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Faculdade Estácio de Sá - FAL

Disciplina: Processo Civil III


Recursos e Procedimentos Especiais
Docente: Ana Ketsia B. M. Pinheiro

Aula 3
Teoria Geral dos Recursos – finalização.
Dos Recurso em Espécie: Recurso de
Apelação
Renúncia e Desistência
 A renúncia é um ato de disponibilidade do
recurso que ainda não foi interposto pela parte.
 A desistência é um ato de disponibilidade do
recurso já interposto.
 Podem ser expressas ou tácitas:
Renúncia e desistência expressas: resultam de uma
manifestação expressa das partes.
Renúncia e desistência tácitas: quando há uma
conduta incompatível com a vontade de recorrer.
(Quando a parte dá cumprimento à decisão sem
nenhuma ressalva - preclusão lógica do direito de
recorrer).
Algumas regras sobre desistência

 A desistência independe de anuência da parte


adversária ou dos litisconsortes (NCPC, art. 998),
e de homologação judicial para a produção de
efeitos;
 A desistência pressupõe recurso já interposto;
 Em caso de litisconsórcio unitário, a desistência
do recurso somente é eficaz se todos os
recorrentes desistirem.
 A desistência é conduta determinante e, por isso,
somente produz efeitos em relação ao
recorrente.
IMPORTANTE!
Se o recurso ainda não foi interposto, e o
interessado manifesta vontade de não interpô-
lo, o caso é de renúncia;

Segundo a doutrina, a desistência é fato impeditivo


que obsta uma nova interposição do recurso do
qual se desistiu, mesmo ainda dentro do prazo;

O poder de desistir do recurso é especial e deve


constar expressamente na procuração do advogado
(NCPC, art. 105).
 Se a desistência implicar a extinção do processo,
com decisão de mérito desfavorável ao
recorrente, além do poder de desistir, ao
advogado deve ter sido outorgado, também, o
poder de disposição do direito material discutido
(transigir), sem o qual a desistência será
ineficaz em relação ao suposto representado.

 A desistência não extingue o procedimento


recursal por inadmissibilidade, mas, uma vez
interposto novamente o recurso revogado, esse
novo procedimento recursal, e não o primeiro,
será havido por inadmissível.
Conclusão

Se houver desistência da apelação, ela transita


em julgado. Depois da sentença, não há mais
como desistir da ação, pois esta desistência se dá
apenas em 1.º grau.

A desistência e renúncia não necessitam da


anuência dos litisconsortes, mas as
consequências sobre os demais litisconsortes que
não recorreram dependerão da natureza do
litisconsórcio.
Algumas regras sobre renúncia ao direito
de recorrer
 Segundo Moreira Barbosa, “renúncia ao direito
de recorrer é o ato pelo qual uma pessoa
manifesta a vontade de não interpor o recurso
de que poderia valer-se contra determinada
decisão”.
 Independe de aceitação da outra parte (NCPC,
art. 999).
 Não se admite a renúncia a termo ou sob
condição.
 A renúncia é sempre anterior à
interposição do recurso, mas não se admite
renúncia anterior à prolação da decisão que
poderia ser impugnada.

 É possível que se renuncie ao direito de recorrer


de forma independente, reservando-se o direito
de interpor recurso adesivo.

 Havendo litisconsórcio unitário, a renúncia


somente será eficaz se todos os litisconsortes a
ela anuírem.
 Se após a renúncia, o recurso for interposto, será
considerado inadmissível, pois a renúncia é fato
extintivo do direito de recorrer;

 Não se confunde a renúncia com a aceitação (ou


aquiescência) à decisão, embora ambas
importem inadmissibilidade do recurso
interposto. A aceitação é o ato pelo qual
alguém manifesta a vontade de conformar-se
com a decisão proferida. Pode ser por escrito ou
tácita.
A aceitação da decisão pela parte
• A aceitação tácita consiste na prática, sem
reserva alguma, de um ato incompatível com a
vontade de recorrer (NCPC, art. 1.000, § único).

OBS.: Não se configura como aceitação o


cumprimento forçado de uma decisão liminar, o
que não impede o direito de interpor o recurso
adequado.

• A aceitação pode ser total ou parcial e pode


ocorrer antes ou depois de interposto o
recurso.
A causa de pedir recursal: o error in
procedendo e o error in iudicando

A causa de pedir recursal compõe-se do fato jurídico apto


a autorizar a reforma, a invalidação ou a integração e o
esclarecimento da decisão recorrida.

 Chama-se de “error in iudicando” o


equívoco do juiz. Denuncia-se, por meio da
impugnação, “uma má-apreciação da questão
de direito ou da questão do fato, ou de ambas,
pedindo-se, em consequência, a reforma da
decisão”.
Chama-se de “error in procedendo” o vício da
atividade, que revela um defeito da decisão, apto a
invalidá-la. “O vício é de natureza formal,
invalidando o ato judicial, não dizendo respeito ao
conteúdo desse mesmo ato. Não se trata de
discutir o que foi decidido (o conteúdo da decisão),
como ocorre no recurso por error in iudicando;”

No recurso por error in procedendo, discute-se a


perfeição formal da decisão como ato jurídico:
discute-se, enfim, a sua validade (pouco importa o
acerto ou equívoco da decisão).
Alguns exemplos de errores in procedendo:

 Se o juiz designa perícia, e não intima as partes para,


querendo, formularem quesitos;

 Diante da juntada de um documento fundamental ao


julgamento, não ordena a intimação da parte
contrária para sobre ele manifestar-se;

 Pronuncia-se a respeito de uma questão alcançada


pela preclusão;

 Não fundamenta sua decisão.


TJ-MA - Agravo de Instrumento AI 0109922015 MA
0001639-78.2015.8.10.0000.
Data de publicação: 25/01/2016
Ementa: PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE
INSTRUMENTO. LIQUIDAÇÃO POR ARBITRAMENTO.
DESIGNAÇÃO DE
PERÍCIA. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DAS
PARTES PARA PARTICIPAR DA PRODUÇÃO DESSA
PROVA. NULIDADE. VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DO
CONTRADITÓRIO E DO DEVIDO PROCESSO LEGAL.
PERÍCIA INVALIDADA. AGRAVO PROVIDO.
I - Ao procedimento de liquidação por arbitramento
aplica-se o disposto nos artigos 420 e seguintes do
CPC, os quais disciplinam a produção de prova
pericial, em especial no atinente à necessidade de o
juiz determinar a intimação das partes acerca
da nomeação do perito, facultando-lhes a indicação
de assistente e a formulação de quesitos; II -
agravo provido.
Cumulação de pedidos no recurso
 O error in procedendo e o error in iuducando
podem ser alegados, simultaneamente, no
recurso.

 O vício de atividade deve vir alegado


inicialmente, sendo seguido da demonstração do
vício de juízo. É que, enquanto a alegação do
primeiro, uma vez acolhida pelo tribunal, gera a
anulação da decisão, o acolhimento da alegação
do error in iudicando ocasiona sua reforma. Daí
haver, logicamente, essa ordem de alegações.
Resumindo: uma vez feita a cumulação eventual
no recurso, se deve respeitar a seguinte ordem: em
primeiro lugar, o pedido de invalidação e, se
não acolhido esse, o de reforma.

Julgamento rescindente é o que, acolhendo a


alegação de error in procedendo, invalida a decisão
recorrida, determinando que se profira novo
julgamento no juízo a quo.
OBS.: Na apelação contra sentença extra ou ultra
petita não é necessária a devolução dos autos à
primeira instância, basta o tribunal desconsiderar
o excedente, “apagando-o”, que se retifica a
decisão recorrida, validando-a sem a necessidade
de juízo a quo proferir nova sentença. É aplicação
da regra do aproveitamento dos atos processuais:
não se deve anular todo o ato se apenas uma
parte da decisão está nula e essa parte pode ser
consertada sem prejuízo das demais (art. 281,
fine, do NCPC).
O art. 1.013, §§ 3º e 4º do NCPC prevê
expressamente essa possibilidade de
aproveitamento dos atos processuais no âmbito
recursal.

NCPC, art. 1.013.


§ 3o Se o processo estiver em condições de imediato
julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito
quando:
I - reformar sentença fundada no art. 485;
II - decretar a nulidade da sentença por não ser ela
congruente com os limites do pedido ou da causa de
pedir;
III - constatar a omissão no exame de um dos pedidos,
hipótese em que poderá julgá-lo;
IV - decretar a nulidade de sentença por falta de
fundamentação.
§ 4o Quando reformar sentença que reconheça a
decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível,
julgará o mérito, examinando as demais questões, sem
determinar o retorno do processo ao juízo de primeiro
grau.
Julgamento substitutivo é o que, acolhendo ou
não error in iudicando, ou não acolhendo error in
procedendo, opera a substituição da decisão
recorrida pela decisão que julgou o recurso,
exatamente porque não podem “subsistir duas
decisões com o mesmo objeto”.

ATENÇÃO!
Só se pode falar de julgamento substitutivo se o
recurso for conhecido.
NCPC, art. 1.008. O julgamento proferido pelo tribunal
substituirá a decisão impugnada no que tiver sido objeto
de recurso.

Princípio da proibição da reformatio in


pejus.
Se um único dos litigantes parcialmente vencidos
impugnar a decisão, a parte deste que lhe foi
favorável transitará normalmente em julgado, não
sendo lícito ao órgão ad quem exercer sobre ela
atividade cognitiva, muito menos retirar no todo ou
em parte, a vantagem obtida com o
pronunciamento de grau inferior.
A proibição de reformatio in pejus não está
expressamente prevista no ordenamento, mas é
aceita por quase todos dos doutrinadores.

Ocorre reformatio in pejus quando o órgão ad


quem, no julgamento de um recurso, profere
decisão mais desfavorável ao recorrente, sob o
ponto de vista prático, do que para aquele contra
o qual se interpõe o recurso.
Vedação do Benefício Comum
 Característica do direito luso-brasileiro.
 A apelação interposta por uma das partes servia à
outra, o que permitia ao “tribunal reformar a
sentença como bem quisesse, ainda que contra aquele
que, sozinho, o interpusera”. Na verdade, o instituto
do benefício comum da apelação favorecia a reformatio
in pejus.
O art. 1.013 do CPC veda o benefício comum
(A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento
da matéria impugnada) – e a existência do
recurso adesivo previsto no art. 997 do NCPC
corrobora essa conclusão.
Dos Recursos em Espécie

1 - APELAÇÃO
 Segundo o art. 1.009 do NCPC, é o recurso cabível
contra a sentença (ato que implica reconhecimento
de uma das situações previstas nos arts. 487 ou 489
do NCPC).
NCPC, Art. 1.010. A apelação, interposta por petição
dirigida ao juízo de primeiro grau, conterá:
I - os nomes e a qualificação das partes;
II - a exposição do fato e do direito;
III - as razões do pedido de reforma ou de decretação de
nulidade;
IV - o pedido de nova decisão.
§ 1o O apelado será intimado para apresentar
contrarrazões no prazo de 15 (quinze) dias.
§ 2o Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz
intimará o apelante para apresentar contrarrazões.
§ 3o Após as formalidades previstas nos §§ 1o e 2o, os
autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz,
independentemente de juízo de admissibilidade.
Importante!

Nas causas envolvendo Estado estrangeiro ou


organismo internacional contra município ou
pessoa residente ou domiciliada no Brasil, a
sentença é impugnada por recurso ordinário
constitucional, que faz às vezes de apelação (Lei
Federal n. 8.038/1990, art. 37).

O recurso ordinário constitucional, aqui, deve


obedecer a todos os requisitos de admissibilidade
de apelação.
O art. 17 da Lei de Assistência Judiciária (Lei Federal n.
1.060/1950) está assim regido:
“Caberá apelação das decisões proferidas em
consequência da aplicação desta lei; a apelação
será recebida somente no efeito devolutivo
quando a sentença conceder o pedido”.

Apesar da literalidade do texto, contra a decisão de


primeiro grau que denega a concessão da justiça
gratuita ou que julga improcedente a impugnação
manejada pela parte adversária, cabe agravo de
instrumento, por se tratar de decisão interlocutória.
Algumas considerações sobre a Apelação

 Deve ser interposta perante o Juízo a quo.


Todavia, ele não mais realiza o primeiro controle de
admissibilidade do recurso, que agora só é feito no 2º
Grau de Jurisdição;
 Assim, após decorrido o prazo para apresentação de
contrarrazões, o juiz monocrático envia a Apelação
para o juízo ad quem;
 Sendo positivo o juízo de admissibilidade, a apelação é
recebida. Se negativo, denega-se a apelação;
 Recebendo a apelação, o relator deve declarar os
efeitos em que a recebe, não havendo
discricionariedade em relação a esses efeitos.

Art. 1.011. Recebido o recurso de apelação no tribunal e


distribuído imediatamente, o relator:
I - decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses
do art. 932, incisos III a V;
II - se não for o caso de decisão monocrática, elaborará
seu voto para julgamento do recurso pelo órgão
colegiado.
NCPC, Art. 932. Incumbe ao relator:
III - não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou
que não tenha impugnado especificamente os
fundamentos da decisão recorrida;
IV - negar provimento a recurso que for contrário a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior
Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou
pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de
demandas repetitivas ou de assunção de competência;
V - depois de facultada a apresentação de contrarrazões,
dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for
contrária a:
a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior
Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal;
b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou
pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de
recursos repetitivos;
c) entendimento firmado em incidente de resolução de
demandas repetitivas ou de assunção de competência;
IMPORTANTE! Sendo matéria referente aos
pressupostos processuais, positivos e negativos, e
condições da ação, a questão, ainda que decidida,
pode ser reapreciada, por ser de ordem pública e
interessar ao julgamento, e não às partes (NCPC,
art. 485, § 3º).

Efeitos do Recurso de Apelação


 Em regra, a apelação tem duplo efeito, devolutivo e
suspensivo (NCPC, art. 1.012)
 Somente nas hipóteses taxativamente previstas pela lei
terá exclusivamente efeito devolutivo.
Hipóteses de recebimento da apelação sem efeito
suspensivo – NCPC, art. 1.012, § 1º - apelações
contra decisões:
• que homologam divisão ou demarcação de terras;
• que condenam à prestação de alimentos;
• que extinguem sem resolução de mérito ou
julgam improcedentes os embargos do
executado;
• que julgarem procedente o pedido de instituição
de arbitragem;
• e finalmente, as decisões que confirmam,
concedem ou revogam a antecipação dos efeitos
da tutela.