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PÓS-GRADUAÇÃO EM GEOPROCESSAMENTO

PARA GESTÃO URBANA E CADASTRAMENTO


RURAL

“GEODÉSIA APLICADA AO
GEORREFERENCIAMENTO”

Prof. Edmilson M. Volpi

Lins, 2007
Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 2

SUMÁRIO

1. CONCEITOS GERAIS 4
1.1. Introdução 4
1.2. Definição 5
1.3. Evolução Histórica 5
1.4. Divisão 9
1.5. Funções 9
1.5.1. Posicionamento 9
1.5.2. Campo de Gravidade 10
1.5.3. Variações Temporais 10
1.6. Aplicações Práticas 10
2. GEODÉSIA GEOMÉTRICA 11
2.1. Superfícies de Referência 11
2.1.1. Superfície Física 11
2.1.2. Geóide 11
2.1.3. Elipsóide 12
2.2. Geóide x Elipsóide 13
2.2.1. Física x Geóide x Elipsóide 13
2.3. Geometria do Elipsóide 14
2.3.1. Relações 15
2.3.1.1. Equação da Elipse 16
2.3.1.2. Relação entre Achatamento e Excentricidade 16
2.3.1.3. Coordenadas Retilíneas 17
2.3.1.4. Raios de Curvatura sobre o Elipsóide 18
2.3.1.5. Raio de uma Seção qualquer de Azimute A 20
2.3.1.6. Raio de Curvatura Rm 21
3. SISTEMAS DE REFERÊNCIA 23
3.1. Introdução 23
3.2. Sistemas de Coordenadas Cartesianas 24
3.3. Sistemas de Coordenadas Geodésicas 25
3.4. Sistemas de Coordenadas Planas 28
3.5. Sistemas de Referências Clássicos 28
3.6. Sistemas de Referências Modernos 30
3.7. Materialização de um Sistema de Referência 31
3.8. Datum Planimétrico 32
4. SISTEMAS DE REFERÊNCIA GEODÉSICOS ADOTADOS NO
BRASIL 33
4.1. Córrego Alegre 33
4.2. Astro-Chuá 34
4.3. SAD-69 35

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4.4. Procedimentos de densificação do SAD-69 38


4.5. SAD-69 realização 1996 39
4.6. WGS 84 41
4.7. Parâmetros de transformação entre o SAD-69 e outros sistemas
de referência 43
5. PROJETO SIRGAS – SISTEMA DE REFERÊNCIA GEOCÊNTRICO
PARA A AMÉRICA DO SUL 44
5.1. Discussão com a comunidade cartográfica no Brasil 48
5.2. SIRGAS nos países vizinhos 49
5.3. Alterações no Referencial Geodésico 49
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 53

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1. CONCEITOS GERAIS

1.1. INTRODUÇÃO

Em função das necessidades do homem em locomover-se, alimentar-se


e com sua evolução conquistar territórios para fins comerciais e
exploratórios, houve o interesse no conhecimento da forma e dimensões
da Terra. Com estes propósitos vários estudiosos se dedicaram a tal
estudo.
Dentre vários intelectuais o primeiro a determinar a esfericidade e o
tamanho da Terra em aproximadamente 5950 km, foi o geógrafo e
matemático grego ERATÓSTENES (276 a 194 A.C.) que se tornou o
fundador da Geodésia.

Figura 1: Cálculo de Erastótenes do tamanho da Terra

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1.2. DEFINIÇÃO

“Geodésia é ciência que mede e representa a superfície da Terra”


(HELMERT 1880)
“Geodésia é a ciência que estabelece os princípios e os métodos por
meio dos quais grandes áreas na superfície da Terra podem ser
levantadas e mapeadas com precisão” (MERRIMAN 1975)
“A Geodésia é a ciência que tem por objetivo determinar a forma e as
dimensões da Terra e os parâmetros definidores do campo gravífico”
(GEMAEL 1994)
“A Geodésia é definida classicamente como a ciência que estuda a
forma e as dimensões da Terra. A palavra Geodésia em si é de origem
grega e significa ‘PARTICIONANDO A TERRA’ (γη – Terra, δαιω –
Dividido)” (BLITZKOW & LEICK 1992).

1.3. EVOLUÇÃO HISTÓRICA

O ser humano sentiu necessidade de se posicionar quando de suas


primeiras viagens. Daí a primazia do posicionamento cinemático sobre o
estático.

Em palavras simples navegar significa saber onde se está e aonde se


vai - saber ir e voltar. Os recursos de que se necessita para navegar
dependem das características da viagem como a distância e o meio
(terrestre, aéreo, aquático, etc...).

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Sejam quais forem os recursos para a navegação, o conhecimento da


forma da Terra e a adoção de um referencial adequado são
imprescindíveis.

Pitágoras (6º sec. A. C.) deu um grande passo na evolução histórica da


forma da terra ao atribuir ao planeta o modelo esférico alegando razões
de caráter estético e filosófico. Coube ao grande filósofo Aristóteles (4º
sec. A. C.) apresentar os primeiros argumentos científicos em prol
daquela forma. As partículas têm uma tendência natural, assegurava
ele, de cair para o centro do mundo (uma direção para baixo). Neste
movimento todas as partes competem entre si para se colocarem na
região inferior o que as leva a se comprimirem em forma de uma bola.
Além deste argumento de caráter gravitacional, Aristóteles lembrou dois
outros fatores: a sombra circular da terra nos eclipses de lua e a
variação no aspecto do céu estrelado com a latitude.

A concepção esférica atravessou incólume muitos séculos até esbarrar


nas análises de caráter teórico do genial Isaac Newton (séc. XVII).
Segundo ele, a forma esférica era incompatível com o movimento de
rotação. Este, devido à força centrífuga, impõe um achatamento nos
pólos. Estava aberta a fase elipsoidal que durou muito pouco se
comparada com a esférica. O famoso matemático alemão, C. F. Gauss,
concluiu, após aplicar o método dos mínimos quadrados numa série de
medições geodésicas em Hannover, que os resíduos obtidos estavam
muito acima dos erros aleatórios inerentes às observações. Isto indicava
que o modelo matemático adotado para a Terra, o elipsóide de
revolução, não era adequado. Sugeriu então uma forma levemente
irregular mais tarde denominada GEÓIDE. Entretanto, como referência

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para o estabelecimento de sistemas de coordenadas geodésicas


continua-se utilizando o elipsóide.

Fixada e aceita a forma da terra, os métodos e técnicas de posicionar


um ponto de sua superfície em relação a um referencial, ganharam cada
vez mais importância e precisão. Assim é que as chamadas
TRIANGULAÇÕES, em geral quadriláteros subdivididos em triângulos,
iniciadas no século XVII na França, passaram a ter um grande
desenvolvimento. Aliadas às observações astronômicas e
eventualmente complementadas com algumas variantes, como
poligonais eletrônicas, elas se constituíram, durante vários séculos, no
único método de determinação "precisa" das coordenadas em pontos
(vértices) da superfície.

A Era Espacial iniciada com o lançamento do primeiro satélite artificial, o


SPUTNIK I (4 de outubro de 1957) marcou uma mudança radical em
muitas ciências e em particular nos métodos de posicionamento. A
primeira idéia de utilização do efeito Doppler-Fizeau na determinação de
órbitas dos satélites artificiais remonta à mesma época e é devida a
Guier e Weiffenbach. Posteriormente McClure sugeriu a operação
inversa: utilizar a freqüência Doppler de um satélite de órbita conhecida
para posicionar o observador. Desenvolvido pela Universidade John
Hopkins o sistema denominado Navy Navigation Satellite System
(NNSS), também conhecido como TRANSIT, entrou em operação em
1967. Até recentemente prestou um eficiente apoio para o
posicionamento geodésico e para a navegação marítima. Entretanto,
razões relacionadas com a estrutura do sistema, não permitiam que o

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mesmo fosse usado para a navegação aérea e impunham restrições


diversas aos posicionamentos acima referidos.

Isto levou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos a investir na


concepção de um novo sistema. Proveniente da fusão em 1973 de dois
projetos, TIMATION (Time Navigation) da Marinha e 621B da Força
Aérea, nasceu o que veio a ser denominado NAVSTAR/GPS.

O Navigation Satellite with Time and Ranging (NAVSTAR) ou Global


Positioning System (GPS), mais conhecido pela junção das duas siglas,
foi projetado para fornecer a posição instantânea bem como a
velocidade de um ponto sobre a superfície da Terra ou próximo a ela,
num referencial tridimensional. O sistema deverá atender plenamente a
navegação em geral e vem oferecendo precisões e facilidades cada vez
maiores nos posicionamentos estático e cinemático.

1.4. DIVISÃO

(GEMAEL 1994) Sugere a seguinte classificação para a Geodésia:


- Geodésia geométrica;
- Geodésia Física;
- Geodésia Celeste.
As observações angulares e lineares, junto das observações
astronômicas, relacionam-se com a Geodésia Geométrica. O
conhecimento detalhado do campo de gravidade é tratado na Geodésia
Física. As medidas realizadas dos satélites artificiais encontram-se na
Geodésia Celeste.

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1.5. FUNÇÕES

As três principais aplicações da Geodésia correspondem às seguintes


atividades: POSICIONAMENTO; CAMPO DE GRAVIDADE DA TERRA
E VARIAÇÕES TEMPORAIS NAS POSIÇÕES E NO CAMPO DE
GRAVIDADE. Descritas a seguir.

1.5.1. POSICIONAMENTO

O posicionamento ou determinação da posição de um ponto é a


atividade mais conhecida da Geodésia. Os pontos podem ser
posicionados individualmente ou em rede de pontos. Estes
posicionamentos podem ser absolutos dentro de um sistema de
coordenadas ou relativos a outros pontos.

1.5.2. CAMPO DE GRAVIDADE

O conhecimento do campo de gravidade da Terra é fundamental para


transformar as observações geodésicas obtidas no espaço físico e
afetadas pela ação da gravidade para o espaço geométrico, onde as
posições são facilmente definidas.

1.5.3. VARIAÇÕES TEMPORAIS

As variações temporais das posições e do campo de gravidade são


oriundas das deformações da Terra e de seu campo de gravidade, que

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são atribuídas a diferentes causas. Estas variações não são estudadas


pela Geodésia, mas sim pela Geofísica. O que a Geodésia estuda são
os aspectos e influências que elas causam.

1.6. APLICAÇÕES PRÁTICAS

A prática da Geodésia envolve as seguintes atividades:


- Determinar a forma e as dimensões da Terra;
- Posicionar pontos e objetos na superfície terrestre;
- Auxiliar no Planejamento, administração e o desenvolvimento de
áreas rurais e urbanas;
- Gerar cartas, mapas e plantas (Digitais ou papel).

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2. GEODÉSIA GEOMÉTRICA

2.1. SUPERFÍCIES DE REFERÊNCIA

Nos levantamentos Geodésicos, usa-se uma superfície de referência


para distinguir coordenadas curvilíneas e altitudes.
Para o posicionamento (planimétrico e altimétrico) de pontos na
superfície da Terra ou próximo dela, necessita-se de uma superfície de
referência.
Três superfícies são consideradas:
- Física
- Geóide
- Elipsóide

2.1.1 SUPERFÍCIE FÍSICA

A superfície física da Terra (superfície topográfica ou superfície real) é


uma superfície entre as massas sólidas ou fluídas e a atmosfera.
Esta superfície contendo os continentes e o fundo do mar é irregular e
incapaz de ser representada por uma simples relação matemática
(TORGE, 1996).

2.1.2. GEÓIDE

Etimologicamente geóide significa “forma da Terra” que é definida pela


linha do prolongamento do nível médio dos mares nos continentes.
Classicamente, define-se geóide a superfície equipotencial que se
aproxima do nível médio do mar.

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Figura 2: Geóide e a Superfície Física

2.1.3. ELIPSÓIDE

“Elipsóide é a figura matemática que imita a forma real da Terra”.


“Elipsóide é o sólido geométrico definido pela rotação de uma semi-
elipse em torno do seu eixo menor”.

Figura 3: Semi-eixos maior e menor do Elipsóide

2.2. GEÓIDE X ELIPSÓIDE

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O Geóide é uma superfície irregular com saliências e “buracos”


ocasionado pela maior ou menor concentração de massa no interior
da Terra.
O elipsóide tem uma superfície simétrica.

Figura 4: Superfícies do Geóide e do Elipsóide

2.2.1. FÍSICA X GEÓIDE X ELIPSÓIDE

Figura 5: Superfície Física, Geóide e Elipsóide


2.3. GEOMETRIA DO ELIPSÓIDE

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O elipsóide é uma figura geométrica determinada através de


parâmetros e que se utiliza como uma aproximação do geóide (ou da
superfície da Terra) mediante as seguintes condições:
• Coincidência do centro da Terra (centro de massa do geóide
com o centro do elipsóide);
• Coincidência do plano equatorial do elipsóide com o plano do
equador terrestre (ambos perpendiculares à linha dos pólos);
• Mínimos desvios em relação ao geóide.

Ajusta-se o elipsóide, tomando-se os parâmetros semi-eixo maior (a)


e achatamento (f) como incógnitas. São determinados através do
processo dos mínimos quadrados com relação ao afastamento vertical.
Em função dos data (plural de datum) considerados, surgem diferentes
elipsóides de referência, com parâmetros específicos. Atualmente
trabalha-se para unificar os elipsóides, ou seja, visa-se determinar um
único para o mundo todo, através da utilização de satélites artificiais e
técnicas próprias (por exemplo: GPS).
O elipsóide de referência ou revolução é gerado através de um sistema
de eixos cartesianos (X, Y e Z) cujo plano X, Y coincide com o plano
Equatorial e pela rotação da elipse em torno do eixo Z (eixo dos pólos).

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Figura 6: Eixos Cartesianos (X, Y e Z)

2.3.1. Relações

A partir da elipse,

Figura 7: Relações da Elipse

Temos:

2.3.1.1. Equação da elipse

X 2 Y2 Z2
+ + =1
a2 b2 c2

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2.3.1.2. Relação entre achatamento e excentricidade

Achatamento (α)

a −b b
α= = 1 − = 1 − cos θ
a a

Primeira excentricidade:

c
e= = sen θ
a

Segunda excentricidade:

c
e' = = tan θ
b

Como
a2 = b2 + c2

Tem-se:

a2 − b2 b2
e2 = = 1 −
a2 a2

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a2
e'2 = −1
b2

2.3.1.3. Coordenadas retilíneas

Dada a figura

Figura 8: Coordenadas Retilíneas

Temos:

a. ⋅ cos φ
X =
1 − e 2 ⋅ sen φ

a.(1 − e 2 ) ⋅ sen φ
Z =
1 − e 2 ⋅ sen φ

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Onde: φ = latitude geodésica do ponto R = é o ângulo da normal ao


elipsóide no ponto com o plano do Equador.

2.3.1.4. Raios de curvatura sobre o elipsóide

Raio de curvatura na seção meridiana – M

A seção meridiana que contém um ponto P qualquer é uma linha sobre


o elipsóide que contém a normal do elipsóide no ponto e passa pelos
pólos, portanto contem a linha N – S. É uma elipse cujo raio de
curvatura pode ser definido em cada ponto pela equação:

a ⋅ (1 − e 2 )
M =
(1 − e 2 ⋅ sen 2φ ) 3 / 2

Onde:

a = semi-eixo maior
e²= primeira excentricidade ao quadrado
φ = latitude do local

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Raio de curvatura na seção transversa – N

A seção transversa é aquela que contém a normal no ponto P e é


perpendicular a linha N – S, conseqüentemente contém a linha E – W. É
uma linha que possui em cada ponto um raio de curvatura que pode ser
definido pelas equações:

Grande Normal (N)

a
N =
1 − e ⋅ sen 2φ
2

Pequena Normal (N’)


a ⋅ (1 − e 2 )
N'=
1 − e 2 ⋅ sen 2φ

Comparando: N’ = N (1 – e 2)

2.3.1.5. Raios de uma seção qualquer de Azimute A

Para uma seção normal qualquer, que faça um azimute A com a linha N
- S, o raio de curvatura pode ser calculado pelo teorema de Euler:

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1 sen 2 A cos 2 A
= +
Ra N M

Ou

M ⋅N
Ra =
N ⋅ cos A + M ⋅ sen 2 A
2

Casos especiais:

α = 0 →R = M
α = π /2 → R = N

2.3.1.6. Raio de curvatura Rm

Tem o sentido físico de uma média dos raios em todas as direções (0° a
360°) e pode ser entendido como o raio de uma esfera que substitui o
elipsóide no ponto.

Rm = M ⋅ N

Ou

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a ⋅ 1 − e2
Rm =
1 − e 2 ⋅ sen 2φ

Raio de curvatura de um paralelo

Dado

Figura 9: Raio de Curvatura de um Paralelo

temos:

Rp = N ⋅ cos φ

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Obs. Os elementos definidos até agora dependem do elipsóide


escolhido (a, e2 ou α) e da latitude do ponto (φ ), que por sua vez pode
estar em função do Datum de origem (Chuá, Córrego Alegra etc.).

3. SISTEMAS DE REFERÊNCIA

3.1. Introdução

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Para identificar a posição de uma determinada informação ou de um


objeto, são utilizados os sistemas de referência.
Também conhecidos como sistemas de referência terrestres ou
geodésicos, estão associados a uma superfície que se aproxime do
formato da Terra, ou seja, um elipsóide. Sobre esta figura matemática
são calculadas as coordenadas, que podem ser apresentadas em
diversas formas, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística): em uma superfície esférica recebem o nome de
coordenadas geodésicas e em uma superfície plana recebem a
denominação da projeção às quais estão associadas, como por
exemplo, as coordenadas planas UTM.
Assim, as coordenadas referidas aos sistemas de referência são
normalmente apresentadas em três formas:
• Cartesianas;
• Geodésicas ou Elipsoidais;
• Planas.
Os sistemas de referência são classificados em dois tipos:
• Clássico;
• Moderno.

3.2. Sistema de coordenadas cartesianas

Este é um sistema coordenado cartesiano caracterizado por um


conjunto de três retas (eixos X, Y e Z), mutuamente perpendiculares.

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Como sistema de referência geodésico também é conhecido como


sistema de coordenadas cartesianas geocêntricas, devido a sua origem
estar assoada ao centro de massas da Terra (geocentro).
Estas coordenadas ficaram mais conhecidas e utilizadas após a criação
do sistema de posicionamento global (GPS).
As características deste sistema são:

• O eixo X coincide com o plano equatorial e orientado


positivamente do centro de massa da Terra e a intersecção deste
plano com o meridiano de Greenwich (longitude 0º).

• O eixo Y coincide com o plano equatorial e orientado


positivamente do centro de massa terrestre e a intersecção com a
longitude 90º.

• O eixo Z é paralelo ao eixo de rotação da Terra e orientado


positivamente na direção Norte.

O sistema de referência cartesiano geocêntrico mais conhecido é o


sistema geodésico Mundial ou World Geodetic system ou simplesmente
WGS 84 utilizado no sistema de posicionamento global por satélites
artificiais.

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Figura 10 – Sistema de coordenadas cartesianas

3.3. Sistema de coordenadas geodésicas

As coordenadas de um ponto na superfície terrestre são definidas por


suas coordenadas geodésicas (latitude, longitude e altitude geométrica
ou elipsoidal) considerando-se um elipsóide de revolução.
Define-se como coordenadas geodésicas de um ponto P qualquer na
superfície do elipsóide como:

• Latitude geodésica é o ângulo formado entre a normal (linha


perpendicular ao elipsóide) no ponto considerado e o plano

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equatorial do elipsóide. Esta coordenada tem sinal positivo no


hemisfério norte e negativo no hemisfério sul, pode-se também ser
indicada pela letra N quando no hemisfério norte ou S no
hemisfério sul.

• Longitude geodésica é o ângulo formado entre o meridiano de


origem (Greenwich) e o meridiano do ponto considerado, contado
sobre o plano equatorial. Esta coordenada é positiva a leste de
Greenwich e negativa a oeste. Podendo ser indicada pelas letras E
e W para leste ou oeste respectivamente.

• Altitude geométrica ou elipsoidal corresponde à distância entre


o ponto considerado à superfície do elipsóide medida sobre a sua
normal. Esta coordenada é nula sobre o elipsóide.

As coordenadas curvilíneas podem ser representadas em um sistema


cartesiano, através de formulações que fazem associações entre estes
dois sistemas (Cartesiano e Geodésico). Tais formulações podem ser
encontradas na “Resolução da Presidência da República nº 23 de
21/02/89. (IBGE 2003).

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Figura 11 – Sistema de coordenadas geodésicas

Os sistemas coordenados curvilíneos também podem ser representados


no espaço 3-D através do sistema cartesiano. O conjunto de
formulações que fazem a associação entre estes dois sistemas
(geodésico e cartesiano) consta na Resolução da Presidência da
República nº 23 de 21/02/89.

As superfícies mais utilizadas em geodésia como referência das


altitudes são o geóide e o elipsóide. Define-se por geóide a superfície
equipotencial a qual se aproxima melhor do nível médio dos mares,
estendida aos continentes e por elipsóide a superfície matemática
(representada por uma elipse bi-axial de revolução – elipsóide), sobre a
qual estão referidos todos os cálculos geodésicos. Por questões de

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conveniência matemática e de facilidades de representação, utiliza-se


em algumas situações, a esfera como uma aproximação do elipsóide.

Recebem a denominação de altitudes elipsoidais aquelas altitudes


referidas ao elipsóide. Um exemplo na obtenção destas altitudes é
através do GPS. As altitudes ortométricas são obtidas por nivelamento
geométrico e são referidas ao geóide. A separação entre as duas
superfícies é conhecida por ondulação geoidal as quais podem ser
obtidas através de mapas de ondulação geoidais (na forma analítica ou
analógica). A importância dessa entidade reside no fato de que o
sistema de altitudes utilizado no Brasil se refere ao geóide, cabendo,
portanto a necessidade do seu conhecimento para redução das altitudes
obtidas por GPS

3.4. Sistema de coordenadas planas

As coordenadas podem ser representadas no plano através nas


componentes Norte (N) e Leste (E) regularmente utilizadas em mapas e
cartas, referidas a um determinado sistema de referência geodésico.
Para representar uma superfície curva em plana são necessárias
formulações matemáticas chamadas de projeções. Diferentes projeções
poderão ser utilizadas na confecção de mapas, no Brasil a projeção
mais utilizada é a Universal Transversa de Mercator (UTM).

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3.5. Sistemas de referência Clássicos

Historicamente, os sistemas geodésicos eram obtidos através das


seguintes etapas:

• Escolha de um sólido geométrico e seus parâmetros


definidores.

• Definição de um ponto de origem, um azimute inicial,


determinação da separação entre elipsóide-geóide e desvio
da vertical. Com estas informações assegura-se a boa
adaptação entre a superfície do elipsóide e geóide na região
onde este referencial será desenvolvido. Sendo assim, o
centro do elipsóide não está localizado no geocentro. (IBGE
2003)

• Realização de observações geodésicas através de ângulos e


distâncias de origem terrestre, materializando o referencial.

Os itens 1 e 2 abordam os aspectos definidores do sistema, enquanto o


item 3 aborda o aspecto prático na sua obtenção. Deste modo, as
coordenadas geodésicas estão sempre associadas a um determinado
referencial, mas não o definem.

O conjunto de pontos ou estações terrestres forma as chamadas redes


geodésicas, as quais vêm a representar a superfície física da Terra na
forma pontual. O posicionamento 3D de um ponto estabelecido por

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métodos e procedimentos da Geodésia Clássica (triangulação,


poligonação e trilateração) é incompleto, na medida em que as redes
verticais e horizontais caminham separadamente. No caso de redes
horizontais, algumas de suas estações não possuem altitudes, ou as
altitudes são determinadas por procedimentos menos precisos. Um
exemplo de DGH em uso no Brasil é o SAD69.

O procedimento clássico de definição da situação espacial de um


elipsóide de referência corresponde à antiga técnica de posicionamento
astronômico, na qual arbitra-se que a normal ao elipsóide e a vertical no
ponto origem são coincidentes, bem como as superfícies geóide e
elipsóide, induzindo assim, a coincidência das coordenadas geodésicas
e astronômicas. O mesmo pode ser dito para os azimutes geodésico e
astronômico (∝0 e A0). Nestas condições caracteriza-se a situação
espacial do datum da seguinte forma:

φ0 = Φ0 ; λ0 = Λ0 ; h0 = H0

3.6. Sistemas referências Modernos

Com a era da geodésia espacial (satélites artificiais) os sistemas de


referencia terrestres passam a ter características diferentes em relação
aos sistemas clássicos visto anteriormente, mas a essência é a mesma
no sentido de possuir uma parte definidora e atrelada a ela, uma
materialização (IBGE 1983).
As etapas necessárias na obtenção destes sistemas terrestres são:

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• Adoção de uma plataforma de referência que represente a


forma e as dimensões da Terra em caráter global (sistemas
geodésicos de referência – SGR), sendo portanto
geocêntricos. Esta plataforma é derivada de extensas
observações do campo gravitacional terrestre e a partir de
observações a satélites.

• A materialização do sistema terrestre geocêntrico é dada


através de redes geodésicas, entretanto, os métodos e
procedimentos para sua obtenção utilizam-se das técnicas
espaciais de posicionamento, como por exemplo, o VLBI
(Very Long Baseline Interferometry), SLR (Satellite Laser
Range) e o GPS (Global positioning System). Estas técnicas
possuem duas vantagens sobre as outras. A primeira
consiste no posicionamento tridimensional (3D ou X,Y,Z) de
uma estação geodésica e a segunda é sua alta precisão nas
coordenadas.

3.7. Materialização de um sistema de referencia

Para a materialização de um sistema de referência são necessários


vários ajustamentos das redes geodésicas, relacionando os pontos
físicos com um determinado referencial. O resultado, estabelece um
conjunto de coordenadas para as estações que constituem a
materialização do SGR (Sistema Geodésico de Referência).
Usualmente, é comum adotar uma única denominação para definição
e materialização de um sistema (ex. SAD-69).

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 32

3.8. Datum Planimétrico

Escolhida a superfície de referência para as coordenadas geodésicas


têm-se o que é denominado “DATUM GEODÉSICO HORIZONTAL”
(D.G.H.). Para que um sistema geodésico fique caracterizado é
necessário fixar e orientar o elipsóide no espaço. A fixação foi
realizada no passado mediante a escolha de um ponto origem e a
atribuição, de alguma forma, de coordenadas geodésicas, fG, lG ao
mesmo, bem como, de um valor para a altura geoidal N. A orientação
era definida pelo azimute de uma direção inicial. Esta caracterização
de um DGH conduzia ao conceito denominado sistema geodésico
definido. Os métodos geodésicos clássicos, triangulação e
poligonação, ou as técnicas modernas, uso de satélites artificiais,
permitem que se obtenham coordenadas em tantos pontos quantos
necessários, devidamente materializados no terreno, vinculadas ao
ponto origem.

O conjunto de marcos assim estabelecidos com as respectivas


coordenadas leva ao conceito de sistema geodésico materializado. O
que se desejou sempre foi uma perfeita coerência entre o sistema
definido e o materializado; entretanto, os erros inerentes aos
processos de medição não permitem geralmente uma completa
identificação entre os mesmos.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 33

4. SISTEMAS DE REFERÊNCIA GEODÉSICOS ADOTADOS


NO BRASIL

4.1. Córrego Alegre

A menos de alguns sistemas locais usados no passado em caráter


emergencial, o Brasil adotou durante muitos anos o DATUM “Córrego
Alegre”. Este nome provém de um vértice da triangulação, localizado
nas imediações de Uberaba, e que constituía a sua origem.

Foram adotados os seguintes parâmetros na definição deste sistema:

Ponto Datum:
Vértice Córrego Alegre

Coordenadas:
γ = -19º 50’ 14,91’’
λ = -48º 57’ 41,98’’
h = 683,81m

Superfície de referência:
Elipsóide internacional de Hayford 1924.
a = semi-eixo maior = 6.378.388m
α = achatamento = 1/:297

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 34

Ondulação Geoidal:
N=0

Com a finalidade de conhecer melhor o geóide na região do ponto


datum, foram determinadas 2113 estações gravimétricas em uma área
circular em torno do ponto datum. Estas observações tinham por
objetivo o melhor conhecimento do geóide na região e estudos na
adoção de um novo ponto datum, considerando-se arbitrária a escolha
anteriormente feita (forçada a condição de tangência entre elipsóide e
geóide). Como resultado destas pesquisas, foi escolhido um novo ponto
datum, o vértice Chuá, localizado na mesma cadeia do anterior e
através de um novo ajustamento foi definido um novo sistema de
referência, denominado Astro Datum Chuá.

4.2. Astro-Chuá

O sistema Astro Datum Chuá, com ponto origem no vértice Chuá e


elipsóide de referência Hayford, foi um sistema estabelecido segundo a
técnica de posicionamento astronômico com o propósito de ser um
ensaio ou referência para a definição do SAD69. Ele desenvolveria o
papel de um sistema razoável a ser utilizado unicamente na
uniformização dos dados disponíveis na época (o IBGE tinha recém
concluído um ajustamento da rede planimétrica referido a este sistema).
Isso não representaria ainda o sistema “ótimo” para a América do Sul,
faltando ainda a boa adaptação geóide-elipsóide para que as
observações geodésicas terrestres pudessem ser reduzidas à superfície
do elipsóide. Sendo assim, na condição de um sistema provisório, as
componentes do desvio da vertical foram ignoradas, ou seja, foi

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 35

assumida a coincidência entre geóide e elipsóide, no ajustamento das


coordenadas em Astro Datum Chuá.

Ponto Datum:
Vértice Chuá

Superfície de referência:
Elipsóide internacional de Hayford 1924.
a = semi-eixo maior = 6.378.388m
α = achatamento = 1:297

Ondulação Geoidal:
N = ignorada

4.3. SAD-69

O SAD-69 é um sistema regional de concepção clássica e com sua


utilização recomendada em 1969 na XI Reunião pan-americana de
Consulta sobre Cartografia, recomendação que não foi seguida pela
totalidade dos países do continente.
A partir de 1979 a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), através de seu Departamento de Geodésia, decidiu
por uma mudança.
O projeto Datum Sul Americano foi dividido em duas partes:

1 – Estabelecimento de um sistema geodésico tal que o respectivo


elipsóide apresentasse “boa adaptação” regional ao geóide.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 36

2 – Ajustamento de uma rede planimétrica de âmbito continental


referenciada ao sistema definido.

A triangulação foi a metodologia observacional predominante no


estabelecimento das novas redes. Uma rede de trilateração HIRAN fez a
ligação entre as redes geodésicas da Venezuela e Brasil. Outra melhoria
a ser implementada diz respeito à forma do elipsóide de referência. Na
época, a UGGI recomendou a utilização do GRS67, conduzindo, assim,
à adoção desta figura no projeto SAD69, ao invés do Hayford. Escolhido
o elipsóide de referência, era necessário fixar os parâmetros para o seu
posicionamento espacial. No caso do SAD69 este posicionamento deu-
se em termos de parâmetros topocêntricos no ponto origem Chuá: as
componentes do desvio da vertical (ξ,η) e a ondulação geoidal (N), cujos
valores foram determinados de forma a otimizar a adaptação elipsóide-
geóide no continente.

A definição do sistema foi contemplada através do fornecimento das


coordenadas geodésicas do ponto de origem e do azimute geodésico da
direção inicial CHUÁ-UBERABA. Os seguintes parâmetros Foram
adotados na definição deste sistema:

Ponto Datum:
Vértice Chuá

Coordenadas:
γ = -19º 45’ 41,6527’’

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 37

λ = -48º 06’ 04,0639’’

Altitude ortométrica:
763,28m

Azimute geodésico:
271º 30’ 04,05’’ (Chuá-Uberaba)

Superfície de referência:

Elipsóide internacional de 1967 (UGGI-67)


a = semi-eixo maior = 6.378.160m
α = achatamento = 1:298,25

Ondulação Geoidal:
N=0

Este sistema foi dividido inicialmente em 10 (dez) áreas de ajuste que


foram processadas em blocos separados, em função das limitações
impostas pelos meios computacionais.

A partir da definição da origem do sistema geodésico, e.g., Chuá ou


Córrego Alegre, eram conduzidas as redes de triangulação que visavam
fornecer coordenadas aos vértices materializados no terreno os quais
serviam de referência para os trabalhos de cartografia, de engenharia,
etc.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 38

Hoje o conceito de sistema geodésico mudou e não se estabelece mais


uma origem. Através das técnicas espaciais implanta-se uma rede de
referência. Neste aspecto existem redes de diferentes amplitudes: rede
mundial (IGS), redes continentais (SIRGAS), redes nacionais (RBMC),
redes estaduais (Rede GPS do Estado de São Paulo) e até regionais.

4.4. Procedimentos de Densificação do SAD69

A rede planimétrica continental do SAD69 foi ajustada pela primeira vez


na década de 60. Neste ajustamento, cadeias de triangulação de vários
países tiveram seus dados homogeneizados, adotando-se o mesmo
tratamento. Em função da extensão da rede e das limitações
computacionais da época, fez-se necessário dividir o ajustamento por
áreas. Optou-se, então, pelo método de ajustamento conhecido por
“piece-meal”, no qual uma vez ajustada uma determinada área, as
estações das áreas adjacentes, comuns à ajustada, são mantidas fixas,
de modo que cada estação da rede só tenha um par de coordenadas
correspondente. Este procedimento foi mantido pelo IBGE no processo
de densificação da rede planimétrica após a conclusão do ajustamento
em SAD69. Esta metodologia de densificação foi uma da causas do
acúmulo de distorções geométricas (escala e orientação) na rede
planimétrica. Em alguns trechos da rede as reduções das observações
geodésicas ao elipsóide foram aplicadas através de dados obtidos por
mapas geoidais pouco precisos, pois eram os únicos existentes na
época. Outro fato que não pode ser ignorado é a diversidade de
instrumentos e métodos utilizados no decorrer do estabelecimento da

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 39

rede, tornando complexa a análise da precisão das coordenadas das


estações.

Tendo em vista todos os fatos abordados, aliados aos avanços


tecnológicos emergentes, constatou-se a necessidade de um
reajustamento da rede, desta vez de forma global, abrangendo todas as
observações disponíveis até então.

Como o SAD69 é o referencial oficialmente adotado no Brasil, neste


reajustamento foram mantidos os mesmos parâmetros definidores e
injunções iniciais do primeiro ajustamento. Sendo assim, forçosamente
deve-se manter a mesma denominação para o sistema de referência
SAD69 na sua nova materialização após o reajustamento.

4.5. SAD69 – realização 1996

O IBGE, através do Departamento de Geodésia possui a atribuição de


estabelecer e manter as estruturas geodésicas no Brasil. Muitas
mudanças ocorreram na componente planimétrica na última década. A
começar pela utilização da técnica de posicionamento através do
sistema de satélites GPS, ampliando sua concepção ‘planimétrica’, pois
são estabelecidas simultaneamente as três componentes definidoras de
um ponto no espaço. Esta alteração nos procedimentos de campo
repercutiu no processamento das respectivas observações, acarretando
a necessidade de conduzir ajustamentos de redes em três dimensões.
Isso foi alcançado, no caso do reajustamento global da rede brasileira,

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 40

com a utilização do sistema computacional GHOST, desenvolvido no


Canadá para o Projeto North American Datum of 1983 (NAD-83).

Além das observações GPS, as referentes à rede clássica também


participaram do reajustamento, formando uma estrutura de 4759
estações contra 1285 ajustadas quando da definição do SAD69. A
Tabela d mostra uma comparação entre as observações utilizadas no
ajustamento das duas materializações do SAD69 (a original e a atual,
concluída em 1996).

Figura 12: Observações utilizadas no ajustamento da materialização original do SAD69 e na materialização de


1996

O reajustamento concluído em 1996 combinou duas estruturas


estabelecidas independentemente por diferentes técnicas. A ligação
entre elas é feita através de 49 estações da rede clássica observadas
por GPS. A rede GPS (por ser uma estrutura de precisão superior) tem
por função controlar a rede clássica. Algumas observações Doppler
também foram incluídas no ajustamento com este objetivo.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 41

Uma informação importante fornecida pelo reajustamento foi o erro


absoluto ou o desvio padrão das coordenadas. Na Tabela e, são
apresentados valores médios dos erros das coordenadas (segundo a
estrutura à qual pertence a estação correspondente), obtidos após o
reajustamento. Hoje em dia, todos os usuários que solicitam
informações ao BDG (Banco de Dados Geodésicos) do IBGE recebem,
além das coordenadas das estações, os seus respectivos erros.

Figura 13: Valores médios dos desvios padrão das coordenadas após o reajustamento.

4.6. WGS-84

O advento dos satélites artificiais, há mais de 35 anos, possibilitou o


desenvolvimento prático dos sistemas de referência geocêntricos, como
por exemplo o WGS84 e o ITRFyy em suas mais diversas realizações e
densificações.

O WGS84 é a quarta versão de sistema de referência geodésico global


estabelecido pelo U.S. Department of Defense (DoD) desde 1960 com o
objetivo de fornecer o posicionamento e navegação em qualquer parte
do mundo, através de informações espaciais [MALYS & SLATER, 1994].
Ele é o sistema de referência das efemérides operacionais do sistema
GPS.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 42

Na época de sua criação o sistema fornecia precisão métrica em função


da limitação fornecida pela técnica observacional utilizada, o Doppler.
Por esta razão, uma série de refinamentos foram feitos ao WGS84 nos
últimos anos com o objetivo de melhorar a precisão de sua versão
original [NIMA, 1997]. A rede terrestre de referência do WGS84 foi
originalmente estabelecida em 1987, contando somente com
coordenadas de estações obtidas através de observações Doppler
(posicionamento isolado) e efemérides precisas.

O primeiro refinamento foi obtido através de uma nova materialização do


sistema, desta vez com 32 estações (10 estações DoD correspondentes
à rede de referência WGS84 original (GPS) e mais 22 estações
pertencentes a rede IGS) [SWIFT,1994]. Esta solução recebeu a
denominação de WGS84 (G730) (época de referência 1994,0) e foi
utilizada nas órbitas operacionais dos satélites GPS de 29 junho de
1994 à 29 de janeiro de 1997. A letra G significa que neste refinamento
foi utilizada a técnica GPS e ‘730’ se refere a semana GPS desta
solução.

O segundo refinamento foi um trabalho que envolveu três instituições:


NIMA, NASA Goddard Space Flight Center (GSFC) e Ohio State
University. O resultado foi o desenvolvimento de um novo modelo global
do campo gravitacional terrestre, o EGM96. Uma nova materialização da
rede terrestre de referência WGS84, recebeu a denominação WGS84
(G873), referida a semana GPS 873 (época de referência 1997,0). Esta
versão foi implementada no segmento de controle operacional em 29 de
janeiro de 1997, sendo utilizada até o presente momento.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 43

Na tabela a seguir, pode ser visto em linhas gerais as diferenças entre


as versões do WGS84.

4.7. Parâmetros De Transformação Entre Sad69 E Outros


Sistemas de Referência

Na obtenção de coordenadas em outros sistemas a partir de SAD69,


utiliza-se a formulação apresentada na Resolução da Presidência da
República nº 23 de 21/02/89 e os seguintes parâmetros de
transformação apresentados na tabela abaixo:

Os parâmetros definidores (elipsóide e estação origem) de cada sistema


são:

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 44

5 - PROJETO SIRGAS - SISTEMA DE REFERÊNCIA


GEOCÊNTRICO PARA A AMÉRICA DO SUL

Diferentemente do sistema topocêntrico, que toma como referência


inicial um ponto na superfície terrestre, o IBGE propõe a adoção do
sistema geocêntrico, que toma como referência o centro da Terra, como
o sistema de referência nacional. O sistema geocêntrico vem sendo
utilizado internacionalmente porque permite a padronização na
confecção dos mapas -já que a referência é o centro da Terra e não um
ponto em cada país.

A transição, assim como a transformação para um novo sistema de


referência para o Brasil, vem sendo preparada há alguns anos, podendo
atribuir seu início efetivo no ano de 1995, ano de início das atividades de
campo do projeto SIRGAS (Sistema de Referência Geocêntrico para a
América do Sul).

O desenvolvimento do Projeto SIRGAS compreende as atividades


necessárias à adoção no continente de uma rede de referência de
precisão compatível com as técnicas atuais de posicionamento,
notadamente as associadas ao Sistema de Posicionamento Global
(GPS).

Considerando a proliferação do uso do GPS, usar como referência para


novos levantamentos, uma estrutura geodésica existente - implantada
basicamente pela utilização dos métodos clássicos (triangulação,
poligonação, trilateração, etc.) e cuja precisão é pelo menos dez vezes
pior que a fornecida facilmente com o GPS - implica, no mínimo, em

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 45

desperdícios de recursos. Além disto, a multiplicidade de sistemas


geodésicos clássicos, adotados pelos países sul-americanos, dificulta
em muito a solução de problemas tecnicamente simples, tais como a
definição de fronteiras internacionais.

Segundo registros do IBGE, o projeto SIRGAS nasceu durante a


Conferência Internacional para Definição de um Referencial Geocêntrico
para América do Sul, realizada em outubro de 1993, em Assunção,
Paraguai, a partir de um convite feito pelas seguintes instituições:

• Associação Internacional de Geodésia (IAG)

• Instituto Pan-Americano de Geografia e História (IPGH)

• National Imagery and Mapping Agency (NIMA)

Os primeiros resultados do Projeto SIRGAS foram divulgados na


Assembléia Científica da Associação Internacional de Geodésia (IAG),
realizada no Rio de Janeiro em 1997. Estes resultados se traduzem na
rede de referência continental mais precisa da América do Sul e uma
das mais precisas do mundo.

Essa primeira realização do Projeto SIRGAS foi composta por 57


estações distribuídas pelo continente e observadas por GPS no período
de 26 de maio a 4 de junho de 1995, estações estas divididas em 11
países distintos, a saber :

- Argentina (10), Bolívia (5), Brasil (11), Chile (8), Colômbia (5), Equador
(3), Guiana Francesa (1), Paraguai (2), Peru (4), Uruguai (3), Venezuela
(5).

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Figura 14: Mapa de localização dos pontos SIRGAS na America do Sul

No Brasil, as onze estações encontram-se distribuídas nos seguintes


locais:

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 47

- Manaus (AM), Fortaleza (CE), Imperatriz (MA), Bom Jesus da Lapa


(BA), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Viçosa (MG), Presidente Prudente
(SP), Cachoeira (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Curitiba (PR).

Ainda dentro dos objetivos traçados no encontro em Assunção, definiu-


se que seriam adotados:

• Sistema de referência SIRGAS, deve coincidir com o IERS

(International Earth Rotation Service) e com o ITRF (International


Terrestrial Reference Frame);
• O Datum geocêntrico terá eixos coordenados baseados no sistema
de referência SIRGAS e parâmetros do elipsóide Geodetic
Reference System (GRS) of 1980.

Para que a condição de que o SIRGAS coincidisse com o ITRF, fez-se


necessário que os mesmos possuíssem estações em comum. Estas
estações foram escolhidos dentro de critérios técnicos, tais como:
localização, quantidade de dados existentes (antigüidade das estações),
pontos pertencentes ao IGS, entre outros.

No caso do Brasil, um exemplo prático desta integração ao SIRGAS é


fornecido através das observações GPS das estações da RBMC (Rede
Brasileira de Monitoramento Contínuo). Das 11 estações brasileiras
pertencentes ao SIRGAS, 9 estações atualmente fazem parte da RBMC
do sistema GPS, considerada uma das primeiras redes geodésicas
ativas da América do Sul.

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 48

No entanto, somente a integração SIRGAS-RBMC não basta. Isto


significa, que todo o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB), tem de estar
referenciado ao SIRGAS, tarefa esta árdua a ser executada pelo IBGE.
Um grande passo já foi dado, quando foi iniciado na década passada o
Projeto de Reajustamento da Rede Planimétrica (REPLAN). Deste
modo, todas as observações que compõem a rede, sejam elas de
natureza terrestre ou espacial, foram incluídas pela primeira vez em um
ajustamento global e simultâneo. Este projeto foi concluído em setembro
de 1996 e como resultado foram gerados novos valores de coordenadas
para 4939 marcos geodésicos de alta precisão.

Outro dado importante a ser ressaltado é que paralelamente às


atividades de integração ao SIRGAS, já estão sendo determinados os
parâmetros de transformação relativos ao Datum local oficialmente
adotado no Brasil, o Datum Sul-americano de 1969 (SAD-69 - South
American Datum 1969).

5.1. Discussão com a comunidade cartográfica no Brasil

Em outubro de 2000, o IBGE promoveu o 1º SEMINÁRIO SOBRE


REFERENCIAL GEOCÊNTRICO NO BRASIL, com o objetivo de
orientar usuários e produtores de cartografia e informações espaciais
para a mudança no referencial geodésico, debater e implementar
diretrizes e metas para a futura adoção de um referencial geocêntrico,
metodologia esta que vem ao encontro de uma tendência mundial.

Com a proposta for concretizada, todos os mapas usados no Brasil


serão modificados num prazo de até dez anos, segundo o IBGE. Dentro

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 49

da política de divulgação por parte do IBGE, toda esta documentação,


metodologia de trabalho, parâmetros de transformação, política de
implantação, deverá ser enviada ao Congresso Nacional e depois para a
Presidência da República para que seja sancionada a respectiva lei. Em
primeiro lugar, esta modificação está sendo debatida com toda
comunidade cartográfica por intermédio de suas representantes oficiais
como a Sociedade Brasileira de Cartografia.

5.2. SIRGAS nos países vizinhos

A integração SIRGAS com as redes nacionais vem sendo promovida


tanto na Colômbia, quanto na Argentina, através dos Projetos MAGNA
(Marco Geocêntrico de Referencia Nacional) e POSGAR (POSiciones
Geodésicas ARgentinas) respectivamente. Estes países optaram pelo
desenvolvimento de novas redes, esquecendo, os levantamentos
antigos.

No Uruguai, a Rede Planimétrica de 1ª ordem foi ajustada no sistema


SIRGAS em 1998, obtendo parâmetros de transformação entre o Datum
local e SIRGAS. Este ajustamento permitiu começar o processo de
mudança de sistema geodésico de referência no país, e já estão sendo
produzidos os primeiros produtos cartográficos no novo sistema.

5.3. Alterações no Referencial Geodésico

Como em toda transformação de Datum, a mudança deverá alterar os


valores numéricos de latitude e longitude. Contudo, será pouco
percebida em mapas e cartas em pequenas escalas (1:50.000,

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 50

1:100.000 ...). A diferença será mais perceptível nos mapas em grandes


escalas, como cartas topográficas, plantas urbanas, mapas rodoviários e
para SIG.

O IBGE, responsável pela cartografia sistemática, produz mapas e


cartas em escala pequena. No entanto, o IBGE também é responsável
por toda rede geodésica do Brasil. Neste aspecto, a adaptação do
Sistema Geodésico Brasileiro refletirá em um árduo trabalho por parte
do IBGE.

Usuários privado e público, que já possuem bases cartográficas em


escalas grandes, deverão levar em conta este novo sistema de
referência quando da aquisição de novos mapas. Por um lado, se
optarem por manter o sistema antigo, visando diminuir o custo da
transição dos produtos já existentes, deverão ponderar que estarão
perdendo a correlação com os novos mapas adjacentes que forem
sendo obtidos, tornando-se cada vez mais distinta das demais.

A diferença mostrada em um mapa devido às referências é dependente


da localização espacial, ou seja, das coordenadas do ponto analisado. A
sua ordem de grandeza varia de acordo com a latitude e longitude.

Para exemplificar, a tabela abaixo apresenta as coordenadas de um


ponto localizado na região Sul do Brasil na latitude 25°27' e longitude
49°16' nos respectivos sistemas de referência, além das diferenças
entre eixos encontradas :

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 51

Pto. E SAD69 N SAD69 E WGS84 N WGS84 dif. E dif. N


01 673140,893 7182395,635 673091,739 7182351,506 49,154 44,129

Fig. 15a: Elemento cartográfico Fig. 15b: Diferença entre coordenadas de elemento
cartográfico nos dois referenciais : SAD 69 (atual) e
WGS 84 (proposto)

Fontes de Consulta

Legislação:
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/pmrg/leg.shtm

1º Seminário sobre Referencial Geocêntrico no Brasil


http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/pmrg/historico.shtm?
c=12

2º Seminário sobre Referencial Geocêntrico no Brasil


http://www.ibge.gov.br/seminario_referencial_geocentrico/portugues/inde
x.htm

Apresentações do 2º Seminário sobre Referencial Geocêntrico no Brasil


http://www.ibge.gov.br/seminario_referencial_geocentrico/portugues/inde
x.htm

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 52

Página do SIRGAS
http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/sirgas/principal.htm

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Geodésia Aplicada ao Georreferenciamento 53

6 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Geodésicos, dissertação de mestrado, Curso de Pós-graduação em Ciências
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