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SUMÁRIO

1. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL .................................................................. 3

1.1. CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL – CMN ....................................................................................... 4

1.2. BANCO CENTRAL DO BRASIL (BC OU BACEN) ................................................................................... 7

1.2.1. COMITÊ DE POLÍTICA MONETÁRIA - COPOM ........................................................................... 9

1.3. COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS – CVM ................................................................................10

EXERCÍCIOS – ESTRUTURA DO SFN................................................................................................................12

2. PRODUTOS BANCÁRIOS............................................................................................................... 20

2.1. NOÇÕES DE CARTÕES DE CRÉDITO E DÉBITO ...................................................................................20

2.2. CRÉDITO DIRETO AO CONSUMIDOR - CDC ......................................................................................24

2.3. CRÉDITO RURAL ...............................................................................................................................25

2.4. CADERNETA DE POUPANÇA ..............................................................................................................30

2.5. CAPITALIZAÇÃO ................................................................................................................................32

2.6. PREVIDÊNCIA PRIVADA ....................................................................................................................34

2.7. INVESTIMENTOS ................................................................................................................................37

2.8. PLANOS DE SEGUROS .......................................................................................................................40

EXERCÍCIOS - PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS ......................................................................................44

3. NOÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS ......................................................................................... 50

3.1. TIPOS DE COMPANHIAS ....................................................................................................................52

3.2. AÇÕES – CARACTERÍSTICAS GERAIS ................................................................................................53

3.3. MERCADOS PRIMÁRIO E SECUNDÁRIO .............................................................................................56

3.4. OPERAÇÕES DE UNDERWRITING ......................................................................................................57

3.5. FUNCIONAMENTO DO MERCADO À VISTA DE AÇÕES .......................................................................57

3.6. DEBÊNTURES ....................................................................................................................................58

3.7. COMMERCIAL PAPERS ......................................................................................................................60

4. NOÇÕES DO MERCADO DE CÂMBIO ........................................................................................... 61

4.1. TAXAS DE CÂMBIO ............................................................................................................................62

4.2. OPERAÇÕES DO MERCADO DE CÂMBIO ............................................................................................62

4.3. INSTITUIÇÕES AUTORIZADAS A OPERAR ...........................................................................................63


1
4.4. CONTRATO DE CÂMBIO .....................................................................................................................65

4.5. VALOR EFETIVO TOTAL (VET) .........................................................................................................65

4.6. POSIÇÃO DE CÂMBIO ........................................................................................................................65

4.7. SWAP CAMBIAL ................................................................................................................................66

EXERCÍCIOS - MERCADO DE CAPITAIS E DE CÂMBIO........................................................................................68

5. GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ................................................................. 74

5.1. AVAL E FIANÇA .................................................................................................................................74

5.2. HIPOTECA, PENHOR E ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA ...............................................................................77

5.3. FIANÇA BANCÁRIA ............................................................................................................................80

5.4. FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO - FGC ........................................................................................81

6. CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO ............................................................................................ 85

6.1. ETAPAS DA LAVAGEM DE DINHEIRO .................................................................................................85

6.2. PREVENÇÃO E COMBATE À LAVAGEM DE DINHEIRO ........................................................................88

7. AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA ................................................................................................118

EXERCÍCIOS - GARANTIAS, LAVAGEM DE DINHEIRO E AUTORREGULAÇÃO.....................................................124

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................................. 131

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MÓDULO 1
1. ESTRUTURA DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
Conceito

Compreende-se o Sistema Financeiro Nacional – SFN, como sendo o conjunto de instituições que
se dedicam, direta ou indiretamente, para oferecer condições satisfatórias à manutenção de um fluxo de
recursos entre poupadores (agentes superavitários) e tomadores (agentes deficitários).

Estrutura do SFN

O SFN é organizado por agentes normativos, supervisores e operadores. Os órgãos normativos


determinam regras gerais para o bom funcionamento do sistema. As entidades supervisoras trabalham para
que os integrantes do sistema financeiro sigam as regras definidas pelos órgãos normativos. Os operadores
são as instituições que ofertam serviços financeiros, no papel de intermediários.

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O principal ramo do SFN lida diretamente com quatro tipos de mercado:

✓ MERCADO MONETÁRIO: é o mercado que fornece à economia papel-moeda e moeda escritural, aquela
depositada em conta-corrente;
✓ MERCADO DE CRÉDITO: é o mercado que fornece recursos para o consumo das pessoas em geral e para
o funcionamento das empresas;
✓ MERCADO DE CAPITAIS: é o mercado que permite às empresas em geral captar recursos de terceiros e,
portanto, compartilhar os ganhos e os riscos;
✓ MERCADO DE CÂMBIO: é o mercado de compra e venda de moeda estrangeira.

1.1. Conselho Monetário Nacional – CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e
tem a responsabilidade de formular a política da moeda e do crédito. Seu objetivo é a estabilidade da moeda
e o desenvolvimento econômico e social do país.

Composição do CMN

✓ Ministro da Economia (presidente do Conselho)


✓ Presidente do Banco Central
✓ Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia

O CMN reúne-se ordinária (uma vez ao mês) e/ou extraordinariamente para discutir assuntos de
interesse do SFN. As matérias aprovadas são regulamentadas por meio de Resoluções divulgadas no Diário
Oficial da União (DOU) e na página de normas do Conselho e do Banco Central (BC).

São objetivos do CMN:

▪ adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e seu
processo de desenvolvimento;

▪ regular o valor interno da moeda, prevenindo ou corrigindo os surtos inflacionários ou


deflacionários de origem interna ou externa;

▪ regular o valor externo da moeda e o equilíbrio no balanço de pagamento do país;

▪ orientar a aplicação dos recursos das instituições financeiras públicas ou privadas de forma a
garantir condições favoráveis ao desenvolvimento equilibrado da economia nacional;

▪ zelar pela liquidez e pela solvência das instituições financeiras;

▪ propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos instrumentos financeiros, de forma a tornar


mais eficiente o sistema de pagamento e mobilização de recursos;
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▪ coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, interna e
externa.

São atribuições do CMN:

▪ autorizar as emissões de papel-moeda;

▪ aprovar os orçamentos monetários preparados pelo BC;

▪ fixar as diretrizes e normas da política cambial, inclusive quanto a compra e venda de ouro e
quaisquer operações em direitos especiais de saque e em moeda estrangeira;

▪ disciplinar o crédito em suas modalidades e as formas das operações creditícias;

▪ limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos comissões e qualquer outra forma
de remuneração de operações e serviços bancários ou financeiros;

▪ estabelecer a meta para inflação;

▪ determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão


emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;

▪ regulamentar as operações de redesconto;

▪ expedir normas gerais de contabilidade e estatística a serem observadas pelas instituições


financeiras;

▪ outorgar ao BC o monopólio de operações de câmbio quando o balanço de pagamento o exigir;

▪ estabelecer normas a serem seguidas pelo BC nas transações com títulos públicos;

▪ regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financeiras que


operam no país.

Junto ao CMN funciona a Comissão Técnica da Moeda e do Crédito (Comoc) como órgão de
assessoramento técnico na formulação da política da moeda e do crédito do País. A Comoc manifesta-se
previamente sobre os assuntos de competência do CMN. Além da Comoc, a legislação prevê o
funcionamento de mais sete comissões consultivas.

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Membros da COMOC

✓ Presidente do Banco Central - coordenador


✓ Presidente da Comissão de Valores Mobiliários
✓ Secretário-Executivo do Ministério da Economia
✓ Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia
✓ Secretário do Tesouro Nacional do Ministério da Economia
✓ Diretores do Banco Central do Brasil*

* Segundo o regimento interno da Comoc, são "quatro diretores do Banco Central do Brasil, indicados pelo
seu Presidente". Como esta indicação é alterada de acordo com a pauta das reuniões, todos os diretores do
BC tornam-se membros potenciais da Comoc.

SAIBA MAIS...
• A Secretaria-Executiva do CMN é exercida pelo Banco Central do Brasil;
• Participam das reuniões do CMN: os Conselheiros, os membros da Comoc, os Diretores de
Administração e Fiscalização do Banco Central do Brasil e representantes das Comissões
Consultivas, quando convocados pelo Presidente do CMN;
• Poderão assistir às reuniões do CMN: assessores credenciados individualmente pelos
conselheiros, convidados do presidente do conselho e funcionários da secretaria-executiva do
conselho, credenciados pelo Presidente do Banco Central do Brasil;
• Somente aos conselheiros do CMN é dado o direito de voto.

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1.2. Banco Central do Brasil (BC ou Bacen)
O Banco Central é uma autarquia federal ligada ao
Ministério da Economia, que tem como missão garantir a
estabilidade do poder de compra da moeda do país, o Real, e
assegurar a eficiência e o bom funcionamento do mercado
financeiro local. A instituição é responsável por executar a
estratégia estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN) para manter a inflação sob controle e atua como
secretaria executiva desse órgão.

A Diretoria Colegiada do Bacen é composta por até nove membros, um dos quais o Presidente,
todos nomeados pelo Presidente da República, entre brasileiros de ilibada reputação e notória capacidade
em assuntos econômico-financeiros, após aprovação pelo Senado Federal. A Diretoria é assim composta:

✓ Presidência;
✓ Diretoria de Administração;
✓ Diretoria de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos;
✓ Diretoria de Fiscalização;
✓ Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução;
✓ Diretoria de Política Econômica;
✓ Diretoria de Política Monetária;
✓ Diretoria de Regulação; e
✓ Diretoria de Relacionamento Institucional e Cidadania.

A Diretoria Colegiada reúne-se, ordinariamente, uma vez por semana e, extraordinariamente, na


forma prevista no Regimento do Bacen, presentes, no mínimo, o Presidente, ou seu substituto, e metade
do número de Diretores.

O Bacen tem sede em Brasília, capital do País, e representações nas capitais dos Estados do Rio
Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará e Pará. Essas
últimas auxiliam no fornecimento de dinheiro em cédulas e moedas, estudam a conjuntura regional,
fiscalizam instituições financeiras e prestam atendimento direto aos cidadãos que não podem comparecer
à sede em Brasília.

São atribuições do Bacen:

▪ emitir papel-moeda e moeda metálica nas condições e limites autorizados pelo CMN;

▪ executar os serviços do meio circulante;

▪ receber os recolhimentos compulsórios dos bancos comerciais e os depósitos voluntários das


instituições financeiras e bancárias que operam no país;
Edifício Sede do Bacen em Brasília

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▪ realizar operações de redesconto e empréstimo às instituições financeiras dentro de um
enfoque de política econômica do governo ou como socorro a problemas de liquidez;

▪ regular a execução dos serviços de compensação de cheques e outros papéis;

▪ efetuar, como instrumento de política monetária, operações de compra e venda de títulos


públicos federais;

▪ exercer o controle de crédito sob todas as suas formas;

▪ exercer a fiscalização das instituições financeiras, punindo-as quando necessário;

▪ autorizar o funcionamento, estabelecendo a dinâmica operacional, de todas as instituições


financeiras;

▪ estabelecer as condições para o exercício de quaisquer cargos de direção nas instituições


financeiras privadas;

▪ vigiar a interferência de outras empresas nos mercados financeiros e de capitais;

▪ controlar o fluxo de capitais estrangeiros, garantindo o correto funcionamento do mercado


cambial, operando, inclusive, via ouro, moeda ou operações de crédito no exterior.

Múltiplas Atividades

Em resumo, é por meio do BC que o Estado intervém diretamente no sistema financeiro e,


indiretamente, na economia.

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ATENÇÃO!
É muito comum o Bacen ter um número de diretores inferior ao número de diretorias. Salienta-se
que a autarquia sempre terá 9 (nove) diretorias, mas nem sempre terá 9 (nove) diretores. Por isso
temos que ratificar que “a Diretoria Colegiada do Bacen é composta por ATÉ nove membros”.

1.2.1. Comitê De Política Monetária - COPOM


O Comitê de Política Monetária (Copom) foi instituído em 20 de junho de 1996, com o objetivo de
estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros.

A reunião do Copom segue um processo que


procura embasar da melhor forma possível a sua
decisão. Os membros do Copom assistem a
apresentações técnicas do corpo funcional do BC, que
tratam da evolução e perspectivas das economias
brasileira e mundial, das condições de liquidez e do
comportamento dos mercados. Assim, o Comitê utiliza
um amplo conjunto de informações para embasar sua
decisão. Depois, a reunião é reservada para a discussão
da decisão entre os membros. Foto da 227ª Reunião do COPOM

A decisão é tomada com base na avaliação do cenário macroeconômico e os principais riscos a ele
associados. Todos os membros do Copom presentes na reunião votam e seus votos são divulgados, cabendo
ao Presidente voto de qualidade. As decisões do Copom são tomadas visando com que a inflação medida
pelo IPCA se situe em linha com a meta definida pelo CMN.

A decisão do Copom é divulgada no


mesmo dia da decisão por meio de Comunicado na
internet.O período de vigência da meta para a Taxa
Selic terá início no dia útil seguinte a cada reunião
do Copom.As Atas das reuniões do Copom são
publicadas no prazo de até seis dias úteis após a
data da realização das reuniões. Normalmente, as
reuniões do Copom ocorrem em terças e quartas-
feiras e a ata é divulgada na terça-feira da semana
seguinte, às 8h.

O calendário anual das reuniões ordinárias será divulgado mediante Comunicado do Diretor de
Política Monetária até o fim do mês de junho do ano anterior, admitindo-se ajustes até o último dia do ano
de sua divulgação.

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Uma vez definida a taxa Selic, o Banco Central atua diariamente por meio de operações de
mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima
ao valor definido na reunião.

A taxa de juros Selic é a referência para os demais juros da economia. Trata-se da taxa média
cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional, registradas diariamente no Sistema
Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

Para que a política monetária atinja seus objetivos de maneira eficiente, o Banco Central precisa
se comunicar de forma clara e transparente. Além do comunicado e da ata da reunião, o Banco Central
publica, a cada trimestre, o Relatório de Inflação, que analisa a evolução recente e as perspectivas da
economia, com ênfase nas perspectivas para a inflação.

1.3. Comissão de Valores Mobiliários – CVM


A Comissão de Valores Mobiliários – CVM é uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia,
com personalidade jurídica e patrimônio próprios, dotada de autoridade administrativa independente,
ausência de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia
financeira e orçamentária.

A CVM é administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da


República, depois de aprovados pelo Senado Federal, dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida
competência em matéria de mercado de capitais. O mandato dos dirigentes será de cinco anos, vedada a
recondução, devendo ser renovado a cada ano um quinto dos membros do Colegiado.

• REUNIÕES DO COLEGIADO: O Colegiado da CVM se reúne semanalmente, em sessão


reservada, para analisar as matérias de competência da Autarquia, inclusive sobre as questões
decididas pelas suas diversas áreas executivas, atuando como órgão máximo de deliberação.

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• INFORMATIVOS DO COLEGIADO: Os Informativos do Colegiado, contendo somente as
decisões proferidas, são disponibilizados até o dia seguinte ao encontro na página da CVM.

São objetivos da CVM:

▪ assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados de bolsa e de balcão;

▪ proteger os titulares de valores mobiliários contra emissões irregulares e atos ilegais de


administradores e acionistas controladores de companhias ou de administradores de carteira
de valores mobiliários;

▪ evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais


de demanda, oferta ou preço de valores mobiliários negociados no mercado;

▪ assegurar o acesso do público a informações sobre valores mobiliários negociados e as


companhias que os tenham emitido;

▪ assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários;

▪ estimular a formação de poupança e sua aplicação em valores mobiliários;

▪ promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações e estimular


as aplicações permanentes em ações do capital social das companhias abertas.

São atribuições da CVM:

▪ registro de companhias abertas;

▪ registro de distribuições de valores mobiliários;

▪ credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores


mobiliários;

▪ organização, funcionamento e operações das bolsas de valores;

▪ negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;

▪ administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários;

▪ suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;

▪ suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou decretar


recesso de bolsa de valores.

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Exercícios – Estrutura do SFN
1. (FGV/2014 – BNB)
O Banco Central do Brasil (BC ou BACEN) foi criado pela lei nº 4595, de 31/12/1964, para atuar como
órgão executivo central do sistema financeiro, tendo como funções cumprir e fazer cumprir as
disposições que regulam o funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN (Conselho
Monetário Nacional). Entre as atribuições do Banco Central estão:
(A) emitir papel-moeda, exercer o controle do crédito e exercer a fiscalização das instituições
financeiras, punindo-as quando necessário;
(B) determinar as taxas de recolhimento compulsório, autorizar as emissões de papel-moeda e
estabelecer metas de inflação;
(C) regulamentar as operações de redesconto de liquidez, coordenar as políticas monetárias creditícia
e cambial e estabelecer metas de inflação;
(D) regular o valor interno da moeda, regular o valor externo da moeda e zelar pela liquidez e solvência
das instituições financeiras;
(E) determinar as taxas de recolhimento compulsório, regular o valor interno e externo da moeda e
autorizar as emissões de papel-moeda.

2. (FGV/2014 – BNB)
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão responsável pela fixação das diretrizes das políticas
monetária, creditícia e cambial do país. Não cabem ao CMN funções executivas.
O número de membros do CMN foi variável desde a sua criação (31/12/1964), de acordo com as
exigências políticas e econômicas de cada Governo. Em razão da Lei nº 9.069/95, em vigor, o CMN
passou a ser integrado por:
(A) 11 (onze) membros;
(B) 10 (dez) membros;
(C) 8 (oito) membros;
(D) 4 (quatro) membros;
(E) 3 (três) membros.

3. (FGV/2014 – BNB)
O Sistema normativo é composto pelas entidades que regulam e fiscalizam o funcionamento do Sistema
Financeiro Nacional. Por esse motivo estão no topo do organograma, ou seja, as outras instituições têm
que, obrigatoriamente, acatar as decisões do sistema normativo. Entre as entidades que compõem o
Sistema Normativo, encontram-se:
(A) sociedades corretivas e distribuidoras;
(B) bancos múltiplos e de investimento;
(C) Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal;
(D) Conselho Monetário Nacional e Banco Central do Brasil;
(E) Bolsa de Valores e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

4. (FGV/2014 – BNB)
O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão superior do Sistema Financeiro. A política do CMN
objetiva:
(A) regular o valor interno e externo da moeda;
(B) controlar exclusivamente o fluxo de capitais estrangeiros;
(C) realizar operações de redesconto e empréstimos, como instrumento de política monetária como
auxílio a problemas de liquidez;
(D) fiscalizar a interferência de outras sociedades nos mercados financeiros e de capitais;
(E) emitir papel moeda e moeda metálica.

5. (PAC/2014 – BANPARÁ)
Compete a ele fixar as metas de inflação e os respectivos intervalos de tolerância de acordo com a
estratégia governamental:
(A) CMN
12
12
(B) BACEN
(C) COPOM
(D) SFN
(E) CETIP

6. (PAC/2014 – BANPARÁ)
É um órgão deliberativo máximo do Sistema Financeiro Nacional.
(A) Banco Central do Brasil
(B) Conselho Monetário Nacional
(C) Comissão de Valores mobiliários
(D) Conselho Nacional de Seguros Privados
(E) Banco do Brasil

7. (PAC/2014 – BANPARÁ)
A Comissão de Valores Mobiliários – CVM é responsável por regulamentar, desenvolver, controlar e
fiscalizar o mercado de valores, portanto, tem a função de:
(A) Assegurar o funcionamento eficiente das bolsas de valores, do mercado de balcão e das bolsas de
mercadorias e futuros.
(B) Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras nacionais.
(C) Controlar o nível de preços (Inflação).
(D) Fiscalizar o funcionamento das instituições financeiras.
(E) Todas as alternativas estão certas.

8. (CESGRANRIO/2014 – Banco da Amazônia)


Atualmente, o Sistema Financeiro Nacional é composto por órgãos normativos, entidades supervisoras
e por operadores.

Um dos órgãos normativos que compõe o Sistema Financeiro Nacional é o(a):


(A) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES
(B) Banco Comercial
(C) Conselho Monetário Nacional
(D) Bolsa de Valores
(E) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP

9. (CESGRANRIO/2014 – Banco da Amazônia - Adaptada)


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade que compõe o sistema financeiro nacional,
além de ser uma autarquia vinculada ao Ministério da Economia.

A CVM é responsável por:


(A) realizar transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, em mercado livre e aberto.
(B) regulamentar, desenvolver, controlar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários do país
(C) controlar e fiscalizar o mercado de seguro, a previdência privada aberta e a capitalização.
(D) negociar contratos de títulos de capitalização.
(E) garantir o poder de compra da moeda nacional.

10. (CESPE/2014 – Caixa Econômica Federal)


Com referência às funções do BCB, julgue os itens subsequentes.
1 O CMN, órgão normativo que estabelece as regras de funcionamento e fiscalização dos entes
participantes do SFN, é hierarquicamente subordinado ao BCB.
2 O Brasil segue o regime de metas de inflação. Caso a meta não seja cumprida, o presidente do BCB
divulgará publicamente as razões do descumprimento, por meio de carta aberta ao ministro de
estado da Fazenda.

13
13
11. (CESPE/2014 – Caixa Econômica Federal)
A respeito das funções da CVM, julgue os próximos itens.
1 A CVM é uma entidade privada sem fins lucrativos, com personalidade jurídica e patrimônio próprios,
dotada de autoridade administrativa independente.
2 Compete à CVM manter o registro de companhias para negociação em bolsa e em mercado de
balcão.

12. (FCC/2014 – METRÔ-SP)


Alguns dos principais objetivos da Comissão de Valores Mobiliários são:
I. Estimular a aplicação de poupança no mercado acionário.
II. Assegurar o funcionamento eficiente e regular das bolsas de valores e instituições auxiliares.
III. Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação de títulos emitidos pelas sociedades
anônimas de capital aberto.
IV. Fiscalizar o mercado interbancário de câmbio e das operações com certificados de depósito
interfinanceiro.
É correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I e IV.
(C) II e III.
(D) II, III e IV.
(E) I, II e III.

13. (CESGRANRIO/2014 – Banco do Brasil)


No Brasil, a condução e a operação diárias da política monetária, com o objetivo de estabilizar a
economia, atingindo a meta de inflação e mantendo o sistema financeiro funcionando adequadamente,
são uma responsabilidade do(a).
(A) Caixa Econômica Federal
(B) Comissão de Valores Mobiliários
(C) Banco do Brasil
(D) Banco Central do Brasil
(E) Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

14. (CESGRANRIO/2014 – Banco do Brasil)


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil estabelece as ações que definem a
política monetária do governo.
O Copom.
(A) administra as reservas em divisas internacionais do Brasil
(B) determina periodicamente a taxa de juros interbancários de referência, a taxa Selic.
(C) é presidido pelo Ministro da Fazenda.
(D) impõe limites mínimos de capitalização aos bancos comerciais.
(E) impede a entrada de capitais financeiros especulativos no país.

15. (INAZ do Pará/2014 – BANPARÁ)


Compete a ele fixar as metas de inflação e os respectivos intervalos de tolerância de acordo com a
estratégia governamental:
(A) CMN
(B) BACEN
(C) COPOM
(D) SFN
(E) CETIP

16. (FUNDATEC/2015 – BRDE - Adaptada em 2019)


O Conselho Monetário Nacional (CMN) foi instituído pela Lei nº 4.595/1964. São integrantes do Conselho
Monetário Nacional:

14
14
I. Presidente do Banco Central do Brasil.
II. Secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia
III. Ministro da Economia
IV. Secretário da Receita Federal.
V. Ministro-chefe da Casa Civil.
VI. Secretário-geral da Presidência da República.

Quais estão corretos?


(A) Apenas I, II e III.
(B) Apenas IV, V e VI.
(C) Apenas I, II, III e IV.
(D) Apenas II, III, VI e V.
(E) I, II, III, IV, V e VI.

17. (FUNDATEC/2015 – BRDE)


São entidades normativas do Sistema Financeiro Nacional:
(A) Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, Superintendência de Seguros Privados e
Superintendência Nacional de Previdência Complementar.
(B) Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários.
(C) Conselho Monetário Nacional, Conselho Nacional de Seguros Privados e Conselho Nacional de
Previdência Complementar.
(D) Conselho Monetário Nacional, Banco Central do Brasil, BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica
Federal.
(E) Conselho Monetário Nacional, Banco Central e Casa da Moeda.

18. (FUNDATEC/2015 – BRDE)


O Banco Central do Brasil possui natureza de:
(A) Entidade privada sem fins lucrativos, integrante do Sistema Financeiro Nacional.
(B) Fundação pública integrante do Sistema Financeiro Nacional.
(C) Autarquia federal, integrante do Sistema Financeiro Nacional.
(D) Empresa pública federal, integrante do Conselho Monetário Nacional.
(E) Empresa pública federal, dotada de autonomia patrimonial e integrante da Administração Direta.

19. (CESGRANRIO/2015 – Banco do Brasil - Adaptada)


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais no
Brasil, sendo
(A) subordinada ao Banco Central do Brasil
(B) subordinada ao Banco do Brasil
(C) subordinada à Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)
(D) independente do poder público
(E) vinculada ao poder executivo (Ministério da Economia)

20. (CESGRANRIO/2015 – Banco do Brasil)


O Banco Central do Brasil é um órgão do Subsistema Normativo do Sistema Financeiro Nacional.
Ele determina, periodicamente, a taxa de juros de referência para as operações de um dia com títulos
públicos, via atuação de seu(sua)
(A) Comitê de Estabilidade Financeira (COMEF)
(B) Comitê de Política Monetária (COPOM)
(C) Conselho Monetário Nacional (CMN)
(D) Conselho de Administração
(E) Câmara de Compensação de cheques e outros papéis

21. (MAKIYAMA/2015 – Banestes)


Assinale a alternativa CORRETA quanto a uma das competências do Banco Central do Brasil:
(A) Assegurar e fiscalizar o funcionamento eficiente das bolsas de valores, do mercado de balcão e das
bolsas de mercadorias e futuros.
15
15
(B) Executar a política monetária mediante utilização de títulos do Tesouro Nacional.
(C) Proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra emissões irregulares
de valores mobiliários, e contra atos ilegais de administradores de companhias abertas ou de
carteira de valores mobiliários.
(D) Apurar, mediante inquérito administrativo, atos ilegais e práticas não-equitativas de
administradores de companhias abertas, e de quaisquer participantes do mercado de valores
mobiliários, aplicando as penalidades previstas em lei.
(E) Evitar ou coibir modalidades de fraude ou de manipulação que criem condições artificiais de
demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no mercado.

22. (CESGRANRIO/2015 – Banco do Brasil - Adaptada)


Dentre alguns dos órgãos normativos integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN), pode-se
considerar o(a):
(A) Comissão de Valores Mobiliários – CVM e a Superintendência de Seguros Privados – SUSEP.
(B) Banco Central do Brasil – BCB e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar –
PREVIC.
(C) Superintendência de Seguros Privados – SUSEP e o Conselho Nacional de Previdência Complementar
– CNPC.
(D) Ministério da Economia e a Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
(E) Conselho Monetário Nacional – CMN e o Conselho Nacional de Seguros Privados - CNSP.

23. (FUNRIO/2016 – IF-PA)


A taxa de referência do mercado, que regula as operações diárias com títulos públicos federais no
Sistema Especial de Liquidação e Custódia do Banco Central do Brasil, denomina-se taxa
(A) básica do Banco Central.
(B) de assistência do Banco Central.
(C) de juros de longo prazo.
(D) referencial.
(E) selic.

24. (FCC/2016 – PGE-MT)


Ao Conselho Monetário Nacional compete uma série de atribuições, EXCETO
(A) delimitar o capital mínimo das instituições financeiras privadas.
(B) emitir moeda-papel e moeda metálica.
(C) fixar as diretrizes e normas da política cambial.
(D) disciplinar o crédito e as operações creditícias.
(E) regulamentar, fixando limites, prazos e outras condições, as operações de redesconto.

25. (Cespe/2016 – FUNPRESP-EXE)


Julgue o item a seguir, relativo ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ao mercado de valores
mobiliários.

O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários supervisionam as corretoras e as


distribuidoras de títulos e valores mobiliários, as quais prestam, entre outros serviços, consultoria
financeira e custódia de títulos e valores mobiliários dos clientes.
( ) Certo
( ) Errado

26. (CESPE/2016 – FUNPRESP-JUD)


A respeito de política monetária, julgue o próximo item.

As atribuições do Comitê de Política Monetária (COPOM) incluem a definição da meta para a inflação.
( ) Certo
( ) Errado
16
16
27. (FCC/2017 – DPE-RS)
Compete ao Conselho Monetário Nacional

(A) receber os recolhimentos compulsórios das instituições financeiras.


(B) realizar operações de redesconto e empréstimos às instituições financeiras bancárias.
(C) exercer o controle do crédito sob todas as suas formas.
(D) regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de instituições financeiras.
(E) exercer a fiscalização das instituições financeiras e aplicar as penalidades previstas.

28. (Cespe/2018 – BNB)


A respeito do Banco Central do Brasil e das instituições públicas federais, julgue os itens subsecutivos.
1 É competência privativa do Banco Central do Brasil autorizaras instituições financeiras a alienar ou,
de alguma outra forma, transferir o seu controle acionário.

29. (Cesgranrio/2018 – BB - Adaptada)


No Brasil, a fixação das diretrizes e normas concernentes às políticas monetária, creditícia e cambial, é
da competência do
(A) Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
(B) Ministério da Economia
(C) Conselho Monetário Nacional
(D) Banco Central do Brasil
(E) Banco do Brasil

30. (IADES/2018 – IGEPREV-PA)


Segundo a Resolução BCB no 4.582/2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de
inflação de 4,25% para o ano de 2019, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais e para menos. A
esse respeito, quanto ao principal instrumento utilizado pelo Banco Central para garantir o atingimento
da meta de inflação, assinale a alternativa correta.
(A) A compra de títulos públicos federais no mercado primário.
(B) As operações de mercado aberto realizados com títulos públicos emitidos pelo Banco Central.
(C) O controle de preços exercido mediante a redução da carga tributária.
(D) A regulação da taxa de juros por meio de operações compromissadas com títulos do Tesouro
Nacional.
(E) O controle da concessão de crédito para evitar o sobre-endividamento da população.

31. (FGV/2018 – Banestes - Adaptada)


O Sistema Financeiro Nacional (SFN) possui órgãos normativos, supervisores e executores, com papéis
bem definidos.
A supervisão do mercado de capitais é responsabilidade:
(A) do Conselho Monetário Nacional (CMN);
(B) do Banco Central do Brasil;
(C) da Bolsa de Valores;
(D) do Ministério da Economia;
(E) da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

32. (FGV/2018 – Banestes)


Uma das entidades do Sistema Financeiro Nacional (SFN) é responsável pelo controle da inflação no
país e atua para garantir a estabilidade financeira do sistema e das instituições.
Essa entidade é o Banco Central, também responsável por:
(A) autorizar as ofertas públicas iniciais de empresas
(B) autorizar as emissões de debêntures
17
17
(C) controlar o fluxo de capitais estrangeiros no Brasil
(D) definir a meta de inflação no país
(E) definir o superávit primário

33. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


De acordo com a subdivisão do Sistema Financeiro Nacional (SFN) em entidades normativas,
supervisoras e operacionais, pode-se afirmar que:
(A) funcionam como entidades normativas: o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar (PREVIC).
(B) funcionam como entidades supervisoras: o Conselho Monetário Nacional (CMN), o Conselho
Nacional de Seguros Privados (CNSP) e o Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC).
(C) funcionam como entidades operacionais: Agências de Fomento, Associações de Poupança e
Empréstimo, Bancos de Câmbio, Bancos de Desenvolvimento, Bancos de Investimento, Companhias
Hipotecárias, Cooperativas Centrais de Crédito, Sociedades de Crédito, Financiamento e
Investimento, Sociedades de Crédito Imobiliário e Sociedades de Crédito ao Microempreendedor.
(D) funcionam como entidades supervisoras: entidades operadoras auxiliares, administradores de
mercados organizados de valores mobiliários, como os de Bolsa, de Mercadorias e Futuros e de
Balcão Organizado, as companhias seguradoras, as sociedades de capitalização, as entidades
abertas de previdência complementar e os fundos de pensão.
(E) funcionam como entidades operacionais o Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores
Mobiliários (CVM), a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e a Superintendência Nacional
de Previdência Complementar – PREVIC.

34. (FGV/2018 – Banestes)


É competência do Comitê de Política Monetária – Copom a fixação:
(A) da taxa do CDI
(B) da taxa Selic diária
(C) da meta para a taxa Selic
(D) da Taxa de Juros de Longo Prazo
(E) do superávit primário

35. (FCC/2019 – Banrisul - Adaptada)


No âmbito do Sistema Financeiro Nacional, a atribuição da coordenação da Dívida Pública Federal
externa e interna é
(A) do Banco Central do Brasil.
(B) do Ministério da Economia.
(C) da Secretaria do Tesouro Nacional.
(D) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
(E) do Conselho Monetário Nacional.

36. (FCC/2019 – Banrisul)


Como parte da missão de assegurar que o sistema financeiro seja sólido e eficiente, a autorização para
funcionamento de instituições financeiras controladas por capitais nacionais é concedida
(A) pelo Conselho Monetário Nacional.
(B) pela Comissão de Valores Mobiliários.
(C) pela Presidência da República.
(D) pelo Banco Central do Brasil.
(E) pelo Senado Federal.

18
18
37. (FCC/2019 – Banrisul)
O gerenciamento do meio circulante para garantir, à população, o fornecimento adequado de dinheiro
em espécie é competência
(A) da Casa da Moeda do Brasil.
(B) do Sistema de Pagamentos Brasileiro.
(C) do Banco Central do Brasil.
(D) da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).
(E) da Secretaria do Tesouro Nacional.

38. (FCC/2019 – Banrisul - Adaptada)


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é uma entidade autárquica em regime especial, vinculada ao
Ministério da Economia, que tem o objetivo de fiscalizar, normatizar, disciplinar e desenvolver o mercado
de valores mobiliários no Brasil. Para tanto, o seu mandato legal contempla
(A) proteger as instituições financeiras intermediárias.
(B) assegurar o sigilo das informações sobre os valores mobiliários negociados e as companhias que
os tenham emitido.
(C) estimular a formação de poupança e a sua aplicação em títulos do Tesouro Nacional.
(D) estimular as aplicações permanentes em ações do capital social de companhias abertas sob
controle público.
(E) evitar modalidades de manipulação destinadas a criar condições artificiais de negociação no
mercado de valores mobiliários.

39. (IADES/2019 – BRB)


A atividade principal de uma sociedade administradora de cartão de crédito, pessoa jurídica não
financeira, é a prestação de serviços remunerados, e não a intermediação financeira. Suponha que o
titular de um cartão de crédito não efetuou o pagamento integral do saldo devedor na data do
vencimento da fatura. Nesse caso, o cliente entra automaticamente no crédito rotativo do cartão, que
é
(A) financiado pela própria administradora de cartão de crédito.
(B) financiado por uma operação de crédito realizada por instituição financeira distinta da
administradora de cartão de crédito.
(C) parcelado com melhores condições de financiamento desde que o cliente tenha efetuado o
pagamento mínimo obrigatório de 15% do valor da fatura.
(D) parcelado, independentemente das condições do financiamento.
(E) renovado, a cada mês, até que o cliente efetue o pagamento integral da fatura.

GABARITO
01) A 08) C 15) A 22) E 29) C 36) D
02) E 09) B 16) A 23) E 30) D 37) C
03) D 10) EC 17) C 24) B 31) E 38) E
04) A 11) EC 18) C 25) Certo 32) C 39) B
05) A 12) E 19) E 26) Errado 33) C
06) B 13) D 20) B 27) D 34) C
07) A 14) B 21) B 28) Certo 35) E

19
19
MÓDULO 2
2. PRODUTOS BANCÁRIOS

2.1. Noções de Cartões de Crédito e Débito


Os cartões de crédito e débito, também conhecidos como dinheiro de plástico, se tornaram nos
últimos anos um dos meios de pagamento mais utilizados nas transações comerciais. Práticos, fáceis de
usar e aceitos em inúmeros estabelecimentos, esses instrumentos vêm ao longo do tempo fazendo com que
as pessoas utilizem cada vez menos o cheque e até mesmo as moedas em espécie.

Antes de adentrarmos para as particularidades desses dois tipos de cartões, vamos conhecer
alguns termos relacionados ao mercado deles.

Bandeiras

São instituições que autorizam o uso de sua marca e de sua tecnologia por emissores e
credenciadoras de estabelecimentos. Essas marcas aparecem nos cartões e nos estabelecimentos
credenciados.

Cartão de Crédito

É um meio de pagamento eletrônico que possibilita o portador adquirir bens e/ou serviços, pelo
preço à vista, nos estabelecimentos credenciados e realizar saques de dinheiro em equipamentos eletrônicos
habilitados. O cartão pode ser emitido para pessoas físicas ou para pessoas jurídicas. No caso de pessoa
jurídica, os cartões serão emitidos em nome dos sócios e/ou funcionários, podendo constar o nome da
empresa que assume a responsabilidade perante o emissor.

O cartão contém, geralmente, as seguintes características:

✓ nome do portador;
✓ número do cartão;
✓ data de validade;
✓ espaço para assinatura;

20
✓ itens de segurança (hologramas e outros sinais específicos);
✓ tarja magnética e/ou "chip";
✓ identificação do emissor e da bandeira.

Cartão de Débito

É um meio de pagamento vinculado a uma conta bancária que, entre outras funções, é utilizado
para aquisição de bens e/ou serviços. O valor da transação é debitado na conta bancária, no ato da compra,
mediante disponibilidade de saldo.

Cartão Múltiplo

É um meio de pagamento que contém as funções de débito e crédito, habilitando o portador a ter
acesso aos serviços disponibilizados e pela rede de estabelecimentos credenciados.

FUNÇÃO
CRÉDITO

CARTÃO
MÚLTIPLO
FUNÇÃO
DÉBITO

Credenciadoras

São empresas que habilitam estabelecimentos fornecedores de bens e/ou prestadores de serviços
para aceitarem cartões.

Emissores

Os cartões podem ser emitidos por:

✓ Instituições Financeiras: emitem e administram cartões (crédito e débito) próprios ou de


terceiros e concedem financiamento direto aos portadores.
✓ Administradoras: são empresas não financeiras que emitem e administram cartões próprios
ou de terceiros, mas não financiam diretamente os seus clientes. As administradoras de
cartões representam portadores perante as Instituições Financeiras para obtenção de
financiamento, cujos encargos são cobrados dos mesmos.

21
Validade do Cartão

O cartão somente poderá ser utilizado até a data de validade nele inscrita. Em caso de renovação
pelo emissor, o portador receberá um novo cartão. É responsabilidade de portador titular destruir o(s)
cartão(ões) vencido(s), inutilizando-o(s) completamente.

Tipos de Cartões

✓ Básico: nacional e/ou internacional, não pode ser associado a programas de benefícios e/ou
recompensas.

✓ Diferenciado: além de permitir o pagamento de compras, está associado a programas de


benefícios e recompensas.

Tarifas que podem ser cobradas pela emissora do cartão:

✓ anuidade;

✓ para emissão de 2ª via do cartão;

✓ para retirada em espécie na função saque;

✓ no uso do cartão para pagamento de contas; e

✓ no caso de pedido de avaliação emergencial do limite de crédito.

SAIBA MAIS...

Podem ser cobradas ainda tarifas pela contratação de serviços de envio de mensagem automática
relativa à movimentação ou lançamento na conta de pagamento vinculado ao cartão de crédito, pelo
fornecimento de plástico de cartão de crédito em formato personalizado, e ainda pelo fornecimento
emergencial de segunda via de cartão de crédito. Esses serviços são considerados “diferenciados”
pela regulamentação.

O que deve constar na fatura do cartão de crédito:

✓ limite de crédito total e limites individuais para cada tipo de operação de crédito passível de
contratação;

✓ gastos realizados com o cartão, por evento, inclusive quando parcelados;


22
✓ identificação das operações de crédito contratadas e respectivos valores;

✓ valores relativos aos encargos cobrados, informados de forma separada;

✓ valor dos encargos a serem cobrados no mês seguinte, no caso de o cliente optar pelo
pagamento mínimo da fatura; e

✓ Custo Efetivo Total (CET) para o próximo período.

ATENÇÃO!

O percentual de pagamento mínimo da fatura poderá ser livremente pactuado entre a instituição e
o cliente. Caso haja alteração desse percentual pela instituição emissora do cartão o cliente
deverá ser comunicado, com, no mínimo, 30 dias de antecedência.

Quando o usuário do cartão não paga integralmente a fatura, a Administradora do Cartão busca o
financiamento do saldo devedor junto a uma instituição financeira, por delegação do usuário (cláusula-
mandato). Neste caso são cobrados encargos financeiros sobre o saldo não liquidado.

Opções de pagamento:

✓ Pagamento do valor integral até o vencimento: neste caso não há cobrança de encargos
financeiros, como os juros e IOF;

✓ Pagamento parcial da fatura (mínimo ou outro valor distinto do total):

a) Parcelamento da fatura - o total de parcelas pode já estar definido em contrato ou ser


discutido caso a caso; no parcelamento há cobrança de encargos financeiros, juros e IOF no
valor da fatura seguinte;

b) Pagamento do valor mínimo sem parcelamento do restante – o cliente adere ao crédito


rotativo, sujeitando-se ao pagamento dos juros e dos encargos financeiros previstos em
contrato;

c) Pagamento de valor inferior ao mínimo sem parcelamento - cliente fica inadimplente,


podendo ser aplicados os procedimentos previstos no contrato para situações de
inadimplemento, tais como juros do crédito rotativo, multa de 2% sobre o principal e juros
de mora.

23
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

✓ As taxas de juros são livremente pactuadas entre o cliente e a emissora do cartão;


✓ A regulamentação proíbe a remessa do cartão de crédito sem prévia solicitação;
✓ A instituição pode debitar em conta os valores relativos à fatura do cartão de crédito, desde
que previamente solicitado ou autorizado pelo usuário, por escrito ou por meio eletrônico, a
realização do débito. A referida autorização pode ser ou ter sido concedida no próprio
instrumento contratual de abertura de conta;
✓ O contrato de cartão de crédito pode ser cancelado a qualquer momento. No entanto, é
importante salientar que o cancelamento do contrato não quita ou extingue dívidas pendentes;
✓ O Banco Central regula e fiscaliza os serviços de pagamentos vinculados a cartão de crédito;
✓ Toda instituição emissora de cartão de crédito deve possuir oferta de cartão de crédito básico.
O valor da anuidade do cartão básico deve ser menor do que o valor da anuidade do cartão
diferenciado;
✓ O prazo máximo de utilização de crédito rotativo é de 30 dias, até o vencimento da fatura
subsequente (Resolução 4.549).

2.2. Crédito Direto ao Consumidor - CDC

• Conceito: Operação de crédito concedida a pessoas físicas ou jurídicas para a aquisição de


bens e serviços.

• Onde contratar: Em bancos ou financeiras, ou por intermédio de lojas.

• Prazo: Até 60 meses

• Juros e encargos: As taxas de juros variam em função da instituição financeira, do prazo de


pagamento e do valor do empréstimo. Há também a cobrança do Imposto sobre Operações
Financeiras (IOF).

• Garantia da operação: Na maioria das vezes o bem financiado constitui a garantia da


operação. Pode-se exigir a garantia de um avalista pessoa física ou jurídica.

• Vantagens do CDC

✓ As prestações podem ser antecipadas e o plano quitado a qualquer momento;

✓ O cliente escolhe quanto vai dar de entrada e quanto vai financiar;

✓ Nos contratos prefixados, que já têm os juros embutidos na prestação, é possível saber
quanto vai se pagar ao longo do período;

24
✓ Na opção prefixada, as prestações são fixas em reais e não sofrem correção.

• Desvantagens do CDC

✓ As taxas de juros são mais baixas nos prazos de financiamentos curtos e mais elevadas no
caso de financiamentos mais longos.

✓ Em períodos longos, o consumidor acaba pagando uma pesada parcela de juros.

2.3. Crédito Rural

É o suprimento de recursos financeiros para aplicação exclusiva nas atividades agropecuárias.

Modalidades:

a) crédito rural corrente: suprimento de recursos sem a concomitante prestação de assistência


técnica à nível de empresa.

b) crédito rural educativo: suprimento de recursos conjugado com a prestação de assistência


técnica, compreendendo a elaboração de projeto ou plano e a orientação ao produtor.

c) crédito rural especial: destinado a cooperativas de produtores rurais, para aplicações próprias
ou dos associados e; programas de colonização ou reforma agrária.

Favorecidos:

• produtor rural (pessoa física ou jurídica);

• cooperativa de produtores rurais.;

• pessoa física ou jurídica que, mesmo não sendo produtor rural, se dedique às seguintes
atividades:

a) pesquisa ou produção de mudas ou sementes fiscalizadas ou certificadas;

b) pesquisa ou produção de sêmen para inseminação artificial e embriões;

c) prestação de serviços mecanizados, de natureza agropecuária, em imóveis rurais, inclusive


para proteção do solo;

d) prestação de serviços de inseminação artificial, em imóveis rurais;

25
e) medição de lavouras;

f) atividades florestais.

• serviços de escoamento da produção (comercialização);

• o silvícola, desde que, não estando emancipado, seja assistido pela Fundação Nacional do Índio
(Funai).

Origem dos Recursos:


• Fontes Fiscais: BNDES e fundos constitucionais;
• Poupança Rural: 60%
• Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): 35%
• Depósitos à Vista: 30%

Finalidades:

a) custeio (agrícola ou pecuário): destina-se a cobrir despesas normais dos ciclos produtivos.

b) investimento: destina-se a aplicações em bens ou serviços cujo desfrute se estenda por vários
períodos de produção.

c) comercialização: destina-se a cobrir despesas próprias da fase posterior à coleta da produção


ou a converter em espécie os títulos oriundos de sua venda ou entrega pelos produtores ou
suas cooperativas;

d) industrialização: destina-se à industrialização de produtos agropecuários, quando efetuada por


cooperativas ou pelo produtor na sua propriedade rural.

Sistema Nacional de Crédito Rural (SNCR)


O crédito rural foi criado no País em 1935. Durante 30 anos, sua gestão coube ao Banco do Brasil,
por meio da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial.
Em 1965, o assunto passou à responsabilidade do Banco Central, com a implementação do Sistema
Nacional de Crédito Rural (SNCR), que objetiva conduzir os financiamentos, sob as diretrizes da política
creditícia formulada pelo Conselho Monetário Nacional, em consonância com a política de desenvolvimento
agropecuário.

26
Garantias:

a) penhor agrícola, pecuário, mercantil, florestal e cedular;

b) alienação fiduciária;

c) hipoteca comum ou cedular;

d) aval ou fiança;

e) seguro rural ou do amparo do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);

f) proteção de preço futuro da commodity agropecuária, inclusive por meio de penhor de direitos,
contratual ou cedular;

g) outras que o Conselho Monetário Nacional admitir.

Formalização:

a) Com garantia real

✓ Cédula Rural Pignoratícia (CRP);

✓ Cédula Rural Hipotecária (CRH);

✓ Cédula Rural Pignoratícia e Hipotecária (CRPH);

b) Sem garantia real

✓ Nota de Crédito Rural (NCR);


27
c) Com ou sem garantia real ou fidejussória

✓ Cédula de Crédito Bancário (CCB) e contrato.

Despesas:

a) remuneração financeira;

b) Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, e sobre Operações relativas a Títulos e
Valores Mobiliários (IOF);

c) custo de prestação de serviços;

d) as previstas no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro);

e) prêmio de seguro rural, observadas as normas divulgadas pelo Conselho Nacional de Seguros
Privados;

f) sanções pecuniárias;

g) prêmios em contratos de opção de venda, do mesmo produto agropecuário objeto do


financiamento de custeio ou comercialização, em bolsas de mercadorias e futuros nacionais, e
taxas e emolumentos referentes a essas operações de contratos de opção.

ATENÇÃO!

Ressalvados os casos expressamente previstos, a instituição financeira é obrigada a fiscalizar a


aplicação do valor financiado.

Utilização:

O crédito rural deve ser liberado diretamente ao mutuário de uma só vez ou em parcelas, por caixa
ou em conta de depósitos, de acordo com as necessidades do empreendimento, devendo as utilizações
obedecer a cronograma de aquisições e serviços.

Reembolso:

O crédito rural deve ser pago de uma só vez ou em parcelas, segundo os ciclos das Explorações
financiadas.

28
Deve-se estabelecer o prazo e o cronograma de reembolso em função da capacidade de
pagamento do beneficiário, de maneira que os vencimentos coincidam com as épocas normais de obtenção
dos rendimentos da atividade assistida.

Fiscalização:

É atribuição do BC verificar se as instituições financeiras e /ou cooperativas que concederam o


recurso estão fiscalizando de maneira adequada aqueles que tiveram acesso ao crédito, além de verificar
se o benefício está sendo repassado como deveria.

As instituições financeiras, por sua vez, podem utilizar equipamentos como drones ou fotos feitas
a partir de satélites (sensoriamento remoto) para fiscalizar a aplicação do crédito. Checagens individuais são
obrigatórias para aqueles que tiveram acesso a um montante a partir de R$ 800 mil.

Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF):

O empreendedor familiar rural é aquele que pratica atividades no meio rural, em área não maior
do que quatro módulos fiscais, que utilize predominantemente mão de obra da própria família nas atividades
econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento, dentre outros quesitos.

Pescadores artesanais que explorem a atividade como autônomos, silvicultores que promovam o
manejo sustentável de florestas nativas ou exóticas, quilombolas e indígenas também podem ser tomadores
de crédito.

Os recursos do Pronaf podem ser disponibilizados de forma individual ou coletiva. As taxas efetivas
de juros variam entre 2,5% ao ano (para o cultivo de arroz, feijão, mandioca, tomate, cebola, batata inglesa
e trigo, entre outros) a 5,5% ao ano (para a aquisição de animais destinados a recria e engorda e outras
culturas e criações).

Plano Safra:

O Plano Safra ajuda agricultores a custear a safra e a investir. O plano é lançado anualmente (sua
vigência coincide com o período da safra) e reúne um conjunto de políticas nas áreas de assistência técnica
e extensão rural, crédito, seguro da produção, preço, comercialização e organização econômica.

Nos últimos anos, os juros do Plano Safra variaram entre 6,5% e 8,5% ao ano.

29
Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (PROAGRO):

O Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) é um programa do governo federal


que garante o pagamento de financiamentos rurais de custeio agrícola quando a lavoura amparada tiver
sua receita reduzida por causa de eventos climáticos ou pragas e doenças sem controle.

O Proagro tem como foco principalmente os pequenos e os médios produtores, embora esteja
aberto a todos dentro do limite de cobertura estabelecido na regulamentação. É administrado pelo Banco
Central, regulamentado pelo CMN e os agentes são as Instituições Financeiras (bancos e cooperativas).

2.4. Caderneta de Poupança

A Caderneta de Poupança é o investimento mais popular do país. Sua forma de aplicação financeira
é muito simples, mas o retorno do investimento é atualmente bastante baixo.

A Caderneta de Poupança é produto exclusivo das sociedades de crédito imobiliário, das carteiras
imobiliárias de bancos múltiplos, das associações de poupança e empréstimo e das caixas econômicas –
entidades integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo – SBPE.

A Poupança tem um papel social. Por lei, 65% dos depósitos em cadernetas de poupança devem
ser destinados ao financiamento habitacional.

Como todo investimento, a Poupança pode apresentar desvantagens e vantagens, a saber:

30
Remuneração da Caderneta de Poupança

São dois os cenários possíveis de rentabilidade na Caderneta de Poupança:

1) Se a Taxa Selic for superior a 8,5% ao ano, então, a remuneração da poupança será de 0,5%
ao mês mais a TR1 (Taxa Referencial);
2) Caso a Selic seja igual ou menor do 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será de 70% da
Selic mais a TR.

A remuneração da Poupança é subdividida nas seguintes partes:

✓ Remuneração básica: TR
✓ Remuneração adicional - Juros:0,5%am ou 70% da Selic

Outras características

• São garantidas pelo FGC;

• Contas abertas nos dias 29, 30 e 31 contam rendimento a partir do dia 1º do mês seguinte;

• Rendimento mensal: PF e PJ s/ fins lucrativos

• Rendimento trimestral: PJ (empresas)

• Quando se faz um depósito em cheque, desde que ele não seja devolvido, a remuneração passa
a ser feita a partir da data do depósito, independentemente do prazo de liberação.

1 Atualmente a TR é utilizada no cálculo do rendimento de vários investimentos, tais como títulos públicos, caderneta de poupança e
outras operações, tais como empréstimos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), pagamentos a prazo e seguros em geral. É
calculada pelo Banco Central do Brasil, com base na taxa média mensal ponderada ajustada dos CDBs prefixados das trinta maiores
instituições financeiras do país, eliminando-se as duas menores e as duas maiores taxas médias.
31
Serviços Essenciais vinculados à Caderneta de Poupança

• Um cartão para movimentar a conta e o fornecimento de uma 2ª via (a 2ª via poderá ser
cobrada quando a solicitação for por motivo de perda, roubo, furto, dano ao cartão ou outros
motivos que não sejam de responsabilidade da instituição);

• Dois saques por mês, inclusive por meio de cheque avulso;

• Duas transferências, por mês, para conta corrente do mesmo titular, na mesma instituição
financeira;

• Dois extratos por mês, com a movimentação dos últimos 30 dias;

• Consultas pela internet;

• Um extrato com informações discriminadas, mês a mês, dos valores das tarifas e encargos de
operações de crédito cobradas no ano anterior, fornecido até o dia 28 de fevereiro; e

• Qualquer serviço realizado por meio eletrônico, no caso de conta que só pode ser movimentada
por meio eletrônico (terminais de autoatendimento, internet, atendimento telefônico
automatizado etc.).

2.5. Capitalização

Título de Capitalização (TC) é uma aplicação pela qual o Subscritor constitui um capital, segundo
cláusulas e regras aprovadas e mencionadas no próprio título (Condições Gerais do Título) e que será pago
em moeda corrente num prazo máximo estabelecido. O título de capitalização só pode ser comercializado
pelas Sociedades de Capitalização devidamente autorizadas a funcionar.

As Condições Gerais, além de determinarem os direitos e as obrigações do Subscritor/Titular e da


Sociedade de Capitalização, estabelecem também todas as normas referentes ao título de capitalização.

Tipos de Títulos de Capitalização (quanto à forma de pagamento)

32
Componentes

Modalidades de Títulos de Capitalização

• TRADICIONAL: Objetiva restituir ao titular, ao final do prazo de vigência, no mínimo, o valor


total dos pagamentos efetuados pelo subscritor, desde que todos os pagamentos previstos
tenham sido realizados nas datas programadas;

• INSTRUMENTO DE GARANTIA: Permite que o saldo credor (tecnicamente chamado de


“provisão matemática”) do título de capitalização seja utilizado como uma garantia ou caução
de obrigação assumida pelo titular perante terceiro, por exemplo, no caso de aluguel de
imóveis, como alternativa ao fiador ou ao seguro fiança locatícia. Durante a vigência do
contrato principal que dispuser sobre a obrigação garantida, o resgate pelo titular somente
poderá ocorrer com a anuência do terceiro garantido;

• POPULAR: Tem por objetivo propiciar a participação do titular em sorteios, sem que haja
devolução integral dos valores pagos. Normalmente, esta modalidade é a utilizada quando há
cessão de resgate a alguma instituição;

• INCENTIVO: Está vinculado a um evento promocional de caráter comercial instituído pelo


Subscritor. O subscritor neste caso é a empresa que compra o título e o cede total ou
parcialmente (somente o direito ao sorteio) aos clientes consumidores do produto utilizado no
evento promocional;

• FILANTROPIA PREMIÁVEL: É destinada aos interessados em contribuir com entidades


beneficentes de assistência sociais. Nessa modalidade, por acordo expresso do participante que
compra o título de capitalização, o direito de resgate é cedido à entidade beneficente,
permanecendo com o comprador apenas o direito de participar de sorteios. Várias instituições

33
mantidas por doações no Brasil utilizam deste mecanismo e, muitas vezes, o valor arrecadado
através dos produtos lastreados por títulos de capitalização são sua principal fonte de renda;

• COMPRA-PROGRAMADA: A sociedade de capitalização garante ao titular, ao final da vigência,


o recebimento do valor de resgate em moeda corrente nacional, sendo disponibilizada ao titular
a faculdade de optar, se este assim desejar e sem qualquer outro custo, pelo recebimento do
bem ou serviço referenciado na ficha de cadastro, subsidiado por acordos comerciais
celebrados com indústrias, atacadistas ou empresas comerciais.

Observações Importantes

• Nos títulos com vigência igual a 12 meses, os pagamentos são obrigatoriamente fixos. Já nos
títulos com vigência superior, é facultada a atualização dos pagamentos, a cada período de 12
meses, por aplicação de um índice oficial estabelecido no próprio título;

• Os títulos não podem ser resgatados a qualquer momento. Alguns prevêem prazo de carência,
isto é, um período inicial em que o capital fica indisponível ao titular. Se o titular solicitar o
resgate durante o período de carência ou se o título for cancelado, o resgate só poderá
acontecer efetivamente (receber o dinheiro) após o encerramento do período de carência;

• O capital de resgate de um TC será sempre inferior ao capital constituído por aplicações


idênticas na caderneta de poupança, já que, dos pagamentos efetuados num título, desconta-
se uma parte para custear as despesas administrativas das Sociedades de Capitalização e,
quando há sorteios, uma parcela para custear as premiações;

• Um TC pode ser adquirido para outra pessoa. Nesse caso o subscritor, que é a pessoa que
adquire o título e assume o dever de efetuar os pagamentos, pode, desde que comunique por
escrito à Sociedade, a qualquer momento, e não somente no ato da contratação, definir quem
será o titular, isto é, quem assumirá os direitos relativos ao título, tais como o resgate e o
sorteio.

2.6. Previdência Privada

Tipos de Planos / Benefícios

Os planos previdenciários podem ser contratados de forma individual ou coletiva e podem


oferecer, juntos ou separadamente, os seguintes tipos básicos de benefício:

• RENDA POR SOBREVIVÊNCIA: geralmente denominada de aposentadoria.

34
• RENDA POR INVALIDEZ: renda a ser paga ao participante em decorrência de sua invalidez
total e permanente;

• PENSÃO POR MORTE: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de
inscrição em decorrência da morte do participante;

• PECÚLIO POR MORTE: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao(s) beneficiário(s)
indicado(s) na proposta de inscrição, em decorrência da morte do participante;

• PECÚLIO POR INVALIDEZ: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao próprio


participante, em decorrência de sua invalidez total e permanente.

Taxas Cobradas

• TAXA DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA: cobrada pela tarefa de administrar o dinheiro do


fundo de investimento.

• TAXA DE CARREGAMENTO: incide sobre cada depósito que é feito no plano. Ela serve para
cobrir despesas de corretagem e administração.

Fases de um Plano

Período de acumulação

35
Tabela Regressiva

É vinculada ao tempo da aplicação. Quanto maior for o prazo de acumulação ou quanto mais
tempo você permanecer no plano, menor será a alíquota de imposto de renda na hora do resgate ou
recebimento da renda. Veja abaixo:

Tabela Progressiva

É a mesma que determina a alíquota do Imposto de Renda sobre o seu salário. Na prática, o que
determina a alíquota sobre o plano de previdência é o valor a ser resgatado ou transformado em renda.

Período de utilização

36
PGBL X VGBL

BENEFÍCIO TRIBUTAÇÃO
MODALIDADE PERFIL
FISCAL RENTABILIDADE RESGATE APOSENTADORIA

Diferentemente
Indicado para quem:
de outros
1) Faz a declaração
investimentos,
completa do Imposto Os valores
as contribuições
de Renda; depositados No momento No momento do
em previdência
2) Contribui para a podem ser do resgate, recebimento da
não sofrem
PGBL Previdência Social deduzidos todo o valor renda, todo o
incidência de
PLANO GERADOR
(ou Regime Próprio) da base de resgatado está valor recebido
Imposto de
DE BENEFÍCIO ou é aposentado; cálculo do sujeito a está sujeito à
Renda enquanto
LIVRE 3)Pretende IR, em até incidência de incidência de
o dinheiro
contribuir com até 12% da Imposto de Imposto de
estiver investido.
12% de sua renda renda bruta Renda. Renda.
Assim, a reserva
bruta anual em anual.
rende ainda mais
previdência
ao longo do
complementar.
tempo.
Indicado para quem: Diferentemente
1) Faz a declaração de outros
No momento
simplificada do investimentos,
do resgate, No momento do
Imposto de Renda as contribuições
apenas o recebimento da
ou são isentos de IR; Os valores em previdência
rendimento renda, apenas o
2) Contribui ou não depositados não sofrem
VGBL (ganho de rendimento
para a Previdência não podem incidência de
VIDA GERADOR
capital) (ganho de capital)
Social (INSS) ou ser Imposto de
DE BENEFÍCIO alcançado no alcançado no
Regime Próprio; deduzidos Renda enquanto
LIVRE plano está plano está sujeito
3) Pretende do Imposto o dinheiro
sujeito a à incidência do
contribuir com mais de Renda. estiver investido.
incidência do Imposto de
de 12%* de sua Assim, a reserva
Imposto de Renda.
renda bruta anual rende ainda mais
Renda.
em previdência ao longo do
complementar. tempo.

2.7. Investimentos

DEPÓSITOS A PRAZO
Os Certificados de Depósito Bancário (CDB) e os Recibos de Depósito Bancário (RDB) são títulos
privados representativos de depósitos a prazo feitos por pessoas físicas ou jurídicas.

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CDB RDB

Certificado de Depósito Bancário Recibo de Depósito Bancário


CONCEITO

Bancos Comerciais, Múltiplos, de


Bancos Comerciais, Múltiplos, de
Investimento, de Desenvolvimento,
Investimento, de Desenvolvimento,
Caixa Econômica Federal,
Caixa Econômica Federal e
PODEM EMITIR Sociedades de Crédito,
Sociedades de Crédito,
Financiamento e Investimento -
Financiamento e Investimento -
SCFI (financeiras) e Cooperativas de
SCFI (financeiras)2
Crédito

Sim Não
É TRANSFERÍVEL?

Sim Sim, mas em caráter excepcional


É RESGATÁVEL?

TEM GARANTIA? Pelo banco e pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC)

RENTABILIDADE Pré ou Pós-fixada

LETRA DE CÂMBIO

Enquanto uma modalidade de investimento, a Letra de Câmbio se assemelha muito a um


Certificado de Depósito Bancário (CDB), mas com um detalhe: as LC’s são emitidas pelas Sociedades de
Crédito, Financiamento e Investimento – SCFI (Financeiras).

As Letras de Câmbio podem ter a sua rentabilidade classificada em:

• Pós-fixada: a rentabilidade é atrelada a um indicador, geralmente o CDI. O retorno só será


calculado na data de vencimento;

2
Novidade implementada pela Resolução n.º 4.812/20 - BACEN
38
• Prefixada: a rentabilidade é definida no momento da aplicação. O retorno geralmente é
expresso através de uma porcentagem;

• Híbrida: a rentabilidade possui um componente pós-fixado e outro prefixado. O retorno


geralmente é corrigido pelo IPCA (pós-fixado) e uma taxa fixa (prefixado).

Outras características das LC’s:

• Estão sujeitas à tributação do IR;

• Tem incidência do IOF (30 primeiros dias);

• Podem apresentar um prazo de carência, geralmente de 1 a 5 anos;

• Possuem um prazo de vencimento, que na maioria dos casos é o mesmo período de carência;

• Algumas possuem liquidez diária, podendo ser rapidamente resgatadas pelo investidor;

• São cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito – FGC.

FUNDOS DE INVESTIMENTO

São instituições com personalidade jurídica própria, constituídas na forma de condomínio –


aplicação em conjunto – com objetivo de reunir poupança para propiciar acesso a rentabilidades maiores a
custos mais baixos.
Os recursos aplicados por clientes em Fundos de Investimento não podem ser utilizados pela
instituição financeira administradora para empréstimos e financiamentos a outros.

Taxas e Custos

✓ Taxa de Administração: praticamente todos os fundos;

✓ Taxa de Performance: pode ser cobrada quando o resultado do fundo supera uma certa meta
previamente estabelecida;

✓ Taxa de Entrada: devida quando se faz o investimento;

✓ Taxa de Saída: devida quando se realiza o resgate.

Todos os custos do fundo devem ser obrigatoriamente descontados do valor da cota e, portanto,
da rentabilidade divulgada.

Tributação

✓ Imposto de Renda (IR): recolhido no último dia útil dos meses de maio e novembro;
39
✓ Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): incide sobre o rendimento nos resgates feitos num
período inferior a 30 dias.

Alguns tipos de Fundos de Investimentos

✓ Fundo de Renda Fixa: devem possuir, no mínimo 80% da carteira em ativos relacionados
diretamente ao fator de risco que lhe dá o nome;

✓ Fundo de Ações: devem investir, no mínimo, 67% de seu patrimônio em ações e em outros
valores mobiliários relacionados a ações;

✓ Fundo Cambial: devem manter, no mínimo, 80% de seu patrimônio investido em ativos que
sejam relacionados à variação de uma moeda estrangeira;

✓ Fundo Multimercado: devem possuir políticas de investimento que envolvam vários fatores de
risco, sem compromisso de concentração em qualquer fator em especial.

2.8. Planos de Seguros

Contrato mediante o qual uma pessoa denominada Segurador, se obriga, mediante o recebimento
de um prêmio, a indenizar outra pessoa, denominada Segurado, do prejuízo resultante de riscos futuros,
previstos no contrato.

Terminologias

• Proponente: Pessoa que pretende fazer um seguro e que já firmou, para esse fim, a proposta;

• Estipulante: Pessoa física ou jurídica que contrata apólice coletiva de seguros, ficando
investido dos poderes de representação dos segurados perante a Seguradora;

• Corretor: Pessoa física ou jurídica devidamente habilitada e registrada na SUSEP para


intermediar e promover a comercialização de contratos de seguro, representando o Segurado
junto às Seguradoras;

40
• Seguradora: Empresa autorizada pela SUSEP a funcionar no Brasil e que, recebendo o prêmio,
assume os riscos descritos no contrato de seguro;

• Risco: Evento incerto ou de data incerta que independe da vontade das partes contratantes e
contra o qual é feito o seguro. O risco é a expectativa de sinistro. Sem risco não pode haver
contrato de seguro;

• Prêmio: Importância paga pelo Segurado ou estipulante/proponente à Seguradora para que


esta assuma o risco a que o Segurado está exposto;

• Segurado: Pessoa física ou jurídica que, tendo interesse segurável, contrata o seguro em seu
benefício pessoal ou de terceiros;

• Endosso: Aditivo ao contrato pelo qual a Seguradora e o Segurado acordam quanto a alteração
de dados, modificam condições ou objeto da apólice ou a transferem a terceiros;

• Sinistro: Ocorrência de acontecimento previsto no contrato de seguro, de natureza súbita,


involuntária e imprevista;

• Franquia: Valor ou percentual definido na apólice que representa a participação do Segurado


nos prejuízos indenizáveis consequentes de cada sinistro;

• Indenização: quantia que, em caso de sinistro, o segurado recebe de forma a permitir a


reposição integral do bem.

Modalidades de Seguros

• Seguros de Acumulação: são aqueles em que o segurado, ao pagar os prêmios do seguro,


forma uma reserva que, depois de determinado período, retorna para ele, corrigida por um
indexador e juros. Exemplos: Previdência Complementar Aberta (Tradicional, PGBL e VGBL),
Títulos de Capitalização.

• Seguros de Risco: são todos os outros em que os prêmios só têm retorno para o segurado na
forma de cobertura de eventual sinistro. Exemplos: Auto e Responsabilidade Civil, Acidentes
Pessoais, Saúde etc.

Pulverização de Responsabilidades

• Cosseguro: é quando duas ou mais seguradoras assumem a responsabilidade pelo mesmo


risco, o que possibilita reduzir um perigo de grandes dimensões em responsabilidades menores,
fazendo com que cada seguradora assuma a responsabilidade por uma parte do montante;

41
• Resseguro: É quando uma operação em que uma seguradora está envolvida ultrapassa o limite
de sua capacidade econômica de indenizar, então ela transfere à resseguradora o excesso de
responsabilidade;

• Retrocessão: O ressegurador repassa parte das responsabilidades que assumiu para outro
ressegurador ou seguradoras, com o objetivo de proteger seu patrimônio. Nessa operação, são
cedidos riscos, informações e parte do prêmio de seguro.

Tipos de Resseguradores

• Local: ressegurador sediado no país, constituído sob a forma de sociedade anônima, que tenha
por objeto exclusivo a realização de operações de resseguro e retrocessão.

• Admitido: ressegurador sediado no exterior, com escritório de representação no país e


cadastrado na Susep.

• Eventual: empresa resseguradora estrangeira sediada no exterior, sem escritório de


representação no país, cadastrada na Susep para realizar operações de resseguro e retrocessão.

Tipos de Seguros

• Seguro Rural: é um dos mais importantes instrumentos de política agrícola, por permitir ao
produtor proteger-se contra perdas decorrentes principalmente de fenômenos climáticos
adversos; cobre também a atividade pecuária, o patrimônio do produtor rural, seus produtos,
o crédito para comercialização desses produtos, além do seguro de vida dos produtores;

• Seguro Compreensivo: garante, em geral, três riscos: incêndio, queda de raio e explosão;
conjugam diversas coberturas adicionais, tais como: vendaval, queda de aeronaves, perda de
aluguel, entre diversas outras;

• Seguro de Danos: objetiva garantir ao segurado, até o limite máximo de garantia e de acordo
com as condições do contrato, o pagamento de indenização por prejuízos, devidamente
comprovados, diretamente decorrentes de perdas e/ou danos causados aos bens segurados,
ocorridos no local segurado, em consequência de risco coberto;

• Seguro de Pessoas: tem por objetivo garantir o pagamento de uma indenização ao segurado
e aos seus beneficiários, observadas as condições contratuais e as garantias contratadas. Como
exemplos de seguros de pessoas, temos: seguro de vida, seguro funeral, seguro de acidentes
pessoais, seguro educacional, seguro viagem, dentre outros;

• Seguro de Transportes: garante ao segurado uma indenização pelos prejuízos causados aos
bens segurados durante o seu transporte em viagens aquaviárias, terrestres e aéreas, em
percursos nacionais e internacionais;
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• Seguro de Crédito: tem por objetivo ressarcir o SEGURADO (credor), nas operações de crédito
realizadas com clientes domiciliados no país, das perdas causadas por devedor insolvente;

• Seguro de Veículos: para cobrir danos acidentais causados ao veículo, roubo ou furto do
mesmo (ou suas partes), ressarcimento de danos (materiais ou pessoais) causados pelo veículo
a terceiros, indenização aos passageiros acidentados do veículo (ou seus beneficiários) e
assistência ao veículo e seus ocupantes, em caso de acidente ou pane;

• Seguro de Garantia Estendida: tem como objetivo fornecer ao segurado, facultativamente e


mediante o pagamento de prêmio, a extensão temporal da garantia do fornecedor de um bem
adquirido e, quando prevista, sua complementação;

• DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres): visa pagar
indenizações a pessoas vitimadas por morte, invalidez permanente e despesas de assistência
médica e suplementares;

• DPEM (Danos Pessoais Causados por Embarcações): tem por finalidade dar cobertura aos
danos pessoais causados por embarcações ou por sua carga às pessoas embarcadas,
transportadas ou não transportadas, inclusive aos proprietários, tripulantes e condutores das
embarcações, independentemente de a embarcação estar ou não em operação;

• Seguro Popular de automóvel: modalidade recentemente regulamentada pela


Superintendência de Seguros Privados - SUSEP, prevê a utilização de peças usadas oriundas de
empresas de desmontagem para a recuperação de veículos sinistrados com cobertura
securitária. Não podem ser usadas, no entanto, peças de segunda mão para reparos de itens
de segurança, como airbag, freios e suspenção, por exemplo. A medida visa reduzir os preços
pagos pelos consumidores do ramo, visto que a apólice pode ficar até 30% mais barata que a
de um seguro tradicional;

• Seguro Desemprego: é um benefício que oferece auxílio em dinheiro por um período


determinado. Ele é pago de três a cinco parcelas de forma contínua ou alternada, de acordo
com o tempo trabalhado.

Observações Importantes

• É proibida a realização de mais de um seguro cobrindo o mesmo objeto ou interesse, salvo nos
casos de seguros de pessoas.

• As operações de Seguro Rural gozam de isenção tributária irrestrita, de quaisquer impostos ou


tributos federais.

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Exercícios - Produtos e Serviços
Financeiros
1. (CESGRANRIO/2013 – Banco da Amazônia)
Os planos de seguro têm o objetivo de gerar proteção patrimonial às pessoas físicas ou jurídicas.
Em um seguro de veículo, se o segurado trocar de carro ou incluir algum item em sua apólice, ele deverá
solicitar a seguradora um
(A) endosso na apólice
(B) reembolso de prêmio
(C) estorno de pagamento
(D) cancelamento de apólice
(E) pedido de prêmio

2. (CESGRANRIO/2014 - Banco da Amazônia)


A caderneta de poupança é um dos investimentos mais populares do Brasil, principalmente por ser um
investimento de baixo risco.
A poupança é regulada pelo Banco Central, e, atualmente, com a meta da taxa Selic superior a 8,5%,
sua remuneração é de:
(A) 0,3% ao mês, mais a variação do CDB
(B) IGPM (Índice Geral de Preços do Mercado), mais TR (Taxa Referencial)
(C) TR (Taxa Referencial), mais 0,5% ao mês
(D) 0,5% ao mês
(E) 6% ao ano

3. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Os planos de previdência PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício
Livre) são produtos de Previdência Complementar que visam à acumulação de recursos e à
transformação de tais recursos em uma renda futura.
Na modalidade PGBL, o imposto de renda incide sobre o
(A) ganho das aplicações financeiras
(B) valor futuro calculado para a data do resgate
(C) total resgatado ou recebido como renda
(D) total de rendimentos bruto na data da aplicação
(E) valor da aplicação inicial

4. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Os títulos de capitalização são emitidos pelas sociedades de capitalização e têm por objeto o depósito
periódico de prestações pecuniárias pelo contratante, o qual terá, depois de cumprido o prazo
contratado, os direitos de concorrer a sorteio de prêmios em dinheiro e o de.
(A) resgatar o valor do título mediante lance em leilões periódicos
(B) resgatar parte dos valores depositados corrigidos por uma taxa de juros.
(C) aplicar parte dos recursos em ações das bolsas de valores
(D) concorrer a imóveis nos feirões da casa própria
(E) concorrer a prêmios em barras de ouro

5. (FGV/2014 - BNB)
O Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) se difere do Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) no que
tange ao tratamento fiscal. No caso do PGBL:
(A) o imposto de renda é pago no resgate e incide sobre o total do valor resgatado;
(B) o imposto de renda é pago no resgate e incide sobre os ganhos de capital;
(C) o imposto de renda é pago semestralmente e incide sobre os ganhos de capital;
(D) ambas as aplicações são isentas de cobrança de imposto de renda;
(E) ambas as aplicações estão sujeitas a alíquota fixa de 6% de imposto de renda.

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6. (CESPE/2014 – Câmara dos Deputados)
Acerca dos seguros privados e resseguros, julgue o item subsequente.
1 O seguro de garantia estendida procura complementar a garantia original de fábrica, mas não é
aplicável aos contratos de compra e venda de bens de consumo duráveis.
2 Os seguros de pessoas garantem o pagamento de indenização ao segurado e seus beneficiários de
acordo com as condições contratuais. Nessa categoria tem-se, como exemplo, o seguro funeral, o
seguro educacional e o seguro desemprego.
3 O contrato de seguro assume que existem direitos e obrigações de ambas as partes. Deve o
segurado pagar o prêmio e o segurador arcar com as despesas.
4 Resseguro é a operação pela qual uma seguradora se alivia de forma integral do risco de um seguro
já feito, adquirindo novo seguro em outra seguradora.

7. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Tradicionalmente, o rendimento da Caderneta de Poupança sempre foi determinado pela variação da
TR (Taxa Referencial) mais juros de 0,5% ao mês. Entretanto, os depósitos realizados a partir de
04/05/2012 têm rendimento vinculado à meta da taxa Selic.
Desde então, se esta meta for igual ou menor que 8,5% ao ano, os juros da Caderneta de Poupança são
(A) aumentados para 130% da Selic
(B) aumentados para 130% da Selic mais a TR
(C) aumentados para 100% da Selic
(D) reduzidos para 70% da Selic
(E) reduzidos para 70% da Selic mais a TR

8. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Os cartões de crédito são, às vezes, chamados de “dinheiro de plástico”. Seu uso crescente como meio
de pagamento implica vários aspectos, EXCETO o(a)
(A) ganho sobre a inflação para os possuidores de cartão, sendo os valores das compras pagos apenas
no vencimento do cartão.
(B) crédito automático até certo limite para os possuidores de cartão.
(C) aumento da demanda de papel moeda pelos possuidores de cartão, para pagamento de suas
transações.
(D) aumento da segurança da transação, tanto para o comprador quanto para o vendedor.
(E) indução ao crescimento de vendas para os estabelecimentos credenciados.

9. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


O Plano Gerador de Benefícios Livres (PGBL) é uma aplicação que tem como objetivo a complementação
da aposentadoria do seu investidor. Pode-se dizer que o PGBL é bom para o empregado que possui
renda tributável e declara o imposto de renda no modelo completo, pois ao investir num PGBL, tem-se
restituído o Imposto de Renda (IR) retido na fonte pelo empregador sobre o valor da aplicação.
Como a tributação do PGBL ocorre no resgate sobre o(s) seu(s)
(A) rendimentos, o IR é postergado, mas não há a sua isenção.
(B) rendimentos, o IR é diferido, mas não há a sua isenção.
(C) rendimentos, há isenção do IR.
(D) valor integral, o IR é adiado, mas não há a sua isenção.
(E) valor integral, há isenção do IR.

10. (EXATUS/2015 – BANPARÁ)


O Crédito Direto ao Consumidor – CDC - é uma operação de crédito concedida a pessoas físicas ou
jurídicas para a aquisição de bens e serviços.
Com base nessa afirmação, assinale a alternativa correta sobre o CDC:
(A) O consumidor que contrata o CDC passa a desfrutar imediatamente de um bem que será pago
com sua renda futura.
(B) O consumidor que contrata o CDC passa a desfrutar de um bem noventa dias após quitação da
primeira parcela de pagamento.
(C) O consumidor que contrata o CDC passa a desfrutar do bem adquirido após trinta dias da quitação
da primeira parcela de pagamento.
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(D) O consumidor que contrata o CDC passa a desfrutar do bem adquirido após sessenta dias da
quitação da terceira parcela de pagamento.
(E) O consumidor que contrata o CDC passa a desfrutar imediatamente de um bem adquirido após o
vencimento da segunda parcela.

11. (Cespe/2018 - BNB)


Carlos pretende adquirir um plano de previdência privada para complementar os benefícios que obtiver
no regime geral de previdência social. Seu projeto é investir por mais de dez anos e deseja que os
recursos investidos no plano de previdência privada sejam deduzidos do imposto de renda.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item.
( ) Caso Carlos deseje adquirir um seguro de vida associado ao plano de previdência, o produto mais
adequado é um plano gerador de benefícios livres (PGBL), que permite deduzir o prêmio do seguro do
imposto de renda.

12. (CESPE/2018 – BNB)


Acerca de depósitos bancários, julgue o item subsequente.
As diferenças entre recibo de depósito bancário e certificado de depósito bancário incluem o fato de o
certificado poder ser transferido por meio de endosso, sendo, portanto, negociável em mercado
secundário.
( ) Certo
( ) Errado

13. (CESPE/2018 – CEF)


A respeito dos meios de pagamento eletrônico conhecidos como cartões de crédito e cartões de débito,
julgue os itens subsecutivos.
A cobrança do uso de cartões de crédito emitidos por instituições financeiras está limitada a três tarifas
específicas: anuidade, segunda via do cartão magnético e uso da função saque.
( ) Certo
( ) Errado

14. (CESPE/2018 – BNB)


Com relação às operações de crédito realizadas pelas instituições financeiras, julgue o item subsequente.
O crédito direto ao consumidor (CDC) é uma modalidade de financiamento destinada à aquisição de
bens e serviços cujo beneficiário é o consumidor ou usuário final.
( ) Certo
( ) Errado

15. (CESPE/2018 – BNB)


Com relação às operações de crédito realizadas pelas instituições financeiras, julgue o item subsequente.
A operação de crédito rural destinada à aquisição de bens ou serviços que serão usufruídos em vários
períodos de produção é classificada como uma operação de custeio.
( ) Certo
( ) Errado

16. (CESGRANRIO/2018 – Banco da Amazônia)


O crédito rural abrange diversas modalidades de financiamento aos empresários do setor, desde a fase
de produção até o abastecimento dos mercados consumidores. A modalidade que assegura aos
produtores e cooperativas rurais recursos destinados a financiar o abastecimento doméstico e o
armazenamento dos estoques excedentes em períodos de queda dos preços é denominada crédito
(A) geral
(B) especial
(C) de investimento
(D) de custeio
(E) de comercialização

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17. (FGV/2018 – Banestes)
A remuneração atual da caderneta de poupança possui um componente básico, baseado na taxa
referencial (TR), e um adicional, dependente da política monetária corrente.
O parâmetro de política monetária utilizado no cálculo é a:
(A) taxa do CDI – Certificado de Depósito Interbancário;
(B) meta da taxa Selic;
(C) meta de inflação;
(D) taxa Selic diária;
(E) rentabilidade média das NTN-B’s.

18. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


A conta poupança é um tipo de conta bancária considerada de baixo risco. Em relação à caderneta de
poupança, é correto afirmar que
(A) a remuneração da aplicação é mensal e não há incidência de imposto de renda (IR) sobre ganhos
de capital para pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos.
(B) a remuneração é mensal e há incidência do imposto de renda (IR) para pessoas jurídicas com fins
lucrativos.
(C) a remuneração da aplicação é mensal e há incidência de imposto de renda (IR) sobre ganhos de
capital para pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos.
(D) a caderneta recebe depósitos tanto de pessoas físicas quanto de pessoas jurídicas, sendo que sua
abertura deve ser feita somente no quinto dia útil de cada mês.
(E) a remuneração da aplicação é diária e não há incidência de imposto de renda (IR) sobre ganhos de
capital para pessoas físicas e jurídicas sem fins lucrativos.

19. (CESGRANRIO/2018 – Banco da Amazônia)


As sucessivas reduções na taxa básica de juros, a Selic, impactam a decisão dos investidores com
relação à poupança.
Sobre as cadernetas de poupança tem-se que
(A) têm a remuneração composta pela Taxa Referencial e por uma remuneração adicional de 0,5% ao
mês, se a Selic for maior que 8,5%.
(B) têm a remuneração creditada no último dia útil de cada mês.
(C) têm incidência do Imposto de Renda.
(D) são passíveis de cobrança de taxas administrativas.
(E) não são garantidas pelo FGC.

20. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


Em relação ao Recibo de Depósito Bancário (RDB) e ao Certificado de Depósito Bancário (CDB), é correto
afirmar que
(A) o RDB é considerado um depósito à vista enquanto o CDB é considerado um depósito a prazo.
(B) o RDB é considerado um depósito a prazo enquanto o CDB é considerado um depósito à vista.
(C) o RDB e o CDB são considerados depósitos à vista.
(D) o RDB e o CDB são considerados depósitos a prazo.
(E) o RDB e o CDB podem ser tanto depósitos à vista quanto depósitos a prazo.

21. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


Ainda em relação ao Recibo de Depósito Bancário (RDB) e ao Certificado de Depósito Bancário (CDB), é
correto afirmar que
(A) os CDB e RDB são títulos de renda fixa que servem como captação de recursos dos bancos. Ambos
são empréstimos que o banco faz para seus clientes e a rentabilidade vem dos juros pagos pelo
cliente à instituição.
(B) o RDB é um recibo que pode ser negociado a qualquer momento desde que seja entre correntistas
do mesmo banco.
(C) o CDB, por ser um depósito à vista, permite negociação do título antes do vencimento.
(D) o RDB, por ser um depósito à vista, é inegociável e intransferível.
(E) o CDB, por ser considerado um título de crédito, é negociável e pode ser endossável e vendido
para outra pessoa.
47
47
22. (CESPE/2018 – BNB)
Com relação a fundos de investimentos, depósitos de poupança e títulos de capitalização, julgue o item
subsecutivo.
Um capital aplicado em título de capitalização produzirá montante inferior ao gerado pela aplicação do
mesmo capital, pelo mesmo período, em caderneta de poupança, visto que, nos títulos de capitalização,
os custos relativos a premiações, no caso de haver sorteios, e as despesas administrativas do emissor
são descontados dos pagamentos efetuados no título.
( ) Certo
( ) Errado

23. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


Em relação aos elementos que fazem parte de um contrato de seguro, pode-se afirmar que:
(A) a franquia é a importância que o segurado recebe em caso de sinistro.
(B) a indenização refere-se à prestação paga pelo segurado.
(C) o sinistro é o valor do prejuízo que fica a cargo do segurado.
(D) a indenização refere-se à importância que o segurado recebe em caso de sinistro.
(E) o prêmio refere-se à importância que o segurado recebe em caso de sinistro.

24. (IADES/2018 – IGEPREV-PA)


PGBL e VGBL são duas modalidades de previdência privada. No que se refere aos aspectos tributários,
assinale a alternativa correta.
(A) O PGBL tem antecipação do imposto de renda (IR) a cada seis meses, o que é chamado come-
cotas.
(B) No PGBL e no VGBL, pela tabela regressiva do imposto de renda (IR), as contribuições com prazo
de permanência superior a 10 anos são tributadas à alíquota de 10%, sem compensação na
declaração anual.
(C) O VGBL é mais indicado para quem faz a declaração de imposto de renda (IR) usando o formulário
completo.
(D) O VGBL permite o diferimento do imposto de renda (IR), limitado a 12% da renda bruta anual.
(E) No PGBL, o imposto de renda (IR) incide apenas sobre o rendimento.

25. (IADES/2018 – IGEPREV-PA)


Entre os operadores do Sistema Financeiro Nacional (SFN), incluem-se as entidades fechadas de
previdência complementar. Acerca dessas entidades, assinale a alternativa correta.
(A) São supervisionadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).
(B) Assemelham-se às sociedades seguradoras, portanto, subordinam-se às normas da
Superintendência de Seguros Privados (Susep).
(C) Classificam-se como órgãos normativos do SFN.
(D) São responsáveis pela autorização de funcionamento e supervisão das empresas de previdência
privada fechada.
(E) Regem-se pelas normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

26. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


A previdência complementar proporciona um seguro previdenciário adicional ao trabalhador ou seu
beneficiário, conforme a necessidade e vontade. Sobre isso, é correto afirmar que
(A) existem três modelos de previdência privada no Brasil: a previdência aberta, a previdência fechada
e a previdência privada mista, que envolve características da aberta e da fechada
simultaneamente.
(B) os planos, no modelo de previdência privada aberta, são oferecidos por bancos, entidades ou
seguradoras, sendo fiscalizados pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e pela
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC).
(C) as entidades de previdência fechada funcionam como empresas administradoras da previdência,
lucrando com esta atividade, ao cobrar taxas pelos serviços prestados.
(D) o modelo de previdência privada mista é administrado por empresas e bancos e dele podem fazer
parte funcionários de uma única empresa ou funcionários de empresas diferentes.

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(E) as entidades de previdência fechada, também chamadas de fundo de pensão, oferecem planos
criados por empresas e voltados exclusivamente aos seus funcionários, não podendo ser
oferecidos para quem não é funcionário daquela empresa.

27. (FCC/2019 – BANRISUL)


Para que possam fornecer empréstimo e financiamento para aquisição de bens, serviços e capital de
giro no mercado nacional, as sociedades de crédito, financiamento e investimento, além de utilizar o
seu capital próprio, emitem
(A) letras de câmbio.
(B) certificados de depósito bancário.
(C) notas promissórias comerciais.
(D) letras de crédito imobiliário.
(E) debêntures conversíveis.

28. (FCC/2019 - Banrisul)


As sociedades administradoras de cartões de crédito
(A) definem limites de crédito e encargos para financiar diretamente os seus clientes.
(B) são empresas financeiras que emitem cartões próprios ou de terceiros.
(C) autorizam o uso de bandeira e tecnologia por emissores e credenciadoras de estabelecimentos.
(D) são responsáveis pela aceitação dos cartões no âmbito nacional e, se for o caso, internacional.
(E) representam portadores perante instituições financeiras para obtenção de financiamento.

29. (FCC/2019 - Banrisul)


Frequentemente ofertados aos clientes das redes bancárias, os títulos de capitalização proporcionam
(A) garantia da instituição financeira emissora.
(B) isenção de imposto de renda sobre o valor resgatado que exceda à aplicação.
(C) prazo de validade igual ou superior a seis meses na modalidade tradicional.
(D) possibilidade de transferência durante a vigência, de uma pessoa para outra.
(E) a opção, pelo subscritor, da emissão “ao portador”.

GABARITO
01) A 06) ECCE 11) Errado 16) E 21) E 26) E
02) C 07) D 12) Certo 17) B 22) Certo 27) A
03) C 08) C 13) Errado 18) A 23) D 28) E
04) B 09) D 14) Certo 19) A 24) B 29) D
05) A 10) A 15) Errado 20) D 25) A

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MÓDULO 3

3. NOÇÕES DO MERCADO DE CAPITAIS

O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários, que tem o propósito de


proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização.

Ele tem uma grande importância no desenvolvimento do país, pois estimula a poupança e o
investimento produtivo, o que é essencial para o crescimento de qualquer sociedade econômica moderna.

As operações que ocorrem no mercado de valores mobiliários, bem como seus participantes, são
regulados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Nesse mercado temos a presença marcante das companhias, dos intermediários financeiros e dos
investidores. As companhias abertas, por exemplo, necessitam de recursos financeiros para realizar
investimentos produtivos, tais como: inovação tecnológica, expansão da capacidade ou mesmo o
alongamento do prazo de suas dívidas. Os investidores, por outro lado, possuem recursos financeiros
excedentes, que precisam ser aplicados de maneira rentável e valorizar-se ao longo do tempo. Os
intermediários financeiros criam as condições para que tais objetivos, de ambas partes, sejam alcançados.

Participantes do Mercado

E o que são negociados nesse mercado?

São os valores mobiliários, a saber:

I - as ações, debêntures e bônus de subscrição;

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II - os cupons, direitos, recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores
mobiliários;

III - os certificados de depósito de valores mobiliários;

IV - as cédulas de debêntures;

V - as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em


quaisquer ativos;

VI - as notas comerciais;

VII - os contratos futuros, de opções e outros derivativos, cujos ativos subjacentes sejam valores
mobiliários;

VIII - outros contratos derivativos, independentemente dos ativos subjacentes; e

IX - quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de investimento


coletivo, que gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante
de prestação de serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de
terceiros.

Não são valores mobiliários:

I - os títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal;

II - os títulos cambiais de responsabilidade de instituição financeira, exceto as debêntures.

Os valores mobiliários podem ser negociados, a princípio, em dois ambientes distintos: na bolsa
de valores ou no mercado de balcão.

A principal função dos mercados de bolsa e de balcão é organizar, manter, controlar e garantir
ambientes ou sistemas propícios para o encontro de ofertas e a realização de negócios com formação
eficiente de preços, transparência e divulgação de informações e segurança na compensação e liquidação
dos negócios.

Ambientes de negociações

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Nos ambientes de bolsa, todas as informações sobre os negócios, como os preços, as quantidades
e horários, entre outras, devem ser publicadas continuamente, com no máximo 15 minutos de atraso. As
entidades administradoras de mercados de bolsa devem manter sistemas de controle de riscos e,
especialmente, manter mecanismo de ressarcimento de prejuízos, para assegurar aos investidores o
ressarcimento de prejuízos decorrentes de erros ou omissões das instituições intermediadoras ou seus
administradores e empregados.

Nos mercados de balcão organizado, as informações sobre os negócios, como os preços, as


quantidades e os horários podem ser diferidas, não sendo obrigatória a divulgação contínua, dependendo
das características do mercado.

Os mercados de balcão não organizado são considerados aqueles em que as negociações são
realizadas com participação de instituições integrantes do sistema de distribuição, que não seja realizada
em mercados de bolsa ou balcão organizado.

Fragmentação do Mercado

3.1. Tipos de Companhias

Companhia Aberta

Companhias cujos valores mobiliários estão admitidos à negociação em mercados organizados de


Bolsa ou Balcão. Para isso, devem ser obrigatoriamente registradas na CVM.

Art. 4º Para os efeitos desta Lei, a companhia é aberta ou fechada conforme os


valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no
mercado de valores mobiliários.

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§1º Somente os valores mobiliários de emissão de companhia registrada na
Comissão de Valores Mobiliários podem ser negociados no mercado de valores
mobiliários.

§2º Nenhuma distribuição pública de valores mobiliários será efetivada no mercado


sem prévio registro na Comissão de Valores Mobiliários.

Companhia Fechada

Por exclusão, a companhia que não possui valores mobiliários de sua emissão negociados em
mercados organizados, será considerada uma companhia fechada, ou companhia de capital fechado.

3.2. Ações – Características Gerais

Ações são valores mobiliários, emitidos pelas companhias ou sociedades anônimas,


representativos da menor parcela do capital da empresa emitente.

O investidor em ações é um co-proprietário da sociedade anônima da qual é acionista, participando


dos seus resultados. As ações são conversíveis em dinheiro, a qualquer tempo, pela negociação em bolsas

53
de valores ou no mercado de balcão. No mercado de capitais são admissíveis negociações com ações sem
valor nominal.

As ações são predominantemente escriturais (sem emissão de certificado físico), mantidas em


contas de depósito, em nome dos titulares. As ações devem ser sempre nominativas, não mais sendo
permitida a emissão e a negociação de ações ao portador ou endossáveis.

Tipos de Ações

• Ações Ordinárias: Proporcionam participação nos resultados da empresa e conferem ao


acionista o direito de voto em assembleias gerais;

• Ações Preferenciais: Garantem ao acionista a prioridade no recebimento de dividendos e no


reembolso de capital, no caso de dissolução da sociedade. Seu número não pode exceder o
limite de 50% do total de ações emitidas pela companhia. Passam a ter direito de voto caso a
companhia não distribua os dividendos por três anos consecutivos. Outras vantagens podem
ser conferidas aos titulares das ações preferenciais em troca da supressão do direito de voto,
a saber: direito de receber dividendos pelo menos 10% maiores do que aquele oferecido às
ordinárias e direito de serem incluídas na oferta pública em decorrência de eventual alienação
de controle.

SAIBA MAIS...
Vale destacar que este direito de voto só é concedido caso o estatuto determine como vantagem,
para as ações preferenciais, o pagamento prioritário de dividendos fixos ou mínimos. Caso a
vantagem atribuída às ações preferenciais seja o reembolso de capital, como é permitido pela lei,
esses acionistas não adquirem direito de voto, mesmo após três anos sem o pagamento de
dividendos.

Conversibilidade das Ações

As ações podem ser convertidas de um tipo para outro, nos termos do estatuto, como, por
exemplo, de ordinárias em preferenciais, ou vice-versa.

Agrupamento e Desdobramento

• Inplit (agrupamento): condensação do capital em um menor número de ações com


consequente aumento do valor de mercado com o objetivo, entre outros, de valorizar sua
imagem no mercado.

• Split (desdobramento): distribuição gratuita de novas ações aos acionistas, pela diluição do
capital em um maior número de ações, com o objetivo de aumentar a liquidez delas.
54
Direitos e Proventos das Ações

• Dividendos: É a distribuição de parte dos lucros de uma empresa, em moeda, aos seus
acionistas. Os acionistas são isentos do IR de 15% na fonte sobre o valor recebido. Há dividendos
obrigatórios, fixos e mínimos.

✓ Obrigatórios: os acionistas têm direito a receber como dividendo uma parcela dos lucros
obtidos pela sociedade em cada exercício social; é chamada de “Dividendo Obrigatório” a
menor porcentagem do lucro que deve ser distribuída como dividendos; como regra geral,
o estatuto pode definir como dividendo obrigatório qualquer porcentagem do lucro, no
entanto, se o estatuto for omisso sobre este assunto, o dividendo obrigatório será
considerado 50% do lucro líquido ajustado; se o estatuto for omisso e posteriormente a
Assembleia Geral decidir alterá-lo para estabelecer um valor, o dividendo obrigatório não
poderá ser inferior a 25% do lucro líquido ajustado.

✓ Fixos: destinados aos acionistas preferenciais, são aqueles cujo valor encontra-se
devidamente quantificado no estatuto, seja em montante certo em moeda corrente, em
percentual do capital, do valor nominal da ação ou, ainda, do valor do patrimônio líquido da
ação. Nesta hipótese, tem o acionista direito apenas a tal valor, ou seja, uma vez atingido o
montante determinado no estatuto, as ações preferenciais com direito ao dividendo fixo não
participam dos lucros remanescentes, que serão distribuídos entre ações ordinárias (e
preferenciais de outras classes, se houver).

✓ Mínimos: destinados aos acionistas preferenciais, são aqueles também previamente


quantificados no estatuto, seja com base em montante certo em moeda corrente, seja em
percentual do capital, do valor nominal da ação ou, ainda, do valor do patrimônio líquido da
ação. Porém, ao contrário das ações com dividendo fixo, as que fazem jus ao dividendo
mínimo participam dos lucros remanescentes, após assegurado às ordinárias dividendo igual
ao mínimo. Assim, após a distribuição do dividendo mínimo às ações preferenciais, às ações
ordinárias caberá igual valor. Se ainda restarem valores a serem distribuídos, eles serão
partilhados entre ambas espécies de ações, em igualdade de condições.

• Direito de Preferência para a Subscrição de Ações: É o direito de aquisição de novo lote de


ações pelos acionistas - com preferência na subscrição - em quantidade proporcional às
possuídas;

• Bonificação: Correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas, em função


do aumento do capital. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em
dinheiro.

• Direito de Voto: Todos os acionistas, independentemente da espécie ou classe de ações de


que sejam titulares, têm o direito de participar das assembleias, expressar sua opinião sobre as
matérias objeto de discussão e requerer esclarecimentos à mesa ou aos administradores

55
presentes, todavia, somente os acionistas titulares de ações ordinárias têm, necessariamente,
o direito de voto nas deliberações da Assembleia Geral. Por este motivo o voto é considerado
um direito fundamental dos titulares de ações ordinárias, tanto que a Lei das S.A. estabelece
que cada ação ordinária deve corresponder a um voto nas deliberações da Assembleia Geral.

3.3. Mercados Primário e Secundário

Ofertas Públicas

Quando a empresa está realizando sua primeira oferta pública ela está abrindo seu capital. A oferta
recebe o nome de Oferta Pública Inicial ou IPO (Initial Public Offer).

Quando este não é o caso, as emissões são conhecidas como ofertas subsequentes ou no termo
em inglês follow on.

Tipos de Ofertas:

✓ Quando a empresa vende novos títulos e o valor desta venda vai para o caixa da empresa, elas
são classificadas como primárias.

✓ Todavia quando não envolvem a emissão de novos títulos, apenas a venda de ações já
existentes (normalmente quando os sócios querem desinvestir ou reduzir sua participação no
negócio), esta oferta é caracterizada como secundária ou Block Trade.

MERCADO PRIMÁRIO: as ações e/ou debêntures, por exemplo, são vendidas pela primeira vez e
os recursos financeiros obtidos são direcionados para a respectiva companhia.

MERCADO SECUNDÁRIO: Os investidores que adquiriram os títulos ou valores mobiliários podem


revendê-los para outros investidores.

56
3.4. Operações de Underwriting

Intermediação para a colocação (lançamento) ou distribuição no mercado de capitais: de ações,


debêntures ou outro valor mobiliário qualquer.

UNDERWRITERS: Bancos de Investimento, Bancos Múltiplos com carteira de Investimento ou


Sociedade Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) e Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários
(CTVM).

O preço de emissão é determinado previamente pela empresa emissora ou então através do


procedimento de "book building", onde a empresa, ao invés de fixar um preço, estabelece as condições
básicas de lançamento e os interessados na aquisição encaminham suas ofertas.

Tipos de Subscrição

• Garantia firme (Straight): Colocação de um determinado lote de títulos a um determinado


preço previamente pactuado com a empresa emissora. A IF subscreve integralmente a emissão
para revendê-la posteriormente.

• Melhores Esforços (Best Efforts): Compromisso pela instituição de desenvolver os melhores


esforços para revender o máximo de uma emissão. Não existe o compromisso formal de
viabilizar a colocação;

• Residual (Stand-By): Compromisso assumido pela instituição quanto ao fato de ela própria
efetivar a subscrição, após determinado prazo, dos títulos que se comprometeu a colocar no
mercado, mas que não encontraram interessados.

3.5. Funcionamento do Mercado à Vista de Ações

No mercado à vista, o comprador realiza o pagamento e o vendedor entrega as ações objeto da


transação em D+2, ou seja, no segundo dia útil após a realização do negócio.

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Nesse mercado, os preços são formados em pregão em negociações realizadas no sistema
eletrônico de negociação PUMA Trading System da B[3].

As ordens dos investidores às corretoras são processadas através do Home Broker, um sistema
informatizado disponibilizado pelos intermediários.

Etapas da negociação:

A transferência dos títulos é denominada “liquidação física” e a movimentação dos recursos


“liquidação financeira”.

Os emolumentos são cobrados pela Bolsa por pregão em que tenham ocorrido negócios por ordem
do investidor. A taxa cobrada pela Bolsa é um percentual do valor financeiro da operação.

A tarifa de custódia para manutenção de conta é cobrada por algumas corretoras, que também
cobram corretagem pelas operações executadas.

3.6. Debêntures

São títulos emitidos por Sociedades Anônimas não-financeiras de capital aberto (as sociedades de
arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias estão autorizadas a emiti-las), representativos de
um empréstimo, ou seja, são títulos de dívidas da empresa, que rendem juros.

O limite para emissão de debêntures é definido em assembleia. Podem ter na escritura de emissão
cláusula de resgate antecipado, parcial ou totalmente.

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Na emissão de debêntures é obrigatória a elaboração de um documento chamado "Escritura de
Emissão", onde são especificados os direitos e deveres dos debenturistas e da emissora. Nesse documento
também é apresentado o "Agente Fiduciário” dos debenturistas – pessoa física ou jurídica que representa
os interesses dos debenturistas, verificando o cumprimento das condições pactuadas na Escritura, além de
elaborar relatórios de acompanhamento.

Tipos de Debêntures (quanto à conversibilidade)

• Simples: o credor recebe juros e correção monetária;

• Conversível: o credor pode optar em transformar suas debêntures em ações após determinado
prazo da emissão.

Direitos e Remunerações

• Juros;

• Participação nos lucros;

• Prêmios de reembolso.

Debêntures “com” garantias

• Garantia Real: é fornecida pela emissora e pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar o
bem registrado em garantia; tem preferência sobre outros credores, desde que averbada no
registro; é uma garantia forte.

• Garantia Flutuante: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas
não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo; oferece a precedência em relação
aos credores após as garantias reais, os encargos trabalhistas e os impostos; é uma garantia
fraca.

Debêntures “sem“ garantias

• Garantia Quirografária (ou sem preferência): não oferece privilégio algum sobre o ativo da
emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários (sem
preferência), em caso de falência da companhia.

• Garantia Subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência de


pagamento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.

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3.7. Commercial Papers

São títulos (NP’s) de curto prazo que as empresas por sociedades anônimas (S.A.) de capital aberto
ou fechado emitem, visando captar recursos no mercado interno ou externo para financiar suas
necessidades de capital de giro. É uma alternativa às operações de empréstimos bancários convencionais,
permitindo geralmente uma redução nas taxas de juros.

Quem pode emitir: sociedades anônimas não financeiras.

Não podem emitir: instituições financeiras, sociedades corretoras e distribuidora de valores


mobiliários e sociedades de arrendamento mercantil (empresas de leasing).

RENTABILIDADE: Pré-Fixada ou Pós-Fixada

Não pode ser remunerada por:

• Índice de Preços: Como o prazo máximo de uma NP é de 360 dias, e a remuneração de ativos
por índice de preços exige prazo mínimo de um ano, uma NP não pode ser remunerada por
índice de preços.
• TBF: A NP é uma operação do mercado de valores mobiliários, enquanto a TBF, de acordo com
a legislação, deve ser utilizada exclusivamente para remuneração de operações realizadas no
mercado financeiro.

Outras características:

• Costumam ser negociados com descontos, sendo seu valor de face pago por ocasião do resgate;

• São considerados valores mobiliários;

• A empresa emissora deverá possuir registro atualizado junto à CVM;

• Não possuem garantia. O risco é do investidor (comprador do título);

• Uma vantagem para o emissor em relação a um empréstimo é que a operação é isenta do IOF
e possibilita o levantamento de recursos fora do sistema financeiro, atingindo investidores
institucionais;

• O prazo do papel não pode ser inferior a 30 dias e nem superior a 180 dias (capital fechado) e
360 dias (capital aberto). No vencimento a emissora resgata.

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COMPARATIVO: DEBÊNTURES X COMMERCIAL PAPERS

4. NOÇÕES DO MERCADO DE CÂMBIO


O mercado de câmbio é aquele que envolve a negociação de moedas estrangeiras e as pessoas
interessadas em movimentar essas moedas.

O mercado de câmbio é regulamentado e fiscalizado pelo Banco Central e compreende as seguintes


operações, realizadas por meio de instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio pelo Banco
Central, diretamente ou por meio de seus correspondentes:

• Compra e de venda de moeda estrangeira;

• Operações em moeda nacional entre residentes no Brasil e residentes no exterior; e

• Operações com ouro-instrumento cambial, realizadas por intermédio das instituições.

O Banco Central executa a política cambial definida pelo Conselho Monetário Nacional. Para tanto,
regulamenta o mercado de câmbio e autoriza as instituições que nele operam. Além disso, o Banco Central
pode atuar diretamente no mercado, comprando e vendendo moeda estrangeira de forma ocasional e
limitada, com o objetivo de conter movimentos desordenados da taxa de câmbio.

O Brasil mantém, desde 1999, um regime de câmbio flexível. Nesse regime, a taxa de câmbio
flutua livremente, em resposta aos fluxos cambiais. Não há, pois, nível máximo nem mínimo estabelecido
para a taxa de câmbio.

Assim, o BC não intervém com o objetivo de regular as taxas de câmbio, mas somente para
garantir o adequado funcionamento desse mercado, especialmente para reduzir a volatilidade excessiva da

61
taxa de câmbio, evitar restrições de liquidez e garantir o provimento de mecanismos de proteção ao
mercado.

Mercado Primário

A operação de mercado primário implica entrada ou saída efetiva de moeda estrangeira do País.
Esse é o caso das operações realizadas com exportadores, importadores, viajantes etc.

Mercado Secundário

Já no mercado secundário, também denominado mercado interbancário, a moeda estrangeira é


negociada entre as instituições integrantes do sistema financeiro e simplesmente migra do ativo de uma
instituição autorizada a operar no mercado de câmbio para o de outra, igualmente autorizada.

4.1. Taxas de Câmbio

É uma relação de valor entre duas moedas, ou seja, corresponde ao preço da moeda de um
determinado país em relação à outra de outro país. No mercado de câmbio brasileiro, a taxa cambial é uma
taxa livre.

• Tipos de Taxas:

▪ Taxa PTAX – é a taxa média de compra ou venda do dólar comercial ponderada em valor,
apurada pelo BC ao final de cada dia nas liquidações do mercado interbancário de câmbio.

▪ Taxa de Câmbio para Repasse (compra pelo BC) e Cobertura (venda pelo BC);

▪ Taxa de Câmbio Interbancário Pronta (Dólar Pronto) – para as operações de compra e


venda entre os bancos no segmento comercial para entrega em 48 horas.

4.2. Operações do Mercado de Câmbio

Operações Básicas

• Compra: recebimento de moeda estrangeira contra entrega de moeda nacional;

• Venda: entrega de moeda estrangeira contra o recebimento de moeda nacional;

• Arbitragem: entrega de moeda estrangeira contra o recebimento de outra moeda estrangeira.

62
Formas das Operações

• Câmbio Manual: compra e a venda de moedas estrangeiras em espécie;

• Câmbio Sacado: ocorre quando, na troca, existem documentos ou títulos representativos da


moeda.

Documentação exigida nas operações de câmbio

O Banco Central não estabelece quais documentos devem ser exigidos em cada operação de
câmbio. Isso é responsabilidade do agente autorizado. O BC estabelece apenas que a documentação deve
ser suficiente para identificar o cliente e respaldar a pretendida operação de câmbio. Assim, a documentação
exigida pode variar de acordo com a operação e de instituição para instituição.

Nas operações com valor equivalente a até US$ 3.000,00 (três mil dólares), a regulamentação
cambial dispensa a apresentação de documentação referente aos negócios jurídicos subjacentes, mas
mantém a obrigatoriedade de identificação dos clientes.

No entanto, a instituição autorizada pode, a seu critério, solicitar do cliente a documentação que
julgar necessária.

4.3. Instituições autorizadas a operar

• TODAS AS OPERAÇÕES (sem restrições):

▪ Bancos comerciais;

▪ Bancos de Investimento;

▪ Bancos múltiplos;

▪ Bancos de câmbio;

▪ Caixa Econômica Federal.

• SOMENTE OPERAÇÕES ESPECÍFICAS AUTORIZADAS PELO BACEN:

▪ Bancos de Desenvolvimento;

▪ Agências de Fomento;

▪ Sociedades de Crédito, Financiamento e Investimento - SCFI (Financeiras).

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• LIMITADOS AO VALOR DE US$ 100 MIL EM OPERAÇÕES DE CÂMBIO RELATIVO A EXPORTAÇÃO
OU IMPORTAÇÃO:

▪ Sociedades corretora de títulos e valores mobiliários – SCTVM;

▪ Sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários – SDTVM;

▪ Sociedades corretoras de câmbio.

• INSTITUIÇÕES QUE PODEM OPERAR MEDIANTE CONVÊNIO COM INSTITUIÇÃO AUTORIZADA

▪ Pessoas jurídicas em geral para negociar a realização de transferências unilaterais (por


exemplo: manutenção de residentes; doações; aposentadorias e pensões; indenizações e
multas; e patrimônio);

▪ Pessoas jurídicas cadastradas no Ministério do Turismo como prestadores de serviços


turísticos remunerados, para realização de operações de compra e de venda de moeda
estrangeira em espécie, cheques ou cheques de viagem;

▪ Instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do


Brasil, não autorizadas a operar no mercado de câmbio, para realização de transferências
unilaterais e compra e venda de moeda estrangeira em espécie, cheques ou cheques de
viagem;

▪ Lotéricas através de convênio realizado com a CEF.

A realização desses convênios não depende de autorização do Banco Central. A responsabilidade


pelas operações de câmbio perante o Banco Central é das instituições autorizadas e o valor de cada
operação de câmbio está limitado a US$ 3 mil ou seu equivalente em outras moedas.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT também é autorizada pelo Banco Central a
realizar operações com vales postais internacionais, emissivos e receptivos, destinadas a atender
compromissos relacionados a operações especificas definidas pelo Banco Central, observando o limite de
US$ 50 mil para recebimento de exportações e importações.

Além desses agentes, o Banco Central também concedia autorização para agências de turismo e
meios de hospedagem de turismo para operarem no mercado de câmbio. Tais autorizações permaneceram
válidas até 31.12.2009.

Autorização para operar no Mercado de Câmbio

Para ser autorizada a operar no mercado de câmbio, a instituição financeira deve:

64
I - indicar diretor responsável pelas operações relacionadas ao mercado de câmbio;

II - apresentar projeto, nos termos fixados pelo Banco Central do Brasil, indicando, no mínimo, os
objetivos operacionais básicos e as ações desenvolvidas para assegurar a observância da regulamentação
cambial e prevenir e coibir os crimes tipificados na Lei 9.613, de 3 de março de 1998 (Dispõe sobre os crimes
de “lavagem de dinheiro”).

4.4. Contrato de Câmbio

É o documento que formaliza a operação de compra ou de venda de moeda estrangeira; as


operações de câmbio são formalizadas por meio de contrato de câmbio e seus dados devem ser registrados
no Sistema Integrado de Registro de Operações de Câmbio (Sistema Câmbio).

É dispensável sua utilização nas operações de compra ou de venda de moeda estrangeira de até
US$ 10 mil, ou seu equivalente em outras moedas estrangeiras, mas o agente do mercado de câmbio deve
identificar seu cliente e registrar a operação.

• Classificação (quanto ao prazo):

▪ Prontos: são aqueles cuja liquidação deve ocorrer em até 2 dias úteis (D+2);

▪ Futuros: aqueles cuja liquidação deva ser processada em prazo maior que 2 dias úteis.

4.5. Valor Efetivo Total (VET)

As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio


devem, previamente à realização de operação de câmbio de liquidação pronta de até US$100.000,00 (cem
mil dólares Americanos), ou seu equivalente em outras moedas, com cliente ou usuário, informar o valor
total da operação, expresso em reais, por unidade de moeda estrangeira.

Valor Efetivo Total (VET): É calculado considerando a taxa de câmbio, os tributos incidentes e as
tarifas eventualmente cobradas.

4.6. Posição de Câmbio

A posição de câmbio é representada pelo saldo das operações de câmbio (compra e venda de
moeda estrangeira, de títulos e documentos que as representem e de ouro – instrumento cambial),
registradas no Sistema Câmbio.

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✓ Posição Comprada: é o saldo em moeda estrangeira resultante de compras (prontas ou para
liquidação futura) em valores superiores às vendas;

✓ Posição Vendida: é o saldo em moeda estrangeira resultante de vendas (prontas ou para


liquidação futura) em valores superiores às compras.

4.7. Swap Cambial

Swap (do inglês, “troca”) é um derivativo financeiro que promove simultaneamente a troca de
taxas ou rentabilidade de ativos financeiros entre agentes econômicos. Por meio dele o BC procura evitar
movimento disfuncional do mercado de câmbio.

O objetivo dessas operações é prover "hedge" cambial – proteção contra variações excessivas da
moeda americana em relação ao real – e liquidez ao mercado de câmbio doméstico. A compra de contrato
de swap pelo BC funciona como injeção de dólares no mercado futuro.

Exemplo: Uma pessoa tem, no futuro, uma obrigação indexada à moeda norte-americana. O dólar
é uma moeda com cotações diárias e, sabendo disso, tal pessoa, com receio de ter que arcar com um valor
acima das expectativas, protege-se, contratando junto ao Bacen um instrumento que lhe permita trocar a
variação da Taxa DI (por exemplo) pela variação do dólar.

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Informações Importantes

• Desde 2005, quando a Resolução CMN 3.265 unificou o Mercado de Câmbio de Taxas Livres
(conhecido como "câmbio comercial") e o Mercado de Câmbio de Taxas Flutuantes (conhecido
como "câmbio turismo"), existe um único mercado de câmbio legal no País;

• Qualquer pessoa física ou jurídica pode comprar e vender moeda estrangeira, desde que a outra
parte na operação de câmbio seja agente autorizado pelo Banco Central a operar no mercado
de câmbio e que seja observada a regulamentação em vigor, incluindo a necessidade de
identificação em todas as operações. É dispensado o respaldo documental para as operações
de valor até o equivalente a US$ 3 mil;

• Os bancos não são obrigados a vender moeda em espécie. As operações de câmbio, em sua
maioria, são liquidadas por meio de emissão de ordem de pagamento. Apenas as operações
relativas às viagens internacionais ou às operações destinadas à compra de moeda para
aquisição de medicamentos podem ser liquidadas em espécie;

• Os valores oriundos de receitas de exportação podem ficar retidos em sua integralidade no


exterior, depositados em conta corrente titularizada pela própria empresa exportadora. Não há
tempo marcado para o ingresso dessas divisas;

• Cobrança do IOF nas Operações de Câmbio a partir de 3 de maio de 2016:

✓ Para aquisição de moeda estrangeira em espécie: aumento de 0,38% para 1,1% na alíquota
do imposto;

✓ Para operações com cartão de crédito, débito ou pré-pago: fica mantida a alíquota
de 6,38%.

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Exercícios - Mercado de Capitais e de
Câmbio
1. (FCC/2012 – BANESE)
As debêntures são instrumentos de captação de recursos de longo prazo.
(A) privativos de instituições financeiras de capital estrangeiro.
(B) emitidos por bancos de desenvolvimento.
(C) que se destinam à aplicação exclusiva de fundos de investimento.
(D) emitidos no mercado interfinanceiro.
(E) que atribuem ao investidor os direitos previstos na escritura de emissão.

2. (FCC/2013 – Banco do Brasil)


Em 2010 ocorreu, simultaneamente, a distribuição pública primária e secundária de ações de emissão
do Banco do Brasil, com registros na Comissão de Valores Mobiliários. Neste caso, como em outras
operações da mesma natureza e produto no mercado de capitais, a relação entre capital próprio e de
terceiros da empresa
(A) passou a ser influenciada pela cotação das ações em bolsa de valores.
(B) não sofreu nenhuma influência.
(C) sofreu alteração em função da venda das ações dos acionistas do grupo controlador.
(D) foi modificada pela captação integral dos recursos obtidos nas ofertas primária e secundária.
(E) foi alterada pela parcela de recursos originada com as novas ações emitidas.

3. (PAC/2014 - BANPARÁ)
O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários.
I – Tem como objetivo de proporcionar liquidez aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu
processo de capitalização.
II – Cuida dos empréstimos bancários, conferindo e controlando as taxas e juros a ser cobrado.
III – É subdividido em Mercado Primário e Mercado Secundário.
IV – O Mercado Acionário tem a função de trazer benefícios para as partes envolvidas proporcionando
crescimento econômico.
As afirmativas corretas são:
(A) I, II e III
(B) I, II e IV
(C) II, III e IV
(D) I, III e IV
(E) Todas estão corretas

4. (PAC/2014 - BANPARÁ)
São valores mobiliários, representativo de crédito de médio e longo prazo que asseguram, aos seus
detentores, direito de crédito contra a companhia emissora.
(A) Letra Hipotecária
(B) Debêntures
(C) Ações
(D) Notas Promissórias
(E) Letra Financeira do Tesouro

5. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Atualmente, as instituições financeiras oferecem aos seus clientes diversos tipos de investimentos,
dentre os quais está o investimento em ações de companhias abertas que podem ser negociadas na
Bolsa de Valores.
A característica mais atrativa do investimento em ações é a.
(A) possibilidade de ganhos superiores aos oferecidos em fundos de investimento.
(B) isenção de imposto sobre operações financeiras no ato de negociação das ações.

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(C) baixa probabilidade de perdas financeiras.
(D) alta probabilidade de perdas financeiras.
(E) isenção de imposto de renda

6. (CESPE/2014 – Caixa Econômica Federal)


No que diz respeito às características das ações e das debêntures, bem como ao funcionamento do
mercado de capitais, julgue os próximos itens.
1 As ações preferenciais, embora não deem direito a voto ou restrinjam o exercício desse direito,
conferem prioridades na distribuição de dividendos aos seus titulares.
2 Uma companhia é considerada fechada se menos de 50% dos valores mobiliários de sua emissão,
inclusive as debêntures, são admitidos à negociação no mercado secundário.
3 Debêntures são títulos de dívida de médio e longo prazo, emitidos por sociedades por ações, de
capital aberto ou fechado, e utilizados para o financiamento de seus projetos.

7. (CESPE/2014 – Caixa Econômica Federal)


Julgue os itens subsequentes, relativos às características dos mercados primário e secundário de títulos
e valores mobiliários.
1 A emissão de títulos públicos pelo Tesouro Nacional é uma operação de mercado primário; a compra
e venda desses títulos pelo BCB, como medida de política monetária, é realizada no mercado
secundário.
2 A oferta pública de ações para o aumento do capital social de uma companhia de capital aberto é
classificada como uma operação de mercado secundário.
3 O mercado primário é aquele em que os investidores, após adquirirem títulos ou valores mobiliários
diretamente do emissor, podem negociar e transferir entre si esses ativos, seja no ambiente de bolsa
de valores, seja no mercado de balcão organizado.

8. (CESPE/2014 – Caixa Econômica Federal)


Acerca das características do mercado de câmbio, das instituições autorizadas a operar nesse mercado
e das operações nele realizadas, julgue os itens a seguir.
1 As operações de compra e de venda de moeda estrangeira de até US$ 3.000,00 são dispensadas
da formalização de contrato de câmbio, mas devem ser registradas no Sistema Câmbio,
administrado pelo BCB.
2 A Secretaria de Comércio Exterior, a Receita Federal do Brasil e o Banco Central do Brasil são os
órgãos gestores do Sistema Integrado de Comércio Exterior, que controla as exportações e
importações realizadas no país.
3 O mercado brasileiro de câmbio é composto pelo mercado de câmbio de taxas flutuantes (turismo)
e pelo mercado de câmbio de taxas livres (comercial), cada um com atribuições específicas,
definidas pelo BCB.
4 O BCB pode conceder autorização para a prática de operações no mercado de câmbio aos bancos
de desenvolvimento, às sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários e às sociedades
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, entre outras instituições.

9. (PAC/2014 - BANPARÁ)
O contrato de câmbio é um documento que formaliza a operação de compra ou venda de moeda
estrangeira que deve ser registrado no:
(A) SISCOMEX
(B) Registro de Exportação
(C) Banco do Brasil
(D) Banco Central
(E) Sistema Integrado de Registro de Operações de Câmbio

10. (PAC/2014 - BANPARÁ)


É a cotação oficial das moedas estrangeiras, e é calculada diariamente através da média ponderada das
negociações desta moeda.
(A) Taxa – PTAX
(B) Taxa – SELIC
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69
(C) Taxa – DI
(D) Taxa – TR
(E) Taxa – SELIC OVER

11. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Uma desvalorização cambial da moeda brasileira (real) frente à moeda norte-americana (dólar), implica
a(o)
(A) diminuição do número de reais necessários para comprar um dólar
(B) diminuição do estoque de dólares do Banco Central do Brasil
(C) diminuição do preço em reais de um produto importado dos EUA
(D) estímulo às exportações brasileiras para os EUA
(E) aumento das cotações das ações das empresas importadoras na bolsa de valores

12. (CESGRANRIO/2015 – Banco da Amazônia)


A emissão de debêntures é uma forma de financiamento das sociedades anônimas de capital aberto ou
fechado. Há debêntures com características diversas.
Assim, uma debênture
(A) permutável dá ao credor a opção de executar o banco mandatário, no caso de inadimplência da
empresa emissora.
(B) simples paga ao seu titular apenas rendimentos prefixados.
(C) conversível dá ao credor a opção de receber rendimentos indexados em vez de prefixados, conforme
pactuado.
(D) conversível dá ao credor a opção de transformá-la em ações da empresa emissora, após certo prazo.
(E) de garantia quirografária dá ao seu titular preferência sobre todos os demais credores da empresa
emissora, no caso de inadimplência.

13. (CESGRANRIO/2015 – Banco da Amazônia)


No mercado de debêntures, underwriting é(são)
(A) um mecanismo utilizado pelas companhias emissoras de debêntures — quando previsto na escritura
de emissão — para adequar seus títulos, periodicamente, às condições vigentes no mercado.
(B) operações de compra e venda de debêntures pelos investidores não identificados.
(C) um mecanismo de consulta prévia ao mercado para definição da remuneração das debêntures ou
do ágio/ deságio no preço de subscrição, tendo em vista a quantidade de debêntures, para
diferentes níveis de taxa, que cada investidor tem disposição de adquirir.
(D) a operação de distribuição primária de debêntures, ou seja, a primeira venda dos títulos após a sua
emissão.
(E) uma classificação efetuada por empresa especializada independente (agência de rating) que reflete
sua avaliação sobre o grau de risco envolvido em determinado instrumento de dívida.

14. (CEBRASPE/2016 – FUNPRESP)


Julgue os itens a seguir, relativos ao Sistema Financeiro Nacional (SFN) e ao mercado de valores
mobiliários.
1. Bolsas de valores são instituições financeiras que representam o mercado secundário de ações, no
qual corretoras de valores criam a infraestrutura de negociação de ações.
2. O Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários supervisionam as corretoras e as
distribuidoras de títulos e valores mobiliários, as quais prestam, entre outros serviços, consultoria
financeira e custódia de títulos e valores mobiliários dos clientes.
3. Debêntures, títulos destinados à obtenção de recursos de médioou longo prazo, podem ser emitidas
com garantia flutuante para impedir a negociação dos bens que compõem o ativo da companhia.
4. O mercado de balcão é denominado organizado quando se estrutura como um sistema de
negociação de títulos e valores mobiliários administrado por entidade autorizada pela Comissão de
Valores Mobiliários.

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15. (CEBRASPE/2016 – FUNPRESP)
Julgue os itens subsequentes, acerca de taxa de câmbio e de regimes cambiais.
1. A depreciação do peso argentino frente ao real pode reduzir as exportações dos produtos brasileiros
para a Argentina, desconsiderados os efeitos da inflação nos dois países.
2. O Brasil adota limites de flutuação cambial fixados pelo Banco Central do Brasil conforme o fluxo de
capitais externos

16. (CASAN/2016 – INSTITUTO AOCP)


Entre os principais agentes “intermediários” participantes do mercado de capitais brasileiro estão,
EXCETO
(A) corretoras de mercadorias.
(B) administradores de carteiras.
(C) corretoras de títulos e valores mobiliários.
(D) companhias abertas.
(E) distribuidoras de títulos e valores mobiliários.

17. (CESPE/2016 – FUNPRESP-JUD)


No que se refere aos investidores qualificados e não residentes e aos títulos corporativos, julgue o item
subsequente.
Debêntures podem ser emitidas por bancos múltiplos que tenham carteira de investimento.
( ) Certo
( ) Errado

18. (INSTITUTO AOCP/2016 – CASAN)


Assinale a alternativa que apresenta ativos que se encontram expressamente excluídos do mercado de
valores mobiliários.
(A) Ações, debêntures e bônus de subscrição.
(B) Notas comerciais.
(C) Títulos da dívida pública federal, estadual ou municipal e os títulos cambiais de responsabilidade de
instituição financeira, exceto as debêntures.
(D) Cédulas de debêntures.
(E) Quando ofertados publicamente, quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo, que
gerem direito de participação, de parceria ou de remuneração, inclusive resultante de prestação de
serviços, cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.

19. (FGV/2018 – Banestes)


O mercado de capitais é um sistema de distribuição de valores mobiliários que visa proporcionar liquidez
aos títulos de emissão de empresas e viabilizar seu processo de capitalização.
É constituído pelas bolsas, corretoras e outras instituições financeiras autorizadas, e seus produtos
principais incluem:
(A) certificados de depósitos bancários e letras financeiras;
(B) títulos emitidos pelo Tesouro Nacional;
(C) cartas de fiança e garantias;
(D) empréstimos-ponte e financiamentos de projetos;
(E) ações e debêntures.

20. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


As Sociedades Anônimas podem ser classificadas em abertas e fechadas. Pode-se dizer que são
características das Sociedades Anônimas Fechadas
(A) negociação em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado e concentração do capital na
mão de poucos acionistas.
(B) negociação em bolsas de valores ou mercado de balcão organizado e divisão do capital entre muitos
sócios.
(C) negociação no balcão das empresas, sem garantia e divisão do capital entre muitos sócios.

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71
(D) negociação no balcão das empresas, sem garantia e cumprimento de várias normas exigidas pelo
agente regulador.
(E) concentração do capital na mão de poucos acionistas e negociação no balcão das empresas, sem
garantia.

21. (FADESP/2018 – BANPARÁ)


O Mercado Secundário é onde ocorre a negociação contínua dos papéis (ações) emitidos no passado.
Sendo assim, um investidor que queira operar nesse mercado deve
(A) pedir autorização para Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
(B) dirigir-se a uma sociedade corretora membro de uma bolsa de valores, na qual receberá orientações
e esclarecimentos na seleção dos investimentos.
(C) procurar um banco, uma corretora ou uma distribuidora de valores mobiliários, que participem do
lançamento das ações pretendidas.
(D) solicitar autorização no Banco Central do Brasil, o qual é o responsável pela gestão financeira do
mercado de capitais brasileiro.
(E) entrar em contato direto com a empresa da qual tenha interesse em adquirir ações.

22. (CESPE/2018 – Polícia Federal)


Uma companhia de capital aberto pode captar recursos por meio de debêntures — títulos de longo
prazo, conversíveis ou não em ações, que podem oferecer aos seus investidores as seguintes
remunerações: juros, participação nos lucros e prêmios de reembolso.
( ) Certo
( ) Errado

23. (CESGRANRIO/2018 – Banco do Brasil)


A reação dos mercados de câmbio ontem deu uma boa sinalização de qual pode ser o caminho caso
Washington intensifique o tom em relação às relações comerciais dos Estados Unidos com o restante
do mundo. As moedas emergentes recuaram a mínimas em dez dias, segundo dados do Deutsche Bank,
sob peso da queda de divisas correlacionadas às matérias-primas – como o rand sul-africano e o real
brasileiro (...). No Brasil, o dólar fechou em alta de 0,90%, para R$3,290, no maior nível desde o último
9 de fevereiro. Na máxima, a cotação beirou os R$3,30 ao tocar R$3,2966.

CASTRO, J. Dólar deve subir no curto prazo, dizem analistas. Valor Econômico, 15 mar. 2018, p.C2. Adaptado.

Em países que adotam o regime de câmbio flutuante, as mudanças diárias observadas nas taxas de
câmbio estão relacionadas a diversos fatores.

Considerando-se, no entanto, exclusivamente, a matéria jornalística, o principal fator que explica a


desvalorização do real brasileiro no movimento diário do mercado de câmbio descrito no texto foi a(o)
(A) aumento da oferta de divisas no mercado de câmbio
(B) forte intervenção do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio
(C) situação política corrente no Brasil
(D) piora das condições macroeconômicas no Brasil
(E) incerteza futura e maior percepção de risco por parte dos investidores

24. (FCC/2019 – BANRISUL)


O banco múltiplo estatal “Popular” lidera um conglomerado que tem o controle acionário integral de
diversas empresas financeiras e não financeiras, dentre as quais uma dedicada ao setor de cartões, que
terá realizada a sua abertura do capital por meio de distribuição pública secundária de ações. Nesse
caso, os recursos líquidos captados provenientes da operação de underwriting serão destinados
(A) ao acionista controlador do banco múltiplo.
(B) aos acionistas minoritários e ao acionista controlador da emissora, proporcionalmente.
(C) à instituição financeira detentora da parcela representativa do capital da controlada.
(D) à companhia emissora das ações.
(E) ao banco múltiplo e à empresa do setor de cartões, em partes iguais.

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25. (IADES/2019 – BRB)
Considerando as características específicas das sociedades por ações ou "companhias", assinale a
alternativa correta.
(A) Companhia aberta é aquela cujas ações estão habilitadas à negociação no mercado de valores
mobiliários.
(B) As ações ordinárias conferem aos respectivos titulares direito de voto e prioridade na distribuição
de dividendos, fixos ou mínimos.
(C) São valores mobiliários passíveis de negociação em bolsa de valores os títulos da dívida pública
federal, estadual e municipal, bem como os títulos cambiais de responsabilidade de instituição
financeira, inclusive debêntures.
(D) A emissão, a distribuição e a negociação de ações e demais valores mobiliários são reguladas pela
Comissão de Valores Mobiliários em conjunto com o Banco Central do Brasil.
(E) Uma das formas de captação de recursos junto ao público, de que podem se valer as sociedades
por ações, é a emissão de debêntures, que conferem aos próprios titulares direito de crédito contra
elas, nas condições constantes da escritura de emissão, sendo vedada, em qualquer hipótese, a
conversibilidade de tais debêntures em ações.

GABARITO
01) E 06) CEC 11) D 16) D 21) B
02) E 07) CEE 12) D 17) Errado 22) Certo
03) D 08) CCEC 13) D 18) C 23) E
04) B 09) E 14) ECEC 19) E 24) C
05) A 10) A 15) CE 20) E 25) A

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73
MÓDULO 4
5. GARANTIAS DO SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Para assegurar que uma obrigação seja cumprida, as instituições financeiras podem exigir do
devedor uma garantia, ou seja, uma forma pela qual o credor obterá seu crédito, mesmo que o devedor
não queira pagá-lo, ou esteja impossibilitado.

Essa garantia tanto poderá ser baseada na confiança em alguém (fidúcia) como na oferta de um
bem material.

As garantias podem ser classificadas em:

• Garantia Pessoal (fidejussória) – se o devedor não pagar a dívida, uma terceira pessoa será
obrigada a pagar no lugar dele. Exemplos: o aval e a fiança;

• Garantia Real – vincula o patrimônio, as coisas patrimoniais do devedor. Exemplos: a hipoteca,


o penhor e a alienação fiduciária.

5.1. Aval e Fiança

AVAL FIANÇA

Obrigação subsidiária pelo


Obrigação solidária pelo pagamento
CONCEITO pagamento de uma dívida em caso
de uma dívida
do não pagamento pelo devedor

Assinatura no verso ou anverso de Assinatura de contrato acessório ou


CONSTITUIÇÃO DO ATO um título de crédito. É de caráter cláusula adjeta ao contrato do
cambial afiançado

Características do AVAL

• Somente em cambial, nunca em contrato;

• Para a validade do aval, dado no anverso do título, é suficiente a simples assinatura do avalista;

• Quando feito sem especificar o avalizado chama-se aval em branco;

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• Quando feito declarando o nome do avalizado, como por exemplo, “avalizo este cheque em
favor de José da Silva”, chama-se aval em preto;

• É vedado o aval parcial;

• Considera-se não escrito o aval cancelado;

• Gera direito de regresso contra o avalizado em caso de pagamento pelo avalista;

• Não exige datação;

• Subsiste a responsabilidade do avalista, ainda que nula a obrigação daquele a quem se


equipara, a menos que a nulidade decorra de vício de forma.

• Admite-se aval póstumo, com mesmo valor do dado antes do vencimento, desde que ocorra
antes do protesto;

• Necessita de outorga conjugal, exceto no regime da separação absoluta;

• Outorga uxória (mulher casada);

• Outorga marital (homem casado);

• Quando o aval é dado a outro avalista, chama-se aval de aval ou aval sucessivo;

• Um título pode ter mais de um avalista, ou seja, é permitida a pluralidade de avalistas, chamado
de aval simultâneo ou co-aval.

Características da FIANÇA

• Somente em contrato, nunca em cambiais, a fiança dar-se-á por escrito, e não admite
interpretação extensiva;

• Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade;

• Não sendo limitada, a fiança compreenderá todos os acessórios da dívida principal, inclusive as
despesas judiciais, desde a citação do fiador;

• As obrigações nulas não são suscetíveis de fiança, exceto se a nulidade resultar apenas de
incapacidade pessoal do devedor;

• Quando alguém houver de oferecer fiador, o credor não pode ser obrigado a aceitá-lo se não
for pessoa idônea, domiciliada no município onde tenha de prestar a fiança, e não possua bens
suficientes para cumprir a obrigação;

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• Se o fiador se tornar insolvente ou incapaz, poderá o credor exigir que seja substituído;

• Admite benefício de ordem. Não aproveita este benefício ao fiador: se ele o renunciou
expressamente, se se obrigou como principal pagador, ou devedor solidário ou se o devedor
for insolvente, ou falido;

• A fiança conjuntamente prestada a um só débito por mais de uma pessoa importa o


compromisso de solidariedade entre elas, se declaradamente não se reservarem o benefício de
divisão. Estipulado este benefício, cada fiador responde unicamente pela parte que, em
proporção, lhe couber no pagamento;

• O fiador que pagar integralmente a dívida fica sub-rogado nos direitos do credor; mas só poderá
demandar a cada um dos outros fiadores pela respectiva quota;

• O devedor responde perante o fiador por todas as perdas e danos que este pagar, e pelos que
sofrer em razão da fiança;

• O fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo, sempre que
lhe convier, ficando obrigado por todos os efeitos da fiança, durante sessenta dias após a
notificação do credor;

• O fiador, ainda que solidário, ficará desobrigado se, sem consentimento seu, o credor conceder
moratória ao devedor;

• A obrigação do fiador passa aos herdeiros; mas a responsabilidade da fiança se limita ao tempo
decorrido até a morte do fiador, e não pode ultrapassar as forças da herança;

• Necessita de outorga conjugal, exceto no regime da separação absoluta;

• Os menores, mesmo emancipados, ainda que autorizados pelo juiz, não poderão afiançar;

• Sub-fiança – é a fiança que garante outra fiança.

RESUMO

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5.2. Hipoteca, Penhor e Alienação Fiduciária

ALIENAÇÃO
HIPOTECA PENHOR
FIDUCIÁRIA

Transferência de
Garantia de pagamento
Garantia de pagamento propriedade de coisa
de dívida, constituída
de dívida, constituída móvel ou imóvel (retendo
sobre coisa móvel
CONCEITO sobre imóvel do devedor a posse direta) como
(fungível ou infungível) do
ou de terceiro sem tirá-lo garantia de uma dívida,
devedor, entregue ao
da posse do proprietário sob a condição de saldá-
credor
la

Penhor Comum ou
Tradicional: entrega ao
credor da coisa. Assinatura de contrato e
CONSTITUIÇÃO Assinatura de contrato e
arquivamento do mesmo
arquivamento do mesmo Penhor Mercantil:
DO ATO em Cartório de Registro
em Cartório assinatura de contrato de Títulos e Documentos
acessório e entrega (em
regra) da coisa

Características da Hipoteca

• Podem ser hipotecados navios, aeronaves, estradas de ferro, as minas e pedreiras,


independentemente do solo onde se acham, e a propriedade superficiária;

• A hipoteca pode ser convencional, legal e judicial.

✓ Convencional: quando decorre de contrato entre as partes;

✓ Legal: se decorre da imposição da lei;

✓ Judicial: quando decorrente de sentença condenatória.

• A coisa permanece com o devedor;

• Em regra, exige-se escritura pública, registrada no Cartório de Registro de Imóveis;

• É nula cláusula que proíbe ao proprietário alienar imóvel hipotecado;

• O bem de dois ou mais proprietários não pode ser dado em garantia na sua totalidade, sem o
consentimento de todos, entretanto, cada um pode individualmente dar em garantia real a
parte que tiver;

• É permitida a pluralidade de hipotecas sobre o mesmo imóvel;

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• Não se registrarão no mesmo dia duas hipotecas, ou uma hipoteca e outro direito real, sobre o
mesmo imóvel, em favor de pessoas diversas, salvo se as escrituras, do mesmo dia, indicarem
a hora em que foram lavradas;

• A hipoteca extingue-se:

✓ Pela extinção da obrigação principal;

✓ Pelo perecimento da coisa;

✓ Pela resolução da propriedade;

✓ Pela renúncia do credor;

✓ Pela remissão;

✓ Pela arrematação ou adjudicação.

Características do Penhor

• O credor é chamado de credor pignoratício;

• No penhor rural o devedor fica com a coisa – exceção;

• Penhor Civil (monopólio da CEF);

• É uno e indivisível (não se libera mediante pagamento parcial);

• O penhor rural divide-se em penhor agrícola (frutos pendentes ou em vias de formação, frutos
armazenados, madeiras, lenha, carvão, máquinas e instrumentos agrícolas) e penhor pecuário
(semoventes etc.);

• Quando não há a tradição do bem o credor é o possuidor indireto e o devedor é o possuidor


direto e fiel depositário.

Do Penhor Industrial e Mercantil

Podem ser objeto de penhor máquinas, aparelhos, materiais, instrumentos, instalados e em


funcionamento, com os acessórios ou sem eles; animais, utilizados na indústria; sal e bens destinados à
exploração das salinas; produtos de suinocultura, animais destinados à industrialização de carnes e
derivados; matérias-primas e produtos industrializados.

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Constitui-se o penhor industrial, ou o mercantil, mediante instrumento público ou particular,
registrado no Cartório de Registro de Imóveis da circunscrição onde estiverem situadas as coisas
empenhadas.

Prometendo pagar em dinheiro a dívida, que garante com penhor industrial ou mercantil, o
devedor poderá emitir, em favor do credor, cédula do respectivo crédito, na forma e para os fins que a lei
especial determinar.

O devedor não pode, sem o consentimento por escrito do credor, alterar as coisas empenhadas ou
mudar-lhes a situação, nem delas dispor. O devedor que, anuindo o credor, alienar as coisas empenhadas,
deverá repor outros bens da mesma natureza, que ficarão sub-rogados no penhor.

Tem o credor direito a verificar o estado das coisas empenhadas, inspecionando-as onde se
acharem, por si ou por pessoa que credenciar.

Características da Alienação Fiduciária

• O bem garantidor é do próprio credor (propriedade limitada);

• O credor passa a ser proprietário e possuidor indireto ou mediato da coisa;

• O devedor fica com a posse direta ou imediata (usuário);

• No momento em que for paga a última prestação, o bem retorna automaticamente para o
devedor fiduciante;

• No inadimplemento da obrigação, a retomada do bem pelo credor independe de comunicação


prévia ao devedor que, caso não restitua de boa vontade, responderá ação judicial como
depositário infiel;

• A lei faculta a venda da coisa independentemente de leilão, avaliação prévia ou interpelação


do devedor;

• O credor deve aplicar o preço da venda no pagamento de seu crédito e das despesas
decorrentes, entregando ao devedor o saldo apurado, se houver.

Características da Alienação Fiduciária de Bens Móveis

• A alienação fiduciária somente se prova por escrito e seu instrumento, público ou particular,
qualquer que seja o seu valor, será obrigatoriamente arquivado, por cópia ou microfilme, no

79
Registro de Títulos e Documentos do domicílio do credor, sob pena de não valer contra
terceiros;

• O devedor que alienar, ou der em garantia a terceiros, coisa que já alienara fiduciàriamente em
garantia, ficará sujeito à pena prevista no art. 171, § 2º, inciso I, do Código Penal;

• O Proprietário Fiduciário ou credor poderá requerer contra o devedor ou terceiro a busca e


apreensão do bem alienado fiduciàriamente, a qual será concedida liminarmente, desde que
comprovada a mora ou o inadimplemento do devedor.

Características da Alienação Fiduciária de Bens Imóveis

• Constitui-se a propriedade fiduciária de coisa imóvel mediante registro, no competente Registro


de Imóveis, do contrato que lhe serve de título;

• Com o pagamento da dívida e seus encargos resolve-se, nos termos deste artigo, a propriedade
fiduciária do imóvel;

• Vencida e não paga, no todo ou em parte, a dívida e constituído em mora o fiduciante,


consolidar-se-á, a propriedade do imóvel em nome do fiduciário;

• Uma vez consolidada a propriedade em seu nome, o fiduciário, no prazo de trinta dias,
promoverá público leilão para a alienação do imóvel;

• Se, no primeiro público leilão, o maior lance oferecido for inferior ao valor do imóvel, será
realizado o segundo leilão, nos quinze dias seguintes;

• No segundo leilão será aceito o maior lance oferecido desde que igual ou superior ao valor da
dívida, das despesas, dos prêmios de seguro, dos encargos legais, inclusive tributos, e das
contribuições condominiais.

5.3. Fiança Bancária


Instrumento contratual em que uma instituição financeira garante o cumprimento da obrigação de
seu cliente junto a terceiros.

São utilizadas para:

• obtenção de empréstimos e financiamentos no País;

• habilitação em concorrência pública;

80
• locação;

• adiantamento por encomenda de bens;

• acesso às linhas de crédito em outros bancos;

• garantias em concorrências e execuções de obras públicas;

• financiamentos para exportação;

• operações na BM&F.

Observações importantes:

• A fiança bancária NÃO é um empréstimo. Por isso, só incide IOF caso o banco seja obrigado a
honrar a fiança.

• Apesar de ser uma "fiança", a fiança bancária NÃO é uma garantia pessoal ou fidejussória e sim
um exemplo de garantia REAL.

• Deve ser aprovada pela área de crédito do banco;

• O custo ao cliente é negociado caso a caso;

• A totalidade das cartas de fiança em vigor numa IF não pode, em nenhum momento, exceder
cinco vezes o Patrimônio de Referência do banco;

• Devem ser por prazo determinado, não podendo exceder 12 meses;

• Nas concorrências públicas o prazo máximo é de 6 meses.

5.4. Fundo Garantidor de Crédito - FGC


O FGC foi criado pelo governo, em novembro de 1995, como uma associação civil sem fins
lucrativos, com personalidade jurídica de direito privado, não exercendo qualquer função pública, com prazo
de duração por tempo indeterminado, com o objetivo de garantir os créditos contra instituições financeiras
que dele participam, nas hipóteses de:

a) decretação da intervenção ou da liquidação extrajudicial de instituição associada;

b) reconhecimento, pelo Banco Central do Brasil, do estado de insolvência de instituição associada


que, nos termos da legislação em vigor, não estiver sujeita aos regimes referidos no item
anterior.

81
MISSÃO INSTITUCIONAL

• Proteger depositantes e investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional, até os limites


estabelecidos pela regulamentação;

• Contribuir para a manutenção da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional;

• Contribuir para prevenção de crise bancária sistêmica.

INSTITUIÇÕES ASSOCIADAS AO FGC

• Caixa Econômica Federal;

• os bancos múltiplos, os bancos comerciais, os bancos de investimento e os bancos de


desenvolvimento;

• as sociedades de crédito, financiamento e investimento;

• as sociedades de crédito imobiliário, as companhias hipotecárias e as associações de poupança


e empréstimo.

Contribuição Mensal Ordinária: fixada em 0,01% ao mês do montante dos saldos das contas
referentes aos instrumentos garantidos.

DEPÓSITOS GARANTIDOS

• Depósitos à vista ou sacáveis mediante aviso prévio;

• Depósitos de poupança;

• Depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado;

• Depósitos mantidos em contas não movimentáveis por cheques destinadas ao registro e


controle do fluxo de recursos referentes à prestação de serviços de pagamento de salários,
vencimentos, aposentadorias, pensões e similares;

• Letras de câmbio;

• Letras hipotecárias;

• Letras de crédito imobiliário;

82
• Letras de crédito do agronegócio;

• Operações compromissadas que têm como objetivo títulos emitidos após 8 de março de 2012
por empresa ligada.

COBERTURA ORDINÁRIA

O total de créditos de cada pessoa contra a mesma instituição associada, ou contra todas as
instituições associadas do mesmo conglomerado financeiro, será garantido até o valor de R$ 250.000,00
(duzentos e cinquenta mil reais).

O total dos créditos de cada credor contra o conjunto de todas as instituições associadas será
garantido até o valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) a cada período de quatro anos consecutivos.

GARANTIA ESPECIAL

O FGC também presta garantia especial aos depositantes e investidores que detêm o Depósito a
Prazo com Garantia Especial – DPGE. As aplicações em DPGE somente podem ser celebradas com um único
titular, a ser identificado pelo respectivo número do CPF/CNPJ, ou seja, não pode ser vinculado a conta
conjunta. A garantia É de até R$ 20.000.000,00.

Nas contas conjuntas, o valor da garantia é limitado a R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil
reais), ou ao saldo da conta quando inferior a esse limite, dividido pelo número de titulares, sendo o crédito
do valor garantido feito de forma individual.

Exemplos:

a) Conta conjunta de 2 (dois) titulares: A B= saldo de R$ 280.000,00


Valor Garantido= R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00 para cada titular.

b) Conta conjunta de 3 (três) titulares: A B C= saldo de R$ 280.000,00


Valor Garantido= R$ 250.000,00/3 = R$ 83.333,33 para cada titular.

c) Conta conjunta de 4 (quatro) titulares: A B C D= saldo de R$ 280.000,00


Valor Garantido= R$ 250.000,00/4 = R$ 62.500,00 para cada titular.

d) Um cliente (A) com 4 (quatro) contas conjuntas (com B, C, D e E) cada uma com saldo de R$
280.000,00:
Conta AB= R$ 280.000,00
Conta AC= R$ 280.000,00
Conta AD= R$ 280.000,00
Conta AE= R$ 280.000,00
83
Cálculo do valor da garantia por conta:
AB= R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
AC= R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
AD= R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00
AE= R$ 250.000,00/2 = R$ 125.000,00

A cada um deles caberá:


A= R$ 250.000,00 B= R$ 125.000,00 C= R$ 125.000,00 D= R$ 125.000,00 E= R$ 125.000,00.

SAIBA MAIS...
LIMITAÇÃO DA GARANTIA ATÉ R$ 1 MILHÃO
• Teto para investidor vale para cada período de 4 anos, por CPF ou CNPJ. Após 4 anos, o teto é
restabelecido.
• A contagem do período de 4 anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em instituição
financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC.
• Permanece inalterado o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ e conglomerado financeiro.
• Aos investimentos contratados ou repactuados até 21 de dezembro de 2017 não se aplica o teto
de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos.

84
MÓDULO 5
6. CRIME DE LAVAGEM DE DINHEIRO

Conceito mais comum: Constitui um conjunto de operações comerciais ou financeiras que buscam
a incorporação na economia de cada país, dos recursos, bens e serviços que se originam ou estão ligados a
atos ilícitos. Em termos mais gerais, lavar recursos é fazer com que recursos do crime pareçam ter sido
adquiridos legalmente.

Outros conceitos:

• É toda operação comercial ou financeira tendente a legalizar recursos, bens e serviços


provenientes de atividades delituosas.

• É o processo pelo qual se esconde a existência, a fonte ilegítima ou a aplicação ilegal de renda,
disfarçando-a ou transformando-a para que adquira aparência lícita.

• É o processo de conversão de renda originária de uma atividade criminosa em fundos de origem


aparentemente lícita.

6.1. Etapas da Lavagem de Dinheiro

85
COLOCAÇÃO

A primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico. Consiste na


escamoteação dos ativos ilícitos, buscando-se o distanciamento dos bens, direitos ou valores provenientes
do crime, de sua efetiva origem. Para tanto, são utilizadas as mais complexas e sofisticadas ferramentas do
sistema financeiro internacional (incluindo bancos, paraísos fiscais, casas de câmbio, investimentos em
joias, carros, obras de arte e artigos de luxo, dentre outros), para encobrir a real natureza dos bens, valores
e direitos.

Como se efetua:

✓ depósitos;

✓ compra de instrumentos negociáveis;

✓ compra de bens.

Técnicas para dificultar a identificação da procedência do dinheiro:

✓ fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro;

✓ depósitos de valores por diversas pessoas, em várias contas, e em um período suficientemente


amplo;

✓ utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie;

✓ misturar recursos lícitos com os ilícitos, aumentando ainda mais a dificuldade de identificação
de sua origem.

OCULTAÇÃO

Consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. É a fase da lavagem


propriamente dita e consiste no uso de transações comerciais ou financeiras, posteriormente à ocultação,
que pelo número ou qualidade contribuem para afastar os valores de sua origem criminosa. Assim, há
variadas e sucessivas operações e transações econômico-financeiras, nacionais e internacionais (muitas das
quais passando pelos chamados paraísos fiscais), por meio de diversas pessoas físicas e jurídicas. Multiplica-
se a movimentação dos recursos, em contas que podem ser pulverizadas. É também nesta fase que se
busca estruturar os recursos originalmente provenientes de atividades ilícitas em novas formas, prontas à
sua aplicação em atividades aparentemente legítimas.

Objetivo:

86
✓ quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a
origem do dinheiro.

Metodologia:

✓ Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas


anônimas – preferencialmente, em países amparados por lei de sigilo bancário – ou realizando
depósitos em contas “fantasmas”.

INTEGRAÇÃO

Os ativos são incorporados formalmente ao sistema econômico. As organizações criminosas


investem em empreendimentos que facilitem suas atividades. Vendem bens, imóveis, joias, carros, obras
de arte e artigos de luxo, muitas vezes valendo-se dos chamados “laranjas”, para manter o agente no
anonimato. Uma prática comum nesta fase consiste no empréstimo de regresso, por meio da simulação de
empréstimos por empresas nacionais para empresas de fachada em paraísos fiscais, com trânsito de
recursos ilícitos, já pertencentes ao lavador, que vem a ser proprietário de ambas as empresas.

Metodologia:

✓ As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades


– podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se
cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal.

✓ Ainda nesta etapa, a organização procura investir em negócios que facilitem a continuação de
suas atividades delitivas.

ALGUMAS MODALIDADES

✓ Empresa de Fachada;

✓ Empresa Fictícia;

✓ Importações Fraudulentas – Superfaturamento;

✓ Exportações Fraudulentas – Superfaturamento;

✓ Venda Fraudulenta de Imóveis;

✓ Utilização de Produtos de Seguradoras;

✓ Dólar a Cabo;

87
✓ Compra de Ativos ou de Instrumentos Monetários;

✓ Transferências Eletrônicas.

6.2. Prevenção e Combate à Lavagem de Dinheiro

LEI Nº 9.613/98 E SUAS ALTERAÇÕES

NOVA DEFINIÇÃO (dada pela Lei nº 12.683, de 2012): Ocultar ou dissimular a natureza, origem,
localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou
indiretamente, de infração penal.

EXTRATERRITORIALIDADE

Mesmo que a infração penal que deu origem ao dinheiro ilícito tenha sido praticada no exterior,
pode-se aplicar a lei penal brasileira aos casos de lavagem de dinheiro (em razão do princípio da justiça
universal).

Vejamos o art. 2º, II, da legislação em questão.

Art. 2º O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei:


II – independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que
praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a
decisão sobre a unidade de processo e julgamento.

CRIME ACESSÓRIO

O delito de lavagem de dinheiro é um crime derivado de outro, pois depende de um ilícito anterior
para gerar o “dinheiro sujo”.

O delito precedente, independe ser ele crime ou contravenção.

Ademais a lavagem de dinheiro não incide unicamente sobre o dinheiro em espécie, mas se
estende aos bens móveis, imóveis e direitos (títulos e outros papéis).

SUJEITOS DO CRIME

Qualquer pessoa pode cometer o crime de lavagem de dinheiro (crime comum).

88
O polo passivo, por sua vez, é a coletividade ou o Estado. Secundariamente, qualquer pessoa que
tenha sofrido prejuízo econômico com a conduta do autor, caracterizar-se-á como vítima.

As condutas relacionadas com a lavagem de dinheiro admitem apenas a forma dolosa (dolo direto
ou eventual), não sendo prevista a forma culposa de lavagem de dinheiro.

AÇÃO PENAL

A ação penal nos delitos de lavagem de dinheiro é sempre pública incondicionada.

A competência para processar em julgar os delitos previstos na Lei, em regra, é da Justiça Estadual.

Quando a infração penal causar prejuízo à União, suas autarquias e empresas públicas, quando a
infração penal antecedente for de competência da Justiça Federal e quando a lavagem de dinheiro for
internacional, a competência será da Justiça Federal.

PENA: reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos, e multa.

Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores
provenientes de infração penal:

✓ os converte em ativos lícitos;

✓ os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,


movimenta ou transfere;

✓ importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros;

✓ utiliza, na atividade econômica ou financeira, bens, direitos ou valores provenientes de infração


penal;

✓ participa de grupo, associação ou escritório tendo conhecimento de que sua atividade principal
ou secundária é dirigida à prática de crimes previstos na lei.

MULTA PECUNIÁRIA APLICADA PELA UNIDADE DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA - UIF (ANTIGO


COAF)

Será variável e não superior a:

a) Ao dobro do valor da operação;

89
b) Ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação;
ou

c) Ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).

AGRAVANTES DA PENA:

✓ A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos nesta Lei forem cometidos
de forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.

ATENUANTES DA PENA:

✓ A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou
semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por
pena restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as
autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à
identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores
objeto do crime.

IDENTIFICAÇÃO DOS CLIENTES E MANUTENÇÃO DE REGISTROS POR PARTE DAS INSTITUIÇÕES


FINANCEIRAS E OUTRAS

✓ identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado;

✓ manterão registro de toda transação em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores


mobiliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro,
que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta
expedidas (por no mínimo cinco anos a partir do encerramento da conta ou da conclusão da
transação);

✓ deverão adotar políticas, procedimentos e controles internos, compatíveis com seu porte e
volume de operações;

✓ deverão cadastrar-se e manter seu cadastro atualizado no órgão regulador ou fiscalizador e,


na falta deste, na Unidade de Inteligência Financeira (UIF);

✓ deverão atender às requisições formuladas pelo Coaf na periodicidade, forma e condições por
ele estabelecidas, cabendo-lhe preservar, nos termos da lei, o sigilo das informações prestadas.

90
COMUNICAÇÃO DE OPERAÇÕES FINANCEIRAS POR PARTE DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E
OUTRAS

✓ dispensarão especial atenção às operações que, nos termos de instruções emanadas das
autoridades competentes, possam constituir-se em sérios indícios dos crimes de lavagem de
dinheiro ou com eles relacionar-se;

✓ deverão comunicar à UIF, abstendo-se de dar ciência de tal ato a qualquer pessoa, inclusive
àquela à qual se refira a informação, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a proposta ou
realização de todas as transações referidas anteriormente, acompanhadas da identificação do
cliente;

✓ deverão comunicar ao órgão regulador ou fiscalizador da sua atividade ou, na sua falta, à UIF,
na periodicidade, forma e condições por eles estabelecidas, a não ocorrência de propostas,
transações ou operações passíveis de serem comunicadas conforme o item anterior.

RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS E OUTRAS

✓ Às instituições financeiras e outras instituições e pessoas, bem como aos administradores das
mesmas, que deixem de cumprir as obrigações de identificação dos clientes, registro e
comunicação das operações citadas anteriormente serão aplicadas, cumulativamente ou não,
pelas autoridades competentes, as seguintes sanções:

I - advertência;

II - multa pecuniária variável não superior

III - inabilitação temporária, pelo prazo de até dez anos, para o exercício do cargo de
administrador das pessoas jurídicas;

IV - cassação ou suspensão da autorização para o exercício de atividade, operação ou


funcionamento.

UNIDADE DE INTELIGÊNCIA FINANCEIRA - UIF (ANTIGO COAF)

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão criado no âmbito do Ministério da


Fazenda, foi instituído pela Lei 9.613, de 1998, e atua eminentemente na prevenção e combate à lavagem
de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

91
A Medida Provisória nº 8933, de 19 de agosto de 2019, alterou o nome do Conselho de Controle
de Atividades Financeiras (COAF) para Unidade de Inteligência Financeira e vinculou-a administrativamente
ao Banco Central do Brasil. Todas as competências do COAF foram transferidas para a UIF.

As competências da UIF estão definidas nos artigos 14 e 15 da referida lei, quais sejam:
✓ Receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas;
✓ Comunicar às autoridades competentes para a instauração dos procedimentos cabíveis nas
situações em que o Conselho concluir pela existência, ou fundados indícios, de crimes de
“lavagem”, ocultação de bens, direitos e valores, ou de qualquer outro ilícito;
✓ Coordenar e propor mecanismos de cooperação e de troca de informações que viabilizem ações
rápidas e eficientes no combate à ocultação ou dissimulação de bens, direitos e valores;
✓ Disciplinar e aplicar penas administrativas.

O §1º do artigo 14 da lei também atribuiu à UIF a competência de regular os setores econômicos
para os quais não haja órgão regulador ou fiscalizador próprio.

Nesses casos, cabe à UIF definir as pessoas abrangidas e os meios e critérios para envio de
comunicações, bem como a expedição das instruções para a identificação de clientes e manutenção de
registros de transações, além da aplicação de sanções previstas no artigo 12 da lei.

Sua missão é produzir Inteligência Financeira e promover a proteção dos setores econômicos
contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo.

COMUNICAÇÃO AO BANCO CENTRAL

✓ As operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos mobiliários, metais


ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor acima de R$ 10.000,00;

✓ As operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em
um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de
R$ 10.000,00;

✓ Depósito em espécie, retirada ou pedido de provisionamento para saque, de valor igual ou


superior a R$ 50.000,00, independentemente de serem suspeitas ou não.

A operação que for igual ou superior a R$ 10.000,00 e suspeita, deverá ser comunicada ao BACEN
através do SISCOAF.

92
CIRCULAR BACEN 3.461/2009 E SUAS ALTERAÇÕES

Consolida as regras sobre os procedimentos a serem adotados na


prevenção e combate às atividades relacionadas com os crimes
previstos na Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998.

A Diretoria Colegiada do Banco Central do Brasil, em sessão realizada em 23 de julho de 2009,


com base no disposto nos arts. 10, inciso IX, e 11, inciso VII, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, 10
e 11 da Lei nº 9.613, de 3 de março de 1998, e tendo em vista o disposto na Convenção Internacional para
Supressão do Financiamento do Terrorismo, adotada pela Assembléia-Geral das Nações Unidas em 9 de
dezembro de 1999, promulgada por meio do Decreto nº 5.640, de 26 de dezembro de 2005,

D E C I D I U:

Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central
do Brasil devem implementar políticas, procedimentos e controles internos, de forma compatível com seu
porte e volume de operações, destinados a prevenir sua utilização na prática dos crimes de que trata a Lei
nº 9.613, de 3 de março de 1998. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 1º As políticas de que trata o caput devem:

I - especificar, em documento interno, as responsabilidades dos integrantes de cada nível


hierárquico da instituição;

II - contemplar a coleta e registro de informações tempestivas sobre clientes, que permitam a


identificação dos riscos de ocorrência da prática dos mencionados crimes;

III - definir os critérios e procedimentos para seleção, treinamento e acompanhamento da situação


econômico-financeira dos empregados da instituição;

IV - incluir a análise prévia de novos produtos e serviços, sob a ótica da prevenção dos
mencionados crimes;

V - ser aprovadas pelo conselho de administração ou, na sua ausência, pela diretoria da instituição;

VI - receber ampla divulgação interna.

§ 2º Os procedimentos de que trata o caput devem incluir medidas prévia e expressamente


estabelecidas, que permitam:

I - confirmar as informações cadastrais dos clientes e identificar os beneficiários finais das


operações;

93
II - possibilitar a caracterização ou não de clientes como pessoas politicamente expostas.

§ 3º Para os fins desta circular, considera-se cliente eventual ou permanente qualquer pessoa
natural ou jurídica com a qual seja mantido, respectivamente em caráter eventual ou permanente,
relacionamento destinado à prestação de serviço financeiro ou à realização de operação financeira.

§ 4º Os procedimentos de que trata o caput devem ser reforçados para início de relacionamento
com:

I - instituições financeiras, representantes ou correspondentes localizados no exterior,


especialmente em países, territórios e dependências que não adotam procedimentos de registro e controle
similares aos definidos nesta circular;

II - clientes cujo contato seja efetuado por meio eletrônico, mediante correspondentes no País ou
por outros meios indiretos.

§ 5º As políticas e procedimentos internos de controle de que trata o caput devem ser


implementados também pelas dependências e subsidiárias situadas no exterior das instituições financeiras
e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. (Incluído pela Circular nº 3.583,
de 12/3/2012)

§ 6º O diretor responsável pela implementação e cumprimento das medidas estabelecidas nesta


Circular, nos termos do art. 18, deve informar por escrito ao Banco Central do Brasil sobre a existência de
legislação ou regulamentação que impeça ou limite a aplicação do disposto no § 5º a suas dependências e
subsidiárias situadas no exterior. (Incluído pela Circular nº 3.583, de 12/3/2012)

Manutenção de Informações Cadastrais Atualizadas

Art. 2º As instituições mencionadas no art. 1º devem coletar e manter atualizadas as informações


cadastrais de seus clientes permanentes, incluindo, no mínimo:

I - qualificação do cliente:

a) pessoas naturais: nome completo, filiação, nacionalidade, data e local do nascimento,


documento de identificação (tipo, número, data de emissão e órgão expedidor) e número de inscrição no
Cadastro de Pessoas Físicas (CPF); e

b) pessoas jurídicas: firma ou denominação social, atividade principal, forma e data de


constituição, informações referidas na alínea “a” que qualifiquem e autorizem os administradores,
mandatários ou prepostos, número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e dados
dos atos constitutivos devidamente registrados na forma da lei;

(Inciso I com redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)


94
II - endereços residencial e comercial completos; (Redação dada pela Circular nº 3.654, de
27/3/2013.)

III - número do telefone e código de Discagem Direta a Distância (DDD); (Redação dada pela Circular
nº 3.654, de 27/3/2013.)

IV - valores de renda mensal e patrimônio, no caso de pessoas naturais, e de faturamento médio


mensal referente aos doze meses anteriores, no caso de pessoas jurídicas; e (Incluído pela Circular nº 3.654,
de 27/3/2013.)

V - declaração firmada sobre os propósitos e a natureza da relação de negócio com a instituição.


(Incluído pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 1º As informações relativas a cliente pessoa natural devem abranger as pessoas naturais


autorizadas a representá-la.

§ 2º As informações cadastrais relativas a cliente pessoa jurídica devem abranger as pessoas


naturais autorizadas a representá-la, bem como a cadeia de participação societária, até alcançar a pessoa
natural caracterizada como beneficiário final.

§ 3º Excetuam-se do disposto no § 2º as pessoas jurídicas constituídas sob a forma de companhia


aberta ou entidade sem fins lucrativos, para as quais as informações cadastrais devem abranger as pessoas
naturais autorizadas a representá-las, bem como seus controladores, administradores e diretores, se
houver.

§ 4º As informações cadastrais relativas a cliente fundo de investimento devem incluir a respectiva


denominação, número de inscrição no CNPJ, bem como as informações de que tratam os incisos I a III
relativas às pessoas responsáveis por sua administração. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de
27/3/2013.)

§ 5º As instituições mencionadas no art. 1º devem realizar testes de verificação, com periodicidade


máxima de um ano, que assegurem a adequação dos dados cadastrais de seus clientes.

Art. 3º As instituições mencionadas no art. 1º devem obter as seguintes informações cadastrais de


seus clientes eventuais, do proprietário e do destinatário dos recursos envolvidos na operação ou serviço
financeiro:

I - quando pessoa natural, o nome completo e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas


Físicas (CPF); e (Redação dada pela Circular nº 3.517, de 7/12/2010.)

II - quando pessoa jurídica, a razão social e número de inscrição no CNPJ.

Parágrafo único. Admite-se o desenvolvimento de procedimento interno destinado à identificação


de operações ou serviços financeiros eventuais que apresentem baixo risco de utilização para lavagem de
dinheiro ou de financiamento ao terrorismo, para os quais é dispensada a exigência de obtenção das
95
informações cadastrais de clientes, ressalvado o cumprimento do disposto nos demais artigos desta circular.
(Redação dada pela Circular nº 3.517, de 7/12/2010.)

Pessoas Expostas Politicamente (PEP)

Art. 4º As instituições de que trata o art. 1º devem obter de seus clientes permanentes informações
que permitam caracterizá-los ou não como pessoas expostas politicamente (PEP) e identificar a origem dos
fundos envolvidos nas transações dos clientes assim caracterizados. (Redação dada pela Circular nº 3.654,
de 27/3/2013.)

§ 1º Consideram-se PEP os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos


últimos cinco anos, no Brasil ou em países, territórios e dependências estrangeiros, cargos, empregos ou
funções públicas relevantes, assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu
relacionamento próximo. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 2º No caso de clientes brasileiros, devem ser abrangidos:

I - os detentores de mandatos eletivos dos Poderes Executivo e Legislativo da União;

II - os ocupantes de cargo, no Poder Executivo da União:

a) de ministro de estado ou equiparado;

b) de natureza especial ou equivalente;

c) de presidente, vice-presidente e diretor, ou equivalentes, de autarquias, fundações públicas,


empresas públicas ou sociedades de economia mista;

d) do Grupo Direção e Assessoramento Superiores (DAS), nível 6, ou equivalentes;

III - os membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal, dos tribunais
superiores, dos tribunais regionais federais, do trabalho e eleitorais, do Conselho Superior da Justiça do
Trabalho e do Conselho da Justiça Federal; (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

IV - os membros do Conselho Nacional do Ministério Público, o Procurador Geral da República, o


Vice-Procurador-Geral da República, o Procurador-Geral do Trabalho, o Procurador-Geral da Justiça Militar,
os Subprocuradores-Gerais da República e os Procuradores Gerais de Justiça dos Estados e do Distrito
Federal;

V - os membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público junto


ao Tribunal de Contas da União;

96
VI - os governadores de Estado e do Distrito Federal, os presidentes de tribunal de justiça, de
assembleia e câmara legislativa, os presidentes de tribunal de contas de Estado, do Distrito Federal e de
Município, e de conselho de contas dos Municípios; (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

VII - os prefeitos e presidentes de Câmara Municipal de capitais de Estados.

§ 3º No caso de clientes estrangeiros, para fins do disposto no caput, as instituições mencionadas


no art. 1º devem adotar pelo menos uma das seguintes providências:

I - solicitar declaração expressa do cliente a respeito da sua classificação;

II - recorrer a informações publicamente disponíveis;

III - consultar bases de dados comerciais sobre PEP; e (Redação dada pela Circular nº 3.654, de
27/3/2013.)

IV - considerar como PEP a pessoa que exerce ou exerceu funções públicas proeminentes em um
país estrangeiro, tais como chefes de estado ou de governo, políticos de alto nível, altos servidores
governamentais, judiciais, do legislativo ou militares, dirigentes de empresas públicas ou dirigentes de
partidos políticos. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 4º O prazo de cinco anos referido no § 1º deve ser contado, retroativamente, a partir da data de
início da relação de negócio ou da data em que o cliente passou a se enquadrar como PEP. (Redação dada
pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 5º Para efeito do § 1º são considerados familiares os parentes, na linha reta, até o primeiro grau,
o cônjuge, o companheiro, a companheira, o enteado e a enteada.

§ 6º No caso de relação de negócio com cliente estrangeiro que também seja cliente de instituição
estrangeira fiscalizada por entidade governamental assemelhada ao Banco Central do Brasil, admite-se que
as providências em relação a PEP sejam adotadas pela instituição estrangeira, desde que assegurado ao
Banco Central do Brasil o acesso aos respectivos dados e procedimentos adotados. (Redação dada pela
Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 7º As operações ou propostas de operações que possuam PEP como parte envolvida serão
sempre consideradas como merecedoras de especial atenção, conforme previsto no art. 10. (Incluído pela
Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 8º O disposto neste artigo também se aplica a pessoa que exerce ou exerceu função de alta
administração em uma organização internacional de qualquer natureza, assim considerados diretores,
subdiretores, membros de conselho ou funções equivalentes. (Incluído pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

97
Início ou Prosseguimento de Relação de Negócio

Art. 5º As instituições de que trata o art. 1º somente devem iniciar qualquer relação de negócio ou
dar prosseguimento a relação já existente com o cliente se observadas as providências estabelecidas nos
arts. 2º, 3º e 4º, conforme o caso. (Redação dada pela Circular nº 3.583, de 12/3/2012.)

Registros de Serviços Financeiros e Operações Financeiras

Art. 6º As instituições de que trata o art. 1º devem manter registros de todos os serviços financeiros
prestados e de todas as operações financeiras realizadas com os clientes ou em seu nome.

§ 1º No caso de movimentação de recursos por clientes permanentes, os registros devem conter


informações consolidadas que permitam verificar:

I - a compatibilidade entre a movimentação de recursos e a atividade econômica e capacidade


financeira do cliente;

II - a origem dos recursos movimentados;

III - os beneficiários finais das movimentações.

§ 2º O sistema de registro deve permitir a identificação:

I - das operações que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado financeiro ou grupo, em
um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de R$10.000,00
(dez mil reais);

II - das operações que, por sua habitualidade, valor ou forma, configurem artifício que objetive
burlar os mecanismos de identificação, controle e registro.

Registros de Depósitos em Cheque, Liquidação de Cheques Depositados em Outra Instituição


Financeira e da Utilização de Instrumentos de Transferência de Recursos

Art. 7º As instituições de que trata o art. 1º devem manter registros específicos das operações de
transferência de recursos.

§ 1º O sistema de registro deve permitir a identificação:

I - das operações referentes ao acolhimento em depósitos de Transferência Eletrônica Disponível


(TED), de cheque, cheque administrativo, cheque ordem de pagamento e outros documentos compensáveis
de mesma natureza, e à liquidação de cheques depositados em outra instituição financeira;

98
II - das emissões de cheque administrativo, de cheque ordem de pagamento, de ordem de
pagamento, de Documento de Crédito (DOC), de TED e de outros instrumentos de transferência de recursos,
quando de valor superior a R$1.000,00 (mil reais).

§ 2º Os registros de que trata o inciso I do § 1º efetuados por instituição depositária devem conter,
no mínimo, os dados relativos ao valor e ao número do cheque depositado, o código de compensação da
instituição sacada, os números da agência e da conta de depósitos sacadas. (Redação dada pela Circular nº
3.517, de 7/12/2010.)

§ 3º Os registros de que trata o inciso I do § 1º efetuados por instituição sacada devem conter, no
mínimo, os dados relativos ao valor e ao número do cheque, o código de compensação da instituição
depositária, os números da agência e da conta de depósitos depositárias, cabendo à instituição depositária
fornecer à instituição sacada os dados relativos ao seu código de compensação e aos números da agência
e da conta de depósitos depositárias (Redação dada pela Circular nº 3.517, de 7/12/2010.)

§ 4º No caso de cheque utilizado em operação simultânea de saque e depósito na própria


instituição sacada, com vistas à transferência de recursos da conta de depósitos do emitente para conta de
depósitos de terceiros, os registros de que trata o inciso I do § 1º devem conter, no mínimo, os dados
relativos ao valor e ao número do cheque sacado, bem como aos números das agências sacada e depositária
e das respectivas contas de depósitos.

§ 5º Os registros de que trata o inciso II do § 1º devem conter, no mínimo, as seguintes


informações:

I - o tipo e o número do documento emitido, a data da operação, o nome e o número de inscrição


do adquirente ou remetente no CPF ou no CNPJ;

II - quando pagos em cheque, o código de compensação da instituição, o número da agência e da


conta de depósitos sacadas referentes ao cheque utilizado para o respectivo pagamento, inclusive no caso
de cheque sacado contra a própria instituição emissora dos instrumentos referidos neste artigo;

III - no caso de DOC, o código de identificação da instituição destinatária no sistema de liquidação


de transferência de fundos e os números da agência, da conta de depósitos depositária e o número de
inscrição no CPF ou no CNPJ do respectivo titular;

IV - no caso de ordem de pagamento:

a) destinada a crédito em conta: os números da agência destinatária e da conta de depósitos


depositária;

b) destinada a pagamento em espécie: os números da agência destinatária e de inscrição do


beneficiário no CPF ou no CNPJ.

99
§ 6º Em se tratando de operações de transferência de recursos envolvendo pessoa física residente
no exterior desobrigada de inscrição no CPF, na forma definida pela Secretaria da Receita Federal do Brasil
(RFB), a identificação prevista no § 5º, incisos I e IV, alínea "b", pode ser efetuada pelo número do respectivo
passaporte, complementada com a nacionalidade da referida pessoa e, quando for o caso, o organismo
internacional de que seja representante para o exercício de funções específicas no País.

§ 7º A identificação prevista no § 5º, incisos I e IV, alínea "b", não se aplica às operações de
transferência de recursos envolvendo pessoa jurídica com domicílio ou sede no exterior desobrigada de
inscrição no CNPJ, na forma definida pela RFB.

§ 8º A instituição sacada deve informar à instituição depositária e a instituição depositária deve


informar à instituição sacada, quando requeridas, no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis contados a partir
da data de solicitação, os números de inscrição no CPF ou CNPJ dos titulares da conta sacada e da conta
depositária referentes às operações de transferência de valores efetuadas mediante cheque, cheque
administrativo, cheque ordem de pagamento e outros documentos compensáveis de mesma natureza, e à
liquidação de cheques depositados em outra instituição financeira. (Incluído pela Circular nº 3.517, de
7/12/2010.)

Registros de Cartões Pré-Pagos

Art. 8º As instituições de que trata o art. 1º devem manter registros específicos da emissão ou
recarga de valores em um ou mais cartões pré-pagos.

§ 1º O sistema de registro deve permitir a identificação da:

I - emissão ou recarga de valores em um ou mais cartões pré-pagos, em montante acumulado


igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais) ou o equivalente em moeda estrangeira, no mês
calendário; e (Redação dada, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

II - emissão ou recarga de valores em cartão pré-pago que apresente indícios de ocultação ou


dissimulação da natureza, da origem, da localização, da disposição, da movimentação ou da propriedade
de bens, direitos e valores.

§ 2º Para fins do disposto no caput, define-se cartão pré-pago como o cartão apto a receber carga
ou recarga de valores em moeda nacional ou estrangeira oriundos de pagamento em espécie, de operação
cambial ou de transferência a débito de contas de depósito.

§ 3º Os registros das ocorrências de que tratam os incisos I e II do § 1º devem conter as seguintes


informações:

100
I - o nome ou razão social e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ da pessoa natural
ou jurídica responsável pela emissão ou recarga de valores em cartão pré-pago, no caso de emissão ou
recarga efetuada por residente ou domiciliado no País;

II - o nome, o número do passaporte e o respectivo país emissor, no caso de emissão ou recarga


de valores em cartão pré-pago efetuada por pessoa natural não residente no País ou domiciliada no exterior;

III - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF da pessoa natural a quem se destina o
cartão pré-pago;

IV - a identificação das instituições, das agências e das contas de depósito ou de poupança


debitadas, os nomes dos titulares das contas e respectivos números de inscrição no CPF, no caso de emissão
ou recarga de valores em cartão pré-pago oriundos de transferências a débito de contas de depósito ou de
poupança tituladas por pessoas naturais;

V - a identificação das instituições, das agências e das contas de depósito ou de poupança


debitadas, os nomes dos titulares das contas e respectivos números de inscrição no CNPJ, bem como os
nomes das pessoas naturais autorizadas a movimentá-las e respectivos números de inscrição no CPF, no
caso de emissão ou recarga de valores em cartão pré-pago oriundos de transferências a débito de contas
de depósito ou de poupança tituladas por pessoas jurídicas;

VI - a data e o valor de cada emissão ou recarga de valores em cartão pré-pago;

VII - o propósito da emissão do cartão pré-pago;

VIII - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF das pessoas naturais que representem as
pessoas jurídicas responsáveis pela emissão ou recarga de valores em cartão pré-pago.

Das Operações com Recursos em Espécie

(Seção com redação dada, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

Art. 9º Os bancos comerciais, a Caixa Econômica Federal, os bancos múltiplos com carteira
comercial ou de crédito imobiliário, as sociedades de crédito imobiliário, as sociedades de poupança e
empréstimo e as cooperativas de crédito devem manter registros específicos das operações de depósito em
espécie, saque em espécie, saque em espécie por meio de cartão pré-pago ou pedido de provisionamento
para saque.

§ 1º O sistema de registro deve permitir a identificação de:

I - depósito em espécie, saque em espécie, ou saque em espécie por meio de cartão pré-pago, de
valor igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais); (Redação dada, a partir de 27/12/2017, pela
Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)
101
II - depósito em espécie, saque em espécie, saque em espécie por meio de cartão pré-pago ou
pedido de provisionamento para saque, que apresente indícios de ocultação ou dissimulação da natureza,
da origem, da localização, da disposição, da movimentação ou da propriedade de bens, direitos e valores;

III - emissão de cheque administrativo, TED ou de qualquer outro instrumento de transferência de


fundos contra pagamento em espécie, de valor igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais).
(Redação dada, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

§ 2º Os registros de que trata o caput devem conter as informações abaixo indicadas:

I - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, do proprietário


ou beneficiário dos recursos e da pessoa que efetuar o depósito, o saque em espécie ou o pedido de
provisionamento para saque;

II - o tipo e o número do documento, o número da instituição, da agência e da conta corrente de


depósitos à vista ou da conta de poupança a que se destinam os valores ou de onde o valor será sacado,
conforme o caso;

III - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF ou no CNPJ, conforme o caso, dos titulares
das contas referidas no inciso II, se na mesma instituição;

IV - o nome e o respectivo número de inscrição no CPF, no caso de saque em espécie por meio de
cartão pré-pago cujo portador seja residente ou domiciliado no País;

V - o nome e o número do passaporte e o respectivo país emissor, no caso de saque em espécie


por meio de cartão pré-pago cujo portador seja não residente no País ou domiciliado no exterior;

VI - a data e o valor do depósito, do saque em espécie, do saque em espécie por meio de cartão
pré-pago ou do provisionamento para saque; e (Redação dada, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº
3.839, de 28/6/2017.)

VII - a finalidade do saque ou do pagamento em espécie mencionados nos incisos I e III do § 1º.
(Incluído, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

§ 3º Na hipótese de recusa do cliente ou do sacador não cliente em prestar a informação referida


no § 2º, inciso VII, as instituições mencionadas no caput devem registrar o fato. (Redação dada, a partir de
27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

§ 4º (Revogado, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

Art. 9º-A As instituições mencionadas no art. 9º devem requerer de seus clientes e dos sacadores
não clientes comunicação prévia, com, no mínimo, três dias úteis de antecedência, dos saques e
pagamentos em espécie de valor igual ou superior a R$50.000,00 (cinquenta mil reais) de que trata o art.
9º, § 1º, incisos I e III.

102
§ 1º As instituições mencionadas no caput devem:

I - possibilitar a comunicação prévia por meio do sítio eletrônico da instituição na internet e das
agências e Postos de Atendimento (PA);

II - emitir protocolo de atendimento ao cliente ou sacador não cliente, no qual devem ser
informados o valor da operação, a dependência na qual deverá ser efetuado o saque e a data programada
para o saque; e

III - registrar, no ato da comunicação prévia, as informações indicadas no art. 9º, § 2º, conforme
o caso.

§ 2º No caso de saque em espécie a ser realizado por meio de cheque por sacador não cliente, a
comunicação prévia de que trata o caput deve ser realizada exclusivamente em agências e PAs.

§ 3º O disposto neste artigo deve ser observado sem prejuízo do disposto no art. 2º da Resolução
nº 3.695, de 26 de março de 2009.

(Artigo 9º-A incluído, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

Art. 9º-B As instituições financeiras devem manter registro específico de recebimentos de boleto
de pagamento pagos com recursos em espécie.

Parágrafo único. A instituição que receber boleto de pagamento que não seja de sua emissão deve
remeter à instituição emissora a informação de que o boleto foi pago em espécie.

(Artigo 9º-B incluído pela Circular nº 3.889, de 28/3/2018.)

Especial Atenção

Art. 10. As instituições de que trata o art. 1º devem dispensar especial atenção a:

I - operações ou propostas cujas características, no que se refere às partes envolvidas, valores,


formas de realização e instrumentos utilizados, ou que, pela falta de fundamento econômico ou legal,
indiquem risco de ocorrência dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 1998, ou com eles relacionados;

II - propostas de início de relacionamento e operações com pessoas politicamente expostas de


nacionalidade brasileira e as oriundas de países com os quais o Brasil possua elevado número de transações
financeiras e comerciais, fronteiras comuns ou proximidade étnica, linguística ou política;

III - indícios de burla aos procedimentos de identificação e registro estabelecidos nesta circular;

IV - clientes e operações em que não seja possível identificar o beneficiário final;

103
V - operações oriundas ou destinadas a países ou territórios que aplicam insuficientemente as
recomendações do Gafi, conforme informações divulgadas pelo Banco Central do Brasil; e (Redação dada
pela Circular nº 3.517, de 7/12/2010.)

VI - situações em que não seja possível manter atualizadas as informações cadastrais de seus
clientes.

§ 1º A expressão “especial atenção” inclui os seguintes procedimentos:

I - monitoramento contínuo reforçado, mediante a adoção de procedimentos mais rigorosos para


a apuração de situações suspeitas; (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

II - análise com vistas à verificação da necessidade das comunicações de que tratam os arts. 12 e
13;

III - avaliação da alta gerência quanto ao interesse no início ou manutenção do relacionamento


com o cliente.

§ 2º Considera-se alta gerência qualquer detentor de cargo ou função de nível hierárquico superior
ao daquele ordinariamente responsável pela autorização do relacionamento com o cliente.

Manutenção de Informações e Registros

Art. 11. As informações e registros de que trata esta circular devem ser mantidos e conservados
durante os seguintes períodos mínimos, contados a partir do primeiro dia do ano seguinte ao do término do
relacionamento com o cliente permanente ou da conclusão das operações:

I - 10 (dez) anos, para as informações e registros de que trata o art. 7º;

II - 5 (cinco) anos, para as informações e registros de que tratam os arts. 6º, 8º e 9º.

III - 5 (cinco) anos, para as informações cadastrais definidas nos arts. 2º e 3º. (Incluído pela Circular
nº 3.517, de 7/12/2010.)

Parágrafo único. As informações de que trata o art. 2º devem ser mantidas e conservadas
juntamente com o nome da pessoa incumbida da atualização cadastral, o nome do gerente responsável pela
conferência e confirmação das informações prestadas e a data de início do relacionamento com o cliente
permanente.

104
Comunicações ao Coaf

Art. 12. As instituições de que trata o art. 1º devem comunicar ao Conselho de Controle de
Atividades Financeiras (Coaf), na forma determinada pelo Banco Central do Brasil:

I - as ocorrências de que trata o art. 8º, § 1º, inciso I, no caso de operações em espécie; (Redação
dada, a partir de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

II - as ocorrências de que trata o art. 9º, § 1º, incisos I e III. (Redação dada pela Circular nº 3.654,
de 27/3/2013.)

§ 1º Devem também ser comunicadas ao Coaf as propostas de realização das operações de que
tratam os incisos I e II do caput e as comunicações prévias de que trata o art. 9º-A. (Redação dada, a partir
de 27/12/2017, pela Circular nº 3.839, de 28/6/2017.)

§ 2º As comunicações das ocorrências mencionadas no caput devem ser realizadas até o dia útil
seguinte àquele em que verificadas. (Incluído pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

Art. 13. As instituições de que trata o art. 1º devem comunicar ao Coaf, na forma determinada pelo
Banco Central do Brasil:

I - as operações realizadas ou serviços prestados cujo valor seja igual ou superior a R$10.000,00
(dez mil reais) e que, considerando as partes envolvidas, os valores, as formas de realização, os
instrumentos utilizados ou a falta de fundamento econômico ou legal, possam configurar a existência de
indícios dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 1998;

II - as operações realizadas ou serviços prestados que, por sua habitualidade, valor ou forma,
configurem artifício que objetive burlar os mecanismos de identificação, controle e registro;

III - as operações realizadas ou os serviços prestados, qualquer que seja o valor, a pessoas que
reconhecidamente tenham perpetrado ou intentado perpetrar atos terroristas ou neles participado ou
facilitado o seu cometimento, bem como a existência de recursos pertencentes ou por eles controlados
direta ou indiretamente;

IV - os atos suspeitos de financiamento do terrorismo.

§ 1º O disposto no inciso III aplica-se também às entidades pertencentes ou controladas, direta ou


indiretamente, pelas pessoas ali mencionadas, bem como por pessoas e entidades atuando em seu nome
ou sob seu comando.

§ 2º As comunicações das ocorrências de que tratam os incisos I a IV do caput devem ser realizadas
até o dia útil seguinte àquele em que forem verificadas. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de
27/3/2013.)

105
§ 3º Devem também ser comunicadas ao Coaf as propostas de realização das operações e atos
descritos nos incisos I a IV.

Art. 14. As comunicações de que tratam os arts. 12 e 13 deverão ser efetuadas sem que seja dada
ciência aos envolvidos ou a terceiros. (Redação dada pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

§ 1º As comunicações relativas a cliente identificado como pessoa politicamente exposta devem


incluir especificamente essa informação.

§ 2º A alteração ou o cancelamento de comunicação efetuados após o quinto dia útil seguinte ao


da sua inclusão devem ser acompanhados de justificativa da ocorrência.

Art. 15. As comunicações de que tratam os arts. 12 e 13 relativas a instituições integrantes de


conglomerado financeiro e a instituições associadas a sistemas cooperativos de crédito podem ser
efetuadas, respectivamente, pela instituição líder do conglomerado econômico e pela cooperativa central
de crédito.

Art. 15-A. As instituições de que trata o art. 1º que não tiverem efetuado comunicações nos termos
dos arts. 12 e 13 em cada ano civil deverão prestar declaração, por meio do Sistema de Controle de
Atividades Financeiras (Siscoaf), atestando a não ocorrência de transações passíveis de comunicação
conforme previsto nesta Circular.

Parágrafo único. A declaração mencionada no caput deve ser:

I - enviada em até dez dias úteis após o encerramento do ano civil;

II - considerada para fins da verificação do atendimento ao disposto no art. 11, inciso III, da Lei nº
9.613, de 1998; e

III - fornecida, no que se refere ao art. 12, apenas pelas instituições que mantêm os registros
mencionados nos arts. 8º e 9º desta Circular.”

(Artigo 15-A incluído pela Circular nº 3.654, de 27/3/2013.)

Art. 16. As instituições de que trata o art. 1º devem manter, pelo prazo de 5 (cinco) anos, os
documentos relativos às análises de operações ou propostas que fundamentaram a decisão de efetuar ou
não as comunicações de que tratam os arts. 12 e 13.

Procedimentos Internos de Controle

Art. 17. (Revogado pela Circular nº 3.858, de 14/11/2017.)

106
Art. 18. As instituições de que trata o art. 1º devem indicar ao Banco Central do Brasil diretor
responsável pela implementação e cumprimento das medidas estabelecidas nesta circular, bem como pelas
comunicações de que tratam os arts. 12 e 13.

§ 1º Para fins da responsabilidade de que trata o caput, admite-se que o diretor indicado
desempenhe outras funções na instituição, exceto a relativa à administração de recursos de terceiros.

§ 2º No caso de conglomerados financeiros, admite-se a indicação de um diretor responsável pela


implementação e cumprimento das medidas estabelecidas nesta circular, bem como pelas comunicações
referentes às respectivas instituições integrantes.

Art. 18-A. As instituições referidas no art. 1º devem adequar seus sistemas de controles internos
ao disposto na Lei nº 13.170, de 16 de outubro de 2015, visando ao acompanhamento das resoluções do
Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e à identificação de bens, valores e direitos de posse ou
propriedade, bem como de todos os demais direitos, reais ou pessoais, de titularidade, direta ou indireta,
de clientes pessoas físicas ou jurídicas submetidos a sanções oriundas dessas resoluções e a essas ações de
indisponibilidade.

§ 1º A existência de bens, valores e direitos mencionados no caput deve ser imediatamente


comunicada à Secretaria-Executiva (Secre) do Banco Central do Brasil e, nos termos definidos no art. 13, ao
Coaf.

§ 2º O disposto neste artigo se aplica ao cumprimento de ordens judiciais relativas às ações de


indisponibilidade mencionadas no caput em decorrência de resoluções do CSNU, de demandas de
cooperação jurídica internacional advindas de outras jurisdições em conformidade com a legislação nacional
vigente, bem como de decisões condenatórias relacionadas à prática de atos terroristas e demais previsões
legais.

(Artigo 18-A incluído pela Circular nº 3.780, de 21/1/2016.)

Art. 19. O Banco Central do Brasil divulgará:

I - os procedimentos para efetuar as comunicações de que tratam os arts. 12 e 13;

II - operações e situações que podem configurar indício de ocorrência dos crimes previstos na Lei
nº 9.613, de 1998;

III - situações exemplificativas de relacionamento próximo, para fins do disposto no art. 4º.

Art. 20. A atualização das informações cadastrais relativas a clientes permanentes cujos
relacionamentos tenham sido iniciados antes da entrada em vigor desta circular deve ser efetuada em
conformidade com os testes de verificação de que trata o § 5º do art. 2º.

Art. 20-A. As instituições financeiras devem implementar até 11 de março de 2019 o registro e a
remessa de que trata o art. 9º-B desta Circular. (Incluído pela Circular nº 3.889, de 28/3/2018.)
107
Art. 21. Esta circular entra em vigor na data de sua publicação, surtindo efeitos 30 (trinta) dias
após a data de publicação para os relacionamentos com clientes permanentes ou eventuais estabelecidos a
partir dessa data.

Art. 22. Ficam revogadas as Circulares ns. 2.852, de 3 de dezembro de 1998, 3.339, de 22 de
dezembro de 2006, e 3.422, de 27 de novembro de 2008, e os arts. 1º e 2º da Circular nº 3.290, de 5 de
setembro de 2005.

CARTA-CIRCULAR BACEN 3.542/12

Divulga relação de operações e situações que podem configurar


indícios de ocorrência dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 3 de
março de 1998, passíveis de comunicação ao Conselho de Controle de
Atividades Financeiras (Coaf).

Os Chefes dos Departamentos de Prevenção a Ilícitos Financeiros e de Atendimento de Demandas


de Informações do Sistema Financeiro (Decic), substituto, de Normas do Sistema Financeiro (Denor) e da
Gerência-Executiva de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros (Gence), no uso da atribuição que
confere o art. 22, inciso I, alínea "a", do Regimento Interno do Banco Central do Brasil, anexo à Portaria nº
29.971, de 4 de março de 2005, e tendo em vista esclarecer o disposto no arts. 13 e 19, inciso II, da Circular
nº 3.461, de 24 de julho de 2009,

R E S O L V E M:

Art. 1º As operações ou as situações descritas a seguir, considerando as partes envolvidas, os


valores, a frequência, as formas de realização, os instrumentos utilizados ou a falta de fundamento
econômico ou legal, podem configurar indícios de ocorrência dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 3 de
março de 1998, passíveis de comunicação ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf):

I - situações relacionadas com operações em espécie em moeda nacional:

a) realização de depósitos, saques, pedidos de provisionamento para saque ou qualquer outro


instrumento de transferência de recursos em espécie, que apresentem atipicidade em relação à atividade
econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua capacidade econômico-financeira;

108
b) movimentações em espécie realizadas por clientes cujas atividades possuam como
característica a utilização de outros instrumentos de transferência de recursos, tais como cheques, cartões
de débito ou crédito;

c) aumentos substanciais no volume de depósitos em espécie de qualquer pessoa natural ou


jurídica, sem causa aparente, nos casos em que tais depósitos forem posteriormente transferidos, dentro
de curto período, a destino não relacionado com o cliente;

d) fragmentação de depósitos, em espécie, de forma a dissimular o valor total da movimentação;

e) realização de depósitos de grandes valores em espécie, de forma parcelada, especialmente em


regiões geográficas de maior risco, principalmente nos mesmos caixas ou terminais de autoatendimento
próximos, destinados a uma única conta ou a várias contas em municípios ou agências distintas;

f) movimentação de recursos em espécie em municípios localizados em regiões de fronteira, que


apresentem indícios de atipicidade ou de incompatibilidade com a capacidade econômico-financeira do
cliente;

g) realização de depósitos em espécie em contas de clientes que exerçam atividade comercial


relacionada com negociação de bens de luxo ou de alto valor, tais como obras de arte, imóveis, barcos,
joias, automóveis ou aeronaves executivas;

h) realização de saques em espécie de conta que receba diversos depósitos por transferência
eletrônica de várias origens em curto período;

i) realização de depósito em espécie com cédulas úmidas, malcheirosas, mofadas, ou com aspecto
de que foram armazenadas em local impróprio ou ainda que apresentem marcas, símbolos ou selos
desconhecidos, empacotadas em maços desorganizados e não uniformes; e

j) realização de depósitos ou troca de grandes quantidades de cédulas de pequeno valor, realizados


por pessoa natural ou jurídica, cuja atividade ou negócio não tenha como característica recebimentos de
grandes quantias de recursos em espécie;

II - situações relacionadas com operações em espécie em moeda estrangeira e cheques de


viagem:

a) movimentação de recursos em espécie em moeda estrangeira ou cheques de viagem, que


apresente atipicidade em relação à atividade econômica do cliente ou incompatibilidade com a sua
capacidade econômico-financeira;

b) negociações de moeda estrangeira em espécie, em municípios localizados em regiões de


fronteira, que não apresentem compatibilidade com a natureza declarada da operação;

109
c) negociações de moeda estrangeira em espécie ou cheques de viagem denominados em moeda
estrangeira, que não apresentem compatibilidade com a natureza declarada da operação;

d) negociações de moeda estrangeira em espécie ou cheques de viagem denominados em moeda


estrangeira, realizadas por diferentes pessoas naturais, não relacionadas entre si, que informem o mesmo
endereço residencial; e

e) recebimentos de moeda estrangeira em espécie, por pessoas naturais residentes no exterior,


transitoriamente no País, decorrentes de ordens de pagamento a seu favor ou da utilização de cartão de
uso internacional, sem a evidência de propósito claro;

III - situações relacionadas com dados cadastrais de clientes:

a) resistência ao fornecimento de informações necessárias para o início de relacionamento ou para


a atualização cadastral, oferecimento de informação falsa ou prestação de informação de difícil ou onerosa
verificação;

b) abertura, movimentação de contas ou realização de operações por detentor de procuração ou


de qualquer outro tipo de mandato;

c) apresentação de irregularidades relacionadas aos procedimentos de identificação e registro das


operações exigidos pela regulamentação vigente, seguidas ou não do encerramento do relacionamento
comercial;

d) cadastramento de várias contas em uma mesma data, ou em curto período, com depósitos de
valores idênticos ou aproximados, ou com outros elementos em comum, tais como origem dos recursos,
titulares, procuradores, sócios, endereço, número de telefone etc.;

e) realização de operações em que não seja possível identificar o beneficiário final, observados os
procedimentos definidos na regulamentação vigente;

f) informação de mesmo endereço comercial por diferentes pessoas jurídicas ou organizações, sem
justificativa razoável para tal ocorrência;

g) representação de diferentes pessoas jurídicas ou organizações pelos mesmos procuradores ou


representantes legais, sem justificativa razoável para tal ocorrência;

h) informação de mesmo endereço residencial ou comercial por pessoas naturais, sem


demonstração da existência de relação familiar ou comercial; e

i) incompatibilidade da atividade econômica ou faturamento informados com o padrão


apresentado por clientes com o mesmo perfil;

110
IV - situações relacionadas com a movimentação de contas:

a) movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a


ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente;

b) transferências de valores arredondados na unidade de milhar ou que estejam um pouco abaixo


do limite para notificação de operações;

c) movimentação de recursos de alto valor, de forma contumaz, em benefício de terceiros;

d) manutenção de numerosas contas destinadas ao acolhimento de depósitos em nome de um


mesmo cliente, cujos valores, somados, resultem em quantia significativa;

e) movimentação de quantia significativa por meio de conta até então pouco movimentada ou de
conta que acolha depósito inusitado;

f) ausência repentina de movimentação financeira em conta que anteriormente apresentava


grande movimentação;

g) utilização de cofres de aluguel de forma atípica em relação ao perfil do cliente;

h) dispensa da faculdade de utilização de prerrogativas como recebimento de crédito, de juros


remuneratórios para grandes saldos ou, ainda, de outros serviços bancários especiais que, em circunstâncias
normais, sejam valiosas para qualquer cliente;

i) mudança repentina e injustificada na forma de movimentação de recursos ou nos tipos de


transação utilizados;

j) solicitação de não observância ou atuação no sentido de induzir funcionários da instituição a não


seguirem os procedimentos regulamentares ou formais para a realização de uma operação;

k) recebimento de recursos com imediata compra de instrumentos para a realização de


pagamentos ou de transferências a terceiros, sem justificativa;

l) realização de operações que, por sua habitualidade, valor e forma, configurem artifício para
burla da identificação da origem, do destino, dos responsáveis ou dos beneficiários finais;

m) existência de contas que apresentem créditos e débitos com a utilização de instrumentos de


transferência de recursos não característicos para a ocupação ou o ramo de atividade desenvolvida pelo
cliente;

n) recebimento de depósitos provenientes de diversas origens, sem fundamentação econômico-


financeira, especialmente provenientes de regiões distantes do local de atuação da pessoa jurídica ou
distantes do domicílio da pessoa natural;

111
o) pagamentos habituais a fornecedores ou beneficiários que não apresentem ligação com a
atividade ou ramo de negócio da pessoa jurídica;

p) pagamentos ou transferências por pessoa jurídica para fornecedor distante de seu local de
atuação, sem fundamentação econômico-financeira;

q) realização de depósitos de cheques endossados totalizando valores significativos;

r) existência de conta de depósitos à vista de organizações sem fins lucrativos cujos saldos ou
movimentações financeiras não apresentem fundamentação econômica ou legal ou nas quais pareça não
haver vinculação entre a atividade declarada da organização e as outras partes envolvidas nas transações;

s) movimentação habitual de recursos financeiros de ou para pessoas politicamente expostas ou


pessoas de relacionamento próximo, não justificada por eventos econômicos;

t) existência de contas em nome de menores ou incapazes, cujos representantes realizem grande


número de operações atípicas; e

u) transações significativas e incomuns por meio de contas de depósitos de investidores não


residentes constituídos sob a forma de trust;

V - situações relacionadas com operações de investimento interno:

a) operações ou conjunto de operações de compra ou de venda de títulos e valores mobiliários a


preços incompatíveis com os praticados no mercado ou quando realizadas por pessoa cuja atividade
declarada e perfil não se coadunem ao tipo de negociação realizada;

b) realização de operações atípicas que resultem em elevados ganhos para os agentes


intermediários, em desproporção com a natureza dos serviços efetivamente prestados;

c) investimentos significativos em produtos de baixa rentabilidade e liquidez;

d) investimentos significativos não proporcionais à capacidade econômico-financeira do cliente,


ou cuja origem não seja claramente conhecida; e

e) resgates de investimentos no curtíssimo prazo, independentemente do resultado auferido;

VI - situações relacionadas com cartões de pagamento:

a) utilização, carga ou recarga de cartão em valor não compatível com a capacidade econômico-
financeira, atividade ou perfil do usuário;

112
b) realização de múltiplos saques com cartão em terminais eletrônicos em localidades diversas e
distantes do local de contratação ou recarga;

c) utilização do cartão de forma incompatível com o perfil do cliente, incluindo operações atípicas
em outros países;

d) utilização de diversas fontes de recursos para carga e recarga de cartões; e

e) realização de operações de carga e recarga de cartões, seguidas imediatamente por saques em


caixas eletrônicos.

VII - situações relacionadas com operações de crédito no País:

a) realização de operações de crédito no País liquidadas com recursos aparentemente


incompatíveis com a situação econômico-financeira do cliente;

b) solicitação de concessão de crédito no País incompatível com a atividade econômica ou com a


capacidade financeira do cliente;

c) realização de operação de crédito no País seguida de remessa de recursos ao exterior, sem


fundamento econômico ou legal, e sem relacionamento com a operação de crédito;

d) realização de operações de crédito no País, simultâneas ou consecutivas, liquidadas


antecipadamente ou em prazo muito curto;

e) liquidação de operações de crédito no País por terceiros, sem justificativa aparente;

f) concessão de garantias de operações de crédito no País por terceiros não relacionados ao


tomador;

g) realização de operação de crédito no País com oferecimento de garantia no exterior por cliente
sem tradição de realização de operações no exterior; e

h) aquisição de bens ou serviços incompatíveis com o objeto da pessoa jurídica, especialmente


quando os recursos forem originados de crédito no País;

VIII - situações relacionadas com a movimentação de recursos oriundos de contratos com o


setor público:

a) movimentações atípicas de recursos por agentes públicos, conforme definidos no art. 2º da Lei
nº 8.429, de 2 de junho de 1992;

113
b) movimentações atípicas de recursos por pessoa natural ou jurídica relacionados a patrocínio,
propaganda, marketing, consultorias, assessorias e capacitação;

c) movimentações atípicas de recursos por organizações sem fins lucrativos; e

d) movimentações atípicas de recursos por pessoa natural ou jurídica relacionados a licitações;

IX - situações relacionadas a consórcios:

a) existência de consorciados detentores de elevado número de cotas, incompatível com sua


capacidade econômico-financeira ou com o objeto da pessoa jurídica;

b) aumento expressivo do número de cotas pertencentes a um mesmo consorciado;

c) oferecimento de lances incompatíveis com a capacidade econômico-financeira do consorciado;

d) oferecimento de lances muito próximos ao valor do bem;

e) pagamento antecipado de quantidade expressiva de prestações vincendas, não condizente com


a capacidade econômico-financeira do consorciado;

f) aquisição de cotas previamente contempladas, seguida de quitação das prestações vincendas;

g) utilização de documentos falsificados na adesão ou tentativa de adesão a grupo de consórcio;

X - situações relacionadas a pessoas suspeitas de envolvimento com atos terroristas:

a) movimentações financeiras envolvendo pessoas relacionadas a atividades terroristas listadas


pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas;

b) realização de operações ou prestação de serviços, qualquer que seja o valor, a pessoas que
reconhecidamente tenham cometido ou intentado cometer atos terroristas, ou deles participado ou
facilitado o seu cometimento;

c) existência de recursos pertencentes ou controlados, direta ou indiretamente, por pessoas que


reconhecidamente tenham cometido ou intentado cometer atos terroristas, ou deles participado ou
facilitado o seu cometimento; e

d) movimentações com indícios de financiamento do terrorismo;

114
XI - situações relacionadas com atividades internacionais:

a) realização ou proposta de operação com pessoas naturais ou jurídicas, inclusive sociedades e


instituições financeiras, situadas em países que não apliquem ou apliquem insuficientemente as
recomendações do Grupo de Ação contra a Lavagem de Dinheiro e o Financiamento do Terrorismo (Gafi),
ou que tenham sede em países ou dependências com tributação favorecida ou regimes fiscais privilegiados
ou em locais onde seja observada a prática contumaz dos crimes previstos na Lei nº 9.613, de 3 de março
de 1998, não claramente caracterizadas em sua legalidade e fundamentação econômica;

b) utilização de operações complexas e com custos mais elevados que visem a dificultar o
rastreamento dos recursos ou a identificação da natureza da operação;

c) realização de pagamentos de importação e recebimentos de exportação, antecipados ou não,


por empresa sem tradição ou cuja avaliação econômico-financeira seja incompatível com o montante
negociado;

d) realização de pagamentos a terceiros não relacionados a operações de importação ou de


exportação;

e) realização de transferências unilaterais que, pela habitualidade, valor ou forma, não se


justifiquem ou apresentem atipicidade;

f) realização de transferências internacionais nas quais não se justifique a origem dos fundos
envolvidos ou que se mostrem incompatíveis com a capacidade econômico-financeira ou com o perfil do
cliente;

g) realização de transferência de valores a título de disponibilidade no exterior, incompatível com


a capacidade econômico-financeira do cliente ou sem fundamentação econômica ou legal;

h) realização de exportações ou importações aparentemente fictícias ou com indícios de


superfaturamento ou subfaturamento;

i) existência de informações na carta de crédito com discrepâncias em relação a outros


documentos da operação de comércio internacional;

j) realização de pagamentos ao exterior após créditos em reais efetuados nas contas de depósitos
dos titulares das operações de câmbio por pessoas que não demonstrem a existência de vínculo comercial
ou econômico;

k) movimentações decorrentes de programa de repatriação de recursos que apresentem


inconsistências relacionadas à identificação do titular ou do beneficiário final, bem como ausência de
informações confiáveis sobre a origem e a fundamentação econômica ou legal; e

l) realização de frequentes pagamentos antecipados ou à vista de importação em que não seja


possível obter informações sobre o desembaraço aduaneiro das mercadorias;
115
XII - situações relacionadas com operações de crédito contratadas no exterior:

a) contratação de operações de crédito no exterior com cláusulas que estabeleçam condições


incompatíveis com as praticadas no mercado, como juros destoantes da prática ou prazo muito longo;

b) contratação, no exterior, de várias operações de crédito consecutivas, sem que a instituição


tome conhecimento da quitação das anteriores;

c) contratação, no exterior, de operações de crédito que não sejam quitadas por intermédio de
operações na mesma instituição;

d) contratação, no exterior, de operações de crédito, quitadas sem explicação aparente para a


origem dos recursos; e

e) contratação de empréstimos ou financiamentos no exterior, oferecendo garantias em valores


ou formas incompatíveis com a atividade ou capacidade econômico-financeira do cliente ou em valores
muito superiores ao valor das operações contratadas ou cuja origem não seja claramente conhecida;

XIII - situações relacionadas com operações de investimento externo:

a) recebimento de investimento externo direto, cujos recursos retornem imediatamente a título de


disponibilidade no exterior;

b) recebimento de investimento externo direto, com realização quase imediata de remessas de


recursos para o exterior a título de lucros e dividendos;

c) realização de remessas de lucros e dividendos ao exterior em valores incompatíveis com o valor


investido;

d) realização de remessas ao exterior a título de investimento em montantes incompatíveis com a


capacidade financeira do cliente;

e) realização de remessas de recursos de um mesmo investidor situado no exterior para várias


empresas no País;

f) realização de remessas de recursos de vários investidores situados no exterior para uma mesma
empresa no País; e

g) recebimento de aporte de capital desproporcional ao porte ou à natureza empresarial do cliente,


ou em valores incompatíveis com a capacidade econômico-financeira dos sócios; e

116
XIV - situações relacionadas com empregados das instituições financeiras e seus
representantes:

a) alteração inusitada nos padrões de vida e de comportamento do empregado ou do


representante, sem causa aparente;

b) modificação inusitada do resultado operacional da pessoa jurídica do representante ou do


correspondente no País, sem causa aparente;

c) realização de qualquer negócio de modo diverso ao procedimento formal da instituição por


empregado, representante ou correspondente no País; e

d) fornecimento de auxílio ou informações, remunerados ou não, a cliente em prejuízo do


programa de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo da instituição,
ou de auxílio para estruturar ou fracionar operações, burlar limites regulamentares ou operacionais.

Art. 2º As situações descritas nesta Carta Circular, quando aplicáveis, podem indicar parâmetros
para a estruturação de sistemas de controles internos, inclusive informatizados, para prevenção de lavagem
de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo implantados pelas instituições financeiras e demais
instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.

Art. 3º A comunicação das situações relacionadas nesta Carta Circular, bem como de outras que,
embora não mencionadas, possam configurar indícios de ocorrência das práticas de que trata o art. 13 da
Circular nº 3.461, de 24 de julho de 2009, deve ser efetuada por meio do Sistema de Controle de Atividades
Financeiras (Siscoaf).

Art. 4º Esta Carta Circular entra em vigor em 14 de maio de 2012, quando fica revogada a Carta
Circular nº 2.826, de 4 de dezembro de 1998.

117
MÓDULO 6
7. AUTORREGULAÇÃO BANCÁRIA

Conceito: A autorregulação bancária é um sistema de normas, criado pelo próprio setor, com o
propósito básico de criar um ambiente ainda mais favorável à realização dos princípios que o orientam:

✓ Integridade;

✓ Equidade;

✓ Respeito ao consumidor;

✓ Transparência;

✓ Excelência;

✓ Sustentabilidade;

✓ Confiança.

As normas da autorregulação não se sobrepõem, mas se harmonizam à legislação vigente,


destacadamente ao Código de Defesa do Consumidor, às leis e normas especificamente direcionadas ao
sistema bancário e à execução de atividades delegadas pelo setor público a instituições financeiras.

As normas da autorregulação abrangem todos os produtos e serviços ofertados ou disponibilizados


pelas Signatárias a qualquer pessoa física, cliente ou não cliente (o "consumidor").

Principais benefícios

• Criação de normas técnicas e precisas, assegurando clareza e transparência na relação com os


consumidores e a sociedade;

• Atualização rápida e permanente das normas em relação à evolução do mercado;

• Inclusão de padrões éticos e de conduta;

• Maior adesão por parte dos bancos na medida em que participam diretamente;

• Fortalecimento da cultura de adequação aos normativos por convicção e não por imposição.

118
A Autorregulação FEBRABAN entra em uma nova fase. A partir de janeiro de 2019, todos os bancos
associados à FEBRABAN passam a ser considerados Signatários da Autorregulação. Além disso, é possível
aderir de forma voluntária a determinados ‘eixos normativos’, como relacionamento com o consumidor;
responsabilidade socioambiental; e prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento ao
terrorismo.

A adesão a um, dois ou três eixos definirá o ‘nível’ das Signatárias em relação à Autorregulação.

✓ As Instituições Financeiras que não celebrarem compromisso voluntário de adesão a um ou


mais eixos normativos são consideradas Signatárias nível I.

✓ São consideradas “nível II” as Instituições Financeiras Signatárias que aderirem voluntariamente
a pelo menos um dos eixos normativos acima descritos e “nível III” aquelas que aderirem a todos
os eixos.

Conduta ética no relacionamento com o consumidor

Na implementação das Políticas de Relacionamento com Clientes e Usuários, as Signatárias


comprometem-se com a convergência de suas práticas comerciais em relação ao Código de Proteção e
Defesa do Consumidor e legislação complementar, devendo:

• Oferecer produtos e serviços adequados ao seu perfil;

• Prestar informações completas e adequadas que permitam a aquisição consciente;

• Garantir sigilo no tratamento de informações cadastrais e a confidencialidade de dados;

• Disponibilizar canais de atendimento acessíveis e dar atendimento tempestivo às demandas;

• Estimular o uso de meios alternativos de resolução de conflitos e fortalecer a mediação.

Conduta ética na livre concorrência

As Signatárias, em conformidade com a Política de Defesa da Concorrência da FEBRABAN:

• Estão comprometidas com a promoção de um ambiente de livre concorrência;

• Não admitirão impedimentos artificiais ou ilegais à entrada de novos concorrentes no mercado;

• Adotarão as boas práticas de mercado, nacionais e internacionais;

• Coibirão infrações à ordem econômica.

119
Conduta ética na responsabilidade socioambiental

• As Signatárias incentivarão a preservação ambiental e o desenvolvimento social, estimulando


um ambiente sustentável e inclusivo;

• Prevenirão a possibilidade de ocorrência de trabalho escravo ou em condição análoga e o uso


de mão de obra infantil;

• Não tolerarão nenhuma forma de discriminação;

• As Signatárias promoverão ações de educação financeira voltadas ao crédito consciente.

Conduta ética na prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro

As Signatárias instituirão políticas rígidas de governança e cumprimento das normas voltadas à


prevenção à fraude e à lavagem de dinheiro e:

• Não admitirão práticas de ocultação ou dissimulação de origem ou localização de bens;

• Aprimorarão, continuamente, os mecanismos visando evitar a realização de negócios com


terceiros de reputação inidônea;

• Reportarão transações suspeitas para os órgãos competentes;

• Adotarão as melhores práticas nas políticas de “Conheça seu Cliente” e “Conheça seu
Colaborador”.

Conduta ética no controle da informação e confidencialidade

As Signatárias comprometem-se a possuir e atualizar periodicamente as políticas, procedimentos


e controles que assegurem a segurança e sigilo das transações e:

• assegurar a privacidade das informações pessoais do consumidor, mesmo quando ele não for
mais seu cliente;

• compartilhar informações apenas quando houver previsão legal, mediante determinação


judicial ou quando o consumidor permitir ou solicitar.

Autorregulação FEBRABAN

A Autorregulação FEBRABAN é regida pelos seguintes instrumentos normativos:


120
I - Código de Conduta Ética e Autorregulação Bancária;

II – Normativos aprovados pelo Conselho de Autorregulação;

III – Decisões da Diretoria de Autorregulação e do Conselho de Autorregulação.

Conselho de Autorregulação

É o órgão normativo e de administração da Autorregulação FEBRABAN, composto por 16


conselheiros: 8 setoriais e 8 independentes. Os conselheiros setoriais são profissionais estatutários indicados
pelas Instituições Financeiras Signatárias, sendo:

• 5 indicados pelas 5 (cinco) maiores Signatárias, segundo seu patrimônio líquido;

• 3 indicados mediante alternância entre as demais signatárias que tenham aderido


voluntariamente aos eixos Normativos.

Os conselheiros independentes são representantes da sociedade civil, de ilibada reputação e


notório conhecimento dos temas tratados na Autorregulação.

O mandato dos conselheiros será de 2 anos, sendo a recondução admitida apenas para os
independentes.

A solicitação de ingresso de novas Signatárias no Conselho será concedida mediante solicitação


formal à Diretoria de Autorregulação e observará a ordem cronológica dos pedidos.

Dentre outras competências, cabe ao Conselho de Autorregulação aprovar e deliberar alterações


ao Código de Conduta Ética e Autorregulação; aprovar e instituir novos Normativos; e decidir pela aplicação
de sanções.

Comissão Executiva de Autorregulação

Seus membros são responsáveis pela interlocução com a Diretoria de Autorregulação da


FEBRABAN e com o Conselho de Autorregulação.

É composta por 18 Instituições Financeiras Signatárias, sendo:

• 5 representantes indicados pelas 5 maiores Signatárias, segundo seu patrimônio líquido;

• 13 representantes indicados pelo Conselho, em regime de alternância, caso o número de


Signatárias supere as vagas disponíveis na Comissão.

121
Os representantes submetidos ao regime de alternância terão mandato de 1 ano, admitida até
uma recondução por igual período, caso não haja interesse de ingresso na Comissão por novas Signatárias.

Compete à Comissão, dentre outras atribuições, promover discussões relacionadas ao


aperfeiçoamento da Autorregulação e, ouvida a Diretoria de Autorregulação, manifestar-se
conclusivamente sobre a instauração de processos administrativos disciplinares por violação das normas de
Autorregulação.

Diretoria de Autorregulação

É o órgão executivo, subordinado ao Conselho de Autorregulação.

Compete à Diretoria de Autorregulação, dentre outras atribuições:

• Executar as deliberações do Conselho;

• Elaborar propostas para o desenvolvimento da Autorregulação FEBRABAN;

• Monitorar a aderência das Signatárias às normas da Autorregulação;

• Registrar denúncias por parte dos consumidores, órgãos de proteção do consumidor e das
Instituições Financeiras Signatárias.

Canal de Registro de Demandas

A Autorregulação FEBRABAN conta com um canal de registro de demandas denominado “Conte


Aqui”.

Por meio do CONTE AQUI, o consumidor pode reportar eventual descumprimento das normas da
Autorregulação FEBRABAN pelas Instituições Financeiras Signatárias. Nesse caso, o registro não será tratado
ou respondido individualmente, mas integrará o plano de monitoramento e supervisão da Autorregulação.

No caso de reclamação individual sobre produtos ou serviços bancários, o acesso será direcionado
para a plataforma consumidor.gov.br. A iniciativa do Ministério da Justiça e dos órgãos de proteção e defesa
do consumidor e apoiada pela FEBRABAN por meio de cooperação técnica, aproxima consumidores e
fornecedores e promove a resolução de conflitos de consumo, de forma rápida e descomplicada. Após o
cadastro, o consumidor registra seu caso, que deverá ser respondido pela Instituição Financeira em até 10
dias.

Se o banco ainda não faz parte da plataforma consumidor.gov.br, o registro será encaminhado à
Instituição, que terá até 15 dias para resposta ao consumidor.

122
Procedimento Disciplinar

O procedimento disciplinar aplicável às infrações ao Código de Conduta Ética e Autorregulação e


aos Normativos da Autorregulação FEBRABAN observará o disposto no Normativo SARB 006. Nele estão
previstos:

• Averiguação Preliminar (AP); e

• Processo Disciplinar (PD).

Sanções

A Autorregulação FEBRABAN tem como principal propósito a melhoria da conduta das Instituições
Financeiras Signatárias. Quando eventual desconformidade às normas são verificadas e os planos de ação
para melhoria da conduta apresentados pelas Instituições não são cumpridos, elas estão sujeitas a sanções:

• Recomendação para o ajuste de sua conduta, encaminhada por meio de carta reservada;

• Recomendação para o ajuste de sua conduta, encaminhada por meio de carta com o
conhecimento de todas as Signatárias, cumulada com a obrigação de pagar uma contribuição
entre 1 e 10 vezes o valor da menor anuidade recolhida por uma Associada da FEBRABAN;

• Suspensão de sua participação na Autorregulação FEBRABAN, com a suspensão do uso do Selo


da Autorregulação e do mandato de seu Conselheiro no Conselho de Autorregulação, cumulada
com a obrigação de pagar uma contribuição entre 5 (cinco) e 15 (quinze) vezes o valor da menor
anuidade recolhida por uma Associada da FEBRABAN; e

• Exclusão de sua participação no Sistema de Autorregulação Bancária.

123
Exercícios - Garantias, Lavagem de
Dinheiro e Autorregulação
1. (FGV/2014 – BNB)
Com relação à diferença entre aval e fiança, é correto afirmar que:
(A) o aval é uma garantia pessoal, enquanto a fiança é uma garantia real;
(B) o aval é uma garantia real, enquanto a fiança é uma garantia pessoal;
(C) o aval é uma garantia constituída em um título de crédito, enquanto a fiança é uma garantia
estabelecida em contrato ou carta;
(D) no aval, o credor pode acionar diretamente o avalista, enquanto na fiança se aciona o fiel
depositário;
(E) o aval precisa da assinatura do cônjuge, enquanto a fiança não tem essa exigência.

2. (FGV/2014 – BNB)
Num contrato bancário de concessão de crédito com garantia hipotecária de bem imóvel de propriedade
do mutuário Cooperativa do Vale do Rio Pardo, cujo valor de avaliação é de R$4.590.000,00 (quatro
milhões quinhentos e noventa mil reais), é imprescindível que:
(A) seja lavrado instrumento particular de hipoteca, tendo em vista que o devedor é uma cooperativa
e o elevado valor do imóvel;
(B) seja lavrada escritura pública de hipoteca, tendo em vista o valor do imóvel e o negócio jurídico ser
constitutivo de garantia real;
(C) as partes escolham previamente qual será o instrumento de constituição da hipoteca; sendo
instrumento particular, deverá ser averbado no Registro de Títulos e Documentos;
(D) seja lavrado instrumento particular de hipoteca, sob pena de nulidade por descumprimento da forma
prescrita em lei para constituição de garantias reais;
(E) as partes escolham previamente qual será o instrumento de constituição da hipoteca; sendo
instrumento público, deverá ser lavrado pelo Registro Empresarial.

3. (PAC/2014 - BANPARÁ)
Quais dos créditos não são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos:
(A) Depósitos de poupança
(B) Letras de Câmbio
(C) Letras de Crédito Imobiliário
(D) Debêntures e Ações
(E) Operações compromissadas que têm como objeto títulos emitidos após 08.03.2012 por empresa
ligada.

4. (CESGRANRIO/2014 - Banco da Amazônia)


Nos termos da Resolução CMN nº 4.222/2013, que regula o Fundo Garantidor de Crédito, o atraso no
recolhimento das contribuições devidas sujeita a instituição associada sobre o valor de cada contribuição
à multa de:
(A) 2%
(B) 3%
(C) 4%
(D) 5%
(E) 6%

5. (CESGRANRIO/2014 - Banco da Amazônia)


À luz das normas que regulam a alienação fiduciária imobiliária, considera-se objeto desse negócio a
(A) posse individual imobiliária
(B) propriedade superficiária
(C) servidão de passagem
(D) expectativa de vista panorâmica

124
124
(E) composse coletiva

6. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Um gerente participa de processo de treinamento sobre títulos de créditos e garantias do Sistema
Financeiro Nacional.
Durante a avaliação dos itens abordados no treinamento, o gerente, que se dedicou com afinco aos
estudos, responde, apropriadamente, que o aval, nos termos do Código Civil,
(A) gera direito de regresso contra o avalizado em caso de pagamento pelo avalista.
(B) é garantia típica dos contratos bancários.
(C) pode ser parcial quando firmado em título de crédito.
(D) pode ser considerado até declaração judicial quando cancelado.
(E) deve ser subscrito exclusivamente no anverso do título.

7. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Um bancário, almejando promoção na carreira, realiza diversos cursos propostos pelo seu empregador.
Ao final de um desses cursos, foi apresentada uma questão exigindo do aluno o conhecimento de que
a hipoteca.
(A) é inaplicável sobre as acessões do imóvel hipotecado
(B) é relacionada aos títulos de crédito documentados
(C) acarreta a proibição de alienação do imóvel hipotecado.
(D) pode incidir sobre navios e aeronaves.
(E) pode ser realizada por pessoa absolutamente incapaz.

8. (CESGRANRIO/2014 - Banco da Amazônia)


À luz das normas da Carta Circular Bacen nº 3.542/2012, são consideradas situações relacionadas com
dados cadastrais de clientes:
(A) negociações de moeda estrangeira em espécie, em municípios localizados em regiões de fronteira,
que não apresentem compatibilidade com a natureza declarada da operação.
(B) negociações de moeda estrangeira em espécie ou cheques de viagem denominados em moeda
estrangeira, que não apresentem compatibilidade com a natureza declarada da operação.
(C) negociações de moeda estrangeira em espécie ou cheques de viagem denominados em moeda
estrangeira, realizadas por diferentes pessoas naturais, não relacionadas entre si, que informem o
mesmo endereço residencial.
(D) recebimentos de moeda estrangeira em espécie por pessoas naturais residentes no exterior,
transitoriamente no País, decorrentes de ordens de pagamento a seu favor ou da utilização de
cartão de uso internacional, sem a evidência de propósito claro.
(E) resistência ao fornecimento de informações necessárias para o início de relacionamento ou para a
atualização cadastral, oferecimento de informação falsa ou prestação de informação de difícil ou
onerosa verificação.

9. (CESGRANRIO/2014 - Banco da Amazônia)


À luz das normas da Circular Bacen nº 3.461/2009, que estabelece regras de conduta quanto às
atividades suspeitas de lavagem de dinheiro, as instituições financeiras que não tiverem efetuado
comunicações nos termos da norma, em cada ano civil, deverão prestar declaração, atestando a não
ocorrência de transações passíveis de comunicação, por meio do Sistema
(A) de Controle de Atividades Financeiras
(B) de Comunicação ao Ministério da Fazenda
(C) de Registro de Operações do Banco Central
(D) do Banco Central de apoio ao Judiciário
(E) especial de Informações ao Ministério Público

10. (CESGRANRIO/2014 - Banco do Brasil)


Nos termos da circular nº 3.542/2012, NÃO está inserida nas hipóteses de controle de situações
relacionadas com atividades internacionais a:
(A) existência de recursos pertencentes ou controlados, direta ou indiretamente, por pessoas que
reconhecidamente tenham cometido atos terroristas.
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(B) realização de transferências unilaterais que, pela habitualidade, valor ou forma, não se justifiquem
ou apresentem atipicidade.
(C) utilização de operações complexas e com custos mais elevados que visem a dificultar o
rastreamento dos recursos ou a identificação da natureza da operação.
(D) realização de pagamentos de importação e recebimentos de exportação, antecipados ou não, por
empresa sem tradição ou cuja avaliação econômico-financeira seja incompatível com o montante
negociado.
(E) realização de pagamentos a terceiros não relacionados a operações de importação ou de exportação

11. (COSEAC/2015 – UFF)


No que se refere a aval em título de crédito, é correto afirmar que:
(A) não há previsão legal para a utilização deste recurso.
(B) ele deve ser dado no verso ou no anverso do próprio título.
(C) só poderá haver o aval por instrumento apartado do título.
(D) apenas cabe o artifício juntamente com o endosso do mesmo título.
(E) somente será permitido o aval parcial do título.:

12. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


A sociedade empresária W & Z Ltda. pretende expandir a sua atuação e, para tal fito, necessita de
numerário, uma vez que seu capital disponível não lhe permite corporificar seu crescimento. Nessa linha,
inventaria os seus bens desembaraçados disponíveis e apresenta proposta de empréstimo bancário com
as garantias que enumera no documento que entrega ao gerente do Banco onde tem suas operações
financeiras. O gerente sugere que a garantia seja concretizada por penhor mercantil e apresenta os
contratos necessários, previamente aprovados pelo setor jurídico, e indica que o numerário será
disponibilizado em até vinte e quatro horas após a formalização do negócio.
Nos termos do Código Civil, prometendo pagar em dinheiro a dívida que garante com penhor mercantil,
o devedor poderá emitir, em favor do credor,
(A) cheque especial
(B) letra de câmbio própria
(C) debênture comercial
(D) carta de crédito pignoratícia
(E) cédula do respectivo crédito

13. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Sr. X é concitado por Sr. Y a atuar como avalista em título de crédito no qual Sr. Y é devedor. Dado o
alto grau de amizade entre os dois, o ato é praticado. Algum tempo depois, Sr. X recebe comunicação
de que pende de pagamento a dívida resultante do aval.
Diversas dúvidas acudiram ao avalista que, consultando profissional especializado em títulos de crédito,
assentou que o seu dever de pagamento estaria relacionado a
(A) obrigações portadas por devedor, mesmo ilíquidas
(B) cláusulas contratuais estipuladas em desfavor do devedor
(C) títulos de crédito derivados do original
(D) obrigação líquida constante do título
(E) estoque de débito do avalizado junto ao credor

14. (FUNDATEC/2015 – BRDE)


São consideradas pessoas politicamente expostas:
I. Os agentes públicos que desempenham ou tenham desempenhado, nos últimos cinco anos, no Brasil
ou em países, territórios e dependências estrangeiras, cargos, empregos ou funções públicas relevantes,
assim como seus representantes, familiares e outras pessoas de seu relacionamento próximo.
II. Ocupantes de cargo no Poder Executivo da União: Ministro de Estado, Grupo Direção e
Assessoramento Superiores nível 6, ou equivalentes.
III. Membros do Conselho Nacional de Justiça, do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores.
Membros do Tribunal de Contas da União e o Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal
de Contas da União.
IV. Presidentes de tribunal de justiça e presidentes de tribunal de contas.
V. Prefeitos e presidentes de câmara municipal de capitais de estados.
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VI. Diplomatas e Autoridades eclesiásticas.

Quais estão corretas?


(A) Apenas I, V e VI.
(B) Apenas III, IV e V.
(C) Apenas I, III, V e VI.
(D) Apenas II, III, IV e VI.
(E) Apenas I, II, III, IV e V.

15. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Sr. G resolve abrir conta corrente no Banco Y e, para isso, outorga procuração para Sra. H, sua amiga,
que se dirige à agência mais próxima para formalizar o ato. Após longos anos de relacionamento
exclusivamente com o procurador, o gerente do Banco recebe recomendação dos seus superiores
hierárquicos de contatar todos os correntistas representados por terceiros. Diante disso, solicita à Sra.
H contato pessoal com Sr. G, o que vem a ser negado, tendo em vista que o titular da conta não mantém
relações com estranhos, nessa categoria incluído o gerente de sua conta-corrente.
Diante dessa negativa, é indicado ao gerente o enquadramento da atuação de Sr. G e Sra. H, nos termos
da Carta-Circular BACEN n° 3.542/2012, no concernente a situações relacionadas com
(A) movimentação de contas
(B) cartões de pagamento
(C) dados cadastrais de clientes
(D) operações de investimento interno
(E) operações de crédito no País

16. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


O combate à lavagem de dinheiro tem se disseminado no mundo, tendo o rápido desenvolvimento de
sofisticadas organizações criminosas que utilizam o sistema financeiro para legitimar as suas atuações
originariamente ilícitas.
De acordo com a Lei Federal n° 9.613/1998, o crime de lavagem, atualmente, caracteriza-se, entre
outras ações, por ocultar valores decorrentes de atos consubstanciados como
(A) infrações administrativas
(B) infrações penais
(C) multas mobiliárias
(D) sanções do Banco Central
(E) ilícitos civis

17. (CESGRANRIO/2015 - Banco do Brasil)


Sr. Q é diretor executivo do Banco LX & T, tendo sido designado para ser responsável pela
implementação das medidas previstas na Circular do Bacen nº 3.461/2009, bem como pelas
comunicações aos órgãos nela indicados para a prevenção da lavagem de dinheiro.
Não sendo a instituição integrante de um conglomerado financeiro, não poderá o diretor, nos termos
da citada Circular, exercer função relativa à
(A) gerência de contas de pessoas jurídicas
(B) comissão governamental
(C) avaliação de recursos humanos
(D) administração de recursos de terceiros
(E) participação em entes associativos

18. (IBADE/2017 – PCAC)


Quando o autor do crime de lavagem de capitais colaborar espontaneamente com as autoridades,
prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores,
coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime, a pena:
(A) poderá ser reduzida de um sexto até a metade e ser cumprida em regime exclusivamente aberto.
(B) poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto.
(C) poderá ser reduzida de um sexto até a metade e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto.
(D) poderá ser reduzida pela metade e ser cumprida em regime semiaberto.
(E) poderá ser reduzida pela metade e ser cumprida em regime aberto ou semiaberto.
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19. (FGV/2018 - Banestes)
Durante a vigência de um contrato de fiança, o credor Atílio concedeu prorrogação do prazo de
pagamento da dívida (moratória) ao afiançado sem consentimento do fiador Jerônimo.
Com esse ato por parte do credor, é correto afirmar que:
(A) deverá Jerônimo requerer a Atílio prorrogação do prazo de duração do contrato para se adequar à
moratória concedida ao afiançado;
(B) Jerônimo, ainda que solidário pelo pagamento da dívida perante Atílio, ficará desobrigado pela falta
de consentimento com a moratória;
(C) Jerônimo permanecerá obrigado pelo pagamento da dívida pelos 6 meses seguintes ao dia do
vencimento; findo tal prazo ficará desobrigado;
(D) caberá a Atílio decidir se Jerônimo ficará ou não desobrigado da fiança com a concessão da
moratória;
(E) Jerônimo poderá pedir a anulação do contrato porque é proibido ao credor conceder moratória ao
afiançado.

20. (FGV/2018 - Banestes)


Em garantia de empréstimo concedido pelo Banco W, Tereza deu um imóvel de sua propriedade ao
credor. A garantia constituída abrange todas as acessões, melhoramentos ou construções do imóvel e
não impede a proprietária de aliená-lo.
Com base nessas informações, a garantia prestada por Tereza é:
(A) aval;
(B) fiança bancária;
(C) alienação fiduciária em garantia;
(D) hipoteca;
(E) anticrese.

21. (FGV/2018 - Banestes)


Alfredo contraiu uma dívida com o Banco X e assinou uma cédula de crédito bancário com o aval de
João.
Em relação ao aval, é correto afirmar que o avalista:
(A) passa a ser o único responsável pelo pagamento, exonerando o avalizado Alfredo de
responsabilidade;
(B) responderá subsidiariamente pelo pagamento, na ausência de bens suficientes de Alfredo para
pagar a dívida;
(C) torna-se devedor solidário pelo pagamento perante o Banco X, podendo esse cobrar a dívida tanto
dele quanto do avalizado;
(D) não se obriga pelo pagamento porque é nulo aval prestado em favor de instituição financeira, caso
do Banco X;
(E) responderá pelo pagamento solidariamente com Alfredo, desde que esse celebre simultaneamente
contrato de fiança com o Banco X.

22. (FGV/2018 - Banestes)


A fiança bancária é uma operação tradicional no mercado brasileiro, em que um banco, por meio da
“carta de fiança”, assume o papel de fiador de uma outra companhia numa operação comercial,
concorrência pública ou de crédito.
Do ponto de vista dos riscos envolvidos para as partes, há mitigação do risco:
(A) de crédito envolvido entre o fiador (banco) e o afiançado (empresa);
(B) de mercado envolvido entre a empresa afiançada e sua contraparte – um fornecedor, por exemplo;
(C) operacional envolvido entre a empresa afiançada e sua contraparte – um fornecedor, por exemplo;
(D) de crédito envolvido entre a empresa afiançada e sua contraparte – um fornecedor, por exemplo;
(E) de mercado envolvido entre o fiador (banco) e o afiançado (empresa).

23. (FADESP/2018 - BANPARÁ)


O pagamento da dívida é garantido com um bem imóvel. Embora conserve a posse do bem, a empresa
só readquire sua propriedade após a quitação integral da dívida. Se a dívida não for paga ou se for paga

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apenas uma parte dela, ao fim do prazo contratado a instituição pode assumir a propriedade do bem.
Essas características referem-se à garantia do tipo
(A) aval.
(B) fiança.
(C) alienação fiduciária.
(D) penhora.
(E) hipoteca.

24. (FCC/2019 - BANRISUL)


O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) tem como missão produzir inteligência
financeira e promover a proteção dos setores econômicos contra a lavagem de dinheiro e o
financiamento do terrorismo e
(A) pode, de forma sumária, instaurar inquérito nos casos que envolvam pessoas expostas
politicamente.
(B) exige cadastramento prévio de investidores estrangeiros interessados em atuar no mercado
brasileiro.
(C) depende do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para combater a ocultação
ou dissimulação de bens, direitos e valores nos mercados financeiro e de capitais.
(D) aplica penas administrativas nos setores econômicos em conjunto com órgão regulador ou
fiscalizador próprio.
(E) recebe, examina e identifica ocorrências suspeitas de atividade ilícita e as comunica às autoridades
competentes para instauração de procedimentos.

25. (FCC/2019 - BANRISUL)


A Circular nº 3.461/2009 e suas alterações, do Banco Central, consolida as regras sobre os
procedimentos a serem adotados por instituições financeiras na prevenção e combate às atividades
relacionadas com os crimes de lavagem de dinheiro, previstos na Lei nº 9.613/1998 e suas alterações.
Dentre outros, determina que deve ser dispensada especial atenção
(A) a situações em que não seja possível manter atualizadas as informações cadastrais de seus clientes.
(B) ao sistema de vigilância presencial nas dependências das agências bancárias.
(C) à habitualidade de depósitos em espécie em valores totais mensais que não superem três mil reais.
(D) à elevada frequência de utilização, pelo cliente, de caixas eletrônicos em diferentes locais.
(E) ao volume das aquisições de moeda estrangeira pelo cliente para fins de alegadas viagens
internacionais.

26. (FCC/2019 - BANRISUL)


O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) administra o mecanismo de proteção aos depositantes e
investidores no âmbito do Sistema Financeiro Nacional e, sob certas condições, garante cobertura
ordinária sobre
(A) depósitos à vista e valores aplicados em previdência privada VGBL ou PGBL.
(B) depósitos sacáveis mediante aviso prévio e letras de câmbio.
(C) depósitos a prazo, com ou sem emissão de certificado, e depósitos judiciais.
(D) letras de crédito do agronegócio e cotas de fundos de investimento.
(E) operações relacionadas a programas de interesse governamental instituídos por lei e depósitos de
poupança.

27. (IADES/2019 - BRB)


As entidades representativas das instituições financeiras, a exemplo da Federação Brasileira de Bancos
(Febraban), têm envidado esforços para a criação e o aprimoramento contínuo de sistemas de
autorregulação destinados a reforçar publicamente o compromisso do setor financeiro com a
observância dos princípios da integridade, equidade, transparência, sustentabilidade e confiança,
orientando, no relacionamento com o consumidor, o atendimento das necessidades e dos interesses
deste de forma justa, digna e cortês, a fim de garantir a respectiva liberdade de escolha e a tomada de
decisões conscientes, sem prejuízo da adoção de políticas e medidas voltadas à responsabilidade
socioambiental, prevenção de situações de conflitos de interesse e de fraude, além da prevenção e do
combate à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

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No que se refere aos sistemas de autorregulação mencionados, assinale a alternativa correta.
(A) Podem ser revogados por ato do Banco Central do Brasil.
(B) São aplicáveis a todas as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil, independentemente de vínculo associativo ou adesão voluntária.
(C) Decorrem de lei.
(D) Constituem-se de recomendações sem força obrigatória, não havendo previsão de aplicação de
sanções em caso de descumprimento.
(E) A criação, a organização e o funcionamento desses sistemas não dependem de autorização do Banco
Central do Brasil.

28. (IADES/2019 - BRB)


A Lei nº 9.613/1998 tipifica, no respectivo art. 1º, os crimes de lavagem de dinheiro, com enquadramento
penal básico consistente na ocultação ou dissimulação da natureza, origem, localização, disposição,
movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de
infração penal, ao tempo em que estabelece, nos arts. 2º a 7º, disposições especiais referentes a
processo e julgamento, bem como aos efeitos pessoais e patrimoniais de eventual condenação.

Considerando os aspectos legais referentes à lavagem de dinheiro e o fato de que ela se desenvolve em
fases que eventualmente se superpõem ou comunicam, assinale a alternativa correta.
(A) A primeira fase da lavagem de dinheiro, denominada “dissimulação” (layering), é caracterizada por
uma multiplicidade de operações e transações realizadas mediante empresas e contas sem aparente
relação com o agente envolvido na prática delituosa, tornando impossível ou extremamente difícil
identificar a origem ilícita dos bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de
infração penal.
(B) Os crimes de lavagem de dinheiro somente se configuram caso sejam cometidos de forma reiterada
ou se a infração penal antecedente tiver sido praticada por organização criminosa.
(C) A pena para os crimes de lavagem de dinheiro poderá ser reduzida de um a dois terços e ser
cumprida em regime semiaberto ou aberto, sendo possível ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-
la, a qualquer tempo, por pena restritiva de direitos, se o agente, no curso de investigação ou
processo, colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que
conduzam à apuração das infrações penais, à identificação dos autores, coautores e partícipes, ou
à localização dos bens, direitos ou valores objeto da infração penal.
(D) Os tipos penais de lavagem de dinheiro admitem a forma culposa, em que o agente criminoso dá
causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.
(E) O processo e julgamento dos crimes de lavagem de dinheiro são de competência exclusiva da Justiça
Federal.

GABARITO
01) C 06) A 11) B 16) B 21) C 26) B
02) B 07) D 12) E 17) D 22) D 27) E
03) D 08) E 13) D 18) B 23) C 28) C
04) A 09) A 14) E 19) B 24) E
05) B 10) A 15) C 20) D 25) A

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Referências Bibliográficas

FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. 20 edição. Rio de Janeiro. Quality
Mark. 2015.

ASSAF NETO, Alexandre. Mercado Financeiro. 11. ed. São Paulo: Atlas, 2012.

NEWLANDS Junior, Carlos Arthur. Sistema Financeiro e Bancário: teoria e questões –Elsevier
(2011); Rio de Janeiro – RJ.

O mercado de valores mobiliários brasileiro / Comissão de Valores Mobiliários.3. ed. Rio de Janeiro:
Comissão de Valores Mobiliários, 2014.auto

https://www.bcb.gov.br/

http://www.fazenda.gov.br/assuntos/cmn

http://www.cvm.gov.br/

http://fazenda.gov.br/orgaos/colegiados/crsfn

http://www.susep.gov.br/

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http://www.investidor.gov.br/

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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7357.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/historicos/dpl/DPL2044-1908.htm

http://www.ribeirodasilva.pro.br/lex/Lei-Uniforme-de-Genebra-Dec-57663-1966.html

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5474.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9613.htm

http://www.autorregulacaobancaria.com.br/

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