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Água na Farmácia

Anderson de Oliveira Ferreira, MSc.

A água é a substância mais amplamente usada como matéria-prima,


excipiente, ou ingrediente nas operações, processos e formulações farmacêuticas
(Rowe et al., 2003; USP Pharmacists’Pharmacopeia, 2005).
O termo “água” per si é usado para descrever a água potável geralmente
fornecida por abastecimento público e em condições apropriadas para beber.
Embora a água potável cumpra os requisitos de palatabilidade e segurança para ser
ingerida, em aplicações farmacêuticas ela precisa ser purificada por métodos
apropriados, como destilação, troca iônica, osmose reversa, dentre outros. Após
esta purificação, obtemos a dita água purificada, apropriada para uso farmacêutico.
Portanto, a água potável é a matéria-prima para a obtenção da água purificada,
utilizada em aplicações farmacêuticas. A purificação da água potável é necessária,
porque a composição da mesma é variável conforme a natureza e concentração de
impurezas, presentes em sua fonte de obtenção, e o tratamento dispensado pelos
serviços de tratamento e abastecimento público.
O quadro abaixo relaciona diversos tipos de água e suas aplicações,
conforme descrições farmacopéicas:

Quadro: tipos de água e respectivas aplicações típicas


Tipo de água Definição / aplicações
Água apropriada para beber, obtida geralmente da rede pública de
abastecimento. Precisa cumprir os requisitos para padrão de potabilidade,
estabelecido em legislação específica. Para isso, deve possuir
Água potável
características físicas, químicas e microbiológicas satisfatórias a fim de ser
consumida sem risco à saúde. Não é adequada para uso na manipulação
de medicamentos.
Atende as especificações farmacopéicas, apropriada para manipulação de
Água purificada medicamentos não-estéreis. É preparada a partir da purificação da água
potável por diferentes processos, incluindo a deionização (troca-iônica),
destilação, osmose reversa, filtração ou outros sistemas apropriados. Não é
adequada para uso na manipulação de preparações parenterais e outras
formas farmacêuticas estéreis.
Características organoléticas: líquido límpido, incolor, inodoro e insípido.
Excipiente para preparação de injeções e para uso em aplicações
farmacêuticas. Obtida por purificação da água potável por destilação ou
Água para injeção
osmose reversa. Deve atender aos requisitos farmacopéicos para água
(USP)
purificada, acrescido do atendimento ao Teste de Endotoxinas Bacterianas.
Não é, ainda, uma água estéril e sim a fonte para obtenção dessa.
É a água para injeção embalada e esterilizada. É apropriada para
Água estéril para manipulação de preparações extemporâneas estéreis. É empregada como
injeção (USP) diluente de produtos parentais. É embalada em recipiente de dose única
com capacidade não superior a 1 litro.
Trata-se da água estéril para injeção com a adição de um ou mais
Água bacteriostática conservantes antimicrobianos adequados. Pode ser usado como diluente de
para injeção (USP) preparações estéreis. Pode ser embalada em recipiente dose única ou
múltipla dose com volume não superior a 30mL.
É a água para injeção, embalada em recipiente dose única de capacidade
não superior a 1litro, é destinada para um uso breve e é esterilizada. Não
Água estéril para
precisa atender aos requisitos farmacopéicos para materiais particulados
irrigação (USP)
aplicável para injetáveis de pequenos volumes. Não contêm conservantes
ou outras substâncias.
Água estéril para Água para injeção embalada e esterilizada, destinada para uso em
inalação (USP) inaladores e na preparação de soluções para inalação.
Adaptado: (Rowe et al., 2003; USP Pharmacists’ Pharmacopeia, 2005; USP 31, 2008)

1. Controle de qualidade físico-químico da água potável

Para obtenção de água purificada para uso farmacêutico é imprescindível


uma água potável de boa qualidade.
A Portaria n° 518, de 25 de março de 2004, do Minis tério da Saúde,
estabelece os parâmetros para água potável, definindo os parâmetros
microbiológicos, físicos, químicos e radioativos, que atendem ao padrão de
potabilidade (BRASIL, 2004).

1.1 Parâmetros organolépticos e físico-químicos da água potável


A tabela abaixo relaciona o padrão de características físico-químicas
aceitáveis para água potável, descrito na legislação pertinente.

Tabela: Padrão organoléptico e físico-químico de aceitabilidade para água potável


(BRASIL, 2004)
Parâmetro Unidade VMP*
Alumínio mg/L 0,2
Amônia (como NH3) mg/L 1,5
Cloreto mg/L 250
Cor Aparente uH** 15
Dureza mg/L 500
Etilbenzeno mg/L 0,2
Ferro mg/L 0,3
Manganês mg/L 0,1
Monoclorobenzeno mg/L 0,12
Odor - Não objetável
Sabor - Não objetável
Sódio mg/L 200
Sólidos dissolvidos totais mg/L 1.000
Sulfato mg/L 250
Sulfeto de Hidrogênio mg/L 0,05
Surfactantes mg/L 0,5
Tolueno mg/L 0,17
Turbidez UNT*** 5
Zinco mg/L 5
Xileno mg/L 0,3
*VMP = Valor Máximo Permitido.
** uH: Unidade Hazen (mg Pt-Co/L).
***UNT = Unidade Nefelométrica de Turbidez

1.2 Parâmetros físico-químicos mínimos que devem ser avaliados na água potável
utilizada na farmácia (ANVISA, 2007)

A água potável utilizada na farmácia magistral deve ter sua qualidade


monitorada periodicamente, de acordo com a legislação em vigor. Os parâmetros
físico-químicos mínimos que deverão ser avaliados são:

Odor: a água em sua forma pura não possui odor. Águas para o consumo
doméstico, processos industriais como alimento e indústria farmacêutica necessitam
ser livres de odor. Algumas substâncias estão presentes em quantidades muito
pequenas (nanogramas), o que torna impossível a identificação da substância pelo
odor. O resultado do teste do odor depende da capacidade sensorial humana.
Especificação para água potável: Não objetável (BRASIL, 2004).

Cor Aparente: o termo cor é utilizado, aqui, com significado de cor verdadeira, que é
a cor da água da qual a turbidez tenha sido removida. O termo “cor aparente“ inclui
não apenas a cor devido a substâncias presentes na solução, mas também devido a
materiais em suspensão. A cor aparente é determinada na amostra original sem
filtração ou centrifugação. Em algumas águas de resíduos industriais altamente
coloridas, contribui para a coloração, principalmente, o material em suspensão ou
material coloidal. Em tais casos, tanto a cor verdadeira e coloração aparente devem
ser determinadas.
Especificação para água potável: máximo de15 uH (BRASIL, 2004)

pH: é a medida da concentração de íons H+ na água com o uso de um pHmetro. O


balanço dos íons hidrogênio e hidróxido (OH-) determina quão ácida ou básica ela é.
Na água quimicamente pura os íons H+ estão em equilíbrio com os íons OH- e seu
pH é neutro, ou seja, igual a 7,0. Os principais fatores que determinam o pH da água
são o gás carbônico dissolvido e a alcalinidade. O pH das águas subterrâneas varia
geralmente entre 5,5 e 8,5. A medida do pH é a concentração hidrogênica das
águas, o mesmo deve se encontrar entre 6,0 e 8,0. Valores fora desta faixa tornam o
meio extremamente seletivo para vários seres vivos.
Especificação para água potável: segundo a Portaria MS 518/2004, o pH da água
potável deve estar entre 6,0 e 9,5. Contudo, o ideal para uma melhor qualidade
microbiológica é recomendável que o pH esteja compreendido entre 6,0 e 8,3,
alcançando no máximo o valor de 8,5. Isso se deve à influência do pH na atividade
desinfetante dos derivados clorados, presentes na água potável. Em valores de pH
acima de 8,5, os derivados clorados possuem ação oxidante sobre a matéria
orgânica, mas apresentam reduzida ação desinfetante (Macedo, 2007).

Turbidez (Método Nefelométrico): a turbidez na água é decorrência da alteração


da penetração da luz devido à presença de partículas em suspensão (ex.: plâncton,
argilas, bactérias, poluição, etc), promovendo sua difusão e absorção (Macedo,
2007). Os valores são expressos em Unidade Nefelométrica de Turbidez (UNT). A
cor da água interfere negativamente na medida da turbidez, devido a sua
propriedade de absorver luz. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o
limite máximo de turbidez em água potável deve ser 5 UNT. As águas subterrâneas
normalmente não apresentam problemas devido ao excesso de turbidez. Em alguns
casos, águas ricas em íons Fe, podem apresentar uma elevação de sua turbidez
quando entram em contato com o oxigênio do ar.
Especificação para água potável: máximo de 5 UNT (BRASIL, 2004).

Cloro residual livre: o cloro residual livre compreende a parte de cloro adicionada à
água que não reagiu com agentes contaminantes ou com matéria orgânica.
Essencialmente, constitui a quantidade de cloro que está livre para eliminar
microorganismos nocivos. A presença de cloro residual livre é um indicativo do
tratamento correto da água de abastecimento, sendo considerado também como um
parâmetro de potabilidade da água.
Especificação para água potável: mínimo de 0,2mg/L (BRASIL, 2004).

Sólidos totais dissolvidos (STD): sólidos Totais Dissolvidos corresponde ao peso


total dos constituintes minerais presente na água por unidade de volume. Os STD
compreendem quimicamente os sólidos voláteis e fixos. Estes materiais passam
pelos filtros, uma vez que se encontram dissolvidos. Dependendo da quantidade de
substância dissolvidas na água, as propriedades físicas e químicas da água sofrem
alterações. Para a potabilidade da água o valor de Sólidos Dissolvidos Totais não
deverá ser maior que 1000mg/L (BRASIL, 2004). Um alto valor de STD pode
promover efeitos adversos no consumidor como, por exemplo, um efeito laxativo.
Um valor alto de STD também está correlacionado com uma maior velocidade de
corrosão e incrustação em equipamentos.
Especificação para água potável: máximo de 1000mg/L (BRASIL, 2004).

2. Controle de qualidade microbiológico de água potável

De acordo com a Portaria MS n° 518/2004, a água pot ável deve estar em


conformidade com o padrão microbiológico descrito no quadro abaixo.

Quadro: Padrão microbiológico de potabilidade de água para consumo humano


Água Parâmetro Valor máximo permitido
E. coli ou coliformes
Água para consumo humano Ausência em 100 mL
termotolerantes
Água na saída do tratamento Coliformes totais Ausência em 100 mL
E. coli ou coliformes
Ausência em 100 mL
termotolerantes
1) Sistemas que analisam 40 ou mais
amostras por mês:
Água tratada no sistema de - ausência em 100 mL em 95% das
distribuição (reservatórios e amostras examinadas
rede) Coliformes totais 2) Sistemas que analisam menos de
40 amostras mês:
- apenas uma amostra poderá
apresentar mensalmente resultado
positivo em 100 mL
Fonte (BRASIL, 2004)
Nota: Em 20% das amostras mensais para análise de coliformes totais nos sistemas de distribuição,
deve ser efetuada a contagem de bactérias heterotróficas e, uma vez excedidas 500 unidades
formadoras de colônia (UFC) por mL, devem ser providenciadas imediata recoleta, inspeção local e,
se constatada irregularidade, outras providências cabíveis (BRASIL, 2004).

2.1 Parâmetros microbiológicos que devem ser avaliados na água potável utilizada
na farmácia (ANVISA, 2007)

A água potável utilizada na farmácia magistral deve ter sua qualidade


microbiológica também monitorada periodicamente de acordo com a legislação em
vigor para as farmácias. Os microorganismos pesquisados e as contagens máximas
aceitáveis são:

Contagem total de bactérias (bactérias heterotróficas): determinação da


densidade de bactérias que são capazes de produzir unidades formadoras de
colônias (UFC), na presença de compostos orgânicos contidos em meio de cultura
apropriada, sob condições pré-estabelecidas de incubação: 35,0, ± 0,5ºC por 48
horas.
Especificação para água potável: a contagem total de bactérias heterotróficas na
água potável não deverá ser superior a 500 UFC/mL.

Coliformes totais: compreendem as bactérias do grupo coliforme, incluindo bacilos


gram-negativos ou anaeróbios facultativos, não formadores de esporos, oxidase-
negativos, capazes de desenvolver na presença de sais biliares ou agentes
tensoativos que fermentam a lactose com produção de ácido, gás e aldeído a 35,0 ±
0,5ºC em 24-48 horas, e que podem apresentar atividade da enzima ß -
galactosidase. Este grupo de microorganismos é composto por cerca de 20
espécies, dentre as quais se encontram tanto bactérias originárias do trato intestinal
de humanos como de outros animais de sangue quente. A maioria das bactérias do
grupo coliforme pertence aos gêneros Escherichia, Citrobacter, Klebsiella e
Enterobacter, embora vários outros gêneros e espécies pertençam ao grupo.
Especificação para água potável: ausência em 100mL.

Escherichia coli: a E. coli é uma bactéria do grupo coliforme que fermenta a lactose
e manitol, com produção de ácido e gás a 44,5 ± 0,2ºC em 24 horas, produz indol a
partir do triptofano, oxidase negativa, não hidroliza a uréia e apresenta atividade das
enzimas ß galactosidase e ß glucoronidase, sendo considerada o mais específico
indicador de contaminação fecal recente e de eventual presença de organismos
patogênicos.
Especificação para água potável: ausência em 100mL

Coliformes termorresistentes (Coliformes fecais, Coliforme termotolerantes):


compreendem um subgrupo de bactérias do grupo coliforme que fermentam a lactose a 44,5
± 0,2ºC em 24 horas; tendo como principal representante a Escherichia coli, de origem
exclusivamente fecal. Os coliformes termorresistentes distintos da E.coli podem ser
provenientes de águas organicamente enriquecidas (contaminadas) como, por exemplo,
com efluentes industriais ou matérias vegetais e solos em decomposição. Como os
coliformes termorresistentes são detectados com facilidade, eles podem desempenhar uma
importante função secundária como indicadores da eficácia dos processos de tratamento da
água para bactérias fecais.
Especificação para água potável: ausência em 100mL

3. Água Purificada: obtenção e controle da qualidade


A água purificada pode ser considerada uma das matérias-primas mais
importantes, pois é empregada diretamente na manipulação de uma série de
preparações e também em alguns tipos de lavagem de materiais em que se
emprega água purificada.
A água purificada deve ser obtida a partir da água potável e tratada em um
sistema que assegure a obtenção de uma água de acordo com as especificações
farmacopéicas (Santos & Cruz, 2008).

3.1 Principais processos de purificação de água empregados na farmácia

Filtração: a filtração é um processo de purificação pelo qual são removidas as


partículas sólidas “não dissolvidas” dispersas ao passar através de um material
poroso (filtro). A eficiência da filtração é determinada pelo diâmetro do material
filtrante. A filtração em si apresenta limitações que a impede de ser utilizada como
único meio para obtenção de água purificada para uso farmacêutico (ex.: não é
totalmente eficiente na eliminação de contaminação microbiana). Portanto, a filtração
deve ser considerada como uma etapa inicial e complementar do processo de
obtenção da água purificada, sendo sucedida por outros processos de purificação
como a deionização e/ou destilação ou osmose reversa.

Destilação: a destilação é um processo de purificação no qual ocorre mudanças de


fases da água, passando inicialmente do estado líquido para vapor (100oC) e depois
do vapor para o estado líquido novamente por condensação. As impurezas com o
ponto de ebulição superior a 100oC permanecem na caldeira do destilador. A
destilação consegue eliminar com efetividade a maioria dos sólidos inorgânicos,
todos os compostos orgânicos com ponto de ebulição superior ao da água, bactérias
e pirogênios. Ainda assim gases e alguns compostos orgânicos não são eliminados
por este processo, necessitando de outros processos de purificação,
complementares a destilação para uma efetiva remoção.

Deionização ou desmineralização: a deionização é o processo que utiliza resinas


sintéticas para permitir a troca seletiva de íons H+ ou OH- por cátions (Ca++, Mg++,
Na+, etc) e ânions (Cl-, SO42- , CO32-, HCO3-, sílica e NO3-), presentes como
impurezas na água. Em geral, utiliza-se uma resina catiônica e depois uma aniônica.
O processo de deionização remove sólidos ionizáveis dissolvidos e gases ionizados
dissolvidos. Não remove material orgânico dissolvido, material particulado, bactérias
e pirogênio (Macedo, 2007). As resinas podem ser danificadas pela presença de
cloro na água, sendo aconselhável que essa seja previamente filtrada, por filtro de
carvão ativado, como forma de aumentar a vida útil da resina. Sabe-se que a água
deionizada é facilmente contaminável após sua obtenção, não sendo, por este
motivo, recomendado seu armazenamento. O equipamento empregado na obtenção
da água deionizada é o deionizador, composto por resinas catiônicas e aniônicas em
cartuchos separados ou de forma mista. Os deionizadores em que as resinas
catiônicas e aniônicas encontram-se separadas são passíveis de regeneração.
Nesse caso, as resinas catiônicas podem ser regeneradas com ácido clorídrico ou
sulfúrico (2 a 4%p/v) e as resinas aniônicas com solução de hidróxido de sódio (2 a
10% p/v). A eficiência do processo de deionização pode ser avaliada através da
medida da condutividade.

Osmose reversa: processo pelo qual a água é purificada por passagem através de
membrana semipermeável contra um gradiente de concentração por ação da
pressão mecânica exercida por uma bomba. A osmose reversa produz uma água de
alta pureza química e microbiológica. O processo remove material particulado,
pirogênios, microrganismos, material orgânico dissolvido, material inorgânico
dissolvido e material insolúvel. Não remove gases ionizáveis dissolvidos (Macedo,
2007). As membranas do aparelho de osmose reversa podem ser danificadas pelo
cloro livre, presente na água potável, assim como por outros agentes oxidantes,
sólidos em suspensão e dureza da água. É recomendável que a água seja
previamente tratada para remoção destas impurezas, como, por exemplo, através da
filtração em filtro de carvão ativado para remoção do cloro (Botet, 2006).

3.2 Sugestão de sistema simplificado para purificação de água em farmácias

Filtração
Água de abastecimento (filtro de alta vazão Reservatório
da rede pública c/ leito filtrante de água
(cloro residual: min. capaz de reter (Caixa
0,2mg/L) partículas maiores d’água)
que 10 µm)
Destilação
(destilador)
Filtração por
carvão ativado
(Filtro com carvão
Deionização ativado para
(deionizador) retenção de
partículas > 5µm e
remoção de cloro
livre)
Filtração
por osmose
reversa

Nota:
- Em caso de água de abastecimento com elevada dureza (≥100mg/L), é recomendável a utilização
de filtro abrandador previamente ao aparelho de osmose reversa (nesse caso, o abrandador poderia
ser utilizado em substituição ao deionizador no sistema acima).
- Atualmente é encontrado no mercado sistema de purificação de água integrando filtro de carvão
ativado, deionizador e osmose reversa.

3.3 Especificação farmacopéica físico-química da água purificada

TESTES
Análise Especificação
Cor Incolor.
Odor Inodoro.
Turbidez Límpido.
Acidez ou alcalinidade Deve passar no teste
Substâncias oxidáveis Deve passar no teste.
Amônio Máximo 0,2 ppm.
Cálcio e Magnésio Deve passar no teste
Cloretos Deve passar no teste.
Nitratos Máximo 0,2 ppm.
Sulfatos Deve passar no teste.
Metais pesados* Máximo 0,1 ppm.
pH 5,0 – 7,0
Temperatura da amostra -----
a
Etapa 1 (TºC:_____Especificação: máx.______µS/cm)
a
Condutividade* Etapa 2 (Especificação: max. 2,1µS/cm)
a
Etapa 3 (pH*: ____ Especificação: máx. ____µS/cm)
Fonte:F.BRAS, 2005p.263, EP 5a ed, 2005)
* A determinação farmacopéica da condutividade da água purificada é realizada em até 3 etapas (ver descrição
abaixo).

3.4 Determinação da condutividade da água (F.BRAS IV, 2004)


O procedimento é realizado em até três etapas:

Etapa 1: Determina-se a temperatura e a condutividade da água sem compensação


automática da temperatura. Verificar na tabela abaixo, o valor de temperatura, a qual
não é maior que a temperatura medida, ou seja, a temperatura menor mais próxima.
O valor de condutividade correspondente a esta temperatura é o limite. Se o valor de
condutividade, medido para determinada temperatura, não é maior que o
especificado na tabela 1, a água obedece às exigências do teste para condutividade.
Porém, se o valor é maior que o valor tabelado, deve-se proceder à etapa 2.

Tabela: Valores limites para condutividade de acordo com a temperatura


(somente para valores de condutividade sem compensação de temperatura)
Temperatura Condutividade (µS/cm)
0 0.6
5 0.8
10 0.9
15 1.0
20 1.1
25 1.3
30 1.4
35 1.5
40 1.7
45 1.8
50 1.9
55 2.1
60 2.2
65 2.4
70 2.5
75 2.7
80 2.7
85 2.7
90 2.7
95 2.9
100 3.1
Fonte: (F. BRAS IV, 2004)
Etapa 2: Transferir quantidade suficiente de água (100 mL ou mais) para recipiente
apropriado e agitar a amostra. Ajustar a temperatura, se necessário a 25 ± 1°C e
agitar a amostra vigorosamente, observando periodicamente a leitura do
condutivímetro. Quando a mudança na condutividade (devido à absorção de dióxido
de carbono - CO2 – atmosférico) é menor que 0,1µS/cm por 5 minutos, anotar a
condutividade. Se a condutividade não é maior que 2,1 µS/cm, a água obedece às
exigências para o teste de condutividade. Se a condutividade é maior que 2,1 µS/cm
proceder à etapa 3.

Etapa 3: Realizar o teste no intervalo de 5 minutos, desde a etapa anterior,


mantendo a temperatura da amostra a 25 ± 1°C. Adici onar solução saturada de
cloreto de potássio (0,3 mL para cada 100 mL de amostra) para a mesma amostra
de água e determinar o pH com precisão de 0,1 unidades. Baseado no valor do pH
consultar a tabela 2 e determinar o valor limite para condutividade de acordo com o
pH obtido. Se a condutividade medida na etapa 2 não for maior que o valor limite
determinado na tabela abaixo, a água atende o teste para condutividade. Se a
condutividade medida é maior que o valor tabelado ou pH está fora da faixa de 5 a 7,
a água não atende o teste para condutividade. Após medir o pH comparar a
condutividade requerida de acordo com a seguinte tabela:

Tabela: Valores de condutividade de acordo com o pH


(somente para amostras mantidas em atmosfera e temperatura equilibrada)
pH Condutividade (µS/cm)
5,0 4,7
5,1 4,1
5,2 3,6
5,3 3,3
5,4 3,0
5,5 2,8
5,6 2,6
5,7 2,5
5,8 2,4
5,9 2,4
6,0 2,4
6,1 2,4
6,2 2,5
6,3 2,4
6,4 2,3
6,5 2,2
6,6 2,1
6,7 2,6
6,8 3,1
6,9 3,8
7,0 4,6
Fonte: ( F. BRAS IV, 2004)

3.5 Especificação farmacopéica microbiológica da água purificada

Ensaio Limite de aceitação*


Contagem total de bactérias (bactérias 2
≤ 10 UFC/mL.
heterotróficas)
Coliformes totais Ausente.
Escherichia coli Ausente.
Fonte: (F.BRAS, 2005, p. 263)

Nota: A pesquisa de P. aeruginosa não é contemplada nos compêndios farmacopéicos. Entretanto,


por se tratar de um microrganismo com potencial patogênico e tendo em vista que a água é seu
habitat principal, sua pesquisa é de suma importância para garantir a qualidade da água e segurança
na manipulação de medicamentos. De acordo com o Standard Methods for Examination of Water
and Wastewater, a especificação para este ensaio é ausência em 100 mL, determinado pelo método
da membrana filtrante ou outro método apropriado. Havendo crescimento o resultado é expresso em
UFC de P. aeruginosa/100 mL.

4. Referências Bibliográficas

1. STANDARD METHODS FOR THE EXAMINATION OF WATER AND WASTEWATER.


19th Ed Washington: edited by Andrew D. Eaton, Lenore S. Clesceri and Arnold E.
Greenberg. 1995.

2. BRASIL, Portaria n° 518, de 25 de março de 2004. A Agência Nacional de Vigilância


Sanitária: Estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e
vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade, e dá
outras providências. Disponível em: <http://www.anvisa.gov.br>. Acesso em 07 de dezembro
de 2006.

3. MACEDO, J. A. B. Águas & Águas. 3ª Edição. Juiz de Fora: editado pelo autor, 2007.
4. Rowe, R.C. et al. Handbook of Pharmaceutical Excipients. 4th ed. London:
Pharmaceutical Press, 2003. p.672-676.

5. USP Pharmacists’ Pharmacopeia. 1st ed. Rockville:The United States Pharmacopeial


Convention, Inc.,2005. p.509-515.

6. Santos, K.A. & Cruz, E.A. Sistemas de Geração e Distribuição de Água Purificada na
Indústria Farmacêutica. Fármacos & Medicamentos, No 50, Jan/Fev, 2008.p.34-42.

7. USP- United States Pharmacopeia 31/NF26, 2008.

8. ANVISA .RDC Nº 67, de 8 de outubro de 2007. Dispõe sobre Boas Práticas de


Manipulação de Preparações Magistrais e Oficinais para Uso Humano em farmácias.

9. Farmacopéia Brasileira. 4a ed. São Paulo: Atheneu, 1988. 2004, 2005.