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OS ANTECEDENTES DO MANIFESTO DOS PIONEIROS DA EDUCAÇÃO NOVA (1932)

Simone Burioli Ivashita – Universidade Estadual de Maringá 1 Renata de Almeida Vieira – Universidade Estadual de Maringá 1

Introdução

O tema proposto para este artigo são os antecedentes do documento do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, que propunha a criação de um sistema nacional de ensino que se configura nos anos 30. A discussão sobre a educação que se efetiva por meio da publicação em 1932 do Manifesto já vinha sendo gestada antes deste período. O artigo pretende oferecer as discussões apresentadas nesse documento, assim como seu contexto histórico. Ao trabalharmos com o período dos anos 30, entendemos ser necessário realizar uma retomada das reformas dos anos 20 que caracterizaram, ao menos em parte, o conteúdo expresso no Manifesto publicado mais de uma década depois. Segundo Mate (2002) normalmente quando se estuda esse período toma- se como marco inicial a Revolução de 30, quando as ações de Getúlio Vargas aparecem como eixo explicativo para questões políticas e sociais. Não queremos negar o importante papel desenvolvido por Vargas nesse período, mas optamos por um marco temporal que possibilite pensar as propostas educacionais que já estavam em andamento antes desta data.

Nas décadas iniciais do século XX, o ensino público no Brasil, apontava alguns problemas, tais como: alto índice de analfabetismo, desistência escolar, e

a inexistência de uma educação básica comum. No âmbito social, político e

econômico, o Brasil passava por importantes mudanças, como a industrialização,

a urbanização juntamente com a migração para as cidades. Os signatários do

Manifesto defenderam propostas no intuito de solucionar os problemas da educação no país. Propuseram, principalmente a organização do ensino em seus

1 Mestrado em Educação pela Universidade Estadual de Maringá.

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diversos níveis, defendendo a unicidade da educação, tendo por finalidade reconstruí-la, indicando a urgência da criação de um Sistema Nacional de Ensino. A ideologia dos renovadores está explícita nas páginas desse documento, como deixa claro Romanelli (1978, p. 145) no trecho a seguir:

O documento tem por objetivo imprimir uma direção mais firme ao movimento renovador e defini-lo mais objetivamente. Opondo-se ao empirismo das reformas parciais, o manifesto surge como uma convicção abertamente definida da necessidade de se construir e aplicar um programa de reconstrução educacional de âmbito nacional.

Nosso recorte temático circunscreve-se especificamente em saber o quanto as Reformas empreendidas em diversos estados pôde contribuir para a elaboração/construção do texto que culminou no Manifesto. Quais as aproximações e distanciamentos possíveis de serem visualizados? Pode-se assinalar como um dos ícones da Escola Nova no Brasil, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, lançado em março de 1932. Sua trajetória de construção, bem como seu teor expressa o embate travado entre o velho e o novo no campo educacional e político.

Alguns aspectos do cenário da época

Para entendermos um pouco sobre o porquê da criação do Manifesto dos Pioneiros, certamente, é preciso fazer um breve decurso na história brasileira do início do século XX, mais especificamente à instalação do regime republicano. De 1889 a 1929 prevaleceu no Brasil a política denominada café com leite, que consistia na alternância entre mineiros e paulistas na administração do país. Naquele momento a economia brasileira era essencialmente agrário-exportadora, isto significa que se vendia produtos primários, particularmente o café, e importava-se produtos industrializados. No início do século XX, no entanto, dois acontecimentos externos tiveram ressonância aqui no Brasil, foram eles, a eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Revolução Russa (1917). Tais acontecimentos, de certa forma, contribuíram para uma efervescência social que se acentuou no decorrer da década de 1920.

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Segundo Cunha (1980), a referida década foi marcada, entre outras coisas, pelo florescimento do movimento operário, por uma série de levantes dos tenentes, denominado de Tenentismo, bem como por disputas eleitorais entre os diferentes segmentos da oligarquia rural. Ademais, em decorrência dos efeitos da Primeira Guerra Mundial, e diante da dificuldade para importar produtos industrializados, o Brasil foi impulsionado a criar algumas fábricas, ainda que elementares. Nesse cenário, vale destacar um elemento que de perto nos interessa, qual seja, o despertar de uma parcela da população, particularmente aquela ligada ao trabalho nas fábricas, que desdobrou em insatisfação e efervescência social. Tal fenômeno teve repercussão no campo educacional, daí o discurso de que era preciso restabelecer a ordem por meio da educação do povo. A esse respeito, Cunha (1980) destaca que para os senhores das oligarquias rurais, grupo social hegemônico da época, interessava a educação moral dos trabalhadores ao invés da difusão do ensino primário. Contudo, devido as mudanças no arranjo político foi possível o aparecimento dos profissionais da educação, no início da década de 20, que pretendiam remodelar o sistema de ensino, bem como acreditavam que o remédio para os males da nação era acabar com o analfabetismo por meio da instrução pública. O autor acrescenta que em 1924 foi fundada, por esses profissionais, a Associação Brasileira de Educação – ABE, que funcionou como um instrumento de difusão de suas idéias. A referência paradigmática adotada pela ABE advinha dos Estados Unidos, em detrimento da influência francesa presente até então, sendo que um dos fatores que colaborou para essa influência foi os colégios secundários norte- americanos instalados no Brasil e que gozavam de grande fama. No que se refere aos componentes da ABE, dois nomes são importantes para o nosso estudo, são eles o de Fernando de Azevedo e Anísio Teixeira. Sobre Fernando de Azevedo, jornalista de “O Estado de São Paulo”, Cunha (1980) destaca que representava uma corrente do liberalismo brasileiro, denominada de “elitista”, em decorrência disso, sua preocupação, no que tange a educação, era voltada para a formação escolar das camadas médias e das elites dirigentes. Já sobre Anísio Teixeira, filho da oligarquia baiana, vale reter que em uma viagem a Nova Iorque em 1929 teve a oportunidade de conhecer a

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Universidade de Columbia onde lecionava John Dewey 2 (1859-1952), adepto do liberalismo igualitarista. Anísio Teixeira se impressionou com o pensamento pedagógico lá ensinado, matriculou-se em um curso de especialização em educação, aderiu ao pensamento de Dewey e ao retornar ao Brasil se tornou o seu tradutor. Com a revolução de 1930 houve um ambiente favorável à divulgação do pensamento de Dewey. Uma outra corrente começou a surgir dentro da ABE, a saber, o liberalismo igualitarista, cujo principal líder foi Anísio Teixeira. E, ainda, em 1931, Anísio Teixeira passou a trabalhar no recém criado Ministério da Educação no Rio de Janeiro, que também era onde ficava a sede da ABE, foco irradiador de novas idéias no campo da educação. De acordo com Xavier (2003), em dezembro de 1931 foi realizado no Rio de Janeiro um encontro de educadores a “IV Conferência Nacional de Educação” patrocinada pela Associação Brasileira de Educação - ABE, em que esteve presente Getúlio Vargas e Francisco Campos (Ministro da Educação). Nesse encontro Getúlio Vargas solicitou aos educadores presentes a apresentação de uma filosofia para a educação do país, ou seja, princípios orientadores da política educacional. No entanto, sendo impossível o consenso de idéias, houve a cisão, em dois blocos, dos educadores presentes, sendo que um era constituído pelos conservadores e aí se incluía o grupo católico e o outro era constituído pelos liberais, elitistas e igualitaristas, logo, configurava-se um cenário de embate entre grupo pioneiro e o de perspectiva conservadora, do qual fazia parte o grupo católico. Para Xavier (2003) havia nessa divisão de idéias, entre outros fatores, inclusive políticos, a questão polêmica da alteração do artigo 72 da Constituição de 1891 sobre re-inclusão do ensino de religião nas escolas públicas. Alguns educadores do grupo pioneiro resolveram expressar seus pontos de vista em um manifesto “ao povo e ao governo” divulgado em princípios de 1932, denominado “A Reconstrução Educacional no Brasil”, porém mais conhecido como “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”. Tal manifesto foi assinado

2 Filósofo norte-americano, maior expoente do movimento da Escola Nova, concebia a educação em sentido democrático, legitimava a igualdade de oportunidades educacionais para todos, visto que uma base democrática deveria ser dada pela escola.

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por 26 educadores 3 , dentre eles Fernando de Azevedo, Anísio Teixeira e Lourenço Filho.

O texto do Manifesto expressou um ideal reformador, que teve início com

um movimento educacional gestado por volta da década de 1920, quando

iniciaram as primeiras reformas educacionais em diferentes estados brasileiros. A primeira reforma foi realizada em São Paulo, no ano de 1920 por Sampaio Dória; em 1922 a reforma foi empreendida no Ceará por Lourenço Filho e no Distrito Federal em 1927 realizada por Fernando de Azevedo. Segundo Romanelli (1978) houve ainda as reformas nos estados de Pernambuco em 1928 (Carneiro Leão); Minas Gerais em 1927 (Francisco Campos); na Bahia em 1928 (Anísio Teixeira) e no Paraná (1927 Lysímaco da Costa). Tais reformas, de modo geral, tinham por objetivo modificar a área educacional no Brasil, sendo precursoras do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Ao pontuar as datas e locais das reformas não negamos os modos peculiares com que elas aconteceram nas diversas regiões do país, entendendo que os resultados assinalam tal singularidade. Não pretendemos generalizar as reflexões aqui estabelecidas apontando uma homogeneidade nas reformas e sim procurar o quanto as idéias dessas reformas estavam em consonância com o texto do Manifesto, posteriormente publicado.

A Escola Nova é o movimento educacional que surgiu para propor novos

caminhos a uma educação que para muitos parecia não estar em sintonia com o mundo das ciências e das tecnologias. Segundo Libâneo (2006, p. 154), o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova intentava a reformulação da política educacional com base pedagógica renovada. Os intelectuais presentes na IV Conferência Nacional de Educação (1931) atenderam a um pedido de Vargas, para contribuírem para a elaboração de uma proposta educacional, que seu governo não possuía. Ficavam expressas, em linhas gerais, que o manifesto defendia uma escola pública, obrigatória, laica e gratuita, “que eliminasse o espírito livresco da educação em vigor e adquirisse

3 Os 26 educadores são: Fernando de Azevedo; Afrânio Peixoto; Sampaio Dória; Anísio Teixeira; Lourenço Filho; Roquete Pinto; Frota Pessoa; Julio de Mesquita Filho, Raul briquet; Mario Casasanta; Delgado de Carvalho; Ferreira de Almeida Junior; JP. Fontenelle; Roldão Lopes de Barros; Noemy da Silveira; Hermes Lima; Attilio Vivacqua; Francisco Venâncio Filho; Paulo Maranhão; Cecília Meireles; Edgar de Mendonça; Armanda Álvaro Alberto; Garcia de Rezende; Nóbrega da Cunha; Paschoal Lemme e Raul Gomes.

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aspecto mais prático, profissionalizante, aberta a todas as classes sociais, a fim de construir cientificamente o País, na perspectiva da racionalidade científica”. Segundo Machado (2005, p. 111) “o manifesto constituiu-se como um documento histórico sobre o momento e que se traçaram as bases da política nacional de ensino”. Saviani (2006) assegura que o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova pode ser considerado um importante legado deixado pelo século XX, pois se caracteriza como referência para as gerações subseqüentes. O autor define o manifesto da seguinte maneira:

esse manifesto propunha-se a realizar a reconstrução social

pela reconstrução educacional. Partindo do pressuposto de que a educação é uma função essencialmente pública, e baseado nos princípios da laicidade, gratuidade, obrigatoriedade, co-educação

e unicidade da escola, o manifesto esboça as diretrizes de um sistema nacional de educação, abrangendo, de forma articulada, os diferentes níveis de ensino, desde a educação infantil até a universidade (SAVIANI, 2006, p.33).

] [

Economicamente, objetivavam substituir uma economia agrária pela produção industrial e pelo trabalho livre e assalariado. Lutavam pela ampliação das indústrias para atingir um desenvolvimento industrial desejável. Politicamente lutavam pela expansão da escola pública, que era entendida como responsável pela formação do trabalhador. Alfabetizar era sinônimo de preparar para a cidadania, para o voto, era preciso formar mão-de-obra nacional especializada.

Antecedentes do Manifesto: as Reformas de Ensino

As reformas que foram criadas e implantadas nos diferentes estados revelam semelhanças na maneira de arquitetar a organização e o funcionamento da instituição escolar. Segundo Mate (2002, p. 36) “era muito comum encontrar, na maioria dos projetos que ganham alcance neste momento, o propósito explícito de higienizar, civilizar, modernizar, enfim, preparar camadas da população para novos hábitos de vida e de trabalho”. A mesma autora aponta que as reformas de ensino que marcaram a década de 20 em vários estados inserem-se no movimento que encontra dificuldade em organizar os sujeitos e, portanto iniciam pesquisas e projetos para uma reforma social.

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Conforme afirma Machado (2005, p.112) “por influência do debate internacional, a partir de meados do século XIX difundia-se no Brasil a idéia da necessidade de se criar a escola elementar para o povo, ou melhor, a escola primária para todos”. Uma das maiores influências teórica do movimento da Educação Nova foi a do filósofo norte-americano John Dewey (1859-1952). O intuito do manifesto foi, entre outras, distinguir os educadores chamados liberais, daqueles ligados ao ensino católico e conservador. O Manifesto defende a laicidade do ensino e a obrigação do Estado de tornar efetivo o direito de cada indivíduo a sua educação integral. A idéia predominante na época era modernizar a sociedade brasileira e para isso era necessário promover o “desenvolvimento da industria e a utilização de novos maquinários, o desenvolvimento das estradas de ferro, do telégrafo, do correio, enfim, o incremento dos transportes e meios de comunicação” (MACHADO, 2005, p.114). Para que ocorresse toda essa modernização era apontada a educação do indivíduo como a chave para a solução dos problemas. Por isso “a educação tornou-se palavra de ordem entre os intelectuais que buscavam alfabetizar a população brasileira, preparando-a para ao exercício da cidadania através do voto”. (MACHADO, 2005, p.114). Para que esse objetivo de formar cidadãos fosse alcançado, criaram-se inúmeras escolas, principalmente no estado de São Paulo, que se tornou modelo, como afirma Souza (2006 p. 112):

No final do século XIX, os republicanos implantaram no estado de São Paulo um sistema público de ensino considerado moderno, cujos princípios, instituições e organização administrativa e pedagógica serviram de modelo e motivaram a reorganização do ensino público em vários estados brasileiros. Para a constituição desse moderno “aparelho de ensino”, os republicanos paulistas incorporaram boa parte dos elementos implicados na modernização educacional em voga, em circulação nos países considerados civilizados, valendo-se, também, das experiências acumuladas no país durante o Império e das iniciativas implementadas no final desse período.

Entretanto, não era suficiente a construção de exemplares prédios escolares, se não houvesse um modelo educacional que fosse compatível com essa realidade. Machado (2005, p. 120) afirma que “no discurso, apresentava-se

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a escola como fundamental para a modernização da sociedade. No entanto,

enfrentar-se-ia muita dificuldade para a efetivação da escola pública, gratuita,

obrigatória e laica”.

A elaboração de um sistema de ensino toma fôlego nos anos 20 por meio

de reformas nos Estados, inspiradas em idéias pedagógicas sistematizadas na Europa e nos Estados Unidos, que ficaram conhecidas, de forma genérica, sob a designação de Escola Nova. Mate (2002, p. 40) afirma que essa tendência foi adequada por alguns educadores da educação 4 , “discutindo e adaptando métodos e práticas de ensino que então circulavam local e internacionalmente, os renovadores (assim autodenominados) utilizaram tais estudos adequando-os aos movimentos, políticas, situações e interesses aqui vividos”. Designado pelo governo de São Paulo em novembro de 1920, Sampaio

Dória 5 apresentou o projeto de reforma da instrução pública do estado de São Paulo. Nossa intenção é focalizar a dimensão moral que a Reforma de 20 incitava. Segundo Mate (2002) a formação cívica da mocidade e a defesa da pátria eram alguns dos ideais da Liga Nacionalista, que auxiliou Sampaio Dória a elaborar a Reforma de 1920.

É possível perceber a Reforma de São Paulo como, possivelmente, a

primeira reforma pedagógica que trouxe um caráter padronizante, “não somente pela instituição da obrigatoriedade de ensino em si mesma, mas porque esta veio articulada a outras medidas, como a inspeção escolar, em relação tanto aos alunos como aos professores” (MATE, 2002, p. 45).

O projeto propunha o recenseamento escolar, classificando sem instrução

as crianças fora das escolas publicas ou particulares. Segundo Mate (2002, p. 47)

a idéia era “inserir a maioria das crianças numa forma de instrução, tendo como

meta a redução do índice de analfabetismo”. Conforme Cavaliere (2003, p. 32) o analfabetismo era “encarado como ‘doença’, pela intelectualidade da época, como o ‘maior inimigo da Pátria’, nas palavras de Sampaio Dória, deveria ser combatido heroicamente. Tratava-se de uma cruzada moral”. Podemos pensar que a palavra de ordem da reforma foi a reestruturação do ensino elementar, no intuito de

4 A obra Introdução ao Estudo da Escola Nova, publicada em 1929 por Lourenço Filho sistematiza bem essas ideias no Brasil. 5 Sampaio Dória era um dos principais membros da Liga Nacionalista fundada em São Paulo em 1917, que tinha como princípio a erradicação do analfabetismo.

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garantir vagas para as crianças que ainda se encontravam fora da escola, dados esses que foram conseguidos por meio do recenseamento proposto pela reforma. Era visível a preocupação com o fenômeno da evasão escolar por parte das elites educadoras da época. A função primordial da escola, nesse momento, pode ser entendida como a regeneração da sociedade por meio da instrução das futuras gerações, entretanto a inquietação maior manifesta-se mais em direção a um projeto de organização de um sistema único de ensino que fosse capaz de atrair e manter o maior número de alunos na escola e menos como um projeto de atendimento às necessidades e demandas de escolarização da população (MATE, 2002). Segundo Mate (2002) havia a indicação de formas próprias de obrigatoriedade e inspeção escolar, como por exemplo, a fixação de um determinado horário escolar, tentando estabelecer o hábito da freqüência; a introdução de novos métodos pedagógicos criando suporte para a padronização do processo ensino-aprendizagem. Nas palavras da autora:

a memória dos renovadores deixa registros de que as

mudanças pedagógicas convergiam para tornar o espaço escolar um lugar para aprender e incorporar hábitos e costumes necessários à reorganização que se operava na sociedade. Para esse objetivo, mudanças na prática docente também foram necessárias no sentido de sua padronização, para a qual as aulas modelos seriam um dos caminhos. (MATE, 2002, p. 48).

] [

A reforma do ensino paulista de 1920 foi emblemática e prenunciadora de

um conjunto de problemas que vieram a enfrentar administradores e sistemas

educacionais do país durante todo o século XX, segundo afirmações de Cavaliere

(2003).

É interessante observar que Sampaio Dória acreditava que a escolarização

poderia promover o desenvolvimento moral e espiritual da população, disseminando consciência cívica e sentimentos de nacionalidade. Nas palavras de Lourenço Filho (2002) foi por causa da escassez das verbas estaduais que Sampaio Dória reduziu o ciclo básico primário de quatro para apenas dois anos, a fim de garantir escolarização primária para todos. Esse ensino de dois anos, tornou-se obrigatório e gratuitos direcionado a todas as crianças entre nove e onze anos, posteriormente seria acompanhado de um “ciclo intermediário de mais

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dois anos e por um ciclo secundário adicional de três anos. O programa de estudos do antigo primário formado por quatro anos seria condensado nos dois primeiros anos de escolarização” (LOURENÇO FILHO, 2002, p. 28). Com o grande prestígio adquirido pela reforma de São Paulo, o governo do Ceará procurou um educador que fosse capaz de empreender trabalho semelhante no ensino cearense. Lourenço Filho foi o nome indicado e em 1922 este educador mudou-se para o Ceará. Segundo Mate (2002) as medidas tomadas por este autor retomavam muito da experiência da Reforma de Sampaio Dória, com as devidas adaptações às especificidades locais, por exemplo não adotou um ciclo básico de dois anos e sim promoveu “um ciclo primário compulsório de seis anos e promoveu um censo escolar para determinar onde as escolas deveriam se localizar” (LOURENÇO FILHO, 2002, p. 29). Segundo suas próprias palavras:

Além de adotar princípios nacionalistas e cívicos e métodos administrativos mais racionais, Lourenço Filho introduziu no Ceará outras práticas escolanovistas, visando a intervir diretamente nos conteúdos e técnicas de instrução. Por sua experiência anterior com os métodos autoritários e seu crescente conhecimento da psicologia da criança, abraçou o ideal de que as escolas primárias não apenas oferecessem alfabetização básica, mas também conhecimentos úteis para a vida cotidiana, respeitando o desenvolvimento do educando (LOURENÇO FILHO, 2002, p. 29).

Devemos acrescentar que Lourenço Filho criou, de fato, toda uma estrutura administrativa escolar no Ceará, elaborando um sistema de ensino que funcionou como referencial para o processo de escolarização que então se estruturava em quase todos os estados. A primeira medida que tomou foi a criação da Diretoria Geral da Instrução Pública (MATE, 2002). O projeto propunha ainda estratégias de formação da nacionalidade pela instrução cívica; criação de órgãos fiscalizadores e de inspeção escolar por meio dos quais as escolas seriam vigiadas; a aplicação de recenseamento como instrumento para o controle da matrícula e freqüência escolar. Segundo Mate:

Ao elaborar uma visão global da educação, concebendo-a como sistema, e ao criar um centro de planejamento, controle, pesquisa e avaliação, Lourenço Filho imprime um projeto de educação, cujos suportes técnico-cientificos fabricam a imagem de neutralidade e de preocupação exclusiva com a qualidade. O

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realizador da Reforma do Ceará, como outros educadores e reformadores sociais dos anos 20, ao definir um conjunto de diretrizes para a educação, estava imbuído de que as necessidades do mundo moderno/industrializado passavam pela construção de um sistema único de ensino, com regras e normatizações muito claras e explícitas a respeito do papel da escola na preparação do homem moderno (MATE, 2002, p. 50).

Em janeiro de 1927 o prefeito da Capital Federal 6 Antônio Prado Júnior ofereceu o convite a Fernando de Azevedo para que assumisse a Diretoria Geral de Instrução Pública do Distrito Federal, tal convite foi reforçado pelo Presidente da República Washington Luís. Entre os anos de 1927 e 1930, este educador e sociólogo, promoveu ampla Reforma Educacional no Rio de Janeiro, cidade esta que se juntava ao coro das demais cidades em processo de reforma, reivindicando a extensão do ensino a todas as crianças em idade escolar. Fernando de Azevedo nasceu em 1894, em São Gonçalo do Sapucaí (MG). Foi um dos integrantes do Movimento Reformador da Educação Pública iniciado na década de 20, que foi impulsionado pela Associação Brasileira de Educação (ABE), fundada em 1924. Fernando de Azevedo foi convidado para redigir o Manifesto em virtude de sua intensa atividade nos meios educacionais e, também, pelo seu relevante papel como um dos dirigentes da Companhia Editora Nacional, uma das principais editoras do Brasil. Constata-se ainda, nas palavras de Mate (2002, p. 62) que, Carneiro Leão foi responsável por uma reforma de ensino no Distrito Federal entre 1922 e 1926. Essa reforma é denominada, por Fernando de Azevedo, como “preparatória para acolher as grandes reformas”. Fernando de Azevedo, ao defender a necessidade de uma (re)organização escolar no Distrito Federal, expõe alguns aspectos do projeto de reforma, cuja linguagem revela grande preocupação com objetividade e racionalização na organização da instituição escolar, de modo a criar diretrizes para garantir a uniformidade de seu funcionamento (MATE, 2002, p. 63). A escola era por ele entendida como uma forma de educar de maneira eficaz para o trabalho produtivo. Na época, era preciso concretizar a formação do povo brasileiro em conformidade com a necessidade nacional.

6 A Capital Federal nessa época era o Rio de Janeiro.

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Segundo Piletti (1982, p. 33) em seu “discurso de posse Fernando de Azevedo propôs duas linhas iniciais de trabalho. A primeira seria constituída pelo recenseamento escolar. A segunda, simultânea ao recenseamento, desenvolveria estudos visando à reforma da instrução”.

O conteúdo do manifesto

Conforme registro anterior, o Manifesto foi elaborado para atender a um pedido do presidente Getúlio Vargas, que o solicitou aos educadores reunidos na IV Conferência Nacional de Educação da ABE. O documento, lançado em março de 1932 e publicado pela Companhia Editora Nacional, inicia-se com uma introdução contendo 24 páginas feita por Fernando de Azevedo, responsável pela reforma da Educação no Distrito Federal, em 1927 e também autor do Manifesto. A princípio, o Manifesto (1932) coloca que dentre todos os problemas nacionais, nenhum tem tanta importância como o problema da educação.

Se o progresso de um país depende das suas condições econômicas, não é possível o desenvolvimento econômico e produtivo [ sem o preparo intensivo das forças culturais e o

desenvolvimento das aptidões à invenção e à iniciativa que são os

fatores fundamentais do acréscimo de riqueza de uma sociedade

(MANIFESTO

]

1932, p. 33, grifo nosso)

E a quem caberia a responsabilidade desse preparo? A educação pública. No entanto, todos os esforços empreendidos até então para criar um sistema de organização escolar, foram desarticulados. No Manifesto é apontado como principal causa desse estado de desorganização do aparelho escolar a:

falta de espírito filosófico e científico, na resolução dos

problemas da administração escolar. Esse empirismo grosseiro, que tem presidido ao estudo dos problemas pedagógicos, postos e discutidos numa atmosfera de horizontes estreitos, tem as suas

] [

origens na ausência total de uma cultura universitária e na formação meramente literária de nossa cultura (MANIFESTO , 1932, p. 34).

Consta no documento que contrários ao empirismo dominante, um grupo de educadores, desde os anos de 1920, inspirados em novos ideais de educação,

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tem buscado transferir a solução dos problemas escolares do plano administrativo para o âmbito político-social. No tópico Finalidades da Educação, o manifesto (1932, p. 40) traz a idéia de que a educação está sempre em correspondência com uma concepção de vida, e nesse sentido:

se a educação está intimamente vinculada à filosofia de cada época, que lhe define o caráter, rasgando sempre novas perspectivas ao pensamento pedagógico, a educação nova não pode deixar de ser uma reação categórica, intencional e

[

]

sistemática contra a velha estrutura do serviço educacional, artificial e verbalista, montada para uma concepção vencida

(MANIFESTO

,

1932, p. 42)

Sem uma sociedade em mudança, altera-se a concepção de vida, logo, a educação requerida como a mais adequada à época. Para os educadores participantes do Manifesto, a Educação Nova era essa educação adequada. No texto do Manifesto é apontado como objetivo da educação nova “organizar e desenvolver os meios de ação durável, com o fim de dirigir o desenvolvimento natural e integral do ser humano com cada uma das etapas do seu crescimento,

de acordo com certa concepção do mundo” (MANIFESTO

, O documento, ao apresentar um plano nacional de educação traz destacado a idéia de que a educação deve ter uma função essencialmente pública, garantida pelo Estado:

1932, p. 42)

do direito de cada indivíduo à sua educação integral, decorre

logicamente para o estado que o conhece e o proclama, o dever de considerar a educação, na variedade de seus graus e manifestações, como uma função social e eminentemente pública,

] [

que ele é chamado a realizar, com a cooperação de todas as

instituições sociais (MANIFESTO

, 1932, p. 45)

Aponta que a educação deve ser para todos, garantida por meio de uma escola comum entendida como “a escola oficial, única, em que todas as crianças, de 7 a 15, todas ao menos, nessa idade, sejam confiadas pelos pais à escola

1932,

pública, tenham uma educação comum, igual para todos” (MANIFESTO p. 47).

E, ainda, que a educação deve ser laica, isto é, “que coloca o ambiente

1932, p. 48),

escolar acima de crenças e disputas religiosas” (MANIFESTO

, gratuita, com um princípio de igualdade que torna a educação acessível a todos

,

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os cidadãos e salienta que “o Estado não pode tornar o ensino obrigatório, sem

, princípio de um ensino sem qualquer segregação, também é contemplada no Manifesto, conforme consta no seguinte trecho:

1932, p. 48). A co-educação pautada no

torná-lo gratuito” (MANIFESTO

A escola unificada não permite ainda, entre alunos de um ou outro sexo outras separações que não sejam as que aconselham as suas aptidões psicológicas e profissionais, estabelecendo em todas as instituições a educação em comum, ou co-educação, que, pondo-os no mesmo pé de igualdade e envolvendo todo o processo educacional, torna mais econômica a organização da

1932,

obra escolar e mais fácil a sua graduação (MANIFESTO p. 49)

,

A educação proposta pelo documento, embora única, sobre as bases e os princípios estabelecidos pelo governo, deve adaptar-se às características

regionais, tendo em vista as condições geográficas do país. Enfatiza ainda que “unidade não significa uniformidade. A unidade pressupõe multiplicidade”

, Um outro fundamento da educação nova é que ela deve ser ativa, reagindo contra as tendências exclusivamente passivas da escola tradicional, e os currículos devem adaptar-se aos interesses do educando, que é tido, nessa concepção como o “eixo da escola”. Isso fica evidente no Manifesto ao assinalar que:

(MANIFESTO

1932, p. 51).

A nova doutrina, que não considera a função educacional como uma função de superposição ou de acréscimo, segundo a qual o educando é “modelado exteriormente” (escola tradicional), mas

uma função complexa de ações e reações em que o espírito cresce de “dentro para fora” substitui o mecanismo pela vida (atividade funcional) e transfere para a criança e para o respeito de sua personalidade o eixo da escola e o centro de gravidade do

problema da educação (MANIFESTO

, 1932, p. 53)

Ademais, para que a escola possa satisfazer os interesses do indivíduo,

para que o aluno possa observar, experimentar e criar atividades é preciso uma adaptação em seu ambiente, tornando-o dinâmico e conectado à sua região, em poucas palavras “a escola deve ser uma comunidade em miniatura”

(MANIFESTO

,

1932, p. 55).

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O documento faz crítica a escola de então, tida como excessivamente

literária, e propõe reformas, como fica explícito a seguir:

A nova política educacional rompendo, de um lado contra a formação excessivamente literária de nossa cultura, para lhe dar um caráter científico e técnico, e contra esse espírito de desintegração da escola, em relação ao meio social, impõe reformas profundas, orientadas no sentido da produção e procura reforçar, por todos os meios, a intenção e o valor social da escola, sem negar a arte, a literatura e os valores culturais

(MANIFESTO

,

1932, p.58).

Em síntese, o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, defendeu novas idéias, tais como: a educação como instrumento de reconstrução nacional; a educação pública, obrigatória e laica; a educação adaptada aos interesse dos alunos. Para finalizar o documento, os educadores reforçam a idéia de que o Estado é responsável pela educação:

de todos os deveres que incumbem ao Estado o que exige maior capacidade de dedicação e justiça maior soma de

sacrifícios; aquele com que não é possível transigir sem a perda irreparável de algumas gerações; aquele em cujo cumprimento os erros praticados se projetam mais longe nas suas conseqüências, agravando-se à medida que recuam no tempo; o dever mais alto, mais penoso e mais grave é, de certo, o da educação que, dando ao povo a consciência de si mesmo e de seus destinos e a força para afirmar-se e realizá-los, entretém, cultiva e perpetua a identidade da consciência nacional, na sua comunhão íntima com

a consciência humana (MANIFESTO

[

]

, 1932, p. 74).

É importante ressaltar que a publicação do Manifesto dos Pioneiros da

Educação Nova balançou, expressivamente, o privilégio exclusivo das idéias pedagógicas dos católicos, pois com os princípios da gratuidade e da obrigatoriedade, o ensino vinculou-se, inevitavelmente, ao único órgão que teria condições de assumir esta proposta, o Estado. Acreditavam que somente assim seria possível inibir os desmandos dos poderes locais.

Considerações Finais

A finalidade desse artigo foi apresentar os antecedentes das discussões oferecidas pelo Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, redigido em 1932,

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por um grupo de educadores. Abordamos especificamente as Reformas dos estados de São Paulo, Ceará e Distrito Federal, entendendo que tais reformas foram precursoras do Manifesto. Optamos por apresentar o contexto histórico em que transcorre o período do manifesto, ressaltando a luta pela ampliação da escola pública, que tinha a função de formar o trabalhador para o voto, para a cidadania. Esse movimento de renovação recebeu grande influência do educador norte-americano John Dewey. O Brasil lutava para se ajustar a uma forma de vida que se identificasse com os Estados Unidos e a Europa, países tidos como industrializados e modernos. O pensamento dominante na época conferia a falta de educação como a responsável pelo atraso em que se encontrava o país. Os Pioneiros da Educação Nova entendiam que, por meio da educação, seria possível formar um “novo” homem, capaz de alavancar o desenvolvimento do país.

Romanelli (1978) afirma que o Manifesto trata a educação como um problema social, na medida em que apregoa a educação como um direito de todos, sem distinção de classes ou situação econômica, assegura que o Estado deve assegurá-la, por meio de escolas públicas, gratuita, laica e obrigatória. Assim, assevera que o documento inova ao tratar a educação como problema social, pois “não só estava traçando diretrizes novas para o estudo da educação no Brasil, mais também estava representando uma tomada de consciência, por parte dos educadores, até então praticamente inexistente” (ROMANELLI, 1978, p.

150).

Todavia, cabe lembrar sempre que, “embora o manifesto tenha causado grande impacto no período em que foi escrito, não gerou ações concretas; seus princípios pedagógicos não foram absorvidos na organização da escola, nitidamente tradicionalista” (MACHADO, 2005, p.120). O conceito de progresso, que eclodiu com a República, com o processo de industrialização, estava impregnado pela defesa da escola. O debate nas primeiras décadas do século XX, começou a crescer no Brasil, “desencadeando não só, em 1930, a criação do Ministério da Educação e da Saúde, mas deu origem a Conferências de âmbito nacional e projetou a organização de Reformas Estaduais que compunham, no conjunto da sociedade, forças e vontades que apontavam para a produção do Manifesto de 1932” (MAZZUCO, 2004, p. 39). Os

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educadores que assinaram o referido documento, já estavam encabeçando muitas dessas reformas em vários estados brasileiros. Os projetos de Reformas, marcados por um otimismo constante, manifestavam esperanças para com a escola, colocando-a na linha de frente para solucionar os problemas da sociedade. Levados por esta expectativa, esses projetos adentraram mais em alguns estados, tais como São Paulo, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Deixamos claro que não queremos apontar somente as uniformidades nas reformas e sim pontuar as aproximações existente entre estas e o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. As discussões que se levantam em torno da questão da melhoria da área educacional no Brasil, podem ser visualizadas em alguns tópicos desde as reformas, como exemplo: a aplicação de recenseamento escolar como instrumento para controlar matrículas e freqüência escolar, o que demonstra uma preocupação com a evasão; redução do índice de analfabetismo; reestruturação do ensino elementar. Mazzuco (2004) nos lembra que a situação da República na década de 30 vem, assinalada pela defesa otimista da educação e pelo cumprimento político de reformas. Na prática, porém, os acontecimentos caminharam mais vagarosamente do que na efervescência do espírito.

Referências

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