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INFORMATIVO 856 - STF

Dizer o Direito1
Supremo Tribunal Federal2

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CAVALCANTE. Márcio André Lopes. Dizer o direito. Extraído do Sítio: http://www.dizerodireito.com.br/
2
Extraído do Sítio: http://www.stf.jus.br/
CONSTITUCIONAL

1 – IMPORTANTE: O STF, ao julgar as ações de controle abstrato de constitucionalidade, não está


vinculado aos fundamentos jurídicos invocados pelo autor. Assim, pode-se dizer que na ADI, ADC e
ADPF, a causa de pedir (causa petendi) é aberta. Isso significa que todo e qualquer dispositivo da
Constituição Federal ou do restante do bloco de constitucionalidade poderá ser utilizado pelo STF
como fundamento jurídico para declarar uma lei ou ato normativo inconstitucional.
NÃO CONFUNDIR: Em que pese a causa de pedir seja aberta nas ações de controle abstrato de
constitucionalidade, o mesmo não poderá ser dito em relação ao PEDIDO.

2 - É constitucional lei estadual que preveja a possibilidade de empresas patrocinarem bolsas de


estudo para professores em curso superior, tendo como contrapartida a obrigação de que esses
docentes ministrem aula de alfabetização ou aperfeiçoamento para os empregados da empresa
patrocinadora. Essa lei insere-se na competência legislativa do Estado-Membro para dispor sobre
educação e ensino, prevista no art. 24, IX, da CF/88.

3 - A Defensoria Pública Estadual pode atuar no STJ, no entanto, para isso, é necessário que possua
escritório de representação em Brasília. Se a Defensoria Pública estadual não tiver representação na
capital federal, as intimações das decisões do STJ nos processos de interesse da DPE serão feitas para
a DPU. Assim, enquanto os Estados, mediante lei específica, não organizarem suas Defensorias Públicas
para atuarem continuamente nesta Capital Federal, inclusive com sede própria, o acompanhamento
dos processos no STJ constitui prerrogativa da DPU. A DPU foi estruturada sob o pálio dos princípios
da unidade e da indivisibilidade para dar suporte às Defensorias Públicas estaduais e fazer as vezes
daquelas de Estados-Membros longínquos, que não podem exercer o múnus a cada recurso
endereçado aos tribunais superiores.

PENAL

1 - Determinado Senador solicitou e recebeu de uma construtora R$ 500 mil, valor destinado à sua
campanha política. A quantia foi repassada pela construtora não diretamente ao Senador, mas sim ao
partido político, como se fossem doações eleitorais oficiais. Ao pedir o valor, o Senador teria se
comprometido com a construtora a manter João como Diretor da Petrobrás. Isso era de interesse da
construtora porque João, em nome da estatal, celebrava contratos fraudulentos com a empresa. O
Senador foi reeleito e, com sua influência decorrente do cargo, conseguiu manter João na Diretoria.
Em um juízo preliminar, para fins de recebimento da denúncia, o STF entendeu que a conduta do
Senador, em tese, configura a prática dos seguintes crimes:
• Corrupção passiva (art. 317, caput e § 1º, do CP);
• Lavagem de dinheiro (art. 1º, caput, da Lei nº 9.613/98).

2 - O crime do art. 89 da Lei 8.666/93 exige resultado danoso (dano ao erário) para se consumar?
1ª corrente: SIM. Posição do STJ e da 2ª Turma do STF.
2ª corrente: NÃO. Entendimento da 1ª Turma do STF (INFO 856).
O objetivo do art. 89 não é punir o administrador público despreparado, inábil, mas sim o desonesto,
que tinha a intenção de causar dano ao erário ou obter vantagem indevida. Por essa razão, é necessário
sempre analisar se a conduta do agente foi apenas um ilícito civil e administrativo ou se chegou a
configurar realmente crime. Deverão ser analisados três critérios para se verificar se o ilícito
administrativo configurou também o crime do art. 89:
1º) existência ou não de parecer jurídico autorizando a dispensa ou a inexigibilidade. A existência de
parecer jurídico é um indicativo da ausência de dolo do agente, salvo se houver circunstâncias que
demonstrem o contrário.
2º) a denúncia deverá indicar a existência de especial finalidade do agente de lesar o erário ou de
promover enriquecimento ilícito.
3º) a denúncia deverá descrever o vínculo subjetivo entre os agentes.

PROCESSO PENAL

1 - Neste julgado, podemos destacar quatro importantes conclusões:


I – O prefeito detém prerrogativa de foro, constitucionalmente estabelecida. Desse modo, os
procedimentos de natureza criminal contra ele instaurados devem tramitar perante o Tribunal de
Justiça (art. 29, X, da CF/88). Isso significa dizer que as investigações criminais contra o Prefeito devem
ser feitas com o controle (supervisão) jurisdicional da autoridade competente (no caso, o TJ).
II – Deve ser rejeitada, por ausência de justa causa, a denúncia que, ao arrepio da legalidade, baseia-
se em supostas declarações, colhidas em âmbito estritamente privado, sem acompanhamento de
qualquer autoridade pública (autoridade policial, membro do Ministério Público) habilitada a conferir-
lhes fé pública e mínima confiabilidade.
III – A denúncia contra Prefeito por crime ocorrido em licitação municipal deve indicar, ao menos
minimamente, que o acusado tenha tido participação ou conhecimento dos fatos supostamente
ilícitos. O Prefeito não pode ser incluído entre os acusados unicamente em razão da função pública
que ocupa, sob pena de violação à responsabilidade penal subjetiva, na qual não se admite a
responsabilidade presumida.
IV – Se o réu é denunciado por crime previsto no art. 1º do DL 201/67 em concurso com outro delito
cujo rito segue o CPP, ex: art. 312 do CP, art. 90 da Lei nº 8.666/93, o magistrado ou Tribunal, antes de
receber a denúncia, deverá dar oportunidade para que o denunciado ofereça defesa prévia. Não
pode a defesa prévia ser concedida apenas para a imputação referente ao art. 1º do DL 201/67. A
defesa prévia antes do recebimento da denúncia é prevista no art. 2º, I, do DL 201/67, que é
considerado procedimento especial e, portanto, prevalece sobre o comum.

TRIBUTÁRIO

1 – IMPORTANTE: A imunidade tributária constante do art. 150, VI, “d”, da Constituição Federal (CF),
aplica-se ao livro eletrônico (“e-book”), inclusive aos suportes exclusivamente utilizados para fixá-lo
(“e-readers”).

2 – IMPORTANTE: É inconstitucional lei estadual que concede, sem autorização de convênio


interestadual, dedução de ICMS para empresas que patrocinarem bolsas de estudo para professores.
O Estado-membro só pode conceder isenção de ICMS se isso tiver sido combinado com os demais
Estados-membros/DF por meio de um convênio. É o que prevê o art. 155, § 2º, XII, “g”, da CF/88 e o
art. 1º da LC 24/75.

Para maiores esclarecimentos, acesse:


https://www.dizerodireito.com.br/2017/03/informativo-comentado-856-stf.html