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CEX - TCU 2008

Prof. André Luís

ANALISTA DO TCU 2008 – RECURSOS

37 As contas dos dirigentes dos Poderes e órgãos da


administração pública federal deverão ser encaminhadas, anualmente, ao TCU,
dentro de 60 dias após a abertura da sessão legislativa.

O gabarito preliminar aponta a afirmação como Certa.

Ocorre, porém, que a assertiva contém erro crasso.

As contas não devem ser encaminhadas ao TCU, como equivocadamente afirmado.

Elas devem ser encaminhadas ao Congresso Nacional que, depois, sem prazo
constitucionalmente fixado, devem enviá-las ao TCU.

Essa é a expressa disposição do art. 84, XXIV, da CF/88, que determina:

“Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: (...) XXIV - prestar,


anualmente, ao CONGRESSO NACIONAL, dentro de sessenta dias após a abertura
da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;”

Pelo exposto, diante da patente imprecisão, solicita-se a anulação da questão.

43 Ainda que a unidade, a indivisibilidade e a independência funcional sejam


princípios institucionalizados do Ministério Público, haverá membros do MP
junto ao TCU, entre os quais um será escolhido ministro, periódica e
alternadamente, como parte do terço que cabe ao Presidente da República
indicar.

O gabarito preliminar aponta a afirmação como Certa.

Ocorre, porém, que a assertiva contém imprecisão que macula a questão.

Eis que, nela, se afirma: “(...) entre os quais um será escolhido ministro, periódica e
alternadamente, ....”

Bem se vê que a Banca esqueceu de especificar o ministro de que se tratava a


afirmação. Pode, então, ser ministro de Estado, ministro do STJ, ministro do STF, ...

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Ademais, ainda que se tratasse de ministro do TCU (especificação não colocada no


item), deve-se registrar que, no procedimento para ocupar esse cargo, o membro do
MPTCU é escolhido pelo Presidente da República alternadamente, segundo uma lista
de antigüidade e de merecimento.

Nada obstante tal informação também não foi devidamente especificada na assertiva.

Desse modo, deve-se dizer que o membro do MPTCU não é escolhido


alternadamente, como isoladamente afirmado no item, mesmo porque um membro “X”
do MPTCU poderia ser o 1° colocado na lista de antigüidade e, mais tarde, vir a ser o
1° colocado na lista de merecimento.

Em outras palavras, o correto é dizer que: o membro do MPTCU é escolhido com base
em uma lista tríplice formada alternadamente, ora segundo o critério de antigüidade,
ora segundo o de merecimento.

Note-se, nesse ponto, que, segundo o STF, o Presidente da República não é obrigado
a escolher o 1° colocado na lista que lhe for apresentada.

Pelo exposto, diante da evidente imprecisão, solicita-se a anulação da questão.

155 Caso, ao se manifestar sobre as contas dos presidentes do Senado Federal


e da Câmara dos Deputados relativas a determinado exercício, o TCU tenha
emitido relatório com a informação de que essas contas estavam em condições
de ser julgadas, juntamente com as do presidente da República, nessa situação,
a Corte deveria ter emitido parecer conclusivo, destacadamente, para cada um
dos respectivos presidentes.

O gabarito preliminar aponta a afirmação como Certa.

Ocorre, porém, que a assertiva está errada, pois está em desacordo com expressa
disposição do STF e até mesmo com a posição adotada pelo próprio TCU.

Eis que, no item, se afirma: “(...) nessa situação, a Corte deveria ter emitido parecer
conclusivo, destacadamente, para cada um dos respectivos presidentes.”

O item reproduz expressa disposição contida nos artigos 56 e 57 da LRF, que estão
com eficácia suspensa por força da cautelar proferida pelo STF.

O Informativo n.° 475/2007 do STF esclarece essa situação:

“Em conclusão de julgamento, o Tribunal, por unanimidade, deferiu medida cautelar


em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada pelo Partido Comunista do Brasil -

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PC do B, Partido Socialista Brasileiro - PSB e pelo Partido dos Trabalhadores - PT


contra diversos dispositivos da Lei Complementar 101/2000, que estabelece normas
de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal e dá outras
providências, para suspender a eficácia ... do art. 56, e .... O Tribunal, por maioria,
vencido o relator, ainda deferiu a medida cautelar para suspender a eficácia do art. 57,
desse mesmo diploma legal — v. Informativos 204, 206, 218, 267 e 297...”

Para piorar, o item se choca até mesmo com as disposições regulamentares do TCU,
que, na Sessão Plenária Extraordinária Pública de 24/6/2008, ao apreciar as contas do
Governo da República relativas ao exercício de 2007, emitiu um único parecer prévio
sobre as contas do Presidente da República.

Na ocasião, o ilustre Ministro-Relator Benjamin Zymler fez registrar:

“A medida cautelar concedida pelo Supremo Tribunal Federal em sede da Ação Direta
de Inconstitucionalidade n° 2.238-5, publicada do Diário da Justiça de 21/8/2007, em
que foi suspensa a eficácia do caput do art. 56 e do art. 57 da Lei Complementar n.º
101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), não alterou a estrutura do relatório sobre
as contas do Governo da República, haja vista que continua contemplando a gestão e
o desempenho dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e do Ministério Público
da União. No entanto, o parecer prévio é exclusivo para o Chefe do Poder Executivo,
cujas contas serão julgadas posteriormente pelo Congresso Nacional.”

Fácil de ver, então, que o TCU não deveria ter emitido parecer conclusivo
destacadamente sobre os demais órgãos políticos, como indevidamente afirmado na
questão.

Pelo exposto, solicita-se a modificação do gabarito preliminar, de Certo para Errado.