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Introdução

O tema deste trabalho é “Biografia e Bibliografia de António Mota”. Foi


proposto pela professora de Língua Portuguesa.

A finalidade deste trabalho é conhecer os factos mais importantes da vida


e da obra de António Mota.

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Biografia de António Mota

António Mota nasceu em Vilarelho, Ovil, concelho de Baião, em 16 de Julho


de 1957. Aos sete anos já ajudava o seu pai a fazer tamancos. Gostava de ouvir os
programas de rádio, especialmente, música clássica

ografia | Um retrato | Críticas

UM
RETRATO

Francisca Cunha Rêgo,


Jornal de Letras

Começou cedo. Aos 7 anos já trabalhava “à beira do pai” a fazer milhares de


tamancos e chancas. Ao lado, a rádio tocava e António Mota enternece-se ao
lembrar-se de si menino a ouvir música clássica. Mozart, Chopin, Beethoven, ouvia
de tudo um pouco nos programas como o de Freitas Branco na antiga Emissora
Nacional, posto onde o pai tinha o rádio sempre ligado.
Nessa altura também estava encarregue de guardar a cabra da família – Badeja –
mas, “era um péssimo pastor”, o animal fugia-lhe e os pais acabaram por retirar-
lhe essa tarefa. Em Vilarelho, no concelho de Baião, aldeia onde nasceu e onde
passou a infância, a sua alegria chegava com a carrinha da Biblioteca Itinerante da
Gulbenkian.
Recorda o verdadeiro prazer que sentiu da primeira vez que entrou naquele espaço.
O cheiro dos livros – “não existe outro igual”– impregnou-se-lhe na pele e nunca
mais saiu. Começou com o Nodi, o menino do guizo, depois foi subindo as
prateleiras, leu Os Cinco, que detestou: «Aquela gente estava sempre a fazer
merendas, e a comer sanduíches. Eu não sabia o que eram sanduíches e isso
irritava-me imenso!” Leu dois livros dos Cinco e deixou-os.

Foi crescendo, estudando, trabalhando, lendo os livros da Biblioteca Itinerante até


chegar à última prateleira e à fita azul ou amarela – não se recorda bem – que
marcava os livros dos crescidos. Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway
estava lá em cima, e foi uma leitura marcante.
Sobretudo pelas descrições “secas” do autor, que aos 14 anos de António o
influenciaram grandemente. Nesta altura já andava no liceu de Penafiel e era um
aluno médio. Química, Matemática, Desenho e Inglês não eram o seu forte,
Educação Física era “uma miséria”, mas desforrava-se na História e no Português,
embora a gramática o “chateasse”. Como as Condições económicas da sua família
não eram as mais fáceis, depois do Liceu era preciso “ganhar a vida”. Era preciso
fazer um curso rápido e tinha três hipóteses: ou era enfermeiro ou regente agrícola
ou professor. Escolheu a última, embora o jornalismo fosse um sonho maior. Não
se concretizou e sem mágoas, António Mota seguiu o seu caminho. Fez o curso do
Magistério Primário e aos 18 anos começou a dar aulas na sua antiga escola
primária, em plena Serra da Aboboreira. Veio mesmo substituir – Dona Teresa – a
sua antiga professora.

Era o único professor e percorrendo os mesmos caminhos de infância, andava a pé


uma hora e meia para chegar às aulas. Na escola não havia livros e um dia - “sem
saber muito bem porquê” - resolveu escrever uma história para os seus alunos

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lerem. Do tema e das personagens não se lembra já, escreveu-a e “os miúdos
gostaram daquilo”. Resolveu continuar.

No ano seguinte, veio uma inspectora às escola e a turma estava a trabalhar numa
história de António sobre o Natal. A inspectora gostou do que ouviu e sugeriu que o
jovem Professor editasse um livro. António “não conhecia ninguém” mas falaram-
lhe "vagamente de uma senhora chamada Losa” – . Foi a uma aldeia vizinha, pois
não tinha telefone em casa, percorreu a lista telefónica e encontrou um arquitecto
Losa a viver no Porto. “Atirei-me para lá e apareceu-me a voz da Ilse”. Foi
convidado a ir a sua casa e quis ler-lhe as suas histórias: “É que tinha aquela ideia
do Luís de Camões a ler Os Lusíadas ao Rei e queria fazer igual”. Mas Ilse Losa não
deixou. Ficaram os textos. Na volta do correio, as notícias não foram as mais
animadoras. Era preciso escrever melhor, mas “havia ali qualquer coisa” disse-lhe
Ilse. Tinha 19 anos. Queimou todos os textos e resolveu começar a escrever “um
livro a sério”.

Comprou uma máquina Oliva, “daquelas que faziam um barulho desgraçado” e


saiu-lhe A Aldeia das Flores. “É um livro puro” que foi escrito à noite, no ano em
que em sua casa se inaugurou a luz eléctrica. “E se numa terra deprimida
aparecesse uma fábrica…?”, foi a pergunta por onde começou este primeiro livro. A
partir deste condicional, foi sempre por um “E se…?” que começou todos os seus
livros.

Relativamente à moral da história, afirma que “nunca quer passar nada”. E recorda
os textos que lia com os seus colegas na escola primária sobre os ninhos que
tinham sido feitos com muito cuidado e era preciso proteger. Eles diziam a tudo que
sim, mas a primeira coisa que faziam quando saíam da escola era “ir aos ninhos” …
Por isso António Mota enfatiza: “Tudo o que é moral cheira mal!”

Nas suas histórias há sobretudo o desejo de divertir o leitor, de o fazer crescer


através das personagens e das situações que descreve, de despertar a imaginação,
de querer mostrar o prazer da leitura. Sente sobretudo que cada vez mais, o
fundamental é “contar uma história bem contada”. É que António Mota é também
leitor de si próprio. Ou seja, enquanto escreve vai-se “deliciando” com a história,
sem saber que rumo esta vai tomar. Quer acabar cada capítulo com vontade de
continuar. Como deseja que o leitor continue. Passados 25 anos de continuações e
cerca de 70 obras publicadas, entre livros para crianças e jovens e diversos tipos de
manuais escolares, António Mota diz que na vida “tudo é muito relativo”, e que esta
é por vezes “um caminho solitário”. Muito do que escreveu é um relato de coisas
que já se passaram e que agora, nas sucessivas reedições que vai publicando,
nunca altera. Foi a história que teve que ser contada, o “registo daquele tempo”.
Duvida se terá mais de 25 anos de escrita pela frente, mas afirma que agora, se se
juntar tudo o que escreveu, fica-se com a ideia do seu “mundo todo”.

Vinte e cinco anos de escrita. Com a distância que o tempo lhe permite, António
Mota reconhece agora duas fases na sua carreira literária. Na primeira, embora
ninguém lhe tenha “encomendado o sermão”, há uma espécie de militância, apesar
de considerar que esta é uma palavra forte. Queria mostrar aos leitores a
existência de “um outro Portugal que não é só Lisboa”. Fazia-lhe impressão que
num livro em que uma personagem “ia comer pataniscas ao Conde Redondo”
estivesse subentendido que o leitor soubesse onde era esta zona… de Lisboa. Vai
mais longe, ao ponto de dizer o que na altura sentia: “Se um livro se passasse em
Lisboa era literatura nacional, se se passasse numa qualquer terriola já não era
bem assim…”. Tinha então, como propósito mostrar o interior de Portugal, a região

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que melhor conhece, e provar que existem “outras gentes, com outras vidas,
outros sonhos, outros amores e desamores”.

Outros dos seus objectivos era não deixar morrer certo tipo de palavras e
expressões regionais, para que “não fique tudo plano e igual”. Na segunda fase da
escrita, a que chegou depois dos 40 anos, virou-se para os leitores mais
pequeninos. Quis escrever de forma clara e simples livres que despertassem o
interesse dos mais novos e fê-lo também a “brincar com as palavras” com
trocadilhos e fórmulas quase poéticas que sabe “que os miúdos adoram”.

Seja que livro for, António Mota escreveu-o ao som de música. A cada novo
projecto, um novo CD ajuda-o a arrumar as ideias. Gosta de ouvir música celta,
descobriu recentemente alguma música grega, e recorre muito à clássica – talvez
por se recordar daquela que ouvia com o pai – mas não pode ser ópera, “tem que
ser calminha”.

Acredita no valor trabalho e por isso é muito disciplinado no seu. Passa pelo menos
três horas diárias no escritório a escrever e prefere fazê-lo no Outono, é que a
Primavera “deprime-o”.
Normalmente escreve sempre na primeira pessoa, e por isso os seus “heróis” são
quase sempre masculinos, mas há excepções, como a Marta, de Cortei as tranças
que foi um “verdadeiro desafio” por ter que entrar “num mundo feminino” e por
isso mais desconhecido. Até abriu uma garrafa de champanhe quando chegou ao
fim. Sentiu que tinha sido bem sucedido quando uma menina de uma das muitas
escolas que desde sempre visita (só lhe faltam cinco ou seis concelhos), lhe disse:
“como é que sabe que é assim que nós pensamos?”. É também para despertar este
tipo de sensações que escreve. E por isso foi sendo reconhecido. Recebeu em 1983,
com a obra O rapaz de Louredo, um Prémio da Associação Portuguesa de
Escritores, em 1990, o Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças pelo romance
Pedro Alecrim, em 1996 o Prémio António Botto, pela obra A casa das bengalas
(título que lhe foi “oferecido” por um senhor de um dos lares que visitou) e este
ano com o livro Se eu fosse muito magrinho (com ilustrações de André Letria)
recebeu, na modalidade de livro ilustrado o Grande Prémio Gulbenkian para
crianças e jovens.

Ao relembrar todos estes prémios António Mota suspira, e confessa que lhe sabem
muito bem. Sobretudo, no início, deram-lhe muito fôlego, a certeza do caminho.
Mas não se envaidece, é preciso “ir escrever”.

Foi professor do Ensino Básico Publicou o seu primeiro livro, A Aldeia das
Flores, em 1979. Com a obra O Rapaz de Louredo (1983) ganhou um prémio da
Associação Portuguesa de Escritores. Em 1990, recebeu o Prémio Gulbenkian de
Literatura para Crianças e Jovens pelo seu romance Pedro Alecrim. Em 1996,
ganhou o Prémio António Botto com A Casa das Bengalas. Em 2003, a obra O Sonho
de de Mariana, ganhou o Prémio Nacional de Ilustração, com ilustrações de Danuta
Wojciechowska. Esta obra foi escolhida pela Associação de Professores de

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Português e Associação de Profissionais de Educação de Infância para o projecto
"O meu brinquedo é um livro".

Em 2004, recebeu o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças


e Jovens, na modalidade de livro ilustrado, pela obra Se eu fosse muito Magrinho.
com ilustrações de André Letria. Desde 1980 tem sido solicitado a visitar escolas
do Ensino Básico e Secundário, assim como bibliotecas públicas,em Portugal e
outros países, fomentando deste modo o gosto pela leitura entre crianças e jovens.
Colaborou com vários jornais e participou em diversas acções organizadas por
Bibliotecas e Escolas Superiores de Educação. Os seus livros estão antologiados em
volumes de ensino do Português e tem obras traduzidas em Espanha e Alemanha.
Tem mais de quatro dezenas de obras recomendadas pelo Plano Nacional de
Leitura. Tem livros incluídos em listas de obras literárias de qualidade
recomendadas pela célebre International Youth Library de Munique. Em 2008 foi
agraciado com a Ordem da Instrução Pública.

Bio

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http://www.gailivro.pt/amota/index.php?module=autor&op=re2

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Mota

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Instituto Educativo do Juncal

Língua Portuguesa

Biografia e Bibliografia de

António Mota

Eduardo Cardoso

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6.º ano Turma A N.º10