Os altos índices de criminalidade
geralmente vêm associados a essa diversidade econômica: cresce a
desigualdade e cresce a violência. Não é demais salientar que são fatores de
natureza econômica, como a falta de oportunidades e a desigualdade social, a
mola propulsora para o comportamento criminoso, em especial o violento.
A partir de tal compreensão, é premente a necessidade de redução
da criminalidade violenta no país, em especial por meio de melhores políticas
governamentais de distribuição de renda para todas as classes sociais. Bem se
sabe ainda que o crescimento econômico é muito mais eficaz no combate à
pobreza naqueles locais em que a desigualdade de renda é menor. Demais
disso, altas taxas de crescimento econômico e estável da população ensejam
melhores índices de qualidade de vida.
Para investidores, crime e violência adicionavam um elemento de
incerteza à sua avaliação de riscos do Brasil. O conceito de “ordem social”, de
forma concisa e elegante, como devem ser os conceitos, incorpora diferentes
esferas do social e, desta forma, contemplaria a ideia de complexidade
econômica.
As empresas no Brasil tiveram que adaptar suas estratégias para
lidar com as desigualdades. Empresas reestruturaram seus empreendimentos
com investimentos sustentáveis, logística programada, dinâmicas de fabricação
mais rentáveis e baratas, gerenciamento de crédito para venda de produtos
parcelados implantação de programas sociais e culturais.
“Talvez a melhor opção de mobilidade social para os pobres fosse
frequentar a escola.”
Uma das características mais perversas da sociedade brasileira é a
desigualdade de renda. Nas últimas décadas, chegamos a ocupar a pior
posição entre todos os países. Programa Bolsa Escola (renomeado para Bolsa
Família pelo governo de Lula) forneceu incentivos para famílias manterem seus
filhos na escola. Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino
Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) transferiu fundos para
municípios que fizeram crescer o número de matrículas no ensino fundamental,
mas ainda havia uma má qualidade de ensino que obscuramente separavam
escolas privadas e públicas, influenciavam nas escolhas de cursos superiores
de acordo com a região. Gustavo Loschpe, economista e especialista em
educação, destacou que a política de educação na administração de Lula
focava muito na quantidade (taxas de matrícula). Para ele, o problema
principal do sistema educacional estava em sua má qualidade: "Uma qualidade
baixa levou a altas taxas de reprovação."
Alguns movimentos acreditavam que a mobilidade social deveria
focar em programas de distribuição de terras, pois no Brasil o domínio era de
proprietários que possuíam as terras e não produziam. A pobreza iníqua é o
reverso da riqueza obscena. É essa situação faz que o MST não seja apenas
um movimento restrito à reforma agrária, mas que “desafia as desigualdades
seculares do Brasil. A partir do começo dos anos 1990 mudou o eixo da
questão agrária no Brasil, tendo o agronegócio passado a ser o principal
obstáculo à reforma agrária e à agricultura camponesa, e não mais o latifúndio
improdutivo. O agronegócio, num jogo de cartas marcadas continua sendo
fortemente subsidiado: durante o governo Lula, obteve sete vezes mais
recursos que a agricultura familiar, responsável por 87% dos empregos no
campo. Os desafios colocados pela vida nos assentamentos levaram à
ampliação dos horizontes do MST, que passou a incluir novos temas na sua
agenda a fim de complementar a análise de classe: gênero, ecologia, direitos
humanos, saúde, diversidade cultural, soberania alimentar, soberania nacional,
solidariedade internacional. Críticos do MST insistiam que seu plano político
não passava de uma proposta anacrônica de uma "revolução socialista"
interpretação à letra de algumas das fórmulas clássicas da teoria revolucionária
arrisca não deixar ver o alcance (inclusivamente no quadro teórico) do
processo de transformação social concretizado pelo MST junto de uma
comunidade mobilizada para a conquista do direito à terra como instrumento de
produção de riqueza social.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
MUSACCHIO, Aldo -A desigualdade no Brasil- Publicado por:
Harvard Business Publishing (2011) CASO - Nº de referência 9-711-086-
Versão: 12 de maio de 2011. (Autorizado para uso com fins educacionais
somente para Universidade Estácio de Sá).