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BOVINOCULTURA DE LEITE

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BOVINOCULTURA DE LEITE Página 1 de 15 Produ çã o higi ênica de leite Uma Ordenha

Produçã o higi ênica de leite ção higiênica de leite

Uma Ordenha bem perfeitaDE LEITE Página 1 de 15 Produ çã o higi ênica de leite Exigê ncias nutricionais

Exigências nutricionais ncias nutricionais

Controle leiteirode leite Uma Ordenha bem perfeita Exigê ncias nutricionais Exigê ncias em micronutrientes Crescimento ideal de

Exigências em micronutrientes ncias em micronutrientes

Crescimento ideal de novilhasControle leiteiro Exigê ncias em micronutrientes Forma çã o e manejo de pastagens Controle de doen

Formaçã o e manejo de pastagens ção e manejo de pastagens

Controle de doenças e parasitas ças e parasitas

Ìndices zoot écnicos ndices zootécnicos

Fluxo de caixaControle de doen ças e parasitas Ì ndices zoot écnicos Cuidados: vaca gestante, no parto, nascido,

Cuidados: vaca gestante, no parto,doen ças e parasitas Ì ndices zoot écnicos Fluxo de caixa nascido, o bezerro Cuidados na

nascido, o bezerro

Cuidados na ordenhacaixa Cuidados: vaca gestante, no parto, nascido, o bezerro Calend á rio de Controle Sanit á

Calendá rio de Controle Sanit á rio do rebanho ário de Controle Sanitário do rebanho

recem-

Calend á rio de Controle Sanit á rio do rebanho recem - PRODUÇÃO HIGIÊNICA DE LEITE

PRODUÇÃO HIGIÊNICA DE LEITE

O leite é considerado o mais nobre dos alimentos e indispensável para alimentação de jovens e velhos. Quando de boa qualidade, pode ser conservado, mantendo gosto e valor nutritivo. Um leite de boa qualidade é essencial para a produção industrial e para estimular o consumo dos habitantes das grandes cidades.

Para produzir leite de boa qualidade, observe as seguintes sugestões:

1) Utilize sempre recipientes bem lavados e mantidos de boca para baixo, para que fiquem bem secos;

2) Verifique se a vaca a ser ordenhada não apresenta mastite, pois seu leite poderá contaminar o produto pelo elevado número de microorganismos que contém;

3) Faça a limpeza das tetas e das mãos;

4) Evite a queda no balde de qualquer substância que possa contaminar o leite.

5) Use um coador apropriado para evitar sujeiras no leites colocado no latão;

6) Havendo refrigeração, resfrie o leite o mais rápido possível, ou deixe os latões em locais frescos, sombrios, fora dos raios do sol;

7) Lembre-se que acidez indica que houve contaminação do leite com microorganismos;

8) Leite puro, limpo e bem conservado significa garantia de colocação e melhor aceitação pelo consumidor;

9) Nenhum produto químico deve ser adicionado ao leite, pois pode ser prejudicial a saúde, afetando a indústria e a qualidade final do produto.

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BOVINOCULTURA DE LEITE Página 2 de 15 UMA ORDENHA BEM FEITA A mamite é um dos

UMA ORDENHA BEM FEITA

A mamite é um dos pontos de estrangulamento dos mais importantes da atividade leiteira.

A ordenha bem realizada, diminui o risco de aparecimento deste mal que acarreta

enormes prejuízos. Desta forma, existem normas que devem ser seguidas para que tenhamos um manejo correto:

1° - Começamos com a lavagem do úbere com água corrente para retirar o excesso de

sujeira, principalmente nas tetas. Em seguida deve-se enxugar com papel toalha;

2° As mãos do ordenhador deverão ser lavadas com água e sabão para evitar contaminação dos animais;

3° A ordenhadeira deve estar regulada e as peças em perfeito estado, sem acúmulo de

sujeira, que poderá ser fonte de contaminação.

4° Deve-se realizar o teste "CMT" mensalmente, para detecção de mamite subclínica,

pois é um indicativo para o nível sanitário do rebanho.

5° A cada ordenha deve-se realizar o teste com a caneca telada ou de fundo escuro, para

detecção de mamite clínica. Se o animal apresenta-se positivo a este teste, não deve ser ordenhado mecanicamente. Deverá ser levado a outro local e ser ordenhado a mão e o leite não deve ser despejado no recinto do curral.

6° A ordenha deve ser contínua e bem feita, para que não haja traumatismos e nem

interrupção da descida do leite.

7° Ao final da ordenha, o quanto antes, deve ser usada uma solução iodo-glicerinada para

a prevenção da mamite.

Vacas que apresentam mamites incuráveis, mesmo que seja em um só quarto, devem

ser

eliminadas do rebanho, pois tornam-se transmissoras da doença.

OBS.: Em rebanhos controlados, deve ser realizado antibiograma semestral, para a escolha do antibiótico mais eficaz a ser utilizado.

As vacas em final de lactação deverão ser secas completamente antes de serem levadas ao

pasto de descanso dessa categoria.

antes de serem levadas ao pasto de descanso dessa categoria. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS Para produzir, a vaca

EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS

Para produzir, a vaca tem que sintetizar os compostos que fazem parte do leite, precisa mobilizar nutrientes do próprio corpo e ter sua atividade metabólica alterada. Por esses motivos é que a alimentação, a saúde e o bem-estar do animal são fatores muito importantes para se obter leite de uma vaca leiteira. O bom trato da vaca deve ser

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caracterizado pelo esforço de oferecer ao animal tudo que ele necessita, para que dê em troca bezerros e leite, que serão vendidos para a formação da receita bruta da fazenda.

Preste atenção nos seguintes pontos para saber se a vaca está sendo bem manejada:

1) Após o parto, a boa vaca perde peso, porque tem a necessidade de retirar nutrientes de seu corpo para ajudar na secreção do leite. Por esse motivo é essencial que, antes do parto, esteja com boas reservas corporais, o que se consegue alimentando bem a vaca durante toda a lactação anterior.

2) Se depois da parição a vaca for bem alimentada, o cio deve retornar de 1 a 2 meses e, mesmo emagrecendo as funções reprodutivas estarão bem restabelecidas. A manutenção do bezerro mamando tende a retardar a volta ao cio, mas não impede seu aparecimento dentro de um período de 3 meses.

3) O período adequado para o fornecimento de ração é no início da lactação época em que

a vaca é mais eficiente, produz mais leite e precisa receber um ajuda. Se o alimento

volumoso for de boa qualidade , basta fornecer um quilo de ração para cada 3 litros de leite produzidos.

4) Combata bernes, carrapatos, vermes e procure oferecer à vaca, água e sombra para repouso. Não faça o animal correr, para economizar energia e evite caminhadas muito longas. O bem-estar é importante para a produção de leite. Faça com o Médico Veterinário um bom programa sanitário para o rebanho.

5) Forneça sal mineral de boa qualidade durante todo o ciclo e, se possível procure forçar

a ingestão desse suplemento, colocando quantidades especificadas nas rações ou sob qualquer alimento disponível no cocho.

EXIGÊNCIAS DIÁRIAS DE UMA VACA PESANDO 500 KG Produção ( l ) Consumo de matéria
EXIGÊNCIAS DIÁRIAS DE UMA VACA PESANDO 500 KG
Produção ( l )
Consumo de matéria seca (kg )
Proteína Bruta ( kg)
NDT (kg)
Ca (g)
P (g)
10
11,5
1,232
6,72
44
32
15
12,5
1,632
8,22
57
41
20
14,0
2,032
9,72
70
50
25
15,5
2,432
11,22
83
59
30
17,0
2,832
12,72
96
67
15,5 2,432 11,22 83 59 30 17,0 2,832 12,72 96 67 CONTROLE LEITEIRO A caracterização de

CONTROLE

LEITEIRO

A caracterização de uma fazenda boa produtora de leite só pode ser feita se o fazendeiro controlar quanto e como a vaca produz. Olhando ou examinando a matriz, não existe a possibilidade de saber a sua capacidade. O conhecimento de sua maior produção é essencial para avaliar o animal. O controle leiteiro é uma medida eficaz para conhecer, avaliar e tratar cada vaca, porque:

1) Pesando o leite todo mês, pode-se verificar não só a qualidade, mas também se a vaca é

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capaz de segurar o leite por pouco ou muito tempo.

2) Torna-se possível identificar a persistência de produção, que é uma característica das mais importantes da vaca leiteira, pois, sendo alta, garante a produção elevada e período de lactação mais longo.

3) A persistência é uma característica genética e cada animal apresenta uma característica própria de produzir e, assim sendo, não há necessidade de oferecer uma nova chance às vacas que não conseguem segurar o leite com o passar do tempo.

4) As vacas com boa persistência são também boas produtoras e, por isso, merecem receber um trato especial para que possam também reproduzir e, assim, participar de maneira mais eficiente no processo produtivo.

5) As vacas de baixa persistência, caracterizadas pelo controle leiteiro, devem ser descartadas do rebanho.

6) Colete todos os dados, guarde-os para haver possibilidade de calcular a produção e analisar o comportamento da vaca durante a lactação.

7) Na ocasião de seleção, o conhecimento das produções auxilia as decisões para a venda ou manutenção das vacas no rebanho da fazenda.

a venda ou manutenção das vacas no rebanho da fazenda. EXIGÊNCIAS EM MICRONUTRIENTES EXIGÊNCIAS EM

EXIGÊNCIAS EM MICRONUTRIENTES

EXIGÊNCIAS EM MICRONUTRIENTES POR VACAS LEITEIRAS Produção Mg S (g) Mn (g) Cu (g) Zn
EXIGÊNCIAS EM MICRONUTRIENTES POR VACAS LEITEIRAS
Produção
Mg
S (g)
Mn (g)
Cu (g)
Zn (g)
Co
I (mg)
Se
(l)
(g)
(mg)
(mg)
10
23
23
0,40
0,115
0,40
1,20
5,7
1,20
15
25
25
0,50
0,125
0,50
1,25
6,2
1,25
20
28
28
0,56
0,140
0,56
1,40
7,0
1,40
25
31
31
0,62
0,155
0,62
1,55
7,7
1,55
30
34
34
0,68
0,170
0,68
1,70
8,5
1,70
7,7 1,55 30 34 34 0,68 0,170 0,68 1,70 8,5 1,70 CRESCIMENTO IDEAL DE NOVILHAS http

CRESCIMENTO IDEAL DE NOVILHAS

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Para você acompanhar o desenvolvimento das novilhas, faça a comparação da idade com o peso, de acordo com as tabelas abaixo. As tabelas mostram as raças grandes e pequenas, ficando as raças médias entre as duas.

CRESCIMENTO IDEAL DE FÊMEAS LEITEIRAS PARA PARIÇÃO AOS 24 MESES. RAÇAS GRANDES.

CRESCIMENTO DE NOVILHAS PARA PARIÇÃO AOS 27 MESES. RAÇAS GRANDES.

Idade

Peso

Ganho diário (g)

Idade

Peso (kg)

Ganho diário (g)

(meses)

(kg)

(meses)

Nasc.

40

-

Nasc.

40

-

1

52

400

1

52

400

2

69

550

2

69

550

4

100

680

4

100

580

6

145

750

6

133

550

8

190

750

8

166

550

10

235

750

10

199

550

12

280

750

12

232

550

14

325

750

14

265

550

 

Cobrição 15 meses

16

298

550

16

370

750

18

331

550

18

415

750

Cobrição

20

460

750

20

375

740

22

505

750

22

419

740

 

Parição 24 meses

24

463

740

24

550

750

26

507

740

 

Parição 27 meses

 

27

551

740

CRESCIMENTO IDEAL DE FÊMEAS LEITEIRAS PARA PARIÇÃO AOS 24 MESES. RAÇAS PEQUENAS.

CRESCIMENTO DE NOVILHAS LEITEIRAS PARA PARIÇÃO AOS 27 MESES. RAÇAS PEQUENAS.

Idade

Peso

Ganho diário (g)

Idade

Peso (kg)

Ganho diário (g)

(meses)

(kg)

(meses)

Nasc.

25

-

Nasc.

25

-

1 36

360

1

36

360

2 48

400

2

48

400

BOVINOCULTURA DE LEITE

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4 77 480 4 77 480 6 110 550 6 107 500 8 146 600
4
77
480
4
77
480
6
110
550
6
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500
8
146
600
8
137
500
10
182
600
10
167
500
12
218
600
12
197
500
14
254
600
14
227
500
Cobrição 15 meses
16
257
500
16
293
650
18
290
500
18
332
650
Cobrição
20
371
650
20
323
550
22
410
650
22
356
550
24
449
650
24
389
550
Parição 24 meses
26
422
550
Parição
24 389 550 Parição 24 meses 26 422 550 Parição FORMAÇÃO E MANEJO DE PASTAGENS Uma

FORMAÇÃO E MANEJO DE PASTAGENS

Uma forragem que cresce em solo pobre também é pobre e não agüenta um número elevado de animais por unidade de área. Adotando um conceito diferente, os níveis de produtividade começam a ser definidos pela fertilidade do solo destinado às pastagens. Para a formação de um bom pasto, faça o seguinte:

1) Analise o solo, aplique calcário e prepare a gleba com capricho na época adequada. Antes, mate formigas e cupins, não se esquecendo da vizinhança.

2) Escolha a espécie a ser plantada. Se usar capim elefante ou colonião, os resultados serão melhores, porque são forragens de alta produção. A área a ser formada será pequena e os custos de formação reduzidos.

3) Utilize análise de solo para definir como adubar e que quantidade de fertilizante deve ser aplicada no solo, antes e durante o plantio.

4) Espere a chegada das chuvas para garantir um bom estabelecimento dos pastos.

5) Se o plantio for de capim elefante, escolha mudas de 90 a 120 dias de idade, com gemas protuberantes e sem brotação. Não retire as palhas que envolvem os colmos.

6) Faça sulcos com

10

a

15 cm de profundidade e espaçados de 80 cm a 1 metro e

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distribua o adubo de plantio no fundo. Coloque 10 a 15 gemas por metro linear e cubra as mudas com 5 cm de terra.

7) Para semeadura do colonião, o solo deve estar bem destorrado para permitir o bom contato da semente com a terra. Adquira sementes certificadas para garantir um bom estabelecimento do pasto. A quantidade de semente utilizada depende do valor cultural.

8) A semeadura deve ser superficial, pode ser feita a lanço ou preferencialmente com semeadura de pasto com espaçamento de 15 a 20 cm entre linhas. Somente o adubo fosfatado de plantio pode ser misturado - ou não - com a semente.

9) A compactação do solo após a semeadura é de importância fundamental, deve ser feita com a finalidade de proporcionar maior contato do solo com a semente, utilizando-se rolos de concreto, de pneus ou do próprio trator. Não use grade para cobrir a semente.

10) O pasto estando bem formado, pode começar a ser utilizado de 45 a 60 dias após o plantio. O início requer cuidados especiais, adequando o uso ao manejo recomendado para a espécie a ser utilizada.

A adubação de plantio de capim elefante e de capim colonião-400 a 600 kg de superfosfato simples/ha.

TABELA DE CATEGORIA ANIMAIS CORRESPONDENTE A UNIDADES ANIMAIS (UA) PARA CÁLCULO DA LOTAÇÃO EM PASTAGENS:

- 1 Touro - 1,5 UA 1 vaca - 1 UA Novilhas 0 a 1 ano - 0,5 UA

Novilhas 1 a 2 anos - 0,75 UA Novilhas 2 a 3 anos - 1 UA

Uma vez que os pastos foram bem estabelecidos, deve-se agora utilizá-los de maneira correta e racional, a fim de manter níveis ótimos de fertilidade do solo, evitando a sua degradação e contando com eles para sempre. Um bom pasto significa produção econômica e lotações elevadas por unidade de área.

Para um bom manejo siga as seguintes recomendações:

1) O pastejo rotativo possibilita o uso uniforme da gleba, garante ao animal forragem de alta qualidade e possibilita tempo de recuperação para a planta. Use cerca elétrica para dividir a gleba com economia. Cada espécie forrageira tem período ideal de repouso após cada pastejo.

2) No início do período chuvoso, deve-se estabelecer uma altura de pastejo de 30 a 40 cm para o capim elefante e de 20 a 30 cm para o colonião, de maneira a estabelecer uma base para o chamado "pastejo alto". Com essa proposta, procura-se eliminar os pontos de crescimento dos perfilhos.

3) A uniformização do pastejo depende do número de animais por unidade de área. Recomenda-se iniciar com o oferecimento de 60 a 70 m 2 de pasto por vaca/por dia de pastejo. Realizar o ajuste de maneira que, após o pastejo, ainda existia um pouco de folhas no perfilho.

4) Verifique se houve eliminação do ponto de crescimento e se a altura do pasto não está acima de 30-40 cm. Havendo necessidade, acerte a altura com uso de facão.

5) Logo após a saída dos animais, adube o pasto com N-P-K somente no período de

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outubro a março; não há necessidade de esperar a chuva para adubar.

6) Na seca, a produção do pasto pasto cai, havendo necessidade de suplementação com volumoso. Mesmo assim, continue utilizando os pastos com um número menor de animais ou por menor tempo.

7) Providencie água, sal mineral e sombra para os animais em pastejo, destinando uma área fora dos piquetes para tal fim.

8) No início das chuvas do ano seguinte, rape e adube um piquete por dia.
8) No início das chuvas do ano seguinte, rape e adube um piquete por dia. Só use
roçadeira se o piquete estiver muito alto e a touceira muito densa. Obedeça o período de
descanso para iniciar o uso de cada piquete.
CAPIM ELEFANTE
Período
de
ocupação
=
1
2
dias
dia
Período
de
descanso
=
45
45
dias
dias
Número
de
piquetes
=
23
46
CAPIM COLONIÃO
Período
de
ocupação
=
1
2
dias
dia
Período
de
descanso
=
35
35
dias
dias
Número
de
piquetes
=
18
36
NÍVEIS DE FERTILIDADE DO SOLO QUE DEVEM SER MANTIDOS
V = 60-70%
K= 4-6% DA CTC
P= mínimo de 15 ppm
MANTIDOS V = 60-70% K= 4-6% DA CTC P= mínimo de 15 ppm CONTROLE DE DOENÇAS

CONTROLE DE DOENÇAS E PARASITAS

VACINAÇÕES

O

estado sanitário do rebanho deve ser mantido o melhor possível, assim devemos utilizar

as

vacinas, as quais são ótimos aliados na prevenção das doenças.

Começando com a vacina contra agentes da febre aftosa, que deverá ser aplicada a partir dos 3 meses e repetida a cada 4 meses . A vacina contra os agentes do carbúnculo sintomático ou manqueira, deve ser aplicada a partir dos 2 meses de idade e repetida a cada 6 meses até os 2 anos de idade. Contra a leptospirose, de 6 em 6 meses, no gado adulto, e contra a brucelose, deverá ser feita nas fêmeas na idade entre 3 a 8 meses no

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gado mestiço e entre 3 a 6 meses no gado puto. Outras vacinações deverão ser realizadas somente em caso de surto.

VERMINOSE

O combate a verminose deverá ser realizado em animais jovens até os 2 anos de idade,

com quatro aplicações de produto de amplo espectro, sendo 3 aplicações ma época seca (abril, julho e setembro), e uma de segurança na época das águas (dezembro). Os animais adultos devem receber duas aplicações, sendo uma em abril e outra em setembro.

HEMOPARASITAS

Grandes prejuízos tem sido atribuídos aos agentes causadores da Tristeza parasitária. A convivência com esses agentes, nos torna atentos aos primeiros sintomas, pois são doenças que de um modo geral acometem todos os animais. A partir do momento que ocorrem, quando medicados em tempo hábil, os animais recuperam-se e adquirem a condição de premunidos, passando a ter resistência aos agentes da doença. A premunição natural, por meio de um carrapateamento lento e crescente dos bezerros, desde cedo, permite que adquiram imunidade, sem sofrerem severamente com a doença.

adquiram imunidade, sem sofrerem severamente com a doença. ÌNDICES ZOOTÉCNICOS Somente com todos os índices

ÌNDICES ZOOTÉCNICOS

Somente com todos os índices zootécnicos na mão, seria possível detectar o que vai bem

e o que vai mal no seu rebanho. Ou melhor, eles irão dizer onde estão os erros e os

acertos no manejo e facilitar o seu trabalho no ajuste da reprodução e produção do seu

sistema.

No entanto é essencial que você faça todas as anotações das datas de cobrição, diagnóstico de gestação, data da desmama (secagem), controle leiteiro, data da parição e pesagem de animais em crescimento.

Fichas do Programa Itambé de Aumento da Produtividade do Rebanho Leiteiro, o SCRIIT (Sistema de Controle de Índices do Rebanho Leiteiro Informatizado Itambé) e também esta caderneta de campo podem auxiliar nessa tarefa.

E agora, com todas essas datas, vamos fazer cálculos:

1) INTERVALO ENTRE PARTOS (IP): é o tempo que decorre entre duas parições de uma vaca. Para calcular o intervalo entre partos, faça a diferença, em dias, entre as datas dos dois partos. Você pode ser auxiliado pela seguinte fórmula:

B 1 = A 1 X 365 + M 1 X 30 + D 1

30 + D 2

IP = B 2 - B 1

B 2 = A 2 X 365 + M 2 X

A 1 = Ano do parto 1 A 2 = Ano do parto 2 M 1 = Mês do parto 1 M 2 = Mês do parto

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2 D 1 = Dia do parto 1 D 2 = Dia do parto 2 IP = Intervalo entre partos.

Após calcular os intervalos entre partos ocorridos num determinado mês, tire a média daquele mês e transfira os números para o mês correspondente no painel de controle de índices zootécnicos.

2) PERÍODO DE SERVIÇO: é o tempo que uma vaca gasta para emprenhar após uma parição. Calcule o número de dias entre as datas de parição e a data de cobrição em que realmente houve prenhês num determinado mês, tire a média e transfira o número para o painel de controle. Para seu auxílio, utilize a fórmula do item 1.

3) PERÍODO DE LACTAÇÃO: é o tempo que uma vaca permanece dando leite até secar . Calcule o número de dias entre as datas de parição e secagem, tire a média de todas as lactações encerradas naquele mês e transfira para o painel de controle. Para seu auxílio, utilize a fórmula do item 1.

4) IDADE DAS NOVILHAS AO 1° PARTO: é o tempo que decorre entre o nascimento da novilha e seu primeiro parto. Calcule o número de dias entre as datas de nascimento e primeiro parto, tire a média de todas as novilhas que tiveram parto num determinado mês e transfira para o painel de controle. Para seu auxílio, utilize a fórmula do item 1.

5) PRODUÇÃO DE LEITE NA LACTAÇÃO: é o total de leite que uma vaca produz numa lactação. Tire a média de todas as lactações encerradas num determinado mês e transfira para o painel de controle.

6) PRODUTIVIDADE DE ATIVIDADE LEITEIRA: é o total de leite produzido na propriedade num ano, dividido pela área que está sendo efetivamente utilizada no processo de produção de leite (pastagens + cana-de-açúcar + silagem + feno, etc). Faça estes cálculos todos os meses e acompanhe as melhorias que estão ocorrendo na propriedade.

7) PORCENTAGEM DAS VACAS EM LACTAÇÃO: é o número de vacas, que estão dando leite, dividido pelo número total de vacas no rebanho.

ÍNDICES IDEAIS Intervalo entre 12 meses partos Período de serviço 83 dias máximo Período de
ÍNDICES IDEAIS
Intervalo
entre
12
meses
partos
Período
de
serviço
83
dias
máximo
Período
de
10
meses
lactação
Porcentagem
das
vacas
em
83%
lactação
Produtividade
da
atividade
4.000 a 10.000 litros de leite / hectare / ano
leiteira
Idade das novilhas ao 1° parto
24 meses

BOVINOCULTURA DE LEITE

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BOVINOCULTURA DE LEITE Pág ina 11 de 15 FLUXO DE CAIXA Depois de ter calculado todos

FLUXO DE CAIXA

Depois de ter calculado todos os índices zootécnicos e de produtividade da fazenda, é importante, agora, avaliar a rentabilidade da propriedade de forma geral. Faça isto anotando suas receitas e despesas mês a mês, junto com o saldo mensal acumulado.

Cada item está indicado nos quadros a seguir.

Após fazer as anotações corretamente, será possível saber onde realmente estão seus gastos e se
Após fazer as anotações corretamente, será possível saber onde realmente estão seus
gastos e se eles estão corretos e coerentes, pois o gasto com cada setor da produção tem
uma certa porcentagem sobre o total.
FLUXO DE CAIXA
MÊS
MÊS
MÊS
MÊS
1-
RECEITAS
1.1. Venda de leite
1.2. Venda de animais
1.3. Outras receitas
TOTAL DA RECEITA
2-
DESPESAS
2.1. Mão de obra
2.2.Combustíveis e lubrificantes
2.3.
Horas de máquinas
2.4.
Manutenção
de
equipamentos
2.5. Rações e minerais
2.6. Medicamentos
2.7. Adubos - pastagens
2.8. Adubos - outras culturas
2.9. Inseticidas
-
herbicidas
-
inseticidas
2.10. Construções

BOVINOCULTURA DE LEITE

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2.11. Inseminação artificial 2.12. Energia elétrica 2.13. Compra de animais 2.14. Outras despesas TOTAL DAS
2.11. Inseminação artificial
2.12. Energia elétrica
2.13. Compra de animais
2.14. Outras despesas
TOTAL DAS DESPESAS
SALDO DO MÊS
SALDO ACUMULADO
despesas TOTAL DAS DESPESAS SALDO DO MÊS SALDO ACUMULADO CUIDADOS COM A VACA GESTANTE Na formação

CUIDADOS COM A VACA GESTANTE

Na formação do colostro, que começa algum tempo antes do parto, é necessário vacinar contra os agentes da Pneumoenterite, para que haja produção de anticorpos. Estes anticorpos passarão para o bezerro após o nascimento através do colostro, que é um alimento rico e de extrema necessidade para toda vida animal.

Estando a vaca gestante, observamos o animal mais lento e pesado. Neste caso é preciso que haja um pasto maternidade para diminuir esforços e riscos. O pasto deverá ter água de fácil acesso e cocho para dar algum tipo de concentrado.

CUIDADOS NO PARTO

É importante observar se o parto ocorreu de forma normal ou não, para procedermos da

maneira mais correta possível. Esta observação ajuda na recuperação mais rápida do

animal. Consequentemente , teremos animais mais produtivos e com menores gastos. Assim poderemos ter vários tipos de parto, como por exemplo:

- parto normal

- parto com lesão de vulva

- parto ajudado

- parto com retenção de placenta

- parto distócico

A partir destas observações, o veterinário poderá tomar as providências necessárias para a

boa conduta desta atividade.

CUIDADOS COM O RECEM-NASCIDO

Quanto mais cedo for feito o curativo no umbigo, melhor será para evitar o aparecimento de transtorno para o bezerro. O umbigo do recém-nascido é uma porta de entrada para germes, de muita importância para a saúde do animal. Logo após o nascimento do bezerro, o umbigo deve ser cortado no tamanho de aproximadamente 3 cm, com tesoura

BOVINOCULTURA DE LEITE

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desinfectada. Este curativo deve ser feito com álcool iodado, de preferência sendo realizado com o animal de barriga para cima. Deve ser repetido até que o umbigo fique seco e caia.

O colostro deve ser fornecido o mais cedo possível, para o recém-nascido. Caso seja

possível, deve-se deixar o bezerro com a mãe nas primeiras 24 horas, sem esgotar o colostro, e interferir somente se o bezerro não conseguir mamar, fornecendo-lhe o colostro no balde, na quantidade de 2 litros pela manhã e 2 litros pela tarde.

CUIDADOS COM O BEZERRO

Em bezerreiros, é importante manter o local seco e limpo, e desinfectá-lo quinzenalmente até a altura de 1,5 metros.

Em abrigos individuais, o manejo é mais fácil, uma vez que pode ser trocado de lugar quando houver necessidade. Quando o bezerro for desmamado, deve-se desinfectar o abrigo, para receber outro recém-nascido.

Tanto para o bezerreiro quanto para os abrigos individuais, é de extrema importância a conservação sem umidade e excesso de matéria orgânica.

Deve-se vacinar os bezerros contra os agentes da Pneumoenterite aos 15 dias de vida e repetir aos 45 dias.

Pneumoenterite aos 15 dias de vida e repetir aos 45 dias. CUIDADOS NA ORDENHA A mamite

CUIDADOS NA ORDENHA

A mamite é um dos pontos de estrangulamento dos mais importantes da atividade leiteira.

A ordenha bem realizada, diminui o risco de aparecimento deste mal que acarreta

enormes prejuízos.Desta forma, existem normas a serem seguidas para se ter um manejo

correto:

1) Começando com a lavagem do úbere com água corrente para retirar o excesso de sujeira, principalmente nas tetas. Em seguida deve-se enxugar com papel toalha.

2) O ordenhador deve lavar sua mãos com água e sabão para evitar a contaminação dos animais.

3) A ordenhadeira deve ser regulada e as peças em perfeito estado, sem acúmulo de sujeira, que poderá ser fonte de contaminação.

4) Deve-se realizar o teste " CMT " mensalmente, para detecção de mamite subclínica, pois é um indicativo para o nível sanitário do rebanho.

5) A cada ordenha deve-se realizar o teste com a caneca telada ou de fundo escuro, para detecção de mamite clínica. Se o animal apresenta-se positivo a este teste, não deve ser ordenhado mecanicamente. Deverá ser levado a outro local e ser ordenhado a mão e o leite não deve ser despejado no recinto do curral.

BOVINOCULTURA DE LEITE

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6) A ordenha deve ser contínua e bem feita, para que não haja traumatismos e nem interrupção da descida do leite.

7) Ao final da ordenha, o quanto antes, deve ser usada uma solução iodo-glicerinada para a prevenção da mamite.

8) As vacas que apresentam mamites incuráveis, mesmo que seja em um só quarto, devem ser eliminadas do rebanho, pois tornam-se transmissoras da doença.

Em rebanhos controlados, deve ser realizado antibiograma semestral, para a escolha do antibiótico mais eficaz a ser utilizado. As vacas em final de lactação deverão ser secas completamente, antes de serem levadas ao pasto de descanso dessa categoria.

CALENDÁRIO DE CONTROLE SANITÁRIO DO REBANHO ATIVIDADE JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO
CALENDÁRIO DE CONTROLE SANITÁRIO DO REBANHO
ATIVIDADE
JAN
FEV
MAR
ABR
MAI
JUN
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AGO
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Limpeza
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desinfecção
das
instalações
Cura do umbigo
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Vacina
contra
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paratifo
Controle
de
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ectoparasitas
Controle
de
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mamite "CMT"
Exame
com
caneca telada
T
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S
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Controle
de
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verminose
Vacina aftosa
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Vacina
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manqueira
Vacina
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brucelose
Teste brucelose
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Teste
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tuberculina
tuberculina

Elaborado: Antonio Domingues de Souza ( Médico Veterinário)

Fonte: Deparetamento Técnico - Emater-MG E-mail: detecger@emater.gov.br Telefone: (031) 349.8070 / Fax: (031) 296.4990

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