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o electricista João Pratas (Eng.) Departamento de Engenharia, SEW-EURODRIVE PORTUGAL
o electricista
João Pratas (Eng.)
Departamento de Engenharia, SEW-EURODRIVE PORTUGAL

DOSSIER

revista técnico-profissional

accionamentos eficientes

{oP tImIzação da S SoluçõeS comPleta S}

Através da optimização das soluções completas de accionamen- to - desde o redutor, motor, e
Através da optimização das soluções completas de accionamen- to - desde o redutor, motor, e

Através da optimização das soluções completas de accionamen- to - desde o redutor, motor, e controlo electrónico de velocidade, passando pelos elementos de transmissão de potência – enor- mes poupanças de consumo energético podem ser realizadas.

Estas poupanças traduzem-se em poupanças financeiras, e contribuem para a redução de emissão de gases poluentes.

Estas poupanças traduzem-se em poupanças financeiras, e contribuem para a redução de emissão de gases poluentes.

Introdução

A escalada dos custos energéticos nos últi-

mos anos, tem vindo a obrigar a maior parte das empresas a analisar, como prioridade

de topo, a questão da eficiência energética.

E não é só pelo aumento dos custos com a

electricidade, que duplicaram nos últimos seis anos -, o consumo global também tem aumentado consideravelmente, o que desen- cadeia graves consequências ambientais. Tal efeito promove inequivocamente o aumento das emissões de CO 2 , que estão indissocia- velmente ligadas, directa ou indirectamente, com a geração de electricidade. Tomados em conjunto, todos estes desenvolvimentos significa que a generalidade das unidades de produção e, por consequência, os constru- tores de máquinas eléctricas têm de olhar profundamente para esta questão, com o objectivo de cortar no consumo energético, mais cedo ou mais tarde.

1› SIStemaS de accIonamento

Os sistemas de accionamento são responsá- veis por mais de 60% do consumo de energia eléctrica na indústria, devem ser abordados como um todo, já que a existência de um componente de baixo rendimento influencia drasticamente o rendimento global.

O dimensionamento dos diferentes equipa-

mentos que compõem os sistemas de accio- namento, deverá ser efectuado, de acordo com as especificações de cada aplicação. O estudo prévio das necessidades inerentes ao processo produtivo conduzirá à optimiza-

ção e simplificação do funcionamento, e por conseguinte à diminuição do consumo ener- gético. Um sistema de accionamento consis-

te na combinação de Conversor de Frequên-

cia (converte a energia eléctrica da rede de uma forma controlada), motor (converte energia eléctrica em energia mecânica), re- dutor (ajusta a potência mecânica do motor ao ponto de trabalho da máquina acciona- da) e elementos de transmissão de potência.

1.1› Potencial de economia em sistemas de accionamentos

1. Utilização de motores de alto rendimento

10%

2. Utilização de controlo electrónico de ve-

locidade 30%

3. Optimização do sistema mecânico 60%

2› motoreS de alto rendImento

Os motores eléctricos são conversores elec- tromecânicos de energia, a sua função é ba- seada no efeito de forças magnéticas entre

correntes eléctricas e campos magnéticos. São o tipo de máquina mais usado na indús-

tria em virtude da sua grande versatilidade, gama de potências, robustez, duração, redu- zida manutenção, baixa poluição, facilidade de produção e custos de aquisição relati- vamente baixos. Como qualquer máquina, o motor eléctrico, responsável pela conversão de energia eléctrica em energia mecânica, apresenta perdas. O rendimento é definido como sendo a razão entre a potência de saída (ao nível do veio de saída do accionamento)

e a potência eléctrica absorvida à entrada.

2.1› requisitos de rendimento

A Directiva EUP – Produtos que consomem

energia (Energy Using Products) descreve as orientações futuras de design, a compatibi- lidade ambiental, o impacte ambiental e o consumo de energia de máquinas / motores eléctricos rotativos.

A directiva irá abranger os motores de 2, 4

e 6 pólos, na gama de potências de 0,75 a 200 kW, e entrará em vigor num futuro não muito longínquo. Os motores passam a ser classificados por:

IE1 (= EFF2) – com utilização proibida; IE2 (= EFF1) – com utilização obrigatória;

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IE3 (= Premium) – com utilização volun- tária; IE4 (ainda não aplicável a accionamentos assíncronos).

2.1.1› Formas de melhorar o rendimento

A Figura 1, apresenta um princípio do Sis-

tema Modular de motor DR da SEW-EURO- DRIVE em que, o motor é sempre do mes- mo tamanho, mudando apenas a saturação eléctrica. No motor da classe de rendimento EFF2, o motor tem a potência mais elevada, mas um menor rendimento devido às eleva- das perdas de potência. O motor da classe de rendimento EFF1, com cálculo dos enrola- mentos com saturação diferente, apresenta rendimento mais elevado, devido à redução das perdas de potência. O motor da classe Premium, com perdas de potência reduzidas, contém o rendimento mais elevado, propor- cionado deste modo um potencial de pou- pança energética considerável. Outro efeito útil, é o de os motores com menor saturação terem, regra geral, uma maior longevidade, uma vez que os enrolamentos e outras par- tes beneficiam da diminuição da tensão.

e outras par- tes beneficiam da diminuição da tensão. Figura 1 . Princípio do Sistema Modular

Figura 1 . Princípio do Sistema Modular de motor DR da SEW-EURODRIVE.

Por outro lado, existe a possibilidade de aumentar a potência do motor, mantendo

o mesmo rendimento. Ao substituir o rotor

em alumínio por um em cobre, a potência do tamanho seguinte pode ser usada num tamanho menor. Por exemplo, a um motor do tamanho 112M, costumam estar atribuí- dos 4 kW, no sistema modular motor DR da SEW-EURODRIVE, essa potência pode ser usada no tamanho 100L.

Para além da utilização de materiais de

maior qualidade (nomeadamente para a laminação), existem ainda duas formas principais de melhorar o rendimento de um motor assíncrono.

Através de principais de melhorar o rendimento de um motor assíncrono. Material de melhor qualidade com menor resistência

Material de melhor qualidade com menor resistência

de Material de melhor qualidade com menor resistência Aumento das dimensões dos componentes activos (P ~

Aumento das dimensões dos componentes activos (P ~ D²)

Aumento das dimensões dos componentes activos (P ~ D²) Rotores em cobre em substituição de alumínio

Rotores em cobre em substituição de alumínio

(P ~ D²) Rotores em cobre em substituição de alumínio Figura 2 . Rotores em cobre.

Figura 2 . Rotores em cobre.

Motor de maiores dimensões para a mesma potência

em cobre. Motor de maiores dimensões para a mesma potência Figura 3 . Aumento das dimensões

Figura 3 . Aumento das dimensões dos componentes activos.

Sabendo que as perdas são dadas por I² . R, substituindo o alumínio fundido por cobre, a re- sistência eléctrica do material do rotor diminui, aumentando assim o rendimento do motor.

A segunda forma consiste em usar uma saturação mais baixa dos componentes activos, fa-

zendo uma utilização parcial das partes activas.

Na tabela 1, observa-se um pequeno extracto das potências do Sistema Modular de motor DR da SEW-EURODRIVE. O mesmo tamanho de motor está disponível em três potências

diferentes, dependendo do seu rendimento, ou tem até três diferentes níveis de rendimento, dependendo da sua potência. Quando se utiliza motor com rotor em cobre, em substituição do rotor em alumínio, existem diferenças no tamanho do motor. Por exemplo, o DRS100LC4 com 4 kW em vez do DRS112M4, que tem a mesma potência, mas de maiores dimensões.

A mesma potência pode estar disponível num motor mais pequeno, o que permite econo- mizar espaço.

num motor mais pequeno, o que permite econo- mizar espaço. Tabela 1 . Potências para motores

Tabela 1 . Potências para motores de 50Hz, 4 pólos.

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3› redutoreS de velocIdade

A velocidade dos motores eléctricos trifá-

sicos mais usuais varia entre 750 e 3.000 rpm, dependendo do número de pólos e da frequência de alimentação. Contudo, a maio- ria das aplicações requer velocidades muito mais baixas (tipicamente entre 15 e 300 rpm). Nesses casos, são utilizados redutores em separado ou idealmente moto-redutores, i.e. unidades integradas combinando um motor eléctrico e um redutor de uma forma optimizada. Na mesma razão que uma caixa redutora reduz a velocidade aumenta o biná- rio, tornando o redutor o sistema ideal para adaptar a velocidade do motor ao ponto de

trabalho da máquina, em termos de veloci- dade e binário. Uma solução mais económi- ca, comparando com um motor sobre - di- mensionado a rodar a baixas frequências.

motor sobre - di- mensionado a rodar a baixas frequências. Figura 4 . Redutores da Série

Figura 4 . Redutores da Série 7 da SEW-EURODRIVE.

3.1› Potencial de economia de energia nos redutores

A eficiência dos redutores é influenciada pela

ligação entre o motor e o redutor e as perdas no interior do redutor. O engrenamento ideal seria uma ligação aço / aço. Quanto maior a velocidade de entrada no redutor, maiores as perdas nos rolamentos e as perdas por cha- pinagem no óleo. Não menos importante, diz respeito à quantidade de óleo e ao seu estado, variáveis essenciais para garantir a redução das perdas e longa operação livre de desgaste.

4› converSoreS de FrequêncIa

Os Conversores de Frequência convertem a tensão da rede de 50 Hz numa tensão contí- nua e, em seguida, sintetizam uma frequên- cia variável sob controlo externo do utiliza- dor, cuja amplitude varia consoante o tipo de aplicações.

dor, cuja amplitude varia consoante o tipo de aplicações. Tabela 2 . Rendimento das engrenagens dos

Tabela 2 . Rendimento das engrenagens dos redutores.

4.1› vantagens da utilização de conversores de Frequência:

› Elevado rendimento 96-98% e elevada fiabilidade;

› Elevado factor de potência;

› Adaptação do motor à carga (binário e ve- locidade);

› Arranques suaves (poupanças de energia!) e frenagem controlada;

› Poupança substancial de energia e tempo de retorno do investimento reduzido, par- ticularmente quando aplicados ao contro- lo de caudais de bombas, ventiladores e compressores centrífugos;

› Possibilidade de integrarem módulos de regeneração, que poderão ser muito van- tajosos para cargas com uma elevada fre- quência de travagens!

para cargas com uma elevada fre- quência de travagens! Figura 5 . Variador Tecnológico MOVIDRIVE®. 4.1.1›

Figura 5 . Variador Tecnológico MOVIDRIVE®.

4.1.1› Função Economia de Energia Ao usar a Função Economia de Energia (dis- ponível nos Conversores de Frequência) o motor terá um elevado grau de eficiência em toda velocidade, a adaptação ideal à carga e escorregamento são regulados para optimi- zar o valor -portanto, a eficiência energética dos motores obtêm um óptimo resultado. A combinação de motor de alto rendimento e

a Função Economia de Energia, quando utili-

zados em simultâneo, proporcionam elevada poupança energética.

5› elementoS de tranSmISSão de PotêncIa

A transmissão de potência entre o motor e

o redutor, ou entre um destes e a máqui-

na, tais como polias, correias, cremalheiras

e correntes, influencia o rendimento global do sistema.

e correntes, influencia o rendimento global do sistema. Figura 6 . Elementos de transmissão de potência.

Figura 6 . Elementos de transmissão de potência.

5.1› Potencial de economia relacionado com a transmissão de potência

A transmissão ideal é através de um acopla- mento rígido, como a solução moto-redutor e/ou a solução de redutor com veio oco,

como a solução moto-redutor e/ou a solução de redutor com veio oco, Figura 7 . Moto-Redutor

Figura 7 . Moto-Redutor / Redutor de veio oco.

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onde as perdas por transmissão são praticamente eliminadas. Existem soluções com disco de aperto para redutores de veio oco. No entanto, em muitos casos, são utilizadas correias ou correntes. As correias em V devem ser evitadas por causa do seu baixo rendimento, e em situações de utilização de correntes deve ser assegurada uma correcta lubrificação.

correntes deve ser assegurada uma correcta lubrificação. Tabela 3 . Rendimento dos elementos de transmissão de

Tabela 3 . Rendimento dos elementos de transmissão de potência.

6› accIonamento mecatrónIco movIGear®

Observámos as vantagens de um accionamento ser constituído por um motor directamente acoplado a um redutor e o primeiro ser controlado por um conversor de frequência.

Então a solução ideal será ter uma unidade de accionamento mecatrónico constituído por esses três elementos - motor, redutor e conversor de frequência, formando deste modo um sistema energeticamente eficiente. Este sistema para além das poupanças de energia, não ocupa espaço nos quadros eléctricos e tem uma forte redução de custos em termos de ca- blagens e manutenção.

6.1› Potencial de economia com accionamentos mecatrónicos Elevada eficácia global:

› Novo conceito de motor;

› Nova electrónica de potência e método de controlo inteligente;

› O grau de eficácia global (redutor, motor e conversor de frequência) entre 10 e 25% supe- rior, comparado com os accionamentos standard;

e 25% supe- rior, comparado com os accionamentos standard; Figura 8 . Accionamento Mecatrónico MOVIGEAR®. concluSão

Figura 8 . Accionamento Mecatrónico MOVIGEAR®.

concluSão

Quando seleccionamos um accionamento, para além do seu correcto dimensionamento em termos de binário e velocidade, também temos de ter em conta o seu rendimento, pois não é apenas o custo de aquisição do accionamento que influencia a economia do sistema.

Os custos relacionados com um acciona- mento podem ser comparados com um ice- berg em que o valor da compra do acciona- mento é apenas a parte visível, aquando da aquisição.

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Com o accionamento mecatrónico podemos obter uma economia de energia entre 15 e 30%. Os custos adicionais podem ser amortizados em 1 a 2 anos.

podemos obter uma economia de energia entre 15 e 30%. Os custos adicionais podem ser amortizados