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Fichamento acadêmico.

Universidade São Judas Tadeu | Butantã | 7º semestre.

Obra: STF. AG.REG. NA AÇÃO RESCISÓRIA 2.492 DISTRITO FEDERAL. [S.l.]: [s.n.].
Disponivel em: <http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?
docTP=TP&docID=750738488>. Acesso em: 1 julho 2020. Relatora Ministra Rosa
Weber.Julgado em 23 de agosto de 2019. Publicado no DJe em 9 de setembro de 2019.

Disciplina: Trabalho de Curso 01.

Professor: Thiago Rodrigues São Marcos Nogueira.

Fichamento realizado por: Matheus Dutine de Melo.

RA.: 817115281.
P.
15. Com efeito, o artigo 27 da Lei em tela introduziu no ordenamento jurídico
pátrio “uma nova modalidade de decisão no direito brasileiro, à semelhança do
modelo consagrado no direito português, que, no art. 282, (4), da Constituição,
estabelece fórmula que autoriza o Tribunal Constitucional a limitar os efeitos
das decisões de inconstitucionalidade com fundamento no princípio da
segurança jurídica e no interesse público de excepcional relevo” (MENDES,
Gilmar Ferreira. Controle de Constitucionalidade, In: Curso de Direito
Constitucional. São Paulo: Editora Saraiva, 2015, p. 1319) . A referida
modalidade de decisão encerra limitação de efeitos da declaração de nulidade,
mitigação do princípio da nulidade da lei inconstitucional, orientada, tal
mitigação, por razões de segurança jurídica ou outro princípio constitucional
relevante. A prevalência de princípio constitucional importante, nesse contexto,
decorrerá de juízo de ponderação imprescindível a avaliar se, “em certas 20
hipóteses, a supremacia da Constituição e a isonomia, princípios que e
justificam a atribuição de efeitos ex tunc ao pronunciamento declaratório de 21
inconstitucionalidade, não devem ceder espaço a outros valores
constitucionais também relevantes (dignidade humana, boa fé, segurança
jurídica ... ) 1“
16. Tal juízo de ponderação, norteado pelo princípio da proporcionalidade,
“especialmente o princípio da proporcionalidade em sentido estrito”, constitui
“instrumento de aferição da justeza da declaração de inconstitucionalidade
(com efeito de nulidade), tendo em vista o confronto entre os interesses
afetados pela lei inconstitucional e aqueles que seriam eventualmente
sacrificados em consequência da declaração de inconstitucionalidade.”
(MENDES, Gilmar Ferreira. Jurisdição Constitucional: o controle abstrato de
normas no Brasil e na Alemanha. 6ª ed. São Paulo: Saraiva, 2014, p. 448). À
luz desse princípio determina-se se os resultados da declaração de
inconstitucionalidade são ou não desmedidos, impondo-se, para esse fim,
“ponderação dos diferentes interesses em jogo, e, concretamente, o confronto
entre interesses afetados pela lei inconstitucional e aqueles que
hipoteticamente seriam sacrificados em consequência da declaração de
inconstitucionalidade com eficácia retroativa e repristinatória” (MEDEIROS.
Rui. A decisão de inconstitucionalidade. Lisboa: Universidade Católica, 1999,
p.703-4)

1
(TALAMINI, Eduardo. Coisa Julgada e sua Revisão. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2005,
p. 439)