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UNIPAC – UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS FACULDADE DE CIÊNCIAS JURIDICAS, CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E

UNIPAC UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTÔNIO CARLOS

FACULDADE DE CIÊNCIAS JURIDICAS, CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBERLÂNDIA.

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

CARLOS FACULDADE DE CIÊNCIAS JURIDICAS, CIÊNCIAS SOCIAIS, LETRAS E SAÚDE DE UBERLÂNDIA. CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

Disciplina:

LOGÍSTICA

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO Disciplina: LOGÍSTICA “ 7º Período ” Professor: Emerson W. Silva Uberlândia

7º Período

Professor: Emerson W. Silva

Uberlândia / 1ºSemestre / 2012

Logística

Sumário

1- INTRODUÇÃO Á LOGÍSTICA

1.1 - Conceitos Básicos;

1.2 - Definição de Logística;

1.3 - Evolução dos Conceitos;

1.4 - Atividades Primárias da Logística:

1.5 - Transportes

1.6 - Manutenção de Estoques

1.7 - Processamento de Pedidos

1.8 - Atividades de Apoio à Logística:

1.9 - Armazenagem

1.10 - Movimentação de Materiais

1.11 - Embalagens de Transporte

1.12 - Suprimentos

1.13 - Programação da Produção

1.14 - Manuseio de Informações

2- LOGÍSTICA INTEGRADA

2.1 - Paradoxo da Logística

2.2 - As principais mudanças econômicas que afetam a Logística;

2.3 - Aplicações de TI para a Logística;

2.4 - Entendendo o conceito de Logística Integrada;

2.5 - O conceito de Supply Chain Management;

2.6 - Oportunidades oferecidas pelo SCM;

2.7 - Implementando o conceito de SCM: barreiras e alternativas de solução;

2.8 - Fluxo de Produtos;

2.9 - Da Distribuição Física ao Supply Chain Management;

3- LOGÍSTICA DE TRANSPORTES

3.1 - O papel do transporte na Estratégia Logística;

3.2 - Estrutura de custos para cada modal;

3.3 - Características Operacionais;

3.4 - Pulverização de entregas;

3.5 - Vantagens competitivas e Estratégias no uso de Operadores Logísticos;

3.6 - Tipos de Operadores Logísticos e suas origens;

3.7 - Intermodalidade: Importância para o Logístico estágio atual no Brasil;

3.8 - Transportes de Cargas no Brasil;

3.9 - Integração entre Modais;

3.10 - Alternativas de transporte intermodal;

3.11 - Tendências da intermodalidade no Brasil;

3.12 - OTM Operador de Transporte Multimodal

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Logística

4- ARMAZENAGEM/ESTOCAGEM E LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES

4.1 - Armazenagem/Estocagem estratégica;

4.2 - Centros de Distribuição;

4.3 - Estudo de localização de instalações;

4.4 - Organização dos estudos de localização;

4.5 - Automação na Armazenagem/Estocagem: Desenvolvimento e implementação de projetos;

4.6 - Os sistemas de Armazenagem/Estocagem e Manuseio:

4.7 - Necessidade de um Sistema de Estocagem;

4.8 - Razões para a Estocagem;

4.9 - Funções do Sistema de Estocagem;

4.10 - Alternativas de Estocagem;

4.11 - Manuseio de Materiais;

5- CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

5.1 - Conceituação;

5.2 - Tipos e Funções:

5.3 - Evolução das formas de Distribuição;

5.4 - Objetivos e Funções dos Canais de Distribuição;

5.5 - Canais Verticais;

5.6 - Canais Híbridos;

5.7 - Canais Múltiplos;

5.8 - Propriedades dos Canais de Distribuição:

i. Etapa 1 - Identificação dos Segmentos Homogêneos de Clientes;

ii. Etapa 2 Identificação e Priorização das funções;

iii. Etapa 3 Benchmarking Preliminar;

iv. Etapa 4 Revisão do Projeto;

v. Etapa 5 Custos e Benefícios;

vi. Etapa 6 Integração com as atividades atuais da empresa;

6- LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS E MATERIAIS

6.1 - O que é Administração de Materiais?

6.2 - Objetivos;

6.3 - Funções;

6.4 - Campos de Atuação;

6.5 - Atribuições Específicas;

6.6 - Classificação de Materiais;

6.7 - Padronização;

6.8 - Identificação de Materiais;

6.9 - Método ABC de Classificação de Materiais;

6.10 - Especificação de Materiais. Conceito, estrutura e formação,

6.11 - Codificação de Materiais;

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Logística

1 INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA

Conceitos básicos

Poucas áreas de estudo têm um impacto tão significante no padrão de vida da sociedade como a logística. Praticamente todas as áreas da atividade humana são afetadas, direta ou indiretamente pelo processo logístico.

• Tente imaginar uma campanha publicitária de vários milhões de dólares e quando o comprador vai procurar o produto ele não o encontra na loja.

• Como seria possível comprar uma camisa de seda feita na China em uma loja em São

Paulo? • Porque um quilo de tomate é tão barato no campo e custa tão caro no supermercado?

• Qual deve ser a embalagem ideal para um iogurte? E para uma bijuteria?

• Porque o transporte de carga aérea, muito mais cara que os outros modais, está tendo um crescimento tão grande no Brasil e no mundo?

As dúvidas e perguntas acima, assim como muitas outras, exemplificam a influência da logística do nosso dia-a-dia e por isso é tão importante o nosso entendimento do processo logístico.

Algumas pessoas costumam alegar que a logística é importante apenas nas operações industriais, caindo de importância nas operações comerciais e tornando-se pouco importante na área de prestação de serviço. Para esta última afirmação podemos analisar, por exemplo, a operação de um banco tradicional. Normalmente costumamos concentrar a nossa atenção na prestação de serviços em si e esquecemos que os equipamentos e instalações têm que ser armazenados e transportados; os formulários, talões de cheques, documentos, dinheiro (papel moeda) também, e assim por diante.

Com a globalização da economia, a logística ganhou uma maior importância numa escala global. Na economia mundial, sistemas logísticos eficientes formam a base para o comércio e a manutenção do padrão de vida na maioria dos países. Custos logísticos são um fator chave para estimular o comércio. O comercio entre países e regiões de um mesmo país é freqüentemente determinado pelo fato de que diferenças nos custos de produção podem mais do que compensar os custos logísticos necessários para o transporte entre regiões. Enquanto os Estados Unidos, o Japão e

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Logística

os membros da comunidade Econômica Européia gozam de alto padrão de vida e trocam mercadorias livremente devido à eficiência de seus sistemas logísticos, muitas porções do mundo, como as partes do Sudoeste Asiático, África, China e América do Sul, ainda apresentam sistemas de transporte e armazenagem inadequados para apoiar um comércio extensivo. Por isso estes povos são forçados a uma auto-suficiência localizada e um padrão de vida relativamente baixo. Uma diferença crítica entre essas duas situações é o ponto no qual se situa o desenvolvimento de seus sistemas logísticos. Quanto mais sofisticado for o seu desenvolvimento e quanto mais baratas forem suas movimentações e armazenagens, mais livre será a troca de mercadorias e maior será a especialização do trabalho. Se analisarmos, por exemplo, a malha rodoviária brasileira, que cobre precariamente apenas parte da região central, a região sul e litorânea do Brasil e verificamos as diferenças de padrão de vida entre as regiões melhores supridas em termos logísticos e as outras, podemos entender facilmente esta afirmação.

DEFINIÇÃO DE LOGÍSTICA

Existem algumas versões para a origem da palavra logística: alguns autores afirmam que ela é originária da palavra francesa “loger”, que significa “acomodar”, “alojar”, enquanto que outros autores afirmam que é derivada do grego “Logos” (razão) que significa “a arte de calcular” ou “manutenção de detalhes de uma operação”. A palavra logística é utilizada na área militar para representar a aquisição, manutenção transporte de materiais, facilidades e pessoal, enquanto que na área comercial, é usada para expressar “o planejamento e a gestão dos serviços relativos à documentação, manuseio, armazenagem e transferência dos bens objeto de uma operação de comércio nacional ou internacional”.

No passado, o comércio e a literatura acadêmica deram à logística uma grande variedade de nomes, tais como:

Distribuição Física

Gerenciamento de materiais

Engenharia de Distribuição

Gerenciamento Logístico de Materiais

Logística Empresarial

Gerenciamento de Cadeia de Distribuição

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Logística

Logística de Distribuição Logística Industrial

Logística de Marketing

Logística de Transporte.

De um modo ou outro, todos os nomes acima essencialmente significam a mesma coisa: o gerenciamento do fluxo de materiais do ponto-de-origem ao ponto-de-consumo.

Segundo o Counsil of Logistics Management, entidade que agrega milhares de associados nos Estados Unidos e outros milhares em todo o mundo, a palavra logística pode ser definida como sendo:

O processo de planejar, implementar e controlar eficientemente o custo correto, o fluxo e armazenagem de matérias-primas, estoques durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a essas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do cliente. “

EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS

As empresas vêm executando logística a vários séculos. Os fenícios sabiam muito bem que um produto barato em um lugar podia ser vendido mais caro em outro lugar onde era necessário e escasso, isto é, conheciam empiricamente o conceito de valor agregado de tempo de lugar. Tradicionalmente Logística é a área da administração que cuida do transporte e armazenamento das mercadorias. Logística é definida como sendo o conjunto de Planejamento, Operação e Controle do Fluxo de Materiais, Mercadorias, Serviços e Informações da Empresa, integrando e racionalizando as funções sistêmicas desde a Produção até a Entrega, assegurando vantagens competitivas na Cadeia de abastecimento e a consequente satisfação dos clientes. A Atividade Logística é regida pelos Fatores de Direcionamento (Logistic Drivers) para níveis maiores de Complexidade Operacional, como por exemplo histórico de demanda dos produtos ou serviços, histórico da frequência dos pedidos, histórico das quantidades por pedido, custos envolvidos na operação, tempo de entrega (lead-time), pedido mínimo, rupturas de abastecimento, prazos de entrega, períodos promocionais e frequência de sazonalidades, políticas de estoque (evitando faltas ou excessos), planejamento da produção, políticas de fretes, políticas de

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Logística

gestão dos pedidos (orders), análise dos modelos de canais de distribuição, entre outros. Em linhas gerais, pode-se dizer que a Logística está presente em todas as atividades de uma organização. A Logística começa pela necessidade do cliente. Sem essa necessidade, não há movimento de produção e entrega. As novas exigências para a atividade logística no Brasil e no mundo passam pelo maior controle e identificação de oportunidades de redução de custos, redução nos prazos de entrega e aumento da qualidade no cumprimento do prazo, disponibilidade constante dos produtos, programação das entregas, facilidade na gestão dos pedidos e flexibilização da fabricação, análises de longo prazo com incrementos em inovação tecnológica, novas metodologias de custeio, novas ferramentas para redefinição de processos e adequação dos negócios (Exemplo: Resposta Eficiente ao Consumidor - Efficient Consumer Response), entre outros. Isto tem feito a áre ade logística ser muito mais valorizada e criar interfaces com outras áreas como Marketing, Finanças e Estratégia.

ATIVIDADES PRIMÁRIAS DA LOGÍSTICA

Identifica aquelas atividades que são de importância primária para que se possa atingir os objetivos logísticos de custo e nível de serviço. Estas atividades são:

• Transportes

• Manutenção de estoques

• Processamento de pedidos

• Manutenção de estoques • Processamento de pedidos Essas atividades são consideradas primarias porque ou elas

Essas atividades são consideradas primarias porque ou elas contribuem com a maior parcela dos custos total ou elas são essenciais para a coordenação e o cumprimento da tarefa logística.

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Logística

TRANSPORTES:

Para a maioria das empresas, o transporte é a atividade mais importante, simplesmente porque ela é a mais visível e também porque ela é essencial. Nenhuma firma pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias primas ou de seus produtos acabados. “Transportes” refere-se aos vários métodos para se movimentar produtos. A administração da atividade de transporte geralmente envolve decidir-se quanto ao método de transporte, aos roteiros e à utilização da capacidade dos veículos.

MANUTENÇÃO DE ESTOQUES:

Muitas vezes não é possível entregar o produto ao cliente assim que acaba sua fabricação. Da mesma forma, não é possível receber todos os suprimentos no exato momento em que eles são necessários na produção, embora muito se tenha feito dentro dos conceitos de “just-in-time”.

A armazenagem torna-se necessária quando por alguma razão temos que guardar uma

matéria prima, componente ou produto acabado até a sua utilização. Os estoques agem então como

“amortecedores entre a oferta e a demanda”.

A manutenção dos estoques pode atingir de um a dois terços dos custos logísticos, o que

torna a manutenção de estoques uma atividade-chave da logística. Enquanto o transporte adiciona valor de “lugar” ao produto, o estoque agrega valor de “tempo”. Para agregar este valor, o estoque deve ser posicionado próximo aos consumidores ou aos pontos de manufatura.

A administração de estoques envolve manter seus níveis tão baixo quanto possível, ao

mesmo tempo em que provê a disponibilidade desejada pelos clientes.

PROCESSAMENTO DE PEDIDOS

Os custos de processamentos de pedidos tendem a ser pequenos quando comparados aos custos de transporte ou de manutenção de estoques. Contudo, o processamento de pedidos é uma atividade logística primária. Sua importância deriva do fato de ser um elemento crítico em termos

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Logística

do tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. É também uma atividade primária que inicializa a movimentação de produtos e a entrega de serviços.

ATIVIDADES DE APOIO À LOGÍSTICA

Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços há uma série de atividades que apóiam essas atividades primárias. São elas:

Armazenagem

• Movimentação de materiais

• Embalagens de transporte

• Suprimentos

• Programação da produção

• Manuseio de informações

• Suprimentos • Programação da produção • Manuseio de informações UNIPAC – Prof.: Emerson W. Silva

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Logística

Conceito de Logística Integrada e Supply Chain Management

Conceito de Logística Integrada e Supply Chain Management 2 - LOGÍSTICA INTEGRADA Paradoxo da Logística A

2 - LOGÍSTICA INTEGRADA

Paradoxo da Logística

A Logística é um verdadeiro paradoxo. É, ao mesmo tempo, uma das atividades econômicas mais antigas e um dos conceitos gerenciais mais modernos. Desde que o homem abandonou a economia extrativista, e deu início às atividades produtivas organizadas, surgiram três das mais importantes funções logísticas, ou seja, estoque, armazenagem e transporte.

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Logística

Abrangência da Logística

Logística Abrangência da Logística O que vem fazendo da Logística um dos conceitos gerenciais mais modernos

O que vem fazendo da Logística um dos conceitos gerenciais mais modernos são dois

conjuntos de mudanças, o primeiro de ordem econômica, e o segundo de ordem tecnológica. As mudanças econômicas criam novas exigências competitivas, enquanto as mudanças tecnológicas tornam possível o gerenciamento eficiente e eficaz de operações logísticas cada dia mais complexas

e demandantes.

As principais mudanças econômicas que afetam a Logística são:

1. Globalização: significa, entre outras coisas, comprar e vender em diversos locais. As implicações para a Logística: aumentam o número de clientes e os pontos de vendas, crescem o número de fornecedores e os locais de fornecimento, aumentam as distâncias a serem percorridas e a complexidade operacional, envolvendo legislação, cultura e modais de transporte. Tudo isso reflete em maiores custos e aumento da complexidade logística.

2. Aumento da incerteza econômica: a crescente troca de bens e serviços entre as nações aumentou substancialmente a interdependência e a volatilidade econômica. Mudanças ou crises nacionais têm reflexo regional imediato, e tendem a espalhar-se numa escala mundial. Para a Logística, que precisa atuar em antecipação à demanda, produzindo e colocando o

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Logística

produto certo, no local correto, no momento adequado e ao preço justo, o aumento da incerteza econômica cria grandes dificuldades para a previsão de vendas e o planejamento de atividades.

3. Proliferação de produtos: é um fenômeno que vem generalizando-se, e representa uma resposta das empresas aos efeitos da globalização e da desregulamentação econômica que marcou o mundo nas duas últimas décadas. O impacto sobre a Logística : aumento no número de insumos e de fornecedores, maior complexidade no planejamento e controle da produção, maior dificuldade para custeio de produtos e para planejar e controlar os estoques, maior dificuldade na previsão de vendas. Tudo isso se refletindo em maiores custos e mais complexidade logística.

4. Ciclo de vida mais curtos: são conseqüência direta da política de lançamentos contínuos e cada vez mais rápidos de novos produtos. Cada novo modelo gera obsolescência tecnológicas nos modelos antigos. Como conseqüência, os estoques que se encontram no canal de distribuição perdem valor imediatamente, e precisam Ter seus preços remarcados. O custo associado a esse fenômeno pode tornar-se o principal encargo de um varejo de confecções, por e exemplo.

5. Maiores exigências de serviços: mudanças no ambiente competitivo e no estilo de trabalho vêm tornando clientes e consumidores cada vez mais exigentes. O consumidor final, com seu estilo de vida crescentemente marcado pelas pressões do trabalho, valoriza cada vez mais a qualidade dos serviços na hora de decidir que produtos e serviços comprar. A demora ou inconsistência na data de entrega, ou a falta de um produto nas prateleiras do varejo, crescentemente implica vendas não realizadas, e até mesmo a perda de clientes. O surgimento da Internet e das aplicações de e-commerce tem contribuído significativamente para aprofundar esse comportamento.

Esse grupo de mudanças econômicas vem transformando a visão empresarial sobre Logística, que passou a ser vista não mais como uma simples atividade operacional, um centro de custo, mas sim como uma atividade estratégica, uma ferramenta gerencial, fonte potencial de vantagem competitiva. Principais aplicações de Tecnologia de Informações TI para a operação e gestão logística:

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Logística

Aplicações de TI para a Logística:

Aplicações hardware

Aplicações software

Microcomputadores

Roteirizadores

Palmtops

WMS 2

Códigos de barra

GIS 3

Coletores de dados

DRP 4

Rádio freqüência

MRP 5

Transelevadores

Simuladores

Sistemas GPS 1

Otimização de redes

Computadores de bordo

Previsão de vendas

Picking automático

EDI 6

1 GIS Geographical Information System (Sistemas de Informação Geográfica)

2 WMS Warehouse Management System (Sistema de Gerenciamento de Armazém)

3 DRP Distribution Resource Planning (Planejamento dos Recursos de Distribuição)

4 MRP Manufacturing Resource Planning (Planejamento dos Recursos de Manufatura)

5 EDI Electronic Data Interchange (Intercâmbio Eletrônico de Dados)

Combinadas, essas aplicações de tecnologia permitem otimizar o projeto do sistema logístico e gerenciar de forma integrada e eficiente seus diversos componentes, ou seja, estoques, armazenagem, transporte, processamento de pedidos, compras e manufatura.

A Logística é também uma importante atividade econômica, contribuindo de forma

significativa para a estrutura de custos das empresas, assim como para o Produto Interno Bruto das nações.

No âmbito das empresas a Logística tem uma importância significativa:

Composição de custos e margem de uma empresa industrial típica:

Margem

8%

Custos logísticos

19%

Custos de marketing

20%

Custos de produção

53%

Qualquer redução nos custos logísticos pode ter um forte impacto nas margens e, portanto, nos lucros de uma companhia.

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Logística

Entendendo o conceito de Logística integrada

Na base do moderno conceito de Logística integrada está o entendimento de que a Logística deve ser vista como um instrumento de marketing, uma ferramenta gerencial, capaz de agregar valor por meio de serviços prestados. O primeiro conceito é o de marketing mix, ou composto mercadológico, representado na parte superior da figura. Segundo esse conceito, a estratégia de marketing é definida com base na ênfase relativa dada a cada uma de quatro variáveis, ou seja, produto, preço, promoção e praça. Decisões sobre praça dizem respeito ao estabelecimento de uma política de canais de distribuição que implica, entre outras coisas, a formalização de padrões de serviços, para cada um dos canais utilizados no processo de distribuição. Por padrões de serviço entende-se um conjunto de variáveis como disponibilidade de produtos, prazo de entrega, consistência dos prazos, flexibilidade do serviço, serviço pós-venda etc. A política de serviço ao cliente deve ser vista como um componente central da estratégia de marketing, que sob o ponto de vista operacional se transforma em uma missão a ser cumprida pela organização logística. O atual clima de competição exige que se atinja um dado padrão de serviço ao menor custo possível. Para que possa ser gerenciada de forma integrada, a logística deve ser tratada como um sistema, ou seja, um conjunto de componentes interligados, trabalhando de forma coordenada, com objetivo de atingir um objetivo comum. A parte inferior da figura 2.1 busca representar o conceito de sistema logístico; a Logística deve atender aos níveis de serviço ao cliente, estabelecidos pela estratégia de marketing, ao menor custo total de seus componentes, ou seja, o somatório dos custos de transporte, armazenagem, processamento de pedidos, estoques, compras e vendas. Tentativas de atuar sobre qualquer um dos componentes isoladamente podem representar aumento de custos de outros componentes, ou deterioração do nível de serviço. Para alcançar a excelência logística, torna-se necessário conseguir ao mesmo tempo redução de custos e melhoria do nível de serviço ao cliente. A busca simultânea desses dois objetivos quebra um antigo paradigma, segundo o qual existe um trade-off inexorável entre custos e qualidade de serviços, ou seja, a crença de que melhores níveis de serviço implicam necessariamente maiores custos.

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Logística

Dimensões da excelência logística:

Sucesso do cliente

Integração interna

Integração externa

Processos baseados no tempo

Mensuração abrangente

Benchmarking

As empresas excelentes em Logística entendem que seu sucesso depende do sucesso de seus clientes, pois ambos fazem parte de uma mesma cadeia de suprimento. As empresas que buscam a excelência logística se esforçam para conhecer o negócio de seus clientes, a fim de prestar um serviço customizado que contribua para o sucesso dos mesmos.

A integração interna, ou seja , o gerenciamento integrado dos diverso componentes do

sistema logístico, é uma condição necessária para que as empresas consigam atingir excelência operacional com baixo custo. As empresas necessitam conhecer muito bem o trade-off inerentes a

sua operação logística, e possuir sistemas e organização adequados para tomar as decisões de forma integrada.

A integração externa, outra das dimensões de excelência logística, significa desenvolver

relacionamentos cooperativos com os diversos participantes da cadeia de suprimentos, baseados na

confiança, capacitação técnica e troca de informações. Permite eliminar duplicidade, reduzir custos, acelerar o aprendizado e customizar serviços. A velocidade de resposta é um fator determinante para a construção de vantagem competitiva. Por essa razão, empresas excelentes em logística procuram desenvolver processos baseados no tempo, ou seja, processos que permitem oferecer respostas rápidas às exigências de mercado.

É fundamental a adoção de sistemas de mensuração de desempenho que sejam ágeis,

abrangentes e consistentes. A busca pela melhoria contínua, num ambiente em constante mudança tecnológica, faz dos programas de benchmark uma prioridade para as empresas. A identificação das melhores práticas, e sua adaptação para as condições do próprio negócio, tem-se revelado um procedimento fundamental para manter competitividade no longo prazo.

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Logística

Ao fatores que determinam a excelência logística exigem grande esforço e criatividade para serem implementados.

SUPPLY CHAIN MANAGEMENT - Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

É a integração dos processos industriais e comerciais, partindo do consumidor final e indo até os fornecedores iniciais gerando produtos, serviços e informações que agreguem valor para o cliente.

serviços e informações que agreguem valor para o cliente. O movimento da qualidade total e o

O movimento da qualidade total e o conceito de produção enxuta trouxeram consigo um conjunto de técnicas e procedimentos como JIT (Just in time), CEP (Controle Estatístico do Processo), QFD (Quality Function Deployment Desdobramento da Função Qualidade), Kanban e engenharia simultânea. Essas técnicas e procedimentos contribuíram para um grande avanço da qualidade e produtividade. Na trilha dessas mudanças, dois outros conceitos surgiram: A logística integrada, impulsionada principalmente pela revolução da tecnologia de informação e pelas exigências crescentes de desempenho em serviços de distribuição, conseqüência principalmente dos movimentos da produção enxuta e do JIT. O Supply Chain Management (SCM), ou Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, uma ampliação da atividade logística para além das fronteiras organizacionais, na direção de cliente e fornecedores na cadeia de suprimentos.

Conceito de Supply Chain Management (SCM)

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Logística

Para compreender o conceito de Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, ou SCM, é fundamental entender o conceito de canal de distribuição. Instrumento fundamental para a eficiência do processo de comercialização e distribuição de bens e serviços, o conceito de canal de distribuição pode ser definido como o conjunto de unidades organizacionais, instituições e agentes, internos e externos, que executam as funções que dão apoio ao marketing de produtos e serviços de determinada empresa. Entre as funções de suporte ao marketing incluem-se compras, vendas, informações, transporte, armazenagem, estoque, programação da produção, e financiamento. Os diversos membros participantes de um canal de distribuição podem ser classificados em dois grupos:

membros primários e membros especializados. Membros primários são os que participam diretamente, assumindo o risco pela posse do produto, e incluem fabricantes, atacadistas, distribuidores e varejistas. Membros secundários são os que participam indiretamente, basicamente por meio da prestação de serviços aos membros primários, não assumindo o risco da posse do produto. Com a evolução do conceito de marketing e, mais especificamente, das práticas de segmentação de mercado e do lançamento contínuo de novos produtos, juntamente com o surgimento de novos e variados formatos de varejo, os canais de distribuição vêm-se tornando cada vez mais complexos. Por outro lado, o aumento da competição e a cada vez maior a instabilidade dos mercados levaram a uma crescente tendência à especialização, por meio da desverticalização/terceirização. Uma das principais conseqüências desse movimento foi o crescimento da importância dos prestadores de serviços logísticos. A combinação de maior complexidade com menor controle, conseqüência da desverticalização, tem levado ao aumento dos custos operacionais nos canais de distribuição. O SCM é uma abordagem sistêmica de razoável complexidade, que implica alta interação entre os participantes, exigindo a consideração simultânea de diversos trade-offs. O SCM vai além das fronteiras organizacionais e considera tanto os trade-offs internos quanto os interorganizacionais, relativamente a quem se deve responsabilizar pelos estoques e em que estágio do canal as diversas atividades deveriam ser realizadas. A adoção do conceito de SCM incentiva, mediante o processo de coordenação e colaboração, a busca e identificação de oportunidades e sua implementação conjunta.

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Logística

Oportunidades oferecidas pelo SCM

Um estudo da Mercer Consulting mostrou que as empresas que conseguem implementar as melhores práticas de SCM tendem a destacar-se em relação à redução dos custos operacionais, melhoria da produtividade dos ativos e redução dos tempos de ciclo. Um outro estudo realizado pelo MIT identificou como principais benefícios do SCM a redução de custos de estoque, o transporte e a armazenagem, a melhoria dos serviços em termos de entregas mais rápidas e produção personalizada, e o crescimento da receita devido à maior disponibilidade e personalização.

Implementando o conceito de SCM: barreiras e alternativas de solução

As razões para a pouca utilização são basicamente duas. A primeira da relativa novidade do conceito, ainda em formação e pouco difundido entre os profissionais; e a segunda, da complexidade e da dificuldade de implementação do conceito. SCM é uma abordagem que exige mudanças profundas em práticas arraigadas, tanto no nível dos procedimentos internos, quanto no nível externo, no que diz respeito ao relacionamento entre diversos participantes da cadeia. Em nível interno, torna-se necessário quebrar as barreiras organizacionais resultantes da prática do gerenciamento por silos, que se caracteriza pela perseguição simultânea de diversos objetivos funcionais conflitantes, em detrimento de uma visão sistêmica em que o resultado do conjunto é mais importante que o resultado das partes. Entre os processos de negócios considerados chave para o sucesso de implementação do SCM, os sete mais citados, e seus objetivos principais são:

Relacionamento com os cliente - desenvolver equipes focadas nos clientes estratégicos, que busquem um atendimento comum sobre características de produtos e serviços, a fim de torná-los atrativos para aquela classe de clientes;

Serviço aos clientes - fornecer um ponto de contato único para todos os clientes, atendendo de forma eficiente a suas consultas requisições;

Administração da demanda - captar, compilar e continuamente atualizar dados de demanda, com o objetivo de equilibrar a oferta com a demanda;

Atendimento de pedidos - atender aos pedidos dos clientes sem erros e dentro do prazo de entrega combinado;

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Logística

Administração do fluxo de produção - desenvolver sistemas flexíveis de produção que sejam capazes de responder rapidamente às mudanças nas condições do mercado;

Compras/suprimento - gerenciar relações de parceria com fornecedores para garantir respostas rápidas e a contínua melhoria de desempenho;

Desenvolvimento de novos produtos - buscar o mais cedo possível o envolvimento dos fornecedores no desenvolvimento de novos produtos.

Existe um conjunto de características que tendem a contribuir para o sucesso das equipes de SCM: o estabelecimento de objetivos e metas claras em áreas-chaves (tempo de entrega, índices de disponibilidade, giro de estoque, entrega no prazo); a determinação do papel de cada membro da equipe na perseguição dos objetivos; o estabelecimento de uma estratégia de implementação; e a formalização de medidas quantitativas de desempenho para medir os resultados alcançados.

FLUXO DE PRODUTOS

Relacionamento com cliente

Serviço ao cliente

Administração da demanda

Atendimento dos pedidos

Administração do fluxo de produção

Suprimentos/compras

Desenvolvimento e comercialização

O que se deseja são empresas que não apenas sejam excelentes em termos de seus produtos e serviços, mas que também sejam sólidas e estáveis financeiramente. A relação de parceria na cadeia ampliada deve ser vista como um acordo de longo prazo. A cadeia de suprimento ampliada necessita um canal de informações que conecte todos os participantes. A maioria das grandes empresas possui os requisitos tecnológicos para fazer a integração. O problema é que elas os estão utilizando de forma incorreta. Dar visibilidade às informações do ponto-de-venda (PDV), em tempo real, ajuda todos os participantes a gerenciar a verdadeira demanda de mercado de forma mais precisa, o que permite reduzir o estoque na cadeia de suprimento de forma substancial.

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Logística

A implementação do conceito de SCM exige mudanças significativas tanto nos procedimentos internos quanto nos externos, principalmente no que diz respeito ao relacionamento com clientes e fornecedores.

DA DISTRIBUIÇÃO FÍSICA AO SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

O conceito de Logística Integrada significou considerar como elemento s ou componentes de um sistema todas as atividades de movimentação e armazenagem que facilitam o fluxo de produtos desde o ponto de aquisição dos materiais até o ponto de consumo final, assim como os fluxos de informações que controlam e comandam os produtos em movimento.

que controlam e comandam os produtos em movimento. O conceito de Supply Chain Management surgiu como

O conceito de Supply Chain Management surgiu como uma evolução natural do conceito de Logística Integrada. Enquanto a Logística Integrada representa uma integração interna de atividades, o Supply Chain Management representa sua integração externa, incluindo uma série de processos de negócios que interligam os fornecedores aos consumidores finais. A gestão cadeia em sua totalidade pode proporcionar uma série de maneiras pelas quais é possível aumentar a produtividade e, em conseqüência, contribuir significativamente para a redução de custos, assim como identificar formas de agregar valor aos produtos. No primeiro plano, estariam a redução de estoques, as compras mais vantajosas, a racionalização de transportes, a eliminação de desperdícios. O valor, por outro lado, pode ser criado mediante prazos confiáveis, atendimento nos casos de emergências, facilidade de colocação de pedidos, serviço pós-venda, e desenvolvimento mais rápido de produtos.

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Logística

A vertente mais rica no atual pensamento em Logística é sem dúvida o de Supply Chain

Management. Ela conjuga o processos logísticos, que tratam do fluxo de materiais e informações dentro e fora das empresas, com os relacionamentos que surgem ao longo da cadeia para assegurar seus melhores resultados em termos de redução de desperdício e agregação de valor. Em termos de conteúdo, os cursos de Logística têm-se destacado pelo uso de sistemas

informatizados e de inovações propiciadas pelo avanço nas tecnologias de informações, tais como o EDI e as aplicações de Internet, que trazem vantagens de tempo e facilitam a integração de elos na cadeia, bem como a disseminação de conceitos gerenciais como o JIT, o QR, o ECR e o CRP. Além da abordagem dos sistemas logísticos, o novo ensino de Logística dá especial ênfase às pessoas e a seu relacionamento tanto dentro das empresas (e suas distintas áreas), quanto entre as empresas em uma cadeia de suprimentos. Outra tendência importante parece ser a utilização mais intensa de tecnologias de informação no ensino da Logística, dando aos treinandos a oportunidade de participarem de simulações de situações como as que irão viver na realidade do mercado.

O ensino de Logística no Brasil tem estado defasado. Duas razões podem ser apontadas

como determinantes dessa defasagem. Em primeiro lugar, houve um gap temporal na adoção do conceito de Supply Chain Management. O longo período de alta turbulência ambiental, marcado pela recessão e pelas elevadas taxas de inflação na década de 80, coincidiu com a época em que eram dados os principais passos da evolução do conceito de Logística no exterior. A redução de desperdícios, e portanto de custos, associada a programas de redução de estoques, não fazia sentido aos olhos de empresas preocupadas em lidar com índices astronômicos de inflação, que mascarevam quaiquer ganhos reais

que se pudessem alcançar. As barreiras alfandegárias protegiam o produtor nacional, diminuindo o poder do cliente. Serviço ao Cliente era uma expressão só encontrada nos textos de Marketing e soava como pura teoria. As parcerias entre compradores e fornecedores, demorou igualmente a chegar e ainda hoje é polêmico.

A segunda razão está no próprio corpo docente no ensino superior no Brasil. A formação de

professores tem sido tradicionalmente marcada pela especialização em áreas funcionais específicas.

A possibilidade de serem oferecidas disciplinas com conteúdo mais próximos ao que

contempla o Supply Chain Management passa, assim, pela ampliação da base conceitual dos professores. O novo ambiente competitivo e a evolução comercial do Mercosul trazem notáveis oportunidades de trabalho para executivos brasileiros na área de Logística. Há ainda dezenas de barreiras a serem

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Logística

superadas no processo de integração, e uma delas é a falta de mão-de-obra, tanto no nível operacional, quanto no gerencial. A formação em Logística desempenha um papel fundamental na criação do novo dirigente. Seu desenvolvimento deve ser potencializado em três grandes linhas principais:

a aquisição do conhecimento necessário para desenvolver a Logística como uma função superior, para assim poder exercê-la com a máxima eficácia, utilizando em cada momento as técnicas e ferramentas necessárias, da forma mais adequada;

a compreensão da função logística com uma perspectiva global e estratégica da empresa e, portanto, com visão integradora e generalista de sua função;

a gerência de pessoas, permitindo-lhe assumir de maneira efetiva uma posição de liderança sobre suas equipes, ativando a integração e o compromisso das pessoas. O desafio maior que se coloca ante as escolas brasileiras é o de acompanhar a evolução do pensamento e dos estudos Logísticos, adaptando-os para as práticas e peculiaridades de nosso país.

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Logística

3 LOGÍSTICA DE TRANSPORTES

O transporte é responsável pela maior parcela dos custos logísticos, tanto numa empresa,

quanto na participação dos gastos logísticos em relação ao PIB em nações com relativo grau de desenvolvimento. Por essas razões, existe uma preocupação contínua para a redução de seus custos. Dentro dessas iniciativas, cabe destacar a integração entre os diversos modais de transporte, e o surgimento de operadores logísticos, ou seja, de prestadores de serviços logísticos integrados, capazes de gerar economias de escala ao compartilhar sua capacidade e seus recursos de movimentação com vários clientes.

e seus recursos de movimentação com vários clientes. Fonte: Coppead 2007 Papel do Transporte na Estratégia

Fonte: Coppead 2007 Papel do Transporte na Estratégia Logística

O transporte é uma das principais funções logísticas, tem papel fundamental no desempenho

de diversas dimensões ao Serviço ao Cliente. Representa, em média, cerca de 60% das despesas logísticas. As principais funções do transporte na Logística estão ligadas basicamente às dimensões de tempo e utilidade de lugar. Mesmo com o avanço de tecnologias que permitem a troca de informações em tempo real, o transporte continua sendo fundamental para que seja atingido o objetivo logístico, que é o produto certo, na quantidade certa, na hora certa, no lugar certo ao menor custo possível. Entre os principais trade-offs que afetam a função transporte, destacam-se os relacionados ao Estoque e ao Serviço ao Cliente.

O gestor de estoques possui comumente o objetivo de minimizar os custos com estoque, sem

analisar todos os custos logísticos. Esse tipo de procedimento impacta de forma negativa outras

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Logística

funções logísticas, como, a produção, que passa a necessitar de maior flexibilidade, uma gestão de transporte caracterizada pelo transporte mais fracionado, que aumenta, de forma geral, o custo unitário de transporte. Dependendo do modal escolhido, o transit time poderá variar em dias. A escolha dependerá do nível de serviço desejado pelo cliente, e dos custos associados a cada opção. Para produtos de maior valor agregado, pode ser interessante o uso de modais mais caros e de maior velocidade. O serviço ao Cliente é um componente fundamental da Logística Integrada, as principais exigências do mercado geralmente estão ligadas à pontualidade do serviço à capacidade de prover um serviço porta a porta, à flexibilidade, no que diz respeito ao manuseio de uma grande variedade de produtos, ao gerenciamento dos riscos associados a roubos, danos e avarias e à capacidade de o transportador oferecer mais que um serviço básico de transporte, tornando-se capaz de executar outras funções logísticas. As respostas para cada uma dessas exigências estão vinculadas ao desempenho e às características de cada modal de transporte.

Estrutura de Custos para cada Modal

Ferroviário

Altos Custos Fixo em equipamentos, terminais, vias férreas etc; Custo Variável Baixo.

terminais, vias férreas etc; Custo Variável Baixo.  Rodoviário Custos Fixos Baixos (rodovias estabelecidas

Rodoviário

Custos Fixos Baixos (rodovias estabelecidas e construídas com fundos públicos); Custo Variável Médio.

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Logística

Logística  Aquaviário Custo Fixo Médio (navios e equipamentos); Custo Variável Baixo (capacidade para transportar

Aquaviário

Custo Fixo Médio (navios e equipamentos); Custo Variável Baixo (capacidade para transportar grande quantidade de tonelagem).

para transportar grande quantidade de tonelagem).  Dutoviário Custo Fixo mais Elevado (direitos de

Dutoviário

Custo Fixo mais Elevado (direitos de acesso, construção, requisitos para controles das estações e

capacidade de bombeamento); Custo Variável mais Baixo (nenhum custo com mão-de-obra de grande importância).

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Logística

Logística  Aeroviário Custo Fixo Alto (aeronaves e manuseio e sistemas de cargas); Alto Custo Variável

Aeroviário Custo Fixo Alto (aeronaves e manuseio e sistemas de cargas); Alto Custo Variável (combustível, mão-de-obra, manutenção etc.).

Variável (combustível, mão-de-obra, manutenção etc.). Características Operacionais A velocidade refere-se ao

Características Operacionais A velocidade refere-se ao tempo decorrido de movimentação em data rota, também como transit time.

A disponibilidade é a capacidade que um modal tem de atender a qualquer par origem-

destino de localidades.

A confiabilidade refere-se à variabilidade potencial das programações de entrega esperadas

ou divulgadas.

A capacidade refere-se à possibilidade de um modal de transporte de lidar com qualquer

requisito de transporte, como tamanho e tipo de carga.

A preferência pelo transporte rodoviário é em parte explicada por sua classificação de

destaque em todas as cinco características. No Brasil, ainda existe uma série de barreiras que impedem que todas as alternativas modais, multimodais e intermodais, sejam utilizadas da forma mais racional.

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Logística

Matriz de Transportes

ANTT – BRASIL 2006
ANTT – BRASIL 2006

Impactos da Internet sobre o Transporte

A Internet tem gerado necessidades específicas e também criado novas oportunidades para o planejamento, o controle e a operação das atividades de transporte. Entre essas, poderíamos citar a crescente demanda por entregas mais pulverizadas, o surgimento de portais de transporte e o potencial para rastreamento de veículos em tempo real.

Pulverização de entregas

Entrega Direta pelos Fabricantes.

Por meio da internet, tornou-se possível para fabricantes de produtos de elevado valor agregado, a comercialização direta para os consumidores, eliminando da cadeia de suprimentos a necessidade de intermediários como distribuidores e varejistas.

Surgimento de Portais

Estão sendo estruturados portais na internet que fazem a intermediação entre transportadores e embarcadores. Caracterizado pela contratação de transporte spot. O portal busca um

transportador que se interessa pelo transporte da carga, que tenta ao mesmo tempo obter as melhores condições para o embarcador. => Rastreabilidade de Carregamentos Uma das grandes vantagens que a internet oferece na melhoria da qualidade de serviço é a possibilidade de rastrear carregamentos.

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Logística

Vantagens Competitivas e Estratégias no Uso de Operadores Logísticos

A utilização de operadores logísticos é, sem dúvida nenhuma, uma das mais importantes

tendências da logística empresarial moderna, tanto global, quanto localmente.

Comparação das características dos operadores logísticos com prestadores de serviços logísticos

tradicionais.

Prestador de Serviços Tradicionais

Operador Logístico Integrado

Oferece serviços genéricos - commodities

Oferece serviços sob medida - personalizados

Tende a concentrar-se numa única atividade logística:

Oferece múltiplas atividades de forma integrada: transporte, estoque, armazenagem.

transportes, ou estoques, ou armazenagem

O objetivo da empresa contratante do serviço é a minimização do custo específico da atividade contratada

Objetivo da contratante é reduzir os custos totais da logística, melhorar os serviços e aumentar a flexibilidade

Contratos de serviços tendem a ser de curto a médio prazos (6 meses a 1 ano)

Contratos de serviços tendem a ser de longo prazo (5 a 10 anos)

Know-how tende a ser limitado e especializado (transporte , armazenagem, etc)

Possui ampla capacitação de análise e planejamento logístico, assim como de operação

Negociações para os contratos tendem a ser rápidas (semanas) e num nível operacional

Negociações para contrato tendem a ser longas (meses) e num alto nível gerencial

Operador Logístico é um fornecedor de serviços logísticos integrados, capaz de atender a

todas ou quase todas necessidades logísticas de seus clientes, de forma personalizada.

Tipos de Operadores Logísticos e suas origens

Existem dois tipos básicos de operadores logísticos: operadores baseados em ativos e

operadores baseados em informação e gestão. Os operadores baseados em ativos caracterizam-se

por possuírem investimentos próprios em transportes, armazenagem, etc. Os operadores baseados

em gestão e informação não possuem ativos operacionais próprios. Vendem Know-how de

gerenciamento, baseado em sistemas de informação e capacidade analítica, que lhes permite

identificar e implementar as melhores soluções para cada cliente, com base na utilização de ativos

de terceiros.

Quanto à origem, são duas as principais fontes para o surgimento de operadores logísticos:

ampliação de serviços e diversificação de atividades.

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Logística

Intermodalidade: Importância para a Logística Estágio Atual no Brasil

O sistema de transporte no Brasil, está passando por um momento de transição no que diz respeito às possibilidades de utilização de mais de um modal na movimentação de cargas por toda a cadeia de suprimentos. Isso ocorre principalmente pelo processo de privatização de ferrovias e portos, execução de obras infra-estruturais e também pela iniciativa de vários embarcadores e prestadores de serviços logísticos. Os tipos de produtos predominantemente transportados por mais de um modal são commodities. Como cada vez mais se busca redução nos custos logísticos e maior confiabilidade no serviço prestado, o uso de mais de um modal no Brasil surge como grande oportunidade para as empresas tornarem-se mais competitivas. Considerando-se os índices de extensão da malha/área territorial, pode-se perceber que o Brasil apresenta-se em situação bastante inferior à diversos países.

Transporte de Cargas no Brasil

A utilização de mais de um modal representa agregar vantagens de cada modal, que podem ser caracterizadas tanto pelo serviço, quanto pelo custo. Associado a essas possibilidades, deve-se considerar o valor agregado dos produtos a serem transportados, bem como questões de segurança. Se compararmos a competição entre rodovia e ferrovia, podemos verificar que, para determinada distância e volume transportado, a utilização de mais de um modal é a forma mais eficiente de executar a movimentação. Um ponto crítico para a escolha do modal rodoviário no transporte de cargas que deveriam ser movimentadas por outro modal reside no fato de o frete rodoviário situar-se, em muitos casos, num patamar abaixo dos níveis razoáveis de remuneração do negócio.

Integração entre Modais

Tecnicamente, a integração entre modais pode ocorrer entre vários modais (aéreo- rodoviário, ferroviário-rodoviário, aquaviário-ferroviário, aquaviário-rodoviário) ou ainda entre mais de dois modais.

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Logística

Nessas operações, os terminais possuem papel fundamental na viabilidade econômica da alternativa. O mais preocupante é que são justamente os terminais uma das principais barreiras ao desenvolvimento do intermodalismo no Brasil. Uma das principais técnicas utilizadas no intermodalismo, principalmente nos EUA, está relacionada ao acoplamento entre modais. Focando a integração entre o modal rodoviário e o ferroviário, esse tipo de abordagem pode ser classificada da seguinte forma:

Container on flactar (Cofc);

Trailer on Flactar (Tofc);

Car less.

Consiste na adaptação de uma carreta que é acoplada a um vagão ferroviário igualmente adaptado, conhecido como truck ferroviário. No Brasil, existem alguns desenvolvimentos da tecnologia car less, um deles é chamado Rodotrilho. Essas possibilidades tendem a ocorrer no Brasil, principalmente depois da regulamentação que estabelece a presença do OTM.

Alternativas de Transporte Intermodal

Tipo 1: A ferrovia por meio de um vagão-plataforma movimenta a carreta do transportador rodoviário que é responsável pela carga.

Tipo 2: A ferrovia é responsável pela movimentação da carga. Tanto a carreta, quanto o vagão, são de propriedade da ferrovia. Existem variações desse tipo no que diz a respeito à coleta e entrega. Existe a possibilidade de o próprio embarcador der o responsável por essas atividades.

Tipo 3: O embarcador/cliente fornece a carreta e a ferrovia é responsável pela movimentação.

Tipo 4: Diferencia-se do tipo 3 apenas quanto à propriedade do vagão, que nesse caso é do embarcador.

Tipo 5: Caracteriza-se pela joint venture entre transportador rodoviário e ferroviário. Um dos dois pode ser o responsável pela movimentação da carga.

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Logística

Tendências da Intermodalidade no Brasil

Os principais fatores para evolução da intermodalidade no Brasil estão relacionados com ações infra-estruturais que dependem de investimentos privados e públicos, regulamentação do OTM e investimentos em ativos que viabilizem esta prática e também do posicionamento das empresas (embarcadores) em avaliar sistematicamente as alternativas que estão surgindo.

OTM Operador de Transporte MULTIMODAL

O Operador de Transporte Multimodal é a pessoa jurídica contratada como principal para a

realização do Transporte Multimodal de Cargas da origem até o destino, por meios próprios ou por

intermédio de terceiros.

Transporte Multimodal de Cargas é aquele que, regido por um único contrato, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino, e é executado sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal - OTM.

Regulamentado desde 2000, somente a partir de 2005, as primeiras Habilitações, a atividade de OTM começa a se tornar realidade, mas ainda há alguns entraves a serem superados, como a questão do seguro e da cobrança do ICMS.

O OTM é um dos principais elos do comércio globalizado, otimizando as Operações pela

combinação dos modais mais adequados.

MODELO OPERACIONAL (NORMAL)

Armador Empresa Empresa Marítim Ferroviári Rodoviári Japã Santo Udi Cat
Armador
Empresa
Empresa
Marítim
Ferroviári
Rodoviári
Japã
Santo
Udi
Cat

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Logística

MODELO OPERACIONAL ( OTM )

OTM Armador Empresa Empresa Marítim Ferroviári Rodoviári Japã Santo Udi Cat
OTM
Armador
Empresa
Empresa
Marítim
Ferroviári
Rodoviári
Japã
Santo
Udi
Cat

4 ARMAZENAGEM E LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES

Estruturas de armazenagem

Porta palete convencional

Possibilita alta seletividade;

Velocidade nas operações.

alta seletividade; • Velocidade nas operações. Drive in • Baixa seletividade; • Operação lenta.

Drive in

Baixa seletividade;

Operação lenta.

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Logística

Logística Cantilever • Ideal para armazenar produtos de tamanhos e dimensões variados. Racks Podem ser empilhados

Cantilever

Ideal para armazenar produtos de tamanhos e dimensões variados.

para armazenar produtos de tamanhos e dimensões variados. Racks Podem ser empilhados uns sobre os outros

Racks

Podem ser empilhados uns sobre os outros com boa segurança sem transferir o peso para as mercadorias.

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uns sobre os outros com boa segurança sem transferir o peso para as mercadorias. UNIPAC –

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Logística

Mezaninos

Montados sobre plataformas altas o bastante, onde se permita a armazenagem.

plataformas altas o bastante, onde se permita a armazenagem. Flow palete (Flow rack) • Sistema proporciona

Flow palete (Flow rack)

Sistema proporciona a retirada rápida e fácil do primeiro palete;

É indicado para produtos com grande rotatividade.

• É indicado para produtos com grande rotatividade. Endereçamento - definição • Rua : Posição

Endereçamento - definição

Rua: Posição geográfica do depósito onde se encontram os prédio;

Prédio: Local utilizado para indicar a localização do Palete de produtos;

Nível/andar: Altura em que se encontra o palete com o produto procurado.

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Logística

Logística • Exemplo: – Ricardo mora na Rua Monteiro Lobato, Prédio 35, no segundo andar, apartamento

Exemplo:

Ricardo mora na Rua Monteiro Lobato, Prédio 35, no segundo andar, apartamento

22.

Acabamos de descrever um endereço

O endereçamento em uma Central de Distribuição, consiste do fato de estarmos indicando onde estará acondicionado o produto possibilitando assim facilitar sua posterior localização dentro da Central !

Endereçamento - Vantagens

Fácil Localização dos produtos dentro do CD (Centro de Distribuição);

Organização;

Higiene;

Limpeza;

Agilidade;

Controle de validade mais fácil;

Contribui para a redução de avarias.

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Logística

Equipamentos de movimentação

Paletes

Unidade básica de unitização de cargas amplamente difundido no mercado;

Permite a movimentação mecanizada de produtos com uma alta produtividade e a um baixo custo por unidade movimentada;

Pode percorrer várias etapas de uma cadeia de abastecimento sem que seja necessário o manuseio dos produtos;

Determina um padrão na movimentação e armazenagem dos produtos entre diferentes empresas, garantindo uma redução nos custos operacionais.

empresas, garantindo uma redução nos custos operacionais. Paleteira • Paleteira Manual : Equipamento utilizado para

Paleteira

Paleteira Manual: Equipamento utilizado para transportar o palete contendo produtos, dentro da Central de distribuição.

para transportar o palete contendo produtos, dentro da Central de distribuição. UNIPAC – Prof.: Emerson W.

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Logística

Empilhadeira

Equipamento utilizado para acondicionar e/ou retirar o Palete de mercadorias das posições “Pulmão”

o Pale te de mercadorias das posições “Pulmão” Paleteira elétrica – Velocidade nas movimentações; –

Paleteira elétrica

Velocidade nas movimentações;

Maior produtividade;

Utilizada no recebimento / expedição (separação).

– Utilizada no recebimento / expedição (separação). Nivelador de docas • Agilidade no carregamento /

Nivelador de docas

Agilidade no carregamento / recebimento

Necessita adaptação na alvenaria

Agilidade no carregamento / recebimento • Necessita adaptação na alvenaria UNIPAC – Prof.: Emerson W. Silva

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Logística

ARMAZENAGEM ESTRATÉGICA

Logística ARMAZENAGEM ESTRATÉGICA Uma questão básica do gerenciamento logístico é como estruturar sistemas de

Uma questão básica do gerenciamento logístico é como estruturar sistemas de distribuição capazes de atender de forma econômica aos mercados geograficamente distantes das fontes de produção, oferecendo níveis de serviço cada vez mais altos em termos de disponibilidade de estoque e tempo de atendimento. A funcionalidade de instalações dependerá da estrutura de distribuição adotada pela empresa. Podemos classificá-las em dois grandes grupos:

Estruturas escalonadas uma rede de distribuição escalonada típica possui um ou mais armazéns centrais e um conjunto de armazéns, ou centros de distribuição avançados próximos das áreas de mercado;

Estruturas diretas são sistemas de distribuição em que os produtos são expedidos de um ou mais armazéns centrais diretamente para os clientes.

CDA - Centros de distribuição avançados

centrais diretamente para os clientes. CDA - Centros de distribuição avançados UNIPAC – Prof.: Emerson W.

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Logística

São típicos de sistemas de distribuição escalonados. Seu objetivo é permitir rápidos atendimentos às necessidades dos clientes de determinada área geográfica distante dos centros produtores. Além de buscar rápido atendimento, os centros de distribuição avançados possibilitam a obtenção de economias de transporte, visto que operam como centros consolidadores de carga. Para os clientes, as vantagens são grandes, uma vez que recebem em um único carregamento os pedidos que de outra forma seriam feitos por vários veículos.

Custos de estoques nos sistemas escalonados

A descentralização de estoques aumenta quando necessário para atender níveis de disponibilidade desejados, tornando também mais complexo seu gerenciamento. O objetivo inicial de prover rápido atendimento e alta disponibilidade pode ser prejudicado pela ocorrência de pedidos incompletos. Além do risco da falta de estoque, são maiores também os riscos de obsolescência, em função da estratégia adotada de antecipação de demanda. Com o objetivo de viabilizar os sistemas de entrega direta, tem sido cada vez mais comum a utilização de instalações intermediárias de queda de carga. Elas permitem que, em alguns casos, os custos de transporte nos sistemas diretos sejam tão baixos quantos os dos sistemas escalonados.

sejam tão baixos quantos os dos sistemas escalonados. Transit point As instalações do tipo transit point

Transit point

As instalações do tipo transit point são bastante similares aos centros de distribuição avançados, mas não mantêm estoques. O transit point é localizado de forma a atender a determinada área de mercado distante dos armazéns centrais e opera como uma instalação de passagem, recebendo carregamentos consolidados e separando-os para entregas locais a clientes individuais.

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Logística

Os produtos recebidos já têm os destinos definidos e podem ser imediatamente expedidos para entrega local. As instalações do tipo transit point simples, necessita de baixo investimento em sua instalação. Seu gerenciamento é facilitado, pois não são executadas atividades de estocagem e picking. Seu custo de manutenção, portanto, é relativamente baixo. Os transit points permitem que as movimentações em grandes distâncias sejam feitas com cargas consolidadas, que resultam em baixos custos de transporte. A operação do transit point depende da exigência de volume suficiente para viabilizar o transporte de cargas consolidadas com freqüência regular.

o transporte de cargas consolidadas com freqüência regular. Cross-docking UNIPAC – Prof.: Emerson W. Silva 40

Cross-docking

o transporte de cargas consolidadas com freqüência regular. Cross-docking UNIPAC – Prof.: Emerson W. Silva 40

UNIPAC Prof.: Emerson W. Silva

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Logística

As instalações do tipo cross-docking caracterizam-se por envolver múltiplos fornecedores que atendem a clientes comuns. Cadeias de varejo são candidatas naturais à utilização intensivado cross-docking nesse setor. O cross-docking tem sido utilizado informalmente já há bastante tempo por várias empresas em seus armazéns tradicionais. A operação de cross-docking ocorre, por exemplo, quando a gerência de expedição procura atender a uma solicitação de emergência, ou procura preencher pedidos pendentes por meio de produtos que estão sendo recebidos, antes que estes sejam direcionados para a área de estocagem. Para que haja sucesso na operação de cross-docking é preciso alto nível de coordenação entre os participantes, viabilizadas pela utilização intensa de sistemas de informação, como transmissão eletrônica de dados e identificação de produtos por código de barra. Além disso, é de fundamental importância a existência de softwares de gerenciamento de armazenagem (WMS) para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas.

(WMS) para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas. UNIPAC – Prof.:
(WMS) para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas. UNIPAC – Prof.:

UNIPAC Prof.: Emerson W. Silva

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Logística

Merge in transit

O merge in transit é uma extensão de conceito de cross-docking combinado com os sistemas Just in Time (JIT). Ele tem sido aplicado à distribuição de produtos de alto valor agregado, formando por multicomponentes que têm suas partes produzidas em diferentes plantas especializadas. A operação merge in transit procura coordenar o fluxo dos componentes, gerenciando os respectivos lead times de produção e transporte, para que estes sejam consolidados em instalações próximas aos mercados consumidores, no momento de sua necessidade, sem implicar estoques intermediários.

CONSIDERAÇÕES SOBRE O ESTUDO DE LOCALIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES

As definições da localização de instalações em uma rede logísticas sejam elas fábricas, depósitos ou terminais de transporte, é um problema comum e dos mais importantes para os profissionais de Logísticas. Sua importância decorre dos altos investimentos envolvidos e dos profundos impactos que as decisões de localização têm sobre os custos logísticos. Caracterizados por um alto nível de complexidade e pelo intensivo uso de dados, os estudos de localização atualmente dispõem de novas tecnologias de informação, que permitem tratar os sistemas logísticos de forma efetivamente integrada.

Estrutura dos problemas de localização

Os estudos, de localização tratam do problema de minimizar os custos de uma rede logística, estando esta sujeira às restrições de capacidade das instalações, tendo que atender a determinada demanda e devendo satisfazer a certos limites de nível de serviço.

Complexidade e dimensão dos problemas

Os problemas de localização possuem uma complexidade bastante alta devida ao fato de a análise ter que lidar com um conjunto extenso de variáveis de decisão que se influenciam mutuamente.

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Logística

Atualmente estão disponível um grande número de ferramentas computacionais que tornam mais fácil as tarefas de modelagem e otimização do problema e de tratamento da grande massa de dados tipicamente presente nos estudos de localização.

Organização dos estudos de localização

Os estudos de localização podem ser usados objetivos mais exploratórios quando s deseja

avaliar o impacto de mudanças no ambiente de negócios da empresa sobre sua estrutura de suprimento e distribuição. É o que chamamos de análise de cenários.

As análises paramétricas são também aplicações interessantes, em que se estuda o impacto

da variação sistemática de um único fator sobre as varáveis de interesse. O objetivo das análises paramétricas é o de quantificar relações relevantes para tomada de decisão, pela construção de curvas paramétricas, obtidas mediante várias corridas com o modelo. As ferramentas para realização dos estudos de localização disponível já há alguns anos e estão cada vez mais acessíveis. AUTOMAÇÃO NA ARMAZENAGEM: DESENVOLVIMENTO E IMPLEMENTANDO PROJETOS DE SUCESSO.

No Brasil, torna-se cada vez maior o número de projetos de automação na armazenagem.

A implantação de sistemas automáticos seja de movimentação de materiais, seja de

gerenciamento da operação, é, na verdade, uma reação às demandas de um novo ambiente de negócios, com clientes mais exigentes e competição acirrada, levando as empresas, muitas vezes, a implementar mudanças radicais nas estruturas de armazenagem e distribuição. Novas demandas sobre as estruturas de armazenagem Novas exigências sobre as operações de armazenagens e seus impactos operacionais.

Novas exigências para as operações de armazenagem

Pedidos mais freqüentes e em quantidades menores;

Ciclos os pedidos mais curtos;

Aumento do número de sku´s em estoques;

Tolerância zero a erros;

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Logística

Competição baseada no ciclo do pedido e na qualidade;

Impactos operacionais trazidos pelas novas exigências:

Aumento das atividades de recepção e expedição;

Aumento da carga de trabalho devido ao número de pickings;

Aumento da atividade de controle de qualidade;

Aumento do custo de carregar estoque;

Maior necessidade de espaço para estocar um número maior de sku s;

Diminuição da produtividade por empregado;

Aumento dos custos administrativos: maior circulação de informação e necessidade de controle; Fica claro, portanto, que as instalações de armazenagem tradicionais, que possuem processo baseado em papel, que operam com sistemas computacionais, que rodam em batch ou que foram projetadas para maximizar a utilização do espaço, não a eficiência do fluxo físico, terão uma enorme dificuldade em atender a esses novos requisitos. Complexidade e risco no desenvolvimento dos projetos de automação.

Os projetos de automação são complexos, dependendo da extensão da integração com clientes e fornecedores, poderão envolver sistemas eletrônicos de troca de dados (EDI). Todo esse conjunto deve operar com uma unidade que terá um melhor ou pior desempenho, dependendo de seu correto dimensionamento, dos procedimentos operacionais adotados e da existência de pessoal qualificado e treinado para tirar o maior proveito do potencial do sistema. Para minimizar os riscos envolvidos e maximizar o retorno sobre o investimento a ser realizado, é recomendável seguir um processo estruturado de planejamento e implementação.

Fase de preparação

Inicia-se com a formação da equipe de projeto, que deverá ser composta por representantes de todas as áreas funcionais da empresa afetadas pelo projeto. Nas fases seguintes, serão detalhados as funcionalidades do sistema de gerenciamento de armazéns (WMS) e o sistema de movimentação de materiais, que são os componentes principais dos projetos de automação.

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Logística

O passo seguinte à definição da equipe de projeto é a definição e formalização soa objetivos do projeto.

Essa etapa é necessária por três motivos básicos:

Estabelece critérios de avaliação do projeto. Seu sucesso será medido pelo grau de atendimento das metas estabelecidas;

Deixa claro para a equipe e para a empresa o que precisa ser alcançado e qual deverá ser esforço necessário;

Define critérios bem objetivos sobre o qual sistema escolher, colocando o foco do projeto no desempenho esperando e não na tecnologia em si. É preciso lembrar que a automação por si própria não é uma meta;

O projeto deve estar sintonizado com estratégia logística da empresa e, portanto, do papel estratégico da armazenagem no processo logístico. As metas a serem atingidas devem estar alinhadas a essa estratégia. Fase de definição:

A fase de definição começa com a reavaliação dos processos atuais, para que um novo processo seja definido, e pode partir de uma reestruturação completa ou de uma adaptação do atual às novas possibilidades trazidas pela introdução de novas tecnologias. Envolve também, projeto de uma nova forma de operação que deverá tirar o máximo proveito dos equipamentos e software disponíveis. A definição do novo processo no ambiente automatizado deverá estar documentada em detalhes, por meio das descrições de suas regras de operação, de como as informações serão utilizadas para realizar cada tarefa e como serão os fluxos físico em cada área da operação. Na definição e avaliação dos equipamentos de movimentação automáticos, não devemos esquecer ou abandonar os processos manuais.Quanto mais automatizado, mais difícil será tratar de pedidos com características especiais ou tratar das situações de contingências. A fase de definição terminará quando estiverem especificados e determinados de movimentação, hardware auxiliares, sistemas de gerenciamento e escolhidos os respectivos fornecedores.

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Logística

Fase de implementação

A fase final de implementação caracteriza-se pela necessidade de integração e coordenação

de esforços de um amplo conjunto de elementos: equipe interna, fornecedores de WMS, fornecedores de equipamentos de movimentação e hardware auxiliares e, possivelmente, de empresas de infra-estrutura. Uma das etapas mais críticas da implementação é a conversão. Existem basicamente duas formas para realizar a conversão:

Conversão total, em que todas as operações de armazenagem, como recebimento, posicionamento, estocagem, picking e expedição, são instaladas simultaneamente. Como envolve um alto risco, essa é adotado quando existem outros armazéns que poderão atender aos clientes em caso de falhas.

Conversão parcial em fases, em que operações são instaladas em momentos diferentes. Por exemplo, podem ser instaladas no primeiro momento apenas as operações de recebimento de produtos e de picking. Outra alternativa é instalar toda a operação, mas iniciando por uma divisão de produtos ou clientes. Embora os riscos dessa alternativa sejam menores, o tempo

de

conversão pode ser muito longo.

O

grau de tranqüilidade e o nível de erros na implementação, bem como o atingido das

metas estabelecidas, são umas medidas inequívocas da eficiência das etapas de planejamento. De fato, a base para o sucesso de um projeto de automação da armazenagem é o entendimento claro do que precisa ser feito, como e quando faze-lo.

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46

Logística

5 CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Conceito:

Os canais de distribuição são os meios pelos quais o produto percorre até chegar ao seu destino final; os canais de distribuição são basicamente compostos de Centros de Distribuições, Varejistas, Distribuidores, entre outros pontos utilizados como apoio para diluir o custo total da distribuição. Somente com o cálculo do custo total da distribuição pode se definir a melhor estrutura de distribuição; devem ser considerados os estoques em trânsito e os estoques intermediários dentro da cadeia.

Exemplo 1 de Estrutura Simples de canais de distribuição:

Exemplo 1 de Estrutura Simples de canais de distribuição: Exemplo 2 de Estrutura complexa de canais

Exemplo 2 de Estrutura complexa de canais de distribuição:

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47

Logística

Logística Existe um grande número de canais disponíveis entre eles:  Venda direta ao cliente, via

Existe um grande número de canais disponíveis entre eles:

Venda direta ao cliente, via e-mail, telefone ou internet;

Representantes, que tipicamente vendem diretamente em nome dos fabricantes;

Distribuidoras, que geralmente vendem aos atacadistas;

Varejista, geralmente chamados de comerciantes, que vendem aos consumidores finais;

Processos da Distribuição

A distribuição é divida em outros sub-processos tais como:

Movimentação da linha de produção;

Expedição;

Gestão de estoques;

Gestão de Transportes;

Logística Reversa (reciclagem e devolução).

São os elementos que formam a cadeia de suprimento, na parte que vai da manufatura ao varejo. Ou seja, as formas de como fazer chegar o produto ao cliente.

CONJUNTO DE ORGANIZAÇÕES INTERDEPENDENTES ENVOLVIDAS NO PORCESSO DE TORNAR O PRODUTO OU SERVIÇO DISPONÍVEL PARA USO OU CONSUMO

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48

Logística

Há um certo paralelismo e uma correlação estreita entre as atividades que constituem a distribuição física de produtos e os canais de distribuição, conforme pode ser visto na figura abaixo:

As atividades logísticas relacionadas à distribuição física são então definidas a partir da estrutura planejada para os canais de distribuição.

Uma vez definidas os canais de distribuição, pode-se identificar os deslocamentos físico- espaciais que os produtos serão submetidos, detalhando-se a partir dessa análise, a rede logística e o sistema de distribuição física decorrentes.

1. O setor atacadista

O atacado é a entidade considerada intermediária entre o setor produtivo e o varejista, e está mais focada, a partir de 1990, na capacidade de oferecer serviços ao varejo, os quais estão cada vez mais complexos e abrangentes. Além do tradicional atendimento dos pedidos, está oferecendo assessoria financeira e comercial e facilitando o acesso destes à mídia por meio do marketing cooperado.

A revisão do VALOR (grifo nosso) a ser oferecido à cadeia de abastecimento está no entendimento

da conduta e das necessidades não apenas do cliente de primeira camada, o varejo, mas do cliente do cliente, o consumidor final. Expõem-se o panorama do setor atacadista, as tendências de serviços, o conceito e a classificação sugerida pela referência bibliográfica selecionada no próximo

tópico.

1.1 Conceito de atacado

De acordo com Kotler (2000, p.553), atacado “inclui todas as atividades relacionadas com a

venda de bens e serviços para aqueles que compram para revenda ou uso comercial.” Nesse sentido

o atacado exclui os fabricantes e os agricultores, que lidam, basicamente, com a produção, e os

varejistas. Dentre os atacadistas, a forma de atendimento ao cliente, isto é, o varejista, pode ser diferente e essa diferenciação vai interferir diretamente no nível de serviço.

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49

Logística

1.2 Caracterização dos atacadistas

Kotler (2000, p.553) afirma que os atacadistas, também denominados distribuidores, diferem dos varejistas em vários aspectos:

Dão menor importância às promoções, ao ambiente e à localização, porque estão lidando com clientes empresariais e não consumidores finais;

As transações no atacado são, usualmente, maiores que aquelas realizadas no varejo;

Em geral, os atacadistas cobrem uma área maior de comércio que os varejistas.

A escolha das indústrias em utilizar os atacadistas está centrada nas atividades realizadas. As

competências dos atacadistas, de acordo com Kotler (2000), estão nos seguintes fatores:

Vendas e promoção: os atacadistas dispõem de uma força de vendas que ajuda os fabricantes a atingir pequenos clientes comerciais a um custo relativamente baixo. Devido ao contato constante,

os varejistas passam a confiar mais nos atacadistas do que na indústria;

Compras e formação de sortimento: os atacadistas são capazes de selecionar produtos e formar sortimento de que seus clientes precisam, poupando um considerável trabalho a eles; Quebra de lotes de compra: os atacadistas conseguem reduzir os custos para seus clientes por meio de compra de grandes lotes e de sua posterior divisão em lotes menores; Armazenagem: os atacadistas mantêm estoques, reduzindo, portanto, os custos de estoque e os riscos para fornecedores e clientes; Transporte: os atacadistas, quase sempre, oferecem uma entrega mais rápida aos clientes, por estarem mais perto deles; Financiamento: os atacadistas financiam clientes, concedendo-lhes crédito, bem como os fornecedores, fazendo pedidos antecipadamente e pagando suas faturas no prazo; Administração de riscos: os atacadistas absorvem parte do risco ao assumir a posse dos produtos e arcar com os custos de roubo, danos, avarias e obsolescência; Informações de mercado: os atacadistas fornecem informações aos fornecedores e clientes com relação às atividades de seus concorrentes, novos produtos, alterações de preços; e Serviços de gerenciamento e consultoria: Auxílio aos varejistas, quanto à capacitação dos funcionários, melhoria do leiaute, exposição de mercadorias.

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50

Logística

1.3 Classificação de Atacadistas

A viabilização de bens aos consumidores por meio dos atacadistas pode ser efetivada, basicamente,

por três formatos. Consoante com a Borges Junior (2001, p.12), a forma de atendimento e o serviço prestado pelo elo intermediário entre a indústria e o varejo determinará sua categorização:

Atacado Distribuidor: Entrega direta ao estabelecimento do cliente varejista. É dotado de uma

estrutura comercial de representantes de vendas, que realizam visitas sistemáticas aos clientes varejistas para captação de pedidos, que são transmitidos às empresas para processamento e posterior entrega por meio de frota própria e/ou terceirizada. Destaca-se, nesse tipo de prestadores de serviços, a oferta de uma vasta alternativa de produtos,

favorecendo os ganhos de escala na distribuição da indústria para o varejo;

Atacado de Auto Serviço: pode ser chamado também de Cash & Carry, e nesse caso os

clientes, os varejistas e não os consumidores finais, empreendem a separação dos produtos a serem

adquiridos;

Distribuidor exclusivo: Caracteriza-se por possuir contrato de exclusividade com as empresas

manufatureiras. Possui as mesmas características que o atacadista distribuidor, porém, por ofertar

um leque de produtos mais restrito, pode agregar funções de merchandising e/ou promoções à função de vendas.

A partir da evolução das tecnologias de informação e comunicação, outro formato tem apresentado

participação como elo intermediário na cadeia de abastecimento. Consoante com a ABAD (2005),

esse foi denominado de operador logístico e caracteriza-se por desempenhar as funções de armazenagem e distribuição física, pelas quais recebe sua remuneração.

1.4 Panorama do setor atacadista brasileiro

A participação dessa entidade no mercado de distribuição de bens de consumo tem aumentado,

principalmente, em função dessa necessidade de atendimento do pequeno e médio varejo supermercadista. No ano de 2004, houve crescimento na participação dessa instituição no mercado de distribuição de bens de consumo de 12%. O restante do faturamento do setor de bens de consumo é devido à distribuição da indústria diretamente para o varejo supermercadista, em especial, para as empresas de grande e médio porte

(NOVAES, 2004; REVISTA DISTRIBUIÇÃO, 2005). As modificações na cadeia de

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51

Logística

abastecimento, expostas nesta dissertação, refletem diretamente nas entidades envolvidas na distribuição de bens de consumo, em especial, no atacado e no varejo supermercadista. De acordo com Borges Junior (2001), essas empresas devem reavaliar o seu negócio, pois a competição, nesse setor, será cada vez maior, destacando-se os seguintes pontos:

A presença de empresas de logística internacionais: Essas organizações, além de possuírem

conhecimento das melhores práticas das operações de movimentação e armazenagem, têm acesso a capital com juros menores do que as empresas nacionais. Conseqüentemente, essas vantagens competitivas possibilitam oferecer serviços com menores custos. Outro fator relevante é que essas empresas já realizam as atividades logísticas para empresas multinacionais, em outros países, e podem promover a extensão dos contratos para as filiais situadas

em outros países, como o Brasil. Consoante com Borges Junior (2001), “a presença de empresas estrangeiras no mercado nacional de distribuição ainda não ocorreu de forma significativa devido à complexidade tributária e fiscal do Brasil.”,

Especialização nas atividades-foco: Este fator é relevante, pois, conforme respaldado por Fleury

et

al (2001) e Borges Junior (2001), as organizações estão, a cada dia, buscando mecanismos de

centrar forças em suas atividades principais, em inglês, no core business. Para a indústria, essas atividades passam a ser o desenvolvimento de novos produtos e o gerenciamento de marcas. Nesse sentido, a transferência de atividades consideradas de apoio para as indústrias, tais como, armazenagem e movimentação, passa a ser questão de tempo, ou de mensuração de riscos de terceirização.

A identificação dos concorrentes e das novas oportunidades de negócio, para os elos intermediários

entre a produção e o varejo supermercadista da cadeia de abastecimento, é fundamental para a sobrevivência no mercado cada vez mais competitivo. Nesse sentido, a formatação de redes varejistas supermercadistas patrocinadas pelo atacado é uma importante ferramenta de diferenciação, pois possibilita agregar valor por meio de novos serviços ao cliente, pequeno varejo supermercadista, e de redução de custos de distribuição, por meio do aumento de escala em função de uma maior fidelização e colaboração.

2. Setor Varejista Supermercadista

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Logística

Verifica-se que o varejo moderno, representado por supermercados e hipermercados, é o principal canal de escoamento do setor de bens de consumo do mercado brasileiro. Isto se deve às alterações ocorridas no setor de distribuição e que estão diretamente relacionadas com fatores externos e internos ao país (BATALHA, 2001; OLIVEIRA; MACHADO, 2003). Nesse contexto, este capítulo está dividido nas seguintes partes: a primeira, apresenta o panorama do setor varejista brasileiro e, posteriormente, serão expostos a classificação e o percentual de participação das lojas do varejo no Brasil. Ao final, definem-se o varejo e os níveis de serviços aos clientes.

2.1 Conceito de varejo

Ao final da cadeia de abastecimento, a entidade responsável para disponibilizar os bens aos consumidores finais chama-se varejo. Para Kotler (2000, p.540), “o varejo inclui todas as atividades relativas à venda de produtos ou serviços diretamente aos consumidores finais, para uso pessoal e não comercial.” Silveira e Lepsch (1997, p.6) conceituam que “o varejo generalista é aquele que revende para o consumidor final ampla variedade de produtos, dispostos de forma departamentalizada, no sistema de auto serviço.” Ressalta-se que varejo é qualquer empreendimento comercial cujo faturamento provenha, principalmente, da venda de pequenos lotes no varejo. Na definição, evidencia-se a capacidade do varejo em disponibilizar bens na sua embalagem de venda e não em embalagens de movimentação, bem como em assumir o risco de crédito, movimentação e armazenagem. Tratando-se de consumidor final, último elo da cadeia de abastecimento, os atributos de capacidade de escolha e de auxílio de representantes e/ ou vendedores definem os níveis de serviço ao cliente, como forma de segmentação e opção para o cliente. Essa definição é vista no próximo tópico.

2.2 Nível de serviço ao cliente do varejo

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53

Logística

Kotler (2000) instrui que os níveis de serviços ao cliente do varejo podem ser classificados da seguinte forma:

Auto-serviço: o auto-serviço é a base de todas as operações de desconto. Muitos clientes se dispõem a procurar, comparar e selecionar produtos para poupar dinheiro;

Seleção: os próprios clientes encontram os produtos que desejam comprar, embora possam pedir ajuda. Os clientes completam suas transações pagando a um vendedor pelo item;

Serviço limitado: são expostas mais mercadorias à venda, e os clientes precisam de mais informações e ajuda. As lojas também oferecem serviços (como crédito e os privilégios de devolução de mercadorias); Serviço completo: os vendedores estão prontos para ajudar em todas as fases do processo de procurar, comprar e selecionar. Os clientes que gostam de ser atendidos pessoalmente preferem esse tipo de loja. O alto custo de pessoal, juntamente com o maior número de produtos especializados e itens de menor movimentação e como os muitos serviços, resulta em um varejo de alto custo. Nesse contexto, Kotler (2000) conceitua que os varejistas podem definir linhas de produtos e serviços onde atuarão visando a oportunidades de mercado. Os tipos citados podem ser:

Loja de especialidade: linha restrita de produtos com grande variedade, como loja de vestuário, lojas de artigos esportivos, lojas de móveis, floricultura;

Loja de departamentos: várias linhas de produtos como roupas, utensílios domésticos e produtos para o lar , sendo cada linha operada como um departamento em separado, gerenciado por compradores ou expositores especializados;

Supermercado: operações de auto-serviço relativamente grandes, de baixo custo, baixa margem e alto volume, projetadas para atender a todas as necessidades de alimentação, higiene e limpeza doméstica; Loja de conveniência: lojas relativamente pequenas, localizadas próximo a áreas residenciais, funcionando em horários prolongados durante toda a semana e exibindo uma linha limitada de produtos de conveniência de alta rotatividade, a preços ligeiramente mais altos;

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54

Logística

Loja de descontos: mercadorias-padrão vendidas a preços mais baixos, com margens menores e volume maior. As verdadeiras lojas de descontos vendem regularmente mercadorias a preços mais baixos e oferecem, principalmente, marcas nacionais;

Varejista off-price (de liquidação): mercadorias compradas a valores inferiores aos preços normais de atacado e vendidas a preços inferiores aos de varejo; freqüentemente, sobras de mercadorias, pontas de estoque e produtos com defeito obtidos a preços reduzidos dos fabricantes ou de outros varejistas.

Ratifica-se que o varejo oferece múltiplos serviços como forma de diferenciação no mercado, tais como a seleção dos produtos, transporte, armazenagem, marcação de preços, promoção dos produtos, venda e até mesmo o serviço pós-venda (OLIVEIRA; MACHADO, 2003).

até mesmo o serviço pós-venda (OLIVEIRA; MACHADO, 2003). TIPOS E FUNÇÕES 1) Evolução das Formas de

TIPOS E FUNÇÕES

1)

Evolução das Formas de Distribuição

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55

Logística

Porque existem intermediários no processo de comercialização de produtos? Os grandes varejistas, por exemplo, poderiam fabricar eles mesmos os produtos que comercializam. Dedicar-se a fabricação de uma variedade de produtos, aplicaria grandes recursos financeiros, além de forçar a empresa a atuar fora de seu core competence.

Os canais de distribuição são necessários para que se faça a distribuição de vários produtos, várias marcas sem que necessariamente cada fabricante tenha um investimento em sua distribuição até o consumidor.

Um exemplo são as lojas de eletrodomésticos, que oferecem televisores de diversos tipos e de diversas marcas.

As formas como as empresas estruturam seus canais de distribuição tem se alterado substancialmente nas últimas décadas, fruto do ambiente cada vez mais competitivo, da maior atenção dirigida ao consumidor final, do uso crescente da tecnologia da informação, da maior diversificação da demanda e da distribuição física mais ágil e confiável.

No processo de distribuição dos produtos, desde a fábrica a que o produz até o consumidor final na cadeia de suprimentos, podem ocorrer situações diversas formando canais típicos de comercialização:

Fabricante ------------------------------------------------------------------> Lojas de varejo

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56

Logística

Logística O fabricante abastece seus próprios depósitos ou centros de distribuição e, a partir desses pontos,

O fabricante abastece seus próprios depósitos ou centros de distribuição e, a partir desses pontos,

abastece as lojas de varejo.

2) Objetivos dos Canais e Distribuição

A Definição mais detalhada dos objetivos dos canais de distribuição depende essencialmente de

cada empresa, da forma com que ela compete no mercado e da estrutura geral da cadeia de

suprimento.

Fatores gerais que estão presentes na maioria dos casos:

GARANTIR A RÁPIDA DISPONIBILIDADE DO PRODUTO NOS SEGMENTOS DO MERCADO IDENTIFICADOS COMO PRIORITÁRIOS.

INTENSIFICAR

QUESTÃO.

AO

MÁXIMO

O

POTENCIAL

DE

VENDAS

DO

PRODUTO

EM

Buscar a cooperação entre os participantes da cadeia de surprimento no que se refere aos fatores relevantes relacionados a distribuição.

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57

Logística

Garantir um nível de serviço preestabelecido pelos parceiros da cadeia de suprimento.

Garantir um fluxo de informação rápido e preciso entre os elementos participantes;

Buscar, de forma integrada e permanente, a redução de custos, atuando não isoladamente, mas em parceria, analisando a cadeia de valor no seu todo.

2)

Funções dos Canais de Distribuição

Indução da Demanda

Satisfação da Demanda

Serviços de Pós-Venda

Troca de Informações

 Serviços de Pós-Venda  Troca de Informações  Canais Verticais UNIPAC – Prof.: Emerson W.

Canais Verticais

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Logística

Os canais de distribuição eram tradicionalmente vistos, numa primeira fase, como estruturas mercadológicas verticais, onde a responsabilidade ia sendo transferida de um segmento da cadeia de suprimento para a seguinte, como um bastão é passado numa corrida de revezamento

Figura (a). É o varejista que interpreta as preferências do consumidor, as tendências da demanda, as necessidades de serviços pós-venda etc.

As figuras (b) e (c), correspondem a outras formas de distribuição, mas demonstra que as necessidades do cliente é sempre exercida pelo último elemento da cadeia de suprimento, aquele que atende diretamente o consumidor.

de suprimento, aquele que atende diretamente o consumidor.  Canais Hibridos: Neste tipo de estrutura, uma

Canais Hibridos:

Neste tipo de estrutura, uma parte das funções ao longo do canal é executado em paralelo por dois ou mais elementos da cadeia de suprimento, quebrando o esquema vertical rígido.

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59

Logística

Logística  Canais Múltiplos É quando se utiliza mais de um canal de distribuição. Em função

Canais Múltiplos

É quando se utiliza mais de um canal de distribuição. Em função da diversidade de tipos de consumidor.

Em função da diversidade de tipos de consumidor. PROPRIEDADES DOS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO UNIPAC –

PROPRIEDADES DOS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

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Logística

DEFININDO OS CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

Ao se montar ou reestruturar uma cadeia de suprimento, em sua totalidade ou parcialmente, uma das questões estratégicas que se coloca é sobre o melhor canal de distribuição, ou melhor combinação de canais que coloca um produto no mercado da forma mais competitiva possível. Para definir os canais de distribuição para um certo produto são seguidas as seguintes etapas:

Etapa 1 - Identificação dos Segmentos Homogêneos de Clientes:

Agrupar os clientes com necessidades e preferências semelhantes dentro dos canais específicos. Por cliente, entendemos especificamente um usuário final, raramente um intermediário na cadeia de suprimento.

Etapa 2 Identificação e Priorização das Funções

Uma vez definido os canais, a empresa precisa identificar que funções devem ser associadas a cada canal de distribuição. As funções são enquadradas em oito categorias:

INFORMAÇÃO SOBRE O PRODUTO

CUSTOMIZAÇÃO DO PRODUTO

AFIRMAÇÃO DA QUALIDADE DO PRODUTO

TAMANHO DO LOTE

VARIEDADE

DISPONIBILIDADE

SERVIÇOS PÓS-VENDA

LOGÍSTICA

Etapa 3 Benchmarking Preliminar

Uma vez definidas e detalhadas as funções associadas ao canal (ou canais) de distribuição, é importante fazer uma análise do projeto, confrontando-as com as melhores práticas do concorrentes,

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61

Logística

e verificando principalmente o nível de satisfação dos requisitos sob a ótica dos clientes da cadeia de suprimentos.

Benchmarking - técnica que consiste em acompanhar o que as empresas líderes em seus respectivos segmentos estão utilizando processos/técnicas/métodos e adaptar o modelo para as operações da empresa, utilizando-o como referência/padrão a ser copiado. Trata-se de definir padrões internos de desempenho a partir da observação dos procedimentos adotados pelas empresas de classe mundial. É um processo de medição e comparação sistemática dos processos dos negócios de uma empresa com os líderes naqueles processos em qualquer parte do mundo, para obter informações que ajudarão a empresa a implementar ações para melhorar seu desempenho.

Etapa 4 Revisão do Prjeto

Combinando os resultados da análise realizada nas etapas 2 e 3, são definidas algumas opções, compreendendo alternativas possíveis de canais de distribuição e de suas respectivas funções. A definição dessas opções deve ser baseada nos objetivos da empresa, observando-se os requisitos desejados pelo consumidor e devidamente balizados em relação às práticas dos concorrentes (Benchmarking, etapa3).

Etapa 5 Custos e Benefícios

Nesta fase são avaliados, de forma sistemática, os custos e os benefícios associados a cada opção gerada na etapa 4. Adicionalmente é importante estimar a divisão do mercado (market share) e os investimentos previstos para cada alternativa.

Etapa 6 Integração com as Atividades Atuais da Empresa

Normalmente, a empresa que lança um certo produto no mercado já produz, ou comercializa, outros produtos. Assim, torna-se necessário integrar o projeto de distribuição, resultante da etapa 5, à estrutura de canais existentes na empresa. Melhorias nas funções hoje desempenhadas, e indagar se

a estrutura de distribuição atual garante vantagem de mercado e se pode permanecer por um longo prazo.

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Logística

6 LOGÍSTICA DE SUPRIMENTOS E MATERIAIS

ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS DA FUNÇÃO ADMINISTRATIVA DE MATERIAIS

Compras Execução das rotinas operacionais; seguimento das compras contratadas (follow-up) ; desenvolvimento de fornecedores.

Armazenagem Recebimento (controle quantitativo e qualitativo); devolução; estocagem; conservação; embalagem.

Movimentação Equipamentos de movimentação (empilhadeiras, carrinhos, etc.); áreas de escoamento; fornecimento e controle; alienação e venda.

Controle Físico (inventários, contagens, etc.); financeiro; inventário periódico.

Planejamento e programação Planejamento das necessidades; previsão de estoques e níveis de estoques; estudos e acompanhamentos; métodos gráficos, estatísticos e matemáticos.

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Logística

MÉTODO ABC DE CLASSIFICAÇÃO DE MATERIAIS

O princípio da curva foi elaborado por Vilfredo Pareto por volta de 1897, na Itália, quando elaborava um estudo de renda e riqueza da população local.

Ele percebeu que 80% da riqueza local estava concentrada com 20% da população.

A aplicabilidade dos fundamentos do método de Pareto foi comprovada e posta em prática nos Estados Unidos, logo após a Segunda Guerra Mundial (1951), pela General Eletric (GE), tendo como responsável H. F. Dixie.

Ele fez a seguinte classificação:

GRUPO

VALOR (%)

ITENS (%)

 

A 75

8

 

B 20

25

 

C 5

67

Grupo A: São os itens mais importantes e que devem receber toda a atenção no primeiro momento do estudo. A orientação é no máximo 20% dos itens corresponderem, em média, a aproximadamente 75% do valor monetário total. Característica deste grupo: poucos itens - maiores valores, peso ou volume.

Grupo B: São os itens de importância intermediária e que devem receber atenção logo após as medidas tomadas sobre os itens da classe A. A orientação é no máximo 30% dos itens corresponderem, em média, a aproximadamente 20% do valor monetário total. Característica deste grupo: itens em situação intermediária.

Grupo C: São os itens de menos importância, embora volumosos em quantidades, mas com valor monetário bem reduzido, permitindo maior período de tempo para a sua análise e estratégia de decisão. A orientação é no máximo 50% dos itens corresponderem, em média, a aproximadamente 5% do valor monetário total. Característica deste grupo: bastante itens - menores valores, peso ou volume.

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Logística

Vantagens do Método ABC

Novo entusiasmo pelo controle do estoque e análise dos inventários;

Redução imediata de inventários;

Custos de serviços burocráticos mais baixos;

Melhor planejamento.

Critério para a elaboração da curva ABC

Passo 1: Definir a variável a ser analisada

- identificação do material (descrição ou código);

- quantidade (consumo, estoque, compra) Þ média mensal ou anual;

- preço unitário;

- peso unitário ou embalagem;

- volume unitário ou embalagem.

Passo 2: Coletar os dados Passo 3: Ordenar os dados decrescentemente, por valor, peso ou volume. Passo 4: Acumular os valores, peso ou volume. Passo 5: Calcular os percentuais do valor, peso ou volume. Passo 6: Construir o diagrama Passo 7: Analisar os resultados

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65

Logística

Exemplo 1 Faça uma Curva ABC para verificar quais produtos devem ser submetidos a uma análise de giro de estoque.

ITEM

Toneladas / mês

A

30

B

10

C

310

D

100

E

20

F

60

G

25

H

6

I

600

J

2

L

900

M

15

N

1

O

4

P

7

Solução:

Passo 1: Definir a variável a ser analisada

A variável a ser considerada para o exemplo é toneladas / mês.

Passo 2: Coletar os dados

Veja tabela do enunciado do exemplo.

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66

Logística

Passo 3: Ordenar os dados decrescentemente, por valor, peso ou volume.

ORDEM

ITEM

Toneladas / mês

L

900

I

600

C

310

D

100

F

60

A

30

G

25

E

20

M

15

10º

B

10

11º

P

7

12º

H

6

13º

O

4

14º

J

2

15º

N

1

Passo 4: Acumular os valores, peso ou volume.

ORDEM

ITEM

Toneladas / mês

Ton / mês Acum.

L

900

900

I

600

1500

C

310

1810

D

100

1910

F

60

1970

A

30

2000

G

25

2025

E

20

2045

M

15

2060

10º

B

10

2070

11º

P

7

2077

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67

Logística

12º

H

6

2083

13º

O

4

2087

14º

J

2

2089

15º

N

1

2090

Passo 5: Calcular os percentuais do valor, peso ou volume.

ORDEM

ITEM

Toneladas / mês

Ton / mês Acum.

Percentuais %

L

900

900

43,06

I

600

1500

71,77

C

310

1810

86,60

D

100

1910

91,38

F

60

1970

94,26

A

30

2000

95,69

G

25

2025

96,89

E

20

2045

97,85

M

15

2060

98,56

10º

B

10

2070

99,04

11º

P

7

2077

99,38

12º

H

6

2083

99,67

13º

O

4

2087

99,86

14º

J

2

2089

99,95

15º

N

1

2090

100,00

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68

Logística

Passo 6: Construir o diagrama

   

Percentuais %

   

120

 

100

100
100
100
 

80

60

40

20

0

 

L

I

C

D

F

A

G

E

M

B

P

H

O

J

N

Passo 7: Analisar os resultados

 
 

CLASSES

 

 

%

 

VALOR

   

ITENS EM

ITEM

ITENS

ACUMULADO

 

ESTOQUE

A 2

   

13,33

 

71,77 %

   

L,I

B 4

   

26,67

 

23,92 %

   

C,D,F,A

C 9

   

60,00

 

4,31 %

 

G,E,M,B,P,H,O,J,N

A aplicação prática dessa classificação ABC pode ser vista quando, por exemplo, reduzimos 20% do valor em estoque dos itens A (apenas dois itens), reduzindo o valor total em 20%x71,77% = 14,35%; enquanto uma redução de 50% no valor em estoque dos itens C (9 itens), reduzirá o valor total em 50%x4,31% = 2,16%.

Questões de revisão

1. Elabore a Curva ABC para os itens de estoque, conforme a seguir, no intuito de tomada de decisão urgente sobre não mais que 25% deles e justificar sua decisão. Os itens a seguir apresentados estão em Reais (R$) = 1) 1.100,00; 2) 7.000,00; 3) 1.080,00 ; 4) 2.500,00; 5) 20.000,00; 6) 1.090,00; 7) 3.000,00; 8) 6.500,00; 9) 2.000,00; 10) 1.050,00; 11) 25.000,00;

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Logística

12) 1.800,00; 13) 18.000,00; 14) 1.400,00; 15) 1.250,00; 16) 1.040,00; 17) 1.000,00; 18) 1.550,00; 19) 1.030,00 e 20) 1.990,00.

2. Em um estoque, encontramos as seguintes peças com seus respectivos custos unitários, conforme lista a seguir, que deverá ser analisada e ter seus valores de estoques reduzidos. Usando a Curva ABC e estipulando os itens A em não mais que 12% de sua quantidade, classifique-os.

PEÇA

QUANT

VALOR $

PEÇA

QUANT

VALOR $

 

UNITÁRIO

UNITÁRIO

Eixo

1

100

25,50

Suporte

1

10

15,50

Polia

1

35

100,00

Suporte

2

1000

25,50

Polia

2

85

500,00

Eixo

4

33

125,00

Polia

3

5

10,00

Motor

1

100

5000,00

Mola

1

1000

1,00

Motor

2

100

3500,00

Mola

2

35

15,00

Painel

1

100

25,50

Polia

4

550

125,00

Eixo móvel

10

5,50

Eixo

2

55

40,00

Eixo

35

1

10,50

Coroa 1

15

1500,00

Catraca

21

2,50

Eixo

3

105

100,00

Painel

2

50

12,50

3. Com base no exercício anterior. Montar a Curva ABC considerando os itens A com 75% dos valores analisados e montar o gráfico (curva).

4. Um varejista de produtos farmacêuticos tem duas opções para reabastecer suas mercadorias de prateleira: (a) diretamente dos vendedores ou (b) através do depósito da empresa. Itens com alto volume de vendas e lotes de ressuprimento grandes geralmente são mais baratos quando comprados diretamente, pois não são necessários a armazenagem e o manuseio extras no depósito. O varejista ouviu falar da curva ABC e imaginou que ela poderia ser útil para dividir sua linha de produtos e alcançar maior economia no suprimento.

Existem doze itens numa classe particular de remédios. Dados de vendas anuais foram tabulados a seguir:

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Logística

CÓDIGO DO PRODUTO

VENDAS ($)

10732

56.000,00

11693

51.000,00

09721

10.000,00

14217

9.000,00

10614

46.000,00

08776

71.000,00

12121

63.000,00

11007

4.000,00

07071

22.000,00

06692

14.000,00

12077

27.000,00

10542

18.000,00

Se o tamanho do lote de compra segue o nível de vendas, use o princípio da curva ABC para determinar que itens devem ser comprados diretamente.

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Estudo de Caso: A BENETTON

A Benetton, empresa italiana de artigos esportivos, tem a malha como seu principal produto. Localizada em Ponzano, Itália, a Benetton fabrica e distribuem 50 milhões de peças de roupas por ano no mundo todo, a maioria suéteres, calças e vestidos. A Benetton descobriu que o caminho mais rápido para o sistema de distribuição funcionar é através da integração eletrônica, com agentes de venda, fábrica e armazém interligados. Se uma vendedora de uma loja da Benetton em Los Angeles verificar que o estoque de suéteres vermelho mais vendido está acabando, ela ligará para um dos 80 agentes de vendas da Benetton. Ele por sua vez, registrará o pedido em seu microcomputador, que o enviará a um mainframe na Itália. Como o suéter vermelho foi originalmente criado em um sistema de projeto auxiliado por computador (CAD), o mainframe tem em seu banco de dados todas as suas dimensões prontas e codificação digital, a qual pode ser transmitida para uma máquina têxtil. A máquina produz os suéteres, os trabalhadores da fábrica colocam em caixas com código de barras e rótulos contendo o endereço da loja de Los Angeles, e a caixa vai para o armazém. Isso mesmo: um armazém atende as 5 mil lojas

da Benetton em 60 países ao redor „do mundo. Isso custa US$ 30 milhões, mas esse centro de distribuição, com somente oito pessoas, movimenta 230 mil peças de roupas por dia. Os suéteres vermelhos são alocados em uma das 300 mil prateleiras do armazém e um computador aciona um coletor robotizado para pegar a caixa. Pela leitura do código de barras, o robô encontra a caixa correta e qualquer outra que deva ser embarcada para a loja de Los Angeles, retira-as dos locais e carrega-as para um caminhão, que as leva até o aeroporto. Incluindo o tempo de manufatura, a Benetton pode entregar os pedidos em Los Angeles em quatro semanas. Se a empresa já tem os suéteres vermelhos em estoque, leva uma semana. Esse é um desempenho muito bom dentro da notoriedade vagarosa indústria de artigos de vestuário, na qual dificilmente alguém

se preocupa com reabastecimento. E se a Benetton repetidamente percebe que não está fazendo,

digamos, camisas pretas ou blusas azuis no ano em que estão na moda, ela pode manufaturar e embarca "coleções rápidas" desses artigos em grandes quantidades em poucas semanas.

Os pontos principais da logística Integrada:

O Cliente:

A área comercial: O vendedor da Loja de Los Angeles que viu na tela do computador o estoque

baixo dos suéteres vermelhos, e fez um pedido ao vendedor da Benetton;

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O setor de Marketing que seleciona e treina os vendedores e os funcionários da lojas espalhados por todo mundo;

Ferramentas de Marketing: que despertou no consumidor o interesse pelos produtos da Benetton;

O setor de Informática: que interligou a loja a o vendedor da Benetton, e o vendedor da Benetton manda o pedido através de seu micro para um mainframe na Itália, que manda produzir o pedido feito pela loja de Los Angeles. A Fábrica: Com a confirmação do pedido aciona a produção, como o suéter vermelho foi originalmente criado em um sistema de projeto auxiliado por computado (CAD), o mainframe tem em seu banco de dados todas as suas dimensões prontas e codificação digital, a qual pode ser transmitida para uma máquina têxtil. A máquina produz os suéteres, os trabalhadores da fábrica

colocam em caixas com código de barras e rótulos contendo o endereço da loja de Los Angeles, e a caixa vai para o armazém.

A

administração: Que aciona a contabilidade, relata as contas á pagar e á receber.

O

Mercado: Que inclui o consumidor, no caso a loja de Los Angeles, nas estatísticas de vendas e

colocará seu nome na lista de serviços de pós-vendas.

O

fornecedor ou Parceiro Comercial: Que providencia o just-in-time do fil de lã vermelha.

A

Transportadora: Que prepara a entrega para o armazém, e do armazém para o aeroporto.

O

Cliente: que vê a mercadoria exporta na loja, no momento, com as medidas e cores que deseja e

a consome.

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Estudo de Caso: A SOUZA CRUZ

O sol ainda nem nasceu no centro de distribuição da Souza Cruz, localizado no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, mas o local ferve. Um exército de funcionários embarca centenas de caixas de papelão em vans imaculadamente brancas. Elas partem em comboio, levando pacotes e mais pacotes de cigarros solicitados no dia anterior por donos de bares, restaurantes, padarias e supermercados que fazem parte da rede de 740.000 pontos-de-venda da empresa que é líder em cigarros no Brasil. Tudo foi rigorosamente separado, conferido e encaixotado em ritmo alucinante para dar conta de um compromisso: entre o pedido e a entrega não é permitido ultrapassar a barreira das 24 horas. Com essa operação praticamente perfeita num território de complexidade e dimensões como o do Brasil, a Souza Cruz é um benchmark. A empresa com toda certeza é um modelo de logística de distribuição. Os especialistas admiram, os concorrentes invejam, os clientes adoram. Só há um insatisfeito: a própria Souza Cruz. Há quatro meses a empresa fechou uma parceria com a TNT, um dos maiores provedores de serviços logísticos do mundo. Graças ao contrato, a distribuição aos 4 000 pontos-de-venda na Grande Curitiba foi terceirizada. A idéia é que a TNT consiga moldar uma engenharia de distribuição, fazendo parceria com fabricantes de salgadinhos, pilhas, balas e outros produtos (que não concorram com a Souza Cruz, claro) para repartir os custos. Se o plano der certo, a Souza Cruz acredita que conseguirá diminuir seus custos de distribuição em até 30% nos próximos dois anos, estendendo o projeto para outras áreas do país. Desde os primórdios da história da empresa, na década de 20, quando seus maços de cigarros eram entregues em carroças, a distribuição é uma função da Souza Cruz. Está no nosso DNA da empresa a anos esta função. Mas nos últimos tempos eles vêem procurando serem ainda mais eficientes. Como trazer os processos logísticos das fábricas para o centro da estratégia empresarial e dar um salto de competitividade? Assim como aconteceu na Souza Cruz, essa é uma pergunta que a alta gestão de muitas das maiores empresas do país estão fazendo com insistência a seus executivos. E eles procuram respostas. Preocupações ligadas à logística integrada são responsáveis hoje por pelo menos um quarto dos negócios da Bain&Company, contra 5% em 1998, primeiro ano de funcionamento da consultoria no Brasil. As empresas estão descobrindo que logística é um capítulo do controle de custos que não foi lido, restrito a executivos que têm de tomar decisões sobre gestão operacional e planejamento de processos-chave nas grandes corporações, o curso de imersão em logística empresarial, promovido anualmente pelo Coppead em parceria com a Michigan State University, é oferecido há nove anos.

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Logística

Durante cinco dias, cerca de 60 executivos-alunos ficam confinados num resort em Angra dos Reis, no litoral fluminense. Não é barato (quase 8.000 reais), mas a procura só aumenta.

As três Dimensões da Logística Dimensão De Fluxo:

Suprimentos: Todos os insumos para a produção da Souza Cruz, que seus fornecedores mandam para a empresa produzir os cigarros.

Transformação: Todos os métodos aplicados aos insumos para que se adeqüei e tenha e qualidade que a Souza Cruz almeja.

Distribuição: Do Fornecedor a Souza Cruz e da Souza Cruz até o cliente.

Dimensão de Atividades

Processo Operacional: A espera do comerciante é de no máximo 24 horas.

Processo Administrativo: Toda a atividade de confirmar o pedido, imprimir nota fiscal, boleto bancário e ativar a contabilidade de conta a pagar e a receber.

Processo de Gerenciamento: Previsão de compras, previsão de produção, todas as previsões.

Processo de Engenharia: Transformação dos insumos e substâncias, para que se adquira a qualidade total.

Dimensão de Domínios:

Gestão do Fluxo: Todo o fluxo envolvido para que seja realizado com sucesso.

Tomada de Decisão: Lidar com entradas e saídas de mercadorias e matéria prima, controlar para poder tomar decisões com sucesso.

Modelo Organizacional: quando determinaram a estrutura do negócio criaram ou se inseriram numa cultura.

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Logística

EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO E APRENDIZAGEM

INTRODUÇÃO À LOGÍSTICA

1. Qual a importância da LOGÍSTICA com a globalização da Economia?

2. Qual a origem da palavra LOGÍSTICA?

3. Como a LOGÍSTICA é utilizada na área militar e na área comercial?

4. Cite alguns nomes dados, no passado, à LOGÍSTICA. E o que essencialmente significam?

5. Qual a definição da palavra LOGÍSTICA, segundo Counsil Of Logistics Management?

6. Como é regida a atividade LOGÍSTICA pelos fatores de direcionamento (Logistic Drivers)?

7. Para que se inicie um processo Logístico, qual a primeira necessidade a surgir?

8. Quais as novas exigências para a atividade LOGÍSTICA no Brasil e no mundo?

9. De acordo com o custo e o nível de serviço quais as atividades primárias da LOGÍSTICA? E porque elas são consideradas primárias?

10. Defina cada uma das atividades primárias da LOGÍSTICA?

11. Quais as atividades de apoio ás atividades primárias da LOGÍSTICA?

12. De acordo com as figuras abaixo, o que cada um representa na atividade primária:

De acordo com as figuras abaixo, o que cada um representa na atividade primária: UNIPAC –

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Logística

13. O que representa a figura abaixo? Fornecedores Fazenda Indústria Engarrafador Consumidor de insumos cítrica
13. O que representa a figura abaixo?
Fornecedores
Fazenda
Indústria
Engarrafador
Consumidor
de insumos
cítrica
e distribuidor
final
agrícolas

Defensivos

Fertilizantes

Tratores

Implementos

Mudas

Irrigação

• Implementos • Mudas • I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de
• Implementos • Mudas • I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de
• Implementos • Mudas • I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de
• Implementos • Mudas • I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de
• Implementos • Mudas • I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de

LOGÍSTICA de

Suprimentos

• I r r i g a ç ã o LOGÍSTICA de Suprimentos Apoio a Manufatura

Apoio a

Manufatura

g a ç ã o LOGÍSTICA de Suprimentos Apoio a Manufatura LOGÍSTICA de Distribuição LOGÍSTICA INTEGRADA

LOGÍSTICA de

Distribuição

LOGÍSTICA INTEGRADA

1. Quais os conjuntos de mudanças que vem fazendo da LOGÍSTICA um dos conceitos

gerenciais mais modernos?

2. Quais as mudanças econômicas que afetam a LOGÍSTICA?

3. Quais as implicações dessas mudanças na LOGÍSTICA? Quais suas transformações na

visão empresarial?

4. Quais as principais aplicações de TI (Tecnologia da Informação) para a LOGÍSTICA?

5. No âmbito das empresas, a LOGÍSTICA tem uma importância significativa na

composição de custos e margem. Qual a representação para cada item abaixo?

Margem

Custos Logísticos

Custos de Marketing

Custos de Produção

6. Conceitue LOGÍSTICA INTEGRADA.

7. Como se pode gerenciar de forma integrada a LOGÍSTICA?

8. O que é necessário para que se consiga a excelência LOGÍSTICA? E quais as suas

dimensões?

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9. Conceitue e como se aplica cada dimensão da excelência LOGÍSTICA.

10. Observe e conceitue a figura abaixo: Produto Preço Promoção Praça Serviço ao Cliente Compras
10. Observe e conceitue a figura abaixo:
Produto
Preço
Promoção
Praça
Serviço ao
Cliente
Compras ou
Transporte
Vendas
Sistema
Logístico
Estoques
Armazenagem
Processamento
de Pedidos
Logístico Estoques Armazenagem Processamento de Pedidos Missão da Logística Cumprir os padrões de serviço dos

Missão da Logística Cumprir os padrões de serviço dos canais de distribuição de forma eficiente

11. O que significa SCM Supply Chain Management e qual o conceito de Canal de

distribuição?

12. Quais os membros primários e secundários de um canal de distribuição?

13. Quais são objetivos principais dos processos de negócios considerado chave para o

sucesso de implementação do Supply Chain Management?

14. Existe um conjunto de características que tendem a contribuir para o sucesso das equipes

de SCM. Quais as principais?

15. Para que haja Fluxo de Produtos o que deve existir na Cadeia Logística?

16. Com o conceito de Logística Integrada, quais os elementos ou componentes foram

considerados?

17. Quais as conseqüências de aumentar a produtividade na gestão da cadeia de

abastecimento em sua totalidade?

18. Porque o Supply Chain Management é a vertente mais rica no atual pensamento em

LOGÍSTICA?

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Logística

LOGÍSTICA DE TRANSPORTES

1. Qual o papel do transporte na Estratégia Logística?

2. As principais funções do transporte na LOGÍSTICA estão ligadas basicamente às

dimensões de tempo e utilidade de lugar. Assim sendo, porque o transporte é fundamental para o

atendimento dos objetivos logístico?

3. Quais os principais trade-offs que afetam a função transporte?

4. Quais os modais de transporte mais usados no sistema Logístico?

5. Quais os fatores para a escolha do modal de transporte?

6. Quais as principais características operacionais que os modais de transporte devem

possuir para o atendimento da necessidade de um determinado cliente?

7. O que os gráficos abaixo representam?

cliente? 7. O que os gráficos abaixo representam? Participação (%) dos Modais na Matriz de Transporte

Participação (%) dos Modais na Matriz de Transporte no Brasil

Modal

96

97

98

Ferroviário

20,7

20,7

19,9

Rodoviário

63,7

62,9

62,6

Hidroviário

11,5

11,6

12,8

Dutoviário

3,8

4,5

4,4

Aéreo

0,3

0,3

0,3

3,8 4,5 4,4 Aéreo 0,3 0,3 0,3 8. Quais os principais impactos da internet sobre o

8. Quais os principais impactos da internet sobre o transporte? Defina cada um.

9. O que é um operador logístico?

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Logística

10. Faça um comparativo entre os operadores logísticos com prestadores de serviços logísticos

tradicionais.

11. Quais os tipos de operadores logísticos e sua origem?

12. Quais os fatores que contribuíram para que o sistema de transporte no Brasil passasse por

um momento de transição no que diz respeito às possibilidades de utilização de mais de um modal na

movimentação de cargas por toda a cadeia de suprimentos?

13. Quais as considerações que devem ser observadas na definição do tipo de transporte de

carga a ser realizada?

14. Quando pode haver integração entre modais?

15. Quais as alternativas de transporte intermodal?

16. Quais os principais fatores para a evolução da intermodalidade no Brasil?

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ARMAZENAGEM E LOCALIZAÇÃO DE INTALAÇÕES

1. Quais as questões básicas que devem ser observadas para o gerenciamento logístico dentro

da Armazenagem e Localização de Instalações?

2. Quais são, e quais as características dos dois grandes grupos que traz a funcionalidade de

instalações, dependendo da estrutura de distribuição adotada pela empresa?

3. Qual o objetivo dos Centros de Distribuição avançados? Quais suas vantagens?

4. Defina instalações do tipo transit point.

5. Defina instalações do tipo Cross-Docking.

6. Defina instalações do tipo Merge in transit.

7. Traçando um paralelo entre os três tipos definidos acima, qual a diferença básica entre eles?

8. Quais as principais considerações para se fazer um estudo de localização de instalações?

9. Porque os processos de automação de armazenagem no Brasil têm crescido?

10. Quais são as novas exigências para as operações de Armazenagem?

11. Quais os impactos trazidos por essas exigências?

12. Quais são as fases para o desenvolvimento dos projetos de automação de armazenagem?

Trace um paralelo entre cada um?

ESTUDOS DE CASO: “A BENETTON”

1. Baseado nos trechos dos estudo de caso, identifique com o aprendizado:

atende “

as 5 mil lojas da Benetton em 60 países ao redor do mundo

Isso custa US$ 30 milhoes ,

mas esse centro de distribuição, com somente oito pessoas, movimenta 230 mil peças de roupas por

dia.”

“ Pela leitura do código de barras, o robô encontra a caixa correta e qualquer outra que deva ser

embarcada para a loja de Los Angeles, retira-as dos locais e carrega-as para um caminhão, que as leva até o aeroporto. Incluindo o tempo de manufatura, a Benetton pode entregar os pedidos em Los

Angeles em quatro semanas

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Logística

Referencias Bibliográficas

ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS Uma abordagem logística Marco Aurélio P. Dias 4ª Edição Editora Atlas

ADMINISTRAÇÃO DA PRODUÇÃO Nigel, Slack Atlas 2002

GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Estratégia, Planejamento e Operação. Sunil Chopra, Peter Meindl Editora Prentice Hall

GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS / LOGÍSTICA EMPRESARIAL Ronald H. Ballou Editora Bookman 5ª Edição

LOGÍSTICA EMPRESARIAL Bowersox, Donald Jr Editora Atlas

LOGÍSTICA E GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTO Martin Christopher Editora Pioneira

E GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTO Martin Christopher – Editora Pioneira UNIPAC – Prof.: Emerson W.

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Logística

ALGUNS SITES RELACIONADOS A AREA DE LOGÍSTICA:

http://www.centrodelogistica.com.br

http://www.ibralog.org.br

Prof. Fernando de Araújo E-mail: fernandoengenharia@yahoo.com.br

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