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Faculdade Estácio de Sá - FAL

Disciplina: Direito Processual Civil II


Docente: Ana Ketsia B. M. Pinheiro
Aula 11
Coisa Julgada
Homologação de Sentença
Estrangeira
Coisa Julgada
 Pode-se conceituar a coisa julgada como sendo o
revestimento de imutabilidade que favorece
estabilidade à sentença e aos seus efeitos,
pairando sobre o provimento jurisdicional
quando não couber mais recurso, seja por lapso
temporal ou exaurimento de todas as suas vias.

 Sendo assim, podemos dizer que coisa julgada


é o instituto jurídico-processual que possibilita
dizer que o processo chegou ao fim, ou seja,
põe fim definitivamente ao conflito.
A coisa julgada pode ser realizada de duas formas
diferentes: coisa julgada material e a formal.
Para DINAMARCO , a coisa julgada formal e material
não são institutos autônomos ou diferentes, mas
constituem “dois aspectos do mesmo fenômeno de
imutabilidade, ambos responsáveis pela segurança
jurídica.” Para ele, a coisa julgada material seria a
imunização dos efeitos da sentença, enquanto que
a coisa julgada formal seria a imutabilidade da
sentença em si mesma como ato jurídico do
processo, sendo essa a razão pela qual verifica-se
coisa julgada formal em qualquer sentença, seja de
mérito ou terminativa.
Resumindo a ideia de Dinamarco:

A coisa julgada pode ser material (quando se


projeta para fora do processo) ou formal
(imutabilidade da sentença em si mesmo –
efeito endoprocessual que põe fim à relação
processual). Representa uma opção política do
legislador, que visa a conciliar os princípios da
celeridade e segurança, certeza e justiça das
decisões, buscando um equilíbrio entre estes
vetores muitas vezes contrapostos. Sua
previsão constitucional está no art. 5º, XXXVI e
infraconstitucional nos arts. 502 e ss do NCPC.
O art. 502 do NCPC trata a coisa julgada como a
autoridade que a sentença de mérito assume,
tornando-se imutável e indiscutível, quando
restar impossível a impugnação por qualquer
recurso.
 A função da coisa julgada é dupla, ou seja, tem
uma função negativa e positiva.
Por função negativa entende-se o impedimento,
verdadeira proibição, de que se volte a discutir no
futuro, em outros processos, a questão já decidida.
A função positiva consiste em tornar vinculante a
situação jurídica das partes decidida pelo estado-
juiz.
COISA JULGADA FORMAL E MATERIAL NO
PROCESSO CIVIL

 Enquanto a sentença ainda estiver sujeita a


recurso, ela não se encontra capaz de produzir
seus regulares efeitos.

 Isso significa que ela ainda pode vir a sofrer


alterações pois, dado o duplo grau de jurisdição,
o Estado ainda não prestou a tutela jurisdicional
final, impondo a vontade do ordenamento
jurídico ao caso concreto em juízo deduzido.
 Há um momento em que a sentença encontra
estabilidade e se torna imutável, seja porque
esgotados os recursos, seja porque estes não
foram utilizados nos prazos legais. Desde que não
mais sujeita a recurso, a sentença transita em
julgado.

 A coisa julgada está ligada à ideia de término, de


encerramento do processo e a imutabilidade
daquilo que ali foi decidido.
 O principal efeito da sentença seria a formação
da coisa julgada.

 A corrente majoritariamente aceita entende que


a coisa julgada é uma qualidade dos efeitos da
sentença ou da própria sentença. Para a teoria
dominante, que é a de Liebman, a coisa julgada
“é a imutabilidade do comando emergente de
uma sentença”. Não é efeito da sentença,
mas a qualidade dela, representada pela
sua imutabilidade ou a de seus efeitos.
O NCPC, no artigo 494, preceitua que o efeito
principal da sentença é o de esgotar a função
jurisdicional. A coisa julgada é de aí, não o efeito,
mas a qualidade que torna imutáveis os efeitos da
sentença, não mais sujeita a recursos.

NCPC, Art. 494. Publicada a sentença, o juiz só


poderá alterá-la:
I – para corrigir-lhe, de ofício ou a requerimento da
parte, inexatidões materiais ou erros de cálculo;
II - por meio de embargos de declaração.
Já no art. 502, NCPC, limita-se a definir a coisa
julgada material, quando coloca: “Denomina-se
coisa julgada material a autoridade que torna
imutável e indiscutível a decisão de mérito, não
mais sujeita a recurso”.

Não sendo mais possível a impugnação da


sentença no processo em que foi proferida,
ocorre o que se denomina de coisa julgada
formal, ou seja, a imutabilidade da sentença
dentro do processo.
 A coisa julgada formal, é uma qualidade da
sentença quando não mais recorrível; a coisa
julgada material, uma eficácia específica da
sentença, a autoridade da coisa julgada,
condicionada à formação da primeira.

 A coisa julgada formal está ligada à ideia


de término do processo. Consiste na
imutabilidade da sentença pela preclusão dos
prazos para recurso.
 Decorre que, da impossibilidade de interposição
de recursos, a sentença se torna imutável
naquele processo onde foi proferida. Com isto, o
Estado cumpre seu dever na entrega da
prestação jurisdicional .

 A coisa julgada formal consiste nas sentenças


terminativas, que somente extinguem o
processo, sem conhecer do mérito. Nesses casos,
em que se opera somente dentro do processo,
não impede que se o discuta em outro processo.
 A coisa julgada material só ocorre nas sentenças
de mérito. Para estas, ocorrendo a coisa julgada
formal ocorre também a coisa julgada material.

Limites objetivos e subjetivos da coisa julgada


 A questão dos limites objetivos, diz respeito à
extensão da autoridade da coisa julgada, isto é,
sobre o que efetivamente incide. Trata-se de
saber o que, na sentença, torna-se imutável, o
que transita em julgado. Afinal, é processual a
essência da coisa julgada, isto é, com ela fica
vedada qualquer nova decisão sobre a mesma
questão já decidida, seja pelo órgão que a
proferiu seja por qualquer outro.
 Desse modo, para que fique bem delineado o
exato alcance do comando emergente da
sentença, é necessário também a identificação
precisa da relação jurídica material, sobre a qual
incidirá o provimento.

 O art. 503 do NCPC, dispõe que a decisão que


julgar total ou parcialmente o mérito, tem força
de lei nos limites da lide e das questões
decididas. Para a fixação dos limites da
autoridade da coisa julgada, no entanto, importa
é aquilo sobre o que a sentença decidir, ou seja, o
mérito; ou seja, sobre a pretensão posta pelo
autor na petição inicial.
 Decidindo a lide, o juiz decide sobre o pedido, daí
que a coisa julgada tem como objeto o pedido .
Portanto, é o dispositivo da sentença, que opera
coisa julgada material.

Segundo o art. 504 do NCPC somente a parte


dispositiva é que se acoberta da autoridade da coisa
julgada. Por esse artigo, não fazem coisa julgada:
I - os motivos, ainda que importantes para
determinar o alcance da parte dispositiva da
sentença;
II - a verdade dos fatos estabelecida como
fundamento da sentença;
Limites subjetivos da coisa julgada.

 A coisa julgada opera efeitos, de regra, somente


entre as partes. Isto quer dizer, que todos devem
respeito à decisão do órgão jurisdicional, mas a
autoridade da coisa julgada não pode prejudicar
nem beneficiar, quem não foi parte no processo.
Se foram as partes que objetivamente
estabeleceram o conteúdo da decisão transitada
em julgado, somente a elas deve se restringir, não
alcançando terceiros estranhos ao processo.
 É o que dispõe a lei processual, no seu art. 472: A
sentença faz coisa julgada às partes entre as
quais é dada, não prejudicando terceiros.
 Os terceiros não podem ser atingidos pela
imutabilidade da sentença, mas podem ser
atingidos indiretamente pelos efeitos da
sentença.

 Trata-se aqui da preconizada distinção de eficácia


natural da sentença e autoridade da coisa
julgada formulada por Liebman, pela qual a
primeira vale para todos e a segunda somente
para as partes.
 Por não serem atingidos pela autoridade da coisa
julgada, desde que prejudicados pelos efeitos da
sentença, os terceiros podem a ela se opor.

 Porém, somente os terceiros que tenham um


interesse jurídico, que conflite com a decisão
proferida, e que em razão dela sofra um prejuízo
também jurídico, é que pode a ela opor-se.
Defesa da prevalência da segurança jurídica

Muitos juristas trazem à tona o princípio da


justiça como basilar do direito, impondo-se, em
face dele, uma relativização da coisa julgada.

Esse forte argumento impõe aos defensores da


intangibilidade da coisa julgada material uma maior
fundamentação de suas razões, principalmente no
que concerne à natureza de garantia fundamental
que é.
 A coisa julgada é garantia essencial ao direito
fundamental da segurança jurídica, segurança
essa necessária à tranquilidade social, dado que
possibilita o planejamento futuro de acordo com
os efeitos da sentença e da certeza do passado.

 A coisa julgada material não só garante a


segurança a segurança nas relações jurídicas
como também se constitui um instrumento
fundamental para a efetiva tutela jurisdicional,
haja vista que garante estabilidade aos efeitos da
sentença fora do processo.
Relativização da coisa julgada – teoria da
imprevisão

Uma questão interessante se coloca: a coisa julgada


gera imutabilidade absoluta ou relativa? Há
possibilidades excepcionais de reabertura da
discussão (relativização da coisa julgada), quando
estão em jogo outros princípios e garantias
constitucionais, dentre elas a garantia de acesso à
justiça (CF, art. 5º, XXXV). “Não é legítimo eternizar
injustiças a pretexto de se evitar a eternização de
incertezas”.
Um dos casos mais comuns em que esta questão se
coloca é o do advento de coisa julgada sobre
reconhecimento de filiação antes do surgimento do
teste de DNA, sendo posteriormente realizado o
exame e descoberta a ausência de vínculo genético.
Caso tenha transcorrido o prazo da rescisória, é
possível se anular a relação de paternidade
comprovadamente inexistente?
 Há quem defenda a propositura de ação
declaratória de inexistência de coisa julgada,
imprescritível, para promover a coincidência entre
a verdade formal e a verdade real.

 Barbosa Moreira, por sua vez, acredita que seria


interessante uma alteração legislativa neste caso
para estabelecer como termo inicial do prazo da
rescisória o dia em que o interessado obtém o
laudo de DNA, ao invés do trânsito em julgado da
sentença rescidenda.
Imutabilidade da Sentença

A sentença de mérito transitada em julgado só


pode ser desconstituída mediante ajuizamento de
específica ação autônoma de impugnação (ação
rescisória) que haja sido proposta na fluência do
prazo decadencial previsto em lei, pois, com o
exaurimento de referido lapso temporal, estar-se-á
diante da coisa soberanamente julgada, insuscetível
de ulterior modificação.
Observação
Um exemplo recente de relativização de coisa
julgada pode ser visto no recente julgamento feito
pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo nº
363.889.

Especificamente neste caso, o STF concedeu a um


jovem o direito de propor nova ação de
investigação de paternidade para realizar exame de
DNA e, com isso, relativizou a coisa julgada de
sentença proferida em processo anterior já
encerrado, em que ele não havia conseguido provar
que o réu daquela ação era seu pai.
Para o STF, no caso específico, o instituto da coisa
julgada não é absoluto, eis que está em debate o
princípio constitucional da dignidade humana e que
toda pessoa tem o direito de saber se é ou não o pai
biológico de uma criança.
Assim, pode-se concluir que a imutabilidade das
decisões judiciais cobertas pela coisa julgada é a regra
geral e deve ser respeitada. No entanto, se sopesada
com outros valores que não podem ser esquecidos ou
deixados de lado, sejam previstos na CF ou para
resguardar questões inerentes à dignidade vida
humana, o STF com este julgado admitiu
excepcionalmente a relativização da coisa julgada.
Possibilidade de rediscussão da demanda

Art. 505. Nenhum juiz decidirá novamente as questões


já decididas relativas à mesma lide, salvo:

I - se, tratando-se de relação jurídica de trato continuado,


sobreveio modificação no estado de fato ou de direito,
caso em que poderá a parte pedir a revisão do que foi
estatuído na sentença;

II - nos demais casos prescritos em lei.


1. Preclusão e coisa julgada formal

 Toda e qualquer questão que tenha sido


previamente decidida pelo juiz não pode ser
redecidida por ele novamente, pois sobre ela já
terá se operado a preclusão, que nada mais
representa do que a perda do direito de praticar
determinado ato processual.

 Essa impossibilidade se traduz somente para


dentro do mesmo processo, pois quando atua
para fora adota a verdadeira conotação da coisa
julgada material.
2. Identificação da coisa julgada.

 Para se identificar sobre qual processo


exatamente incide determinada coisa julgada
deve-se analisar os seus três elementos
identificadores: partes, causa de pedir e pedido.
Havendo a tríplice identidade entre uma
demanda e outra, é possível dizer que a segunda
demanda não prospera em razão da existência da
coisa julgada anterior.
3. Coisa julgada rebus sic stantibus (Teoria da
Imprevisão) e relações continuativas.
A coisa julgada material nas demandas que
envolvem relações jurídicas continuativas se forma
de maneira igual a qualquer outra demanda que
envolva assunto diverso. Em verdade, em se
tratando de relação jurídica continuativa, havendo
alteração do panorama fático, não há mais a tríplice
identidade entre as demandas e por essa razão não
há mais o que se falar em impossibilidade de
redecisão do tema. Tratar-se-á de nova ação, cuja
causa de pedir e pedido serão alterados, muito
embora continuem parecidos.
Importante!

Segundo Nery Jr. a coisa julgada material se forma


sobre a sentença de mérito, mesmo que contenha
decisão sobre relações continuativas. Essa sentença,
que aprecia um feito cujo suporte é constituído por
relação dessa natureza, atende aos
pressupostos do tempo em que foi
proferida, sem, entretanto, extinguir a
própria relação jurídica, que continua
sujeita às variações de seus elementos.
Homologação de Sentença Estrangeira

O que é um processo de homologação de sentença


estrangeira?
É um processo que visa conferir eficácia a um ato
judicial estrangeiro.
Qualquer provimento, inclusive não judicial,
proveniente de uma autoridade estrangeira só terá
eficácia no Brasil após sua homologação pelo
Superior Tribunal de Justiça (art. 4º da Resolução n.
9/STJ de 4/5/2005).
Qual a norma que regulamenta a homologação de
sentença estrangeira?
A Resolução n. 9/STJ, de 4/5/2005.

Preciso de advogado para ingressar com esse


processo no STJ?
Sim, o processo de homologação de sentença
estrangeira, como qualquer processo judicial,
necessita ser feito por meio de uma petição
assinada por advogado com registro profissional na
Ordem dos Advogados do Brasil.
A quem compete processar e julgar o processo de
homologação de sentença estrangeira?

Importante!
Até 2004, esse processo era da competência do
Supremo Tribunal Federal. Após a Emenda
Constitucional n. 45/2004, o Superior Tribunal de
Justiça passou a ter a competência para processar e
julgar os feitos relativos à homologação de sentença
estrangeira e à concessão de exequátur às cartas
rogatórias.
Atualmente, é atribuição do Presidente do STJ
homologar sentenças estrangeiras e conceder
exequátur às cartas rogatórias. Porém, havendo
contestação, o processo será submetido a
julgamento da Corte Especial do STJ e distribuído a
um dos Ministros que a compõem (arts. 2º e 9º, §
1º, da Resolução n. 9/STJ de 4/5/2005).
Como requerer a homologação de uma sentença
estrangeira?
A homologação deve ser requerida necessariamente
por um advogado mediante petição endereçada ao
Ministro Presidente do STJ e protocolada na
Coordenadoria de Processos Originários. O
provimento final será uma decisão, homologando
ou não a sentença estrangeira.

Há necessidade de pagar custas neste processo?


Sim. Para saber o valor das custas, entre na página
inicial do STJ (www.stj.jus.br)
Quais são os requisitos indispensáveis para a
homologação de uma sentença estrangeira no
Brasil?
a) Haver sido proferida por autoridade
competente.
b) Terem sido as partes citadas ou haver-se
legalmente verificado a revelia.
c) Ter transitado em julgado.
d) Estar autenticada pelo cônsul brasileiro e
acompanhada de tradução por tradutor oficial
ou juramentado no Brasil.
Como conseguir um tradutor juramentado?
Os tradutores juramentados são encontrados nas
juntas comerciais de cada Estado e do Distrito
Federal.

A sentença estrangeira foi homologada. E agora, o


que fazer?
Após transitada em julgado a decisão que
homologar a sentença estrangeira, o interessado
deverá aguardar intimação da Coordenadoria de
Execução Judicial para pagamento das despesas de
extração da Carta de Sentença.
Atenção!

A natureza jurídica do pedido de homologação de


sentença estrangeira é de ação constitutiva e a
atividade homologatória do STJ não é meramente
administrativa, mas jurisdicional.
Revisão
 Sentença estrangeira: requisitos para
homologação; quem homologa.

 Fazenda Pública:
• Prazos diferenciados
• Duplo grau obrigatório de Jurisdição
(Reexame Necessário)

 Revelia relevante e irrelevante

 Fatos que independem de prova


Revisão

 O que pode estar na CONTESTAÇÃO: defeitos


formais, incompetência (absoluta e relativa),
impugnação do valor da causa.

 RECONVENÇÃO: o que é; quem pode reconvir;