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Os Faraós

Quem eram os faraós, governo, poderes, história, política e economia,


maldição do faraó, tesouros e pirâmides

Introdução

Os faraós eram os reis do Egito Antigo. Possuíam poderes absolutos na


sociedade, decidindo sobre a vida política, religiosa, econômica e
militar. Como a transmissão de poder no Egito era hereditária, o faraó
não era escolhido através de voto, mas sim por ter sido filho de outro
faraó. Desta forma, muitas dinastias perduraram centenas de anos no
poder.

O poder dos faraós

Na civilização egípcia, os faraós eram considerados deuses vivos. Os


egípcios acreditavam que estes governantes eram filhos diretos do deus
Osíris, portanto agiam como intermediários entre os deuses e a
população egípcia.

Os impostos arrecadados no Egito concentravam-se nas mãos do faraó,


sendo que era ele quem decidia a forma que os tributos seriam
utilizados. Grande parte deste valor arrecadado ficava com a própria
família do faraó, sendo usado para a construção de palácios,
monumentos, compra de jóias, etc. Outra parte era utilizada para pagar
funcionários (escribas, militares, sacerdotes, administradores, etc) e
fazer a manutenção do reino.

Ainda em vida o faraó começava a construir sua pirâmide, pois está


deveria ser o túmulo para o seu corpo. Como os egípcios acreditavam na
vida após a morte, a pirâmide servia para guardar, em segurança, o
corpo mumificado do faraó e seus tesouros. No sarcófago era colocado
também o livro dos mortos, contando todas as coisas boas que o faraó
fez em vida. Esta espécie de biografia era importante, pois os egípcios
acreditavam que Osíris (deus dos mortos) iria utiliza-la para julgar os
mortos.

Exemplos de faraós famosos e suas realizações:

- Tutmés I – conquistou boa parte da Núbia e ampliou, através de


guerras, territórios até a região do rio Eufrates.

- Tutmés III – consolidou o poder egípcio no continente africano após


derrotar o reino de Mitani.

- Ransés II – buscou estabelecer relações pacíficas com os hititas,


conseguindo fazer o reino egípcio obter grande desenvolvimento e
prosperidade.
- Tutankamon – o faraó menino, governou o Egito de 10 a 19 anos de
idade, quando morreu, provavelmente assassinado. A pirâmide deste
faraó foi encontrada por arqueólogos em 1922. Dentro dela foram
encontrados, além do sarcófago e da múmia, tesouros impressionantes.

Curiosidade:

A maldição do faraó

No começo do século XX, os arqueólogos descobriram várias pirâmides


no Egito Antigo. Nelas, encontraram diversos textos, entre eles, um que
dizia que: "morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faráo".
Alguns dias após a entrada nas pirâmides, alguns arqueólogos morreram
de forma estranha e sem explicações. O medo espalhou-se entre muitas
pessoas, pois os jornais divulgavam que a "maldição dos faraós" estava
fazendo vítimas. Porém, após alguns estudos, verificou-se que os
arqueólogos morreram, pois inalaram, dentro das pirâmides, fungos
mortais que atacavam os órgãos do corpo. A ciência conseguiu explicar
e desmistificar a questão.

Pirâmides do Egito Antigo


Conheça as pirâmides do Egito, como foram construídas, funções sociais,
estrutura,
armadilhas, pinturas internas e o uso da matemática

Introdução

Elas foram construídas há mais de 2500 anos e resistem até hoje.


Cercadas de mistérios, despertam interesse de historiadores, arqueólogos
e estudiosos de civilizações antigas. Como resistiram a tantos séculos?
Que segredos guardavam dentro delas? Qual função religiosa exerciam
na sociedade?

Conhecendo as pirâmides

A religião do Egito Antigo era politeísta, pois os egípcios acreditavam


em vários deuses. Acreditavam também na vida após a morte e,
portanto, conservar o corpo e os pertences para a outra vida era uma
preocupação. Mas somente os faraós e alguns sacerdotes tinham
condições econômicas de criarem sistemas de preservação do corpo,
através do processo de mumificação.

A pirâmide tinha a função abrigar e proteger o corpo do faraó


mumificado e seus pertences (jóias, objetos pessoais e outros bens
materiais) dos saqueadores de túmulos. Logo, estas construções tinham
de ser bem resistentes, protegidas e de difícil acesso. Os engenheiros,
que deviam guardar os segredos de construção das pirâmides,
planejavam armadilhas e acessos falsos dentro das contruções. Tudo era
pensado para que o corpo mumificado do faraó e seus pertences não
fossem acessados.

As pirâmides foram construídas numa época em que os faraós exerciam


máximo poder político, social e econômico no Egito Antigo. Quanto
maior a pirâmide, maior seu poder e glória. Por isso, os faraós se
preocupavam com a grandeza destas construções. Com mão-de-obra
escrava, milhares muitas vezes, elas eram construídas com blocos de
pedras que chegavam a pesar até duas toneladas. Para serem finalizadas,
demoravam, muitas vezes, mais de 20 anos. Desta forma, ainda em vida,
o faraó começava a planejar e executar a construção da pirâmide.

A matemática foi muito empregada na construção das pirâmides.


Conhecedores desta ciência, os arquitetos planejavam as construções de
forma a obter o máximo de perfeição possível. As pedras eram cortadas
e encaixadas de forma perfeita. Seus quatro lados eram desenhados e
construídos de forma simétrica, fatores que explicam a preservação
delas até os dias atuais.

Ao encontrarem as pirâmides, muitas delas intactas, os arqueólogos se


depararam com muitas informações do Egito Antigo. Elas possuem
inscrições hieroglíficas, contando a vida do faraó ou trazendo orações
para que os deuses soubessem dos feitos realizados pelo governante.

Deuses Egípcios
Mitologia e religião egípcia, deuses do Egito Antigo, politeísmo
egípcio, características e representações.

Mitologia egípcia e religião

No Egito Antigo, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja,


acreditavam em vários deuses. Estas divindades possuíam algumas
cararacterísticas (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por
exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir
várias formas (até mesmo de animais) e interferir diretamente nos
fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus
protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.

Conheça abaixo uma relação das principais divindades do Egito Antigo e suas
características.

Nome do deus(a) O que representava


Rá Sol (principal deus da religião egípcia)
Toth sabedoria, conhecimento, representante da Lua
Anúbis os mortos e o submundo
Bastet fertilidade, protetora das mulheres grávidas
Hathor amor, alegria, dança, vinho, festas
Hórus céu
Khnum criatividade, controlador das águas do rio Nilo
Maet justiça e equilíbrio
Ptah obras feitas em pedra
Seth tempestade, mal, desordem e violência
Sobek paciência, astúcia
Osíris vida após a morte, vegetação
Ísis amor, magia
Tefnut nuvem e umidade
Chu ar seco, luz do sol
Geb terra

Sociedade Egípcia
Organização, poder, camadas da sociedade, profissões, funções sociais

Introdução

A sociedade do Egito Antigo possuía uma forma de organização bem


eficiente, embora injusta, garantindo seu funcionamento e expansão.
Esta sociedade era hierárquica, ou seja, cada segmento possuía funções e
poderes determinados, sendo que os grupos com menos poderes tinham
que obedecer quem estava acima.

Vejamos abaixo os principais grupos sociais e a função que


exerciam nesta sociedade.

Faraó

Era o governante do Egito. Possuía poderes totais sobre a sociedade


egípcia, além de ser reconhecido como um deus. O poder dos faraós era
transmitido hereditariamente, portanto não havia nenhum processo de
escolha ou votação para colocá-lo no poder. O faraó e sua família eram
muito ricos, pois ficavam com boa parte dos impostos recolhidos entre o
povo. A família real vivia de forma luxuosa em grandes palácios. Ainda
em vida, ordenava a construção da pirâmide que iria abrigar seu corpo
mumificado e seus tesouros após a morte.

Sacerdotes
Na escala de poder estavam abaixo somente do faraó. Eram
responsáveis pelos rituais, festas e atividades religiosas no Antigo Egito.
Conheciam muito bem as características e funções dos deuses egípcios.
Comandavam os templos e os rituais após a morte do faraó. Alguns
sacerdotes foram mumificados e seus corpos colocados em pirâmides,
após a morte.

Chefes Militares

Os chefes militares eram os responsáveis pela segurança do território


egípcio. Em momentos de guerra ganhavam destaque na sociedade.
Tinham que preparar e organizar o exército de forma eficiente, pois uma
derrota ou fracasso podia lhes custar a própria vida.

Escribas

Eram os responsáveis pela escrita egípcia (hieroglífica e demótica).


Registravam os acontecimentos e, principalmente, a vida do faraó.
Escreviam no papiro (papel feito de fibras da planta papiro), nas paredes
das pirâmides ou em placas de barro ou pedra. Os escribas também
controlavam e registravam os impostos cobrados pelo faraó.

Povo Egípcio

Mais da metade da sociedade egípcia era formada por comerciantes,


artesãos, lavradores e pastores. Trabalhavam muito para ganhar o
suficiente para a manutenção da vida. Podiam ser convocados pelo faraó
para trabalharem, sem receber salários, em obras públicas (diques,
represas, palácios, templos).

Escravos

Geralmente eram os inimigos capturados em guerras de conquista.


Trabalhavam muito e não recebiam salário. Ganhavam apenas roupas
velhas e alimentos para a sobrevivência. Eram constantemente
castigados como forma de punição. Eram desprezados pela sociedade e
não possuiam direitos.

Tutankamon
Quem foi Tutankamon, biografia do faraó, tesouros, morte, maldição,
Egito, fotos

Introdução

Tutankamon, também conhecido como o “Faraó Menino”, nasceu em


1346 a.C e morreu, aos 19 anos de idade, em 1327 a.C. Foi faraó do
Egito Antigo entre os anos de 1336 e 1327 a.C. Era filho do faraó
Akhenaton.

Vida e morte

Ainda existem muitas dúvidas sobre a vida de Tutankamon. Foi o último


faraó da 18ª dinastia. Durante seu curto período de governo, levou a
capital do Egito para Memphis e retomou o politeísmo, que havia sido
abandonado pelo pai Akhenaton.

Sabe-se que morreu de forma traumática ainda na adolescência. Alguns


pesquisadores acreditam que ele tenha sido vítima de uma conspiração
na corte e, possivelmente, tenha sido assassinado com um golpe na
cabeça. Esta hipótese é sustentava, pois o crânio da múmia do faraó
apresenta uma perfuração.

Porém, estudos mais recentes e avançados (inclusive de DNA) efetuados


na múmia do faraó menino revelaram que a causa mais provável de sua
morte tenha sido a malária. Estes estudos mostraram também que
Tutankamon era portador de uma doença conhecida como Köhler-
Freiberg, que provoca inflamação em cartilagens e ossos dos pés. Um
dos pés da múmia do faráo apresenta necrose, provavelmente causada
pela má circulação sanguínea provocada pela doença. Logo, essa
conjugação de doenças pode ter levado o faraó a morte.

Tesouros de Tutankamon

A importância atribuída para este faraó está relacionada ao fato de sua


tumba, situada no Vale dos Reis, ter sido encontrada intacta. Nela, o
arqueólogo inglês Howard Carter encontrou, em 1922, uma grande
quantidade de tesouros. O corpo mumificado de Tutankamon também
estava na tumba, dentro de um sarcófago, coberto com uma máscara
mortuária de ouro. O caixão onde estava a múmia do faraó também é de
ouro maciço.

Na tumba de Tutankamon foram encontradas mais de cinco mil peças


(tesouros). Entre os objetos estavam jóias, objetos pessoais, ornamentos,
vasos, esculturas, armas, etc.

A maldição de Tutankamon

Durante a escavação da tumba de Tutankamon, alguns trabalhadores da


equipe morreram de forma inesperada. Criou-se então a lenda da
Maldição do Faraó. Na parede da pirâmide foi encontrada uma inscrição
que dizia que morreria aquele que perturbasse o sono eterno do faraó.
Porém, verificou-se depois que algumas pessoas haviam morrido após
ter respirado fungos mortais que estavam concentrados dentro da
pirâmide.
Hórus
Deus egípcio do Céu, origem, funções, religião egípcia, mitologia do Egito,
deuses egípcios

Quem era

Na mitologia do Egito Antigo, Hórus era o deus do céu. Era


representado com o corpo de um homem na cabeça de um falcão
(animal sagrado entre os egípcios).

Hórus era filho de Isis (deusa do amor) e Osíris (deus da vegetação e da


vida no além).

História

De acordo com a mitologia, Hórus matou Seth (deus da traição, da


violência e da inveja) para conquistar o domínio sobre o Egito. Porém,
na luta, Hórus perdeu um olho, substituindo-o por um amuleto de
serpente.

Olho de Hórus

Possuía um olho que representava a Lua e outro que representava o Sol.

Vida no Egito Antigo


Vida cotidiana no Egito Antigo, moradia, diversão, trabalho, alimentação,
transportes

Introdução

A sociedade egípcia antiga possuía uma vida muito diversificada, já que


a sociedade era muito complexa. Em função do grande desenvolvimento
cultural, econômico e social, os egípcios possuíam uma vida cotidiana
marcada por várias atividades.

Alimentação

A alimentação dos mais pobres (camponeses, escravos) era composta


basicamente por pão e água. Raramente comiam carne e frutas.

Já os mais ricos (faraós, sacerdotes, chefes militares, ricos comerciantes)


possuíam uma alimentação bem variada. Além de pão, consumiam
muita carne animal (boi, porco e peixe), queijos, frutas e legumes. O
cardápio era composto também por vinho e uma espécie de cerveja.

Habitação
As casas dos mais pobres eram simples e pequenas. Geralmente eram
feitas de barro ou pedras. Com apenas um cômodo, quase não possuíam
móveis. Os camponeses dormiam em esteiras ou palhas jogadas no chão.
Os utensílios domésticos eram pequenos copos, potes e vasos de
cerâmica.

As casas dos mais ricos eram grandes e espaçosas, compostas por vários
cômodos. Feitas de tijolos de barro, possuíam em seu interior vários
utensílios e móveis (cadeiras, camas, mesas, bancos). Eram decoradas
por dentro e recebiam pintura interna e externa. Os faraós habitavam em
palácios onde o luxo e o conforto eram as marcas principais.

Diversão

A natação, lutas e jogos de tabuleiros eram as formas de lazer mais


comuns no Egito Antigo. Os mais ricos divertiam-se também com
competições no rio Nilo, usando embarcações.

As crianças gostavam de brincar com bonecos feitos de madeira e bolas.


Brincadeiras coletivas, baseadas em danças e jogos de equipe também
eram comuns entre os pequenos egípcios.

Roupas

Como o clima no Egito Antigo é quente e seco, as roupas eram leves e


finas. Homens camponeses e artesãos vestiam apenas pedaços de tecido
amarrados na cintura. As mulheres vestiam vestidos simples ou túnicas.

Os mais ricos, principalmente nobres, usavam roupas com muitos


enfeites. As mulheres abusavam das jóias e vestidos com bordados com
contas. Era comum entre os homens nobres o uso de uma espécie de
saiote com pregas.

Transportes

Os egípcios usavam muito o rio Nilo como via de transporte de


mercadorias e pessoas. Para tanto, embarcações de todos os tamanhos
eram utilizadas. As embarcações grandes eram feitas de madeira,
enquanto as pequenas eram de fibras de papiro. Cavalos, camelos e bois
também eram usados como meios de transportes.

Múmias do Egito Antigo e a


Mumificação
O processo de mumificação, as múmias, religião egípcia, avanços na
medicina e química

Introdução
De acordo com a religião egípcia, a alma da pessoa necessitava de um
corpo para a vida após a morte. Portanto, devia-se preservar este corpo
para que ele recebesse de forma adequada a alma. Preocupados com esta
questão, os egípcios desenvolveram um complexo sistema de
mumificação.

O processo de mumificação

O processo era realizado por especialistas em mumificação e seguia as


seguintes etapas:

1º - O cadáver era aberto na região do abdômen e retirava-se as víceras


(fígado, coração, rins, intestinos, estômago, etc. O coração e outros
órgãos eram colocados em recipientes a parte. O cérebro também era
extraído. Para tanto, aplicava-se uma espécie de ácido pelas narinas,
esperando o cérebro derreter. Após o derretimento, retirava-se pelos
mesmos orifícios os pedaços de cérebro com uma espátula de metal.

2º - O corpo era colocado em um recipiente com natrão (espécie de sal)


para desidratar e também matar bactérias.

3º - Após desidratado, enchia-se o corpo com serragem. Aplicava-se


também alguns “perfumes” e outras substâncias para conservar o corpo.
Textos sagrados eram colocados dentro do corpo.

4º - O corpo era envolvido em faixas de linho branco, sendo que


amuletos eram colocados entre estas faixas.

Após a múmia estar finalizada, era colocada dentro de um sarcófago,


que seria levado à pirâmide para ser protegido e conservado. O processo
era tão eficiente que, muitas múmias, ficaram bem preservadas até os
dias de hoje. Elas servem como importantes fontes de estudos para
egiptólogos. Com o avanço dos testes químicos, hoje é possível
identificar a causa da morte de faraós, doenças contraídas e, em muitos
casos, até o que eles comiam.

Graças ao processo de mumificação, os egípcios avançaram muito em


algumas áreas científicas. Ao abrir os corpos, aprenderam muito sobre a
anatomia humana. Em busca de substâncias para conservar os corpos,
descobriram a ação de vários elementos químicos.

Curiosidades:

- Para transformar um corpo em múmia era muito caro naquela época.


Portanto, apenas os faraós e sacerdotes eram mumificados.
- Alguns animais como, por exemplo, cães e gatos também foram
mumificados no Egito Antigo.
Arte Egípcia
Características da arte egípcia, pintura, escultura, arquitetura, objetos em
ouro, obras de arte

Introdução

As artes no Egito Antigo estavam muito relacionadas com a vida


religiosa. A maioria das estátuas, pinturas, monumentos e obras
arquitetônicas estavam ligados, direta ou indiretamente, aos temas
religiosos.

Pintura Egípcia

Grande parte das pinturas eram feitas nas paredes das pirâmides. Estas
obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a
morte entre outros temas da vida religiosa. Estes desenhos eram feitos
de maneira que as figuras eram mostradas de perfil. Os egípcios não
trabalhavam com a técnica da perspectiva (imagens tridimensionais). Os
desenhos eram acompanhados de textos, feitos em escrita hieroglífica
(as palavras e expressões eram representadas por desenhos).
As tintas eram obtidas na natureza (pó de minérios, substâncias
orgânicas, etc).

Escultura Egípcia

Nas tumbas de diversos faraós foram encontradas diversas esculturas do


ouro. Os artistas egípcios conheciam muito bem as técnicas de trabalho
artístico em ouro. Faziam estatuetas representando deuses e deusas da
religião politeísta egípcia. O ouro também era utilizado para fazer
máscaras mortuárias que serviam de proteção para o rosto da múmia.

Arquitetura Egípcia

Os egípcios desenvolveram vários conhecimentos matemáticos. Com


isso, conseguiram erguer obras que sobrevivem até os dias de hoje.
Templos, palácios e pirâmides foram construídos em homenagem aos
deuses e aos faraós. Eram grandiosos e imponentes, pois deviam mostrar
todo poder do faraó. Eram construídos com blocos de pedra, utilizando-
se mão-de-obra escrava para o trabalho pesado.

Cleópatra
Biografia de Cleópatra e realizações históricas, relacionamentos
amorosos, seu reinado, Júlio César e Marco Antônio.

Quem foi

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o


Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com
sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte
do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu
XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.

Biografia , personalidade e atuação política

Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade.


Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas ( diamantes,
esmeraldas, safiras e rubis ), que encomendava de artesãos ou ganhava
de pessoas próximas e familiares.

A luta pelo poder entre ela e seus irmão gerou uma forte instabilidade
política e econômica para o Egito. Diante disso, ela acabou exilada e
decidiu pedir o auxílio de Roma ( atual Itália ). Sedutora e
extremamente inteligente, ela sabia utilizar-se muito bem do poder que
detinha. Num plano audacioso e arriscado, ela enviou a si própria,
embrulhada dentro de um tapete, como presente a Júlio César. Após
desenrolar-se do tapete, seu argumento foi tão ousado quanto seu plano,
ao dizer que havia ficado encantada com as histórias amorosas de César
e assim queria conhece-lo. Tornaram-se amantes e ele a ajudou
assassinar seu irmão em 51 A.C. Após isto, ela tornou-se a rainha e foi
para Roma, onde deu a luz a Cesarion.

A rainha retornou à terra natal após o assassinato de César, em 44 a.C.


Ainda mais ambiciosa, ela tomou conhecimento da posição importante
que Marco Antônio se encontrava na Anatólia, que ocupava o cargo de
governador da porção oriental do Império Romano. Estimulada pela
ambição que lhe era comum, a rainha seduziu este outro romano
iniciando com ele um relacionamento amoroso em 37 A.C.

Durante o período que estiveram em Alexandria, ela deu dois filhos a


Marco Antonio que, em troca, devolveu-lhe os territórios de Cirene e
outros, que até aquele momento, estavam sob o domínio do Império
Romano.

A atitude de Marco Antônio, que se deixava dominar cada vez mais pelo
pode de sedução da rainha, devolvendo-lhe as terras que haviam sido
conquistadas pelo Império Romano, incomodou de tal forma o Senado
romano, que, este, declarou guerra a ambos. Após serem derrotados por
Otávio na batalha naval de Ácio, ambos cometeram suicídio, tendo
Cleópatra se deixado picar por uma serpente, em Alexandria, no ano 30
a.C. Após isto, o Egito voltou às mãos de Roma.

Osíris
Mito deste deus egípcio, origem, funções, religião egípcia, mitologia do
Egito
Quem era

Os egípcios seguiam o politeísmo, portanto, acreditavam em diversos


deuses. Na mitologia do Egito Antigo, Osíris era um dos mais
importantes deuses egípcios, pois era associado à vida além da morte e
também à vegetação. Era casado com a irmã e deusa Ísis (deusa-mãe, do
amor e da magia) e pai do deus Hórus (deus do céu). Osíris era filho de
Geb (deus da terra) e Nut (deusa do céu).

Juíz dos mortos

Na mitologia egípcia, Osíris assumia uma importante função. Era o


responsável pelo julgamento dos mortos no “Tribunal de Osíris”. Neste
tribunal, Osíris pesava o coração do morto para avaliar se este mereceria
uma vida no além.

Representação de Osíris

A imagem de Osíris aparece, nas paredes das pirâmides, representada


como um homem mumificado (enrolado em faixas de tecido branco) e
com barba postiça. Em algumas representações, Osíris aparece com a
cor de pele verde e, em outras, negra.

De acordo com a mitologia egípcia, Osíris havia governado a Terra e


ensinado aos homens as técnicas de agricultura e domesticação de
animais.

Nefertiti
Biografia de Nefertiti, rainha do Egito, busto, filhas

Quem foi

Nefertiti, cujo nome significa “a mais bela chegou”, foi uma importante
rainha egípcia da XVIII dinastia. Foi esposa do faraó Amenhotep IV
(mais conhecido como Akhenaton). Nasceu em 1380 a.C e morreu em
1345 a.C.

Foi seu marido, o faraó Akhenaton que substituiu o culto politeísta


egípcio (crença em vários deuses egípcios) pelo monoteísmo (culto a
apenas um deus) no Egito Antigo. Pela imposição do faraó, o rei-sol
Aton deveria ser o único deus adorado. Nefertiti seguiu o atonismo
imposto pelo marido.

Nefertiti teve seis filhas com Akhenaton: Meritaton, Mecketaton,


Ankhesenpaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Setepenré.

Alguns egiptólogos defendem a hipótese de que Nefertiti governou o


Egito durante dois anos, logo após a morte do marido Akhenaton.
A morte de Nefertiti também é misteriosa. Alguns historiadores
acreditam que ela possa ter sido assassinada por sacerdotes. Estes,
defensores do politeísmo, queriam desestabilizar o faraó e, por isso,
assassinaram a esposa que era o braço direito dele.

Bustos de Nefertiti

Ficou muito conhecida na história em função dos lindos bustos de


calcário, com sua face esculpida, encontrados nas escavações feitas na
cidade de Tel el-Amarna (antiga Akhetaton).

Religião do Egito Antigo


A religião politeísta, os deuses, crenças, mitos, vida após a morte,
cerimônias, rituais e oferendas

Introdução

A religião no Egito Antigo era marcada por várias crenças, mitos e


simbolismos. A prática religiosa era muito valorizada na sociedade
egípcia, sendo que os rituais e cerimônias ocorriam em diversas cidades.
A religião egípcia teve grande influência em várias áreas da sociedade.

Características da religião egípcia

Os egípcios eram politeístas (acreditavam em vários deuses). De acordo


com este povo, os deuses possuíam poderes específicos e atuavam na
vida das pessoas. Havia também deuses que possuíam o corpo formado
por parte humana e parte de animal sagrado. Anúbis, por exemplo, deus
da morte, era representado com cabeça de chacal num corpo de ser
humano.

Os egípcios antigos faziam rituais e oferendas aos deuses. Era uma


forma de conseguirem agradar aos deuses, conseguindo ajuda em suas
vidas.

No Egito Antigo existiam diversos templos, que eram construídos em


homenagem aos deuses. Cada cidade possuía um deus protetor.

Outra característica importante da religião egípcia era a crença na vida


após a morte. De acordo com esta crença, o morto era julgado no
Tribunal de Osíris. O coração era pesado e, de acordo com o que havia
feito em vida, receberia um julgamento. Para os bons havia uma espécie
de paraíso, para os negativos, Ammut devoraria o coração.

Escrita Demótica
O que é a escrita demótica, alfabeto demótico, escrita no Egito Antigo
Escrita demótica: muito usada no Egito Antigo para relatar
assuntos do cotidiano

A escrita demótica foi muito usada para relatar assuntos do dia-a-dia no


Egito Antigo. Ao lado da escrita hieroglífica, mais usada pelos escribas
egípcios para assuntos religiosos e oficiais, a escrita demótica
representava uma evolução da língua falada e era mais simplificada em
comparação com a hieroglífica.

O alfabeto demótico começou a ser usado no Egito Antigo, de acordo


com egiptólogos (estudiosos especialistas na história do Egito Antigo),
na Dinastia XXVI.

Assim como a escrita hieroglífica, a demótica era para poucos no Egito


Antigo. Apenas os sacerdotes e escribas conheciam bem o alfabeto
demótico e tinha condições de escrever textos com ele.

A escrita demótica foi uma das três escritas usadas na Pedra de Roseta
(usada para decodificar a escrita egípcia), além da hieroglífica e grega.