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Unidade de Processamento de Carnes

Technical Report · August 1995


DOI: 10.13140/RG.2.1.3794.5207

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3 authors:

Aline Regina Fernandes Carlos Arthur da Silva


Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil (MCTI) Universidade Federal de Viçosa (UFV)
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Lucio Gomide
Universidade Federal de Viçosa (UFV)
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SÉRIE PERFIS AGROINDUSTRIAIS - 6

UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE CARNES - 6

FICHA TÉCNICA DE ELABORAÇÃO:

Coordenação Geral
Prof. Carlos Arthur Barbosa da Silva

Equipe Técnica:
Prof. Lúcio Alberto de Miranda Gomide
Eng.a Aline Regina Fernandes

Desenho: Argeu Brust


Diagramação: Milton Ribeiro

Esta edição foi produzida em cooperação com a Fundação Arthur Bernardes-


FUNARBE, vinculada à Universidade Federal de Viçosa-UFV, mediante
convênio com o Ministério da Agicultura, do Abastecimento e da Reforma
Agrária.

Unidade de processamento de carnes / [Coordenado por] Carlos Arthur


U58 Barbosa da Silva. - Brasília : Ministério da Agricultura, do abastecimento
1995 e da Reforma Agrária, Secretaria do Desenvolvimento Rural, 1995.

35p. : il. - (Série Perfis Agroindustriais, 6)

ISSN 0040104-8848

Edição produzida em cooperação com a Fundação Arthur Bernardes /


Universidade Federal de Viçosa, mediante convênio com o Ministério da
Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária.

1. Carne - Indústria - Instalações. 2. Carne - Processamento. . Silva,


Carlos Arthur Barbosa da, 1954- . Série.

CDD. 18.ed. 664.9


CDD. 19.ed. 664.9
ÍNDICE

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO
2. CONSIDERAÇÕES SOBRE O MERCADO
3. ESPECIFICAÇÃO DA MATÉRIA-PRIMA
4. DESCRIÇÃO DO PROCESSO DE PRODUÇÃO
4.1. Produção de Bacon
4.2. Produção de Presunto
4.3. Produção de Apresuntado
4.4. Produção de Hamburguers
4.5. Produção de Paio e Lingüiças Frescais e Defumadas
4.6. Produção de Pertences de Feijoada
4.7. Produção de Lombo Defumado e Bacon Canadense
4.8. Produção de Salsichas e Mortadelas

5. DIMENSIONAMENTO E LOCALIZAÇÃO
6. ESPECIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DE OBRAS E CONSTRUÇÃO CIVIL

7. ESPECIFICAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E RELAÇÃO DOS FORNECEDORES EM


POTENCIAL
7.1. Relação dos Equipamentos Necessários
7.2. Relação de fornecedores potenciais
7.3. Fornecedores de Matéria-Prima Secundária

8. INVESTIMENTO EM CAPITAL FIXO E DE GIRO


8.1. Investimento Fixo
8.2. Capital de Giro

9. CUSTOS OPERACIONAIS
10. ESTIMATIVA DA RENTABILIDADE
11. LINHAS POTENCIAIS DE FINANCIAMENTO
12. OBSERVAÇÕES ADICIONAIS
UNIDADE DE PROCESSAMENTO DE CARNES
(CAPACIDADE 3.757KG/DIA)

1. Introdução

O presente perfil faz parte de um programa do Ministério da Agricultura,


visando assessorar empresários em potencial e/ou cooperativas que desejem
iniciar um empreeendimento. Constitui-se num primeiro passo de avaliação de
investimentos requeridos, sua rentabilidade provável, e exigências mínimas,
dentre outros. Os interessados em prosseguir na sua implantação deverão
buscar assessoria(s) técnica(s) capaz(es) de orientar a futura instalação,
aprofundando os aspectos relevantes.
O perfil visa atender interessados em iniciar uma unidade de
processamento de carnes, com vistas à formulação dos seguintes produtos:
paio, lingüiças frescais e defumadas, presunto e apresuntado, pertences para
feijoada, hamburguers, salsichas e mortadelas.
Os estabelecimentos que processam produtos de origem animal são
sujeitos à lesgislação e à fiscalização, exigindo normas sobre as condições
mínimas para a sua implantação e funcionamento. O Decreto no 7.889, de 23
de novembro de 1989 estabelece as competências desta fiscalização segundo
o tipo de comercialização a ser efetuada: Secretarias Municipais de Agricultura
no caso da comercialização municipal; Secretarias Estaduais dos Estados,
Territórios e Distrito Federal, no caso de comercialização intermunicipal; e o
Ministério da Agricultura, no caso da comercialização interestadual ou
internacional, devendo os estabelecimentos estar previamente registrados no
órgão competente antes de entrar em funcionamento.

2. Considerações sobre o mercado

Além da comercialização por supermercados e casas de frio para uso


direto pelos consumidores, os produtos previstos neste perfil são largamente
consumidos em lanchonetes e afins.
Lanchonetes e similares são um dos empreendimentos mais difundidos
no país, consumindo uma grande quantidade dos produtos previstos neste perfil.
Além disto, com o aumento do poder aquisitivo da população, principalmente
gerado pela estabilidade da economia, haverá, e já se percebe, um aumento de
consumo de alimentos de custo mais elevado e de serviços voltados para o lazer.
Isto promoverá um aumento generalizado (doméstico e externo) no consumo de
produtos derivados de carne.
Os principais produtos oriundos deste empreendimento são os derivados
de carne suína, principalmente, e bovina, conforme previamente discriminados.
A principal concorrência destes estabelecimentos são as grandes
empresas tradicionais do mercado, que atuam em nível nacional. Por isso é
fundamental que o empreendedor determine a priori o seu nicho de mercado,
verificando a sua capacidade de concorrer com os gigantes nacionais do ramo.
Há duas maneiras básicas para o seu estabelecimento definitivo:
competitividade em preço e/ou apresentação ao mercado de produtos de
qualidade, não ofertados pelos concorrentes. Quanto a preço, um dos aspectos
fundamentais será a localização do empreendimento próximo aos fornecedores
da matéria-prima principal, uma vez que o seu custo relativo (agregado) é o mais
elevado na composição dos preços. Transporta-se além da carne a ser utilizada,
ossos. Ademais para a carne usa-se um sistema oneroso, que são os caminhões
frigorificados ou, no mínimo, dependendo da distância do fornecedor, isolados
termicamente. O empreendedor ganha porém na proximidade do mercado
consumidor, o que diminui os seus custos de transporte de produtos acabados
e, provavelmente, a sua carga de impostos em relação aos demais
competidores. Esta vantagem porém só será concretizada se se ofertar produtos
de qualidade, e portanto de aceitação, similar à de seus concorrentes. Maiores
chances de sucesso, entretanto, serão alcançadas com a produção de produtos
de características diferenciadas para atingir um público (nicho) próprio.

3. Especificação da matéria-prima

As matérias-primas a serem utilizadas no presente estabelecimento, são


disponíveis em todo o ano, e podem ser obtidas de matadouros habilitados pelo
Serviço de Inspeção Federal, Estadual ou Municipal, dos quais se pode obter
garantias.
A principal matéria-prima é a carne suína proveniente de carcaças de
animais tipo carne (Landrace, Large White, etc), que apresentam peso vivo entre
90 e 110 kg e peso de carcaça aproximado de 75 kg, as quais fornecem maior
proporção de músculo (proteína) em relação ao tecido gorduroso, muito embora
um certo nível de gordura na carcaça seja necessário na formulação dos
diversos produtos. No entanto, dependendo do produto elaborado, pode-se
também usar a carne bovina (hamburguers) ou uma mistura entre carne bovina
e suína (mortadelas, salsichas, linguiças, paio). Neste caso é empregado o
dianteiro bovino, que apresenta custo menos elevado. A carne bovina,
entretanto, apresenta uma certa sazonalidade entre os meses de agosto e
dezembro,acarretando aumentos de seus preços, o que acaba por induzir uma
elevação nos preços de outras carnes, em especial do suíno.
As matérias-primas secundárias, também disponíveis o ano todo,
compreendem as embalagens, os temperos e condimentos, os sais de cura, e a
madeira utilizada na defumação. Além destas, as embalagens, tripas e
envoltórios são amplamente utilizados, sendo facilmente encontrados durante
todo o ano.

4. Descrição do processo de produção

O processamento se inicia pela desossa, em ambiente climatizado (cerca


de 10oC), das carcaças suínas e dianteiros bovinos, apartando-se os cortes para
fins específicos, como por exemplo: barrigada para a elaboração de bacon, pernil
para a elaboração de presuntos em especial e de outros segundo o interesse, o
lombo para a elaboração de bacon canadense ou lombo defumado, etc. O
fluxograma do processo de produção com as operações comum a todos os
produtos é apresentado na Figura 1.

M ATÉRIA PRIM A

DESOSSA

PREPARO DE PRODUTOS

FIG. 1 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO


OPERAÇÃO INICIAL COM UM
A TODOS PRODUTOS

4.1. Produção de bacon


A porção magra (contendo camada de tecido muscular) da barrigada é
aparada do toucinho, adicionada dos sais de cura, e levada para a câmara de
cura onde permanece até que haja a completa distribuição dos sais de cura.
Finda a etapa de cura as peças são enxaguadas para remoção do excesso de
sal superficial e levadas ao defumador onde permanecem por tempo suficiente
para desenvolvimento da cor e do sabor típico. Logo após podem ser aspergidos
com um agente antifúngico, sendo então expedidos para a comercialização, ou
utilizados na elaboração de kit para feijoada. O fluxograma de produção é
apresentado na Figura 2.

BARRIGADA

CURA

DEFUMAÇÃO

KIT FEIJOADA EXPEDIÇÃO

FIG. 2 - FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO


BACON

4.2. Produção de presunto


Os pernis suínos desossados são limpos do excesso de gordura e tecido
conectivo e levados para a seção de injeção, onde são injetados com uma
solução contendo temperos e sais de cura. A seguir são massageados ou
tombados por tempo suficiente para a extração superficial de proteínas
miofibrilares, após o que são acondicionados, sob vácuo, em embalagens
plásticas do tipo cook-in, os quais são fechados e levados para a enformagem
em formas metálicas. Após a enformagem o conjunto é levado para o tanque de
cozimento, onde permanece por tempo suficiente para a pasteurização e fixação
de cor do produto, sendo a seguir resfriados e desenformados, embalados com
embalagem que os proteja da incidência da luz e que permita a identificação do
produto. São, então, levados para câmara de estocagem sob resfriamento até
a sua expedição. O fluxograma de produção é apresentado na Figura 3.

PERNIL DESOSSADO

LIMPEZA

CURA

MASSAGEAMENTO / TOMBAMENTO

ACONDICIONAMENTO A VÁCUO

ENFORMAGEM

COCÇÃO

RESFRIAMENTO

DESENFORMAGEM

EMBALAGEM

ESTOCAGEM E/OU COMERCIALIZAÇÃO

FIG. 3 - FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO

PRESUNTO

4.3. Produção de apresuntados


As paletas e aparas de pernis desossados são picadas em tamanhos
apropriados, adicionados de toucinho triturado e proteína texturizada de soja
previamente hidratada, e levados para o misturador, onde recebem a adição dos
temperos e sais de cura, sendo, então, homogeneizados. A seguir a massa do
apresuntado é levada para a câmara de cura, onde permanece por tempo
suficiente para desenvolvimento da cura. Após a cura, à semelhança dos
presuntos, é feita o envase em plásticos do tipo cook-in, cozimento, resfriamento
e embalagem final, estocagem e/ou expedição. O fluxograma de produção é
apresentado na Figura 4.
PALETAS DESOSSADAS / APARAS DE PERNIL

PICAGEM ( MOAGEM )

ADIÇÃO DE TOUCINHO TRITURADO, PTS, SAIS,


DE CURA E CONDIMENTOS

MISTURA

ACONDICIONAMENTO A VÁCUO

COZIMENTO

RESFRIAMENTO

DESENFORMAGEM

EMBALAGEM

EXPEDIÇÃO ESTOCAGEM

FIG. 4 - FLUXOGRAMA DE PRODUÇÃO

APRESUNTADOS
4.4. Produção de hamburguers
As carnes suínas ou bovinas desossadas destinadas a este fim são
trituradas em disco apropiado e levadas para o misturador de massas, onde são
adicionadas de toucinho devidamente triturado, temperos e proteína texturizada
de soja. A massa é, então, homogeneizada, após o que é levada para a
formatadeira (hamburgueira), de onde os hamburguers moldados saem para
serem, em seguida, congelados. A seguir, os hamburguers (de boi ou porco)
são acondiconados em embalagens apropriadas e levados para a câmara de
estocagem sob congelamento até a sua comercialização. O fluxograma de
produção é apresentado na Figura 5.

CARNE DESOSSADA

TRITURAÇÃO / M OAGEM

ADIÇÃO DE CONDIM ENTOS


,
TOUCINHO E PTS

M ISTURA

FORM ATAÇÃO

CONGELAM ENTO

ESTOCAGEM EXPEDIÇÃO

FIG. 5 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO

HAM BURGUER
4.5. Produção de paio e lingüiças frescais e defumadas
As carnes suínas e/ou bovinas desossadas são trituradas em disco
apropriado e levadas para a misturadeira, onde são adicionadas de sais de cura,
temperos, toucinho devidamente triturado e, segundo a formulação, de proteína
texturizada de soja. A massa é homogeneizada por tempo suficiente para a
completa mistura e incorporação de todos os ingredientes da formulação, e, a
seguir, levada para a embutideira, sendo embutidas em tripas naturais próprias
aos tipos de lingüiças formuladas. As lingüiças frescais são levadas para a
câmara de produtos frescais, onde permanecem o tempo suficiente para
desenvolvimento das suas características, sendo, então, expedidas para
comercialização. As lingüiças defumadas, após o embutimento, são levadas
para as câmaras de cozimento e defumação, onde permanecem por tempo
suficiente para desenvolvimento de suas características. São depois, resfriadas,
embaladas e expedidas para comercialização, podendo, antes, sofrer uma
aspersão de agente fungistático. O paio sofre processo idêntico ao das linguiças
defumadas, porém permanecendo por determinado período na câmara de cura
antes de serem apenas levemente defumados. O fluxograma de produção é
apresentado na Figura 6.
CARNE DESOSSADA

M OAGEM

ADIÇÃO DE TOUCINHO, CONDIM ENTO,


PTS, E SAIS DE CURA

M ISTURA

EM BUTIM ENTO

COZIM ENTO E DEFUM AÇÃO


( EXCETO PARA FRESCAIS )

RESFRIAM ENTO

EM BALAGEM

ESTOCAGEM EXPEDIÇÃO

FIG. 6 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO


PAIO E LINGUIÇAS

4.6. Produção dos pertences de feijoada


Os pertences de feijoada, além de paio e bacon, conterão ainda costela
curada e defumada e orelha de porco salgada e defumada.
As costelas são adicionadas dos sais de cura, colocadas em caixas
plásticas e levadas para a câmara de cura onde permanecem por tempo
suficiente para desenvolvimento da cura, sendo a seguir defumadas e cozidas
nas câmaras de defumação e cozimento por tempo suficiente para
desenvolvimento de cor e sabor típicos. São a seguir resfriadas e lavadas com
banho de aspersão de água. A seguir, são serradas em serra de fita e
pulverizadas com solução de agente fungistático. Dependendo do mercado, a
etapa de cura pode ser eliminada, obtendo-se apenas as costelas defumadas.
As orelhas e outros pertences de porco são lavadas e limpas, salgadas e
levadas para a câmara de defumação, onde permanecem por tempo suficiente
para a conclusão do processo.
Os kits de feijoada são montados com proporções definidas dos diversos
pertences, embalados a vácuo e mantidos sob refrigeração até a sua
comercialização. O fluxograma de produção é apresentado na Figura 7.

COSTELA ORELHAS

CURA LIM PEZA

DEFUM AÇÃO SALGA

SERRA DEFUM AÇÃO

COSTELA DEFUM ADA ORELHA DEFUM ADA

BACON
PAIO KIT FEIJOADA FATIADO

FIG. 7 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO


KIT FEIJOADA
( COSTELA, BACON, PAIO E ORELHA )

4.7. Produção de lombo defumado e bacon canadense


Os lombos suínos desossados são curados por injeção de salmoura de
cura e levados para a câmara de cura, onde permanecem por tempo suficiente
para desenvolvimento da cura. A seguir são levados para as câmaras de
cozimento e defumação, onde permanecem por tempo suficiente para
desenvolvimento de suas características típicas. A seguir são resfriados,
embalados a vácuo e finalmente na embalagem final, indo ter às câmaras de
estocagem sob refrigeração até a sua expedição. No caso de se decidir pelo
lombo apenas defumado a etapa de cura deve ser eliminada. O fluxograma de
produção é apresentado na Figura 8.
LOM BO

CURA

DEFUM AÇÃO

EM BALAGEM

COM ERCIALIZAÇÃO

FIG. 8 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO


LOM BO DEFUM ADO

4.8. Produção de salsichas e mortadela


As carnes desossadas de bovino e/ou suíno são picadas e levadas ao
cutter para cominuição fina. São adicionados os ingredientes de cura e os
temperos, o toucinho, e os extensores e ligantes (fécula, proteína de soja -PTS,
órgãos e/ou vísceras, etc) e continua-se a cominuição até se obter uma massa
emulsionada. No caso das salsichas, esta massa é transferida para a
embutideira e embutida em tripa própria ao tipo de produto (celulose ou de
colágeno, calibre específico, etc), a qual é amarrada em gomos (segmentos) de
tamanho adequado ao tipo de salsicha. A seguir as salsichas são levadas para
as câmaras de cozimento e defumação, onde permanecem por tempo
necessário à sua cocção, sendo então resfriadas, peladas e, quando for o caso,
tingidas, para, enfim, serem envazadas sob vácuo em embalagens plásticas.
Finalmente, são levadas para as câmaras de estocagem sob resfriamento até a
sua comercialização. O processo para a confecção de mortadelas difere do das
salsichas nos seguintes aspectos: a) após a preparação da massa emulsionada
no cutter, esta é transferida para uma misturadeira, onde, previamente ao
embutimento, são adicionados e misturados cubos de toucinho responsáveis
pelas olhaduras típicas deste tipo de produto; b) geralmente são embutidos em
envoltórios de nailon de maior calibre. O restante do processo é basicamente
semelhante ao das salsichas, exceto na embalagem sob vácuo previamente à
comercialização, a qual não existe no processo de mortadelas.O fluxograma de
produção é apresentado na Figura 9.

CARNE DESOSSADA

PICAGEM

ADIÇÃO DE ADIÇÃO DE
CONDIM ENTOS, CUTTER TOUCINHO EM
SAIS DE CURA CUBOS
E GELO (APENAS PARA
EM BUTIDEIRA M ORTADELA )

COZIM ENTO E DEFUM AÇÃO

RESFRIAM ENTO

DEPILAÇÃO

EM BALAGEM

ESTOCAGEM COM ERCIALIZAÇÃO

FIG. 9 - FLUXOGRAM A DE PRODUÇÃO


SALSICHAS E M ORTADELAS

5. Dimensionamento e localização

A unidade de processamento idealizada neste perfil foi dimensionada


para trabalhar cerca de 4 toneladas de produto por dia, e de forma a permitir
uma ampla diversidade de produtos, com vistas a uma flexibilidade de produção
que garanta a sua sobrevivência frente aos concorrentes principais. Também se
levou em consideração a capacidade da expansão do empreendimento,
bastando para isto o aumento nas câmaras de estocagem de produtos acabados
e da de estocagem da matéria-prima principal (carcaças).
Para efeitos de minimização dos custos de produção é conveniente que
o estabelecimento seja instalado o mais próximo possível dos fornecedores da
matéria-prima principal, uma vez que o custo do transporte da mesma é o mais
elevado na formulação de seus custos de produção. Esta preocupação
desaparece caso o empreendedor tenha matéria-prima própria. Deve-se
entretanto lembrar que a comercialização de seus produtos ficará restrita ao seu
município, caso trabalhe apenas com inspeção municipal. Neste caso fica
restrito até mesmo a comercialização em redes de supermercados maiores, que
têm exigido registro dos produtos por eles comercializados.
Além da preocupação com a proximidade da matéria-prima, outras
preocupações são com a localização em relação às áreas urbanas (longe de
fontes poluidoras e/ou produtoras de odores indesejáveis de qualquer natureza),
vias de acesso e escoamento da produção (pavimentadas e em bom estado de
conservação), abundância de água (cerca de 1000 litros por tonelada
processada) de boa qualidade (potável) e disponibilidade de energia elétrica,
dentre outras.
Embora este tipo de empreendimento seja relativamente de pouco poder
poluente, soluções simples de pré-tratamneto dos seus efluentes, como
construção de caixas de gordura, contribuirão para minimizar possíveis
problemas, mantendo uma imagem politicamente correta junto à comunidade.

6. Especificação de necessidades de obras e construção civil

A operacionalização deste tipo de empreendimento depende


basicamente da construção de um galpão que tenha, ou esteja acoplado a uma
câmara de estocagem da matéria-prima principal. Este galpão deverá ser
construído em alvenaria (tijolos ou blocos de concreto), e atender às seguintes
exigências mínimas:
 localização distante de fontes produtoras de odores indesejáveis;
 instalação, de preferência, em centro de terreno devidamente cercado,
afastado dos limites das vias públicas, e livre de enxurradas e inundações;
 dispor de iluminação natural e artificial abundantes (200 watts/30 m 2), bem
como de ventilação suficiente em todas as dependências;
 possuir pisos impermeabilizados com material adequado, de fácil
conservação e limpeza, e construídos de modo a facilitar a coleta de águas
residuais e sua drenagem para a rede de esgoto;
 ter paredes e separações revestidas ou impermeabilizadas com material de
fácil lavagem e higienização, além de possuirem cantos e ângulos
arredondados;
 possuir forro de material adequado em todas as dependências;
 dispor de dependências e instalações mínimas para industrialização,
conservação, embalagem e depósito de produtos comestíveis;
 utilizar mesas revestidas de chapas metálicas inoxidáveis para os trabalhos
de manipulação e preparo de matérias-primas e produtos comestíveis;
 possuir vasilhames e utensílios em número suficiente, em perfeito estado e
fabricados em material adequado à função requerida;
 dispor de rede de abastecimento de água suficiente para atender às
necessidades industriais e às dependências sanitárias;
 contar com rede de esgoto em todas as dependências;
 dispor de vestiários e banheiros em número adequado ao pessoal, instalados
separadamente para cada sexo e com acesso indireto às dependências
industriais quando localizados em seu corpo;
 possuir janelas e portas de fácil abertura, providas de telas móveis à prova
de moscas, quando necessário.

As câmaras frigoríficas deverão possuir seus pisos, tetos e paredes


devidamente isolados e impermeabilizados.
Projetou-se um galpão de 422,28 m2, sendo que as áreas de
processamento e desossa ocupam 340,23 m 2, a câmara de estocagem de
matéria-prima ocupa 60,90 m2, e os sanitários e área contígua ocupam 21,15
m2, conforme layout em anexo.
Além deste prevê-se a construção das seguintes dependências:
administração (40 m2), sala de máquinas (20 m2), e galpão da caldeira (20 m2).

7. Especificação de equipamentos e relação de fornecedores potenciais

7.1. Relação dos equipamentos necessários


OBS.: Capacidades estimadas como necessárias

Amarrador de salsichas
Corpo de alumínio e mecanismos de aço inóx.; 1/3 CV; 110/220V - monofásico;
capac. 7.200 salsichas/hora
Desamarrador de salsichas
Corpo e mecanismos em aço inóx.; 1/3 CV; 110/220 V - monofásico; capac.
7.200 salsichas/hora

Depilador de salsichas
Corpo e mecanismos em aço inóx.; 1/3 CV; 110/220 V- monofásico; capac. 7.200
salsichas/hora

Moldador de hamburguer
Corpo em aço inóx. e mecanismos tratados térmica e quimicamente; trabalha
acoplado, por meio de mangueira atóxica, a uma embutideira/ensacadeira com
pressão de 40 a 50 libras; 3/4 CV; 220/380 V-trifásico blindado; capac. 2.160
hamburguers/hora

Balanças

Mesas de desossa
Em aço inox 304, c/ aba de nylon, dimensões: 0,90 X 1,00 X 2,00m

Mesa de envernizar embutidos


Em aço inox. 304, dimensões: 1,75 X 0,90 X 0,70m

Cutter de 65 litros
Capacidade de 250 a 300 kg/h, inox; 25 HP

Misturadeira de 180 litros


Inox.; capac.de 600 a 800 kg/h; 5 HP

Quebrador de blocos congelados


Capac. 12.000 kg/h; 20 HP

Embutideira pneumática
Aço inóx.; capac. de 70 litros (1000kg/h)

Descouradeira de toucinho
Capac. 3.000 kg/h;

Picador de toucinho

Máquina de fazer gelo picado

Serra de fita
Em aço inóx.

Tacho de cozimento
Inox 304.

Estufa automática
A vapor em alvenaria; portas tipo bandeira em chapa de inox e isoladas com lã
de vidro, capac. 1.000 kg/ carga; 10 CV; consumo de100kg de vapor/h,
dimensões: 2,50 X 1,65 X 2,50m; provida de sensor p/ medir temp. dentro do
produto, medidor de temp. do ar, sistema de flapes rotativos, ventilador
centrífugo, sistema de comando digital eletrônico, etc.; acompanhada de 3
carrinhos (0,85X1,80X1,10m)

Seladora a vácuo
Capac. de 1200 a 1400 kg/h; 10 CV; 220/380 V - trifásico; construção em
alumínio e pintura em epóxi

Injetora manual de salmoura


Inox., 16 agulhas, 80 litros

Clipsadeira a vácuo

Hamburgueira

Picadora (moedora) de carne


Capac. de 500 a 800 kg/h, 7,5 HP, 6 polos

Congelador de placas
Capacidade de 100 a 150 kg/h.
Utensílios:
 Facas
 Fusis afiadores
 Porta facas e fusil
 Ganchos para desossa
 Bandejas e caixas pláticas
 Formas metálicas (1 a 3 kg) p/ presunto e apresuntado

Carro tipo caçamba


Em aço inox

Lavador
 individual de botas
 individual de mãos com comando a pedal

Tumbler
Em aço inox ; capac. de 700 litros (aprox. 250 kg);

Equipamento de frio

Caldeira
Capacidade de 400 kg vapor/h.

Misturadores de água e vapor

7.2. Principais fornecedores


A relação a seguir apresenta uma sugestão de fornecedores potenciais
para os equipamentos recomendados neste perfil. A inclusão das empresas foi
definida em função de seu interesse em responder as solicitações de
orçamentos feitas pela equipe de elaboração. A lista não pretende ser exclusiva,
e o investidor é aconselhado a consultar técnicos da área para ampliar suas
alternativas de fornecimento de equipamentos.

ARPROTEC INDUSTRIAL LTDA


Rua Luiz Carlos Brunello, 420
13.270-000 - Valinhos - SP
Fone: (0192) 69-3977
Fax: (0192) 69-3245
Fornecimento de estufas automáticas a vapor, gerador de fumaça, sistema de
fricção com fumaça lavada, mesas ( para envernizar embutidos,, desossa, e
outros ) e tacho de cozimento.

BALANÇAS ROMERO
Rua São Cristóvão, 595
20.940-001 - Rio de Janeiro - RJ
Fone: (021) 284-2787
Fornecimento de balanças.

BIZÃO CALDEIRARIA E EQUIPAMENTOS FRIGORÍFICOS LTDA.


Rua Oatapu, 50 - Via Anhanguera, km 62
03.274-020 - São Paulo - SP
Fone: (011) 271-1772/216-1684
Fax: (011) 293-2371
Fornecimento de balcões frigoríficos, câmaras frigoríficas, caldeiras, carrocerias
frigoríficas, túneis de congelamento, congelador a placas, trituradores, moinho,
mesas, tanques, autoclaves, tachos a vapor, silos, centrífugas, etc.

CAF - Christiano Arthur Frederich & Cia LTDA


Av. 70-A, 1185 - Bairro São Miguel
05.312-450 - Rio Claro - SP
Fone: (0195) 35-1900
Fax: (0195) 35-1879
Fornecimento de linha completa de equipamentos para processamento de
carnes.

ENGEFRIL IND. E COM. LTDA


Av. das Indústrias, 2923
33.040-130 - Santa Luzia - MG
Fone: (031) 641-1900
Fax: (031) 641-1848
Fornecimento de equipamentos frigoríficos e câmaras frias.

ENG. FRANZ C. C. HOEVELING S/C LTDA


Praça Pedro Lessa, 110 - cj. 1106
01.032-030 - São Paulo - SP
Telefax: (011) 228-5670
Fornecimento de estufas, máquina injetora manual, ensacadeira hidráulica,
tumbler à vácuo, moedor de carne refrigerado, cutter,carrinhos, etc.

FILIZOLA BALANÇAS IND. S/A


Rua Kari, 450
07.043-040 - Guarulhos - SP
Fone: (011) 968-9555
Fax: (011) 913-4936
Fornecimento de balanças eletrônicas, mecânicas e industriais.

FRIGOSTRELLA DO BRASIL IND. DE REFRIGERAÇÃO LTDA


Rua Viçosa do Ceará,89
04.363-090 - São Paulo - SP
Fone: (011) 564-5900
Fax: (011) 564-7011
Fornecimento de congelador a placas e outros.

GRACE PRODUTOS QUÍMICOS E PLÁSTICOS LTDA.


Av. Mofarrej, 619
05.311-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 834-4411
Fax: (011) 834-9260
Fornecimento de embalagens flexíveis.

IBRASMAK - Ind. Bras. de Máquinas LTDA


Estrada de Sapopemba, 159 - km 45 - B. Santa Luzia
09.430-300 - Ribeirão Pires - SP
Fone: (011) 742-5633/5890
Fax: (011) 459-3329
Fornecimento de quebrador de blocos, moedor de carne, cutter, misturadeira,
ensacadeira hidráulica, ensacadeira pneumática, descouradeira de toucinho,
picador de toucinho, salgadeira, injetor de salmoura, mesas, carrinhos, tanques,
tachos, lavatórios, e outros.

IMEC IND. DE MÁQ. E EQUIP. PARA CARNES LTDA


Rua José Zingano,120 - D. Industrial
94.300-280 - Cachoeirinha - RS
Fone: (051) 470-4589/341-9858
Fax: (051) 341-8401
Fornecimento de moedor de carne, misturadeira, cutter, e outros equipamentos
espeçíficos para indústria de carne.

INCAL MÁQUINAS INDUSTRIAIS E CALDEIRARIA LTDA


Rua Catumbi, 637
03.021-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 93-7440
Fax: (011) 92-9248
Fornecimento de agitadores, autoclaves, sistema de vácuo, esterilizadores,
evaporadores, extratores e outros.

INCOMAF S/A IND. E COM.


Av. Industrial, 977 - Bairro Corredor
08.586-150 - Itaquaquecetuba - SP
Fone: (011) 775-1177
Fax: (011) 775-0538
Fornecimento de ensacadeiras à vácuo, moedor automático, cutters, tamble,
afiador de facas para cutter,máquina automáticas de embalagem , carregador
vertical, etc.

INTERMEC INDÚSTRIA E COM. LTDA


Rua Baraldi, 438
09.510-000 - São Caetano do Sul - SP
Fone: (011) 441-4022/3837
Fax: (011) 744-2959
Fornecimento de moedor de carne, misturadeira de carne, cutter, etc.

IRMÃOS FISCHER S.A. IND. E COMÉRCIO


Rua Gregório Diegoli, 35
88.350-000 - Brusque - SC
Fone: (0473) 51-2544
Fax: (0473) 55-2186
Fornecimento de esterilizadores, bandejas, lavatórios, tanques, mesas inox,
estufa para cozimento, carros tanque, gerador de fumaça, lavadora de forma
para presunto, lavadora de caixas, etc.
IRMÃOS SCHUR
Alameda Amazonas, 202
06.454-070 - Barueri - SP
Fone: (011) 421-1355
Fax: (011) 421-5361
Fornecimento de mesas inox, moinhos, misturadores, trituradores, máquinas
para etiquetagem e rotulagem, enchedeiras automáticas para líquidos e sólidos,
embalagem e acondicionamento, cortadores, etc.

JARVIS DO BRASIL FERRAMENTAS INDUSTRIAIS LTDA


Rua Daniel Pedro Muller, 59
13.020-340 - Campinas - SP
Fone: (0192) 32-3500
Fax: (0192) 33-6332
Fornecimento de serras e utensílios diversos.

KHS S/A Ind. de Máquinas - Divisão Hermann


Estr. Faustino Bizetto, 60 - V. Cardoso
13.230-000 - Cpo Limpo Pta - SP
Fone: (011) 439-4002/2852
Fax: (011) 439-1500
Fornecimento de autoclaves, câmara frigorífica, elevadores e transportadores,
evaporadores, mesas de inox, misturadores, picadores de carne, cutter,
trituradores, etc.

KOLBERG IND. E COM. DE MÁQUINAS LTDA


Rua Ramiro Barcelos, 2055
95.780-000 - Montenegro - RS
Fone: (051) 332-1129
Fornecimento de amarrador de salsichas, desamarrador de salsichas, depilador
de salsichas, moldador de hamburgueres, moedor de carnes e outros.

LUNASA - Luiz Nasciutti S/A Ind. e Com.


Rua Marciano Santos, 479
38.440-000 - Araguari - MG
Fone: (034) 241-4545
Fax: (034) 241- 3681
Fornecimento de trituradores, tanques, moinhos, misturadores, mesas inox,
esterilizadores, esteiras transportadoras, centrífugas, caldeiras, autoclaves, etc.

MADEF S.A. IND. E COMÉRCIO


Rua Liberdade, 1315
92.020-240 - Canoas - RS
Fone: (051) 472-2399
Fax: (051) 472-7811
Fornecimento de câmara frigorífica, evaporadores, compressores,
condensadores, congelador a placas e especiais, controladores para
refrigeração, cortinas de ar, sistemas de isolamento, resfriadores, túnel de
congelamento e outros.

SELOVAC IND. E COM. LTDA.


Rua Vigário Taques Bittencourt, 156
04.755-060 - São Paulo - SP
Fone: (011) 247-1655
Fax: (011) 523-1726
Fornecimento de máquinas de embalagem e acondicionamento.

SOPAMA METALÚRGICA E COMÉRCIO LTDA


Rua Santa Catarina, 426
91.030-330 - Porto Alegre - RS
Telefax: (051) 341-9858
Fornecimento de moedor de carne, misturadeira de carne, cutter, etc.

STELKA IND. E COM. DE PEÇAS FRIGORÍFICAS LTDA


Rua Antônio Macedo, 410
03.087-010 - São Paulo - SP
Fone: (011) 295-0195/9466
Fax: (011) 295-0195
Fornecimento de máquina misturadeira de carnes, cutter, moedor, etc.

SULMAQ INDUSTRIAL COMERCIAL S.A.


Av. Scalabrini, 460
99.200-000 - Guaporé - RS
Telefax: (054) 243-1181
Fornecimento de equipamentos diversos para indústria de carnes (elevadores e
transportadores, esterilizadores, mesas inox, tampos, tanques, trituradores,
trocadores de calor, etc.).

TECMAFRIG MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS S/A


Av. Francisco Monteiro, 1941
09.400-970 - Ribeirão Pires - SP
Fone: (011) 459-3877
Fax: (011) 459-1985
Fornecimento de mesas diversas, tanques, serras, lavatórios, picador de carne,
cutter, ensacadeira, misturadeira, tachos de cozimento, carrinhos,
esterilizadores de serra e de facas, e outros.

TOLEDO DO BRASIL IND. DE BALANÇAS LTDA


Rua Galeno de Castro, 730
04.696-916 - São Paulo -SP
Fone: (011) 524-3500
Fax: (011) 523-2100
Fornecimento de balanças eletrônicas, mecânicas e industriais.

TRIPORVAC IND E COM. LTDA


Rua Fortunato Ferraz, 320 - Vila Anastácio
05.093-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 942-9988
Fax: (011) 942-0571
Fornecimento de tripas e envoltórios.

ZEUS S/A IND. MECÂNICA


Rua Visconde de Parnaíba,2299
03.045-002 - São Paulo - SP
Fone: (011) 291-8111
Fax: (011) 291-8382
Fabricação de aparelhos para cozimento de presunto e fiambre, tanques para
injetar salmoura, esterilizador de facas e fusis, carros caçamba, mesas para
desossa e auxiliares, latões baldes e recipientes em inox, tacho para detritos,
balcões térmicos, (fixos e móveis), lavatórios (coletivo, individual e outros) e
outrros acessórios( bandejas, caixas, ganchos, forquilhas, espumadeira,etc.).
7.3. Fornecedores de matéria-prima secundária
(condimentos, sais de cura, embalagens, tripas e envoltórios, etc)

ADICON IND. E COM. DE ARQUIVOS LTDA


Rua Manger, 250 - Jordanópolis
09.891-310 - São Bernardo do Campo - SP
Fone: (011) 455-1622
Fax: (011) 455-1717

AJINOMOTO INTERAMERICANA IND. E COM. LTDA


Rua Joaquim Távora, 541 - V. Mariana
04.015-901 - São Paulo - SP
Fone: (011) 574-6322
Fax: (011) 574-6623

CHRISTIAN HANSEN INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA


Estrada Estadual Valinhos-Vinhedo, 2860
13.270-000 - Valinhos - SP
Fone: (0192) 69-3655
Fax: (0192) 68-5149

CIA. LORENZ
Rua São Paulo, 3068
Caixa Postal 21
89.030-000 - Blumenau - SC
Fone: (0473) 23-6000
Fax: (0473) 23-1798

DOREMUS DO BRASIL IND. E COM. LTDA


Rua Santa Maria do Pará, 32
07.175-400 - Guarulhos - SP
Fone: (011) 960-2011
Fax: (011) 960-4821

DUAS RODAS INDUSTRIAL LTDA


Rua Rodolfo Hufenüssler, 755
89.251-901 - Jaraguá do Sull - SC
Fone: (0473) 71-2277
Fax: (0473) 71-2854

FECULARIA SALTO PILÃO S/A


Rodovia BR-470, km 132
89.164-000 - Lontras - SC
Fone: (0478) 23-0151

GERMINAL IND. E COM. LTDA


Av. Nossa Senhora das Graças, 1363
09.980-000 - Diadema - SP
Telefax: (011) 456-4151

GRINDSTED DO BRASIL IND. E COM. LTDA


Rodovia Régis Bittencourt, km 275,5
06.818-900 - Embu - SP
Fone: (011) 494-3988
Fax: (011) 494-3823

HOECHST DO BRASIL QUÍM. E FARM. S/A


Av. das Nações Unidas, 18.001
04.795-900 - São Paulo - SP
Fone: (011) 525-7233
Fax: (011) 525-7650

INCONTRIL IND. E COM. DE TRIPAS LTDA


Av. Frimisa, 1300
33.045-840 - Santa Luzia - MG
Fone: (031) 641- 2880
Fax: (031) 641-2921

KIENAST & KRATSCHMER LTDA


Av. Brig. Faria Lima, 1815 - 8o andar - cj. 84
01.451-001 - São Paulo -SP
Fone: (011) 816-5544
Fax: (011) 814-2292

LABORATÓRIO EXATO IND. E COM. LTDA


Rua Passo da Pátria, 1327
05.085-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 261-4822
Fax: (011) 261-4037

LABORATÓRIOS GRIFFITH DO BRASIL S.A.


Av. João XXIII, 1010
08.701-970 - Mogi das Cruzes - SP
Fone: (011) 469-0022
Fax: (011) 469-3693

LABORATÓRIOS PFIZER LTDA


Av. Pres. Tancredo de Almeida Neves,1111
07.190-916 - Guarulhos - SP
Fone: (011) 964-7551
Fax: (011) 964-7550

NUTREAL IND. E COM. LTDA


Rua P-3, 1255 - Vila Paulista
13.506-850 - Rio Claro - SP
Fone: (0195) 34-7708/24-4982
Fax: (0195) 24-2370

NUTRIMENTAL S.A.
Rua Rui Barbosa, 1465
83.055-320 - São José dos Pinhais - PR
Fone: (041) 283-3344
Fax: (041) 283-2370

OLVEBRA INDUSTRIAL S.A.


Rua Sete de Setembro, 723
90.010-190 - Porto Alegre - RS
Fone: (051) 226-7000
Fax: (051) 228-8759

POLY - CLIP DO BRASIL IND. E COM. LTDA


Rua Paim, 356
01.306-010 - São Paulo - SP
Fone: (011) 259-9633
Fax: (011) 259-9340

SANBRA S.A. SOC. ALGODOEIRA DO NORDESTE BRASILEIRO


Av. Alexandre Mackenzie, 166
05.322-900 - São Paulo -SP
Fone: (011) 268-0233/ 869-3045/3668
Fax: (011) 268-628

SELOVAC IND. E COM. LTDA


Rua Vigário Taques Bittencourt, 156
04.755-060 - São Paulo - SP
Fone: (011) 247-1655 /
Fax: (011) 523-1726

TRIFICEL S/A IND. E COM.


Av. das Nações Unidas, 18.001
04.795-100 - São Paulo - SP
Fone: (011) 525-7642
Fax: (011) 525-7650

TRIPORVAC IND. E COM. LTDA


Rua Fortunato Ferraz, 320
05.093-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 260-6944
Fax: (011) 260-7919

VISKASE BRASIL S.A.


Rua Homem de Mello, 644 - 9o andar
05.007-000 - São Paulo - SP
Fone: (011) 872-9546
Fax: (011) 871-0761

8. Investimento em capital fixo e de giro

8.1 - Investimento fixo


O investimento fixo é o destinado às imobilizações com o terreno, unidade
produtora e outros. A área edificada compreende as instalações físicas
necessárias à unidade de processamento, além daquelas destinadas às
atividades administrativas e vestiários para os funcionários, que não se localizam
no mesmo piso da unidade de processamento. Estão incluídos os custos
referentes a supervisão de construção, engenharia, estudos e projetos, tendo
sido estes calculados como um percentual de 6%, 7% e 1% respectivamente,
sobre os custos de construção civil da área edificada.
Os equipamentos necessários ao processamento são aqueles descritos
no ítem 7 deste perfil, incluindo também materiais permanentes tais como
móveis, utensílios e equipamentos de escritório. Os equipamentos auxiliares
referem-se à linhas externas de água, vapor e energia (5% sobre o custo do
equipamento de processamento), bem como a aquisição de equipamentos de
seguro e proteção contra incêndio (1% sobre o custo do equipamento de
processamento). As instalações referem-se aos gastos com a montagem, frete
dos equipamentos e eventuais, respectivamente 10%, 3% e 5% sobre o custo
total dos equipamentos. Os valores estão discriminados no Quadro 1, abaixo:

QUADRO 1: INVESTIMENTOS FIXOS


ITEM DESCRIÇÃO UNID. QUANTI. VALOR (R$)
1 Terreno e Terraplanagem m2 3.000 17.310,00
2 Obras Civis (Proces. e Estocag.) m2 401.13 94.265,55
3 Obras civis(Sede Adm. e SIF) m2 81.15 14.100,00
4 Obras Civis (Máq. e Caldeira ) m2 40 9.400,00
5 Equipamentos de Processamento Diversos Diversos 289.146,00
6 Equipamentos Auxiliares Diversos Diversos 17.348,76
7 Instalações Diversos Diversos 55.169,06
TOTAL 521.316,03

Referente aos seguros foi considerado o índice de 0,40% a.a. para obras
civis e instalações da fábrica. Foi considerado um imposto territorial de 1% a.a.
sobre o investimento fixo total. O custo de oportunidade do uso da terra
destinada ao empreendimento foi considerado equivalente a 6% sobre o valor
do terreno.
A vida útil das edificações para fins de depreciação foi estimada em 50
anos.A vida útil para os equipamentos da unidade fabril foi considerada como
sendo de 10 anos, enquanto aquela para equipamentos de laboratório e veículos
foi considerada como sendo de 5 anos. Os valores encontram-se discriminados
no Quadro 2, abaixo:
Foi considerado ainda o imposto sobre produtos industrializados (IPI),
necessário para alguns dos equipamentos e insumos Estes valores já estão
incluídos no valor total dos equipamentos. No caso dos insumos, discriminados
na seção dos custos operacionais, o IPI está também incluído.

QUADRO 2: DESPESAS FIXAS DE CAPITAL - ANUAL


ITEM DESCRIÇÃO VALOR (R$)
1 Custos Administrativos 58.430,40
2 Depreciação 33.450,39
3 Impostos e Seguros 6.999,32
4 Custo de Oportunidade 900,00
TOTAL 99.780,00

As necessidades de mão de obra fixa estão descritas no Quadro 3,


abaixo, Os custos administrativos englobam também os encargos sociais.

QUADRO 3: NECESSIDADE DE MÃO DE OBRA FIXA


ITEM FUNÇÃO QUANTIDADE
1 Administrador Geral 1
2 Secretária 1
3 Contador 1
4 Gerente de Vendas 1
5 Gerente de Compras 1
6 Vigia 2
7 Técnico 1
TOTAL 8

8.2. Capital de giro


A estimativa do investimento necessário à operação normal do
empreendimento considerou ítens que envolvem estoques mínimos de matéria
prima e materiais secundários, estoque de produtos acabados e em processo,
reserva de caixa para cobrir compromissos de curto prazo, crédito junto aos
fornecedores, necessidade de capital para cobrir as vendas a prazo e desconto
bancário para reduzir as necessidades de capital de giro. Os prazos de
estocagem e pagamento estão especificados no QUADRO.4, assim como as
necessidades de capital de giro para cada item considerado.

QUADRO 4: NECESSIDADES DE CAPITAL DE GIRO


ITEM DESCRIÇÃO PRAZO VALOR
(dias) ( R$ )
1 Matéria prima (bovina e suína) 1 10.110,00
2 Matérias primas secund., insumos e embalagens 30 24.653,35
3 Lenha 90 107,86
4 Produtos acabados 1 21.889,88
5 Vendas a prazo 20 87.559,51
6 Crédito a fornecedores 15 12.326,67
7 Desconto bancário 30 -4.377,98
8 Reserva de caixa 30 6.053,60
TOTAL 158.322,89

9. Custos operacionais

Nos custos operacionais ou variáveis, foram incluidas despesas com


pessoal operacional, material de escritório, água, lenha, eletricidade, matérias
primas principais e secundárias, material de limpeza, reagentes para laboratório,
manutenção, combustíveis e custos financeiros. As necessidades de mão de
obra operacional são especificadas no Quadro 5, abaixo:

QUADRO 5: NECESSIDADES DE MÃO DE OBRA VARIÁVEL


ITEM SEÇÃO QUANTIDADE
1 Encarregados operacionais 8
2 Encarregado da sala de máquinas 1
TOTAL 9

O QUADRO 6 a seguir, discrimina os custos operacionais de uma forma


genérica para melhor compreensão dos custos totais.

QUADRO 6: ESTIMATIVA DO CUSTO VARIÁVEL ANUAL


CUSTO
DESCRIÇÃO UNIDADE QUANTI. UNIT. (R$) TOTAL (R$)
1 Matéria prima bovina dianteiro 3650 114.00 416.100,00
2 Matéria prima suína carcaça 16790 195.00 3.274.050,00
3 Mat. primas sec. e insumos diversos diversos variado 299.949,09
4 Mão de Obra Homem/ano 9 7.560,00
5 Encargos Sociais % 88% ----------- 6.652,80
6 Vendas % 2% ----------- 111.186,30
7 Despesas Gerais % 3% ----------- 9.424,86
8 Despesas Financeiras % 5% ----------- 15.708,09
9 ICMS % 18% ----------- 999.921,15
TOTAL 5.140.552,28
(6) Calculada sobre o total do faturamento;
(7) Calculada sobre o total dos custos operacionais;
(8) Calculada sobre o total dos custos operacionais;
(9) Calculada sobre o total do faturamento.

O QUADRO 7 descreve mais detalhadamente o ítem 3 do quadro anterior,


discriminando as matérias primas secundárias utilizadas no processo e os
insumos necessários, com seus respectivos custos.

QUADRO 7:MATÉRIAS PRIMAS SECUNDÁRIAS E INSUMOS - DESCRIÇÃO DOS CUSTOS


CUSTO
ITEM DESCRIÇÃO UNID. QUANTID. UNIT. TOTAL
(R$) (R$)
1 Sal de cura KG 42.340,00 0,55 23.287,00
2 Condimentos KG 2.273,95 variado 2.644,43
3 PTS KG 13.369,95 0.85 11.364,46
4 Fécula KG 11.607,00 0.35 4.062,45
5 Tripas/Envoltórios KG 8.760 6,50 56.940,00
6 Embalagens 1.000 sacos 4.792,45 variado 167.738,56
7 Mat. de escrit. e limp. diversos diversos variado 5.820,00
8 Energia KWH 232.806,13 0,10 23.280,61
9 Lenha m3 136,69 3,20 437,42
10 Água m3 6.834,63 0,64 4.374,16
TOTAL 299.949,09

QUADRO 8: CUSTOS OPERACIONAIS UNITÁRIOS


PROD. PROD. CUSTO
ITEM PRODUTO DIÁRIA ANUAL UNIT. TOTAL
( KG ) ( KG ) ( R$ ) ( R$ )
1 BACON 700 255.500 3,63 928.128,25
2 PRESUNTO 420 153.300 4,27 654.810,10
3 APRESUNTADO 202 73.730 3,29 242.740,80
4 HAMBURGUER 408 148.920 2,26 335.961,10
5 PAIO 370 135.050 2,91 393.284,32
6 LINGUIÇAS 395 144.175 3,71 534.750,65
7 COSTELA DEFUMADA 250 91.250 3,65 330.086,54
8 LOMBO DEFUMADO 400 146.000 6,11 892.766,45
9 SALSICHAS E MORT. 600 219.000 2,42 530.684,32
10 ORELHAS 12 4.197,50 1,00 4.197,50
11 SOBRAS DA PROD. 221 212.758,50 1,36 290.142,26
TOTAL 5.140.552,28

(6) Considera-se aqui o custo médio de produção para qualquer tipo de linguiça.
(7) Considera-se aqui o custo médio de produção para salsichas e mortadelas,
a vácuo ou a granel.
(8) Considera-se apenas a produção dos componentes do kit feijoada não
descritos em ítens seguintes.
(11) Sobras da produção encaminhadas a fabricação de rações ou outros fins
não especificados.

O custo de produção total engloba os custos fixos e variáveis calculados


anteriormente. Os valores estão listados no Quadro 9, abaixo:

QUADRO 9: CUSTOS TOTAIS DE PRODUÇÃO


ITEM DESCRIÇÃO TOTAL (R$)
1 Custos Operacionais 5.140.552,28
2 Custos Fixos 99.780,11
TOTAL 5.240.332,40

10. Estimativa da rentabilidade

A estimativa de rentabilidade deste empreendimento foi calculada através


do fluxo de caixa, obtendo-se resultados favoráveis, que são apresentados a
seguir. Os valores que permitiram estimar a receita anual a ser alcançada estão
listados no Quadro 10, abaixo.

QUADRO 10: ESTIMATIVA DA RECEITA ANUAL


ITEM PRODUTO VALOR TOTAL
UNITÁRIO ANUAL
( R$ ) ( R$ )
1 BACON 4,10 1.047.550,00
2 PRESUNTO 5.10 781.830,00
3 APRESUNTADO 3,60 265.428,00
4 HAMBURGUER 3,25 483.990,00
5 PAIO 3,60 486.180,00
6 LINGUIÇA FRESCAL 3,15 227.650,00
7 LINGUIÇA DEFUMADA 3,80 273.239,00
8 COSTELA DEFUMADA 4,10 374.125,00
9 LOMBO DEFUMADO 7,20 1.051.200,00
10 SALSICHAS ( GRANEL ) 2,00 109.500,00
11 SALSICHAS ( VÁCUO ) 2,50 136.875,00
12 MORTADELA 2,90 317.550,00
13 KIT FEIJOADA 1,00 4.197,50
RECEITA ANUAL 5.559.315,00

As sobras da produção não foram considerados no cálculo da receita,


apenas nos custos de produção, podendo estes serem ou não revertidos em
lucro conforme sua destinação.
Os indicadores econômicos calculados no estudo da rentabilidade do
presente perfil, operando com 100% da capacidade de produção a partir do 1 o
ano de instalação do projeto, estão listados no Quadro 11, abaixo:

QUADRO 11: INDICADORES ECONÔMICOS


DESCRIÇÃO DO INDICADOR UNIDADE VALOR CALCULADO
Tempo de Retorno de Capital (TRC) ANOS 3,0
Ponto de Nivelamento (PN) % 25
Taxa Interna de Retorno (TIR) % 33

Os indicadores econômicos encontrados indicam a alta rentabilidade


deste investimento. A TIR foi superior ao custo de oportunidade de capital de
qualquer aplicação financeira. O TRC corresponde ao tempo esperado para o
retorno do capital investido e o PN demonstra a segurança deste investimento
indicando a flexibilidade da operação.
Prevendo-se a dificuldade de se iniciar a produção operando inicialmente
com 100% da capacidade do empreendimento foram calculados os indicadores
econômicos considerando-se que no 1o ano de implantação a indústria utiliza
apenas 50% de sua capacidade, passando a atingir os 100% apenas no segundo
ano. Os valores encontrados estão no QUADRO 12 abaixo:

QUADRO 12: INDICADORES ECONÔMICOS


DESCRIÇÃO DO INDICADOR UNIDADE VALOR CALCULADO
Tempo de Retorno de Capital (TRC) ANOS 3,69
Ponto de Nivelamento (PN) % 25
Taxa Interna de Retorno (TIR) % 27

11. Linhas potenciais de financiamento

O presente perfil enquadra-se na categoria de Micro e Pequena empresa


de acordo com os requisitos pré-estabelecidos pelos agentes financeiros. Os
agentes estabelecem que a empresa cuja receita operacional líquida anual, em
moeda nacional, for equivalente a até US$4,400,000.00 (quatro milhões e
quatrocentos mil dólares americanos), é caracterizada como Micro e Pequena
empresa para fins de financiamento através dos programas automáticos tais
como o FINAME do BNDES.
As necessidades de capital aplicadas em obras civis, instalações e em
capital de giro utilizam-se do mecanismo de financiamento automático BNDES,
adotado pelo BDMG. Neste mecanismo, o prazo de carência é de 24 meses e o
prazo total de pagamento é de 60 meses para os recursos destinados a
investimentos mistos industriais. Aos investimentos fixos, a participação máxima
é de 65% das inversões, com juros de 6% a.a. e del-credere de 3% a.a.. Ao
capital de giro associado, o financiamento limita-se a 30% do investimento fixo
(excluídos máquinas e equipamentos nacionais e importados), com taxa de juros
de 9% a.a. e del-credere máximo de 3% a.a..
As aplicações em máquinas e equipamentos podem utilizar-se do
programa automático FINAME, do BDMG. A participação máxima neste caso é
de 80% com o prazo de carência de 12 meses, o prazo total de 60 meses e a
taxa de juros+del credere é de 9% a.a..
O esquema de financiamento adotado neste perfil é apresentado no
Quadro 13, abaixo:

QUADRO 13: NECESSIDADES DE CAPITAL


CAPITAL CAPITAL VALOR
ITEM NECESSIDADES DE CAPITAL PRÓPRIO FINANCIÁVEL TOTAL
(R$) (R$) (R$)
1 Terreno e Obras Civis 55.878,27 103.773,94 159.652,21
2 Máquinas e Equipamentos 72.332,77 289.331,05 361.663,82
3 Capital de Giro 110.427,23 47.895,66 158.322,89
TOTAL 238.638,27 441.000,65 679.638,92

Os programas de financiamento oficial variam conforme a região em que


se situar o empreendimento objeto do apoio financeiro. No âmbito nacional são
estabelecidas duas regiões. A região I compreende os estados de Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais,
exceto a área Mineira da Sudene. A região II compreende toda a área nacional
exceto a área da região I.
O planejamento de financiamento utilizado neste perfil é o aplicado a toda
região de Minas Gerais, exceto a área da SUDENE. A opção deve-se ao fato de
ser esta uma região mais desenvolvida. Regiões menos desenvolvidas contam
com planos de financiamento ainda mais facilitados, com taxas de juros, prazos
e/ou participação máxima ainda mais convenientes a fim de estimular o
desenvolvimento.
Os futuros investidores devem procurar na sua região o agente financeiro
do BNDES ou as agências de desenvolvimento locais para identificar o plano de
finaciamento correspondente às condições do empreendimento em sua
localidade.
As tabelas abaixo descrevem as condições de financiamento de micro e
pequenas empresas para a região I e II Mineira a fim de demonstrar a variação
ocorrente neste caso.

TABELA.1: FINANCIAMENTO PARA MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS


REGIÃO CARÊNCIA TOTAL PARTICIPAÇÃO JUROS +
(meses) (meses) MÁXIMA (%) DEL-CREDERE
I 3 a 12 12 a 60 90 8
II 3 a 12 12 a 60 80 9

TABELA.2: FINANCIAMENTO PARA INVESTIMENTO FIXO E CAPITAL DE GIRO


REGIÃO CARÊNCIA TOTAL PARTICIPAÇÃO JUROS DEL-CREDERE
(meses) (meses) MÁXIMA (%) (% a.a.) (% a.a.)
I 24 60 75 5 3
II 24 60 65 6 3

12. Observações adicionais

Os preços dos produtos encontrados no mercado variam de acordo com


a marca dos produtos, sendo que as empresas em geral oferecem preços mais
competitivos de um produto de sua linha de produção em favor de outros que
alcançam preços mais altos. A política de preços destas é muito variada de
empresa para empresa. Procurou-se aqui atribuir valores iguais ou inferiores aos
preços encontrados no mercado atual, que permitissem a rentabilidade deste
empreendimento. Foi observado que com um aumento na receita de 5%, a TIR
varia sensivelmente, elevando-se para 66% e obtendo-se um tempo de retorno
de capital de 1 ano e meio. Os futuros investidores devem procurar conhecer o
máximo possível o seu mercado consumidor e a competitividade que vai
enfrentar para adotar uma política de preços que permita a sua penetração e
permanência no mercado.

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