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CONVENÇÃO DE PROFESSORES DE

SEMINÁRIO E INSTITUTO
Campinas, 03 de Fevereiro de 2007

DISCURSOS ESCOLHIDOS

Levar esta apostila na convenção

DEVEMOS AMPLIAR NOSSA VISÃO


Elder Henry B. Eyring do Quorum dos Doze

A ARTE DE ENSINAR
Grant Anderson – Administrador Assistente do SEI

PROCURAR APRENDER PELA FÉ


Elder David Bednar – do Quorum dos Doze

O PODER PURIFICADO DO ARREPENDIMENTO


Elder Bruce R. McConkie do Quorum dos Doze

A EXPIAÇÃO
Elder Russell M. Nelson do Quorum dos Doze

O CURSO TRAÇADO PELA IGREJA EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS


Presidente J. Reuben Clark Jr. Da Primeira Presidência da Igreja
Em 08 de Agosto de 1938 – Aspen Grove - Utah

Estudar os Discursos
Ler, grifar, fazer anotações.
Responder as Perguntas no final de cada um deles
Trazer uma copia de suas respostas para o Coordenador
Selecionar parágrafos e partes especiais para debate
Estar pronto para dar um relato na convenção
Trazer esta Apostila de discursos na convenção
1
Devemos Ampliar Nossa Visão

Élder Henry B. Eyring


Conferência do SEI - 14 de agosto de 2001
1. Sou grato por essa música. Linda melodia, escolha perfeita para a mensagem e para o propósito que penso alcançar esta noite. Sou
grato ao irmão Peterson por sua apresentação. Uma das coisas mais agradáveis em ter-me sido concedido ser Comissário de Educação
e poder estar junto a pessoas como vocês e o irmão Peterson é, de vez em quando, ter a chance de sentir a gratidão que o Salvador tem
por vocês e por ele. E acho que vocês precisam saber que me é clara e inequívoca a evidência de que o Senhor conhece o irmão
Peterson e o protege, é grato e sente-Se satisfeito com ele. Creio que ele foi inspirado quando pediu aos voluntários e missionários que
se levantassem, de modo que pude, por um segundo e no fundo do coração, sentir não a minha gratidão, mas a gratidão do Mestre. Fui
também tocado pela oração de abertura feita por alguém que prestou serviço de tempo integral durante tanto tempo. Pois, novamente,
enquanto ele orava, tive a sensação de que alguns de vocês, pessoas que servem por tempo integral, trabalham no anonimato, mas
vocês não são anônimos e o seu trabalho é bem conhecido.
2. Sou grato por estar aqui e pela oportunidade que temos de ensinar os jovens da Igreja. Eles têm o futuro nas mãos. A Igreja sempre
esteve a uma geração da extinção. Caso uma geração se perdesse, o que não acontecerá, perderíamos a Igreja. Mas mesmo um
indivíduo sozinho que se perca do evangelho de Jesus Cristo fecha as portas a gerações de descendentes, a menos que o Senhor
estenda a mão para trazer de volta alguns deles. A confiança que o Senhor depositou em nós, como professores, é grande. Grande
também é nossa oportunidade.
3. O mundo no qual nossos alunos escolhem a vida ou a morte espiritual está mudando rapidamente. Quando seus irmãos e irmãs mais
velhos vão visitar a velha escola ou o campus onde eles estudaram, encontram um ambiente moral radicalmente diferente. O linguajar
nos corredores e vestiários é grosseiro. As roupas, menos recatadas. A pornografia é divulgada abertamente. E a tolerância pela
crueldade não só aumentou, mas muito do que era conhecido como errado não mais é condenado, e pode até ser admirado, mesmo
pelos nossos alunos. Os pais e administradores têm, em alguns casos, se curvado diante da pressão de um mundo em mudança, que
afugenta os padrões morais que costumavam ser aceitos.
4. A força espiritual que bastava para que nossos jovens permanecessem firmes há alguns anos, muito em breve não será mais suficiente.
Muitos deles são notáveis em termos de amadurecimento espiritual e fé. Mas mesmo os mais fortes são duramente testados. E os testes
vão-se tornando cada vez mais severos.
5. Hoje, os jovens são responsáveis pelas escolhas que fazem. E existem muitas pessoas que os ajudam. Pais fiéis e líderes do sacerdócio
e da juventude fortalecem a fé dos alunos a quem ensinamos. Mas nossa oportunidade é singular. Os alunos das universidades e escolas
da Igreja são convidados a participar de nossas aulas de religião. Os profetas de Deus têm repetidamente recomendado as aulas de
seminário e de instituto e exortado os jovens a tornarem-se nossos alunos. Temos tido a oportunidade regular, praticamente diária, de
reunirmo-nos com eles onde a palavra de Deus contida nas escrituras é o texto e nós somos seus guias confiáveis.
6. Vocês e todos aqueles que os antecederam fizeram um trabalho maravilhoso. Se o mundo mudou, o mesmo se deu com o nosso
currículo. Os alunos do seminário e do instituto e os das classes de religião nos campus estão estudando as escrituras e compreendem-
nas. Se você não vem lecionando conosco há vinte e cinco anos, talvez não faça idéia da grande mudança que já ocorreu. Onde
antigamente havia uma grande quantidade de materiais destinados a manter vivo o interesse dos jovens, ou até mesmo entretê-los, hoje
as palavras das escrituras desempenham esse papel. Em suas aulas, os alunos conhecem as escrituras muito mais do que seus irmãos e
irmãs mais velhos, ou seus pais. Vocês fizeram as escrituras ganhar vida diante deles.
7. Mas eles precisam de mais. Existe um número excessivamente grande de formandos do seminário que não conseguem qualificar-se para
o campo missionário. O mesmo acontece com estudantes fiéis, que não recebem as bênçãos das ordenanças do templo. E a proporção
da ocorrência dessas tragédias entre eles irá aumentar se não mudarmos.
8. O local para iniciar a mudança é o nosso objetivo, nossa visão do que estamos buscando para a vida de nossos alunos. Temos sempre
buscado a inscrição e a retenção dos alunos em nosso curso. Sempre quisemos vê-los persistir e formar-se. Nossa meta sempre foi que
se qualificassem para o campo missionário, o casamento no templo e depois continuassem fiéis. Esses objetivos são elevados e difíceis,
mas devemos ampliar nossa visão.

9. Um grande número de nossos alunos almeja as bênçãos da missão e do templo e, apesar disso, não persevera até o fim. Para muitos
deles, o ano seguinte parece estar muito longe e o ano depois desse parece uma eternidade. Para esses, a missão e o templo estão
muito distantes, em um tempo quando as alegrias da mocidade tiverem terminado. Aquelas metas parecem-lhes tão distantes que muitos
deles, muitos mesmo, dizem a si mesmos: “Ah, sei que um dia vou precisar me arrepender e sei que tanto a missão quanto o casamento
no templo exigem grandes mudanças, mas tenho certeza de que posso cuidar de tudo quando chegar a época certa. Tenho um
testemunho, conheço as escrituras. Sei o que preciso fazer para me arrepender. Conversarei com o bispo quando chegar a hora e farei
as mudanças depois. Só se é jovem uma vez. Por enquanto, vou deixar o barco seguir a correnteza.”

10. O que acontece é que a correnteza transformou-se em inundação e logo se transformará em uma torrente. Passa a ser uma torrente de
sons e imagens e sensações que convidam a tentação e ofendem o Espírito de Deus. Nadar rio acima, em direção à pureza, contra a
enxurrada do mundo, nunca foi fácil. E está ficando cada vez pior, e logo será terrivelmente difícil.
11. Devemos ampliar nossa visão. Devemos conservar os objetivos que sempre tivemos: inscrição, freqüência constante, formatura,
conhecimento das escrituras, experimentar a manifestação do Espírito Santo confirmando a verdade. E devemos ter como objetivo o
campo missionário e o templo. Mas os jovens precisam de outras coisas enquanto forem nossos alunos. Isso é, quando fizerem suas
escolhas diárias, as quais irão abençoar ou prejudicar sua vida. Isto é, quando as pressões da tentação e da confusão espiritual
estiverem crescendo.

12. O puro evangelho de Jesus Cristo deve ficar gravado em seu coração pelo poder do Espírito Santo. Não lhes será suficiente ter um
testemunho pessoal da verdade e desejar coisas boas mais tarde. Não lhes será suficiente esperar por pureza e fortalecimento no futuro.
Nosso objetivo deve ser que eles se tornem verdadeiramente convertidos ao evangelho de Jesus Cristo enquanto estiverem ainda
conosco.
13. Assim, terão obtido força a partir daquilo que são e não somente do que eles sabem. Eles se tornarão discípulos de Cristo. Serão Seus
filhos espirituais, que sempre se lembrarão Dele com gratidão e com fé. Eles terão a companhia constante do Espírito Santo. Seu coração
se voltará a tudo o que se refira ao bem-estar temporal e espiritual de outras pessoas. Andarão com humildade. Eles se sentirão puros e
terão aversão ao pecado.
2
14. O Livro de Mórmon descreve uma mudança como essa e testifica que isso é possível. São encontradas diversas referências em todo o
conteúdo do livro. Uma delas é o evento ocorrido com o povo do rei Benjamim, o grande professor:

15. “E então aconteceu que, tendo o rei Benjamim assim falado a seu povo, mandou investigar se seu povo acreditara nas palavras que lhe
dissera. “E todos clamaram a uma só voz, dizendo: Sim, acreditamos em todas as palavras que nos disseste e também sabemos que são
certas e verdadeiras, por causa do Espírito do Senhor Onipotente que efetuou em nós, ou melhor, em nosso coração, uma vigorosa
mudança, de modo que não temos mais disposição para praticar o mal, mas, sim, de fazer o bem continuamente. “E também nós
mesmos, pela infinita bondade de Deus e manifestações de seu Espírito, temos grandes visões do que está por acontecer e, se fosse
conveniente, poderíamos profetizar sobre todas as coisas. “E foi a fé que tivemos nas coisas que nosso rei nos disse que nos levou a
este grande conhecimento, pelo que nos regozijamos com tão grande alegria. “E estamos dispostos a fazer um convênio com nosso
Deus, de cumprir a sua vontade e obedecer a seus mandamentos em todas as coisas que ele nos ordenar, para o resto de nossos dias, a
fim de que não recaia sobre nós um tormento sem fim, como foi anunciado pelo anjo, e não bebamos do cálice da ira de Deus.“Ora, estas
eram as palavras que o rei Benjamim esperava deles; e portanto lhes disse: Dissestes as palavras que eu desejava; e o convênio que
fizestes é um convênio justo.“E agora, por causa do convênio que fizestes, sereis chamados progênie de Cristo, filhos e filhas dele,
porque eis que neste dia ele vos gerou espiritualmente; pois dizeis que vosso coração se transformou pela fé em seu nome; portanto
nascestes dele e vos tornastes seus filhos e suas filhas.” (Mosias 5:1-7)
16. Essa mudança é relatada diversas vezes no Livro de Mórmon. E o modo como essas coisas aconteceram e o modo como a pessoa veio
a tornar-se é sempre o mesmo. As palavras de Deus na doutrina pura penetram profundamente o coração, pelo poder do Espírito Santo.
A pessoa roga a Deus com fé. O coração da pessoa que se arrepende é quebrantado, seu espírito é contrito. São realizados convênios
sagrados. E depois, Deus mantém Sua promessa de conceder um novo coração e uma nova vida, em Seu tempo.
17. Tenha o milagre acontecido de repente ou demorado anos, como é mais comum, é a doutrina de Jesus Cristo que efetua a mudança. Às
vezes, subestimamos o poder que a doutrina pura tem de penetrar o coração das pessoas. Por que tantos responderam ao chamado dos
missionários quando a Igreja estava começando, e era tão pequena e parecia tão estranha? O que Brigham Young, John Taylor e Heber
C. Kimball pregaram nas ruas e nas colinas da Inglaterra? Eles ensinaram que o Senhor iniciara uma nova dispensação, que Ele nos
enviara um Profeta de Deus, que o sacerdócio fora restaurado, que o Livro de Mórmon era a palavra de Deus e que tivera início um dia
novo e glorioso. Eles ensinaram que o puro evangelho de Jesus Cristo fora restaurado.
18. Essa doutrina pura penetrou fundo no coração daquelas pessoas, do mesmo modo como o fará agora, pois o povo estava faminto e a
doutrina foi ensinada de maneira simples. As pessoas da Inglaterra, assim como nossos alunos, foram vistos há muito tempo, por um
profeta de Deus chamado Amós:
19. “Eis que vêm dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as
palavras do Senhor.“E irão errantes de um mar até outro mar e do norte até ao oriente; correrão por toda a parte, buscando a palavra do
Senhor, mas não a acharão.“Naquele dia as virgens formosas e os jovens desmaiarão de sede.” (Amós 8:11-13)
20. Muitos dentre os conversos da Inglaterra reconheciam estar famintos da verdadeira palavra de Deus. Nossos alunos podem não
reconhecer que estão morrendo de fome, mas as palavras de Deus saciarão a sede que não sabiam ter e o Espírito de Deus quebrantará
o seu coração. Se tornarmos a doutrina simples e clara, se passarmos a ensinar segundo a mudança ocorrida em nosso próprio coração,
a mudança na vida deles ocorrerá tão certo quanto ocorreu a Enos. Ouçam seu relato, tão parecido com os demais:
21. “Eis que aconteceu que eu, Enos, sabia que meu pai era um varão justo --- pois instruiu-me em seu idioma e também nos preceitos e na
admoestação do Senhor --- e bendito seja o nome de meu Deus por isso ---“E relatar-vos-ei a luta que travei perante Deus antes de
receber a remissão de meus pecados.“Eis que saí para caçar animais nas florestas; e as palavras que freqüentemente ouvira de meu pai
sobre a vida eterna e a alegria dos santos penetraram-me profundamente o coração.“E minha alma ficou faminta; e ajoelhei-me ante o
meu Criador e clamei-lhe, em fervorosa oração e súplica, por minha própria alma; e clamei o dia inteiro; sim, e depois de ter anoitecido,
continuei a elevar minha voz até que ela chegou aos céus.” (Enos 1:1-4)
22. E aconteceu o milagre:
23. “E ouvi uma voz, dizendo: Enos, perdoados são os teus pecados e tu serás abençoado.“E eu, Enos, sabia que Deus não podia mentir;
portanto minha culpa foi apagada.“E eu disse: Senhor, como isso aconteceu?“E ele respondeu-me: Por causa da tua fé em Cristo, a
quem nunca ouviste nem viste antes. E muitos anos hão de passar antes que ele se manifeste na carne; portanto vai, tua fé te salvou.”
(vs. 5-8)
24. Depois, Enos descreve os primeiros efeitos:
25. “Ora, aconteceu que após ter ouvido estas palavras, comecei a desejar o bem-estar de meus irmãos, os nefitas; portanto implorei a Deus
por eles com toda a minha alma.” (v. 9)
26. E Enos termina com a descrição dos últimos efeitos:
27. “E aconteceu que comecei a envelhecer; e haviam decorrido cento e setenta e nove anos da época em que nosso pai, Leí, deixara
Jerusalém.“E vi que logo deveria descer à sepultura, tendo sido inspirado pelo poder de Deus a pregar e profetizar a este povo e declarar
a palavra segundo a verdade que está em Cristo. E declarei-a durante todos os meus dias e nisso me tenho regozijado mais do que nas
coisas do mundo.“E logo irei para o lugar de meu descanso, que é com meu Redentor, pois sei que nele descansarei. E regozijo-me no
dia em que meu corpo mortal revestir-se de imortalidade e apresentar-se diante dele; então verei a face com prazer e ele me dirá: Vem a
mim, ó bendito; há um lugar preparado para ti nas mansões de meu Pai. Amém.” (vs. 25-27)
28. O que buscamos para os nossos alunos é uma mudança. Devemos ser humildes no que diz respeito à nossa parte nessa tarefa. A
verdadeira conversão depende de que o aluno busque por livre e espontânea vontade com fé e com grande empenho e sacrifício. Então,
é o Senhor que pode, em Seu tempo, operar o milagre da purificação e da mudança. Por ter passado por diferentes experiências e ter
uma necessidade diferente de purificação e mudança, cada pessoa começa de um ponto diferente. O Senhor conhece qual é esse ponto
e só ele pode determinar o caminho para a realização disso.
29. Mas, para todos os nossos alunos, podemos desempenhar um papel fundamental. Enos lembrou as palavras de vida eterna que haviam
sido ensinadas. O mesmo fez Néfi e o povo do rei Benjamim. As palavras foram depositadas na memória de forma que o Espírito Santo
pôde levá-las ao fundo do coração. Somos professores cuja responsabilidade é ensinar-lhes essas palavras de forma que, quando
nossos alunos fizerem escolhas e clamarem por ajuda, o Espírito Santo possa confirmar em seu coração e dar início ao milagre.
30. Parte da grande força que tem o Livro de Mórmon se deve ao fato de ele apresentar a pura doutrina de forma tão clara. Por exemplo,
como se estivesse falando conosco, o Senhor, por meio dos profetas, proferiu as palavras encontradas em 2 Néfi:
31. “E agora, meus amados irmãos, eis que este é o caminho; e não há qualquer outro caminho ou nome debaixo do céu pelo qual o homem
possa ser salvo no reino de Deus. E agora, eis que esta é a doutrina de Cristo e a única e verdadeira doutrina do Pai e do Filho e do
Espírito Santo, que são um Deus, sem fim. Amém.” (2 Néfi 31:21)

3
32. E o Senhor repete o que disse para que nós entendamos:
33. “E esta é minha doutrina e é a doutrina que o Pai me deu; e dou testemunho do Pai e o Pai dá testemunho de mim e o Espírito Santo dá
testemunho do Pai e de mim; e eu dou testemunho de que o Pai ordena a todos os homens, em todos os lugares, que se arrependam e
creiam em mim.“E os que crerem em mim e forem batizados esses serão salvos; e eles são os que herdarão o reino de Deus.“E os que
não crerem em mim e não forem batizados, serão condenados.“Em verdade, em verdade vos digo que esta é minha doutrina e dela vos
dou testemunho, vindo do Pai; e todo aquele que crê em mim, crê também no Pai; e a ele o Pai dará testemunho de mim, pois visitá-lo-á
com fogo e com o Espírito Santo.” (3 Néfi 11:32-35)
34. E, mais uma vez Ele diz:
35. “Em verdade, em verdade vos digo que esta é minha doutrina e os que edificam sobre isto edificam sobre minha rocha; e as portas do
inferno não prevalecerão contra eles.“E aqueles que declararem mais ou menos do que isto e estabelecerem-no como minha doutrina,
esses vêm do mal e não edificam sobre a minha rocha, mas edificam sobre um alicerce de areia; e as portas do inferno estarão abertas
para recebê-los quando vierem as inundações e os ventos açoitarem-nos.“Portanto, dirigi-vos a este povo e declarai as palavras que eu
disse, até os confins da Terra.” (vs. 39-41)
36. Vocês, maravilhosos professores, já empregam grandes esforços e sacrifícios ao prepararem-se para ensinar a palavra, ao cumprirem o
seu chamado e cuidarem dos alunos. Vocês não somente estudam, mas ponderam as palavras de Deus. Vocês as declaram aos alunos
com fé e testemunho. Vocês jejuam e, em oração, clamam por ajuda para os seus alunos e para si mesmos. Ensinam a pura doutrina
com testemunho e clareza.
37. Além disso, nós podemos ampliar nossa visão, aumentando nossa fé de que a mudança prometida pelo Senhor se realizará na vida de
nossos alunos. Os professores do Sistema Educacional da Igreja tiveram fé que os alunos aplicariam as escrituras em suas vidas e eles o
fizeram. Dentre as grandes contribuições que Stan Peterson pode recordar-se com satisfação, é que ele foi um fator preponderante na
realização desse milagre.
38. Eu acho que um dia, quando o Senhor lhe mostrar o conjunto de suas realizações, ele verá que, se não foi a sua maior contribuição, foi
uma das maiores. Ele extraiu de vocês a fé necessária para que essa vigorosa mudança ocorresse.Vocês podem ter fé também de que
ainda mais alunos farão escolhas que os levarão à verdadeira conversão. O Senhor sempre cumpre Suas promessas. Podemos exercitar
a nossa fé e acreditar que Ele manterá a Sua palavra no que diz respeito aos nossos alunos e a nós mesmos.Vocês já foram preparados.
Vocês tiveram o desejo de se arrepender e ser purificados no momento em que essas palavras tocaram o seu coração:
39. “E certamente, como vive o Senhor, pois o Senhor Deus disse-o e é sua eterna palavra, a qual não pode passar, os justos ainda serão
justos e os imundos ainda serão imundos; portanto os imundos são o diabo e seus anjos; e irão para o fogo eterno para eles preparado; e
seu tormento é como um lago de fogo e enxofre, cuja chama ascende para todo o sempre e não tem fim.
40. “Oh! A grandiosidade e a justiça de nosso Deus! Porque ele executa todas as suas palavras e elas saíram-lhe da boca; e sua lei deve ser
cumprida.“Mas eis que os justos, os santos do Santo de Israel, os que tiverem acreditado no Santo de Israel, os que tiverem suportados
as cruzes do mundo e desprezado a sua vergonha, herdarão o reino de Deus, que foi preparado para eles desde a fundação do mundo; e
sua alegria será completa para sempre.” (2 Néfi, 9:16-18)
41. Vocês também sentiram o coração encher-se de amor, exatamente como foi dito nas palavras de Morôni. Pensem em suas próprias
experiências, procurem lembrar-se delas:
42. “E a remissão de pecados traz mansidão e humildade; e a mansidão e a humildade resultam na presença do Espírito Santo, o
Consolador, que nos enche de esperança e perfeito amor, amor que se conserva pela diligência na oração até que venha o fim, quando
todos os santos habitarão com Deus.” (Morôni 8:26)
43. Cada um de vocês, em algum momento da vida, por causa do poder do sacrifício expiatório, sentiu-se aliviado quando uma tentação não
mais o atormentou, exatamente como dizem as palavras de Alma:
44. “E aconteceu que quando se levantou, Amon também pregou a eles e assim também fizeram todos os servos de Lamôni; e todos
disseram ao povo a mesma coisa – que seu coração havia sido transformado; que não desejavam mais praticar o mal.” (Alma 19:33)
45. E vocês sentiram as manchas de sua alma desaparecerem do mesmo modo que aconteceu aos servos de Deus, descrito nas palavras de
Alma:
46. “Portanto foram chamados segundo esta santa ordem e santificados; e suas vestimentas foram branqueadas pelo sangue do
Cordeiro.“Ora, tendo sido santificados pelo Espírito Santo, havendo suas vestimentas sido branqueadas, achando-se puros e imaculados
perante Deus, só viam o pecado com horror; e houve muitos, e grande foi o seu número, que foram purificados e entraram no descanso
do Senhor seu Deus.
47. “E agora, meus irmãos, quisera que vos humilhásseis perante Deus e apresentásseis frutos dignos do arrependimento, para que também
venhais a entrar nesse descanso.” (Alma 13:11-13)
48. E, vocês também sentiram isso, tiveram o desejo de ler as escrituras e banquetear-se nas palavras do Mestre e no Seu amor, exatamente
como foi prometido nas palavras de Jacó e exatamente como vocês estão fazendo neste momento em que estamos aqui juntos:
49. “Ó todos vós, que sois puros de coração, levantai a cabeça e recebei a agradável palavra de Deus e banqueteai-vos com seu amor; por
que podeis fazê-lo para sempre, se vossa mente for firme.” (Jacó 3:2)

50. Agora vocês sabem o que eu sei. Como testemunha de Cristo, testifico que as promessas são verdadeiras. Nosso Pai Celestial vive.
Jesus é o Cristo. Se tivermos fé Nele e guardarmos os Seus mandamentos, nós e nossos alunos poderemos ter a Vida Eterna. Acredito
que a palavra de Deus pode ser levada ao coração de homens e mulheres por intermédio do Espírito Santo. E, eu sei que a bênção que o
Senhor tem-nos dado tão liberalmente desde que o mundo começou, eu a quero para vocês. E, eu sei o que eu quero para os seus
alunos e a sua família. Mas, não é suficiente que eu a queira, é preciso saber se ela é o que Deus está pronto para dar e se nós estamos
prontos para fazer o que for preciso para receber a dádiva. E, se os seus alunos estão prontos. Tenho orado para saber a respeito disso
e, tenho recebido a confirmação referente às duas perguntas. Ele lhes dará a bênção e vocês e seus alunos estão preparados para
recebê-la. O motivo pelo qual estou dizendo isso é a necessidade de explicar a vocês como se exercita uma fé absoluta. Fé não é
esperança; fé não é simplesmente saber que Deus pode fazer alguma coisa, fé é saber que Ele fará alguma coisa. E, eu testifico que o
nosso Pai Celestial e Jesus Cristo estão preparados para abençoar nossos alunos, e eu dou-lhes uma bênção:
51. Eu os abençôo para que, ao exercitarem sua inabalável fé no Senhor Jesus Cristo e no Seu Sacrifício, vocês vejam uma grande mudança
acontecer na vida de seus alunos. Ao buscar poder para dar-lhes esta bênção, foi-me dito que muitos de vocês já têm visto com
freqüência mudanças em relação aos seus alunos além do que geralmente se espera e, por isso, souberam que se tratava do poder do
sacrifício expiatório operando na vida deles. Abençôo-os para que vejam a amplitude da mudança e o número de pessoas que serão por
ela tocadas. Abençôo-os da mesma forma em sua família. E, ao deixar-lhes essa bênção, preciso, com certeza, adverti-los. Ensinem

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simplesmente a doutrina. Vocês não precisam fazer discursos sobre a verdadeira conversão. Dei-lhes um exemplo. Eu poderia ter
tentado descrever com as minhas próprias palavras ou com histórias que explicassem a respeito da poderosa mudança. Decidi não o
fazer. Tentei ler as escrituras e então dar a vocês as palavras que o Senhor nos deu, tendo fé que o Espírito Santo as levasse ao seu
coração e que o desejo de exercitar a fé surgisse a partir disso. Minha esperança é de que vocês não falem sobre grandes
acontecimentos a respeito da grande mudança nem contem que o irmão Eyring recebeu autorização de lhes dar uma bênção, mas
digam-lhes que ela pode acontecer na vida deles. Prefiro que vocês somente ensinem, com fé inabalável, a doutrina simples que é tão
bem ensinada no Livro de Mórmon e que, sozinhos, ajoelhem-se em oração e, com grande fé, digam o quanto confiam neles e o quanto
os amam. Foi-me testificado que muitos aceitarão a doutrina pura quando ela for ensinada com humildade e com testemunho por aqueles
que estiverem sentindo os efeitos da expiação em sua vida. A respeito das últimas duas escrituras que eu li para vocês, foi-me dito que,
pelo menos uma ou duas delas, seriam, para cada um de vocês, um sinal de que a expiação está agindo em sua vida. Vocês perceberam
os efeitos da expiação em sua vida. Vocês não precisam falar a respeito disso aos seus alunos, eles irão sentir na maneira como vocês
ensinam. Eles vão saber. Sugiro que não falem a respeito de grandes experiências, da mesma forma com que eu decidi não o fazer. Eu
até poderia falar dos meus próprios desafios. Poderia ter falado de minhas próprias experiências. Ouvi uma voz dizendo: “Não faça isso.
Simplifique as coisas.” Ensinem a doutrina de Jesus Cristo, de forma simples e clara, utilizando o Livro de Mórmon. Prestem testemunho
sem usar exemplos pessoais; mas tenham fé que cada um deles está sendo preparado e cada um deles verá em sua própria vida a
aplicação das escrituras que lerem para eles. Tive a certeza de que o Espírito Santo irá ensinar e prestar testemunho a eles, não somente
do que é verdade, mas do que eles devem fazer. Cada um seguirá um caminho diferente. Cada um será abençoado de maneira diferente.
O Senhor poderá não revelar a vocês onde eles estão ou o que eles devem fazer, mas revelará isso a cada um deles em particular. Dou-
lhes a certeza disso. Eu amo vocês. O Salvador os ama. Os jovens da Igreja estarão mais seguros se aceitarem o evangelho em sua
vida e estarão mais seguros mesmo nas horas de dificuldade que estão por vir. Eles estarão protegidos quando, devido à grande
mudança ocorrida em seu coração, escolherem a retidão e descobrirem que não têm mais o desejo de praticar o mal. Testifico que isso
acontecerá, não imediatamente, mas acontecerá com o tempo. Mas prometo que, no próximo ano, vocês verão o milagre do
fortalecimento que ocorrerá entre os alunos. E eles fortalecerão uns aos outros. E o evangelho de Jesus Cristo os fortalecerá por meio de
sua fé e grande dedicação. Digo a vocês mais uma vez, em nome de Jesus Cristo, que Ele os ama, Ele conhece cada um de vocês.
Nesse trabalho, vocês sentirão o Seu amor. Disso eu testifico, como seu servo, em nome de Jesus Cristo. Amém.

PERGUNTAS SOBRE O DISCURSO DE ELDER EYRING


1. O que o autor quer dizer quando afirma que nossos alunos escolhem a vida ou a morte espiritual? Parágrafo 3

2. Por que a força espiritual não será mais suficiente? O que podemos entender pela afirmação de que “os testes vão-se
tornando cada vez mais severos”? parágrafo 4

3. A que se refere a palavra “mais”, na primeira frase do parágrafo 7? Parágrafos 7-8

4. De que forma o autor explica nos parágrafos 11-13 a afirmação que está no início do parágrafo 11, “Devemos ampliar
nossa visão”? parágrafos 11-13

5. Resuma brevemente o processo de mudança descrito no parágrafo 16? Parágrafos 16-27

6. Qual é a chave para que a sede de nossos alunos seja saciada? Parágrafos 16-20

7. Do que depende a verdadeira conversão de nossos alunos? Parágrafos 28, 16

8. Como os professores participam neste maravilhoso processo de mudança? Parágrafos 28, 29-49

9. Resuma os passos citados pelo autor no processo de aperfeiçoamento dos professores. Parágrafos 36-50

10. Expresse seus sentimentos mais sinceros a respeito da bênção deixada pelo autor. Parágrafo 51

11. Qual a Condição de Recebermos a benção de contemplarmos esta mudança em nossos alunos? Parágrafo 50

12. Como este discurso tocou o seu coração e como o aplicará em sua vida e no seu ensino neste ano letivo?

5
A ARTE DE ENSINAR
Grant Anderson
Admistrador Assistente - Treinamento do SEI - Via Satélite – 08 deAgosto de 2006

1. Os pensamentos que eu gostaria de compartilhar com vocês hoje se baseiam todos em uma única
premissa -- uma premissa que se encontra numa declaração do Presidente Boyd K. Packer em seu
livro Teach Ye Diligently. Ele escreveu: “Ensinar é a maior de todas as artes” (1975, p. 9). Se essa
declaração for verdadeira -- e eu a considero como tal -- então, todo aquele que ensina é um “artista”
seja em casa, na Igreja ou no SEI. Esse não é um título que a maioria de nós aplicaria a si mesmo. A
maioria de nós, quando visualiza um artista, pensa em pessoas que pintam, escrevem, fazem
esculturas, dançam ou compõem música. Mas ensinar também é uma arte, “a maior de todas as artes”,
e é com base nessa premissa que eu gostaria de compartilhar alguns pensamentos com vocês sobre a
arte de ensinar e o papel que vocês têm como professores.

2. Quase todo mundo pode criar alguma coisa e chamá-la de arte e se autodenominar um artista. Mas ser
chamado de grande artista ou mestre é uma honra dada por outras pessoas e um título que o mundo
raramente concede. O mesmo acontece com o ensino. Qualquer um pode declarar-se professor, mas a
distinção de ser um grande professor não se consegue tão facilmente.

3. O que faz um artista comum (ou um professor comum) tornar-se um grande artista ou grande
professor? Gostaria de compartilhar cinco princípios que podem nos ajudar em nossa busca para nos
tornarmos verdadeiros mestres na “maior de todas as artes”.

Princípio 1: O grande artista procura dominar as habilidades técnicas de seu meio de comunicação

4. Se você já esteve em terra estrangeira com capacidade limitada de linguagem, você sabe da frustração
de não ser capaz de comunicar seus pensamentos ou sentimentos como gostaria. A arte é uma forma
de comunicação e um artista enfrentará essa mesma frustração ao tentar comunicar-se se ele não
dominar as técnicas de seu meio de comunicação.

5. O escritor inglês Matthew Arnold disse: “Toda arte ganha liberdade por meio da disciplina”. (Citado
em Jack L. Rushton, “Teaching with Disabilities”, em The Religious Educator, vol. 2, nº 2, 2001, p.
71.) O artista ganha a liberdade de comunicar-se eficazmente somente se tiver disciplina para dominar
o meio de comunicação que escolheu. O pintor, por exemplo, precisa aprender a respeito de
composição, teoria da cor, propriedades da luz e características de suas tintas e pincéis. O poeta
precisa aprender sobre métrica, rima e simbolismo. O escultor deve estudar anatomia e entender as
propriedades do barro, do bronze ou do mármore.

6. E assim é com a arte de ensinar. Existem técnicas que devemos aprender que nos ajudarão a
comunicar a mensagem do evangelho com maior impacto. O Presidente Packer escreveu: “Ensinar é a
maior de todas as artes, e a menos que sejamos treinados, será também de muitas formas a mais
difícil” (Teach Ye Diligently, p. 9). A arte de ensinar é difícil, uma vez que nossa arte vai muito além
de uma simples aula bem preparada. Nossa arte é a experiência da sala de aula e isso não se cria
somente com professor. Essa arte é produzida com o esforço conjunto de professor, alunos e o
Espírito Santo. Felizmente, até mesmo um professor com capacidade limitada pode atingir bons
resultados na sala de aula, já que o Espírito e os alunos também contribuem para isso. Infelizmente, a
falta de técnicas para ensinar com eficácia pode limitar a contribuição do professor e até impedir, de
certa forma, a contribuição dos alunos e do Espírito.

7. O grande professor, que queira ajudar e não impedir esse esforço criativo conjunto, pagará o preço
para dominar as técnicas do ensino eficaz. Para ser específico, ele dominará o conteúdo das obras-
padrão e saberá como encontrar e ensinar princípios. Ele estudará e entenderá como a participação do
aluno, como quando ele ensina e presta testemunhos, facilita o aprendizado. Ele também se esforçará
para dominar as diversas técnicas em sala de aula que ajudam os alunos a aprender, como fazer boas
6
perguntas, dar aulas com uso de objetos, pedir trabalhos escritos dos alunos, dominar as escrituras,
usar com eficácia o quadro-negro e a tecnologia, entre outros. O grande professor disciplinará a si
mesmo para aprender o maior número possível dessas técnicas, sabendo que, dessa forma, ele terá
liberdade para comunicar-se com a clareza que atrairá a influência do Espírito que, por sua vez,
testificará a verdade. O Élder B. H. Roberts escreveu: “Para ser conhecida, a verdade precisa ser
declarada, e quanto mais clara e mais completa for a exposição, maior oportunidade terá o Santo
Espírito de testificar à alma dos homens que a obra é verdadeira”. (A Liahona, julho de 1996, p. 42.)

Princípio 2: O grande artista sabe que a habilidade técnica não é o objetivo, é um meio para se
atingir uma finalidade.

8. Por mais importante que seja adquirir domínio de habilidades técnicas de qualquer meio de
comunicação artística, a verdadeira arte é muito mais do que uma demonstração de perícia técnica.
Certa vez observei um pianista tocar uma peça impecavelmente, assim me pareceu, e numa
velocidade tal que suas mãos pareciam não tocar as teclas. Fiquei profundamente impressionado com
sua habilidade. Percebi, no entanto, que sua atuação fez com que eu centralizasse minha atenção nele,
o artista -- não na música em si. Tive a mesma experiência numa outra ocasião quando parei diante de
uma pintura tão realista que parecia uma fotografia. A técnica do pintor estava muito evidente. Mas
outra vez, lá estava eu admirando o artista. A pintura em si não era muito inspiradora.

9. O mesmo pode acontecer com o ensino. Assisti a algumas aulas em que o domínio que o professor
tinha de certa técnica era não só óbvio como impressionante. Alguns dominavam as escrituras ou a
história da Igreja. Outros tinham habilidade para contar histórias, conduzir um debate, fazer citações
de memória. Esses professores pagaram um preço para aprender valiosas técnicas de ensino. Mas
estava faltando algo. Saí dessas aulas impressionado com suas técnicas, mas suas aulas não me
edificaram.

10. O grande artista utiliza suas técnicas para fazer com que concentremos nossos sentimentos e
pensamentos no produto de sua arte e não usa sua obra, consciente ou inconscientemente, como meio
de ganhar nossa admiração. De modo similar, o grande professor usará suas técnicas para que
concentremos nossos pensamentos e sentimentos no evangelho. As técnicas nunca serão o centro das
atenções e nunca irão obscurecer a mensagem ou tomar o lugar da participação dos alunos e do
Espírito. Para o grande artista ou professor, as técnicas são meios de alcançar um objetivo final. Isso
leva ao terceiro princípio.

Princípio 3: O objetivo do grande artista é causar impacto positivo na mente e no coração.

11. A arte pode, e deve, ocasionalmente nos entreter. Mas o grande artista entende que a arte pode servir
a propósitos muito mais elevados. A intenção da arte, como eu a entendo, é que o artista tome um
pensamento, uma visão ou um valor que está em sua mente e em seu coração e, por intermédio de
algum meio de comunicação de massa -- seja pintura, dança, palavras ou outra forma qualquer --
recrie esse sentimento ou visão na mente e no coração de outra pessoa. Discernir o que vale a pena
colocar no coração da outra pessoa é tarefa do artista. O grande artista somente tentará colocar no
coração de outra pessoa aquilo que ajudará o indivíduo a ser melhor. O Élder M. Russell Ballard
escreveu: “O propósito de Deus em nos dar artistas é inspirar-nos, proporcionar-nos visões de nós
mesmos, as quais, de outra maneira não teríamos; é fazer-nos pessoas melhores do que teríamos sido.
O mundo é melhor por causa das artes e dos artistas justos que nele estão. Na busca de alcançar a
grandeza em atividades artísticas --- seja na pintura, na dança, na música, em filmes, esculturas ou na
escrita --- devemos sempre primeiro procurar realizar os propósitos de Deus”. (“Filling the World
with Goodness and Truth”, Ensign, julho de 1996, p. 10.)

12. O grande professor não é somente uma pessoa que relata fatos e transmite informações. Ele verá seu
papel como algo mais do que preparar e dar boas aulas. O grande professor procurará a participação e

7
contribuição dos alunos e do Espírito e trabalhará com eles a fim de ter uma experiência em sala de
aula que cause impacto em todos os presentes, inclusive o professor. Esse tem sido o princípio
motivador de áreas atuais de destaque do programa de ensino do SEI. Muito mais do que um conjunto
de regras, esse material é uma tentativa de concentrar-nos no fato de que haverá um impacto maior na
sala de aula quando o professor, os alunos e o Espírito estão todos contribuindo.

13. Antes de passar para o próximo princípio, gostaria de fazer três breves observações com relação a
nossos esforços de causar impacto na mente e no coração. Primeiro, uma citação de um compositor:
“[A arte] começa com uma idéia criativa, mas também envolve disciplina, refinamento e crítica. O
fato de você ter uma idéia não lhe dá privilégios especiais. É preciso perceber que existem idéias boas
e más. (...) Precisamos também estar dispostos a aceitar críticas para equilibrar o ego, verificando
repetidas vezes se o que temos a dizer realmente é digno de ser dito. Essa idéia tem poder para
influenciar as pessoas, ou estamos apenas expressando nossas emoções? O trabalho deve ser revisto,
ou mesmo abandonado, em favor de uma outra idéia diferente ou melhor? Claro que é difícil fazer
isso quando você já trabalhou em mais de 80 páginas de manuscritos, mas é a única atitude
responsável a ser tomada.” (Bernard Rands em Carri P. Jenkins, “Reaching for the Sublime”,
Brigham Young Magazine, fevereiro de 1995, p. 31.) O grande professor sabe que aceitar feedback e
estar disposto a mudar também é “a única atitude responsável a ser tomada”.

14. Uma segunda observação: uma artista, neste caso uma dançarina, advertiu quanto ao perigo de causar
impacto emocional ao coração, atribuindo isso ao Espírito. Ela escreveu: “Minha preocupação [é] de
que tanto os criadores da arte como o público às vezes experimentam um fenômeno que eu chamo de
espiritualidade forjada.
15. A espiritualidade forjada surge quando a habilidade e a arte são usadas de tal maneira que as reações
físicas e emocionais são sentidas de forma errônea ou representadas como uma iluminação espiritual”
(Pat Debenham, “The Seduction of Our Gifts”, BYU Studies, [vol. 41, nº 3, 2002], pp. 66-67).

16. A terceira observação tem a ver com exposição e impacto. Nosso comissário, o Élder Kerr, pediu-nos
que aumentássemos as duas coisas. Para um artista, o modo de aumentar a exposição de sua obra é
primeiro ter uma arte que cause impacto. Uma grande obra de arte que realmente cause impacto
conseguirá uma exposição maior. A melhor ferramenta que possuímos para matricular alunos --- e
mantê-los na aula --- é ensinar de maneira que cause impacto. Os alunos que sentem esse impacto por
meio de um ensino eficaz, cheio de Espírito, espalharão a notícia e a exposição será maior

Princípio 4: O grande artista cria obras únicas, não cópias.

17. Com o que se parece uma grande obra de arte? Com o quadro de Van Gogh, “Noite Estrelada”, ou
com a “Mona Lisa” de Da Vinci? Será que uma grande peça musical é parecida com a “Sonata ao
Luar” de Beethoven ou a “Abertura 1812” de Tchaikovsky? Será que grandes obras da literatura são
parecidas com as de Shakespeare ou Mark Twain? A resposta é óbvia. Embora grandes obras de arte
possuam características em comum, elas não têm uma aparência ou som específico. Então, com que
se parece o ensino de qualidade? Como todas as outras formas de arte, exemplos de ensino de boa
qualidade não parecem semelhantes, mas compartilham sim de algumas características.

18. O escritório central distribuiu recentemente um DVD que mostra vários professores demonstrando a
ênfase no ensino. Esses exemplos tencionavam mostrar algumas características comuns que estão
presentes no ensino eficaz. Essas características incluem, por exemplo, identificar princípios nas
escrituras e concentrar-se neles; ajudar os alunos a participar; procurar ensinar e aprender pelo
Espírito. Os exemplos no DVD jamais tiveram a intenção de ser um molde exato de pintura que todos
nós possamos copiar. O propósito do DVD, em vigor, foi o de dizer ao professor: “Olhe, aqui está
uma pintura no estilo de Van Gogh; aqui tem outra como a de Rembrandt; essa aqui é parecida com
uma de Rafael. Elas são exemplos de arte que causa impacto. Elas não se parecem. Mas todas causam
impacto porque possuem características em comum. Procure descobrir quais são essas características
e que técnicas ajudaram a criá-las. Depois, encontre seu próprio estilo artístico”.

8
19. Agora uma observação final antes de passarmos para o próximo princípio. É importante notar que o
grande artista não somente evita copiar os outros, como também não repete seus sucessos do passado.
Da Vinci produziu uma grande obra de arte ao pintar sua “Mona Lisa”. Entretanto, ele não passou o
resto da vida repintando o quadro. Nosso desejo de ser grandes professores não nos permite o luxo de
apresentar aulas que foram um sucesso há quatro anos. Alunos diferentes e as instruções do Espírito
muitas vezes exigem que nossa preparação para cada experiência em sala de aula tenha um empenho
artístico novo e distinto. E finalmente o princípio número 5.

Princípio 5: O grande artista é influenciado pelo Espírito de Deus.

20. Numa conferência geral, o Élder Dallin H. Oaks certa vez disse: “Acredito que muitas das grandes
descobertas e realizações na ciência e nas artes são resultado de revelação dada por Deus. Os que
buscam conhecimento, que pagaram o preço em transpiração, têm sido magnificados pela inspiração”
(ver Conference Report, abril de 1989, p. 37; ou Ensign, maio de 1989, p. 29).

21. Para exemplificar, o Élder Bruce C. Hafen escreveu sobre a inspiração de um artista:
22. “Pouco antes de morrer, Johannes Brahms concedeu uma entrevista particular sobre sua vida na qual
descreveu a vigorosa influência da inspiração divina em sua composição. Ele atribuía muito do seu
dom à inspiração que recebia diretamente do ‘grande Nazareno’. (...) Ele também profetizou que
nenhum ateu jamais conseguiria compor música boa e duradoura, porque sem a crença em Deus, o
compositor não tem nenhum acesso à inspiração divina.” (“Diligence and Grace”, em Susan Easton
Black, ed., Expressions of Faith [1996], p. 78.)

23. Doutrina e Convênios ensina muito claramente que a arte de ensinar nunca terá o impacto que o
Senhor espera e nunca será considerada “ensino de qualidade”, a menos que o Espírito Santo esteja
envolvido no processo (ver D&C 42:14). Doutrina e Convênios também ensina sobre os dons do
Espírito que estão disponíveis para nos abençoar e assistir, e alguns se relacionam especificamente ao
ensino (ver D&C 46:17--18). Todos nós podemos pedir ao Senhor mais fervorosamente por esses
dons relacionados ao ensino. Nunca seremos grandes professores a menos que tenhamos Seu Espírito
e procuremos Seus dons espirituais.

24. Encerro meu discurso com um comentário do Presidente Spencer W. Kimball: “Ser um artista implica
trabalho árduo, paciência e longanimidade. [Michelangelo] disse: ‘Sou um pobre homem, sem muito
talento, que labuta com a arte que Deus me deu. (...) Fico mais exausto que qualquer outro homem’”
(“The Gospel Vision of the Arts”, Ensign, julho de 1977, p. 4). O ensino, a “maior de todas as artes”,
é um trabalho exaustivo. Exige o melhor de nós e requer que vivamos de tal forma que o Espírito
influencie nosso trabalho. Entretanto, por mais difícil que seja, não há nada que se compare ao
momento na sala de aula quando você deixa de ser o artista e torna-se, em vez disso, um instrumento
nas mãos do Espírito, e esse Espírito começa a causar impacto e mudar vidas.

25. Presto testemunho do Artista-mestre, o Senhor Jesus Cristo. Ele é o Criador da noite estrelada original
e a inspiração por trás de tudo que é bom e belo. É também o melhor exemplo do que significa ser um
professor. Oro para que Ele nos abençoe em nossa busca de exemplificar Sua arte tanto aqui como no
mundo vindouro. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

9
Perguntas do discurso de Grant Anderson – A Arte de Ensinar

1- Qual é a maior de todas as artes? Parágrafo 1


2- O que é a arte? Parágrafo 4
3- Como a arte ganha liberdade? Parágrafo 5
4- Porque a arte de ensinar é difícil? Quais os três componentes ou pessoas envolvidas nesta arte? Parágrafo 6
5- Quais as técnicas que o professor deve dominar para que Ele, os alunos e o Espírito atuem juntos num esforço
criativo fazendo uma aula maravilhosa, única, sem igual, como uma obra de arte naquele momento? (Aliste onze
técnicas) parágrafo 7
6- Qual a importância da participação do aluno e do Espírito Santo?
7-Qual é a relação entre técnica, espírito e participação e porque estes três são fundamentais no ensino? (parágrafo
8-10)
8-Qual o risco do professor desejar ensinar o que ele quer e mostrar suas técnicas, experiências, habilidades e
conhecimento? Quem deve decidir o que deve ser ensinado para aqueles alunos? Qual a importância da humildade e
de deixar o Senhor conduzir a aula? (parágrafo 8-10)
8- O que um professor que usa muitas técnicas e conhecimento deve fazer para que os alunos não fiquem
dominados pela arte de ensinar que ele tem, mas que olhem para a Doutrina e para Cristo que está sendo ensinado.
O que este professor pode fazer para combinar técnica, espírito, habilidades, conhecimento para levar almas a Cristo?
O que fazer aquele que não tem técnicas, habilidades, nem conhecimento do conteúdo e precisa ensinar? Parágrafo
8-10
9- Utilizando os parágrafos 11-16 Explique a) O que é exposição e impacto e como se interligam e se relacionam. B)
Qual é a exposição que deseja fazer este ano? C) Qual é o impacto que deseja causar?
10- Utilizando os parágrafos 11-16 explique como causar impacto positivo na mente e no coração do aluno.
11- Como é uma aula quando é cheia de Espírito, Técnica, conhecimento e habilidades e centrada em Cristo e em
ajudar os alunos a resolverem seus problemas e fraquezas e a sede e fome que estão vivendo naquele momento?
Como fazer isto? Parágrafos 8-10
12- Qual a razão para não copiar aulas de outros professores e não repetir as aulas anteriores? Contudo qual o valor
de consultar aulas anteriores e aulas de outros mestres? Como não ser “Odres Velhos” Lucas 5:36-39 ? Porque temos
que sempre ter uma aula nova e toda a aula tem que ser nova? Mesmo que possamos usar os mesmos visuais,
histórias e escrituras, o que faz uma aula ser novo e adequada para aquele momento e para aqueles alunos e a torna
pessoal e íntima, única, rara, para aqueles alunos? Parágrafo 17-19
13- Qual a importância do Espírito Santo no Ensino de qualidade? Parágrafo 20-23
14- No que implica ser um artista de impacto? O que fazer para Jesus Cristo seja sempre o autor, o artista e o Mestre
de sua Aula? Parágrafos 24-25

15- Comentário geral e o que tocou o seu coração e como aplicará este discurso na sua vida e neste ano letivo ao
ensinar aos alunos o Evangelho de Jesus Cristo?

10
Procurar Aprender pela Fé - Élder David A. Bednar
1. Expresso meu amor por vocês---e a gratidão das Autoridades Gerais pela influência justa que exercem sobre os
jovens da Igreja em todo o mundo. Obrigado por abençoarem e fortalecerem a nova geração.Oro para que o
Espírito Santo nos abençoe e edifique ao compartilharmos estes momentos especiais.

Princípios Interligados: Pregar pelo Espírito e Aprender pela Fé

2. Somos admoestados repetidas vezes nas escrituras a pregar as verdades do evangelho pelo poder do Espírito
(ver D&C 50:14). Creio que a grande maioria de nós, pais e professores da Igreja, estamos cientes desse
princípio e geralmente nos esforçamos devidamente para colocá-lo em prática. Não obstante, por mais
importante que seja esse princípio, ele é apenas um elemento de um modelo espiritual muito maior. Também
somos freqüentemente ensinados a procurar aprender pela fé (ver D&C 88:118). Pregar pelo espírito e
aprender pela fé são princípios interligados que temos que nos esforçar para compreender e aplicar simultânea
e constantemente.

3. Acho que enfatizamos e sabemos muito mais sobre como o professor ensina pelo espírito do que sobre como o
aluno aprende pela fé. É evidente que os princípios e processos tanto do ensino quanto do aprendizado são
espiritualmente essenciais. No entanto, ao contemplarmos o futuro e anteciparmos o mundo ainda mais
confuso e turbulento em que viveremos, creio ser essencial que todos aumentemos nossa capacidade de
procurar aprender pela fé. Em nossa vida pessoal, em nossa família e na Igreja, podemos e receberemos as
bênçãos de força espiritual, orientação e proteção se buscarmos obter e aplicar o conhecimento espiritual pela
fé.

4. Néfi nos ensina que “quando um homem fala pelo poder do Espírito Santo, o poder do Espírito Santo leva [a
mensagem] aos corações dos filhos dos homens” (2 Nefi 33:1). Observem que o poder do Espírito leva a
mensagem ao coração e não necessariamente para dentro dele. O professor pode explicar, demonstrar,
persuadir e testificar, e pode fazê-lo com grande força espiritual e eficácia. Mas no final, o conteúdo da
mensagem e o testemunho do Espírito Santo só penetrarão no coração se o aluno permitir que entrem.

5. Irmãos e irmãs, aprender pela fé significa abrir o caminho que entra no coração. Enfocaremos hoje a
responsabilidade individual que cada um de nós tem de procurar aprender pela fé (ver D&C 88:118). Também
analisaremos as implicações desses princípios para nós, professores.

Princípio de Ação: Fé no Senhor Jesus Cristo

6. O Apóstolo Paulo definiu a fé como o fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que não se
vêem (ver Hebreus 11:1). Alma declarou que a fé não é um perfeito conhecimento, mas que se tivermos fé,
teremos esperança por coisas que não vemos mas que são verdadeiras (ver Alma 32:21). Além disso,
aprendemos em Lectures on Faith que a fé é “o primeiro princípio da religião revelada (...) o alicerce de toda
retidão (...) e que é também o princípio de ação em todos os seres inteligentes”. (The Lectures On Faith In
Historical Perspective, Lecture 1, p. 31; Brigham Young University: Religious Studies Center, 1990). Esses
ensinamentos de Paulo, Alma e de Lectures on Faith destacam três elementos básicos da fé: (1) a fé como
certeza das coisas que esperamos e que são verdadeiras, (2) a fé como prova das coisas que não se vêem e (3)
a fé como princípio de ação em todos os seres inteligentes. Descrevo simultaneamente esses três componentes
da fé no Salvador como contemplar o futuro, olhar para o passado e iniciar uma ação no presente.

7. A fé como certeza das coisas que esperamos contempla o futuro. Essa certeza fundamenta-se numa
compreensão correta de Deus e na confiança Nele que nos permite “prosseguir com firmeza” (2 Néfi 31:20)
rumo a situações incertas e muitas vezes desafiadoras no trabalho do Salvador. Por exemplo: Néfi confiou
justamente nesse tipo de certeza que contempla o futuro ao voltar para Jerusalém a fim de obter as placas de
latão, “não sabendo de antemão o que deveria fazer. Não obstante [seguiu] em frente (...)” (1 Néfi 4:6--7).

8. A fé em Cristo está inseparavelmente ligada à esperança em Cristo para nossa redenção e exaltação e nela
resulta a certeza e a esperança que nos possibilitam caminhar até o limiar da luz e dar alguns passos na
escuridão, esperando e confiando que a luz se moverá e iluminará o caminho. A combinação de certeza e
esperança inicia a ação no presente.

11
9. A fé como prova das coisas que não se vêem, olha para o passado e confirma nossa confiança em Deus e na
veracidade das coisas que não se viam. Tendo caminhado para dentro da escuridão com certeza e esperança,
recebemos a prova e confirmação quando a luz realmente se moveu e nos proporcionou a iluminação de que
necessitávamos. O testemunho que adquirimos depois do teste de nossa fé (ver Éter 12:6) é a prova que
aumenta e fortalece nossa certeza.

10. Certeza, ação e prova influenciam-se mutuamente num processo contínuo. Essa hélice é como uma mola que
sobe em espiral tornando-se cada vez mais ampla. Esses três elementos da fé, certeza, ação e prova não são
separados nem distintos, mas estão inter-relacionados, são contínuos e formam um ciclo ascendente. E a fé,
que alimenta esse processo contínuo, se desenvolve, evolui e se transforma. Ao nos voltarmos novamente para
o futuro incerto, a certeza nos conduz à ação e produz uma prova, que aumenta ainda mais a certeza. Nossa
confiança se torna mais forte, linha sobre linha, preceito sobre preceito, um pouco aqui e um pouco ali.

11. Encontramos um vigoroso exemplo da interação entre certeza, ação e prova quando os filhos de Israel
transportavam a Arca da Aliança sob a liderança de Josué (ver Josué 3:7—17). Recordem que quando os
israelitas chegaram ao rio Jordão, foi-lhes foi prometido que as águas se abririam, ou “[parariam]
amontoadas”, e que eles poderiam cruzar o rio em seco. É interessante notar que as águas não se abriram
quando os filhos de Israel pararam junto às margens do rio esperando que algo acontecesse; em vez disso,
tiveram que molhar a sola de seus pés antes que as águas se abrissem. A fé dos israelitas manifestou-se no fato
de terem caminhado para dentro da água antes que elas se abrissem. Eles caminharam para dentro do rio
Jordão com uma certeza que contemplava o futuro nas coisas que esperavam. Quando os israelitas seguiram
adiante, as águas se abriram, e quando cruzaram o rio em seco, olharam para trás e viram a prova das coisas
que não eram vistas. Naquele episódio, a fé como certeza conduziu à ação e produziu a prova de coisas que não
eram vistas mas que eram verdadeiras.

12. A verdadeira fé se concentra no Senhor Jesus Cristo e sempre conduz à ação. A fé como princípio de ação é
destacada em muitas escrituras que todos conhecemos muito bem.

13. “Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta” (Tiago 2:26).

14. “Sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes” (Tiago 1:22).

15. “Mas eis que, se despertardes e exercitardes vossas faculdades, pondo à prova minhas palavras, e exercerdes
uma partícula de fé (...)” (Alma 32:27).

16. A fé como princípio de ação é o principal fator do processo de aprendizado e aplicação prática da verdade
espiritual.

Aprender pela Fé: Agir e Não Receber a Ação

17. De que modo a fé como princípio de ação em todos os seres inteligentes está relacionada com o aprendizado do
evangelho? E o que significa procurar aprender pela fé?

18. Na grande divisão de todas as criações de Deus, há coisas que agem e coisas que recebem a ação (ver 2 Néfi
2:13—14). Como filhos e filhas de nosso Pai Celestial, fomos abençoados com o dom do arbítrio, a capacidade
e o poder de agir independentemente. Investidos com o arbítrio, somos agentes, e devemos principalmente agir
e não receber a ação---especialmente ao buscarmos obter e colocar em prática o conhecimento espiritual.

19. Aprender pela fé e pela experiência são dois dos aspectos centrais do plano de felicidade do Pai. O Salvador
preservou o arbítrio moral por meio da Expiação, possibilitando-nos agir e aprender pela fé. A rebelião de
Lúcifer contra o plano buscava destruir o arbítrio do homem, e seu intento era que nós, como aprendizes,
apenas recebêssemos a ação.

20. Ponderem a pergunta feita pelo Pai Celestial a Adão, no Jardim do Éden: “Onde estás?” (Gênesis 3:9). É óbvio
que o Pai sabia onde Adão estava escondido, mas, assim mesmo, Ele fez a pergunta. Por quê? Um Pai sábio e
amoroso permitiu que Seu filho agisse no processo de aprendizado, e não apenas recebesse a ação. Não existe
sermão unidirecional para um filho desobediente, como talvez muitos de nós estejamos inclinados a proferir.
Em vez disso, o Pai ajudou Adão, o aprendiz, a atuar como agente e a exercer devidamente o seu arbítrio.

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21. Recordem quando Néfi quis saber as coisas que seu pai Leí tinha visto na visão da árvore da vida. É
interessante notar que o Espírito do Senhor começou sua orientação a Néfi com a seguinte pergunta: “Que
desejas tu?” (1 Néfi 11:2). É evidente que o Espírito sabia o que Néfi desejava. Então, por que fez a pergunta?
O Espírito Santo estava ajudando Néfi a agir no processo de aprendizado e não simplesmente a receber a ação.
(Incentivo todos vocês a estudarem depois, os capítulos 11 a 14 de 1 Néfi e observarem como o Espírito tanto
fez perguntas quanto incentivou Néfi a “olhar”, como elementos ativos do processo de aprendizagem.)

22. Vendo esses exemplos reconhecemos que, como aprendizes, temos que agir e ser cumpridores da palavra e não
meros ouvintes que recebem a ação. Vocês e eu somos agentes que atuam e procuram aprender pela fé, ou
estamos esperando ser ensinados e receber a ação? Os alunos que ensinamos estão agindo e procurando
aprender pela fé, ou estão esperando ser ensinados e receber a ação? Estamos incentivando e ajudando nossos
alunos a procurarem aprender pela fé? Nós e nossos alunos devemos ocupar-nos zelosamente perguntando,
buscando e pedindo (ver 3 Néfi 14:7).

23. Um aprendiz que exerce seu arbítrio, agindo de acordo com princípios corretos, abre seu coração ao Espírito
Santo e convida-O a ensinar, testificar com poder e confirmar o testemunho. O aprendizado pela fé exige
esforço físico, mental e espiritual e não apenas uma receptividade passiva. É na sinceridade e constância de
nossa ação inspirada pela fé que mostramos ao Pai Celestial e Seu Filho Jesus Cristo a nossa disposição de
aprender e receber instrução do Espírito Santo. Assim, aprender pela fé envolve o exercício do arbítrio moral
para agirmos com a certeza das coisas que esperamos e convidarmos o único professor verdadeiro, o Espírito
do Senhor, a dar-nos a prova das coisas que não vemos.

24. Ponderem como os missionários ajudam os pesquisadores a aprenderem pela fé. Assumir e cumprir
compromissos espirituais, tais como estudar o Livro de Mórmon e orar a respeito dele, freqüentar as reuniões
da Igreja e cumprir os mandamentos, são coisas que exigem que o pesquisador exerça a fé e aja. Um dos papéis
fundamentais do missionário é ajudar o pesquisador a assumir e honrar compromissos, ou seja, a agir e
aprender pela fé. Ensinar, exortar e explicar, por mais importantes que sejam, jamais podem proporcionar ao
pesquisador um testemunho da veracidade do evangelho restaurado. Somente quando a fé do pesquisador inicia
a ação e abre o caminho para o seu coração é que o Espírito Santo pode lhe conceder um testemunho
confirmador. É óbvio que os missionários precisam aprender a ensinar pelo poder do Espírito. Mas de igual
importância é a responsabilidade que os missionários têm de ajudar os pesquisadores a aprenderem pela fé.

25. O aprendizado que estou descrevendo se estende para bem além da mera compreensão cognitiva, retenção e
memorização de informações. O tipo de aprendizado de que estou falando faz com que deixemos de lado o
homem natural (ver Mosias 3:19), mudemos nosso coração (ver Mosias 5:2) e sejamos convertidos ao Senhor e
nunca apostatemos (ver Alma 23:6). Aprender pela fé exige um coração e uma mente solícita (ver D&C
64:34). Aprender pela fé é o resultado do processo de o Espírito Santo levar o poder da palavra de Deus ao
coração e para dentro dele. O aprendizado pela fé não pode ser transferido do instrutor para o aluno por meio
de uma palestra, demonstração ou exercício experimental; em vez disso, o aluno precisa exercer fé e agir para
obter o conhecimento por si mesmo.

26. O jovem Joseph Smith compreendia intuitivamente o que significava procurar conhecimento pela fé. Um dos
episódios mais conhecidos da vida de Joseph Smith foi quando ele leu os versículos sobre oração e fé no livro
de Tiago, no Novo Testamento (ver Tiago 1:5—6). Aquele texto inspirou Joseph a retirar-se para um bosque
próximo de sua casa para orar e procurar conhecimento espiritual. Observem as perguntas que Joseph tinha
formulado em sua mente e sentido em seu coração---e que o levaram ao bosque. É evidente que ele tinha se
preparado para “pedir com fé” (Tiago 1:6) e a agir.

27. “Em meio a essa guerra de palavras e divergência de opiniões, muitas vezes disse a mim mesmo: ‘Que fazer?
Quem, dentre todos esses grupos está certo, ou estão todos igualmente errados? Se algum deles é correto,
qual é, e como poderei sabê-lo?

28. Meu objetivo ao dirigir-me ao Senhor era saber qual de todas as seitas estava certa, a fim de saber a qual me
unir. Portanto, tão logo me controlei o suficiente para poder falar, perguntei aos Personagens que estavam na
luz acima de mim qual de todas as seitas estava certa (...) e a qual me unir” (JS---H 1:10, 18).

29. Observem que as perguntas de Joseph enfocavam não apenas o que ele precisava saber mas também o que ele
precisava fazer. E a sua primeira pergunta centrava-se na ação e no que precisava ser feito! Sua oração não era
simplesmente: Qual igreja é a certa? Sua pergunta era: A que igreja ele deveria se filiar? Joseph foi ao bosque
13
para aprender pela fé. Ele estava decidido a agir.

30. Em última análise, a responsabilidade de aprender pela fé e colocar em prática a verdade espiritual está sobre
nossos ombros, individualmente. Essa é uma responsabilidade cada vez mais séria e importante no mundo em
que vivemos e que ainda viveremos. O que, como e quando aprendemos são coisas apoiadas---mas não
dependentes de---um instrutor, um método de apresentação ou um tópico específico ou um formato de aula.

31. De fato, um dos grandes desafios da mortalidade é procurar aprender pela fé. O Profeta Joseph Smith resumiu
muito bem o processo de aprendizado e os resultados que estou tentando descrever. Em resposta a um pedido
dos Doze Apóstolos de que os instruísse, Joseph ensinou: “A melhor maneira de se obter verdade e sabedoria
não é procurá-las nos livros, mas dirigir-se a Deus em oração e receber ensinamentos divinos” (Joseph Smith,
History of the Church of Jesus Christ of Latter-day Saints, org. B.H. Roberts, 2ª ed. rev., volume 4, p. 425).

32. Em outra ocasião, o Profeta Joseph explicou: “A leitura de experiências alheias, ou as revelações dadas a
outras pessoas, jamais poderão dar a nós um entendimento de nosso estado e de nossa verdadeira relação
com Deus” (Ensinamentos do Profeta Joseph Smith, 1976, p. 316).

Implicações para Nós, como Professores

33. As verdades sobre o aprendizado pela fé que abordamos até agora têm profundas implicações para nós, como
professores. Ponderemos juntos três dessas implicações.

Implicação 1. O Espírito Santo é o único professor verdadeiro.

34. O Espírito Santo é o terceiro membro da Trindade e é o professor e testificador de toda a verdade. O Élder
James E. Talmage explicou:

35. “O Ofício do Espírito Santo referente a Sua ministração entre os homens está descrito nas escrituras. Ele é
um mestre enviado pelo Pai; e aos que são dignos de Seus ensinamentos Ele revelará todas as coisas
necessárias para o progresso da alma” (Articles of Faith, 12ª ed., [1924], p. 162).

36. Sempre devemos lembrar que o Espírito Santo é o professor que, por meio do convite adequado, pode entrar no
coração do aluno. De fato, temos a responsabilidade de pregar o evangelho pelo Espírito, sim, o Consolador,
como pré-requisito para o aprendizado pela fé que somente pode ser alcançado por intermédio do Espírito
Santo (ver D&C 50:14). Nesse sentido, somos mais semelhantes às longas e finas fibras de vidro usadas para
construir os cabos de fibra óptica através dos quais os sinais de luz são transmitidos a distâncias muito grandes.
Assim como o vidro desses cabos precisa ser puro para conduzir a luz de modo eficaz e eficiente, da mesma
forma temos que nos tornar e permanecer condutos dignos por meio dos quais o Espírito do Senhor possa
operar. Mas irmãos e irmãs, precisamos ter o cuidado de lembrar que em nosso serviço somos condutores e
canais; não somos a luz. “Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós”
(Mateus 10:20). Nunca sou eu ou vocês. Na verdade, tudo o que fazemos como professores para
intencionalmente chamar a atenção para nós mesmos---nas mensagens que apresentamos, nos métodos que
usamos ou em nossa conduta pessoal---é uma forma de artimanha sacerdotal que inibe a eficácia do ensino do
Espírito Santo. O professor prega “pelo Espírito da verdade ou de alguma outra forma? E se for de alguma
outra forma, não é de Deus” (D&C 50:17—18).

Implicação 2. Somos professores mais eficazes quando incentivamos e facilitamos o aprendizado pela fé.

37. Todos conhecemos o ditado de que dar um peixe a um homem garante apenas uma refeição. Se o ensinarmos a
pescar, porém, estaremos alimentando esse homem por toda a vida. Como instrutores do evangelho, não
estamos trabalhamos na distribuição de peixes, mas sim, no trabalho de ajudar as pessoas a aprenderem a
“pescar” e a tornarem-se espiritualmente auto-suficientes. A melhor maneira de alcançar esse importante
objetivo é incentivarmos e facilitarmos os alunos a agirem de acordo com princípios corretos---ajudando-os a
aprender fazendo. “Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus”
(João 7:17).

38. Observem essa implicação colocada em prática no conselho dado a Junius F. Wells por Brigham Young,
quando o irmão Wells foi chamado em 1875 para organizar os rapazes da Igreja.

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39. Em suas reuniões você deve começar pelo topo da lista e chamar o máximo de membros que o tempo permitir
para que prestem seu testemunho, e na reunião seguinte, comece de onde parou e chame outros, para que
todos participem e adquiram o hábito de se levantarem e dizerem algo. Muitos acham que não têm um
testemunho para prestar, mas faça com que se levantem e descobrirão que o Senhor lhes dará a capacidade
de expressar muitas verdades nas quais não tinham pensado. Mais pessoas adquiriram um testemunho quando
se levantaram e tentaram prestá-lo do que ajoelhadas orando para consegui-lo (Junius F. Wells, “Historic
Sketch”, Improvement Era, junho de 1925, p. 715).

O Presidente Boyd K. Packer deu um conselho semelhante em nossos dias.

40. Oh! Se ao menos eu pudesse ensinar-lhes este único princípio. O testemunho é descoberto quando nós o
prestamos! Em algum lugar de sua jornada em busca de conhecimento espiritual, existe aquele “salto de fé”,
como os filósofos o chamam. É o momento em que chegamos até o limiar da luz e damos um passo para
dentro da escuridão, para então descobrirmos que o caminho está iluminado apenas o suficiente para um ou
dois passos à nossa frente. “O espírito do homem”, como bem disse a escritura, é realmente “a lâmpada do
Senhor” (Provérbios 20:27).

41. Uma coisa é receber um testemunho daquilo que lemos ou ouvimos alguém dizer; e isso é necessário para
começar. Outra coisa totalmente diferente é sentir o Espírito confirmar em nosso peito que aquilo que nós
testemunhamos é verdadeiro. Percebem que isso lhes será concedido quando vocês o compartilharem? Ao
oferecerem o que vocês têm, isso lhes será devolvido e aumentado! (Ensign, janeiro de 1983, pp. 54—55).

42. Observei uma característica comum entre os professores que tiveram maior influência em minha vida. Eles me
ajudaram a procurar aprender pela fé. Recusaram-se a dar-me respostas fáceis para perguntas difíceis. Na
verdade, não me deram resposta nenhuma. Em vez disso, indicaram o caminho e me ajudaram a dar os passos
para encontrar minhas próprias respostas. É claro que nem sempre gostei dessa abordagem, mas a experiência
me permitiu compreender que uma resposta dada por outra pessoa geralmente não é lembrada por muito
tempo. Mas uma resposta que descobrimos ou que obtemos pelo exercício da fé, geralmente é lembrada por
toda a vida. O aprendizado mais importante da vida é alcançado, não ensinado.

43. A compreensão espiritual com que fomos abençoados e que foi confirmada como verdadeira em nosso
coração, não pode simplesmente ser dada a outra pessoa. O preço da diligência e do aprendizado pela fé precisa
ser pago para se obter e “possuir” pessoalmente esse conhecimento. Somente dessa forma, o que conhecemos
na mente se transforma em algo que sentimos no coração. Somente dessa maneira uma pessoa deixa de
depender do conhecimento espiritual e experiência de outros e reivindica essas bênçãos para si mesma.
Somente desse modo estaremos espiritualmente preparados para o que está por vir. Temos que “[procurar]
conhecimento, sim, pelo estudo e também pela fé” (D&C 88:118).

Implicação 3. A fé do instrutor é fortalecida quando ele ajuda outras pessoas a aprenderem pela fé.

44. O Espírito Santo, que pode ensinar-nos todas as coisas e fazer-nos lembrar de todas as coisas (ver João 14:26),
está ansioso para ajudar-nos a aprender ao agirmos e exercermos fé em Jesus Cristo. É interessante notar que
esse auxílio didático divino talvez nunca seja mais evidente do que quando estamos ensinando, seja no lar ou
nas designações da Igreja. Como Paulo deixou bem claro para os romanos: “Tu, pois, que ensinas a outro, não
te ensinas a ti mesmo?” (Romanos 2:21).

45. Observem os seguintes versículos de Doutrina e Convênios sobre como o ensino diligente convida a graça e a
instrução celestes.

46. E dou-vos um mandamento de que vos ensineis a doutrina do reino uns aos outros.

47. Ensinai diligentemente e minha graça acompanhar-vos-á, para que sejais instruídos mais perfeitamente em
teoria, em princípio, em doutrina, na lei do evangelho, em todas as coisas pertinentes ao reino de Deus, que
vos convém compreender (D&C 88:77—78; grifo do autor).

48. Tenham em mente que as bênçãos descritas nessas escrituras se referiam especificamente ao professor: Ensine
diligentemente e minha graça o acompanhará --- para que você, o professor, seja instruído!

49. Esse mesmo princípio está muito evidente no versículo 122 da mesma seção de Doutrina e Convênios.

15
50. Dentre vós designai um professor e não falem todos ao mesmo tempo; mas cada um fale a seu tempo e todos
ouçam suas palavras, para que quando todos houverem falado, todos sejam edificados por todos, para que
todos tenham privilégios iguais (D&C 88:122; grifo do autor).

51. Se todos falarem e todos ouvirem de modo ordeiro e digno, todos serão edificados. O exercício individual e
coletivo da fé no Salvador convida a instrução e o fortalecimento provenientes do Espírito do Senhor.

Procurar Aprender pela Fé: Um Exemplo Recente

52. Todos fomos abençoados com o desafio da Primeira Presidência, em agosto passado, de lermos o Livro de
Mórmon até o final de 2005. Ao lançar esse desafio, o Presidente Hinckley prometeu que o cumprimento fiel
desse simples programa de leitura traria para nossa vida e para nosso lar mais do Espírito do Senhor, uma
determinação mais firme de obedecer aos Seus mandamentos e um testemunho mais forte da realidade viva do
Filho de Deus (ver “Um Testemunho Vibrante e Verdadeiro”, A Liahona, agosto de 2005, p. 6).

53. Observem como esse desafio inspirado foi um exemplo clássico do aprendizado pela fé. Em primeiro lugar,
não fomos forçados, coagidos ou obrigados a ler. Em vez disso, fomos convidados a exercer nosso arbítrio,
como agentes, e a agir de acordo com os princípios corretos. O Presidente Hinckley, como líder inspirado,
incentivou-nos a agir e não apenas a receber a ação. Cada um de nós, em última análise, teve que decidir se
aceitaria o desafio e como o faria---e se perseveraria até o fim da tarefa.

54. Em segundo lugar, ao fazer-nos o convite de ler e agir, o Presidente Hinckley estava incentivando cada um de
nós a procurar aprender pela fé. Nenhum material de estudo novo foi distribuído aos membros da Igreja, e não
foram criados novas lições, aulas ou programas pela Igreja. Cada um de nós tinha o seu exemplar do Livro de
Mórmon---e um caminho para dentro de nosso coração mais amplamente aberto pelo exercício de nossa fé no
Salvador, ao aceitarmos o desafio da Primeira Presidência. Assim, estávamos preparados para receber
instrução do único professor verdadeiro, o Espírito Santo.

55. Nas últimas semanas, fiquei muito impressionado com o testemunho de um número muito grande de membros
sobre suas experiências recentes na leitura do Livro de Mórmon. Muitas lições importantes e oportunas foram
aprendidas, muitas vidas foram mudadas para melhor, e as bênçãos prometidas foram recebidas. O Livro de
Mórmon, um coração disposto e o Espírito Santo; é realmente simples assim. A minha fé e a de outras
Autoridades Gerais foi fortalecida ao aceitarmos o convite do Presidente Hinckley e ao vermos tantas pessoas
agirem e aprenderem pela fé.

56. Como já mencionei, a responsabilidade de procurar aprender pela fé está sobre os ombros de cada um de nós,
individualmente, e essa obrigação se tornará cada vez mais importante à medida que o mundo em que vivemos
se torna mais confuso e complicado. O aprendizado pela fé é essencial ao nosso desenvolvimento pessoal e
espiritual, bem como para o crescimento da Igreja nestes últimos dias. Que tenhamos verdadeiramente fome e
sede de retidão e estejamos cheios do Espírito Santo (ver 3 Néfi 12:6)---que busquemos aprender pela fé.

57. Testifico que Jesus é o Cristo, o Filho Unigênito do Pai Eterno. Ele é nosso Salvador e Redentor. Testifico que
se aprendermos Dele, escutarmos Suas palavras e andarmos na mansidão de Seu espírito (ver D&C 19:23),
seremos abençoados com força espiritual, proteção e paz.

58. Como servo do Senhor, invoco esta bênção sobre cada um de vocês: Que o seu desejo e sua capacidade de
procurar aprender pela fé---e de ajudar outros a fazerem o mesmo---sejam aumentados e aperfeiçoados. Essa
bênção será uma fonte de grandes tesouros de conhecimento espiritual em sua vida pessoal, para sua família e
para os que vocês instruem e servem. No sagrado nome de Jesus Cristo. Amém.

16
Perguntas do Discurso do Elder David A Bednar – Procurar Aprender Pela Fé

1- Quais os dois princípios de ensino que estão interligados e que temos que aprender e aplicar
simultaneamente? Parágrafos 1-5

2- Qual é o papel da Fé possuída ou estimulada no aluno e no professor para que o Espírito Santo possa
efetuar o seu papel para que o aluno aprenda? parágrafos 1-5

3- Qual a relação entre ensinar pelo Espírito e Aprender pela Fé? Parágrafos 1-5

4- Use os parágrafos 6-16 para explicar: “A Fé como princípio de ação é o principal fator do processo de
aprendizado e aplicação prática de verdades espirituais”

5- O que é essencial para o aprendizado? Parágrafo 3

6- O que precisa acontecer para que a mensagem chegue no coração e depois entre no coração do
Aluno? O que é necessário para que ele abra o coração e a mensagem entre? Parágrafos 1-5

7- O que é fé? Parágrafos 6-16

8- Explique: Aprender pela fé, agir e não receber a ação. Parágrafos 17-32

9- Explique a implicação 2: “O Espírito Santo é o único professor da verdade” parágrafo 34-36

10- Explique a implicação 2: “Somos professores mais eficazes quando incentivamos e facilitamos o
aprendizado pela fé”parágrafos 37-43

11- Explique a implicação 3 “O fé do instrutor é fortalecida quando ela ajuda outras pessoas a aprender
pela fé” parágrafos 44-51

12- Como este discurso tocou o seu coração? Qual a parte que mais apreciou? Como vai aplicá-lo no seu
ensino e na sua vida neste ano letivo?

17
O Poder Purificador do Getsêmani
Bruce R. McConkie do Quorum dos Doze Apóstolos

1. Sinto, e o Espírito parece de acordo, que a doutrina mais importante que posso declarar e o
testemunho mais poderoso que posso prestar é do sacrifício expiatório de nosso Senhor Jesus
Cristo.Sua expiação é o evento mais transcendente que ocorreu ou que ocorrerá desde a Criação e por
todos os séculos de uma eternidade sem fim.È o supremo ato de benevolência e graça que somente
um Deus poderia realizar.

2. Através desse ato, tornaram-se operantes todos os termos e condições do plano de salvação eterna do
Pa. Através dele, propicia-se a imortalidade e a vida eterna ao homem. Por meio dele, a humanidade é
salva da morte, do inferno, do diabo e do tormento eterno.Por meio dele, todos que crêem no
evangelho glorioso de Deus e lhe obedecem, todos os que são verdadeiros e fiéis e sobrepujam o
mundo, os que sofrem por Cristo e sua palavra, os que são castigados e açoitados pela causa daquele a
quem pertencemos- todos se tornarão como o Criador, se assentarão com ele no seu trono em glória
eterna para sempre.

3. Usarei minhas próprias palavras para falar dessas coisas maravilhosas e talvez penseis que são
palavras de escritura, palavras proferidas por outros apóstolos e profetas. De fato, foram proclamadas
primeiramente por outros, mas agora são minhas, pois o Santo Espírito de Deus prestou-me
testemunho de que são verdadeiras e é como se o Senhor mas tivesse revelado em primeiro lugar.
Portanto, eu ouvi sua voz e conheço sua palavra.

4. Dois mil anos atrás, fora dos muros de Jerusalém, havia um belo horto chamado Getsêmani, para o
qual Jesus e seus amigos mais íntimos gostavam de retirar-se, para orar e meditar.Ali Jesus ensinava
aos discípulos as doutrinas do reino, e todos comungavam com ele, que é o Pai de todos nós, e em
cujo ministério estavam empenhados e a quem serviam.A exemplo do Éden, onde Adão habitou, e
como o Sinai, onde Jeová deu suas leis, somo o Calvário, onde o Filho de Deus entregou a vida em
resgate de muitos, esse solo sagrado é onde o Filho Imaculado do Pai Eterno tomou sobre si os
pecados da humanidade, contanto que se arrependessem.Nós não sabemos, não compreendemos, nem
pode a mente humana conceber a implicação total do que Cristo fez no Getsêmani.

5. Sabemos que verteu grandes gotas de sangue por todos os poros, ao sorver a borra da taça amarga que
o Pai lhe dera. Sabemos que sofreu corporal e espiritualmente, mais do que é possível o ser mortal
suportar sem morrer. Sabemos que, de alguma forma incompreensível para nós, seu sofrimento
satisfez os relamos da justiça, resgatando as almas penitentes das dores e penalidades do pecado,
pondo a misericórdia ao alcance de todos os que crêem em seu santo nome. Sabemos que jazeu
prostrando no chão, quando as dores e agonias do fardo inrinito o fizeram tremer, desejando não ter
de beber a taça amarga. Sabemos que um anjo desceu das cortes de glória para fortalecê-lo, e
supomos que pode ter sido Miguel, o Arcanjo, que outrora caiu para que o homem existisse. Até onde
podemos julgar as agonias infinitas esse sofrimento indescritível continuou por três ou quarto horas.

6. Depois disso, com o corpo convulso e exaurido, ele enfrentou Judas e outros demônios encarnados,
alguns deles do próprio Sinédrio; e foi levado com uma corda no pescoço, como um criminoso, para
ser julgado pelos arquicriminosos que, como judeus ocupavam o trono de Aarão, e como romanos
exerciam o poder de César. Levaram-no a Anás, a Caifás, a Pilatos, a Herodes e outra vez a Pilatos.
Foi acusado, amaldiçoado e golpeado. A fétida saliva deles escorreu-lhe pelas faces, enquanto golpes
violentos maltratavam ainda mais seu corpo já tão dorido. Com furiosa ira, golpeavam-lhe
impiedosamente as costas. Sangue escorreu-lhe pelas faces, quando a coroa de espinhos lhe perfurou
a trêmula fronte.

7. Depois disso tudo, ele foi açoitado, açoitado com quarenta chicotadas menos uma, com um chicote de
muitas correias guarnecidas de ossos aguçados e pontas de metal afiadas. Muitos morriam apenas
com os açoites, mas ele ergueu-se do cruel suplício, para sofrer a morte ignominiosa sobre a horrenda
18
cruz do Calvário.Então carregou a própria cruz até desfalecer com o peso, a dor e a crescente agonia
de tudo que passava.Finalmente, numa colina denominada Calvário, novamente fora dos muros de
Jerusalém, os soldados romanos o pregaram no cruz, enquanto os indefesos discípulos o olhavam e
sentiam no próprio corpo a agonia da hora da morte. Com grande martelos, transpassaram-lhe os pés,
mãos e pulsos com cravos de ferro. Ele foi realmente ferido por nossas transgressões e moído por
nossas iniqüidades.A cruz foi levantada para que todos pudessem ver e pasmar, amaldiçoar e
escarnecer. Isto fizeram com extremo rancor das nove da manhã até ao meio-dia.

8. Então os céus enegreceram. Escuridão total cobriu a terra pelo espaço de três horas, como ocorreu
entre os nefitas. Houve um temporal furioso, como se o próprio Deus da Natureza estivesse em
agonia.E realmente estava, pois enquanto pendeu da cruz por mais três horas, do meio-dia as três da
tarde, repetiam-se todas as agonias infinitas e dores insuportáveis sofridas no Getsêmani.E, por fim,
quando as agonias da expiação haviam cobrado seu tributo, quando fora conquistada a vitória, quando
o Filho de Deus cumprira a vontade do Pai em todas as coisas, ele exclamou: "Está consumado",
(João 19:30) e voluntariamente entregou seu espírito.

9. Quando a paz e o alívio de uma morte misericordiosa o livraram das dores e sofrimento da
mortalidade, ele ingressou no paraíso de Deus. Ao oferecer a alma pelo pecado, estava preparado para
ver sua semente, segundo o que os profetas disseram (Isaías 53:10). Semente esta constituída por
todos os santos profetas e santos fiéis que viveram no passado. sendo estes os que haviam tornado
sobre si seu nome e que, tendo sido gerados espiritualmente por ele, haviam-se tornado seus filhos e
filhas, mesmo como nós; todos esses estavam reunidos no mundo espiritual para ali contemplar sua
face e ouvir sua voz.

10. Passadas umas trinta e oito ou quarenta horas, três dias conforme os judeus contavam o tempo, nosso
bendito Senhor voltou ao sepulcro, onde seu corpo parcialmente embalsamado fora colocado por
Nicodemos e José de Arimatéia. Então, de maneira incompreensível para nós, ele retomou o corpo
que não havia ainda passado por corrupção, e levantou-se em gloriosa imortalidade, tornando-se igual
ao seu Pai ressurreto.Recebeu assim todo o poder na terra e no céu, obtendo exaltação eterna e
aparecendo a Maria Madalena e a muitos outros, antes de ascender aos céus, para sentar-se á mão
direita do Deus Todo-Poderosos reinar para sempre em glória eterna.

11. Sua ressurreição no terceiro dia coroou o sacrifício expiatório. Novamente, de alguma modo
incompreensível para nós, os efeitos da ressurreição se transferem a todos os homens, para que todos
possam ressurgir da morte.Assim como Adão trouxe a morte, Cristo trouxe a vida; Adão é o pai da
mortalidade, Cristo é o pai da imortalidade.Sem a mortalidade e a imortalidade, o ser humano não
pode conseguir a salvação e ascender ás alturas além dos céus, onde os deuses e anjos habitam para
sempre em glória eterna.

12. A expiação de Cristo é a doutrina básica e fundamental do evangelho, embora seja a menos
compreendida de todas as verdades reveladas a nós.Muitos de nós possuímos um conhecimento
superficial e confiamos que o Senhor em sua bondade nos ajude a vencer as provações e perigos da
vida.Mas, se quisermos ter a fé que Enoque e Elias possuíam, devemos crer no que eles criam, saber o
que eles sabiam, e viver como eles viveram.

13. Convido-vos a me acompanhar na busca de um conhecimento perfeito e inequívoco da Expiação.


Precisamos deixar de lado as filosofias dos homens e a sabedoria dos eruditos, e dar ouvidos ao
Espírito que nos é concedido para nos guiar a toda verdade.Temos de examinar as escrituras, aceita-
las como o pensamento, a vontade e a voz do Senhor, e o próprio poder de Deus para a salvação.

14. À medida que lemos, oramos e ponderamos, virá a nossa mente a visão dos três jardins de Deus: O
Jardim do Éden, o Horto do Getsêmani e o Horto do Sepulcro, onde Jesus apareceu a Maria

19
Madalena.No Éden veremos todas as coisas criadas num estado paradisíaco, sem morte, sem
procriação e sem experiências probatórias.

15. Sabemos que essa Criação, agora desconhecida do ser humano, foi a única maneira de possibilitar a
Queda.Então veremos Adão e Eva, o primeiro homem e a primeira mulher, descerem de sua condição
imortal e da glória paradisíaca para se tornarem os primeiros seres mortais na terra. A mortalidade,
incluindo procriação e morte, entra no mundo. E devido á transgressão, terá início o estado probatório
de provações e experiências.

16. No Getsêmani, veremos o Filho de Deus resgatar o homem da morte temporal e espiritual, que são
conseqüências da Queda.Finalmente, diante do sepulcro vazio, saberemos que Cristo, nosso Senhor,
rompeu os grilhões da morte e permanece para sempre, triunfante sobre a sepultura,Assim, a Criação
gerou a Queda; e a Queda gerou a mortalidade e a morte: e Cristo trouxe imortalidade e a vida eterna.
Se não houvesse a Queda de Adão, pela qual vem a morte, não poderia haver a expiação da qual vem
a vida.

17. E agora, quanto á expiação perfeita realizada pelo derramamento do sangue de Deus- eu testifico que
se consumou no Getsêmani e no Gólgata; e quanto a Jesus Cristo, testifico que é o Filho de Deus
Vivo, que foi crucificado pelos pecados do mundo. Ele é nosso Senhor, nosso Deus e nosso Rei. Isto
sei por mim mesmo, independente de qualquer outra pessoa.

18. Sou uma de suas testemunhas e num dia que se aproxima, apalparei as marcas dos cravos em suas
mãos e pés, e hei de derramar lágrimas sobre seus pés.Mas não terei mais certeza do que tenho agora
de que ele é o Filho de Deus Todo-Poderoso, o Salvador e Redentor, e que a salvação vem pelo seu
sangue expiatório, e de nenhuma outra forma.

19. Que Deus nos permita a todos trilhar os caminhos da luz, assim como Deus nosso Pai está na luz, para
que, conforme suas promessas, o sangue de Jesus Cristo nos purifique do pecado. Em nome do
Senhor Jesus Cristo. Amém.

Perguntas do discurso de Elder Bruce R. McConkie: O Poder Purificador do Getsêmani

1- Qual o ensinamento mais poderoso que podemos dar e os testemunho mais forte que poderemos
prestar aos nossos alunos? parágrafo 1
2- O que a Expiação torna operante e quais os sete passos que o homem deve dar para assentar-se
com o Senhor no seu Trono vencendo Satanás? Parágrafo 2
3- Porque este discurso, mesmo que usa escrituras e fatos mencionados nela são as palavras do Elder
Bruce R. McConkie?
4- O que Jesus Cristo contemplou, antes de morrer, quando estava na Cruz? Parágrafo 9
5- Quais sã as características daqueles que se tornam a semente de Cristo? Parágrafo 8
6- Qual a importância da expiação – parágrafo 12
7- Qual o convite do Elder Bruce R. McConkie? Quais as coisas que temos que fazer ao aceitar este
convite? Quais as coisas que veremos, saberemos e compreenderemos ao seguir as instruções do
Apóstolo? Parágrafos 13-16
8- O que você aprendeu com o testemunho dele? Parágrafos 17-19
9- Quais são os três Jardins de Deus. Qual é a visão e o entendimento que teve de cada um deles com
este discurso. Como os eventos destes três jardins estão relacionados a expiação e o plano de
Salvação?
10- Qual a parte do discurso que mais tocou meu coração?
11- Como aplicarei este discurso durante este ano letivo na minha vida e nas aulas?

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A Expiação
Elder Russell M. Nelson
Do Quorum dos Doze Apóstolos

Russell M. Nelson, “The Atonement,” Ensign, Nov. 1996, 33


1. Meus amados irmãos e irmãs, ao compartilharmos este tempo precioso hoje, podemos nos assemelhar
com o profeta Jacó do Livro de Mórmon, que perguntou "Porque não falar sobre a expiação de
Cristo?" 1 Este assunto se compõe na terceira regra de fé "Cremos que através da Expiação de Cristo,
toda humanidade se salvará, por obediência às leis e ordenanças do evangelho." [Regras de Fé 1:3]

2. O profeta Joseph Smith declarou que "os princípios fundamentais de nossa religião são os
testemunhos dos apóstolos e profetas sobre Jesus Cristo; que ele morreu, foi sepultado, se levantou de
novo no terceiro dia e subiu ao céu. Todas as outras coisas pertinentes a nossa religião são apenas
apêndices dela.

3. Para podermos compreender a Expiação de Cristo, é necessário que compreendamos a Queda de Adão. Para
podermos compreender a Queda de Adão, é necessário que compreendamos a Criação. Estes três componentes
principais do plano de salvação se relacionam um ao outro.2
A Criação
4. A criação se culminou com Adão e Eva no Jardim do Éden. Eles foram criados à imagem de Deus, com
corpos de carne e ossos. 3 Sendo que foram criados à imagem de Deus e ainda não eram mortais, eles não
podiam envelhecer nem morrer. 4 "E não teriam tido filhos" 5 nem experimentado as provações de vida. (me
perdoem por mencionar 'filhos' e 'provações de vida' no mesmo frase. Não foi o intento). A criação de Adão e
Eva foi uma criação paradisíaca, uma que requeria uma mudança significante antes que pudessem cumprir o
mandamento de ter filhos,6 assim providenciando corpos terrenos para os espíritos pré-mortais dos filhos e
filhas de Deus.
A Queda
5. Isso nos leva à Queda. Sabemos que "Adão caiu para que homens existissem, e homens existem para que
tenham alegria." 7 Sabemos que a Queda foi necessária. Ademais, sabemos que Deus perdoou Adão e Eva de
suas transgressões. A Queda de Adão (e Eva) constitui a criação mortal e trouxe as requeridas mudanças em
seus corpos, tal como a circulação de sangue, e outras modificações. 8 Agora podiam ter filhos. Eles e sua
posteridade se tornaram sujeitos à doença, e a morte. Um Criador amoroso os abençoou com poder curativo
pelo qual a vida e função dos preciosos corpos físicos podia ser preservadas. Por exemplo: ossos, se
quebrados, podiam se tornar sólidos novamente. Lacerações da carne podiam se sarar. E, milagrosamente,
vazamentos na circulação podiam cicatrizar por componentes ativados pelo mesmo sangue que está sendo
perdido. 9

6. Pense na maravilha daquele poder de cura! Se você pudesse criar qualquer coisa que pudesse se reparar, você
teria criado a vida em perpetuidade. Por exemplo: se você pudesse criar uma cadeira que podia consertar sua
própria perna quebrada, a vida daquela cadeira não teria limite. Muitos de vocês caminham com pernas que
uma vez foram quebradas e assim fazem por causa de seu maravilhoso dom de cura.

7. Apesar que o nosso Criador nos concedeu este poder incrível, Ele nos deu a nossos corpos uma condição
contrabalança. É a benção de velhice, com lembranças visíveis que somos seres mortais com o destino de, um
dia, sair desta "existência frágil." 10 Nossos corpos se modificam a cada dia. À medida que crescemos, nosso
tórax largo e cintura fina tendem trocar de lugar. Ganhamos rugas, perdemos a cor em nossos cabelos - ou até
mesmos perdemos os cabelos - para nos lembrar que somos filhos mortais de Deus, com uma "garantia da

21
fábrica" que não ficaremos na terra para sempre. Se não fosse por causa da queda, nossos médicos, esteticistas,
agente funerário, seriam todos desempregados.

8. Adão e Eva, como seres mortais, foram instruídos a "adorar ao Senhor seu Deus, e . . . oferecer a primícias de
seus rebanhos, como uma oferta ao Senhor." 11 Eles foram instruídos que "a vida da carne está no sangue. . .
porquanto é o sangue que fará expiação pela alma." 12 " (a circulação de sangue é essencial para o corpo, por
exemplo: se o sangue para a perna for bloqueada, pode causar gangrene. Se sangue para o cérebro for
bloqueada, pode dar derrame, se o sangue para partes do coração for bloqueada, pode dar enfarto). O advento
de mortalidade, com suas peculiaridades como 'período de provação', 'procriação', e 'circulação', habilitam o
progresso do plano de Deus. Filhos e Filhas de Deus que esperavam ansiosamente agora podiam obter corpos
físicos. Esses corpos seriam nutridos por sangue, protegidos por mecanismos naturais de defesa, abençoados
com poder de cura. Ainda assim, o processo de velhecimento, e a eventualidade de morte são essenciais para o
Seu Grande Plano de Felicidade.

9. Devemos sempre nos lembrar, que a vida mortal, por mais gloriosa que seja, nunca foi o objetivo último do
plano de Deus. Vida e morte aqui no planeta Terra foram meramente um meio para um fim - não são o fim
para qual fomos enviados.
A Expiação
10. Isso nos leva à Expiação. Paulo disse "assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão
vivificados em Cristo." 14 A Expiação de Jesus Cristo se tornou a criação imortal. Ele serviu voluntariamente
como a resposta aos requisitos duma lei previamente transgredida. 15 E pelo derramamento de Seu sangue, Seu
16
e nossos corpos físicos podiam ser aperfeiçoados. Novamente podiam funcionar sem sangue, como os
corpos de Adão e Eva funcionavam quando em sua forma paradisíaca. Paulo ensinou que "a carne e o sangue
não podem herdar o reino de Deus; . . . isto que é mortal se revista da imortalidade." 17 Esta mudança corporal
para um estado aperfeiçoado é necessário para habitarmos na presença de Deus
Significado de Expiação
11. Com este fundo em mente, ponderemos o significado especial da palavra expiação. No idioma Inglês, seus
componentes são at-one-ment, sugerindo que uma pessoa está uma com uma outra. Outros idiomas 18 usam de
palavras que implicam ou expiação ou reconciliação. Expiação significa "ato ou efeito de expiar (remir a
culpa, pagar, sofrer as conseqüências de)." Reconciliação vem de raízes Latinas de re significando
"novamente," con, significando "com"; e sella, que significa "sentar-se." Portanto, reconciliação literalmente
significa "sentar-se novamente com."

12. Rico significado se acha no estudo da palavra expiação no idiomas Semíticos dos tempos do Velho
Testamento. Em Hebraica, a palavra base de expiação é kippur, derivado de kaphar, um verbo que significa
"cobrir" ou "perdoar." 19 Semelhantemente relacionada a essa é a palavra Aramaica e Arábica kafat, que
significa "um abraço íntimo" - sem dúvida relacionado ao abraço ritual dos Egípcios. Referências a esse
abraço são evidentes no Livro de Mórmon. Um diz que "o Senhor redimiu a minha alma . . .; eu contemplei a
sua glória e estarei eternamente envolvido pelos braços de seu amor." 20 Um outro exemplo profere a esperança
gloriosa de sermos "envolvidos pelos braços de Jesus." 21

13. Choro de alegria ao contemplar o significado de tudo isso. Ser redimido é ser expiado - recebido no abraço
íntimo de Deus com a expressão de, além de seu perdão, nossa união de coração e mente. Que privilégio!
14. Em seu braço podemos receber seu perdão. Podemos realmente ser um com Ele. E que conforto aos que têm
entes queridos que já passaram de nosso círculo familiar pela porta que chamamos morte! Eles estão seguros
em seus braços amorosos.

15. As escrituras nos ensinam mais sobre a palavra expiação. O Velho Testamento tem muitas referências a
expiação, que requeria sacrifício animal. Não era suficiente um animal qualquer. Considerações especiais
incluía:

16. a seleção das primícias do rebanho, sem mancha. 22


17. o sacrifício da vida do animal pelo derramamento de seu sangue. 23
18. morte do animal sem quebrar seus ossos, e 24
19. um animal podia ser sacrificado como um ato vicário por mais alguém 25

20. A Expiação de Cristo cumpriu com estes protótipos do Velho Testamento. Ele era o Cordeiro primogênito de
Deus, sem mancha. Seu sacrifício ocorreu pelo derramamento de sangue. Nenhum osso de seu corpo foi

22
quebrado - digno de notação que as pernas de ambos os ladrões que foram crucificados com o Senhor foram
quebradas. 26 E o Seu sacrifício foi vicário para outros.

21. Enquanto as palavras expiar ou expiação, em qualquer forma, aparecem apenas uma vez na tradução de Rei
Tiago do Novo Testamento, 27 elas aparecem 35 vezes no Livro de Mórmon. 28 Como um outro testamento de
Jesus Cristo, ele revela luz preciosa em Sua expiação, bem como Doutrina e Convênios e a Pérola de Grande
Valor o fazem. Revelação moderna acrescentou muito entendimento à nossa base bíblica.
Expiação Infinita
22. Nos tempos preparatórios do Velho Testamento, a prática de expiação era finita - o que significa que tem um
fim. Era uma previsão simbólica da Expiação definitiva de Jesus o Cristo. Sua Expiação é infinita - sem fim.
29
Também é infinita no sentido que humanidade seria salva de uma morte eterna. Foi infinita em seu
sofrimento imenso. Foi infinita em tempo, acabando o protótipo de holocausto animal. Foi infinita em
extensão - seria feita uma vez e para todos.30 E a misericórdia da Expiação se estende para um número infinito
de pessoas, e também um número infinito de mundos criados por Ele. 31 Foi infinita além de qualquer escala
humana de medida e compreensão mortal.

23. Jesus era o único que podia oferecer tal expiação porque ele nasceu de uma mãe mortal e um Pai imortal.
Devido a esta primogenitura única, Jesus era um ser infinito.

24. Jesus comparou Sua Expiação com O Evangelho. Enquanto muitos utilizam a palavra 'evangelho' com um
significado amplo e geral, Jesus foi muito específico. Ele disse "Eis que vos dei o meu evangelho e este é o
evangelho que vos dei - que vim ao mundo para fazer a vontade de meu Pai, porque meu Pai me enviou. E
meu Pai enviou-me para que eu fosse levantado na cruz." (2 Néfi 27:13-14) Outra vez Ele disse "por isto vim
ao mundo." (João 18:37). Já pensaram em porque o Senhor declarou que Livro de Mórmon contem a
'plenitude do evangelho'? É porque ele explica a expiação - o evangelho - mais completamente.
O Ato da Expiação
25. O ato da Expiação se centralizou ao redor da cidade de Jerusalém. Lá, o ato maior de amor de toda história
registrada aconteceu. 32 Saindo do cenáculo, Jesus e Seus amigos foram ao leste da cidade e chegaram a um
jardim de oliveiras na parte de baixo do Monte de Oliveira. Lá no jardim cujo nome Hebraico era Getsêmani -
o que significa "prensa de azeite"- azeitonas havia sido batidas e esmagadas para fazer azeite e alimento. Lá em
Getsêmani, o Senhor "sofreu a dor de todos os homens, para que todos os homens se arrependessem e viessem
a ele" 33 Ele tomou sobre Si o peso de todos os pecados de toda humanidade, carregando seu grande cargo que
causou com que ele sangrasse de cada poro. 34

26. Mais tarde ele foi espancado e açoitado. Uma coroa de espinhos foi forçado em Sua cabeça como tortura
adicional. 35 Ele foi desprezado e escarnecido. Ele sofreu toda indignidade às mãos de Seu próprio povo. "Vim
aos meus," disse Ele "e os meus não me receberam." 36 Ao invés de seu caloroso abraço, ele recebeu sua
rejeição cruel. Então ele foi forçado a carregar a Sua própria cruz até o monte de Calvário, onde ele foi
pregado à cruz e teve de sofrer dor terrível.

27. Depois, Ele disse, "tenho sede." 37 Para um doutor de medicina, esta é uma expressão muito significativa.
Doutores sabem que quando um paciente entra em choque devido à perda de sangue, esse paciente,
invariavelmente, -se ainda consciente - com lábios ressecados, clama por água.

28. Ao dizer "tenho sede,' Cristo cumpriu a profecia em Salmos 22:15 "A minha força se secou como um caco, e a
língua se me pega ao paladar; e me puseste no pó da morte."

29. Embora o Pai e o Filho soubessem antecipadamente ou que se experimentaria, a realidade da expiação trouxe
agonia indescritível. "E [Jesus] disse: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis; afasta de mim este cálice; não
seja, porém, o que eu quero, mas o que tu queres." 38 Na nona hora, Jesus clamou em alta voz, dizendo, "Eloí,
Eloí, lamá sabactâni?" que, traduzido é "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?" Então, com uma
manifestação do verdadeiro amor do Pai ao Filho, Deus tirou Seu espírito e permitiu que Jesus cumprisse a Sua
missão, e ganhar a vitória da Expiação, sozinho.Jesus então se submeteu à vontade de Seu Pai. 39 Depois de
três dias, bem como havia sido profetizado, Ele se levantou da sepultura. Ele se tornou os primeiros frutos da
Ressurreição. Ele cumpriu a Expiação, que podia dar imortalidade e vida eterna a todos os seres humanos
obedientes. Tudo que a Queda possibilitou que errasse, a Expiação possibilitou que se acertasse.

30. Vários séculos depois, o Senhor compartilhou com o profeta Joseph Smith a Sua experiência, em seção 19 de
Doutrina e Convênios. Começando em versículo 16, diz "eu, Deus, sofri essas coisas por todos, para que não
23
precisem sofrer caso se arrependam; Mas se não se arrependerem, terão que sofrer assim como eu sofri;
Sofrimento que fez com que eu, Deus, o mais grandioso de todos, tremesse de dor e sangrasses por todos os
poros; e sofresse, tanto no corpo como no espírito - e desejasse não ter de beber a amarga taça e recuar.
Todavia, glória seja para o Pai; eu bebi e terminei meus preparativos para os filhos dos homens."

31. A dádiva do Salvador de imortalidade é incondicional, vem a todos que já viveram. Mas sua dádiva de vida
eterna requer o arrependimento e a obediência a certos convênios e ordenanças. Ordenanças essenciais do
evangelho simbolizam a Expiação. Batismo por imersão é um simbolismo da morte, sepultamento, e
Ressurreição do Redentor. Partilhando do sacramento renova os convênios batismais e também renova nossa
memória da carne quebrada do Salvador e o sangue que Ele derramou por nós. Ordenanças do templo
simbolizam a nossa reconciliação com o Senhor e sela famílias juntas para sempre. Obediência aos convênios
sagrados feitos no templo nos qualifica para vida eterna - o maior dom de Deus para homen 40 - o "objeto e fim
de nossa existência." 41
A Expiação Possibilitou que O Propósito da Criação Fosse Cumprido
32. A Criação requereu a Queda. A Queda requereu a Expiação. A Expiação possibilitou que o propósito da
Criação fosse cumprido. Vida eterna, possibilitada pela Expiação, é o propósito supremo da Criação.
Fraseando essa declaração na forma negativa, se famílias não fossem seladas em templos sagrados, a Terra
inteira seria completamente desperdiçada. 42

33. Os propósitos da Criação, da Queda, e da Expiação todos se convergem naquela obra sagrada feita em templos
da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. A terra foi criada e a Igreja restaurada para tornar
possível o selamento de marido a mulher, filhos aos pais, mundos sem fim.

34. Esta é a grande obra dos últimos dias, dos quais fazemos parte. É por isso que temos missionários, é por isso
que temos templos - para trazer a plenitude de benções da Expiação aos filhos fiéis de Deus. É por isso que
respondemos a nossos próprios chamados do Senhor. Ao compreendermos Sua Expiação voluntária, qualquer
sentimento de nosso sacrifício fica completamente consumido pelo profundo sentimento de gratidão pelo
privilégio de servi-lo.

35. Gosto das palavras de Isaac Watts que capta o sentimento do amor do Salvador ao escrever "fosse todo o reino
da natureza meu, ainda seria um presente pequeno demais. Amor tão assombroso, tão divino, requer minha
alma, minha vida, meu tudo.

36. Dei vida minha a Ele, vocês estão dando suas vidas a Ele. Juntos, estamos engajados em Sua obra sagrada.
Amo-vos por isso, e, mais importante, ele vos ama por isso.

37. E para cada um de vocês, Presidentes, eu gostaria de invocar uma benção apostólica. Que sejam verdadeiros
discípulos do Senhor, banqueteando-vos em Suas palavras, e aplicando os seus ensinamentos em suas vidas.
Abençôo-vos e suas famílias com segurança e saúde e seu serviço, de sucesso em suas responsabilidades
sagradas.

38. E Como um dos "testemunhos especiais do nome de Cristo em todo o mundo," 43 eu testifico que Ele é o Filho
do Deus vivo. Jesus é o Cristo - nosso Redentor e Salvador que expia por nós. Esta é a Sua Igreja, restaurada
para abençoar os filhos de Deus e para preparar o mundo para a Segunda Vinda do Senhor. Assim testifico, no
nome sagrado de Jesus Cristo, amém

Notas de rodapé

1. Jacó 4:12.
2. O relacionamento deste componentes se acham ligados em várias escrituras, tais como: Alma 18:34–39; Morm. 9:12; D&C
20:17–24.
3. Eles foram criados como seres amortais—“sem mortalidade”—não sujeitos a morte nesse momento.
4. Vê Alma 12:21–23. 5. 2 Né. 2:23. 6. Vê Gen. 1:28; Moisés 2:28. 7. 2 Né. 2:25.
8. Devemos nos lembrar de que Deus perdoou a Adão e Eva por sua transgressão (Vê Mosias 6:53).
9. Tais como plaquetas and trombin.
10. Eliza R. Snow, “O My Father,” Hymns, no. 292. 11. Moisés 5:5. 12. Lev. 17:11. 13. Alma 42:8.
14. 1 Cor. 15:22; vê também Mosiah 16:7–8.
15. Vê 2 Né. 2:7; também “Behold the Great Redeemer Die,” Hymns, no. 191. 16. Vê Lucas 13:32. 17. 1 Cor. 15:50–53.
18. Tais como Espanhol, Português, Francês, Italiano, e Alemão.

24
19. Podemos supor que se um indivíduo se qualifica para as benções da Expiação (por meio de obediência aos princípios e
ordenanças do evangelho), Jesus irá "cobrir" da vista do Pai as nossas transgressões passadas.
20. 2 Né. 1:15. 21. Morm. 5:11; Alma 5:33; Alma 34:16.
22. Vê Lev. 5:18; Lev. 27:26. 23. Vê Lev. 9:18. 24. Vê Ex. 12:46; Num. 9:12. 25. Vê Lev. 16:10. 26. Vê João 19:31–
33. 27. Vê Rom. 5:11.
28. Atonement=24; mais atone, atoning, or atoned=8; mais atoneth=3; total 35 vezes.
29. Vê 2 Né. 9:7; 2 Né. 25:16; Alma 34:10, 12, 14. 30 Vê Heb. 10:10. 31. Vê D&C 76:24; Moisés 1:33.
32. Vê João 3:16. 33. D&C 18:11. 34. Vê Lucas 22:44; D&C 19:18. 35 Vê Matt. 27:29; Marcos 15:17; João 19:2, 5.
36. 3 Né. 9:16; Vê também; D&C 6:21; D&C 10:57; D&C 11:29; D&C 39:3; D&C 45:8; D&C 133:66. 37. João19:28.
38. Marcos 14:36. A palavra Abba é significante. Ab significa “pai”; Abba é uma forma íntima dessa palavra. A palavra Portuguesa
que chega ser mais semelhante é "paizinho."
39. Séculos depois, o Senhor revelou para Joseph Smith os sentimentos mais íntimos dessa experiência. Lemos este registro em
Doutrina e Convênios 19.
40. Vê D&C 14:7.
41. Bruce R. McConkie, The Promised Messiah (1978), 568.
42. Vê D&C 2:3; D&C 138:48.
43. D&C 107:23.

Perguntas do Discurso do Elder Russell M. Nelson do Quorum dos Doze - A


Expiação

1- Porque estudar a Expiação? Quais os outros dois componentes do Plano de Salvação? Parágrafos 1-3
2- O que foi a criação e suas características? Parágrafo 4
3- Qual a razão da Queda? Parágrafos 5-9
4- No que consiste a Criação Mortal? Parágrafos 5-9
5- Quais as mudanças ocorridas e que a elas o corpo estaria sujeito? Parágrafos 5-9
6- Que poder Deus deu ao corpo físico para reagir as doenças? Parágrafos 5-9
7- Qual é o papel do sangue e da circulação do sangue na vida do homem? Parágrafos 5-9
8- Quais as três peculiaridades do período de provação que habilitam o progresso do plano de Deus? Parágrafos
5-9
9- A expiação de Cristo deu origem a qual Criação? Parágrafo 10
10- Como nossos corpos físicos seriam ou foram aperfeiçoados? Parágrafo 10
11- O que o derramamento do sangue do Filho de Deus provocou em nossos corpos mortais? Parágrafo 10
12- Explique o que é Expiação infinita? Parágrafos 22-24
13- Explique o significado da expiação? Parágrafos 11-21
14- Explique o ato da Expiação? Parágrafos 25-31
15- Explique como a expiação possibilitou que o propósito da criação fosse cumprido? Parágrafos 32-38
16- Qual o seu sentimento e entendimento de todo este discurso e qual parte dele tocou o seu coração?
17- Como aplicar este discurso em sua vida e em suas aulas neste ano letivo?
18- Como as palavras abraçar, perdoar, estar juntos eternamente, ser perdoado, receber o abraço íntimo de Deus
tem novo significado depois de estudar o discurso? O que fazer para que você, toda a sua família e alunos
sejam perdoados, purificados e recebam nos seus o abraço do Pai? Porque o Senhor escolheu uma palavra
que significa abraçar, estar unidos, perdoados, para representar o seu sacrifício e missão? Como aplicar isto
em sua vida?

25
O CURSO TRAÇADO PARA A IGREJA NOS ASSUNTOS EDUCACIONAIS
Presidente J. Reuben Clark Jr da Primeira Presidência da Igreja
08 de Agosto de 1938 aos Líderes de Seminário e Instituto

Caros Colegas:

1. São poucas as coisas que merecem ser lidas uma segunda vez; são raras as coisas de tal qualidade que venham a ser
lidas muitas vezes e perdurem para inspirar mais uma ou duas gerações. O discurso do Presidente Clark “O Curso
Traçado para a Igreja nos Assuntos Educacionais” pertence ao segundo grupo e voltou a ser publicado para que seus
princípios fundamentais continuem a inspirar e motivar o pessoal do Sistema Educacional da Igreja.

2. O resumo que o Presidente Clark fez das responsabilidades dos professores para com a Igreja e sua missão e para com
as necessidades espirituais dos alunos é relevante, abrangente e inspirador.

3. Esperamos que esta nova edição sirva para lembrar-nos de que ainda que seja preciso extraordinária coragem moral e
espiritual para utilizá-las, as estacas fincadas pelo Presidente Clark permanecem sólidas e firmes. Talvez tenha chegado
a hora de todos os que ensinam verificarem novamente seu rumo e verem onde estão e se os princípios e objetivos claros
e incontestáveis delineados no “Curso Traçado” estão sendo implementados (ou utilizados) na íntegra.
Cordialmente,
Escritório Administrativo

4. Quando eu ainda estava no curso fundamental, fiquei entusiasmado com o grande debate entre dois gigantes: Webster e
Hayne. A beleza de sua retórica, as palavras sublimes de Webster em sua expressão de patriotismo, o prognóstico da
guerra civil que levaria a liberdade a triunfar sobre a escravidão, tudo calava fundo em meu ser. O debate a princípio
tratou da Resolução Foot, relativa às terras públicas. Depois, passou às considerações sobre os grandes problemas
fundamentais da lei constitucional. Jamais me esqueci do parágrafo inicial da réplica de Webster, em que ele levou de
volta ao ponto de partida esse debate que se afastara tanto de seu curso. Diz o parágrafo:

5. Senhor Presidente: Quando o marinheiro e seu navio são jogados de um lado para o outro por muitos dias, em meio à
tempestade e num mar desconhecido, ele naturalmente utiliza a primeira pausa da tormenta, o primeiro lampejar do Sol,
para descobrir qual é sua latitude e o quanto os elementos o afastaram de seu verdadeiro curso. Imitemos a prudência do
marinheiro, antes de sermos levados para mais longe ainda nas ondas deste debate, consideremos o nosso ponto de
partida para conseguir ao menos conjecturar onde estamos. Solicito a leitura da Resolução.

6. Apresso-me em dizer-lhes que espero que não imaginem que eu ache que esta ocasião é comparável à que se encontravam
Webster e Hayne, ou que eu me considere um Daniel Webster. Se pensassem qualquer uma dessas coisas cometeriam um
grave erro. Admito que sou velho, mas não tanto. Mas pareceu-me que Webster recorreu a um procedimento tão sensato
para ocasiões em que, após ficar à deriva em alto mar ou vaguear no deserto é preciso esforço para se voltar ao ponto de
partida, que achei que, com sua licença, eu poderia recorrer e, de certo modo, utilizar esse mesmo procedimento para
reafirmar alguns dos fundamentos mais essenciais e proeminentes que formam a base do ensino na Igreja.

7. Esses fundamentos são, para mim, os seguintes:

8. A Igreja é o sacerdócio organizado de Deus. O Sacerdócio pode existir sem a Igreja, mas a Igreja não pode existir sem o
sacerdócio. A missão da Igreja é, em primeiro lugar, ensinar, incentivar, assistir e proteger cada membro em sua luta para
levar uma vida perfeita, temporal e espiritualmente, como o Mestre ordenou no evangelho: “Sede vós pois perfeitos, como
é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mateus 5:48); em segundo lugar, a Igreja deve manter, ensinar, incentivar e
proteger temporal e espiritualmente seus membros como grupo no que tange à vivência do Evangelho; em terceiro lugar, a
Igreja deve engajar-se ativamente na proclamação da verdade, chamando os homens ao arrependimento e a que vivam em
obediência ao Evangelho, pois todo joelho terá de dobrar-se e toda língua terá de confessar. (Ver Mosias 27:31).

9. Em tudo isso, há duas coisas primordiais para a Igreja e para cada um dos membros que não podem passar despercebidas,
ser esquecidas, obscurecidas nem eliminadas:

10. Primeiro: Que Jesus Cristo é o Filho de Deus, o Unigênito do Pai na carne, o Criador do mundo, o Cordeiro de Deus, o
Sacrifício pelos pecados do mundo, Aquele que expiou a transgressão de Adão; que foi crucificado; que Seu corpo e
espírito se separaram, que morreu, que foi colocado na tumba; que, no terceiro dia, Seu espírito reuniu-se ao corpo e
tornou-se mais uma vez um ser vivo; que Ele saiu da tumba ressurreto, perfeito, sendo as Primícias da Ressurreição; que
posteriormente, subiu ao Pai e que, graças a Sua morte e por meio de Sua Ressurreição, cada pessoa nascida no mundo
desde o princípio também ressuscitará verdadeiramente. Essa doutrina existe desde que o mundo é mundo. Jó declarou:

11. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus
olhos, e não outros o contemplarão; (...) (Jó 19:26--27)

26
12. O corpo ressurreto é feito de carne, ossos e espírito, e Jó afirmou uma grande e eterna verdade. Todos os membros da
Igreja têm de acreditar honestamente, com toda fé nesses fatos indiscutíveis e em todos os outros em que eles implicam
necessariamente.

13. A segunda das duas coisas em que todos nós devemos ter toda a fé é que o Pai e o Filho apareceram mesmo, de verdade,
de fato ao Profeta Joseph em uma visão no bosque; que, depois Joseph e outras pessoas tiveram outras visões celestiais;
que o evangelho e o Santo Sacerdócio segundo a Ordem do Filho de Deus foram verdadeiramente, de fato, restaurados à
Terra que os havia perdido na apostasia da Igreja antiga; que o Senhor voltou a fundar Sua Igreja, por meio de Joseph
Smith; que o Livro de Mórmon é exatamente o que professa ser; que o Profeta recebeu muitas revelações para orientar,
edificar, organizar e incentivar a Igreja e seus membros; que os sucessores do Profeta também foram chamados por Deus e
que receberam revelações de acordo com as necessidades da Igreja e que continuarão a receber revelações enquanto a
Igreja e Seus membros viverem de acordo com a verdade que já conhecem e precisarem de mais; que esta é
verdadeiramente a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e que suas crenças básicas são as leis e princípios
delineados nas Regras de Fé. Esses fatos, cada um deles bem como todas as coisas em que eles implicam necessariamente
ou que provêm deles necessariamente, têm de permanecer inalterados, em toda sua força, sem desculpas ou evasivas; não
se pode abordá-los como se não tivessem importância nem encobri-los ou sufocá-los. Sem essas duas grandes crenças, a
Igreja deixaria de ser a Igreja.

14. Qualquer um que não aceite plenamente essas doutrinas quanto a Jesus de Nazaré ou a restauração do evangelho e do
santo sacerdócio não é santo dos últimos dias; os muitos milhares de homens e mulheres fiéis e tementes a Deus que
formam o grande corpo de membros da Igreja acreditam nessas coisas plenamente e sem reservas e, por isso, apóiam a
Igreja e suas instituições.

15. Abordei esse assunto por que ele é a latitude e a longitude da verdadeira localização, da posição da Igreja neste mundo e
na eternidade. Sabendo nossa verdadeira localização, podemos mudar de rumo, caso preciso; podemos traçar um novo
curso. Agora podemos recordar sabiamente o que disse Paulo:

16. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja
anátema (Gálatas 1:8).

17. Voltando ao exemplo de Webster e Hayne, agora terminei de ler a resolução original.

18. Como eu já disse, pretendo falar um pouco da educação religiosa dos jovens da Igreja. Dividirei o que tenho a dizer em
duas seções gerais: o aluno e o professor. Serei muito franco, pois já passamos do ponto em que seria sábio usar palavras
ambíguas ou frases veladas. Temos de dizer o que queremos claramente, porque o futuro dos nossos jovens, aqui na Terra
e na vida futura, bem como o bem-estar de toda a Igreja está em jogo.

19. Os jovens da Igreja, seus alunos, são, na grande maioria, lúcidos de pensamento e espírito. A questão principal é mantê-
los lúcidos, não é convertê-los.

20. Os jovens da Igreja têm fome das coisas do Espírito; são ávidos por aprender o evangelho e querem recebê-lo sem
rodeios, em toda sua pureza. Querem saber dos princípios que acabei de delinear (nossas crenças); querem conseguir o
testemunho de que são verdadeiros. Não é que duvidem de tudo, mas são inquiridores, estão em busca da verdade. Não
devemos semear a dúvida em seu coração. É grande o fardo e a condenação de qualquer professor que semeie a dúvida
em uma alma confiante.

21. Esses alunos anseiam pela fé que seus pais têm; desejam-na em sua simplicidade e pureza.

22. Há bem poucos mesmo que ainda não viram manifestações de seu poder divino. Eles não desejam apenas ser os
beneficiários dessa fé, mas também ser capazes de pô-la em prática.

23. Querem acreditar nas ordenanças do evangelho; querem compreender o máximo que puderem delas.

24. Eles estão preparados para entender a verdade, que é tão antiga quanto o evangelho e que nos foi assim declarada por
Paulo (um mestre de lógica e metafísica, inigualado pelos críticos modernos que censuram todas as religiões):

25. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém
sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.

26. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que
nos é dado gratuitamente por Deus (I Coríntios 2:11-12).

27. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as
coisas do Espírito (Romanos 8:5).
27
28. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e
o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. Mas, se sois guiados pelo
Espírito, não estais debaixo da lei (Gálatas 5:16--18).

29. Nossos jovens entendem também o princípio exposto nas revelações modernas:

30. Por agora não podeis, com vossos olhos naturais, ver o desígnio de vosso Deus com respeito às coisas que virão mais
tarde nem a glória que se seguirá depois de muitas tribulações (D&C 58:3).

31. Pelo poder do Espírito abriram-se nossos olhos e iluminou-se nosso entendimento, de modo a vermos e compreendermos
as coisas de Deus (...) E enquanto meditávamos sobre essas coisas, o Senhor tocou os olhos do nosso entendimento e eles
se abriram; e a glória do Senhor cercou-nos de resplendor. E contemplamos a glória do Filho, à direita do Pai, e
recebemos de sua plenitude. E vimos os santos anjos e os que são santificados diante de seu trono, adorando a Deus e ao
Cordeiro, a quem adoram para todo o sempre. E agora, depois dos muitos testemunhos que se prestaram dele, este é o
testemunho, último de todos, que nós damos dele: Que ele vive! Porque o vimos, sim, à direita de Deus; e ouvimos a voz
testificando que ele é o Unigênito do Pai— Que por ele e por meio dele e dele os mundos são e foram criados; e seus
habitantes são filhos e filhas gerados para Deus. (...) E enquanto ainda estávamos no Espírito, o Senhor ordenou-nos que
escrevêssemos a visão (...)” (D&C 76:12, 19--24, 28).

32. Esses alunos também estão preparados para entender o que Moisés tinha em mente ao declarar:

33. Mas agora meus próprios olhos contemplaram Deus; não, porém, meus olhos naturais, mas, sim, meus olhos espirituais,
porque meus olhos naturais não poderiam ter contemplado; pois eu teria fenecido e morrido em sua presença; mas sua
glória estava sobre mim e eu contemplei sua face, pois fui transfigurado diante dele (Moisés 1:11).

34. Esses alunos estão preparados para crer e compreender que todas essas coisas são uma questão de fé, que não se explicam
nem se compreendem por quaisquer dos processos do raciocínio humano, e, provavelmente, tampouco por quaisquer dos
experimentos da ciência física conhecida.

35. Esses alunos (para resumir) estão preparados para entender e para crer que existe um mundo natural e um mundo
espiritual; que as coisas do mundo natural não explicam as coisas do mundo espiritual; que as coisas do mundo espiritual
não podem ser entendidas nem compreendidas pelas coisas do mundo natural; que não se pode racionalizar as coisas do
Espírito, porque, primeiramente, não as conhecemos nem compreendemos o suficiente e, em segundo lugar, porque a
mente e a razão finitas não podem compreender nem explicar a sabedoria infinita e a verdade suprema.

36. Esses alunos já sabem que devem “ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e fazer o bem a todos os
homens” e que “(...) se houver qualquer coisa virtuosa, amável, de boa fama ou louvável, nós a procuraremos” (Regras de
Fé 1:13); -- essas coisas lhes foram ensinadas desde o berço. Eles devem ser incentivados de todas as maneiras adequadas
a fazer essas coisas que sabem ser verdadeiras, mas não precisam ter um curso de um ano para conhecê-las e aprender a
acreditar nelas.

37. Esses alunos percebem claramente como são vazios os ensinamentos que transformam o plano do evangelho em um mero
sistema ético. Sabem que os ensinamentos de Cristo são éticos no mais alto grau, mas sabem também que vão além disso.
Eles perceberão que a esfera da ética é primariamente o que se faz nesta vida e que transformar o evangelho em um mero
sistema ético é confessar a falta de fé, se não a descrença na vida futura. Eles sabem que os ensinamentos do evangelho
não se referem só a esta vida, mas à vida futura, com a salvação e exaltação como meta final.

38. Esses alunos, assim como os pais, antes deles, têm fome e sede de um testemunho das coisas do Espírito e da vida futura
e, como sabem que não se pode racionalizar a eternidade, buscam a fé e o conhecimento que vêm após a fé. Percebem,
pelo Espírito que têm, que o testemunho que buscam é engendrado e nutrido pelo testemunho de outros, e que conseguir
esse testemunho pelo qual anseiam, testemunho de um pessoa justa, temente a Deus, testemunho vívido, ardente e honesto
de que Jesus é o Cristo e que Joseph foi um profeta de Deus, vale mais que milhares de livros e conferências com o
objetivo de reduzir o Evangelho a um sistema ético ou racionalizar o infinito.

39. Há dois mil anos, o Mestre disse:

40. E qual de entre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra?E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma
serpente? (Mateus 7:9--10)

41. Esses alunos, nascidos no convênio, são capazes de entender que a idade, maturidade e treinamento intelectual não são
nem um pouco necessários à comunhão com o Senhor e Seu Espírito. Sabem a história do menino Samuel no templo, de
Jesus, que aos doze anos confundiu os doutores no templo, de Joseph, que aos quatorze anos viu Deus, o Pai, e o Filho em
uma das visões mais gloriosas que o homem já teve. Eles não são como os coríntios, de quem Paulo disse:

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42. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis (...) (I Coríntios 3:2).
43. Ao contrário, são como o próprio Paulo ao declarar o seguinte aos mesmos coríntios:

44. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser
homem, acabei com as coisas de menino (I Coríntios 13:11).

45. Esses alunos quando chegam a vocês, já estão a caminho de uma maturidade espiritual que alcançarão mais depressa se
vocês lhes derem o alimento espiritual certo. Eles chegam com um conhecimento e experiência espirituais que o mundo
desconhece.

46. Isso basta no que se refere aos seus alunos, ao que eles são, ao que esperam e àquilo de que são capazes. Disse-lhes o que
alguns professores me disseram e o que muitos de seus jovens me disseram.

47. Agora direi algumas palavras a vocês, professores. Para começar, não há razão nem justificativa para os prédios e
instituições de ensino e treinamento religioso de nossa Igreja, a menos que seja para ensinar aos jovens os princípios do
evangelho, de modo a incluir dois ensinamentos fundamentais: que Jesus é o Cristo e que Joseph foi um profeta de Deus.
O ensino de um sistema ético aos alunos não justifica o funcionamento de nossos seminários e institutos. A grande rede de
escolas públicas ensina a ética. Os alunos dos seminários e institutos devem, é claro, aprender as regras básicas de como
levar uma vida boa e reta, pois são parte essencial do evangelho; mas as doutrinas como a da vida eterna, a do sacerdócio,
da restauração e muitas outras semelhantes contêm princípios grandiosos que vão muito além dessas regras básicas do
bom viver. Esses grandes princípios fundamentais também devem ser ensinados aos jovens; é isso o que os jovens querem
aprender primeiro.

48. A primeira coisa que o professor precisa ter para ensinar esses princípios é um testemunho pessoal de que são verdadeiros.
Por maior que seja a erudição, por mais que se estude e não importa quantos diplomas se tenha, isso não substitui esse
testemunho que é a condição sine qua non para ser professor da rede de ensino da Igreja. Nenhum professor que não tenha
um testemunho sólido da veracidade do evangelho como revelado aos santos dos últimos dias e como consta em suas
crenças, que não tenha um testemunho de que Jesus é o Filho de Deus e o Messias nem da missão divina de Joseph Smith
(inclusive da Primeira Visão em toda sua realidade) tem lugar no sistema de ensino da Igreja. Caso haja algum professor
assim, e espero e oro para que não haja nenhum, ele deveria demitir-se imediatamente. Caso o Comissário saiba de
alguém assim, e a pessoa não se demita, o Comissário deve pedir que ela o faça. A Primeira Presidência espera que se
façam esses cortes.

49. Isso não significa que queiramos expulsar esses professores da Igreja... de modo algum. Começaremos a trabalhar com
eles, com amor, paciência e longanimidade para levá-los ao conhecimento a que têm direito, por serem homens ou
mulheres tementes a Deus. O que isso significa é que os professores das escolas da Igreja não podem ser pessoas que não
se converteram e não têm testemunho.

50. Para vocês, professores, ter um testemunho não basta. Além disso, vocês devem ter um dos mais raros e preciosos
elementos do caráter humano: a coragem moral; pois quando não se tem coragem moral para declarar o testemunho, ele só
chega aos alunos depois de estar tão diluído que fica difícil, se não impossível, aos alunos perceberem; e o efeito espiritual
e psicológico de um testemunho fraco e vacilante pode muito bem ser danoso em vez de benéfico.

51. Para ter sucesso, o professor do seminário ou instituto deve ter mais um traço de caráter raro e precioso, irmão gêmeo da
coragem moral e que muitas vezes confundimos com ela. Falo da coragem intelectual; a coragem de afirmar princípios,
crenças e fé em coisas que nem sempre são vistos como compatíveis com o conhecimento científico e de outros tipos que
o professor ou seus colegas de magistério acreditem ter.

52. Já houve casos de homens supostamente de fé, em algum cargo de responsabilidade, acharem que, já que se declarassem
claramente suas crenças poderiam ser alvo da zombaria dos colegas descrentes, suas únicas opções eram modificar suas
crenças ou fazer pouco caso delas para justificarem-se, ou diluí-las de modo destrutivo, ou até fingir repudiá-las. Pessoas
assim são hipócritas com os colegas e com os irmãos de fé.

53. É digno de pena (e não de desdém, como alguns prefeririam) o homem ou a mulher que, depois de saber a verdade acha
que precisa repudiá-la ou fazer concessões ao erro para viver entre os descrentes sem ser mal visto nem ser alvo de
escárnio. Sua situação é mesmo trágica, pois, na verdade, todas essas evasivas e disfarces acabam acarretando exatamente
os castigos que esses fracos tentavam evitar. Pois não há nada que o mundo valorize e reverencie mais do que a pessoa
que, tendo convicções honradas, defende-as em qualquer situação; não há nada que o mundo despreze mais do que a
pessoa que, tendo convicções honradas, desvia-se delas, as abandona ou repudia. Quando um psicólogo, químico, médico,
geólogo, arqueólogo ou qualquer outro cientista da Igreja faz pouco caso, distorce, se esquiva, ou pior ainda, repudia ou
nega as grandes doutrinas fundamentais da Igreja em que professa crer, ele trai o próprio intelecto, perde o auto-respeito,
entristece os amigos, causa sofrimento e vergonha aos pais, macula a Igreja e seus membros e perde o respeito e a
consideração das pessoas cuja amizade e auxílio tentava, dessa forma, conquistar.
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54. Espero de todo o coração que não haja ninguém assim entre os professores do sistema de ensino da Igreja, mas se houver,
seja qual for o nível hierárquico, essas pessoas têm de seguir o mesmo caminho dos professores sem testemunho. O
fingimento, os pretextos, as evasivas e a hipocrisia não têm e não podem ter lugar no sistema de ensino da Igreja nem na
formação do caráter e no desenvolvimento espiritual de nossos jovens.

55. Há outra coisa à qual devemos estar atentos nas instituições da Igreja: Não deve ser possível que nenhum cargo de
confiança espiritual seja ocupado por alguém que não se tenha convertido que seja na verdade descrente e que busque
fazer com que as crenças, o ensino e as atividades dos jovens, e também dos mais velhos, se desviem dos caminhos que
deveriam seguir e tomem outros rumos de formação, crenças e atividades que, apesar de levarem onde o evangelho
levaria. O fato de que isso é um alívio para a consciência do descrente que está na direção não tem nenhuma importância.
Essa é a maior quebra de confiança e temos muitas razões para acreditar que já aconteceu.

56. Quero falar de outra coisa que aconteceu em outros contextos, como um alerta para que o mesmo não aconteça no Sistema
Educacional da Igreja. Em mais de uma ocasião os membros da Igreja foram a outros lugares para receber um treinamento
especial em determinado assunto. Receberam o treinamento que é supostamente a última palavra, o ponto de vista mais
moderno, o que há de melhor e mais atual. Depois, voltaram trazendo essas idéias com eles e as impuseram a nós sem
nem se perguntarem se precisávamos delas ou não. Não pretendo mencionar os casos bem conhecidos e, creio, bem
reconhecidos em que isso aconteceu. Não quero magoar ninguém.

57. Mas antes de experimentar as mais novas idéias de qualquer linha de pensamento, ensino, atividades, etc., os especialistas
deveriam parar para pensar que por mais que nos achem atrasados, e por mais atrasados que de fato sejamos em algumas
coisas, em outras, estamos bem à frente dos demais e, portanto, esses novos métodos podem ser velhos, ou pior,
ultrapassados para nós.

58. Em tudo o que se refere à vida e às atividades comunitárias em geral, aos divertimentos sadios em grupo, às atividades do
serviço religioso, bem coesos e bem dirigidos, à espiritualidade positiva, bem definida e que promove a fé, à religião
prática, real, quotidiana, ao firme desejo de fé em Deus e percepção clara de que ela é necessária estamos bem adiantados
na vanguarda do progresso da humanidade. Antes de começarem o trabalho de inocular novas idéias em nós, os
especialistas deveriam ter a bondade de parar para considerar se os métodos usados para estimular o espírito comunitário
ou incentivar as atividades religiosas em grupos que são decadentes ou que talvez estejam mortos nessas questões servem
mesmo para nós e se o trabalho que fazem tentando impô-los a nós não é um anacronismo flagrante e até grosseiro.

59. Por exemplo, aplicar aos nossos jovens que têm a mente voltada para as coisas espirituais e são alertas às questões
religiosas um plano desenvolvido para ensinar religião a jovens que não têm o mínimo interesse nas coisas do Espírito não
só não atenderia às nossas necessidades reais, como também tenderia a destruir as melhores qualidades espirituais que
nossos jovens têm hoje.

60. Já dei a entender que nossos jovens não são espiritualmente imaturos; eles estão muito bem pelo padrão de maturidade
espiritual normal do mundo. Tratá-los como se fossem espiritualmente imaturos, como o mundo trataria o mesmo grupo
etário, portanto também é um anacronismo. Repito: há raríssimos jovens que passam pelas portas do seminário e instituto,
que não sejam beneficiários conscientes das bênçãos espirituais, ou que não tenham visto a eficácia da oração, ou que não
tenham testemunhado o poder da fé para curar os doentes, ou que não tenham contemplado manifestações espirituais que
grande parte do mundo hoje desconhece. Vocês não precisam chegar de mansinho, por trás desses jovens espiritualmente
experientes e sussurrar religião aos seus ouvidos. Podem ser diretos e falar com eles face a face. Não precisam disfarçar
as verdades religiosas sob o manto das coisas mundanas; podem apresentar-lhes essas verdades abertamente, como elas
são. A juventude poderá provar que não as teme mais do que vocês. Não há necessidade alguma de uma abordagem
gradual, de “historinhas de ninar”, como para crianças, não é preciso o “banho-maria”, a condescendência, ou qualquer
das outras técnicas pueris, usadas nos esforços para se atingir os que são espiritualmente inexperientes, e só não estão
espiritualmente mortos.

61. Vocês, professores têm uma grande missão. No papel de professores vocês encontram-se no ponto culminante da
educação, pois que ensinamentos, em seu valor inestimável e na extensão de seu alcance, se comparam aos que tratam do
homem como foi na eternidade do passado, como é na mortalidade do presente e como será na eternidade do futuro? Sua
matéria não se restringe às coisas deste mundo, mas às da eternidade. A bênção que buscam e que, caso cumpram seu
dever, alcançarão, não é só a sua própria salvação, mas a daqueles que adentram o seu santuário. Como resplandecerá a
sua coroa de glória em que, incrustadas como jóias, reluzirem todas as almas que salvarem.

62. Mas para alcançar essa bênção e receber essa coroa, vocês têm, eu repito, têm de ensinar o evangelho. Essa é sua única
função e não há outro motivo para sua presença no sistema de ensino da Igreja.

63. Vocês se interessam por questões puramente culturais e por questões do conhecimento puramente secular, mas volto a
repetir para salientar, o seu principal interesse, seu dever essencial e quase que exclusivo é ensinar o evangelho do Senhor
Jesus Cristo como revelado na época atual. Para ensinar esse evangelho vocês devem empregar como fonte e considerar
autoridades no assunto as obras-padrão da Igreja e as palavras das pessoas chamadas por Deus para liderar Seu povo na
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época atual. Vocês não podem, não importa seu escalão, introduzir em seu trabalho sua própria filosofia peculiar, não
importa de que fonte ela venha nem quão agradável ou racional lhes pareça. Se agíssemos assim teríamos muitas igrejas
diferentes, uma para cada seminário, e isso seria o caos.

64. Vocês não devem, seja qual for seu escalão, alterar as doutrinas da Igreja nem fazer com que fiquem diferentes do
declarado nas obras-padrão da Igreja e pelas pessoas que têm autoridade para declarar a mente e a vontade do Senhor para
a Igreja. O Senhor declarou que Ele é “o mesmo ontem, hoje e para sempre” (2 Néfi 27:23).

65. Eu os exorto a não cair no erro infantil, tão comum hoje, de achar que, só por que o homem fez tanto progresso no
controle das forças da natureza e em sua utilização para benefício próprio, as verdades do Espírito mudaram ou se
transformaram. É um fato vital e significativo que as conquistas espirituais do homem não acompanharam o passo de suas
conquistas materiais. O inverso, às vezes, parece verdadeiro. A capacidade de usar a razão para viver sabiamente ainda
não se igualou ao seu raciocínio científico. Lembrem-se e entesourem sempre a grande verdade da Oração Intercessória:

66. E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste (João
17:3).

67. Essa é uma verdade suprema; como o são todas as verdades espirituais. Elas não se alteram com a descoberta de um novo
elemento, de uma nova onda eletromagnética, nem pela redução de alguns segundos, minutos ou horas de um recorde de
velocidade.

68. Vocês não devem ensinar as filosofias do mundo, sejam antigas ou modernas, pagãs ou cristãs, pois essa é a função das
escolas públicas. Sua esfera é única e exclusivamente o evangelho que, por si só, já é ilimitada.

69. Pagamos os impostos para sustentar as instituições do Estado que têm a função de ensinar as artes, ciências, literatura,
história, línguas e as demais matérias do currículo secular. São essas instituições que devem fazer esse trabalho. Mas
usamos os dízimos da Igreja para manter o sistema de ensino da Igreja e esse dinheiro que nos foi confiado é sagrado. Os
seminários e institutos da Igreja devem ensinar o evangelho.

70. Ao reafirmar essa função repetidas vezes e com tanta insistência como fiz, percebo claramente que o desempenho dessa
função pode envolver as aulas do seminário que são ensinadas como parte da grade de horários das escolas secundárias1.
Mas nosso curso é claro: se não pudermos ensinar o evangelho, as doutrinas da Igreja e as obras-padrão durante esse
período que nos é dado nesses seminários e institutos, devemos então considerar a possibilidade de abandonar esse
esquema e tentar estabelecer algum outro plano para se levar adiante a obra do Evangelho nessas instituições. Se for
impossível elaborar e pôr em prática algum outro plano, teremos de abandonar esses seminários e institutos nas escolas
seculares e voltar às faculdades e academias da Igreja. À luz dos acontecimentos, agora não temos certeza de que elas
deveriam ter sido deixadas de lado.

71. Somos claros nesse ponto, ou seja, não consideraremos justificável utilizar mais um dólar que seja do dízimo para manter
nossos seminários e institutos de religião a menos que eles sirvam para ensinar o evangelho da maneira prescrita. O
dízimo representa muito trabalho, muito desprendimento, muito sacrifício, muita fé, para ser usado para instrução pouco
significativa de ética elementar para a juventude da Igreja. Teremos de tomar essa decisão e enfrentar essa situação
quando o próximo orçamento for avaliado. Dizendo isso, falo pela Primeira Presidência.

72. Tudo o que foi dito quanto ao caráter do ensino religioso e aos resultados que, pela própria natureza das coisas, se seguem
quando falhamos no ensino adequado do evangelho, aplica-se plenamente aos seminários, institutos e a todas as
instituições de ensino do sistema de ensino da Igreja, sem exceção .

73. A Primeira Presidência pede com toda a veemência a ajuda e consideração sincera e sem reservas de todos vocês, homens
e mulheres, que trabalham na linha de frente e, portanto, sabem bem como é grande o problema diante de nós, que afeta de
modo tão vital e tão de perto a saúde espiritual e a salvação de nossos jovens, bem como o futuro bem-estar de toda a
Igreja. Nós precisamos de vocês; a Igreja precisa de vocês; o Senhor precisa de vocês. Não tenham reservas, nem deixem
de estender a mão para ajudar.

74. Para terminar, quero fazer uma homenagem humilde, mas sincera, aos professores. Como trabalhei para pagar os meus
estudos (a escola secundária, a faculdade e o curso técnico), sei das dificuldades e sacrifícios necessários; mas também
sei o quanto nos desenvolvemos e a satisfação que temos ao chegar ao fim. Portanto estou aqui ciente de como muitos de
vocês, talvez a maioria, chegaram onde estão. Além disso, houve uma época em que tentei, sem muito sucesso, ser
professor, portanto sei também o que sentem aqueles de nós que não conseguem o êxito desejado na carreira de ensino,
tendo de contentar-se com o que lhes foi oferecido.

75. Sei o quanto vocês ganham atualmente e como é pouco, bem pouco mesmo. Eu queria, do fundo do coração, que
pudéssemos aumentar esse salário, mas o ensino já toma uma parte tão grande da renda da Igreja que honestamente tenho
de dizer que não há perspectiva imediata de aumento. Nosso orçamento para este ano letivo é de 860 mil dólares, ou seja,
quase 17 por cento da estimativa de gastos totais da Igreja, inclusive os gastos com a administração geral, com todas as
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despesas das estacas, ramos e missões, inclusive com o bem-estar e instituições de caridade. Na verdade, eu gostaria de ter
a certeza de que a prosperidade das pessoas seria tanta que o que pudessem pagar e pagassem de dízimo fosse suficiente
para manter o nosso nível atual.

76. Portanto, louvo sua industriosidade, sua lealdade, seu sacrifício e sua boa-vontade e prontidão em servir à causa da
verdade, sua fé em Deus e na obra Dele e seu desejo sincero de fazer as coisas que aquele que foi ordenado nosso profeta
e líder quer que façam. Rogo-lhes que não cometam o erro de deixar de lado os conselhos de seu líder nem de deixar de
fazer o que ele pede nem de recusarem-se a seguir sua orientação. Na Antigüidade, Davi, ao cortar sorrateiramente a orla
do manto de Saul, disse estas palavras, o desabafo de um coração contristado:

77. O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra
ele; pois é o ungido do Senhor (I Samuel 24:6).

78. Que Deus os abençoe sempre em todas as coisas justas que fizerem. Que Ele vivifique o seu entendimento, aumente sua
sabedoria, faça com que a experiência os torne mais esclarecidos; que Ele lhes dê paciência, caridade e, das dádivas mais
preciosas, que lhes conceda o discernimento do espírito, para que vocês distingam com certeza o espírito de retidão do
espírito oposto quando os tiverem diante de vocês. Que Ele lhes abra o coração daqueles a quem ensinam e, depois, faça
com que saibam que, ao entrar ali, estão em solo santo que não deve ser contaminado nem profanado, seja pelas doutrinas
falsas ou corruptoras ou por ações más e pecaminosas. Que, ao seu conhecimento, Ele acrescente a habilidade e
capacidade de ensinar a retidão. Que sua fé, testemunho e habilidade de estimular e promover a fé e o testemunho de
outros aumente a cada dia; tudo isso para que os jovens de Sião sejam ensinados, edificados, incentivados, encorajados
para não ficarem à beira do caminho, mas prosseguirem para a vida eterna, para que quando eles receberem essas bênçãos,
por intermédio deles, vocês também sejam abençoados. Rogo tudo isso em nome Daquele que morreu para que nós
vivêssemos: o Filho de Deus, o Redentor do mundo, Jesus Cristo. Amém.

Perguntas do Discurso do Elder J. Ruben Clark J. O curso Traçado pela Igreja em Assuntos
Educacionais

1- Quais os três elementos sobre os quais o Presidente Clark discorre como sendo a Missão da Igreja?
2- Como estas coisas se relacionam a Obra e a Glória de Deus (Moisés 1:39)?
3- Quais são as duas doutrinas que na podemos obscurecer, rejeitar, ou das quais não podemos nos descuidar ou
esquecer, à medida que a Igreja segue avante no cumprimento de sua missão?
4- Cite as dez qualidades que o Presidente Clark menciona, descrevendo os estudantes que ensinamos?
5- Cite três dos requisitos que o Presidente Clark considera necessários, para que possamos ensinar estes jovens?
6- Em relação a estes três requisitos, O Presidente Clark menciona algo que pensar ser “a maior das traições da
verdade”e que não deve ser permitido ocorrer. Do que se trata?
7- O Presidente Clark fala também de tentar as mais recentes idéias de qualquer campo, no pensamento, na
educação, atividades e nos adverte a respeito. Que advertência ele nos faz?
8- Como um entendimento de “O curso Traçado”nos dá informação adicional necessáriapara termos uma visão
correta de nossa obra?
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