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IANDÉ

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Aleph

V / VII

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Olá leitor(a),

Nós somos o grupo Iandé ***, representamos uma grande equipe, um grupo de consciências universais livres, em marcha por todo o universo.

Não possuímos uma sede na esfera física do planeta, todos os contatos entre os membros são realizados de forma livre. Dentro da nossa corrente temos diversos membros ‘em ação’ e, os que assim desejar, também podem fazer parte do grupo (informe-se na última pag.), seja você também um de nós.

Esse livreto é parte de uma série que abordará assuntos de interesse geral, em sua maioria, assuntos que os meios de comunicação não tem interesse em divulgar.

A cada livreto (procure o próximo com quem lhe forneceu o anterior), será

fornecido material de estudo envolvendo a evolução humana e seu habitat natural sobre quatro aspectos; científico, político, filosófico e espiritual.

Sempre que possível, iremos fornecer a fonte do texto, bem como, suas referências.

Iandé *** em nenhum momento tomará partido. O nosso papel é apenas fornecer os materiais, a sua maioria já de domínio público.

Não afirmamos que os materiais fornecidos sejam considerados verdadeiros ou falsos, apenas direcionamos a informação, caberá sempre ao leitor a avaliação.

Que esse material seja apenas o início de seus estudos, aproveite os bons tempos de “liberdade de imprensa” e principalmente, os bons tempos da Internet.

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As correntes de Iandé manifestam-se de acordo com a necessidade de cada local, com a mascará necessária, por todo o planeta.

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Pesquise! Negue! Compare! Aceite! Esqueça! Aprenda! passe para o próximo assunto.

***

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Iandé 2º período *** Projeto Khubilgan 447

Iandé

2º período ***

Iandé 2º período *** Projeto Khubilgan 447

Projeto Khubilgan

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Temas que serão abordados:

A Sociedade Thule e Adolf Schicklgruber

A Colônia Tibetana em Berlin

Vivendo e Morrendo Conscientemente

666

Cidades Espirituais

Egrégoras

Viagem Astral

Corpos Espirituais

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AAAA SociedadeSociedadeSociedadeSociedade ThuleThuleThuleThule eeee AdolfAdolfAdolfAdolf SchicklgruberSchicklgruberSchicklgruberSchicklgruber

Por: Jan van Helsing

Por: Jan van Helsing Para dar melhor esclarecimento sobre o “ terceiro Reich

Para dar melhor esclarecimento sobre o “terceiro Reich” envolto em mistério

e sobre o papel desempenhado por Adolf Hitler, devo voltar um pouco mais longe no tempo.

Como alemães, estamos sem cessar associados ao terceiro Reich por toda a parte no mundo e particularmente após os últimos ataques contra os focos dos que pedem asilo político.

Entretanto, poucas pessoas conhecem os verdadeiros motivos de então. Ouve-se por toda parte falar da “doutrina de raça da elite ariana e das

câmaras de gás para os judeus”, mas ninguém conhece a origem desses fatos. Nos livros escolares, fala-se aos alunos do malvado Adolf Hitler, que sustentado por uma propaganda bem organizada e pela hipnose das massas,

é segundo todas as aparências o único responsável por esses acontecimentos.

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Mas ninguém fala de quem ele obteve sua ideologia, nem quem o colocou nessa posição e principalmente por quem ele era financiado.

Os livros que poderiam desvendar essas coisas foram voluntariamente tirados pelos Aliados e foi até mesmo proibido lê-los. Isso contribuiu também para manter até nossos dias uma sombra de misticismo sobre o passado dos alemães. Por isso penso que é muito necessário esclarecer o que ficou oculto, mesmo se as teses dos SS possam parecer para muitos como inacreditáveis. Encontrareis aqui “verdadeiro material” para ser discutido.

Entre 1880 e 1890, muitas personalidades e, entre elas, algumas das cabeças mais eminentes da Inglaterra, encontraram-se para formar “A Ordem Hermética da Aurora Dourada” (The Hermetic Order of the Golden Dawn).

Os membros da Golden Dawn eram recrutados, em primeiro lugar, na Grande loja da Franco-maçonaria inglesa (loja-mãe) e na Ordem dos Rosa-cruzes.

A Golden Dawn era, de qualquer forma o ponto alto da franco-maçonaria esotérica inglesa dessa época e constituía seu núcleo mais íntimo e o mais secreto. Entre outros membros encontrava-se:

Florence Farr; W. B. Yeats, prêmio Nobel de literatura: Bram Stoker (autor do Drácula); Gustav Meyrink (autor dos livros “O Golem” e “O Rosto Verde”); Aleister Crowley (o mago mais conhecido nestes últimos 100 anos, fundador da Igreja Thelema e franco-maçom do 33.º grau do Rito Escocês); Rudolf Steiner (escritor e filósofo, fundador da antropossofia - “que constitui uma cisão da teosofia”) , franco-maçom do 33.º grau do Rito Escocês, dirigente da “Sociedade Teosófica” na Alemanha, grão-mestre da ordem dos Iluminados, Ordo Templi Orientis (OTO) e grão-mestre do ramo Mysteria Mystica Eterna.

grão-mestre da ordem dos Iluminados, Ordo Templi Orientis (OTO) e grão-mestre do ramo Mysteria Mystica Eterna.

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Ele saiu, entretanto, mais tarde da Golden Dawn por divergências de pontos de vista. Steiner recusou aceitar no Golden Dawn o ocultista Trebisch- Lincoln; isso foi-lhe cobrado mais tarde.

Em 1917, as seguintes pessoas encontraram-se em Viena: o ocultista barão Rudolf von Sebottendorf, o discípulo de Gurdjieff, Karl Haushofer, o aviador de combate Lothar Waiz, o prelado Gernot da Sociedade dos Herdeiros dos Templários Societas Templi Marcioni e Maria Orsitsch (Orsic), uma médium de Zagreb. Essas pessoas tinham estudado muito as doutrinas e os rituais do Golden Dawn e estavam particularmente bem informadas das lojas secretas asiáticas.

Sebottendorf e Haushofer, em particular, eram viajantes experimentados da Índia e do Tibete, muito aprofundados nas doutrinas e mitos desses países. Haushofer manteve contatos durante a Primeira Guerra com uma das mais influentes sociedades secretas da Ásia, a dos “Barretes Amarelos”.

Essa foi fundada em 1409 pelo reformador budista Tsongkhapa. Haushofer lá foi iniciado e jurou suicidar-se se sua “missão” malograsse. Em seguida a esses contatos, comunidades tibetanas formaram-se na Alemanha dos anos 20.

Durante as reuniões em Viena, os quatro jovens esperavam aprender alguma coisa sobre os textos de revelações secretas dos templários como também sobre a confraria secreta “Os Mestres da Pedra Negra”. O prelado Gernot pertencia à Sociedade dos Herdeiros dos Templários, que no meu conhecimento, é a única verdadeira sociedade templária.

à Sociedade dos Herdeiros dos Templários, que no meu conhecimento, é a única verdadeira sociedade templária.

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Tratava-se dos sucessores dos templários de 1307 que transmitiram seus segredos de pai para filho - até hoje. O prelado Gernot falou-lhes sobre a vinda de uma nova era, da passagem da era de Peixes para a era de Aquário.

Lá se falava sobre o fato de nosso ano solar, correspondendo com as doze revoluções da lua, está dividido em doze meses, assim como a revolução do nosso sol ao redor do grande sol central (o sol negro do qual falam os antigos mitos) está dividido em doze partes. É tudo isso, sem esquecer a precessão do movimento cônico da Terra sobre si mesma devido à inclinação de seu eixo, que determina as eras.

Segundo esses dados, um “mês cósmico” dura 2.155 anos, um “ano cósmico” dura perto de 25.860 anos. Pelo dito dos templários, nós estamos não somente nas portas de uma nova era (como é o caso a cada 2.155 anos), mas também no fim de um ano cósmico e nas portas de outro. Tendo completado seus 25.860 anos, a Terra recebe os últimos fracos raios da era de Peixes antes de entrar na era de Aquário sob fortes ‘radiações’.

Ela deixa, segundo a definição indo-ariana, a época do Kali-Yuga, a era do pecado. Todas as mudanças de eras conduziram a turbulências políticas, religiosas, sociais e mesmo geológicas de grande amplitude. Essa fase de transformação da antiga para a nova idade é designada na doutrina da Mesopotâmia de “três passos duplos de Marduk”.

É um lapso de 168 anos no meio do qual é esperado na Terra a chegada do

raio Ilu, do raio divino.

Após sábios cálculos, os templários designaram o dia 4 de fevereiro de 1962 como data do aparecimento desse raio.

Foi assim que foi conhecida a data correspondente à metade deste período de transformação de 168 anos e que os acontecimentos particularmente importantes foram previstos para os anos 1934 e 1990.

Podemos supor que o assunto principal da conversa entre as pessoas acima mencionadas se referia o subentendido em uma passagem do Novo Testamento de Mateus 21:43, onde Jesus se dirige aos judeus: “o reino de Deus vos será retirado e dado a outro povo que produzirá frutos”.

O texto original completo a esse respeito que se encontra nos arquivos da

Societas Templi Marcioni fala disso de uma maneira bem mais clara:

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De fato, Jesus disse concretamente de qual “outro povo” se trata, pois ele fala aos germânicos que serviam numa legião romana e lhes disse que esse será o seu povo. Foi isso que Sebottendorf e seus amigos quiseram definitivamente saber: o povo germânico, portanto, alemão, teria a missão de criar um reino de luz sobre a Terra. Anunciaram que o raio penetraria a Terra no monte Untersberg, perto de Salzburgo.

No final de setembro de 1917, Sebottendorf encontrou-se com os membros da sociedade “Os Mestres da Pedra Negra” no monte Untersberg para receber o poder da pedra violeta-negra nome no qual a sociedade secreta se inspirou.

“Os Mestres da Pedra Negra”, procedentes em 1221 da sociedade dos templários marcionistas e dirigidos por Hubertus Koch, tinham por meta combater o mal neste mundo e de participar da construção do reino de luz de Cristo. Essa força sombria(?) que era preciso combater havia se manifestado no pretendido “Antigo Testamento” da Bíblia como sendo “Deus”, através de Moisés e de outros médiuns. Yahvé se dirige assim a Abrahão com as palavras hebraicas Ani ha El Shaddai traduzido por Eu sou El Schaddai - “o grande anjo caído” (Schaddai El) - o Satã (ver a tradução original da Bíblia, Gênesis 17:1).

Sebottendorf havia encontrado resposta para sua pergunta: El Schaddai, o Deus do Antigo Testamento, foi o corruptor, o adversário de Deus. Seus adeptos participavam portanto da destruição da terra, da natureza, dos seres humanos. Eram os hebreus - o povo judeu. Jesus o explica sem rodeios no Evangelho de João 8:30-45, quando ele disse aos judeus:

Responderam-lhe (os judeus): “Nosso pai é Abraão”. Disse-lhes Jesus: Se sois filho de Abraão, praticai as obras de Abraão. Vós, porém, procurais matar-me, a mim, que vos disse a verdade que ouvi de Deus. Isso, Abraão não fez! Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe então: “Não nascemos da prostituição; temos só um pai: Deus”.

Disse-lhes Jesus: “Se Deus fosse vosso pai, vós me amaríeis, porque saí de Deus e venho dele; não venho por mim mesmo, mas foi ele que me enviou. Por que não reconheceis minha linguagem? É porque não podeis ouvir minha palavra. Tendes por pai o Diabo, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade: quando ele mente, fala do seu próprio imo, porque é mentiroso e pai da mentira. Mas, porque digo a verdade, não credes em mim.”.

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Muitos perguntam sempre ingenuamente: Por que Hitler atacou precisamente os judeus? Espero que as linhas escritas acima esclareceram o leitor. Segundo a Sociedade Thule, de onde se originaram, mais tarde, o DAP, o NSDAP, os SS, etc., o povo judeu com a missão recebida pelo Deus Yahve do Antigo Testamento para “criar o inferno na terra” era a causa das guerras e das discórdias na terra.

As pessoas de Thule sabiam pertinentemente o que eram os sistemas bancários judeus, quer dizer, de Rothschild e companhia, assim como dos Protocolos dos Sábios de Sião. Eles sentiam-se como enviados, de acordo com a revelação de Sajaha, para combater esse povo e particularmente o sistema de lojas judias e de seus bancos a fim de criar o reino de luz na terra. (N.A.: como podeis verificá-lo, esses homens eram tão incapazes de combater as causas como seu mestre Jesus Cristo lhes havia ensinado, e de transformar o mundo por amor a si mesmo, à criação e de seu próximo - e o próximo pode pertencer a outra raça ou religião). Eles rejeitaram sua própria responsabilidade e a descarregaram sobre um culpado, Satã. Seu ódio tornou-os tão cegos que eles nem perceberam que estavam utilizando as mesmas armas que o pretendido Deus satânico Yahve que eles queriam combater. Essas pessoas deveriam, portanto, saber que a paz não se obtém fazendo a guerra.

Ao redor do barão Rudolf von Sebottendorf formou-se um círculo que passou da “ordem germânica” para a “Sociedade Thule” em 1918 em Bad Aihling.

Além das práticas da Golden Dawn tais como o tantrismo, ioga e as meditações orientais, eles se entregavam à magia, à astrologia, ao ocultismo, decifravam o saber dos templários e procuravam estabelecer uma ligação entre esses domínios e a política.

decifravam o saber dos templários e procuravam estabelecer uma ligação entre esses domínios e a política.

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A Sociedade Thule acreditava - segundo a revelação de Isaías - na vinda

de um Messias, “o terceiro Sargon”, que deveria trazer a glória e uma nova cultura ariana para a Alemanha.

Os membros, mais importantes, nomeados por Dietrich Bronder em seu livro Bevor Hitler kam (Antes da vinda de Hitler) e por E. R. Carmin em “Gurú Hitler” (idem) são os seguintes:

1. Barão Rudolf von Sebottendorf, grão-mestre da ordem;

2. Guido von List, mestre de ordem;

3. Jörg Lanz von Liebenfels, mestre de ordem;

4. Adolf Hitler, Führer, chanceler do Reich e chefe supremo da SS;

5. Rudolf Hess, adjunto do Führer;

6. Hermann Göring, marechal do Reich e chefe supremo da SS;

7. Heinrich Himmler, chefe da SS do Reich e ministro do Reich;

8. Alfred Rosemberg, ministro do Reich e dirigente dos nacionais-

socialistas;

9. Dr. Hans Frank, dirigente dos nacionais-socialistas e governador geral

da Polônia;

10. Julius Streicher, chefe supremo das SS e dirigente da região Francónia;

11. Dr. Karl Haushofer, general de brigada na reserva;

12. Dr. Goufried Feder, secretário de Estado aposentado;

13. Dietrich Eckart, chefe-redator do “Völkischer Beobachter”;

14. Berhard Stempfle, o confessor de Hitler e amigo íntimo;

15. Theo Morell, médico pessoal de Hitler;

16. Franz Gürtner, chefe da polícia de Munique;

17. Rudolf Steiner, fundador da doutrina antroposófica;

18. W. O. Schumann, doutor e prof da Fac. de Ciências de Munique;

19. Trebisch-Lincoln, ocultista e viajante do Himalaia;

20. Condessa Westrap; e demais outros

A Sociedade Thule dividiu-se, mais tarde, em dois ramos, o ramo esotérico

(Do grego esoteros, que significa interior.), do qual Rudolf Steiner fazia parte,

e o ramo exotérico (Do grego exoteros, que significa exterior.), do qual Hitler tomou, mais tarde, a direção.

Alguns autores afirmam que os exoteristas tinham, entre outros, travado debates judiciários e condenado seres humanos à morte. Em todo o caso, Hitler perseguiu, mais tarde Steiner e seus discípulos e condenou à morte aqueles que ele pode pegar.

Algumas das doutrinas capitais que marcaram fortemente a Sociedade Thule foram a religião germano-ariana Wihinai, elaborada pelo filósofo Guido von

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List, a glaciologia do mundo de Hans Horbiger e o cristianismo original dos adeptos de Marcion que se opôs ao Antigo Testamento.

O círculo mais íntimo, em todo o caso, tinha-se ligado contra os judeus do mundo inteiro e contra a franco-maçonaria e suas lojas.

Alguns autores pretendem, entretanto, que a Sociedade Thule, havia tido, além do mais, outra ideologia. Não quero tirá-la do leitor, mesmo que não se trate forçosamente de uma realidade inabalável. Que o leitor julgue sempre!

A História de “Thule” em poucas palavras:

“Última Thule”, tinha sido a capital do primeiro continente colonizado pelos arianos. Este chamava-se Hiperbórea e teria sido mais antigo que a Lemúria e a Atlântida (continentes submersos, habitados antigamente por grandes civilizações). Na Escandinávia, existe uma lenda a respeito de “Última Thule” esse país maravilhoso no grande norte onde jamais havia o pôr do sol, e onde viviam os ancestrais da raça ariana.

o pôr do sol, e onde viviam os ancestrais da raça ariana. Relevo egípicio com guerreiros

Relevo egípicio com guerreiros hiperbóreos em franca atividade.

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O continente “hiperbóreo” estaria situado no Mar do Norte e teria afundado por ocasião de uma época glacial. Supõe-se que seus habitantes vieram do sistema solar de Aldebaran, que é o astro principal da constelação de Touro; eles mediam perto de quatro metros de altura, tinham a pele branca e eram loiros de olhos azuis.

Não conheciam guerras e eram vegetarianos (Hitler também, aliás). Pelos textos conhecidos a respeito de Thule, os hiperboreanos estavam bem mais adiantados em tecnologia e ter-se-iam servido dos Vril-ya, engenhos voadores que designamos hoje pelo nome de “OVNIs”.

Graças a existência de dois campos magnéticos inversamente rotatórios, esses discos voadores eram capazes de levitar, atingiam velocidades enormes e realizavam manobras de vôo, desempenho que observamos também nos OVNIs.

Teriam utilizado a força Vril como potencial energético, quer dizer, como

combustível (Vril = éter, ou prana, chi, força cósmica, orgon

nome é derivado também do vri-ll do acadiano que significa “semelhante a mais alta divindade” ou “igual a Deus”.). Eles subtraíram, pois a energia

(que não custava nada) do campo magnético terrestre, como o faz o conversor a taquions do comandante Hans Coler ou o motor a “espaço quanta” desenvolvido por Olive Crane.

Mas esse

Quando o continente hiperbóreo começou a afundar, os habitantes começaram a cavar túneis gigantescos na crosta terrestre com grandes máquinas e ter-se-iam estabelecido sob a região do Himalaia.

Esse reino subterrâneo tem o nome de Agartha ou Agarthi, e sua capital denomina-se Shamballah.

a região do Himalaia. Esse reino subterrâneo tem o nome de Agartha ou Agarthi, e sua

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Os persas denominaram esse reino subterrâneo “Ariana” ou “Arianne”, o país de origem dos arianos. Notamos aqui que Karl Haushofer afirmou que Thule era, de fato a Atlântida e ele dizia, contrariamente a todos os outros pesquisadores do Tibete e da Índia, que os sobreviventes da Thule-Atlântida se dividiram em dois grupos, um bom e um mau.

Os bons, que, devido ao seu oráculo, tomaram o nome de Agarthi, instalaram-se na região do Himalaia; os maus, que se denominavam, de acordo com Haushofer, os Shamballah e que queriam reduzir os seres humanos à escravidão, dirigiram-se para o Ocidente.

Haushofer afirmava que um combate já existia há milhares de anos entre os de Agarthi e os de Shamballah, combate que teve continuidade com a Sociedade de Thule, com o terceiro Reich, representando os Agarthi, contra os de Shamballah, os franco-maçons e os sionistas.

Esta era provavelmente também a missão de Haushofer.

O soberano desse reino seria “Rigden Iyepo”, o rei do mundo, e seu representante na terra seria o Dalai-lama.

Hushofer estava persuadido que esse reino subterrâneo sob o Himalaia era o lugar de origem da raça ariana. Ele teria tido a prova disso, dizem, por ocasião de suas numerosas viagens ao Tibete e à Índia.

da raça ariana. Ele teria tido a prova disso, dizem, por ocasião de suas numerosas viagens

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A insígnia marcante de Thule teria sido a suástica com os braços virados a

esquerda. Segundo os dizeres dos lamas tibetanos e do Dalai-lama em pessoa, as pessoas de Agarthi existem ainda hoje.

em pessoa, as pessoas de Agarthi existem ainda hoje. O reino subterrâneo, que está bem arraigado

O reino subterrâneo, que está bem arraigado em quase todos os

ensinamentos orientais, teria se expandido ao longo de milênios sob toda a superfície da terra com centros imensos sob o Saara, sob Yucatan no México, sob as montanhas do Mato Grosso e sob as montanhas de Santa Catarina no Brasil, sob o monte Shasta na Califórnia, na Inglaterra, no Egito e

na Checoslováquia

Hitler empenhou-se particularmente para encontrar as entradas do reino subterrâneo de Agartha e de poder entrar em contacto com os descendentes dos “homens-deuses” arianos de Aldebaran-Hiperbórea.

Nas lendas e tradições desse reino subterrâneo, relata-se entre outras coisas, que haverá em nosso globo uma maldosa guerra mundial (a terceira) que terminará devido a tremores de terra e de outras catástrofes naturais, entre outras a inversão dos pólos, que causarão a morte de dois terços da humanidade.

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Após esta “última” guerra, as diferentes raças do interior da terra reunir-se-ão de novo com os sobreviventes da superfície do globo e introduzirão a “Idade de Ouro” milenar (era de Aquário).

a “ Idade de Ouro ” milenar (era de Aquário). Hitler quis criar uma “Agartha” ou

Hitler quis criar uma “Agartha” ou a “Ariana” sobre a terra com a raça dos mestres arianos, e esse lugar devia ser a Alemanha. Durante o “Terceiro Reich”, houve duas grandes expedições do SS ao Himalaia para encontrar as entradas do reino subterrâneo. Outras expedições aconteceram para os Andes, nas montanhas do Mato Grosso e de Santa Catarina no Brasil, na Checoslováquia e na Inglaterra.

E também, alguns autores afirmam que as pessoas de Thule acreditavam que independentemente do sistema de túneis e de cidades subterrâneas, a terra era oca, com duas grandes entradas, uma no pólo Norte e outra no pólo Sul. Referiam-se às leis da natureza: “tal o microcosmo, tal o macrocosmo”.

uma no pólo Norte e outra no pólo Sul. Referiam-se às leis da natureza: “tal o

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Que se trate de uma célula do sangue, de uma célula do corpo ou de um óvulo, de um cometa ou de um átomo, todos eles têm um núcleo e uma cavidade envolta por uma cobertura, a corona radiata, a própria vida ocorre, pois, no interior.

As pessoas de Thule haviam concluído que a terra devia ser constituída segundo o mesmo princípio.

Até os drusos também confirmavam este fato, pois são as cavidades rochosas que tem vida própria em seu interior, quer dizer, nos minerais e cristais.

Por conseqüência, a terra deverá também ser oca - o que corresponde, aliás, com as afirmações dos lamas tibetanos e do Dalai-lama - e ela deveria ter um núcleo, quer dizer, um sol central que confere ao seu interior um clima regular e uma luz solar permanente.

A verdadeira vida do nosso planeta passar-se-ia no interior dele, a raça dos mestres viveria dentro, e os mutantes, na superfície.

Esta seria a razão que explica por que não podemos descobrir vida sobre os outros planetas do nosso sistema solar, pois os habitantes lá viveriam também no seu interior. As entradas principais seriam no pólo Norte e no pólo Sul, pólos atravessados pela luz do sol central, que cria as “auroras boreais”, as pretensas luzes dos pólos.

A massa sólida ocuparia maior volume no interior do nosso planeta do que a massa das águas. Segundo o explorador dos pólos Olaf Jausen e outros exploradores, a água no interior seria água doce, o que explicaria que o gelo do Ártico e do Antártico não é constituído de água salgada e sim de água doce.

Essa tese sobre a constituição de nossa terra está apoiada pelos testemunhos de exploradores dos pólos, Cook, Peary, Amundsen, Nansen, Kane e também pelo almirante E. Byrd.

Eles todos tiveram as mesmas experiências estranhas que não concordavam com as teorias “científicas” estabelecidas.

Todos verificaram que o vento se aquecia acima de 76º de latitude, que as aves voavam acima do gelo em direção do Norte e que os animais, tais como as raposas, se dirigiam para a mesma direção, que encontraram neve

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colorida e cinzenta que derretendo-se, soltava um pólen de flores multicolorido ou então cinza vulcânica.

A questão é a seguinte: de onde vem o pólen das flores que encontramos no pólo Norte? De onde vem o pó vulcânico, pois nenhum vulção está assinalado nas cartas geográficas oficiais disponíveis? Além do mais, aconteceu de que alguns pesquisadores se encontraram às vezes sobre um mar de água doce, e todos relataram ter percebido dois sóis num dado momento da viagem.

E também, eles encontraram mamutes com a carne ainda fresca e em cujo estômago continha algumas vezes, erva fresca. (Se o leitor desejar saber mais a respeito da terra oca e se as diferentes experiências dos exploradores dos pólos lhe interessarem, pesquise!).

dos exploradores dos pólos lhe interessarem, pesquise!). Nota do autor: 1)Que a terra seja oca, não

Nota do autor:

1)Que a terra seja oca, não é somente uma teoria para o público em nossos dias, pois alguns exploradores dos pólos afirmam ter lá estado. O almirante E. Byrd até tirou numerosas fotos. É inegável que todos os exploradores tiveram experiências muito estranhas, que ficaram inexplicáveis até agora, o que comprova que acontecem coisas bem curiosas por detrás disso.

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E mesmo não passa de uma teoria afirmar que a terra possuiria um núcleo em fusão. Ao contrário, é um fato que existam sistemas de túneis e de cavernas subterrâneas construídos por seres humanos. Encontramo-los em quase todos os países da terra, testemunhando uma técnica altamente desenvolvida, de uma antiga cultura remontando a milhões de anos. Eles são, para a maioria, iluminados por uma fonte de luz (um clarão esverdeado que se clareia mais à medida que se penetra neles); eles têm as paredes talhadas e lisas e contém máquinas desconhecidas, tais como aquelas que foram retiradas do Boynton Canyon, em Sedona, no Arizona.

Para as pessoas de Thule, esses mitos sobre “a terra oca” eram, manifestamente, muito abundantes para ser tomados a sério. Uma expedição, ao menos, aconteceu, durante a Segunda Guerra Mundial, no Antártico.

Para mostrar que a história dos hiperbóreos arianos não é sem fundamento, eis aqui dois exemplos: quando em 1532 os conquistadores espanhóis sob o comando de Pizarro chegaram à América do Sul, os indígenas chamaram-nos de vicarochas (mestres brancos).

Em suas lendas, trata-se de uma raça de mestres gigantes de pele branca que, séculos antes, desciam do céu com “discos voadores”. Estes últimos haviam reinado muito tempo sobre uma parte de suas cidades e haviam em seguida desaparecido, após terem prometido que voltariam. Os indígenas acreditaram estar vendo o retorno dos vicarochas nos espanhóis de pele clara, e lhes deram, portanto, no início, seu ouro.

Aconteceu a mesma coisa no Tibete e em outras regiões do Himalaia quando os primeiros viajantes brancos chegaram. Os tibetanos olharam-nos espantados, perguntando-lhes porque eles vinham de baixo (do sopé da montanha), pois eles chegavam habitualmente do alto.

perguntando-lhes porque eles vinham de baixo (do sopé da montanha), pois eles chegavam habitualmente do alto.

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Vós, amigos leitores, nunca ouvistes falar algo a esse respeito? Não?

É bem lastimável, pois a ideologia dos dirigentes alemães do Reich era, de fato, baseada sobre o tema de El Schaddai, que teve como conseqüência a perseguição dos judeus, sobre a revelação de Isaías, sobre o saber dos templários e talvez também sobre isso que acabo de relatar. Esses temas estavam subjacentes em todas as ações empreendidas, incluindo o desencadeamento da Segunda Guerra Mundial.

Existem duas formas de conceber isso tudo:

Primeira, ou pensais que toda a elite do terceiro Reich tinha a mente desequilibrada e se drogava, e ignorais tudo a esse respeito, ou vos dais ao trabalho de procurar se essas histórias contêm uma verdade. Não é, entretanto, na Alemanha que ireis encontrar os livros a esse respeito, pois toda a literatura que pudesse esclarecer algo foi radicalmente eliminada pelos Aliados.

Segunda, tendo em vista as atividades da extrema direita na RFA, foi certamente oportuno interditar alguns escritos que apelavam abertamente e às vezes também de uma forma muito primitiva para um racismo violento. Mas, se quisermos restituir fielmente os acontecimentos políticos e religiosos do passado e do presente, é preciso não omitir essa informação.

Em outubro de 1918, Sebottendorf deu a missão aos irmãos da loja Karl Harrer e Anton Drexler para formarem um círculo de trabalhadores. Este tornou-se, mais tarde, o Partido dos Trabalhadores Alemães, o Deutsche Arbeiterpartei, DAP. A revista da Sociedade Thule era o Völkischer Beobachter (O Observador do Povo). Ele foi diretamente retomado pela NSDAP que se formou a partir do DAP.

Em outubro de 1918, o jovem ocultista e esoterista Adolf Hitler (que na realidade se chamava Adolf Schicklgruber: Hitler era o nome de solteira de sua mãe) entra para o DAP, o partido de Thule, e foi notado pelos seus talentos de orador.

Trevor Ravenscroft descreveu no Der Speer des Schicksals (A Lança do Destino) o que também foi dito por um amigo de juventude de Hitler, Walter Johannes Stein, que se tornou mais tarde o conselheiro do franco-maçom Winston Churchill.

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Hitler, já um grande adepto do misticismo com a idade de 20 anos, tentava alcançar os níveis de consciência elevados com o auxílio de drogas. Por intermédio do livreiro Pretzsche em Viena, adepto do misticismo germânico e da doutrina da raça dos mestres arianos que dela provinha, Hitler forjou as bases de sua visão futura do mundo e, com seu auxílio, ele usou o Peyote (Mescalina), droga alucinógena para alcançar a iluminação mística. Nessa época, Hitler teve também conhecimento dos “Protocolos dos Sábios de Sião”, o que acentuou sua aversão pelos judeus.

Não é para se espantar que Hitler, já dependente das drogas quando jovem, tomasse fortes narcóticos durante toda sua vida. Conforme o diário de bordo de seu médico pessoal, Theodor Morell, Hitler recebeu durante os seis anos que durou a guerra, injeções de diferentes calmantes, de estriquinina, de cocaína, de derivados morfínicos e outras drogas.

Hitler foi engajado pela DAP, o partido de Thule, como orador eleitoral e aprendeu, mais tarde, a ler e a escrever bem graças à Dietrich Eckart, anti- bolchevista e irmão da Sociedade Thule.

Eckart fez dele a personalidade que conhecemos mais tarde. Ele o introduziu nos círculos de Munique e de Berlim, e Hitler adotou quase a totalidade das concepções da Sociedade Thule.

nos círculos de Munique e de Berlim, e Hitler adotou quase a totalidade das concepções da

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Em 1924, quando Hitler se encontrava na prisão em Landsberg em conseqüência do Putsch que falhou, Haushofer passou várias horas por dia com ele para transmitir-lhe suas teorias e seus projetos.

Ele lhe forneceu entre outros, o livro de Lord Bulwer-Lytton, The Coming Race (A Raça Vindoura). A descrição de Bulwer-Lytton de uma raça ariana altamente desenvolvida que vive debaixo da terra é quase idêntica àquela da qual falamos antes.

Em seu livro, as naves em forma de pratos têm um papel especial. Teve também, ainda, a publicação do livro de Ferdinand Ossendowski, “Bestas, homens e deuses”, que desvendou as lendas de Agartha e de Shamballah.

Hitler estava, de fato, completamente absorvido pela busca do reino subterrâneo e pela doutrina da raça ariana própria dos membros da Sociedade Thule.

Haushofer e Rudolf Hess tiveram o encargo da instrução política de Hitler. Em Landsberg, Hitler escreveu Mein Kampf, fazendo um amálgama das

teorias de Haushofer, dos pensamentos de Rosenberg e da propaganda política. Rudolf Hess se ocupou da formulação exata e datilografou seu texto

à máquina.

A influência de Karl Haushofer, designado como o “grande mago do terceiro

Reich”, mostra que papel desempenharam o misticismo e o ocultismo no Reich. Davam a Haushofer o “dom da profecia”, tal era a precisão de suas predições, que lhe beneficiavam de uma ascensão fulgurante nos meios influentes ocultos da época de antes da guerra na Alemanha.

Jack Fisherman escreveu a esse respeito, no livro The Seven Men of Spandau, que Rudolf Hess, entre outros, estava completamente obscurecido pelas idéias e pelas teorias de Haushofer.

Sua estranha viagem para a Inglaterra o comprova. Haushofer tinha, com efeito tido um sonho no qual “ele divisava Rudolf Hess atravessando os corredores dos castelos ingleses levando a paz às duas maiores nações nórdicas”.

E como Hess estava persuadido da certeza das profecias de Haushofer, ele

seguiu esse sonho ao pé da letra.

466

Nós iremos compreender a que ponto os dirigentes do terceiro Reich tomaram conta do “equipamento” mágico da Sociedade Thule.

A saudação de Thule, Heil und Sieg (Salvação e Vitória) foi retomada por Hitler que a transformou em Sieg Heil. Essa saudação, em ligação com o braço levantado, é um ritual mágico utilizado para a formação de voltas.

Franz Bardon descreveu com detalhes as voltas mágicas e suas utillizações.

Franz Bardon, denominado também Frabato, foi, para mim, o mais conhecido mago alemão (1909-1958). Hitler lhe propôs postos elevados no governo com a condição de que ele pusesse a sua disposição seus talentos de mago para ajudá-lo a ganhar a guerra. Além disso, Bardon devia revelar a Hitler os endereços das noventa e oito outras, das 99.ª lojas existentes na terra. Quando Bardon recusou-se a auxiliá-lo, foi submetido às piores torturas. (Frabato, Franz Bardon, p. 173)

Mas os alemães não foram os únicos a utilizar os ritos mágicos para fins políticos. O sinal da vitória(?) dos ingleses, sinal com os dedos afastados, não foi reconhecido até 1940 a não ser pelos maiores iniciados dos altos graus franco-maçônicos.

Quando Winston Churchill, franco-maçom de grau elevado, temia em 1940 que a Inglaterra fosse enfeitiçada pelo sinal mágico de Hitler, que aparentemente tinha sucesso (a saudação de Hitler), seu mentor em magia, o satanista A. Crowley, aconselhou-o a contrapor esse perigo com o sinal mágico dos dedos afastados (sinal em v).

o satanista A. Crowley, aconselhou-o a contrapor esse perigo com o sinal mágico dos dedos afastados

467

As SS, denominadas também “A Ordem Negra”, não eram de forma alguma um regimento da polícia, mas uma verdadeira ordem religiosa com uma estrutura hierárquica. Quem poderia pois pensar que esse brutal partido nazista era uma ordem sagrada?

Tal afirmação pode parecer ridícula, fora de época, mas essa não é a primeira vez na história que uma ordem sagrada é responsável por atos de atrocidades sem nome. Os jesuítas e também os dominicanos que dirigiam

a Inquisição na Idade Média, são exemplos gritantes.

A Ordem Negra era a manifestação concreta das concepções esotéricas e

ocultas da Sociedade Thule. No interior das SS se encontrava outra sociedade secreta, a elite, o círculo, o mais íntimo das SS, a SS “Sol

Negro”.

Nosso sol giraria em volta do sol negro, quer dizer, de um grande sol central,

o sol primordial, que é representado pela cruz com os braços isósceles.

Essa cruz foi desenhada sobre os aviões e os carros do terceiro Reich. Os templários, os rosa-cruzes e muitas outras antigas lojas a empregavam ainda

nessa mesma ótica.

A Sociedade Thule e aqueles que iriam tornar-se, mais tarde, os SS “Sol

Negro” trabalharam em estreita colaboração não somente com a colônia tibetana em Berlim, mas também com uma ordem de magia negra tibetana. Hitler estava em contato permanente com um monge tibetano com luvas verdes que era designado como o “guardião da chave” e que teria sabido onde se encontrava a entrada de Agartha (a Ariana).

Em 25 de abril de 1945, os russos descobriram os cadáveres de seis tibetanos dispostos em círculo num subterrâneo berlinense, e no centro se encontrava aquele homem das luvas verdes. Diz-se que foi um suicídio coletivo. Em 2 de maio de 1945, após a entrada dos russos em Berlim, encontraram mais de 1.000 homens mortos que eram, sem a menor dúvida, originários das regiões do Himalaia e haviam combatido com os alemães. Que diabo faziam pois os tibetanos afastados, milhares de quilômetros de sua terra, com uniformes alemães?

Numerosos jovens foram formados pelo “Sol Negro” durante o terceiro Reich; eles eram consagrados no castelo forte de Wewelsburg e enviados ao Tibete para lá continuar a sobreviver e preparar-se para afrontar o grande combate final deste fim de século.

468

Pelos relatos de Frank Bardon, Adolf Hitler era também membro de uma loja “FOGC” (ordem franco-maçônica da centúria de ouro), conhecida, de fato, como a 99.ª loja. No que concerne às lojas, existem noventa e nove lojas disseminadas pelo mundo e cada uma é composta de 99 membros. Cada loja está sob a dominação de um demônio, e cada membro tem um próprio “demônio” só para ele. O demônio ajuda a pessoa a adquirir dinheiro e poder, mas, em troca, a alma dessa pessoa é obrigada a servir(?) esse demônio após sua morte. E também, cada ano, um membro é sacrificado ao demônio da loja, em virtude disso um novo membro é admitido. Os membros das 99.ª lojas são também dirigentes muito influentes na economia e nas finanças e estão mais presentes hoje do que nunca. As lojas FOGC, quer dizer, as 99.ª lojas, são, pelo meu conhecimento, o pior dos perigos; ao lado delas, o satanismo ao qual se refere a “igreja de Satã” de Anton La Vey, de quem se fala na mídia, é bem inofensivo!

Franz Bardon confirmou que Hitler e a ordem Thule foram um instrumento entre as mãos de um grupo de magos negros tibetanos.

Somente aquele que sabe isso está apto para compreender a frase de Hitler na ocasião de seu discurso em 30 de janeiro de 1945:

“Não é a “Ásia Central” que sairá vitoriosa dessa guerra, mas a Europa e, à frente destas nações que, já há 1.500 anos, se revelou como o poder predominantemente capaz de representar a Europa contra o Oriente e que a representará também no futuro: falo do nosso grande Reich alemão, a nação alemã!” (Discurso e proclamação de Hitler de 1932 a 1945 - de Max Domarus).

Em que Hitler se tornou, suscitou muitos mitos. Segundo os dizeres de Franz Bardon e Miguel Serranos (ex-embaixador chileno na Áustria), Hitler fugiu para a América do Sul com o auxílio da 99.ª loja. Até dizem que o cadáver encontrado e cuja dentadura foi identificada como sendo falsa pelo dentista de Hitler teria sido colocada lá pela 99.ª loja. Um jornal alemão de grande tiragem publicou em 5 de março de 1979 que foi encontrado o avião particular de Hitler na selva da América do Sul. Joseph Griner, autor de Das Ende des Hitler-Mythos (O fim do mito Hitler), afirma que Hitler decolou com seu avião em 30 de abril de 1945 do aeroporto de Tempelhof em Berlim.

O que me parece, entretanto, o mais provável, no caso que ele tenha sobrevivido, é que ele se tenha servido dos discos voadores desenvolvidos pela “Sociedade Vril”, que serão descritos no capítulo seguinte, para deixar a Alemanha. Que Hitler morreu ou não naquela época, desde então, em todo caso, é certo!

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Karl Haushofer, depois de ter falhado em sua “missão” primeiro assassinou sua mulher em 14 de março de 1946 antes de fazer o Hara-Kiri assim como ele havia jurado aos “Barretes Amarelos”.

Foi por instigação da Sociedade Thule que todo o arsenal teórico e prático do terceiro Reich foi construído. Os banqueiros internacionais forneceram seu dinheiro. A terra de onde tudo saiu é sempre fértil, pois os rebentos da Sociedade Thule estão sempre vivos.

Houve também outra sociedade secreta que anunciou a vinda de um Messias ariano, a “Sociedade Edelweiss”. Hermann Göring, o responsável pelas finanças nazistas, era membro dela. Mas é inútil delongar-se sobre esse assunto.

Trecho do livro "As Sociedades Secretas do seculo 20", escrito por Jan van Helsing. (pseudônimo)

Uma das principais "teorias" de Van Helsing (além de um indisfarçável e insistente anti-semitismo) é que todos os papas pertenceriam a ordens secretas semelhantes (em estrutura interna) à maçonaria ou ao Opus Dei.

470

AAAA ColôniaColôniaColôniaColônia TibetanaTibetanaTibetanaTibetana emememem BerlimBerlimBerlimBerlim

A história da relação entre ocultismo e nazismo é repleta de fatos e lendas de tal modo entrelaçadas que, muitas vezes o limite entre a realidade e fantasia torna-se indistinguível. Um desses fatos-lendas é o caso da Colônia Tibetana em Berlim.

Os nazistas ou, mais precisamente os nacionalistas místicos do nazismo, organizados [ou desorganizados] em suas numerosas sociedades secretas dentro de sociedades secretas, almejavam a purificação da raça ariana e a imposição de sua supremacia sobre os outros povos [raças do mundo].

Para alcançar essa meta, místicos que eram, optaram pelo auxílio de práticas mágicas. Porém, essas coisas mágicas [fórmulas, rituais, químicas] são tão secretas que os magos-políticos-miltares alemães tiveram de empreender longos estudos e buscar Mestres mais capacitados, especialmente em magia negra, mais adequada aos propósitos em vista.

Baseados nos textos da teosofia e seus assemelhados, textos acadêmicos ou mesmo novelas, ficção, os Nazis encasquetaram em suas, muitas vezes, nem tão louras cabeças, que a fonte do poder metafísico estava no Tibete, na Ásia central, em algum lugar naquelas bandas além de especularem sobre a Antártida e o Ártico. Acreditavam que seus ancestrais, arianos, descendentes dos últimos Atlantes [que um dia habitaram Thule] dotados com fabulosas faculdades metafísicas, ainda existiam e preservavam os segredos das ciências mágicas organizados em Sociedades Secretas, instalados em cavernas subterrâneas localizadas em diferentes pontos do planeta.

Ficções O escritor alemão Theodore Illion [1898-1984], em Darkness Over Tibet [1937] relata sua aventura naquele país. Ele teria descoberto uma mina profunda. No subterrâneo, deparou-se com uma cidade habitada por monges. Eram iogues negros [do mal, como magos negros] que planejavam controlar o mundo através da telepatia e da projeção astral. Illion teria ficado ali como hóspede até que descobriu carne humana em sua dieta.

Diante disso, fugiu, com os monges em seus calcanhares. [Parece que toda a juventude da época tinha lido e ficado impressionadíssima com The Comming Race e, quem sabe, com Voyage au centre de la Terre, Viagem ao Centro da Terra de Julio Verne, (1828-1905) publicado em 1864].

471

Outro escritor, René Guénon [ou seu nome muçulmano, Abd al-Wahid Yahya 1886-1951] francês, metafísico, pesquisador do simbolismo e das tradições da iniciação mística sendo, ele mesmo, iniciado no hinduísmo, taoísmo e esoterismo islâmico publicou, em 1927, com enorme êxito Le Roi du Monde [O Rei do Mundo, 1927], mais uma obra que alimentou, no imaginário dos nacionalistas alemães, a esperança de que poderiam recuperar a supremacia da raça ariana e seu [supostamente] legítimo poder sobre o mundo [sobre outras raças] por meio de uma aliança com arcanas forças ocultas cujos segredos estariam preservados no Tibete.

No livro, Guénon fala da destruição de uma antiga civilização que teria florescido no deserto de Gobi. Essa civilização foi aniquilada por um desastre natural [outros, sobre o mesmo tema, especulam sobre uma explosão atômica]. Os sobreviventes, Filhos das Inteligências do Além, abrigaram-se em cavernas subterrâneas nos Himalaias e, ali, restauraram sua civilização. Dividiram-se em dois grupos: os fundadores da cidade de Agartha, que seguiram o caminho da espiritualidade; e os fundadores da cidade de Shamballa, que praticavam a violência seduzidos pelo materialismo.

Na ficção de Guénon, esses habitantes do subterrâneo poderiam influenciar a vida e os acontecimentos da Humanidade da superfície por meio das ciências metafísicas, como a hipnose telepática e a mediunidade.

Expedições Nazistas

a hipnose telepática e a mediunidade. Expedições Nazistas Em busca destes Mestres e de seus ensinamentos,

Em busca destes Mestres e de seus ensinamentos, os nacionalistas-místicos alemães começaram cedo a organizar expedições científicas.

472

Jamais uma nação investiu tanto em pesquisa esotérica [mesmo em plena guerra] disfarçada de interesse arqueológico, histórico, geológico, botânica,

lingüística etc

verdade, no período de guerra e depois da instituição da Ahnenerbe apenas uma expedição ao Tibete é registrada, entre 1938 e 1939, liderada por Ernst Schäfer [1910-1992].

Fala-se muito de expedições nazistas ao Tibete porém, na

Outras expedições àquele país, anteriores, são pouco documentadas e não são diretamente ligadas ao patrocínio nazista. Sabe-se, por exemplo que o mesmo Schäfer esteve no Tibete duas vezes antes da expedição de 1938/39.

A primeira vez, entre 1931-1932; a segunda, 1934-1936. Schäfer, portanto,

conhecia o terreno; por isso foi escolhido pela Ahnenerbe. Naquela terceira expedição, a equipe compunha-se cinco acadêmicos alemães e vinte

membros das SS. Sua missão era estabelecer relações com os misteriosos habitantes das cavernas, o povo de Agartha.

Antes mesmo da Ahnenerbe ser criada, Karl Haushofer, que era membro da Thule-Vril, atuou, entre os nacionalistas, como uma espécie de consultor para assuntos do ocultismo do extremo oriente Japão, Índia, Tibete, instruindo os membros das expedições alemãs [civis] que partiram em busca da fonte do poder sobrenatural, a partir de 1926 [curiosamente, ano de fundação da Colônia Tibetana em Berlim].

Por sua experiência com a mística naqueles países asiáticos, Haushofer estaria envolvido com a implantação da colônia tibetana e com os imigrantes tibetanos que se instalaram na Alemanha nos anos seguintes [a 1926].

Sobretudo, Haushofer teria estabelecido um canal diplomático entre Terceiro

Reich e os iogues negros. Embora muito se insista em tibetanos, o fato é que

a colônia de Berlim, em todas as fontes históricas, é associada à uma

Sociedade Secreta japonesa, e não tibetana; a Sociedade Ordem dos Dragões Verdes. Todavia, também é verdade que os Dragões Verdes tinham seus tentáculos na China e no Tibete.

Essa Ordem dos Dragões Verdes, se ocupava de alcançar a maestria, o domínio total do ser humano, dos seus corpos perecíveis e do seu etérico [ou etéreo] corpo durável [corpo ou Ser eterno, imortal].

A excelência nas ciências ocultas que, em última instância dependem do

absoluto auto-controle, conferia aos seus Mestres grandes poderes: tinham o dom da profecia, podiam controlar os elementos em seus corpos [calor, frio, fluidos, estrutura ósseo-cartilaginosa, o metabolismo do ar, a sutileza

escorregadia dos pensamentos].

473

Os iniciados de alto grau eram capazes de fazer uma semente germinar e tornar-se planta adulta em poucas horas [Papus menciona este fenômeno em seu Tratado Elementar de Magia Prática].

A Ordem dos Dragões Verdes Segundo a mitologia nazi-ocultista, uma expedição nazista ao extremo oriente conseguiu entrar em contato com potências subterrâneas de Shamballa. O mais provável é que tenha sido a expedição partiu em 1938 e voltou à Alemanha às vésperas da guerra, em 1939 trazendo consigo alguns adeptos nativos da Ásia. Estes, fundaram a Loja Tibetana em Berlim que foi denominada Society of Green Men. Na Society of Green Men o Mestre absoluto, acredita-se, era um daqueles orientais importados. Ele ficou conhecido como o Homem das Luvas Verdes.

Os Homens Verdes afirmavam que tinham contato direto com a central

japonesa através do medium [meio, campo de informação astral, Akasha] astral. A certa altura dos acontecimentos, A Green Dragon Society teria enviado para Alemanha sete membros, legítimos asiáticos, supõe-se

japoneses, ou não

produzir mutações na genética dos nórdicos a fim de transformar os arianos em Homens-deuses!

para auxiliar os Green Men em seu nazi-projeto de

Tudo isso, naturalmente, acontecia sob o mais rigoroso sigilo.

Mas os Green Men começaram a perder o prestígio entre 1943 e 1944. Eles falharam em alterar os rumos da Guerra e, além disso, seu padrinho, Haushofer, estava encrencado com as SS: seu filho se envolveu em um atentado contra a vida de Hitler [em 1944].

seu filho se envolveu em um atentado contra a vida de Hitler [em 1944]. Trebitsch-Lincoln [1879-1943]

Trebitsch-Lincoln [1879-1943] vulgo Chao Kung.

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O Mistério do Monge das Luvas Verdes

A colônia tibetana em Berlim foi instituída bem antes do começo da Segunda

Guerra, em 1926 e continuou crescendo durante o conflito. Depois da ascensão dos nacionalistas ao poder, os tibetanos eram importados pela Ahnenerbe, que selecionava os imigrantes precisamente entre os chamados Irmãos Negros da Ioga negra do Tantra negro.

Apesar de todo esse negror, nessa colônia, destacava-se a figura de um

monge tibetano que ficou conhecido como o Homem das Luvas Verdes [e non

das luvas negras

ao interesse [do Fürer] nos poderes psíquicos da personagem e pela fama do

sujeito de possuir o segredo do acesso ao reino de Agharta.

].

Hitler consultava-o com freqüência, deferência atribuída

O mistério em torno desse ocultista das luvas verdes é tão labiríntico que há

quem afirme que ele nem era tibetano; uns dizem que que era alemão, erudito orientalista; outros, que era um judeu alemão! chamado Erik Jan Hanussen [1889-1933] ou, talvez, um um ex-judeu, Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln [1879-1943] vulgo Chao Kung.

Nos casos de Ignatius Timothy Trebitsch-Lincoln e Erik Jan Hanussen, apesar das biografias pitorescas, as datas oficiais de suas mortes eliminam a possibilidade de um deles ter sido o "monge das Luvas Verdes". Hanussen, morto em 1933 e o outro, Trebitsch, morreu em 1943 e, ainda por cima, na China.

Ora, segundo consta nos registro históricos, o cadáver da personagem encontrado em 1945; não estava em putrefação, eram defuntos frescos e a morte se deu por suicídio. Finalmente, o defunto do centro círculo tibetano também tinha feições orientais.

A terceira hipótese, da colônia tibetana ser, na verdade uma Loja esotérica,

filial dos Dragões Verdes nipônicos-tibetanos é bastante plausível.

A migração para a Alemanha teria sido intermediada por Karl Haushofer,

desde o começo dos anos de 1920, a partir dos contatos que fez, quando esteve em missão militar no Japão e, muito interessado na cultura local, foi um, dos apenas três ocidentais, admitidos entre os Dragões ao longo da longuíssima existência daquela organização.

475

O Clã dos Dag-Dugpa

[Druk-pa, Dugpa, Brugpa, Dag dugpa ou Dad dugpa]

Tudo indica, portanto, que o Homem das Luvas Verdes, de fato, existiu na mística do nazismo. Descartando hipótese de ser um ocidental orientalista ou orientalizado, resta investigar a identidade de um verdadeiro tibetano radicado em Berlim. Embora as referências sobre esta possibilidade sejam constantes porém exíguas, todas as fontes concordam que o exótico conselheiro das SS, se tibetano, era um mago negro daquele país pertencente ao clã dos Dag- Dugpa. Sobre os Dag Dugpa, escreve o ocultista Samael Aun Weor [1917-

1817]:

“O Clã de Dag Dugpa pratica o Tantrismo Negro. Os Iniciados Negros Bonzos

e Dugpas [de gorro vermelho] ejaculam o sêmen, misticamente

procedimento fatal para recolherem o sêmen carregado de átomos femininos

de dentro da própria vagina da mulher, logo, o injetam [aspiram-no] uretralmente [pela uretra!] e reabsorvem-no, com a força da mente, para levá-

lo até o cérebro.”

têm um

força da mente, para levá- lo até o cérebro.” têm um E sobre Hitler e o

E sobre Hitler e o Homem das Luvas Verdes: O homem das luvas verdes pertenceu ao clã dos Dag Dugpas.

Hitler deixou-se dirigir por este homem que lhe ensinou acristalizar tudo negativamente.

Os adeptos da filosofia-religiosidade Dugpa, crêem que entre os mais sábios desses monges estão os Mestres do Mundo, versados nos poderes da mente e praticantes de magia negra.

476

Professavam uma antropogênese e uma evolução das raças humanas muito semelhante àquela adotada pelos nazistas; uma Antropogênese de remotíssima tradição que ficou registrada em escrituras muito antigas, as Estâncias de Dzyan [Livros] que foram apresentadas ao Ocidente, principalmente pela Sociedade Teosófica através da obra da teósofa H. P. Blavatsky.

Teosófica através da obra da teósofa H. P. Blavatsky. Os Sete Orientais Ao fim da guerra,

Os Sete Orientais

Ao fim da guerra, em 25 de abril de 1945, tropas russas que inspecionavam cuidadosamente as ruínas de Berlim, ao entrarem no grande salão de um edifício semi-destruído por uma explosão depararam-se com uma cena bizarra. Caídos, dispostos em círculo, estavam os corpos de seis homens tendo ao centro um sétimo cadáver. Estavam todos vestidos com uniformes militares e o morto do centro usava um brilhante par de luvas verdes.

477

Examinando de perto, os russos perceberam que os defuntos eram todos orientais e um dos soldados, que nascera na Mongólia, reconheceu-os como tibetanos. Era evidente que não tinham morrido em batalha; cometeram suicídio. Nas semanas que se seguiram outras centenas de tibetanos foram descobertos em Berlim, Munique e Nuremberg; alguns, mortos em ação; outros, que cometeram o suicídio ritual. Nos dias que se seguiram, centenas de corpos de orientais foram descobertos na cidade. Nenhum documento de identificação foi encontrado. Todos vestiam uniformes das SS. Trata-se de um dos mais resistentes entre os enigmas da história da segunda Guerra Mundial.

Apesar de terem sido identificados como tibetanos, os sete corpos encontrados pelos russos em 1945 tinham característica bem japonesa impressa em suas mortes: todos os suicídios foram cometidos rasgando o ventre com uma faca, método japonês. O mesmo método que Karl Haushofer usou às vésperas de ser preso pelos Aliados, no fim da Guerra.

Fonte:

http://www.mortesubita.org/sociedades-secretas-e-conspiracoes/textos-

conspiracionais/nazi-esoterismo-crencas-e-magia-no-reich-de-hitler/a-colonia-

tibetana-em-berlim

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Do livro "O despertar do buda interior" de Lama Surya Das

Agora que o bardo da morte desponta diante de mim, Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar, Vou entrar sem distrações na clara percepção dos ensinamentos, E ejetar a minha consciência para a dimensão da percepção não nascida.

Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue, Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira.

Padma Sambhava em O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS

de carne e sangue, Saberei ser ele apenas uma ilusão passageira. Padma Sambhava em O LIVRO

480

Nos ensinamentos tibetanos, a morte é mais um momento no qual devemos praticar a atenção plena. Lembrar-se da inevitabilidade de nossa morte, encarar o fato inescapável da nossa própria mortalidade e da impermanência de todas as coisas, pode ser a mais libertadora das meditações, porque apresentar a realidade das coisas como realmente são, ajuda a desalojar o egoísmo grosseiro, o apego e a miopia - colocando nossas vidas na perspectiva correta.

A morte é um espelho, que reflete e ilumina tanto a vaidade quanto o sentido de nossas vidas. A morte é o momento da verdade, quando nos encontramos com a realidade face a face. Para todos nós, é também um momento de oportunidade, quando podemos atingir nossa natureza original. A morte é mais certa do que o amor, e com certeza aguarda a todos nós na doença ou na velhice. A sabedoria perene nos diz que deveríamos nos preparar para o nosso fim, o que nos tornará melhor preparados para viver - ou morrer - de forma iluminada.

Diz-se que na morte apenas duas coisas contam: o que fizemos em nossas vidas e o estado interior que temos na hora de morrer. Estes dois fatores determinam o que vem depois. Buda ensinou que a experiência real do momento de morrer é crucial para o próximo renascimento, e que no momento da morte ocorrem experiências espirituais extraordinárias que oferecem um portal para a grande liberação.

Portanto, a atmosfera física e os estados de espírito daqueles que estão ao redor do moribundo são extremamente importantes, e paz, conforto, gentileza, amor, aceitação e harmonia ajudam a guiar o morto, da melhor maneira possível, em sua travessia.

Tradicionalmente no Tibet, o Bardo Thodol, conhecido no ocidente como o livro tibetano dos mortos, é lido na cabeceira da cama de alguém que está morrendo, tanto na hora da morte como por vários dias subseqüentes. Ele é uma meditação guiada, lida em voz alta, normalmente por um lama, para ajudar a direcionar o morto ou o moribundo através dos vários estados de transição no bardo.

Este maravilhoso livro antigo é uma escritura de sabedoria que nos conduz à liberdade e à iluminação através do reconhecimento da clara luz da realidade na hora da morte, e depois. Ele também mostra como reconhecer e atingir a clara luz (a qualidade luminosa inata da mente natural) dentro de cada um de nós, nesta vida.

481

Apesar de ter sido ostensivamente escrito para oferecer ao morto ou moribundo conforto, orientação e libertação pela audição, o Bardo Thodol também nos mostra como viver, porque cada momento é tanto um nascimento quanto uma morte.

porque cada momento é tanto um nascimento quanto uma morte. Bardo é uma palavra tibetana que

Bardo é uma palavra tibetana que significa "No meio" ou "Em transição". Ensina-se que existem ao todo seis estados de bardo, acabam oferecendo suas oportunidades específicas. Três delas ocorrem quando ainda estamos vivos: o bardo desta vida cobre o período inteiro desde que nascemos até a nossa morte; o bardo da meditação se refere ao estado meditativo quando conseguimos reconhecer nossa natureza búdica; e o bardo do sonho ocorre quando dormimos, e também pode ser usado para treinar a mente.

Os outros três estados de bardo cobrem o período entre a morte e o renascimento, e constituem o foco primário do Livro Tibetano dos Mortos.

O Bardo da Morte

Este bardo se refere ao processo de morrer em si. No Tibet, a morte é considerado um processo de purificação, porque estamos voltando para clara luz, nosso estado natural intrínseco de luminosidade - estamos nos dissolvendo nele. No momento da morte, esta clara luz da realidade desponta para cada um de nós. É a nossa própria natureza radiante, algumas vezes chamada de Rigpa – o estado desperto e iluminado.

482

Entretanto, para podermos realmente nos beneficiar deste "Momento da Verdade" e atingir a libertação, precisamos estar preparados.

Se não, ele vai nos escapar rapidamente.

Como a maioria de nós ainda está ligada aos hábitos e padrões de comportamento estabelecidos em vida, não reconhecemos a luminosidade pelo que ela é. Reagimos de forma não apropriada e inconsciente. Em vez de mergulharmos nela, em um ato de fé, nos entregando à luminosidade, nos fundindo nela.

E assim o momento passa. As instruções de Kalu Rinpoche para esse momento de grande luminosidade foram:

"Solte o corpo e a mente, e dissolva-se na clara luz da luminosidade interior. Reconheça o raiar da clara luz e se liberte neste instante. Enxergue além das ciladas, do dualismo da vida e da morte".

o raiar da clara luz e se liberte neste instante. Enxergue além das ciladas, do dualismo

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O Bardo do Dharmata (Realidade)

Neste segundo estado de bardo, temos outra oportunidade de atingir a libertação. Kalu Rinpoche dizia que a coisa mais importante para nos lembrarmos aqui é que, como nos sonhos, tudo o que veremos aqui é criação de nossas mentes, e pode ser mudado, da mesma forma que se pode acordar dentro dos sonhos e alterá-los.

Neste estado, é como se sonhássemos, e nada mais pode realmente nos fazer mal.

A libertação pode ocorrer se conseguirmos apagar a resistência e as dúvidas, soltar tudo e nos entregarmos à luminosidade inata da mente natural. Se não pudermos fazer isso, então o próximo bardo inexoravelmente começará.

O Bardo do Vir-a-Ser

Neste terceiro estado de bardo pós-morte, nossas percepções estão voltando. Novamente, temos preferências e aversões, e somos atraídos para lugares e pessoas que nos são familiares. À medida que nossos apegos, paixões e propensões cármicas começam a se afirmar, estamos nos aproximando do renascimento. Nesse momento, faríamos bem em voltar nossas mentes para as intenções do bodhisativa, que são beneficiar e servir todos os seres sem exceções. Livres das ciladas da atração e da repulsão, devemos procurar o meio ambiente oportuno para exercer o voto de bodhisativa. Se você achar que está neste estado do bardo, através da coragem destemida e da visão pura, vá além e abandone sua atração e seu desejo pelo homem e mulher que se unem em união sexual.

Em vez disso, perceba este casal amoroso, que serão seus novos pais, como um casal búdico - Sr. e Sra. Sabedoria e Compaixão. Graciosamente, entre neste templo humano e encontre sua nova vida.

Vivendo a Morte: Uma Meditação

Todos nós temos que nos defrontar com as questões da vida e da morte. Quer seja a morte de um familiar idoso ou o nascimento de um filho, o nascimento e a morte são parte da vida. A filosofia, a ciência, a religião, as artes lidam com a vida e a morte, e com a morte ou renascimento.

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Todos nós nos perguntamos o que acontece quando morremos. Será que a morte é o nosso fim? E o que isso significa para nós? Como podemos dar mais sentido às nossas vidas?

Existem diversas religiões e culturas, mas todas compartilham de pelo menos um princípio comum: todas têm ritos, rituais e especialistas para lidar com a morte e o morrer. Estes ritos nos oferecem conforto e segurança diante da precariedade e da insegurança da existência. Será que continuamos? Será que atingimos um fim abrupto? Não existe mais nada? E o céu? E o inferno? Existe vida depois da morte? Vamos nos defrontar com Deus ou com o carma? Verdade ou conseqüência? Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Isso pode ser verificado ou estão nos pedindo para acreditar e confiar em um mito ou na imaginação? Devemos acreditar nas pessoas que dizem ter voltado das experiências de quase morte? Devemos acreditar em Edgar Cayce e nos outros videntes? Devemos acreditar nos lama encarnados, muitos dos quais dizem que se lembram de vidas passadas e parecem ter algum controle consciente sobre o processo - como se estivessem evoluindo, por escolha, através de diferentes níveis da escola espiritual? Como podemos saber? Quem sabe?

Os budistas perceberam há muito tempo que contemplar a própria mortalidade é uma prática que ajuda a ter foco e estabelecer prioridades. A vida espiritual, a jornada de despertar e dar sentido às nossas vidas enquanto aprendemos a amar, é na verdade uma questão tanto de vida quanto de morte.

A precariedade da vida nos ajuda a permanecer totalmente dispersos no aqui agora.

O que o budismo tibetano nos oferece, juntamente com seus ensinamentos pragmáticos e éticos, é uma forma de lidar com a própria experiência da morte - uma forma de encarar a morte no momento presente.

Este treinamento pode nos ajudar muito a lidar com o momento da morte. Passamos a apreciar mais, estar mais atentos e mais abertos a cada momento da vida, que se torna mais pungente devido à sua absoluta impermanência.

Ao aprender a deixar esta vida ir embora, aprendemos também a viver cada momento sem arrependimentos. Aprendemos a tomar decisões sem arrependimentos. Cada decisão se torna a decisão certa.

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Quando aprendemos a largar as coisas em vida, abandonamos nossos rancores, obtemos o perdão e nos aliviamos do fardo do ressentimento, da amargura e da hostilidade. Assim, encontramos uma conclusão e podemos soltar velhas tristezas e antigas queixas, deixando estes padrões congelados morrerem.

queixas, deixando estes padrões congelados morrerem. É assim que morremos sem arrependimentos, enquanto

É assim que morremos sem arrependimentos, enquanto aprendemos a viver de novo. Aqui, neste momento. Respiração por respiração.

Eis aqui uma meditação que nos ajuda a fazer isso:

Respire profundamente relaxe. Deixe tudo se acomodar. Esteja totalmente presente, naturalmente presente, sem esforço. Você está se sentando por um instante, um instante eterno. Não perca o momento. Só existe este.

Sinta tudo, como é. Esteja presente, alerta, desperto e relaxado. Abra-se para a presença sem esforço, para a consciência pura. A presença total. Tenha consciência de estar consciente, uma percepção luminosa, sem centro, aqui e agora. Deixe que tudo aconteça sem esforço, de forma transparente. Abandone o controle, a manipulação e o julgamento.

A cada respiração, solte um pouco mais. A cada respiração, solte, relaxe, abra e centre-se cada vez mais profundamente. Cada expiração é uma pequena morte. Simplesmente esteja com a expiração, e a cada expiração

solte um pouco mais. Um pouco mais

Relaxe. Largue tudo. Solte a tensão dos ombros, expire-a. Expire aquele pensamento, aquela lembrança, solte, solte, solte

solte os nós do seu psiquismo.

Solte a expiração. Morra um pouco a cada expiração. Morra no momento presente. Qualquer sensação sinta, deixe-a partir. Largue o corpo, largue a mente, largue os pensamentos e a personalidade. Largue tudo. Solte. Largue sua auto-imagem, sua casa, suas posses, seus planos, sua carreira. Solte.

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Tudo está perfeitamente resolvido na mente natural que não nasce nem morre.

Abandone as tentativas de controlar a mente. A cada expiração, solte. Aperte a embreagem do desapego espiritual e desengrene a marcha. A cada expiração, solte mais alguma coisa - o que vier à cabeça, uma sensação, uma emoção, um sentimento, um relacionamento uma pessoa, um medo, uma posse. Respiração à respiração, momento a momento - simplesmente solte tudo. Habitue-se a evoluir, a se transformar, a passar sem resistência, sem se agarrar, sem apegos. Respiração a respiração, vá soltando. Deixe todos fenômenos ilusórios irem embora.

A cada respiração, perdoe aos outros. Perdoe às pessoas de seu passado - aquelas com quem não tem mais contato, e também as que ainda estão ao seu redor.

Perdoe a sí. Aceite os outros como são. Aceite totalmente a si mesmo.

Deixe tudo ser como é. Isto é a sabedoria em ação. A cada respiração, abandone o medo, a expectativa, a raiva, o arrependimento, o desejo, a frustração, a fadiga. Abandone a necessidade de aprovação. Abandone os velhos julgamentos e as opiniões. Morra para tudo isto, e voe livremente. Eleve-se na liberdade da ausência de desejos.

Solte. Deixe. Veja através de tudo seja livre, completo, luminoso e volte para casa.

Com este tipo de meditação, as camadas sutis que formam quem nós somos começam a se arrumar, e nós penetramos mais profundamente no nosso estado natural - o estado despojado do ser autêntico. Isto é uma transformação ocorrida aqui e agora.

Um renascimento espiritual.

- o estado despojado do ser autêntico. Isto é uma transformação ocorrida aqui e agora. Um

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“Aprender“Aprender“Aprender“Aprender éééé recordar”recordar”recordar”recordar” Platão

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eeee SinistroSinistroSinistroSinistro O “temível” e suspeito número 666 parece causar

O “temível” e suspeito número 666 parece causar muito burburinho quando mencionado em rodinhas de “amigos”, encontros sociais (nem tão sociais assim) e almoços de família (com suas idiossincrasias).

As pessoas ignorantes (que ignoram), com base em suas ideias equivocadas oriundas de dogmas enganosos seculares, acreditam piamente que o número seiscentos e sessenta e seis seja satânico, “sujo” e sinistro.

Os textos bíblicos disseminaram muitas idéias que seriam motivo de

sarcasmo por parte de Satã, se ele realmente existisse como a maioria das pessoas imagina. Se tal número é da besta, besta maior seria o

homem, segundo o texto bíblico, pois “(

pois é o número do homem (

animal. De fato, e de modo geral, o homem se apresenta como uma besta humana cuja compreensão parece não ir além de interpretações

)

calcule o número da besta,

)”.

Em essência a espécie humana é

limitadas e condicionadas.

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E todo o mal que existe no mundo apenas existe por causa do homem,

de maneira direta ou indireta; não há nenhum Diabo nisso tudo.

Mas, sem divagar em teorias conspiracionistas e preconceitos religiosos, o número 666 encerra significações cabalísticas draconianas, ocultistas e psicológicas, o que nada tem a ver com o Diabo ou com o mal do mundo.

O texto bíblico diz que o homem foi criado no sexto dia, o que podemos

deduzir que a besta de fato é o homem que em seus primórdios no planeta se comportava como qualquer animal instintivo, impulsivo e sem raciocínio; sua evolução se deu gradativamente ao longo de eras, mas, até então, o homem era simplesmente um animal, uma besta.

Mas antes da besta humana aparecer, os animais sempre foram as formas de vida mais antigas e primitivas da Terra, surgiram muito antes da espécie humana bestial, e são, portanto, umas das primordiais manifestações da sabedoria no mundo manifestado. A cristandade substituiu a besta humana pelo dragão como a Grande Besta do mal (como muitos assim entendem).

Por outro lado, seis é o número da esfera do Sol, o que representa em nível humano o Eu Superior em seu aspecto luminoso, a inteligência manifestada, a mente expandida.

O Sol e o número seis também podem ser representados pelo

hexagrama e pela cruz (um símbolo bastante antigo e pré-cristão), que

é desdobrada e desenvolvida a partir do cubo, que é um sólido geométrico de seis lados.

O Sol está situado, na Árvore da Vida e da Morte cabalística, nas

esferas de Tiphareth/Thagiriron (a Beleza e o Ardente Sol Negro), que é um nível de evolução onde o indivíduo atinge um alto grau de autoconhecimento e autoconsciência.

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Mas para que a evolução seja completa e a sabedoria seja internalizada é preciso conhecer o lado sinistro do sagrado e secreto Eu Superior (pois nada existe somente com uma face).

E esse lado sinistro do Dragão de Sabedoria, do Eu Superior, é expresso

pelo número 666 ou 999, já que sua multiplicação e soma finalmente resultam sempre no número noturno da Lua, ou seja, 9.

A Lua representa a noite, o oculto, o secreto, o subconsciente e o

sinistro (sombrio e “esquerdo” como o aspecto feminino e sexual do universo e da psique humana). Entenda-se que “sinistro” não é aquilo que é maligno, malévolo ou coisa semelhante; sinistro é “esquerdo”, e no contexto prático e metafísico draconiano indica a presença de elementos sexuais, femininos, instintivos e subconscientes (a maior fonte de poder de um iniciado e de um filósofo oculto).

Portanto, nada há de maligno e nem tem a ver com qualquer fantasia paranoica do Diabo (pois este não existe). Afinal, nós temos o lado

direito e esquerdo de nosso corpo, temos a mão direita e a esquerda, o lado direito e esquerdo do cérebro, etc.; fique só com o lado direto e você verá o quão simétrico, equilibrado, harmonioso e belo você

parecerá!

etc.; fique só com o lado direto e você verá o quão simétrico, equilibrado, harmonioso e

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Na prática da filosofia oculta e também do draconismo, 666 é o número da força sinistra do Eu Superior, o número do aspecto sombrio da Inteligência Solar do Daemon individual.

Mas é também o número de Sorath, o Espírito do Sol, a força solar agressiva e impetuosa que impulsiona a evolução. Esse número, 666, pode ser extraído do Quadrado Mágico Solar, ou Kamea, que é dividido em 36 partes, ou quadrados menores numerados, cuja soma total é 666, que é o número do próprio nome de Sorath extraído pelo cálculo de suas letras hebraicas.

Desse quadrado, para fins práticos, também é extraído o sigilo de Sorath. Sorath é a verdadeira e espiritual Besta da Revelação, a revelação do próprio Eu com seu animalismo (não confundir com

animismo) natural, primitivo e intrínseco que se torna autoconsciente; é

a revelação do conhecimento com compreensão, da Gnose, e da

sabedoria das sombras (o subconsciente e o aspecto feminino, Sofia, Shakti, Shekinah).

O número 36 (3x6, 666) igualmente resulta em 9, a Lua, a consorte do

Sol Negro (a Grande Besta, o Dragão de Sabedoria), demonstrando

assim o equilíbrio entre as forças duais (como dois pilares) do universo

e

do ser humano, a união entre o feminino e o masculino, entre as trevas

e

a luz, entre o subconsciente e o supraconsciente, etc.

A

Lua é a yoni (vagina) de Shakti e o Sol Negro é o linga (pênis) de

Shiva; a união de 999 com 666 que resulta finalmente em 9, a esfera do sexo, não somente o sexo humano, fisiológico e anatômico, mas principalmente o sexo metafísico e cósmico de todas as forças que são unidas para criar algo no universo e na natureza visíveis e invisíveis.

Tal união, como toda união entre forças opostas deveria ser, resulta em uma terceira força que é, no ser humano, o nascimento da autoconsciência e o renascimento do autêntico e completo ser humano em seu alto grau evolutivo, ou seja, o Homo veritas (o humano verdadeiro). As forças opostas não se opõem, mas se unem para criar.

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E o ser humano verdadeiro autoconsciente, não um mero humanóide autômato, cria a si mesmo a cada etapa evolutiva.

O número 666, portanto, é de fato o número do Homem, do Anjo e da Besta (o Eu Superior, o Dragão) com suas forças em equilíbrio e com a sabedoria das Sombras e da Luz.

Assim, todos têm a escolha de querer ser uma simples besta humana ignorante, simplória e “profana”, ou querer ser a Grande Besta sábia, superior e sagrada, pois o 666 é a verdadeira face sagrada, secreta e sinistra do Ser autoconsciente.

Por: Adriano Camargo Monteiro

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O homem que é escravo de suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderia

O homem que é escravo de suas paixões ou dos preconceitos deste mundo não poderia ser um iniciado; ele nunca se elevará, enquanto não se reformar; não poderia, pois, ser um adepto porque a palavra adepto significa aquele que se elevou por sua vontade e por suas obras.

DogmaDogmaDogmaDogma eeee RitualRitualRitualRitual dadadada AltaAltaAltaAlta MagiaMagiaMagiaMagia ---- Eliphas Levi

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CIDADES ESPIRITUAIS

Por Gilberto Schoereder

Em relatos provenientes das mais antigas civilizações conhecidas ou nas comunicações mais recentes de médiuns, espíritas ou não, a presença de cidades maravilhosas tem sido uma constante, assim como o contato com os seres que nelas habitam e que trabalham pelo bem da humanidade.

que nelas habitam e que trabalham pelo bem da humanidade. Os sábios e místicos das mais

Os sábios e místicos das mais antigas civilizações da Terra já afirmavam que nosso mundo não era exatamente o que se pensava.

Ou melhor, que ele era composto por camadas diferenciadas de realidades, nem todas imediatamente visíveis ou perceptíveis para todas as pessoas. Sob determinadas circunstâncias, alguns indivíduos atingiam a capacidade de obter percepções mais ou menos nítidas dessas outras camadas de realidade que, de certa forma, circundavam o planeta.

Mais que isso: essas realidades paralelas à nossa estavam habitadas por entidades. Algumas eram vistas como sendo quase deuses, outras, como quase humanas.

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Todas poderiam, mais uma vez sob determinadas circunstâncias, entrar em contato com o nosso nível de realidade, transmitindo informações ou apenas tentando contatar com uma realidade da qual ainda não haviam se libertado completamente.

Essa sabedoria antiga foi transformada na base de muitas crenças religiosas, algumas das quais existem ainda hoje. Isso era uma realidade´na Índia antiga como o é hoje. As referências à existência de um "mundo invisível", encoberto dos simples mortais pelo "véu de Maya", são constantes na religiosidade hindu.

Hoje em dia, noções como essa fazem parte da especulação científica - ainda que muito pouco comentadas abertamente -, especialmente na concepção dos chamados universos ou dimensões paralelas.

Uma constante na literatura de ficção científica, a noção de existências paralelas à nossa se desenvolveu principalmente a partir de alguns aspectos da teoria quântica, os quais estão sendo cada vez mais seriamente considerados no meio científico.

alguns aspectos da teoria quântica, os quais estão sendo cada vez mais seriamente considerados no meio

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Outras Dimensões

São justamente os contatos com essas outras dimensões que, ao longo de milhares de anos, têm surgido como o centro de alguns dos maiores mistérios das religiões e crenças místicas da humanidade. Mais do que apenas relatar vislumbres de outras realidades, os relatos dessescontatos fazem referências claras à existência de locais muito reais - às vezes, cidades, outras vezes, países ou terras maravilhosas.

Para alguns, Shamballah e Agartha seriam exemplos de cidades situadas numa das inúmeras dimensões paralelas,ainda que as lendas também se refiram a elas como sendo cidades subterrâneas. Esses relatos ou lendas - como preferem os cientistas - devem estar entre os mais antigos do planeta, formando a base de inúmeras crenças hindus e tibetanas. Na verdade, contos fantásticos sobre cidades subterrâneas ou em outras dimensões apareceram ainda recentemente, aqui mesmo no Brasil.

Seja como for, parece que o contato com esses locais - e com os seres que neles vivem - sempre esteve um tanto restrito, seja a pessoas com um desenvolvimento espiritual mais aprimorado, seja a pessoas com capacidades psíquicas mais desenvolvidas.

Em alguns casos, como no antigo Egito, as maravilhosas terras do Além só podiam ser acessadas pelos espíritos dos mortos, e eram vistas como verdadeiros países, com tudo o que a existência material proporcionava.

As informações vêm sendo fornecidas tanto pelo contato direto com essas realidades, como por meio de contatos entre os seres que nelas habitam e os encarnados na Terra, como ocorre hoje em dia com os médiuns.

meio de contatos entre os seres que nelas habitam e os encarnados na Terra, como ocorre

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Algumas crenças já se referiram à existência de sete planos ou níveis diferentes de realidade, cada qual um pouco mais afastado de nosso plano imediato.

Assim, quanto mais distante se encontrasse o plano, mais difícil seria o contato. Os fantasmas(?), por exemplo, seriam os seres que ainda estariam num plano muito próximo à Terra, presos à realidade material e enfrentando dificuldades para se livrarem da existência anterior e realizar a passagem aos níveis mais elevados ou planos superiores.

Diferentes Contatos Se fôssemos nos concentrar apenas na especulação científica, não haveria motivo para citar apenas sete planos dimensionais: o número de dimensões paralelas possíveis, na verdade, poderia ser infinito.

paralelas possíveis, na verdade, poderia ser infinito. Alguns estudiosos do assunto, ligados às mais variadas

Alguns estudiosos do assunto, ligados às mais variadas crenças e religiões, têm dito que, ultimamente, tem se tornado mais fácil acessar os níveis mais imediatos.

Alguns chegam a dizer que está ocorrendo uma aproximação entre o plano material e o plano espiritual que se encontra mais perto da Terra, como se eles estivessem se mesclando.

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Essa seria a razão do número crescente de contatos, seja por meio de mensagens psicografadas, seja por meio das chamadas canalizações, ou mesmo por contatos diretos em projeções astrais que permitiriam aos indivíduos encarnados atingir esses níveis superiores.

É verdade que as informações e mensagens desses contatos estão cada vez mais complexas e, certamente, mais confusas, uma vez que as comunicações têm sido atribuídas não apenas a espíritos, mas também a seres extraterrestres, que estariam vivendo numa dessas dimensões paralelas e trabalhando em conjunto com os espíritos mais avançados.

Para falar o mínimo, é uma questão cabeluda. Há quem diga que os contatos com extraterrestres não devem ser confundidos com os contatos espirituais; outros afirmam que é tudo a mesma coisa, ou seja, que as mensagens atribuídas aos extraterrestres estão sendo mal interpretadas, e que na verdade são contatos com espíritos; outros, ainda, garantem que os extraterrestres que se comunicam com médiuns são seres de uma espiritualidade elevada, e que atuam nos planos espirituais com a mesma facilidade com que atuam no plano físico.

com a mesma facilidade com que atuam no plano físico. Parece que o assunto tem sido

Parece que o assunto tem sido menos discutido do que deveria, afinal, o próprio Kardec se referiu à existência de vida em outros planetas, em diferentes estágios evolutivos e de espiritualidade.

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As psicografias de Chico Xavier também se referem a seres de outros planetas, de modo que nada mais natural do que discutir essa questão de forma mais ampla, estendendo o tema à possível presença espiritual de seres extraterrestres.

à possível presença espiritual de seres extraterrestres. Cidades Dimensionais Seja qual for o rumo que se

Cidades Dimensionais

Seja qual for o rumo que se dê às investigações e especulações, o tema das cidades espirituais, ou dimensionais, se preferirem, é apaixonante.

E, se entendermos como correta a afirmação de que os mundos espirituais se encontram mais próximos do material do que nunca, não é de se estranhar que os relatos a seu respeito apresentem imagens cada vez mais nítidas. Nesse sentido, não resta dúvida de que as comunicações de André Luiz, psicografadas por Chico Xavier, ainda se encontram entre as mais complexas e nítidas de que se tem notícia.

Luiz, psicografadas por Chico Xavier, ainda se encontram entre as mais complexas e nítidas de que

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A riqueza de detalhes sobre as cidades espirituais tem chamado a atenção de

muitas pessoas, mesmo daquelas que não seguem o espiritismo, mas que entendem como necessária uma aproximação entre os diferentes pontos de

vista, filosofias ou crenças.

Quais seriam, por exemplo, os pontos em comum entre as narrativas do espírito André Luiz a respeito do Nosso Lar, e outras visões de possíveis dimensões paralelas à nossa, encontradas em várias partes do planeta? Para alguns pesquisadores de fenômenos insólitos verificados em nosso planeta,

os contatos com outras dimensões de existência são uma realidade.

Mais que isso: alguns afirmam que existem pontos específicos na Terra que, de certa maneira, formam passagens entre essas dimensões, passagens que podem ser mais ou menos evidenciadas.

Existem relatos de cidades maravilhosas que, em determinados momentos, podem ser vislumbradas em alguns locais do planeta; isso teria sido verificado no deserto do Arizona e também na Antártida. Fala-se de ilhas que surgem misteriosamente no oceano, para desaparecerem em seguida, como se uma porta tivesse sido aberta e, em seguida, novamente fechada, apenas deixando-nos ter uma leve percepção de outra realidade. E muitos mais.

O mais interessante de tudo isso pode estar nos pontos em comum entre as

diferentes narrativas. Por exemplo, algumas pessoas entendem que as orações funcionam como uma espécie de ferramenta para se atingir outros níveis ou, utilizando-se outro tipo de linguagem, "abrir uma passagem" para outra dimensão.

atingir outros níveis ou, utilizando-se outro tipo de linguagem, "abrir uma passagem" para outra dimensão. 501

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De forma semelhante, alguns contatados por extraterrestres falam a respeito da elevação do nível vibratório como meio para se atingir um plano superior e receber mensagens desses seres; fala-se que os mantras indianos igualmente permitiriam, em determinadas ocasiões, o acesso a dimensões superiores, vislumbrando assim uma parte do mundo normalmente invisível; os que realizam projeções ou viagens astrais também se referem a uma série de atitudes ou atividades de relaxamento e concentração, a partir das quais poderiam acessar outras realidades.

As noções se complementam, confundem-se, mas, seja como for, podem ser

a indicação de um caminho único em direção a uma compreensão maior dos mundos invisíveis que nos cercam.

É claro, desde que sejam examinadas com isenção e sem preconceitos.

maior dos mundos invisíveis que nos cercam. É claro, desde que sejam examinadas com isenção e

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Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia.

Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembléias religiosas, gerado pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade.

Assim, todos os agrupamentos humanos possuem seus egrégoros característicos: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc., onde as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade (espírito) autônomo e mais poderoso (o egrégoro), capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora.

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Em miúdos, uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Quando a energia é deliberadamente gerada, ela forma um padrão, ou seja, tem a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, os egrégoros são esferas (concentrações) de energia comum.

egrégoros são esferas (concentrações) de energia comum. Quando várias pessoas tem um mesmo objetivo comum, sua

Quando várias pessoas tem um mesmo objetivo comum, sua energia se agrupa e se "arranja" num egrégoro.

Esse é um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, onde todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

Podemos exemplificar a egrégora analisando um hospital. O principal objetivo dos que ali estão é promover a cura (independente de um êxito ou não) ou serem curados; portanto, um hospital carrega consigo uma "egrégora" que busca a cura. Aonde está essa egrégora?

No chão, nas paredes, no nome, recebendo e influenciando o espírito dos freqüentadores do hospital, dos funcionários, dos pacientes e visitantes. Muitas mentes voltadas para um único objetivo, eis a concentração de energia!

Da mesma maneira, uma missa, um encontro de algumas pessoas (ou muitas) voltadas para promover um mesmo fim (a cura de alguém, o fim de um problema e a superação de uma perda) tem um grande poder de formação de egrégoras.

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Mundo de formas

Prof. Adhemar Ramos - Nós vivemos no mundo das formas e tudo o que nós percebemos pelos nossos cinco sentidos possuem forma. Os nossos sentidos superiores e supra-sensíveis, através das clarividências: etérica, astral e mental, mostram que respectivamente o mundo etérico, o mundo astral e o mundo mental, que interpenetram o mundo físico, também possuem formas. No plano etérico as formas dos corpos vitais dos seres vivos, dos reinos:

vegetal, animal e hominal, assim como as formas dos elementais, como as dos gnomos, fadas, salamandras, ondinas, duendes, silfos e outros, são bem definidas e conhecidas no ocultismo.

e outros, são bem definidas e conhecidas no ocultismo. No plano astral os desejos, vícios, sentimentos

No plano astral os desejos, vícios, sentimentos e emoções possuem formas coloridas que lembram formas de animais, que se juntam às formas de almas de encarnados e de desencarnados, e às formas de seres e entidades típicas do astral.

No plano mental, os pensamentos de objetos e coisas concretas possuem formas definidas similares às do plano físico e pensamentos abstratos são vistos por símbolos típicos que podem ser interpretados pela linguagem simbólica superior estudada e pesquisada na Iniciação.

Estas explicações são necessárias para entendimento do egrégora, e principalmente para permitir a criação de egrégoras pessoais e coletivos.

Egrégora é uma forma-pensamento que é criada por pensamentos e sentimentos, que adquire vida e que é alimentada pelas mentalizações e energias psíquicas.

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É uma entidade autônoma que se forma pela persistência e intensidade de correntes emocionais e mentais. Pensamentos e sentimentos fracos criam egrégoras mal definidos e de pouca vida ou duração, porém pensamentos e sentimentos fortes criam egrégoras poderosíssimos e de longa duração.

Existem egrégoras positivas que protegem, atraem boas energias e afastam cargas negativas, e egrégoras negativos que fortalecem o mal, canalizam forças negativas e repelem forças positivas.

A egrégora pode ser coletiva ou pessoal. Locais sagrados como Aparecida, Lourdes e Fátima, têm egrégoras poderosíssimos, formados pela fé e mentalizações dos devotos, que acumulam as energias psíquicas dos fiéis e quando alguém consegue canalizar para si as energias psíquicas acumuladas no egrégora, provoca o conhecido milagre.

Esta é a explicação oculta da realização de grande parte dos milagres que acontecem. Os locais possuem egrégoras formados pelas energias psíquicas de seus freqüentadores. O egrégora pessoal é formado pelas energias psíquicas da pessoa e principalmente pelos seus pensamentos.

Assim, uma pessoa psiquicamente equilibrada e com pensamentos positivos, cria uma egrégora positiva. Do mesmo modo, uma pessoa desequilibrada emocionalmente e negativa cria uma egrégora negativa.

egrégora positiva. Do mesmo modo, uma pessoa desequilibrada emocionalmente e negativa cria uma egrégora negativa. 507

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A EGRÉGORA

Michèle Séguret - Já aconteceu com você de sentir-se particularmente feliz num lugar qualquer, particularmente à vontade, sem razão aparente? Na floresta povoada de claros-escuros cintilantes, sentiu, como o Conde de Gabalis, o roçar sutil dos gnomos, dos silfos e das salamandras, hóspedes espirituais desses locais? Após uma reconfortante reunião, você saiu satisfeito, sentindo-se em união perfeita com todos? Quanto a mim, lembro- me de um concerto de danças caucasianas, onde a sala inteira encontrava-se unida como um só ser. Lembro-me de um extraordinário solo de Heifetz no silêncio religioso de quinhentas respirações suspensas ao som cristalino do violino, silêncio que permaneceu por alguns segundos após a última nota do virtuose, antes da explosão das aclamações.

Por outro lado, aconteceu com você de sentir-me oprimido ao pisar nos restos dos campos de concentração, nos campos de batalha de Oradour- sur- Glane? Diz-se que o sangue dos mártires de todas as ideologias clama ao céu sua dor e que a imagem dos acidentes impregna os cruzamentos onde se produziram. No metrô parisiense, que transporta tantos espíritos heteróclitos e libera uma infinita tristeza, quantos têm o coração apertado pela atmosfera que lá impera e pela morosidade dos viajantes que nos cercam; privados também da "bolha de ar" necessária ao bem-estar de nossa aura, sufocamos.

Esses estados de espírito podem vir de nossa percepção da egrégora do lugar.

Que é uma egrégora?

Ao se reunirem, os seres formam, pela união de sua vontade, um ser coletivo novo chamado Egrégora. La Voix Solaire (A Voz Solar) em seu número de março de 1961, dava-nos a seguinte definição: "Egrégora, reunião de entidades terrestre e supra-terrestres constituindo uma unidade hierarquizada, movidas por uma idéia-força".

Esta palavra poderia originar-se no grego "egregoren", que significa "velar". No Livro de Enoch está escrito que os anjos que tinham jurado velar sobre o Monte Hermon teriam se apaixonado pelas filhas dos homens, ligando-se "por mútuas execrações".

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Papus, em seu Traité élémentaire de Science Occulte (Tratado elementar de Ciência Oculta) introduz uma nova noção: As egrégoras são "imagens astrais geradas por uma coletividade" (pág. 561).

Em La Voie initiatique (A Via iniciática), Serge Marcotoune constata que a energia nervosa se manifesta por raios no plano astral: "O astral está cheio de miríades de centelhas, flechas de cores das idéias-força. Sabemos que cada pensamento, cada intenção a que se mistura um elemento passional de desejo, se transmite em idéia- movimento dinâmica, completamente separada do ser que a forma e a envia, mas seguindo sempre a direção dada. As idéias-força são os elementos mais elementares do plano astral; elas seguem sua curva traçada pelo desejo do remetente". (pág. 195)

É por isso que precisamos controlar nossos desejos a fim de que eles não

pesem sobre nós, acorrentando-nos, imprimindo à nossa aura cores diferentes. A meditação e a prece do iniciado regeneram-no, permitindo-lhe emitir idéias sadias e tranqüilizantes. No astral, os "spiritus directores", os espíritos-guias, canalizam as idéias-força para zonas determinadas.

Em La Clef de la Magie Noire (A Chave da Magia Negra), Stanislas de Guaita analisa a história da Convenção, desmascarando as entidades homicidas coletivas e os atos sanguinolentos delas decorrentes (pág. 324).

De fato, no mundo astral as coisas semelhantes aglutinam-se para criar um coletivo, graças às suas vibrações idênticas. A egrégora, ser astral, possui seu centro e seu eixo nesse plano e busca um ponto de apoio terrestre para assegurar-se das formas estáveis.

O iniciado aproxima-se assim dos seres superiores e elevados. No astral

nascem os germes das grandes associações, das grandes amizades, das proteções. Em constante modificação, em evolução, as formas das egrégoras são, na maior parte do tempo, efêmeras. As egrégoras não possuem ponto de apoio. Elas podem obstruir nosso caminho ou ser utilizadas por um operador.

Marcotoune escreve: "As egrégoras que podemos considerar como prontas formam uma classe à parte. São as egrégoras da cadeia iniciática ou das grandes religiões. Elas servem à obra sacrifical de expiação do Filho de Deus para salvar a humanidade. São dirigidas diretamente pelos seres reintegrados e pela vontade divina. Situadas no cume do plano astral, perdem-se na fusão com os planos espiritual e divino". (pág. 206) Elas realizam o destino cósmico de todo o universo.

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Os antigos

Basta que o mundo invisível seja um poderoso auxiliar para os seres humanos, para convencê-los de ler os textos antigos.

Se os homens criaram mitos, foi porque se viram confrontados com forças imensas, incompreensíveis, dissimuladas nas profundezas ocultas da Natureza. Sabiam que cotidianamente eram travados combates na terra e no céu.

Zeus luta contra os Titãs; Rama combate os demônios gigantescos do Ramayana; Krishna ajuda o guerreiro Ariuna em seus embates com a Vida, os exércitos vindos do invisível são confrontados com os do manifesto. No Règlement de Guerre (Regulamento da Guerra) dos essênios, vê-se o mundo angélico inteiro empenhado na batalha terrestre. Na China, o Culto dos Ancestrais estabelecia um equilíbrio ente a Terra e o Céu por meio da Egrégora familiar astral. Papus cita Ovídio no Traité Elementaire de Science Occulte: "Quatro coisas devem ser consideradas no homem: os manes, a carne, o espírito e a sombra. Essas quatro coisas são colocadas cada uma em seu lugar: a terra cobre a carne; a sombra flutua em redor da tumba, os manes estão no inferno e o espírito voa para o céu" (pág. 404).

Os egípcios pensavam que não só o ser humano possui um duplo (Kha), mas também todos os animais e todas as coisas em que a vida se faz sentir: as cidades, as províncias, as nações. Henri Duville o observa na sua A Ciência Secreta (La Science secrète)

E nós

Estamos convencidos, como Beaudelaire que: "A Natureza é um templo onde viventes pilares Deixam às vezes escapar confusas palavras, O homem nela passa através de florestas de símbolos Que o observam com olhares "

familiares

Somos convidados com insistência a decifrar o que está oculto (ocultismo), a descobrir o que está fora das coisas (esoterismo), a aprofundar o que nos espanta porque, diz Aristóteles, "do espanto vem a Sabedoria".

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A noção de Egrégora libera dos grilhões religiosos. Na verdade somente o

Amor ao Bem e à Verdade, somente nossa ação e nosso Coração nos conduzirão à família espiritual que nos corresponde, segundo a densidade de

nosso espírito.

Como Swedenborg, viajaremos em grupos unidos, sendo ensinados pelos diversos grupos de anjos que formam sociedades à parte, elas próprias reagrupadas em um grande corpo porque, diz ele, "o céu é um grande

homem". Paulo, na Epístola aos Romanos (12) e em 1 Coríntios 12, escreve:

"Formamos um único corpo com o Messias"

vários membros e todos os membros do corpo, que são numerosos, formam um único corpo". Tal é a comunhão dos Santos. Jesus dissera: "Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei entre eles".

"Sim, o corpo é um, mas há

No Apocalipse, João faz os Anjos responsáveis pelas Nações intervirem, porque somos responsáveis pelos erros coletivos cometidos. Ninguém pode lavar as mãos, como fez Pilatos: guerras, fomes, massacres diminuem nossa

liberdade, porque participamos da egrégora da terra; da mesma forma que os genes de nossa hereditariedade marcam a história de nosso corpo. Segundo

a Bíblia, cidades inteiras foram punidas por causa de sua egrégora

envenenada. Phaneg escreveu: "Todo coletivo constitui na verdade uma família no espiritual e tem seu chefe. É a este chefe que o Espírito fala

"

Compreende-se, nessa ordem de idéias, que jamais se deve responder ao ódio como ódio, porque então as duas egrégoras selariam uma aliança estreita para nossa maior danação. Devemos estar convencidos que nenhuma de nossas aspirações para o Bem se perde e que nossa vida deve produzir Idéias-força poderosas. É o segredo da prece dos "fracos".

Se utilizamos ritos é porque eles constituem um apelo às forças elevadas. Se realizamos uma Cadeia de União, é para ligar o visível ao invisível num campo magnético fechado onde as forças perpendiculares se projetarão. Ela

é ao mesmo tempo criadora e receptora; escudo protetor e receptor de influências astrais e espirituais.

As egrégoras são dinamização das auras num objetivo preciso. Todo o esforço da vida iniciática tem por meta utilizar, da melhor maneira possível, nossa vida, nossos ímpetos, nosso amor, para equilibrá-los e fazer deles uma base sólida num esforço de continuidade e de ascensão.

Metamorfoseemo-nos pela mutação de nosso coração; é a via cardíaca martinista.

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EGRÉGORA OU ALMA COLETIVA

Quem és tu? Eu sou Osíris, a Inteligência suprema, que tudo posso desvendar. Que desejas? Descobrir a origem dos seres, ó divino Osíris, e conhecer Deus. Será satisfeito.

A Visão de Hermes.

Por Fernado Gregório (M.'.M.'.)

Para o famoso cientista da psicanálise Carl Jung, podemos ter percepções intuitivas por meio da exploração do inconsciente coletivo. Para o célebre psicanalista o inconsciente pessoal descansa sobre um outro mais profundo extrato, que não se origina nem da experiência, nem de uma aquisição pessoal, mas é inato no ser humano: o chamado consciente coletivo. A expressão coletivo designa uma natureza universal e, em contraste com a psique individual, tem conteúdo e modos que são os mesmos em todos os indivíduos. Esta existência psíquica coletiva somente pode ser reconhecida quando seu conteúdo se torna consciente.

Isso significa dizer que qualquer aglomerado humano, seja um pequeno grupo de pessoas, uma cidade ou mesmo um país tem sua egrégora, sua sua alma coletiva, como preferimos denominar. É neste exato momento que nos vem à mente o ensinamento do Salmo 133:

Vede: como é bom, como é agradável Habitar todos juntos, como irmãos.

A Egrégora pode ser definida como uma energia resultante da união ou da

soma de várias energias individuais. Ela é formada pelo afluxo dos desejos e aspirações individuais dos membros daquele grupo. Um exemplo é o amor

familiar que gera um fenômeno espiritual que mantém a união da família, cria

a empatia entre essas pessoas, o telessomatismo etc.

Caso essa egrégora fosse dissipada, a família se dissiparia, pois não haveria identificação entre seus membros. Não haveria, assim, vínculo entre eles. A mesma unção ocorre com um agrupamento filosófico.

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Cada agrupamento – templo, Loja, corpo - tem a sua egrégora que nada mais é que sua alma coletiva, resultante do somatório das energias anímicas de cada um dos membros que se põem em harmonia no êxtase do amor fraterno: “porque aí manda Iahweh a benção, e a vida para sempre”. Esse somatório anímico é uma poderosa central de energia magnética capaz de interferir e gerar uma série de fenômenos.

Na egrégora os símbolos têm conteúdos transpessoais, isto é, seus significados são comum à toda a humanidade. Estes símbolos são idênticos a si mesmo em todo ser humano, são os chamados arquétipos.

Quando o homem reconhece honestamente que há problemas que não pode resolver com os próprios recursos – como o desamparo e sua fragilidade - cria condições de reação da egrégora e faz despertar e surgir forças profundas da natureza humana. Para este sentimento surge também uma necessária resposta eterna.

Toda vivenciação transpessoal provinda da egrégora é perturbadora, pois solta em nós uma voz muito mais poderosa que a nossa. Ela fala por meio de símbolos primordiais como se tivesse mil vozes; comove, subjuga elevando o sentimento de fraqueza humana à esfera do contínuo devir, eleva o destino pessoal ao destino da humanidade, e com isso solta em nós todas aquelas forças benéficas de desde sempre possibilitaram à humanidade salvar-se de todos os perigos e também sobreviver à mais longa noite.

Estes símbolos comuns à todo homem nunca pôde ser plenamente elucidado, nele há sempre um excedente de significação primitiva e de vida, possibilitando novos impulsos de criatividade. O sonho, a meditação, a intuição em última análise destes símbolos arquétipicos, nos proporciona vivenciá-los, perceber as emoções ligadas a eles e liberta-los passo a passo em nossa existência.

Por esta razão é muito importante - bom e suave - que os iniciados vivam em união e concórdia – em irmandade - pois a convivência fraternal gera e mantém a egrégora forte e saudável, capaz de rejeitar energias negativas e gerar um inefável saber. No caso de influências de energias negativas por disputas egoístas, por interesses próprios, pela discórdia e outros males, frutos da ignorância humana, a alma coletiva poderia adoecer e vir a se extinguir, o que poderia levar uma comunidade se extinguir. Muitos de nós pode pressentir a “aura coletiva” como uma energia armazenada que paira sobre os Irmãos reunidos em uma Loja. É como uma onda que flutua no ar e sentir sua intensidade e sua harmonia é muito simples. Quando visitamos outra Loja, não é difícil para muitos Mestres descrever com boa precisão

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como é o trabalho daquela determinada comunidade, como é o relacionamento entre aqueles Irmãos, ou se alguma coisa negativa está interferindo naquela Fraternidade, simplesmente através da percepção da egrégora.

Por exemplo, por melhor que seja o conteúdo de um trabalho apresentado para estudo, quando a alma de uma comunidade fraterna está em desarmonia e enfraquecida, a exposição se torna fria e superficial e os ouvintes, quase sem atenção, pouco ou nada fruem do seu significado.É o que ele chama de “ambiente frio”.

seu significado.É o que ele chama de “ambiente frio”. Mas quando está presente a egrégora fortalecida

Mas quando está presente a egrégora fortalecida e em plena luz, nota-se um ambiente de harmonia, de carinho e franca amizade. Então, se um trabalho é apresentado, todos vão além no entendimento que ali foi exposto: Sentimos que quando o ambiente está em equilíbrio, ou o que significa dizer, que a egrégora está forte e pura, surgem como que canais de entendimentos superiores que se ligam às nossas mentes e nos inspiram sorver maravilhosos conhecimentos de uma fonte incomensurável de sabedoria. É como se as antenas de nossas mentes sintonizassem as ondas de uma nova estação de rádio cósmica. Algo maravilhoso se faz naquele momento e como que nos enchemos de um novo saber somente apreendidos sob estas condições. Muitos Maçons se utilizam deste conhecimento em sua vida profana e quando entram em uma reunião, num instante procedem à leitura daquela egrégora específica, e ás vezes podem pressentir, muito antes de terminar uma reunião, qual vai ser o resultado.

Outras vezes, põem perceber uma energia carregada de negatividade e já prevêem um resultado negativo. Aplicando esta poderosa ferramenta, muitos iniciados procuram ficar um pouco em silêncio no início de uma reuniâo, concentrar-se e fazer a leitura daquela energia flutuante e depois agir guiado pela intuição.

Assim, a egrégora é a alma coletiva evocando um poder invisível, porém eficaz e plenamente sentido pelos integrantes de um corpo de estudo. É um princípio de vida e um misterioso centro energético que se manifesta através

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da intuição e está à disposição dos verdadeiros iniciado. Captar a egrégora é captar o verdadeiro poder da fraternidade humana e por isso o desejo das sublimes instituições ecléticas e universalistas em ver todos os homens vivendo como irmãos confluenciando para uma só e divina egrégora terrena.

Se analisarmos sob vários aspectos, veremos que uma corporação iniciática

– uma Loja, por exemplo - é uma das congregações humanas mais bem

preparadas para atingir a geração da egrégora, na busca incessante da sabedoria. Do mesmo modo que a alma individual se exprime através de nossa intuição, a alma coletiva – ou egrégora – também se revela a cada membro capacitado. Há, portanto, a intuição como a comunicação da alma

coletiva com o indivíduo que participa daquela comunidade, ou seja, um canal de iluminação, um lumem infusium de comunicação de sabedoria, cuja fonte é

a egrégora e o receptáculo o homem, o eterno aprendiz.

Significa dizer que certas verdades ou certos mistérios somente poderão ser revelados tendo como condição necessária a existência de uma união harmônica dos membros de um corpo iniciático. Aqui, intuição e amor fraterno são condições sine qual non para ser desvelados profundos mistérios. Em outras palavras, determinadas verdades somente estarão acessíveis aos iniciados que participarem harmonicamente de sua Ordem, sendo um benfazejo contribuinte da alma coletiva gerada pela união com seus Irmãos.

Platão, há mais de 2.400 anos, já tinha se referido a este fenômeno- capacidade. Muitas e maravilhosas coisas foram escritas pelo venerável filósofo que muitos dizem ter sido um iniciado nos mistérios egípcios. Mas talvez poucos saibam que Platão ministrou cursos intitulados Sobre o Bem, os quais recusou-se terminantemente a escrever, mantendo-os em segredos.

E negou-se a escrever porque - como já frisamos - as palavras não se

prestam inteiramente a transmitir as verdades captadas pela intuição, pois além de insuficientes os vocábulos poderiam deturpar nocivamente uma verdade.

Nesses cursos o mestre da metafísica discorria sobre realidades últimas e supremas e sobre os primeiros princípios, adestrando seus discípulos para a compreensão desses segredos através de métodos rigorosos.

Platão estava convencido de que essas realidades últimas e supremas não podiam ser transmitidas senão através da adequada preparação interna.

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E ainda, vejamos que coisa maravilhosa! Em sua Carta VII, Platão escreveu que:

“o conhecimento dessas coisas não é de forma alguma transmissível como os outros conhecimentos, mas apenas após muitas discussões sobre tais coisas

e após um período de vida em comum, quando, de modo imprevisto, como

luz que ascende de uma simples fagulha, esse conhecimento nasce na alma

e de si mesmo se alimenta. Essas coisas são apreendidas necessariamente

em conjunto, como é em conjunto que apreendemos o verdadeiro e o falso relativo à realidade no seu todo.”

E finalmente completou:

Sobre essas coisas

não há nenhum escrito meu

e nunca haverá.

Que obra extremamente fecunda e magnífica. Platão nos deixou além do próprio conteúdo, um ritual, um método para atingirmos a consciência coletiva de uma verdade axiomática, inicialmente buscada, debatida e posteriormente intuída “como luz que acende de uma simples fagulha”. Este o caminho platônico para se atingir as realidades últimas e supremas cantadas pela voz universal!

Se tais verdades captadas pela intuição são verdades intransmissíveis por meio das palavras – inefáveis - e, portanto, inúteis de serem simplesmente sistematizadas por quem as detém, devemos então reproduzir as condições propícias de união fraterna, onde a alma coletiva se comunicará pelos canais intuitivos sua infinita sabedoria aos iniciados.

Platão já conhecia o processo do saber intuitivo humano e propôs um método de utilização conjunta de nossas aptidões para atingir o conhecimento. O mestre já conhecia isso, não é um segredo. Não perceber isto é estar distante da verdadeira Iniciação.

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A Egrégora da Casa

Por Kendra e Ayesha Tamarix

Entre 1348 e 1353, metade da população do mundo morreu pela Peste Negra, muita gente culpou os judeus pelo terrível ocorrido. E apesar do Papa ter dito que várias vezes que os judeus nada tinham a ver com a peste, milhares de Judeus foram expulsos de suas terras.

Quase 700 anos mais tarde o mesmo episódio se repetiria, judeus torturados e despojados de suas posses fugiriam e se refugiariam na Polônia.

O que faz com que certos lugares repitam suas histórias? Será que ela ficaria gravada no seu solo, em suas construções, e essa energia de alguma forma contaminaria as gerações futuras? Ou será que esse local sempre esteve predisposto a essa energia?

Na verdade essa energia e chamada de Egrégora e é responsável pela maneira como nos sentimos.

Ela também muitas vezes é responsável pela maneira como agimos.

Algumas definições são bastante enfáticas sobre a definição de egrégora :

"Palavra que se tornou popular entre os espiritualistas, significa a aura de um local onde há reuniões de grupo, e também a aura de um grupo de trabalho" Outras definições são mais exóticas: "Egrégoras são entidades autônomas, semelhantes a uma classe de "devas" que se formam pela persistência e a intensidade das correntes mentais realizadas nos centros verdadeiramente espiritualistas; pois nos falsos tais criações psicomentais se transformam em autênticos monstros, que passam a perseguir seus próprios criadores, bem como os freqüentadores desses centros". Finalmente temos uma definição um pouco mais clássica: "Egrégora provém do grego egrégoroi e designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade, A egrégora acumula a energia de várias freqüências Assim, quanto mais poderoso for o indivíduo, mais força estará emprestando a egrégora para que ela incorpore às dos demais".

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Um lugar e como uma pessoa, tem sua própria identidade, seu próprio humor, há lugares naturalmente ricos em energia e podemos sentir a diferença ao pisar em seu solo. Há outros em que a energia e sutil e nos sentimos bem nele.

Para conhecer a energia de um local basta sentí-la. E ficar atento a primeira impressão. Geralmente, e a mais verdadeira, pois é baseada na sua intuição imediata.

Há locais de trabalhos espiritualmente insalubres. São feios, velhos e cheios de ranço do passado. O problema e que as pessoas tendem a se acostumar com isso e a situação só choca quem acaba de chegar, que logo e encarado como antipático que exige demais e é cheio de frescuras.

A egrégora se realimenta das mesmas emoções que a criaram. Como ser

vivo, não quer morrer e cobra o alimento aos seus genitores, induzindo-os a produzir, repetidamente, as mesmas emoções. Assim, a egrégora gerada por sentimentos de revolta e ódio, exige mais revolta e ódio. No caso dos partidos

ou facções extremistas, por exemplo, são os intermináveis atentados. No das revoluções, freqüentemente, os primeiros líderes revolucionários a alcançar o poder passam de heróis a traidores.

Terminam os seus dias exatamente como aqueles que acabaram de destronar (segundo Richelieu, ser ou não ser um traidor, é uma questão de datas). Já a egrégora criada com intenções saudáveis, tende a induzir seus membros a continuar sendo saudáveis. A egrégora de felicidade, procura "obrigar" seus amos a permanecer sendo felizes. Dessa forma, vale aqui a questão: quem domina a quem? Conhecendo as leis naturais, você canaliza forças tremendas, como o curso de um rio, e as utiliza em seu benefício. Se esse local de egrégora danificadora for a da sua casa, há uma série de medidas que você pode tomar para aliviar a egrégora pesada do local, mais não sendo o lugar em questão como mudar?

Você pode conversar com o dono pra ver se rola pelo menos uma mudança estética, como uma pintura, móveis novos, cortinas esse tipo de coisa. Isso resolve? Não, mais é um começo.

Pode ser que você consiga mudar a egrégora do local simplesmente com

atitudes assim, uma mudança movimenta novas energias. Mas pode ser que

a egrégora já esteja tão enraizada que ela não só se recusa a sair como

ainda revida. E como se o ambiente inteiro se revoltasse! Coisas pifam,quebram, somem, as pessoas se estressam e o lugar logo parece feio, com infiltrações, manchas as vezes inexplicáveis.

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Nesse caso quando a egrégora revida, há duas saídas para a pessoa que não quer participar desse lixo. Ou ela se protege entrando numa bolha de energia, ou ela desiste e procura um lugar que não tenha que brigar o tempo todo. E ate possível viver em um ambiente ruim por algum tempo, com a devida proteção, o problema e que dá muito trabalho e é cansativo.

Nossa casa e um lugar sagrado. É onde deveríamos nos sentir seguros e protegidos. Infelizmente, nem todo mundo se sente assim. Muitas pessoas chegam diante de suas portas e dão um suspiro imaginando uma maneira de não dar o passo para dentro daquela casa.

Por isso sempre estamos acostumados a pintar a casa antes de entrar, para modificar as energias locais, ou egrégoras já firmadas.

Quero deixar registrado aqui que isso não esta certo e não é normal. Sua casa deve ser seu porto seguro. E tirando casos sinistros de casas assombradas até em sua fundação, não e muito difícil mudar a egrégora de uma casa. O que geralmente atrapalha são seus habitantes.

Todos nos fazemos uns pactos estranhos, malucos e freqüentemente reclamamos dos resultados.

Reclamamos de uma coisa e quando ela se vai, reclamamos que ela se foi. Temos o vício de reclamar de ver o pior em tudo. De ver nossos problemas, defeitos, doenças e franquezas com uma horrível lente de aumento.

O mais difícil na hora de mudar o campo energético de uma casa e mudar as pessoas que vivem nela.

lente de aumento. O mais difícil na hora de mudar o campo energético de uma casa

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De nada adianta fazer uma boa limpeza, se as pessoas insistem em jogar lixo no chão. E preciso mudar o comportamento das pessoas e isso pode ser um pesadelo.

Vamos por parte: A primeira coisa que você precisa analisar na sua casa e como você se sente. Seja mais especifico antes de responder “BEM” ou “MAL”.Se desejar escreva num papel: Cansado? Eufórico? Empolgado? Irritado?

Dentro das suas respostas, especifique agora aonde exatamente você se sente de uma determinada maneira. Há apartamentos que cabem em um bolso, mais há casa com vários aposentos e cada um deles possui uma egrégora particular.

Feito seu esquema de como se sente aonde, agora pergunte porque.

Veja se há um motivo lógico para que você se sinta irritado por exemplo:

Irritado com o que? Com a bagunça? Com os móveis velhos? Essa análise e importante para que você saiba que mudanças deve fazer na sua casa depois de realizar um ritual de limpeza, pois e a única forma de mudar definitivamente o padrão energético do lugar com o uso da magia natural.

de limpeza, pois e a única forma de mudar definitivamente o padrão energético do lugar com

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E quando as pessoas da casa resistem a mudança?

E normal que pessoas sintonizadas com a energia vigente resistam a

qualquer mudança, especialmente idosos, eles podem se tornar rígidos e a grande verdade e que o ser humano e adepto da Lei da Inércia. Preferem que tudo fique como esta.

Há uma hierarquia em qualquer casa. Nem sempre e o pai quem manda, as

vezes a mãe, a sogra, o tio, o filho. se você é essa pessoa, poderá efetuar as mudanças que achar necessária, mais se não é terá que usar sutileza e tato para efetuar as mudanças. Outro problemas é quando as pessoas pertencem

a outras religiões, mesmo assim vale a pena tentar, pois você esta tentando tornar sua casa mais saudável e elevada para todos.

O fato de várias pessoas se sentirem incomodadas em um lugar, ou uma, ou

duas, já é um fator de os moradores conversarem sobre o assunto, pois ali há uma microcomunidade que procura uma harmonia familiar.

Mais as vezes só as mudanças na sua casa não resolvem, você deve considerar o bairro em que mora, a rua, dificilmente uma casa consegue ficar bonita por muito tempo numa rua de casas feias.

Há uma serie de coisas que podemos fazer para mudar a energia de um local, como a verificação pela radiestesia, e a mais conhecida técnica de harmonização: o FENG SHUI, onde detectamos os pontos de energia ruim e de energia boa e procuramos equilibrar esses pontos, com técnicas simples como mudanças de móveis, pintura nas paredes, sinos de ventos etc.

equilibrar esses pontos, com técnicas simples como mudanças de móveis, pintura nas paredes, sinos de ventos

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Dicas de harmonização.

Sujeira

Dicas de harmonização. Sujeira Procure manter o local sempre limpo, não descuide da pintura. Evite lixo

Procure manter o local sempre limpo, não descuide da pintura. Evite lixo na cozinha pois ela e responsável pela prosperidade, saúde e sustento de todos na casa. A falta desse cuidado gera energia parada e estagnada.

Bagunça

Nem sempre e possível se livrar da bagunça, mais e preciso mantê-la sobre controle. A bagunça embaralha os pensamentos, arrumar tudo torna sua vida mais clara. A bagunça embaralha a sua visão, e confunde o seu sentido de percepção.

Coisas velhas e quebradas

Faça uma constante renovação de roupas, panelas, cacarecos em geral. Coisas velhas em demasia impedem a chegada de coisas novas. O novo precisa de espaço para chegar, o novo traz inícios, recomeços, oportunidades, novos prazeres e novos desafios, mas para isso tem que haver espaço, e o velho precisa deixar a nova energia chegar.

Pintura nova na mudança

Uma pintura nova na mudança ou em qualquer momento da vida de sua casa poderá movimentar as energias, uma dica é colocar um pouquinho de pó de enxofre uma quantidade de 10g/10litros na tinta.

Iluminação da casa e casa arejada

É sabido que a ação direta do Sol elimina bactérias, abra as janelas deixe a energia do SOl transmutar a energia da sua casa, com força e purificação. Há também a ação do elemento ar que entrará pelas janelas trazendo movimento, novas energias e novas possibilidades. A mensagem dos ventos amenizam as energias negativas.

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A força e o poder de uma egrégora

Por Cherrine Cardoso - Esses dias parei para fazer uma reflexão sobre o valor e a importância dos grupos nos quais estamos inseridos desde o momento em que nascemos.

Se analisarmos, esses grupos são os grandes responsáveis pela nossa maneira de ver e nos relacionar com o mundo à nossa volta.

É por meio de um grupo que moldamos nossa personalidade e identidade,

que buscamos descobrir aquilo que realmente gostamos.

Entretanto, um indivíduo, em sua constante mutação, migra de um grupo a outro em diversos momentos na sua vida. Segue moda, tendência, comportamento, hábitos, costumes e isso tudo é o que determina de qual grupo ele faz parte.

Perceba que você mesmo consegue distinguir, só de olhar, passeando por um bairro ou shopping ou parque, de qual grupo certa pessoa faz parte. Você reconhece pelo tipo de roupa, pelos acessórios, pelas gesticulações e sabe identificar se é uma pessoa refinada ou não. Talvez até a qual grupo social ela pertence.

Dentro da nossa cultura identificamos esta força do grupo como egrégora. A tradução deste termo, uma palavra grega da terminologia egregoroi, diz que é

o conjunto de formas-pensamentos de duas ou mais pessoas, voltadas para

algum propósito. Diz também que todo grupamento humano possui uma, seja ele uma empresa, clube, família ou até de ordem iniciática.

O Prof. DeRose, com seus quase 50 anos de magistério com o Yôga, também identificou o poder e a importância da egrégora.

Para ele “egrégora designa a força gerada pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade”. Hoje você consegue saber de qual tipo de Yôga um praticante pertence só de observá-lo.

Aqueles que conhecem os alunos e instrutores do Método DeRose percebem, logo de cara, que trata-se de um grupo de pessoas preocupadas em preservar o bom relacionamento humano, a boa educação, a limpeza, o bem estar, a amizade, o carinho. Sem forçar, de forma natural. Os que chegam sentem, se identificam e ficam, se tiverem sintonia com a mesma vibração.

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Alguns até estranham, mas se a energia for compatível, logo sentem-se parte do mesmo universo. Entretanto tratam-se apenas de características. Cada grupo tem as suas.

Juntamente com o conceito de egrégora, um outro bem forte caminha junto, que é o de karma. Diferentemente do que muitos pensam, karma representa apenas ação e reação. Representa que tudo aquilo que você promove à sua volta vai gerar uma energia de reação. Se suas atitudes forem positivas, as reações a elas também serão. E vice-versa.

Para uma indivíduo comum a percepção sobre karma é muito pequena se comparado a um que trabalha a expansão da consciência. Quando você tem ciência dos seus atos, já sabendo que eles promoverão uma reação natural, certamente você se preocupa mais, ficando mais atento àquilo que faz, diz e até pensa.

O Yôga ensina, dentro dos seus conceitos e técnicas, como fazer você trabalhar o corpo físico, energético, emocional e até mental, visando esta busca pela hiperconsciência. E só de estar inserido num grupo com este objetivo, naturalmente você já é conduzido a uma evolução, mesmo que inicialmente você nem perceba. Acaba, por osmose, se comportando e agindo dentro do mesmo padrão.

Para pertencer a uma egrégora, basta pensar de forma semelhante ao grupo, principalmente àqueles aos quais se pertence sem perceber. Até mesmo assistir um programa de TV ou ler um livro já o faz pertencer a uma egrégora. Quando você aprende a trabalhar com as egrégoras, ganha uma valiosa ferramenta para a melhoria da sua qualidade de vida, já que determina em qual grupo você quer estar para que isto se torne efetivo!

Repense agora se você está onde realmente quer estar. Se faz aquilo que realmente quer fazer, sem ser forçado a tomar suas atitudes.

Repense se não se comporta do jeito que a sociedade quer que você de comporte, indo contra seus valores e instintos pessoais. E se não estiver no grupo compatível com aquilo que deseja pra você, mude agora!

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Sobre Egrégoras

Uma das coisas que acho bem interessante no meio ocultista é a importância que se dá para a egrégora, ou ao grupo ao qual se pertence, e sobre os benefícios de ficar sobre a égide de tal força. Aos que buscam a total realização espiritual, tal força pode até ser um empecilho. Mas o que são egrégoras exatamente, e como essa força pode nos ajudar ou atrapalhar em nossa caminhada?

Direto do Wikipédia: Egrégora, ou egrégoro para outros, (do grego egrêgorein, Velar, vigiar), é como se denomina a entidade criada a partir do coletivo pertencente a uma assembléia. Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoros, estes estão presentes em todas as coletividades, sejam nas mais simples associações, ou mesmo nas assembléias religiosas, gerado pelo somatório de energias emocionais e mentais de duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer finalidade. Assim, todos os agrupamentos humanos possuem suas egrégoras características: as empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc., onde as energias dos indivíduos se unem formando uma entidade (espírito) autônomo e mais poderoso (o egrégoro), capaz de realizar no mundo visível as suas aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora, ou seja, sua ideologia. Em miúdos, uma egrégora participa ativamente de qualquer meio, físico ou abstrato.

Como vimos então, egrégoras são formadas pelas formas-pensamentos criadas a partir da união do mesmo pensamento em comum de uma assembléia, de um grupo, ou seja do coletivo reunido com o mesmo objetivo. Quanto mais forte e mais frequente for essa egrégora, mais força vai acumulando, se tornando uma entidade autônoma.

Pensamentos e sentimentos fracos criam egrégoras mal definidas e de pouca vida ou duração, porém pensamentos e sentimentos fortes criam egrégoras poderosíssimas e de longa duração. Existem egrégoras positivas que protegem, atraem boas energias e afastam cargas negativas, e egrégoras negativas que fortalecem o pensamento negativo, os vícios do qual o sujeito quer escapar mas como uma força maior que ele, o compele a sempre repetir o mesmo padrão de comportamento. Está aí, a origem dos espíritos obsessores, porque a egrégora pela força que possui se torna uma entidade autônoma, o qual ainda, nossa psiquê só interpreta através de imagens, por isso a personificação, e a tendência a crermos que o plano astral é povoado por entidades e espíritos os mais diversos, desde espíritos ou almas repugnantes e sombrias, espíritos de luz que nos protegem, até mesmo anjos e devas, demônios e outros seres elementais.

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Verificamos que são as formas-pensamentos que dão origem a egrégoras, egregóras essas que também podemos chamar em outras palavras, de “memeplex” (memeplex é um conjunto de memes ou formas-pensamentos). Tem um post interessante sobre isso, aqui, onde verificamos que memes são o equivalente aos condicionamentos.

Pois bem, então egrégora é equivalente de certa forma a condicionamentos, que como já visto em outros posts, são os condicionamentos que nos impedem de perceber a realidade tal qual é. O problema maior, é que pelo visto, tudo o que se relaciona com a sociedade e cultura de um povo, estão relacionados com algum tipo de egrégora. Estamos inseridos na sociedade, somos cidadãos, e nos relacionamos com o mundo.

Segundo Jung, a identificação do indíviduo com o grupo (egrégora) é um caminho simples e mais fácil, na egrégora nos sentimos protegidos por sua força, o indivíduo pode obter um entusiasmo e incentivo que o leve a praticar ações nobres, solidariedade, etc. Mas no grupo ou coletivo, devido a grande força de sugestão, a experiência tende sempre a ser num nível de consciência inferior ao do indivíduo, pois é inevitável que a psicologia de um grupo de pessoas desça a um nível mais baixo, por esse motivo é duvidosa a moral de grandes organizações. O indivíduo na multidão torna-se facilmente uma vítima de sua sugestionabilidade. Só é necessário que algo aconteça, por exemplo, uma proposta apoiada por todos para que cada um concorde, mesmo que se trate de algo imoral.

Na massa não se sente nenhuma responsabilidade, mas também nenhum medo. Por isso também a multidão humana, ou grandes grupos, egrégoras, como de uma nação por ex., time de futebol., etc., são grandes incubadoras de epidemias psíquicas, tal como a projeção de conteúdos reprimidos do coletivo (sombra) serem projetados em outras nações, em outros grupos, do qual o indivíduo não participa, e verificamos isso em guerras e grandes perseguições de um grupo a outro.

Os acontecimentos da inquisição, da caça as bruxas, da Alemanha nazista, da atual guerra santa, são os exemplos desse fenômeno.

Egrégoras (ou memeplex), se equipara ao que na psicologia junguiana é conhecido por complexos. E devido a tudo isso exposto acima, verificamos que egrégoras também são o mesmo que o sistema de aprisionamento que rege a sociedade como um todo, a matrix ou sístase, ou seja, são os condicionamentos que distorcem a nossa percepção do real.

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"Conher o homem é conhecer Deus.

Conhecer Deus é conhecer o homem.

Estudar o Universo é instruir-se sobre Deus e sobre o homem;

porque o Universo é a expressão do Pensamento Divino,

e o Universo está refletido no homem.

O conhecimento é necessário para que o Eu se torne livre e

se conheça unicamente como Si mesmo."

Annie Besant

O conhecimento é necessário para que o Eu se torne livre e se conheça unicamente como

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ProjeçãoProjeçãoProjeçãoProjeção AstralAstralAstralAstral

Projeção Astral - IPPB www.www.ippbwww.www.ippbippb.org.br/ippb.org.br/.org.br/.org.br/ for everyone

for everyone O desprendimento do corpo astral durante o sono é um

O desprendimento do corpo astral durante o sono é um fenômeno natural,

mas que também pode ser induzido e controlado mediante o uso de certas práticas.

Projeção astral é a capacidade que todo ser humano tem de projetar sua consciência para fora do corpo físico. Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo da corrente de pensamento que a mencione:

viagem astral (esoterismo), experiência fora do corpo (parapsicologia), desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma (espiritismo), viagem da alma (eckancar), projeção do corpo psíquico (rosacruz) etc.

A experiência fora do corpo é um fato comprovado.

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Apesar de tabus e medos que algumas pessoas têm sobre o assunto, o fenômeno acontece naturalmente durante o sono e que pode também ser conscientemente provocado por meio de técnicas seguras.

Na projeção astral, há o desprendimento do psicossoma -- a contraparte extrafísica da pessoa, réplica sutil exata do corpo físico em toda a sua estrutura.

O psicossoma é de matéria astral e vibra numa freqüência mais elevada que

a matéria física; é imperceptível ao olhar e toque. Ele coincide com o corpo físico durante as horas em que a consciência está totalmente desperta, mas, no sono, os laços que mantêm os veículos de manifestação unidos se afrouxam e o psicossoma se destaca do corpo físico.

Essa separação é que constitui o fenômeno da projeção astral.

Normalmente, o psicossoma, quando projetado, mantém a semelhança do corpo físico e permanece a este ligado por um apêndice energético conhecido como cordão de prata, pelo qual a energia vital circula. Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. À medida que o psicossoma se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais fino e sutil.

O cordão é excepcionalmente elástico e, enquanto o corpo físico vive, jamais

se rompe - por mais longe que psicossoma esteja do corpo material.

Não há também o risco de o psicossoma se perder ou ser incapacitado de voltar. Nas projeções conscientes, basta a pessoa pensar em retornar para isso acontecer imediatamente. Já nas projeções naturais, durante o sono, um ruído ou movimento que acorde o corpo físico traz o psicossoma de volta automaticamente. Vem daí a sensação de queda que muitas vezes nos faz acordar sobressaltados.

o psicossoma de volta automaticamente. Vem daí a sensação de queda que muitas vezes nos faz

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Outro fenômeno comum nas projeções naturais é a pessoa despertar durante

a noite e descobrir que não pode se mover, falar, nem abrir os olhos. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Embora possa ser

assustador, esse fenômeno - denominado de catalepsia projetiva - é benigno

e pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico.

Nas projeções conscientes ou voluntárias, a pessoa se desdobra a pela vontade. Comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente fora do corpo; pode viajar para lugares diferentes no plano físico ou extrafísico; encontrar com outros projetores ou com entidades desencarnadas. Pode voar e atravessar objetos físicos, reentrando no corpo físico à hora que desejar.

físicos, reentrando no corpo físico à hora que desejar. Estudo e Prática O assunto "Viagem Astral"

Estudo e Prática

O assunto "Viagem Astral" é fascinante, mas o enfoque de cada um em cima do estudo dessa capacidade parapsíquica varia de acordo com a tendência de cada pesquisador.

Há aqueles que se preocupam apenas com a parte fenomenológica da projeção; outros, apenas com a parte técnica e científica; e outros, como em meu caso, procuram mesclar os melhores valores das várias linhas espiritualistas com o estudo das saídas do corpo.

Nenhuma linha de raciocínio é superior a outra.

Cada pesquisador tem suas características e o grande lance é sabermos conciliar pontos divergentes dentro de uma postura universalista, respeitando

o enfoque de cada um e buscando sempre a ampliação de nossos potenciais rumo ao equilíbrio.

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O estudo das experiências fora do corpo só faz o ser humano crescer, se for

efetuado com alegria, discernimento e amor. De que adianta ser um projetor

consciente fora do corpo se isso não melhorar a manifestação da pessoa no seu dia-a-dia?

O objetivo de uma experiência extracorpórea não é fazer turismo extrafísico

ou dar uma voltinha pelo "Além". Trata-se simplesmente de acessar outras dimensões para aprender e trabalhar enquanto o corpo repousa no leito. É uma porta aberta para realidades transcendentais, desde que a pessoa esteja buscando a maturidade espiritual e deseje colaborar espiritualmente a favor da evolução de todos.

Como diz um espírito amigo meu: "Sair do corpo é fácil. Difícil é ficar em paz, dentro e fora do corpo!"

Difícil é ficar em paz, dentro e fora do corpo! " As experiências fora do corpo

As experiências fora do corpo são estudadas desde a antigüidade, principalmente pelos povos orientais.

Os egípcios, hindus, tibetanos e chineses aprofundaram bastante o tema, mas sob um prisma esotérico.

Aqui no Ocidente, os iniciados de várias linhas ocultistas aprofundaram seus estudos projetivos, mas, também sob conotação hermética. Isto é, iniciados do Oriente e Ocidente sempre buscaram uma transformação da consciência, a transmutação do velho homem de ferro em um homem de ouro, renovado, renascido (dwidja), pleno de consciência.

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Por isso, levando em conta a leviandade de muitos que buscam fenômenos, mas não a espiritualidade consciente, os antigos criaram vários processos iniciáticos para seleção dos interessados nas artes espirituais. Isso preservou o conhecimento iniciático das investidas do pessoal "oba-oba" da época.

Porém, o tempo passou e muitas coisas mudaram. Nos dias atuais esse mecanismo iniciático está ultrapassado mesmo. Milhões de pessoas têm experiências fora do corpo espontaneamente, sem saber como aquilo ocorreu.

Elas não são iniciadas em coisa alguma.

aquilo ocorreu. Elas não são iniciadas em coisa alguma. Devido a falta de informação, elas ficam

Devido a falta de informação, elas ficam apavoradas. Dependendo para quem narram sua experiência a situação poderá piorar. Um religioso cristão mais ortodoxo explicará aquilo como influência do "demo". Um materialista rotulará tal experiência como pura piração da pessoa. Um espírita dirá que é mediunidade. Um iogue pedirá a pessoa para estudar Ioga. Um ocultista mais ortodoxo alertará que saír do corpo é perigoso e só deve ser praticado por quem for iniciado.

Conclusão: - Há muitas pessoas passando por experiências fora do corpo no mundo todo, e há muitas pessoas falando desse assunto sem o mínimo de informação que possa ajudar seus semelhantes a entenderem isso de maneira natural.

O principal pré-requisito para uma pessoa sair do corpo não é que ela seja iniciada em alguma fraternidade esotérica ou que seja médium.

Basta apenas que ela esteja dentro do corpo, pois só sai o que está dentro!

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As experiências fora do corpo são abordadas em várias linhas espiritualistas. Dependendo de época, local e influências culturais ou místicas, há nomenclaturas variadas para essa experiência.

Por exemplo: "Viagem astral" (Ocultismo); "Projeção astral" (Teosofia); "Experiência fora do corpo" (Parapsicologia); "Projeção da consciência" (Projeciologia); "Projeção do corpo psíquico" (Rosacruz); "Emancipação da alma", "Desprendimento espiritual" ou "Desdobramento espiritual" (Espiritismo); "Viagem da alma" (Ecanckar); "Viagem fora do corpo" (pesquisadores parapsíquicos).

Devido à grande variedade de nomes, há uma certa confusão em relação ao tema. Já ouvi dizer que viagem astral não é o mesmo que desdobramento espiritual, que , por sua vez, não é o mesmo que projeção.

Na verdade, é tudo uma questão de nomenclaturas diferentes.

As crianças têm a aura muito solta e sensível. Ainda não estão hipnotizadas pelas preocupações e seus chacras ainda não estão sujos com as vibrações densas de mágoas, desejos de vingança e mediocridades variadas. Por isso, soltam-se facilmente durante o sono para outras dimensões. Isto é, como estão há pouco tempo no plano físico, elas buscam seu plano de origem naturalmente. Vôam espontaneamente para a casa espiritual de onde vieram (e para onde irão após a experiência de vida no plano físico). Com o passar dos anos, os chacras ativam-se e conectam mais profundamente a consciência ao seu novo veículo de manifestação no plano físico. Isso ocorre mais intensamente dos 5 aos 7 anos. É quando a criança perde gradativamente suas percepções parapsíquicas e adapta-se literalmente ao plano terrestre. Na verdade, essas percepções apenas ficam amortecidas pelo novo processo reencarnatório da pessoa. Ao longo da vida, dependendo de fatores variados, essas capacidades latentes poderão vir a tona novamente.

Nos períodos da puberdade e adolescência (épocas de grandes transformações hormonais, psicológicas e energéticas), há uma forte efervecência das projeções novamente. Mas, a essa altura, podem ser interpretadas como sonhos ou pesadelos.

Comecei a ter projeções espontâneas aos 15 anos de idade. Como não tinha alternativa mesmo, aprofundei-me bastante no assunto. Hoje, aos 37 anos, continuo me aprofundando e descobrindo coisas incríveis nessas experiências. Posso dizer com toda segurança que melhorei muito como ser humano estudando tudo isso, na teoria e na prática. Ajudo muitas pessoas

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fora do corpo, mediante aplicação de passes extrafísicos em pessoas doentes e outras que não estão bem após a morte do corpo físico. Sinto-me útil! E isso faz meus olhos brilharem e meu coração tornar-se um sol.

faz meus olhos brilharem e meu coração tornar-se um sol. Comecei a dar palestras e cursos

Comecei a dar palestras e cursos de projeção, aura, chacras e outros assuntos espirituais aos 19 anos de idade. De lá pra cá, conheci muitas pessoas dentro dessas áreas de estudo. Desde pessoas maravilhosas até pessoas absolutamente complicadas mesmo. Eis algumas reflexões sobre isso:

Conheci pessoas que aplicavam cursos de projeção, mas que não eram projetores conscientes. Normalmente, escoravam-se em um livro sobre o assunto ou em alguma suposta autoridade do assunto e a partir daí, ministravam cursos. Isto é, não sabiam nem para eles mesmos, e mesmo assim queriam ensinar aos outros. E pior: achavam-se grande craques no assunto!

Conheci sensitivos excelentes. Tinham grande potencial, mas não gostavam de estudar seriamente e nem se dedicavam a um aprofundamento de suas qualidades. Isto é, tinham grande prática de projeção, mas não tinham bom embasamento técnico de como elas aconteciam. Não conheciam bem o

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mecanismo de suas experiências. Portanto, não explicavam para os outros não é porque não queriam, era porque não sabiam mesmo!

Muitos pesquisadores e sensitivos "morrem de medo de ver espíritos". Isto é, falam desses assuntos com certo orgulho, mas "borram-se de medo" do invisível.

No último dia de finados, quantos espiritualistas (em suas várias linhas) foram ao cemitério visitar esqueletos e chorar desconsolados?

É estranho! Estudam sobre imortalidade, corpos espirituais, reencarnação,

carma, chacras e outras realidades. No entanto, basta a morte bater em suas portas para derrubar todo seu estudo teórico sobre esses temas.

Algumas pessoas fazem um curso de projeção e querem diploma. Engraçado!

fazem um curso de projeção e querem diploma. Engraçado! Trabalho com isso há tantos anos e

Trabalho com isso há tantos anos e não tenho diploma de projetor.

Como eu mesmo não tenho um diploma, como posso dar diploma para alguém que mal começou a estudar? Que moral eu tenho para dar um diploma dizendo assim?: - Eu, Wagner Borges, atesto que fulano(a) de tal é formado em projeção da consciência!

O atestado de qualidade de uma consciência é mostrado na prática pelo que

ela pensa, sente e faz em suas manifestações, dentro ou fora do corpo.

E quem lhe dá o diploma é a vida, mãe de toda experiência!

Para aqueles que estão ansiosos por uma projeção, sugiro que troquem a ansiedade por amor!

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Amparadores (guias espirituais, mentores extrafísicos, protetores espirituais, etc.) não são babás de ninguém. Eles não são atraídos por preces ou invocações místicas.

Eles vêm pela sintonia de bons propósitos que a pessoa manifestar.

É fundamental pensar no Bem de todos os seres na hora de deitar! Mais importante do que uma viagem fora do corpo é viajar equilibradamente pela vida. E mais legal ainda é estudar tudo isso e aumentar o bom humor.

Só conhecimento não é sabedoria. Só boa intenção não resolve. Mas, conhecimento equilibrado pelo amor leva ao equilíbrio.

Ninguém sabe tudo sobre projeção. Não somos craques nem em viver equilibradamente dentro do corpo, quanto mais fora dele. Conheci pessoas que diziam-se altas iniciadas em grupos esotéricos. Contudo, as cores de suas auras estavam tisnadas pelas vibrações da arrogância. Elas eram iniciadas em diplomas místicos. Infelizmente, não eram iniciadas em compaixão. Elas tinham galgado altos graus de iniciação na arrogância. No entanto, faltava-lhes a iniciação do amor ao próximo. Faltava-lhes o essencial:

a iniciação da lucidez, que mostra efetivamente que somos todos neófitos da vida.

Faltava-lhes o essencial: a iniciação da lucidez, que mostra efetivamente que somos todos neófitos da vida.

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É muito comum ver imagens em nossa tela mental na hora de dormir.

Principalmente, na hora em que estamos no estado hipnagógico (estado alterado da consciência fronteiriço entre a vígilia e o sono, conhecido popularmente como cochilo) podem surgir imagens clarividentes em nosso chacra frontal. Nesse momento, seres extrafísicos podem interagir com essas imagens e plasmarem certas cenas para a pessoa ver. Estas experiências já aconteceram comigo.

Mãos invisíveis podem abrir livros na tela mental de alguém e a pessoa lê em segundos tudo que está lá. A mente consciente pode não registrar isso no

estado de vigília, mas aquele conhecimento está registrado no subconsciente,

e de alguma maneira ele emergirá como idéias e intuições providenciais nos momentos apropriados.

Há que se tomar um grande cuidado na interpretação de imagens durante as projeções, pois muitas vezes a própria mente produz formas mentais e processa inconscientemente várias coisas.

Só com estudo e experiência se consegue identificar uma coisa da outra.

- Wagner Borges -

P.S: Este texto foi postado em partes originalmente na lista temática "Sintonia". Aqui, está sintetizado e adaptado para leitura completa.

Fonte: Instituto de Pesquisas Projeciológicas e Bioenergéticas - Wagner Borges

ACESSE:

www.ippb.org.br/

www.viagemastral.com/

pt.wikipedia.org/wiki/Projeção_da_consciência

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Não dorme sob os ciprestes, Pois não há sono no mundo. O corpo é sombra

Não dorme sob os ciprestes, Pois não há sono no mundo.

O corpo é sombra das vestes Que encobrem teu ser profundo.

Vem a noite, que é a morte, E a sombra acabou sem ser. Vais na noite só recorte, Igual a ti sem querer.

Mas na Estalagem do Assombro Tiram-te os Anjos a capa:

Segues sem capa no ombro, Com o pouco que te tapa.

Não tens vestes, não tens nada:

Tens só teu corpo, que és tu.

Por fim, na funda Caverna, Os deuses despem-te mais, Teu corpo cessa, alma externa, Mas vês que são teus iguais.

A sombra das tuas vestes Ficou entre nós na Sorte. Não 'stás morto, entre ciprestes.

Neófito, não há morte.

Então Arcanjos da Estrada Despem-te e deixam-te nu.

FernandoFernandoFernandoFernando PessoaPessoaPessoaPessoa

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OsOsOsOs CorposCorposCorposCorpos EspirituaisEspirituaisEspirituaisEspirituais

EspirituaisEspirituaisEspirituaisEspirituais Os Sete Corpos do Homem A nomenclatura clássica e

Os Sete Corpos do Homem

A nomenclatura clássica e universalmente adotada da divisão Setenária do Homem, conforme podemos encontrar em autores como Helena P. Blavatsky, Anne Besant, Leadbeater, Alice Baylei, Jinarajadasa, P.Pavri Earlyne, Chaney, Dion Fortune, J.C.Chatterji, Paul Sinnet e outros.

Estes corpos são, em ordem ascendente: Físico, Etérico, Astral, Mental Inferior, Manásico (Mental Superior), Búdico e Átmico, que em seu conjunto constituem quaternário e o ternário, a PERSONALIDADE (Físico, Etérico, Astral e Mental Inferior) e a INDIVIDUALIDADE (Mental Superior, Búdico e Átmico).

1 - O Corpo Átmico

É o Corpo onde reside a Mônada (centro de força do Logos) humana, nosso Deus Oculto que nos dá a Vida e a Autoconsciência.

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- O Corpo Búdico

A palavra buddhi vem do sânscrito e traduz-se por sabedoria. Este é o corpo

da Sabedoria divina, da intuição, dos lampejos divinos e dos sentimentos superiores. É a contraparte superior do Corpo Astral ou Emocional. É a sede do Amor Incondicional pelo Criador e pelo próximo, da Renúncia, do Perdão, da Pureza, da Síntese, da Unidade.

3 - O Corpo Manásico, ou Corpo Mental Superior ou Corpo Causal

É o corpo da nossa Mente Abstrata, que pode ligar-se à Fonte Suprema e

captar diretamente o Conhecimento Universal, sem esforço intelectual de qualquer natureza Neste corpo atuam os Mestres, filósofos e gênios que trazem novas revelações ou novos aspectos da Verdade Universal à Humanidade. A prática da meditação é a principal porta de acesso a este corpo. Neste corpo reside o nosso Anjo Solar, ou nosso Mestre Interno, ou nosso Eu Superior.

4 - O Mental Concreto ou Corpo Mental Inferior

É o veículo do pensamento. Com uma estrutura mais sutil e menos definida,

ele contém nossos processos mentais, nossas idéias e geralmente aparece aos videntes na forma de uma auréola dourada.

Este corpo possui 7 subdivisões. Estas subdivisões ou subplanos inferiores constituem propriamente o MENTAL INFERIOR, que é dissolvido em cada encarnação, enquanto que as três subdivisões superiores constituem o imortal MENTAL SUPERIOR ou CORPO MANÁSICO.

Ali residem os pensamentos nossos de cada dia, ou seja, as preocupações, o raciocínio prático, lógico, analítico, egoísta, calculista, enfim o tipo de pensamento que gera carma e mantêm-nos afastados de TRÍADA SUPERIOR. A sua contraparte superior é o CORPO MENTAL SUPERIOR (Mental Abstrato, ou Corpo Causal, ou Corpo Manásico).

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- O Corpo Astral

O

Corpo astral interpenetra o corpo etérico. É o veículo das emoções, desejos

e

paixões; corresponde exatamente à matéria física que a interpenetra, cada

variedade de matéria física atrai matéria astral de densidade correspondente.

Tem a forma ovóide e é constituído de radiações coloridas que os videntes descrevem quando observam a aura.

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Nos homens mais primitivos sua constituição áurica é grosseira. É a sede dos instintos, das emoções fortes, desejos e paixões. O amor terreno que vibra egoisticamente, com necessidade de posse, ciúmes, autopiedade etc, tem origem nesse corpo. À medida que evoluiu e seus sentimentos começam a se expressar nos subplanos superiores, o indivíduo sublima este corpo e começa a ligar-se à sua contraparte superior, ou Corpo Búdico (ou Corpo Intuicional, ou Corpo Crístico), sede do Amor Universal incondicional.

6 - O Corpo Etérico

É o veículo do prana, da força vital universal (o Ki do ReiKI). Este corpo absorve o prana ou vitalidade e o distribui pelo corpo físico. É a ponte entre o corpo físico e o corpo astral, transmitindo a consciência dos contactos e as sensações físicas ao corpo astral. Inversamente, também transmite a consciência astral e dos corpos superiores ao cérebro físico e ao Sistema Nervoso.

7 - O Corpo Físico

Serve para nos manifestarmos no plano tridimensional, chamado comumente plano denso, que é onde a matéria tem sua completa manifestação. É claro que este veículo é adaptado para este plano físico.

Ele é o laboratório, através dele poderemos trabalhar nossa evolução.

é adaptado para este plano físico. Ele é o laboratório, através dele poderemos trabalhar nossa evolução.

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Os sete níveis ou corpos

De acordo com a milenar concepção setenária, originária da antiga tradição oriental, o agregado homem-espírito compõe-se de dois extratos distintos:

A. Tríade Divina ou Ternário Superior ou ainda Individualidade ou Eu - individualidade composta pelos níveis Átmico, Búdico e Mental Superior (ou Causal).

B. Quaternário Inferior ou Ego - Personalidade - composta pelos níveis Mental Inferior ou Concreto, Astral ou Emocional, Corpo Etérico, Duplo Etérico ou Corpo Vital e Corpo Físico ou Somático.

Os corpos, Físico e Etérico são corpos materiais, que se perdem pelo fenômeno morte. Os demais são Espirituais e o ser os vai abandonando gradativamente na medida em que evolui até se tornar espírito puro.

na medida em que evolui até se tornar espírito puro. Corpo Físico - Carcaça de carne,

Corpo Físico - Carcaça de carne, instrumento de suporte passivo, recebendo a ação dos elementos anímico-espirituais, constituído de compostos químicos originários do próprio planeta. São milhares de vidas organizadas e administradas pela vida e comando do espírito. O único estudado e relativamente conhecido pela ciência oficial.

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Nele, somatizam-se os impulsos desarmônicos oriundos dos demais corpos, níveis ou sub-níveis da consciência, em forma de doenças, desajustes ou desarmonias, que são simples efeitos e não causa. Mais detalhes sobre este corpo ver Anexo H.

e não causa. Mais detalhes sobre este corpo ver Anexo H. Corpo Etérico - Alma Vital,

Corpo Etérico - Alma Vital, vitalidade prânica, reproduz o talhe do corpo físico, estrutura tênue, invisível, de natureza eletromagnética densa, mas de comprimento de onda inferior ao da luz ultravioleta, quase imaterial. Tem por função estabelecer a saúde automaticamente, sem interferência da consciência. Está ligado a doação ou exteriorização de energias pois no corpo etérico é que se situam os chacras ou centros de força. O corpo etérico tem importante papel nas terapias energéticas. É muito confundido com o perispírito ou corpo astralO Corpo Etérico é o mediador ou elo plástico entre o Corpo Físico e o Astral ou conjunto perispírito. Essas ligações acontecem ou se fazem por cordões ligados aos chacras (Anexo J) ou centros de força.

E no caso de nosso trabalho no Grupo Ramatís, onde o interesse é mais

direcionado aos aspectos do psiquismo, procuramos estudar mais a ligação ou cordão que se liga na região do bulbo ou nuca. No entanto, como

trabalhamos também com terapia alternativa, freqüentemente percebemos dificuldades com os demais cordões, que parecem sujos ou emaranhados.

O Duplo Etérico é constituído por ectoplasma - sua base é o éter cósmico e,

como composição exterior, o éter físico emanado do próprio planeta Terra e elaborado no fantástico laboratório homem-espírito. É fundamental nos fenômenos de tele-transporte (efeitos físicos) e acoplamento ou sintonia mediúnica. Este corpo possui individualidade própria e tem consciência um tanto instintiva e reduzida, podendo ser dividido em sete níveis ou camadas, conforme estudos e informações recentes da espiritualidade.

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Grande número de doenças e desarmonias está alojado no Duplo Etérico, influenciando daí, o Corpo Físico. Sua cor é azul do lado esquerdo e alaranjado do lado direito e, quando em intensa atividade, tende ao azul- cinzento-violáceo.

Todos os seres vivos possuem Duplo Etérico, embora nem todos tenham Corpo Astral ou Mental. Pode ser afetado por substâncias ácidas, hipnóticas, sedativas ou entorpecentes, e sensíveis também ao perfume, frio, calor, magnetismo, etc. As criaturas dotadas de mediunidade devem ter o máximo cuidado evitando alimentos ou bebidas com as características acima descritas.

Pode ser afastado do corpo por pequena distância, através de anestesia, transe mediúnico, sono, coma alcoólico, hipnotismo, etc, mas tende sempre a reintegração.

O Duplo vibra em média 1cm acima do Corpo Físico. Sua função mais

importante é transmitir para a tela do cérebro todas as vibrações das emoções e impulsos que o perispírito recebe da alma além de absorver a vitalidade ou prana do mundo oculto emanada do Sol, misturando-a com as várias energias vitalizantes do planeta e distribuindo-as ao soma. Seu automatismo é instintivo e biológico, não inteligente.

No caso do ataque epiléptico o Duplo Etérico fica saturado de venenos usinados, acumulados e expurgados pelo perispírito ou níveis mais altos da consciência e afasta-se violentamente do corpo, evitando com isso, danos à delicada construção celular do Corpo Físico. Ele possui função semelhante ao do fusível ou chave disjuntora, que sob o efeito de elevação brusca da tensão elétrica, desliga-se automaticamente, aliviando e preservando o sistema.

É claro que existem outros ataques que não são epilépticos, embora

semelhantes, e nessa categoria, pela nossa experiência na mesa mediúnica e pesquisas com os níveis de consciência através do Desdobramento Múltiplo, podemos falar de mais três efeitos (ataques) semelhantes:

a) A ação agressiva de um obsessor violento a uma criatura possuidora de

alta sensibilidade mediúnica (nervosa) quando direcionada ao pescoço da vítima, produz a mesma aparência do ataque epiléptico.

b) Quando a criatura traz em si, mesmo veladas, lembranças de erros graves

em vidas passadas e, por remorso, tende a voltar ao local onde errou, ao defrontar-se com os quadros ideoplastizados ou ainda lá existentes, sofre tremendo impacto nervoso e emocional, entrando em convulsão.

c) Quando antigas vítimas, agora transformadas em vingadores, plasmam ao

redor ou na tela mental da criatura, clichês ou quadros tenebrosos de seus

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erros em passadas existências. Da mesma forma o choque emocional acontece.

Nos três últimos casos o fenômeno geralmente é inconsciente e de difícil diagnóstico, mas perfeitamente passível de atendimento e cura, a nível espiritual num primeiro estágio e psicológico num segundo.

Podemos tomar também, como exemplo do bloqueio de Duplo Etérico com desastrosas conseqüências imediatas, mediatas e de longo prazo, os casos de vícios químicos como fumo, tóxicos, álcool e uso imprudente de determinados medicamentos. Conhecido é o caso da Talidomida que foi recomendada como atendimento nos enjôos da gravidez e produziu um bloqueio nas articulações dos ombros dos futuros bebês por impedimento do fluxo das energias que formariam os braços.

Como conseqüência, nasceram bebês apresentando deficiências físicas irreversíveis.

O Duplo Etérico, quando do desencarne do ser, tem ainda a função de drenar dos níveis mais altos para o cadáver, as energias residuais, aliviando, dessa forma, ao desencarnante as sobrecargas desnecessárias e evitando sofrimentos futuros nos charcos de lama ácida do baixo astral, onde o mesmo teria que drenar esses sedimentos negativos.

No desencarne por suicídio, acidente ou síncope cardíaca, há como que um choque violento, pela desintegração dos motos vorticosos (chacras), o que provoca o rompimento dos cordões fluídicos, impedindo a imediata e necessária drenagem de que já falamos.

a imediata e necessária drenagem de que já falamos. Corpo Astral - Emocional, sensibilidade geral, instinto,

Corpo Astral - Emocional, sensibilidade geral, instinto, emoções passionais. Primeiro invólucro espiritual mais próximo da matéria, facilmente visível por clarividentes. Luminosidade variável, branca argêntea, azulada etc. É o MOB (Modelo Organizador Biológico), é o molde que estrutura o Corpo Físico. Observável por fotografias, vidência, moldagens, impressões digitais, tácteis e aparições fantasmagóricas.

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Todos os espíritos que incorporam em médiuns, possuem esta estrutura corpórea sutil, necessária à sua manutenção no mundo astral. Já os espíritos que não possuem este corpo em virtude de sua evolução, se comunicam com médiuns via intuição mental.

Desconfiamos que os espíritos que estão na forma ovóide e que se apresentam sem a forma humana, na realidade não perderam o Corpo Astral, eles o implodiram. Afirmamos isso em virtude de termos conseguido incorporá-los e restabelecer a sua forma humana. Se houvessem perdido, isso não seria possível.

Por outro lado, verificamos também que os médiuns que se recusam sistematicamente a educar sua mediunidade e colocá-la a serviço do semelhante no trabalho do bem, acumulam energias nesse corpo e no Duplo, deformando-os e prejudicando-os.

O Corpo Astral tem ainda a função da sensibilidade, dor ou prazer, registro das emoções sob vontade, desejos, vícios, sentimentos, paixões, etc., que nele são impressos pela força do psiquismo.

Este corpo é utilizado no mundo espiritual para incorporar espíritos já desprovidos dele, tal como nossas incorporações mediúnicas. O Corpo Astral pode desencaixar (desdobrar) do Físico por anestesia, coma alcoólico, droga, choque emotivo ou desdobramento apométrico da mesma forma que o Duplo Etérico. É com ele que, nos trabalhos com a técnica da Apometria, projeções astrais conscientes ou por sonho, viajamos e atuamos no tempo e no espaço. Tem a condição de desdobrar-se em sete sub-níveis conservando sua consciência e faculdades.

Corpo Mental Inferior ou Concreto - Alma inteligente, mentalidade, associação de idéias, sua aura ovalada envolve todo o corpo, pode ser registrado por fotografias ou percebido pela vidência. É o corpo que engloba as percepções simples, através dos cinco sentidos comuns, avaliando o mundo através do peso, cheiro, cor, tamanho, gosto, som, etc. É o repositório do cognitivo. É o primeiro grande banco de dados onde a mente física busca as informações que precisa, seu raciocínio é seletivo. Ele registra aquilo que, exterior à nossa pele, impressiona o nosso sistema nervoso. Está mais relacionado com o Ego inferior ou Personalidade encarnada.

Este corpo, quando em desequilíbrio, gera sérias dificuldades comportamentais tais como comodismo, busca desenfreada de prazeres mundanos, vícios etc. Normalmente sua forma é ovalada, mas pode ocorrer em raros casos uma forma triangular ou retangular, tem cores variáveis, podendo desdobrar-se em sete sub-níveis com os mesmos atributos que lhe são inerentes.

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Corpo Mental Superior ou Abstrato - Memória criativa, pode ser percebida pela vidência. Este corpo é o segundo grande banco de dados de que dispõe

o ser. Ele elabora e estrutura princípios e idéias abstratas, buscando sínteses ou conclusões que por sua vez são geradoras de novas idéias e assim por diante, infinitamente.

Quando ligado às coisas superiores, ocupa-se de estudos e pesquisas visando o aprimoramento do ser. Quando apegado às vivências inferiores em conexão com seus atributos de poder, mando e domínio do meio, cria sérias dificuldades à personalidade encarnada, pois costuma fragmentar-se em sub- níveis, liderando linhas de perturbação com os demais, que se ausentam, ignorando a realidade da personalidade encarnada.

Tem forma de uma rosácea com nove pétalas quando harmônico e saudável, tom cromático de chamas amareladas ou laranja com várias outras nuances de cores, e cada pétala tem um significado por estar ligada ou retratar as vibrações de cada um dos sete níveis, (sendo que o Átma, o Astral e Duplo Etérico são representados por duas pétalas cada, O Búdico está representado pela pétala superior em forma de cálice contendo dentro três pétalas menores representando as três almas, Moral, Intuitiva e Consciencial). Por ser o equipo do raciocínio criativo, é nele que acontece a elaboração do processo responsável pelo avanço científico e tecnológico, além de todo nosso embasamento filosófico. É o corpo que faz avaliações, formula teorias, relaciona símbolos e leis.

Trata do subjetivo, da imaginação, está mais relacionado com o Eu Superior ou Crístico, com a Individualidade. É o Corpo Causal, é causa, detentor da vontade e imaginação, é normalmente o gerenciador dos programas e ações do ser. Apega-se facilmente ao mando e poder, é o nível que tem o atributo do domínio do meio onde o ser vive, podendo por alguma contrariedade reagir negativamente a esse meio.

Corpo Buddhi - Composto pelas três Almas - Moral, Intuitiva e Consciencial - veículos e instrumentos do espírito. Suas linhas de força formam o corpo do mesmo, matéria hiperfisica, de sutil quintessenciação. Tem como atributo principal o grande núcleo de potenciação da consciência. Lá as experiências

e acontecimentos ligados ao ser estão armazenadas e é de lá que partem as ordens do reciclar permanente das experiências mal resolvidas.

Alma Moral - Discernimento do bem e do mal sob o ponto de vista individual, tem a forma de um sol em chamas, é o veículo do espírito que impulsiona o espírito a obediência às leis do local onde o espírito está encarnado e comanda o comportamental da entidade encarnada em relação ao meio.

Alma Intuitiva - Intuição, inspiração do gênio científico, literário e artístico. Iluminismo. Em forma de ponta de lança triangular irradiando em torno, chamas ramificadas, animada de movimento rotatório lento, antena captadora

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e registradora das informações que vibram no cosmo. Instrumento da inspiração.

Alma Consciencial - Em forma de pequeno sol muito brilhante, radiações retilíneas, centro da individualidade espiritual. Consciência coordenadora e diretora da vida, elo de ligação com a Centelha Divina.

De um modo geral o Corpo Buddhi é pouco conhecido. Longe de nossos padrões físicos e de nossos meios de expressão, não há como compará-lo.

É o verdadeiro perispírito, ao final do processo evolutivo, quando os demais a

ele se fundiram. É nele que se gravam as ações do espírito e dele partem as notas de harmonia ou desarmonia ali impressas, ou seja, as experiências bem significadas estão ali arquivadas e são patrimônio do espírito. As experiências mal resolvidas são remetidas de volta à personalidade encarnada para novas e melhores significações. E por ser, no espírito, o grande núcleo de potenciação da sua consciência cósmica, suas impulsões terão seus efeitos visíveis e somatizados no Corpo Físico ou no psiquismo da personalidade encarnada.

Tudo o que é inferior tende ao movimento descendente e o soma passa a ser

o grande fio terra do ser em evolução. Quando em trabalho de limpeza dos

cordões energéticos que ligam os corpos, observamos que ao se desbloquear os cordões, intensa e luminosa torrente de luz multicor jorra até os corpos inferiores.

Observados pela visão psíquica (vidência), o Buddhi e o Átmico formam maravilhoso e indescritível conjunto de cristal e luz girando e flutuando no espaço.

conjunto de cristal e luz girando e flutuando no espaço. Corpo Átmico . - Espírito Essência

Corpo Átmico.- Espírito Essência ou Centelha Divina - Idiogênese diretriz e formativa, princípio fundamental e coordenador. Esfera multifacetada, verdadeiro sol irisado de luzes policrômicas. Inexplicável, indescritível, imanente, transcendente e eterno. Eu Cósmico. Mônada ou Semente pulsante de vida.

http://frat.esp.lourenco.sites.uol.com.br/apometria.h

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A constituição do Homem segundo outras religiões e filosofias

Na literatura rosacruciana de Max Heindel (que foi também teósofo), fundador da Fraternidade Rosacruz, é apresentada uma constituição sétupla do Homem [1]. Neste caso, diz-se que o homem é um Espírito tríplice (ou Ego formado por três aspectos: Espírito Divino, Espírito de Vida e Espírito Humano), possuindo uma mente que governa, como uma reflexão invertida [2], o tríplice corpo (corpo denso, corpo vital e corpo de desejos). Assim, durante o presente "Dia de Manifestação" que elevará o homem da impotência à omnipotência (da inocência à virtuosidade), o Espírito Divino emana de si o corpo denso extraindo como alimento a Alma consciente; o Espírito de Vida emana de si o corpo vital, extraindo como alimento a Alma intelectual; e o Espírito Humano emana de si o corpo de desejos, extraindo como alimento a Alma emocional [3].

A constituição do Homem segundo os Mestres Ascensos. Nos ensinamentos

da The Summit Lighthouse, o homem também é constituído de sete corpos:

três corpos superiores: o Corpo da Presença do EU SOU, o Corpo Causal e o Santo Cristo Pessoal e quatro corpos inferiores: o corpo etérico, o corpo mental, o corpo emocional (ou astral) e o corpo físico. Os três corpos superiores correspondem ao plano do Espírito e os quatro corpos inferiores ao plano da matéria.

Além disto, outras correntes rosacruzes, como é o caso da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, preferem propor uma constituição humana formada por três princípios: Corpo, alma e espírito. Neste esquema tríplice, o Corpo é associado ao corpo denso; a alma é associada ao corpo astral; e o espírito aos princípios superiores do homem. A alma se constitui no elo que une e liga

o corpo e o espírito. Um idéia semelhante é o perispírito da doutrina espírita, elemento mais sutil que o corpo, porém mais denso que o espírito e que o reveste.

Interessante observar que uma constituição tríplice do Homem (corpo, alma e espírito) também é aceita pela Igreja Católica.

que uma constituição tríplice do Homem (corpo, alma e espírito) também é aceita pela Igreja Católica

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A constituição do Homem segundo o espiritismo.

Perispírito

do Homem segundo o espiritismo . Perispírito 1. ALGUMAS DEFINIÇÕES DO PERISPÍRITO 1) Perispírito

1. ALGUMAS DEFINIÇÕES DO PERISPÍRITO

1) Perispírito — Invólucro semi-material do Espírito. Nos encarnados, serve de laço intermediário entre o Espírito e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito. (Kardec, s. d. p., p. 374)

2) O Espírito é envolvido por uma substância que é vaporosa para os encarnados, mas ainda bastante grosseira para os desencarnados; suficientemente vaporosa, entretanto, para que ele possa elevar-se na atmosfera e transportar-se para onde quiser. Como a semente de um fruto é envolvida pelo perisperma, o Espírito propriamente dito é revestido de um envoltório que, por comparação, se pode chamar Perispírito. (Kardec, 1995, pergunta 93).

3) O Perispírito é o Princípio intermediário entre a matéria e o Espírito, cuja finalidade é tríplice: — manter indestrutível e intacta a individualidade; — servir de substrato ao corpo físico, durante encarnação ; — constituir o laço de união entre o Espírito e o corpo físico, para a transmissão recíproca das sensações de um e das ordens do outro. (Freire, 1992, p. 29 e 30)

4) O Espírito Emmanuel, designa o Perispírito como “campo eletro- magnético, em circuito fechado, composto de gases rarefeitos” (gases que se desfazem ou diminuem de intensidade).

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2.

DENOMINAÇÕES DO PERISPÍRITO

Há inúmeras, em várias épocas, conforme a Filosofia: nas eras primitivas, Corpo-Sombra; para os indianos, Liga Sharira; no antigo Egito, ; para a Teosofia, Corpo Astral; segundo Paulo de Tarso, Corpo Celeste; para a

Filosofia do Século XIX, Mediador Plástico; e, finalmente para o Espiritismo,

é

o Perispírito.

3.

ORIGEM DO PERISPÍRITO

A

origem do perispírito está no fluido universal. O ponto de partida do fluido

universal é a pureza absoluta, da qual nada nos pode dar idéia; o ponto oposto é a sua transformação em matéria tangível, adquirindo diversos graus de condensação. O perispírito é uma dessas transformações, mas sob a forma de matéria quintessenciada, ou seja, não perceptível aos olhos carnais. Assim, o perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. O corpo carnal também tem seu

princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. A natureza do envoltório fluídico está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito. (Kardec, 1975, cap. XIV, item

7)

4.

NATUREZA E CONSTITUIÇÃO DO PERISPÍRITO

A

natureza do perispírito está sempre em relação com o grau de

adiantamento moral do Espírito. Os Espíritos inferiores não podem mudar de envoltório a seu bel-prazer, pelo que não podem passar, à vontade de um mundo para o outro. Os Espíritos superiores, ao contrário, podem vir aos mundos inferiores, e, até, encarnar neles. Quando o Espírito encarna em um globo, ele extrai do fluido cósmico desse globo os elementos necessários para a formação do seu perispírito. Assim, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna. Resulta disso que a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados e desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou inferioridade do Espírito. (Kardec, 1975, cap. XIV, item 9)

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5. PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO Flexibilidade e expansibilidade são as duas principais propriedades do perispírito. O

5. PROPRIEDADES DO PERISPÍRITO

Flexibilidade e expansibilidade são as duas principais propriedades do perispírito. O perispírito não está preso ao corpo, sem poder desprender-se. Em Obras Póstumas, no capítulo sobre manifestações dos Espíritos, 1.ª parte, item 11, lemos: "O Perispírito não está encerrado nos limites do corpo como numa caixa. É expansível por sua natureza fluídica; irradia-se e forma, em torno do corpo, uma espécie de atmosfera que o pensamento e a força de vontade podem ampliar mais ou menos". Baseando-se neste texto, o Dr. Ari Lex acha que não há necessidade de usarmos a palavra "aura". O termo atmosfera fluídica seria uma noção mais simples e cristalina.

6. FUNÇÕES DO PERISPÍRITO

6.1. ORGANIZADOR BIOLÓGICO

O perispírito é o molde fluídico, a "idéia diretriz" , o "esqueleto astral" ou o "modelo organizador biológico" do corpo carnal.

Sabemos que o Espírito acompanhado de seu perispírito começa a se ligar ao corpo físico do reencarnante desde o começo da vida embrionária. Como esboço fluídico que é, o Perispírito vai orientando a divisão celular, ou seja, a sua união com o princípio vito-material do germe. Como campo eletromagnético que é, pode, por isso, ser comparado ao campo do ímã, quando orienta a disposição da limalha de ferro. (Lex, 1993, p. 49 a 54)

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6.2.

INTERMEDIÁRIO ENTRE O CORPO E O ESPÍRITO

O Perispírito é órgão transmissor, funcionando como um transformador elétrico, no qual a corrente entra com certa voltagem e sai com voltagem diferente. O corpo recebe a impressão, o Perispírito a transmite e o Espírito, sensível e inteligente, a recebe, analisa e incorpora. Mas podemos ter um trajeto inverso. Quando há iniciativa que vem do Espírito, como ordem para o corpo executar, o Perispírito a transmite para o sistema nervoso, que a define como um impulso motor. Essa ordem vai, através dos nervos motores, aos músculos, que se contraem, obedecendo à ordem recebida. Surgem, assim, os movimentos: locomoção, fala, gestos da mímica, canto, salto etc. Alguns movimentos são automáticos, como os da respiração, do bombeamento do sangue pelo coração e, mais profundamente inconscientes, as contrações peristálticas do intestino. Também, nesse caso, a atuação do Perispírito é inegável. (Lex, 1993, p. 57 a 61)

6.3. ATUAÇÃO NAS COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS

As bilocações dos Espíritos são os fatos marcantes que atestam o desprendimento do Perispírito. Kardec, em Obras Póstumas, diz: "Fica, pois, demonstrado que uma pessoa viva pode aparecer simultaneamente em dois pontos diferentes; num, com o corpo real; em outro, com o Perispírito condensado, momentaneamente, sob a aparência de suas formas materiais". (Lex, 1993, p. 62 a 74)

Em todo o ato mediúnico, o Espírito aproxima-se do médium e o envolve nas suas vibrações espirituais. Essas vibrações irradiam-se do seu corpo espiritual, atingindo o corpo espiritual do médium. A esse toque vibratório semelhante a um brando choque elétrico reage o perispírito do médium.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

FREIRE, A. J. Ciência e Espiritismo: da Sabedoria Antiga à Época Contemporânea. 3. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1992. KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed., São Paulo, FEESP, 1995. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Doutrinadores. São Paulo, Lake, s.d.p. KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975. LEX, A. Do Sistema Nervos à Mediunidade. São Paulo, FEESP, 1993.

(Org. por Sérgio Biagi Gregório)

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Entre na nossa corrente você também, seja um colaborador de Iandé, faça parte da nossa egrégora ***

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