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Unidade V – Precipitação

Definição

Entende-se por precipitações atmosféricas como o conjunto de águas originadas do vapor de água atmosférico que cai, em estado líquido ou sólido, sobre a superfície da Terra. O conceito

engloba, portanto, não somente a chuva, mas também a neve, o granizo, o nevoeiro, o sereno, a geada, etc. Na prática, são as chuvas que apresentam maior interesse, sobretudo em nossas latitudes,

e é a ela que se fará referência daqui para frente. As demais formas de precipitação, que, em

determinados casos, podem representar uma porcentagem significativa do total das precipitações, somente tem importância, isoladamente, para estudos particulares, como em alguns casos ligados à agricultura.

Importância

As precipitações atmosféricas representam, no Ciclo Hidrológico, o importante papel de elo entre os fenômenos meteorológicos propriamente ditos e os do escoamento superficial, de interesse maior aos engenheiros. O fenômeno da precipitação é o elemento alimentador da fase terrestre do Ciclo Hidrológico e constitui, portanto, fator importante para os processos de escoamento superficial direto, infiltração, evaporação, transpiração, recarga de aqüíferos e vazão básica dos rios. Há uma relativa facilidade para medir as precipitações. Dispõe-se, muitas vezes, de longas séries de observações que permitem uma análise estatística consistente, de grande utilidade para os engenheiros. Em algumas estações pluviométricas européias, existem mais de 200 anos de dados catalogados. No Brasil, existem postos com dados de mais de 50 anos.

Formas de Precipitação

A precipitação pode ocorrer sob diversas formas:

– orvalho (sereno): condensação da umidade atmosférica diretamente sobre superfícies sólidas frias, principalmente durante a noite;

– geada: condensação da umidade atmosférica sob a forma de gelo diretamente sobre superfícies sólidas com temperatura abaixo de 0ºC, principalmente durante a noite;

sobre superfícies sólidas com temperatura abaixo de 0º C, principalmente durante a noite; (a) orvalho (b)

(a) orvalho

sobre superfícies sólidas com temperatura abaixo de 0º C, principalmente durante a noite; (a) orvalho (b)

(b) geada

– chuvisco (neblina ou garoa): precipitação de gotículas muito finas de água e de baixa intensidade, que, às vezes, parecem flutuar no ar atmosférico;

– chuva: precipitação na forma líquida, com gotas maiores, com diâmetros entre 0,5 e 5 mm, com intensidades variáveis e dependentes do mecanismo de ascensão das massas de ar úmido;

do mecanismo de ascensão das massas de ar úmido; (c) chuvisco (d) chuva – saraiva: precipitação

(c) chuvisco

mecanismo de ascensão das massas de ar úmido; (c) chuvisco (d) chuva – saraiva: precipitação sob

(d) chuva

– saraiva: precipitação sob a forma de pequenas pedras de gelo arredondadas, cujos diâmetros são menores que 5 mm;

– granizo: precipitação sob a forma de pedras de gelo arredondadas ou disformes, com dimensões maiores que 5 mm;

arredondadas ou disformes, com dimensões maiores que 5 mm; (e) saraiva (f) granizo – neve: precipitação

(e) saraiva

ou disformes, com dimensões maiores que 5 mm; (e) saraiva (f) granizo – neve: precipitação na

(f) granizo

– neve: precipitação na forma de cristais de gelo, formando flocos de dimensões e formas variadas.

(f) granizo – neve: precipitação na forma de cristais de gelo, formando flocos de dimensões e
(f) granizo – neve: precipitação na forma de cristais de gelo, formando flocos de dimensões e

Formação

Para que a precipitação possa ocorrer, é necessário, inicialmente, que algum mecanismo faça o ar úmido resfriar-se até a temperatura de saturação do vapor d’água. Células de circulação convectiva, barreiras orográficas ou fenômenos frontais podem ser este mecanismo. Atingido o nível de saturação, o vapor começa a condensar-se em torno de partículas finíssimas de sais marinhos ou resíduos de combustão, chamadas núcleos de condensação. Este processo propicia a formação das nuvens, que são um aerosol constituído por ar, vapor d’água e gotículas de água (em estado líquido ou sólido), de diâmetros entre 0,01 e 0,03 mm. Esse aerosol permanece em suspensão devido à turbulência atmosférica e às correntes de ar ascendentes que se opõem à ação da gravidade.

suspensão devido à turbulência atmosférica e às correntes de ar ascendentes que se opõem à ação
A Figura 3.7 referida neste parágrafo é o gráfico de Pressão de vapor de saturação.

A Figura 3.7 referida neste parágrafo é o gráfico de Pressão de vapor de saturação.

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originar precipitações contínuas de vários dias de duração. A Figura 3.11 mostra uma

originar precipitações contínuas de vários dias de duração. A Figura 3.11 mostra uma 7

Tipos de precipitação

Resumidamente falando, os tipos de precipitação são, de acordo com o fator responsável pela ascensão da massa de ar:

- Frontais: aquelas que ocorrem ao longo da linha de descontinuidade, separando duas massas de ar de características diferentes. Apresentam maior duração e podem atingir extensas áreas. Suas

intensidades, entretanto, são relativamente baixas ou moderadas. Essas características fazem com que as precipitações frontais estejam na origem das enchentes em bacias de grande área de drenagem.

- Orográficas: aquelas que ocorrem quando o ar é forçado a transpor barreiras de montanhas. São

localizadas sobre uma certa área e apresentam características variáveis de intensidade e duração; - Convectivas: aquelas provocadas pela ascensão do ar devido às diferenças de temperatura na camada vizinha da atmosfera. São conhecidas como tempestades, com trovoadas, de curta duração, independentes das frentes de ar, caracterizadas por fenômenos elétricos, rajadas de vento e forte precipitação. Produzem enchentes, quase sempre, em bacias de pequenas áreas de drenagem.

Medidas de precipitação

No Brasil, as precipitações totais anuais em pontos localizados variam de 300 mm no Nordeste árido até 8000 mm na região Amazônica. No estado de São Paulo, esta variação vai de 1000 mm a 4500 mm. Mas o que significam estes “milímetros de chuva”?

E quanto chove na cidade onde você mora?

Pluviometria

A chuva que se abate sobre uma determinada área pode ser medida pontualmente, através de

aparelhos denominados pluviômetros e pluviógrafos, e espacialmente, através do radar meteorológico. O pluviômetro é um recipiente metálico com volume capaz de conter as maiores precipitações possíveis em um intervalo de 24 horas. Esse recipiente possui uma

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Grandezas características

As grandezas características de um evento chuvoso são:

- Altura pluviométrica (P) – representa o volume de água precipitada por unidade de área horizontal

(expressa em termos de altura de lâmina, em mm) durante um certo período de tempo, podendo ser totais diários, mensais, anuais. É dada pela altura que a água atingiria se ela se mantivesse no local da precipitação sem evaporar, escoar ou infiltrar;

- Duração (t) – é o período de tempo durante o qual a chuva cai, ou seja, tempo decorrido entre o instante em que se iniciou a precipitação e o seu término. Em geral, é medida em minutos;

- Intensidade de precipitação (i) – é a velocidade com que ocorre a precipitação, dada em mm/h, mm/mês, mm/ano;

- Frequência (f) – é o número de ocorrências de uma determinada precipitação (definida por uma

altura pluviométrica e uma duração) no decorrer de um intervalo de tempo fixo. Para a aplicação em engenharia, a frequência provável (teórica) é expressa em termos de tempo de recorrência ou período de retorno, T, medido em anos; - Tempo de recorrência (T) – tempo médio esperado, em anos, para que uma determinada precipitação seja igualada ou superada.

A altura pluviométrica isoladamente não significa muita coisa. Deve sempre estar

relacionada com um período. Pó exemplo, 100 mm de chuva é pouco para um ano, mas é muito para um dia!!!

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Posteriormente aos estudos de Freitas e Souza, pesquisadores da UFMG determinaram outra equação IDF para

Posteriormente aos estudos de Freitas e Souza, pesquisadores da UFMG determinaram outra equação IDF para a região metropolitana de Belo Horizonte, contemplando dados até o ano de 1998.

Esta equação está também correlacionada a desenvolvimentos estatísticos mais recentes. Isso não quer dizer que a equação de Freitas e Souza, descrita anteriormente, perdeu sua validade. Pelo contrário, ela é bastante representativa dos dados que foram estudados na época.

A

equação, desenvolvida por Guimarães Pinheiro (doutoranda) e Naghettini (professor orientador,

da

UFMG), necessita dos dados tabelados apresentados na Tabela 1 abaixo e também do mapa das

isoietas apresentado na Figura 1 a seguir:

i

T , t , j

=

0 76542

,

tP

,

0 7059

anual

0

,

5360 µ

T , t

;;

anos

T

200

10

min

t

≤≤

24

h

em que :

i Ttj, ,

é a estimativa de chuva (mm/h ou mm/min), de duração t (h ou min), no local j, associada ao

período de retorno T (anos); P anual é a precipitação anual (mm) na localidade j dentro da RMBH, a qual pode ser obtida a partir

do mapa isoietal da figura que se segue; e

µ T,t representa os quantis adimensionais de frequência, de validade regional, associado à duração t e

ao período de retorno T, conforme a tabela que se segue.

Tabela 1 – Quantis adimensionais de freqüência (µ T,t ) para diversas durações de precipitação e tempos de retorno.

T (anos)

1,05

1,25

2

10

20

50

100

200

500

1000

 

t

10

min

0,691

0,828

1,013

1,428

1,586

1,791

1,945

2,098

2,300

2,452

15

min

0,695

0,830

1,013

1,422

1,578

1,780

1,932

2,083

2,282

2,432

30

min

0,707

0,836

1,013

1,406

1,557

1,751

1,897

2,043

2,235

2,380

45

min

0,690

0,827

1,013

1,430

1,589

1,795

1,949

2,103

2,305

2,459

1

h

0,679

0,821

1,014

1,445

1,610

1,823

1,983

2,143

2,353

2,512

2

h

0,683

0,823

1,014

1,439

1,602

1,813

1,970

2,128

2,335

2,492

3

h

0,679

0,821

1,014

1,445

1,610

1,823

1,983

2,143

2,353

2,512

4

h

0,688

0,826

1,013

1,432

1,591

1,798

1,953

2,108

2,311

2,465

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h

0,674

0,818

1,014

1,451

1,618

1,834

1,996

2,157

2,370

2,531

14

h

0,636

0,797

1,016

1,503

1,690

1,931

2,112

2,292

2,530

2,710

24

h

0,603

0,779

1,017

1,550

1,754

2,017

2,215

2,412

2,672

2,868

Figura 1 - Isoietas anuais da Regi ão Metropolitana de Belo Horizonte. Este trabalho tem

Figura 1 - Isoietas anuais da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Este trabalho tem fornecido respostas muito bem aceitas no meio a que se destina. Com certeza novos estudos deverão ser desenvolvidos a partir do momento em que mais dados recolhidos de precipitação demonstrem que estes dados não satisfazem mais as condições atuais de regime pluviométirco.

Fontes:

- Naghettini, M.C. et al – Hidrologia Aplicada – Notas de aula - Garcez, L.N., Alvarez, G.A. – Hidrologia - Pinto, N.L.S et al. – Hidrologia Básica