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Metodologia e Filosofia do Direito – 2005-2006

HISTÓRIA E FILOSOFIA DO DIREITO

Sistematização do Desenvolvimento histórico da filosofia do direito

Quatro grandes fases ao nível do desenvolvimento histórico da filosofia do direito:

1) Filosofia do Direito na Antiguidade

Período Inicial → período arcaico pré-científico.


A questão O que é o direito nem sequer se colocava porque o homem detinha uma visão
mitológica do mundo, todas as respostas referentes à existência humana encontravam a
sua base no mito, dominando este toda a realidade.
O homem questionava-se, mas, a resposta ia sempre de encontro ao mito.

Época pré-socrática
O caminho foi do mito para o logos.

Modo de pensar polarizado

As qualidades que eram apreendidas neste período só faziam sentido em conjugação com
o seu contrário.
→ Grandes referências:
Pitágoras – lança uma ideia de justiça social.
Heraclito – vem falar que todo o acontecimento é regido por uma lei do
mundo, a razão humana, o logos.
 Vem estabelecer distinção entre justiça da norma humana e justiça
natural. (distinção entre direito positivo e direito natural).
Anarximano – vem falar da distinção entre ser e ordem, entre ser e dever
ser.
 É o pai da filosofia existencialista
 Está implicado na existência de um direito de existir.
 Autodeterminação de cada ser em si mesmo.
 Direito à diferença.

Época sofista
Protágoras – passou a ser uma visão antropocêntrica.
 Era o homem que detinha a medida de todas as coisas.
 Era o centro do pensamento
 É o pai do pensamento jurídico subjectivista que está na raiz do
positivismo jurídico, porque entendia que só devia vigorar como
direito a norma estabelecida.
Górgias
Trasimago
Cálides
Epicuro

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Filosofia Ática (Filosofia de superação da sofística)


Sócrates – pensamento antropológico voltado para o interior do homem.
Tinha uma visão inactista do direito natural.
 A lei natural residia no interior do indivíduo, seria a alma que dava ao
homem a respectiva medida moral.
 Permanecia no interior do próprio homem.
 Analisa o relacionamento entre o direito e a moral e o carácter justo da
lei.
 A lei seria uma forma de justiça.
 Para este autor era referente máximo a obediência à lei. Ainda que essa
lei fosse errada ou criminosa. (Fédon – Platão).
Platão – centra o pensamento nas ideias. As ideias são o ser verdadeiro.
 Foi o criador da filosofia objectivo-idealista.
 Desconfiava da própria lei apontando mais no direito natural baseado
nas ideias.
 Falou numa primeira vez em igualdade.
Aristóteles – foi o fundador da doutrina ideal do direito natural  fez uma
associação entre a ideia (Platão) e o conceito de natureza.
A natureza seria a forma perfeita da realidade objecto ↵
 Era um céptico quanto à perfeição das leis.
 Reconheceu a existência de leis injustas que deviam ser
corrigidas.
 Introduz o conceito de equidade.
 Resolução segundo um critério de justiça
sem recurso a normas pré-estabelecidas.
 Dá-se uma relativização dos valores do direito.
 Valor segurança.
 Distinção entre justiça natural e justiça legal.
 Estabeleceu pela primeira vez definições quer para o
direito natural quer para o direito positivo.
Direito Natural seria aquele direito que detinha validade em toda a parte
independentemente de parecer bom aos homens ou não.
Direito Positivo seria aquele cujo conteúdo, à partida indiferente, mas uma
vez estabelecido por lei, seria definitivo.
 Desenvolveu a doutrina da justiça, ainda hoje muito utilizada.
Diz Aristóteles acerca da Justiça:
O cerne da justiça está na igualdade, numa visão de proporcionalidade e
encontramos dois tipos de justiça:
1. Justiça Comutativa – Justiça entre desiguais por natureza mas
iguais perante a lei. No plano da igualdade significa igualdade
absoluta entre prestações.
2. Justiça Distributiva – Reporta-se à igualdade proporcional no
tratamento de um conjunto de pessoas. Traduz-se na atribuição de

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direitos e obrigações de acordo com a dignidade, capacidade e


necessidade de cada pessoa.

Estoicismo
Transição do Direito Natural da antiguidade para o Direito Natural Medieval cristão.
Cícero – Deve existir uma única e divina lei para todos conforme à
natureza de existência estável e duradoura. Existe também a lei humana
que não pertence à natureza e só terá validade para um campo de
actuação limitado.
S. Paulo – vem apenas afirmar a existência de uma lei ética natural que
actuará no plano da consciência de cada um.

2) Filosofia do Direito na Idade Média – Escolástica


→ Cristianismo – salvação da alma. Deus único e pessoal, omnisciente, omnipresente e
omnipotente.
Santo Agostinho (354*430 d.C.) – obra: “De Civitas” – A cidade de Deus.
 Percursos da doutrina do Direito Natural cristão
 Primeiro filósofo existencialista cristão
 Bases do pensamento:
→ Pensamento platónico
→ Colocou as ideias no espírito de Deus e e definiu-as como modelos eternos
das coisas na mente divina
→ Estabeleceu uma hierarquia das leis:
1. LEI ETERNA – topo da hierarquia – correspondia à razão divina ou à
vontade (eterna e imutável) de Deus.
2. LEI NATURAL (LEX NATURALIS) – uma marca da lei eterna na
consciência humana (imagem de um espelho)
→ Participação do homem na ordem divina do universo
→ A vontade humana iria dar azo a uma detorpação dessa lei natural
pois é na vontade humana que radica o mal e é a mesericórdio que
consegue afastar esse mal.  Pessimismo Antropológico  Pecado
original – corrupção da natureza humana, perda da integridade da
racionalidade.
3. LEX TEMPORALIS – O seu fundamento é a lei natural 
corresponde ao que o legislador estavelece como permitido ou
proibido.
 Para Santo Agostinho a LEX NATURALIS e a LEX TEMPORALIS só seriam
vinculativos se se apoiassem na LEI ETERNA. O conteúdo da LEI ETERNA era
estabelecido pela Fé Cristã.

S. Tomás de Aquino (1225-1274) – Obra: “Summa Theologica”


 Bases do Pensamento:
→ Pensamento aristotélico (Cristão aristitélico por excelência)
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→ Intelectualista
→ Concebe Deus como inteligência e a lei como imperativo da razão divina:
 Papel de governar a comunidade do universo
 Ideia de lei eterna de Santo Agostinho
 Acolhe a hierarquia das leis de Santo Agostinho
 Dá um novo conteúdo à LEI NATURAL de Santo
Agostinho, concebia-a como realidade objectiva e não como
uma lei subjectiva da lei.
 Comparticipação intelectual do homem na lei do
mundo fazendo parte da LEI ETERNA e sendo produto do
discernimento natural da razão humana.
 Defendeu que a lei injusta não é lei
 A lei que se desvia da Lei Natural é uma lei corrupta
 Defeniu a lei humana com, certa ordenação da razão ao bem comum
promulgada por quem tem a seu cargo o governo da comunidade
 Distinguiu a lei abstracta genérica do direito concreto individual no âmbito do
Direito Natural.
Direito Natural abstracto – normas axiomáticas mais genéricas (exemplo: não
matar)
Direito Natural concreto – porque a natureza humana é mutável, é necessário
criar normas susceptíveis de alteração.
 Teoria da Justiça
 O mal não radica na vontade mas sim no entendimento
 A Justiça é dar a cada um o que é seu (da comunidade – Justiça
legal ou geral do, indivíduo – Justiça particular)
 Justiça comutativa – quando devido por outro indivíduo
 Se for devido pela comunidade – justiça distributiva.

→ Fim da Escolástica – Período de decadência da uniformidade


Escolástica decadente ou heterodoxa
Nova concepção do Estado  Defesa da emancipação do Estado
face à religião.
 Pensadores:
Guilherme de Occam (1300-1349) – doutrina do nominalismo. Defendia que não
há nada de universal no mundo a não ser os próprios conceitos porque as coisas
que são nomeadas são todas individuais e concretas.
Procura dar resposta ao problema dos universais.
Defende que não pode existir uma lei natural geral. Há apenas lugar a uma
doutrina de direito natural subjectivista.  Não encara o direito natural como algo
pré-estabelecido, mas sim como um procedente da teoria.  Temos direito natural
à posteriori e não a priori.
Direito Natural aparece em posição inferior ao Direito positivo.
Doutrina propossora do positivismo jurídico.

Marsílio de Pádua (1280-1343) – OBRA: “Defensor Passis” – a sociedade é


formada por e para indivíduos.
O Estado e a história são fonte de interesses individuais.
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Ideia de Contrato Social


 A autoridade política resulta de uma convenção inicial pela qual
os homens renunciam à totalidade ou a uma parte da sua liberdade em troca de
segurança.

3) Filosofia do Direito na Época Moderna


→ Nova concepção de filosofia e de ciência
→ Modernidade – Início em meados do século XV fruto de dois movimentos:
 Humanismo – restauração erudita dos textos e letras da antiguidade clássica
 Renascimento – restauração geral de todas as formas de arte antiga da Grécia e
de Roma.
→ Nova concepção da vida e do mundo
→ Desenvolvem aspectos da escolástica decadante
→ Evolução ideológica
Estado prevalece sobre o Direito
Os Escolásticos partiram da inteligência ou da vontade (Santo Agostinho) para
concretizarem a ideia da lei divina.
Parte-se da razão humana

Concebe-se a estrutura do Estado, a vida e as suas exigências e a ideia de Direito Natural
baseado no próprio homem ou na natureza humana
A razão é a base desta ideologia.

Nicolau Maquiavel (1469-1527)


 Pensador político
 Método: observação histórico-empírica dos fenómenos políticos para os interpretar
cientificamente.
 Seguiu a doutrina do individualismo
 A política devia ser laica (puramente profana e humana)
 Religião e política deviam afastar-se
 Separação entre a ética e a política
 Esvazia o estudo de qualquer conteúdo de carácter moral

Este autor não é imoralista absoluto
 Os governantes nos seus actos não deveriam ter preocupações de
caráccter moral.
 A política deve ser moralmente neutra
 Unidade do Estado como valor supremo da política acima dos valores morais do
homem
 Adopta uma visão naturalista da vida  tudo o que existe é produto do acaso e
não de qualquer providência divina.
 Homem superior com virtú (aptidão)
 Defende o princípio de que os fins justificam os meios
 Não há em Maquiavel qualquer ideia de Direito Natural
 Ética da razão do estado com valor superior a todos.

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Lutero e Calvino personificaram a decadência do período medieval  A reforma da igreja – foi


um movimento religioso que também veio a fornecer novas concepções ao nível do direito e do
estado.

Martin Lutero (1483-1546)


 Seguiu o pessimismo antropológico de Santo Agostinho e levou-o ao
extremo, chegando a ser apelidado de anti-humanismo.
 Esta visão determinou Lutero a afastar a existência da Direito Natural
porque sendo a Natureza humana má e corrupta não pode ser a base da
moral e do bem.
 Na doutrina deste autor há dois tipos de leis, a eterna e a humana –
Negando-se a presença do Direito Natural na medida em que o homem não
pode ser a graça de Deus.
 Lutero promoveu excessivamente a espiritualização da igreja, a ausência
de qualquer sistema jurídico dentro da igreja, levando a uma submissão da
religião ao Estado.
 Constitui a doutrina do direito divino dos reis  todo o direito deve ser
entregue às autoridades seculares  DESSACRALIZAÇÃO DO DIREITO
nega a existência do chamado direito canónico.
Calvino (1509-1569)
 Aceitou a visão pessimista da natureza humana
 Vem colocar a igreja num lugar acima do estado  submissão do estado à
igreja porque vê a igreja como fiscalizadora da actividade estatal
 Promove constante desvalorização da actividade do Estado.
Jean Bodin (1529-1596)
 Humanista, jusnaturalista, defensor da ética cristã
 Teórico-abstracto porque as suas construções teóricas baseavam-se
primeiro na ideia de Direito Natural e só depois no Estado
 Foi o primeiro teórico da ideia de soberania como poder absoluto e
perpétuo de uma república.
 Defendeu o crescimento do Estado nacional como primeira instância
supremo  possível através da autonomização do poder político.
 O estado está sujeito ao Direito Natural e das gentes bem como às próprias
leis naturais  são a essência da própria soberania.
 Não é possível existir estado sem uma ordem de valores morais objectiva
porque o fim último da república é a virtude, ou seja, a realização dos mais
altos valores morais e intelectuais.
Francisco Vitória (? – 1546)
 Neoescolástica renascentista barroca – Escola Peninsular do Direito
Natural
 Filosofia política – teoria da guerra justa – 3 princípios:
1) Licitude do direito à guerra como meio de impedir a injustiça entre estados
2) Limite do direito à guerra no estado enquanto tal
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3) Recta intenção
Francisco Suaéz (1548-1617)
 Neoescolástica renascentista barroca – Escola Peninsular do Direito
Natural
 Racionalismo jusnaturalista – Escola racionalista do Direito Natural

Defendiam ideais humanistas sem ligação ao período medieval –
Alemanha, Holanda e Inglaterra
 Fortalecimento do Estado Moderno e das consequências dos
descobrimentos na ordenação moral e jurídica da humanidade
 Estudou a influência dos descobrimentos na ordem jurídica
 Actualista com uma visão assente no passado (S. Tomás de Aquino) –
abstracto e existencialista
 Procurou recolher nas suas obras toda a herança do passado (do período
medieval e humanismo)
 Pensador do problema do fundamento da lei – sincrético – intelectualista e
voluntarista da concepção da lei determinando que a lei é um acto intelectual
porque contém determinações intelectuais encaminhadas para seres dotados
de razão e é acto voluntário porque implica um acto de vontade do legislador.
 A lei eterna será o mandado da vontade de Deus com base no
conhecimento da Sua inteligência.
 Concepção de lei natural imutável e absoluta, deve atender-se à sua causa
natural  os jovens.
 Variedade de direitos naturais e não só um direito absoluto
 Pensamento político:
1) Soberania e poder do estado  exigência da lei natural e não essência
do estado e não uma criação arbitrária do homem.
Têm sempre como horizonte a natureza social do homem que dá origem a
vários tipos de sociedades
Vem defender a teoria da contratualidade ou do pacto social
Pacto de sujeição  transferência da soberania do povo para o estado
Defendeu a soberania popular inicial e inalienável
2) Relação entre estado e igreja  doutrina do poder indirecto que se
contrapõe ao poder divino dos reis.
Direito das gentes