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A EXPERIÊNCIA É A SABEDORIA DA VIDA

“Sabendo nós por experiência...” (S.Inácio – Form.Inst. SJ)

Inácio de Loyola não foi um homem de definições, mas de propostas


(Exercícios), de descrição e relato interior (Diário Espiritual), de narração
(Autobiografia), ou de programas operativos (Constituições). Mesmo suas
formulações mais teóricas não definem, senão que constatam realidades,
relatam-nas, sintetizam experiências, deduzindo e extraindo delas pautas de
ação.
S. Inácio não é um teórico. Vive, observa, descreve, relata, sintetiza e finalmente
devolve à ação
e compromete.
Os Exercícios são destilação de experiências para provocar
outras experiências.

Efetivamente, “no princípio foi a experiência”. A ela S. Inácio remete-se


continuamente.
A experiência humana é o caminho que Deus escolheu para se comunicar e
chegar aos homens.
Não há Revelação à margem da experiência humana; ela vem recoberta ou
revestida de história humana. Na resposta de fé e de aceitação por parte da
pessoa encontra-se o fio condutor da interpelação
divina. S. Inácio fez a “experiência” do Deus agindo na história; aí O encontra
e caminha nela com Ele.
Na história ele O conhece, O contempla e se une a Ele. É, pois, uma união de
inteligência, de coração, de mente, para chegar finalmente a uma união de
vontade, uma identificação de sua liberdade com a liberdade de Deus.
S. Inácio, ao sair desta experiência, não será, e nem poderá ser, um
solitário.
Ele é invadido no mais profundo do seu ser. Toda a Criação e, dentro
dela, todo ser humano
passam a formar parte de sua vida e de sua história.
Os EE. não são um texto, mas uma experiência. Numa sociedade onde nada era
questionado, Inácio começa questionando toda a sua vida e os referenciais que
ele tinha. Ele percebe que nada é definitivo fora de Deus. A preocupação de
Inácio é como se fazer presente na história de um modo “sensato”.
A história é feita, muitas vezes, através de ações e acontecimentos ocos,
superficiais, que se esvaziam em si mesmos com o passar do tempo. Daí a
necessidade de criar sempre novos objetivos para dar sentido ao que carece
dele... Deste modo fazemos uma “história insensata”, isto é, sem sentido.
As “ações insensatas” podem ser “sensatas” se Deus se fizer realmente
presente nelas.

Experienciar, conhecer pela experiência, mergulhar no mistério da fé, nadar no oceano de Deus: eis a
questão. A própria VIDA é uma grande experiência. Cada experiência pode ser uma experiência de Deus.
A vivência do amor, da comunhão, da festa, do humor, da gratuidade, da beleza, da bondade,
do silêncio, da música, da arte, da poesia, da amizade, do entusiasmo, da ternura, da partilha,
da admiração diante de uma paisagem, do amanhecer, do pôr-do-sol, de uma flor, de um rosto...
tudo pode ser uma experiência do MISTÉRIO à medida que abrimos o coração e contemplamos
o sentido íntimo das coisas e dos encontros.

A pessoa que “sente Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus” é o místico.
O místico faz a experiência da intimidade, da presença, da proximidade, da
comunhão, da aliança, da glória de Deus em sua própria vida. Ele vive
embriagado de vida, de Deus, vive como um peixe no oceano de Deus, dizendo
um profundo sim às ondas, ao vento, ao sol, à existência.
Os místicos sentem e sabem: se Deus não puder ser encontrado no próprio coração e no
coração da
vida, não será encontrado em lugar algum.
O místico sente-se cativado, envolvido, amado, entusiasmado, sintonizado,
habitado por Deus de tal maneira que seus olhos, gestos, suas atitudes, palavras,
seu coração, sua existência transbordam Deus.
Tal experiência é incomunicável; ninguém pode vivê-la por nós.

Texto bíblico: 1Jo. 1,1-7

* Todo cristão é testemunha de uma presença con-


templada e ouvida no silêncio da oração.
“Provai de tudo e ficai com o que é bom” (S.Paulo)
“Prefiro ter alguém simples e humilde, ainda que
saiba apenas três palavras, que a outro muito ins-
truído, mas cheio de si mesmo”. (S.Inácio)