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A TRANSIÇÃO DA APRENDIZAGEM PÓS PIAGET

CRISTIANE MULLER

Universidade Tecnológica Nacional – UTN

Faculdade Regional de Buenos Aires – FRBA

Mestrado em Docência Universitária

Av. Emancipação 965/14 – Tramandaí/RS

(051)81387546

crsmuller@bol.com.br

Disciplina: Pedagogia Universitária

Profª. Dra. Melita Hickel

Março/2010
A TRANSIÇÃO DA APRENDIZAGEM PÓS PIAGET

Resumo

Este artigo apresenta a Teoria de Jean Piaget e os benefícios que houve na educação,
principalmente em relação à promoção e reabilitação frente às deficiências na aprendizagem
em projetos educacionais de atendimento preventivo ao aluno.

Palavras-chave: Teoria, Educação, Aprendizagem, Aluno.

1.Quem foi Jean William Fritz Piaget

Pesquisador da educação na área da pedagogia e na psicologia evolutiva, concentrando seus


trabalhos no estudo de epistemologia genética. Seus estudos revolucionaram a educação, pois
derrubou várias visões e teorias tradicionais relacionadas à aprendizagem. Sua biografia é
vasta, pois Piaget destacou-se desde menino, iniciando suas pesquisas.
Nasceu em 9 de agosto de 1896 em Neuchâtel na Suíça, onde aos fez seu primeiro artigo, indo
posteriormente para Paris, na França. Formou-se em biologia e depois psicologia,
principalmente na área da psicanálise, inteligência infantil, formação de professores e aos
estudos pedagógicos. Em 1923 lança seu primeiro livro na área do pensamento da criança.
Dentre sua importante bibliografia, destacam-se estudos realizados com as próprias filhas,
Jacquelinei, Lucienne e Laureni, através da observação das fases do desenvolvimento. Criou o
que ainda chamamos de epistemologia genética, ou seja, a teoria do conhecimento.
Trabalhou em várias universidades e centros de pesquisa, até que em 1955 funda o Centro
Internacional de Epistemologia Genética, destinado a realizar pesquisas interdisciplinares
sobre a formação da inteligência. E, em 1980 em Genebra na Suíça, morre aos 84 anos.

2.De que trata-se a Teoria de Jean Piaget

A teoria desenvolvida consiste numa análise das teorias então existentes na época, o
Apriorismo e o Empirismo. Ou seja, o Apriorismo acredita que o conhecimento seja inerente
ao próprio sujeito. Já o Empirismo postula que o conhecimento provenha totalmente das
observações do meio que o cerca.
Para Piaget, o CONHECIMENTO é gerado através de uma interação do sujeito com seu
meio, a partir de estruturas existentes no sujeito. Assim sendo, a aquisição de conhecimentos
depende tanto das estruturas cognitivas do sujeito, como de sua relação com os objetos.
O trabalho de Piaget é muito profundo que, em apenas um trabalho tão simples como este,
não se poderia fazer mais do que focalizar alguns aspectos de sua obra.
Destacamos então os períodos de desenvolvimento mental e alguns conceitos básicos que são
distribuidos inicialmente em quatro períodos gerais de desenvolvimento cognitivo: sensório-
motor, pré-operacional(simbólico-intuitivo), operacional-concreto, operacional-formal
(abstrato). Cada um desses períodos, por sua vez, subdi-vide-se em estágios ou níveis.

2.1.Período sensório-motor: inicia no nascimento e vai até cerca de dois anos de idade, onde
logo após o nascimento, a criança apresenta uns poucos comportamentos do tipo reflexo, tais
como sucção, preensão, choro e atividade corporal indiferenciada. Neste estágio a criança não
diferencia o seu eu do meio que a rodeia: onde ela é o centro e os objetos existem em função
dela. As ações não são coordenadas, ond a única referência comum é o próprio corpo,
ocorrendo a partir día um comportamento egocêntrico não percebendo-se como um eu
possuidor de desejos e vontades. Deste estágio, característico do recém nascido, a criança
evolui, passando por outros estágios, e ao final começa a descentralizar as ações do próprio
corpo, passando a considerá-lo mais um objeto entre os demais. Passa então a manipular
objetos em seu meio para satisfazer fome ou curiosidade e imitar os comportamentos dos
adultos.

2.2.O período seguinte é o pré-operacional(simbólico-intuitivo): vai dos dois aos seis ou sete
anos. Onde através do uso da linguagem, dos símbolos e imagens mentais, inicia-se uma nova
etapa do desenvolvimento mental da criança. Seu pensamento começa a se organizar, mas não
é ainda capaz de percorrer um caminho cognitivo. Sua atenção volta-se para os aspectos mais
atraentes dos acontecimentos assim como suas conclusões. Portanto, pode facilmente cair em
contradição. A criança continua em uma perspectiva egocêntrica, onde suas explicações são
dadas em função de suas experiências, podendo, ou não, ser coerentes com a realidade. A
criança nesta fase ainda falta reversibilidade de desenvolvimento mental, assim como não
possui noção de compreensão da transitividade.

2.3. Entre 7 a 8 anos, em geral, o inícia-se o do período operacional-concreto: este estende-


se dos 11 ou 12 anos. Nesse período verifica-se uma descentracão progressiva em relação a
perspectiva egocêntrica que caracterizava a criança até então. Ela entra, progressivamente, em
um mundo de várias perspectivas. O pensamento da criança, agora mais organizado, possui
características de uma lógica de operações reversíveis. Ela pode, por exemplo, combinar
classes, elementaros, formas e componentes. Ela é capaz de pensar no todo e nas partes
simultaneamente. Adquire a noçáo de reversibilidade por inversão e negação, cujo produto é
uma anulação e a de reversibilidade por reciprocidade. A criança ganha precisão no contraste
e comparação de objetos reais. Entretanto, embora suas explicações e previsões não sejam
mais baseadas em uma perspectiva egocêntrica, as operações são concretas, isto é, incidentes
diretamente sobre objetos reais. Ela ainda não é capaz de operar com hipóteses com as quais
se poderia raciocinar independentemente de saber se são falsas ou verdadeiras. A criança
recorre a objetos e acontecimentos concretos, presentes no momento. Somente de maneira
limitada é que seu sistema operacional-concreto a leva em direção ao ausente. Para antecipar
o ausente ela tem que partir do concreto.

2.4. Inicia-se o quarto e último período, das operações formais(abstrato):onde por volta dos
11 ou 12 anos de desenvolvimento mental da criança passa para a adolescência e prolonga-se
até a idade adulta. Ocorrem nesta fase a capacidade de raciocinar com hipóteses verbais e não
apenas com objetos concretos. É o pensamento preposicional, através do qual o adolescente
ao raciocinar manipula proposições. O ponto de partida é a operação concreta, porém o
adolescente transcende este estágio: formula os resultados das operações concretas sob a
forma de proposições e continua a operar mentalmente com eles, sendo capaz de fazer
raciocínios hipotético-dedutivos. Antes da fase adulta, o adolescente manifesta um último tipo
de egocentrismo atribuindo grande poder ao seu próprio pensamento, julgando muitas vezes
que somente ele está certo.

Para reafirmar e concluir a descrição dos estágios de desenvolvimento mental propostos,


destamos a seguinte citação (Piaget, 1977, p. 127) na qual ele se refere ao desenvolvimento do
pensamento:
"Para entender o mecanismo desse desenvolvimento.....
distinguiremos quatro períodos principais em sequência aquele
que é caracterizado pela constituição da inteligência sensório-
motora.
A partir do aparecimento da linguagem, ou, mais precisamente, da
função simbólica que torna possível sua aquisição 11 a 2 anos,
começa um período que se estende até perto de quatro anos e vê
desenvolver-se um pensamento simbólico e pré-conceptual.
De 4a 7ou 8anos, aproximadamente, constitui-se, em continuidade
Intima com o precedente, um pensamento intuitivo cujas
articulações progressivas conduzem ao limiar da operação.
De 7 ou 8 até 11 ou 12 anos de idade, organizam-se as "operações
concretas", isto é, os grupamentos operatórios do pensamento
recaindo sobre objetos manipuláveis ou suscetfveis de serem
intuídos.
A partir dos 11 a 12 anos e durante a adolescência, elabora-se por
fim o pensamento formal, cujos grupamentos caracterizam a
inteligência reflexiva acabada".

3.A influência da Teoria de Piaget no dia-a-dia da promoção e no desenvolvimento da


aprendizagem

Para a aprendizagem, a compreensão e o entendimento do funcionamento e manejo nas


diferentes fases do desenvolvimento auxiliam muito na promoção da aprendizagem.
Destacamos na educação a grande contribuição, pela potencialidade na aquisição e
principalmente no desenvolvimento frente às deficiências, déficit e limitações em cada um
dos períodos.
Partindo deste pressuposto de conhecimento, que muitos outros pesquisadores, educadores e
estudiosos na área da saúde a da educação seguiram seu caminho, levando em consideração os
ensinamentos de Piaget, desde a infância até a fase adulta, procurando e levando respostas as
perguntas do dia-a-dia.
Podemos destacar no período sensório-motor, o momento em que a criança torna-se capaz de
lidar com deslocamentos invisíveis de objetos externos, conseguindo representá-los
mentalmente, quer dizer, ela é capaz de responder a objetos que não está vendo diretamente,
significando que, para ela, os objetos têm já uma realidade cognitiva além da realidade física e
o trabalho de estimulação precoce nas escolas de educação infantil auxiliam muito neste
aspecto.
No período pré-operacional, é o momento que a criança adquire funções como a linguagem,
desenho, imitação, dramatização, fantasia, faz de conta, o egocentrismo, o desejo de
explicação dos fenômenos, adquire organização e principalmente forma sua personalidade.
Sendo este, para a educação escolar e familiar o momento mais importante em relação ao
futuro educaçional, social, emocional e afetivo da criança.
Para o período operacional-concreto, é onde se efetiva e consolida a aprendizagem
institucional, base de sua formação, onde se torna capaz de fazer raciocínios lógicos, nas
operações sobre objetos reais, de modo que o possível é subordinado ao real. E, ao pensar
formalmente, ao raciocinar sobre hipóteses, onde o real é subordinado ao possível, além da
aquisição e compreensão de regras e inicia o processo de consolidação de sua socialização.
Portanto, na fase operatória formal, é onde destacamos o ápice do desenvolvimento, sendo a
aglutinação de todas as fases anteriores e a estruturação necessária para o futuro da vida
adulta. É quando o adolescente buscar hipóteses gerais, quando está apto para calcular uma
probabilidade, partindo para a dialética, ou seja, se chegar a uma conclusão, onde também
suas relações de grupo são de cooperação e reciprocidade.
Podemos dizer que em todas as fases ocorre o processo de construção, ou seja, de
AQUISIÇÃO DO CONHECIMENTO, pois, acontecem as ações físicas ou mentais sobre
objetos que, provocando o desequilíbrio, resultam em ASSIMILAÇÃO ou, ACOMODAÇÃO
e assimilação dessas ações e, assim, em construção de ESQUEMAS ou conhecimento. Em
outras palavras, uma vez que a criança não consegue assimilar o estímulo, ela tenta fazer uma
acomodação e após, uma assimilação e o EQUILÍBRIO é então alcançado, seja em que
período for.

4.Dicas de como minimizar às deficiências de aprendizagem no aluno

Cabe destacar que, ao longo do desenvolvimento de uma criança, a passagem de um período


para outro náo se dá de maneira abrupta, pois cada período tem as características pre-
dominantes anteriormente descritas em indivíduos na faixa etária correspondente.
A estes individuos porém, podem no entanto, comportar-se de maneira correspondente a
períodos anteriores. Nestes momentos que a intervenção pedagógica interfere visando
minimizar estas deficiências, defazagens ou deficits.
Segundo o entendimento da teoria de Piaget, o ensino deve ser acompnhado de ações e
demonstrações , dando oportunidade aos alunos de agir. Ensinar (educar) significa, provocar o
desequilíbrio no organismo (mente) da criança visando o reequilibrio e se reestruture
cognitivamente e aprenda. Ou seja, o aprender é a capacidade de reestruturar-se mentalmente
procurando um novo equilíbrio (novos esquemas de assimilação e situações novas), e para tal
o ensino deve ativar este mecanismo.

Concluindo, elencamos alguns aspectos importantes a serem levados em consideração durante


o processo, são eles:

a)Sente com a criança ou adolescente a sós e pergunte como ela acha que aprende melhor.
Frequentemente, ela terá sugestões valiosas;

b)Utilize estratégias e recursos de ensino flexíveis ate descobrir o estilo de aprendizado do


aluno. Isso irá ajudá-lo a atingir um nível de desempenho escolar mais satisfatório;

c)Encoraje uma estrurura para auto-informação e monitorização. A cada semana, sente com a
criança alguns minutos e dê-lhe um retorno sobre como ela está se saindo em saia de aula e
ouça a opinião dela sobre os progressos e dificuldades. É necessário que ela seja um agente
ativo do processo de aprendizagem;

d)Elogie os sucessos da criança tanto quanto for possível. Ela já convive com tantos fracassos
que precisa de toda a estimulação positiva que puder obter;

e)Fixe regras de funcionamento em sala de aula em lugar visível. As crianças sentem-se


reasseguradas sabendo o que é esperado delas;

f)Transforme as tarefas em jogos. A motivação para a aprendizagem certamcnte aumentará;

g)Dê atividades que não etimulem a impulsividade e a agressividade;

h)Estimule atividades com mais qualidade e menos pela quantidade. O importante é que os
conceitos sejam bem aprendidos.

5.Bibliografia

GOULART, Iris B. PIAGET-Experiências básicas para utilização pelo professor.


Petrópolis, Rio de Janeiro,5ª edição, Editora Vozes, 1989.147p.
<http://images.google.com.br/images?hl=pt-BR&source=hp&q=jean+piaget>.Consulta
realizada em 03.02.2010.
<http://penta.ufrgs.br/~marcia/piaget.htm#tab >.Consulta realizada em 03.02.2010.
<http://pt.wikipedia.org/wiki/Jean_Piaget >.Consulta realizada em 03.02.2010.
<http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/per09.htm >.Consulta realizada em 03.02.2010.
MOREIRA, Marco Antonio. Ensino e Aprendizagem – Enfoques Teóricos. São Paulo,
Editora Moraes, 1985, 93p.
PIAGET, J, IHHELDER, B. O desenvolvimento das quantidades físicas na criança. Rio de
Janeiro, Zahar Editores, 1971.
PIAGET, Jean. A episternologia genética. Rio de Janeiro, Vozes, 1973.

PIAGET, Jean. A equilibração das estruturas cognitivas. Rio de Janeiro, Zahar Editores,
1976. 175 p.
PIAGET, Jean. O nascimento da inteligência na criança. Rio de Janeiro, Zahar Editores,
1971.
PIAGET, Jean. Para onde vai a Educação? Rio de Janeiro, Livraria José Olimpia Editora,
1977. 89 p,
PIAGET, Jean. Psicologia da inteligência. Rio de Janeiro, Zahar Editores, 1977. 178 p.
PIAGET, Jean. Seis Estudos de Psicologia. Rio de Janeiro, Editora Forense Universitária
LTDA,1984, 146p.
6.Anexos:

Em anexo estão algumas fotos de Jean Piaget, aparentemente em ordem cronológica, retiradas
do site do Google:

(Fotos 1, 2 e 3 são de Jean Piaget)