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O bem e o mal

vêm ambos de Deus


James Smith, 1861

Deus ensina por meio das provas, e deveríamos ver cada uma
delas como enviada para nos ensinar alguma lição importante. Como,
então, veríamos a Bíblia de forma diferente, quando se trata das provas
dos santos de Deus! Quantos registros de provas e tribulações dos crentes
não temos ali! Quem, ao ser provado hoje, não encontra companhia no
livro de Deus? O livro de Jó, por exemplo, que grande bênção tem sido a
milhares de aflitos. Mas ele não seria uma bênção, se Jó não tivesse sido
provado da forma que foi. A árvore foi desnudada — contudo ela
sobreviveu e se tornou mais frutífera do que era antes. Tudo lhe foi
tomado, exceto a esposa — e parece que ela foi poupada para tornar-se
uma tentação e uma tribulação para ele. Ela sugeriu que ele amaldiçoasse
a Deus e morresse. Mas Jó com firmeza repeliu a sugestão dela, dizendo:
“Que? receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?”
(Jó 2.10 – Tradução Brasileira).
A prerrogativa de Jeová: Ele envia O BEM — todo o bem. Ele envia
todos os bens temporais, por essa razão Agur orou: “não me dês nem a
pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não
suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou
que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv 30.8,9).
Ele envia igualmente todo o bem espiritual, não apenas a comida
para o corpo, mas também para a alma. Ele forma a luz e cria as trevas. A
Sua presença produz a primeira, e a Sua ausência cria as outras.
Ele envia O MAL – não o mal moral, pois Deus não pode ser o autor
do pecado, nem mesmo de alguma forma que o sancione. Ele permite os
mais grosseiros insultos que Lhe podem ser feitos, as investidas contra a
Sua glória e existência, contudo não é o autor deles, nem os aprova.
Mas Ele envia, sim, aflições, privações, perdas, cruzes, dores e
tristezas. Às vezes, igualmente, ele concede aos nossos inimigos
liberdade, e lhes permite que nos atribulem, e por algum tempo
prevaleçam contra nós. Ele envia o bem e o mal — às vezes, em rápida
sucessão. Ele envia o grande peixe, preservando assim a vida de Jonas, e a
aboboreira para protegê-lo do sol quente — mas Ele também envia o verme
que destrói a aboboreira, e com isso ensina a Jonas uma útil lição. Quem
consegue ler a vida de Jacó ou José, de Davi ou Daniel, sem ver que o
Senhor envia o bem e o mal ao Seu povo? Por isso, a respeito desse
último, a pergunta do profeta: “Sucederá algum mal à cidade, sem que o
SENHOR o tenha feito?” (Am 3.6).
O dever do crente. Nós deveríamos receber tudo como vindo da
mão de Deus. A recomendação não é tanto sobre receber, já que não
temos opção quanto a isso; mas à maneira de receber, como vindo da
parte de Deus. O bem, muitas vezes, nós o recebemos como vindo de
Deus — mas não fazemos o mesmo com o mal; contudo ambos
igualmente deveriam ser assim recebidos.
O BEM deveria ser recebido com gratidão e louvor, com humildade
e amor — com profundo senso da nossa indignidade, e da bondade de
Deus, da qual não somos merecedores. Também não deveríamos
esquecer que somos responsáveis pelo uso de todas as boas coisas que
recebemos da parte de Deus.
O MAL deveria ser recebido com paciência e submissão, com as
palavras de Eli: “É o SENHOR; faça o que bem lhe aprouver” (1 Sm 3.18).
Deveríamos reconhecer a sua justiça, como Arão o fez, quando seus dois
filhos foram mortos; ele ficou em silêncio. Ele ficou mudo, não abriu a
boca, porque a morte dos seus filhos era obra do Senhor (Lv 10.1-3).
Deveria, também, haver confiança no Seu amor, visto que as
dispensações da Sua mão jamais expressam alguma mudança no Seu
coração. Ele nos ama da mesma forma, quer nos envie o mal, quer nos
envie o bem; pois o Seu amor não é apenas eterno — ele também é
imutável. Deveríamos manter a cabeça reverentemente curvada diante
do Senhor, e ao mesmo tempo pedir: “faze-me saber por que contendes
comigo” (Jó 10.2). Ou deveríamos dizer: “Esquadrinhemos os nossos
caminhos, provemo-los e voltemos para o SENHOR” (Lm 3.40). Nós
deveríamos receber o bem e o mal da mesma forma — como vindos de
um Deus sábio, gracioso e santo; o qual, em tudo o que faz, ao mesmo
tempo que exerce a Sua soberania e mantém as Suas prerrogativas —
conserva sempre em vista as Suas promessas e tem em vista o nosso
bem-estar.
A repreensão. “Que? receberemos o bem da mão de Deus, e não
receberemos o mal?” Haveremos, então, de receber o bem, e somente o
bem; ou receberemos apenas o bem como vindo de Deus? Não
haveremos, então, de considerar o mal, as nossas provas, os
aborrecimentos e as tribulações — como vindas dEle? Ou, então,
haveremos de esquecer os Seus favores, haveremos de perder de vista o
Seu relacionamento paternal, discutiremos com a Sua sabedoria e amor
— e dessa forma agiremos como rebeldes e ingratos? Misericórdia!
Muitas vezes é exatamente isso o que acontece. Um aborrecimento nos faz
esquecer várias bênçãos que já recebemos. Nós pensamos mais numa só
perda do que nos ganhos recebidos em vários anos; e nos deixamos
afetar mais por uma hora de dor e enfermidade — do que por meses de
bem-estar e saúde. Mas isso não deveria ser assim, nem seria assim, se
nos deixássemos influenciar corretamente por um adequado senso da
nossa pecaminosidade, ingratidão e indignidade. Aí, então, em meio às
coisas boas, diríamos juntamente com Jacó: "sou indigno de todas as
misericórdias e de toda a fidelidade que tens usado para com teu servo”
(Gn 32.10). E, em meio aos nossos males, diríamos como Jó: “o SENHOR
o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó
1.21).
É estupidez perder de vista a mão de Deus em meio aos nossos
aborrecimentos. Deveríamos, em vez disso, dizer: “Também isso procede
do SENHOR dos Exércitos; ele é maravilhoso em conselho e grande em
sabedoria” (Is 28.29). Também não é sábio reclamar da forma que Ele lida
conosco, visto que um pecador que escapou do inferno não tem jamais
razão alguma para reclamar. Qualquer coisa que não seja o inferno é
misericórdia. Sim, “As misericórdias do SENHOR são a causa de não
sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lm
3.22). Rebelar-se contra os desígnios de Deus é despertar o Seu
desprazer. Ele nos assegura que tudo o que faz, Ele o faz com amor. A
Sua palavra a nosso respeito, quando as coisas se encontram em seu pior
estado é: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e
arrepende-te” (Ap 3.19). Ficar em silêncio é algo adequado a nós; mais
adequado ainda é justificar a Deus.
Não deveríamos dar importância excessiva aos instrumentos que
nos fazem sofrer. José disse aos seus irmãos: “não fostes vós que me
enviastes para cá, e sim Deus” (Gn 45.8). Davi disse a respeito de Simei:
“deixai-o amaldiçoar; pois o Senhor lhe disse: Amaldiçoa a Davi” (2 Sm
16.10 – SBTB). Os melhores homens sempre olharam mais para Deus, que
empunha a vara — do que para a vara que Ele está usando. Se Ele
nomeou a vara, então Ele o fez com sabedoria. Se Ele permite a vara — é
para o nosso bem. Ele não faz nada, Ele não permite que nada seja feito e
que afete os Seus filhos — que eles mesmos não fariam ou permitiriam
acontecer a si mesmos, se fossem tão sábios e tivessem visão de tão longo
alcance como Ele. Não paira nem uma dúvida sequer sobre as coisas que
nos entristecem e nos fazem sofrer no presente — na eternidade
haveremos de louvar o Seu santo nome por todas elas. Crente, receba
tudo, quer doloroso quer prazeroso, como vindo da mão de Deus! E
bendiga o Deus que tanto tira como dá.
Senhor, perdoa nossa estupidez, e perdoa nossos pecados, pois
temos sido culpados de ambos em nossa forma de proceder para contigo;
e ajuda-nos para que no futuro, se formos tentados a nos afligir, ou se
aflorarem sentimentos rebeldes em nosso coração, possamos dizer:
“Que? receberemos o bem da mão de Deus, e não receberemos o mal?”

Tradução: Helio Kirchheim