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UCS – UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

CUROS DE HISTORIA DISCIPLINA DE MODERNA II


PROFESSORA: ELIANE CARDOSO
ALUNOS: JANDER, SABRINA E SARA DATA: 10/06/2008

A REVOLUCAO INGLESA NOS LIVROS DIDATICOS

Nossa analise esta direcionada a dois livros didático do Ensino Médio: “ Historia

para o Ensino Médio – Brasil e Geral – Gilberto Cotrim” e o livro “ Historia das

cavernas ao Terceiro Milênio – Myriam Becho Mota e Patrícia Ramos Braick”. Ambos

os livros, foram publicados no ano de 2002, portanto, sua publicação foi realizada após

a chamada “Reforma Educacional”, que surgiu com os Parâmetros Curriculares

Nacionais (PCN’s 1996). Os PCN’s começaram a abrir espaço para uma nova proposta

educacional, tentando direcionar o trabalho do professor atrave da diversidade cultural,

local, o convívio social a ética e os temas contemporaneos.

Procuramos analisar o assunto sobre Revolução Inglesa nos dois livros.

Encontrar este assunto nos livros do Ensino Médio, não e uma tarefa fácil, e quando

aparece se resume a um breve texto. E todas as “revoluções” sao importantes dentro da

disciplina de Historia. Porque os alunos devem compreender que as revoluções são

momentos de grandes mudanças na Historia. Favorecem ao aluno a compreensão da

relações entre presente-passado-presente, que são necessários a compreensão das

problemáticas contemporâneas.

No livro de Gilberto Cotrim, a temática da Revolução Inglesa, e muito

sintetizada, apoiada na corrente marxista. O autor privilegia inicialmente as lutas de

classe e a situação econômica do período. Utiliza muitos conceitos e coloca as

definições ao lado, o que torna o texto um pouco confuso. O livro não traz muitas

imagens para analise e reflexão, e as poucas imagens apresentadas não fazem relação

direta com o texto. A estrutura de seu texto e bem tradicional: antecedentes = conflitos =
conseqüências. Seus exercícios não possibilitam ao aluno um raciocínio critico, ate

porque o autor não faz nenhuma relação com o presente. O autor também coloca que a

Revolução Inglesa “ rompeu definitivamente com o sistema feudal, abrindo espaço para

o avanço do capitalismo.” Ficando claro apenas seu ponto de vista marxista, não se

preocupando em trabalhar com outras diversidades.

Já o livro de Myriam Mota e Patrícia Braick, e inspirado na Nova Historia, traz

indagações relativas ao funcionamento das sociedades, de maneira a integrar as

multiplicidades temporais, espaciais, sociais, religiosas e econômicas, destacando

investigações na interpretação da realidade e das praticas sociais. As autoras começam o

assunto sobre Revolução Inglesa com uma discussão sobre a propriedade, apresentam

um texto escrito no século XVII e um texto atual sobre Reforma Agraria no Brasil. Um

aspecto importante para se trabalhar com documentos em sala de aula. O objetivo das

autoras e que o aluno perceba que a necessidade de transformações sociais esteve

presente em todas as revoluções, e essas transformacoes ainda se fazem presentes

atualmente. O livro apresenta imagens e mapas que estão relacionadas ao texto. Como

texto complementar, a proposta e trazer o papel da mulher dentro da Revolução Inglesa,

abrindo uma discussão sobre preconceitos da época e como a mulher e vista dentro de

um movimento atualmente. Como se trata de um livro de Ensino Médio, e clara a

proposta das autoras de preparar o aluno para o vestibular, seus exercícios estão

formulados neste sentido, com questões objetivas retiradas de vestibulares realizados no

Brasil. Também apresentam propostas de reflexão, pesquisa e produção de textos,

sugerindo também o filme “Cromwell” do diretor Ken Hughes produzido em 1970.

Nosso objetivo neste trabalho foi comparar dois livros didáticos e nos surge a

pergunta: - que tipo de livro didático responderia a um ensino preocupado com as

questões de natureza teórica-metodologica? Com certeza, livros didáticos abertos a


interatividade, com reflexões, que preservem o espaço de dialogo com o leitor, que

percebam problemáticas, que questionem a respeito da situação e das opiniões que

constituem a visão de mundo do aluno, que tragam opiniões discordantes de um mesmo

assunto e que encaminhem o aluno para a pesquisa, seriam os mais indicados. Contudo

o professor deve ter cuidado, pois mesmo bons livros didáticos, se adotados como

material único em sala de aula, comprometem os esforços de criar um ambiente

favorável a discussões de natureza teórico-metodologico, comprometendo a autonomia

do professor e do aluno.

Podemos concluir que a adocao de um bom livro didático não e garantia de um

bom ensino da disciplina de Historia, e mesmo em turmas em que um livro ruim for

adotado, um bom professor pode minimizar o prejuízo, realizando atividades que

colocam as informações do livro em dialogo com outras fontes. Portanto ainda esta nas

mãos do professor a tarefa de realizar uma boa aula, mostrando aos alunos que a

produção do conhecimento nas aulas e uma tarefa coletiva.

BIBLIOGRAFIA:

- MOTA, Myriam Becho Historia da Caverna ao Terceiro Milênio / Myriam Becho

Mota, Patrícia Ramos Braick – 2. Ed. São Paulo: Moderna, 2002.

- COTRIM, Gilberto Historia para o Ensino Médio – Brasil e Geral _ Volume único / 1

ed. – São Paulo: Saraiva, 2002

- SEFFNER, Fernando. Teoria Metodológica e Ensino da Historia / Guazzelli, Cesar .

Questões de teoria e metodologia da historia. Porto Alegre. Ed UFRGS. 2000.

- http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?option=content&task=view&id=370