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Prefácio

Estas notas de aula surgiram da experiência do autor quando este ministrou algumas vezes a disciplina para os cursos de Engenharias e na Licenciatura em Matemática a Distância. O principal objetivo destas notas é fazer com que os alunos compreendam com clareza os conceitos de funções de várias variáveis de um ponto de vista geométrico e algébrico. Desenvolvendo também a capacidade de modelagem de problemas matemáticos e provas envolvendo conjuntos topológicos, bem como as noções intuitivas de limites, continuidade, derivadas parciais, diferenciabilidade, comportamento de funções, integrais de linha e de superfície. É nossa expectativa que este texto assuma o caráter de espinha dorsal de uma expe- riência permanentemente renovável, sendo, portanto, bem vindas às críticas e/ou sugestões apresentadas por todos - professores ou alunos quantos dele fizerem uso. Para desenvolver a capacidade do estudante de pensar por si mesmo em termos das novas definições, incluímos no final de cada seção uma extensa lista de exercícios. No capítulo 1 apresentaremos algumas definições e resultados sobre conceitos topológi- cos, funções reais de duas ou mais variáveis reais, limites e continuidade que serão necessárias para o entendimento das próximas capítulos. No capítulo 2 apresentaremos as definições de derivadas parciais, diferenciabilidade, Regra da Cadeia, derivada direcional e gradiente que serão necessários para as aplicações. No capítulo 3 apresentaremos os problemas de maximazação e minimização, o Método dos Multiplicadores de Lagrange, derivação implícita e transformações. No capítulo 4 apresentaremos algumas definições e resultados sobre integrais múltiplas

e mudança de coordenadas. No capítulo 5 apresentaremos algumas definições e resultados sobre campos de vetores, funções vetoriais, integrais de linha e independência do caminho. Finalmente, no capítulo 6 apresentaremos os conceitos de superfícies parametrizadas

e integrais de superfície. Além disso, os Teoremas de Divergências, os quais são de grande importância no Cálculo Vetorial. Em particular, o Teorema de Green. Agradecemos aos colegas e alunos do Departamento de Matemática que direta ou indi- retamente contribuíram para a realização deste trabalho. Em particular, aos professores Ailton Ribeiro de Assis, Inaldo Barbosa de Albuquerque, João Bosco Batista Lacerda, José Gomes de Assis e Marivaldo Pereira Matos.

Antônio de Andrade e Silva.

Sumário

1 Funções Reais de Várias Variáveis Reais

1

1.1 Conceitos Topológicos

 

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2

1.2 Funções Reais de Várias Variáveis Reais

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8

1.3 Limites e Continuidade .

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12

2 Diferenciabilidade

31

2.1 Derivadas Parciais

 

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31

2.2 Diferenciabilidade .

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37

2.3 Regra da Cadeia

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46

2.4 Derivada Direcional e Gradiente

 

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50

3 Aplicações das Derivadas Parciais

 

77

3.1 Máximos e Mínimos .

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78

3.2 Multiplicadores de Lagrange

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84

3.3 Derivadas de Funções Implícitas

 

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92

3.4 Transformações

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98

4 Integrais Múltiplas

117

4.1 Integrais Duplas

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. 118

4.2 Mudança de Variáveis

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. 127

4.3 Integrais Triplas

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. 136

5 Integrais de Linha

147

5.1 Campos Vetoriais

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. 148

5.2 Funções Vetoriais

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. 157

5.3 Integrais de Linha .

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. 165

5.4 Independência do Caminho .

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. 176

6 Integrais de Superfície

 

195

6.1

Superfícies Regulares

 

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. 196

 

3

6.2 Integrais de Superfície

 

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. 204

6.3 Teorema de Green

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. 213

6.4 Teorema de Gauss

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. 219

6.5 Teorema de Stokes

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. 225

Referências Bibliográficas

238

Capítulo 1

Funções Reais de Várias Variáveis Reais

Situando a Temática

Quando falamos que uma coisa é função de outra, queremos dizer, simplesmente, que a primeira delas depende da segunda. Situações de dependência, ou vinculação, fazem-se presentes constantemente em nossa vida. Por exemplo, a área de um triângulo é igual a um meio da base vezes a altura, ou seja, depende da base e da altura do triângulo.

A partir de agora, você está convidado a nos acompanhar neste passeio pelo mundo das funções reais de várias variáveis reais. Juntos analisaremos detalhadamente suas regras, conheceremos domínios, gráficos e curvas de nível, verdadeiras ferramentas de decoração utilizadas para exposição de mapas, e aprenderemos os conceitos de limites e continuidade de funções reais de várias variáveis reais.

Para desenvolver a capacidade do aluno pensar por si mesmo em termos das novas definições, incluímos no final de cada seção uma extensa lista de exercícios, onde a maio- ria dos exercícios dessas listas foram selecionados dos livros citados no final do texto. Devemos, porém, alertar aos leitores que os exercícios variam muito em grau de dificul- dade, sendo assim, não é necessário resolver todos numa primeira leitura.

Problematizando a Temática

A adequação de uma investigação sistemática, impírica e crítica nos leva a problema- tização ou a formulação de problemas com enuciados que devem ser explicitados de forma clara, compreensível e operacional. Portanto, um problema se constitui em uma pergunta científica quando explicita a relação entre as variáveis ou fatos envolvidos no fenômeno.

Como vemos no nosso dia-a-dia os problemas envolvendo as funções reais de várias variáveis reais independentes aparecem com mais frequência do que as funções reais de uma variável real, e seu cálculo é ainda mais extenso. Suas derivadas são mais variadas e

1

mais interessantes por causa das diferentes maneiras como as variáveis podem interagir. Considere, por exemplo, uma placa metálica circular com um metro de raio, colocada com centro em = (0 0) do plano e seja aquecida, de modo que a temperatura em um ponto = ( ) seja dada por

( ) = (16 2 + 24 + 40 2 )

com e estando em metros. Determine os pontos de menor e maior temperatura da placa.

Conhecendo a Temática

1.1 Conceitos Topológicos

Nesta seção introduzimos os conceitos topológicos importantes para o estudo de funções reais de várias variáveis reais, mais precisamente funções cujo domíno é um subconjunto R e cuja imagem está contida em R, com ênfase no plano cartesiano e no espaço. É pertinente lembrar que é de extrema importância em matemática, sempre que possível, esboçar graficamente um conjunto (ou um gráfico de uma equação ou inequação) para termos uma ideia geométrica do mesmo. Um conjunto de pontos ou simplesmente um conjunto em R , com 1 3, é qualquer coleção de pontos finita ou infinita.

Exemplo 1.1 Os conjuntos

= {(1 0) (0 1)}

= {( ) R 2 : = } e = {( ) R 2 : 2 + 2 1}

são conjuntos de pontos no plano cartesiano R 2 = R × R.

Dados um ponto = ( ) e um número real 0, chama-se vizinhança delta (circular ) de , em símbolos ( ), ao conjunto de todos pontos = ( ) tais que

| | = ( ) = p ( ) 2 + ( ) 2

com | | representando a distância entre os pontos e , isto é,

( ) = {

: | | }

Chama-se vizinhança delta (retangular ) de ao conjunto de todos pontos = ( ) tais que

| | e | |

isto é,

( ) = {

: | | e | | }

A Figura 1.1 expõe graficamente a definição de vizinhança delta de .

graficamente a definição de vizinhança delta de . Figura 1.1: Representação gráfica dos conceitos

Figura 1.1: Representação gráfica dos conceitos topológicos de .

em R

vizinhança delta de toda contida em , isto é,

Um conjunto

chama-se aberto

se para cada ponto

, existir uma

( ) tal que ( )

Neste caso, diremos que todos os ponto de são pontos interiores.

Exemplo 1.2 Sejam

=

{( ) R 2 : 2 + 2 1}

= {(

) R 2 : 0}

= {( ) R 2 : | | 1

e

| | 1} e

conjuntos abertos em R 2 . Mostre que e são conjuntos abertos em R 2 , enquanto o não é um conjunto aberto em R 2 .

Solução.

vizinhança delta de , ( ), com

Dado um ponto

= ( ) , obtemos 2 + 2

= 1 2 + 2

1.

Assim, existe uma

tal que ( ) , pois

se = ( ) ( ), então | | . Logo,

p 2 + 2 = | | = |( )+( )| | | + | | + 2

+ 2 = 1

Portanto, e é um conjunto aberto em R 2 . Agora, dado um ponto = ( ) , obtemos 0 | | 1 e 0 | | 1. Assim, existe uma vizinhança delta de , ( ), com

= min{ 1 2 } 1 = min{| | 1 | |} e

2 = min{| | 1 | |}

tal que ( ) , pois se = ( ) ( ), então | | . Logo,

| | | | | | 1 | | 1

e

| | | | | | 2 | | 1

Portanto, e é um conjunto aberto em R 2 . Finalmente, para provar que não

= ( 0) , não ¥

existe nenhuma vizinhança delta 0 de , ( ), tal que ( ) .

é um conjunto aberto em R 2 , basta observar que para cada ponto

Um ponto R é um ponto de fronteira de um conjunto em R se qualquer vizinhança de contém pontos de e pontos fora de , isto é,

( ) 6=

e

( ) (R ) 6=

com R o complementar do conjunto . A Figura 1.1 expõe graficamente a definição de ponto de fronteira de . Seja um conjunto em R . Chama-se fronteira de , em símbolos ( ), o conjunto de todos os pontos de fronteiras de .

Exemplo 1.3 Sejam

= {( ) R 2 : 0}

conjuntos em R 2 . Mostre que

( ) = {( ) R 2 : = 0}

e

= {( ) R 2 : 2 + 2 1}

e ( ) = {( ) R 2 : 2 + 2 = 1}

Em particular, ( ) = (R 2 ) e ( ) = (R 2 ).

Solução.

( ) . Portanto, = ( 0) ( ), pois R 2 .

Reciprocamente, dado = ( ) ( ), temos, pela Lei da Tricotomia, que 0,

= 0 ou 0.

( ) = , o que é impossivel. Se 0, então existe 0 tal que ( ) e ( ) (R 2 ) = , o que é impossivel. Portanto, = 0 e

e

Dados = ( 0) R 2 e 0, existe = ( ) , com 0 , tal que

Se

0, então existe 0

tal que ( )

R 2

( ) = {( ) R 2 : = 0}

De modo inteiramente análogo, determina ( ).

¥

Um conjunto em R chama-se fechado se seu complementar R for aberto. Por

exemplo,

= {( ) R 2 : 2 + 2 1}

é um conjunto fechado em R 2 , pois seu complementar

é

R

um conjunto aberto em R 2 .

= {( ) R 2 : 2 + 2 1}

Um conjunto em R chama-se limitado se existir uma esfera de centro na origem de R e raio suficientemente grande 0, em símbolos ( ), tal que

( )

Ou, equivalentemente, um bloco em R tal que . Note que em R 2 uma esfera

é um círculo (uma circunferência) e um bloco é um retângulo. Neste caso, para cada = ( ) , existe 0 tal que

Exemplo 1.4 Sejam

= {( ) R 2 : | | 1

| | e | |

e

1 2}

e

= {( ) R 2 : 0}

conjuntos em R 2 . Mostre que é um conjunto limitado em R 2 , enquanto não é um conjunto limitado em R 2 .

Solução. Note que graficamente representa uma figura retangular com lados de com- primentos = 2 e = 3, repectivamente. Assim, pondo = max{2 3} = 3, obtemos

3 (0 0) = {( ) R 2 : 2 + 2 = 9}

Portanto, é um conjunto limitado em R 2 . Agora, se existisse uma esfera de centro na origem de R 2 e raio suficientemente grande 0 tal que

( )

Então o ponto = ( + 1 ) , onde ( ), o que é impossível. Portanto, não

é um conjunto limitado em R 2 .

¥

Um conjunto em R chama-se compacto se ele é fechado e limitado em R . Por exemplo,

= {( ) R 2 : | | + | | 1}

é um conjunto compacto em R 2 . Um ponto R é um ponto de acumulação de um conjunto de R se para qualquer número real 0, tem-se

( ( ) { }) 6=

Por exemplo, = (0 0) R 2 é um ponto de acumulação do conjunto

= {( ) R 2 : 0}

Note que . Observe também que qualquer ponto é um ponto de acumulação de

= {( ) R 2 : 0}

Enquanto que o conjunto Z não possui ponto de acumulação, pois dado Z, existe = 1 tal que

( ( ) { }) Z =

Um ponto que não é um ponto de acumulação de chama-se um ponto discreto

ou um ponto isolado de .

Um conjunto em R chama-se conexo se quaisquer dois pontos distintos podem ser ligados por uma linha poligonal inteiramente contida em (linha poligonal significa uma “curva” constituída de um número finito de segmentos retilíneos em sucessão tais que a extremidade de cada um coincida com a origem do seguinte). Um conjunto aberto e conexo chama-se domínio. Por exemplo, o counjuto

= {( ) R 2 : 1 2 + 2 4}

é um domínio em R 2 . Note que, um domínio não pode ser formado por dois conjuntos abertos disjuntos. Assim, o conjunto

= {( ) R 2 : | | 0}

não é um domínio em R 2 , pois

= {( ) R 2 : 0} {( ) R 2 : 0}

Um conjunto em R chama-se uma região se é um aberto conexo mais alguns ou todos os seus pontos de fronteiras. Uma região é simplesmente conexa em R se qualquer curva fechada em pode ser reduzida de maneira contínua a um ponto qualquer em sem deixar . Por exemplo,

= {( ) R 2 : | | 1 e 1 2}

é uma região simplesmente conexa em R 2 .

Exemplo 1.5 Seja um conjunto compacto em R 2 . Mostre que = R 2 nunca pode ser uma região simplesmente conexa em R 2 .

Solução. Como um conjunto compacto em R 2 temos que existe um círculo de centro na origem de R 2 e raio suficientemente grande 0 tal que

( )

Assim, a circunferência de centro na origem de R 2 e raio + 1 está contida em , mas não pode ser reduzida de maneira contínua a um ponto qualquer em sem deixar . Portanto, não é uma região simplesmente conexa em R 2 . Em particular, a região

= {( ) R 2 : 1 2 + 2 }

não é uma região simplesmente conexa em R 2 , pois

= R com = {( ) R 2 : 2 + 2 1}

um conjunto compacto.

¥

EXERCÍCIOS

1. Esboce a região do plano R 2 dada abaixo e determine sua fronteira. Classifique em: aberto (A), fechado (F), limitado (L), compacto (K), ou conexo (C).

(a)

= {( ) R 2 : 0}.

(b)

= {( ) R 2 : 0 e 2 + 2 1}.

(c)

=]1 2[ × [0 + [.

(d)

= {( ) R 2 : 1 2 + 2 2}.

(e)

= {( ) R 2 : 4 2 9}.

(f)

= {( ) R 2 : 0 e 1 2}.

(g)

=

{(

) R 2 : }.

(h)

= {( ) R 2 : | | 1 e 1 2}.

(i)

= {( ) R 2 : 4 2 + 2 9}.

(j)

= {( ) R 2 : sen cos 0 4}.

(k)

=

[0 1] × [1 2].

(l)

= {( ) R 2 : | | + | | 1}.

(m) = {( ) R 2 : 2 + 4 2 16 e | | 1}

(n)

= {( ) R 2 : 1 2 2 }.

(o)

= {( ) R 2 : ( 2 + 2 1) 0}.

(p)

=

{(

) R 2 : 3 }.

 

(q)

= {( ) R 2 : | | 2 e 1 2 + 2 }.

(r)

=

{(

) R 2 : 2 2

}.

(s)

= {( ) R 2 : | | + | |

2 e 1 2 + 2 }.

2. Esboce a região

= {( ) R 2 : ¡ 2 + 2 1 ¢ [( 1) 2 + 2 1] 0}

verifique que ela é aberta e determine sua fronteira.

1.2

Funções Reais de Várias Variáveis Reais

O conceito de funções reais de duas ou mais variáveis reais é análogo ao conceito de função real de uma variável real visto no Cálculo Diferencial e Integral I. Por exemplo, a equação

= 2 2

exprime como função de e . Em geral, é uma função de e se existir uma regra que a cada ponto = ( ) de um conjunto em R 2 associar um único ponto R. A Figura 1.2 expõe graficamente a definição de função de em R. Para indicar a conexão entre , e usualmente escreve-se = ( ) ou = ( ).

usualmente escreve-se = ( ) ou = ( ) . Figura 1.2: Representação gráfica da função

Figura 1.2: Representação gráfica da função = ( ).

Escreveremos : R R ou, simplesmente, : R para indicar que é uma função com domínio e contradomínio R. Se = ( ), diremos que é o valor ou a imagem de e com respeito a . Às vezes as funções : R R são chamadas de funções escalares.

Exemplo 1.6 Seja : R 2 R a função definida pela regra

Qual o domínio de ?

( ) = log μ 1 4 2

1

9 2

Solução. Já vimos, no Ensino Médio, que o domínio da função log é o conjunto de todos os R, com 0. Logo, o domínio de é o conjunto de todos os pontos ( ) em R 2 tais que

1 4 2 9 2 0

Portanto,

= {( ) R 2 : 36 2 + 2 9}

1

é o domínio da função ( ).

Seja : R 2 R uma função. Chama-se gráfico de ao conjunto de todos os pontos ( ) R 3 tais que = ( ), isto é,

¥

( ) = {( ) R 3 : = ( )}

Chama-se imagem de ao conjunto

Im( ) = { R : = ( )

para algum ponto ( ) }

É importante notar que, o gráfico de uma função real de duas variáveis reais representa uma superfície. A Figura 1.3 expõe graficamente a definição do gráfico de uma função : R 2 R.

do gráfico de uma função : R 2 R . Figura 1.3: Gráfico da função .

Figura 1.3: Gráfico da função .

Sejam : R 2 R uma função e = ( ). Quando atribuirmos a um valor constante , o conjunto de todos os pontos ( ) tais que = geram, em geral, uma curva , chamada de curva de nível da função correspodendo ao valor . Note que a curva está contida no domínio da função, ou seja, . A Figura 1.4 expõe graficamente algumas curvas de níveis geradas pelo gráfico de uma função : R 2 R.

Figura 1.4: Curva de nível . Quando atribuirmos a um valor constante , o conjunto

Figura 1.4: Curva de nível .

Quando atribuirmos a um

valor constante , o conjunto de todos os pontos ( ) tais que = geram, em geral, uma superfície , chamada de superfície de nível da função correspodendo ao valor .

Sejam

: R 3 R uma função e = ( ).

Exemplo 1.7 Seja : R 2 R a função definida pela regra ( ) = 2 2 . Determinar algumas curvas de nível da função .

Solução.

As curvas de nível da função no plano correspondem aos gráficos da

equação

2 2 = R

Como o conjunto dos números reais R é totalmente ordenado, há três casos a serem considerados (Lei da Tricotomia):

1 Caso. Se 0, então 2 2 = é uma hipérbole com vértices (0 ± ).

2 Caso. Se = 0, então 2 2 = são duas retas passando pela origem = (0 0) de R 2 , ou seja, = e = .

3 Caso. Se 0, então 2 2 = é uma hipérbole com vértices (± 0).

Figura 1.5: Paraboloide hiperbólico. EXERCÍCIOS 1. Em cada caso determine e represente graficamente o domínio

Figura 1.5: Paraboloide hiperbólico.

EXERCÍCIOS

1. Em cada caso determine e represente graficamente o domínio da função = ( ).

( )

(

(

= p 2 + 2

= p | | | | 4 2 + 2 + 2 = 1

0

)

)

( ) ( )

(

)

= arccos ( )

 

=

=

p ( 3) ( 2) arcsen [ ( )]

( )

= log ³ 1 4 2 2 ´

9

( )

= p 4 2 2

p 2 + 2 1

(

)

( )

=

p log ( 2 + 2 3)

= exp ( ) log

( )

=

sen sen

( ) = s 2

1

2 1

2. Em cada caso esboce algumas curvas de nível da função = ( ), de modo a obter uma visualização do seu gráfico.

( )

( ) = p 2

(

2 +

2 + 2

2 ) 1

=

)

)

)

( 2 +

=

log (1 + 2 + 2 ) + sen ( ) = | | | |

=

=

=

( )

(

( )

( )

(

= 8 2 2

( ) =

(

)

2 ( 2 +