Sunteți pe pagina 1din 73

SENAI-PE

Desenho de Caldeiraria

2

SENAI-PE

Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco Presidente Jorge Wicks Côrte Real

Departamento Regional do SENAI de Pernambuco Diretor Regional Antônio Carlos Maranhão de Aguiar

Diretor Técnico Uaci Edvaldo Matias

Diretor Administrativo e Financeiro Heinz Dieter Loges

Ficha catalográfica

532.852

SENAI. DR. PE. Desenho de caldeiraria . Recife,

S474r

SENAI.PE/DITEC/DET, 2001. 73 p.il.

1. DESENHO DE CALDEIRARIA

2. DESENHO I. Título

Direitos autorais de propriedade exclusiva do SENAI. Proibida a reprodução parcial ou total, fora do Sistema, sem a expressa autorização do seu Departamento Regional.

SENAI - Departamento Regional de Pernambuco Rua Frei Cassimiro, 88 - Santo Amaro 50l00-260 - Recife - PE Tel.: (081) 3416-9300 Fax: (081) 3222-3837

3

SUMÁRIO

SENAI-PE

Introdução

5

Planificação de Sólido, Geométrico e Curvas

6

Desenho Linear Geométrico

14

Normas e Convenções

25

Redução Concêntrica de Duto Redondo para Redondo

31

Transição de Duto Quadrado para Redondo

32

Fabricação de Duto

33

Isometria (Perspectiva)

50

Higiene e Segurança do Trabalho

53

Bibliografia

73

4

INTRODUÇÃO

SENAI-PE

O desenvolvimento tecnológico predominante em todos os segmentos da

sociedade vem buscando a participação de profissionais competentes para o desempenho de suas funções.

O técnico em refrigeração domiciliar, comercial e industrial necessita estar

preparado para participar desse mercado competitivo, com conhecimento teórico e prático atualizado, possibilitando um melhor desempenho das

funções.

Além dos conhecimentos específicos na área, o desenho de caldeiraria é parte integrante desse processo.

Foi pensando nessa necessidade que selecionamos, adaptamos e organizamos conteúdos para a construção de material instrucional direcionado a esse tipo de profissional. Para isso, uma bibliografia específica foi consultada, abordando informações referentes a desenho geométrico, desenho técnico e desenho de caldeiraria, que contemplam a prática da refrigeração.

5

SENAI-PE

PLANIFICAÇÃO DE SÓLIDO GEOMÉTRICO E CURVAS

A planificação é um tipo de representação em que todas as superfícies de um modelo são desenhadas sobre um plano. As planificações são feitas com linhas contínuas e com linhas tracejadas.

As linhas contínuas representam os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos.

Linhas

os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos. Linhas Ângulos Triângulos

Ângulos

os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos. Linhas Ângulos Triângulos

Triângulos

os contornos e as linhas tracejadas representam os lugares das dobras dos modelos. Linhas Ângulos Triângulos

6

Quadriláteros

SENAI-PE

Quadriláteros SENAI-PE Polígonos Regulares Circulo e Circunferência 7

Polígonos Regulares

Quadriláteros SENAI-PE Polígonos Regulares Circulo e Circunferência 7

Circulo e Circunferência

Quadriláteros SENAI-PE Polígonos Regulares Circulo e Circunferência 7

7

SENAI-PE

1) Traçar a mediatriz do segmento AB. 2) Dividir o segmento BA em 5 partes
1)
Traçar a mediatriz do segmento AB.
2)
Dividir o segmento BA em 5 partes iguais.
SENAI-PE 1) Traçar a mediatriz do segmento AB. 2) Dividir o segmento BA em 5 partes

8

SENAI-PE

3) Traçar perpendiculares ao segmento AB. 4) Traçar a reta N paralela a reta M
3)
Traçar perpendiculares ao segmento AB.
4)
Traçar a reta N paralela a reta M passando por R.
SENAI-PE 3) Traçar perpendiculares ao segmento AB. 4) Traçar a reta N paralela a reta M

9

SENAI-PE

5) Traçar a bissetriz do ângulo α. 6) Traçar a bissetriz do ângulo α desconhecendo-se
5)
Traçar a bissetriz do ângulo α.
6)
Traçar a bissetriz do ângulo α desconhecendo-se o vértice.
SENAI-PE 5) Traçar a bissetriz do ângulo α. 6) Traçar a bissetriz do ângulo α desconhecendo-se

10

SENAI-PE

7) Traçar o triângulo equilátero A B C e suas mediatrizes.

SENAI-PE 7) Traçar o triângulo equilátero A B C e suas mediatrizes. 8) Construir o quadrado

8) Construir o quadrado A B C D, dado o lado AB.

SENAI-PE 7) Traçar o triângulo equilátero A B C e suas mediatrizes. 8) Construir o quadrado

11

SENAI-PE

9) Construir o retângulo B, C, D, E.

SENAI-PE 9) Construir o retângulo B, C, D, E. 10) Dividir a circunferência em 3 e

10) Dividir a circunferência em 3 e 6 partes iguais.

SENAI-PE 9) Construir o retângulo B, C, D, E. 10) Dividir a circunferência em 3 e

12

SENAI-PE

11) Dividir a circunferência em 4 e 8 partes iguais.

SENAI-PE 11) Dividir a circunferência em 4 e 8 partes iguais. 12) Dividir a circunferência em

12) Dividir a circunferência em 5 partes iguais.

SENAI-PE 11) Dividir a circunferência em 4 e 8 partes iguais. 12) Dividir a circunferência em

13

SENAI-PE

DESENHO LINEAR GEOMÉTRICO

Retificar uma Circunferência dada

Para retificar uma circunferência procede-se da seguinte forma:

Processo I

Tracem-se os dois diâmetros 602 e 804, perpendicularmente um ao outro e mais os diâmetros 703 e 105 também um perpendicular ao outro, dividindo assim a circunferência em 8 partes iguais. Sobre uma reta AX e a partir de A marquem-se as medidas 12, 23, 34, 45, 56, 67, 78 iguais às partes em que se dividiu a circunferência e ter-se-á esta retificada pela reta AB.

a circunferência e ter-se-á esta retificada pela reta AB. Processo II: Trace-se o diâmetro A7, dividindo-o

Processo II:

Trace-se o diâmetro A7, dividindo-o em 7 partes iguais; sobre uma reta qualquer AX leve-se três vezes o tamanho do diâmetro, isto é, A7 e mais uma sétima parte em que se dividiu o mesmo diâmetro. Este total AB é igual a circunferência retificada.

A7 e mais uma sétima parte em que se dividiu o mesmo diâmetro. Este total AB

14

Processo III:

SENAI-PE

Tome-se seguidamente sobre uma reta qualquer o dobro da corda CD (ligando os raios que limitam o quadrante CD), mais o dobro da corda AB, terço da circunferência; o total AE é igual a circunferência retificada.

o total AE é igual a circunferência retificada. Processo IV: Traçado o diâmetro AB, dos seus

Processo IV:

Traçado o diâmetro AB, dos seus extremos A e B e com o raio igual ao raio do círculo OA, determinam-se os pontos C e D; depois com o raio AD e centros em A e depois em B tracem-se dois arcos que se cruzam em E; de C ou de D como centro e raio CE descreva-se um arco que corte a circunferência em F. A reta AF será a quarta parte da retificação pedida, a qual se faz levando sobre AX quatro vezes AF.

Nota: Este processo é chamado regra de Mascheroni.

pedida, a qual se faz levando sobre AX quatro vezes AF. Nota: Este processo é chamado

15

Processo V:

SENAI-PE

Traçados os diâmetros AB e CD, perpendiculares um ao outro, tracem-se as retas XY e DZ, paralelas uma à outra e perpendiculares ao diâmetro CD; divida-se um quadrante qualquer, CB por exemplo, em três partes iguais e levem-se sobre a reta DZ, a partir de D, três vezes a medida igual ao raio OD, do circulo, e ter-se-á DF; de O trace-se a reta OE; ligue-se F a E e ter-se-á assim retificada a meia circunferência dada.

E e ter-se-á assim retificada a meia circunferência dada. Processo VI: Trace-se o diâmetro GB perpendicular

Processo VI:

Trace-se o diâmetro GB perpendicular à reta indefinida AX que é tangente à circunferência no ponto B; com centro em B e raio BO, descreva-se o arco OI; ligue-se I a B e trace-se a reta OC perpendicular ao meio de IB; tem-se assim o ponto C na reta AX; marquem-se a partir de C sobre a reta AX, três partes iguais ao raio OB da circunferência e tem-se C1, 1-2, 2F; ligue-se F a G e tem- se a medida proximamente igual a meia circunferência.

tem- se a medida proximamente igual a meia circunferência. Nota: A diferença não chega a 0,00006

Nota: A diferença não chega a 0,00006 do raio, isto é, numa circunferência de 5 metros de raio, o erro em meia circunferência é aproximadamente de

0,00003m.

16

Processo VII:

SENAI-PE

Trace-se o raio AC, dividindo-o em sete partes iguais; a relação da circunferência para o diâmetro é igual a 22 vezes um sétimo do diâmetro; a semicircunferência é igual a três raios e mais uma sétima parte. Assim, AC aplicada sobre uma reta é igual a três raios e uma sua sétima parte; o dobro desta medida é igual à circunferência retificada.

uma reta é igual a três raios e uma sua sétima parte; o dobro desta medida

17

Processo VIII:

SENAI-PE

Desenhada a circunferência dada, trace-se AB igual ao raio; em seguida, trace- se o diâmetro que passe por DO perpendicular a AB; prolongue-se OA até C que encontrará a reta CDN perpendicular ao raio DO e paralela à corda AB; CDN é igual a três vezes o tamanho do raio; assim, pois, o dobro de CDN é igual à circunferência retificada.

pois, o dobro de CDN é igual à circunferência retificada. Retificar um Arco menor que um

Retificar um Arco menor que um Quadrante

Para retificar um arco menor que um quadrante, procede-se da seguinte forma:

Seja o arco AB dado para ser retificado; prolongue-se o diâmetro AC e marque- se DC igual a ¾ do raio da circunferência; ligue-se D a B e prolongue-se até encontrar M na reta MA perpendicular à extremidade A do diâmetro AC; AM é a retificação do arco AB dado.

até encontrar M na reta MA perpendicular à extremidade A do diâmetro AC; AM é a

18

SENAI-PE

 

Cubo e Paralelepípedo

Problema

Representação

 

Solução

Traçar o desenvolvimento total do cubo ou do hexaedro.

Traçar o desenvolvimento total do cubo ou do hexaedro. O desenvolvimento total do

O

desenvolvimento total do

cubo é dado por seis quadrados todos iguais às faces do sólido.

 

Na recomposição do sólido, faz-se todas as faces como se fossem diedros.

Traçar o desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo, ou prisma quadrangular retângulo.

retângulo, ou prisma quadrangular retângulo. O desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo é

O desenvolvimento total do paralelepípedo retângulo é dado por quatro retângulos correspondentes às dimensões das faces laterais e das outras duas iguais à base.

Em lugar do desenvolvimento

do

paralelepípedo retângulo,

 

pode-se considerar qualquer outro prisma reto de base

diferente.

19

SENAI-PE

Pirâmide Problema Traçar o desenvolvimento de uma pirâmide reta de base hexagonal. Representação Solução Em
Pirâmide
Problema
Traçar o desenvolvimento de uma pirâmide reta de base hexagonal.
Representação
Solução
Em geral, o desenvolvimento total de uma pirâmide é formado por
tantos triângulos quantas sejam as faces laterais da pirâmide e por um
polígono igual à base.
Assim, traça-se um arco de centro O e raio igual ao ângulo lateral da
pirâmide; começando por um ponto de arco, trace-se as cordas
consecutivas AB, BC, CD, DE, EF, FG, iguais aos lados da base e
sobre um desses, trace-se o hexágono, ligando pois, O com A e G.

20

SENAI-PE

Tronco de Pirâmide Problema Traçar o desenvolvimento de um tronco de pirâmide triangular com bases
Tronco de Pirâmide
Problema
Traçar o desenvolvimento de um tronco de pirâmide triangular com
bases paralelas.
Representação
Desenvolvimento do tronco de pirâmide
regular reta tendo base triangular.
Solução
Observe-se que as faces laterais são trapézios iguais, porque trata-
se de tronco de pirâmide regular de bases paralelas.
Com centro em O e raios OQ e OP iguais respectivamente a O 1 E e
O 1 A, traça-se dois arcos QE 1 e PA 1 . Liga-se O com Q e com P. A
partir dos pontos P e Q fazem-se três cordas consecutivas iguais ao
comprimento dos respectivos lados das duas bases. E sobre as duas
cordas correspondentes constroem-se os triângulos eqüiláteros, que
representam a base do poliedro dado.

21

SENAI-PE

Desenvolvimento do Cilindro

Problema

Traçar o desenvolvimento do cilindro reto.

Representação

Traçar o desenvolvimento do cilindro reto. Representação Solução Observe-se em primeiro lugar que o desenvolvimento

Solução

Observe-se em primeiro lugar que o desenvolvimento do cilindro reto é dado por um retângulo, que representa a superfície lateral e por dois círculos iguais que constituem as bases. A altura do retângulo é igual à do cilindro e o seu comprimento é igual à circunferência da base do mesmo cilindro. Assim, construa-se um retângulo ABCD cujas medidas dos lados AB e CD sejam iguais ao comprimento da circunferência C = 3,14 D, a qual dividida em um dado número de partes iguais (o que torna mais fácil) por exemplo em 13 partes, são assinaladas sobre os comprimentos AB e CD. Ao retângulo assim construído acrescente-se, tangente às bases do lado externo, dois círculos de base.

22

SENAI-PE

Desenvolvimento do Cone

Problema

Traçar o desenvolvimento do cone reto.

Representação

Traçar o desenvolvimento do cone reto. Representação Solução Com centro em O e raio igual ao

Solução

Com centro em O e raio igual ao apótema AO do cone, trace-se um arco; divida-se pois a circunferência de base C = 2 X 3,14 X R em um certo número de partes iguais, por exemplo em 16 pequenos arcos e marque-se sobre esse arco A’ B’; una-se os extremos A 1 e B 1 do arco com O, obtendo-se o setor circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do cone, ao qual se junta a base de raio R para ter o desenvolvimento da superfície total do cone.

23

SENAI-PE

Desenvolvimento do Tronco de Cone

Traçar o desenvolvimento do tronco de cone de bases paralelas (1).

Problema

(1) Cortando-se um cone circular reto com um plano paralelo a base dividimo-lo em duas partes: uma das quais é um outro cone; a outra é chamada tronco de cone. O círculo da secção que forma o tronco de cone e a base do cone original (círculo maior) é chamada do tronco de cone.

Resolução

(círculo maior) é chamada do tronco de cone. Resolução Solução Para obter-se o desenvolvimento lateral do

Solução

Para obter-se o desenvolvimento lateral do tronco de cone, faz-se centro em O 1 com raio O 1 A 1 e O 1 C 1 , trace-se respectivamente os arcos A 1 B 1 e C 1 D 1 . Divida-se então as duas circunferências de base em um certo número de partes iguais, por exemplo em oito partes cada uma, e marque-se sobre o arco A 1 B 1 oito partes iguais pelas quais foi dividida a circunferência de base maior. Faça-se o mesmo com o arco menor C 1 D 1 , ligando A 1 com C 1 e B 1 com D 1 , obtém-se o setor de coroa circular que representa o desenvolvimento da superfície lateral do tronco de cone. Juntando a esta os dois círculos da base, obtém-se o desenvolvimento da superfície total do tronco de cone.

24

SENAI-PE

NORMAS E CONVENÇÕES

São normas determinadas pela ABNT que procuram unificar os diversos elementos do Desenho Técnico de modo a facilitar a execução (uso), a consulta (leitura) e a classificação.

A norma brasileira de Desenho Técnico é a NB-8R. O número 8 é referente a

Desenho Técnico

A NB-8R trata dos assuntos como: legendas, convenções de traços, sistemas

de representação, cotas, escalas, linhas e formato do papel

Formato do Papel

1. Formato básico A0:

- Retângulo de 841mm x 1189mm com área de 1m 2

2. Formatos derivados do formato básico:

- Cada formato se obtém pela bipartição do anterior, segundo uma linha paralela ao menor lado do retângulo bipartido.

- Os formatos são geometricamente semelhantes entre si.

uma linha paralela ao menor lado do retângulo bipartido. - Os formatos são geometricamente semelhantes entre

25

SENAI-PE

- Os lados de um formato qualquer guardam entre si a mesma razão que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal.

que existe entre o lado de um quadrado e sua diagonal. - As áreas dos formatos

- As áreas dos formatos derivados são múltiplas e submúltiplas da área do formato básico (1m 2 ).

 

- Cada

formato

é

representado

pelas

dimensões

de

seus

lados

em

milímetro ou pelo respectivo símbolo.

 

Ex.: 210 mm x 297 mm ou A4

 

3. Tabela

 
 

Formato

 

Linha de corte

   

Margem “m”

Folha não cortada

Série A

mm

mm

(medida mínima)

     

mm

4

A0

 

1.682

x 2.378

 

20

 

1.720

x 2.420

2

A0

 

1.189

x 1.682

 

15

 

1.230

x 1.720

A0

 

841

x 1.189

 

10

 

880

x 1.230

A1

 

594

x 841

 

10

 

625

x 880

A2

 

420

x 594

 

10

 

450

x 625

A3

 

297

x 420

 

10

 

330

x 450

A4

 

210

x 297

 

5

 

240

x 330

A5

 

148

x 210

 

5

 

165

x 240

A6

 

105

x 148

 

5

 

120

x 165

4. Podem

ser

usados

formatos

compostos

obtidos

pela

conjugação

de

 

formatos iguais ou consecutivos.

 

A4

   

A3

 

A3

26

SENAI-PE

No lado vertical esquerdo, recomenda-se uma margem de 25 mm, no caso de arquivamento do desenho em classificados.

25 mm, no caso de arquivamento do desenho em classificados. Linhas Formato segundo a ASA Formato

Linhas

Formato segundo a ASA

Formato

Linha de Corte pol.

Margem

pol.

1

8 – ½

½

2

11

x 17

½

3

17

x 22

½

4

22

x 34

½

5

25 – ½ x 44

½

6

34

x 55

½

As linhas utilizadas em desenho técnico são: grossa, média e fina.

utilizadas em desenho técnico são: grossa, média e fina. Quando necessário podem ser utilizados outros tipos

Quando necessário podem ser utilizados outros tipos de linhas. Recorrer a representação de arestas e contornos invisíveis (tracejado) apenas nos casos de maior clareza do desenho.

27

SENAI-PE

Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações:

SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28

Exemplo:

SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28
SENAI-PE Nos cruzamentos de linhas devem ser observadas as seguintes indicações: Exemplo: 28

28

Escala

SENAI-PE

A escala do desenho deve, obrigatoriamente, ser indicada na legenda.

Constando na mesma folha desenhos em escalas diferentes, estas devem ser indicadas tanto na legenda como junto aos desenhos a que correspondem.

As escalas recomendadas, além da natural (1:1), são:

 

Para Redução

 

Para Ampliação

 

1

: 2,5

1 : 100

2

:

1

100

:

1

1 : 5

1 : 200

5

:

1

200

:

1

1 : 10

1 : 500

10

:

1

500

:

1

1 : 20

1 : 1000

20

:

1

1000 : 1

Caligrafia Técnica

1 : 1000 20 : 1 1000 : 1 Caligrafia Técnica Legenda A legenda deve ficar

Legenda

A legenda deve ficar no canto inferior direito nos formatos, A3, A2, A1 e A0, ou

ao longo da largura da folha de desenho no formato A4.

29

Legendas Industriais

SENAI-PE

As legendas nos desenhos industriais variam de acordo com as necessidades internas de cada empresa, mas deverá conter obrigatoriamente:

1. Nome da repartição, firma ou empresa;

2. Titulo do desenho;

3. Escala;

4. Número do desenho;

5. Datas e assinaturas dos responsáveis pela execução, verificação e aprovação;

6. Número da peça, quantidade, denominação, material e dimensões em bruto.

Exemplo:

verificação e aprovação; 6. Número da peça, quantidade, denominação, material e dimensões em bruto. Exemplo: 30

30

SENAI-PE

REDUÇÃO

CONCÊNTRICA

DE

DUTO

REDONDO

PARA

REDONDO

Redução Concêntrica é um diâmetro menor concentrada nas linhas de eixo de simetria em relação ao diâmetro maior.

Concêntrica é um diâmetro menor concentrada nas linhas de eixo de simetria em relação ao diâmetro

31

SENAI-PE

TRANSIÇÃO DE DUTO QUADRADO PARA REDONDO

É o desenvolvimento de uma chapa de quadrado para redondo.

SENAI-PE TRANSIÇÃO DE DUTO QUADRADO PARA REDONDO É o desenvolvimento de uma chapa de quadrado para

32

SENAI-PE

FABRICAÇÃO DE DUTO

Considerações Gerais sobre Canalizações

O conhecimento sobre canos e suas conexões é necessário não apenas para fazer os desenhos correspondentes, mas porque, muitas vezes, os canos são usados como materiais de construção. Também é essencial o conhecimento sobre as roscas feitas em canos, porque, para se executar os desenhos de máquinas, freqüentemente torna-se necessário representar e especificar furos roscados, destinados a receber canos para linhas de alimentação de líquidos ou gases.

Canos metálicos

Canos padronizados de aço ou de ferro forjado até 12 pol. (300mm) de diâmetro são designados por seus diâmetros internos nominais, que diferem um tanto dos diâmetros internos reais. Os antigos fabricantes de canos fabricavam os tamanhos menores com paredes muito grossas, corrigindo este erro do projeto pela remoção do excesso da parte interna, para evitar a modificação do tamanho das conexões. São de uso corrente três pesos de canos: o padrão, o extrapesado e o extrapesado duplo. Com a mesma bitola nominal, todos os três possuem o mesmo diâmetro externo, aquele do cano de peso padrão; o acréscimo de espessura para os tipos extrapesados e extrapesado duplo é feito no interior.

Assim, o diâmetro externo de um cano de 1 pol. em todos os três pesos é de 1,315 pol. O diâmetro interno de um cano padrão de 1 pol. é 1,05 pol.; o de um cano extrapesado é 0,951 pol.; o do duplo (XX) é 0,587 pol. A norma ANSI em B36.10 – 1959, dá um meio de especificar a espessura, por meio de uma série de números tabelados que indicam os valores aproximados da expressão 1.000 X (P/S), em que P é a pressão e S a tensão permissível. Valores recomendados para S podem ser obtidos em ASME Boiler Code, American Standard Code for Pressure Piping (ANSI, B31.1), etc. O projetista calcula o valor exato requerido para a espessura da parede, para dadas condições e escolhe entre os valores tabelados aquele que mais se aproxima dos valores calculados. No sistema ANSI, o cano é identificado pelo seu diâmetro nominal

33

SENAI-PE

e espessura da parede, ou pelo diâmetro nominal e peso por unidade de comprimento.

Todos os canos de diâmetro superior a 12 pol. são designados pelo diâmetro externo e especificados por este diâmetro e pela espessura do metal.

Tubos de caldeiras de todos os tamanhos são conhecidos por seus diâmetros externos.

Os canos de latão, cobre, aço inoxidável e alumínio têm os mesmos diâmetros nominais dos canos de ferro, mas alguns têm as paredes mais delgadas. Há dois pesos padrões: regular e extraforte. Os maiores comprimentos encontrados no comércio são de 5 metros; mais longos são feitos sob encomenda.

Os canos de chumbo ou com partes compostas de chumbo são usados nos trabalhos químicos. Canos de ferro fundido são usados para transporte de água e de gás nos condutos principais subterrâneos e nos esgotos de edifícios.

Muitos outros tipos de canos são de uso mais ou menos geral e conhecidos por suas marcas comerciais, como cano hidráulico, tubos para revestimento de poços, canos API (American Petroleum Institute), etc. Os detalhes encontram-

se nos catálogos dos fabricantes.

A maioria das instalações sanitárias de pequenas linhas domésticas, em

edifícios e indústrias, para transporte de água fria e quente, empregam canos

de cobre com conexões ligadas por solda.

Tubulações

Tubulações de metal flexível sem costura são usadas para o transporte de vapor, gases e líquidos em todos os tipos de equipamento, tais como

locomotivas, motores diesel, prensas hidráulicas, etc.,onde existe vibração, ou

as saídas não estão alinhadas ou quando existem partes móveis.

A tubulação de cobre se encontra em diâmetros nominais de 1/8 a 12 pol., em

quatro pesos conhecidos como classes K, L, M, e O. A classe K é o tipo duro e extrapesado; a classe L é o tipo duro e pesado; a classe M é o tipo duro padrão

(médio); e a classe O é o tipo duro e leve. Todos os tubos de caldeiras, de qualquer diâmetro, são designados por seus diâmetros externos.

34

SENAI-PE

Os tubos são feitos de uma grande variedade de materiais – vidro, aço, alumínio, cobre, latão, bronze de alumínio, asbesto, fibras, chumbo e outros mais.

O catálogo mecânico da American Society of Mechanical Engineers, de Nova

Iorque, relaciona os fabricantes.

Canos plásticos

Uma vez que os canos plásticos não sofrem corrosão e têm uma elevada resistência a um grande grupo de produtos químicos industriais, são usados extensivamente em lugar dos canos metálicos. Os materiais plásticos básicos

são cloreto polivinílico, polietileno e estireno. Destes, o cloreto polivinílico (pvc)

é

o mais largamente empregado. Ele não suporta combustão, é antimagnético

e

antignição, não comunica cheiro nem gosto ao material contido, é leve (50%

do peso do alumínio), tem baixa resistência ao fluxo, resiste à intempérie e pode ser dobrado com facilidade, além de ser montado por cimentação com solvente ou, nos mais pesados, por roscamento. Suas principais limitações são

o custo mais elevado (compensado pelo custo mais baixo de instalação), baixo

limite térmico (65 o C) em serviço contínuo e baixos limites de pressão. Também,

não resiste a todos os solventes e exige mais suportes que o aço, contraindo-

se e expandindo-se mais do que este (cerca de 5 vezes).

Os canos metálicos revestidos com plástico têm a vantagem de combinar a resistência do metal com a resistência química do plástico. A borracha seran também é usada para revestir canos metálicos.

O catálogo da American Society of Mechanical Engineers, em sua seção mecânica, relaciona os fabricantes que mantêm à disposição catálogos e informações especiais.

Juntas para canos

Os canos podem ser unidos por métodos que dependem do material e das exigências do serviço. Canos de aço, ferro forjado, latão ou bronze são normalmente roscados e aparafusados numa luva (ou numa conexão–união) como mostra abaixo a figura (a). Em (b) está ilustrado um flange roscado; esta junta é facilmente desmontada para limpeza ou conserto. Em (c) é mostrada uma junta soldada permanente. Quando um cano soldado deve ser desmontado periodicamente, usam-se juntas flangeadas (d), quando necessário; estas juntas são parafusadas no conjunto. Os canos de ferro

35

SENAI-PE

fundido não podem ser soldados ou roscados de maneira satisfatória; assim, usa-se uma junta de ponta e bolsa, calafetada e chumbada, como em (e).

junta de ponta e bolsa, calafetada e chumbada, como em (e). Juntas para canos. Estas são

Juntas para canos. Estas são usadas para canos metálicos.

Juntas para tubos

Os tubos são empregados para ligar pequenos componentes nos serviços de líquidos e gases. As figuras a seguir ilustram três métodos comuns de ligação. Tanto o de alargamento como o de alargamento invertido podem ser desmontados sem sério dano à junta, e podem ser usados com pressões relativamente altas. A junta para compressão é usada para pressões mais baixas e quando não se espera desmontá-la e montá-la novamente.

e quando não se espera desmontá-la e montá-la novamente. Juntas para tubos. Estas são usadas para

Juntas para tubos. Estas são usadas para tubulação metálica.

36

Conexões para canos

SENAI-PE

As conexões para canos são os componentes usados para ligar e compor os sistemas de canos. As conexões de ferro fundido ou ferro maleável são geralmente usadas para canos de ferro forjado roscados. Para fins especiais, usa-se latão e outras ligas (figura).

Conexões roscadas
Conexões roscadas

Com os canos de aço usam-se conexões de aço, que são unidas com solda de topo (figura).

de aço, que são unidas com solda de topo (figura). Conexões de topo a serem ligadas

Conexões de topo a serem ligadas com solda autógena.

Com canos de cobre usam-se conexões que serão ligadas por solda fraca. Com canos de ferro fundido usam-se conexões do mesmo material do tipo ponta e bolsa (figura).

37

SENAI-PE

SENAI-PE Conexões para serem ligadas com solda fraca. Usam-se principalmente para ligação de linhas pequenas. Os

Conexões para serem ligadas com solda fraca. Usam-se principalmente para ligação de linhas pequenas.

Os cotovelos (joelhos) são usados para modificar a direção de um encanamento, tanto de 90 o como de 45 o . O joelho roscado macho-fêmea tem rosca macho numa extremidade, eliminando assim uma junta se for usado numa conexão. Os três ligam três canos e as cruzetas, quatro. Os ípsilons são feitos tendo uma terceira abertura em ângulo de 45 o ou 60 o com a parte reta.

As seções retas dos canos têm até 6m de comprimento e são conectadas por luvas, que são cilindros curtos, roscados na parte interna. Uma luva à direita tem roscas direitas em ambas as extremidades. Para fechar um sistema de canalização, embora seja preferível uma união, algumas vezes se usa uma luva com roscas à esquerda e à direita. A redução é semelhante à luva, mas as duas extremidades tem roscas para canos de diferentes diâmetros. Os canos também são conectados por aparafusamento a flanges de ferro fundido e prendendo os flanges entre si por parafusos. A menos que as pressões sejam muito baixas, as conexões flangeadas são recomendadas para todos os sistemas que exijam canos com mais de 4 polegadas (100mm) de diâmetro.

38

SENAI-PE

Os niples são peças curtas de cano roscadas em ambas as pontas. Se as partes roscadas se encontram, diz-se que a conexão é um niple simples; se houver uma curta porção não roscada, tem-se um niple duplo (ou curto). Os comprimentos dos niples longos extralongos alcançam até 24 pol. (600mm).

O tampão é usado para fechar a extremidade de um cano. Um bujão é usado

para fechar uma abertura numa conexão. Uma bucha é utilizada para reduzir o tamanho de uma abertura. As uniões são usadas para reunir sistemas de canalização e para conectar canos que precisem ser desmontados de vez em quando.

A união roscada compõe-se de três peças, duas das quais A e B, são roscadas

firmemente nas extremidades dos canos a serem conectados. A terceira peça, C, obriga-se a se manterem juntas, enquanto que a gaxeta D garante a vedação da junta. As uniões também são feitas com juntas esmerilhadas ou com juntas metálicas especiais, em lugar das gaxetas.

Na figura abaixo, são mostradas várias formas de uniões roscadas e de conexões com uniões, usadas para os canos de grandes diâmetros.

com uniões, usadas para os canos de grandes diâmetros. Uniões roscadas e conexões com uniões. Usam-se

Uniões roscadas e conexões com uniões. Usam-se para fechar um sistema de cano

Válvulas e registros

A figura a seguir mostra alguns tipos de válvulas usadas em canalizações: (a) é um registro de gaveta para água e outros líquidos, pois permite um fluxo reto; (b) é um registro macho, que pode ser aberto e fechado com um quarto de volta; (c) é uma válvula de retenção com esfera; e (e) é uma válvula de

39

SENAI-PE

retenção com portinhola, que permite o fluxo num sentido. Para líquidos pesados é preferível a válvula de retenção com esfera; (d) é uma válvula globo, usada para estrangular uma corrente de fluido; (f) é um registro borboleta, que é aberto e fechado com um quarto de volta, mas que não veda o vapor, usado, nesse caso, apenas como elemento de regulagem ou retenção de fluxo.

apenas como elemento de regulagem ou retenção de fluxo. Válvulas. Os desenhos em corte mostram sua

Válvulas. Os desenhos em corte mostram sua construção

Especificação das conexões

As conexões são especificadas pelo diâmetro nominal do cano, material e nome, por exemplo: joelho de ferro maleável de 2 pol; tê de latão de 1 ½ pol.

Quando uma conexão une canos de mais de um diâmetro, a dimensão da abertura maior é dada em primeiro lugar, seguida do tamanho da extremidade oposta da parte reta. A figura abaixo mostra a ordem de especificação de reduções. O termo “macho” deve seguir ao diâmetro da abertura, se se desejar uma rosca externa, por exemplo: tê de ferro maleável de 2 X 1 (macho) X ¾ .

As válvulas são designadas por seu diâmetro nominal, material e tipo, por exemplo: válvula globo de corpo de ferro montagem em latão, de 1 pol. Se for necessário um tipo particular de válvula, é aconselhável fornecer também a

especificação “número do fabricante

ou similar”.

40

SENAI-PE

SENAI-PE Ordem de especificação dos orifícios das conexões de redução Roscas de canos Quando se usam

Ordem de especificação dos orifícios das conexões de redução

Roscas de canos

Quando se usam conexões roscadas, ou quando uma conexão deve ajustar-se a um furo cônico, o cano é roscado nas duas extremidades para tal fim. A norma ANSI fornece dois tipos de roscas de canos; cônica e cilíndrica. O tipo normal emprega uma rosca interna e outra externa cônicas. Esta rosca (originada em 1882, como Padrão Briggs) ilustrada abaixo, tem o comprimento real de E = 0,80 D + 6,8) P.

abaixo, tem o comprimento real de E = 0,80 D + 6,8) P. Rosca cônica (gás)

Rosca cônica (gás) segundo a norma americana. A ação de “cunha” da conicidade produz um vedamento estanque

41

SENAI-PE

As roscas são abertas com uma conicidade de 1/16 pol., por polegada, medida no diâmetro, fixando assim a distância que um cano penetra na conexão e assegurando uma junta estanque. As roscas cônicas são recomendadas pelo ANSI para todos os usos, com exceção dos seguintes cinco tipos de juntas:

tipo 1, juntas estanques à pressão para uniões de encanamentos; tipo 2, juntas estanques à pressão para graxeiras, conexões para canalizações de combustível e para óleo; tipo 3, juntas mecânicas de conexão livre para montagem; tipo 4, juntas mecânicas de conexão frouxa, com porcas de fixação; tipo 5, juntas mecânicas de conexão frouxa para união de mangueira e tubos flexíveis. Para estas juntas podem ser usadas roscas cilíndricas dos canos. Tanto nas roscas cilíndricas quanto cônicas, o número de filetes por polegadas é o mesmo. Os diâmetros reais variam para os diferentes tipos de juntas. Quando for necessário, eles poderão ser obtidos nos boletins do ANSI.

Na prática diária, usa-se uma rosca cônica externa com uma cilíndrica, desde que os materiais sejam suficientemente dúcteis para permitir que as roscas se ajustem entre si. Presume-se que todas as roscas sejam cônicas, a não ser que se especifique diferentemente.

As roscas dos canos são representadas pelos mesmos símbolos convencionais usados para as roscas de parafusos. A conicidade é tão pequena que só é percebida quando exagerada. Não precisa ser indicada, a menos que se deseje chamar atenção para ela, como na figura abaixo. Na vista em planta (c), o círculo interrompido deverá ser o diâmetro externo real do cano especificado.

deverá ser o diâmetro externo real do cano especificado. Métodos convencionais de desenhar rosca de canos

Métodos convencionais de desenhar rosca de canos (a) método regular; (b) método simplificado; (c) furo cônico para cano.

42

SENAI-PE

Especificação das roscas

As roscas dos canos são especificadas dando-se o diâmetro nominal do cano, número de filetes de rosca por polegada e a letra-símbolo padrão para designar o tipo de rosca. São usados os seguintes símbolos ANSI:

NPT

NPTF = rosca cônica (vedamento a seco)

NPS

NPSC = rosca cilíndrica em uniões

NPSI

NPSF = rosca cilíndrica interna (vedamento a seco) NPSM = rosca cilíndrica para juntas mecânicas NPSL = rosca cilíndrica para contraporcas NPSH = rosca cilíndrica para uniões de tubos flexíveis e bocais NPTR = rosca cônica para conexões de peitoris

= rosca cônica (gás)

= rosca cilíndrica (reta)

= rosca cilíndrica interna intermediária (vedamento a seco)

Exemplos: ½ - 14NPT 2 ½ - 8NPTR

A especificação para um furo cônico (rosca de cano) deve incluir o diâmetro da broca da tarraxa, por exemplo, 59/64 Broca, ¾ - 14NPT.

As cotas das roscas cônicas (NPT) dadas pelo ANSI encontram-se no apêndice. As cotas de outras roscas são dadas no ANSI B2.1 e nos catálogos dos fabricantes.

Desenhos das canalizações

São usados dois sistemas gerais:

1. Esquema em escala

2. Diagramático

Os esquemas em escala são usados principalmente para canos grandes (em geral flangeados), como nos trabalhos com caldeiras e em usinas geradoras, em que os comprimentos são críticos e especialmente quando a canalização não é cortada e montada na própria obra. Canos menores também podem ser detalhados desse modo, quando as peças são cortadas e roscadas, para então serem enviadas ao local de montagem. Na figura a seguir observa-se um exemplo de esquema em escala. As conexões podem ser especificadas no desenho, ou numa lista de materiais.

43

SENAI-PE

SENAI-PE Desenho em escala de uma canalização. Os canos e conexões são desenhados a partir de

Desenho em escala de uma canalização. Os canos e conexões são desenhados a partir de especificações dimensionais.

Nos desenhos em escala reduzida, tais como as plantas arquitetônicas, esquemas de fábricas, etc., ou em esboços, usa-se o sistema diagramático. De acordo com este sistema, as conexões são representadas por símbolos e as linhas de canalizações são representadas por uma linha única, qualquer que seja o diâmetro do cano, conforme mostra a figura abaixo.

.
.

Desenho diagramático de uma canalização. As conexões são indicadas por símbolos padronizados.

44

SENAI-PE

Quando as canalizações transportam diferentes líquidos ou diferentes estados de um líquido, são identificadas por símbolos codificados das linhas. O código

padrão para água quente, vapor, água fria, etc., é dado no final desse capítulo.

A linha única deverá ser desenhada mais grossa do que as outras linhas do

desenho.

A disposição das vistas, em geral, é em projeção ortográfica, como vemos em

(a) na figura abaixo.

Certas vezes, entretanto, fica mais claro representar toda a canalização em um único plano e fazer apenas uma “vista desenvolvida”, (b).

Para representar as canalizações, usam-se com freqüência perspectivas isométricas e cavaleiras, isoladas ou em combinação com desenhos ortográficos ou desenvolvidos. A representação em (c), é traçada em perspectiva cavaleira.

Métodos diagramáticos: (a) ortográfico, (b) desenvolvido; (e) perspectiva paralela.
Métodos diagramáticos: (a) ortográfico, (b) desenvolvido; (e) perspectiva paralela.

45

SENAI-PE

Cotagem de um desenho de canalizações

As cotas sobre um desenho de canalizações são principalmente de locação, sendo todas feitas em relação às linhas centrais, tanto nos diagramas de uma linha como nos desenhos em escala com linha dupla, conforme está demonstradas nas figuras, desenho em escala de uma canalização e desenho diagramático de uma canalização.

As válvulas e conexões são locadas por medidas até seus centros e são deixadas folgas para as uniões dos canos.

Ao se fazer um desenho de uma canalização, é preciso tomar cuidado para localizar as válvulas em pontos onde sejam facilmente acessíveis e tenham espaço amplo para movimento das manoplas de acionamento. Os diâmetros

dos canos deverão ser especificados por notas, dando os diâmetros nominais,

e nunca por linhas de cotas no desenho. As conexões são especificadas por notas. Notas bem completas fazem parte essencial de todos os desenhos e esboços de canalizações.

Quando for necessário dimensionar o comprimento real de um pedaço de cano,

a distância deve ser calculada usando-se as dimensões totais das conexões e levando em conta o desconto no comprimento das penetrações das roscas dos canos.

Pendurais e suportes para canos

Canos pequenos e tubulação leve em pedaços curtos podem ser apoiados por meio de ligações a várias máquinas ou a conexões. Usam-se braçadeiras de vários tipos para fixar os canos a postes, colunas, paredes, tetos, etc. Os pendurais e suportes para canos encontram-se à disposição em quase todos os tamanhos e para todo tipo de instalação, de acordo com o ANSI B31.1 O código para canalização sob pressão, em todos os sistemas de canalização, exige contraventos transversais, guias e suportes. Na figura abaixo são apresentados alguns pendurais e suportes usados correntemente.

Um anel fendido (a) é usado junto com uma haste roscada ligada à própria construção. O dispositivo de travamento assegura a modificação no ajuste devido à vibração e assegura a devida passagem da linha.

46

SENAI-PE

Uma braçadeira de parafuso duplo, mostrada em (b), destina-se ao serviço em que se torne desejável o dispositivo de fixação por fora da cobertura da canalização.

A braçadeira de viga I, cujos dois tipos são mostrados em (c), é apropriada

para fixar flanges cuja largura varie de 2 a 6 ½ pol.

A cantoneira de aço ou “mão francesa” (d) pode ser aparafusada a uma parede

e os canos apoiados sobre ela, bem como pendurados nela, em sua parte horizontal.

O arco de segurança ou presilha (e) pode ser usado para canos pequenos;

este tipo é usado quando o cano deve ficar rente ao teto ou à parede.

Os rolos para canos (f) são projetados para suportar a canalização de modo que possa ter lugar o movimento longitudinal resultante de expansão e contração. São mostrados três tipos para condições de apoio variáveis.

O pendural de mola variável (g) pode ser obtido em diferentes tamanhos e

disposições.

O pendural de mola variável (g) pode ser obtido em diferentes tamanhos e disposições. Pendurais e

Pendurais e suportes de canos

47

SENAI-PE

Norma ANSI para Símbolos Gráficos de canalizações e Aquecimento

SENAI-PE Norma ANSI para Símbolos Gráficos de canalizações e Aquecimento 48

48

SENAI-PE

Símbolos para Canalizações e Aquecimento

SENAI-PE Símbolos para Canalizações e Aquecimento 49

49

SENAI-PE

ISOMETRIA (PERSPECTIVA)

É a imagem determinada a partir do ponto de fuga.

Perspectiva Exata

SENAI-PE ISOMETRIA (PERSPECTIVA) É a imagem determinada a partir do ponto de fuga. Perspectiva Exata 50

50

SENAI-PE

Perspectiva Cavaleira, Isométrica e Bimétrica

SENAI-PE Perspectiva Cavaleira, Isométrica e Bimétrica 51

51

SENAI-PE

Perspectivas de Circunferências

SENAI-PE Perspectivas de Circunferências 52

52

SENAI-PE

HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Proteção Individual

A portaria 319, de 30-12-60, assim define o equipamento individual de

proteção: É todo meio ou dispositivo de uso pessoal, destinado a preservar a

incolumidade do empregado no exercício de suas funções (Art. 1º).

Art. 165 DLT modificado pelo Decreto-lei 229 de 28-02-67:

“Quando as medidas de ordem geral não oferecerem completa proteção contra

os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados, caberá à empresa

fornecer gratuitamente equipamentos de proteção individual tais como óculos,

luvas, máscaras, capacetes, cintos de segurança, calçados e roupas especiais

e outros, que serão de uso obrigatório por parte dos empregados”.

Apesar da excelência de nossa legislação, esta nem sempre é aplicada, nem sempre é cumprida e fiscalizada no seu cumprimento e aplicação. De nada valerão as leis, se não houver motivação visando a conscientização do empregador e do empregado, uma educação orientada a fim de valorizar as normas de segurança e, conseqüentemente, a observação das mesmas.

É necessário que os empresários se conscientizem de que proteger o

trabalhador não é apenas um dever de humanidade mas a defesa do seu próprio patrimônio. O uso do E.P.I. é, em verdade incômodo e só deve ser exigido quando as medidas de ordem geral não possam ser efetuadas.

Evidentemente, ninguém usa E.P.I. por prazer ou esporte. O homem,

naturalmente, rejeita o uso de qualquer peça que venha tolher a sua liberdade

de movimentos e deformar a plena utilização dos seus sentidos, especialmente

o tato e a visão. Os fatores que determinam tal rejeição têm sua origem em

situações consideradas as mais simples, ligadas a problemas pessoais até os

mais complexos.

53

SENAI-PE

Os E.P.I. devem ser adquiridos, guardados, distribuídos e usados criteriosamente. Não basta tê-los para satisfazer a Lei, como também não é suficiente ter o melhor equipamento se não se ensina ao homem o seu uso correto. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo.

O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E.P.I. e a

fiscalização, no sentido de orientar o usuário é indispensável como complementação do treinamento. Antes de ser fornecido o E.P.I. estamos obrigados por lei à verificação da possibilidade de eliminação dos riscos,

através de providências generalizadas, reconhecendo, avaliando e controlando

os fatores ambientais.

Tais medidas prioritárias dizem respeito ao exame médico pré-admissional, construções, iluminação, ventilação, instalações elétricas, transportes de todo tipo, instalações de máquinas e equipamentos, caldeiras e fornos, combustíveis, inflamáveis e explosivos, incêndio, trabalhos a céu aberto, escavações, túneis e pedreiras, trabalhos sob ar comprimido, ruído e vibrações, radiações ionizantes, além de parte de higiene propriamente dita, atividades insalubres ou com substâncias perigosas, higiene pessoal, instalações sanitárias, vestiários, refeitórios, bebedouros, resíduos, etc.

Nossa legislação é previdente embora sua aplicação pouco eficiente, pois o art. 162 determina que:

“Nenhum estabelecimento industrial poderá iniciar a sua atividade sem haverem sido previamente inspecionadas e aprovadas as respectivas instalações pela autoridade competente em matéria de segurança e higiene”.

Se na prática sempre ocorresse o atendimento legal, muitos E.P.I. deixariam de ser adquiridos e fornecidos.

Indicação do E.P.I.

Exclusivamente o técnico em higiene e segurança deve escolher o E.P.I. pois somente ele é capaz de indicar o equipamento adequado. A variedade dos equipamentos é enorme e, mesmo para um tipo idêntico, pequenas porém importantes filigranas na especificação podem alterar a adequação de uso ao risco que se deseja anular. Os preços não são baixos e as quantidades necessárias, por vezes grandes, podem fazer a administração da empresa recuar ao primeiro pedido.

54

SENAI-PE

A NB-122 da Associação Brasileira de Normas Técnicas relaciona 35 tipos de luvas. Um extintor de incêndio tem indicações precisas, conforme o tipo de equipamento a proteger. Os óculos possuem vários tamanhos; hastes fixas ou não; proteções laterais; pontes diferentes; redutores, formato, tipos de lentes, que obrigam uma especificação exata para o uso indicado. O mesmo se verifica quanto às máscaras. Como se vê não é assunto para mero curioso e sim de técnico, o qual antes de fazer a indicação do E.P.I. necessita ter sob seu controle o conhecimento dos riscos, o método de trabalho e a formação do trabalhador.

Aconselha-se para perfeita indicação do E.P.I.:

1º-

conhecer o tipo de agressor ou agressores;

2º-

analisar o tempo de exposição ao risco;

3º-

conhecer o ritmo de trabalho e produção;

4º-

classificar os E.P.I. necessários;

5º- padronizar.

Classificação dos E.P.I.

Podem ser classificados quanto a:

1 - tipo de agressor;

2 - parte do corpo a proteger;

3 - necessidade de uso;

4 - tipo de risco a evitar.

1 - Tipo de agressor

Impacto de objetos que caem, pisos, umidade, frio, água, calor, luminosidade, calor irradiado, eletricidade, alturas, atrito constante, poeira e aerodispersóides, produtos químicos e tudo mais que possa agredir a higidez e integridade do trabalhador.

55

SENAI-PE

2 - Parte do corpo a proteger

Segundo a parte do corpo, sistema, aparelho ou órgão do corpo a proteger teremos os E.P.I. para crânio, olhos, face, aparelho respiratório, membros inferiores e superiores, tórax, abdômen etc.

3 - Necessidade de uso:

1º Proteção principal – é o equipamento indispensável e único capaz de proteger o homem na função. Como exemplo: as máscaras dos soldadores, os escafandros e equipamentos de mergulhadores, os macacões de amianto ou aluminizados.

2º Proteção complementar – é a proteção individual usada em conjunto com outros meios de ordem geral tais como piso antideslizante, sapato antiderrapante, luvas em conjunto com transportadores de material escoriante, abrasivo ou cortante.

3º Proteção supletiva – é aquela usada em determinado momento de falta ou falha da medida principal ou usual. Por exemplo: o uso de máscara com filtro para gases tóxicos, enquanto se corrige um vazamento e as medidas gerais não funcionam.

Devemos ter muito cuidado para não transformar uma proteção supletiva em

principal, pois o E.P.I., segundo a própria lei, não é uma vedete da segurança e só é eficaz quando outras medidas de ordem geral não oferecerem proteção total ao trabalhador. De que valerá enluvar-se um operário, se a proteção da máquina não existe ou não está no lugar? De que serve um capacete, se o piso

é defeituoso e passagem obrigatória do trabalhador?

A falta do uso do E.P.I. é um ato inseguro, porém, a falta de medidas materiais

de segurança do equipamento ou do ambiente são condições inseguras. Entretanto, não raro, lança-se mão de um equipamento de proteção, quando se poderia evitá-lo, preferindo-se outras medidas. A própria lei preconiza as correções de ordem geral, isolando-se os riscos, a fim de que o homem possa trabalhar desarmado. Portanto, devem os responsáveis pela segurança de qualquer fábrica, envidar esforços para utilizar os E.P.I. em última instância, quando todas as outras formas de proteção foram tentadas.

56

SENAI-PE

Também não é suficiente ter o melhor equipamento, se não se ensina o homem a usá-lo bem. Muitas vezes o operário deixa de usar o equipamento, por ignorar como deva fazê-lo e porque deve usá-lo. O treinamento é uma fase importante no processo de utilização do E.P.I. Além disso, a fiscalização, no sentido de orientar o usuário, é indispensável como complementação do treinamento.

Resumindo o que acabamos de expor podemos dizer que:

1. O E.P.I. deve ser considerado:

a) como medida complementar a uma medida de proteção coletiva contra acidentes e doenças;

b) como medida normal de proteção quando o tempo de exposição for curto;

c) como medida de proteção, única, quando em ocorrência de emergência em que o tempo de exposição é curto.

2. No que diz respeito à sua utilização, três fatores devem ser considerados:

a) determinar a necessidade do uso;

b) seleção do tipo adequado;

c) uso correto do equipamento.

Seleção

A seleção do equipamento de proteção individual se impõe por duas razões:

a) segurança real;

b) conforto.

Logicamente, se o equipamento tem por objetivo proteger o indivíduo contra os riscos de acidentes, ele deve ser de tal forma construído e tratado, que não venha a falhar durante o seu uso. Por outro lado, em razão da natural recusa do homem em usá-lo e por questões de produtividade, os E.P.I. devem ser os mais confortáveis possíveis.

Não basta comprar equipamentos para satisfazer a lei. Em matéria de segurança, os dirigentes não podem pensar apenas em termos de obrigação legal. O homem está em primeiro lugar na ordem das coisas. Portanto, não se pode negligenciar na escolha de um bom equipamento. O artigo 166 do

57

SENAI-PE

referido Decreto-lei 229, se cumprido à risca, facilitará em muito a compra do E.P.I. Para tal, é preciso que os homens de segurança fiscalizem o cumprimento do dispositivo legal, comprando equipamentos das firmas que apresentem os respectivos certificados a que se refere o artigo 166 acima citado.

Tipos mais comuns*

Vários são os tipos e modelos de equipamentos existentes nos mais diversos centros industriais do mundo. Relacionaremos a seguir aqueles que nos parecem mais usados, variando de indústria para indústria, de acordo com o tipo de atividade.

Proteção da cabeça

Capacete – de alumínio, fibra ou material plástico. Com aba ou tipo jóquei, sem abas laterais.

Ressalte-se que a coroa e a carneira, são as peças fundamentais de segurança oferecida pelo capacete.

Quanto aos tipos de material com que é fabricado o capacete e ao modelo, com abas ou sem abas, fica a critério dos homens de segurança selecioná-los de acordo com a necessidade de trabalho.

Outros equipamentos são usados para proteger a cabeça de riscos específicos tais como: gorros, capuzes, etc.

Proteção de ouvido

Protetores auriculares – tipo concha e tampão obturador. O primeiro é de uso externo, cobrindo toda a orelha e é indicado para ruídos mais intensos. O segundo é usado internamente, plugueando o ouvido, oferecendo proteção contra ruídos menos intensos.

* (Adaptado do trabalho do Prof. Egydio Regis – Refinaria Presidente Bernardes).

58

SENAI-PE

Proteção dos olhos e do rosto

Óculos – Vários são os empregados. Alguns para uso geral e outros para usos específicos. Os mais comuns são aqueles dotados de lentes claras endurecidas, usados para diversos trabalhos, com exceção dos que envolvem intensidade luminosa e respingos de produtos químicos. Para esses trabalhos são usados modelos especiais com lentes verdes filtrantes para o caso de raios luminosos, e de armações inteiramente fechadas, para proteção contra respingos.

O maior problema no uso de óculos consiste no embaçamento das lentes. Para evitar esse incômodo, usa-se um líquido ou cera antiembaçante.

Protetores faciais - Viseiras que cobrem a parte frontal do rosto ou elmos que protegem parte da cabeça e todo o rosto incluindo as partes laterais.

Há protetores que combinam duas proteções: contra raios luminosos e contra raios caloríficos. São revestidos de alumínio polido e seu visor é de plástico ou vidro verde. São também muito usados os protetores de tela metálica.

Proteção das mãos e braços

Para a proteção das mãos contra as mais diversas agressividades do trabalho podem ser usadas luvas de lonas, couro, pano, asbesto, borracha, plástico, etc., que visam evitar cortes, abrasões e queimaduras provocados pelo contato direto com materiais cortantes, abrasivos ou corrosivos, energia elétrica, etc.

Informações mais detalhadas sobre luvas, poderão ser conseguidas na excelente publicação do SESI: Equipamento de Proteção Pessoal – Luvas – Coleção SESI, Segurança do Trabalho, nº18 de 1968 – 2ª edição.

Proteção do tronco

Utiliza-se aventais, paletós e roupas que podem variar em modelos e tipos:

- avental de roupa para soldador.

- avental de lona para trabalhos secos.

- avental de asbestos para trabalhos quentes.

- avental de plástico para manuseio de ácidos ou outros produtos químicos corrosivos.

- roupa completa de pvc.

59

SENAI-PE

-

macacões de pano, de mangas compridas e capuz para trabalhos no interior de equipamentos de processamento.

Proteção dos pés e das pernas

Existem vários tipos de sapatos, botas e perneiras para essa finalidade, podendo ser destacados os seguintes:

Sapato de segurança – para trabalhos pesados dotados de biqueira de aço ou fibra de vidro.

Perneiras – de couro, de plástico, de metal ou de fibra.

Botas de borracha ou de pvc – para trabalhos úmidos ou em contato com

produtos químicos (ácidos, alcalinos), podendo ser de cano curto ou longo até

a virilha.

Proteção respiratória

Este tipo de proteção constitui praticamente um capítulo à parte. Consideramos

a mais importante e a mais difícil das proteções, tendo em vista a função vital que representa a respiração para o homem. Pode-se dividir a proteção respiratória, quanto ao risco, em duas classes:

1. Proteção contra aerodispersóides e sólidos;

2. Proteção contra gases e vapores e os tipos mistos.

No primeiro caso, estão relacionados os chamados respiradores contra pó e os filtros contra neblinas. Trata-se de ação puramente mecânica, por intermédio de filtros de algodão, feltro, papel, esponja de borracha, etc. Nenhuma ação contra gases ou vapores.

60

SENAI-PE

A proteção contra gases e vapores é efetuada com o emprego de máscaras

especiais que se classificam em três tipos fundamentais:

1 - Máscara de filtros químicos;

2 - Máscara autônoma;

3 - Máscara de ar injetado.

1 - Máscara de filtros químicos

Este tipo de máscara utiliza a ação de filtros respiratórios, os quais têm a finalidade de purificar o ar ambiente mediante a eliminação de eventuais venenos, impedindo sua passagem pela ação tamisadora e absorção ou tornando-os quimicamente inofensivos.

O filtro purifica o ar aspirado, mas não produz oxigênio. Em vista disso a

condição prévia para a sua eficiência, consiste em que o ar a ser purificado contenha cerca de 17% de oxigênio. Além disso, o ar filtrado não deve conter porcentagem tóxica superior à capacidade purificadora do filtro. O limite percentual da concentração de gases para utilização de filtros, é calculado em 2% em volume de ar, como número médio, ainda que seja sumamente variável, segundo os diferentes tipos de filtros e as características do gás venenoso.

A garantia de que a atmosfera reúne as condições necessárias, somente existe

ao ar livre ou em locais perfeitamente ventilados. Os filtros respiratórios não

são aparelhos de proteção universal, aplicáveis em qualquer emergência de gases tóxicos, sem um prévio controle, para cujas eventualidades empregam-

se os aparelhos autônomos, com suprimento de oxigênio ou ar comprimido.

Os filtros geralmente se diferenciam pelas suas cores e letras, indicativas dos tipos de gás ou vapor para os quais são fabricados. Outro cuidado que deve ser observado no uso de filtros, consiste na duração útil do mesmo. A rigor, não há um tempo previsto para a duração eficiente de um filtro químico, pois essa condição depende de uma série de fatores, como o aumento repentino da concentração do gás, por exemplo. Assim, um filtro pode durar minutos ou horas.

Em muitos casos, os venenos respiráveis apresentam-se ao mesmo tempo em forma de gases ou vapores e de substâncias sólidas flutuantes, motivo pelo qual os filtros a serem empregados devem ser dotados de combinação dos elementos de absorção dos filtros contra gás e de um filtro contra poeiras. Essa

61

SENAI-PE

combinação existe e são vários os modelos de filtros que apresentam as duas possibilidades.

Os filtros são adaptados em peças faciais que podem ser inteiriças, cobrindo todo o rosto ou apenas a metade, encerrando o nariz, a boca e o queixo.

Passo importante no uso da máscara contra gazes, especialmente as de filtro,

é a perfeita aderência da peça facial ao rosto, proporcionando completa hermeticidade.

2 - Máscara autônoma

Todo aparelho que contém um suprimento próprio de ar atmosférico ou de oxigênio comprimido, independente, portanto, do ar atmosférico livre, é denominado autônomo.

Essa reserva ou suprimento é armazenado, sob pressão, em cilindros ou garrafas metálicas portáteis, variando a sua capacidade. São encontrados cilindros de 1 (um) a 7 (sete) litros de capacidade física, na utilização desses aparelhos.

O oxigênio puro (pureza máxima) possibilita o emprego de cilindros menores,

tornando o aparelho mais leve sem diminuir o tempo útil de duração.

Há vantagens e desvantagens de uma máscara em relação à outra. Entretanto, modernamente, há uma preferência acentuada pela de ar comprimido, por razões várias, principalmente de ordem econômica. A experiência nos tem demonstrado que o ar atmosférico comprimido, oferece maior conforto respiratório, especialmente nos períodos de uso prolongado do aparelho autônomo.

Os aparelhos autônomos são indicados especialmente para emergências. Não há restrições quanto ao local, ou quanto ao ar ambiente.

3 - Máscara de ar injetado

Aquela cuja fonte de alimentação é o ar atmosférico captado por um compressor ou ventoinha manual e levado ao homem por meio de mangueira. Assim o indivíduo equipado penetra num determinado ambiente, fechado e recebe o ar do lado externo da atmosfera livre.

62

SENAI-PE

Estão incluídos neste tipo as chamadas máscaras de ar fresco de ventoinha manual, as máscaras de ar de linha etc.

Uma das condições fundamentais do emprego dessas máscaras é manter a fonte de suprimento afastada da área perigosa, a fim de evitar a captação de ar contaminado, mormente as de ventoinha manual, portátil, cuja locação depende de um rigoroso exame da situação da atmosfera. Por isso, uma regra já pode ser estabelecida: as máscaras de ar injetado, que o captam nas proximidades da área perigosa, somente poderão ser usadas quando o risco estiver enclausurado, penetrando o homem em seu interior e ficando a fonte de alimentação no lado externo.

Cuidado especial deve ser dado à qualidade do ar proveniente de compressor, tendo em vista a possibilidade de infiltração de óleo, excesso de água e até mesmo contaminação de CO. Filtros apropriados devem ser usados para purificar o ar.

Diversos:

Cinto de Segurança

Tipo alpinista - de lona trançada, para trabalhos gerais em lugares altos desprotegidos. Usado com cabo especial de nylon ou de manila.

Cinto com travessão - é o tipo usado para equilibrar o trabalhador e evitar sua queda, nos trabalhos em postes.

Tipo de risco a evitar

O problema dos E.P.I. é constante e os tipos de proteção oferecidos pelas firmas especializadas surgem diariamente, numa variedade considerável. A evolução que o trabalho do homem vem sofrendo, também, tem trazido mudanças na natureza dos riscos, algumas vezes anulando-os e, por vezes criando outros.

Da introdução do vapor como força motriz, depois do carvão, a eletricidade, o motor de combustão interna, nasce a mecanização, os inúmeros produtos químicos, as radiações e a energia nuclear.

Nesses séculos de evolução surgiram muitos riscos novos e outros desapareceram. É ponto pacífico, atualmente, que a evolução e as blindagens

63

SENAI-PE

podem retirar-se, o calçado antideslizante pode ser inadequado e os próprios E.P.I. podem estar sendo usado de modo incorreto.

Em qualquer tempo pode um trabalhador vir a distrair-se, sentir-se por demais seguro, esquecer-se de alguma coisa, perder a concentração, predispondo-se assim ao acidente.

O importante é, durante a fase de formação profissional, incutir-se no educando

a noção básica de que deve proteger a sua integridade física, procurando

utilizar-se dos melhores meios disponíveis.

Segurança e Higiene do Trabalho nas Empresas

A previsão de acidente compreendida em sua finalidade educativa e de tratamento técnico dos problemas de segurança, requer total apoio da administração da empresa.

A direção que se imprime aos programas de segurança é norteada pelos

princípios adotados pela administração. Está nas mãos do empregador – que detém o poder de comando – traçar normas de prevenção, integrá-las nos processos de trabalho da empresa e estimular a participação de todos os elementos desta na tarefa de evitar os acidentes.

De acordo com o porte da empresa, natureza de atividade e número de empregados, variará a organização de segurança.

Pequenas empresas

Em pequenas empresas, sobre as quais não recaia a exigência de organização de CIPA é essencial que haja um elemento de preferência com função hierárquica superior, responsável pela prevenção de acidentes. Na empresa, além das normais, de outras atribuições será incumbido esse responsável.

Tais atribuições serão:

- solução dos problemas de segurança;

- aquisição de material de proteção individual;

- seleção e instrução dos empregados não só quanto á produção, mas também, quanto á segurança;

- fiscalização da ordem e do asseio dos locais de trabalho;

64

SENAI-PE

-

prescrição

de

medidas

de

segurança

adequadas

ao

tipo

de

serviço

executado.

Empresa de Porte Médio

Nas empresas de porte médio, nas quais haja obrigatoriedade, nos termos da Portaria 3237 de 27/07/72, serviço especializado em segurança, higiene e medicina do trabalho. A obrigatoriedade de manutenção destes serviços nos estabelecimentos é vinculada à exposição, ao risco e ao número total de empregados.

Estes serviços estão em relação com:

- Serviço médico da empresa – para exame médico pré-admissional que encaminhará o empregado para a função adequada ao seu físico, qualificações e aptidões. Exame médico periódico para profilaxia e manutenção das condições de higidez dos empregados.

- Serviço de Pessoal – a seleção rigorosa no processo de admissão de pessoal para encaminhamento à função adequada. Elaboração de regulamentos internos com meios de efetivar o cumprimento das normas de segurança.

- Treinamento – um entrosamento perfeito deve existir com esse serviço para se conseguir que os trabalhadores apliquem a forma correta de fazer as suas tarefas com segurança.

- Manutenção – é praticamente a base da estrutura de segurança.

É indispensável uma coordenação perfeita entre a direção da empresa, CIPA e

o Serviço de Segurança e Higiene do trabalho.

A extraordinária importância das CIPAs, na prevenção dos acidentes do trabalho e, conseqüentemente, no bem estar do trabalhador, ainda não foi amplamente reconhecida entre nós, quer por trabalhadores, quer por empregadores.

Há inúmeras empresas com mais de 100 trabalhadores, que não têm CIPAs instaladas, e outras existem que possuem CIPAs, mas estas se limitam apenas

a atender a requisitos legal, sem nenhuma motivação por parte da gerência da empresa e com o total desinteresse dos empregados.

Infelizmente, o espírito de empresa e o espírito prevencionista ainda não fazem parte de muitas organizações industriais, onde não há uma verdadeira

65

SENAI-PE

compreensão de que a prevenção de acidentes e o bem estar social do trabalhador concorrem para uma maior produtividade por parte dos trabalhadores, proporcionando, assim, o maior progresso da indústria.

O resultado disso são os choques, as incompreensões, gerando irritação,

agressividade e insolência, envenenadoras das relações humanas, criadoras

de ambientes intoleráveis nos locais do trabalho e de clima propício a acidentes, pelo alheamento e a fadiga adicional que provocam.

A Organização Internacional do Trabalho, em sua publicação Aumento da

Produtividade nas Indústrias Manufatureiras, afirma que nos últimos anos, se dedicou uma atenção crescente ao elemento humano como causa dos

acidentes, e comprovou-se que esse fator é mais complexo e mais importante que qualquer outro.

Uma coletividade, normalmente heterogênea, em que o sentimento de solidariedade humana nem sempre consegue sobrepor-se à insensatez, vaidade e ambição, carece consequentemente de uma CIPA que, em meio das suas atribuições, possa humanizar essa coletividade e torná-la tão compreensiva quanto eficiente.

A implantação da CIPA, nas grandes ou médias indústrias, constitui um

imperativo para sua maior prosperidade. Quer no campo prático, educando seus companheiros de trabalho no uso adequado dos dispositivos de proteção, quer no campo doutrinário, através de reuniões e palestras, discutindo e aplicando os conhecimentos adquiridos, mais se robustece e acentua a atividade de uma CIPA devidamente organizada e prestigiada por efetivo apoio das indústrias, em favor das quais a Prevenção de Acidentes é bastante proveitosa e econômica.

66

SENAI-PE

É sem dúvida, o apoio do empregador o fator primordial no sucesso das

atividades de uma CIPA. Isso porque, para que o trabalho de uma CIPA seja

coroado de êxito, são necessárias determinadas providências que somente poderão ser executadas com plena aquiescência do empregador.

Reunidos em uma só mesa de trabalho, representantes da empresa e dos empregados, com o fim de prevenir os acidentes do trabalho, é imprescindível que a empresa lhes dê todo o apoio para a consecução de seus objetivos. Os seus membros devem ser escolhidos entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais interessados e humanos da direção e entre os mais dedicados dos trabalhadores, privando-se a empresa durante algumas horas da atividade rotineira desses elementos para que eles possam realmente se dedicar à tarefa de prevenção de acidentes.

As solicitações e recomendações da CIPA devem ter, por parte da Diretoria, o mais rápido atendimento. Em nossa opinião, uma CIPA só pode ser bem sucedida se a direção da empresa acreditar no seu trabalho e apoiá-la moral e materialmente, de tal maneira que os trabalhadores aprendam a confiar nela e acatar as suas recomendações.

O apoio da direção às atividades das CIPAs pode se dar por:

a) seleção de elementos capazes para comporem a CIPA;

b) fornecimento de local e material adequado a reuniões;

c) estudo e realização imediata das sugestões que impliquem em despesas;

d) participação de membros das CIPAs em congressos, atividades afins e reuniões de CIPAs de outras empresas;

e) convites a técnicos em assuntos de prevenção de acidentes, para sugerir medidas e colaborar com a CIPA;

f) facilitação de lugares para a afixação de cartazes, bem como de sua aquisição, aluguel de filmes e aquisição de literatura especializada.

67

SENAI-PE

Portaria nº 32, de 29 de novembro de 1968

Expede instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e dá outras providências.

O Diretor – Geral do Departamento Nacional de Segurança e Higiene do

Trabalho, no uso das atribuições que lhe confere o art. 11, item I, do Regimento

do DNSHT, aprovado pelo Decreto número 56.263, de 6 de maio de 1965.

Considerando que o Departamento Nacional de Segurança e Higiene do Trabalho é o órgão de orientação e fiscalização da legislação e dos assuntos em geral, relativos à segurança e higiene do trabalho, bem como do estudo de

todos os problemas e aspectos inerentes à medicina e à engenharia do trabalho, conforme o disposto no art. 13 da Lei nº4.589, de 11 de dezembro de

1964.

Considerando que os arts. 158 e seus itens e 164 e seus parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º

de maio de 1943, com a nova redação introduzida pelo art. 5ºdo Decreto – Lei

nº 229, de 28 de fevereiro de 1967, estabelece que compete a este Departamento expedir normas referentes ao capítulo V daquela Consolidação.

Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs nas Empresas.

Resolve:

Expedir as Instruções para a organização e o funcionamento de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPAs.

Artigo 1º As empresas vinculadas à Confederação Nacional das Indústrias, à Confederação Nacional do Comércio (1º grupo – Comércio atacadista e 4º grupo - Comércio armazenador), à Confederação dos Trabalhadores Marítimos, Fluviais e Aéreos e à Confederação Nacional dos Transportes Terrestre, que possuam 100 (cem) ou mais empregados, ficam obrigadas a organizar Comissões Internas de Prevenção de Acidentes – CIPA – com a finalidade de cuidar de prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho.

Artigo 2º

A CIPA - será constituída, em número igual, de representantes de empregadores e empregados.

68

SENAI-PE

Artigo 3º Os representantes de empregadores serão designados pela administração da empresa, em número não inferior a 4 (quatro), incluindo o gerente e, quando houver o médico, o engenheiro e o assistente social. A administração designará um quinto membro para presidente da CIPA e um secretário.

Parágrafo único - No caso de não existir médico, engenheiro e assistente social, serão designados, para substituí-los, outros representantes que possuam qualificação e interessados nos problemas atinentes à CIPA.

Artigo 4º Os representantes de empregados serão eleitos pelos mesmos, em número não inferior a 4 (quatro), de preferência dentre os pertencentes aos setores de maior risco de acidentes e que mais se destacarem pela capacidade de liderança construtiva, assiduidade ao trabalho, disciplina, inteligência, espírito prevencionista e de observação.

Artigo 5º

A administração indicará os substitutos eventuais do presidente e do secretário. Serão designados um suplente para representante do empregador e um suplente para representante de empregados.

Artigo 6º

O mandato dos membros da CIPA será de um ano, sendo substituídos os que faltarem por três vezes consecutivas sem justificativa, ou se mostrarem desinteressados pela função.

Artigo 7º Quando houver departamentos em localidades diferentes, cujo efetivo atinja a 100 (cem) empregados, a empresa organizará, em cada um, uma CIPA.

69

Das atribuições

SENAI-PE

Artigo 8º As CIPAs terão normalmente as seguintes atribuições:

a)

Investigar as circunstâncias e as causas dos acidentes.

b)

Submeter ao empregador recomendações, propondo medidas de prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho julgadas necessárias.

c)

Inspecionar, periodicamente, as instalações da empresa, verificando o cumprimento das determinações legais e o estado de conservação dos equipamentos de proteção e dispositivos de segurança.

d)

Promover o interesse do pessoal para as questões de prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho, notadamente no que se refere à ação educativa, o uso de equipamentos de proteção e o emprego de dispositivos de segurança.

e)

Instruir equipes encarregadas do serviço de prevenção de incêndio, combate ao fogo e primeiros socorros.

f)

Propor a aplicação de medidas de ação disciplinar aos que infrigirem regulamentos e regras de segurança.

g)

Cooperar para o cumprimento dos regulamentos e instruções de caráter oficial ou internas, relativos à prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho.

h)

Promover a divulgação de regulamentos, instruções, avisos e outros meios de propaganda educativa referentes à prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho.

i)

Realizar reuniões, palestras e projeção de filmes sobre prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho.

j)

Propor a concessão de prêmios aos que se distinguirem pelas sugestões sobre assuntos de atribuições da CIPA.

l)

Analisar os acidentes ocorridos e as estatísticas que deverão constar de atas das reuniões.

m)

Remeter, mensalmente, à D.R.T. a documentação referente às suas atividades.

70

Dos representantes

SENAI-PE

Artigo 9º Os representantes da CIPA terão as seguintes atribuições:

a) Presidente - dirigir e orientar os trabalhos, encaminhando à administração as recomendações aprovadas e acompanhar sua execução.

b) Secretário - redigir e transcrever atas, preencher quadro de estatística de acidentes (Modelo B), encarregar-se da correspondência, distribuir o material de propaganda educativa e outros relativos à prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho, providenciar o envio à Delegacia Regional do Trabalho de cópias de atas, fichas de análise de acidentes (Modelo A) e quadro de estatística de acidentes (Modelo B).

c) Gerente - representar a administração da empresa junto à CIPA.

d) Engenheiro - proceder ao levantamento das necessidades de segurança do trabalho, estudar e projetar a execução, quando cabível, das recomendações aprovadas nas reuniões.

e) Médico – acompanhar os casos de acidentes e doenças do trabalho, colhendo os dados e informações necessárias ao esclarecimento de suas causas, zelar pelas condições de higiene dos locais de trabalho, visando a prevenção de acidentes.

f) Assistente Social – pesquisar as causas sociais que por ventura tenham relação com o acidente ocorrido, apresentando sugestões para evitar a repetição.

g) Representantes dos empregados – Comunicar à CIPA e, em caso de urgência, diretamente ao encarregado, as necessidades e falhas observadas que possam ocasionar acidentes; investigar as causas dos acidentes, quando, para esse fim designados.

Do empregador

Artigo 10º Compete ao empregador:

a) Dar integral apoio à CIPA, concedendo a seus representantes facilidades para o desempenho das respectivas atribuições.

b) Dar imediato cumprimento às recomendações aprovadas pela CIPA.

Dos empregados

71

SENAI-PE

Artigo 11ºCompete aos empregados:

a) Obedecer às normas, ordens, regras e regulamentos de prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho. b) Usar, obrigatoriamente, o equipamento de proteção individual. c) Apresentar sugestões para a melhoria das condições de segurança e higiene dos locais de trabalho, visando a prevenção de acidentes.

Das reuniões

Artigo 12º O aviso de convocação para a reunião da CIPA deverá ser feito com antecedência mínima de oito dias e enviado, por escrito, a cada um dos representantes.

Artigo 13º A CIPA deverá se reunir uma vez por mês, em local apropriado e em horário normal de trabalho da empresa.

Artigo 14º Em

CIPA se reunirá,

extraordinariamente, com a presença do mestre ou encarregado do

setor de ocorrência.

caso

de

acidente

grave,

a

Das sessões

Artigo 15º A título de uniformidade geral, os trabalhos das sessões da CIPA deverão obedecer à seguinte ordem:

a) Leitura da ata da sessão anterior.

b) Verificação do andamento das recomendações aprovadas.

c) Exame dos casos de acidentes, intoxicações e doenças do trabalho, com a análise das causas e providências a serem tomadas a respeito.

d) Análise do quadro de estatística de acidentes.

e) Apresentação dos assuntos gerais relacionados com a prevenção de acidentes, segurança e higiene do trabalho.

f) Encerramento.

g) Assinatura da ata pelos representantes da CIPA.

72

BIBLIOGRAFIA

SENAI-PE

PENTEADO, José de Arruda. Desenho geométrico. Rio de Janeiro, Companhia Editora Nacional, 1970.

FRENCH, Thomas E. Desenho técnico e tecnologia gráfica. São Paulo, Editora Globo S/A, 1989.

BAPTISTA, Hilton. Higiene e segurança do trabalho. Rio de Janeiro, SENAI - Departamento Nacional, 1970.

SCHMIDTT, Alexander. Desenho técnico fundamental. São Paulo, Editora Pedagógica e Universitária Ltda., 1977.

GIONGO, Affonso Rocha. Curso de desenho geométrico. São Paulo, Livraria Nobel S/A, 1975.

MEC - Ministério da Educação e Cultura. Desenho mecânico. Rio de Janeiro,

1967.

PROVENZA. Desenhista de máquinas. São Paulo, Escola Prot – Tec, Ed. revisada, 1983.

73

Elaboração Israel Gomes Coutinho

SENAI-PE

Diagramação Anna Daniella C. Teixeira

Editoração Divisão de Educação e Tecnologia – DET.

74

Interese conexe