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CURSO ON-LINE – CONTABILIDADE PÚBLICA EM EXERCÍCIOS – MPU PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO

AULA ZERO: BALANÇO ORÇAMENTÁRIO

Querido estudante! Desejo-lhe sucesso em sua jornada de estudos e uma excelente assimilação dos conteúdos.

Que tenha sempre uma mente

Para aqueles que ainda não me conhecem farei essa resumida apresentação:

Graduado e Pós-Graduado em Ciências Contábeis; Atualmente ocupo o Cargo de Perito Criminal Federal – Departamento de Polícia Federal – ES; Professor na Academia Nacional da Polícia Federal, FGV/RJ e em diversos cursos preparatórios para concursos em BH, Teresina, Campo Grande – MS, Vitória – ES etc. Cargos ocupados:

Auditor Fiscal da atual Receita Federal do Brasil; Professor Efetivo – UFMS/UFES Controlador de Recursos Públicos – Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo. Entre outros, foi aprovado nos seguintes concursos:

1º. Lugar - Auditor do Estado de Mato Grosso; 1º. Lugar - Prof. efetivo da UFMS; 2º. Lugar – Auditor Fiscal no ES; 2º. Lugar - Analista do TRF 4ª região - Florianópolis; 2º. Lugar - Analista TRE/AC; 4º. Lugar - AFC – CGU; 6º. Lugar – TRF 3ª Região – São Paulo; 6º. Lugar - Auditor Substituto de Conselheiro TCE/PI; 7º. Lugar - Auditor Substituto de Conselheiro TCE/ES; 8º. Lugar - Auditor Substituto de Conselheiro TCM/CE; 51º. Lugar - Perito Criminal Federal – DPF/MJ.

ILUMINADA!

Obras editadas:

Orçamento e Contabilidade Pública – 5ª Edição/2010 – Editora Campus – Série provas e concursos;

LRF – Doutrina e Jurisprudência – 1ª Edição – Editora Campus – Série provas e concursos/2009;

Meus amigos! Satisfação por estarmos juntos mais uma vez nessa empolgante jornada de estudos, em especial, no concurso para o Ministério Público da União - MPU, objetivo de muitos candidatos por se tratar de um excelente cargo, órgão bom para se trabalhar e com remuneração extremamente atrativa.

A conquista de uma das vagas depende praticamente de você: seu esforço, dedicação, planejamento, persistência, vontade de vencer e jamais desistir nos momentos difíceis.

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Você se decidiu pela conquista de uma vaga de Analista do Ministério Público da União - MPU, portanto, por favor, evite contato com os pessimistas ou derrotados, vá a frente à busca de seus objetivos. Não se esqueça! Quem estuda Contabilidade Pública para o concurso do Ministério Público da União - MPU, indiretamente está se preparando, entre outros, para os Cargos de Auditor de Controle Externo/TCU, Perito Criminal Federal do DPF, em especial, para a Área de Perícia Contábil, posto que muitas disciplinas são coincidentes.

O meu objetivo é procurar “facilitar sua jornada de estudos”, ou seja,

mostrar-lhes o caminho mais curto para o aprendizado e, em conseqüência, ajudá-lo a concretizar seus “SONHOS”, ou seja, os objetivos almejados.

A nossa experiência nessa área, em especial, nos concursos realizados pela FCC é bastante “madura”. Tenho realizado, sempre que possível, alguns cursos e concursos objetivando me manter atualizado e “antenado” nessa empolgante “brincadeira”!

Nesta aula demonstrativa abordaremos o referencial teórico e diversas questões que contemplam assuntos referentes ao tópico Balanço Orçamentário.

Por favor! Procure estudar concentrado, se possível, descansado, isso porque o estudo das disciplinas em comento exige atenção e concentração, haja vista a riqueza de detalhes e peculiaridades dessas matérias.

Estudar para concursos nos dias atuais exige bastante atenção do candidato. Quem “se destaca” na prova de Contabilidade Pública geralmente faz a diferença no resultado do concurso, posto que são questões diferenciadas e que poucos acertam. Portanto, procure começar bem!

Não comece seus estudos “achando” ou “pensando” que essa matéria

é chata ou difícil. Isso é mito! Aprender Contabilidade Pública para fazer prova de concurso é simples e sem muita complicação.

O conteúdo e a forma com que temos abordado nossas aulas têm

sido mais do que suficiente para o candidato realizar excelentes

provas.

Portanto, por favor! Não fique tentando entender os “N” lançamentos/registros contábeis, as “N” contas, os infinitos anexos etc. Procure focar basicamente nos conteúdos abordados. Repito! O conteúdo abordado em nossas aulas é suficiente para que você

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realize uma excelente prova, basta estudar razoavelmente a matéria e fazer bastantes exercícios.

Ao estudar essa nota de aula, você estará garantindo acerto de algumas questões para sua classificação. Assim, comece a fazer a diferença desde já.

É importante esclarecer: essa é só uma aula demonstrativa. É a oportunidade para o aluno conhecer a didática, metodologia e até mesmo o “humor” do professor.

Esse tipo de curso proporciona ao aluno bom método de estudo, em especial, através de questionamentos no fórum de dúvidas e respectivas respostas, tanto dos seus quanto de colegas. Dessa forma você poderá tirar proveito dessa metodologia. Isso é importante e muitos candidatos obtiveram aprovação através dessa forma de ensino (interação com outros alunos).

Sei que muitos alunos têm pouca familiaridade com o conteúdo da disciplina Contabilidade Pública. Assim, utilizarei, sempre que possível, uma linguagem mais informal. Logo, desculpo-me com os que já conhecem e dominam o assunto com mais vagar.

Qualquer termo ou frase que não tenha ficado claro, por favor, sem nenhum receio, tire suas dúvidas no fórum.

Enfatizo: Estude concentrado no foco do respectivo concurso. Aproveite a oportunidade, para estudar com o pensamento “terei de aprender o conteúdo, pois passarei nesse concurso e aplicarei, na prática, o conhecimento teórico adquirido, ou seja, executar, trabalhar – desempenhar a função”.

Vamos adiante e aproveite a oportunidade, para sair na frente dos concorrentes.

Esse é o concurso de seus sonhos? Imagine você ocupando esse cargo e percebendo remuneração superior a R$ 12.000,00. Então estude! Só assim poderá ocupá-lo e desfrutar de seus benefícios.

Procure estímulo para estudar! Está satisfeito com o cargo ou emprego atual? Se a resposta for não, “chute o balde”! Só seu esforço tirará você dessa situação e verá que valeu a pena.

Como é de costume, não medirei esforços para trabalhar com muita dedicação e boa vontade, objetivando contribuir da melhor forma possível para que você realize sua merecida conquista e alcance seus objetivos.

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Análise do conteúdo programático:

Antes, porém, um ALERTA! A disciplina Contabilidade Pública sofreu recentes alterações com a edição dos seguintes instrumentos normativos: Manual da Receita e da Despesa Pública Nacional e o Manual de Contabilidade Pública, além de outras normas provenientes da Secretaria do Tesouro Nacional – STN.

Procure nunca se descuidar das normas (Lei nº 4.320/64, Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, Decreto nº 93.872/86, Portarias nº 42/99 e nº 163/01- MPOG/STN).

Ao estudar essa disciplina, é muito importante que o concursando(a) tenha esses instrumentos normativos ao seu alcance para consulta constante.

Por fim, preste bastante atenção às dicas e principalmente ao que vem sendo “cobrado” em concurso. Procurarei, sempre que possível, trabalhar com questões da FCC. Porém, caso haja limitação de questões de concursos realizados por essa instituição abordarei questões de outras organizadoras, em especial, das mais semelhantes.

Atenção! O conteúdo desta aula contempla o seguinte tópico:

ZERO

Balanço orçamentário

As nossas aulas serão administradas da seguinte forma:

AULA

CONTEÚDO

ZERO

Balanço orçamentário

01

Plano de contas único para os órgãos da Administração Direta.

 

Registros contábeis de operações típicas em Unidades

02

Orçamentárias ou Administrativas (sistemas: orçamentário, financeiro, patrimonial e de compensação).

03

Inventário: material permanente e de consumo.

04

Balanços Patrimonial e Financeiro.

05

Demonstração das Variações Patrimoniais - DVP

Reflexão!

Muitas pessoas passam pela vida sob a sombra de suas próprias inseguranças, e deixam de aproveitar todas as maravilhas que o mundo coloca à disposição de cada um de nós. Uma vida plena de felicidade está ao alcance de todos. Basta desejar, a abrir o coração para receber. Pois quem deseja aprender, tem que estar disposto a estudar – com alegria! Quem deseja um salário melhor, tem que estar disposto a trabalhar – com empenho! Quem deseja uma família tem que estar disposto a dividir – com sinceridade e com generosidade! (Denise Amaral)

Atenção! No fim desta nota de aula estamos apresentando a lista da bateria de exercícios nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler os comentários correspondentes.

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Atenção! Este curso faz parte de um pacote de exercícios, porém, antes de cada bateria de exercícios, farei um breve resumo de cada tópico.

Bom estudo!

1. BALANÇO ORÇAMENTÁRIO

INTRODUÇÃO Segundo o Manual de Contabilidade Pública, aprovado pela Portaria STN Nº 751, de 16 de dezembro de 2009, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as normas contábeis direcionadas ao controle patrimonial das entidades do setor público.

Tem como objetivo fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público, em apoio ao processo de tomada de decisão, à adequada prestação de contas e ao necessário suporte para a instrumentalização do controle social.

O Anexo V - Manual das Demonstrações Contábeis do Setor Público tem como objetivo padronizar os conceitos, as regras e os procedimentos relativos às demonstrações contábeis do setor público a serem observados pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, permitindo a evidenciação e a consolidação das contas públicas em nível nacional, em consonância com os procedimentos do Plano de Contas Aplicado ao Setor Público - PCASP.

Nesse contexto, as demonstrações contábeis assumem papel fundamental, por representarem as principais saídas de informações geradas pela Contabilidade Aplicada ao Setor Público, promovendo transparência dos resultados orçamentário, financeiro, econômico e patrimonial do setor público.

Para cumprimento do objetivo de padronização dos procedimentos contábeis, este manual observa os dispositivos legais que regulam o assunto, como a Lei nº 4.320, de 17 de março de 1.964, a Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, e também as disposições do Conselho Federal de Contabilidade relativas aos Princípios Fundamentais de Contabilidade, bem como as Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCT 16).

De acordo com a Lei 4.320/1.964, art. 101, os resultados gerais do exercício serão demonstrados no Balanço Orçamentário, no Balanço

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Financeiro, no Balanço Patrimonial, na Demonstração das Variações Patrimoniais, além de outros quadros demonstrativos.

Atenção! Importante! A Portaria supracitada entra em vigor na data de sua publicação, porém, tem seus efeitos de forma facultativa a partir de 2010 e obrigatória a partir de 2012 para União, Estados e Distrito Federal e 2013 para os Municípios.

Portanto, os novos modelos e as novas demonstrações contábeis podem ser utilizados facultativamente a partir de 2010, porém, a obrigatoriedade segue a regra citada acima.

As demonstrações contábeis das entidades definidas no campo de aplicação da Contabilidade do Setor Público, disciplinadas pelo manual de contabilidade aplicada ao setor público, incluindo as exigidas pela Lei 4.320/64, são:

a) Balanço Patrimonial (BP);

b) Balanço Orçamentário (BO);

c) Balanço Financeiro (BF);

d) Demonstração das Variações Patrimoniais (DVP);

e) Demonstração dos Fluxos de Caixa (DFC) - Acrescentado;

f) Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido (DMPL) –

Acrescentado.

obrigatório

empresas estatais

dependentes e para os entes que as incorporarem no processo de

consolidação das contas;

Esse demonstrativo contábil será

Importante!

obrigatória

apenas

para

as

g) Demonstração do Resultado Econômico (DRE) - Acrescentado.

As demonstrações contábeis previstas neste manual devem ser divulgadas da seguinte forma:

- Demonstrações Contábeis Consolidadas - devem compor a Prestação de Contas Anual de Governo, que recebe parecer prévio do Tribunal de Contas competente;

- Demonstrações Contábeis Não-Consolidadas - devem compor a tomada ou prestação de contas anual dos administradores públicos.

1.1. BALANÇO ORÇAMENTÁRIO – CONCEITO

O balanço orçamentário tem por finalidade demonstrar as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas (art. 102, da Lei nº 4.320/64). Portanto, conforme a Lei nº 4.320/64, o Balanço Orçamentário, demonstra as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas.

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Como próprio nome determina, nesse demonstrativo contábil são evidenciados apenas os atos e fatos orçamentários, previstos ou não na LOA.

Portanto, fatos extra-orçamentários “não combinam com o balanço orçamentário”, assim sendo, esse balanço público “repudia” atos e fatos extra-orçamentários.

“Fatos orçamentários, previstos ou não na LOA”? Isso mesmo! Podem existir fatos orçamentários sem estar previstos inicialmente na lei orçamentária anual, a exemplo de operações de crédito (empréstimos) autorizadas pelo Legislativo durante a execução do orçamento.

Esse tipo de fato ocorre geralmente quando o governo não possui recursos suficientes para a realização de investimentos emergenciais ou prestação de serviços inadiáveis. Assim sendo, a solução é recorrer aos empréstimos.

Portanto, a expressão “previsto ou não na LOA” é porque operações de crédito não previstas na lei orçamentária anual, autorizadas pelo Legislativo durante o exercício financeiro, é fato orçamentário.

2. BALANÇO ORÇAMENTÁRIO E AS IMPLICAÇÕES DA LRF

A Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF estabeleceu que o balanço

orçamentário deva estar contido no Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO e ainda definiu que esse demonstrativo (BO) deverá evidenciar:

Por categoria econômica, as receitas por fonte, informando as realizadas e a realizar, bem como a previsão atualizada;

Por categoria econômica, as despesas por grupo de natureza, discriminando a dotação para o exercício, a despesa liquidada e o saldo.

O balanço orçamentário deverá demonstrar as receitas e despesas

previstas, em confronto com as realizadas.

A expressão despesa realizada é sinônimo de empenhada, haja

vista que no final do exercício financeiro (31/12), as despesas são

computadas pelo seu empenho.

As receitas deverão estar discriminadas por categorias econômicas (correntes e de capital) e as despesas por tipo de crédito (suplementares, especiais ou extraordinários) e ainda evidenciadas dentro de cada categoria econômica. A receita planejada e incluída no projeto de lei da LOA para ser arrecadada no ano subseqüente à sua elaboração denomina-se prevista, orçada ou estimada, os três termos são sinônimos.

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Atenção! Os procedimentos relativos à previsão da receita e fixação da despesa no balanço orçamentário estão de acordo com Portaria STN nº 633, de 30 de agosto de 2006, que aprova a 6ª edição do Manual de Elaboração do Anexo de Metas Fiscais e do Relatório Resumido da Execução Orçamentária. Portanto, estamos abordando conceitos atualizadíssimos e é assim que vem sendo cobrado em provas de concursos.

Importante! O Relatório Resumido da Execução Orçamentária – RREO deverá será elaborado bimestralmente e publicado até trinta dias após o encerramento de cada bimestre. Assim sendo, como o balanço orçamentário é peça que o compõe, esse demonstrativo deverá ser elaborado e publicado a cada bimestre. Portanto, esse é o único balanço público que deverá ser elaborado, obrigatoriamente, mais de uma vez ao ano, ou seja, bimestralmente.

3. RESPONSABILIDADE NA GESTÃO FISCAL

A LRF estabelece que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação (art. 11).

A LRF veda a realização de transferências voluntárias para entes da Federação que não tenham instituído, previsto e efetivamente arrecadado todos os impostos da sua competência. Cuidado! A vedação é só para quem não instituiu, previu e efetivamente não tenha arrecadado todos os impostos da competência constitucional do ente da Federação!

Existem parâmetros para a previsão das receitas? A LRF regulamentou este assunto que até então não havia nenhum parâmetro de planejamento para arrecadação de receitas.

Atualmente, ao prever a arrecadação de receitas os entes da Federação deverão observar as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

Assim sendo, atualmente ao prever a arrecadação de receitas os entes da Federação deverão observar os seguintes parâmetros:

As normas técnicas e legais;

Os efeitos das alterações na legislação;

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A variação do índice de preços e do crescimento econômico;

Qualquer outro fator relevante;

Devendo ainda:

Ser acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos

três anos;

Da projeção para os dois anos seguintes àquele a que se referirem,

ou seja, projeção para três anos;

Da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

4. PREVISÃO INICIAL DA RECEITA

É o registro dos valores da previsão inicial das receitas constantes na LOA. Os valores registrados como previsão inicial permanecerão inalterados durante todo o exercício financeiro, pois deverão refletir a posição inicial do orçamento constante na LOA.

Foi cobrado em concurso! (CESPE – Analista Ambiental – MMA/2008) A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina que as autorizações de despesas, constantes do projeto de lei orçamentária, devem considerar os efeitos das alterações na legislação, da variação dos índices de preços, do crescimento econômico e de qualquer outro fator relevante.

Resolução Conforme as regras atuais a previsão da receita na LOA deve observar as normas técnicas e legais, devendo-se levar em conta os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante, devendo ser acompanhada de anexos que demonstrem sua evolução nos últimos três anos e da projeção para os dois seguintes àqueles a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas. Observe as regras da LRF:

Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

Previsão da receita na LOA ou previsão inicial da receita é o registro dos valores da previsão inicial das receitas a serem arrecadadas no período de um ano, ou seja, no exercício subseqüente ao de sua previsão.

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Portanto, depois da edição da LRF, a previsão para arrecadação de

receitas pelos órgãos competentes para elaboração da LOA deve levar em consideração alguns parâmetros.

O objetivo da inclusão de parâmetros foi evitar a superestimação ou

subestimação de receita ou até mesmo minimizar os “chutes” no momento da estimação da receita.

Tendo em vista que antes da LRF a legislação sobre direito financeiro não estabelecia qualquer tipo de critério técnico-legal para a previsão da receita, diversos Entes as projetavam através de critérios não plausíveis e frágeis ou até mesmo sem nenhum critério técnico.

Essa situação causava enormes distorções, a exemplo de variações na arrecadação da receita no final do exercício financeiro de até 300% em relação à previsão inicial. Exemplo: previsão inicial da receita relativa ao Imposto Territorial Rural pelo Município “X” no valor de R$ 1.000.000,00. Arrecadação efetivamente ocorrida no final do exercício financeiro em 31/12, R$ 3.000.000,00. Portanto, a LRF regulamentou esse assunto que até então não havia nenhum parâmetro legal de planejamento para arrecadação de receitas.

Assim sendo, repito! Atualmente ao prever a arrecadação de receitas os entes da Federação deverão observar os seguintes parâmetros:

As normas técnicas e legais;

Os efeitos das alterações na legislação;

A variação do índice de preços e do crescimento econômico;

Qualquer outro fator relevante;

Devendo ainda:

Ser acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos;

Da projeção para os dois anos seguintes àquele a que se referirem;

Da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

Na legislação atual ainda não existe nenhuma norma legal que estipule penalidade ao gestor público ou governante que desobedeça aos critérios de previsão de receita estabelecidos na LRF. Assim sendo, os parâmetros acima elencados não são exaustivos e servem apenas de referência às administrações públicas dos Entes Federados.

Conforme a 4ª Edição do Manual de Procedimentos da Receita Pública, Portaria Conjunta STN/SOF nº. 2/2007, os parâmetros para a previsão da receita visam a efetividade do princípio do planejamento

e da responsabilidade na gestão fiscal estabelecidos na LRF, posto

que constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os

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tributos da competência constitucional do ente da Federação (art. 11 da LRF). Conforme o Manual acima citado, as Projeções de recitas é o valor a ser projetado para uma determinada receita, de forma mensal objetivando atender à execução orçamentária, cuja programação é feita mensalmente.

A projeção da receita é calculada da seguinte forma:

Projeção = Base de Cálculo x (índice de preço) x (índice de quantidade) x (efeito legislação).

Base de cálculo - é obtida por meio da série histórica de arrecadação da receita e dependerá do seu comportamento mensal. A base de cálculo pode ser:

A arrecadação de cada mês (arrecadação mensal) do ano anterior;

A média de arrecadação mensal do ano anterior (arrecadação anual do ano

anterior dividido por doze);

A média de arrecadação mensal dos últimos doze meses ou média móvel dos últimos doze meses (arrecadação total dos últimos doze meses dividido por doze);

A média trimestral de arrecadação ao longo de cada trimestre do ano

 

anterior;

A

média de arrecadação dos últimos meses do exercício.

Índice de preços – é o índice que fornece a variação média dos preços de uma determinada cesta de produtos. Existem diversos índices de preços nacionais ou mesmo regionais como o IGP-DI, o INPC, o IPCA, a variação cambial, a taxa de juros, a variação da taxa de juros, dentre outros. Estes índices são divulgados mensalmente por órgãos oficiais como: IBGE, Fundação Getúlio Vargas e Banco Central e são utilizados pelo Governo Central para projeção de índices futuros.

Índice de quantidade - é o índice que fornece a variação média na quantidade de bens de um determinado seguimento da economia. Está relacionado à variação física de um determinado fator de produção. Como exemplos, podemos citar o Produto Interno Bruto Real do Brasil – PIB real; o crescimento real das importações ou das exportações; a variação real na produção mineral do país; a variação real da produção industrial; a variação real da produção agrícola; o crescimento vegetativo da folha de pagamento do funcionalismo público federal; o crescimento da massa salarial; o aumento na arrecadação como função do aumento do número de fiscais no país; ou mesmo do incremento tecnológico na forma de arrecadação; o aumento do número de alunos matriculados em uma escola; e assim por diante. Da mesma forma que o índice de preços, a escolha deste índice dependerá do fato gerador da receita e da correlação entre a arrecadação e o índice a ser adotado.

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Efeito legislação - Leva em consideração a mudança na alíquota ou na base de cálculo de alguma receita, em geral, tarifas públicas e receitas tributárias, decorrentes de ajustes na legislação ou nos contratos públicos. Por exemplo, se uma taxa de polícia aumentar a sua alíquota em 30%, decorrente de alteração na legislação, deve-se considerar este aumento com sendo o efeito legislação, e será parte integrante da projeção da taxa para o ano seguinte. Deve-se verificar, nestes casos, se o aumento obedecerá ou não o princípio da anterioridade, estabelecido na Constituição Federal (art. 150, inciso III, alínea b).

Enfim, o comando da questão menciona que: “A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) determina que as autorizações de despesas, constantes do projeto de lei orçamentária, devem considerar os efeitos das alterações na legislação, da variação dos índices de preços, do crescimento econômico e de qualquer outro fator relevante”.

Pelo que dissertamos acima essa questão apresenta as seguintes inconsistências:

1ª. Não é a LDO que determina os parâmetros para a previsão da receita, mas sim a LRF;

2ª. Os parâmetros são para a previsão da receita e não em relação à despesa fixada. Item Errado.

5. PREVISÃO ATUALIZADA DA RECEITA

É o registro dos valores da previsão atualizada das receitas, para o exercício em referência, compostos da previsão inicial atualizada por meio de reestimativas realizadas durante o exercício, de acordo com os dispositivos legais de ajuste da programação financeira, que deverá refletir a previsão constante do ato normativo que estabelecer o cronograma anual de desembolso mensal, bem como os que o modificarem, com vistas ao cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas na LDO.

Os valores constantes da previsão atualizada deverão ser ajustados sempre que houver reestimativas de receita que resultem na limitação de empenho e movimentação financeira. Nesse caso, a reestimativa reduzirá o valor da previsão atualizada, podendo, posteriormente, ser restabelecida parcialmente, até mesmo superando a previsão inicial constante da LOA.

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Exemplo de reestimativas de receita que resultem na limitação de empenho e movimentação financeira: ocorre quando a receita prevista está sendo frustrada, ou seja, arrecadação aquém do que foi planejado. Ocorrendo essa situação a LRF determina que os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subseqüentes, limitação de empenho e movimentação financeira, conforme os critérios estabelecidos na LDO (art. 9º da LRF). Em caso de surgimento de nova natureza de receita (receita nova e que não estava prevista na LOA), a previsão dessa nova natureza deverá ser registrada na previsão atualizada, devendo a previsão

inicial da receita ser preenchida com um traço “”, demonstrando que, inicialmente, aquela receita não estava prevista.

Portanto, estas são as situações que irão afetar a previsão atualizada da receita:

Reestimativa de receita;

Surgimento de nova natureza de receita, não prevista na Lei Orçamentária Anual.

Exemplo de reestimativa de receitas: previu-se arrecadar $100 milhões de Imposto Territorial Rural – ITR durante o exercício financeiro seguinte. No ano subseqüente, até o mês de setembro só havia arrecadado $60 milhões e expectativa de ainda arrecadar até 31/12, mais $20 milhões. Na situação apresentada ocorreu frustração de receitas e deverá haver reestimativa, para menos, de receitas no valor de $20 milhões.

Exemplo de surgimento de nova natureza de receita não prevista na LOA: durante a execução orçamentária o governo encaminhou projeto de lei complementar propondo a criação de mais uma contribuição social para financiamento de nova fonte de custeio da previdência social. Aprovada a lei, 90 dias após a entrada em vigor, o governo prevê arrecadação de mais $50 milhões no exercício financeiro. Esse valor não estava previsto na LOA. Não ocorrendo nenhuma das hipóteses acima relacionadas, a previsão atualizada deverá encerrar o exercício com os mesmos valores da previsão inicial. A fixação da despesa é estabelecida com base nos gastos a serem realizados durante o exercício financeiro, em função das receitas arrecadadas.

6. RECEITAS REALIZADAS

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Incluem-se todas as receitas realizadas no período. Consideram-se realizadas as receitas arrecadadas diretamente pelo órgão, ou por meio de outras instituições como, por exemplo, a rede bancária.

7. PROCEDIMENTOS PARA AS DESPESAS

As despesas são classificadas e identificadas por categoria econômica, detalhadas por grupo de natureza de despesa (pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida, outras despesas correntes, investimentos, inversões financeiras, amortização da dívida, destacando-se, separadamente, o refinanciamento da dívida mobiliária e a reserva de contingência).

Dotação inicial da despesa: na dotação inicial são registrados os valores dos créditos iniciais (despesa fixada) constantes da Lei Orçamentária Anual.

Créditos adicionais: é o registro dos créditos adicionais abertos e ou reabertos durante o exercício, deduzindo-se as anulações ou os cancelamentos correspondentes.

Dotação atualizada da despesa: na dotação atualizada são registrados os valores da dotação inicial mais os créditos adicionais abertos e ou reabertos durante o exercício, deduzidas as anulações ou os cancelamentos correspondentes. É a soma da dotação inicial com os créditos adicionais.

Atenção! Caso ocorra limitação de empenho, isso não afetará a despesa fixada ou autorizada, apenas restringirá a emissão de empenho. Despesas empenhadas: são os valores das despesas empenhadas no período de referência (bimestral ou anual).

O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.

Despesas liquidadas: representa os valores das despesas liquidadas no período em referência. Deverão ser consideradas, inclusive as despesas liquidadas que já foram pagas.

Muito Importante! Segundo entendimento da STN, durante o exercício financeiro, não deverão ser incluídos os valores das despesas empenhadas e não liquidadas. No encerramento do exercício, as despesas empenhadas e ainda não liquidadas deverão ser consideradas como liquidadas, desde que inscritas em restos a pagar; caso contrário, deverão ser canceladas.

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Portanto, para a STN, durante o exercício financeiro, para fins de cálculos, a despesa é considerada pela liquidação. No final do exercício financeiro, as despesas não liquidadas e que foram inscritas em restos a pagar (não processados), serão consideradas como se liquidadas fossem.

A liquidação é o segundo estágio da execução da despesa, que

consiste na verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por

base os títulos e documentos comprobatórios da entrega do material

ou serviço prestado.

Como se identifica, a qualquer momento ou no final do exercício, o total das receitas e das despesas previstas ou orçadas no BO?

A receita pode ser calculada da seguinte forma:

Previsão inicial da receita

(+) Previsão adicional da receita (receita nova)

(-) Reestimativa em função da limitação de empenho

= Total da receita orçada ou prevista

A despesa pode ser calculada da seguinte forma:

Dotação inicial da despesa (dotação inicial ou despesa fixada)

(+) Créditos adicionais abertos

=

Dotação atualizada

(-) Anulações de dotações

=

Total das despesas orçadas ou fixadas (final do Exercício)

Repito! Durante o exercício, no balanço orçamentário não deverão ser incluídos os valores das despesas empenhadas que ainda não foram liquidadas. No encerramento do exercício, as despesas empenhadas, não liquidadas e inscritas em restos a pagar não processados, por constituírem obrigações preexistentes, decorrentes de contratos, convênios e outros instrumentos, deverão compor, em função do empenho legal, o total das despesas liquidadas.

Portanto, durante o exercício, são consideradas despesas executadas apenas as despesas liquidadas e, no encerramento do exercício, são consideradas despesas executadas as despesas liquidadas e as inscritas em restos a pagar não processados.

Assim sendo, a inscrição de despesa em restos a pagar não- processados é procedida após a depuração das despesas pela anulação de empenhos, no exercício financeiro de sua emissão, ou seja, verificam-se quais despesas devem ser inscritas em restos a pagar, anulam-se as demais e inscrevem-se os restos a pagar não- processados do exercício.

8. ESTRUTURA DO BALANÇO ORÇAMENTÁRIO

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A estrutura do balanço orçamentário, seus grupos e principais contas estão representados conforme previsto na Lei nº 4.320/64 – anexo 12. Pode-se observar que existe pequena divergência em relação ao previsto na portaria STN nº 471. Na portaria existem mais informações que apenas complementam as da lei 4.320/64.

Portanto, quem elabora o BO conforme o anexo 12 da lei 4.320/64 não comete impropriedade ou irregularidade, somente restringe suas informações. Balanço orçamentário - Anexo 12 da Lei nº 4.320/64

Receitas

Despesas

Tipo

Previsão

Execução

Diferença

Tipo

Fixação

Execução

Diferença

inicial

Receitas

     

Créditos

orçam.

     

correntes

e suplementares

Receita

Despesas

tributária

correntes

Receita

de

Despesas

de

contribuição

custeio

Receita

Pessoal

e

patrimonial

encargos sociais Juros e encargos

Receita

agropecuária

da dívida Outras despesas correntes Transferências correntes

Receita

industrial

Receita

de

serviços

Transferências

Despesas

de

correntes

capital

Outras

Investimentos

receitas

Inversões

correntes

financeiras

Amortização

da

Receitas

de

dívida

capital

Créditos

Operações de

especiais

crédito

Despesas

Alienação

de

correntes

bens.

Despesas

de

Amortização

capital

de

empréstimos

Créditos

Transferências

extraordinários

de capital

Despesas

Outras

correntes

receitas

de

Despesas

de

capital

capital

Déficit

     

Superávit

     

Total

     

total

     

Para fins de conhecimento e curiosidade, segue o novo modelo de BO estruturado pelo Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público:

Atenção! Os novos modelos de demonstrativos contábeis não serão exigidos em concursos porque ainda não são obrigatórios.

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EM EXERCÍCIOS – MPU PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO Importante! Em sua estrutura, o novo modelo de BO

Importante! Em sua estrutura, o novo modelo de BO deve evidenciar

as receitas e as despesas orçamentárias por categoria econômica,

confrontar o orçamento inicial e as suas alterações com a execução,

demonstrar o resultado orçamentário e discriminar:

1.

As receitas por fonte (espécie); e

2.

As despesas por grupo de natureza.

O

Balanço Orçamentário apresentará as receitas detalhadas por

categoria econômica, origem e espécie, especificando a previsão inicial, a previsão atualizada para o exercício, a receita realizada e o saldo a realizar. Demonstrará também as despesas por categoria econômica e grupo de natureza da despesa, discriminando a dotação inicial, a dotação atualizada para o exercício, as despesas empenhadas, as despesas liquidadas, o crédito pago e o saldo da dotação.

Atenção! Segundo a nova estrutura, a identificação das receitas e despesas intra-orçamentárias, quando necessária, deverá ser apresentada em notas explicativas.

O balanço orçamentário evidencia o resultado orçamentário do

exercício. Pode ser apurado tanto o resultado corrente quanto o

resultado de capital. Analisando o balanço orçamentário podemos extrair diversas informações. Iremos apresentar as principais e mais exigidas em concursos. Analisando apenas o lado das receitas podem ocorrer os seguintes

resultados:

1º Receita prevista > receita arrecadada = insuficiência ou déficit na arrecadação;

2º Receita prevista arrecadação;

< receita arrecadada = excesso ou superávit na

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3º Receita prevista = receita arrecadada = equilíbrio na arrecadação.

Exemplos:

Receita prevista > receita arrecadada = insuficiência ou déficit na arrecadação:

Receita prevista

$ 500

(-) Receita arrecadada

$ 380

=

Insuficiência na arrecadação

$ 120

Na situação apresentada a arrecadação foi menor do que a previsão contida na LOA.

Receita prevista < receita arrecadada = excesso ou superávit na arrecadação:

Receita arrecadada

$ 520

(-) Receita prevista

$ 500

=

Excesso de arrecadação

$ 20

Na situação apresentada a arrecadação foi maior do que a previsão contida na LOA.

Receita prevista = receita arrecadada = equilíbrio na arrecadação:

Receita arrecadada

$ 1.000

(-) Receita prevista

$ 1.000

=

Resultado nulo

$ 00

Situação bastante improvável.

Analisando apenas o lado das despesas podem ocorrer os seguintes resultados:

1º Despesa fixada > despesa executada = economia de despesa;

2º Despesa fixada < despesa executada = excesso de despesa. Essa situação só é possível com a abertura de créditos adicionais autorizados pelo Poder Legislativo (art. 167, incisos II e V, da CF).

3º Despesa fixada = despesa realizada = equilíbrio na realização da despesa ou resultado nulo.

Despesa fixada > despesa executada = economia de despesa:

Despesa fixada

$ 700

(-) Despesa executada

$ (600)

=

Economia de despesa

$ 100

Na situação apresentada a despesa fixada foi maior do que a executada. Ou seja, o governo economizou, porém, menos serviços podem ter sido prestados à sociedade.

Despesa fixada < despesa executada = excesso de despesa:

Despesa executada

$ 1.000

(-) Despesa fixada

$ (900)

=

Excesso de despesa

$ 100

Nessa situação, o governo gastou mais do que planejou. Pode acontecer através da abertura de créditos adicionais autorizadas pelo Poder Legislativo.

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Despesa fixada = despesa realizada = equilíbrio na realização da despesa ou resultado nulo:

Despesa fixada

$ 1.000

(-) Despesa executada

$ (1.000)

=

Resultado nulo

$ 00

Situação bastante improvável.

Comparando o desempenho das receitas e despesas podem ocorrer

os seguintes resultados:

1º Receita arrecadada > despesa executada = superávit orçamentário;

2º Receita arrecadada < despesa executada = déficit orçamentário;

3º Receita arrecadada = despesa executada = resultado nulo.

Exemplos:

Receita

arrecadada

>

despesa

executada

=

superávit

orçamentário:

 

Receita arrecadada

$ 900

(-) Despesa executada ou empenhada

$ (700)

=

Superávit orçamentário

$ 200

O

superávit orçamentário pode ser calculado a qualquer momento

(bimestral, anual, etc.). Esse superávit pode ser utilizado para realizar novos investimentos, no exercício financeiro subseqüente,

amortizar a dívida pública ou constituir poupança.

Receita arrecadada < despesa executada = déficit orçamentário:

Despesa executada ou empenhada

$ 900

(-) Receita Arrecadada

$ (700)

=

Déficit orçamentário

$ 200

O

déficit orçamentário é um péssimo sinal para as finanças públicas,

haja vista que o governo poderá realizar novos empréstimos para financiar os investimentos ou lançar mão de outros meios (cortar despesas, aumentar tributos, etc.).

3º Receita arrecadada = despesa executada = resultado nulo:

Despesa executada ou empenhada

$ 1.000

(-) Receita Arrecadada

$ (1.000)

=

Déficit orçamentário

$ 00

O

resultado nulo é quase sempre improvável.

Com o intuito de melhor fixar o conteúdo apresentaremos exercícios práticos, demonstrando a resolução e logo em seguida mais alguns exercícios com resolução no final da aula.

Foi cobrado em concurso! (CESPE – Auditor TCU – 2007) Haverá tanto superávit quanto déficit na execução orçamentária de um ente público que apresente, ao final do exercício, a seguinte situação.

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EM EXERCÍCIOS – MPU PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO Resolução À primeira vista parece estranho informar no

Resolução À primeira vista parece estranho informar no comando de uma questão: “Haverá tanto superávit quanto déficit na execução orçamentária de um ente público”. Parece-nos que a lógica é o resultado apurado apresentar superávit ou déficit. Porém, pode-se verificar que entre os valores existe o do montante do orçamento, valor esse que significa a previsão da receita.

Analisando somente o lado das receitas podemos extrair o seguinte resultado:

Receita prevista Receita arrecadada = excesso ou superávit de arrecadação.

Receita arrecadada

R$ 3.800.000,00

(-) Receita Prevista

R$ (3.500.000,00)

=

Excesso ou superávit de arrecadação

R$ 300.000,00

Comparando a receita prevista com a sua arrecadação obteve-se superávit de arrecadação. Porém, o comando da questão informa “superávit ou déficit na execução orçamentária”, ou seja, pede-se somente o resultado da execução (receita (-) despesa).

Analisando o resultado (receita arrecadada (-) despesa executada):

Receita

orçamentário.

arrecadada

Despesa

realizada

=

Déficit

Receita arrecadada

R$ 3.800.000,00

(-) Despesa realizada

R$ (4.000.000,00)

=

Déficit orçamentário

R$ (200.000,00)

Analisando o resultado da execução orçamentária observa-se que houve déficit orçamentário, ou seja, a receita arrecadada foi menor do que a despesa executada. Portanto, o resultado da execução orçamentária apresentou apenas déficit. Item ERRADO.

Foi cobrado em concurso! (ESAF - ACE/TCU) Ao final do exercício, verificou-se que, do orçamento aprovado de $120, haviam sido arrecadados $140, realizadas despesas de $ 110 e pagos $ 80. Sendo assim:

a) houve superávit orçamentário de $40.

b) houve um acréscimo de disponibilidade de $60.

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c) registrou-se um excesso de arrecadação de $30.

d) o orçamento aprovado apresentava um superávit de $20.

e) a economia de despesa foi de $30.

Resolução Organização dos dados:

Receitas previstas

$120

Receitas arrecadadas

$140

Despesas realizadas

$110

Despesas pagas

$80

a)

Superávit orçamentário

Receitas arrecadadas

$140

(-) Despesas realizadas ou executadas

$(110)

=

Superávit orçamentário

30

Opção incorreta. O superávit orçamentário foi de $ 30.

b) Acréscimo das disponibilidades

Receitas arrecadadas

$140

(-) Despesas pagas

$(80)

=

Saldo de caixa ou acréscimo das disponibilidades

60

Opção correta. Pode-se observar que houve arrecadação de receitas de $140 e desembolso de apenas $80. Assim sendo, as disponibilidades de caixa aumentaram em $60.

c)

Excesso de arrecadação

Receitas arrecadadas

$140

(-) Receitas previstas

$(120)

=

Excesso de arrecadação

20

Opção incorreta. Ocorre excesso de arrecadação quando: Receitas previstas < Receitas arrecadadas ou Receitas arrecadas > Receitas previstas.

Ocorre insuficiência na arrecadação quando a situação é contrária ao exposto acima, ou seja, Receitas previstas > Receitas arrecadadas ou Receitas arrecadas < Receitas previstas.

d) O orçamento aprovado apresentava um superávit de $20

Opção incorreta. Para que haja superávit de orçamento aprovado, o total das receitas previstas deve ser superior ao das despesas fixadas. Conforme o princípio do equilíbrio orçamentário, o total das receitas deve ser igual ao das despesas. Como não foi informado o total das despesas fixadas deve-se entender, conforme o princípio supramencionado, que estas

(despesas) são iguais às receitas previstas ($120).

e) Economia de despesa

Despesas fixadas (princípio do equilíbrio orçamentário)

$120

(-) Despesas realizadas

$(110)

=

Economia de despesa

20

Opção incorreta. Ocorre economia de despesa quando: Despesas fixadas > Despesas realizadas ou Despesas realizadas < Despesas fixadas.

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3. Considerando os fatos orçamentários e financeiros de um órgão “x”, no encerramento do exercício, responda o que se pede:

Receita prevista

1.100

Receita realizada

1.900

Dotação inicial

1.100

Dotação atualizada

1.800

Despesa empenhada

90%

Despesa liquidada

80%

Despesa paga

70%

Calcular:

a) O valor da economia orçamentária.

b) O montante dos créditos adicionais abertos.

c) O resultado orçamentário do exercício.

d) O valor dos restos a pagar processados.

Resolução

a)

Economia orçamentária:

Despesa fixada atualizada

1.800

(-) Despesa empenha (90% X 1.800)

(1.620)

=

Economia orçamentária

180

Comentários

1. Temos que ter em mente o princípio do equilíbrio orçamentário, ou

seja, o total das receitas é sempre igual ao total das despesas.

Fiquem atentos porque às vezes é informado apenas o total da despesa ou da receita.

2. O total da despesa realizada inclui os créditos adicionais abertos,

exceto o saldo não utilizado, ou seja, o que passa para o exercício seguinte. Atenção! Somente os créditos especiais e extraordinários podem passar saldo para o exercício seguinte, desde que abertos nos últimos quatro meses do ano e que ainda não tenham sido totalmente utilizados.

3. A previsão

adicionais abertos no exercício.

b) Montante dos créditos adicionais abertos:

atualizada é a

previsão inicial mais os créditos

Dotação atualizada

1.800

(-) Dotação inicial

(1.100)

=

Créditos adicionais abertos

700

Comentários

1. Na dotação atualizada estão incluídos os créditos adicionais

abertos durante o exercício financeiro. Cuidado com as anulações! Pois, da dotação atualizada poderá haver informação, numa questão

de concurso, de que houve anulações. Assim sendo, o cálculo seria realizado conforme demonstrado abaixo.

Dotação inicial da despesa (dotação inicial)

(+) Créditos adicionais abertos

=

Dotação atualizada

(-) Anulações de dotações

=

Total das despesas orçadas ou fixadas (final do Exercício)

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C)

Resultado orçamentário do exercício:

Receitas arrecadadas

1.900

(-) Despesa executada (empenhada)

(1.620)

=

Superávit orçamentário

280

Comentários

1. Atenção especial quanto às despesas empenhadas. Se o comando

da questão informar que se refere ao final do exercício financeiro e existir informação de despesa liquidada e não liquidada, deve-se incluir nos cálculos as empenhas, independentemente de terem sido liquidadas ou não.

2. Lembre-se de que déficit ou superávit é sinônimo de resultado na

contabilidade pública, comparação entre receitas e despesas. d) Restos a pagar processados:

Total das despesas empenhadas (90% X 1.800)

1.620

Total das despesas liquidadas (80% X 1.620)

1.296

Total das despesas pagas (70% X 1.296)

907,2

Total dos restos a pagar (1.620 – 907,2) = 712,8

Restos a pagar processados - despesas liquidadas (1.296 – 907,2) = 388,8

Restos a pagar não processados (712,8 – 388,8) = 324

Comentários 1. A forma de calcular os restos a pagar utilizada no primeiro exemplo serve apenas para fins didáticos, haja vista que legalmente os estágios da despesa devem percorrer a sua seqüência lógica (empenho, liquidação e pagamento).

2. Esse cálculo está conforme estabelece as normas legais, ou seja,

na seqüência dos estágios da despesa.

4. Um Município “X” previu arrecadar até 30/06 $100, das quais $90

foram empenhadas e $120 arrecadadas. Espera-se arrecadar $20 a

mais até 31/12. Em 31 de dezembro do ano anterior foi apurado um superávit financeiro de $30. No exercício atual foi aberto um crédito extraordinário de $10. O Município “X” ainda pode abrir crédito adicional de:

a) $60.

b) $80.

c) $70.

d) $100.

e) $90.

Resolução

 

Receitas arrecadadas

$120

(-) Receitas previstas

$(100)

=

Excesso de arrecadação

20

Despesa fixada

$100

(-) Despesas pagas

$(90)

Economia orçamentária (não é fonte de recurso para abertura de crédito adicional)

=

$10

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Excesso de arrecadação

$20

(+) Previsão para ser arrecadada

$20

(+) Superávit financeiro

$30

(-) Crédito extraordinário aberto no exercício

$(10)

= Fonte de recursos disponíveis para abertura de créditos adicionais

$60

Comentários

1. Primeiramente devemos conhecer quais são as fontes de recursos

utilizáveis para a abertura de créditos adicionais. A abertura dos créditos suplementares e especiais deverá ser justificada através das seguintes fontes de recursos, conforme estabelecido na Constituição

Federal, Lei 4.320/64, LDO, LOA e LRF.

O

superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício anterior,

encerrado em 31/12 (art. 43, § 1º, inciso I, da Lei nº 4.320/64).

 

Os provenientes de excesso de arrecadação (art. 43, § 1º, inciso II, da Lei nº

4.320/64).

 

Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de

créditos adicionais, autorizados em Lei (art. 43, § 1º, inciso

III,

da

Lei

4.320/64);

 

O

produto de operações de credito autorizadas, em forma que juridicamente

possibilite

ao poder

executivo realizá-las (art. 43, § 1º, inciso

IV,

da

Lei

4.320/64).

 

Os resultantes da reserva para contingências, estabelecido na LOA (art. 5º, inciso III, alínea b, da LRF).

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes, desde que haja prévia e específica autorização legislativa (art. 166, § 8º, da CF).

2. Para a abertura de créditos extraordinários não há necessidade de

informar a fonte de recursos. Entretanto, havendo excesso de arrecadação e se o governo solicitar abertura de crédito adicional e

indicar como fonte de recursos esse excesso, deverá descontar o valor utilizado na abertura de crédito extraordinário durante o exercício (art. 43, § 4º, Lei nº 4.320/64).

5. Com base nos dados abaixo, constantes do balanço orçamentário

de uma Autarquia da União, pode-se considerar que:

Balanço orçamentário – em 31/12/07 – em R$

 

Receita orçamentária

Orçada

Executada

Diferença

Receitas correntes

     

Tributária

600

546

(54)

Patrimonial

415

210

(250)

De

serviços

185

192

7

Transferências correntes

1.875

1.480

(395)

Receitas de capital

     

Alienação de bens

890

152

(738)

Operações de crédito

 

670

670

Transferências de capital

1.060

1.810

750

Soma

5.025

5.060

35

Despesa orçamentária

     

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Dotação inicial

4.755

4.693

(82)

Créditos adicionais

250

235

(15)

Soma

5.025

4.928

(97)

5.1. A execução orçamentária apresentou:

a) déficit de $97.

b) superávit de $35.

c) superávit de $132.

d) déficit de $62.

e) superávit de $97.

5.2.

arrecadação de:

a) $62.

b) $30.

c) $97.

d) $35.

e) $132.

No

resultado

da

previsão

da

receita

Resolução

ocorreu

excesso

de

 

5.1.

Resultado da execução orçamentária:

Receita orçamentária arrecadada

5.060

(-) Despesa orçamentária executada

(4.928)

=

Superávit orçamentário

132

 

5.2.

Resultado da previsão da receita:

Receitas arrecadadas

(5.060)

(-) Receita prevista

5.025

=

Excesso de arrecadação

35

Comentários 1. Observado o balanço orçamentário verifica-se que durante o exercício houve realização de operações de crédito não prevista inicialmente quando da elaboração e aprovação da LOA. É um exemplo de contratação de operações de crédito autorizada em lei especial, geralmente o governo utiliza-se dessa prática para abertura de créditos adicionais (suplementares e especiais).

2. Analisando os dados orçamentários e com base na resolução da questão pode-se verificar que houve excesso de arrecadação e conseqüentemente, superávit orçamentário. O excesso de arrecadação geralmente causa superávit orçamentário.

Resumindo a análise do BO:

A comparação entre Previsão/Dotação e a Execução pode indicar as seguintes situações:

1.

Receita Prevista > Receita Realizada, demonstra que houve

insuficiência de arrecadação;

2.

Receita Prevista < Receita Realizada, demonstra que houve

excesso de arrecadação;

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3.

Despesa Fixada > Despesa Realizada, demonstra economia na

realização de despesas;

 

4.

Despesa Fixada < Despesa Realizada, demonstra que houve

excesso de despesas (situação de inconsistência);

 

5.

Receita

Prevista

>

Despesa

Fixada,

demonstra

que

houve

desequilíbrio positivo na previsão orçamentária4;

 

6.

Receita

Prevista

<

Despesa

Fixada,

demonstra

que

houve

desequilíbrio negativo na previsão orçamentária5;

 

7.

Receita Arrecadada > Despesa Realizada, demonstra que houve

superávit orçamentário;

 

8.

Receita

Corrente

Realizada

>

Despesa

Corrente

Realizada,

demonstra que houve superávit corrente;

 

9.

Receita de Capital Realizada > Despesa de Capital Realizada,

demonstra que houve superávit de capital;

 

10. Receita Corrente Realizada < Despesa Corrente Realizada, demonstra que houve déficit corrente;

11.

Receita de Capital Realizada < Despesa de Capital Realizada,

demonstra que houve déficit de capital;

 

12.

Receita Realizada < Despesa Realizada, demonstra que houve

déficit na execução do orçamento; e

 

13.

Receita Realizada = Despesa realizada, demonstra o equilíbrio

orçamentário na execução.

 

Pode-se estabelecer ainda que na comparação entre as colunas “Despesas Liquidadas” e “Despesas Pagas” e a comparação entre as colunas “Despesas Empenhadas” e “Despesas Liquidadas” fornecem as seguintes informações:

a)

Despesas Liquidadas – Despesas Pagas = Restos a Pagar Processados

inscritos no exercício;

 

b)

Despesas Empenhadas – Despesas Liquidadas = Restos a Pagar não

Processados inscritos no exercício.

 

9. QUESTIONAMENTOS IMPORTANTES

1. O que o balanço orçamentário evidencia?

R. O balanço orçamentário demonstra as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas (art. 102, da Lei 4.320/64).

No balanço orçamentário as receitas são dispostas por categorias econômicas e as despesas por tipo de crédito (suplementares, especiais e extraordinários) e por categorias econômicas.

2. Na comparação entre o total das receitas arrecadadas com o das

despesas executadas poderão ocorrer três resultados distintos, quais são?

R.

Receita arrecadada > despesa executada = superávit orçamentário;

Receita arrecadada < despesa executada = déficit orçamentário;

Receita arrecadada = despesa executada = resultado nulo.

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3. Por que o déficit orçamentário é registrado do lado das receitas e o

superávit do lado das despesas?

R. A classificação do déficit orçamentário no lado das receitas e o

superávit no lado das despesas é uma técnica contábil utilizada para “fechar” o balanço orçamentário e manter o equilíbrio dos valores. Importante! Se ocorrer déficit registra-se no lado das receitas, caso contrário, do lado das despesas.

4. Comparando a receita prevista com a receita arrecadada, quais resultados podem surgir?

R. É importante observar que na comparação entre a receita prevista

e a arrecadada, a análise é apenas de um lado. Nessa comparação podemos apurar os seguintes resultados:

Receita

prevista

>

receita

arrecadada

=

insuficiência

ou

déficit

na

arrecadação;

 

Receita

prevista

<

receita

arrecadada

=

excesso

ou

superávit

na

arrecadação;

 

Receita prevista = receita arrecadada = equilíbrio na arrecadação.

 

5. O que se evidencia ao comparar a despesa fixada com a despesa

executada?

R. A comparação entre a despesa fixada com a despesa executada é

apenas de um lado e podem ser apurados os seguintes resultados:

Despesa fixada > despesa executada = economia de despesa;

Despesa fixada < despesa executada = excesso de despesa. Essa situação só é possível com a abertura de créditos adicionais autorizados pelo Poder Legislativo (art. 167, incisos II e V, da CF).

Despesa fixada = despesa realizada = equilíbrio na realização da despesa ou resultado nulo.

6.

Como se calcula o resultado orçamentário?

R.

Às vezes a expressão resultado orçamentário é utilizada como

“resultado orçamentário geral”. O resultado orçamentário é calculado

pela diferença entre as receitas arrecadadas (atualizadas) e as despesas executadas (atualizadas), gerando os efeitos apresentados na questão 02 (déficit ou superávit).

7. Como se calcula o resultado orçamentário por categorias econômicas? R. As categorias econômicas, tanto das receitas quanto das despesas são: corrente e de capital. Utilizando-se os dados de receitas e despesas dentro de suas categorias econômicas, o resultado orçamentário corrente é a diferença entre as receitas e as despesas correntes e o resultado de capital é a diferença entre as receitas e despesas de capital. Atenção! Muito exigido em concurso! Se houver superávit corrente, este é considerado receita extra-orçamentária de capital e destina-se a cobrir o déficit de capital.

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8. Com base nos dados abaixo, calcule:

a) Resultado orçamentário geral;

b) Resultado orçamentário corrente;

c) Resultado orçamentário de capital.

 

Receitas orçamentárias $

Despesas orçamentárias $

Receitas correntes

37.400

Despesas correntes

31.900

Receitas de capital

11.300

Receitas de capital

13.000

R. a) Resultado orçamentário geral:

 

Receitas orçamentárias

48.700

(-) Despesas orçamentárias

(44.900)

=

Superávit orçamentário

3.800

b)

Resultado orçamentário corrente:

Receitas correntes

37.400

(-) Despesas correntes

(31.900)

=

Superávit corrente

5.500

c) Resultado orçamentário de capital:

Receitas de capital

11.300

(-) Despesas de capital

(13.000)

=

Déficit de capital

(1.700)

9. Com base nos dados abaixo, calcule:

a) Resultado corrente;

b) Resultado de capital;

c) Resultado orçamentário geral;

d) O excesso ou insuficiência na arrecadação;

e) A economia ou excesso de despesa.

Receitas correntes previstas

500

Despesas correntes fixadas

600

Receitas correntes Executadas

900

Despesas correntes executadas

500

Receitas de capital previstas

2.000

Despesas de capital fixadas

1.900

Receitas de capital executadas

1.800

Despesas de capital executadas

1.900

R. a) Resultado corrente:

 

Receitas correntes arrecadadas

900

(-) Despesas correntes executadas

(500)

=

Superávit corrente

400

O resultado corrente superavitário poderá financiar o déficit de capital, caso ocorra. É a busca pelo equilíbrio das contas públicas.

b) Resultado de capital:

Receitas de capital arrecadadas

1.800

(-) Despesas de capital executadas

(1.900)

=

Déficit de capital

(100)

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Resultado de capital deficitário, podendo, nessa situação, ser coberto pelo superávit corrente.

c)

Resultado orçamentário geral:

Total das receitas (correntes e de capital) arrecadadas

2.700

(-) Total das despesas (correntes e de capital) executadas

(2.400)

=

Superávit orçamentário

300

Outra forma de apurar o resultado orçamentário:

 

Superávit corrente

400

(-) déficit de capital

(100)

=

Resultado: superávit orçamentário

300

O

resultado orçamentário é superavitário, ou seja, o total das receitas

arrecadadas é superior ao das despesas executadas em $300. Essa hipotética situação só foi possível graças ao excesso de arrecadação nas receitas correntes de $400. d) Excesso ou insuficiência na arrecadação:

Total das receitas executadas

2.700

(-) Total das receitas previstas

(2.500)

=

Excesso na arrecadação

200

Receitas correntes previstas

500

(-) Receitas correntes executadas

(900)

=

Excesso ou superávit de arrecadação

400

Essa análise compara os dados apenas de um lado (receitas). Na situação apresentada, a arrecadação foi superior ao previsto na LOA. Diversos fatores podem influenciar essa situação. Exemplo: a receita pode ter sido subestimada quando de sua previsão ou foram criadas novas fontes de receitas durante a execução do orçamento (reestimativa de receita).

Receitas de capital previstas

2.000

(-) Receitas de capital arrecadadas

1.800

= insuficiência ou déficit de arrecadação

(200)

A insuficiência na arrecadação está acontecendo no orçamento de

capital, no valor de $ 200.

e) Economia ou excesso de despesa:

Despesas correntes e de capital fixadas

2.500

(-) Despesas correntes e de capital executadas

(2.400)

=

Economia na realização da despesa

100

Essa economia de despesa pode não representar um indicativo relevante, haja vista que a mesma pode ser conseguida através da limitação de empenho ou contingenciamento de despesas. Assim sendo, menos serviços podem ter sido prestados à sociedade com o intuito de manter superávit primário. Essa prática tem sido bastante aplicada no atual governo com o intuito de demonstrar superávit primário. Seria bastante salutar que houvesse economia de despesas, desde que os bens e serviços

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estivessem sendo prestados à sociedade em sua plenitude ou pelo menos de forma razoável.

10. (ESAF – ACE – TCU) – Ao final de um exercício financeiro qualquer, certa unidade orçamentária apresentou, em seu balanço orçamentário, um superávit orçamentário de $ 5,00 e um déficit de capital de $ 50,00. Sabendo que as receitas correntes previstas e arrecadadas totalizaram, respectivamente, $ 150,00 e $ 175,00, e que as receitas de capital previstas e arrecadadas totalizaram, respectivamente, $ 45,00 e $ 30,00, assinale a opção que indica os valores totais das despesas correntes e de capital realizadas, nesta ordem:

a) $ 120,00 e $ 80,00

b) $ 120,00 e $ 75,00

c) $ 80,00 e $ 120,00

d) $ 75,00 e $ 80,00

e) $ 75,00 e $ 120,00

R. Organização dos dados:

 

Receitas correntes previstas

150,00

Receitas correntes arrecadadas

175,00

Receitas de capital previstas

45,00

Receitas de capital arrecadadas

30,00

Superávit orçamentário

5,00

Déficit de capital

50,00

Resultado de capital:

 

Receitas de capital arrecadadas

30,00

(-) Despesas de capital executadas (?)

80,00

=

Déficit de capital

(50,00)

(?) Valor a ser encontrado. Se houve déficit de capital de 50,00 e as receitas de capital arrecadadas somam 30,00, conclui-se que as despesas de capital executadas totalizam 80,00.

Resultado orçamentário:

Superávit corrente (?)

55,00

(-) Déficit de capital

50,00

= Superávit orçamentário

5,00

(?) Valor a ser encontrado. O superávit orçamentário pode ser encontrado de duas formas:

1ª. Pela diferença entre o total das receitas (correntes e de capital) arrecadadas e o total das despesas (correntes e de capital) executadas. 2ª. Pela diferença entre os superávits ou déficits corrente ou de capital. 1ª forma:

Receita orçamentária arrecadada

xxx

(-) Despesa orçamentária executada

(xxx)

= Superávit ou déficit orçamentário

xxx

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2ª forma:

Superávit corrente

xxx

(-) déficit de capital

(xxx)

= Resultado: superávit ou déficit orçamentário

xxx

Concluindo: se houve déficit de capital de 50,00 e um superávit orçamentário de 5,00, pode-se afirmar que ocorreu superávit corrente de 55,00, conforme demonstrado acima.

Resultado corrente:

Receitas correntes arrecadadas

175,00

(-) Despesas correntes executadas (?)

120,00

= Superávit corrente

55,00

(?) Valor a ser encontrado. Agora ficou fácil encontrar as despesas correntes executadas! Simplesmente pela diferença. Ou seja, se as receitas correntes arrecadadas totalizam 175,00 e o superávit corrente soma 55,00, podemos concluir que as despesas correntes foi de 120,00. A opção correta é a letra “a”.

11. (Analista Previdenciário/INSS – Ciências Contábeis – CESGRANRIO – 2005) O Município Serra Dourado apresentou a seguinte demonstração das variações patrimoniais no exercício de 2003, em reais;

Títulos

Valor

Despesas Correntes

120.000,00

Despesas de Capital

70.000,00

Receitas de Capital

100.000,00

Receitas Correntes

150.000,00

Mutações patrimoniais da Despesa

55.000,00

Mutações patrimoniais da Receita

80.000,00

Com base nos dados acima, pode-se

econômico do Município, em reais, foi de:

(A)

35.000,00

(B)

55.000,00

(C)

60.000,00

(D)

70.000,00

(E)

85.000,00

afirmar que o resultado

R. Resultado econômico para a contabilidade pública é sinônimo de resultado patrimonial do exercício RPE. Isso porque a função econômica da contabilidade é apurar resultados.

Fórmula:

RPE = VA (-) VP.

Variações ativas:

 

Receitas de Capital

100.000,00

Receitas Correntes

150.000,00

Mutações patrimoniais da Despesa

55.000,00

Total

305.000,00

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(-) Variações passivas:

 

Despesas Correntes

(120.000,00)

Despesas de Capital

(70.000,00)

Mutações patrimoniais da Receita

(80.000,00)

=

Resultado patrimonial do exercício RPE ou resultado econômico

35.000,00

Mutação patrimonial da despesa gera mutação ativa (variação ativa). Isso ocorre porque na realização de uma despesa poderá ocorrer a aquisição ou construção de um bem que será incorporado ao patrimônio público aumentando-o.

Mutação patrimonial da Receita gera mutação passiva (variação passiva). Isso ocorre porque na realização da receita poderá ocorrer a alienação de um bem ou a realização de empréstimos, ocasionando diminuição do patrimônio pela saída do bem (variação passiva) ou o aumento do passivo pelo registro da obrigação a pagar.

12. O balanço orçamentário deverá ser elaborado bimestralmente, juntamente com o relatório resumido da execução orçamentária – RREO e deverá ser publicado em até 30 dias após o término do bimestre. Assim sendo, não existe mais obrigatoriedade de sua elaboração nos moldes da Lei nº 4.320/64. R. A obrigatoriedade de elaboração do balanço orçamentário ao final do exercício financeiro continua em pleno vigor, conforme previsto na Lei nº 4.320/64, independentemente das regras estabelecidas na LRF (elaboração bimestral). Incorreto.

13. (CESPE - ACE – TCU) Considere a seguinte situação hipotética. Ao final de um exercício, foram apurados os saldos constantes da tabela abaixo, referentes a um ente público.

constantes da tabela abaixo, referentes a um ente público. Nessa situação, os valores apresentados indicam que

Nessa situação, os valores apresentados indicam que houve superávit na execução orçamentária e que o saldo financeiro, durante o exercício, teve um acréscimo de R$ 20 mil.

R. Cálculo da execução orçamentária:

 

Receitas orçamentárias (corrente e de capital)

120

(-) Despesas orçamentárias (corrente e de capital)

(100)

=

Superávit orçamentário

20

Cálculo do saldo financeiro:

 

Receitas orçamentárias e extra-orçamentárias

140

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(-) Despesas orçamentárias e extra-orçamentárias

(150)

= Saldo do exercício

(10)

Comentários 1. A apuração do resultado orçamentário demonstrou que houve superávit de 20; 2. O cálculo do saldo financeiro (ingressos – dispêndios) demonstrou que houve decréscimo nas disponibilidades de 10. Assim sendo, esse resultado contraria a afirmação do comando da questão. Item Errado.

14.

(ESAF

Auditor

TCE

GO

2007)

Em

31/08/X1

de

um

determinado

exercício

financeiro,

uma

unidade orçamentária

hipotética

apresentava

a

seguinte

situação

(em

unidades

monetárias):

 

receita orçamentária prevista (LOA): 150;

receita arrecadada até 31/08/X1: 120;

crédito extraordinário aberto: 10;

superávit financeiro apurado no balanço patrimonial do exercício

financeiro anterior (X0): 20;

o Balanço Patrimonial (X0) apresenta 50 de Disponibilidades;

operação de crédito autorizada: 50;

anulação parcial de dotação orçamentária: 40;

restos a pagar processado e registrado no Balanço Patrimonial (X0): 30. A arrecadação dos meses subseqüentes do exercício financeiro deverá demonstrar a mesma tendência.

O montante dos recursos que poderá ser utilizado para a abertura de um crédito especial é de

a) 150.

b) 130.

c) 140.

d) 110.

e) 120.

R. A questão trata das fontes de recursos e procedimentos para a abertura de créditos adicionais. Para resolver esse tipo de questão basta somar os itens que são fontes de recursos para abertura de créditos adicionais e deduzir o crédito extraordinário aberto. Atenção! A última informação é importante para a resolução da questão: “A arrecadação dos meses subseqüentes do exercício financeiro deverá demonstrar a mesma tendência”. Isso significa que o excesso de arrecadação provável será de 30. Demonstração:

Receita prevista para um ano

150

Receita arrecadada até 31/08/X1

120 – média mensal: 15

Tendência de 01/09 até 31/12 (4 meses)

60

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Cálculo do excesso de arrecadação:

 

Receita arrecadada + tendência até 31/12

180

(-) Receita prevista

(150)

=

Excesso de arrecadação

30

Fontes de recursos que podem ser utilizadas para a abertura de créditos adicionais:

Excesso de arrecadação

30

Superávit financeiro do exercício anterior – X0

20

Operação de crédito

50

Anulação parcial de dotação orçamentária

40

Total das fontes de recursos

140

(-) Crédito extraordinário aberto no exercício

(10)

Montante de recursos que podem ser utilizados para a abertura de créditos adicionais

=

130

A exemplo dessa questão, nem sempre existe necessidade de serem utilizados todos os dados apresentados para resolução da questão.

Assim sendo, as informações de que o Balanço Patrimonial (X0) apresenta 50 de Disponibilidades e os restos a pagar processado e registrado no Balanço Patrimonial (X0) totaliza 30, são irrelevantes para a resolução da questão. Opção B.

15. (ESAF – CONTADOR – PREFEITURA/RECIFE) Os totais

apresentados pelo Balancete de Verificação demonstram:

a) que o montante dos débitos será igual ao montante de créditos,

tendo em vista que a escrituração foi efetuada pelo Método das Partidas Dobradas. b) que o montante dos créditos será maior que o montante dos

débitos, considerando-se que houve recebimentos de Dívida Ativa.

c) que o montante dos débitos será maior que o montante dos

créditos, tendo em vista o pagamento de Restos a Pagar, considerados extra-orçamentários.

d) que o montante dos valores credores e devedores nunca será

igual, tendo em vista as contas de compensação.

e) que o somatório das contas devedoras e credoras nunca será

igual, considerando que a escrituração foi efetuada pelo Método das

Partidas Dobradas.

R. Na Contabilidade Geral e Pública a finalidade de realizar-se o levantamento do balancete de verificação é para certificar se os registros contábeis estão corretos, ou seja, se o valor total das contas credoras é igual ao das contas devedoras, e caso haja incorreção, fazer os ajustes necessários. Essa totalidade ocorre em função do método das partidas dobradas. Assim sendo, os totais dos valores apresentados pelo Balancete de Verificação devem evidenciar que o montante dos débitos deva ser

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igual ao montante de créditos, tendo em vista que a escrituração é efetuada pelo método das partidas dobradas. Portanto, a quantidade de contas pode ser divergente, porém, em hipótese alguma poderá haver montante de créditos maior do que os débitos. Opção A.

10. BATERIA DE EXERCÍCIOS

1. (FCC – Analista Judiciário - Contabilidade/TRE/PI – 2009) Considere os dados da tabela abaixo da Prefeitura ZY, referentes ao exercício financeiro de X1: (Valores em milhares de reais)

Receita Prevista

400.000

Receita Lançada

435.000

Receita Arrecadada

410.000

Despesa Fixada

400.000

Despesa Empenhada

395.000

Despesa Liquidada

390.000

Despesa Paga

380.000

Segundo o regime contábil estabelecido pela Lei no 4.320/64, o resultado da execução orçamentária foi, em milhares de R$,

(A)

15.000,00

(B)

20.000,00

(C)

30.000,00

(D)

40.000,00

(E)

45.000,00

Resolução

RESULTADO

DA

 

EXECUÇÃO

=

ORÇAMENTÁRIA

RECEITA

ARRECADADA

DESPESA

REALIZADA

A STN considera a despesa realizada na fase de liquidação, isso durante a execução orçamentária, e, no encerramento do exercício (31/12), a despesa é considerada realizada apenas com o empenho.

Tal informação, se os dados/valores referem-se ao encerramento do exercício ou não, normalmente é informada no comando da questão, de forma que o candidato possa efetuar os cálculos devidos. Todavia, ao invés disso, nessa questão a banca fez menção expressa ao texto legal.

Assim, vejamos o que informa a Lei 4.320/64:

Art. 35. Pertencem ao exercício financeiro:

I - as receitas nele arrecadadas; II - as despesas nele legalmente empenhadas.

Cálculo:

RESULTADO

DA

EXECUÇÃO =

RECEITA

DESPESA

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ORÇAMENTÁRIA

RESULTADO

ORÇAMENTÁRIA

DA

RESULTADO

ORÇAMENTÁRIA

DA

EXECUÇÃO

EXECUÇÃO

ARRECADADA

EMPENHADA

= 410.000

395.000

= 15.000

Letra A.

2. (FCC – Analista Judiciário-Contador/TJ/PI – 2009) O Balanço Orçamentário de um município apresentou os seguintes dados (em

R$):

de um município apresentou os seguintes dados (em R$): No total dos créditos orçamentários estão incluídos

No total dos créditos orçamentários estão incluídos também os

créditos suplementares. Analisando esse balanço, é correto afirmar que

(A)

houve economia orçamentária de R$ 30.000,00.

(B)

houve frustração de arrecadação de R$ 20.000,00.

(C)

ocorreu excesso de arrecadação de R$ 10.000,00.

(D)

ocorreu déficit orçamentário de R$ 50.000,00.

(E)

houve excesso de despesas de R$ 10.000,00.

Resolução Para que não haja confusão, eis o resumo dos principais conceitos:

Economia orçamentária = despesa executada < despesa fixada Superávit orçamentário = receita arrecadada > despesa executada Superávit de arrecadação = receita arrecadada > receita prevista

Vamos verificar cada opção:

A) Houve o inverso: execução de despesa maior que a despesa

fixada.

Despesa fixada

1.100.000

Despesa executada

(1.130.000)

Diferença

(30.000)

ERRADO.

B) Não houve frustração de arrecadação, mas sim excesso de

arrecadação.

Receita prevista Receita executada (arrecadada) Diferença (excesso de arrecadação)

(1.170.000)

1.180.000

10.000

ERRADO.

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C) Perfeito! Conforme demonstrado acima. CERTO.

D) Ocorreu o inverso: superávit orçamentário de R$50.000,00.

D) Ocorreu o inverso: superávit orçamentário de R$50.000,00.

Receita executada (arrecadada)

Despesa executada

Superávit orçamentário

1.180.000

(1.130.000)

50.000

ERRADO.

E) A despesa executada excedeu a despesa prevista em R$ 30.000

(resolução da opção “A”). ERRADO.

Importante! Observe que os cálculos constantes na resolução do exercício são apenas para fins de demonstração, já que o Balanço Orçamentário já informa os dados e apura todos os resultados. Portanto, compreenda a sistemática do demonstrativo, assim você ganhará tempo para resolver a questão durante a prova. Portanto, letra C.

3. (FCC – Analista Judiciário-Contador/TJ/PA – 2009) O superávit financeiro do exercício anterior constitui-se em uma das fontes de

recursos disponíveis para abertura de créditos adicionais especiais ou suplementares. Quanto ao tratamento dado no Balanço Orçamentário em relação ao superávit financeiro, é correto afirmar que

(A) deverá ser destacado em conta específica de receita extra-

orçamentária, após o cálculo do resultado orçamentário, posto que se trata de recursos que não foram previstos na lei orçamentária.

(B) seu valor está refletido no lado das despesas do Balanço

Orçamentário, já que possibilita a abertura de créditos adicionais,

sem inclusão de valor equivalente no lado das receitas, o que normalmente provoca superávit de previsão. (C) poderá estar representado por contas de receitas orçamentárias, denominadas saldos de exercícios anteriores, de modo a equilibrar o Balanço Orçamentário, posto que os créditos adicionais deverão aparecer no lado das despesas orçamentárias.

(D) não será considerado receita orçamentária para efeito de

classificação no Balanço Orçamentário para equilibrar com os créditos

adicionais abertos à conta desses recursos.

(E) não será considerado receita orçamentária para fins de

classificação no Balanço Orçamentário, tendo em vista tratar-se de valores pertencentes ao exercício anterior, sem qualquer inferência na apuração do resultado orçamentário do período.

Resolução O superávit financeiro é apurado no balanço patrimonial. Trata-se da diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro.

SUPERÁVIT FINANCEIRO

=

ATIVO

FINANCEIRO

>

PASSIVO

FINANCEIRO

Atenção! Pegadinha de concurso! O superávit financeiro é apurado no Balanço Patrimonial e não no Balanço Financeiro. As

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bancas de concurso por vezes tentam confundir o candidato. O Balanço Financeiro evidencia o resultado financeiro do exercício.

O superávit financeiro é apurado no encerramento do exercício e constitui uma das fontes para abertura de créditos adicionais no exercício seguinte. No exercício seguinte será esse superávit classificado como uma fonte extra-orçamentária de recurso.

Por ser extra-orçamentário, o superávit financeiro não será demonstrado no Balanço Orçamentário (pois esse demonstrativo só evidencia os fatos orçamentários).

Opções A, B e C: o superávit financeiro do exercício anterior não será demonstrado no Balanço Orçamentário. ERRADO D) Perfeito! Não será demonstrado o superávit financeiro, mas apenas os créditos adicionais abertos (despesas) em virtude de tal fonte de recurso. CERTO. E) Para fins de classificação, no exercício de arrecadação a receita foi orçamentária; havendo superávit, será classificada como extra- orçamentária no exercício seguinte. O Balanço Orçamentário apenas evidencia os registros e classificações realizados e não o inverso. E ainda, o superávit financeiro não será evidenciado no Balanço Orçamentário, todavia, tal superávit interfere nesse demonstrativo, na medida em que os créditos adicionais correspondentes abertos serão evidenciados, conforme comentado na opção D. ERRADO. Letra D.

Instruções: Para responder as duas questões seguintes, utilize a tabela com o Balanço Orçamentário abaixo.

utilize a tabela com o Balanço Orçamentário abaixo. 4. (FCC – Analista Judiciário - Contadoria/TRF.

4. (FCC – Analista Judiciário - Contadoria/TRF. 5ªRegião – 2008) A entidade pública teve uma economia orçamentária de

(A)

R$ 10,00

(B)

R$ 30,00

(C)

R$ 35,00

(D)

R$ 45,00

(E)

R$ 50,00

Resolução

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Vamos rever os principais conceitos:

Economia orçamentária = despesa executada < despesa fixada Superávit orçamentário = receita arrecadada > despesa executada Superávit de arrecadação = receita arrecadada > receita prevista

A questão pede a economia orçamentária:

Despesa fixada (prevista) Despesa executada Diferença (economia orçamentária)

760

(715)

45

Letra D.

5. (FCC – Analista Judiciário - Contadoria/TRF/5ªRegião – 2008) O resultado da execução orçamentária foi

(A)

deficitário em R$ 35,00.

(B)

superavitário em R$ 35,00.

(C)

deficitário em R$ 45,00.

(D)

superavitário em R$ 50,00.

(E)

deficitário em R$ 50,00.

Resolução

Receita executada (arrecadada)

765

Despesa executada

(715)

Resultado da execução orçamentária (superávit)

50

Novamente! Importante! Os cálculos constantes na resolução dos exercícios são apenas para fins de demonstração, já que o Balanço Orçamentário já informa os dados e apura todos os resultados. Portanto, compreenda a sistemática do demonstrativo, assim você ganhará tempo para resolver a questão durante a prova. Letra D.

6. (ESAF – APO/MPOG – 2008) Ao final do exercício, uma determinada entidade integrante do orçamento fiscal e da seguridade social apresentou balancete com os seguintes dados referentes à execução orçamentária (valores em mil):

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EM EXERCÍCIOS – MPU PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO Analisando as informações, indique a opção correta em

Analisando as informações, indique a opção correta em relação ao Balanço Orçamentário da entidade.

a) Houve superávit de capital.

b) O superávit corrente foi de 850.

c) Houve superávit orçamentário de 300.

d) As receitas correntes e de capital apresentaram excesso de

arrecadação.

e) Houve economia de despesas de capital de 400.

Resolução Conforme o art. 102 da Lei nº. 4.320/64, o Balanço Orçamentário (BO) demonstrará as receitas e despesas previstas em confronto com as realizadas. Assim sendo, o resultado apurado no balanço orçamentário (déficit ou superávit) inclui só as receitas arrecadadas comparando-as com as despesas executadas. Cálculos:

a) O déficit ou superávit de capital é apurado somando-se as receitas

de capital arrecadadas e subtraindo-se as despesas de capital executadas.

Receitas de capital arrecadadas

700

(-) Despesas de capital executadas

(1.300)

= Déficit de capital

(600)

Conclusão: Déficit de capital no valor de R$ 600.

b) O déficit ou superávit corrente é apurado somando-se as receitas

correntes arrecadadas e subtraindo-se as despesas correntes executadas.

CURSO ON-LINE – CONTABILIDADE PÚBLICA EM EXERCÍCIOS – MPU PROFESSOR: DEUSVALDO CARVALHO

Receitas correntes arrecadadas

2.150

(-) Despesas correntes executadas

(1.250)

=

Superávit corrente

(900)

Conclusão: superávit corrente de R$ 900.

c) O superávit orçamentário é apurado somando-se todas as receitas

arrecadadas e subtraindo-se das despesas executadas.

Receitas arrecadadas

2.850

(-) Despesas correntes executadas

(2.550)

=

Superávit corrente

(300)

Conclusão: superávit orçamentário de R$ 300.

d) O excesso de arrecadação é apurado utilizando-se só os dados do

lado das receitas, comparando-se as receitas previstas com as receitas arrecadadas. Quando a Receita prevista > Receita arrecadada haverá insuficiência ou déficit de arrecadação (frustração de receita).

a Receita prevista > Receita arrecadada haverá insuficiência ou déficit de arrecadação (frustração de receita).
a Receita prevista > Receita arrecadada haverá insuficiência ou déficit de arrecadação (frustração de receita).

Receitas previstas

Receitas previstas

(-) Receitas executadas

(-) Receitas executadas

=

Déficit de arrecadação

3.000

(2.850)

(150)

Conclusão: déficit de arrecadação de R$ 150. e) Apura-se a economia de despesas de capital comparando a despesa fixada com a executada.

Despesa de capita fixada

1.600

(-) Despesa de capital executada

(1.300)

=

Economia de despesa de capital

(300)

Conclusão: Economia de despesa de capital de R$ 300. Portanto, letra C.

(CESPE – Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008)

– Analista Judiciário – Contabilidade – TST/2008) Considerando os dados na tabela acima, extraídos do

Considerando os dados na tabela acima, extraídos do balanço orçamentário de determinada entidade governamental, julgue os itens subseqüentes.

7. O resultado orçamentário do exercício foi deficitário em R$

50.000,00.

Resolução Cálculo do resultado orçamentário: