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Ana Helena Pereira Lima

Historia do fotografia – Patrícia Yamamoto

Mística da homologia automática.

“ A invenção da fotografia não pode ser confundida com a


descoberta das placas sensíveis à luz e por isso a data de 1826
( quando Niépce registra ou fixa a imagem na chapa fotográfica
pela primeira vez) é arbitraria para designar o nascimento do
processo. A fixação fotoquímica dos sinais de luz é apenas uma das
técnicas constitutivas da fotografia; a câmera fotográfica, porem, já
estava inventada desde o Renascimento, quando proliferou sob a
forma de aparelhos construídos sob o principio da câmera obscura.

Principio da câmera obscura.

“ Os pintores renascentistas utilizavam com muita freqüência esses


aparelhos, pois eles pareciam favorecer uma reprodução mais “fiel”
do mundo visível. “

“ Alguns modelos mais aperfeiçoados chegaram mesmo a


prenunciar os modernos sistemas reflex, fazendo a imagem rebater
para o alto, através de um espelho colocado a 45 graus do
orifício,de forma que o “reflexo” se fazia projetar num vidro
despolido situado em cima da câmera. “
Tipo de câmera obscura utilizada por pintores renascentistas., que visavam uma reprodução mais fiel

Uma das provas de que alguns pintores utilizavam a câmera


obscura para se reproduzir quadros é o fato de que em alguns
lugares da pintura se tem um desfoque ou então a luz representada
não remete a aquilo que se enxerga, essas pequenas anomalias são
formadas a partir da refração da luz que passa pela lente que era
colocada na abertura da câmera.

Menina com uma Flauta (1665), Jan Vermeer.


Pode-se observar um desfoque na cabeça do leão logo atrás da menina.
A câmera obscura foi utilizada também no período barroco e no
rococó, para possibilitar a representação de vistas panorâmicas das
cidades.

“ Do ponto de vista óptico, já estava resolvido no Renascimento o


problema da fotografia; o que a descoberta das propriedades
fotoquímicas dos sais de prata significou foi simplesmente a
substituição da mediação humana pela mediação química do
daguerreótipo ou da película gelatinosa ”

No começo se tinha um problema, tudo na fotografia ficava em foco,


devido ao pequeno tamanho do buraco ( que seria o diafragma
atualmente) na câmera mas a definição não era boa, mais tarde,
século XVI, Daniele Bárbaro inventou um sistema de lentes
côncavas e convexas que refratavam a luz que passava por elas e
assim corrigiam os defeitos que antigamente eram gerados, mas
com a aquisição das lentes ocorreu outro problema, a falta de foco
em alguns lugares.
Faltava apenas em como fazer com que a imagem se fixasse em
algum lugar, então descobriram que por meio de certas
substancias, como o betume da Judéia, ou por alguns compostos de
prata isso era possível.

A junção da câmera obscura com um jeito de fixar essa imagem


“inventou” a fotografia.

“ Se a fixação da informação luminosa na película gelatinosa é


tomada como principio do processo fotográfico, é de se supor que
em toda fotografia deve intervir uma verdade originária, pois é o
próprio objeto focalizado que “imprime” os seus sinais nos grãos de
prata do negativo. [...] Sem duvida, o raciocínio mais generalizado,
o ponto de vista predominante envolve a fotografia como fenômeno
semiótico é o dos “realistas” e , nesse sentido, vale a pena seguir a
sua evolução para trazer a tona os seus suportes ideológicos.

A visão “realista” coincide, de certo modo, com a concepção


ingênua e largamente aceita por todos de que a fotografia fornece
uma evidência: não se coloca em duvida que ela “reflete” alguma
coisa que existe ou existiu fora dela e que não se confunde com o
seu código particular.”

Por a fotografia “refletir” uma coisa que é real alguns povos


acreditam que a imagem formada de certo modo rouba o espírito da
pessoa retratada, e não deixam de modo algum serem
fotografadas.

Balzac defendia que todos temos um numero infinito de capas


auráticas, e quando a pessoa ou objeto era fotografado essa capa
era transferida para a película. Esse pensamento é atualmente
utilizado, mesmo que de forma inconsciente, exemplo disse é
quando não queremos nos desfazer de fotos antigas de pessoas que
eram queridas e faleceram, como se a pessoa que foi estivesse la
sempre que olhar para a foto. Outro exemplo é a utilização de fotos
para documentos, para que assim seja afirmado que é mesmo a
pessoa.

Em sua classificação dos signos, Pierce coloca a fotografia na parte


dos índices, que significa que entre aqueles signos que se referem
ao objeto por conexão física. Susan Sontag também considera que
“a fotografia não é apenas uma imagem, uma interpretação do real;
ela é também um traço, algo diretamente gravado pelo real, como
um pegada ou uma mascara mortuária...”

“Em ambos os casos, a analogia da foto com o seu referente é


justificada com a base na pura e simples realidade química do
processo fotográfico: são ondas de luz refletidas pelo referente que
vão impressionar a película e determinar a configuração final da
imagem. ”

Tem-se também fotografias feitas sem uma câmera, os chamados


fotogramas, que são feitos a partir de luz e sombra em cima da
película sensível, que ira queimar onde não existe a sombra,
formando uma imagem.

“ Marx sempre insistiu na distinção entre a aparência visível do


mundo e o seu movimento real invisível, de onde decorre, como
premissa metodológica do marxismo, que o conhecimento não é
nunca contemplação, mas ação sobre o mundo. As coisas não são
como elas “se mostram” ao olhar desprevenido: para compreendê-
las, é preciso fazer um desvio, dar um salto “por trás” da miragem
do visível [...]. A realidade não é essa coisa que nos é dada pronto e
predestinada, impressa de forma imutável nos objetos do mundo: é
uma verdade que advém e como tal precisa ser intuída, analisada e
produzida.[...] A fotografia, portanto, não pode ser o registro puro e
simples de uma imanência do objeto: como produto humano, ela
cria também com esses dados luminosos uma realidade que não
existe fora dela, nem antes dela, mas precisamente nela.”

Portanto nem tudo que se vê em fotografias é precisamente o real,


o fotografo pode modificar o angulo e com isso fazer parecer outra
coisa que na verdade não é.

O ato de mirar para fotografar e conseguir uma imagem é


comparado por Susan Sontag com o ato de mirar com um fuzil e
atirar, os dois roubam um momento daquilo que esta sendo mirado,
mas a fotografia rouba apenas a imagem, o fuzil pode roubar a vida.