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Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 1

Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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A MISSÃO DE ALICE

Argumento: Berenice Gehlen Adams Roteiro: Berenice Gehlen Adams e Marina Strachman Argumento: Alice é uma estudante das séries iniciais que tem uma tarefa escolar envolvendo pesquisa sobre o meio ambiente. Enquanto pesquisa, ela adormece e sonha com uma situação em que Ambiente, Ecologia, Preser- vação, Reciclagem, Lixo, Consumismo, Poluição se reúnem para discutirem situações emergenciais sobre os pro- blemas do Ambiente. Na história, os conceitos ganham vida. Alice assiste a história, adormecida no canto da sala onde estava estudando. Muito é discutido por estes conceitos-personagens, e, ao final, Alice entra na discussão, quando sonho e realidade se mesclam, e a menina, então, recebe a missão de ajudar o Sr. Ambiente e todos os personagens, amparada pelos tri-gêmeos Respeito, Tolerância e Amor. Roteiro: Personagens

Alice: Menina que vive sonhando de olhos abertos. Muito interessada e estudiosa. Tem MUITA imaginação!

Ambiente: Um velhinho muito cansado, doente, às vezes tem que gritar tanto para que alguém o escute que aca- ba por ficar afônico. Parece que não se interessam mais pelo que este senhor tem para contar e ensinar sobre os elementos que favorecem a vida na terra. Ecologia: É uma senhora bonita, cheia de altos e baixos, por vezes, está muito feliz, cheia de vida, risonha e ale- gre, contando sobre toda a sua história, mas de repente, seu humor muda e fica extremamente depressiva, pronta para “morrer a qualquer instante”. Alguns dizem que ela fala muito sobre as condições que favorecem a vida e suas ligações entre os seres da natureza, mas quando depressiva, fala da morte de todos, até da morte do plane- ta! Preservação: É a melhor amiga da Ecologia e do Ambiente e defende seus ideais com unhas e dentes. Um de seus maiores ideais é defender todos os elementos do ambiente, quando prejudicados. Reciclagem: Uma jovem artista, cheia de idéias. Vive remexendo no lixo de tudo e de todos, de onde tira a maté- ria prima para seus trabalhos, grandes obras! Ela reaproveita quase tudo e não entende porque que essas pesso- as vivem dizendo que o lixo é nojento! Consumismo: Tem um império em fábricas, lojas, carros, iates, jato particular, e quer sempre mais, mais, mais

Poluição: Braço direito do Sr. Consumismo, aonde um está, o outro está também; o que um tem o outro tem também; não tem a mínima personalidade e seu maior divertimento é fazer o trabalho sujo do patrão. Lixo: Um garoto triste, abandonado, não tem amigos, nem se quer um cachorro, quando consegue uma coisa mais interessante, vem logo alguém e tira dele. Respeito,Tolerância, Amor: São trigêmeos, sábios, alegres, otimistas e muito pacientes.Procuram sempre compreender a realidade que os cerca.

A cena passa-se na casa da menina Alice. Sala pequena com mesa e cadeiras no lado direito, uma porta; tapete, estante com livros e outros objetos casei- ros no lado esquerdo.

- Cena I -

(Alice) Alice (Entra cantando, com seu material escolar. Senta no tapete da sala, pega a mochila, abre o caderno e pro- cura a tarefa de casa para fazer.) – Mãe, tenho que fazer um trabalho para a escola, Você me ajuda? (Uma voz feminina responde) – Claro minha filha, o que é? Alice - É uma pesquisa sobre o Meio Ambiente. Devo procurar informações e notícias sobre desmatamento, polui-

ção

(A mesma voz feminina) Filhinha, no jornal da cidade tem uma coluna semanal sobre o Meio Ambiente, procure lá. Olha Alice, vai procurando o que você precisa, pois agora a Mamãe tem que trabalhar, mas quando eu voltar, eu te ajudo com o que você tiver encontrado, está bem? Alice (Sai de cena e volta com muitos jornais e vai folheando-os, até que adormece – entra Ecologia e senta-se na cadeira da sala.).

Não sei por onde começar

- Cena II -

(Ecologia, o Carteiro, Preservação, Reciclagem) Ecologia (Está sentada, lendo, quando o carteiro bate a porta e ela o atende.) Oba, oba o carteiro, (cantando)

Lálálá, aposto que é uma carta para mim, lálálá. Olá, Senhor Carteiro, é uma carta para mim, não é?

que bom, te ver

assim! Ecologia (Abre a carta apressadamente e a lê.) - “Reunião urgente no dia 5 de junho, na casa da Dona Ecologia. Assinado: Senhor Ambiente”. (Ela fica deprimida, começa a pensar alto e a andar de um lado para o outro, coçar a cabeça, roer unhas.) - Deve ser uma desgraça Ambiental, Chernobyl de novo!ou, pode ser como daquela vez que aqueles malucos provocaram aquele enorme vazamento de petróleo, ou será terremoto, podem ser todos ao mesmo tempo! (Neste momento chegam a Preservação e a Reciclagem, ambas com um telegrama na mão.). Preservação (Muito brava, ela já chega aos gritos) – Estou vendo que você recebeu está convocação também, não é Ecologia! Eu aposto que tem alguém querendo sabotar o meu trabalho, tem sempre alguém querendo sabo-

O Carteiro (Entrega a carta, sorrindo.) – Não senhorita, é um telegrama! Vejo que está feliz hoje

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tar o meu trabalho, é por isso que eu estou sempre uma pilha de nervos

sa.). Reciclagem – Que nada! Ele deve estar com idéias para uma festa, ou será um novo projeto de reciclagem, ou

(Anda de um lado para o outro, ansio-

reflorestamento

(então

as 3 ficam pensando alto e andando de lá para cá. O carteiro saí de fininho, balançando a

cabeça).

- Cena III– (Alice) Entra em cena um personagem vestido de pássaro, enquanto Alice dorme no canto e as três ficam de, de repende, estáticas, como se o tempo parasse. Este personagem relata para a platéia que Alice costuma falar enquanto dorme, e sai fazendo malabarismos

Alice (Alice se mexe muito) - Não professora, não fiz o seu trabalho. A senhora não percebe que estou dormin-

do!

sumindo

animais e de plantas em extinção do).

várias espécies de

“ZZZZ” (e continua dormin-

estão

“ZZZZZ”

Como que eu posso ler este jornal dormindo!

exploração mineral

Isso

é tão triste

“ZZZZZ”

Meio Ambiente

“ZZZZ”

As florestas

Cortes de madeira

os índios, o que será deles

temos

que fazer alguma coisa

- Cena IV– (Ecologia, Ambiente, Preservação, Reciclagem, Lixo, Consumismo, Poluição) Ecologia ( andando de um lado p/ o outro e falando sozinha) – Aí meu Deus, estou tão nervosa

( roendo as

unhas). Pensando bem

nhor Ambiente deve estar preparando uma daquelas belas surpresas, só pode ser, (e começa a cantarolar e dan- çar). Está quase na hora. Daqui a pouco todos estarão aqui (e já começa a roer unhas de novo). (Batem à porta e Ecologia vai atender.). – Olá, Sr. Ambiente! Entre! Estava esperando pelo senhor. Como vai? Estou preocupada com esta convocação!

estou tão can-

sado

Ambiente (Velhinho, meio curvado, chega ofegante e senta-se) - Puf, puf, puf

eu estou nervosa, não há motivo para isso, claro que não há! Aposto que o Se-

porque

Dona Ecologia

eu

a senhora pode providenciar para mim um copo d’ água? (tosse, tosse muito!)

Então Ecologia saí de cena apressada e lá de trás diz: já estou levando! Ela volta a cena com um copo cheio de um líquido “amarelado” e entrega este copo ao Ambiente

Ambiente - (estendendo a mão p/ receber o copo e olhando p/ aquele copo com aquele líquido “amarelado” e

ainda cansado, mas INDIGNADO) - Mas, puf

ber?!?!?! Está é a água que teremos que beber daqui pra frente e cai em prantos

Ecologia (agora muito nervosa) – O Sr. me pediu! Eu trouxe

ra

TOSSE,

TOSSE

MATAR!!!!!

(E com este berro, entram correndo e assustados) Preservação, Reciclagem, Lixo (perguntam ao mesmo tempo) -- O que está acontecendo???? Quem vai matar quem????

O velho e bom Ambiente, não

serve mais para NADA!!!! Antes eu só ouvia: Olha só que Ambiente bonito, olha querido que vista linda, olha amor

Agora NÃO!!! O que eu ouço

que brisa gostosa, ouça só, o balançar das árvores, sinta o cheiro da terra, do mato

agora é: Não quero saber de árvore perto de mim, árvore só faz sujeira! Queima tudo, bota está mata a baixo,

vende esta madeira velha, vamos plantar soja transgênica, vamos ganhar dinheiro, com a madeira e mais ainda

com a soja. Não quero saber se tem índio lá! Bota todo mundo para fora e os animais, a gente vende no mercado

negro!

Ambiente – Vocês todos querem me matar

vou morrer mesmo, VOCÊS QUEREM ME

Ambiente (dramaticamente) – Vocês estão querendo me matar!!!! Matem-me de uma vez

falar e não conseguindo e cho-

o que é isto que a Sra. está me dando para be-

puf

Ecologia

é, é

eu

(tentando

)

puff

puff,

eu realmente não sei porque eu marquei esta reunião

vocês

só querem saber de dinheiro

puff,

puff, puff, TOSSE, TOSSE e caí sentado em uma poltrona chorando.

Reciclagem – Alguém pode me dizer o que é que está acontecendo? Porque tanta gritaria, o que há de novo? Ecologia (chorosa) – Ele (apontando para o Ambiente) chegou muito cansado e ofegante, sniff, me pediu um copo

d’água, eu trouxe um pouco de suco de maracujá, que acabei de fazer

que era suco de maracujá, sniff, e começou a gritar. Eu que colhi este maracujá hoje pela manhã

e ele nem me deu tempo de dizer

sniff,

e chora

Preservação e Lixo correm em direção de Ambiente para acalmá-lo e Reciclagem afaga Ecologia, todos tentando acalmar a todos e falando ao mesmo tempo, até que:

Senhor

Ambiente, que vergonha! tanta gente trabalhando para ajudar o senhor

Reciclagem (Falando alto, muito séria) CHEGA! Mas que absurdo! Tudo isso por causa de um suco

que temos muitos problemas,

mas em vez de olhar sempre para o lado ruim das coisas, CUSTA o senhor ser um pouco mais otimista, ou até

realista? Com esse pessimismo, não vai adiantar o esforço que estamos tendo!, o senhor vai morrer antes do

tempo

Entra em cena o personagem vestido de pássaro, brincando com a platéia. Enquanto isso todos entram em

cena, se acomodam e se acalmam

Sabemos

É

até capaz de ser enterrado vivo!!!!!

(Todos

tem um copo de suco nas mãos)

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Reciclagem – Muito bem agora que todos estão mais calmos

posso dizer que está tudo muito bem, eu e o Lixo temos presenciados verdadeiros milagres! A reciclagem está em

franco crescimento, é claro que temos problemas

Tenho tido muito trabalho em reciclar o lixo, primeiro porque poucas pessoas o separam e segundo porque a quantidade de lixo está cada vez maior e não dou conta de reciclar tudo. Mas NUNCA se reciclou tanto e as esco- las e indústrias estão se conscientizando! Isso é motivo para comemorarmos, não para chorarmos! Ambiente (muito cansado) – Mas acontece, que convoquei o Consumismo e a Poluição para virem também, marquei com eles daqui à meia hora para que eu pudesse falar primeiro com vocês. Dentre todos os problemas que estão acontecendo, o pior deles é o Consumismo que tem gerado muita Poluição. Teremos que encontrar

uma maneira de contê-los, antes que seja tarde! Eu não quero saber de boa vontade, quero saber de solução. Lixo (muito triste!) – Eu, quando sou lixo tóxico, não posso ser reaproveitado. Andei de lá para cá, até que encon- trei a Reciclagem que vem cuidando de mim para que eu não fique contaminando outros espaços e possa ser

mais bem tratado, ter amigos

mo

Preservação – Amigos, o que há com vocês

contra estas coisas a gente consegue, mas não seremos capazes de fazer nada de útil se não lutarmos contra o

MAIOR dos MAUS, o pessimismo! Acordem, muito está sendo feito

O que deve ser feito me parece que

muitos já sabem

quando nos chamarem de “eco-chatos”! Ecologia – Bem , pelo que o Sr. disse, o Consumismo e a Poluição daqui a pouco estarão aqui, não é?

Ambiente – Sim eles devem estar chegando Preservação – Muitas leis ambientais estão sendo votadas e são muito boas, acho que serão capazes de frear o

Consumismo. Temos algum tempo para trabalhar ainda, talvez até mais do que possamos imaginar tar comigo!!!

Reciclagem – Mas é claro

seus lixos, a usarem produtos ecológicos, isto já ajudaria muito, se cada um fizer a sua parte Lixo – E sobre os lixos perigosos, deveria haver um lugar onde pudessem ficar sem prejudicar o Sr. Ambiente.

(Neste momento todos estão começando a ficar mais animados, então toca a campainha) Ecologia (Levanta-se, espia pela janela e vai até a porta.) – Chegaram, a Poluição e o Consumismo. Vou atender! (Abre a porta.) – Olá, Consumismo, olá Poluição! Entrem! Consumismo (Está muito bem vestido, cheio de ouro, fumando um charuto fedido e baforando na cara do Ambi- ente. Entra com pressa, cumprimenta com um olá geral.) – Olá, boa tarde! Estou com pressa e não tenho muito tempo a perder. Dona Poluição veio comigo. Do que se trata a reunião? Não se esqueçam, tempo é dinheiro! Não tenho tempo a perder Poluição (Entra também bem vestida, mas não é tão chique, tem um cinzeiro na mão, e fica correndo atrás do patrão para tentar pegar as cinzas, mas é claro que o patrão prefere jogá-las no chão! – Olá para todos, Vocês viram que dia maravilhoso, leram o jornal, eu estou presente em todas as grandes cidades, em muitos rios, em cada lixão, isso sem falar do MEU chorume! (E ri muito, e muito alto!)

Consumismo – Mas o que é isso? Ponha-se no seu lugar! Você não seria NADA sem mim! Vai se achando

começar por conscientizar as pessoas a consumirem menos, a separarem

Podem con-

não tem jeito mes-

Vamos ver o que podemos fazer

Da minha parte,

o Consumismo anda exagerando e abusando da Poluição.

Mas aqui, ouvindo o Ambiente, sniff, ele está com a razão

não

tem jeito

Sim temos problemas, temos o Consumismo, a Poluição, mas lutar

A

vida é curta, temos que reagir!

me desculpem

E temos que fingir não ouvir,

Ambiente – Vocês tem razão, é que hoje não estou bem

Reduzir o Consumo, Reciclar, economizar água, reflorestar

Podemos

EU

ACABO COM VOCÊ! Ambiente (Ambiente se levanta de sua poltrona, e olha tão profundamente nos olhos de Consumismo e Polui- ção, que os dois caem sentados no Chão!) - O motivo desta convocação é o meu estado de saúde. Meus rios estão sendo mortos, minhas matas estão sendo destruídas, o ar está poluído e todos os seres estão sofrendo com esta forma de vida consumista que os humanos levam. Não vou morrer sem lutar e vocês dois vão me ajudar, por bem, ou por mal!

Consumismo – Ora, ora Sr. Ambiente, as pessoas precisam de alimentos, sapatos, roupas, e MUITAS outras coisas. E elas querem sempre MAIS (ri alto). Eu simplesmente as fabrico, e elas compram RÁ, RÁ,RÁ (dá uma

Sr. acha

gargalhada grossa e alta). Elas nem percebem que elas mesmas estão se afundando

que elas viveriam sem supermercados, lojas, carros, jóias, vídeo games, computadores, indústrias? Eu só faço o que elas precisam, e vendo, e ganho, ganho dinheiro, MUITO dinheiro. As pessoas precisam de alimentos, então,

eu os produzo, mas já disse que não tenho culpa se elas comem demais, se elas desperdiçam, aliás, o Desperdí- cio também deveria ser convocado para a reunião. (entra em ação nosso amigo, fazendo malabarismos com cada item que o Consumismo fala, e saí de cena) Ecologia (Interrompe o Consumismo.) -- O que você parece não entender, é que se as coisas continuarem como

estão

Lixo -Você vai ter que investir e melhorar os níveis de poluição que você emite por todo o planeta!

Poluição – É chefinho

até eu tenho sentido isso que eles estão

falando

acho que o

Sr. está pegando pesado

turnos! Estou em toda parte: nas ruas, nas escolas, nas fábricas, na terra, no ar, na água. É chefinho

Eu estou mesmo trabalhando demais, nem à noite tenho mais sossego, as pessoas agora trabalham em

RÁ, RÁ, RÁ

O

os

consumidores vão MORRER por causa de sua teimosia!(lamenta)

parece

que a coisa está feia para o seu lado

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Consumismo – Mas é muita cara de pau! Logo você, que me implorou emprego, que precisava de trabalho! está contra mim! (aos gritos) Eu não (mas é interrompido pela Poluição)

quer

sempre mais, mais

Ambiente – Agora a Poluição está começando a entender a gravidade do problema. Sr. Consumismo, entendo

que deve ter seus motivos para agir e viver assim. Mas, não percebe que está estragando a vida na Terra? As

pessoas estão vivendo apenas para trabalhar e comprar, Comprar comprar ganansioso) A vida é mais que isto Consumismo –Vocês estão fazendo uma tempestade num copo d’água

não

posso nem pensar em parar e continua falando sozinho)

Reciclagem - Tem lixo demais e eu não dou conta de reciclar tudo como o Sr. pensa. Além do mais, às vezes, para reciclar um material é preciso poluir mais, então, certos lixos não compensam ser reciclados.

A Recicla-

são pesados e causam

muitas doenças Ecologia (Olha com pena para o Sr. Consumismo e grita para ele.) – O senhor não percebe que não sobrará nada pra o senhor fabricar e ninguém para consumir? Animais estão morrendo, plantas estão morrendo, pessoas tam- bém! (O Consumismo olha com ar pensativo). Preservação (Dirigindo-se para o Consumismo) - Nós não queremos que o Sr. pare de produzir, mas, é preciso tomar algumas providências como colocar filtros nas chaminés, produzir produtos mais saudáveis e menos polu- entes, além de produzir menos lixo. Assim, todos nós sairemos ganhando Consumismo – Mas terei que gastar milhões e milhões para fazer o que está pedindo e vou perder muito dinhei- ro! Poluição - Eu concordo com a Preservação, sou a favor de filtros, pois assim não estarei prejudicando ninguém. Ecologia – O melhor é discutirmos o que é possível fazer. (Alice desperta e todos ficam olhando para ela.) - Cena V -

(Alice, Ecologia, Ambiente, Preservação, Reciclagem, Lixo, Consumismo, Poluição) Alice (Desperta) - Nossa, acabei pegando no sono novamente. Que sonho estranho eu tive, parecia tão real! (Dá-se conta que continua a ver e ouvir o que pensou ser um sonho. Espantada, levanta e fica observando. Belis- ca-se para acordar, mas percebe que a cena continua.). Ecologia (Continua a conversa como se Alice nem estivesse ali.) - A minha sugestão é: fazer um estudo sobre os produtos que o Senhor Consumismo fabrica e comercializa, ver o que é supérfluo, ou inútil. Tirar de linha, (o Sr. Consumismo vai arrancando os cabelos a cada sugestão!) adaptar suas fábricas e empresas diminuindo o trabalho da Poluição e gerando menos Lixo. Buscar alternativas que não prejudiquem o Sr. Ambiente. Se ele mor- re, morre a vida na Terra. Preservação -Concordo plenamente com a Ecologia. Tudo o que o Sr. Consumismo quiser produzir daqui para frente terá que ser analisado e estudado. Nada poderá provocar mais danos para o Sr. Ambiente. (O Sr. consumismo esta descalço COMENDO suas meias) Poluição - Para mim será bem melhor se eu puder trabalhar menos, pois estou muito cansada, eu quero mais é

(o Consumismo está agora tentando

sombra e água fresca, estou de saco cheio de trabalhar para este louco

enforcar a Poluição!) que grita baixinho SOCORROOOOOOO

então, todos correm para ajudar. Abanando a

Poluição). Consumismo – Ah, mas isso não fica assim eu vou me vingar, me vingarei de vocês! Ambiente – (com a voz mais calma do universo) – O problema, Sr. Consumismo, é que o Sr. não tem outra alter- nativa, porque se as coisas não mudarem vou ter um colapso, explodirei e a vida na Terra se acabará (Alice arre-

gala os olhos e faz cara de espanto.).O senhor é quem sabe Preservação - Poderemos ajudá-lo, Sr. Consumismo. Vamos trabalhar em conjunto, para os humanos mudarem

sua forma de vida

O Sr. vai ver, eles entenderão, só precisamos de um ‘mensageiro’ (Todos olham para a me-

nina Alice.). Ambiente (Aproxima-se de Alice) - Você, menina, é quem vai nos ajudar! Alice – E-e-e-eu?

e é por isto

Ambiente - É, menina, você aí cheia de vida, com muito ainda pela frente. Você é a nossa escolhida que você entrou no seu próprio sonho e nós entramos na sua vida.

Alice – Mas como

Ecologia - Não se preocupe, se você nos ajudar, nós ajudamos você! É só você contar para todos o seu sonho

(Todos saem, com

como realmente aconteceu exceção da menina Alice.).

- Cena VI -

gem até que tentou, mas não descobriu um jeito de reutilizar os meus primos tóxicos

Lixo – O mundo vai se afogar em seu próprio lixo

(

( faz caras e gestos de um louco

Poluição – Pedir trabalho é uma coisa

mas

o Sr. quer acabar com o mundo, para o Sr. não existe limites

( faz caras e gestos de um louco ganansioso)

Produzir e vender é a minha vida

DINHEIRO,

DINHEIRO, Eu preciso de MUITO dinheiro!!!! Vocês aí que se virem

inclusive envenenado por meus primos tóxicos

eles

(e

eu

sou uma criança

vocês

precisam de tanta coisa!

,

Eu, a Preservação, a Reciclagem, estaremos sempre a te ajudar

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(Alice)

Alice – Nossa, e agora? Será que vou conseguir ajudar? Como vou ajudar o Sr. Ambiente, se sou ainda uma criança? Respeito, Tolerância, Amor (Entram, brincando com a platéia e rindo. Falam todos juntos) - Alice, viemos para ajudar. Somos o Respeito, a Tolerância e o Amor, somos irmãos gêmeos, tudo o que um sente, o outro sente

também! Respeito (os três pulam, fazem estrelas, malabarismos, etc) – Eu sou o Respeito. Através do respeito muita coisa

pode ser feita

Tolerância - Eu sou a Tolerância. Comigo tudo é mais fácil

Amor – Eu sou o Amor. O Amor é a chave para um mundo melhor, sem conflitos, sem guerras. O amor gera a

PAZ e a harmonia”.

O

respeito gera amor, amizade, fraternidade, cooperação.

A tolerância gera a paz, a compreensão, a união.

Então, todos dão as mãos e cantam juntos

Amanhã (Guilherme Arantes)

Amanhã, será um lindo dia, da mais louca alegria Que se possa imaginar Amanhã, redobrada força p'ra cima, que não cessa Há de vingar

Amanhã está toda esperança por menor que pareça Existe, e é p'ra vicejar Amanhã, apesar de hoje, será a estrada que surge P'ra se trilhar

Amanhã, mais nenhum mistério, acima do ilusório

Amanhã, mesmo que uns não queiram será de outros que esperam Ver o dia raiar/ Amanhã, ódios aplacados, temores abrandados, será pleno.

O

astro-rei vai brilhar

Amanhã a luminosidade, alheia a qualquer vontade Há de imperar

Baila Comigo (Rita Lee)

 

Se Deus quiser, Um dia eu quero ser índio Viver pelado pintado de verde Num eterno domingo/ Ser um bicho-preguiça, Espantar turista / E tomar banho de sol, banho de sol, /Banho de sol, sol

Ah, eu fico contente

E

na primavera vou brotar na terra

E

tomar banho de sol, banho de sol,

Banho de sol, sol

Se Deus quiser, Um dia acabo voando

Se Deus quiser, Um dia eu morro bem velha

Tão banal assim como um pardal Meio de contrabando/ Desviar do estilingue Deixar que me xinguem

Na hora H quando a bomba estourar Quero ver da janela

E

entrar no pacote de camarote

E

tomar banho de sol, banho de sol,

E

tomar banho de sol, banho de sol,

Banho de sol, banho de sol

Banho de sol, banho de sol

Baila comigo, como se baila na tribo Baila comigo, lá no meu esconderijo

Baila comigo, como se baila na tribo Baila comigo, lá no meu esconderijo

Se Deus quiser,/ Um dia eu viro semente

E

quando a chuva molhar o jardim

 

Desesperar Jamais (Ivan Lins)

Desesperar, jamais Aprendemos muitos nesses anos Afinal de contas não tem cabimento Entregar o jogo no primeiro tempo Nada de correr da raia /Nada de morrer na praia Nada, nada, nada de esquecer No balanço de perdas e danos Já tivemos muitos desenganos Já tivemos muito que chorar

Mas agora acho que chegou a hora de fazer Valer o dito popular Desesperar jamais Cutucou por baixo

O

de cima cai

Desesperar jamais Cutucou com jeito / Não levanta mais/ FIM

Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 6

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ÉTICA NO LIXO

Manhã. Tarde. Noite. Tudo igual. Por todos os lados só uma cena. Lixo. Lixo

Ei! Espere! Dois seres humanos em meio a tanto lixo? Sim, é um depósito de lixo.

E ali, dois homens, diferentes em muitos sentidos, irmanam-se na luta pelo sustento diário.

– Por que você parou de procurar?

– Achei algo estranho

– O que é?

– Um livrinho. Não consigo ler o que está escrito.

– Claro! Você não sabe ler

– Sei, eu sei, sim. É que o papel está todo rasgado.

– Deixe isso, vamos. Não temos muito tempo.

– Espere! Deve ser importante. Veja, há mais livrinhos. São muitos. Mais do que eu sei contar.

– Claro! Você não sabe contar

– Até dez eu sei, sim. Olhe! Neste aqui eu consigo ler a palavra é

– O quê? O que é ética?

– Deve ser algo importante. Veja quantos livrinhos

– Não, não é tão importante. Se fosse, não estaria no lixo: no lixo só tem coisa que não presta

– E nós? Não estamos aqui também? Não valemos nada?

– Acho que não

– Há mais alguma coisa que eu consigo ler. É um “M”.

– Um “M”? Sim, é vermelho e está dentro de uma roda. É isso!

– O que foi agora?

– Seu eu achar esse “M” vermelho, dentro de uma roda, quem sabe acabo encontrando o lugar de onde veio o livrinho. Talvez até quem o escreveu

ti

ca.

Para quê?

Eu quero saber o que é ética.

Será que é uma pessoa?

Não sei, mas vou descobrir.

E

lá se foi ele pela grande cidade.

Sua missão era difícil: encontrar o “M” vermelho

Enquanto andava, perguntava às pessoas, mas ninguém conseguia responder onde encontrar o “M” vermelho. Já

desanimado, se assentou na calçada e lágrimas doídas brotaram de seus olhos. ’

‘Deus do céu’, pensou. ‘O que farei? Sabe de uma coisa? Preciso de um anjo Nem bem terminou o pensamento ouviu a voz suave:

– Posso ajudá-lo?

– Quando olhou, estava à sua frente o anjo que tinha acabado de pedir.

Uma moça muito bonita. Ele se levantou rápido, meio sem jeito e sem saber se expressar, disse:

– Você pode me dizer onde está o “M” vermelho?

– A moça teve um sobressalto. Seria coincidência? Acaso? Ou algo mais complicado?

– Sim, eu conheço, respondeu. Estudo lá.

– Então, é uma escola?

– Sim. Uma grande escola

– E o livrinho, o que é?

– Ele foi distribuído na escola.

– Mas como foi parar no lixo? Não é importante? É por isso?

– Bem. Importante ele é. Muito valioso até. Fala sobre coisas importantes para todos os que vivem na escola e fora dela.

– E por que jogaram no lixo?

– Bem, isso é um pouco mais complicado de explicar no livrinho

– Como souberam? Leram antes de jogar fora?

– Provavelmente jogaram logo após recebê-lo

Algo assim como tentar encontrar uma agulha num palheiro.

Talvez tenham achado que já sabem o que está escrito

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– Estou confuso, moça bonita. É algo importante, mas as pessoas jogam fora. Fazem isso por que já sabem o que

está escrito? Por que, então, distribuem um livrinho sobre algo que as pessoas já sabem? Só para que elas jo- guem fora?

– Bem, talvez as pessoas saibam o que está escrito, mas não concordam que seja distribuído

– Por quê?

– Talvez porque não vejam o que está escrito colocado em prática na vida das pessoas

– Mas como vão colocar em prática se não lêem o que está escrito?

Estava ficando difícil de explicar Ambos se mantêm em silêncio. O homem retoma a conversa:

– O que é ética?

– Bem, em termos mais simples, ética tem a ver com sua vida e com a maneira como você a vive. O livrinho diz

que, nesta escola, se ensina de acordo com certos princípios. Para ser mais simples e você entender, o livrinho diz que ética tem a ver com Deus.

– Deus? Ética e Deus? Vida do homem e Deus? Então, Deus está preocupado comigo no lixão? Vocês ensinam isso aqui?

– Creio que você pode dizer que sim

– Mas, se Deus se preocupa e vocês são ensinados a se preocuparem com o que ele se preocupa, por que nin- guém foi até lá para me dizer isso?

Bem, talvez não soubessem que você estava lá

Ahn

Só mais uma pergunta. Tudo

o

que vocês ignoram vai parar no lixo?

Ela pensou. Pensou muito. Não tinha resposta. Chorou. O homem, comovido, murmurou: Talvez ainda haja espe-

rança. E se foi

“RECICLAR PARA PRESERVAR” (Joe Francisco)

Personagens: 10 PRIMAVERA: (menina que procura conscientizar as pessoas a respeito da reciclagem do lixo) DONA DONDOCA: (Mulher que costuma jogar lixo no bosque). SENHOR SUJÃO: (Homem que também joga lixo em todo canto) PEDRÃO: (Caçador da floresta) CHICÃO: (Amigo de Pedrão) MESTRE TATU: (Animal morador do bosque) DONA CAPIVARA: (animal que vive no bosque) CAPIVAL: (Filhote da Capivara) LELECO: (Um animal do bosque)

TELECO: (Amigo de Leleco) Cenário:

Apenas o bosque com a casa do mestre Tatu, cercadinha de flores e árvores. NARRADOR: Era uma vez um bonito bosque, onde moravam muitos animais. Todos viviam muito felizes. (Entra música e alguns animais cruzam o palco de um lado para o outro, meio dançando. Ao término da música, prosse- gue o Narrador). Mas a felicidade deles durou pouco. Tudo porque algumas pessoas passaram a jogar lixo no bosque.

DONDOCA: (Entrando carregada de lixo tipo: litros plásticos, latas de azeite, vidros e jornais. Ela vai jogar tudo perto da casa do Tatu).

- Minha casa estava mesmo uma sujeira. vejam só quanto lixo juntei nessa faxina!

Este é um ótimo lugar para jogar o meu lixo. Aqui o lixo fica bem escondido e as visitas nunca irão ver.

- Puxa vida! Amanhã terei de limpar minha lavanderia, que está um galinheiro de tão suja!

Vai haver mais lixo, com certeza. Mas agora que já tenho o local pro lixão, vou jogar as porcarias por aqui mesmo. (Sai de cena cantarolando). (Logo o Tatu sai de sua casinha). TATU: Que lindo dia hoje vai ser. Epa! Que lixo é esse? Não me digam que o meu bosque agora virou lixão? Essa

não!

Será que os homens não vão mais respeitar o nosso meio ambiente?

Queimam as florestas, sujam os rios e agora querem transformar a mata num lixão. (Bate o pé, furioso). Não, não

e não!

Eu não permito essa poluição. (Entra na casinha). (Vem chegando uma menina com um cestinho de flores. Seu nome é PRIMAVERA). PRIMAVERA: Minha nossa! Mas o que está acontecendo neste bosque? Encontrei tanto lixo pelo caminho

Este

bosque sempre foi tão bonito. Isso não pode continuar assim. Preciso descobrir quem é que está sujando o bos-

que. Que coisa mais feia! (Sai de cena)

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(Começa a música da “Pantera Cor-de-rosa”, entram dois caçadores andando pé por pé, cautelosamente). CHICÃO: Me disseram que este bosque tá cheio de caça, Pedrão. PEDRÃO: Aqui tem muita capivara. Eu quero ver se caço uma meia dúzia de capivara. CHICÃO: Só temos que tomar cuidado com o IBAMA. PEDRÃO: Quem é esse tal de IBAMA? Chicão? CHICÃO: Aquele que pode por a gente em cana. (Olha pro chão) Veja Pedrão!

PEDRÃO: Que foi Chicão? CHICÃO: pegadas de Tatu. E é tatu gordo, de raça. Venha, vamos caçar esse baita. (Entra música e eles saem de cena pé ante pé). (Volta a menina Primavera e dá de encontro com o Tatu). TATU: (Saindo com uma trouxinha nas costas). Eu vou embora daqui. Não dá mais para ficar. Não tenho mais sossego aqui no bosque. Tá virando tudo um lixão.

E você? Veio jogar mais lixo na minha casinha, veio?

PRIMAVERA: Não diga isso Mestre Tatu. Eu jamais jogaria lixo na sua casa e neste bosque que é tão belo.

TATU: Que era tão belo. Era belo

PRIMAVERA: Meus parentes? TATU: Os humanos. Eles estão destruindo a natureza. A cada dia que passa, destroem um pouco mais. Nós animais já não temos para onde ir. Veja o que aconteceu comigo: estou indo embora. PRIMAVERA: Pra onde você vai? TATU: Sei lá para onde. PRIMAVERA: Mas por que vai deixar a sua casinha, ela é tão bonita. TATU: Eta menina chata. PRIMAVERA: Chata não, eu tenho nome. Me chamo Primavera.

TATU: Tá bem, dona estação das flores. Vou embora porque não quero morar num depósito de lixo, cheio de moscas, ratos e baratas.

PRIMAVERA: è verdade

pois agora os seus parentes estão transformando num lixo só.

tão sujando o bosque, é verdade. Seria tão bom se eu pudesse ajudar vocês.

TATU: Primavera, você quer nos ajudar? Como? (Ouve-se barulho de tiros. Entra correndo dona Capivara). CAPIVARA: Socorro, socorro. Por favor me ajudem. TATU: O que aconteceu mamãe Capivara? CAPIVARA: Os caçadores, os caçadores querem levar o meu filhotinho. PRIMAVERA: Onde? CAPIVARA: Ali perto do rio. Venham depressa. (Saem todos de cena) (Logo entram Chicão e Pedrão arrastando o filhote de Capivara) CHICÃO: Este tá no papo. Tem mais caça por aí. PRIMAVERA: /entrando em seguida). Seus malvados, soltem o filhote. Sou do IBAMA e mando vocês em cana. PEDRÃO: IBAMA? Fuja Chicão. CHICÃO: Pé na tábua Pedrão. PRIMAVERA: Voltem aqui seus patifes. (Acontece uma perseguição que dura alguns minutos, com os caçadores levando tombos e fugindo). (Primavera, Tatu, Capivara saem em perseguição aos caçadores e saem de cena. Logo entra dona Dondoca por um lado e o senhor Sujão, por outro. Os dois trazem vários pacotes de lixo). SR. SUJÃO: (cantando) Vem meu amor, carregar o meu lixão, vem meu amor carregar o meu lixãããoooo. Tem coca-cola, tem garrafa e papelão. Tem porcaria e cacareco de montão. DONDOCA: (Cantando no ritmo de “Os escravos de Jó”). O lixo lá de casa, aqui eu vou jogar. Joga, tira, junta, joga no lixão. Que bom, que bom que eu tenho esse lixão. (Batem-se um contra o outro).

SR. SUJÃO: Dona Dondoca? A senhora por aqui? DONDOCA: Vim jogar o meu lixão.

SR. SUJÃO: Que coincidência! Eu também vim jogar o meu lixo. Este é um ótimo lugar para jogar o lixo, não a-

cha?

DONDOCA: Para que serve o mato? Pra gente jogar lixo, é claro.

SR. SUJÃO: Sabe dona Dondoca

vale muito dinheiro. DONDOCA: Dinheiro? Dinheiro? Sou louca por dinheiro. Poderíamos cortar todas as árvores do bosque e ganhar muito dinheiro.

andei reparando que o bosque tá cheio de Pinheiros e imbuias. Essa madeira

SR. SUJÃO: Vamos montar uma sociedade e depois repartiremos o dinheiro. Logo, logo, estas árvores estarão no chão.

DONDOCA: E no nosso bolso

o plano. (Saem enganchados).

mais de um milhão. Vamos até a minha casa, Sr. Sujão. Lá poderemos organizar

(Aparecem outros dois animais com trouxinhas nas costas. São eles: LELECO e TELECO. Eles estavam ouvindo

a conversa do Sujão e dona Dondoca).

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LELECO: Você ouviu isso Teleco? Ouviu? TELECO: Vi e ouvi. Estamos perdidos Leleco. me diga: o que vai ser das aves e dos animais? A cada dia, os ho- mens estão acabando mais e mais com o nosso meio ambiente. Nós animais já não temos mais onde morar. LELECO: A nossa floresta era tão linda! Mas depois que os caçadores apareceram, tudo se acabou. Quem não virou caça, virou torrada. O fogo acabou com tudo. Para onde iremos. TELECO: Pensei em fazer uma casinha por aqui. Mas depois que ouvi a conversa do Sujão com a Paçoca LELECO: Dondoca. O nome dela era Dondoca. TELECO: Mas tinha cara de paçoca. LELECO: Eles querem cortar todas as árvores do bosque. Alguém tem que nos ajudar. Me dia quem? Quem po- derá nos ajudar? (Entram Primavera, o Tatu, dona Capivara e seu filhote) PRIMAVERA: Depois do corridão que dei naqueles caçadores, acho que não voltarão aqui tão cedo. CAPIVARA: Assim eu espero. TATU: Vejam: tem mais amiguinhos por aqui. PRIMAVERA: Pra onde estão indo amigos? LELECO: A floresta onde a gente morava, foi engolida pelo fogo. TELECO: Culpa dos caçadores. Eles atearam fogo na mata. Ficamos sem o nosso ambiente LELECO: E por isso mudamos para cá. TATU: Morar neste lixão? Coitados. TELECO: Como se não bastasse o lixo, ainda vão acabar com as árvores do bosque. TODOS: Cortas as árvores? Quem? LELECO: Um tal de Sujão. TELECO: E uma tal de Dondoca cara de paçoca. Nós vimos eles vieram jogar lixo e falaram que vão cortar todas as árvores, para ganharem muito dinheiro. TATU: Estamos perdidos. CAPIVARA: Dinheiro, dinheiro. Lixo, poluição e destruição. Será que é só nisso que os homens pensam? TATU: Será que ninguém pensa em nós, nos rios e nas florestas? PRIMAVERA: Deus fez da natureza, o mais belo paraíso. no entanto a ganância dos homens está destruindo esse santuário. Mas existe alguém que poderá nos ajudar. TODOS: Quem poderá nos ajudar? PRIMAVERA: As crianças. Todas as crianças das escolas poderão nos ajudar. Também os jovens e os professo- res. Eles irão orientar as pessoas sobre a importância da preservação do meio ambiente e a reciclagem do “lixo que não é lixo”. TATU: Lixo que não é lixo? O que é isso Primavera? PRIMAVERA: São, o papel, papelão, o vidro, o plástico e o metal. Tudo isso são materiais recicláveis. LELECO: O que significa (Soletra) “R E C I C L Á V E L”? PRIMAVERA: Reciclar é reaproveitar. (Mostra o lixo) Todos esses materiais podem ser reaproveitados pelas fábri- cas e serem ocupados novamente. (Junta uma latinha de refrigerante). TELECO: Não me diga que vão usar essa latinha suja, para colocar Coca-Cola novamente? PRIMAVERA: Não Teleco, é claro que não. Esses materiais serão triturados e derretidos pelas fábricas. Depois serão transformados em novas embalagens. TATU: Então a fábrica que lida com papel, pode reaproveitar: papelão, jornal, revistas, listas telefônicas e todo tipo de papel? PRIMAVERA: È isso mesmo. Você sabia que reciclando 50 quilos de papel, pode-se evitar o corte de uma árvore? TODOS: Puxa! Que maravilha! LELECO: Então o vidro e as latas também podem ser reciclados? PRIMAVERA: è claro que sim. TELECO: E o plástico também. TATU: Então, se todos esses materiais forem reaproveitados pelas fábricas, as árvores das florestas não serão cortadas. CAPIVARA: E os animais poderão viver em paz. Mas tem um problema aí:

PRIMAVERA: Que problema doa Capivara? CAPIVARA: A maioria das pessoas ainda não aprenderam a colaborar com o meio ambiente. veja só quanto lixo temos aqui. PRIMAVERA: Mas nós vamos pedir a ajuda dos alunos de todas as escolas e eles irão nos ajudar a cuidar do meio ambiente e reaproveitar o lixo que não é lixo. TATU: Toda escola tem muita criança, muitos jovens e muita gente legal. Os alunos são muito inteligentes e com certeza irão nos ajudar. LELECO: Mas será que eles vão nos ajudar? TELECO: Olha quanta gente bonita tem aqui. Vamos perguntar a eles.

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PRIMAVERA: As árvores, os rios, as aves e os animais precisam da ajuda de todos vocês. Vocês vão nos ajudar

a cuidar da natureza, não vão?

LELECO: (Trazendo uma muda de árvore num pacotinho). Vocês precisam ajudar a plantar mais árvores onde não existe nenhuma. Plante na sua casa uma árvore de fruta ou de sombra. É tão bonito ver uma casa com árvo- res. TELECO: Ajude a cuidar das árvores que a Prefeitura planta nas calçadas, não quebrem e não deixem quebrar.

PRIMAVERA: Será que vocês estão cuidando bem das árvores em volta da escola? Se não há, está na hora de plantar. Deixem a sua escola ainda mais bonita. TELECO: (Trazendo alguns litros plásticos de refrigerantes). Quem não gosta de tomar um refrigerante geladinho? Mas e este lixo? Contem ao papai e a mamãe que todo plástico pode ser reaproveitado. Ensinem todos a separar

o lixo em sacolinhas. Separem o plástico, as latas, o vidro e o papel.

TATU: Se vocês ensinarem o papai, a mamãe e os vizinhos a separar o lixo, estarão ajudando a preservar a natu-

reza e o meio ambiente. PRIMAVERA: (Para os alunos) Vocês precisam nos ajudar nesta campanha. Pois o meio ambiente só depende de vocês. (Ouvem-se tiros vinda da mata) TODOS: Os caçadores!

(Todos entram na casinha e saem com vassouras e pedaços de pau. Escondem-se atrás da casinha, armando uma tocaia para os caçadores. Entra música da “Pantera cor-de-rosa”. Chegam os caçadores em passos lentos). CHICÃO: Pedrão você não ouviu barulho de capivara por ai? PEDRÃO: Claro que ouvi. Este mato tá cheio de capivara. CHICÃO: Temos que caçar o que puder, antes que surja por aí o tal de IBAMA (Começam a imitar som de ani- mais). PEDRÃO: Que tal botar Fogo no mato? Os bichos saem e nós pregamos chumbo. PRIMAVERA: (saindo em companhia dos animais). Isso é o que vocês pensam, seus malcriados. CHICÃO/PEDRÃO: O IBAMA. (Saem correndo). (começa uma perseguição dos animais atrás dos caçadores. Depois de alguns tombos, os dois jogam as armas e saem em disparada.) PRIMAVERA: Tão já esses dois não voltam aqui. (Escuta conversa). Vem mais gente aí. Escondam-se. (Entram o Sr. Sujão e Dona Dondoca).

que agonia. E aí Sr. Sujão? Já acertou a venda das árvores com

a serraria?

SR. SUJÃO: Estou procurando aquele que pague mais. Logo, logo estas árvores estarão no chão. E no nosso

bolso

PRIMAVERA: Seus sujismundos, não se envergonham do que estão fazendo? TATU: Casal de porcalhões. DONDOCA: Cruzes! Os animais também falam. PRIMAVERA: Pois agora vai ter que parar. Uma nova campanha está começando em nossa cidade. É o projeto da reciclagem do lixo. DONDOCA: Mas era só o que me faltava. Uma menina metida a ecologista. PRIMAVERA: (Mostra uma latinha de refrigerantes). O material desta latinha é muito valioso para as fábricas. Tu- do pode ser reaproveitado. SR. SUJÃO: E você pode me dizer onde vamos jogar toda essa porcaria? PRIMAVERA: Vamos reciclar o lixo que não é lixo. DONDOCA: E quais são as vantagens de se reciclar o lixo? TATU: São muitas. Com o reaproveitamento do lixo reciclável, menos matéria-prima é retirada da natureza. SR. SUJÃO: Mas estas árvores dariam um bom dinheiro.

DONDOCA: (Cantarolando). Junto lixo todo dia

um dinheirão. (Começam a atirar o lixo).

PRIMAVERA: Nada disso Sr. Sujão. Este lixo também vale dinheiro. DONDOCA: O lixo também pode valer dinheiro? Que interessante! Bem

sempre joguei o lixo aqui, porque não

sabia o que fazer com ele. SR. SUJÃO: Mas nós não podemos ir até as indústrias toda semana, levar o lixo que não é lixo. PRIMAVERA: É claro que não. A partir de hoje, vocês e todos os moradores desta cidade deverão separar em caixas ou sacolinhas: o vidro, as latas, o plástico e o papel. LELECO: Um caminhão da Prefeitura passará uma vez por semana recolhendo esse material. TELECO: E a Prefeitura encaminhará os materiais para as fábricas. PRIMAVERA: Dona Dondoca e Sr. Sujão: já pensaram que se hoje vocês não respeitarem a natureza, amanhã

seus netos não terão uma floresta, não conhecerão as aves e nem os animais. CAPIVARA: Eu tenho poucos parentes na floresta. Sou uma espécie em extinção e logo deixarei de existir, caso os caçadores não sejam punidos.

DONDOCA: (Comovida) Parem, parem

SR. SUJÃO: E eu então. Queria tanto mudar o meu nome. Mas ganhei esse apelido porque sempre jogava lixo na

calçada lá de casa. Será que ainda eu tenho chance?

já estou envergonhada.

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TATU: Poderia nos ajudar nessa campanha e em vez de SUJÃO, poderia se chamar: LIMPÃO.

SR. SUJÃO: É bem mais bonito. Vamos Dona Dondoca, vamos ajudar essa turma a espalhar pelos quatro cantos a idéia: “Lixo que não é lixo, não vai pro lixo”.

DONDOCA: Não sei o que está acontecendo comigo. Mas

der ajudar a nossa cidade a ficar mais limpa e mais bela. PRIMAVERA: De hoje em diante vamos levar nossa mensagem a todas as escolas, pedindo a ajuda dos alunos e dos professores. Os alunos levarão a mensagem para casa e irão contar pro papai e pra mamãe sobre a recicla- gem do lixo. CAPIVARA: Os professores poderão incluir em suas gincanas, tarefas de arrecadação do lixo reciclável. PRIMAVERA: Todos poderão ajudar. Vamos deixar nossa cidade mais bela, mais pura e saudável. TODOS: “Vamos reciclar para preservar”. TATU: (Saindo da casinha com algumas sacolinhas). E vamos começar por aqui. (Todos começam a ajuntar o lixo). PRIMAVERA: E agora que o bosque já está limpinho, vamos cantar com alegria esta música em favor da ECO- LOGIA. (A música poderá ser: “Águia Dourada”, “O Progresso”, ou “As Baleias”, todas de Roberto Carlos).

de repente passei a me sentir tão importante em po-

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A Revolta da Caixa de sabão em Pó

Personagens: Narrador, Cx de sabão em pó, Latinha, Ruimbril, Wisque, Ecologistas da Fronteira

Ambiente: Barraca de um rio

NARRADOR: Vocês devem estar pensando

tanto lixo a solta por aí , é realmente tem muito lixo a "galderiar"

por aí, se pensarmos mais profundamente quem já não jogou um lixinho no chão. Põe a mão na consciência

O

que será que pensa o lixo que foi jogado

Será que o lixo se sente rejeitado ? Talvez possa até se sentir um lixo

a esquerda ou a direita

Nem todo lixo é realmente um lixo e por isso que ela, a senhorita Caixa de Sabão em

Pó,

ficou muito furiosa quando foi largada como uma qualquer na beira da barranca do rio Paraguai. Quem diria

ela

a conceituada Senhorita Caixa de Sabão em pó, prestes a ser esmagada por toneladas de lixos deixadas por

irresponsáveis seres humanos nas margens do grandioso

E lá está ela, vazia e com teorias nada furadas

para uma caixa de sabão (Canta indignada)

CX : - Será que é minha pele, será que é meu cabelo, será que eu sou magra ou engordei? Será que é minha

roupa

Por que ninguém gosta de mim ??? (grita para um ser humano que passa na barranca)

- EI!! EI !!!! EI!!! EI !!!! Você aí , me tira daqui!!!!!

O seu, seu sujismundo !!!!!! (joga pedra revoltada) Ruimbril: - Oi minha cara colega, por que estás tão revoltada ????

CX: - Estou tão revoltada pela mesma forma que você deveria estar !!!!!! Ruimbril: - Ei calma!!! Eu não tenho nada a ver com seus problemas existenciais !!!! CX: - É por causa de pensamento egoístas como o seu é que permanecemos pobres lixos

Em locais incorre-

tos como este, pense um pouco em mim, em você e nessa própria barranca

Ruimbril : Puxa!!! Cara colega caixa de sabão em pó, você até que tem toda razão, não somos lixos, só não fomos

reutilizados de forma adequada !!!!

CX : - Isso mesmo, e essa barranca coitada é uma infeliz por estar sem sua mata característica, sem sua proteção Nós não pertencemos á este

Ruimbril e CX: ( Vendo um ser humano passar gritam )

- Ei!! Ou!!! Ei !!! Ei!!!! Ei!!!!!!!EEEEEEEEEEEEEEEEiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii Seu porco, sem

Latinha: Eu, hein !!! O que está acontecendo aqui gente. Quem diria você Ruimbril sempre achei você tão culto

cheio de brio ,

Que algazarra é essa pra que tanta gritaria ????

Ruimbril: É que a senhorita Caixa de sabão em pó abriu meus olhos para a vida!!!! Aqui não é nosso habitat natu-

ral, a palha de aço já foi utilizada e hoje eu sou apenas um plástico, minha vida de plástico é quase eterna

Eu

permanecerei nesta barranca por mais de cem anos se ninguém me tirar

Eu não faço parte desta com-

posição natural, eu não sou nenhuma árvore, nenhum

Latinha: Não acredito que essa idéia surgiu desta Caixa, sempre a achei tão quadrada !!!! CX: - Ei calma aí , quadrada vírgula Latinha: Agora vai me dizer que é

CX: - Não sou, mas poderei ser

Esse sonho ainda vai ser realizado. Ah , se eu for reciclada posso me tornar

um envelope para cartas românticas, um cartão de natal !!!! Um caderno para alunos estudiosos das escolas pú-

blicas deste

Hummm!!!!! Vai ser maravilhoso !!!! Mas o que eu quero mesmo é ser um cartão

Latinha: - AHH!!! RRáRRá!!!!! Estou até vendo aqueles seres humanos escrevendo o de sempre

FELIZ NATAL

E UM PRÓSPERO ANO NOVO !!!!! E se bobear ainda vão rasurar, aí na tentativa de consertar vão acabar te fu-

rando com a

CX: Ah!!!! Latinha larga de ser estraga prazeres, olhe para você, não tem quem não põe a boca pra dar uma pro-

vadinha

Latinha: Olha aqui caixinha, você me respeita eu não pedi pra nascer latinha, isso foi um problema

CX: Então da mesma forma que eu posso me tornar um cartão natalino

Você poderá se renovar também, vamos

pensar em reciclagem!!!! Latinha: - Hum, bem que eu poderia ser transformada em lata de leite em pó, eu seria tão feliz em saber que esta- ria ajudando as criancinhas

Ruimbril: É, agora chega de sonhar gente, quero dizer materiais, vamos pensar na nossa realidade, todos nós

podemos ser reciclados, mas por falta de informação ou pelo simples fato de não sermos jogados em latões corre-

tos,

não chegamos a ser

Por

exemplo, eu, plástico, deveria ser jogado no latão vermelho, você lata no latão amarelo, você papel no latão

azul e o vidros no latão verde

Esse povo tem que abrir os olhos para a barranca e nos ver aqui

Vamos gritar

bem alto

quem sabe alguém nos escuta e nos tira daqui.

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Ruimbril, latinha e CX: Ei!!!!! Ei!!!! Ou!!! Tire a gente daqui !!!

CX: - Ih!!!! Gente, esse daí não tá com nada Latinha : Se duvidar joga até mais !!!!

Bombril: Não vamos esquecer senhoritas que existe turista consciente, por isso não vamos desistir

Todos: Ei!!!! Ei!!!!! Ou

CX: - Será que ninguém escuta ????? (Turistas jogam um vasilhame de Wisque) Wisque: Yo escucho muy bien !!!!! Que falta de educación es esta ????? Latinha: Uau!!! Você é gringo ????? Wisque : Yo soy internacionalísimo, purísimo de la Isla Margarita, Paraguay

Ruimbril: Caro Senhor Wisque Jr., com todo respeito se o senhor é internacional, como conseguiu chegar em ter-

ras brasileiras ?

Wisque: Muy simples, unos turista con las muchachas my lanzaran en el rio como se fuese una basura cualquiera! Latinha: Tudo bem !!! Tudo bem!!! Mi habla um pouquito Espanhol !!! Você foi tratado como uma basura !!!! Ah!! coitadinho, um wisque tão charmoso tratado como um vassoura qualquer!!!! CX: (Ri estonteantemente)

Ruimbril: Basura não é nenhuma vassoura senhorita Latinha de Refrigereco da Silva

Latinha : Desconfiei desde o princípio!!!! CX: Chega de blá blá blá !!!! temos que fazer alguma coisa, estamos prestes a ser confinados a uma vida de mate- riais não biodegradáveis!!! Num ambiente que não nos pertence. Latinha: Não aguento mais gritar, minha garganta já esta

Wisque: Bien!!! Gritar no es la solución

mos seres no biodegradables

CX: Então pega a carabina!!! (revoltadíssima) Ruimbril: Calma !!!! calma, vamos pensar melhor os seres humanos são seres inatingíveis por nós !!!! Devemos agir com consciência!!!!

Cx: É só o ambiente natural é que sofre com nossa presença e é isso que me revolta, temos que fazer alguma

coisa

Wisque: Solamente se puede rezar! Latinha: O quê? Ruimbril: Isso mesmo, nos resta rezar com fé para que alguém nos tire

Latinha: Então vamos rezar duas vezes, porque eu não quero ser tirada daqui e jogada naqueles latões com lixos

orgânicos mal

CX : Deus me livre se eu for colocada num daqueles cestos com casca de banana, repolho, manga, eu tô perdida .

.Sem falar que já briguei com aquele bucho de peixe que tentou se aproximar de mim outro dia, parece que esse povo orgânico não se enxerga Ruimbril: É, o lixo orgânico também não pode ser considerado totalmente um lixo, coitados eles tem o seu valor, se colocados separadamente eles podem virar húmus ou coisa assim.

Wisque: La basura orgánica debe ser levada para la usina de compostage e y reutilizada!!!! en la Producción agrí- cola!!!

Cx: Só de pensar que esse seres fedorentos podem se envolver com um de nós, já me revolta !!!! E se isso acon-

tecer

do peru de natal!!!!

Latinha: Mas a lata pode ser lavada!!!

CX: Já vem vocês com seus pensamentos individualistas de novo!!!!!

Latinha: Com essa revolta você vai acabar virando papel higiênico

CX: Você me respeita latinha ou eu não vou me responsabilizar por meus atos

Ruimbril: Vamos parar com essa discussão!!!! Vamos rezar!!! Todos : É vamos rezar!!!! Latinha: Vamos rezar com fé!!!! Wisque: Muy bien !!!! Muy bien, uno, dos, tres !!! CX: E agora eu não sei rezar !!! Latinha: Como Caixa, você não sabe rezar? Você não tem um Deus!!! Caixa: Só o Deus da Espumante Caixa de Sabão em Pó!!! E o da Limpeza Pura"!!! Ruimbril: Tudo bem, reze para este mesmo tendo fé ele responderá, teremos transformam num só quando pedimos com fé Wuisque: El Dios mio es lo poderosisimo Cristal que no se despedaza!!! Ruimbril: Tudo bem gente, vamos rezar é o mais importante !!!! (Todos rezam : de mão dadas num canto do palco ) (Grupo Ecologia da Fronteira - entra coletando todo o lixo da barranca)

com cara de turista !!!! Quero ver ele tirar a gente dessa !!!!!

Ei vocês aí!!!!!!!

Sr. Wisque Junior.

Basura significa LIXO!!!

Pues los hombres no entienden ,no escucha, solamente nosotros so-

los hombres no compreenden nuestra lingua

Mas o que

O que nos resta???? Meu Deus!!!!

Me embrulha o estômago só de pensar no

ADEUS, meu sonho de ser cartão natalino

Ninguém vai querer um cartão natalino com cheiro de cocô

Pois todos os deuses se

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Ecologista da Fronteira 1: -Não é difícil preservar a natureza, vamos conservar nossa barranca limpa , vamos jogar

todo o lixo nas lixeiras e depois vamos cantar juntos, vai ser muito divertido. Ecologista da Fronteira 2: - Devemos jogar os materiais nas lixeiras seletivas cada tipo de material no latão certo.

Com isso estaremos salvando a barranca e conservando a vida em sua totalidade

TODOS CANTAM A MÚSICA

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TEATRO: TENÍASE

Personagens: ( 1 ) Seu Tico; ( 2 )D. Tatá; ( 3 )Solli (empregada); ( 4 )Tetê (filha da patroa); ( 5 )Kid (açouguei-

ro); ( 6 )Dra Sassá; (

7 ) Baby

Cenário:

1. Casa: geladeira de papelão, fogão de papelão e privada de papelão (alta com a escrita WC); mesa com cadei-

ras

2. consultório com uma mesa e três cadeiras

Vestuário:

- Seu Tico: paletó e gravata; D. Tatá: vestido; Solly: agasalho e avental/espanador;

Tetê: agasalho da escola e mochila; Kid: guardapó; Dra Sassá: guardapó e estetoscópio ( não esquecer da tenia);

Baby: sacola de mercado com nariz em forma de cilindro de papel higiênico; rabinho de corda (****) PRIMEIRO ATO - O CONVÍVIO Solly está varrendo a casa e cantando: vou varrendo, vou varrendo, vou varrendo só

O porquinho vai cheirar o seu pé, e ela diz:

- Sai daí Baby, você só faz cacaca nessa casa.

Ela dá umas vassouradas nele, que sai gemendo.

Seu Tico chega em casa, com a maleta de trabalho e o porquinho Baby vai ao seu encontro.

- Olá meu filhinho do coração, vc está tão triste, por quê?

- oui,oui,oui (foi ela, foi ela)

O porquinho acena para a empregada.

A empregada aponta para o porquinho e diz:

- Seu Tico, não agüento mais limpar a sua casa, com esse porquinho fazendo sujeira. Imagine! É a primeira casa que eu trabalho, que o porquinho é tratado como um filho. Logo irei embora. Seu Tico, responde:

- Você ganha muito bem para cuidar do nenê. Até já assinei a sua carteira profissional. Responde a empregada:

- Grande coisa!. O senhor não perde por esperar.

- O que você está insinuando, Solly? O que você e minha mulher estão tramando contra o Baby?

O porquinho se esconde sob as pernas de Seu Tico e começa a chorar.

Entra em cena a D. Tatá, com sacolas de compras nas mãos, deixando aparecer verduras e um salame. Ela diz: Olha aqui porquinho, logo será salame de você que estará sobre a mesa.

O porquinho mostra a língua para ela e faz uma banana.

A empregada e a patroa sai de cena.

SEGUNDO ATO: O RELACIONAMENTO Seu Tico senta na cadeira e acaricia o porquinho, passando a mão na sua cabeça. Lê um pouco do jornal e diz ao porquinho:

- Seu paizinho vai fazer necessidades. Espere aqui que eu já volto.

Seu Tico vai ao banheiro (privada de papelão) onde está escrito WC.

O porquinho segue ele, cantando:

- Eu vou, eu vou, lá pra traz agora eu vou

Sai sorrindo e fica atrás da privada. Lá dentro, seu Tico canta uma música:

- Eu não cachorro não, para viver tão humilhado, com baby eu vivo é sossegado. Lá atrás, o porquinho grita:

- Tô com fome, quero mais, mais muito mais

Seu Tico sai da privada e vai para sua poltrona, acompanhado do porquinho.

Senta na poltrona, acaricia Baby e diz:

- Nana nenê, que a Solly vai lhe pegar,

Enquanto isso, liga a televisão e assiste o filme Ilha das Flores (quando os porcos estão comendo tomate). Vibra

com acena diz:

- Dá-lhe porquinho

O porquinho deita e dorme, e seu Tico passa a ler jornal.

Então, começa a roncar.

TERCEIRO ATO: A CONSPIRAÇÃO Enquanto os dois dormem, Solly fala para a patroa próximo do porco:

- Olha D. Tatá, mas que pouca vergonha. Os dois dormindo e nós dando duro no trabalho.

Chega a filha Tetê, e dá um beijo na mãe e joga a mala de aula no chão e diz:

- Mãe, estamos aprendendo sobre doenças e o professor falou que não é certo criar porquinho dentro de casa.

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Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

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Solly diz:

- Viu patroa, como eu estava certa? Só aqui mesmo D. Tatá responde:

- Calma meninas, já estou providenciando tudo, esse porquinho não perde por esperar! Ela abre uma agenda e pega o telefone:

Disca e fala:

- Alô, quero falar com o seu Kid!

- Oi tudo bom? É hoje que o senhor vem fazer o serviço? Do outro lado da linha, seu Kid, responde:

- Claro patroa, vamos fazer chouriço, bacon, bisteca e presunto, dele é claro, há,há,há,há,há Toca a campainha.

- Atenda logo, deve ser ele, diz D. Tatá. Solly vai atender e sai gritando:

- Hoje é dia de alegria meu coração, está por você/para sair dessa folia, exterminar o porquinho Baby e amar vo- cê.

O açougueiro pergunta:

- Onde está este porquinho? Vou pegá-lo, essa é minha profissão.

A patroa cumprimenta o açougueiro, acenando para onde está dormindo o porquinho. Ele vai até lá arrasta para o centro da sala. Fala: Saiam daqui para que eu possa trabalhar de acordo com as técnicas mais modernas de fabricação de bacon

da cidade. Você também menina.

QUARTO ATO: O REQUIÉM DE BABY Ele acorda o porquinho, que responde:

- Não é o papai, não é o papai

- Vamos ter uma conversinha de homem para homem , Baby!.

Baby responde: eu sou um cachorrinho e uiva: auuauauauauuauaua.

O açougueiro fala: - Você não é um cachorrinho, não!.

Baby diz: - É brincadeira, sou um gatinho, e mia: miau, miau e olha para a platéia e pergunta:

- É ou não é pessoal?

- Chega de brincadeira, ou você é um porquinho ou não me chamo Kid certeiro, o melhor dos açougueiros. Baby dá uma vaia:

Kid pega um relógio e diz para Baby:

- Olhe para esse relógio, pois você vai dormir.

Acena o relógio de um lado para outro (o relógio, grande , de papelão). Baby boceja e diz:

- Boa noite papai

QUINTO ATO: A COMIDA Seu Tico chega em casa e não encontra o porquinho.

- Onde está meu filhinho, vocês não viram?

As três mulheres se olham e Sally diz:

- Ele achou uma porquinha e foi passear no bosque. Ele já volta,

- Não acredito, pois ele ainda é uma criança. Dona Tatá grita:

- A comida está pronta. vamos pessoal!!!!

Todos sentam nas cadeiras e seu Tico pergunta:

- O que temos para comer?

Sally responde:

- Calma patrão, a carne já está saindo do forno, quentinha, quentinha!

Sally, busca uma forma (carne – isopor vermelho com bolinhas brancas em cima).

Tetê pergunta:

- Que bolinhas são estas Sally, nunca vi em carne de porco?.

Seu Tico diz: que carne deliciosa, eu nunca comi uma bisteca tão gostosa! Tetê diz:

- Mãe, comi tanto que vou estourar, vou levar um pedaço para comer no recreio da escola. Ela se despede, pega as malas e vai para a aula.

SEXTO ATO – AS MANIFESTAÇÕES DA DOENÇA Seu Tico está lendo o jornal, com um quadro de um porquinho nas mãos e Tetê chega e diz para ele:

- Pai, no meu cocô está aparecendo uns bichinhos brancos, o que será que é?

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- Não sei minha filha, mas vou levá-la a Dra Sassá.

Avise sua mãe, que nós já estamos indo. Os três saem de cena.

SÉTIMO ATO – O CONSULTÓRIO Entram no consultório e são recebidos pela médica.

- Olá, como vão? Qual é o problema?

Doutora minha filha disse que está eliminado bichinhos brancos nas fezes, pode?

- Claro que sim seu Tico. Com certeza ela comeu carne de porco que estava contaminado com cisticercos, que

aparece na carne através “pipoquinhas”, que são também chamadas também de “quirerinha”ou “canjiquinha”. Veja o exemplo. Ele pega um modelo de pano de Taenia solium e mostra os anéis grávidos (o último, anel, cheio de bolinhas de isopor).

- E como a gente pega a doença? Pergunta Tetê.

- Simples, quando o porco ingere fezes humanas. E o pior menina, é quando a pessoa ingere ovos e daí vai para o cérebro. Aí começa outro problema.

- No seu caso, você tem uma solitária adulta no seu intestino delgado e ela mede aproximadamente 8 metros, e cada anel que elimina, tem cerca de trinta mil ovos. Vou dar um remédio bom para ela, e depois de um mês volte para uma nova consulta. Seu Tico sai do consultório com a filha, feliz com a consulta. Fala para Tetê:

- Que bom minha filha, que deu certo, mas há algo que não está bem contado!.

- o que papai? Sobre o que você está falando?

- É sobre o Baby, não acredito que ele me abandonou por causa de uma leitoasinha metida a besta.

EPÍLOGO Seu Tico chega em casa com a filha e vai deitar na poltrona. Começa a roncar a se bater, falando: - Baby, Baby por que você foi embora? o que fizeram com você? Acorda e ouve uma voz: Oi, oi , oi estou aqui, diz o Baby. Ele abraça o porquinho e diz: - É melhor previnir do que remediar. Leva o Baby para um cercadinho e fala para ele:

- Baby, você aqui está mais seguro. Você não corre nenhum risco.

- Entra Tetê, Tatá e Solly e falam alto: E NÓS TAMBÉM NÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Entra o coral e canta a paródia: SE EU COMER CARNE DE PORCO (Se essa rua, se essa rua fosse minha

Se eu comer, se eu comer carne de porco Com a larva cisticerco a infestar posso ter uma tênia no meu corpo solitária no intestino vai ficar.

)

Se eu comer, se eu comer ovos da tênia Suas larvas no meu corpo vão migrar (EU SOU O PORCO) instalando-se no sistema nervoso (CÉREBRO) cisticercose eu agora vou pegar

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A HERDEIRA DAS BRUXAS CENÁRIO: Pano ou plástico preto no fundo, como se fosse uma cortina. A um canto, uma estante com livros ve- lhos. Alguém deverá ficar atrás da estante para derrubar os livros, quando o texto assim o sugerir. Caldeirão: usar como base uma caixa grande de papelão. Para dar a forma ovalada, usar jornais e cola. Para fazer as alças, passar cola numa folha de jornal, enrolar bem apertado, no sentido do comprimento, e unir ao cal- deirão com cola ou fita crepe. Árvores: crianças com calça comprida marrom, blusa verde, segurando galhos verdes de árvores. Rio: plástico azul. Personagens e figurino: - Narrador; - bruxas Vestido: fazer a roupa com um saco de lixo preto, de cem litros. Recortar uma abertura para a cabeça e duas para os braços. Usar uma tira de pano como cinto. Chapéu: fazer um cone de papel cartão ou cartolina preta e cortá-los com piques.

Para os cabelos, utilizar papel, plástico preto ou lã, colando-os nas laterais e atrás do chapéu; Vassouras: - de folhagem; cabo feito de qualquer galho; ramos com folhas amarradas na ponta do galho; - de jornal: cabo feito de jornal enrolado bem apertado e colado no sentido do comprimento, como foram feitas as alças do caldeirão; tiras de papelão. Bruxa Poluição: fazer como a fantasia das outras bruxas, usando saco de lixo cinza, cheio de buracos. Fazer o chapéu, também cinza, no formato de uma chaminé de fábrica. Turma do verde: crianças vestidas com qualquer roupa verde./ Lenhador: menino com camisa xadrez, calça jeans, bota, chapéu de palha e um serrote.// Observações: - Enquanto o narrador lê a história, as crianças, no / palco, vão se movimentando de acordo com o texto./ - Durante a fala da bruxa 2, algumas crianças vestidas de árvores, caem, derrubadas pelo serrote do lenhador.

- Outras crianças balançarão um plástico azul como se fosse água, durante a fala da Bruxa 3.

- A Bruxa Poluição jogará latas vazias e sucatas no rio que parará de mexer.

- No final, entrará a Turma do Verde que levantará as árvores caídas, limpará o rio que voltará a mexer. A bruxa poluição sai furiosa e a Turma do Verde bate palmas, comemora e canta algumas músicas que fale da natureza ou ecologia.

Na noite, sem lua cheia, LÁ num velho casarão,

o

vento soprou a candeia,

Mais forte, a cada ins- tante,

rugindo como um leão, os livros de uma estante ela derrubou no chão.

Eram livros bem antigos, histórias de fantasia, que se abriram, que casti- go, soltando a bruxaria

E

elas foram saindo,

aproveitando a ocasião, dos livros, onde dormin- do,estavam há um tempão

ficando só a escuridão.

Que bruxas mais horroro- sas, agora, livres estavam, e, por isso, as maldosas

Bruxas famosas havia

E

foi, em dado momento,

Bruxas: Não assustamos mais ninguém nem mesmo de brincadeira, Vamos, pois, criar al-

como a de João e Maria, com a vassoura na mão.

naquela reunião,

em volta do caldeirão, que, lembrando seu bom tem- po, chegaram a uma con-

gargalhavam, gargalha- vam.

clusão

guém,que seja nossa her- deira.

Bruxa 1: Uma bruxa de

Narrador: E ferveram, minha gente, muita fumaça e poeira, lixo, pós e detergente, água

E

das bocas desdentadas

E, com feitiço seu,

verdade moderna, mas que no fundo tenha ódio e maldade, para destruir

frases horrendas saíam, uivos, berros, gargalhadas,

dentro do caldeirão,

de repente apareceu

enquanto o caldo mexiam

a

bruxa: Poluição.

o

mundo

de esgoto e sujeira

 

Era velha e enrugada,

E

tão grande o fedor

Mas começaram a chegar, pois queriam conhecer

Bruxa 1: Vai ser só o pen-

a

pele murcha e cinzenta,

daquela Poluição, que até as bruxas, com horror tamparam o seu narigão

samento,que você vai enfei-

fedorenta e esburacada, de olhos cor de pimenta.

a

bruxa, para lhe ensinar

 

tiçar

o

que devia fazer

e

o homem, nesse momen-

   

to,

 

vai agir em seu lugar.

Bruxa 2: Ele, em nome do progresso, as matas vai derrubar e assim, nesse

Bruxa 3: E, nos rios, vai jogar esgotos, pós, detergentes e os peixes

Bruxa 4: E as fábricas com a fumaça vão poluir todo o ar.

Bruxa 5: O mundo, minha querida,vai ser só destrui-

 

ção:

processo,

vai matar.

E

você vai achar graça,

pobre, deserto, sem vida.

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com as chuvas vai acabar.

Todos vão ficar doen- tes.

pois ninguém vai respirar.

Cumpra nossa maldição

Bruxa 6: Mas perigo há, com certeza, do nosso plano falhar: quem amar a natureza, não se pode enfeitiçar.

Bruxa 7: Cuidado, seja

O dia foi clareando

E um restinho de vento

prudente!

e

as bruxas, bem devagar,

aqueles livros fechou e, assim, um novo tempo

Veja se pode mudar

nos seus livros foram en-

a

cabeça dessa gente.

trando

de feitiço começou.

Não custa nada tentar

e

ocupando o seu lugar.

A última bruxa, agora, poderosa era, então, voando, ela foi embora começar a poluição

E

matas e rios matar. Quanto ar já poluiu! Com o verde acabar

ela conseguiu

Ninguém toma providência contra a tal Poluição, mas podemos, com paci-

1. Amando o verde, criança, nós unidos, com certeza, poderemos ter esperança

ência,

de salvar a natureza.

   

jogar seu plano no chão

2. E, quando você crescer e puder até mandar, castigue e faça correr, quem com o verde acabar.

3. Quem nossos rios sujar e quem amar a sujeira. Quem a fumaça jogar no ar, causando poeira

4. E, assim, a Poluição não terá mais a vitória e nos livros ela, então, também será uma histó- ria

 

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1.

Abre as cortinas

BORRÃO E DE LIMPINHO, TODOS TEMOS UM POUQUINHO 2. Sucatas atiradas no palco

3.

Borrão fala: Há, há, há meu negócio é sujar

4. Borrão entra - saco de lixo furado

5.

Fala: isto sim, sujeira faz bem para mim:

- minha vida é um grude, sujeira faz bem para a saúde

- quando eu começo a sujar, não sei quando vou parar

6. Borrão espalha o lixo em todas as direções, até contra a platéia

7. Borrão contempla a sujeira e fala: que obra de arte! que bonito!

Respira fundo e fala: que gostosa e malacafenta* poluição do ar!

8. Borrão tropeça na sucata e sai do palco.

PALCO BAGUNÇADO

2. Limpinho fala: quem será o porquinho que sujou este caminho?

quem será esse porcão que sujou todo este chão?

3.

Limpinho entra e se assusta e fala: É um porco de raça pois sujou toda a praça!

4.

Limpinho fala com a platéia: Meus amiguinhos preciso de um informação, vocês viram quem fez isto, que sujou

o

calçadão?

5.

Limpinho olha em volta e recolhendo algumas sucatas fala: quanto lixo amiguinhos! Vocês vão deixar eu limpar

sozinho?

- Limpinho convida voluntários para ajudar na limpeza.

6. Limpinho enquanto faz a limpeza explica o que é uma cidade limpa.

7. Limpinho sai de cena e retorna com corações da campanha e com um carrinho do projeto onde recolhe o lixo,

após agradecer a ajuda dos voluntários os presenteia com um coração autografado e fala: quem um destes cora- ções usar do time do limpinho pode participar!

8. Limpinho sai de cena levando o lixo.

9. Borrão cantando: Eu sujo as paredes, eu sujo o chão, eu gosto do mau cheiro, meu nome é Borrão!

10. Borrão entra no palco e fala: Uééééé

11. Borrão fala: criançada vocês viram quem estragou a minha arrumação

12. Só podia ser o limpinho, aquele fulano que gosta de ver tudo no seu lugarzinho!

Entra uma moça com um coração da campanha

13. Borrão esfrega as mãos e sai de cena, retorna trazendo uma lata de lixo e despeja em cima da moça e foge.

14. A moça irritada pergunta quem fez aquilo.

Borrão se esconde atrás de um poste.

quem foi que estragou aquela linda e bela decoração?

quem?

15.

Moça limpa a sujeira e sai de cena

16.

Borrão se encosta e cantando uma música come uma banana, joga as cascas no chão.

17.

Entra o guarda no palco-pisa na casca de banana e cai

18. Borrão ri.

19.

Guarda desconfia do Borrão e o interroga. 20. Borrão diz que não foi o responsável.

21.

O guarda explica para o Borrão e para a platéia que existe lixo reciclável e o orgânico e que lixo orgânico são

frutas podres, cascas de ovos, erva de chimarrão, pó de café, etc. e podem ajudar a natureza quando são enterra-

dos em adubos são transformados.

22. Borrão escuta com muita atenção

2 o ATO

23. Guarda sai

24. Borrão dorme.

1.

Limpinho entra em cena

2. Borrão acorda assustado

3.

Limpinho fala: Borrão, Borrão, agora me escute com atenção!

Limpinho apresenta a cartilha da Cidade Limpa (confeccionado em sala de aula)e diz que de Borrão e de Limpinho

todos temos um pouquinho!

4. Borrão entristecido fala: Como estou envergonhado, pois toda a minha vida tenho sido relaxado!

5. Limpinho fala: Meu amigo Borrão, uma oportunidade vai ganhar pois todas as pessoas presentes querem agora

te perdoar!

6. Limpinho fala: meus amiguinhos, vamos perdoar o Borrão!

7. Bem Borrão perdoado está, mas de hoje em diante não deve mais sujar o mar, a terra e o ar!

8. Meu amigo Limpinho quero mudar mais, por mais que me esforce o caminho não sei encontrar.

9. Limpinho fala: Borrão, Borrão fique alegre amigão o caminho já encontraste e começa em teu coração!

10. Borrão olha seu coração branco e mostra para todos, chama o guarda, a moça e feliz canta uma nova canção

11. Borrão cantando: Eu sujava as paredes, eu sujava o chão, eu gostava do mau cheiro, hoje não gosto não. O

que me fez mudar assim de opinião foi uma coisa boa que se chama coração!

12. Todos cantam a música do Borrão

13. Fecham-se as cortinas.

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O Rio e o Reflorestamento Autora - Marina Strachman* Personagens:

Dna. Jequitibá Rosa: Mãe de muitas árvores, frondosa, forte e muito risonha Sr. Palmito: Um senhor muito medroso, magro e alto, é o último de sua família que mora nas redondezas. Sra. Pitanga: Recém mudada para a região, doida para ter novos amigos. Dna Bananeira: Seu maior prazer é poder alimentar todos os seres da região com seus deliciosos cachos. Sr. Sabiá: Um passarinho simpático, que cuida de todos. Macaco Pimpolho: Morador da região que junto com seus irmãos brinca com todos. Família Pimpolho: São cerca de 5 espécies de macaco “mico dourado”, não se sabe ao certo, porque às vezes um ou outro some Dna. Enxurrada: Uma senhora que não se sabe porque, mas está sempre mau-humorada e quando fala,

é sempre aos berros, molhando todo mundo. Sr. Tempestade: Marido da Dna Enxurrada, senhor muito calmo, de fala grossa, mas quando fica nervoso

e manifesta esse nervosismo, causa o maior estrago. Chuvinha: Filha do Sr.Tempestade e Dna. Enxurrada, tem uma voz linda, é calma e doce. Sra. Minhoca: Se acha a dona das terras da região, só porque com sua família, conseguiu algumas bem feitorias, muito convencida. Periquitico: Amigo de todos e muito trapalhão, vive colado em seus grandes amigos, Tucacano e Canari- rico: São amigos inseparáveis, a prof. da escola, a Tia Sombra e Água Fresca, vive dando bronca neles. Tia Sombra e Água Fresca: Professora de todos os pequenos, muito inteligente, amorosa e cuidadosa.

TEXTO Vivemos em um pequeno, mas muito pequeno pedaço de mata. Estamos rodeados pela cidade de um la- do e por plantação de outro, mas temos muita sorte, pois moramos na beira de um riozinho. Por causa disto, nin- guém mais mexe conosco. Eu, Tia Sombra e Água Fresca contarei para vocês como é a nossa vida aqui Tia Sombra e Água Fresca -Bom dia Chuvinha. Chuvinha responde -Bom dia Professora. Tia Sombra e Água Fresca -Bom dia Periquitico, Tucacano e Canaririco. Os 3 respondem ao mesmo tempo -BOM DIA PROFESSORA! Tia Sombra e Água Fresca -Bom dia Pimpolho, onde estão seus irmãos? Pimpolho - Eu não achei ninguém em casa hoje, professora, puf, puf, puf (barulho de quem está muito cansado de tanto correr), eu vim correndo de tanto medo, sabe, puf,puf,puf, ontem à noite tinha uns moços lá perto de casa, com umas gaiolas, será que eles levaram toda a minha família? Como eu vou viver sem a minha mamãe!!! BUÁÁÁÁ Tia Sombra e Água Fresca - Não Pimpolho, não deve ter acontecido nada, depois da aula eu vou até sua casa com você e vamos verificar o que está acontecendo, tudo bem? Tia Sombra e Água Fresca -Hoje, nós vamos ter uma aula prática, sobre como cuidar da nossa casa. Vamos crianças, vamos passear E assim todas as crianças saem atrás da professora para passear, elas vão andando e chegam até a beira do nosso riacho Dna Jequitibá Rosa -Bom dia, crianças, já de volta? Dna Bananeira - Olá, Sombra e Água Fresca, quanto tempo não nos vemos, você aceita uma banana? Fui eu que fiz! Pimpolho -Uma banana, eu quero! Saí de casa tão apressado que não comi nada. RONCCCC! (faz o es- tomago do nosso amiguinho). Dna Enxurrada, brava e aos gritos -Aí, mas que barulho é esse? Que algazarra! Essas crianças todas

dando risada

viu, mas que pouca vergonha, aquela professora não quer dar aula! TEMPESTADE!!! Venha já aqui! Nós vamos imediatamente a escola reclamar desta professora Sr. Tempestade, com sua voz grossa e pausada –Calma, Enxurrada, a professora está aqui conversan- do com os nossos amigos Sabiá e Palmito, mas você, como sempre, já quer arrumar confusão. A professora, in-

clusive, estava ensinando como podemos fazer para que a nossa mata fique mais aconchegante, mais fresquinho, com mais amigos, o rio mais cheio, para que tenhamos mais vizinhos Enxurrada esbravejando, interrompendo o marido -Mais vizinhos? Quem é que quer mais vizinhos, mais algazarra, mais barulho? Você vai ver só Tempestade, eu armo uma enxurrada daquelas e ponho todo mun- do para fora! Faço cair água até abrir uma daquelas fendas na terra, como chama mesmo aquilo

, que você sabe que quando eu fico nervoso, eu arraso com tudo que está a minha frente! E você vai ser a primei- ra!!!

CHUVINHA, o que é que você já está fazendo em casa? Você não foi para a escola? Onde já se

Tempestade, agora MUITO bravo -

Erosão, Voçoroca

mas você está ficando louca mulher? Olha

Chuvinha - Não Papai, não faça isto, por favor! Snif, snif, (já chovendo baixinho, digo, chorando baixinho).

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Sra. Minhoca, para o casal que brigava -Vocês dois querem parar com isso? Vocês querem me enver- gonhar na frente da Professora das crianças? Vocês não percebem que estão assustando a todos. E ai de vocês se ousarem derramar um rio todo em cima da minha linda terra, cheia de húmus, que eu mesma fiz, toda fofa, agora que as raízes estão conseguindo penetrar na terra como “manda o figurino”. Vai se achando, vai. (e vira a cara toda convencida por seu trabalho). Sr.Palmito (que já estava todo encolhido em seu canto, tremendo de medo) diz- Muito obrigada, dona Mi-

nhoca, a Sra. nos salvou hoje. A professora estava dizendo que ouviu falar de um projeto que estão fazendo para a nossa terrinha, e que vai trazer os meus bisnetos lá da Mata Atlântica para virem morar perto de mim. São os meus netos que continuam lá e que estão fazendo parte deste projeto de reflorestamento. Eu não vou mais ficar sozinho. Dna Pitanga - Salvou mesmo, mas não é de hoje que a Sra. tem feito este trabalho bonito. Olhem só a

minha volta! Quantos filhinhos eu vou ter

professora, mas que imenso prazer. Assim que as minhas crianças tiverem crescido um pouco, eu mando todas para a escola.

E como estão saudáveis!!! Ai, que maravilha! Eu estou conhecendo a

Sombra e Água Fresca -

Dna Jequitibá Rosa - É verdade, pena que eu não tive a mesma sorte. Os meus filhotes se foram, na úl-

Prazer foi meu.

tima vez que este casal aí brigou

dura e seca. Morava aqui só eu e a Dna. Bananeira, era tão triste

A Dna. Minhoca e sua família ainda não tinham se mudado para cá. A terra era

O sol castigava a gente.

Perequitico - Mas aí vieram aqueles homens e começaram a jogar semente e

Canaririco -

E

foram plantando umas árvores pequenas

Tucacano completando - Os três juntos - Não está ficando bonito? Sombra e Água Fresca -

fresquinho e mesmo que a Dna. Enxurrada esbraveje, ela não vai conseguir derrubar toda a mata que nós já cria-

mos aqui, não!

E quando a gente viu o que eles estavam fazendo, a gente resolveu ajudar.

É, a gente pegou um monte de semente no bico e foi voando espalhar por aí!

Olha, tem até mais filhotes de árvores brotando do chão. Aqui está mais

Sr. Sabiá -A água que a gente está tomando é muito mais saborosa e fresca! (Nisso ouve-se uma barulheira de macacos: é a Família Pimpolho, voltando.) Pimpolho -Mamãe, Papai, onde vocês estavam?

Mamãe Pimpolho -

Ora Pimpolho, meu filho, eu não te disse ontem à noite que hoje cedinho eu iria le-

var seus irmãos para tomarem vacina?

Sr. Sabiá - É Dna. Pimpolho, eu tentei contar para ele, hoje de manhã, mas ele saiu tão assustado, tão a- fobado para escola! Parece que estava com medo de mim! Sombra e Água Fresca, interrompendo - Então crianças,vamos rever tudo o que aprendemos aqui, ho-

je

pa, melhora o solo

Aprendemos

que tudo isto: o reflorestamento, as árvores, a mata, deixa o clima mais fresco, a água mais lim-

Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 23

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Férias na casa da Vó - Por Marina Strachman Roteiro de peça teatral para trabalhar a Educação Ambiental nas escolas e outros espaços educativos. Férias na casa da Vó

Personagens:

Pedro: Menino de 12 anos, mora numa cidade grande, e passa as férias na casa de sua avó, numa cidade do interior. Pedro gosta muito de ir lá, pois os avós fazem tudo o quê ele gosta. Pedro é filho de Desi e Chico e irmão mais velho de Mariazinha. Manhê/Desi: mãe de Pedro e de Mariazinha. Filha da Vó Tó e do Vô Miguel. Desi tem 35 anos, é professora e adora visitar seus pais no interior, onde seus filhos ficam à vontade na enquanto ela pode ler, dormir, pintar e na- morar o marido. Paiê/ Chico:pai de Pedro e de Mariazinha, Chico, não fica todo o período das férias com a família, pois trabalha na cidade grande. Mas quando vai para a interior, adora pescar, empinar pipa, andar de carrinho-de-rolimã, jogar bola e principalmente namorar sua esposa Desi. Mariazinha:tem 9 anos e adora ir para a casa da avó, onde pode fazer coisas que não faz na cidade, como jogar bola e subir nas árvores. É briguenta, mas também muito divertida, amiga e companheira.

Maluco: o melhor amigo de Pedro, é um dia mais velho que ele, mora perto do riacho com toda a sua família. Tia Vanda: irmã mais nova de Desi, ela é muito divertida, trabalha com jardins e plantas na cidade grande e sem- pre que pode vem ficar conosco no interior. Tia Guta: amiga da Tia Vanda, cursaram faculdade juntas e a Guta mora perto daqui, ela é separada do marido e vem sempre para cá quando estamos aqui. Dibo: filho da Guta também tem 12 anos e é o mais quieto dos amigos, porém é o maior e o mais forte. Ana: tem 10 anos e é vizinha da Vó Tó, é amiga de todo mundo, gosta de tudo; está sempre feliz; acha tudo um barato. Vó Tó: é uma avó muito legal, nem tão velinha assim, tem por volta dos 60 anos, gosta de ver sua casa cheia de gente, brinca com os garotos, empina pipa, sobe em árvores, canta, dança e prepara o piquenique. Vô Miguel: um senhor simpático que passa o ano todo esperando pelas férias quando pode passear com os ne- tos, filhas e genro para pescar, andar de charrete e outras coisinhas.

TEXTO A estória que vamos contar se passa no sítio da minha avó que vive numa cidade do interior. Pedro (eu) é um menino de 12 anos, que mora numa cidade grande e passa as férias na casa de sua avó num sítio, em uma cidade pequena do interior. Lá ele pode optar por passear no riacho, na cachoeira, no lago, mata virgem, ou andar de trem, além de encontrar e se divertir com seus amigos, Maluco e Ana, o Vô Miguel, tia Vanda, sua amiga tia Guta (pelo menos nas férias). Ele adora ir para lá onde pode andar descalço, sumir o dia inteiro que ninguém briga, pois sabem que ele está brincando com seus amigos e que, quando o “estômago ronca” eles apa- recem (ou seja estão sempre de volta na hora do almoço e nas outras refeições). Bem cedo pela manhã Maluco – Pedro, Pedro, Peeeeeeeeddddddddrrrooooooooooo Vô Miguel (preparando a charrete) -Bom dia Maluco, o que você faz aqui tão cedo? Maluco –Ah, bom dia Vô Miguel! Quero saber se o Pedro já chegou. Vô Miguel –Já chegou sim, ele tá tomando café, a Vó Tó fez aquele bolo que você gosta, não quer entrar? Maluco (largando a bicicleta na frente da casa) – Já tô indo! Pedro – E aí Maluco, tudo bem, cara?! Mãe, o Maluco já tá aqui! Posso sair com ele? Maluco – Isso é jeito de falar comigo?! Você se esqueceu que sou muuuuiiittttoooo mais velho!!! E os dois( Pedro e Maluco) caem na gargalhada. Manhê (entrando em cena)– Maluco, essa foi boa! Claro que pode sair com o Maluco, Pedro! Mas vamos tomar café primeiro. Maluco, o que você quer? Pão, bolo, café com leite?

Sabe eu saí correndo de casa para vir aqui, ver se o Pedro já tinha chegado,

Maluco – Ai, tia Desi, quero tudo

que nem comi nada Mariazinha – Oi Maluco! Pedro – Hei Maluco, vamos lá buscar o Dito? Vamos de charrete, ou de trem? Maluco – Vamos de trem, faz tempo que eu não ando de trem. Mariazinha – Posso ir junto? Deixa Pedro? Deixa Mãe? Manhê - Pode ir, todos podem ir, mas vocês não podem esquecer de descer do trem na 1º parada, porque de repente vocês vão parar lá no litoral! Vó Tó – Vocês não querem ir de charrete e voltar de trem? O Vô Miguel tá indo para aqueles lados, ele vai adorar levar vocês! Vô Miguel (entrando em casa) –Tó, me serve um café e um pedaço de bolo, para eu poder ir embora. Quem vem comigo?

Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL 24

Ateliê de Aprendizagem - prof Arlindo Costa – 2006 PROJETO DE EXTENSÃO: EDUCAÇÃO AMBIENTAL

24

Ana - Oi todo mundo! O que vamos fazer hoje?

Pedro - Oi Ana! Que legal que você chegou, vamos juntos! Tamo indo lá na casa do Dibo e a gente volta de trem. Saem Vô Miguel, Pedro, Maluco, Ana e Mariazinha.

Desi – Ah, que delícia, saiu todo mundo tas para as crianças, elas cresceram muito. Vó Tó- Vamos sim, só vou me trocar.

No final da tarde, na mesma cozinha, onde estão Desi e a Vó Tó, ouvem-se ruídos e chegam todos. Voltam Vô

Miguel, Pedro, Maluco e Mariazinha, e mais tia Vanda, tia Guta, Dibo

Tia Vanda- Oi, Mãe! Oi mana! Mãe eu e a Guta trouxemos umas mudas de árvores daqui região para a gente

plantar lá perto da cachoeira Chico – Oi pessoal! Pedro e Ana (correndo em direção ao pai)- Oi Pai! Que legal! Você veio antes! Chico (com um grande sorriso no rosto) - Fiquei com saudades de vocês, de sua mãe, deste lugar

e resolvi

antecipar minhas férias. Hummmmmm, que cheiro bom de café! Tia Guta – Com bolinho de chuva, bolo de fubá e queijo fresco. Vó Tó (já colocando mais água para ferver e mais uma xícara na mesa) – Que delícia, todo mundo aqui! Eu estava com saudades dessa agitação. Sejam todos bem vindos! Sentam-se todos à mesa. Ouve-se um trovão. Maluco – Ih! Lá vem chuva. Na última chuva que teve, entrou água em casa e foi uma correria. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Quando tinha aquela mata grande lá perto da serra, isso não acontecia. Minha mãe disse que é porque derrubaram tudo para fazer pasto. Tia Vanda – Sua mãe tem razão, Maluco, era disso que a gente tava conversando quando chegou. Tia Guta – Tem também a construção da estrada, estamos verificando estes problemas e fotografando tudo para fazer um relatório e enviar ao governo do Estado, Ibama Manhê- Do que vocês estão falando? Não vi nada disso! Vô Miguel – Desi minha filha, amanhã a gente dá uma volta e te mostra, você não vai gostar Tia Vanda- Boa idéia a gente pode preparar um piquenique para amanhã, e mostrar tudo isso para todos vo- cês. Depois vamos lá perto do lago e da cachoeira. Lá podemos pescar, empinar pipa e subir nas mangueiras que devem estar carregadas! Chico – Ótima idéia! Desi, ainda dá tempo de fazer aquela torta Desi – Claro! Guta você me ajuda? Ana – Posso ajudar também? Mariazinha –Mãe, posso fazer sanduíche de atum? Pedro – Vó, faz aquele bolo que parece que tem formiga dentro? Vó Tó – Faço Pedro, mas você precisa ir à venda, para mim, buscar coco ralado e chocolate granulado. Mas an- tes, é melhor a gente ver tudo o que vai levar, fazer uma lista e aí você vai com o Maluco e o Dibo e buscam tudo, tá bom? Miguel, você pega uns ovos para mim no galinheiro? Vô Miguel- Pego Tó, vou trazer um pouco de caju para fazer um suco fresco também. Saem todos de cena, voltam, preparam a cesta de piquenique, levam tudo, vara de pesca, pipa, bola e saem de cena. Voltam todos no final da tarde. Dibo volta com sacos cheios de resíduos sólidos (lixo), Pedro trazendo 2 pneus, Chico entra com duas armadilhas para passarinho. Entram todos falando ao mesmo tempo. Tia Guta- Temos que denunciar, temos que fazer alguma coisa, Chico, o que podemos fazer? Chico- Podemos ir até a prefeitura amanhã e tentar falar com alguém Vô Miguel- Tenho uma idéia melhor, vamos conversar com o novo prefeito, ele é meu amigo. Amanhã vamos à casa dele tomar um café e contamos o que está acontecendo. Pedro - Isso Vô! A gente pode ir junto? Maluco – Claro! E a gente leva tudo isso para ele ver! Ana (falando muito rápido, quase não dá para entender) – É a gente leva tudo, e mostra para ele e a gente convoca a população e a gente vai nas escolas e Dibo – Calma, Ana, a gente tem as férias todas para organizar o que fazer Tia Vanda - Eu acho que a gente pode começar pelas escolas. Desi - Eu acho que podemos conversar com os vizinhos e amigos do papai e da mamãe para contar o que está acontecendo lá p’ros lados da Cachoeira da curva. Vó Tó - Isso e vamos pedir que todos ajam com bom senso, cada um fazendo a sua parte, teremos está cidade bonita de novo. Todos- Boa idéia! Chico, Desi e tia Guta entram com uma faixa que todos estendem juntos com os dizeres: Se cada um fizer a sua parte, teremos um mundo melhor!

Mãe, vamos comigo até a cidade, quero ver umas bermudas e camise-

e

o Chico que chega de surpresa.